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Direito Administrativo 
Agências Reguladoras 
• Conceito: são autarquias com regime jurídico especial, dotadas de 
autonomia reforçada em relação ao Ente central, tendo em vista dois 
fundamentos principais: 
A. Despolitização (ou “desgovernamentalização”), conferindo tratamento 
técnico e maior segurança jurídica ao setor regulado; 
B. Necessidade de celeridade na regulação de determinadas atividades 
técnicas. 
• Atividade Regulatória: A atividade regulatória, exercida pelas agências 
reguladoras brasileiras, é complexa, pois envolve o exercício de três 
atividades diversas: 
A. Administrativas clássicas (ex.: poder de polícia); 
B. Poder normativo (ex.: prerrogativa de editar atos normativos); 
C. Judicantes (ex.: atribuição para resolver conflitos entre os agentes 
regulados). 
• Classificação: 
 Quanto a espécie: 
A. Agências reguladoras de serviços públicos concedidos (ex.: ANEEL, 
ANATEL, ANTT); 
B. Agências reguladoras de atividades econômicas em sentido estrito (ex.: 
ANP, ANCINE); 
Quanto aos Setores Regulados: 
A. Agências reguladoras monossetoriais: regulam, especificamente, uma 
atividade econômica ou um serviço público. É a regra geral (ex.: 
ANEEL, ANATEL, ANP); 
B. agências reguladoras plurissetoriais: regulam, ao mesmo tempo, 
diversas atividades econômicas e/ou serviços públicos (ex.: Agência 
Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do 
Sul – AGERGS; Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina 
– AGESC); 
• Regime Jurídico Especial: 
Poder Normativo: Autonomia às agências reguladoras para editar atos 
administrativos normativos, dotados de conteúdo técnico e respeitados 
os parâmetros (standards) legais, no âmbito do setor regulado. 
Atenção: 
• Normas editadas pelas agências não podem ser classificadas como 
“autônomas” fruto de delegação legislativa inominada. 
Autonomia Administrativa: A autonomia administrativa, reforçada, das 
agências reguladoras pode ser afirmada por duas características básicas: 
A. Estabilidade Forçada dos Dirigentes: 
1. Dirigentes que são brasileiros, de reputação ilibada, formação 
universitária e elevado conceito no campo do setor regulado, nomeados 
pelo Presidente da República, após aprovação do Senado; 
2. Exercício de mandato a termo, não coincidente com o mandato do 
agente político, bem como pela impossibilidade de exoneração ad 
nutum. 
3. Só perdem o cargo: 
- Renúncia: 
- Sentença transitada em julgado; 
- Processo administrativo com contraditório e ampla defesa; 
B. Impossibilidade de recurso hierárquico impróprio: 
1.Conceito de Recurso Impróprio: interposto perante pessoa jurídica 
diversa daquela que proferiu a decisão recorrida; 
2.Objetivo: assegurar que a decisão final na esfera administrativa seja da 
autarquia regulatória. 
Autonomia Financeira: possibilidade de instituição das chamadas “taxas 
regulatórias” (v.g.: art. 47 da Lei 9.472/1997) e pelo envio de proposta 
orçamentária ao Ministério ao qual estão vinculada. 
Atenção: 
• A “taxa regulatória” será tributo (taxa propriamente dita) apenas na 
hipótese de agências que regulam atividades econômicas, em razão da 
presença dos pressupostos normativos: legalidade, compulsoriedade e o fato 
gerador – poder de polícia; 
• A “taxa” cobrada por agência reguladora de serviços públicos não possui 
natureza tributária, mas sim contratual (preço público), pois não há 
exercício do poder de polícia propriamente dito por parte das agências, mas, 
sim, poder disciplinar no âmbito de relação de supremacia especial;

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