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QUESTÕES ENADE HOSPITALAR

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QUESTÕES HOSPITALARES
2007
QUESTÃO 1
Os gráficos demonstram duas pressões do sistema respiratório:
Analisando os gráficos, conclui-se que o Gráfico I representa as alterações de pressões durante a respiração:
(A) mecânica com pressão positiva, e o II, a respiração espontânea, sendo que o traçado A representa a pressão pleural, e o traçado B, a pressão alveolar. 
(B) mecânica com pressão positiva, e o II, a respiração espontânea, sendo que o traçado A representa a pressão alveolar, e o traçado B, a pressão pleural. 
(C) espontânea, e o II, a respiração mecânica com pressão positiva, sendo que o traçado A representa a pressão alveolar, e o traçado B, a pressão pleural. 
(D) espontânea, e o II, a respiração mecânica com pressão positiva, sendo que o traçado A representa a pressão pleural, e o traçado B, a pressão alveolar. 
(E) espontânea, e o II, a respiração mecânica com pressão negativa, sendo que o traçado A representa a pressão pleural, e o traçado B, a pressão alveolar.
COMENTÁRIO 
O gráfico I representa respiração espontânea, na qual a pressão pleural (B), antes que a inspiração comece, é de -5 cmH2O em virtude do recuo elástico do pulmão que contrapõe a tendência de expansão da caixa torácica. A pressão pleural cai durante a inspiração, pois à medida que o pulmão expande, o recuo elástico aumenta promovendo queda de pressão ao longo da via aérea que se associa com uma redução adicional na pressão pleural. Na expiração, a pressão ENADE Comentado 2007: Fisioterapia 19 pleural torna-se progressivamente menos negativa, pois ocorre redução do recuo elástico do pulmão. No entanto, em uma expiração forçada, a pressão pleural pode tornar-se positiva. A pressão alveolar (B), na ausência de fluxo ventilatório (inspiração ou expiração), é zero, porque sem nenhum fluxo aéreo não há queda da pressão ao longo das vias aéreas. Para que o fluxo inspiratório ocorra, a pressão alveolar cai, estabelecendo a pressão de impulsionamento. Em indivíduos normais, a alteração na pressão alveolar é de aproximadamente 1 cmH2O, mas em pacientes obstrutivos ela pode ser muitas vezes maior. Na fase expiratória devido à compressão do gás intra-alveolar pela retração elástica pulmonar, a pressão alveolar torna-se progressivamente positiva, até aproximadamente metade do fluxo expiratório, declinando ao longo da expiração até tornar-se igual a atmosférica. Na ventilação assistida e em modos espontâneos, como a Pressão de Suporte, a contração da musculatura vai depender da demanda metabólica do paciente (controle neural – drive), que vai proporcionar a queda de pressão no circuito do ventilador mecânico e, de acordo com a sensibilidade ajustada, promover a abertura da válvula (disparo), gerando um pico de fluxo inspiratório, aumentando progressivamente a pressão no sistema respiratório do paciente. Na expiração, ao contrário, como a pressão no sistema está elevada, a abertura da válvula expiratória promoverá a saída passiva do volume corrente. No gráfico II trata-se de ventilação mecânica, pois a pressão alveolar (A) se mantém positiva durante todo o ciclo e há inversão na dinâmica da pressão pleural (B), uma vez que na fase inspiratória esta tende a igualar-se a atmosférica e na expiratória decresce progressivamente. À medida que o fluxo de ar adentra o sistema respiratório, a pressão inspiratória vai se elevando, pois é necessária para vencer dois componentes: um resistivo (devido à resistência ao fluxo de ar passando pelas vias aéreas) e outro elástico (decorrente da distensão dos pulmões e da parede torácica).
QUESTÃO 2
A obtenção da pressão parcial de oxigênio no sangue arterial (PaO2) para avaliar o grau de hipoxemia utiliza um método invasivo chamado gasometria arterial. A avaliação da saturação percentual de oxigênio da hemoglobina arterial (SpO2), que é um método não invasivo, pode ser feita pela medida de oximetria de pulso.
Analisando o gráfico acima e considerando como hipoxemia o valor de 60 mmHg de PaO2, o valor da SpO2 obtido deverá ser de, aproximadamente:
(A) 95% 
(B) 90% 
(C) 75%
(D) 65% 
(E) 60%
COMENTÁRIO
A saturação de oxigênio da hemoglobina arterial depende da pressão parcial de oxigênio no sangue, ou seja, da fração de gás que está dissolvida no sangue, de maneira que quanto maior a pressão parcial de oxigênio maior será a ENADE Comentado 2007: Fisioterapia 33 saturação da hemoglobina (comportamento este demonstrado no gráfico apresentado na questão). No entanto, a resposta desta questão, não prescinde de conhecimentos de fisiologia, apenas leva em consideração a interpretação do gráfico, visando determinar o valor no eixo das ordenadas (y) representado pela saturação de oxigênio, para um determinado valor dado no eixo das abscissas (x) representado pela pressão arterial de oxigênio, gerado pelo ponto na curva de dissociação da hemoglobina.
QUESTÃO 3
Paciente de 38 anos, ao realizar uma sessão de exercícios, apresentou elevação de freqüência cardíaca de 120 bpm para160 bpm. A esse respeito, analise o gráfico a seguir.
Avaliando o gráfico, pode-se afirmar que o aumento da freqüência cardíaca:
(A) aumenta a pós-carga. 
(B) diminui a pré-carga. 
(C) não altera o débito cardíaco.
(D) diminui o débito cardíaco. 
(E) aumenta o débito cardíaco.
Comentário: O ciclo cardíaco é dividido em duas etapas. A primeira etapa refere-se ao enchimento das câmeras atriais e ventriculares e é chamado de diástole. A segunda etapa é conhecida como sístole e representa o momento da contração do músculo cardíaco. O conjunto de uma sístole e uma diástole é chamado de ciclo cardíaco. O número de vezes que o ciclo cardíaco se repete em um minuto é chamado de frequência cardíaca (FC). Durante o enchimento diastólico, o sangue pressiona as paredes cardíacas, gerando o que se chama de pré-carga, enquanto que na sístole a contração muscular literalmente espreme o sangue contra as paredes das câmaras. A pós-carga é a força necessária para vencer a resistência a ejeção do sangue. A partir desses conceitos, pode-se dizer que sempre que houver aumento de retorno venoso, ou seja, aumento do volume de sangue que retorna ao coração haverá aumento de pré-carga, ou seja, a sobrecarga de volume aumenta a pré-carga, enquanto que a sobrecarga de pressão aumenta a pós-carga. Sobrecarga de pressão é o termo utilizado para descrever as situações nas quais a resistência ao esvaziamento cardíaco aumenta, elevando a pós-carga e o trabalho cardíaco. De outra forma, o aumento brusco nas forças que resistem o esvaziamento cardíaco e/ou a redução da contratilidade cardíaca pode reduzir a quantidade de sangue ejetada, ou seja, o volume sistólico (VS) e, consequentemente, a queda do VS reduz o volume de sangue ejetado ao longo de um minuto, ou seja, o débito cardíaco (DC). O DC pode ser drasticamente reduzido se não houver aumento compensatório da FC, conforme descrito na equação abaixo: DC = VS x FC (ml x Bpm = l/min) Onde: DC = débito cardíaco VS = volume sistólico FC= frequência cardíaca Ao analisar a parte superior do gráfico pode-se inferir que a redução da pós-carga, o aumento da contratilidade cardíaca e da FC estão associados ao aumento do DC e redução da pré-carga. Isso é o que ocorre em jovens saudáveis durante o esforço físico, pois nessa situação há aumento da vasodilatação periférica, com consequente redução da resistência ao esvaziamento cardíaco, aumento da contratilidade cardíaca e da FC em função da descarga adrenérgica mediada pela ativação simpática, o que é normal e totalmente esperado durante o esforço físico. Por outro lado, na parte inferior, observa-se que o aumento da póscarga, redução da contratilidade cardíaca e da FC estão associados à redução do DC e aumento da pré-carga. Isso está correto, pois com o aumento da pós-carga, redução da contratilidade cardíaca e redução da FC haverá redução do VS e, portanto, do DC. Com isso, se o volume de sangue que chega ao coração não for ejetado de forma integral, uma fração de sangue irá ficar retida nessas câmaras, levando ao aumento da pré-carga. Em

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