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Rosácea resumo

Resumo sobre rosácea: define-a como doença vascular inflamatória crônica, distingue-a da acne; descreve sinais (eritema, flushing, pápulas/pústulas, telangiectasias, sintomas oculares), fatores (Demodex, Bacillus, predisposição, estresse), subtipos I–IV e a tríade terapêutica.

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Rosácea 
- É uma doença vascular inflamatória crônica, com remissões e 
exarcebações, também chamada erroneamente de “acne rosácea”, pois a 
acne é uma doença da glândula sebácea, totalmente diferente da rosácea, 
seja pela a causa ou idade, ou pelos aspectos clínicos e as características 
no geral. 
- É causada por um processo inflamatório que envolve vasos da pele e a 
unidade pilossebácea, levando ao desenvolvimento de eritema, com 
sintomas de dor, queimação, prurido e flushing. Esse componente 
inflamatório aumenta a sensibilidade da pele e diminui o limiar de 
tolerância a muitos agentes de uso tópico. 
- Há uma predisposição individual (mais comum em brancos e 
descendentes de europeus, Forte influência de fatores psicológicos 
(estresse), Hoje, considera-se importante a participação de um ácaro da 
flora normal da pele chamado de Demodex folliculorum, e da bactéria 
Bacillus oleronius, que colonizam esse fungo. 
- Também podem ocorrer lesões em zonas com tendência a danos solares 
como os pavilhões auriculares, couro cabeludo, zona préesternal, pescoço 
ou parte superior das costas. 
- Caracteriza-se por um persistente ou recorrente eritema, pápulas, 
pústulas, nódulos inflamatórios e telangiectasias. 
- A razão para afetar maioritariamente o rosto deve-se à presença 
abundante de glândulas sebáceas nesta região, a anomalias na reatividade 
vascular facial ou do sistema imunitário. 
- Os sinais primários são: flushing (eritema transitório) ou rubor; eritema 
não transitório (persistente); pápulas, pústulas e telangiectasias; 
- Os sinais secundários incluem: ardor ou picadas; placas; secura ocular; 
edema; manifestações oculares e alterações fimatosas; 
 Tipos de Rosácea 
- Eritemato-telangectasica – Subtipo1: evidencia uma pele de textura fina, 
caracterizada por episódios de flushing, que podem durar mais do que 10 
minutos, e/ou eritema central facial persistente, normalmente 
acompanhados de picadas ou ardor, e exacerbados quando agentes 
tópicos são aplicados. 
- O subtipo II ou a rosácea pápulo-pustulosa (PPR)- Caracteriza-se por 
pápulas ou pústulas distribuídas pela zona central facial, perinasal, 
periocular ou perioral, Em casos mais graves podem evoluir para edema 
facial crónico. Distingue-se da acne pela ausência comedões. 
- As telangiectasias são menos comuns do que o subtipo I, assim como o 
rubor menos frequente e menos grave; 
- Este género de rosácea é conhecido por fenómeno de Morbihan. O 
edema periocular poderá ser a apresentação inicial da PPR. 
- O subtipo III ou a rosácea fimatosa (PhR): é a forma predominante nos 
homens 
- Caracteriza-se por uma pele grossa com um aumento dos orifícios 
nódulos superficiais irregulares, que podem ocorrer em qualquer região 
facial sebácea (orelhas, pálpebras, queixo, bochechas), sendo o nariz o 
mais afetado; 
- O subtipo IV ou a rosácea ocular: é definida segundo a NRS por um dos 
seguintes sinais ou sintomas: olhos aquosos ou vermelhos; ardor ou 
picadas; secura ocular; comichão; fotossensibilidade; visão turva; 
sensação de corpo estranho no olho; telangiectasias na conjuntiva e 
margens palpebrares ou eritema palpebral e periocular. 
- A rosácea granulomatosa: é a variante rara da rosácea, caracterizada por 
pápulas ou nódulos duros de cor avermelhada, que podem transformar-se 
em cicatrizes nos casos mais graves. 
- A rosácea fulminante é outra variante: muito severa de rosácea, rara e 
que surge de forma repentina em mulheres jovens sob a forma de 
pápulas, nódulos e pústulas graves com formação cística. 
 Tratamento 
- A tríade de cuidados da rosácea – educação do doente, cuidados de pele 
e tratamento - envolve todas as necessidades do doente, em vez de um 
enfoque direcionado apenas para os sintomas específicos da doença.

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