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Universidade Federal da Paraíba Programa de Pós-Graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos Disciplina: Produtos Naturais I - Alcaloides Docente: Dr. Emídio Vasconcelos Leitão Cunha Mestrando: Anderson Vieira João Pessoa, 2015. 1 1. Introdução 2 Família: Apocynaceae; Gênero: Tabernaemontana; Espécie: salzmannii; Nome popular: “Espeta”; Nativa no sudeste; Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae 99 espécies; 27 no Brasil. Fonte: http://img.socioambiental.org/v/publico/pibmirim/ondevivem/ rema_mata_atl__ntica_bioma2peq.jpg.html O gênero Tabernaemontana pertence à família Apocynaceae e em sua última revisão botânica feita por Leeuwenberg é reagrupado com outros gêneros, totalizando 99 espécies, das quais 27 são encontradas no Brasil (Leeuwenberg, 1994). A ocorrência de aproximadamente ¼ das espécies do gênero no Brasil demonstra a necessidade de aprofundar o estudo fitoquímico das espécies brasileiras do gênero. Entre as apocináceas, Tabernaemontana é especialmente rico em alcaloides indólicos monoterpênicos, que são utilizados como marcadores químicos do gênero, sendo então usados na classificação de suas espécies (VanBeek et. al., 1984). Os alcaloides indólicos monoterpênicos apresentam inúmeras atividades biológicas, das quais podese destacar as atividades, antitumoral, antimicrobiana, anti-hipertensiva e estimulante do sistema nervoso central (Verpoorte, 1998). 2 1. Introdução 3 Marcadores químicos do gênero: Todas as classes de alcaloides indólicos monoterpênicos; Biossíntese: Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae Via Chiquimato Via MEP Em publicações anteriores foi relatado o isolamento e identificação de alcaloides indólicos monoterpênicos das espécies T. laeta (Medeiros et al., 1999, 2001 e 2003) e T. hystrix (Monnerat et al., 2005a), bem como a atividade anticolinesterásica de dezessete alcaloides indólicos (Vieira et al., 2008). Como parte de nosso contínuo interesse na investigação fitoquímica de espécies de Tabernaemontana de ocorrência no Brasil, decidiu-se estudar Tabernaemontana salzmannii, uma espécie nativa da Mata Atlântica do sudeste do Brasil, popularmente conhecida como “espeta” sem relatos químicos na literatura. T. salzmannii possui como sinonímia homotípico: Peschiera salzmannii (A. DC.) Miers, Apoc. S. AM. 40 (1878) e sinonímia heterotípico: T. rauwolfiae A. DC. e T. salzmannii var. longifolia Muell (Leeuwenberg, 1994). MEP: Metil-Eritroil Fosfato e a reação ocorre nos cloroplastos. 3 1. Introdução 4 Atividades dos alcaloides indólicos monoterpênicos: Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae Fonte: http://ceb.edu.es/pt/combinacion-de-farmacos-mejora-el-tratamiento-antitumoral/ Anti-hipertensivo Antimicrobiano Estimulante SNC Antitumoral Em publicações anteriores foi relatado o isolamento e identificação de alcaloides indólicos monoterpênicos das espécies T. laeta (Medeiros et al., 1999, 2001 e 2003) e T. hystrix (Monnerat et al., 2005a), bem como a atividade anticolinesterásica de dezessete alcaloides indólicos (Vieira et al., 2008). Como parte de nosso contínuo interesse na investigação fitoquímica de espécies de Tabernaemontana de ocorrência no Brasil, decidiu-se estudar Tabernaemontana salzmannii, uma espécie nativa da Mata Atlântica do sudeste do Brasil, popularmente conhecida como “espeta” sem relatos químicos na literatura. T. salzmannii possui como sinonímia homotípico: Peschiera salzmannii (A. DC.) Miers, Apoc. S. AM. 40 (1878) e sinonímia heterotípico: T. rauwolfiae A. DC. e T. salzmannii var. longifolia Muell (Leeuwenberg, 1994). 4 2. Objetivo 5 Investigação fitoquímica de Tabernaemontana salzmannii; Porções: cascas do caule e folhas; Avaliação da atividade in vitro contra células leucêmicas humanas THP-1; Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae Fonte:http://calphotos.berkeley.edu/cgi/img_query?enlarge=0000+0000+0908+0162 Como parte de nosso contínuo interesse na investigação fitoquímica de espécies de Tabernaemontana de ocorrência no Brasil, decidiu-se estudar Tabernaemontana salzmannii, uma espécie nativa da Mata Atlântica do sudeste do Brasil, popularmente conhecida como “espeta” sem relatos químicos na literatura. T. salzmannii possui como sinonímia homotípico: Peschiera salzmannii (A. DC.) Miers Apoc. S. AM. 40 (1878) e sinonímia heterotípico: T. rauwolfiae A. DC. e T. salzmannii var. longifolia Muell (Leeuwenberg, 1994). No presente trabalho, é relatado o isolamento e identificação de nove alcaloides indólicos monoterpênicos das cascas das raízes e folhas de T. salzmannii, incluindo a atividade in vitro contra células leucêmicas humanas THP-1 dos alcaloides majoritários isolados. 5 3. Materiais e Métodos 6 Material Vegetal: Cascas das raízes e folhas de T. Salzmannii coletada pelo Prof. Dr. Ivo Vieira em agosto de 2000; Local: Reserva Biológica do Vale do Rio Doce, Linhares-ES; Identificação botânica: Domingos Folly; Exsicata: Herabário da Companhia – CVRD-133. Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae Fonte: https://minassustentavel.wordpress.com/tag/ief-minas/ As cascas das raízes e folhas de T. salzmannii foram coletadas pelo Prof. Dr. Ivo J. Curcino Vieira em agosto de 2000, nas proximidades da Reserva Biológica da Companhia Vale do Rio Doce, Linhares-ES, Brasil. A identificação botânica da espécie foi realizada pelo Botânico Domingos A. Folly, sua exsicata encontrase depositada 6 3. Materiais e Métodos 7 Extração e Isolamento dos Constituintes Químicos: Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae Folhas (1,2 kg) Extração Ácido/Base [H3PO4 (4%)/ NH4OH (10%) Extração com CH2Cl2] 14 Frações 5.10 (7) Fração 4 5.8 (6) Fração 5 (5) 15 Frações Recromatografado Col. Sílica CH2Cl2:MeOH 8 Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae Casca de raiz (2,0 kg) Secagem Trituração Maceração N-hexano CH2Cl2 MeOH 15 Frações Fração 15 7 Frações 4 Frações Col. Sílica CH2Cl2:MeOH Fração 2 CH2Cl2:MeOH Fração 6 CH2Cl2:MeOH 2.3 (1) 2.6 (9) 6.3 (2) (3) CCDP CH2Cl2:MeOH 5 Frações Fração 2 Fração 5 Col. Sílica CH2Cl2:MeOH 5.3 (8) 2.3 (4) 8 4. Resultados 9 Identificação dos Alcaloides: Espectros de RMN: Unidimensionais (1D): Bidimensional (2D): - Espectros de Massa Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae RMN ¹H RMN ¹³C ¹H-¹H-COSY HMQC HMBC ¹H-¹H-NOESY Espectros de RMN uni- (1D: RMN 1H, RMN 13C-PND e RMN 13C-APT) e bidimensional [2D: 1H-1H-COSY, 1H-1H-NOESY, HMQC e HMBC]. Os dados obtidos através destes espectros nos permitiram a atribuição inequívoca dos deslocamentos químicos de todos os átomos de hidrogênio (δH) e carbono-13 (δC). Os sinais dos espectros de RMN 13C dos alcaloides 1-9 correspondentes a carbonos quaternários, metínicos, metilênicos e metílicos foram identificados pela análise comparativa dos espectros obtidos com desacoplamento de hidrogênio PND e com a técnica APT. A atribuição inequívoca dos δC de todos os átomos de carbono foi assegurada pelas análises dos espectros bidimensionais de correlação heteronuclear HMQC e HMBC. A análise dos espectros bidimensionaisde correlação homonuclear 1H-1H-COSY permitiu reconhecer todas as interações spin-spin dos átomos de hidrogênio. Os espectros bidimensionais de interação dipolar 1H-1HNOESY dos alcaloides 1-9 foram utilizados para confirmar as junções dos anéis e as conformações correspondentes. 9 4. Resultados 10 Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae 1 - Coronaridina 2 - (19S)-heyneanina 9 - 3-oxo-coronaridina 3 -Voachalotina 4 - Voacangina 5 - Isovoacangina 6 - Isovoacristina 8 - Olivacina 7 -(3S)-hidroxiisovoacangina 4. Resultados 11 Identificação dos Alcaloides: Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae RMN ¹H (400 MHz, CDCl3): 7,67 (s,NH) 7,13 (d, J=8,8, H-12) 6,92 (d, J=2,6 Hz, H-9) 6,80(dd, J=2,2 e 2,6 Hz, H-11 3,85 (sl, OCH3); 3,71 (sl,CO2CH3) 0,89 (t, J=7,4 Hz, H-18) 1,87 (s, H-14) 1,31 (m, H-20) 3,54 (sl, H-21) Assim como sinal de H de grupo metoxila em dH 3,73 (Ome). 11 4. Resultados 12 Identificação dos Alcaloides: - Voacangina: Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae RMN¹³C (100 MHz, CDCl3) 137,54 (C-2) 27,38 (C-14) 51,57 (C-3) 32,04 (C-15) 53,14 (C-5) 55,15 (C-16) 22,21 (C-6) 36,57 (C-17) 110,15 (C-7) 11,63 (C-18) 129,22 (C-8) 26,67 (C-19) 100,88 (C-9) 39,14 (C-20) 154,03(C-10) 57,49 (C-21) 111,82(C-11) 175,69 (C-22) 111,05 (C-12) 56,06 (MeO-10) 130,59 (C-13) 52,53 (MeO-22) Assim como sinal de H de grupo metoxila em dH 3,73 (Ome). 12 4. Resultados 13 Identificação dos Alcaloides: - Isovoacangina: Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae RMN ¹H (400 MHz, CDCl3): 7,75 (s,NH) 6,76 (d, J=2,2, H-12) 7,33 (dd, J=9,2e 2,6Hz, H-9) 6,75(m, H-10) 3,82 (sl, OCH3); 3,71 (sl,CO2CH3) 0,89 (t, J=7,3 Hz, H-18) 1,89 (d, J=2,2, H-14) 1,53 (m, H-20) 3,53 (sl, H-21) 4. Resultados 14 Identificação dos Alcaloides: - Isovoacangina: Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae RMN¹³C (100 MHz, CDCl3) 136,18 (C-2) 27,33 (C-14) 51,38 (C-3) 32,03 (C-15) 53,06 (C-5) 55,01 (C-16) 22,12 (C-6) 36,38 (C-17) 110,00 (C-7) 11,58 (C-18) 123,16 (C-8) 26,67 (C-19) 118,98 (C-9) 39,09 (C-20) 108,85(C-10) 57,56 (C-21) 156,43(C-11) 175,80 (C-22) 94,23 (C-12) 55,65 (MeO-11) 135,25 (C-13) 52,44 (MeO-22) 4. Resultados 15 Identificação dos Alcaloides: - Olivacina: Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae RMN ¹H (400 MHz, CDCl3): 3,03 (s,H-21) 2,74 (s, H-17) 8,62 (s, H-18) 8,19 (d, J=7,7 Hz,H-9) 7,30 (m, H-10 e H-11) 7,26 (m, H-12) 7,72(d, J=6,2, H-3) 7,51 (d, J=5,5, H-14) 4. Resultados 16 Identificação dos Alcaloides: - Olivacina: Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae RMN¹³C (100 MHz, CDCl3) 140,90 (C-2) 115,14 (C-14) 137, 93 (C-3) 132,87 (C-15) 122,17 (C-7) 110,94 (C-16) 123,05 (C-8) 11,96 (Me-17) 120,88 (C-9) 114,64 (C-18) 119,45 (C-10) 125,40 (C-19) 127,63(C-11) 158,79(C-20) 110,63 (C-12) 22,00 (Me-21) 142,33 (C-13) - Indólico + Isoquinolínico 16 3. Materiais e Métodos 17 Cultura de Células Leucêmicas THP-1: Cultura replicada a cada dois dias; Mantida em estuda a 37°C, com 5% de CO2. Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae Meio D-MEM F12 (Life Technology–USA) 20 µg/ml de gentamicina 10% de soro fetal bovino Linhagem monocítica de origem humana Meio D-MEM F12 (Life Tecnology – USA); Suplemento com 20 µg/ml de gentamicina (Life Tecnology – USA) e 10% de soro fetal bovino (Life Technology – USA); Cultura replicada a cada dois dias e mantida em estuda a 37°C, com 5% de CO2. DMEM: Esta é uma abreviatura do inglês Dulbecco/Vogt modified Eagle's (Harry Eagle) Minimal Essential Medium. O DMEM comercial é o meio utilizado para a maioria das células. Ele difere do meio original MEM, pois contém cerca de 4 vezes mais vitaminas e os aminoácidos do que as presentes na fórmula original, e alguns de 2 a 4 vezes mais glicose. Também contém ferro e outros adicionais. A maioria dos tipos de células humanas, de macaco, de hamster, de rato e galinha crescem bem neste meio; Soro bovino: Os meios de cultura celulares são sempre suplementados com soro. A maioria das linhas de células é cultivada em meio DMEM suplementado, seja com soro bovino a 10% ou soro fetal bovino a 10%. As células transformadas normalmente crescem bem em soro fetal bovino. Algumas linhagens muito exigentes são cultivadas em soro fetal bovino a 20%. Como alternativa ao soro fetal bovino, devido ao custo e a escassez, algumas células são cultivadas em soro de cavalo. O meio de algumas células linfóides é suplementado com 5 x 10-5 M de 2-mercaptoetanol, independente da ocorrência de oxidação. Outras linhagens melhoram após a inclusão 2mM de glutamina; 2, 5 ou 10% de caldo triptose fosfato; 2mM de piruvato; ou aminoácidos não-essenciais nos seus meios de cultura. 17 3. Materiais e Métodos 18 Avaliação da atividade antileucêmica dos alcaloides (19S)-heyneanina (2), coronaridina (1), isovoacangina (5), isovoacristina (6) e voacangina (4): Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae Células THP-1 Diferentes concentrações de alcaloides Sulfato de vincristina 200 µL 37°C, com 5% CO2 e umidade relativa As células leucêmicas humanas THP-1 foram semeadas em placas de 96 poços em volume de 200 μL (1,2x 106cels/mL) e tratadas com diferentes concentrações dos alcaloides e do medicamento contendo sulfato de vincristina como controle positivo e mantidas na estufa a 37 oC, com 5% de CO2 e umidade relativa. 18 3. Materiais e Métodos 19 Avaliação da atividade antileucêmica dos alcaloides (19S)-heyneanina (2), coronaridina (1), isovoacangina (5), isovoacristina (6) e voacangina (4): Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae 6, 12 e 24h células coradas Controle: 12, 24, 36 e 48h. Laranja de Acrinida 1 µg/mL Contagem: apoptóticas, necróticas e normais Brometo de Etídio 1 µg/mL Nos tempos de 6, 12 e 24 h as células foram coradas e as células apoptóticas, necróticas e normais foram contadas. Para o medicamento contendo sulfato de vincristina como controle positivo, foram analisados os tempos de 12, 24, 36 e 48 h. As células cultivadas com as diferentes drogas e em diferentes tempos foram coradas com uma solução de 1 μg/mL de laranja de acridina e 1 μg/mL de brometo de etidio. 19 3. Materiais e Métodos 20 Avaliação da atividade antileucêmica dos alcaloides (19S)-heyneanina (2), coronaridina (1), isovoacangina (5), isovoacristina (6) e voacangina (4): Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae Contagem: 300 células. Discriminação: Apoptóticas; Necróticas; Normais. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Microscopia_de_fluoresc%C3%AAncia Após a montagem em lâmina e lamínula, as células foram levadas ao microscópio de fluorescência e contadas aproximadamente 300 células em vários campos escolhidos aleatoriamentee discriminando-se as células apoptóticas, necróticas e normais. 20 4. Resultados 21 Avaliação da atividade antileucêmica dos alcaloides majoritários: Capacidade de induzir a apoptose; Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae Voacangina Controle Corpos Apoptóticos Núcleo Picnótico 4. Resultados 22 Avaliação da atividade antileucêmica dos alcaloides majoritários: Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae Dentre os alcaloides majoritários testados [coronaridina (1), (19S)-heyneanina (2), isovoacangina (5), isovoacristina (6) e voacangina (4)] apenas a voacangina (4) e isovoacangina (5) apresentaram resultados satisfatórios de mortalidade celular (Tabela 1). Pode-se observar que a morte celular ocorreu em 100% pelo processo de apoptose. A voacangina (4) apresentou 80% de apoptose na concentração de 100 μmol, num período de 24 h, enquanto que a isovoacangina (5) apresentou 80% de células apoptóticas num período de 6 h na concentração de 100 μmol. Em todos os tempos estudados não foi observado número significativo de células coradas pela laranja de acridina o que sugere que nenhum dos alcaloides estudados foi capaz de induzir morte celular por necrose. A semelhança estrutural entre as duas substâncias seria um ponto de partida para a avaliação da atividade, visto que ambas são substituídas no anel aromático por um grupo metoxila. 22 4. Resultados 23 Avaliação da atividade antileucêmica dos alcaloides majoritários: Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae 5. Conclusões 24 Isolamento de nove alcaloides indólicos monoterpênicos; Voacangina (4) e isovoacangina (5): efetivos frente às células leucêmicas humanas da linhagem THP-1 (até mais efetivos que o controle); Ponto de partida para futuros estudos com outras linhagens de células cancerígenas. Isolamento, identificação e avaliação da atividade antileucêmica de alcaloides indólicos monoterpênicos de Tabernaemontana salzmannii A. DC., Apocynaceae Universidade Federal da Paraíba Programa de Pós-Graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos Disciplina: Produtos Naturais I - Alcaloides Docente: Dr. Emídio Vasconcelos Leitão Cunha Mestrando: Anderson Vieira João Pessoa, 2015. Contato: anderson_avp@hotmail.com 25