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DIREITO APLICADO À GESTÃO AVALIAÇÃO Nº2 UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA CURSO: ADMINISTRAÇÃO ALUNA: ALINE SILVA CASTILHO Rio de Janeiro, 18 de março de 2019 Despedida Com Justa Causa A falta de emprego para um cidadão pode acarretar não somente danos psicológicos para ele, como faze-lo ir contra alguns deveres impostos pela sociedade, exemplificando com o falta de pagamento de faturas importantes para o mínimo de saneamento como água, luz, mercado e outros artigos de primeira necessidade de sobrevivência. O desemprego gerado pela crise econômica faz com que o mercado esteja fechado e quem está inserido no contexto de funcionário contratado tenha uma postura hostil no sentido de mostrar sempre um bom desempenho para que não corra o risco da demissão. O assédio moral na relação de trabalho é também tema de grande relevância na atualidade, posto que esta prática seja cada vez mais comum no ambiente de trabalho, tornando-se um problema, saindo da esfera privada e alcançando o patamar de preocupação social. Por tais razões, o tema é discutido por diversos estudiosos das áreas: jurídica, médica, psicologia, dentre outras. Isso confirma a preocupação das diversas áreas em combater essa conduta abusiva que expõe a vítima a situações humilhantes e constrangedoras, abalando gravemente sua saúde física e psicológica. Existe distinção de falta grave e justa causa no único sentido de que quando um funcionário realiza algo dentro da empresa que leve a mesma ter danos morais ou patrimoniais, como por exemplo agredir um colega de trabalho ou divulgar informações importantes e sigilosas para outros ou para a concorrência. Todos os atos irregulares cometidos por este funcionário devem ser tratados imediatamente e proporcionalmente justa sua punição ao dano causado. Podemos citar a desídia como um comportamento que leva a justa causa, uma vez que o funcionário não demonstra comprometimento com suas obrigações e com os resultados da empresa. De acordo com o Art.482 da CLT considera-se justa causa quando há, principalmente: a) ato de improbidade; b) incontinência de conduta ou mau procedimento; c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador, e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado, ou for prejudicial ao serviço; d) condenação criminal do empregado, passada em julgado, caso não tenha havido suspensão da execução da pena; e) desídia no desempenho das respectivas funções; f) embriaguez habitual ou em serviço; g) violação de segredo da empresa; h) ato de indisciplina ou de insubordinação; i) abandono de emprego; j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa, ou ofensas físicas, nas mesmas condições, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; l) prática constante de jogos de azar. m) perda da habilitação ou dos requisitos estabelecidos em lei para o exercício da profissão, em decorrência de conduta dolosa do empregado. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) Parágrafo único - Constitui igualmente justa causa para dispensa de empregado a prática, devidamente comprovada em inquérito administrativo, de atos atentatórios à segurança nacional. (Incluído pelo Decreto-lei nº 3, de 27.1.1966) |Referência ao - Decreto Lei nº 5.452 de 01 de Maio de 1943 Acredito que uma boa empresa preza pelo bem-estar dos profissionais, assegurando bons resultados. Para isso, todo e qualquer comportamento dispensado por um funcionário deve ser analisado com cautela para que a devida punição seja dada imediatamente após o ocorrido para sanar o problema e servir de exemplo aos demais funcionários, modalidades previstas no artigo 482 da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, citada a cima.