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TCC AMANDA FORGIARINI BALEM

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o tempo para adaptação dos 
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usuários, seja relativamente extenso, os resultados após sua implantação serão 
rápidos e satisfatórios, garantindo a credibilidade do software no meio construtivo. 
 
 
 
Gráfico 8 – Efeito do uso dos softwares x esforço de uso (JUSTI, 2008). 
 
A plataforma se tornará uma tendência devido às inúmeras facilidades 
encontradas com sua utilização, tais como: 
- Menores prazos de entrega de projetos, ou seja, economia de tempo; 
- Coordenação mais alinhada evitando erros de graficação; 
- Redução de custos; 
- Maior produtividade devido ao uso de um único modelo digital; 
- Trabalho de maior qualidade devido a integração entre equipes; 
Assim, projetos que usam a plataforma Revit Building possuem uma maior 
vantagem competitiva, pois, fornecem melhor coordenação e qualidade e ainda 
contribuiem para uma maior interação entre engenheiros, arquitetos e os demais 
componentes da equipe (JUSTI, 2008). 
A figura 9 representa a ideia, sugerida por Melhado (2005), de como uma 
equipe multidisciplinar, formada por todos os agentes participantes do processo de 
desenvolvimento de uma edificação, deve se relacionar, a partir de uma visão 
sistêmica do projeto. 
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Figura 9 – Visão Sistêmica do Processo de Projeto (MELHADO et al., 2005). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4 ESTUDO DE CASO 
 
O estudo de caso foi realizado por meio do acompanhamento da obra de 
construção de um prédio residencial com dezenove pavimentos, situado à Rua 
General Caldwell, número 966, na cidade de Porto Alegre no período compreendido 
entre março e julho do ano de 2015. 
O respectivo acompanhamento tinha como função precípua o relato das 
principais inconsistências do projeto, oriundas, principalmente, da ausência do 
emprego de compatibilização de projetos. Nesse sentido, tornam-se evidentes os 
custos gerados com o retrabalho e o consequente desperdício de tempo. 
A metodologia utilizada foi a sobreposição de desenhos em 2D, para justapor 
camadas a fim de se identificar visual e manualmente possíveis interferências. A 
partir disso, fez-se a comparação entre os projetos Hidráulico, Estrutural, 
Arquitetônico, Elétrico e de Furação. 
Ademais, foram realizadas reuniões semanais em conjunto com os 
engenheiros responsáveis, os quais viabilizavam uma análise mais próxima e 
competente da evolução do projeto. 
 
4.1 Incompatibilidades que ocasionaram erros 
 
A maior parte dos erros, concentrados muitas vezes na parte estrutural, foram 
adequados diretamente na própria obra, uma vez que, anteriormente ao estudo de 
caso, não se fazia nenhum tipo de compatibilização prévia de projetos. Dessa forma, 
seguem listadas as incompatibilidades encontradas, com suas respectivas soluções: 
a) Falta de compatibilização do projeto estrutural com o projeto paisagístico e 
projeto da piscina. Nesse caso, o projeto arquitetônico e o paisagístico 
contemplavam o espelho d’água e a piscina no mesmo nível, porém no projeto 
estrutural constava uma viga invertida na borda do espelho d’água. A viga foi 
concretada, e quando pronta, impossibilitou que área da piscina ficasse conforme o 
projeto paisagístico que havia sido vendido para os clientes. O problema foi 
resolvido quebrando a viga e concretando tudo novamente no mesmo nível para 
ficar conforme o projeto paisagístico, figuras 10 e 11. Além do trabalho de quebrar a 
viga é importante salientar que a piscina já estava em processo de 
impermeabilização, ou seja, foi necessário remover a manta de impermeabilização e 
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recolocá-la posteriormente. O custo aproximado para este retrabalho foi de 15 mil 
reais e o tempo de atraso foi de aproximadamente 1 mês, retardando a realização 
de outros serviços e o trabalho da equipe de impermeabilização, que já havia 
finalizado os serviços na obra. 
 
 
 
Figura 10 – Reconstrução da viga da piscina (Arquivo pessoal). 
 
 
 
Figura 11 – Reconstrução da viga da piscina (Arquivo pessoal). 
 
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b) Falta de compatibilização entre projeto estrutural e projeto de furação. 
Como não foram previstos os furos da coifa da cozinha, fez-se necessário um 
reforço estrutural para possibilitar a execução dos mesmos, figura 12, 13 e 14. Esse 
problema gerou para a empresa um custo aproximado de 8 mil reais, entre projeto e 
reforço estrutural, um atraso de 3 semanas de obra com equipes adicionais 
trabalhando aos sábados. Então é possível concluir que o custo extra não se 
concentra apenas no valor do projeto e do reforço, conforme citado anteriormente, 
mas também, no tempo gasto com o retrabalho e o deslocamento de equipe para 
trabalhar aos sábados. 
 
 
 
Figura 12 – Reforço estrutural nos furos das coifas das cozinhas (Arquivo pessoal). 
 
 
 
Figura 13 – Tubo metálico para reforço (Carbonite Gpinheiro) 
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Figura 14- Reforço estrutural (Carbonite Gpinheiro) 
 
c) Falta de compatibilização entre projeto elétrico e projeto de gás. Nesse 
caso havia tubulações de gás passando nos painéis de medidores de energia 
elétrica, figura 15. As adequações foram apenas desvios na tubulação de gás, a qual 
passou pela lateral do painel de medidores. Não gerou custos adicionais 
significativos nem atraso na execução da obra, mesmo assim, gerou um retrabalho 
desnecessário. 
 
Figura 15 – Projeto Hidrossanitário contendo a tubulação de gás dentro do painel de medidores 
(Carbonite Gpinheiro). 
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d) Falta de compatibilização entre o projeto legal e o projeto executivo. O 
projeto executivo apresentava uma altura da caixa d’água superior à apresentada no 
projeto legal, o qual foi aprovado na prefeitura, figura 16 e 17. O erro foi constatado 
antes do mesmo ser executado e foi adequado em obra com revisão do projeto 
arquitetônico. 
 
 
Figura 16 – Projeto Legal Reservatório Superior (Carbonite Gpinheiro). 
 
 
 
Figura 17 – Projeto Executivo Reservatório Superior (Carbonite Gpinheiro). 
 
 
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e) Falta de compatibilização entre projeto estrutural e projeto de ventilação. 
Nesse caso não foi prevista uma abertura de 1mx1m para ventilação mecânica do 
estacionamento na cortina de contenção e agora terá que ser feito um reforço 
estrutural para possibilitar a quebra da estrutura para execução desta ventilação. O 
atraso previsto é de 1 semana e o custo estimado é de 4 mil reais. Figuras 18,19 e 
20. 
 
 
 
Figura 18 – Detalhe da abertura na cortina (Carbonite GPinheiro) 
 
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Figura 19 – Detalhe da ventilação do estacionamento do subsolo no pavimento térreo (Carbonite 
GPinheiro) 
 
 
 
 
Figura 20 – Projeto de formas do pavimento térreo sem esperas para a ventilação (Carbonite 
GPinheiro). 
 
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f) Falta de compatibilização entre o projeto estrutural e o projeto dos 
elevadores. A laje da casa de máquinas não foi construída conforme a capacidade 
de carga prevista no projeto estrutural, logo, teve que ser refeita atrasando a 
montagem dos elevadores, figuras 21 e 22. A revisão do projeto levou 1 mês para 
ser elaborada, mais 3 semanas para reconstrução da laje. Os custos se limitam a R$ 
6250,00. 
 
Figura 21 – Laje da casa de máquinas (Carbonite GPinheiro) 
 
 
 
Figura 22 – Casa de máquinas após reconstrução (arquivo pessoal) 
 
g) Falta de compatibilização do projeto estrutural com o projeto de instalações 
elétricas e hidrossanitárias. Não foi previsto no projeto estrutural os furos das 
esperas das tubulações hidráulicas e elétricas do subsolo, térreo e segundo 
pavimento. Os projetos foram atualizados, os reforços dos furos foram executados 
com um