DIREITO DO TRABALHO II - RESUMO
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DIREITO DO TRABALHO II - RESUMO


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DIREITO DO TRABALHO - 2ª UNIDADE 
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\uf0b7 INTERRUPÇÃO CONTRATUAL 
Cessação temporária do contrato de trabalho, que interrompe 
parcialmente o efeito da prestação de serviço. 
Hipóteses previstas no artigo 473 da CLT: 
a) Falecimento do cônjuge, ascendente (pais, avós, bisavós, etc.) 
descendente (filhos, netos, bisnetos etc.) irmão ou pessoa que viva 
sob dependência econômica do empregado conforme declarado em 
sua CTPS. Neste caso, até 2 (dois) dias consecutivos; 
b) Em virtude de casamento, até 3 (três) dias consecutivos; 
Observação: A CLT concede 9 (nove) dias para o empregado 
professor, no caso de falecimento do cônjuge, pai, mãe ou 
filho (Art. 320 da CLT); No caso de empregado professor, será 
de 9 (nove) dias em virtude do casamento (Art. 320, 
parágrafo 3º, CLT); 
c) Nascimento de filho, no decorrer da primeira semana. Tal direito 
aplicava-se por 1 (um) dia, porém fora ampliado para 5 (cinco) dias, 
conforme o artigo 10 § 1º, do ADCT e que culminou na licença-
paternidade que foi concedida pela Constituição Federal/88 em seu 
artigo 7º, XIX; 
A CF de 1988 introduziu importante inovação, que consiste em 
assegurar à gestante, sem prejuízo de emprego e salário, 120 dias de 
licença, que ficará a cargo do empregador, além de vedar sua 
dispensa arbitrária ou sem justa causa, a partir do momento da 
confirmação da gravidez e até cinco meses após o parto. 
Observação: Até o filho completar 6 meses de idade, assiste à 
mulher, durante a jornada de trabalho, o direito a descanso 
especiais, de meia hora cada, destinados à amamentação do 
filho. 
O afastamento começa quando a futura mamãe decidir, pode ser até 
28 dias antes do parto, ou então a partir da data de nascimento do 
bebê. 
Quem adota ou tem a guarda judicial de crianças também tem 120 
dias de licença garantidos. Se houver a adoção de mais de uma 
criança ao mesmo tempo o período de afastamento ainda assim é de 
120 dias. 
 
d) Doação voluntária de sangue devidamente comprovada, a cada 12 
meses. Interrompe-se neste caso por um dia o contrato de trabalho; 
e) Alistamento eleitoral em até 2 (dois) dias consecutivos ou não, 
conforme previsão legal especifica; 
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f) Serviço militar ao tempo em que tiver de cumprir as suas 
exigências; 
g) Nos dias em que estiver realizado exame vestibular para ingresso 
ao ensino superior; 
h) Quando estiver que comparecer em juízo, ao tempo que for 
necessário. 
i) Pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de 
representante de entidade sindical, estiver participando de reunião 
oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja membro. 
j) Licença remunerada em caso de aborto não criminoso. 
Comprovando, por meio de atestado médico oficial, que sofreu 
aborto, ser-lhe-á garantido repouso remunerado de 2 semanas, além 
do retorno à função que ocupava antes de seu afastamento. 
Gestação de até 180 dias é considerada aborto. A partir de 230 dias é 
considerado parto e terá direito a licença maternidade. 
Deve- se analisar o lapso temporal para saber a formação fetal e 
constatar se foi parto ou aborto. 
- Medida Provisória nº 664/2014: 
Com a MP 664/2014, o auxilio doença-doença passa a ser devido ao 
\u201csegurado empregado, a partir do trigésimo primeiro dia do 
afastamento da atividade ou a partir da data de entrada do 
requerimento, se entre o afastamento e a data de entrada do 
requerimento decorrerem mais de quarenta e cinco dias; e \u201caos 
demais segurados, a partir do início da incapacidade ou da data de 
entrada do requerimento, se entre essas datas decorrerem mais de 
trinta dias\u201d. Nesse caso, a nova regra beneficia os demais segurados 
(empregado doméstico, trabalhador avulso, segurado especial e 
contribuinte individual), visto que a nova redação do Art. 60 da Lei 
8.213/91 não implica em regra que impeça a concessão do auxílio-
doença para esses segurados para um curto afastamento do trabalho, 
desde que o requerimento administrativo seja ofertado em até 30 
dias. 
Neste caso, entende-se que os trinta primeiros dias serão 
considerados de interrupção e a partir do trigésimo primeiro se dará a 
suspensão contratual. 
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O pagamento não é feito pelo empregador, não é um salário, mas 
sim um benefício previdenciário. Com a alteração da MP, a empresa 
deve pagar ao segurado empregado o seu salário integral durante os 
primeiros trinta dias consecutivos ao do afastamento. 
\uf0b7 SUSPENSÃO CONTRATUAL 
Trata-se de uma cessação temporária do contrato de trabalho, que 
suspense totalmente os efeitos de pagamento de salário, prestação 
de serviço e contagem do tempo de serviço. 
Hipóteses: 
1) Suspensão disciplinar (art. 474, da CLT); 
Não poderá ser superior a 30 dias, do contrário estará caracterizado a 
rescisão contratual. 
 
2) Faltas injustificadas ao serviço; 
3) Aposentadoria por invalidez: nunca se torna definitivo, mesmo 
após o período de 5 (cinco) anos; 
4) Prisão preventiva ou temporária do empregado, apesar de não 
consolidado pela lei trabalhista; 
5) Condenação com trânsito em julgado, não sendo o trabalhador 
beneficiário da suspensão da execução da pena (artigo 482, d, 
da CLT), convolando em justa causa do pacto laboral; 
 
6) Qualificação profissional para participação do empregado 
promovido pelo empregador (art. 476-A, da CLT). Durante tal período 
o empregador não poderá despedir o empregado desde o 
afastamento até 3 (três) meses após o retorno, sob pena de arcar 
com multa, em favor do empregado, em valor previsto em convenção 
ou acordo coletivo, no valor mínimo correspondente à última 
remuneração mensal do empregado anterior à suspensão do 
contrato, além de verbas rescisórias conforme previsão legal (artigo 
476-A, § 5º, da CLT). 
O curso deverá ser custeado pelo empregador e o empregado recebe 
uma bolsa auxílio enquanto seu contrato fica suspenso. 
7) Prestação de serviço militar 
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8) Eleição para cargo de direção sindical (art. 543 §2º, CLT) 
9) Eleição para cargo de diretor de sociedade anônima 
O empregado tinha vínculo empregatício e este ficará suspenso até o 
deixar a direção. 
10) Licença não remunerada concedida pelo empregador 
O empregado requer ao empregador para que seu contrato fique 
suspenso, em razão de problemas particulares. É ato bilateral. 
11) Suspensão do empregado estável ou garantia especial de 
emprego, para instauração de inquérito para apuração de falta grave 
O empregado estável não pode ser demitido, exceto em caso de falta 
grave, em que poderá ter seu contrato suspenso enquanto o 
empregador terá prazo de 30 dias para abrir inquérito para apurar a 
falta grave, do contrário o período será convertido em interrupção. 
Art. 494 - O empregado acusado de falta grave poderá ser suspenso 
de suas funções, mas a sua despedida só se tornará efetiva após o 
inquérito e que se verifique a procedência da acusação. 
Parágrafo único - A suspensão, no caso deste artigo, perdurará até 
a decisão final do processo. 
Súmula 197 STF: O empregado com representação sindical só pode 
ser despedido mediante inquérito em que se apure falta grave. 
12) Afastamento em caso de prisão 
Para ser possível a demissão por justa causa, deverá haver trânsito 
em julgado da decisão, entretanto, enquanto o empregado estiver 
preso o contrato estará suspenso. 
Observação: Em caso de acidente de trabalho ocorre uma 
suspensão atípica, pois não suspende todos os efeitos, já que 
continua a contagem do tempo de serviço para todos os fins 
(férias, 13º etc.). 
Observação: No caso de aposentadoria provisória, o contrato 
fica suspenso por até 5 anos, se