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Quinto constitucional

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16 de julho: dia do Quinto Constitucional
Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais dos Estados, e do Distrito Federal e Territórios será composto de membros, do Ministério Público, com mais de dez anos de carreira, e de advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes”. Com estas palavras, o artigo 94 da Constituição mais democrática que o Estado brasileiro já teve, define como será parcela da representabilidade das cortes do país.
Neste dia 16 de julho é comemorado o Dia Nacional do Quinto Constitucional. O instituto jurídico criado há 80 anos no país, recebeu em abril deste ano status de data comemorativa, por iniciativa da Ordem dos Advogados do Brasil.
O instituto sofreu poucas modificações desde seu surgimento na Constituição de 1934, sendo contemplado em todas as constituições seguintes até a atual.
Atualmente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul possui cinco desembargadores que ingressaram na carreira pelo quinto constitucional. São eles, pela ordem de antiguidade: Claudionor Miguel Abss Duarte (OAB), Tânia Garcia de Freitas Borges (MP), Carlos Eduardo Contar (MP), Sérgio Fernandes Martins (OAB) e Luiz Tadeu Barbosa Silva (OAB).
Breve histórico
O quinto constitucional surge no Brasil no bojo das Revoluções de 1930 e 1932, quando o país vive uma crise e Getúlio Vargas se torna presidente da República, acabando com a “política do café-com-leite”, que polarizava o poder da nação entre políticos de Minas Gerais e São Paulo.
Mesmo havendo contradições, a Constituição de 1934, criada no Governo de Vargas, teve um caráter democrático e é neste contexto que surge o instituto do Quinto Constitucional. Os trabalhos para criação desta Constituição começam já em 1930 com a instauração da Comissão do Itamaraty, quando são criadas subcomissões para discutir várias matérias.
Já na Carta outorgada de 1937, conhecida como Constituição Polaca, por se basear na legislação ditatorial da Polônia, mantém o instituto do Quinto, tendo redação muito semelhante a anterior.
Na Constituição seguinte, de 1946, aparece pela primeira vez a indicação de vaga para membros do Ministério Público. Outra novidade é a exigência de dez anos de prática forense. O Quinto Constitucional também foi contemplado na Constituição de 1937.
Funcionamento
Na atual Constituição, o instituto vale para todas as Cortes do país. Surgindo uma vaga destinada a membro do Ministério Público ou a advogado, os órgãos de representação das respectivas classes devem mandar uma lista sêxtupla ao Tribunal que, em votação pelo Pleno formará uma lista tríplice. Esta lista será enviada para o Governador do Estado, que deverá nos vinte dias subsequentes escolher um membro para nomeação.