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ID-4.005 Montagem de Rede Compacta em Média Tensão (Spacer Cable) DIRETORIA DE DISTRIBUIÇÃO SUPERINTENDÊNCIA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA DEPARTAMENTO DE PADRÕES E MATERIAIS DIVISÃO DE ENGENHARIA DE REDES AÉREAS PREPARADO VERIFICADO APROVADO DATA Luiz P. Maximiliano Émerson Ortega de Brito Fábio A. Predolim Milton José Martins Cyro Vicente Boccuzzi 05/94 REVISADO VERIFICADO APROVADO DATA João José dos S. Oliveira Émerson Ortega de Brito Dalva Rodrigues Rinco Andrey Tetsuji Umeji 03/99 FOLHA DE CONTROLE DE PUBLICAÇÕES ID-4.005 – INSTRUÇÃO TÉCNICA VERSÃO MODIFICAÇÃO DATA 1.0 1ª edição 05/94 2.0 2ª edição 03/99 Participantes: Tikao Kotsubo Francisco Busico Neto Ivo Teixeira Domingues Marco Aguilera Alexandre A. dos Santos Jailton Ferreira Engenheiro Engenheiro Engenheiro Engenheiro Técnico Técnico DIPA DIPA DIPS DIPS DIPA DIPS Colaboradores: Sergio Martins França Cleiton Carlos Mota Desenhista Aux. Administrativo DIPA DIP ID-4.005 Página 5 de 25 ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO _____________________________________________________________________ 6 2. OBJETIVO ________________________________________________________________________ 6 3. CRITÉRIOS DE UTILIZAÇÃO _________________________________________________________ 6 4. MATERIAIS _______________________________________________________________________ 7 4.1. Cabos Cobertos ___________________________________________________________________ 7 4.1.1. Descrição ______________________________________________________________________ 7 4.1.2. Características Técnicas __________________________________________________________ 7 4.1.2.1. Condutor Fase __________________________________________________________________ 7 4.1.2.2. Cobertura ______________________________________________________________________ 7 4.1.2.3. Cabo Mensageiro – C.M. 323.969-0 _________________________________________________ 7 4.1.2.4. Cabo para Jumper de Equipamentos________________________________________________ 8 4.2. Emendas de Fases _________________________________________________________________ 8 4.2.1. Reta ___________________________________________________________________________ 8 4.3. Emenda do Cabo Mensageiro ________________________________________________________ 9 4.3.1. Conexão do cabo mensageiro (neutro) ______________________________________________ 9 4.3.2. Emenda pré-formada de aço 3/8” tipo HS, C.M. 328.953-0 – MP-18-25_____________________ 9 4.4. Espaçador Losangular - C.M. 329.881-4 – Desenho MP- 19-01 _____________________________ 9 4.5. Espaçador Vertical – C.M. 328.052-8 – Desenho MP-19-02 _______________________________ 10 4.6. Amarrações Metálicas, Elastoméricas e Poliméricas____________________________________ 10 4.7. Alças pré-formadas com sapatilha ___________________________________________________ 11 4.8. Isoladores _______________________________________________________________________ 11 4.9. Calha Protetora C.M. 329.241-0 – Desenho MP-19-14____________________________________ 11 4.10. Cobertura para Conector Tipo Cunha ________________________________________________ 11 4.11. Postes – Desenho MP-01-01 ________________________________________________________ 12 4.12. Ferragens _______________________________________________________________________ 12 4.12.1. Braço Suporte tipo “L” C.M. 328.050-2 – Desenho MP-19-04 ___________________________ 13 4.12.2. Braço Suporte tipo “C” C.M. 328.051-0 – Desenho MP-19-05___________________________ 13 4.12.3. Braço Anti-Balanço C.M.329.907-2 – Desenho MP-19-16 _______________________________ 14 4.12.4. Estribo para Braço Tipo “L” C.M. 329.882-2 – Desenho MP-19-17_______________________ 14 5. FERRAMENTAS __________________________________________________________________ 15 5.1. Carretilha para Condutores – Desenho MP-19-07_______________________________________ 15 5.2. Carretilha para Tração em Tangente – Desenho MP-19-08 _______________________________ 15 5.3. Carretilha para Tração em ângulo – Desenho MP-19-09 e MP-19-10 _______________________ 16 5.4. Guia para Cabo Mensageiro – Desenho MP-19-11 ______________________________________ 17 6. LANÇAMENTO DOS CABOS________________________________________________________ 17 6.1. Cuidados Exigidos ________________________________________________________________ 17 6.2. Colocação das Ferragens e Roldanas de Puxamento ___________________________________ 17 7. CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO __________________________________________________ 21 8. INSTALAÇÃO DE PÁRA-RAIOS _____________________________________________________ 21 9. ATERRAMENTO __________________________________________________________________ 22 10. ATERRAMENTO TEMPORÁRIO _____________________________________________________ 22 11. CUIDADOS EXIGIDOS APÓS A CONSTRUÇÃO ________________________________________ 22 12. TABELA DE TRAÇÕES E FLECHAS DO CABO DE ALUMÍNIO – 70 MM2 ____________________ 23 13. TABELA DE TRAÇÕES E FLECHAS DO CABO DE ALUMÍNIO – 185 MM2 ___________________ 24 14. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ___________________________________________________ 25 ID-4.005 Página 6 de 25 INTRODUÇÃO A presente instrução tem como finalidade apresentar os procedimentos técnicos para construção das redes aéreas compactas em média tensão com cabos de alumínio cobertos. As redes aéreas convencionais utilizadas na Eletropaulo foram desenvolvidas a várias décadas atrás e já atingiram o limite de desenvolvimento tecnológico. Com o objetivo de melhorar a qualidade no fornecimento de energia elétrica e a convivência com as redes aéreas convencionais e com o meio ambiente, principalmente com a arborização, se faz necessário a implantação da rede compacta (Spacer Cable). Na aplicação desta instrução técnica, consultar os seguintes Padrões: • PD 8.001 – Materiais para Rede de Distribuição Aérea; • PD 4.009 – Redes de Distribuição Aérea Compacta – 15 kV. OBJETIVO Este trabalho apresenta as informações mínimas necessárias para a montagem das redes compactas em média tensão, com cabos de alumínio cobertos em espaçadores. CRITÉRIOS DE UTILIZAÇÃO Estas redes apresentam como elementos básicos os espaçadores losangulares que substituem as cruzetas de madeira. Desta forma assumem uma configuração mais compacta. As redes compactas devem ser instaladas nos seguintes locais: • Regiões arborizadas, reduzindo substancialmente a poda de árvores; • Locais onde a rede convencional (tronco e ramais) apresenta alta taxa de falhas por agentes externos; • Em redes com mais de um circuito por estrutura; • Para os demais casos seguir a proposta para implantação de acordo com a NT 9.010 de 03/98. Nota: No trecho onde for instalada a rede compacta deve se prever, rede secundária só com cabo pré-reunido de baixa tensão, conforme PD 4.008, obedecendo os afastamentos mínimos, conforme desenhos CP-01-012 e CP-01-013, do padrão PD-4.009. ID-4.005 Página 7 de 25 MATERIAIS Cabos Cobertos Descrição Cabos de alumínio coberto com polietileno, em uma ou duas camadas extrudadas para uso em linhas aéreas compactas de média tensão de acordo com a Especificação NTE-046-1. Características Técnicas As características técnicas dos cabos cobertos estão relacionadas a seguir: Condutor Fase CLASSE DE TENSÃO 15kV 25 kV Seção mm² 70 185 70 185 Material Alumínio Alumínio Resistência Elétrica cc 20ºC em ohm/km 0,4645 0,1780 0,4645 0,1780 Cobertura CLASSE DE TENSÃO 15 kV 25 kV Material XLPE HDPE XLPE HDPE Espessura em (mm) 4 4 Cabo Mensageiro – C.M. 323.969-0 Material : Aço Galvanizado – HS Formação número de Fios : 7x3,05 mm Diâmetro da Corda : 9,52 mm Carga de Ruptura Mínima da Corda : 4900 daN Resist. Elétrica CC a 20oC : 3,18 ohm/km Classe de Galvanização : Tipo B ID-4.005 Página 8 de 25 Cabo para Jumper de Equipamentos Deve ser utilizado cabos de cobre com cobertura em WPP, para ligação de equipamentos, conforme tabela abaixo : CABOS PARA LIGAÇÃO DE EQUIPAMENTOS CIRCUITOS/EQUIPAMENTOS BITOLA (mm²) CÓDIGO DE MATERIAL Ligação de Transformadores 16 324.212-2 Entradas Primárias Subterrâneas 35 323.411-1 Saídas de ETD´S 120 323.423-4 Chaves Facas 120 323.423-4 Chaves Fusíveis 16 324.212-2 Obs.: No caso dos cabos cobertos, por não serem blindados, as distâncias mínimas do cabo às edificações bem como as práticas de trabalho devem ser as mesmas dos cabos nus, conforme desenho padrão CP-01-012, do PD.4.009 - Rede de Distribuição Aérea Compacta. Na construção do Fly-Tap é utilizado 1 metro do cabo de alumínio coberto para o jumper das fases, nos pontos de cruzamento para alternar a posição das ligações. Nesta construção seguir a orientação do padrão PD 4.009, desenho CP-01-010, folha 1/3. Emendas de Fases Reta Deve-se utilizar o conector elétrico luva comum de alumínio, emenda por compressão de acordo com a tabela abaixo: CABO DE ALUMÍNIO COBERTO LUVA DE EMENDA SEÇÃO (mm2) DIÃMETRO DO CONDUTOR (mm) CÓDIGO DE MATERIAL DIÂMETRO INTERNO (mm) DIÂMENTRO EXTERNO (mm) CÓDIGO DE MATERIAL 70 9,5 323.086-6 9,90 15,77 ******* 185 16,5 323.060-4 17,32 26,97 329.729-0 ID-4.005 Página 9 de 25 Emenda do Cabo Mensageiro Conexão do cabo mensageiro (neutro) A conexão do neutro é do tipo sem tração, utiliza-se para sua conexão o conector tipo cunha VI, C.M. 329.546-8, nos jumpers dos pontos mecânicos uma vez que o cabo mensageiro é ancorado com o emprego de alça pré-formada com sapatilha, em ambos os lados da cinta tipo “B” para poste. Obs.: Para construção da rede compacta não é permitido a emenda do cabo mensageiro no vão. Emenda pré-formada de aço 3/8” tipo HS, C.M. 328.953-0 – MP- 18-25 Deve ser utilizada somente quando ocorrer falha com rompimento da cordoalha ou de alguns fios componentes da cordoalha (tentos), cabo mensageiro (neutro). Espaçador Losangular - C.M. 329.881-4 – Desenho MP- 19-01 O espaçador losangular é utilizado para sustentar os condutores fase através do cabo mensageiro, bem como mantê-los rigidamente espaçados um do outro. São compatíveis com o material da cobertura do cabo e da amarração. São instalados ao longo do vão, fixado ao cabo mensageiro nas distâncias regulares de 7 a 10 metros. Nas Estações Transformadoras são utilizados nas Estruturas Básicas – RC1, ancorado com Braço Anti-Balanço e fixado ao Estribo, amarrado com anel elastomérico de comprimento (140 mm) desenho CP-01-011, do padrão PD 4.009 ( figura 1). FIGURA 1 ID-4.005 Página 10 de 25 Nota: Na falta dos acessórios (Braço Anti-Balanço e Estribo), os espaçadores losangulares devem ser instalados conforme estruturas do desenho padrão CP-4.002, CP-4.003, CP-4.004 e CP-4.005, do padrão Redes de Distribuição Aérea compacta (PD 4.009). Espaçador Vertical – C.M. 328.052-8 – Desenho MP-19-02 É utilizado para permitir a construção de “Fly-Tap”. São válidas as mesmas considerações feitas para o espaçador losangular (Figura 2). FIGURA 2 Amarrações Metálicas, Elastoméricas e Poliméricas São utilizadas para fixação dos condutores fase e mensageiro aos espaçadores como também fixar os condutores aos isoladores tipo Pilar. Devem ser utilizada amarrações pré- formada metálica para o cabo mensageiro, desenho MP-19-15, amarrações elastomérico e pré-formado polimérico para o condutor fase, desenho MP-19-03 folha 1/2 e 2/2 , conforme tabela abaixo: AMARRAÇÕES CABO DE ALUMÍNIO COBERTO APLICAÇÃO CÓDIGO DE MATERIAL COMPRI- MENTO “L” (mm) CÓDIGO DE MATERIAL (mm2) DIÂMETRO FINAL MÁX. CÓDIGO DE IDENTIFICA- ÇÃO RESIS. MÍN. AO ESCORRE- GAMENTO (daN) 329.238-9 160 323.060-4 185 26 Isolador Pilar 329.237-1 140 323.086-6 70 19 VERDE VERMELHO 5 329.232-1 329.233-9 -- -- 30 Espaçadores Losangulares e Verticais 329.237-1 140 323.086-6 323.060-4 70 185 19 26 VERMELHO VERDE 5 ID-4.005 Página 11 de 25 AMARRAÇÕES CABO DE AÇO APLICAÇÃO CÓDIGO DE MATERIAL COMPRIMENTO “L” (mm) CÓDIGO DE MATERIAL DIÂMETRO DA CORDA (mm) Fio de aço p/ Mensageiro 329.234-7 740 323.969-0 9,52 Nota: Para retirada da cobertura no momento das conexões, utilizar a ferramenta de acordo com o diâmetro máximo do condutor. Alças pré-formadas com sapatilha São utilizadas para ancoragem dos condutores fase metrificados e da cordoalha de aço (cabo mensageiro), conforme tabela abaixo: ALÇAS PRÉ-FORMADAS DESCRIÇÃO DO MATERIAL DIÂMETRO DE APLICAÇÃO (mm) CÓDIGO DE MATERIAL 15,77 328.952-2 Cabo de alumínio coberto (mm2) 26,97 328.951-4 Cabo mensageiro (Cabo de aço) 9,52 329.199-3 Isoladores Os isoladores, tipo Pilar e Suspensão (BASTÃO), devem ser de material polimérico ou de porcelana. Calha Protetora C.M. 329.241-0 – Desenho MP-19-14 Sempre que os condutores de fase não receberem uma cobertura nos pontos de conexão, cobrir o cabo mensageiro com uma calha protetora rígida tipo encaixe, para evitar descargas fase-terra quando da incidência de surtos de sobretensões. Garantir uma distância de 60 cm entre os pontos de conexão de modo a assegurar isolação pelo ar. Cobertura para Conector Tipo Cunha Deve ser utilizado nos pontos das conexões conector tipo cunha sempre que efetuar ligações de condutores (em desenvolvimento). ID-4.005 Página 12 de 25 Postes – Desenho MP-01-01 Devem ser utilizados postes de concreto seção circular, cujo esforço suportável deve ser calculado de acordo com as características do projeto, seguindo as tabelas de flechas e trações dos itens 12 e 13. Ferragens O tipo de ferragem a ser utilizada define-se de acordo com o projeto e deve seguir o padrão (PD 4.009) - desenho CP-01-001 (Estruturas Básicas Rede Compacta), conforme tabela abaixo: Relação das Estruturas de Rede Compacta Estruturas Utilização Comentários Condutor Ângulo 70 mm2 0° - 6° RC1 Estrutura de passagem reta Braço Suporte tipo “L”, Braço Anti- Balanço polimérico, espaçador Losangular e estribo, amarração anel elastomérico. 185 mm2 0° - 6° 70 mm2 6° - 60° RC2 Estrutura de passagem com ângulo semi-aberto Braço Suporte tipo “C”, com isolador polimérico ou porcelana tipo Pilar, amarração anel elastomérico . 185 mm 2 6° - 60° 70 mm2 - RC3 Estrutura p/ Fim de linha e para ângulos de 900 (RC3 Dupla). Braço tipo ”C”, suporte auxiliar, isolador tipoPilar, isoladores bastão, amarrações alças pré-formadas e anel elastomérico. 185 mm 2 - 70 mm2 0° - 60° RC4 Estrutura de passagem com ângulo (ponto mecânico dos dois lados) Braço tipo ”C”, com isoladores tipo pilar e isoladores bastão e amarrações, ponto mecânico-RT. 185 mm 2 0°- 60° 70 mm2 90° RC5 Estrutura de derivação em ângulo reto Braço tipo “L”, Braço tipo “C”, com suporte auxiliar, 3 isoladores Pilar, mais 3 isoladores bastão e amarrações. 185 mm 2 90° 70 mm2 0° - 45° RC6 Estrutura de derivação em ângulo Braço suporte tipo “L”, Braço suporte tipo “C”, isoladores tipo Pilar e isoladores bastão, amarrações alças e anel. 185 mm2 0° - 45° 70 mm2 FLY-TAP Ponto de cruzamento Utiliza-se para construção do vão espaçador losangular e espaçador vertical. 185 mm 2 - ID-4.005 Página 13 de 25 Braço Suporte tipo “L” C.M. 328.050-2 – Desenho MP-19-04 São utilizados em extensões de redes tangentes ou com ângulos de deflexão de até 6 graus, sendo confeccionados em aço zincado ou em liga de alumínio. Este braço sustenta e fixa o cabo mensageiro de aço, na formação da rede compacta, permitindo que durante o processo de instalação dos cabos, as carretilhas passem por cada poste sem interrupção (Figura 3). FIGURA 3 Braço Suporte tipo “C” C.M. 328.051-0 – Desenho MP-19-05 São utilizados em trechos de rede com ângulos entre 6o a 60o com o emprego de isoladores tipo Pilar. Para ângulos da rede superiores a 60o o suporte tipo “C” deve ser empregado com isoladores tipo Bastão, partindo assim para ponto mecânico. O suporte tipo “C” pode ser utilizado em estruturas ponto mecânico, derivação perpendiculares, ( RC4, RC5 e RC6) e fim de linha (RC3). Para Estruturas RC3 e RC5, deve-se fazer o uso de um suporte auxiliar, (código de material 329.885-6) para ancoragem em final de linha e derivação de rede, Figura 5. Para estruturas com ângulos de 90o, instalar duas estruturas de final de linha (RC3 Dupla), conforme desenho CP-01-009, do padrão PD-4.009, desde que não seja necessária a inversão de fase. No caso de fim de linha o último espaçador deve guardar uma distância mínima de 13 metros em relação ao encabeçamento dos cabos (Figuras 4 e 5). ID-4.005 Página 14 de 25 FIGURA 4 FIGURA 5 Braço Anti-Balanço C.M.329.907-2 – Desenho MP-19-16 O Braço Anti-Balanço é próprio para fixação dos espaçadores losangulares no poste (estrutura RC1), evitando-se a aproximação ou o distanciamento dos cabos cobertos junto às estruturas tangentes ou com deflexão máxima de até 6o reduzindo-se assim, a vibração mecânica das redes bem como evitar o rompimento das conexões das ligações dos equipamento (figura 6). FIGURA 6 ID-4.005 Página 15 de 25 Estribo para Braço Tipo “L” C.M. 329.882-2 – Desenho MP-19-17 Acessório utilizado na montagem da estrutura para Braço tipo “L”, para permitir a instalação de espaçador losangular, conforme desenho CP-01-011, do padrão PD-4.009 (figura 7). FIGURA 7 FERRAMENTAS Carretilha para Condutores – Desenho MP-19-07 Esta carretilha, apoiada sobre o cabo mensageiro da rede, é utilizada para acomodar e dispor os condutores das fases nas posições adequadas à instalação dos espaçadores, durante as etapas de tracionamento da rede (Figura 8). FIGURA 8 ID-4.005 Página 16 de 25 Carretilha para Tração em Tangente – Desenho MP-19-08 Esta carretilha é utilizada durante o processo de tracionamento dos condutores fase. O tracionamento é feito amarrando-se os condutores fase, em feixe, a uma das extremidades da carretilha enquanto a corda de puxamento é fixada à outra extremidade (Figura 9). FIGURA 9 Carretilha para Tração em ângulo – Desenho MP-19-09 e MP-19-10 Estas carretilhas são projetadas de modo a facilitar o tracionamento dos condutores fase e do cabo mensageiro em situações de ângulo na rede superior a 6 graus. As carretilhas são instaladas nos braços suportes tipo “C”, com as roldanas ocupando as posições onde serão instalados os isoladores tipo pilar para acomodação dos condutores fase. A roldana do cabo mensageiro deve ser instalada juntamente com a ferragem correspondente (Figura 10 e 11). FIGURA 10 FIGURA 11 ID-4.005 Página 17 de 25 Guia para Cabo Mensageiro – Desenho MP-19-11 É acessório do braço suporte Tipo “L”, utilizado somente para facilitar a construção de lançamento de instalação do cabo cordoalha de aço em postes com trechos tangentes ou com ângulos de deflexão de até 6o. O cabo mensageiro pode ser esticado e tracionado sem se elevar da posição prevista para encaixe ao braço suporte tipo “L”, durante a montagem da rede. Numa primeira etapa o cabo mensageiro é esticado através do guia, para então ser tracionado, em seguida ele é acomodado e fixado ao grampo do braço suporte tipo “L” (Figura 12). FIGURA 12 LANÇAMENTO DOS CABOS Cuidados Exigidos Tratando-se de cabos cobertos, deverão ser tomadas todas as precauções necessárias durante a execução do serviço de puxamento. Deve-se evitar que o cabo entre em contato com o solo, e também com outros elementos que possam ferir ou arranhar a cobertura do cabo. Colocação das Ferragens e Roldanas de Puxamento Conforme o projeto, todos os postes já deverão estar equipados com as ferragens necessárias indicadas no item 4.12. Instalar o guia mensageiro tubular na extremidade do braço suporte tipo “L”, conforme Figura 12, para realizar o puxamento do cabo mensageiro. A seqüência de operação está indicada no item 5.4. ID-4.005 Página 18 de 25 Nas estruturas com ângulos superiores a 6o deve ser instalada a roldana para ângulos (Figura 13) FIGURA 13 A força de tracionamento do cabo mensageiro está indicada nas tabelas dos itens 12 e 13. Após o tracionamento o cabo mensageiro deve ser fixado nos grampos do braço suporte tipo “L” e nos pontos de fixação das estruturas com ângulos superiores a 6o. Para ângulos superiores a 60o o cabo mensageiro deve ser ancorado. Após esta fase deve-se proceder o lançamento dos cabos. Para tal, deve-se determinar as seções de puxamento que consiste em um trecho que não apresenta angulo superior a 6o, ondulação do terreno, e mudança de lado da posteação. As bobinas dos condutores devem ser posicionadas na extremidade da linha que houver maior facilidade de execução dos serviços. As bobinas deverão permanecer afastadas não menos de 5 metros do primeiro poste e guardar o maior alinhamento possível com a posteação. As bobinas deverão ser posicionadas de maneira que os cabos sejam lançados por cima, na configuração triangular, de modo que as mesmas girem no sentido indicado pela seta impressa no carretel. Durante a operação de lançamento do cabo, deverá ser controlada a velocidade a fim de evitar que os condutores entrem em contato com o solo. O puxamento dos condutores é realizado com o auxílio da carretilha para tração em tangente (Figura 14). ID-4.005 Página 19 de 25 FIGURA 14 Uma carretilha para condutores deve ser fixada no primeiro poste. Isto permitirá que os cabos sejam puxadoscom maior facilidade e na configuração própria. Deve-se determinar o comprimento da primeira seção de puxamento. As carretilhas para condutores devem ser instaladas com o lado de abertura para alojamento dos condutores voltado para o lado da posteação (Figura 15). FIGURA 15 A primeira carretilha para condutores deve ser fixada à carretilha para tração em tangente por intermédio de um pedaço de corda de 9 metros. A fixação de cada sucessiva carretilha deve ser feita por intermédio de um pedaço de corda semelhante. Para economizar tempo pedaços de corda podem ser conectados a cada carretilha sucessiva assim que as mesmas são tracionadas. Com as carretilhas instaladas deve-se iniciar o puxamento dos condutores. Quando a carretilha para tração em tangente aproximar-se do final da primeira seção de puxamento deve-se desconectá-la da primeira carretilha dos condutores. Deve-se determinar, então, o ID-4.005 Página 20 de 25 número de carretilha para condutores necessárias para a próxima seção de puxamento e repetir o processo. A posição das bobinas dos condutores não precisa ser alterada (Figura 16). FIGURA 16 O processo acima deve ser repetido até completar todo lançamento. Antes de se determinar a flecha dos condutores, deve-se proceder a ancoragem dos mesmos. Deve-se determinar a flecha dos condutores durante o período em que os mesmos se encontram nas roldanas. Neste momento deve-se substituir as roldanas dos condutores pelos espaçadores e proceder sua amarração. Nota: O lançamento individual do condutor fase, deve seguir os mesmos procedimentos de puxamento descritos e a carretilha a ser utilizada está indicada no item 5.1 (figura 8). As flechas do trecho de condutores situados entre as carretilhas para condutores são as seguintes: CARACTERÍSTICAS VÃO DE 9 METROS Temperatura oC -7,0 5,0 15,0 25 35 Flechas [mm] 75 100 130 150 180 Uma cesta aérea é indicada para remover as carretilhas e instalar os espaçadores. Nas estruturas tangentes deve ser instalado um espaçador de cada lado do poste a uma distância de 1 metro em relação ao mesmo. Nas estruturas de final de linha o último espaçador deve guardar uma distância aproximada de 13 metros em relação ao encabeçamento dos cabos. As carretilhas para tração em ângulo devem ser substituídas pelos isoladores tipo Pilar utilizando, para fixação dos condutores, amarrações indicadas no item 4.6 da tabela. ID-4.005 Página 21 de 25 CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO V = K x I x L, onde: V = Queda de tensão em Volts; K = Constante de proporcionalidade que depende do condutor ( V / A x km); I = Carga (A) no final do trecho; L = Comprimento do trecho em múltiplos de km. QT – Queda de Tensão percentual; V – Tensão de Fornecimento (Volts) Coeficiente de Queda de Tensão (K) FATOR DE POTÊNCIA CONDUTOR 1,00 0,85 70 mm2 0,8045 1,0529 185 mm2 0,3083 0,5953 INSTALAÇÃO DE PÁRA-RAIOS Deve ser previsto a instalação de pára-raios nos seguintes pontos: • Transições da Rede Compacta (Spacer Cable) com outros tipos de Redes; • Nos finais de rede; • Nos pontos de instalação de equipamentos; • Em todas as entradas consumidoras; • Em linhas expressas é recomendado a colocação dos mesmos quando não existirem equipamentos protegidos. Observação: Os pára-raios a serem empregados neste tipo de rede são de óxido metálicos (zinco) sem “gap”, com corpo polimérico e com desligador automático . Portanto deve-se, durante a sua instalação/manutenção tomar o máximo cuidado com o aspecto da segurança pois tensões elevadas podem aparecer na base do mesmo. ATERRAMENTO 100× ∆ = V V QT ID-4.005 Página 22 de 25 O aterramento do neutro comum da rede compacta (neutro do pré-reunido da rede secundária) deve ser realizado a cada 150 metros e ter no máximo uma resistência de 25 ohms. O mensageiro da rede compacta deve ser aterrado em todos os pontos de instalação de equipamentos, a cada 150 metros, e interligado, a cada 2 postes, ao neutro. Todos os fins de linha também devem ser aterrados. Para o aterramento do mensageiro e o pré-reunido de baixa tensão, utilizar conector tipo cunha e conector tipo parafuso fendido conforme a tabela abaixo: DESCRIÇÃO DO CABO PRUMADA CÓDIGO DE MATERIAL Cordoalha de aço 3/8” Tipo VII – 329.540-0 Neutro do Pré-reunido 50 mm2 Tipo VII – 329.540-0 Neutro do Pré-reunido 70 mm2 329.338-5 Cabo de Cu WPP 35 mm2 Cabo de Cu WPP 35 mm2 Tipo IV – 329.308-4 ATERRAMENTO TEMPORÁRIO Quando da realização de manutenção da rede compacta deve-se fazer o aterramento temporário da mesma, o mais próximo possível das estruturas, fonte e carga em relação ao trecho defeituoso. Para a realização desta tarefa deve-se seguir as instruções técnicas da Apostila de Aterramento Temporário No 008 do Departamento de Treinamento Técnico – DGT. Portanto, os pontos de instalação dos conjuntos de aterramento temporário, preferencialmente, serão nos pontos de ligação de transformadores (estribos), e equipamentos, de tal forma que o conjunto de aterramento temporário seja instalado no ponto de trabalho ou em pontos que confinem o local de trabalho. Quando necessário prever a instalação de estribos de espera, para a instalação do conjunto de aterramento temporário. Deverão ser instalados estribos de espera em todas as derivações (estruturas RC5, RC6 do padrão PD.4.009 – Redes de Distribuição Aérea Compacta Protegida). CUIDADOS EXIGIDOS APÓS A CONSTRUÇÃO Após a instalação do cabo e seus acessórios e, após serem colocados em operação, faz-se necessário uma inspeção com o equipamento de termovisão e radiointerferência de modo a verificar a existência de pontos quentes e correntes de fuga de alta freqüência. Este procedimento é sugerido devido ao fato desta modalidade de rede não ser de técnica erradicada na Empresa. ID-4.005 Página 23 de 25 TABELA DE TRAÇÕES E FLECHAS DO CABO DE ALUMÍNIO – 70 MM2 Cabo Coberto – Classe 15 e 25 kV Cabo Mensageiro de Aço 9,52mm – Tipo HS – CR 4900 Kgf Tração: kgf Flecha: cm TEMPERATURA AMBIENTE (OC) Vão [m] 0 5 10 15 20 25 T[kgf] F(cm) T[kgf] F(cm) T[kgf] F(cm) T[kgf] F(cm) T[kgf] F(cm) T[kgf] F(cm) 5 700 1 646 1 593 1 540 1 488 1 436 1 10 700 3 649 3 599 3 550 4 503 4 457 5 15 700 7 653 7 607 8 563 8 522 9 482 10 17,5 700 9 655 10 612 10 570 11 532 12 495 13 20 700 12 657 13 616 13 578 14 541 15 507 16 25 700 19 661 20 625 21 591 22 560 23 530 24 30 700 27 666 28 634 29 604 31 576 32 550 34 35 700 36 670 38 642 40 615 41 591 43 568 45 40 700 47 673 49 649 51 625 53 604 55 583 57 45 700 60 676 62 655 64 634 66 615 68 596 70 50 700 74 679 76 660 79 641 81 624 83 608 85 55 700 90 681 92 664 94 648 97 632 99 617 102 60 700 107 683 109 668 112 653 114 639 117 626 119 TEMPERATURA AMBIENTE (OC) 30 35 40 45 50 Vão [m] T[kgf] F(cm) T[kgf] F(cm) T[kgf] F(cm) T[kgf] F(cm) T[kgf] F(cm) 5 386 1 337 2 291 2 248 2 211 2 10 414 5 374 6 337 6 305 7 276 8 15 446 10 412 11 382 12 354 13 330 14 17,5 461 14 430 15 402 16 376 17 353 18 20 476 17 447 19 421 20 397 21 375 22 25 503 26 477 27 454 29 433 30 413 31 0 526 35 504 37 483 39 464 40 446 42 35 546 46 526 48 508 50 490 52 474 54 40 564 59 546 61 529 63 513 65 499 67 45 579 73 563 75 548 77 533 79 520 81 50 592 88 577 90 564 92 550 94 538 96 55 603 104 590 106 577 109 565 111 554113 60 613 122 601 124 590 127 578 129 568 131 Velocidade inicial do vento: 0 Km/h Tração máxima de instalação: 1633 Kgf Tração de projeto: 700 Kgf ID-4.005 Página 24 de 25 TABELA DE TRAÇÕES E FLECHAS DO CABO DE ALUMÍNIO – 185 MM2 Cabo Coberto – Classe 15 e 25 kV Cabo Mensageiro de Aço 9,52mm – Tipo HS – CR 4900 Kgf Tração: kgf Flecha: cm TEMPERATURA AMBIENTE (OC) Vão [m] 0 5 10 15 20 25 T[kgf] F(cm) T[kgf] F(cm) T[kgf] F(cm) T[kgf] F(cm) T[kgf] F(cm) T[kgf] F(cm) 5 700 1 646 1 597 2 547 2 498 2 451 2 10 700 5 655 6 612 6 571 6 532 7 495 7 15 700 12 663 12 628 13 595 14 564 15 536 15 17,5 700 16 666 17 635 18 606 18 578 19 553 20 20 700 21 670 22 642 23 616 24 591 25 568 26 25 700 33 676 34 653 35 632 36 612 37 593 38 30 700 47 680 48 662 49 645 51 629 52 613 53 35 700 64 684 65 669 67 655 68 641 70 628 71 40 700 83 687 85 674 86 662 88 651 89 640 91 45 700 105 689 107 678 109 668 110 659 112 649 114 50 700 130 690 132 682 134 673 135 665 137 657 139 55 700 157 692 159 684 161 677 163 670 164 663 166 60 700 187 693 189 686 191 680 193 674 194 668 196 TEMPERATURA AMBIENTE (OC) Vão [m] 30 35 40 45 50 T[kgf] F(cm) T[kgf] F(cm) T[kgf] F(cm) T[kgf] F(cm) T[kgf] F(cm) 5 407 2 364 2 326 3 291 3 261 3 10 462 8 431 8 402 9 377 10 354 10 15 509 16 485 17 462 18 442 19 422 19 17,5 529 21 507 22 487 23 468 24 450 25 20 547 27 527 28 508 29 491 30 475 31 25 576 39 559 41 544 42 529 43 515 44 30 598 55 584 56 571 57 559 59 547 60 35 616 72 604 74 593 75 582 77 572 78 40 629 93 619 94 610 96 600 97 591 98 45 640 115 632 117 623 118 615 120 607 121 55 649 140 641 142 634 143 627 145 620 147 55 656 168 649 170 643 171 637 173 631 175 60 662 198 656 200 650 201 645 203 639 205 Velocidade inicial do vento: 0 Km/h Tração máxima de instalação: 1633 Kgf Tração de projeto: 700 Kgf ID-4.005 Página 25 de 25 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Norma ABNT EB-2173 – Cabos Aéreos Cobertos com XLPE para Uso em Regiões Arborizadas com Tensões de 15 kV – Especificação; Coletânea de Normas de Linhas de Transmissão; Cabos Pré-Reunidos WTR em Distribuição Primária Aérea – Autor Professor Ernesto João Robba - EPUSP – Pirelli – Fev/87; Soares, Maurício Ribeiro – Menos Interrupções com Redes Aéreas Protegidas – Revista Eletricidade Moderna – Julho/89; Sean, Leonard P. – “The development and use of the Hendrix Aereal Cable System” – Publicações Hendrix – Maio/80; Catálogo da Hendrix – “Hendrix Aerial Cable Systems Through 46 kV; Sistema Aéreos Isolados e protegidos – Alcoa Alumínio S/A – Março/91; Catálogo Distribuidor – PLP.