Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
1 
 
Gramática 
 
FONÉTICA E FONOLOGIA __________________________________________ ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO. 
ORTOGRAFIA _________________________________________________________________________ 4 
TONICIDADE DAS PALAVRAS ______________________________________________________________ 9 
ESTRUTURA DAS PALAVRAS ______________________________________________________________11 
 
MORFOLOGIA - SUBSTANTIVOS ___________________________________________________________16 
ADJETIVOS _________________________________________________________________________22 
ARTIGOS ___________________________________________________________________________26 
VERBOS ___________________________________________________________________________27 
ADVÉRBIOS _________________________________________________________________________39 
PRONOMES _________________________________________________________________________42 
NUMERAIS _________________________________________________________________________48 
CONJUNÇÕES ________________________________________________________________________50 
PREPOSIÇÕES _______________________________________________________________________53 
INTERJEIÇÕES ________________________________________________________________________55 
 
INTRODUÇÃO – ANÁLISE SINTÁTICA ________________________________________________________57 
TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO __________________________________________________________58 
TRANSITIVIDADE VERBAL _______________________________________________________________60 
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO ________________________________________________________61 
TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO _________________________________________________________63 
PERÍODO COMPOSTO - INTRODUÇÃO _______________________________________________________66 
PERÍODO COMPOSTO – ORAÇÕES COORDENADAS ______________________________________________67 
PERÍODO COMPOSTO – ORAÇÕES SUBORDINADAS ______________________________________________69 
PERÍODO COMPOSTO – ORAÇÕES REDUZIDAS _________________________________________________72 
CRASE ____________________________________________________________________________73 
REGÊNCIAS VERBAL E NOMINAL ___________________________________________________________75 
CONCORDÂNCIAS VERBAL E NOMINAL ______________________________________________________80 
COLOCAÇÃO PRONOMINAL ______________________________________________________________85 
FUNÇÃO DO ‘QUE’ ____________________________________________________________________87 
FUNÇÃO DO ‘SE’ _____________________________________________________________________89 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
2 
 
Definições 
 
 
A Fonética é o estudo dos sons da linguagem humana em todas 
as suas formas. Já Fonologia é a parte da gramática que se 
encarrega de estudar os fonemas de uma língua. 
 
 Letra: É o símbolo que representa graficamente o fonema; é 
percebido pela visão. 
 Fonema: É um elemento que faz parte da constituição sonora da 
palavra; só é percebido na audição. 
 
Exemplo(s): 
Caneta – letras: 6 (c-a-n-e-t-a) 
Fonemas: 6 (/c//a//n//e//t//a/) 
Sexo – letras: 4 (s-e-x-o) 
Fonemas: 5 (/s//e//k//s//o/) 
Chave – letras: 5 (/c//h//a//v//e/) 
Fonemas: 4 (/x//a//v//e/) 
 
A T E N Ç Ã O 
Nem sempre o número de fonemas corresponde ao número de letras 
numa palavra. 
 
Classificação dos fonemas 
 
Os fonemas classificam-se em: 
 
 Vogais: são fonemas pronunciados sem obstáculo à 
passagem de ar. Exemplos: pato, bota. As vogais formam 
sempre a base sonora da sílaba. 
 Consoantes: são fonemas produzidos mediante a resistência 
que os órgãos bucais (língua, dentes, lábios) opõem à passagem 
de ar. As consoantes formam sílabas somente quando estão 
unidas a uma vogal. Exemplos: caderno, lâmpada. 
 Semivogais: são os fonemas que se juntam a uma vogal, 
formando com esta uma só sílaba. São semivogais os fonemas 
/i/ e /u/. Exemplos: couro, baile, dançam, fazem. 
 
Em nossa língua, a vogal é o elemento básico, suficiente e 
indispensável para a formação da sílaba. Você encontrará 
sílabas constituídas só de vogais, mas nunca formadas somente 
com consoantes. 
 
A T E N Ç Ã O 
Só os fonemas /i/ e /u/ átonos funcionam como semivogais. Para 
que não sejam confundidos com as vogais i e u serão representados 
por [y] e [w] e chamados, respectivamente, de iode e vau. 
 
Encontros Fonéticos 
 
Encontros vocálicos: São encontros constituídos pela 
pronúncia de sons vocálicos pronunciados simultaneamente 
(vogais e semivogais). Há, na Língua Portuguesa, três tipos de 
encontros vocálicos, são eles: ditongo, tritongo e hiato. 
 
Ditongo: é a junção de uma vogal + uma semivogal ou de uma 
semivogal + vogal. Podem ser separados de duas maneiras: 
 
Os ditongos podem ser classificados quanto a sua tonicidade 
(crescentes e decrescentes) ou sua nasalização (orais e nasais). 
 
 
 
 
A T E N Ç Ã O 
São considerados ditongos nasais as combinações am e em/en no 
final das palavras. 
 
Exemplos: falam /ãw/, comem /ey/ 
 
Tritongo: é o encontro de três sons vocálicos em uma mesma 
sílaba. Ocorre na seguinte ordem: semivogal + vogal + semivogal. 
Assim como os ditongos, os tritongos podem ser orais ou nasais. 
 
Exemplo(s): 
A-ve-ri-guei, i-guais, em-xa-guem, as-guão 
 
Hiato: é a junção de duas vogais pronunciadas separadamente, 
formando sílabas distintas. 
 
Exemplo(s): 
Co-e-lho, sa-ú-de, ru-im. 
 
Dígrafos: é a união de duas letras representando um só 
fonema. Há dígrafos que, no caso de separação silábica, são 
obrigatoriamente divididos, enquanto outros não podem ser 
separados, como se pode ver a seguir. 
 
 Dígrafos separáveis: cor-rei-o, as-sa-do, pis-ci-na, des-ça, 
ex-ce-len-te 
 Dígrafos inseparáveis: cha-ve, pi-lha,quei-ji-nho, guer-re-ar 
 
Todos os dígrafos acima utilizam duas letras para representar um som 
consonantal, são, portanto, chamados de dígrafos consonantais. 
 
Quando se tem a formação vogal + m ou n em final de sílaba, 
as letras m e n somente nasalizam a vogal que as antecedem. 
Neste caso, temos um dígrafo nasal1. 
 
Exemplo(s): 
Bom –ba /õ/, plan-ta /ã/, fon-te/õ/. 
 
Observe que, nas palavras axila, táxi, anexo, a letra x 
representa dois fonemas /ks/. A isso damos o nome de Dífonos 
= di (dois) + fonos (sons). 
 
A T E N Ç Ã O 
 
1 Há também a nomenclatura “dígrafo vocálico”, mas é pouco usual. 
Unidade 1 - fonética e Fonologia 
Capítulo 1 - Fonética e Fonologia
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
3 
Não se deve confundir dígrafo com encontro consonantal. Quando duas 
consoantes aparecem juntas e ambas são pronunciadas, tem-se um 
encontro consonantal. 
 
Exemplo(s): agreste, pneu, Brasil. 
 
Encontros consonantais 
 
Quando existe uma sequência de duas ou mais consoantes cujo 
som pode ser percebido separadamente, denominamos essa 
sequência de encontro consonantal. 
 
O encontro pode ocorrer: 
 
 Na mesma sílaba: cla-ri-da-de, fri-tu-ra, am-plo, dra-gão, 
gran-de, tri-bo, 
 Em sílabas diferentes: af-ta, com-pul-só-rio, pes-car, al-tar 
 
Divisão silábica 
 
A divisão silábica de uma palavra está de acordo com sua 
pronúncia, porém depende de conhecimentos prévios de 
encontros vocálicos e dígrafo. 
 
De acordo com o número de sílabas, podemos classificar uma 
palavra como: 
 
Monossílaba: uma sílaba. 
 
Exemplos: 
Mãe, cai, voz, fé, má, czar, ler 
 
Dissílaba: duas sílabas. 
 
Exemplos: 
Par-que, ca-sa, por-que, na-dar, fes-ta 
 
Trissílaba: três sílabas. 
 
Exemplos: 
Pês-se-go, ca-mi-hão, sol-da-do, ex-ce-ção 
 
Polissílaba: quatro ou mais sílabas. 
 
Exemplo(s): 
Ca-sa-men-to, a-dap-ta-ção, ir-res-pon-sa-bi-li-da-de. 
 
Regras de divisão silábica 
 
CASOS SEPARAÇÃOEXEMPLO 
Ditongo e tritongo NÃO U-ru-guai, au-tên-ti-co 
Hiato SIM Ca-í-do, cri-a-ção 
Dígrafos rr, ss, sc, sç, 
xc 
SIM Car-ros-sel, des-cer 
Dígrafos ch, lh, nh, 
qu, gu 
NÃO Ga-lho, guei-xa 
Consoante não 
seguida de vogal 
MANTER NA SÍLABA 
DA ESQUERDA 
Mag-ní-fi-co, cap-tar 
Prefixos des-, in-,sub- 
+ vogal 
SIM Su-ben-ten-der, de-si-
gual 
 
A T E N Ç Ã O 
Na translineação, isto é, passar de uma linha para a seguinte, evita-
se a partição de dissílabos como aí, saí, ato, rua, ódio, etc. para que 
uma vogal não fique isolada no início ou no fim da linha. 
 
 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1. Nas palavras gratuito, vácuo, frear e minguam, há, respectivamente, 
 
a) ditongo crescente, ditongo decrescente, hiato e tritongo. 
b) hiato, ditongo crescente, hiato e tritongo. 
c) hiato, ditongo decrescente, hiato e ditongo crescente. 
d) ditongo decrescente, ditongo crescente, hiato e tritongo. 
e) ditongo decrescente, ditongo crescente, hiato e ditongo crescente. 
 
2. Observe: 
fre-ar: contém hiato 
pou-co: contém ditongo oral decrescente 
Em qual alternativa a palavra não apresenta nenhuma das classificações acima? 
 
a) aorta b) miolo c) vaidade d) quatro 
 
3. Qual das alternativas abaixo é formada por ditongos decrescentes? 
 
a) pouco, loteria, contrário, estratégia. 
b) inquietação, pouco, aumenta, grau. 
c) cair, compreensível, beijar, treino. 
d) imponderáveis, atuar, psicologia, seu. 
e) colégio, não, imediatamente, história. 
 
4.Assinale a proposição em que estão presentes nos vocábulos 
somente dígrafos. 
 
a) Irresponsável – Manhã – Palha d) Quero – Onda – Tem 
b) Carro – Pneu – Aquário e) Istmo – Secção – Digno 
c) Assado – Campo – Mnemônico 
 
5. Em “Durante três diasinteiros, ele perseguiuo javali queera 
quase do tamanho de um boi”, os encontros vocálicos 
daspalavras destacadas classificam-se, respectivamente, como: 
 
a) ditongo – hiato – hiato c) hiato – ditongo – ditongo 
b) hiato – tritongo – ditongo d) ditongo – tritongo – hiato 
 
6. Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentam 
encontros consonantais. 
 
a) atrás – clima – duplo – clave – sombra – piscina 
b) enchente – exceção – correio – psiquiatra – guerrear 
c) carrossel – montanha – cachorro – pneu – digno 
d) clima – czar – torno – pacto – tcheco – constar 
 
7. Assinale a alternativa em que os encontros vocálicos das 
palavras classificam-se como ditongos. 
 
a) pedreiro – coordenador – moita c) jeitosa – gratuito – judeu 
b) hiato – caixote – oficial d) higiene – graciosa – veneziana 
 
8.Observe: 
“Quanto tempo 
Mina d‟água do meu canto 
Manso 
Piano e voz 
Vento...” 
 
As palavras destacadas no texto acima apresentam, 
respectivamente, 
 
a) ditongo decrescente e hiato. 
b) ditongo crescente e hiato. 
c) tritongo e ditongo crescente. 
d) hiato e ditongo decrescente. 
 
9. Quanto à separação silábica, assinale a alternativa correta. 
 
a) trans-a-tlân-ti-co; hi-dre-lé-tri-ca; su-bes-ti-mar; in-te-rur-ba-no; bi-sa-vô 
b) ist-mo; ma-gnó-lia; ap-ti-dão; felds-pa-to; sols-tí-cio 
c) a-fta; sub-lin-gual; téc-ni-co; rép-til; rit-mo 
d) e-clip-se; trans-tor-no; de-cep-ção; of-tal-mo-lo-gis-ta; ra-diou-vin-te 
e) ra-di-ou-vin-te; pre-en-cher; pers-pi-caz; de-sa-ten-to; in- te-rur-ba-no 
 
10. Marque a alternativa correta quanto à separação silábica. 
 
a) ca-u-le/ quais-quer/ so-cie-da-de/ sa- ú- de 
b) gai-o-la/ a-ve- ri- guou/ du-e-lo/ e-nig-ma 
c) ân-sia/ des- mai-a-do/ ma-li-gno/ im-bui-a 
d) gno-mo/ e-cli-pse/ sos-se-go/ sub-ma-ri-no 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO: 
1.D 2.D 3.B 4.A 5.C 6.D 7.C 8.B 9.D 10.B 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
4 
 
Definição 
 
 
Ortografia: Do grego orthographía (escrita correta), é o 
conjunto de regras que, para uma determinada língua, 
estabelecem a grafia correta das palavras e o uso de sinais de 
pontuação. 
 
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em 1990 e 
em vigor no Brasil desde 2009, trouxe mudanças importantes na 
grafia de muitas palavras. Durante o período de adaptação 
(2009-2015), ambas grafias eram aceitas em diversos processos 
seletivos ( concursos públicos, vestibulares, etc.). A partir de 
2016, no entanto, apenas a nova ortografia é válida. 
 
Sinais diacríticos ou Notações léxicas 
 
 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
Só se usa trema em palavras estrangeiras e suas derivadas em 
português 
 
Exemplo(s): Müller, Mülleriano 
 
Hífen 
 
O hífen possui três principais funções no português contemporâneo: 
 
1) Acoplar pronomes átonos a verbos. 
2) Separar silabicamente palavras translineadas. 
3) Ligar elementos de palavras que sejam: 
a) Compostas 
b) Derivadas por prefixação. 
 
Sua terceira função merece atenção especial, uma vez que o Novo 
Acordo Ortográfico trouxe mudanças nesse sentido. Veja a seguir os 
critérios para a aplicação do hífen em palavras derivadas por 
prefixação: 
 
Onde Não Se Usa Hífen 
 
 Vogal+R ou S: O hífen não é mais utilizado em palavras formadas 
de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas 
por 'r' ou 's', sendo que essas devem ser dobradas. 
 
Exemplos(s) 
Antessala, autorretrato, antissocial, antirrugas, contrassenha, infrassom, 
ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal. 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
Em prefixos terminados por 'r', permanece o hífen se a palavra seguinte 
for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-
requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, 
super-realista, super-resistente etc. 
 
 Vogal+vogal diferente: O hífen não é mais utilizado em 
palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados 
em vogal + palavras iniciadas por outra vogal. 
 
Exemplo(s): 
autoajuda, contraexemplo, extraescolar, infraestrutura, intrauterino, 
neoimperialista, semiaberto, semiautomático, supraocular, ultraelevado. 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
Usa-se hífen quando a palavra seguinte iniciar por 'h': anti-herói, anti-
higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc. Exceto com os prefixos co-, 
des-, dis-, in-, re-: coabitar, desumano, inábil, reabilitar. 
 
Além dos casos de palavras formadas por prefixação, também 
não se usa hífen em: 
 
 Locuções: Não se usa mais hífen em locuções de qualquer tipo 
(substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, 
prepositivas ou conjuncionais) 
 
Exemplo(s): 
cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, 
cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de etc. 
 
E X C E Ç Õ E S 
água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-
meia, ao-deus-dará, à queima-roupa. 
 
C U I D A D O 
O hífen não separa pos-, pre- e pro- átonos: pospor, predizer, 
proativo. 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
O uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm 
elemento de ligação e constitui unidade sintagmática e semântica, 
mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam 
espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-
cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, 
beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc. 
 
Onde Se Usa Hífen 
 
 Vogal+vogal igual: Quando a palavra é formada por um 
prefixo ou falso prefixo terminado em vogal + palavra iniciada 
pela mesma vogal. 
 
Exemplo(s): 
arqui-inimigo, sobre-edificar, supra-auricular, micro-orgânico, anti-
inflamatório 
 
 Circum- e pan-+vogal, m, n:Nas formações com o prefixo 
circum- e o pseudoprefixopan-, quando o segundo elemento 
começa por vogal, m ou n. 
 
Exemplo(s): 
circum-mediterrâneo, pan-americano, circum-oceânico Ex-, vice-, sota-, soto-: Nas palavras formadas com 
os prefixos ex-, vice-, sota-, soto- 
 
Exemplo(s): 
ex-aluno, soto-mestre, vice-presidente 
 
Unidade 1 - fonética e Fonologia 
Capítulo 2 - Ortografia
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
5 
 Pós-, pré- e pró- tônicos: Nas formações com os prefixos 
pós-, pré- e pró- tônicos. 
 
Exemplo(s): 
pós-graduação, pré-universitário, pró-africano 
 
 Ab-, ad-, ob-, sob-, sub- + mesma consoante ou R: nas 
formações iniciadas com os prefixos ab-, ad-, ob-, sob-, sub-, 
quando seguidas de radical iniciado por r ou pela mesma 
consoante em que termina o prefixo. 
 
Exemplo(s): 
ab-rogar, sob-roda, ad-digital, sub-reino 
 
Além dos casos vistos acima, existe também o critério para uso 
do hífen em Palavras Compostas. O Novo Acordo Ortográfico 
ressalta que “só se ligam por hífen os elementos das palavras 
compostas em que se mantém a noção da composição, isto é, os 
elementos das palavras compostas que guardam a sua identidade 
fonética, conservando cada um a sua própria acentuação, porém 
formando o conjunto perfeita unidade de sentido.” 
 
Sendo assim, são escritas com hífen palavras como arco-íris, 
para-choque, bel-prazer, marca-passo, mata-mata, etc 
 
Enquanto aglutinam-se sem hífen palavras como: mandachuva, 
paraquedas, paraquedista, pontapé, madressilva, girassol, etc 
 
A T E N Ç Ã O 
Nas palavras compostas, porém não unidas por hífen, retira-se o h da 
segunda palavra. 
Exemplos: 
Reouve, desabitado, inábil. 
 
A letra H 
 
Na língua portuguesa, o h usa-se apenas: 
 
 No fim de algumas interjeições. 
 
Exemplo(s): 
Ah!, Oh!, Uh! 
 
 Quando a etimologia do nosso idioma determina. 
 
Exemplo(s): 
hábil, haver, híbrido, homem 
 
 Nos dígrafos ch, lh e nh. 
 
Exemplo(s): 
concha, falha, galinha. 
 
Uso e S e Z 
 
Letra Casos Exemplos 
S 
Em adjetivos terminados pelos 
sufixos -oso/-osa. 
dengosa, horroroso, 
cheiroso 
Nos sufixos –ês, -esa, -isa 
(indicando título, profissão ou 
origem). 
milanesa, camponês, 
princesa 
Nas formas dos verbos por e 
querer. 
puser, quiser 
Em diminutivos com sufixo –
inho acrescentado às palavras 
primitivas com s. 
lapisinho (lápis), rosinha 
(rosa) 
Em verbos formados pelo sufixo 
–isar, quando a palavra 
primitiva é grafada com s. 
analisar (análise), 
paralisar (paralisia), 
pesquisar (pesquisa) 
Após ditongos abertos. plausível, paisagem 
Em palavras que derivam de outras 
que são escritas com s. 
visível(visão),basear(base), 
ausência (ausente) 
Z 
Nos sufixos –ez/eza formadores de 
substantivos abstratos a partir de 
adjetivos. 
insensatez, magreza, 
beleza 
Nos sufixos –izar e -ização, 
formadores de verbos e 
substantivos. 
Utilizar, utilização, 
dinamizar, dinamização 
Nos sufixos –zinho, -al, -ada, 
quando a palavra primitiva não tiver 
s. 
pãozinho, bambuzal, 
pazada 
 
Uso de X e CH 
 
Letra Casos Exemplos 
X 
Depois de ditongo faixa, ameixa, frouxo 
Depois das sílabas iniciais me-, 
la-, li-, lu-, gra-, bru, em 
Mexicano, mexer, mexa 
(verbo), laxante, lixo, 
luxo, graxa, bruxa 
Palavras de origem africana ou 
indígena 
Xavante, macaxeira, abacaxi, 
capixaba 
CH 
Prefixo en- une-se a radical iniciado 
por ch. 
encharcar (charco), 
encher (cheio) 
Por razões etimológicas pichar, mochila, chope 
 
Uso de E e I 
 
Letra Casos Exemplos 
E 
Os verbos terminados em –
uar/-oar. 
efetuar (efetue), 
abençoar (abençoe) 
Prefixo ante- (anterioridade) antessala, antebraço 
Prefixos em-,en- empobrecer, enformar 
(manter a forma; dar forma 
a) 
Prefixo des- desacordo, desfrutar 
I 
Com prefixo dis- (negação) disjunção, discordar 
Em prefixos anti- (oposição) anticoncepcional, anti-
heroi 
Na 3ª p. sing. do presente do 
indicativo de verbos terminados 
em air, oer, uir. 
possuir (possui), corroer 
(corroi), cair (cai) 
Prefixos im-,in- (negação) impossível, infeliz 
 
Uso de G e J 
 
Letra Casos Exemplos 
G 
Em palavras terminadas em –ágio, -
égio, ígio, -ógio, úgio. 
pedágio, régio, litígio, 
relógio, refúgio 
Em substantivos terminados em 
–gem. 
margem, vertigem. Exceção: 
pajem, lajem, lambujem 
J 
Em palavras derivadas de outras 
escritas com j. 
nojento (nojo), jeitoso 
(jeito). 
Verbos terminados em –jar, -
jear. 
viajar, gorjear 
 
A T E N Ç Ã O 
O substantivo viagem se escreve com g, mas viajem (forma do 
verbo viajar) escreve-se com j. 
 
Formas Variantes 
 
Há palavras que poder ser escritas de duas formas, ambas 
aceitas como norma culta por constarem no Vocabulário 
Ortográfico da Língua Portuguesa. 
 
1) abdômen ou abdome 
2) afeminado ou efeminado 
3) aluguel ou aluguer 
4) amídala ou amígdala 
5) arrebentar ou rebentar 
6) arrebitar ou rebitar 
7) assoalho ou soalho 
8) assobiar ou assoviar 
9) assoprar ou soprar 
10) azaleia ou azálea 
11) bêbado ou bêbedo 
12) bilhão ou bilião 
13) biscoito ou biscouto 
14) cãibra ou câimbra 
15) catorze ou quatorze 
16) chipanzé ou chimpanzé 
17) covarde ou cobarde 
18) cociente ou quociente 
19) coisa ou cousa 
20) cumular ou acumular 
21) debulhar ou desbulhar 
22) degelar ou desgelar 
23) dependurar ou pendurar 
24) Duplex ou dúplex 
25) empanturrar ou empaturrar 
26) entoação ou entonação 
27) estralar ou estalar 
28) flauta ou frauta 
29) flecha ou frecha 
30) fleuma ou flegma 
31) geringonça ou gerigonça 
32) hemorróida ou hemorroide 
33) hidrelétrico ou hidroelétrico 
34) imundície ou imundícia 
35) infarto ou enfarte 
36) laje ou lajem 
37) loiro ou louro 
38) maquiagem ou maquilagem 
39) percentagem ou porcentagem 
40) maquilagem 
41) marimbondo ou maribondo 
42) nenê ou neném 
43) parêntese ou parêntesis 
44) projétil ou projetil 
45) radioatividade ou radiatividade 
46) surrupiar ou surripiar 
47) tesoura ou tesoira 
48) toicinho ou toucinho 
49) tramela ou taramela 
50) trilhão ou trilião 
51) voleibol ou volibol 
 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
6 
Homônimos e Parônimos 
 
Entre os sons e as letras que os representam podem ocorrer 
coincidências. Podemos classificar as palavras de acordo com 
essa proximidade ou fidelidade sonora e/ou gráfica. 
 
 
Homônimos: vocábulos de significado diferente, mas que 
possuem a mesma grafia e/ou a mesma pronúncia. As palavras 
homônimas podem ser divididas da seguinte forma: 
 
a) Homófonos: Vocábulos que possuem a mesma pronúncia. 
 
Exemplo(s): 
Cessão – ato de ceder, cedência ≠ Sessão – espaço de tempo em que 
se realiza uma reunião. 
 
b) Homógrafos: Vocábulos que possuem a mesma escrita. 
 
Exemplo(s): 
espeto – substantivo ≠ espeto – 1ª pessoa do presente do indicativo 
do verbo espetar 
 
c) Homônimos perfeitos: vocábulos com pronúncia e grafia 
idênticas. 
 
Exemplo(s): 
Ele é um homem são. ≠ Eles são muito cultos. ≠ São Jorge é 
respeitado aqui. 
 
Parônimos: vocábulos ou expressões que apresentam 
semelhança de grafia e pronúncia, mas que diferem no sentido. 
 
Exemplo(s): 
Cavaleiro: homem a cavalo / Cavalheiro: homem gentil. 
 
Lista de vocábulos Homônimos e Parônimos 
 
 Acender - por fogo a 
 Ascender - elevar-se, subir 
 Acento - inflexão de voz, tom de 
voz, acento 
 Assento - base, lugar de sentar-se 
 Acessório - pertences de qualquer 
instrumento ou máquina; que não é 
principal 
 Assessório - diz respeito a 
assistente, adjunto ou assessor 
 Asar - guarnecer de asas 
 Azar - má sorte, ocasionar 
 Brocha - tipo de prego 
 Broxa - tipo de pincel 
 Caçado - apanhado na caça 
 Cassado – anulado 
 Cédula – documento, nota 
 Sédula -feminino de sédulo (cuidadoso) 
 Cegar - tornar ou ficar cego 
 Segar – ceifar 
 Cela - aposento de religiosos; 
compartimento prisional 
 Sela - arreio de cavalgadura 
 Censo – recenseamento 
 Senso – juízo 
 Cerra - do verbo cerrar (fechar) 
 Serra - instrumento cortante; 
montanha; do v. serrar (cortar) 
 Cerrado - denso; terreno murado; 
part. do v. cerrar (fechado) 
 Serrado - particípio de serrar (cortar) 
 Cessão - ato de ceder 
 Sessão - tempo que dura uma assembleia 
 Secção ou seção - corte, divisão 
 Chá - infusão de folhas para bebidas 
 Xá - título do soberano da Pérsia 
 Cheque - ordem de pagamento 
 Xeque - perigo; lance de jogo de 
xadrez; chefe de tribo árabe 
 Círio - vela de cera 
 Emigrar – sair de um país ou região 
 Imigrar – entrar num país ou região 
 Eminente – excelente 
 Iminente - sobranceiro; que está 
por acontecer 
 Emissão - ato de emitir, pôr em circulação 
 Imissão - ato de imitir, fazer entrar 
 Empossar - dar posse 
 Empoçar - formar poça 
 Espectador - o que observa um ato 
 Expectador - o que tem expectativa 
 Espedir - despedir; estar moribundo 
 Expedir – enviar 
 Esperto - inteligente 
 Experto - perito ("expert") 
 Espiar – espreitar 
 Expiar - sofrer pena ou castigo 
 Esplanada - terreno plano 
 Explanada (o) - part. do v. explanar 
 Estasiado – ressequido 
 Extasiado – arrebatado 
 Estático – firme 
 Extático – absorto 
 Esterno - osso dianteiro do peito 
 Externo - que está por fora 
 Estirpe - raiz, linhagem 
 Extirpe - flexão do v. extirpar 
 Estofar - cobrir de estofo 
 Estufar - meter em estufa 
 Estrato - filas de nuvens 
 Extrato - coisa que se extraiu de outra 
 Estremado – demarcado 
 Extremado – extraordinário 
 Flagrante – evidente 
 Fragrante – perfumado 
 Fluir – correr 
 Fruir – desfrutar 
 Incidente - acessório, episódio 
 Acidente - desastre; relevo geográfico 
 Infligir - aplicar castigo ou pena 
 Sírio - relativo à Síria; natural desta 
 Cível - relativo ao Direito Civil 
 Civil - polido; referente às 
relações dos cidadãos entre si 
 Comprimento – extensão 
 Cumprimento - ato de cumprir, saudação 
 Concelho – município 
 Conselho – parecer 
 Concerto - sessão musical; harmonia 
 Conserto - remendo, reparação 
 Concílio - assembleia de prelados católicos 
 Consílio – conselho, assembleia 
 Conjetura – suposição 
 Conjuntura – momento 
 Coser – costurar 
 Cozer – cozinhar 
 Decente – decoroso 
 Descente - que desce 
 Deferir - atender, conceder 
 Diferir - distinguir-se; posicionar-se 
contrariamente; adiar (um compromisso 
marcado) 
 Descargo – alívio 
 Desencargo - desobrigação de um encargo 
 Desconcertado - descomposto; disparato 
 Desconsertado – desarranjado 
 Descrição - ato de descrever 
 Discrição - qualidade de discreto 
 Descriminar – inocentar 
 Discriminar - distinguir, diferenciar 
 Despensa - copa 
 Dispensa - ato de dispensar 
 Despercebido - não notado 
 Desapercebido – desprevenido 
 Édito - ordem judicial 
 Edito - decreto, lei (do executivo ou 
legislativo) 
 Elidir – eliminar 
 Ilidir – refutar 
 Emergir - sair de onde estava 
mergulhado 
 Imergir – mergulhar 
 Emerso - que emergiu 
 Imerso – mergulhado 
 
 Infringir – transgredir 
 Incipiente - que está em 
começo, iniciante 
 Insipiente – ignorante 
 Intenção - propósito 
 Intensão - intensidade; força 
 Intercessão - ato de interceder 
 Interseção - ato de cortar 
 Maça - clava; pilão 
 Massa – mistura 
 Mandado - ordem judicial 
 Mandato - período de 
permanência em cargo 
 Paço - palácio real ou episcopal 
 Passo – marcha 
 Peão - indivíduo que anda a pé; 
peça de xadrez 
 Pião – brinquedo 
 Pleito – disputa 
 Preito – homenagem 
 Presar – aprisionar 
 Prezar - estimar muito 
 Proeminente - saliente no 
aspecto físico 
 Preeminente - nobre, distinto 
 Ratificar – confirmar 
 Retificar – corrigir 
 Recreação – recreio 
 Recriação - ato de recriar 
 Recrear - proporcionar recreio 
 Recriar - criar de novo 
 Serva - criada, escreva 
 Cerva - fêmea do cervo 
 Sesta - hora do descanso 
 Sexta - redução de sexta-feira; hora 
canônica; intervalo musical 
 Tacha - tipo de prego; defeito; 
mancha moral 
 Taxa – imposto 
 Tráfego – trânsito 
 Tráfico - negócio ilícito 
 Viagem – jornada 
 Viajem - do verbo viajar 
 Vultoso – volumoso 
 Vultuoso – inchado 
 
Uso dos Porquês 
 
 
 
 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
7 
 Porque: é conjunção coordenada ou subordinada. Equivale a 
pois, porquanto, visto que etc. 
 
a) Explicativa: Não comeu, porque estava de dieta. 
b) Causal: Não se veste bem porque não tem dinheiro. 
c) Final: Fiz-lhe sinal porque se calasse. 
 
 Porquê: tem valor de substantivo e vem sempre precedido de 
determinante (artigo, pronome possessivo, numeral etc.). 
Significa motivo, razão, causa. 
 
Exemplo(s): 
Não sei o porquê da ausência dele. 
 
 Por que: é a preposição por seguida de pronome que. Equivale a 
por que razão, por qual motivo, pelo qual. É usado em: 
 
a) Interrogativa direta: Por que ele não veio? 
b) Interrogativa indireta:Eis o motivo por que não veio. 
c) Subordinada adjetiva1: Passarei na prova por que tanto luto. = 
Passarei na prova pela qual tanto luto. 
 
 Por quê: mesmo uso do anterior, quando em fim de frase ou 
antes de uma pausa. 
 
Exemplo(s): 
Você não veio por quê? / Não sabemos por quê, mas tentamos. 
 
Outros 
 
Onde/Aonde 
 
 Onde: empregado em situações estáticas. 
 
Exemplo: 
Onde moras? 
 
 Aonde: empregado em situações que envolvem movimento. 
 
Exemplo: 
Aonde vais? 
 
A Fim/Afim 
 
 Afim: semelhança, parentesco. 
 
Exemplo: 
Nossa meta é afim: sua aprovação. = Nossa meta é semelhante: sua 
aprovação. 
 
 A fim (de): indica finalidade, equipara-se à conjunção final 
“para”. 
 
Exemplo: 
Ele veio a fim de ajudar. = Ele veio para ajudar. 
 
Enfim 
 
 Enfim: finalmente. 
 
Exemplo: 
Enfim sós. 
 
 Em fim: no final. 
 
Exemplo: 
Ele está em fim de carreira. 
 
Se não/Senão 
 
 Se não: caso não. 
 
Exemplo: 
Se não chover, viajarei. = Caso não chova, viajarei. 
 
 Senão : caso contrário; exceto. 
 
Exemplo: 
Vá, senão eu vou. = Vá, caso contrário eu vou. 
 
Acerca de/Cerca de/Há cerca de 
 
 Acerca de: sobre, a respeito de. 
 
Exemplo: 
Fala acerca de alguma coisa. = Fale sobre alguma coisa. 
 
 Cerca de: transmite a ideia de durante, aproximadamente. 
 
 
1 Neste caso, o “que” tem valor de pronome relativo, e não interrogativo. 
Exemplo: 
Estudamos cerca de quatro horas. = Estudamos durante quatro horas. 
 
 Há cerca de: faz aproximadamente. 
 
Exemplo: 
Trabalha há cerca de cinco anos. = Trabalha faz aproximadamente 
cinco anos. 
 
Ao encontro de/De encontro a 
 
 Ao encontro de: a favor, para junto de, favoravelmente. 
 
Exemplo: 
Fui ao encontro dos anseios do povo. = Fui favorável aos anseios do povo. 
 
 De encontro a: contra, em conflito com. 
 
Exemplo: 
As medidas vêm de encontro aos interesses do povo. = As medidas vêm 
contra os interesses do povo. 
 
Ao invés de/Em vez de 
 
 Ao invés de: ao contrário de 
 
Exemplo: 
Ao invés de trabalhar, está papeando. 
 
 Em vez de: em lugar de. 
 
Exemplo: 
Usar uma expressão em vez de outra. 
 
I M P O R T A N T E 
A diferença entre estas duas expressões pode parecer pequena, 
mas é importante ressaltar que “ao invés de” sempre trará a ideiade oposição entre as ideias apresentadas, enquanto “em vez de” 
indica uma mera substituição. 
 
Mau/Mal 
 
 Mau (adjetivo): oposição a bom. 
 
Exemplo: 
O lobo é mau (não é bom). 
 
 Mal (advérbio): oposição a bem. 
 
Exemplo: 
A criança passou mal (não passou bem). 
 
 Mal (conjunção temporal): equivale a assim que. 
 
Exemplo: 
Mal chegou e já foi dormir. 
 
 
 
 
Debaixo ou De Baixo? 
 
 Usamos DEBAIXO sempre que a seguir vier a preposição DE: “O 
gato estava debaixo da mesa”; “Escondeu-se debaixo da cama”… 
 Se não houver a preposição DE, usamos DE BAIXO: “O 
apartamento fica no andar de baixo”. 
 
Demais ou De Mais? 
 
Só usamos DE MAIS quando se opõe a “de menos” na expressão 
“não tem nada de mais”. 
 
Nos outros casos, quando pode significar “muito, bastante” ou 
“o restante”, devemos usar DEMAIS: “Comeu demais”; “Os 
demais devem retornar amanhã”. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
8 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1.Assinale a alternativa em que a grafia de todas as palavras está correta. 
 
a) Mulçumano é todo indivíduo que adere ao islamismo. 
b) Gostaria de saber como se entitula esse poema em francês. 
c) Esses irmãos vivem se degladiando, mas no fundo se amam. 
d) Não entendi o porquê da inclusão desses asterísticos. 
e) Essa prova não será empecilho para mim. 
 
2.Assinale a alternativa em que o termo em destaque apresenta 
erro de ortografia. 
 
a) As crianças riam e perdiam-se em meio à espuma que 
aumentava de tanto enxampuaremas pequenas cabeças. 
b) A lama acumulada e trazida pelas chuvas incessantes 
transformou a pequena e simpática vila em um enxurreiro. 
c) O encerador era um encherido– essa era a conclusão de Tia 
Maristela sobre aquele senhor simpático, bom de prosa, que 
trabalhava mas falava. 
d) Achava divertido descobrir os diferentes significados das 
palavras: enchouriçado era perfeito para o Tico, que adorava 
encrespar-se com seus colegas de sala. 
 
3. Assinale a alternativa em que o período está grafado corretamente. 
 
a) O aborígeni esperava com displiscência que a maré baixasse. 
b) O aborígene esperava com displisciência que a maré baichasse. 
c) O aborígine esperava com displicência que a maré baixace. 
d) O aborígine esperava com displicência que a maré baixasse. 
e) O aborígini esperava com displicência que a maré baixasse. 
 
4. Assinale a frase que apresenta um erro de ortografia. 
 
a) Ele se alimentava mal. 
b) Assisti ao filme da sessão das dez. Foi ótimo! 
c) Jamais exitei um instante sequer diante dos meus objetivos. 
d) A condessa compareceu ao encontro, por isso houve tanta comemoração. 
 
5. Estão grafadas corretamente todas as palavras em 
 
a) analisar, quisesse, invalidez. 
b) prazeroso, freiada, azuleijo. 
c) pequenês, calabreza, obsessão. 
d) adolescência, excessão, chuchu. 
 
6. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão 
grafadas corretamente. 
 
a)cotelaria - majestade - giló - continue - viajem 
b) miçanga – dansar – ganço - possues - cafajeste 
c) chuchu – pajem – exceção - escárnio - atravéz 
d) cachimbo – capixaba – caxumba - coturno - vicissitude 
e)esteriótipo – analisar – catalizador - gesso – entopir 
 
7.Assinale a alternativa que melhor completa as lacunas do texto a seguir: 
Estar ob__e__ivamenteob__ecado pela beleza dessa mulher 
tra__ sempre uma sensação deimpotência, e__e__ão feita 
quando, em raras vezes, ela olha para mim e sorri. 
 
a) c – ss – c – z – xc – ç d) c – ss – c – z – xc – ç 
b) s – c – c – z – xc – ç e) s – ss – s – z – xc – ç 
c) s – ss – c – z – xc – ç 
 
8. Identifique a opção em que todas as palavras estão grafadas 
corretamente. 
 
a) disenteria – privilégio – excêntrico – superstição – empecilho 
b) imprescindível – pajem – discussão – estrupo – mendingo 
c) enxarcar – pesquisar – frustração – bugiganga – acumpuntura 
d) prazeirosamente – consciência – cônjuge – salchicha – exceção 
e) fingimento – encapuzar – beneficiente – aterrisagem – companhia 
 
9.Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas 
da frase abaixo. 
Não se contabilizou a quantia _______, mas, como os gastos 
foram _______,solicitamos que os preços sejam __________. 
 
a) dispendida – escessivos – discriminados 
b) despendida – essessivos – discriminados 
c) dispendida – excessivos – descriminados 
d) despendida – excessivos – discriminados 
e) despendidas – ecessivos – descriminados 
 
10. Preencha os espaços com as palavras grafadas 
corretamente e marque a alternativa correta. 
Com________ de uns poucos profissionais da música, ninguém 
percebeu a falta de _______da orquestra durante o ________ 
de sábado à noite. 
 
a) exceção . espontaneidade . concerto 
b) excessão . espontaniedade . concerto 
c) exceção . expontaneidade . conserto 
d) exceção . espontaniedade . concerto 
e) excessão . espontaneidade . conserto 
 
11. Leia:“A liberdade que não faz uma coisa porque teme o 
castigo não está „eticizando-se‟.” (Paulo Freire) 
Paulo Freire vale-se das aspas no termo eticizando-seporque 
cria um verbo a partir do substantivo ética. Quanto à sua grafia, 
podesedizer que o autor 
 
a) tem liberdade de, no sufixo, escolher entre as letras Z ou S, 
porque esse verbo não existe. 
b) apoiou sua criação na correta norma gramatical que 
determina o uso do sufixo -izarpara a formação de verbos. 
c) desviou-se propositadamente da regra gramatical, que 
determina o uso do sufixo -isarna formação de verbos, porque 
fala de falsa ética. 
d) só poderia utilizar a letra Z, porque determina a gramática o 
uso do sufixo -izarpara a formação de verbos derivados de 
substantivos abstratos. 
 
12. Identifique a opção em que todas as palavras estão 
grafadas corretamente: 
 
a) Marquize – contagio – espontâneo – jiló – estiagem. 
b) Herege – obsessão – assessor - trapézio – laje. 
c) Agiota – lambugem – cocheira – casulo – congestão. 
d) Pesquisar – analizar – sintetizar – popularizar - sensibilizar 
e) Macacheira – alcachofra – chuchu - berinjela. 
 
13. Assinale a alternativa em que a grafia das palavras está correta. 
 
a) No trageto para casa, admirava a paisagem em todo seu 
explendor. 
b) Durante o musical, foi necessário um rápido conserto no 
contrabaixo. 
c) Fausto não exitou em aceitar a proposta, embora ela não fosse 
excepcional. 
d) Minha colega de infância sempre quis ser atris. 
 
14.Assinale a alternativa em que os termos destacados emcada 
grupo de frases são parônimos. 
 
a) 1- Tudo já está preparado para a cidade empossar o novoprefeito. 
2- É preciso cuidar para o piso da varanda não empoçarágua. 
b) 1- Uma das grandes festas de apreço popular é a do Círio deNazaré. 
2- Chegou à hospedaria um homem; dizem que é sírio. 
c) 1- Nas cidades europeias, após o almoço, a sesta põe tudo 
adormir com as pessoas. 
2- A menina, feliz, preparou uma grande cesta de Páscoapara sua avó. 
d) 1- Espera-se que as delegações dos países viajem 
nestasemana para a realização dos jogos olímpicos. 
 
15. Em qual alternativa há erro de grafia? 
 
a) Quero saber por que meu dinheiro está valendo menos agora. 
b) Você jamais entenderá os motivos por que me entristeço. 
c) Você não quis saber da nota da prova, porquê? 
d) Ele ficou triste porque lhe roubaram o celular. 
 
16.Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas 
do parágrafo a seguir. 
O chefe perguntou-lhe ____ chegara atrasado, já antevendo a 
explicação de sempre:_____o trem não cumpriu o 
horário;_____o trânsito estava muito lento; e os 
engarrafamentos_____passara eram infindáveis. 
 
a) por que - porque - porque - por que 
b) por que - por que - porquê - porque 
c) por que - por que - porque - porquê 
d) porquê - porque - por que - por que 
e) porque - por que - porque – porque 
 
 
 
GABARITO: 
1.E 2.C 3.D 4.C 5.A 6.D 7.C8.A 9.D 10.A 11.B 12.B 13.B 14.C 15.C 16.A 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
9 
 
Definição 
 
Prosódia: trata-se da correta pronúncia das palavras em relação à 
posição tônica de uma sílaba. As palavras classificam-se, quanto ao 
acento tônico, em oxítonas (acento tônico na última sílaba), 
paroxítonas (acento tônico na penúltima sílaba) e proparoxítonas 
(acento tônico na antepenúltima sílaba). 
 
oxítonas paroxítonas Proparoxítonas 
Nobel avaro alcoólatra 
ruim batavo antídoto 
sutil ciclope âmago 
recém gratuito lêvedo 
novel tulipa vermífugo 
 
Há algumas palavras cujo acento prosódico é incerto mesmo na 
língua culta. 
 
 Acrobata e acróbata 
 Ambrósia e ambrosia 
 Hieroglifo e hieróglifo 
 Oceânia e Oceania 
 Ortoepia e ortoépia 
 Projetil e projétil 
 Réptil e reptil 
 Xerox e xérox 
 Zangão e zângão 
 
Regras de Acentuação Gráfica 
 
 
 
O acento gráfico é uma notação léxica feita para ajudar a indicar 
a pronúncia exata de uma palavra. O novo acordo ortográfico 
define as regras de acentuação gráfica da seguinte forma: 
 
1) Oxítonas 
 
a) A, E, O Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em -a, 
-e ou -o, seguidas ou não de -s: 
 
Exemplo(s): 
Pontapé(s), avó(s), dominó(s), paletó(s), bisavô(s). 
 
Nesta regra, incluem-se as formas verbais conjugadas com os 
pronomes enclíticos -lo(s) ou -la(s). 
 
Exemplo(s): 
Fazer o dever -> Fazê-lo / Contar a verdade -> Contá-la. / Compor as 
músicas -> Compô-las. 
 
b) –em ou – ens Acentuam-se as palavras oxítonas com mais de 
uma sílaba terminadas no ditongo nasal grafado em (exceto as formas 
da 3ª- pessoa do plural do presente do indicativo dos compostos de ter 
e vir: retêm, sustêm; advêm, provêm; etc.) ou –ens. 
 
Exemplo(s): 
Acém, detém, deténs, entretém, entreténs, harém, haréns, porém, provém, 
provéns, também. 
 
c) –ÉI, -ÓI, -ÉU Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas 
com os ditongos abertos -éi, -éu ou -ói, podendo estes dois 
últimos ser seguidos ou não de –s. 
 
Exemplo(s): 
Anéis, batéis, fiéis, papéis; céu(s), chapéu(s), ilhéu(s), véu(s); corrói 
(de corroer), herói(s), remói (de remoer), sóis. 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
Em algumas (poucas) palavras oxítonas terminadas em -e tônico, 
geralmente provenientes do francês, esta vogal, por ser articulada 
nas pronúncias cultas ora como aberta ora como fechada, admite 
tanto o acento agudo como o acento circunflexo: bebé ou bebê, bidé 
ou bidê, caraté ou caratê, croché ou crochê, guiché ou guichê, 
matiné ou matinê, nené ou nenê, puré ou purê. 
 
2) Paroxítonas 
 
a) -L, -N, -R e X Acentuam-se as paroxítonas terminadas nas 
letras –L, -N, -R e –X. 
 
Exemplo(s): 
Afável, hífen, açúcar, córtex. 
 
b) -i(s), -u(s), -um, -uns Acentuam-se as paroxítonas 
terminadas em –i ou –u (seguido ou não de s) bem como as 
terminadas em –um ou –uns. 
 
Exemplo(s): 
Júri, lápis, bônus, álbum, médiuns 
 
c) –ã(s), -ão(s), -guam Acentuam-se as paroxítonas 
terminadas em –ã ou –ão (seguido ou não de s) bem como as 
terminadas em –guam. 
 
Exemplo(s): 
Ímã, órgão, enxáguam 
 
d) ditongo Acentuam-se as paroxítonas terminadas em 
ditongo1 seguido ou não de s. 
 
Exemplo(s): 
Férteis, sábio, planície, devêreis. 
 
3) Proparoxítonas 
 
Todos os vocábulos proparoxítonos são acentuados graficamente 
na sua vogal tônica. 
 
Exemplo(s): 
Lâmpada, metáfora, catástrofe, protótipo 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
A lógica fonética que justifica a acentuação das proparoxítonas 
também se aplica a certos vocábulos paroxítonos que terminam em 
ditongo crescente. Isso acontece quando é possível a pronúncia da 
palavra como se esta fosse uma proparoxítona. 
Exemplo: 
Área, espontâneo, ignorância, imundície, lírio, mágoa, vácuo, exíguo 
 
4) Monossílabos 
 
Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em a, e, o 
(seguido ou não de s). 
 
Exemplo(s): 
Pá, nós, sós, cá 
 
5) Hiatos 
 
a) Acentua-se o I e U tônicos que formam hiato com a vogal 
anterior, ficando sozinhos na sílaba ou com a letra S: 
 
Exemplo(s): 
Faísca, saúva, país, heroína, juízo. 
 
b) O hiato que sucede um ditongo não é acentuado em caso de 
palavras paroxítonas (baiuca, boiuno, feiura), mas acentua-se 
normalmente em caso de oxítonas (teiú, tuiuiú) ou 
proparoxítonas (aiúbida) 
 
Exceção: Caso sejam seguidos de NH, o I e U tônicos dos hiatos 
não receberão acento gráfico, ainda que sozinhos na sílaba. 
 
Exemplo(s): 
Rainha, ladainha. 
 
A T E N Ç Ã O 
A regra de acentuação dos HIATOS é a mais cobrada 
em concursos.ESTUDE-A BEM! 
 
Acento diferencial 
 
 
1
Celso Cunha (principal referência em provas como EsPCEx e EsSA) usa a 
expressão “ditongo oral”. Já os gramáticos Evanildo Bechara (EsFCEx) e 
Paschoal Cegalla (EEAr) referem-se à regra com a expressão “ditongo aberto”. 
Unidade 1 - fonética e Fonologia 
Capítulo 3 - tONICIDADE DAS PALAVRAS
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
10 
Quase nenhum acento diferencial sobreviveu ao acordo 
ortográfico. Há, entretanto, alguns que merecem atenção. 
 
 por≠pôr: Ele tem muita admiração por ela. (preposição) / O rapaz 
precisa pôr os exercícios em dia. 
 pode≠pôde: O palestrante pode vir amanhã. (presente do indicativo) / 
O homem não pôde fazer nada. (pretérito perfeito do indicativo) 
 tem/vem≠têm/vêm: Ele tem uma ideia e vem ao congresso 
defende-la.(singular) / Eles têm uma ideia e vêm ao congresso 
defende-la. (plural) 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
Todos os verbos derivados de ter e vir seguem a mesma 
regra. Exemplo: deter, conter, reter, advir convir, intervir etc. 
 
 
Resumo das Mudanças na Acentuação de Acordo com a Nova Ortografia 
 
 
 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1) Leia:“A igreja da cidadezinha ficou, por muito tempo, 
abandonada. Após a chegada do novo paroco, ela foi 
reconstruida. Os moradores contribuiram espontaneamente com 
a reforma. No mês passado, numa noite de estrelas, o povo 
pôde novamente ser abençoado.” 
No texto acima, há três palavras que tiveram os acentos 
gráficos indevidamente omitidos. Assinale a alternativa em que 
aparecem 
todas essas palavras. 
 
a) por, novo, reconstruida 
b) por, reconstruida, contribuiram 
c) paroco, reconstruida, estrelas 
d) paroco, reconstruida, contribuíram 
 
2)– Assinale a alternativa em que apenas três palavras devem 
receber acento gráfico. 
 
a) As simpaticas jovens receberam os biquinis que tanto desejavam. 
b) O grande passaro andino simboliza a America do Sul. 
c) O cloreto de sodio e uma substancia quimica. 
d) Naquele dia, Rui não saia da janela para ver as sandalias 
desfilarem rapidas. 
 
3) Pode-
seafirmarqueumrecorrenteproblemaencontradonotexto,noqueser
efereaousodalínguapadrão,estárelacionadoà acentuação gráfica. 
Assinalea alternativa emqueessefatoNÃOocorre. 
 
a) "...aspessoastemmaispossibilidadesdedelinquir..." 
b) "Pretendiacomprar um pouco defarinhaparafazerumvirado." 
c) "Nasprisõesosnegroseramosbodesexpiatorios." 
d) "...osmeuspés doíam tantoqueeunãopodiaandar." 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO: 
1.D 2.D 3.B 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
11 
 
Morfema 
 
As palavras são compostas por unidades significativas menores 
denominadas morfemas. Veja no exemplo abaixo a 
decomposição do vocábulo garotinhas: 
 
 
Base do significado (radical) Sufixo diminutivo 
Desinência 
de gênero 
Desinência 
de número 
 
Apesar de a separação dos morfemas abaixo assemelhar-se com a 
separação silábica de uma palavra, essas divisões são bem distintas. 
 
Divisão silábica: GA-RO-TI-NHAS 
Divisão mórfica: GAROT-INH-A-S 
 
Os morfemas, ou elementos mórficos, são unidades 
significativas que, juntas, formamuma palavra. Os elementos 
mórficos são: radical, vogal temática, tema, desinência, afixo, 
vogal e consoante de ligação. Vejamos cada um deles: 
 
1. Radical: também chamado de morfema lexical, é o elemento 
que possui a significação básica da palavra. Não é possível 
decompor um radical em unidades menores. A partir desse 
elemento é possível constituir uma família de palavras. 
 
pedreiró pedr aria a pedrejar em pedrar 
 
As palavras que derivam do mesmo radical são chamadas de cognatas. 
 
2. Vogal temática: é o elemento que prepara o radical para ser 
acrescido pelas desinências e também indicar a conjugação a 
que o verbo pertence. 
 
As vogais temáticas a, e, i caracterizam as três conjugações 
verbais: 
 
Exemplos: 
Falar (1ª conjugação), fazer (2ª conjugação), sorrir (3ª conjugação). 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
Nem todas as formas verbais possuem vogal temática. 
Exemplo: 
Part- o (radical + desinência). 
 
3. Tema: é o conjunto radical + vogal temática. 
 
Exemplos: 
Cant-a-va-s (cant- (radical), -a (vogal temática), canta (tema)). 
 
4. Desinências: Também chamados de morfemas flexionais, são 
elementos de valor gramatical que indicam as flexões que os 
nomes e os verbos podem apresentar. Podem ser: 
 
a)Desinências nominais: presentes nos nomes (adjetivos, 
substantivos) e em certos pronomes; indicam o gênero 
(masculino ou feminino) e o grau (singular ou plural). São três 
essas desinências: -o, -a, -s. 
 
Exemplos: 
Bonit-a-s (bonit-: radical) 
a:desinência de gênero(feminino) 
s:desinência de número(plural) 
 
b) Desinências verbais:indicam o modo, o tempo, pessoa e 
número dos verbos. 
 
Exemplos: 
And- á – sse- mos (and-: radical) 
á: vogal temática 
sse: desinência modo temporal (pretérito imperfeito do subjuntivo) 
mos: desinência número pessoal (1ª pessoa do plural) 
 
5. Afixos: Também chamados de morfemas derivacionais, são 
elementos que se unem ao radical para a formação de novas palavras 
ou alteração sutil de significado. Os afixos estão divididos em: 
 
a) Prefixos: quando são antepostos ao radical. 
 
Exemplos: 
In – viável, a – moral 
 
b) Sufixos: quando são pospostos ao radical. 
 
Exemplos: 
Feliz –mente, vidr- inho 
 
A T E N Ç Ã O 
Não se deve confundir sufixo com desinência, apesar de ambos 
estarem localizados ao final da palavra. O sufixo altera o significado 
da palavra; já as desinências, não. 
 
6. Vogais e consoantes de ligação: são morfemas acrescentados a 
palavra a fim de tornarem a sonoridade das palavras mais agradável. 
 
gasômetro 
gas-: radical 
-o-: vogal de ligação 
metro: radical 
paulada 
pau-: radical 
-l-: consoante de ligação 
-ada: sufixo 
 Cafeteira 
café-: radical 
-t-: consoante de ligação 
-eira: sufixo 
 
 
Processo de Formação de Palavras 
 
 
 
 
Na Língua Portuguesa os principais processos de formação de 
palavras são derivação e composição. 
 
Para entendermos melhor o processo de formação de palavras, 
vale ressaltar o conceito de as palavras primitivas e 
derivadas e simples e compostas. 
 
Palavra primitiva é a que não se origina de uma outra. 
 
Exemplos: 
Casa, flor, pedra. 
 
Palavra derivada: é a que se origina de uma outra. 
 
Exemplos: 
Casarão, florista, pedreiro. 
 
Palavra simples: é a que apresenta apenas um radical. 
 
Exemplos: 
Livro, gordo, pobre. 
 
Palavra composta: é a que apresenta dois ou mais radicais. 
 
Exemplos: 
Pé-de-moleque, pernilongo. 
 
1) Derivação 
 
A derivação pode ser prefixal, sufixal, regressiva, imprópria e 
parassintética. 
 
a) Derivação prefixal ou Prefixação 
 
Ocorre esse tipo de derivação quando uma palavra é formada a partir 
do acréscimo de um prefixo. 
 
Exemplos: 
Cair – recair; capaz – incapaz; dizer – desdizer. 
 
Os prefixos são, em sua maioria, de origem grega ou latina. 
Vejamos alguns deles: 
Unidade 1 - fonética e Fonologia 
Capítulo 4 - Estrutura das palavras
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
12 
Lista de prefixos de origem latina 
 
Prefixo Sentido Exemplificação 
ab-, abs-, a- afastamento, separação, privação abdicar, abjurar, abster, abstrair, amovível, aversão, afastar 
ad-, a- (ar-, as-) aproximação, direção, tendência, passagem 
a um estado 
adjunto, adventício, abeirar, arribar, assentir, ajuntar, 
apodrecer, admirar, avizinhar 
ambi- duplicidade, dubiedade ambíguo, ambiguidade, ambivalente 
ante- Anterioridade, antecedência antebraço, antepor, antedatar, antevéspera 
bene-, bem-, ben- bem, excelência beneficente, benevolência, bem-falante, benfazejo, benquerença 
bis-, bi- dois bisavô, bípede 
circum- (circun-) movimento em torno, em redor circum-adjacente, circunvagar, circumpolar 
cis- posição aquém, do lado de cá cisplatino, cisalpino, cisandino 
com- (con-) / co-(cor-) contiguidade, companhia, concomitância compor, conter, cooperar, corroborar, compadre, co-herdeiro, 
confraternizar, coautor 
contra- oposição, direção contrária, ação conjunta contradizer, contrasselar, contravenção, contramuro, 
contraofensivo, contramarcha 
de- movimento de cima para baixo, separação decair, decrescer, decompor, deposição 
des- (dis) separação, ação contrária, afastamento desviar, desfazer, desarmonia, dissociar 
dis- / di- (dir-) separação, movimento para diversos lados, negação dissidente, distender, dilacerar, dirimir 
entre- posição intermediária entreabrir, entrelinha 
ex- / es- / e- movimento para fora, estado anterior, 
conversão em 
exportar, extrair, escorrer, estender, emigrar, evadir, ejetor, 
evaporar, ex-ministro 
extra- posição exterior (fora de) extraoficial, extraviar, extraordinário 
in-, (im-), i- (ir-) 
em- (en-) 
movimento para dentro, conversão em, 
tornar 
ingerir, impedir, imigrar, irromper, embarcar, enterrar, 
entristecer, emudecer 
in-, (im-)/ i-, (ir-) negação, privação, carência inativo, impermeável, ilegal, irrestrito, irracional 
infra- abaixo, na parte inferior Infravermelho, infraestrutura, infrassom 
inter-, entre- posição ou ação intermediária, ação 
recíproca ou incompleta 
Interstício, intercomunicação, entreter, entrelinha, entreabrir 
intra- posição interior intravenoso, intradorso, intramuscular 
intro- movimento para dentro introversão, intrometer, introduzir 
justa- posição ao lado, proximidade justapor, justalinear, justafluvial 
male-, mal opõe-se a bene- malevolência, mal-educado, mal-estar, maldizer 
muilti- pluralidade, diversidade, muitos Multinacional, multivitamínico, multissecular 
ob-, o- posição em frente, oposição objeto, obstáculo, ocorrer, opor 
pene- quase penumbra, penúltimo, península 
per- movimento através, ação completa percorrer, perfurar, perfeito, pervagar 
preter- que vai além de preternatural, preterir, preterintencoinal 
pos- posterioridade pospor, postônico 
pre- anterioridade prefácio, pretônico 
pro-, pró- movimento para frente, diante, em lugar 
de, em favor de 
progresso, prosseguir, pró-paz, pronome, propor 
re- movimento para trás, repetição refluir, refazer, regresso, reaver, revigorar 
retro- movimento mais para trás retroceder, retrospectivo, retroativo 
semi- metade, meio semicírculo, semicerrar, semimorto 
sesqui- um e meio sesquicentenário (=150 anos, um século e meio) 
soto-, sota- posição inferior soto-mestre, sotopor, sota-vento, sota-voga 
sub-, sus-, su-, sob-, so- movimento de baixo para cima, 
inferioridade, ação incompleta 
subir, subalterno, suspender, suster, suceder, supor, sobpor, 
soerguer, soterrar 
super-, sobre- posição em cima, excesso superpor, superpovoado, sobrepor, sobrecarga 
supra- posição acima, excesso supradito, suprassumo, suprarrenal 
trans-, tras-, três- movimento para além de, posição além de transpor, transalpino,trasladar, traspassar, tresvariar, tresmalhar 
tri-, tris- três triciclo, trigêmeo, tricampeão, trisavô 
ultra- posição além do limite ultrapassar, ultrassom, ultramarino 
vice-, vis- (vizo-) Substituição, em lugar de vice-reitor, vice-cônsul, visconde, vizo-rei 
 
Lista de prefixos de origem grega 
 
Prefixo Sentido Exemplificação 
an- (a-) privação, negação, carência anarquia, ateu, afônico, acéfalo, analgésico 
aná- ação ou movimento inverso, repetição anagrama, anáfora, anacronismo, analisar 
anfi- de um e outro lado, em torno, duplicidade anfíbio, anfiteatro 
anti- oposição, ação contrária antiaéreo, antípoda, anticristo, antípoda 
apó- afastamento, separação apogeu, apóstata, apócrifo 
arqui- (arc-, arque-, arce-) superioridade, primazia arquiduque, arcanjo, arquétipo, arcebispo, arquibancada 
catá- movimento de cima para baixo catarata, catacrese, catacumba, católico 
di- dois dípode, díptero, dissílabo 
diá- (di-) movimento através, por meio de, afastamento diagnóstico, diocese, diâmetro, diálogo, diáfano 
dis- dificuldade, mau estado, afecção dispneia, disenteria, disfagia, dispepsia 
ec- (ex-), exo-, ecto- movimento para fora, exterioridade, separação eclipse, êxodo, exegese, ectodrma 
en- (em-,e-) posição interior, movimento para dentro encéfalo, emplastro, elipse 
endo- dentro, para dentro endocarpo, endovenoso, endosmose 
epi- posição superior, movimento para, posterioridade epiderme, epílogo, epígrafe, epitáfio 
eu- (ev-) Excelência, perfeição, bondade eufonia, evangelho, eufemismo 
ex-, exo-, ec- fora, movimento para fora exorcismo, exosmose, eclipse, exoesqueleto 
hemi- meio, ,etade hemisfério, hemicídio, hemiplegia 
hiper- posição superior, excesso hipérbole, hipertensão 
hipó- posição inferior, escassez hipodérmico, hipotensão, hipogeu 
metá- (met-) posterioridade, mudança metacarpo, metátese 
pará- (par-) Proximidade, ao lado de paralogismo, paramnésia, parábola, parônimo 
peri- posição ou movimento em torno perímetro, perífrase, periscópio 
poli- multiplicidade, pluralidade polinônimo, polígono, polímero 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
13 
pró- posição em frente, anterior prólogo, prognóstico, próclise, programa 
prós- adjunção, em adição à prosélito, prosódia 
proto- início, começo, anterioridade protótipo, protozoário, proto-mártir 
sin- (sim-, si-) simultaneidade, companhia sinfonia, simpatia, sílaba, síntese, sinopse 
tele- distância, afastamento Telégrafo, telepatia, teleguiado 
 
A T E N Ç Ã O 
Há provas que cobram frequentemente o significado dos prefixos, principalmente através da correspondência entre prefixos 
gregos e os latinos. Confira o quadro a seguir para ver os mais comuns. 
 
Correspondência entre prefixos latinos e gregos 
 
Latinos Gregos 
ab-, a- : , abster, abstrair, afastar, abuso apo-: apogeu, apóstata, apócrifo 
ad-, a- (ar-, as-): adjunto, admirar, assentir pará- (par-): paralogismo, parábola, parônimo 
ambi-: ambíguo, ambiguidade, ambivalente anfi- : anfíbio, anfiteatro 
bene-, bem-, ben- : beneficente, benevolência eu- (ev-): eufonia, evangelho 
bis-, bi- : bisavô, bípede di-: dípode, díptero, dissílabo 
circum-, (circun-): circunvagar, circumpolar peri-: perímetro, perífrase, periscópio 
contra: contradizer, contrasselar, contravenção anti-: antiaéreo, antípoda, anticristo 
com- (con-) / co-(cor-): compor, conter, cooperar sin- (sim-, si-): sinfonia, simpatia, sílaba 
de-: decair, decrescer, decompor, depenar catá-: catarata, catacrese, catacumba 
ex-, exo-, ec-: exorcismo, eclipse, exoesqueleto ex- / es- / e-: exportar, extrair, escorrer, emigrar 
in-, (im-)/ des- inativo, impermeável, ilegal,desleal an- (a-): anarquia, ateu, afônico 
in-, (im-), i- (ir-) em- (en-): ingerir, impedir, imigrar en- (em-,e-): encéfalo, emplastro, elipse 
intra- : intravenoso, intradorso, intramuscular endo- : endocarpo, endovenoso, endosmose 
semi-: semicírculo, semicerrar, semimorto hemi-: hemisfério, hemicídio, hemiplegia 
sub-, sus-, su-, sob-, so- : subir, subalterno, suspender Hipó-: hipodérmico, hipotensão, hipogeu 
super-, sobre-: superpor, sobrecarga, superlotar epi-: epiderme, epílogo, epígrafe 
supra-: supradito, suprassumo, suprarrenal hiper-: hipérbole, hipertensão, hipertrofia 
trans-, tras-, três-: transpor, transalpino, trasladar diá- (di-)/meta-: diagnóstico, metamorfose 
 
b) Derivação sufixal ou sufixação 
 
Ocorre esse tipo de derivação quando uma palavra é formada a 
partir do acréscimo de um sufixo. 
 
Exemplos: 
Fama – famoso; carro – carrinho; moderno – modernizar. 
 
Os sufixos nominais se acoplam a substantivos e adjetivos 
para mudar a classe da palavra ou acrescentar-lhe significado. 
 
Exemplo: 
Fogaréu, risonho, ornamento, vozinha 
 
Os sufixos verbais se acoplam aos verbos para transmitir suas 
matizes de significado ou completar e estrutura verbal. 
 
Exemplos: 
Concretizar, chuviscar, folhear, gotejar 
 
Só existe um sufixo adverbial em português: -mente. Este 
sufixo é usado para transformar outras palavras em advérbio, 
principalmente de intensidade. 
 
Exemplos: 
Velozmente, sabiamente, completamente 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
A intensificação é um processo de aumento da expressividade de 
uma palavra já existente através do alargamento do sufixo: 
protocolar -> protocolizar / culpar ->culpabilizar 
 
c) Derivação parassintética ou parassíntese 
 
Ocorre quando acrescentamos um prefixo e um sufixo 
simultaneamente a um radical. Podemos, pelo processo de derivação 
parassintética, formar substantivos, adjetivos e verbos. 
 
Exemplos: 
Alma ->des + alm + ado = desalmado / manhã ->a + manh 
+ ecer = amanhecer 
 
Tenha cuidado para não confundir uma palavra formada por 
parassíntese com uma palavra que sofreu prefixação e 
sufixação. Por exemplo, a palavra infelizmente possui prefixo e 
sufixo independentes, que não foram acoplados 
simultaneamente ao radical. 
 
d) Derivação regressiva ou deverbal 
 
É o processo de derivação queacontece quando uma palavra perde 
morfemas para transformar-se em outra. 
 
Exemplos: 
Caçar (verbo) – caça (substantivo); debater (verbo) – debate 
(substantivo) 
 
e) Derivação imprópria ou conversão 
 
Ocorre quando uma palavra sofre mudança de classe gramatical. 
 
Exemplos 
Não sei o porquê da insatisfação. (conjunção usada como substantivo) 
O jantar está servido. (verbo usado como substantivo) 
O luz queimada foi substituída. (verbo usado como adjetivo) 
 
A T E N Ç Ã O 
Para saber se um substantivo deriva de um verbo ou o contrário, é 
importante seguir esta orientação: “Se o substantivo denota ação, 
será palavra derivada, e o verbo palavra primitiva (resgate é 
derivação regressiva de resgatar); mas se o nome denota algum 
objeto ou substância, se verificará o contrário (apedrejar é 
derivação parassintética de pedra)”. 
 
2) Composição 
 
A composição é processo pelo qual a palavra é formada pela união de 
dois ou mais radicais. A composição pode ocorrer de duas formas: 
 
a) Justaposição 
 
Ocorre quando não há alteração gráfica nem fonética em nenhum dos 
elementos que compõem a palavra. Vale lembrar que a presença ou 
ausência de hífen não determina o tipo de composição pelo qual a 
palavra foi formada. 
 
Exemplos: 
Passatempo (passa+tempo); beija-flor (beija+flor); girassol 
(gira+sol) 
 
b) Aglutinação 
 
Quando há alteração em pelo menos uma das palavras, seja na 
grafia ou na pronúncia. 
 
Exemplos: 
Planalto (plano+alto); aguardente (água+ardente) 
 
c) combinação 
 
É um caso especial de composição em que a nova palavra 
resulta da combinação de parte de cada um dos dois termos que 
a formam. 
 
Exemplo: 
Português + espanhol = portunhol / adolescente + aborrecer = 
aborrecente 
 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR14 
3) Outros processos de formação 
 
a) Onomatopeia 
 
Quando uma palavra surge não de radicais com significado 
determinado, mas da mera tentativa de se reproduzir um som, 
classificamo-la onomatopeia ou vocábulo onomatopeico. O nome da 
derivação que cria esse tipo de palavra é derivação onomatopéica. É 
importante ressaltar que existe um grande número de verbos 
onomatopéicos para descrever sons ou ruídos. 
 
Exemplos: 
arrulhar – pombo, rola 
badalar, bimbalhar, repicar, repenicar – sino 
balir – ovelha, cordeiro 
blaterar – camelo 
bramar, bramir, rugir – feras, mar 
cascalhar – risadas 
coaxar – rã 
cocoricar, cucuricar, cucuritar – galo 
chiar – carro de bois, insetos 
chilrar, chilrear – aves 
chirriar – coruja 
chocalhar – chocalho, cascavel 
ciciar – brisa, vozes 
espocar, pipocar – foguetes 
estralejar – chicote, raio 
estridular – cigarra 
farfalhar – folhas, arvores, etc. 
fonfom, fonfonar – buzina de automóveis 
fremir – urso, vestes, ondas, mar 
frufru, frufrutar – rumor de folhas, de vestidos 
gloterar – cegonha 
gorgolejar – água 
gralhar, gralhear – gaio, gralha 
grasnar, grulhar, crocitar – pato, grou, corvo 
grugulejar, grugulhar – peru 
grunhir, cuinchar – porco 
guinchar – macaco, rato, carro 
ladrar, latir, ganir, uivar, rosnar, cainhar – cão 
miar, miau, rosnar, ronronar, bufar – gato 
mugir – boi, vaca 
palrar, chalrar – papagaio 
piar, pipilar – aves 
pissitar – estorninho 
rataplã – tambor 
rechiar, rechinar – carne na brasa 
regougar – raposa 
relinchar, rinchar, nitrir – cavalo 
retinir – araponga 
ribombar, retumbar, atroar, reboar, tonitroar – trovão, canhão, 
eco, estampido, etc. 
rufar – tambor, caixa 
ruflar – asas, saias, etc. 
rugir, urrar – leão, onça, etc. 
sibilar – balas, serpente 
tamborilar – dedos, gotas de água 
tartamudear – gago 
tilintar – moedas, campainha 
tinir – copos, cristais, metais 
tique-taque, tiquetaquear – relógio, pêndulo 
trilar – apito, inhambu 
trissar – andorinha, calhandra 
uivar, ulular – cão, lobo 
urrar, rugir, bramir – touro, feras 
zumbir, zunir, zinir, ziziar, zoar, chiar – insetos 
zunzum, zunzunar – motor 
zurrar, ornejar - burro 
 
b) Abreviação vocabular ou redução 
 
É a criação de uma palavra pela redução de outra. 
 
Exemplos: 
Moto (motocicleta), quilo (quilograma), foto (fotografia), pneu 
(pneumático), ônibus (auto-ônibus) 
 
A T E N Ç Ã O 
Não se pode confundir abreviação vocabular com abreviatura. Esta é a 
representação de uma palavra por algumas de suas letras. 
Exemplos: 
Av. (avenida); Dr. (doutor). 
 
c) Hibridismo 
 
Consiste na junção de palavras que fazem parte de idiomas diferentes. 
 
Exemplos: 
automóvel (auto - grego + móvel – latim) 
burocracia (buro – francês + cracia – grego) 
bicicleta (bi – latim + cicleta – grego) 
alcoômetro (álcool – árabe + metro – grego) 
 
d) Sigla4 
 
É a representação por meio de letras ou sílabas iniciais das 
palavras que compõem um nome. 
 
Exemplos: 
CRF (Clube Regatas do Flamengo); IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia 
e Estatística), Detran (Departamento Estadual de trânsito) 
 
e) Empréstimo linguístico 
 
Trata-se do aportuguesamento de palavras estrangeiras. 
Quando se diz que uma palavra foi “aportuguesada”, significa 
que ela provavelmente já consta no Vocabulário Ortográfico da 
Língua portuguesa, e deve ser escrita de acordo com as regras 
de nossa ortografia e princípios fonéticos: 
 
Exemplos: 
Stress – estresse / shampoo – xampu / vodka – vodca / 
 
Existem palavras, entretanto, que não sofreram alteração 
ortográfica e/ou fonética para adaptar-se a nossa língua. 
 
Exemplos: 
Show / shopping center / mouse / gaijin / scherzo 
 
 
4 Evanildo Bechara considera sigla um caso especial de abreviação. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
15 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1. Responda, na sequência, os vocábulos cujos prefixos ou 
sufixos correspondem aos seguintes significados: 
QUASE; ATRAVÉS; EM TORNO DE; FORA; SIMULTANEIDADE 
 
a) hemisfério; trasladar; justapor; epiderme; parasita 
b) semicírculo; metamorfose; retrocesso; ultrapassar; circunavegação 
c) penumbra; diálogo; periscópio; exogamia; sintaxe 
d) visconde; ultrapassar; unifamiliar; programa; multinacional 
e) pressupor; posteridade; companhia; abdicar; ambivalente 
 
2. Analise as afirmativas abaixo, colocando entre parênteses a 
letra V, quando se tratar de afirmativa verdadeira, ou a letra F, 
quando se tratar de afirmativa falsa. Em seguida, assinale a 
alternativa que apresenta a sequência correta. 
( ) A composição é caracterizada como um processo de formação de 
palavras em que o vocábulo criado possui significado único e constante. 
( ) A derivação é um processo de formação de palavras a partir da 
combinação de afixos a outras palavras classificadas como primitivas. 
( ) As palavras livraria, padaria, reter, dentista e muralha são exemplos 
que servem para ilustrar o processo de formação por derivação sufixal. 
 
a) V – F – F d) F – F – V 
b) V – V – F e) V – F – V 
c) F – V – V 
 
3. Assinale a alternativa que contém um grupo de palavras 
cujos prefixos possuem o mesmosignificado. 
 
a) compartilhar - sincronizar d) transparente - adjunto 
b) hemiciclo – endocarpo e) benevolente – diáfano 
c) infeliz – encéfalo 
 
4. Assinale a alternativa em que a indicação do processo 
deformação de palavras colocado entre parênteses está correta 
em relação à palavra em destaque na frase. 
 
a) SeuJoão era homem sério; não gostava das amolações dos 
moleques. (redução) 
b) O mundo ficou boquiabertocom a ousadia da ação terrorista 
daquele grupo radical. (hibridismo) 
c) O tique-taquedo relógio parecia uma bomba sobre a cabeça 
do homem insone e cheio de remorso. (justaposição) 
d) O acontecimento da tarde, principalmente para as mulheres, era a 
inauguração da bela sapatariacom vitrines convidativas. (parassíntese) 
 
5. Ao se alistar, não imaginava que o combatepudesse se 
realizarem tão curto prazo, emborao ribombardos canhões já se 
fizesse ouvir ao longe. 
Quanto ao processo de formação das palavras sublinhadas, é 
correto afirmar que sejam, respectivamente, casos de 
 
a) prefixação, sufixação, prefixação, aglutinação e onomatopeia. 
b) parassíntese, derivação regressiva, sufixação, aglutinação e onomatopeia. 
c) parassíntese, prefixação, prefixação, sufixação e derivação imprópria. 
d) derivação regressiva, derivação imprópria, sufixação, 
justaposição e onomatopeia. 
e) parassíntese, aglutinação, derivação regressiva, justaposição 
e onomatopeia. 
 
6.Há um caso típico de palavra formada por composição em 
 
a) aguardente. d) perigosamente 
b) pesca. e) repatriar. 
c) amanhecer. 
 
7. São palavras primitivas: 
 
a) época – engarrafamento – peito – suor 
b) sala – quadro – prato – brasileiro 
c) quarto – chuvoso – dia – hora 
d) casa – pedra – flor – feliz 
e) temporada – narcotráfico – televisão – passatempo 
 
8.Assinale a alternativa que apresenta a correta 
correspondência entre os prefixos latinos e gregos, existentes 
na formação das palavras abaixo. 
 
a) abjurar / adjacente d) antepor / anticristo 
b) disenteria / díptero e) indelével / diáfano 
c) contravenção / antibiótico 
 
9. Quanto ao processo de formação de palavras, relacione as duas 
colunas e, a seguir, assinale a alternativa com a sequência correta. 
( 1 ) sufixação ou derivação sufixal ( ) entristecer 
( 2 ) prefixação ou derivação prefixal ( ) imoral 
( 3 ) composição por justaposição ( ) hidrelétrico 
( 4 ) composição por aglutinação ( ) passatempo 
( 5 ) parassíntese ( ) sapataria 
 
a) 1 – 2 – 4 – 3 – 5 c) 2 – 5 – 4 – 3 – 1 
b) 5 – 2 – 4 – 3 – 1 d) 5 – 1 – 3 – 2 – 4 
 
10. Quanto à estrutura e formação de palavras, assinalea 
alternativa correta. 
 
a) Perfeição e percurso são palavras cognatas. 
b) Em combatente, ocorre derivação parassintética. 
c) A palavra pontiagudo é formada por justaposição. 
d) Em exportar e êxodo, os prefixos têm sentido correspondente. 
e) Em hipótese, o prefixo indica “antes, anterioridade”. 
 
11.Leia: 
“Nas horas mortas da noite 
Como é doce o meditar 
Quando as estrelas cintilam 
Nas ondas quietas do mar.” 
O mesmo processo de formação de palavras, em destaque 
notexto acima, ocorre em: 
 
a) “Discreta e formosíssima Maria | Enquanto estamos vendo a 
qualquerhora, | Em teus olhos e boca o Sol e o dia (...)” 
b) “Se Deus dá o seu sol e a sua chuva aos bonse aos maus,aos 
maus que se quiserem fazer bons, como negará?” 
c) “Entre os semeadores do Evangelho há uns que saem 
asemear, há outros que semeiam sem sair (...)” 
d) “A cada cantoum grande conselheiro,Que nos quer governar 
cabana e vinha (...)" 
 
12. Identifique, nas palavras destacadas das orações 
seguintes,derivação: imprópria (1), regressiva (2), prefixal (3) e 
assinale a sequência correta. 
( ) Certos políticos só almejam o poder. 
( ) Ninguém atendeu ao apelodaquele homem. 
( ) Ele sempre se sentiu uma pessoa infeliz. 
 
a) 1 – 3 – 2 c) 1 – 2 – 3 
b) 2 – 1 – 3 d) 3 – 1 – 2 
 
13. Assinale a alternativa em que todas as palavras são 
formadas por parassíntese. 
 
a) deslealdade, amadurecer, incapaz, reeditar 
b) aquático, antebraço, premeditar, reposição 
c) apolítico, capitalista, desalmado, desligar 
d) avermelhar, acariciar, subterrâneo, esfriar 
e) desobediência, desigualdade, novamente, desleal 
 
14. As palavras destacadas em “O resgatedo vice-prefeitofoiemocionante.” 
são formadas, respectivamente, pelo processo dederivação 
 
a) regressiva e prefixal. c) imprópria e parassintética. 
b) regressiva e imprópria. d) imprópria e sufixal. 
 
15. Assinale a alternativa em que todos os itens lexicais tenham passado 
peloprocesso de composição, de acordo com a gramática normativa. 
 
a) cavalaria – arvoredo – boiada 
b) bisneto – aguardente – celeste 
c) felizardo – humano – bondoso 
d) amplitude – beleza – dignidade 
e) passatempo – boquiaberto – malcriado 
 
16. A alternativa que apresenta vocábulo onomatopeico é: 
 
a) Os ramos das árvores brandiam com o vento. 
b) Hum! Este prato está saboroso. 
c) A fera bramia diante dos caçadores. 
d) Raios te partam! Voltando a si não achou que dizer. 
e) Mas o tempo urgia, deslacei-lhe as mãos... 
 
17. Marque a opção cuja palavra apresente um prefixo com o 
mesmo significado do prefixo destacado na palavra “inverdades": 
 
a) afônico d) anteposto 
b) iminente e) introvertido 
c) encéfalo 
 
GABARITO: 
1C 2B 3A 4A 5B 6A 7D 8C 9B 10B 11B 12C 13D 14A15E 16C 17A 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
16 
 
Definição – Classe das Palavras 
 
Na Língua Portuguesa as palavras são classificadas de acordo com o 
papel que exercem dentro da frase. São dez as classes de palavras 
em português, e cada uma delas tem função específica na frase. 
Qualquer vocábulo em língua portuguesa vai ter de estar inserido em 
uma dessas dez classes de palavras. 
 
 
 
Substantivo 
 
Palavra variável que designa ou nomeia todos os seres 
existentes, por exemplo: 
 
 Lugares: Brasil, França, cozinha, Senado, praia, rua 
 Estados, qualidades e sentimentos: alegria, tristeza, euforia, 
honestidade, covardia, raiva, amor 
 Ações e processos: corrida, pescaria, risada, julgamento, trâmite 
 Objetos: faca, caderno, lâmpada 
 Pessoas, espécies, animais e gêneros: Pedro, Maria, menina, 
tigre, aranha, baleia, juiz 
 
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral atua 
como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto direto ou 
indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar como núcleo 
do complemento nominal ou do aposto, como núcleo do predicativo 
do sujeito ou do objeto ou como núcleo do vocativo. Também 
encontramos substantivos como núcleos de adjuntos adnominais e 
de adjuntos adverbiais – quando essas funções são desempenhadas 
por grupos de palavras. 
 
Substantivos Comuns e Próprios 
 
 
 
Qualquer "povoação maior que vila, com muitas casas e 
edifícios, dispostos em ruas e avenidas" será chamada cidade. 
Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum. 
 
Substantivo Comum: é aquele que designa os seres de uma 
mesma espécie de forma genérica. 
 
Exemplos: 
Cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro. 
 
 
 
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie 
cidade. Esse substantivo é próprio. 
 
Substantivo Próprio: é aquele que designa os seres de uma mesma 
espécie de forma particular. 
Quando se referem a seres, pessoas, entidades determinados. São 
escritos sempre com inicial maiúscula. 
 
Exemplos: 
Brasil, José, Deus, Tietê, Brasil. 
 
Substantivos Concretos e Abstratos 
 
 
Lobisomem Lâmpada 
Os substantivos lobisomem e lâmpada designam seres com 
existência própria, que são independentes de outros seres. São 
assim, substantivos concretos. 
 
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe, 
independentemente de outros seres (pessoas, lugares, 
instituições, gêneros, espécies ou seus representantes) 
 
 Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, 
Brasília etc. 
 Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d'água, fantasma etc. 
 
 
 
 
 
O substantivo beleza designa uma qualidade. 
 
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que dependem de outros 
para se manifestar ou existir (noções, ações, estados e qualidades) 
 
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser observada. 
Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa que seja bela. 
A beleza depende de outro ser para se manifestar. Portanto a 
palavra beleza é um substantivo abstrato. 
 
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, ações 
e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos, e 
sem os quais não podem existir. 
 
Exemplos: 
Vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade 
(sentimento). 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
Os substantivos concretos designam seres do mundo real e do 
mundo imaginário. 
 
Substantivos Coletivos 
 
 
 
 
 
 
 
 Primeiro caso: para indicar plural, foi necessário repetir o 
substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra abelha. 
 Segundo caso: utilizaram-se duas palavras no plural. 
 Terceiro caso: empregou-se um substantivo no singular 
(enxame) para designar um conjunto de seres da mesma 
espécie (abelhas). 
 
O substantivo enxameé um substantivo coletivo. 
 
Substantivo Coletivo:é o substantivo comum que, mesmo estando 
no singular, designa um conjunto de seres da mesma espécie. 
 
 
 
 
 
 
Unidade 2 - Morforlogia - classe das palavras
Capítulo 1 - substAntivo
VEJA! 
Estamos voando para Barcelona. 
VEJA! 
Cidades. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios, 
dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município é 
cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros). 
VEJA! 
Beleza exposta: jovens atrizes veteranas destacam-se pelo 
visual. 
VEJA! 
1 - Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra 
abelha, mais outra abelha. 
2 - Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas. 
3 - Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
17 
Principais substantivos coletivos5 
 
Acervo – coisas amontoadas, bens patrimoniais, obras de arte 
Álbum – fotografias, selos 
Alcateia – lobos, feras 
Antologia – textos seletos 
Arboreto – árvores cultivadas 
Armada – navios de guerra 
Armento – gado grande: bois, búfalos 
Arquipélago – ilhas 
Assembleia – parlamentares, membros de associações 
Atilho – espigas 
Atlas – mapasreunidos em livro 
Bagagem – objetos de viagem 
Baixela – utensílios de mesa 
Banca – examinadores 
Banda – músicos 
Bando – aves, crianças, ciganos, malfeitores, (indeterminado) 
Batalhão – soldados 
Biblioteca – livros 
Boiada – bois 
Cacho – uvas, bananas, cabelos 
Cáfila – camelos, patifes 
Cainçalha – cães 
Cambada – carangueijos, vadios, malvados, objetos enfiados 
Cancioneiro – canções, poesias líricas 
Canzoada – cães 
Caravana – viajante, peregrinos, excursionistas 
Cardume/boana/corso – peixes, piranhas 
Cartuchame – cartuchos 
Casaria, casario – casas 
Caterva – animais, desordeiros, vadios 
Choldra – malfeitores, canalhas, pessoas ordinárias 
Chorrilho – coisas ou pessoas semelhantes, asneiras 
Chusma – criados, populares 
Clientela – clientes de advogados, clientes de médicos. 
Código – leis 
Colmeia – abelhas 
Conciliábulo –conspiradores em assembleia secreta 
Concílio – bispos em assembleia 
Conclave – cardeais, cientistas em assembleia 
Confraria – pessoas religiosas 
Congregação – religiosos, professores 
Consistório – párocos, padres 
Constelação – estrelas 
Cordilheira, cadeia, série – montanhas, montes 
Cordoalha, cordame, enxácia – cordas, cabos de um navio 
Corja – velhacos, vadios, canalhas, malfeitores 
Coro – cantores, anjos 
Correição, cordão – formigas 
Discoteca – discos 
Elenco – atores, artistas 
Enxame – abelhas, insetos 
Enxoval – roupas e adornos 
Equipagem – marinheiros 
Falange – soldados, lanceiros, anjos 
Farândula – ladrões, desordeiros, assassinos, vadios 
Fato – cabras 
Fauna – animais de uma região 
Feixe, lio, molho – espigas, varas, canas, capim 
Filmoteca – filmes 
Flora – plantas de uma região 
Fornada – pães, tijolos 
Frota – navios, ônibus 
Galeria – quadros, estátuas 
Girândola – foguetes, fogos de artifício 
Grei – gado miúdo, paroquianos, políticos 
Hemeroteca – jornais, revistas 
Herbário – plantas para exposição ou estudo 
Hinário – hinos 
Horda – invasores, salteadores, selvagens, povos nômades 
Hoste – inimigos, soldados 
Irmandade – membros de associações religiosas e beneficentes 
Junta – bois, médicos, credores, examinadores 
Júri – jurados (membros do tribunal do júri) 
Legião – soldados, anjos, demônios 
Leva – recrutas, prisioneiros 
Magote – pessoas, coisas 
Malhada, oviário – ovelhas 
Mapoteca – mapas 
Malta – ladrões, desordeiros, bandidos, capoeiras 
Manada – bois, búfalos, elefantes 
Maquinaria – máquinas 
Marinhagem – marinheiros 
Matilha – cães de caça 
Matula – vadios, desordeiros 
Mó - gente 
Molho (ó) – chaves, verdura 
Miríade – infinidade de estrelas, insetos 
Multidão – pessoas 
Ninhada – pintos, filhotes 
Nuvem – gafanhotos, mosquitos 
 
5 Celso Cunha, ao contrário de Paschoal Cegalla, exclui desta lista os numerais coletivos (século, década, milênio) por designarem “um número de seres 
absolutamente exato”. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
18 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
O coletivo é um substantivosingular, mas com ideia de plural. 
 
Substantivos Simples e Compostos 
 
Substantivos simples são aqueles formados por apenas um 
radical (chuva, pedra, casa), enquanto os compostos são 
formados por mais de um radical (guarda-chuva, passatempo, 
beija-flor). 
 
Substantivos Primitivos e Derivados 
 
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma outra 
palavra da própria língua portuguesa. 
Exemplo: pedra, ferro, dente, trovão, limão 
 
Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra 
palavra da língua portuguesa. 
Exemplo: pedrada, ferrenho, dentista, trovoada, limoeiro. 
 
Flexão dos Substantivos 
 
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável 
quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por 
exemplo, pode sofrer variações para indicar: 
 
 Plural: meninos 
 Feminino: menina 
 Aumentativo: meninão 
 Diminutivo: menininho 
 
Flexão de Gênero 
 
Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar sexo 
real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, há dois 
gêneros: masculino (pode ser precedido pelo artigo o) e 
feminino (pode ser precedido pelo artigo a). 
 
Formação do feminino 
 
O substantivo feminino pode ter uma forma totalmente diversa do seu correspondente masculino ou derivar-se de seu radical. 
Confira, na tabela exemplificativa abaixo, os diferentes padrões de flexão para o feminino. 
 
Radicais distintos Terminados em “o” 
átono 
Terminados em 
consoante 
Terminados em “ão” 
(3 formas) 
Masculino Feminino Masculino Feminino Masculino Feminino Masculino Feminino 
homem mulher gato gata camponês camponesa ermitão ermitoa 
bode cabra pato gata leitor leitora leitão leitoa 
cavalo égua lobo loba freguês freguesa aldeão aldeã 
sogro nora Exceções Exceções campeão campeã 
macho fêmea maestro Maestrina ator atriz solteirão solteirona 
zangão abelha galo galinha cantador cantadeira comilão comilona 
 
Substantivos Uniformes 
 
São aqueles que apresentam uma única forma, que serve 
tanto para o masculino quanto para o feminino. Classificam-
se em: 
 
Epicenos: têm um só gênero e nomeiam animais. Para determinar 
o gênero, é necessário acoplar a palavra macho ou fêmea. 
 
Exemplos: 
A águia a onça o condor o rouxinol 
A baleia a pulga o crocodilo o tatu 
A cobra a sardinha o gavião o tigre 
A mosca o besouro opolvo 
 
Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas. 
 
Exemplos: 
O apóstolo o cônjuge a criança a criatura 
O carrasco o indivíduo a testemunha a vítima 
 
Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas 
através do determinante (artigo, pronome possessivo, adjetivo 
etc.). 
 
Exemplos: 
Agente dentista imigrante mártir 
Colega doente indígena selvagem 
Artista gerente intérprete servente 
Cliente herege jovem suicida 
 
Gênero e Significação 
 
Muitos substantivos têm uma significação no masculino e outra no feminino. Observe: 
 
O baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os 
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente 
de um bloco carnavalesco, manejando um bastão) 
 
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou proibição 
de trânsito) 
O cabeça (chefe) A cabeça (parte do corpo) 
O cisma (separação religiosa, dissidência) 
 
A cisma (ato de cismar, desconfiança) 
O cinza (a cor cinzenta) 
 
A cinza (resíduos de combustão) 
O capital (dinheiro) 
 
A capital (cidade) 
O coma (perda dos sentidos) 
 
A coma (cabeleira) 
O coral (pópilo, a cor vermelha, canto em coro) 
 
A coral (cobra venenosa) 
O crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e 
de outros sacramentos) 
A crisma (sacramento da confirmação) 
O cura (pároco) 
 
A cura (ato de curar) 
O estepe (pneu sobressalente) 
 
A estepe (vasta planície de vegetação) 
O guia (pessoa que guia outras) 
 
A guia (documento, pena grande das asas das aves) 
O grama (unidade de peso) 
 
A grama (relva) 
O caixa (funcionário da caixa) 
 
A caixa (recipiente, setor de pagamentos) 
O lente (professor) 
 
A lente (vidro de aumento) 
O moral (ânimo) 
 
A moral (honestidade, bons costumes, ética) 
O nascente (lado onde nasce o Sol) 
 
A nascente (a fonte) 
O maria-fumaça (trem como locomotiva a vapor) 
 
A maria-fumaça (locomotiva movida a vapor) 
O pala (poncho) 
 
A pala (parte anterior do boné ou quépe, anteparo) 
O rádio (aparelho receptor) 
 
A rádio (estação emissora) 
O voga (remador) 
 
A voga (moda, popularidade) 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
19 
Substantivos de Gênero Incerto 
 
Existem numerosos substantivos de gênero incerto e flutuante, sendo usados com a mesma significação, ora como masculinos, ora 
como femininos. 
A abusão Erro comum, superstição, crendice 
A aluvião Sedimentos deixados pelas águas, inundação, grandenumero 
A cólera ou cólera-morbo Doença infecciosa 
A personagem Pessoa importante, pessoa que figura numa história 
A trama Intriga, conluio, maquinação, cilada 
A xerox (ou xérox) Cópia xerográfica, xerocópia 
O ágape Refeição que os cristãos faziam em comum, banquete de confraternização 
O caudal Torrente, rio 
O diabetes ou diabete Doença 
O jângal Floresta própria da Índia 
O lhama Mamífero ruminante da família dos camelídeos 
O ordenança soldado às ordens de um oficial 
O praça Soldado raso 
O preá Pequeno roedor 
 
São geralmente masculinos os substantivos de origem grega terminados em –ma 
 
O grama (peso) 
O quilograma 
O plasma 
O apostema 
O diagrama 
O epigrama 
O telefonema 
O estratagema 
O dilema 
O teorema 
 
O apotegma 
O trema 
O eczema 
O edema 
O magma 
O anátema 
O estigma 
O axioma 
O tracoma 
O hematoma 
 
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma etc. 
 
Flexão de Número do Substantivo 
 
Em português, há dois números gramaticais: 
 
 O singular, que indica um ser ou um grupo de seres. 
 O plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. 
 
Plural dos Substantivos Simples 
 
a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e vogal 
nasal fazem o plural pelo acréscimo de s. 
 
Exemplos: 
pai – pais / ímã – ímãs / hífen – hifens 
 
b) Os substantivos terminados em m fazem o plural em ns. 
 
Exemplos: 
homem – homens. / flautim – flautins / atum - atuns 
 
c) Os substantivos terminados em r, z e, em alguns casos, n 
fazem o plural pelo acréscimo de es. 
 
Exemplos: 
revólver – revólveres / raiz – raízes/ abdômen – abdomenes / 
cânon – cânones / cruz – cruzes 
 
d) Os substantivos terminados em al, el,ol, ul flexionam-se 
no plural, trocando o l poris. 
 
Exemplos: 
quintal – quintais / caracol – caracóis / ghtel – hotéis 
 
Exceções: mal e males, cônsul e cônsules. 
 
e) Os substantivos terminados em il fazem o plural de duas 
maneiras: 
 
 Quando oxítonos, em is. 
 
Exemplos: 
Canil – canis 
 
 Quando paroxítonos, em eis. 
 
Exemplos: 
Míssil – mísseis 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
A palavra réptil pode formar seu plural de duas maneiras: répteis 
ou reptis (pouco usada). 
 
f) Os substantivos terminados em s fazem o plural de duas 
maneiras: 
 
 Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo de es. 
 
Exemplos: 
ás – ases / retrós – retroses 
 
 Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis. 
 
Exemplos: 
o lápis – os lápis / o ônibus – os ônibus / o bíceps – os bíceps 
 
g) Os substantivos terminados em ão fazem o plural de três maneiras. 
 
 Substituindo o -ãopor -ões: 
 
Exemplos: 
Ação – ações 
 
 Substituindo o -ãopor -ães: 
 
Exemplos: 
Cão – cães 
 
 Substituindo o -ãopor -ãos: 
 
Exemplos: 
Grão – grãos 
 
h) Os substantivos terminados em x ficam invariáveis. 
 
Exemplos: 
o látex – os látex 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
Existem substantivos terminados em X cujo plural se faz da 
mesma forma que suas variantes em X, 
Exemplos: 
apêndix/apêndice = apêndices | cálix/cálice = cálices | 
códex/códice = códices | córtex/córtice = córtices 
índex/índice = índices 
 
Plural dos Substantivos Compostos 
 
 
 
A formação do plural dos substantivos compostos depende da 
forma como são grafados, do tipo de palavras que formam o 
composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que são 
grafados sem hífen comportam-se como os substantivos simples: 
 
Exemplos: 
Aguardente e aguardentes 
Girassol e girassóis 
Pontapé e pontapés 
Malmequer e malmequeres 
 
O plural dos substantivos compostos cujos elementos são 
ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e 
discussões. Algumas orientações são dadas a seguir: 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
20 
a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de: 
 
Substantivo + substantivo = as couves-flores / os cirurgiões-
dentistas / os decretos-leis 
Substantivo + adjetivo = os amores-perfeitos / os carros-
fortes / os cachorros-quentes 
Adjetivo + substantivo = os gentis-homens / os livres-
pensadores / as obras-primas 
Numeral + substantivo = as quintas-feiras 
 
b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando 
formados de: 
 
Verbo + substantivo = guarda-roupas / os porta-bandeiras / 
os beija-flores 
Palavra invariável + palavra variável = os alto-falantes / os 
vice-reis / as ave-marias 
Palavras repetidas ou imitativas = os reco-recos /os quebra-
quebras / os corre-corres 
 
c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando 
formados de: 
 
Substantivo + preposição clara + substantivo = as águas-de-
colônia / os pés de moleque 
Substantivo + preposição oculta + substantivo = os cavalos-vapor 
Substantivo + substantivo que funciona como determinante do 
primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo anterior. 
 
Exemplos: 
Palavra-chave – palavras-chave 
Bomba-relógio – bombas-relógio 
Notícia-bomba – notícias-bomba 
Homem-rã – homens-rã 
Peixe-espada – peixes-espada 
 
d) Permanecem invariáveis, quando formados de: 
 
Verbo + advérbio = os bota-fora / os pisa-mansinho 
Verbo + substantivo no plural = os saca-rolhas / os salva-
vidas 
 
e) Casos Especiais 
 
Exemplos: 
o louva-a-deus / os louva-a-deus 
o bem-te-vi / os bem-te-vis 
o bem-me-quer / os bem-me-queres 
o joão-ninguém / os joões-ninguém 
o ponto e vírgula / os ponto e vírgulas 
 
Plural das Palavras Substantivadas 
 
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes 
gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, 
as flexões próprias destes últimos. 
 
Exemplos: 
Pese bem os prós e os contras 
O aluno errou na prova dos noves 
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos 
 
A T E N Ç Ã O 
Numerais substantivados terminados em -s ou -z não variam no 
plural. 
Exemplos: 
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Plural dos Diminutivos 
 
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o s final e acrescenta-se o sufixo diminutivo. 
 
Exemplos: 
Pãe(s) + zinhos 
Animai(s) + zinhos 
Botõe(s) + zinhos 
Chapéu(s) + zinhos 
Farói(s) + zinhos 
Tren(s) + zinhos 
Colhere(s) + zinhas 
Flore(s) + zinhas 
Pãezinhos 
Animaizinhos 
Botõezinhos 
Chapeuzinhos 
Faroizinhos 
Trenzinhos 
Colherezinhas 
florezinhas 
Mão(s) + zinhas 
Papéi(s) + zinhos 
Nuven(s) + zinhas 
Funi(s) + zinhos 
Túnei(s) + zinhos 
Pai(s) + zinhos 
Pé(s) + zinhos 
Pé(s) + zitos 
Mãozinhas 
Papeizinhos 
Nuvenzinhas 
Funizinhos 
Tuneizinhos 
Paizinhos 
Pezinhos 
Pezitos 
 
Plural dos Substantivos Estrangeiros 
 
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos 
como na língua original, acrescentando-lhes um s (exceto 
quando terminam em s ou z). 
 
Exemplos: 
Os shows 
Os shorts 
Os jazz 
 
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com as 
regras de nossa língua: 
Exemplos: 
Os clubes / Os jipes / As toaletes / Os garçons / Os chopes / Os 
esportes / Os bibelôs / Os réquiens 
 
Exemplos: 
Este jogador faz gols toda vez que joga 
 
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa. 
 
Plural com Mudança de Timbre 
 
Certos substantivos formam o plural com mudança de timbre da 
vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético chamado 
metafonia. 
 
Singular Plural Singular Plural 
corpo (ô) 
esforço 
fogo 
forno 
fosso 
imposto 
olho 
corpos (ó) 
esforços 
fogos 
fornos 
fossos 
impostos 
olhos 
osso (ô) 
ovo 
poço 
porto 
posto 
rogo 
tijolo 
ossos (ó) 
ovos 
poços 
portos 
postos 
rogos 
tijolos 
 
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos, 
esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, sorosetc. 
Particularidades sobre o Número dos Substantivos 
a) Há substantivos que só se usam no singular: 
 
Exemplos: 
O sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc 
 
b) Outros só no plural: 
 
Exemplos: 
As núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus (naipes de 
baralho), as fezes. 
 
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular: 
 
Exemplos: 
Bem (virtude) e bens (riquezas) / Honra (probidade, bom nome) e honras 
(homenagem, títulos) 
 
d) Usamos, às vezes, os substantivos no singular, mas com 
sentido de plural: 
 
Exemplos: 
Aqui morreu muito negro. 
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas 
improvisadas 
Juntou-se ali uma população de retirantes que, entre homem, mulher e 
menino, ia bem cinquenta mil." 
 
Flexão de Grau do Substantivo 
 
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as 
variações de tamanho ou intensidade. Classificam-se em: 
 
a) Grau Normal – Indica um ser de tamanho considerado 
normal. 
 
Exemplos: 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
21 
Casa 
 
b) Grau Aumentativo – Indica o aumento do tamanho do ser. 
Classifica-se em: 
 
 Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que 
indica grandeza. 
 
Exemplos: 
Casa grande 
 
 Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de 
aumento. 
 
Exemplos: 
Casarão 
 
c) Grau Diminutivo – Indica a diminuição do tamanho do ser. 
Pode ser: 
 
 Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que 
indica pequenez. 
 
Exemplos: 
Casa pequena 
 
 Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de 
diminuição. 
 
Exemplos: 
Casinha 
 
 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1)Assinale a alternativa em que há erro na flexão de gênerodo 
substantivo em destaque. 
 
a) O comichão é uma sensação cutânea desconfortável que 
leva o indivíduo a coçar ou friccionar a pele. 
b) O anátema é uma sentença de maldição usada pela Igreja 
para excomungar alguém. 
c) O apêndice é uma parte acessória de um órgão, ou que lhe é 
contínua. 
d) O edema é o acúmulo anormal de líquido nos tecidos do 
organismo. 
 
2) São palavras primitivas: 
 
a) época – engarrafamento – peito – suor 
b) sala – quadro – prato – brasileiro 
c) quarto – chuvoso – dia – hora 
d) casa – pedra – flor – feliz 
e) temporada – narcotráfico – televisão – passatempo 
 
3)Assinale a alternativa cujo plural do substantivo destacado 
está incorreto. 
 
a) Os capelães celebraram com muita alegria a cerimônia. 
b) Na praia, guardas-sóiscoloridos alegravam o cenário. 
c) Arrematou três obras-primas no evento beneficente. 
d) Leu o texto premiado em diversos saraus escolares. 
 
4) Complete as lacunas com o ou a e, a seguir, assinale a 
alternativa com a sequência de substantivos masculino, 
feminino, 
masculino. 
 
a) __ eclipse, __ dinamite, __ derme 
b) __ magma, __libido, __ pernoite 
c) __ aneurisma, __fonema, __ clã 
d) __ pane, __ ênfase, __ dó 
 
5)Considere os substantivos destacados nas frases abaixo: 
I- O jovem mostrava orgulhoso os troféus que conquistara. 
II- O salão estava enfeitado de balõezinhos coloridos. 
III- Os colegas de classe eram verdadeiros amigos-da-onça. 
Está correta a flexão de número do substantivo destacado 
 
a) em I, II, III. 
b) apenas em I e II. 
c) apenas em II e III. 
d) apenas em I e III. 
 
6)Que alternativa contém a forma plural correta do substantivo 
destacado? 
 
a) Século XXI: estamos na era do culto exagerado ao corpo 
perfeito e aos abdômenesdefinidos. 
b) É papel da escola criar cidadõesconscientes para que 
possam lutar por seus direitos. 
c) Os tenente-coronéisdo Batalhão de Infantaria do Exército 
serão homenageados amanhã. 
d) Os aviãozinhosda minha coleção já estão encaixotados para 
o transporte. 
 
7) Leia os versos abaixo e, em seguida, assinale a alternativa 
com a afirmação correta. 
O tempo é ainda de fezes 
O tempo pobre 
(...) 
O sol consola os doentes, não os renova. 
(...) 
Uma flor nasceu na rua! 
Passam de longe, bondes, ônibus 
Sento-me no chão da capital e lentamente 
Passo a mão nessa forma insegura (...) 
É feia, mas é uma flor. 
Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio. 
 
a) Quanto à flexão de gênero, doentes, no texto, classifica-se 
como substantivo comum de dois gêneros. 
b) O substantivo fezes, embora termine em –s, pode ser 
empregado no singular ou no plural. 
c) São substantivos próprios: flor, mão, sol e rua. 
d) No último verso, todos os substantivos são abstratos. 
 
8)Em que alternativa as palavras flexionam-se no plural, 
respectivamente, como pão-de-ló, guarda-civil e alto-falante? 
 
a) bem-te-vi, guarda-florestal, alto-relevo 
b) mula-sem-cabeça, guarda-chuva, beija-flor 
c) palma-de-santa-rita, guarda-roupa, bate-boca 
d) pé-de-moleque, guarda-noturno, abaixo-assinado 
 
9)O plural dos substantivos está correto na alternativa: 
 
a) pão-de-lós, malmequeres 
b) bate-bocas, papelzinhos 
c) açúcares, anzolzinhos 
d) balõezinhos, girassóis 
 
10)“Criatividade é a capacidade de armazenar e manejar 
adequadamente um vasto volume de dados.” 
Os substantivos destacados no texto são classificados, 
respectivamente, como 
 
a) abstrato, derivado, simples. 
b) composto, comum, simples. 
c) derivado, abstrato, composto. 
d) concreto, composto, derivado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO: 
1A 2D 3B 4B 5A 6ª 7A 8D 9D 10A 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
22 
 
Definição 
 
Adjetivo é a palavra variável que modifica os substantivos, 
atribuindo qualidade, característica, estado de ser, aspecto ou 
aparência. 
 
 
 
No quadrinho acima, ao analisarmos o substantivo marido, 
percebemos que ele se encontra qualificado por outros termos: 
esbelto, bonito e espirituoso. Estas três palavras são 
adjetivos, pois indicam qualidade de um substantivo e com ele 
concordam em gênero e número. 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas relativas aos 
substantivos, atuando como adjunto adnominal ou como 
predicativo (do sujeito ou do objeto). 
 
Formação do Adjetivo 
 
Quanto formação, o adjetivo pode ser: 
 
 Simples - Formado por um só radical. 
 
Exemplo: 
Brasileiro, escuro, magro, cômico. 
 
 Composto - Formado por mais de um radical. 
 
Exemplo: 
Luso-brasileiro, castanho-escuro, amarelo-canário 
 
 Primitivo - É aquele que dá origem a outros adjetivos. 
 
Exemplo: 
Belo, bom, feliz, puro 
 
 Derivado - É aquele que deriva de substantivos ou verbos. 
 
Exemplo: 
Belíssimo, bondoso, magrelo 
 
Adjetivo Pátrio 
 
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe 
alguns deles: 
 
Exemplos de Estados e cidades: 
Acre acreano 
Alagoas alagoano 
Amapá amapaense 
Aracaju aracajuano ou aracajuense 
Amazonas amazonense ou baré 
Belém (PA) belenense 
Belo Horizonte  belo-horizontino 
Boa Vista boa-vistense 
Brasília brasiliense 
Cabo Frio cabo-friense 
Campinas campineiro ou campinense 
Curitiba curitibano 
Estados Unidos estadunidense, norte-americano ou ianque 
El Salvadorsalvadorenho 
Guatemala guatemalteco 
Índia indiano ou hindu (os que professam o hinduísmo) 
Irã iraniano 
Israel israelense ou israelita 
Moçambiquemoçambicano 
Mongólia mongol ou mongólico 
Panamá panamenho 
Porto Rico porto-riquenho 
Somália somali 
 
Adjetivo Pátrio Composto 
 
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro elemento aparece 
na forma reduzida e, normalmente, erudita. Observe alguns exemplos: 
 
 
Locução Adjetiva 
 
Reunião de palavras. Sempre que são necessárias duas ou mais 
palavras para contar a mesma coisa, tem-se locução. Às vezes, uma 
preposição + substantivo tem o mesmovalor de um adjetivo: é a 
locução adjetiva (expressão que equivale a um adjetivo). 
 
Exemplo: 
Aves da noite (aves noturnas), paixão sem freio (paixão desenfreada). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Unidade 2 - Morforlogia - classe das palavras
Capítulo 2 - Adjetivos
África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana 
Alemanha 
germano- ou teuto- / Por exemplo: Competições 
teuto-inglesas 
América américo- / Por exemplo: Companhia américo-africana 
Ásia ásio- / Por exemplo: Encontros ásio-europeus 
Áustria austro- / Por exemplo: Peças austro-búlgaras 
Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo-franceses 
China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses 
Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano-português 
Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro-americanas 
França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões franco-italianas 
Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos 
Índia indo- / Por exemplo: Guerras indo-paquistanesas 
Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo-portuguesas 
Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo-portuguesa 
Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-brasileiras 
Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
23 
Mais exemplos: 
 
de águia aquilino de ilha insular 
de aluno discente de intestino celíaco ou entérico 
de anjo angelical de inverno hibernal ou invernal 
de ano anual de lago lacustre 
de aranha aracnídeo de laringe laríngeo 
de asno asinino de leão leonino 
de baço esplênico de lebre leporino 
de bispo episcopal de lobo lupino 
de bode hircino de lua lunar ou selênico 
de boi bovino de macaco simiesco, símio ou macacal 
de bronze brônzeo ou êneo de madeira lígneo 
de cabelo capilar de marfim ebúrneo ou ebóreo 
de cabra caprino de mestre magistral 
de campo campestre ou rural de monge monacal 
de cão canino de neve níveo ou nival 
de carneiro arietino de nuca occipital 
de cavalo cavalar, equino ou hípico de orelha auricular 
de chumbo plúmbeo de ouro áureo 
de chuva pluvial de ovelha ovino 
de cinza cinéreo de paixão passional 
de coelho cunicular de pâncreas pancreático 
de cobre cúprico de pato anserino 
de couro coriáceo de peixe písceo ou ictíaco 
de criança pueril de pombo columbino 
de dedo digital de porco suíno ou porcino 
de diamante diamantino ou adamantino de prata argênteo ou argírico 
de elefante elefantino dos quadris ciático 
de enxofre sulfúrico de raposa vulpino 
de esmeralda esmeraldino de rio fluvial 
de estômago estomacal ou gástrico de serpente viperino 
de falcão falconídeo de sonho onírico 
de farinha farináceo de terra telúrico, terrestre ou terreno 
de fera ferino de trigo tritício 
de ferro férreo de urso ursino 
de fígado figadal ou hepático de vaca vacum 
de fogo ígneo de velho senil 
de gafanhoto acrídeo de vento eólico 
de garganta gutural de verão estival 
de gelo glacial de vidro vítreo ou hialino 
de gesso gípseo de virilha inguinal 
de guerra bélico de visão óptico ou ótico 
de homem viril ou humano 
 
É necessário critério! Há muitos adjetivos que mantêm certa 
correspondência de significado com locuções adjetivas, e vice-versa. 
No entanto isso não significa que a substituição da locução pelo 
adjetivo seja sempre possível. Tampouco o contrário é sempre 
admissível. Colar de marfim é uma expressão cotidiana; seria pouco 
recomendável passar a dizer colar ebúrneo ou ebóreo, pois esses 
adjetivos têm uso restrito à linguagem literária. Contrato leonino é 
uma expressão usada na linguagem jurídica; é muito pouco provável 
que os advogados passem a dizer contrato de leão. Em outros casos, 
a substituição é perfeitamente possível, transformando a equivalência 
entre adjetivos e locuções adjetivas em mais uma ferramenta para o 
aprimoramento tos textos, pois oferece possibilidades de variação 
vocabular 
 
Exemplo: 
A população das cidades tem aumentado. A falta de planejamento 
urbano faz com que isso se torne um imenso problema. 
 
I M P O R T A N T E 
Nem toda locução adjetiva possui um adjetivo correspondente, 
com o mesmo significado. 
Exemplos: 
Vi as alunas da 5ª série. 
O muro de tijolos caiu. 
 
Flexão dos Adjetivos 
 
O adjetivo varia em gênero, número e grau. 
 
Gênero dos Adjetivos 
 
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem 
(masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos, 
classificam-se em: 
 
Biformes – têm duas formas, sendo uma para o masculino e 
outra para o feminino. 
 
Exemplo: 
Ativo e ativa, mau e má, judeu e judia. 
 
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino 
somente o último elemento. 
 
Exemplo: 
O motivo socioliterário, a causa socioliterária. Exceção: surdo-
mudo e surda-muda. 
 
Uniformes – têm uma só forma tanto para o masculino como 
para o feminino. 
 
Exemplo: 
Homem feliz e mulher feliz. 
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no feminino. 
 
Número dos Adjetivos 
 
Plural dos adjetivos simples 
 
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com as regras 
estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos simples. 
 
Exemplo: 
Mau e maus, feliz e felizes, ruim e ruins, boa e boas. 
 
Caso o adjetivo seja representado por um substantivo, ficará invariável, 
ou seja, se a palavra que estiver qualificando um elemento for, 
originalmente, um substantivo, ela manterá sua forma primitiva e 
passará a ser denominado de substantivo adjetivado. 
 
A palavra cinza, por exemplo, é originalmente um substantivo, 
porém, se estiver qualificando um elemento, funcionará como 
adjetivo. Ficará, então invariável. 
 
Exemplos: 
Camisas cinza, ternos cinza. 
Carros amarelos e motos vinho. 
Telhados marrons e paredes musgo. 
Espetáculos gigantescos e comícios monstro. 
 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
24 
Adjetivo Composto 
 
 
Com raras exceções, o adjetivo composto tem seus elementos 
ligados por hífen. Apenas o último elemento concorda com o 
substantivo a que se refere; os demais ficam na forma 
masculina, singular. Caso um dos elementos que formam o 
adjetivo composto seja um substantivo adjetivado, todo o 
adjetivo composto ficará invariável. 
 
A palavra rosa, por exemplo, é originalmente um substantivo, 
porém, se estiver qualificando um elemento, funcionará como 
adjetivo. Caso se ligue a outra palavra por hífen, formará um 
adjetivo composto; como é um substantivo adjetivado, o 
adjetivo composto inteiro ficará invariável. 
 
Exemplo: 
Camisas rosa-claro e Ternos rosa-claro 
Olhos verde-claros 
Calças azul-escuras e camisas verde-mar 
Telhados marrom-café e paredes verde-claras 
 
Grau do Adjetivo 
 
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a intensidade da 
qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: o comparativo 
e o superlativo 
 
 
 
 
 
Ela é tão bonita como a mãe. 
 
b)Comparativo de Superioridade 
Analítico: Sou mais alto(do) que você. 
Sintético: O Sol é maior (do) quea Terra. 
 
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de superioridade, 
formas sintéticas, herdadas do latim. São eles: Bom-melhor; Mau-
pior; Grande-maior; Pequeno-menor; Alto-superior ; Baixo-inferior. 
 
Exemplos: 
Pedro é melhor do que Paulo. – Comparação de dois elementos. 
Pedro é mais bom que inteligente. – comparação de duas qualidades 
de um mesmo elemento. 
 
c) Comparativo de Inferioridade 
Sou menos alto (do) que você. 
Sou menos passivo que tolerante. 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade, pois 
equivalem a “mais pequeno” e “mais mau”, respectivamente. 
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas (melhor, pior,maior e menor), porém, em comparações feitas entre duas qualidades 
de um mesmo elemento, deve-se usar as formas analíticas mais bom, 
mais mau, mais grande e mais pequeno. 
 
Superlativo 
 
O superlativo expressa qualidades num grau muito elevado ou 
em grau máximo. O grau superlativo pode ser absoluto ou 
relativo e apresenta as seguintes modalidades: 
 
a) Absoluto:ocorre quando a qualidade de um ser é intensificada, 
semrelação com outros seres. Apresenta-se nas formas: 
 
 Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras que 
dão ideia de intensidade (advérbios). 
 
Exemplo: 
O secretário é muito inteligente. 
 
 Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de sufixos. 
 
Exemplo: 
O secretário é inteligentíssimo. 
 
Comparativo 
 
Nesse grau, comparam-se a mesma característica atribuída a dois 
ou mais seres ou duas ou mais características atribuídas ao mesmo 
ser. O comparativo pode ser de igualdade, de superioridade ou 
de inferioridade. Observe os exemplos abaixo: 
 
a)Comparativo de Igualdade 
Sou tão altocomo você. 
 
Observe alguns superlativos sintéticos: 
 
benéfico beneficentíssimo 
bom boníssimo ou ótimo 
célebre celebérrimo 
comum comuníssimo 
cruel crudelíssimo 
difícil dificílimo 
doce dulcíssimo 
fácil facílimo 
fiel fidelíssimo 
frágil fragílimo 
frio friíssimo ou frigidíssimo 
humilde humílimo 
jovem juveníssimo 
livre libérrimo 
magnífico magnificentíssimo 
magro macérrimo ou magríssimo 
manso mansuetíssimo 
mau péssimo 
nobre nobilíssimo 
pequeno mínimo 
pobre paupérrimo ou pobríssimo 
preguiçoso pigérrimo 
próspero prospérrimo 
sábio sapientíssimo 
sagrado sacratíssimo 
 
I M P O R T A N T E 
O superlativo absoluto analítico é expresso por meio dos advérbios muito, 
extremamente, excepcionalmente etc., antepostos ao adjetivo. 
O superlativo absoluto sintético se apresenta sob duas formas : uma erudita, de 
origem latina, outra popular, de origem vernácula. A forma erudita é constituída 
pelo radical do adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por 
exemplo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo. 
A forma popular é constituída do radical do adjetivo português + o sufixo -
íssimo: pobríssimo, agilíssimo. 
Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo, necessariíssimo, 
preferem-se, na linguagem atual, as formas seríssimo, precaríssimo, 
necessaríssimo, sem o desagradável hiato i-í. 
 
b) Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser é intensificada 
em relação a um conjunto de seres. Essa relação pode ser de: 
 
 Superioridade: 
 
Exemplo: 
Clara é a mais bela da sala. 
 
 Inferioridade: 
 
Exemplo: 
Clara é a menos bela da sala. 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
Azul-marinho, azul-celeste, azul-ferrete, ultravioleta e qualquer 
adjetivo composto iniciado por cor-de-… são sempre invariáveis. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
25 
Outras formas de superlativo 
 
Pode-se também formar o superlativo através dos seguintes 
processos. 
 
1) Acréscimo de prefixo ou pseudoprefixo como como arqui-, ultra-, 
extra-, hiper-, super-, ultra-, etc. 
 
Exemplos: 
Moça hipersensível; criança supermimada; nave ultrarrápida. 
 
2) Repetição do adjetivo 
 
Exemplos: 
A garota era linda, linda! 
 
3) Comparação breve 
 
Exemplos: 
Feio como o diabo; doce como o mel; claro como a água. 
 
4) Uso de expressões já popularizadas 
 
Exemplos: 
Ele era pianista de mão cheia! / O acionista era podre de rico. / 
O menino ficou magro de dar pena. 
 
5) Flexão diminutiva usada em contexto com clareza 
 
Exemplos: 
A sala de reunião ficou cheinha. / A semente da planta era 
pequenininha. 
 
6) Flexão aumentativa do adjetivo 
 
Exemplos: 
Boi grandão / moço bonitão / pessoa bobalhona 
 
7) anteposição de artigo definido ao adjetivo, marcado com 
tonicidade e duração enfáticas 
 
Exemplo: 
Ela não é simplesmente uma cantora talentosa, ela é a cantora. 
 
 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1)Leia: 
A carona solidária é uma alternativa simples e eficaz para o 
trânsito caótico da capital paulistana. É uma medida que 
independe de decisão político-administrativa. A ideia surgiu em 
vários lugares com objetivo semelhante: economia de tempo e 
dinheiro. 
Analise as afirmações: 
I. Há no texto apenas dois adjetivos uniformes. São eles: 
simples e eficaz. 
II. O plural do adjetivo composto político-administrativa é 
político-administrativas. 
III. Paulistana é um adjetivo simples. 
IV. Não há adjetivo derivado no texto. 
Estão corretas apenas 
 
a) I e IV. c) II e III. 
b) I e III. d) II e IV. 
 
2)Leia: 
Vestido azul, longo e bonito 
meias da cor da pele, 
sapato de meio salto prateado 
batom e esmalte discretos 
tudo como convém a uma garota, 
a uma linda garota para ser exata. 
Coloque F para Falso ou V para Verdadeiro para as afirmações 
sobre os adjetivos que aparecem nos versos acima e, a seguir, 
assinale a alternativa com a sequência correta. 
( ) Há adjetivo em todos os versos. 
( ) Todos os adjetivos do texto são terminados em vogal e 
flexionam-se no plural acrescentando-se s ao singular. 
( ) Quanto ao gênero, o adjetivo prateado classifica-se como biforme. 
( ) No primeiro verso, os três adjetivos que caracterizam o 
substantivo vestido são primitivos e simples. 
 
a) F – F – V – V c) V – F – F – V 
b) F – F – V – F d) V – V – F – V 
 
3) Assinale a opção em que a palavra sublinhada NÃO se 
classifica como adjetivo. 
 
a) As minhas primeiras relações com a justiça foram dolorosas e 
deixaram-me funda impressão. 
b) Certa vez minha mãe surrou-me com uma corda nodosa que 
me pintou as costas (...). 
c) Hoje não posso ouvir uma pessoa falar alto. 
d) Dormir muito, atrás de caixões, livre do martírio. 
e) (...) o olho duro a magnetizar-me, os gestos ameaçadores, a 
voz rouca (...). 
 
4)A frase “Marcela é a mais educada de todas as alunas da 
classe.” apresenta adjetivo flexionado no grau 
 
a) superlativo absoluto analítico. 
b) superlativo absoluto sintético. 
c) comparativo de superioridade. 
d) superlativo relativo de superioridade. 
 
5)Observe: 
“A sua natureza ardente e apaixonada, extremamente 
sensual, mal contida até então pela disciplina do Seminário...” 
Na expressão destacada, o adjetivo está flexionado no grau 
 
a) superlativo relativo de superioridade. 
b) superlativo absoluto analítico. 
c) comparativo de superioridade. 
d) superlativo absoluto sintético. 
 
6) Assinale a opção em que a locução sublinhada NÃO tem valor 
de adjetivo. 
 
a) Repousava, aos domingos, dessa expectação sem limites. 
b) Cismava que te recebera havia longos anos, mas era menino 
e sem condições (...). 
c) Eu indagava os rostos, pesquisava neles a furtiva iluminação, 
o traço de beatitude (...). 
d) E foi o que aconteceu, sem dúvida. 
e) A umidade e os ratos de esgoto te consumiram. 
 
7)Em qual alternativa o adjetivo destacado classifica-se como 
derivado? 
 
a) Aquela árvore do jardim era muito cheirosa. 
b) Jogador de basquete deve ser alto. 
c) Conseguimos, finalmente, salvar o pobre homem. 
d) Na vida, o ser humano precisa ser alegre. 
 
8)Observe o texto: 
"Assim que o teu cheiro forte e lento 
Fez casa nos meus braços e ainda leve 
E forte e cego e tenso fez saber 
Que ainda era muito e muito pouco” 
Quanto às palavras destacadas, é correto afirmar que 
 
a) todas são adjetivos uniformes. 
b) apenas forte e leve são adjetivos uniformes. 
c) todas são adjetivos biformes, pois variam em gênero ou número. 
d) apenas pouco é adjetivo uniforme. 
 
9)Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna 
em: “As escolas adotaram uniformes _________ para 2005.”a) amarelo-canário c) amarelo-canários 
b) amarelos-canário d) amarelos-canários 
 
GABARITO: 
1.C 2.A 3.C 4.D 5.B 6.D 7.A 8.B 9.A 
 
A T E N Ç Ã O 
Certos adjetivos não admitem variação de intensidade, logo, não 
podem ser usados nas formas comparativa e superlativa. Adjetivos 
classificatórios relacionados à terminologia científica, adjetivos que 
denotam espaço de tempo, e ideias absolutas são exemplos de 
adjetivos invariáveis em grau. 
Exemplos: atmosférico, ovíparo, morfológico, eterno, mortal, 
onipotente, mensal, anual. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
26 
 
 
Definição 
 
 
 
Palavra variável que sempre precede o substantivo, tendo inclusive o poder de, colocada antes de uma palavra de qualquer classe, 
transformá-la em substantivo. 
 
É a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida. Além disso, o artigo 
indica, ao mesmo tempo, o gênero e o número dos substantivos. 
 
Classificação do Artigos 
 
Artigo definido Artigo indefinido 
 Singular Plural Singular Plural 
Masculino o os um uns 
Feminino a as uma umas 
 
Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira precisa: o, a, os, as. 
Exemplo: Eu matei o animal. 
 
Artigos Indefinidos: determinam os substantivos de maneira vaga: um, uma, uns, umas. 
Exemplo: Eu matei um animal. 
 
Combinação dos Artigos 
 
É muito presente a combinação dos artigos definidos e indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma assumida por 
essas combinações: 
 
Preposições 
Artigo definido 
o a os as 
a ao à aos às 
de do da dos das 
em no na nos nas 
por (per) pelo pela pelos pelas 
 
Preposições 
Artigo indefinido 
um uma uns umas 
em num numa nuns numas 
de dum duma duns dumas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Unidade 2 - Morforlogia - classe das palavras
Capítulo 3 - ARTIGOS
OBSERVAÇÃO! 
 
O uso apropriado dos artigos definidos e indefinidos permite não apenas evitar problemas com o gênero e o número de determinados 
substantivos, mas principalmente explorar detalhes de significação bastante expressivos. Em geral, informações novas, nos textos, são 
introduzidas por pronomes indefinidos e, posteriormente, retomadas pelos definidos. Assim, o referente determinado pelo artigo definido 
passa a fazer parte de um conjunto argumentativo que mantém a coesão dos textos. Além disso, a sutileza de muitas modificações de 
significados transmitidas pelos artigos faz com que sejam frequentemente usados pelos escritores em seus textos literários 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
27 
 
Definição 
 
 
 
Palavra variável que informa ação, estado, fato ou fenômeno. 
 
Verboé a classe de palavras que se flexiona em pessoa, número, 
tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros processos: 
 
 Ação (correr, abrir, cair, escrever); 
 Estado (ficar, estar, permanecer); 
 Fenômeno (chover, trovejar, haver); 
 
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus 
possíveis significados. Observe que palavras como corrida, chuva e 
nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns verbos 
mencionados acima; não apresentam, porém, todas as 
possibilidades de flexão que esses verbos possuem. 
 
Estrutura das Formas Verbais 
 
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode apresentar 
os seguintes elementos: 
 
a) Radical: é a parte invariável, que expressa o significado 
essencial do verbo. 
 
Exemplos: 
Fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-) 
 
b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a 
conjugação a que pertence o verbo. 
 
Exemplo: 
Fala-r 
 
São três as conjugações: 
 
1ª – Vogal Temática – A – (falar) 
2ª – Vogal Temática – E – (vender) 
3ª – Vogal Temática – I – (partir) 
 
c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o 
tempo e o modo do verbo. 
 
Exemplo: 
Falávamos (indica o pretérito imperfeito do indicativo) 
Falasse (indica o pretérito imperfeito do subjuntivo) 
 
d) Desinência número-pessoal: é o elemento que designa a 
pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou plural). 
 
Exemplo: 
Falamos (indica a 1ª pessoa do plural) 
Falavam (indica a 3ª pessoa do plural) 
 
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas 
 
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos 
verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos 
com facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico 
cai no radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por 
exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico não cai 
no radical, mas sim na terminação verbal: opinei, 
aprenderão, nutriríamos. 
 
Classificação dos Verbos 
 
Classificam-se em: 
 
a) Regulares: são aqueles que possuem as desinências normais 
de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações no radical. 
 
Exemplo: 
Canto, cantei, cantarei, cantava, cantasse. 
 
b) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações no 
radical6 ou nas desinências. 
 
Exemplo: 
Faço, fiz, farei, fizesse. 
 
c) Defectivos: são verbos, em sua maioria da 3ª conjugação, que 
não apresentam conjugação completa. Classificam-se em dois 
grupos: 
 
1º grupo. Verbos que não possuem 1ª pessoa do presente do 
indicativo e, consequentemente, nenhuma das pessoas do 
presente do subjuntivo nem as formas do imperativo que delas se 
derivam. 
 
Exemplos: 
Abolir, aturdir, brandir, brunir, carpir, colorir, demolir, emergir, 
exaurir, fremir, fulgir, haurir, imergir, jungir, retorquir, ungir. 
 
2º grupo. Verbos que, no presente do indicativo, só se conjugam 
nas formas arrizotônicas e não possuem, portanto, nenhuma das 
pessoas do presente do subjuntivo nem do imperativo negativo; e, 
no imperativo afirmativo, apresentam apenas a 2ª pessoa do 
plural. 
 
Exemplos: 
Falir, aguerrir, combalir, comedir-se, delinquir, descomedir-se, 
embair, empedernir, foragir-se, fornir, puir, remir, renhir. 
 
d) Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. 
Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os 
principais verbos impessoais são: 
 
 Haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se ou 
ainda em orações temporais com o sentido de fazer. 
 
Exemplo: 
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) 
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) 
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) 
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) 
 
 Fazer, ser e estar (quando indicam tempo) 
 
Exemplo: 
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil. 
Era primavera quando a conheci. 
Estava frio naquele dia. 
 
Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza são 
impessoais quando usados em sentido denotativo: chover, 
ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer, escurecer
 
6 Verbos irregulares com alterações no radical também são chamados 
de anômalos: ir, pôr, ser, saber, dar, estar, haver etc. 
Unidade 2 - Morforlogia - classe das palavras
Capítulo 4 - verbos
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
28 
etc. É possível, porém, usá-los como verbos pessoais quando 
seu sentido é conotativo. 
 
Exemplo: 
Amanheceu frio naquela manhã. ≠ Amanheci mal-humorado. 
Choveu muito ontem de manhã.≠ Choveram candidatos ao 
cargo. 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
O verbo pôr, assim como seus derivados ( compor, repor, 
depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a forma 
arcaica do verbo pôr era poer. A vogal "e", apesar de 
haver desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas 
formas do verbo: põe, pões, põem etc. 
 
São impessoais, ainda: 
 
 O verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo. 
 
Exemplo: 
Já passa das seis. 
 
 Os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição de, 
indicando suficiência. 
 
Exemplo: 
Basta de tolices. Chega de blasfêmias. 
 
Osverbos estar e ficar em orações tais como Está bem, Está 
muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem referência a 
sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso, 
classificar o sujeito como hipotético, tornando-se, tais verbos, 
então, pessoais. 
 
O verbo deu + para da língua popular, equivalente de "ser 
possível". 
 
Exemplo: 
Não deu para chegar mais cedo. 
Dá para me arrumar uns trocados? 
 
e) Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, se conjugam 
apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural. Os 
verbos unipessoais podem ser: 
 
 Verbos que indicam ação ou estado peculiar a um determinado 
animal: ladrar, rosnar, galopar, trotar, zurrar, etc. 
 Verbos que denotam necessidade, conveniência, sensações: 
urgir, convir, parecer, importar, etc. 
 Verbos de ações específicas que não são feitas por pessoas: 
amadurecer, assentar (ajustar vestimenta), constar etc. 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
Os verbos unipessoais podem ser usados como verbos 
pessoais na linguagem figurada: 
Exemplos: 
Teu irmão amadureceu bastante. 
O Marido ciumento rosnou de raiva. 
 
f) abundantes: São chamados de abundantes os verbos que 
possuem duas ou mais formas equivalentes. Em quase todos os 
casos, a abundância ocorre apenas no particípio. Normalmente, a 
forma regular emprega-se nos tempos compostos da voz ativa (com 
ter ou haver como auxiliares) enquanto a forma irregular é usada, de 
preferência, na formação dos tempos da voz passiva (com ser como 
auxiliar). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1ª conjugação 
Infinitivo Particípio regular Particípio irregular 
aceitar aceitado aceito 
entregar entregado entregue 
enxugar enxugado enxuto 
expressar expressado expresso 
expulsar expulsado expulso 
isentar isentado isento 
matar matado morto 
salvar salvado salvo 
vagar vagado vago 
2ª conjugação 
Infinitivo Particípio Regular Particípio Irregular 
acender acendido aceso 
benzer benzido bento 
eleger elegido eleito 
incorrer incorrido incurso 
morrer morrido morto 
prender prendido preso 
romper rompido roto 
suspender suspendido suspenso 
3ª conjugação 
Infinitivo Particípio Regular Particípio Irregular 
emergir emergido emerso 
exprimir exprimido expresso 
extinguir extinguido extinto 
frigir frigido frito 
imergir imergido Imerso 
imprimir imprimido impresso 
inserir inserido inserto 
omitir omitido omisso 
submergir submergido submerso 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
29 
g) auxiliares 
 
São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e 
das locuções verbais. O verbo principal, quando acompanhado 
de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: 
infinitivo, gerúndio ou particípio. 
 
 
Exemplo: 
 Vou espantar as moscas. 
(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo) 
 
 Está chegando a hora do debate. 
(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio) 
 
Osnoivosforam cumprimentados por todos os presentes. 
 (verbo auxiliar) (verbo principal no particípio) 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
Os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver. 
 
Verbos pronominais 
 
São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos 
átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma pessoa do sujeito, 
expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas 
reforçando a ideia já implícita no próprio sentido do verbo 
(reflexivos essenciais). Veja: 
 
a) Essenciais 
 
São aqueles que sempre se conjugam com os pronomes 
oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: ater-se, atrever-
se, dignar-se, arrepender-se, queixar-se, etc. Nos verbos 
pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita no 
radical do verbo. 
 
Exemplo: 
Arrependi-me de ter estado lá. / Não se atreva a repetir isso. 
 
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um 
sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma, pois não 
recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo 
átono é apenas uma partícula integrante do verbo, já que, pelo uso, 
sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve 
de reforço da ideia reflexiva expressa pelo radical do próprio verbo. 
 
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respectivos 
pronomes): 
 
Eu me arrependo 
Tu te arrependes 
Ele se arrepende 
Nós nos arrependemos 
Vós vos arrependeis 
Eles se arrependem 
 
b) Acidentais: 
 
São aqueles verbos transitivos diretos em que a ação exercida 
pelo sujeito recai sobre o objeto representado por pronome 
oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma 
ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos transitivos 
diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser conjugados 
com os pronomes mencionados, formando o que se chama voz 
reflexiva. 
 
Exemplo: 
Feri-me durante a batalha. / Ela se viu no espelho. 
 
Modos Verbais 
 
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo verbo na 
expressão de um fato. Em Português, existem três modos: 
 
a) Indicativo – indica uma certeza, uma realidade. 
 
Exemplo: 
Eu sempre estudo. 
 
b) Subjuntivo – indica uma dúvida, uma possibilidade. 
 
Exemplo: 
Talvez eu estude amanhã. 
 
c) Imperativo – indica uma ordem, um pedido. 
 
Exemplo: 
Estuda agora, menino. 
 
Formas Nominais 
 
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas que 
podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo, 
advérbio), sendo por isso denominadas formas nominais. 
Observe: 
 
a) Infinitivo 
 
 Impessoal: exprime a significação do verbo de modo vago 
e indefinido, podendo ter valor e função de substantivo. 
 
Exemplo: 
Viver é lutar. (= vida é luta) 
 
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) 
 
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma 
simples) ou no passado (forma composta). 
 
Exemplo: 
É preciso ler este livro. 
Era preciso ter lido este livro. 
 
 Pessoal: é o infinitivo relacionado às três pessoas do 
discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não apresenta 
desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; nas 
demais, flexiona-se da seguinte maneira: 
 
2ª pessoa do singular: 
Radical + ES 
Exemplo: teres(tu) 
1ª pessoa do plural: Radical 
+ MOS 
Exemplo: termos 
(nós) 
2ª pessoa do plural: Radical 
+ DES 
Exemplo: terdes 
(vós) 
3ª pessoa do plural: Radical 
+ EM 
Exemplo: terem 
(eles) 
 
Exemplo: 
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. / Ela foi a 
aluna escolhida para representar a escola. 
 
b) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou 
advérbio. 
 
Exemplo: 
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de advérbio) 
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função de adjetivo) 
 
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; na 
forma composta, uma ação concluída. 
 
Exemplo: 
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro. 
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro. 
 
c) Particípio: quando não é empregado na formação dos tempos 
compostos, o particípio indica geralmente o resultado de uma ação 
terminada, flexionando-se em gênero, número e grau. 
 
Exemplo: 
Terminados os exames, os candidatos saíram. 
 
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação 
temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo (adjetivo verbal). 
 
Exemplo: 
O vaso quebrado cortou meu pé. (quebrado=adjetivo) 
 
Tempos do Subjuntivo 
 
 Presente – Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual.Exemplo: 
É conveniente que estudes para o exame. 
 
 Pretérito Imperfeito – Expressa um fato passado mas 
posterior a outro já ocorrido. 
 
Exemplo: 
Eu esperava que ele vencesse o jogo. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
30 
 
O pretérito imperfeito é também usado nas construções em que se 
expressa a ideia de condição ou desejo. 
 
Exemplo: 
Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato. 
 
 Pretérito Perfeito (composto) – Expressa um fato totalmente 
terminado num momento passado. 
 
Exemplo: 
Embora tenha estudado bastante, não passou no teste. 
 
 Pretérito Mais-Que-Perfeito (composto) – Expressa um 
fato ocorrido antes de outro fato já terminado. 
 
Exemplo: 
Embora o teste já tivesse começado, alguns alunos puderam 
entrar na sala de exames. 
 
 Futuro do Presente (simples) – Enuncia um fato que pode 
ocorrer num momento futuro em relação ao atual. 
 
Exemplo: 
Quando ele vier à loja, levará as encomendas. 
 
O futuro do presente é também usado em frases que indicam 
possibilidade ou desejo. 
 
Exemplo: 
Se ele vier à loja, levará as encomendas. 
 
 Futuro do Presente (composto) – Enuncia um fato posterior ao 
momento atual mas já terminado antes de outro fato futuro. 
 
Exemplo: 
Quando ele tiver saído do hospital, nós o visitaremos. 
 
 
Exemplo: 
Terminados os exames, os candidatos saíram. 
 
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação 
temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo (adjetivo 
verbal). 
 
Exemplo: 
O vaso quebrado cortou meu pé. (quebrado=adjetivo) 
 
Tempos do Subjuntivo 
 
 Presente – Enuncia um fato que pode ocorrer no momento 
atual. 
 
Exemplo: 
É conveniente que estudes para o exame. 
 
 Pretérito Imperfeito – Expressa um fato passado mas 
posterior a outro já ocorrido. 
 
Exemplo: 
Eu esperava que ele vencesse o jogo. 
 
O pretérito imperfeito é também usado nas construções em que se 
expressa a ideia de condição ou desejo. 
 
Exemplo: 
Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato. 
 
 Pretérito Perfeito (composto) – Expressa um fato totalmente 
terminado num momento passado. 
 
Exemplo: 
Embora tenha estudado bastante, não passou no teste. 
 
 Pretérito Mais-Que-Perfeito (composto) – Expressa um 
fato ocorrido antes de outro fato já terminado. 
 
Exemplo: 
Embora o teste já tivesse começado, alguns alunos puderam 
entrar na sala de exames. 
 
 Futuro do Presente (simples) – Enuncia um fato que pode 
ocorrer num momento futuro em relação ao atual. 
 
Exemplo: 
Quando ele vier à loja, levará as encomendas. 
 
O futuro do presente é também usado em frases que indicam 
possibilidade ou desejo. 
 
Exemplo: 
Se ele vier à loja, levará as encomendas. 
 
 Futuro do Presente (composto) – Enuncia um fato posterior ao 
momento atual mas já terminado antes de outro fato futuro. 
 
Exemplo: 
Quando ele tiver saído do hospital, nós o visitaremos. 
 
 
 
 
 
 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
31 
Tempos Primitivos 
 
1) Infinitivo Impessoal 
 
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação 
CANTAR VENDER PARTIR 
2) Presente do Indicativo 
 
1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação Desinência 
Pessoal 
CANTAR VENDER PARTIR 
cantO vendO partO O 
cantaS vendeS parteS S 
canta vende parte - 
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS 
cantaIS vendeIS partIS IS 
cantaM vendeM parteM M 
 
3) Pretérito Perfeito do Indicativo 
 
O pretérito perfeito do indicativo é marcado basicamente pela desinência pessoal. 
 
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência 
pessoal 
CANTAR VENDER PARTIR 
canteI vendI partI I 
cantaSTE vendeSTE partISTE STE 
cantoU vendeU partiU U 
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS 
cantaSTES vendeSTES partISTES STES 
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM 
 
Tempos Derivados 
 
1) Tempos formados do presente do infinitivo impessoal 
 
Do infinitivo impessoal, formam-se os dois futuros simples do indicativo, o infinitivo pessoal, o gerúndio e o particípio. 
 
a) O futuro do presente forma-se com o acréscimo das terminações -ei, -ás, á, -emos, -eis, -ão. 
 
 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação 
Infinitivo impessoal cantar vender partir 
 
Futuro 
do 
presente 
 
cantarei venderei partirei 
cantarás venderás partirás 
cantará venderá partirá 
cantaremos venderemos partiremos 
cantareis vendereis partireis 
cantarão venderão partirão 
 
b) O futuro do pretérito forma-se com o acréscimo das terminações -ia, -ias, -ia, -íamos, íeis, -iam. 
 
 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação 
Infinitivo impessoal cantar vender partir 
 
Futuro 
do 
pretérito 
 
cantaria venderia partiria 
cantarias venderias partirias 
cantaria venderia partiria 
cantaríamos venderíamos partiríamos 
cantaríeis venderíeis partiríeis 
cantariam venderiam partiriam 
 
c) O infinitivo pessoal é feito através das desinências pessoais: -es, (2ª pessoa do singular), -mos, -des, -em: 
 
 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação 
Infinitivo impessoal cantar vender partir 
 
Infinitivo 
 
pessoal 
 
cantar vender partir 
cantares venderes partires 
cantar vender partir 
cantarmos vendermos partirmos 
cantardes venderdes partirdes 
cantarem venderem partirem 
 
d) O gerúndio forma-se substituindo-se o sufixo -r do infinitivo pelo sufixo -ndo: 
 
 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação 
Infinitivo impessoal cantar vender partir 
gerúndio cantando vendendo partindo 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
32 
e) O particípio forma-se substituindo-se o sufixo -r do infinitivo pelo sufixo -do, sendo de notar que, por influência da vogal 
temática da 3ª conjugação, a da 2ª pessoa passou a -i-: 
 
 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação 
Infinitivo impessoal cantar vender partir 
gerúndio cantado vendido partido 
 
2) Tempos formados do presente do indicativo 
 
Do presente do indicativo formam-se o pretérito imperfeito doindicativo, o presente do subjuntivo e o imperativo. 
 
a) O pretérito imperfeito do indicativo é formado pelo radical do presente acrescido: 
 
 Na 1ª conjugação, das terminações -ava, -avas, -ava, ávamos, áveis, avam. 
 Na 3ª conjugação, das terminações -ia, -ias, -ia, -íamos, -íeis, -iam. 
 Na 2ª conjugação, das mesmas terminações da terceira, por ter a vogal temática -e-, passada para -i- antes de -a-. 
 
 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação 
Radical do presente cant- vend- part- 
 
Pretérito 
imperfeito 
do indicativo 
 
cantava vendia partia 
cantavas vendias partias 
cantava vendia partia 
cantávamos vendíamos partíamos 
cantáveis vendíeis partíeis 
cantavam vendiam partiam 
 
b) O presente do subjuntivo forma-se do radical da 1ª pessoa do presente do indicativo, substituindo-se a desinência -o pelas 
flexões próprias do presente do subjuntivo: -e, -es, -emos, -eis, -em, nos verbos da 1ª conjugação; -a, -as, -a, -amos, -ais, -am, 
nos verbos da 2ª e da 3ª conjugação. 
 
Presente do indicativo 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação 
1ª pessoa do singular cant- vend- part- 
 
Presente 
do 
subjuntivo 
 
cante venda parta 
cantes vendas partas 
cante venda parta 
cantemos vendamos partamos 
canteis vendais partais 
cantem vendam partam 
 
c) Imperativo Afirmativo ou Positivo 
 
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do 
plural (vós) eliminando-se o "S" final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. 
 
Veja: 
Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo 
Eu canto – Que eu cante 
Tu cantas Canta tu Que tu cantes 
Ele canta Cante você Queele cante 
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos 
Vós cantais Cantai vós Que vós canteis 
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem 
 
Negativo 
Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo. 
 
Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo 
Que eu cante – 
Que tu cantes Não cantes tu 
Que ele cante Não cante você 
Que nós cantemos Não cantemos nós 
Que vós canteis Não canteis vós 
Que eles cantem Não cantem eles 
 
Tempos formados do pretérito perfeito do indicativo 
 
Do tema do pretérito perfeito formam-se os seguintes tempos: 
 
a) O mais-que-perfeito do indicativo, juntando-se as terminações -ra, -ras, -ra, -ramos, -reis, -ram. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
33 
 
Pretérito perfeito 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação 
Tema canta- vende- parti- 
 
Pretérito 
mais-que-perfeito 
do indicativo 
 
cantara vendera partira 
cantaras venderas partiras 
cantara vendera partira 
cantáramos vendêramos partíramos 
cantáreis vendêreis partíreis 
cantaram venderam partiram 
 
b) O imperfeito do subjuntivo, com as terminações -sse, -sses, -sse, -ssemos, -sseis, -ssem. 
 
Pretérito perfeito 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação 
Tema canta- vende- parti- 
 
Pretérito 
imperfeito 
do subjuntivo 
 
cantasse vendesse partisse 
cantasses vendesses partisses 
cantasse vendesse partisse 
cantássemos vendêssemos partíssemos 
cantásseis vendêsseis partísseis 
cantassem vendessem partissem 
 
c) O futuro do subjuntivo, juntando-se as terminações -r, -res, -r, -rmos, -rem: 
 
 Pretérito perfeito 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação 
Tema canta- vende- parti- 
 
Futuro do 
subjuntivo 
 
cantar vender partir 
cantares venderes partires 
cantar vender partir 
cantarmos vendermos partirmos 
cantardes venderdes partirdes 
cantarem venderem partirem 
 
 
 
Formação dos Tempos Compostos 
 
São formados por locuções verbais que têm como auxiliares os verbos ter e haver e como principal, qualquer verbo no particípio. 
São eles: 
 
Modo indicativo 
 
a) Pretérito perfeito composto. Formado pelo presente do indicativo do verbo ter com o particípio do verbo principal. 
cantar vender partir 
tenho cantado tenho vendido tenho partido 
tens cantado tens vendido tens partido 
tem cantado tem vendido tem partido 
temos cantado temos vendido temos partido 
tendes cantado tendes vendido tendes partido 
têm cantado têm vendido têm partido 
 
b) Pretérito mais-que-perfeito composto. Formado do imperfeito do indicativo do verbo ter (ou haver) com o particípio do verbo 
principal. 
 
cantar vender partir 
tinha cantado tinha vendido tinha partido 
tinhas cantado tinhas vendido tinhas partido 
tinha cantado tinha vendido tinha partido 
tínhamos cantado tínhamos vendido tínhamos partido 
tínheis cantado tínheis vendido tínheis partido 
tinham cantado tinham vendido tinham partido 
 
c) Futuro do presente composto. Formado do futuro do presente simples do verbo ter (ou haver) com o particípio do verbo 
principal 
 
cantar vender partir 
terei cantado terei vendido terei partido 
terás cantado terás vendido terás partido 
terá cantado terá vendido terá partido 
teremos cantado teremos vendido teremos partido 
tereis cantado tereis vendido tereis partido 
terão cantado terão vendido terão partido 
 
Sempre que tivermos dúvidas sobre a conjugação do futuro do subjuntivo, bastar-nos-á verificar a 3ª p. p. do pretérito 
perfeito. Se formos confrontar o futuro do subjuntivo com o infinitivo pessoal, notaremos haver igualdade de forma para 
muitos verbos, o que não ocorre sempre. O verbo fazer, por exemplo, conjuga-se no infinitivo pessoal: fazer, fazeres, fazer, 
fazermos, fazerdes, fazerem; mas no futuro do subjuntivo veremos as formas: quando eu fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, 
fizerem, pois esse tempo se origina da 3ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
34 
d) Futuro do pretérito composto. Formado do futuro do pretérito simples do verbo ter (ou haver) com o particípio do verbo 
principal. 
 
cantar vender partir 
teria cantado teria vendido teria partido 
terias cantado terias vendido terias partido 
teria cantado teria vendido teria partido 
teríamos cantado teríamos vendido teríamos partido 
teríeis cantado teríeis vendido teríeis partido 
teriam cantado teriam vendido teriam partido 
 
Modo subjuntivo 
 
a) Pretérito perfeito composto. Formado do presente do subjuntivo do verbo ter (ou haver) com o particípio do verbo principal. 
 
cantar vender partir 
tenha cantado tenha cantado tenha cantado 
tenhas cantado tenhas cantado tenhas cantado 
tenha cantado tenha cantado tenha cantado 
tenhamos cantado tenhamos cantado tenhamos cantado 
tenhais cantado tenhais cantado tenhais cantado 
tenham cantado tenham cantado tenham cantado 
 
b) Pretérito mais-que-perfeito composto. Formado do imperfeito do subjuntivo do verbo ter (ou haver) com o particípio do 
verbo principal. 
 
cantar vender partir 
tivesse cantado tivesse vendido tivesse vendido 
tivesses cantado tivesses vendido tivesses vendido 
tivesse cantado tivesse vendido tivesse vendido 
tivéssemos cantado tivéssemos vendido tivéssemos vendido 
tivésseis cantado tivésseis vendido tivésseis vendido 
tivessem cantado tivessem vendido tivessem vendido 
c) Futuro composto. Formado do futuro simples do subjuntivo do verbo ter (ou haver) com o particípio do verbo principal. 
 
cantar vender Partir 
tiver cantado tiver vendido tiver vendido 
tiveres cantado tiveres vendido tiveres vendido 
tiver cantado tiver vendido tiver vendido 
tivermos cantado tivermos vendido tivermos vendido 
tiverdes cantado tiverdes vendido tiverdes vendido 
tiverem cantado tiverem vendido tiverem vendido 
 
Formas nominais 
 
a) Infinitivo impessoal composto (pretérito impessoal). Formado do infinitivo pessoal do verbo ter (ou haver) com o particípio 
do verbo principal. 
 
cantar vender partir 
ter cantado ter vendido ter partido 
 
b) Infinitivo pessoal composto (pretérito pessoal). Formado do infinitivo impessoal do verbo ter (ou haver) com o particípio do 
verbo principal. 
 
cantar vender partir 
ter cantado ter vendido ter partido 
teres cantado teres vendido teres partido 
ter cantado ter vendido ter partido 
termos cantado termos vendido termos partido 
terdes cantado terdes vendido terdes partido 
terem cantado terem vendido terem partido 
 
c) Gerúndio composto (pretérito). Formado do gerúndio do verbo ter (ou haver) com o particípio do verbo principal. 
 
cantar vender partir 
tendo cantado tendo vendido tendo partido 
 
Locuções Verbais 
 
Outro tipo de conjugação composta – também chamada 
conjugaçãoperifrástica – são as locuções verbais, 
constituídas de verbos auxiliares mais gerúndio ou infinitivo. 
São conjuntos de verbos que, numa frase, desempenham 
papel equivalente ao de um verbo único. Nessas locuções, o 
último verbo, chamado principal, surge sempre numa de suas 
formas nominais; as flexões de tempo, modo, número e 
pessoa ocorrem nos verbos auxiliares. 
 
 
 
Exemplos: 
Estou lendo o jornal. 
Marta veio correndo: o noivo acabara de chegar. 
Ninguém poderá sair antes do término da sessão. 
 
A língua portuguesa apresenta uma grande variedade dessas 
locuções, conseguindo exprimir por meio delas os mais variados 
matizes de significado. Ser (estar, em algumas construções) é 
usado nas locuções verbais que exprimem a voz passiva analítica 
do verbo. Poder e dever são auxiliares que exprimem a 
potencialidade ou a necessidade de que determinado processo se 
realize ou não. Veja: 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR35 
 
Exemplos: 
Pode ocorrer algo inesperado durante a festa. 
Deve ocorrer algo inesperado durante a festa. 
 
 
Outro auxiliar importante é querer, que exprime vontade, 
desejo. 
 
Exemplo: 
Quero ver você hoje. 
 
Também são largamente usados como auxiliares: começar 
a, deixar de, voltar a, continuar a, pôr-se a, ir, vir e 
estar, todos ligados à noção de aspecto verbal. 
 
Emprego do Infinitivo Impessoal e Pessoal 
 
Infinitivo Impessoal 
 
Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal, isso 
significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido, 
não relacionado a nenhuma pessoa, e sua forma é invariável. 
Assim, considera-se apenas o processo verbal. 
 
Exemplos: 
Amar é sofrer. 
 
O infinitivo impessoal é usado: 
 
a) Quando apresenta uma ideia vaga, genérica, sem se 
referir a um sujeito determinado; 
 
Exemplos: 
Querer é poder. 
Fumar prejudica a saúde. 
É proibido colar cartazes neste muro. 
 
b) Quando tiver o valor de Imperativo; 
 
Exemplos: 
Soldados, marchar! (= Marchai!) 
 
c) Quando é regido de preposição e funciona como 
complemento de um substantivo, adjetivo ou verbo da oração 
anterior; 
 
Exemplos: 
Eles não têm o direito degritar assim. 
As meninas foram impedidas departicipar do jogo. 
Eu os convenci a aceitar. 
 
No entanto, na voz passiva dos verbos "contentar", "tomar" 
e "ouvir", por exemplo, o Infinitivo (verbo auxiliar) deve ser 
flexionado. 
 
Exemplos: 
Eram pessoas difíceis de serem contentadas. 
Aqueles remédios são ruins de serem tomados. 
Os CDs que você me emprestou são agradáveis de serem 
ouvidos. 
 
d) Nas locuções verbais; 
 
Exemplos: Queremos acordar bem cedo amanhã. 
Eles não podiam reclamar do colégio. 
Vamos pensar no seu caso. 
 
e) Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo da 
oração anterior; 
 
Exemplos: 
Eles foram condenados a pagar pesadas multas. 
Devemos sorrir ao invés de chorar. 
Tenho ainda alguns livros por (para) publicar. 
 
 
 
Exemplos: 
Na esperança desermos atendidos, muito lhe agradecemos. 
Foram dois amigos à casa de outro, a fim dejogarem futebol. 
Paraestudarmos, estaremos sempre dispostos. 
Antes denascerem, já estão condenadas à fome muitas 
crianças. 
 
 
f) Com os verbos causativos "deixar", "mandar" e "fazer" e 
seus sinônimos que não formam locução verbal com o 
infinitivo que os segue; 
 
Exemplo: 
Deixei-os sair cedo hoje. 
 
g) Com os verbos sensitivos "ver", "ouvir", "sentir" e 
sinônimos, deve-se também deixar o infinitivo sem flexão. 
 
Exemplo: 
Vi-os entrar atrasados. 
Ouvi-as dizer que não iriam à festa. 
 
 
 
Outros exemplos: 
Aquele exercício era para eu corrigir. 
Esta salada é para eu comer? 
Ela me deu um relógio para eu consertar. 
 
 
Infinitivo Pessoal 
 
Quando se diz que um verbo está no infinitivo pessoal, isso 
significa que ele atribui um agente ao processo verbal, 
flexionando-se. 
 
O infinitivo deve ser flexionado nos seguintes casos: 
 
a) Quando o sujeito da oração estiver claramente expresso; 
 
Exemplo: 
Se tu não perceberes isto… 
Convém vocêsirem primeiro. 
O bom é sempre lembrarmos desta regra (sujeito desinencial, 
sujeito implícito = nós) 
 
b) Quando tiver sujeito diferente daquele da oração principal; 
 
Exemplo: 
O professor deu um prazo de cinco dias para os alunosestudarem 
bastante para a prova. 
Perdoo-te por me traíres. 
O hotel preparou tudo para os turistasficarem à vontade. 
O guarda fez sinal para os motoristaspararem. 
 
Em orações como "Esta carta é para mim!", a preposição 
está ligada somente ao pronome, que deve se apresentar 
oblíquo tônico. 
a) É inadequado o emprego da preposição "para" antes dos 
objetos diretos de verbos como "pedir", "dizer", "falar" e 
sinônimos; 
Pediu para Carlos entrar. (errado) 
Pediu para que Carlos entrasse. (errado) 
Pediu que Carlos entrasse. (correto) 
b) Quando a preposição "para" estiver regendo um verbo, 
como na oração "Este trabalho é para eu fazer", pede-se o 
emprego do pronome pessoal "eu", que se revela, neste caso, 
como sujeito. 
Quando o infinitivo preposicionado, ou não, preceder ou estiver 
distante do verbo da oração principal (verbo regente), pode ser 
flexionado para melhor clareza do período e também para se 
enfatizar o sujeito (agente) da ação verbal. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
36 
c) Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na terceira 
pessoa do plural); 
 
Exemplo: 
Faço isso para não me acharem inútil. 
Temos de agir assim para nos promoverem. Ela não sai sozinha 
à noite a fim de não falarem mal da sua conduta. 
 
d) Quando apresentar reciprocidade ou reflexibilidade de ação; 
 
Exemplo: 
Vi os alunos abraçarem-se alegremente. 
Fizemos os adversários cumprimentarem-se com gentileza. 
Mandei as meninas olharem-se no espelho. 
 
 
 
Vozes do Verbo 
 
 
 
Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para indicar se 
o sujeito gramatical é agente ou paciente da ação. São três as 
vozes verbais: 
 
a)Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação 
expressa pelo verbo. 
 
Exemplo: 
Ele fez o trabalho. 
(sujeito agente) (ação) (objeto (paciente) 
 
b) Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a ação 
expressa pelo verbo. 
 
Exemplo: 
O trabalho foi feito por ele. 
(sujeito paciente) (ação) (agente da passiva) 
 
c) Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e 
paciente, isto é, pratica e recebe a ação. 
 
Exemplo: 
O menino feriu-se. / Eu me vi no espelho. 
 
Formação da Voz Passiva 
 
A voz passiva pode ser formada por dois processos: analítico 
e sintético. 
 
1– Voz Passiva Analítica 
 
Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + particípio do 
verbo principal. 
 
A escola será pintada. / O trabalhoé feito por ele. 
 
 
 
Exemplo: 
A casa ficou cercada de soldados. 
 
Pode acontecer ainda que o agente da passiva não esteja 
explícito na frase. 
 
Exemplo: 
A exposição será aberta amanhã. 
 
A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER), pois 
o particípio é invariável. Observe a transformação das frases 
seguintes: 
 
a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo) 
 
O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indicativo) 
b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo) 
 
O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo) 
c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente) 
 
O trabalho será feito por ele. (futuro do presente) 
 
Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume o 
mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa. 
Observe a transformação da frase seguinte: 
 
O vento ia levando as folhas. (gerúndio) 
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio) 
 
 
 
Exemplo: 
A moçaficou marcada pela doença. 
 
2– Voz Passiva Sintética 
 
A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com o 
verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE. 
 
Exemplo: 
Abriram-se as inscrições para o concurso. 
Destruiu-se o velho prédio da escola. 
 
Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva 
 
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar 
substancialmente o sentido da frase. 
 
Exemplo: 
Gutemberg inventou a imprensa - (Voz Ativa) 
Sujeito da Ativa Objeto Direto 
 
A imprensa foi inventada por Gutemberg - (Voz Passiva) 
Sujeito da Passiva Agente da Passiva 
 
Observe que oobjeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da 
ativapassará a agente da passiva e o verbo ativo assumirá a forma 
passiva, conservando o mesmo tempo. 
 
Exemplo: 
Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos. | Os alunos têm sido 
constantemente aconselhados pelos mestres. 
Eu o acompanharei. | Ele será acompanhado por mim.Exemplo: 
Prejudicaram-me. -> Fui prejudicado. 
 
Saiba que: 
 
a) Aos verbos que não são ativos nem passivos ou reflexivos, 
são chamados neutros. 
 
Exemplo: 
O vinho é bom. / Aqui chove muito. 
 
Há vernaculistas que defendem uma quarta voz: a voz 
neutra, formada predominantemente por verbos de 
ligação. Entretanto, essa voz verbal não aparece nas 
gramáticas de Evanildo Bechara, Paschoal Cegalla e 
Celso Cunha (principais gramáticos das bibliografias de 
diversos concursos). 
 
 
Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não 
haverá complemento agente na passiva. 
É menos frequente a construção da voz passiva analítica 
com outros verbos que podem eventualmente funcionar 
como auxiliares. 
O agente da passiva geralmente é acompanhado da 
preposição por, mas pode ocorrer a construção com a 
preposição de. 
Como se pode observar, a escolha do Infinitivo Flexionado é feita 
sempre que se quer enfatizar o agente (sujeito) da ação expressa 
pelo verbo. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
37 
b) Há formas passivas com sentido ativo: 
 
Exemplo: 
É chegada a hora. (= Chegou a hora.) 
Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nascido.) 
És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou) 
 
c) Inversamente, usamos formas ativas com sentido passivo: 
 
Exemplo: 
Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas) 
Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado) 
 
d) Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no 
sentido cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos de 
acordo com o contexto, logo o sujeito é paciente. 
 
Exemplo: 
Chamo-me Luís. 
Batizei-me na Igreja do Carmo. 
Operou-se de hérnia. 
Vacinaram-se contra a gripe. 
 
Observe que oobjeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da 
ativapassará a agente da passiva e o verbo ativo assumirá a forma 
passiva, conservando o mesmo tempo. 
 
Exemplo: 
Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos. | Os alunos têm sido 
constantemente aconselhados pelos mestres. 
Eu o acompanharei. | Ele será acompanhado por mim. 
 
 
 
Exemplo: 
Prejudicaram-me. -> Fui prejudicado. 
 
Saiba que: 
 
a) Aos verbos que não são ativos nem passivos ou reflexivos, 
são chamados neutros. 
 
Exemplo: 
O vinho é bom. / Aqui chove muito. 
 
Há vernaculistas que defendem uma quarta voz: a voz neutra, 
formada predominantemente por verbos de ligação. 
Entretanto, essa voz verbal não aparece nas gramáticas de 
Evanildo Bechara, Paschoal Cegalla e Celso Cunha (principais 
gramáticos das bibliografias de diversos concursos). 
 
b) Há formas passivas com sentido ativo: 
 
Exemplo: 
É chegada a hora. (= Chegou a hora.) 
Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nascido.) 
És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou) 
 
d) Inversamente, usamos formas ativas com sentido 
passivo: 
 
Exemplo: 
Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas) 
Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado) 
 
d) Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no 
sentido cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos de 
acordo com o contexto, logo o sujeito é paciente. 
 
Exemplo: 
Chamo-me Luís. 
Batizei-me na Igreja do Carmo. 
Operou-se de hérnia. 
Vacinaram-se contra a gripe. 
 
Observe que oobjeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da 
ativapassará a agente da passiva e o verbo ativo assumirá a forma 
passiva, conservando o mesmo tempo. 
 
Exemplo: 
Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos. | Os alunos têm sido 
constantemente aconselhados pelos mestres. 
Eu o acompanharei. | Ele será acompanhado por mim. 
 
 
 
a) Aos verbos que não são ativos nem passivos ou reflexivos, 
são chamados neutros. 
 
Exemplo: 
O vinho é bom. / Aqui chove muito. 
 
Há vernaculistas que defendem uma quarta voz: a voz neutra, formada predominantemente por verbos 
de ligação. Entretanto, essa voz verbal não aparece nas gramáticas de Evanildo Bechara, Paschoal 
Cegalla e Celso Cunha (principais gramáticos das bibliografias de diversos concursos). 
 
b) Há formas passivas com sentido ativo: 
 
Exemplo: 
É chegada a hora. (= Chegou a hora.) 
Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nascido.) 
És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou) 
 
c) Inversamente, usamos formas ativas com sentido passivo: 
 
Exemplo: 
Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas) 
Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado) 
 
d) Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no 
sentido cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos de 
acordo com o contexto, logo o sujeito é paciente. 
 
Exemplo: 
Chamo-me Luís. 
Batizei-me Exemplo: 
Prejudicaram-me. -> Fui prejudicado. 
 
Saiba que: 
 
na Igreja do Carmo. 
Operou-se de hérnia. 
Vacinaram-se contra a gripe. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não haverá complemento agente na passiva. 
Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não 
haverá complemento agente na passiva. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
38 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1)O verbo comprazer-se, de forma geral, é classificado como 
 
a) defectivo e só se usa nas formas nominais, ou seja, infinitivo, 
gerúndio e particípio. 
b) abundante, havendo as formas “comprazera-me e comprouve-
me”. 
c) essencialmente pronominal como pentear-se, queixar-se e 
matar-se. 
d) transitivo e só se usa com dois objetos: um direto e outro indireto. 
e) regular com conjugação completa em todos os tempos do 
modo Indicativo e Subjuntivo. 
 
2)Relacione as colunas quanto à conjugação dos verbos em destaque 
e, em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta. 
1- O garoto olhou pela janela a noite enluarada. ( ) 
futuro do pretérito do indicativo 
2- Havia tempo para mais uma conversa séria. ( ) 
futuro do subjuntivo 
3- Se buscarmos respostas, certamente as acharemos. ( ) 
pretérito perfeito do indicativo 
4-Não desistas de teus objetivos. ( ) 
pretérito imperfeito do indicativo 
5- Eu jamais imaginaria encontrá-lo outra vez. ( ) 
imperativo negativo 
 
a) 3 – 5 – 2 – 4 – 1 
b) 5 – 3 – 2 – 1 – 4 
c) 3 – 4 – 2 – 5 – 1 
d) 5 – 3 – 1 – 2 – 4 
 
3)Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. 
Tu ________ por caminhos tortuosos. Agora, apesar de 
cansado, __________ a sabedoria tão __________; ________, 
pois, em nós, os teus conhecimentos! 
 
a) viestes – possuís – ansiada – asperge 
b) vieste – possui – ansiada – aspirja 
c) viestes – possuis – anciada – aspirja 
d) vieste – possuis – ansiada – asperge 
e) viestes – possuís – ansiada – aspirja 
 
4)Leia:“Por longos anos, o pobre homem tinha se abstido da 
felicidade. Agora ela estava tão escancaradamente próxima! 
Saberia aceitá-la?” 
Assinale a alternativa que não corresponde à expressão verbal 
em destaque. 
 
a) O pronome se liga-se ao verbo ter; a forma abstido não se 
conjuga como pronominal. 
b) Apresenta forma nominal que compõe tempo composto. 
c) Abstido é verbo principal da conjugação composta. 
d) A forma do particípio deriva do verbo ter. 
 
5)“Aceitemos o labéu, e corrompamos de cabeça erguida o 
idioma luso, na certeza de estarmos a elaborar obra magnífica.” 
(Monteiro Lobato, “A Língua Brasileira”) 
Passando os verbos, acima sublinhados, para a 2ª pessoa do 
plural e mantendo o mesmo modo, tempo ou forma nominal, a 
alternativa correta é: 
 
a) aceitais, corrompais, estarvos 
b) aceite, corrompa, estáreis 
c) aceitai, corrompa, estarde 
d) aceites, corrompeis, estais 
e) aceitai, corrompei, estardes 
 
6)Observe: “Os policiais investigaram uma tentativa de 
sequestro e, antes que ocorresse o fato, não se demoraram 
em questõesburocráticas: anteciparam a prisão dos suspeitos.” 
Substituindo-se os verbos destacados, respectivamente, por 
supor, advir e deter, e mantendo o mesmo tempo e modo 
verbais, obtêm-se, corretamente, 
 
a) suporam – advisse – deteram. 
b) suporam – advisse – detiveram. 
c) supuseram – adviesse – deteram. 
d) supuseram – adviesse – detiveram. 
 
7)Classifique os verbos da estrofe abaixo em regulares ou 
irregulares e assinale a sequência correta. 
“ Cavaleiro das armas escuras, 
Onde vais pelas terras impuras? 
Com a espada sanguenta na mão? 
Por que brilham teus olhos ardentes 
E gemidos nos lábios frementes 
Vertem fogo do teu coração?” 
 
a) regular - irregular - irregular 
b) irregular - regular - irregular 
c) irregular - regular - regular 
d) regular - irregular – regular 
 
8) Em “Embarcaremos amanhã, então, vimos dizer-lhe adeus, 
hoje.”, a alternativa que classifica corretamente a conjugação 
modo-temporal do verbo destacado no fragmento é 
 
a) Pretérito Perfeito do Indicativo 
b) Futuro do Presente do indicativo 
c) Presente do Indicativo 
d) Imperativo Afirmativo 
e) Pretérito Imperfeito do Indicativo 
 
9) Em “A casa não erarica nem alegre, mas já tiveradias de 
glória quando a frequentavam os barões do café.” os verbos 
destacados estão conjugados no modo indicativo, 
respectivamente, no pretérito 
 
a) imperfeito e imperfeito. 
b) perfeito e mais-que-perfeito. 
c) imperfeito e mais-que-perfeito. 
d) mais-que-perfeito e imperfeito. 
 
10)Quanto à conjugação dos verbos destacados nas frases 
abaixo, coloque C (certo) ou E (errado) e, a seguir, assinale 
aalternativa com a sequência correta. 
( ) A guerra no Oriente não terá trégua se as partes 
interessadas na questão manterem sua posição radical. 
( ) Aqueles que revirem seus planos de vida estarão sendo 
inteligentes e maleáveis. 
( ) O choque entre pais e filhos adolescentes adviramde 
traumas da infância . 
 
a) E, C, E 
b) E, E, C 
c) C, C, E 
d) C, E, C 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO: 
1.B 2.D 3.D 4.A 5.E 6.D 7.C 8.C 9.C 10.A 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
39 
 
Definição 
 
Palavra que, relacionada ao verbo, ao adjetivo ou mesmo a 
outro advérbio, modifica as circunstâncias de modo, tempo, 
instrumento, origem, intensidade, lugar etc. 
 
 
Compare estes exemplos: 
 
 O ônibus chegou. / O ônibus chegou ontem. (A palavra 
ontem acrescentou ao verbo chegou uma circunstância de 
tempo: ontem é um advérbio.) 
 Marcelo jogou bem. / Marcelo jogou muito bem. (A palavra 
muito intensificou o sentido do advérbio bem: muito, aqui, é 
um advérbio.) 
 A criança é linda. / A criança é muito linda. (A palavra muito 
intensificou a qualidade contida no adjetivo linda: muito, nessa 
frase, é um advérbio.) 
 
Às vezes, um advérbio pode se referir a uma oração inteira; 
nessa situação, normalmente transmitem a avaliação de quem 
fala ou escreve sobre o conteúdo da oração. 
 
Exemplo: 
Lamentavelmente, asprovidências tomadas foram infrutíferas. 
 
Quando modifica um verbo, o advérbio pode acrescentar várias 
ideias, tais como: 
 
 Tempo: Ela chegou tarde. 
 Lugar: Ele mora aqui. 
 Modo: Eles agiram mal. 
 Negação: Ela não saiu de casa. 
 Dúvida: Talvez ele volte. 
 
Quando modifica um adjetivo, o advérbio acrescenta a ideia de 
intensidade. 
 
Exemplo: 
O filme era muito bom. 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
Advérbio é uma palavra invariável que modifica o sentido do 
verbo, do adjetivo e do próprio advérbio. 
 
Flexão do Advérbio 
 
Outra característica dos advérbios se refere a sua organização 
morfológica. Os advérbios são palavras invariáveis, isto é, não 
apresentam variação em gênero e número. Alguns advérbios, 
porém, admitem a variação em grau. Observe: 
 
Grau Comparativo 
 
Forma-se o comparativo do advérbio do mesmo modo que o 
comparativo do adjetivo: 
 
De igualdade: tão + advérbio + quanto (como) 
 
Exemplo: 
Renato fala tãoaltoquanto João. 
 
De inferioridade: menos + advérbio + que (do que) 
 
Exemplo: 
Renato fala menosaltodo que João. 
 
De superioridade 
 
a) Analítico: mais + advérbio + que (do que) 
 
Exemplo: 
Renato fala maisaltodo que João. 
 
b) Sintético: melhor ou pior que (do que) 
 
Exemplo: 
Renato fala melhorque João. 
 
Grau Superlativo 
 
a) Analítico: acompanhado de outro advérbio. 
 
Exemplo: 
Renato fala muito alto. (muito = advérbio de intensidade / 
alto = advérbio de modo) 
 
b) Sintético: formado com sufixos. 
 
Exemplo: 
Renato fala altíssimo. 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
As formas diminutivas (cedinho, pertinho, etc.) são comuns na 
língua popular. Observe: 
Maria mora pertinho daqui. (muito perto) 
A criança levantou cedinho. (muito cedo) 
 
Classificação dos Advérbios 
 
De acordo com a circunstância que exprime, o advérbio pode ser de: 
 
 Lugar:aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, 
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, 
aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, 
afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a 
distância, à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, 
à esquerda, ao lado, em volta. 
 Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, amanhã, 
cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes, doravante, 
nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, afinal, 
amiúde, breve, constantemente, entrementes, imediatamente, 
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à 
tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de 
quando em quando, a qualquer momento, de tempos em 
tempos, em breve, hoje em dia. 
 Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa, acinte, 
debalde, devagar, às pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, 
às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, 
em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão e a maior 
parte dos que terminam em "-mente": calmamente, tristemente 
propositadamente, pacientemente, amorosamente, docemente, 
escandalosamente, bondosamente, generosamente etc. 
 Afirmação:sim, certamente, realmente, decerto, efetivamente, 
certo, decididamente, realmente, deveras, indubitavelmente. 
 Negação:não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de forma 
nenhuma, tampouco, de jeito nenhum 
 Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, 
quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe. 
 Intensidade:muito, demais, pouco, tão, menos, em excesso, 
bastante, mais, menos, demasiado, quanto, quão, tanto, assaz, 
que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de muito, por 
completo, extremamente, intensamente, grandemente, bem (quando 
aplicado a propriedades graduáveis). 
 Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, 
simplesmente, só, unicamente Por exemplo: Brando, o vento 
apenas move a copa das árvores. 
 Inclusão: ainda, até, mesmo, inclusivamente, também. 
 Ordem: depois, primeiramente, ultimamente. 
 
Saiba que: 
 
Para se exprimir o limite de possibilidade, antepõe-se ao 
advérbio o mais ou o menos. 
 
Exemplo: 
Ficarei o mais longe que puder daquele garoto. Voltarei o 
menos tarde possível. 
 
Quando ocorrem dois ou mais advérbios em -mente, em geral 
sufixamos apenas o último: 
 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
40 
Exemplo: 
O aluno respondeu calma e respeitosamente. 
 
N O T A 
Distinção entre Advérbio e Pronome Indefinido 
Há palavras como muito, bastante, etc. que podem aparecer 
como advérbio e como pronome indefinido. 
Advérbio: refere-se a um verbo, adjetivo, ou a outro 
advérbio e não sofre flexões. 
Exemplo: 
Eu corri muito. 
Pronome Indefinido: relaciona-se a um substantivo e sofre 
flexões. 
Exemplo: 
Eu corri muitos quilômetros.Advérbios Interrogativos 
 
São as palavras: onde? aonde? donde? quando? como? por 
que? nas interrogações diretas ou indiretas, referentes às 
circunstâncias de lugar, tempo, modo e causa. 
 
Interrogação Direta Interrogação Indireta 
Como aprendeu? Perguntei como aprendeu. 
Onde mora? Indaguei onde morava. 
Por que choras? Não sei por que riem. 
Aonde vai? Perguntei aonde ia. 
Donde vens? Pergunto donde vens. 
Quando voltas? Pergunto quando voltas. 
 
Locução Adverbial 
 
Quando há duas ou mais palavras que exercem função de advérbio, 
temos a locução adverbial, que pode expressar as mesmas noções 
dos advérbios. Iniciam ordinariamente por uma preposição. Veja: 
 
 lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, para dentro, 
por aqui etc. 
 afirmação: por certo, sem dúvida, etc. 
 modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão, em geral, 
frente a frente etc. 
 tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde, hoje em 
dia, nunca mais etc. 
 
Relação de Algumas Locuções Adverbiais 
 
às vezes às claras às cegas 
à esquerda à direita à distância 
ao lado ao fundo ao longo 
a cavalo a pé às pressas 
ao vivo a esmo à toa 
de repente de súbito de vez em quando 
por fora por dentro por perto 
por trás por ali por ora 
com certeza sem dúvida de propósito 
lado a lado passo a passo o mais das vezes 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
Tanto a locução adverbial como o advérbio modificam o 
verbo, o adjetivo e outro advérbio. 
Exemplos: 
Chegou muito cedo. (advérbio) 
Joana é muito bela. (adjetivo) 
De repente correram para a rua. (verbo) 
 
A T E N Ç Ã O 
Não confunda locução adverbial com a locução prepositiva. 
Nesta última, a preposição vem sempre depois do advérbio ou 
da locução adverbial.. 
Exemplos: 
Perto de, antes de, dentro de etc. 
 
Palavras e Locuções Denotativas 
 
São palavras que, embora, em alguns aspectos (ser invariável, por 
exemplo), assemelhem-se a advérbios, não possuem, segundo a 
Nomenclatura Gramatical Brasileira, classificação especial. Do ponto de 
vista sintático, são expletivas, isto é, não assumem nenhuma função; do 
ponto de vista morfológico, são invariáveis (muitas delas vindas de 
outras classes gramaticais); do ponto de vista semântico, são 
inegavelmente importantes no contexto em que se encontram (daí seu 
nome). Classificam-se em função da ideia que expressam: 
 
 Adição: ainda, além disso, etc. 
 
Exemplo: 
Comeu tudo e ainda repetiu. 
 
 Afastamento: embora 
 
Exemplo: 
Foi embora daqui. 
 
 Afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente 
 
Exemplo: 
Ainda bem que passei de ano 
 
 Aproximação: quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de etc. 
 
Exemplo: 
Ela quase revelou o segredo. 
 
 Designação: eis 
 
Exemplo: 
Eis nosso carro novo. 
 
 Exclusão: apesar, somente, só, salvo, unicamente, exclusive, 
exceto, senão, sequer, apenas, etc. 
 
Exemplo: 
Não me descontou sequer um real. 
 
 Explicação: isto é, por exemplo, a saber, etc. 
 
Exemplo: 
Li vários livros, a saber, os clássicos. 
 
 Inclusão: até, ainda, além disso, também, inclusive, etc. 
 
Exemplo: 
Eu também vou viajar. 
 
 Limitação: só, somente, unicamente, apenas, etc. 
 
Exemplo: 
Só ele veio à festa. 
 
 Realce: é que, cá, lá, não, mas, é porque, etc. 
 
Exemplos: 
E você lá sabe essa questão? 
O que não diria essa senhora se soubesse que já fui famoso. 
 
 Retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes, etc. 
 
Exemplo: 
Somos três, ou melhor, quatro. 
 
 Situação: então, mas, se, agora, afinal, etc. 
 
Exemplo: 
Mas quem foi que fez isso? 
 
 
 
 
 
N O T A 
As palavras denotativas frequentemente ocorrem em frases e 
textos diretamente envolvidos com as estratégias argumentativas. 
Por esta razão, fique atento para o papel de palavras como até, 
aliás, também, etc. e para os efeitos de sentido que produzem nas 
situações efetivas de interlocução. Podem ser difíceis de classificar, 
mas isso não impede que sejam importantes e necessárias. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
41 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1) Não há advérbio ou locução adverbial em: 
 
a) “Esta página, imaginamo-la profundamente emocionante e 
trágica.” 
b) “Eu vou tirar você de mim/ Assim que descobrir/ Com 
quantos nãos se faz um sim.” 
c) “...Sua feição era triste, distante... mas essa feição nunca me 
pareceu tão distinta, tão altiva.” 
d) “A raça humana risca, rabisca, pinta/ A tinta, a lápis, carvão 
ou giz/ O rosto da saudade/ que traz do gênesis.” 
 
2)Marque a alternativa em que a classificação do advérbio em 
destaque está incorreta. 
 
a) “Provavelmente sinhá Vitória não estava regulando.” (dúvida) 
b) “Os bons vi sempre passar/No mundo graves tormentos” (tempo) 
c) “Os rios que correm aqui / têm água vitalícia.” (lugar) 
d) “Declarei muito verdadeiro e grande o amor que eu tinha a 
ela.” (modo) 
 
3)Leia: “A bela moça estava na rodoviária, num dia claro de 
verão, encostada em uma grade. Vestia uma saia azul e blusa 
branca e tinha no pescoço uma gargantilha preta. Segurava um 
livro velho e amarelado. Era uma figura misteriosa.” 
No texto acima, há quatro locuções adverbiais. Assinale a 
alternativa que apresenta, correta e respectivamente, as 
circunstâncias que essas locuções expressam. 
 
a) lugar, tempo, lugar, lugar. 
b) lugar, lugar, lugar, tempo. 
c) tempo, lugar, tempo, lugar. 
d) tempo, tempo, lugar, tempo. 
 
4)Leia a frase abaixo e assinale a alternativa que traduz, 
na sequência em que aparecem, as circunstâncias 
grifadas. 
“Num átimo, cessou de todo o ruído das vozes e ele entrou a 
falar à vontade, calma e decididamente.” 
 
a) tempo - intensidade - modo - modo - modo 
b) modo - inclusão - explanação - modo - modo 
c) tempo - intensidade - intensidade - modo - modo 
d) modo - intensidade - intensidade - modo - modo 
e) realce - intensidade - modo - afetividade – modo 
 
5)Leia: 
Alma minha gentil, que te partiste 
Tão cedo desta vida descontente 
Repousa lá no Céu eternamente, 
E viva eu cá na terra sempre triste 
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação incorreta 
sobre os termos destacados no texto. 
 
a) O advérbio cedo exprime o mesmo tipo de circunstância que 
os advérbios eternamente e sempre. 
b) lá e triste são advérbios: o primeiro exprime circunstância de 
lugar, e o segundo, de modo. 
c) tão é um advérbio de intensidade que está modificando o 
advérbio de tempo cedo. 
d) lá e cá são advérbios que exprimem circunstância de lugar. 
 
6)Em qual frase a palavra destacada classifica-se em advérbio? 
 
a) Os professores leram bastantes livros. 
b) A enfermeira permaneceu triste durante a cirurgia. 
c) O amanhã preocupa as pessoas inseguras. 
d) Decerto os detectores de metais dos aeroportos vão apitar. 
 
7)Observe: 
“Vou tirar do dicionário 
A palavra você 
Vou trocá-la em miúdos 
Mudar meu vocabulário 
E no seu lugar 
Vou colocar outro absurdo...” 
As locuções adverbiais, nos versos acima, totalizam-se em: 
 
a) uma 
b) duas 
c) três 
d) quatro 
 
8)Assinale a alternativa que apresenta duas locuções adverbiais 
presentes no texto: “De manhã, no bosque, certamente 
escondidos, os assaltantes apareciam de repente assustando as 
pessoas indefesas que caminhavam em silêncio.” 
 
a) De manhã, certamente 
b) certamente, no bosque 
c) de repente, em silêncio 
d) escondidos, indefesas 
 
9)Considerando C (Certo) ou E (Errado), assinale a alternativa 
que contém a sequência correta com relação à classificação 
dada aos advérbios e locuções adverbiais destacados no texto 
abaixo. 
“E tendo-se assegurado de que sozinho estava mesmo ali 
(lugar), na tarde daquele dia (tempo), e assim (intensidade), 
fora da vista da filha, envenenou o pote de cauim, depois 
(dúvida) de látirar uma quantidade para beber.” 
 
a) C – C – E – E 
b) C – E – C – E 
c) E – C – E – C 
d) E – E – C – C 
 
10) Assinale a alternativa em que a palavra em destaque 
classifica-se como advérbio de modo. 
 
a) Provavelmente estarei aqui amanhã. 
b) Andou depressa, para não se atrasar. 
c) Nunca serei desonesta! 
d) Seguramente, todos irão à sua festa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO: 
1.B 2.D 3.A 4.A 5.B 6.D 7.C 8.C 9.A 10.B 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
42 
 
Definição 
 
Palavra variável que se refere ao substantivo ou o substitui. 
(Ver: Pessoas do discurso) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele se 
refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de alguma 
forma. 
 
Exemplo: 
A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos! 
[substituição do nome] 
A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita! 
[referência ao nome] 
Essa moça morava nos meus sonhos! [qualificação do nome] 
 
Grande parte dos pronomes não possui significados fixos, isto é, 
essas palavras só adquirem significação dentro de um contexto, o 
qual nos permite recuperar a referência exata daquilo que está sendo 
colocado por meio dos pronomes no ato da comunicação. Com 
exceção dos pronomes interrogativos e indefinidos, os demais 
pronomes têm por função principal apontar para as pessoas do 
discurso ou a elas se relacionar, indicando-lhes sua situação no 
tempo ou no espaço. Em virtude dessa característica, os pronomes 
apresentam uma forma específica para cada pessoa do discurso. 
 
Exemplo: 
Minha carteira estava vazia, quando eu fui assaltada. [minha/eu: 
pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala] 
Tua carteira estava vazia, quando você foi assaltada? [tua/você: 
pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala] 
A carteira dela estava vazia, quando ela foi assaltada. [dela/ela: 
pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala] 
 
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras variáveis 
em gênero (masculino ou feminino) e em número (singular ou 
plural). Assim, espera-se que a referência através do pronome 
seja coerente em termos de gênero e número (fenômeno da 
concordância) com o seu objeto, mesmo quando este se 
apresenta ausente no enunciado. 
 
Existem seis tipos de pronomes: Pessoais, Possessivos, 
Demonstrativos, Indefinidos, Relativos e Interrogativos. 
 
Pronomes Pessoais 
 
Denotam as pessoas do discurso – 1ª quem fala, 2ª com quem se 
fala e 3ª de quem se fala – ou uma forma nominal anteriormente 
expressa. Quando à função, são considerados RETOS os pronomes 
pessoais que funcionam como sujeito da oração, e OBLÍQUOS os que 
exercem papel de objeto – direto ou indireto –, adjunto adnominal ou 
complemento nominal. Quando à tonicidade, podem ser átonos ou 
tônicos. 
 
 
Formas dos 
Pronomes 
Pessoais 
Pronome
s 
Pessoais 
Retos 
Pronomes Pessoais 
Oblíquos 
Átonos Tônicos 
 
Singula
r 
1ª 
Pessoa 
eu me mim, comigo 
2ª 
Pessoa 
tu te ti, contigo 
3ª 
Pessoa 
ele, ela o, a, lhe ele, ela 
 
Plural 
1ª 
Pessoa 
nós nos nós, conosco 
2ª 
Pessoa 
vós vos vós, 
convosco 
3ª 
Pessoa 
eles, elas os, as, 
lhes 
eles, elas 
 
Os pronomes retos não costumam ser usados como complementos 
verbais na língua-padrão. Frases como "Vi ele na rua”, "Encontrei ela 
na praça", "Trouxeram eu até aqui", comuns na língua oral cotidiana, 
devem ser evitadas na língua formal escrita ou falada. Na língua 
formal, devem ser usados os pronomes oblíquos correspondentes: 
"Vi-o na rua", "Encontrei-a na praça", "Trouxeram-me até aqui". 
 
Pronome Oblíquo Átono 
 
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são 
precedidos de preposição. 
Possuem acentuação tônica fraca. 
 
Exemplo: 
Ele me deu um presente. 
 
Saiba que: 
 
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se 
com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como 
mo, mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-
lo, no-los, no-la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. 
Observe o uso dessas formas nos exemplos que seguem: 
 
– Trouxeste o pacote? – Não contaram a novidade 
a vocês? 
– Sim, entreguei-lo ainda há 
pouco. 
– Não, não no-la contaram. 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
O lhe é o único pronome oblíquo átono que já se 
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união 
entre o pronome o ou a e preposiçãoa ou para. Por 
acompanhar diretamente uma preposição, o pronome lhe 
exerce sempre a função de objeto indireto na oração. 
 
No português do Brasil, essas combinações não são usadas; até 
mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro. 
 
Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois de 
certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z, -s 
ou -r, o pronome assume a forma lo, los, laoulas, ao mesmo 
tempo que a terminação verbal é suprimida. 
 
 
Unidade 2 - Morforlogia - classe das palavras
Capítulo 6 - pronomes
 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
43 
Exemplo: 
fiz + o = fi-lo 
fazeis + o = fazei-lo 
dizer + a = dizê-la 
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume as 
formas no, nos, na, nas. 
 
Exemplo: 
viram + o: viram-no 
repõe + os = repõe-nos 
retém + a: retém-na 
tem + as = tem-nas 
 
Pronome Oblíquo Tônico 
 
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidospor 
preposições, em geral as preposições a, para, de e com. 
Possuem acentuação tônica forte. 
 
Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico são a 
primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais 
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto. 
 
As preposições essenciais introduzem sempre pronomes 
pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos 
contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os 
pronomes costumam ser usados desta forma: 
 
Exemplos: 
Não há mais nada entre mim e ti. 
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela. 
 
Não há nenhuma acusação contra mim. 
Não vá sem mim. 
 
Há construções em que a preposição, apesar de surgir 
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração 
cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter 
sujeito expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser 
do caso reto. 
Exemplo: 
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar. / Não vá 
sem eu mandar. 
 
A combinação da preposição "com" e alguns pronomes originou 
as formas especiais comigo, contigo, consigo, conosco e 
convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos frequentemente 
exercem a função de adjunto adverbial de companhia. 
 
Exemplo: 
Ele carregava o documento consigo. 
 
As formas "conosco" e "convosco" são substituídas por "com 
nós" e "com vós" quando os pronomes pessoais são 
reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios, 
todos, ambos ou algum numeral. 
 
Exemplo: 
Você terá de viajar com nós todos. 
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias. 
Ele disse que iria com nós três. 
 
Pronome Reflexivo 
 
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem como 
objeto direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração. 
Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo 
verbo. 
 
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado: 
 
Pronomes Reflexivos 
 Singular Plural 
1ª pessoa me; mim nos 
2ª pessoa te; ti vos 
3ª pessoa se; si; consigo se, si, consigo 
 
Pronomes de Tratamento 
 
Denominam-se pronomes de tratamento certas palavras e 
locuções que valem por verdadeiros pronomes pessoais. Embora 
designem a pessoa a quem se fala (isto é, a 2ª) esses pronomes 
levam o verbo para a 3ª pessoa. 
 
Abreviatura TratamentoUsado para 
V.A. Vossa Alteza Príncipes, arquiduques, 
duques 
V.Em.a Vossa Eminência Cardeais 
V.Ex.a Vossa Excelência Altas autoridades do 
governo e oficiais 
generais das forças 
armadas 
V.Mag a Vossa 
Magnificência 
Reitores de universidades 
V.M. 
V.M.I 
Vossa Majestade 
Vossa Majestade 
Imperial 
Reis ou imperadores 
Imperadores 
V.Ex.aRev.a Vossa Excelência 
Reverendíssima 
Bispos e arcebispos 
V.P. Vossa Paternidade Abades, superiores de 
conventos 
V.Rev.a 
V.Rev.ma 
Vossa Reverência 
ou 
Vossa 
Reverendíssima 
Sacerdotes 
V.S. Vossa Santidade Papa 
Sr./Sr.a Senhor/Senhora Tratamento de respeito 
Sr.ta Senhorita Mulheres solteiras 
V.S Vossa Senhoria Funcionário públicos 
graduados, oficiais até 
coronel, pessoas de 
cerimônia, formalidade na 
linguagem escrita. 
 
Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, 
vocês. "O senhor" e "a senhora" são empregados no tratamento 
cerimonioso; "você" e "vocês", no tratamento familiar. Você e vocês 
sãolargamente empregados no português do Brasil; em algumas regiões, 
a forma tu é de uso frequente, em outras, é muito pouco empregada. Já 
a forma vós tem uso restrito à linguagem litúrgica, formal ou literária. 
 
a) Vossa Excelência X Sua Excelência : os pronomes de 
tratamento que possuem "Vossa (s)" são empregados em 
relação à pessoa com quem falamos. O uso de “sua” excelência 
é usado para referir-se a terceiros. 
 
Exemplo: 
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este 
encontro. 
Emprega-se "Sua (s)" quando se fala a respeito da pessoa. 
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o 
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade. 
 
b) Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou nos 
dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do texto, a 
pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, por 
exemplo, se começamos a chamar alguém de "você", não 
poderemos usar "te" ou "teu". O uso correto exigirá, ainda, 
verbo na terceira pessoa. 
 
Exemplo: 
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus 
cabelos. (errado) 
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus 
cabelos. (correto) 
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus 
cabelos. (correto) 
 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
44 
Pronomes Possessivos 
 
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical (possuidor), 
acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa possuída). 
 
Exemplo: 
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular) 
 
Observe o quadro: 
 
Pronomes Possessivos 
 Singular Plural 
1ª pessoa meu(s); 
minha(s) 
nosso(s); 
nossa(s) 
2ª pessoa teu(s); tua(s) vosso(s); 
vossa(s) 
3ª pessoa seu(s); sua(s) seu(s); sua(s) 
 
Note que: 
 
A forma do possessivo depende da pessoa gramatical a que se 
refere; o gênero e o número concordam com o objeto possuído. 
 
Exemplo: 
Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento 
difícil. 
 
Observações: 
 
1 – A forma seu não é um possessivo quando resultar da 
alteração fonética da palavra senhor. 
 
Exemplo: 
– Muito obrigado, seu José. 
 
2 – Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse. 
Podem ter outros empregos, como: 
 
a) indicar afetividade. 
 
Exemplo: 
– Não faça isso, minha filha. 
 
b) indicar cálculo aproximado. 
 
Exemplo: 
Ele já deve ter seus 40 anos. 
 
c) atribuir valor indefinido ao substantivo. 
 
Exemplo: 
Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela. 
 
3 – Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o 
pronome possessivo fica na 3ª pessoa. 
 
Exemplo: 
Vossa Excelência trouxe sua mensagem? 
 
4 – Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo 
concorda com o mais próximo. 
 
Exemplo: 
Trouxe-me seus livros e anotações. 
 
5 – Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos 
átonos assumem valor de possessivo. 
 
Exemplo: 
Vou seguir lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.) 
 
 
Pronomes Demonstrativos 
 
Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a posição 
de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto. Essa 
relação pode ocorrer em termos de espaço, tempo ou discurso. 
 
VARIÁVEIS (pronomes substantivos ou 
adjetivos) 
INVARIÁVEIS 
(sempre 
pronomes 
substantivos) 
Masculino Feminino 
este estes Esta estas isto 
esse esses Essa essas isso 
aquele aqueles aquela aquelas aquilo 
 
No espaço: 
 
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro 
está perto da pessoa que fala. 
 
Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o carro está 
perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que fala. 
 
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro 
está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo. 
 
 
 
Exemplos: 
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar informações 
sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade destinatária). 
 
Reafirmamos a disposição desta universidade em participar no 
próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que envia a 
mensagem). 
 
No tempo: 
 
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este refere-se 
ao ano presente. 
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse refere-se a 
um passado próximo. 
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se 
referindo a um passado distante. 
 
Também aparecem como pronomes demonstrativos: 
 
O (s), a (s): quando estiverem antecedendo o que e puderem 
ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo. 
 
Exemplo: 
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.) 
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que te 
indiquei.) 
 
 Mesmo (s), mesma (s): 
 
Exemplo: 
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem. 
 
 Próprio (s), Própria (s): 
 
Exemplo: 
Os próprios alunos resolveram o problema. 
 
 Semelhante(s): 
 
Exemplo: 
Não compre semelhante livro. 
 
 Tal, tais: 
 
Exemplo: 
Talera a solução para o problema. 
 
 
Em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto por meio 
de correspondência, que é uma modalidade escrita de fala), 
são particularmente importantes o este e o esse – o 
primeiro localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, 
em relação ao destinatário. Trocá-los pode causar 
ambiguidade. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
45 
Note que: 
 
a) Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em construções 
redundantes, com finalidade expressiva, para salientar algum termo 
anterior. 
 
Exemplo: 
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso. 
Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte! 
 
b) O pronome demonstrativo neutro o pode representar um termo 
ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que aparece, 
geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto. 
 
Exemplo: 
O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam. 
 
c) Para evitar a repetição de um verbo anteriormente expresso, é 
comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer, chamado, então, 
verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes de). 
 
Exemplo: 
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse. 
 
Diz-se corretamente: 
 
Não sei que fazer. Ou: Não sei o que fazer. 
 
Mas: 
 
Tenho muito que fazer. (E não: Tenho muito o que fazer.) 
 
d) Em frases como a seguinte, este refere-se à pessoa mencionada 
em último lugar, aquele, à mencionada em primeiro lugar. 
 
Exemplo: 
O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos: aquele 
casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado.] 
 
e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica. 
 
Exemplo: 
A menina foi a talque ameaçou o professor? 
 
f) Pode ocorrer a contraçãodas preposições a, de, em com 
pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, disso, 
nisso, no, etc. 
 
Exemplo: 
Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo) 
 
Pronomes Indefinidos 
 
São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso, dando-lhe 
sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade indeterminada. 
 
Pronomes indefinidos 
Masculino Feminino Invariáveis 
algum – alguns alguma – alguns alguém 
nenhum – nenhuns nenhuma – nenhuns ninguém 
todo – todos toda – todas tudo 
outro – outros outra – outras outrem 
muito – muitos muita – muitas nada 
pouco – poucos pouca – poucas cada 
certo – certos certa – certas algo 
vário – vários vária – várias 
tanto – tantos tanta – tantas 
quanto – quantos quanta – quantas 
qualquer – 
quaisquer 
qualquer – quaisquer 
 
Exemplo: 
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-plantadas. 
 
Não é difícil perceber que "alguém" indica uma pessoa de 
quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma 
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano 
que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou 
não se quer revelar. Classificam-se em: 
 
São locuções pronominais indefinidas: 
 
cada qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que), quem 
quer (que), seja quem for, seja qual for, todo aquele (que), tal 
qual (=certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, uma ou 
outra etc. 
 
Exemplo: 
Cada um escolheu o vinho desejado. 
 
Pronomes Relativos 
 
São pronomes relativos aqueles que representam nomes já 
mencionados anteriormente e com os quais se relacionam. 
Introduzem as orações subordinadas adjetivas. 
 
Exemplo: 
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um 
grupo racial sobre outros. 
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = 
oração subordinada adjetiva). 
 
O pronome relativo "que" refere-se à palavra "sistema" e 
introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra 
"sistema" é antecedente do pronome relativo que. 
 
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome 
demonstrativo o, a, os, as. 
 
Exemplo: 
Não sei o que você está querendo dizer. 
 
Observe o quadro abaixo: 
 
Pronomes Relativos 
Variáveis 
Invariáveis 
Masculino Feminino 
o qual 
cujo 
quanto 
os quais 
cujos 
quantos 
a qual 
cuja 
quanta 
as quais 
cujas 
quantas 
Quem 
que 
onde 
 
Note que: 
 
a) O pronome que é o relativo de mais largo emprego, sendo 
por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído por o qual, 
a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for um 
substantivo. 
 
Exemplo: 
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção.(= o qual) 
A cantora que acabou de se apresentar é péssima.(= a qual) 
 
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (=os quais) 
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais) 
 
b)O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente 
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para 
verificar se palavras como "que", "quem", "onde" (que podem 
ter várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são 
usados com referência a pessoa ou coisa por motivo de clareza 
ou depois de determinadas preposições: 
 
Exemplo: 
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual me 
deixou encantado. (O uso de que neste caso geraria 
ambiguidade.) 
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvidas? (Não 
se poderia usar que depois de sobre.) 
 
c) O relativo "que" às vezes equivale a o que, coisa que, e se 
refere a uma oração. 
 
Exemplo: 
Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a sua 
vocação natural. 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
46 
d) O pronome "cujo" não concorda com o seu antecedente, mas 
com o consequente. Traz noção de posse, na qual o antecedente é o 
agente possuidor e o consequente é o objeto possuído. 
 
Exemplo:Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas. 
(antecedente) (consequente) 
 
 
e)"Quanto" é pronome relativo quando tem por antecedente um 
pronome indefinido: tanto(ou variações) e tudo: 
 
Exemplo:Emprestei tantos quantos foram necessários. 
 (antecedente) 
 
Exemplo: Ele feztudo quanto havia falado. 
(antecedente) 
 
f) O pronome "quem" refere-se a pessoas e vem sempre precedido 
de preposição. 
 
Exemplo:É um professor a quem muito devemos. 
 (preposição) 
 
g) "Onde", como pronome relativo, sempre possui antecedente e só 
pode ser utilizado na indicação de lugar. 
 
Exemplo: 
A casa onde morava foi assaltada. 
 
h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em que. 
 
Exemplo: 
Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no exterior. 
 
i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras: 
 
 como (= pelo qual) 
Exemplo: 
Não me parece correto o modo como você agiu semana passada. 
 
 quando (= em que) 
Exemplo: 
Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame. 
 
j) Os pronomes relativos permitem reunir duas orações numa só 
frase. 
 
Exemplo: 
O futebol é um esporte. 
O povo gosta muito deste esporte. 
 
O futebol é um esportede que o povo gosta muito. 
 
k) Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode ocorrer 
a elipse do relativo que. 
 
Exemplo: 
A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria, (que) 
fumava. 
 
 
 
Pronomes Interrogativos 
 
São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas ou 
indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem-se à 3ª 
pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes interrogativos: 
que, quem, qual (e variações), quanto (e variações). 
 
Exemplo: 
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço. 
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas preferes. 
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos 
passageiros desembarcaram. 
 
Pronomes Substantivos e Pronomes Adjetivos 
 
Pronomes Substantivos são aqueles que substituem um 
substantivo ao qual se referem. 
 
Exemplo: 
Nem tudo está perdido. (Nem todos os bens estão perdidos.) 
Aquilo me deixou alegre. 
 
 
 
Pronomes Adjetivossão aqueles que acompanham o substantivo 
com o qual se relacionam, juntando-lhe uma característica. 
 
Exemplo: 
Este moço é meu irmão. 
Alguma coisa me deixou alegre. 
 
 
 
Exemplo: 
Muita gente não me entende. (muita = pronome adjetivo 
indefinido). 
Trouxe o meu ingresso e o teu. ( meu = pronome adjetivo 
possessivo / teu = pronome substantivo possessivo).
 
 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1)Assinale a alternativa em que o pronome relativo foi 
corretamente empregado. 
 
a) Os monitores são peças fundamentais das pesquisas com as 
quais eu colaboro. 
b) Os monitores são peças fundamentais das pesquisas de que 
eu colaboro. 
c) Os monitores são peças fundamentais das pesquisas que eu 
colaboro. 
d) Os monitores são peças fundamentais cujas pesquisas eu 
colaboro. 
 
2)Assinale a alternativa em que o pronome lhe apresenta a 
mesma ideia que no período a seguir: “Em vão o jardineiro 
tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-
se contra a luz (...)” 
 
a) Tudo lhe era indiferente. 
b) Ao amigo não lhe nego ajuda. 
c) A jovem namorada arrancou-lhe o coração. 
d) Aconteceu-lhe um infortúnio. 
e) Roberto não lhe contou a alegria por que passou. 
 
3) O pronome indefinido está em destaque em: 
 
a) “Todos aguardavam sua chegada. E eis! Menos jovial que a 
imagem congelada na lembrança.” 
b) “Com a lupa em punho, levei um susto: então essa era a cara 
de um inseto debaixo da lente?” 
c) “A moça para quem entregaria seu coração passara por ele 
reluzente; tanta beleza deixava-o tonteado.” 
d) “Inclino a cabeça para o segredo que ela vai mecontar; sou 
invadida por sentimentos... Alguns são leves; outros, difíceis!” 
 
 
A classificação dos pronomes em substantivos ou adjetivos 
não exclui sua classificação específica. 
Ao assumir para si as características do nome que substitui, o 
pronome seguirá todas as demais concordâncias (gênero – 
número – pessoa do discurso – marca de sujeito inanimado – 
marca de situação no espaço). 
IMPORTÂNCIA NADA RELATIVA 
Não é difícil perceber que os pronomes relativos são 
peças fundamentais à boa articulação de frases e textos: 
sua capacidade de atuar como pronomes e conectivos 
simultaneamente favorece a síntese e evita a repetição 
de termos. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
47 
4)Assinale a alternativa em que o uso dos pronomes relativos 
está em acordo com a norma culta da Língua Portuguesa. 
 
a) Busca-se uma vida por onde a tolerância seja, de fato, 
alcançada. 
b) Precisa-se de funcionários com cujo caráter não pairem dúvidas. 
c) São pessoas com quem depositamos toda a confiança. 
d) Há situações de onde tiramos forças para prosseguir. 
e) José é um candidato de cuja palavra não se deve duvidar. 
 
5) Considere os pronomes das frases: 
I- Senhor Ministro, gostaria de vos colocar uma pergunta: Sua 
Excelência acredita realmente que Vossa Majestade, a rainha, 
aceitará as denúncias? 
II- Devo alertar-te que, devido à falta de confiança entre mim e 
ti, tivemos muitas falhas no ensaio da peça teatral. 
III- Pediram para mim marcar a data da viagem ao México, mas 
antes quero encontrar os amigos para combinar os detalhes. 
Está (ão) de acordo com o padrão culto da língua apenas 
 
a) I e II. 
b) II e III. 
c) I. 
d) II. 
 
6)Assinale a única alternativa em que o pronome relativo onde 
está corretamente empregado. 
 
a) Criou-se uma situação embaraçosa, onde as pessoas não 
sabiam o que dizer diante da presença do presidente da 
empresa. 
b) O arqueólogo relatou uma crença, onde se acredita que 
alguns homens possuem o poder de se transformar em jaguares 
durante a noite. 
c) Durante o evento, as pessoas respiravam uma tal felicidade, 
onde até o mal humorado do chefe contagiava-se. 
d) Não gosto de cidades onde faltam aspectos básicos como 
abastecimento regular de água e de eletricidade. 
e) O professor nos apresentou uma condição onde o trabalho 
não terá sentido. 
 
7)O pronome relativo está empregado incorretamente em: 
 
a) Machado é o autor a quem aprecio muito. 
b) A obra da qual o professor falou não conheço. 
c) É um homem com as quais opiniões ninguém concorda. 
d) Quero que você veja a casa onde se escondem meus sonhos. 
8)Em relação ao uso dos pronomes pessoais, todas as 
alternativas abaixo estão de acordo com a norma culta da 
Língua Portuguesa, exceto em: 
 
a) Vossa Excelência é generoso em dar-me vosso apoio. 
b) Amigo, dá-me um cigarro. 
c) Pedi-lhe um favor e ainda não tive resposta. 
d) Ela nunca te revelou o que sentia. 
e) Eles guardam as sobras e dão-nas para o cachorro. 
 
9)Em que alternativa o pronome pessoal foi empregado de 
acordo com a norma culta? 
 
a) Convidei ela para sair. 
b) Não quero que as crianças saiam com nós. 
c) Eu não o vi na festa do clube. 
d) Pretendo ajudar vós nas tarefas da escola. 
 
10)"E passou a adorar o Gaudêncio, que a encantava com a sua 
palestra..." 
A classificação morfológica da palavra sublinhada é idêntica à 
encontrada na alternativa: 
 
a) "E foi com o pavor no coração que o rapaz se atirou..." 
b) "...aquela porção de alfarrábios que o rodeiam?" 
c) "...e a cobrir o colarinho da camisa, o notável professor retirava..." 
d) "- Ele não prefere, a mim, aquela porção..." 
e) "...o desventurado gramático surpreendeu a mulher nos braços..." 
 
11)Classifica-se como relativo o pronome destacado em: 
 
a) Angustiado, lembrava-se dos momentos difíceis por que passara. 
b) Essa noite sonhei com meu amor. 
c) Ninguém lhe contou o que aconteceu na festa? 
d) Preciso adquirir um livro; mas antes, porém, é necessário 
saber seu preço. 
 
12)Assinale a alternativa em que o pronome grifado não 
apresenta vício de linguagem. 
 
a) Quando Ana entrou no consultório de Vilma, encontrou-a com 
seu noivo. 
b) Caro investidor, cuide melhor de seu dinheiro. 
c) O professor proibiu que o aluno utilizasse sua gramática. 
d) Aída disse a Luís que não concordava com sua reprovação. 
e) Você deve buscar seu amigo e levá-lo em seu carro até o 
aeroporto. 
 
13)Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas 
da frase: 
“Este é o autor ___ obra tenho simpatia e ___ gosto muito.” 
 
a) cuja – que 
b) de cuja – de que 
c) por cuja – de quem 
d) cuja a – que 
e) por cuja a – de quem 
 
14)A palavra “que” apresenta a função de pronome relativo apenas 
em uma das alternativas abaixo. Assinale essa alternativa. 
 
a) Nós é que vamos ganhar esse prêmio. 
b) Que linda manhã! Vamos à praia? 
c) Colhemos aquilo que plantamos. 
d) Chorou tanto que perdeu o fôlego. 
e) Tenho que estudar mais um pouco hoje. 
 
15)A presença do pronome relativo possibilita reconhecer 
facilmente uma oração subordinada adjetiva. Entretanto, deve-
se atentar para o pronome adequado a ser empregado e para a 
regência do verbo da oração subordinada, que determinam a 
correta construção do período. Com base nessas informações, 
leia os períodos abaixo e, a seguir, responda o que se pede. 
I . A pessoa ___________ lhe falei irá procurá-lo ainda hoje. 
II . A casa ____________ parede o carro colidiu teve sérios 
danos estruturais. 
III . O dentista ______ fui encaminhado é um reconhecido 
profissional. 
IV . O assunto ________ fizeram referência não era de 
conhecimento geral. 
 
A alternativa cuja sequência de pronomes e complementos 
completem corretamente os períodos na sequência dada é: 
 
a) sobre a qual . contra cuja . para o qual . a que 
b) que . cuja . a que . para que 
c) de cuja . em que sua . cujo . ao qual 
d) de quem . contra qual . ao qual . de que 
e) a que . na qual . por quem . que 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO: 
1.A 2.C 3.D 4.E 5.D 6.D 7.C 8.A 9.C 10.B 11.A 12.B 13.C 14.C 15.A 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
48 
 
Definição 
 
 
Palavra que indica a ideia de número, quantidade, ordem 
numérica, múltiplo ou fração. 
 
Numeral é a palavra que indica os seres em termos numéricos, 
isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa em 
determinada sequência. 
 
Exemplo: 
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. [quatro: 
numeral = atributo numérico de "ingresso"] 
Eu quero café duplo, e você? … [duplo: numeral = atributo 
numérico de "café"] 
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! … [primeira: 
numeral = situa o ser "pessoa" na sequência de "fila"] 
 
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que os números 
indicam em relação aos seres. Assim, quando a expressão é colocada em 
números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata de numerais, mas sim de 
algarismos. 
 
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a ideia 
expressa pelos números, existem mais algumas palavras 
consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção 
ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par, 
ambos(as), novena. 
 
Classificação dos Numerais 
 
 Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico. Por 
exemplo: um, dois, cem mil etc. 
 Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada. 
Por exemplo: primeiro, segundo, centésimo etc. 
 Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão 
dos seres. Por exemplo: meio, terço, dois quintos etc. 
 Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos seres, 
indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada. Por 
exemplo: dobro, triplo, quíntuplo etc. 
 
Leitura dos Numerais 
 
Separando os números em centenas, de trás para frente, 
obtêm-se conjuntosnuméricos, em forma de centenas e, no 
início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos 
usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção e. 
 
Exemplo: 
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte 
e seis. 
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte. 
 
Flexão dos numerais 
 
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, 
dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas 
em diante: trezentos/trezentas; 
quatrocentos/quatrocentas etc.Cardinais como milhão, 
bilhão, trilhão, etc. variam em 
 
número: milhões, bilhões, trilhões, etc. Os demais cardinais 
são invariáveis. 
 
Os numerais ordinais variam em gênero e número: 
 
 
 
 
 
 
 
 Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam 
em funções substantivas: 
 
Exemplo: 
Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de 
produção. 
 
 Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais 
flexionam-se em gênero e número: 
 
Exemplo: 
Teve de tomar doses triplas do medicamento. 
 
 Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e 
número. Observe: 
 
Exemplo: 
Um terço/dois terços – uma terça parte / duas terças partes 
 
 Os numerais coletivos (ou substantivos numéricos 
coletivos) flexionam-se em número. Veja: 
 
Exemplo: 
Uma dúzia -> Duas dúzias / Um milheiro -> Dois milheiros 
 
Emprego dos Numerais 
 
Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que 
se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a 
partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do 
substantivo: 
 
Ordinais Cardinais 
 
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze) 
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis) 
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte) 
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte) 
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três) 
 
Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até 
nono e o cardinal de dez em diante: 
 
Exemplo: 
Artigo 1.° (primeiro) / Artigo 10 (dez) / Artigo 9.° (nono) / 
Artigo 21 (vinte e um) 
 
Ambos/ambas são considerados numerais. Significam "um e 
outro", "os dois" (ou "uma e outra", "as duas") e são largamente 
empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez 
referência. 
 
Exemplo: 
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância da 
solidariedade. Ambos agora participam das atividades 
comunitárias de seu bairro. 
 
Unidade 2 - Morforlogia - classe das palavras
Capítulo 7 - numerais
primeiro segundo milésimo 
primeira segunda milésima 
primeiros segundos milésimos 
primeiras segundas milésimas 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
49 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 Apesar de Celso Cunha classificar “metade” como numeral 
fracionário, Cegalla considera este vocábulo um substantivo. 
Algarismos Numerais 
Romanos Arábicos Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários 
I 1 um primeiro - - 
II 2 dois segundo dobro, duplo, 
dúplice 
meio/metade7 
III 3 três Terceiro triplo, tríplice terço 
IV 4 quatro quarto quádruplo quarto 
V 5 cinco quinto quíntuplo quinto 
VI 6 seis sexto sêxtuplo sexto 
VII 7 sete sétimo sétuplo sétimo 
VIII 8 oito oitavo óctuplo oitavo 
IX 9 nove nono nônuplo nono 
X 10 dez décimo décuplo décimo 
XI 11 onze undécimo/ 
décimo primeiro 
undécuplo undécimo / onze 
avos 
XII 12 doze duodécimo/ 
décimo segundo 
duodécuplo duodécimo / doze 
avos 
XIII 13 treze décimo terceiro - treze avos 
XIV 14 quatorze / catorze décimo quarto - quatorze avos 
XV 15 quinze décimo quinto - quinze avos 
XVI 16 dezesseis décimo sexto - dezesseis avos 
XVII 17 dezessete décimo sétimo - dezessete avos 
XVIII 18 dezoito décimo oitavo - dezoito avos 
XIX 19 dezenove décimo nono - dezenove avos 
XX 20 vinte vigésimo - vinte avos 
XXI 21 vinte e um vigésimo primeiro - vinte e um avos 
XXX 30 trinta trigésimo - trinta avos 
XL 40 quarenta quadragésimo - quarenta avos 
L 50 cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos 
LX 60 sessenta sexagésimo - sessenta avos 
LXX 70 setenta septuagésimo / 
setuagésimo 
- setenta avos 
LXXX 80 oitenta octogésimo - oitenta avos 
XC 90 noventa nonagésimo - noventa avos 
C 100 cem centésimo cêntuplo centésimo 
CC 200 duzentos ducentésimo - ducentésimo 
CCC 300 trezentos trecentésimo - trecentésimo 
CD 400 quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo 
D 500 quinhentos quingentésimo - quingentésimo 
DC 600 seiscentos seiscentésimo / 
sexcentésimo 
- seiscentésimo / 
sexcentésimo 
DCC 700 setecentos septingentésimo / 
setingentésimo 
- septingentésimo 
DCCC 800 oitocentos octingentésimo - octingentésimo 
CM 900 novecentos nongentésimo / 
noningentésimo 
- nongentésimo 
M 1.000 mil milésimo - milésimo 
_ 
X 
10.000 dez mil dez milésimos - dez milésimos 
_ 
C 
100.000 cem mil cem milésimos - cem milésimos 
_ 
D 
1.000.000 um milhão milionésimo - milionésimo 
_ 
M 
1.000.000.000 um bilhão / bilião bilionésimo bilionésimo 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
50 
Definição 
 
 
Palavra invariável que serve de elo entre as frases e orações. 
 
Exemplo: 
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as 
amiguinhas. 
 
Deste exemplo podem ser retiradas três informações: 
 
Segurou a boneca | A menina mostrou | Viu as 
amiguinhas 
 
Cada informação está estruturada em torno de um verbo: 
segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações: 
 
1ª oração: A menina segurou a boneca 
2ª oração: e mostrou 
3ª oração: quando viu as amiguinhas. 
 
A segunda oração liga-se à primeira por meio do "e", e a 
terceira oração liga-se à segunda por meio do quando. As 
palavras "e" e “quando” ligam, portanto, orações. 
 
A T E N Ç Ã O 
As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem 
propriamente uma função sintática: são conectivos. 
 
Classificação da Conjunção 
 
De acordo com o tipo de relação que estabelecem, as 
conjunções podem ser classificadas em coordenativas e 
subordinativas. No primeiro caso, os elementos ligados pela 
conjunção podem ser isolados um do outro. Esse isolamento, no 
entanto, não acarreta perda da unidade de sentido que cada um 
dos elementos possui. Já no segundo caso, cada um dos 
elementos ligados pela conjunção depende da existência do 
outro. 
 
Conjunções Coordenativas 
 
São aquelas que ligam orações de sentido completo e 
independente ou termos da oração que têm a mesma função 
gramatical. Subdividem-se em: 
 
1) Aditivas: ligam orações ou palavras, expressando ideia de 
acrescentamento ou adição. São elas: e, nem (= e não), não só… 
mas também, não só… como também, bem como, não só… 
mas ainda etc. 
 
Exemplo: 
A sua pesquisa é clara e objetiva. /Ela não só dirigiu a pesquisa 
como também escreveu o relatório. 
 
2) Adversativas: ligam duas orações ou palavras, expressando ideia 
de contraste ou compensação. São elas: mas, porém, contudo, 
todavia, entretanto, no entanto, não obstante etc. 
 
Exemplo: 
Tentei chegar mais cedo, porém não consegui. 
 
3) Alternativas: ligam orações ou palavras, expressando ideia 
de alternância ou escolha, indicando fatos que se realizam 
separadamente. São elas: ou, ou… ou, ora, já… já, quer… 
quer, seja… seja, talvez… talvez, nem, etc. 
 
Exemplo: 
Ou escolho agora, ou fico sem presente de aniversário. 
 
4) Conclusivas: ligam à anterior uma oração que expressa 
ideia de conclusão ou consequência. São elas: logo, pois 
(depois do verbo), portanto, por conseguinte, por isso, 
assim, etc. 
 
Exemplo: 
Marta estava bem preparada para o teste, portanto não ficou 
nervosa. 
 
5) Explicativas:ligam à anterior uma oração que a explica, 
que justifica a ideia nela contida. São elas: que, porque, pois 
(antes do verbo) , porquanto, etc. 
 
Exemplo: 
Não demore, que o filme já vai começar. 
 
Saiba que: 
 
a) As conjunções "e", "antes", "agora", "quando" são 
adversativas quando equivalem a "mas". 
 
Exemplo: 
Carlos fala, e não faz. / O bom educador não proíbe, antes orienta. 
Sou muito bom; agora, bobo não sou. / Foram mal na prova, 
quando poderiam ter ido muito bem. 
 
b)"Senão" é conjunção adversativa quando equivale a "mas sim". 
 
Exemplo: 
Conseguimos vencer não por protecionismo, senão por capacidade. 
 
c) Das conjunções adversativas, "mas" deve ser empregada 
sempre no início da oração: as outras (porém, todavia, 
contudo, etc.) podem vir no início ou no meio. 
 
Exemplo: 
Ninguém respondeu a pergunta, mas os alunos sabiam a resposta. 
Ninguém respondeu a pergunta; os alunos, porém, sabiam a resposta. 
 
d) A palavra "pois", quando é conjunção conclusiva, vem 
geralmente após um ou mais termos da oração a que pertence. 
 
Exemplo: 
Você o provocou com essas palavras; não se queixe, pois, de seus 
ataques. 
 
Quando é conjunção explicativa," pois" vem, geralmente, após um 
verbo no imperativo e sempre no início da oração a que pertence. 
 
Exemplo: 
Não tenha receio, pois eu a protegerei. 
 
Conjunções Subordinativas 
 
São aquelas que ligam duas orações, sendo uma delas dependente 
da outra. A oração dependente, introduzida pelas conjunções 
subordinativas, recebe o nome de oração subordinada. 
 
Exemplo: 
O baile já tinha começado quando ela chegou. 
O baile já tinha começado: oração principal 
Quando: conjunção subordinativa 
Ela chegou: oração subordinada 
 
As conjunções subordinativas subdividem-se em Integrantese 
Adverbiais: 
 
1) Integrantes 
 
Indicam que a oração subordinada por elas introduzida completa ou 
integra o sentido da principal. Introduzem orações que equivalem a 
substantivos. São elas: que, se. 
 
Exemplo: 
Espero que você volte. (Espero sua volta.) 
Não sei se ele voltará. (Não sei da sua volta.) 
 
Unidade 2 - Morforlogia - classe das palavras
Capítulo 8 - conjunção
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
51 
2) Adverbiais 
 
Indicam que a oração subordinada por elas introduzida exerce a 
função de adjunto adverbial da principal. De acordo com a 
circunstância que expressam, classificam-se em: 
 
a) Causais: introduzem uma oração que é causa da ocorrência da 
oração principal. São elas: porque, que, como (= porque, no 
início da frase), pois que, visto que, visto como, uma vez que, 
porquanto, já que, desde que, por isso etc. 
 
Exemplo: 
Ele não fez a pesquisa porque não dispunha de meios. 
Como não se interessa por arte, desistiu do curso. 
 
b) Concessivas: introduzem uma oração que expressa ideia contrária à 
da principal, sem, no entanto, impedir sua realização. São elas: embora, 
ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por mais 
que, por menos que, posto que, conquanto, que etc. 
 
Exemplo: 
Embora fosse tarde, fomos visitá-lo. 
Eu não desistirei desse plano mesmo que todos me abandonem. 
 
c) Condicionais: introduzem uma oração que indica a hipótese ou a 
condição para ocorrência da principal. São elas: se, caso, contanto 
que, salvo se, a não ser que, desde que, a menos que, sem 
que etc. 
 
Exemplo: 
Se precisar de minha ajuda, telefone-me. 
Não irei ao escritório hoje, a não ser que haja algum negócio muito 
urgente. 
 
d) Conformativas: introduzem uma oração em que se exprime a 
conformidade de um fato com outro. São elas: conforme, 
como (=conforme), segundo, consoante etc. 
 
Exemplo: 
O passeio ocorreu como havíamos planejado. 
Arrume a exposição segundo as ordens do professor. 
 
e) Finais: introduzem uma oração que expressa a finalidade ou o 
objetivo com que se realiza a principal. São elas: para que, a fim de 
que, que, porque (= para que), que etc. 
 
Exemplo: 
Toque o sinal para que todos entrem no salão. 
Aproxime-se a fim de que possamos vê-lo melhor. 
 
f) Proporcionais: introduzem uma oração que expressa um fato 
relacionado proporcionalmente à ocorrência da principal. São elas: à 
medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais… 
(mais), quanto menos…(menos), quanto menos …(mais), 
quanto menos…(menos) etc. 
 
Exemplo: 
O preço fica mais caro à medida que os produtos escasseiam. 
Quanto mais reclamava menos atenção recebia. 
 
A T E N Ç Ã O 
São incorretas as locuções proporcionaisà medida em que, 
na medida queena medida em que. 
 
g) Temporais: introduzem uma oração que acrescenta uma 
circunstância de tempo ao fato expresso na oração principal. São 
elas: quando, enquanto, antes que, depois que, logo que, 
todas as vezes que, desde que, sempre que, assim que, agora 
que, mal (= assim que) etc. 
 
Exemplo: 
A briga começou assim que saímos da festa. 
A cidade ficou mais triste depois que ele partiu. 
 
h) Comparativas: introduzem uma oração que expressa ideia de 
comparação com referência à oração principal. São elas: como, 
assim como, tal como, como se, (tão)… como, tanto como, 
tanto quanto, do que, quanto, tal, qual, tal qual, que nem, 
que(combinado com menos ou mais) etc. 
 
Exemplo: 
O jogo de hoje será mais difícil que o de ontem. 
Ele é preguiçoso tal como o irmão. 
 
i) Consecutivas: introduzem uma oração que expressa a 
consequência da principal. São elas: de sorte que, de modo que, 
sem que (= que não), de forma que, de jeito que, que (tendo 
como antecedente na oração principal uma palavra como tal, 
tão, cada, tanto, tamanho) etc. 
 
Exemplo: 
Estudou tanto durante a noite que dormiu na hora do exame 
A dor era tanta que a moça desmaiou. 
 
 
 
 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1) 1. Escrevia tanto que os dedos adormeciam. 
 2. Não precisa correr que não estamos atrasados. 
 3. Como não me atendessem, repreendi-os severamente. 
Os termos destacados dão ideia de: 
 
a) concessão – causa – conformidade 
b) consequência – causa – causa 
c) proporção – explicação – concessão 
d) tempo – causa – consequência 
e) consequência – explicação – causa 
 
2) Observe as conjunções subordinativas em destaque nas 
frases abaixo com a respectiva classificação entre parênteses. 
I. Emborameu pai não estivesse aqui, fiz o trabalho do mesmo 
modo. (temporal) 
II. Se meu pai estivesse aqui agora, perguntaria a ele seo 
trabalho ficou bem-feito. (integrante) 
III. Enquantomeu pai estava aqui, fiz o trabalho do modo como 
ele me ensinou. (conformativa) 
A classificação está correta em 
 
a) I. c) III. 
b) II. d) I, II e III. 
 
3) Em “O chão da rua está todo molhado; deve ter, pois, 
chovido muito”, a conjunção pois tem o sentido de 
 
a) explicação. d) conclusão. 
b) adição. e) causa. 
c) oposição. 
 
4) Relacione as colunas de acordo com o valor semântico das 
conjunções coordenativas e, em seguida, assinale a alternativa 
com a sequência correta. 
( ) O político não agiu com lealdade; perdeu, pois, na disputa 
para a reeleição. 
( ) Não solte balões, que pode causar incêndio. 
( ) Choveu vários dias sem parar, por conseguinte houve 
enchente no sul. 
( ) Ele foi eleito, não obstante suas loucuras não tinham o 
apoio da população. 
(1) ideia de conclusão (2) ideia de explicação (3) ideia de 
adversidade 
 
a) 2, 1, 1, 3 c) 1, 2, 1, 3 
b) 3, 2, 1, 1 d) 1, 1, 2, 3 
 
5) Leia as frases abaixo e responda a questão que segue. 
I. Como a ponte caiu, não pude seguir viagem. 
II. Desde que cheguei, morro de saudade. 
III. Tudo aconteceu como planejei. 
IV. Serei vitorioso, desde que trabalhe muito. 
V. Quanto mais o tempo passa, mais o sonho torna-se 
realidade. 
As relações expressas pelos termos sublinhadosnas frases 
acima são, respectivamente, de 
 
a) conformidade – causa – causa – proporção – condição. 
b) causa – tempo – conformidade – condição – proporção. 
c) conformidade – proporção – tempo – causa – condição. 
d) causa – comparação – conformidade – proporção – condição. 
e) condição – conformidade – proporção – causa – tempo. 
 
6) Observe: “Embora os índices de analfabetismo tenham baixado 
nos últimos anos, muitos brasileiros são apenas alfabetizados 
funcionais. Como afirmam os especialistas, o problema será 
solucionado caso haja o investimento em bons projetos 
educacionais.” 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
52 
As conjunções que aparecem no texto exprimem, 
respectivamente, relação de 
 
a) concessão, conformidade, condição. 
b) concessão, conformidade, causa. 
c) tempo, comparação, finalidade. 
d) tempo, comparação, causa. 
 
7) Assinale a alternativa que apresenta ideia equivalente à da 
oração grifada a seguir: 
“O professor não proíbe, antes estimula as perguntas em aula.” 
 
a) As abelhas não apenas produzem mel e cera, mas ainda 
polinizam as flores. 
b) Os livros ensinam e divertem. 
c) Vestia-se bem, embora fosse pobre. 
d) Não aprovo nem permitirei essas coisas. 
e) Quis dizer mais alguma coisa e não pôde. 
 
8) Assinale a alternativa cuja sequência enumera corretamente 
as conjunções em destaque. 
( ) Ela me abordou com tanta violência que eu nem consegui reagir. 
( ) Que ela é uma pessoa imprevisível, todo mundo sabe. 
( ) Desligue esse rádio agora, que eu quero dormir. 
( ) A família tem medo de que ela engravide. 
(1) conjunção adverbial consecutiva 
(2) conjunção coordenativa explicativa 
(3) conjunção integrante 
 
a) 1-2-2-3 c) 2-1-3-1 
b) 1-3-2-3 d) 3-2-1-2 
 
9) Em “Não sei, sequer, se me viste...” a alternativa que 
classifica corretamente a palavra em destaque é 
 
a) conjunção subordinativa condicional. 
b) conjunção substantiva subjetiva. 
c) conjunção subordinativa temporal. 
d) conjunção coordenativa explicativa. 
e) conjunção subordinativa integrante. 
 
10) Observe: “A educação encontrou seu caminho e começa a 
trilhá-lo, mas a marcha é longa, pois o atraso é centenário.” 
No período acima, a conjunção destacada tem sentido 
 
a) explicativo e pode ser substituída por porque. 
b) adversativo e pode ser substituída por porém. 
c) conclusivo e pode ser substituída por logo. 
d) alternativo e pode ser substituída por ou. 
 
11) Leia a frase abaixo e assinale a alternativa que substitui 
corretamente a oração grifada. 
“Vejo que sabes tanto quanto nós, se bem que tenhas estado no 
local dos acontecimentos.” 
 
a) “..., porque tenhas estado no local dos acontecimentos.” 
b) “..., porquanto tenhas estado no local dos acontecimentos.” 
c) “..., posto que tenhas estado no local dos acontecimentos.” 
d) “..., para que tenhas estado no local dos acontecimentos.” 
e) “..., sem que tenhas estado no local dos acontecimentos.” 
 
12) Ligue os pensamentos nos períodos abaixo, usando a 
conjunção coordenativa indicada e, a seguir, assinale a 
alternativa com a sequência correta. 
I- Está chovendo. Levarei o guarda-chuva. (conclusiva) 
II- O dia escureceu. Não choveu. (adversativa) 
III- Era noite. A Lua brilhava no céu estrelado. (aditiva) 
 
a) pois – mas – porém 
b) logo – entretanto – e 
c) todavia – e – portanto 
d) por conseguinte – pois – e 
 
13) O desafio consiste em garantir o abastecimento às grandes 
cidades brasileiras nos próximos anos, uma vez que é previsto 
crescimento populacional e, consequentemente, aumento das 
demandas de consumo. A conjunção em negrito 
 
a) conecta orações integrantes. 
b) inicia uma oração coordenativa. 
c) expressa causa. 
d) denota finalidade 
e) é indicadora de explicação 
 
14) Assinale a alternativa que NÃO apresenta conjunção 
coordenativa adversativa. 
 
a) Ela gostava de música, todavia não quis aprender violão. 
b) Houve planejamento; logo, tudo ocorreu a contento. 
c) Este é um país rico, porém a maior parte de seu povo é 
pobre. 
d) Era uma excelente oradora; considerava-se, entretanto, muito tímida. 
 
15) Identifique a alternativa correta quanto à classificação das 
palavras em negrito e sublinhadas, na ordem em que aparecem, 
presentes no trecho de O Apólogo, de Machado de Assis: 
“Não sei se disse que isto se passava em casa de uma 
baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás 
dela.” [...] 
 
a) conjunção integrante, conjunção integrante, conjunção final. 
b) conjunção integrante, conjunção integrante, pronome 
relativo. 
c) conjunção condicional, conjunção causal, conjunção integrante. 
d) pronome relativo, conjunção integrante, conjunção 
integrante. 
e) conjunção condicional, pronome relativo, pronome relativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO: 
1.E 2.B 3.D 4.C 5.B 6.A 7.E 8.B 9.E 10.B 11.C 12.B 13.C 14.B 15.B 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
53 
 
Definição 
 
 
Palavra invariável que faz a ligação de termos, estabelecendo 
dependência entre eles. Exemplo: Pista de corrida. 
 
Preposição é a palavra que estabelece uma relação entre 
dois ou mais termos da oração. Essa relação é do tipo 
subordinativa, ou seja, entre os elementos ligados pela 
preposição não há sentido dissociado, separado, 
individualizado; ao contrário, o sentido da expressão é 
dependente da união de todos os elementos que a preposição 
vincula. 
 
Exemplo: 
Os amigos de João estranharam o seu modo de vestir. 
[amigos de João / modo de vestir: elementos ligados pela 
preposição de] 
 
Esse tipo de relação é considerada uma conexão, em que os 
conectivos cumprem a função de ligar elementos. A 
preposição é um desses conectivos e se presta a ligar 
palavras entre si num processo de subordinação denominado 
regência. 
 
Diz-se regência devido ao fato de que, na relação 
estabelecida pelas preposições, o primeiro elemento – 
chamado antecedente – é o termo que rege, que impõe um 
regime; o segundo elemento, por sua vez – chamado 
consequente – é o termo regido, aquele que cumpre o 
regime estabelecido pelo antecedente. 
 
Exemplo: 
A hora das refeições é sagrada. 
hora das refeições: elementos ligados por preposição 
de + as = das: preposição (+artigo) 
hora: termo antecedente = rege a construção "das refeições" 
refeições: termo consequente = é regido pela construção 
"hora da" 
 
As preposições são palavras invariáveis, pois não sofrem 
flexão de gênero, número ou variação em grau como os 
nomes, nem de pessoa, número, tempo, modo, aspecto e voz 
como os verbos. No entanto, em diversas situações as 
preposições se combinam a outras palavras da língua 
(fenômeno da contração) e, assim, estabelecem uma 
relação de concordância em gênero e número com essas 
palavras às quais se ligam. Mesmo assim, não se trata de 
uma variação própria da preposição, mas sim da palavra com 
a qual ela se funde. 
 
Exemplo: 
de + o = do 
por + a = pela 
em + um = num 
 
As preposições podem introduzir: 
 
a) Complementos Verbais 
Exemplo: 
Eu obedeço "aos meus pais". 
 
b) Complementos Nominais 
Exemplo: 
Continuo obediente "aos meus pais". 
 
c) Locuções Adjetivas 
Exemplo: 
É uma pessoa "de valor". 
 
d) Locuções Adverbiais 
Exemplo: 
Tive de agir "com cautela". 
 
e) Orações Reduzidas 
Exemplo: 
"Ao chegar", comentou sobre o fato ocorrido. 
 
Classificação das Preposições 
 
As palavras da Língua Portuguesa que atuam exclusivamente como 
preposição são chamadaspreposições essenciais ou preposições 
simples. São elas: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, 
entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás. 
 
Observações: 
 
1) A preposição após, acidentalmente, pode ser advérbio, com 
a significação de atrás, depois. 
 
Exemplo: 
Os noivos passaram, e os convidados os seguiram logo após. 
 
2)Trás, modernamente, só se usa em locuções adverbiais e 
prepositivas: por trás, para trás, para trás de. Como 
preposição simples, aparece, por exemplo, no antigo ditado: 
 
Exemplo: 
Trás mim virá quem bom me fará. 
 
3)Até pode ser palavra denotativa de inclusão. 
 
Exemplo: 
Os ladrões roubaram-lhe até a roupa do corpo. 
 
Há palavras de outras classes gramaticais que, em 
determinadas situações, podem atuar como preposições. São, 
por isso, chamadas preposições acidentais: 
 
Exemplo: 
Como (= na qualidade de), conforme (= de acordo com), 
segundo (= conforme), consoante (= conforme), durante, salvo, 
fora, mediante, tirante, exceto, senão, visto (=por). 
 
Saiba que: 
 
As preposições essenciais regem sempre a forma oblíqua 
tônica dos pronomes pessoais: 
 
Exemplo: 
Não vá sem mim à escola. 
 
As preposições acidentais, por sua vez, regem a forma reta 
desses mesmos pronomes: 
 
Exemplo: 
Todos, exceto eu, preferem sorvete de chocolate. 
Locução Prepositiva 
 
É o conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma 
preposição. A última palavra dessas locuções é sempre uma preposição. 
 
Unidade 2 - Morforlogia - classe das palavras
Capítulo 9 - preposição
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
54 
Principais locuções prepositivas: 
 
abaixo de 
acerca de 
à custa de 
acima de 
a despeito de 
adiante de 
a fim de 
além de 
antes de 
ao invés de 
ao lado de 
ao longo de 
ao redor de 
a par de 
a par com 
apesar de 
a respeito de 
atrás de 
através de 
de acordo com 
de encontro a 
debaixo de 
de cima de 
defronte de 
dentro de 
depois de 
diante de 
embaixo de 
em cima de 
em fase de 
em frente a 
em frente de 
em lugar de 
em redor de 
em torno de 
em vez de 
em via de 
graças a 
junto a 
junto com 
junto de 
para baixo de 
para cima de 
para com 
perto de 
por baixo de 
por causa de 
por cima de 
por detrás de 
por diante de 
por entre 
por detrás de 
por sobre 
sob pena de 
 
Combinação e Contração da Preposição 
 
Quando as preposições a, de, em e per unem-se a certas 
palavras, formando um só vocábulo, essa união pode ser por: 
 
Combinação: ocorre quando a preposição, ao unir-se a outra 
palavra, mantém todos os seus fonemas. 
 
Exemplo: 
preposição a + artigo masculino o = ao 
preposição a + artigo masculino os = aos 
 
Contração:ocorre quando a preposição sofre modificações na sua 
estrutura fonológica ao unir-se a outra palavra. As preposições de e em, 
por exemplo, formam contrações com os artigos e com diversos 
pronomes. 
 
Veja: 
Do Dos Da Das 
Num Nuns Numa Numas 
Disto Disso Daquilo 
Naquele Naqueles Naquela Naquelas 
 
Observe outros exemplos: 
em + a = na / em + aquilo = naquilo 
de + aquela = daquela / de + onde = donde 
 
Observação: 
 
As formas pelo, pela, pelos, pelas resultam da contração da antiga 
preposição per com os artigos definidos. 
 
Exemplo: 
per + o= pelo 
 
Encontros Especiais 
 
A contração da preposição a com os artigos ou pronomes 
demonstrativos a, as ou com o "a" inicial dos pronomes 
aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo resulta numa fusão 
de vogais a que se chama de crase – que deve ser assinalada 
na escrita pelo uso do acento grave. 
 
Exemplos: 
a + a = à 
às – àquela – àquelas – àquele – àqueles – àquilo 
 
Principais Relações estabelecidas pelas Preposições 
 
Autoria – Esta música é de Roberto Carlos. 
Lugar – Estou em casa. 
Tempo – Eu viajei durante as férias. 
Modo ou conformidade – Vamos escolher por sorteio. 
Causa – Estou tremendo de frio 
Assunto – Não gosto de falar sobre política. 
Fim ou finalidade – Eu vim para ficar 
Instrumento – Paulo feriu-se com a faca. 
Companhia – Hoje vou sair com meus amigos. 
Destino ou direção – Olhe para frente! 
Meio – Voltarei a andar a cavalo. 
Matéria – Devolva-me meu anel de prata. 
Posse – Este é o carro de João. 
Oposição – O Flamengo jogou contra Fluminense. 
Conteúdo – Tomei um copo de (com) vinho. 
Preço – Vendemos o filhote de nosso cachorro a (por) R$ 300, 
00. 
Origem – Você descende de família humilde. 
Especialidade – João formou-se em Medicina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Preposições, leitura e produção de textos 
 
A referência constante às preposições quando se 
estuda a Língua Portuguesa demonstra a importância 
que elas possuem na construção de frases e textos 
eficientes. As relações que as preposições estabelecem 
entre as apartes do discurso são tão diversificadas 
quanto imprescindíveis; seja em textos narrativos, 
descritivos ou dissertativos, noções como tempo, 
lugar, causa, assunto, finalidade e outras costumam 
participar da construção da coerência textual e da 
obtenção dos efeitos de sentido discursivos. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
55 
 
Definição 
 
Palavra ou expressão que exterioriza emoção ou sentimento. 
 
 
 
Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções, 
sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o 
interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que, 
para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas 
mais elaboradas. 
 
Exemplo: 
Droga! Preste atenção quando eu estou falando! 
 
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua 
raiva se traduz numa palavra: Droga!Ele poderia ter dito: – Estou 
com muita raiva de você! Mas usou simplesmente uma palavra. Ele 
empregou a interjeição Droga! 
 
As sentenças da língua costumam se organizar de forma lógica: há 
uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui em posições 
adequadas a cada um deles. As interjeições, por outro lado, são uma 
espécie de "palavra-frase", ou seja, há uma ideia expressa por uma 
palavra (ou um conjunto de palavras – locução interjetiva) que 
poderia ser colocada em termos de uma sentença. 
 
Exemplo: 
Bravo! Bis! 
 
Bravo e bis: interjeição 
Sentença (sugestão): "Foi muito bom! Repitam!" 
 
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé… 
 
Ai: interjeição 
Sentença (sugestão): "Isso está doendo!" ou "Estou com dor!" 
 
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que não há uma 
ideia organizada de maneira lógica, como são as sentenças da língua, 
mas sim a manifestação de um suspiro, um estado da alma 
decorrente de uma situação particular, um momento ou um contexto 
específico. 
 
Exemplo: 
Ah, como eu queria voltar a ser criança! 
Ah: expressão de um estado emotivo = interjeição 
Hum! Esse pudim estava maravilhoso! 
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição 
 
O significado das interjeições está vinculado à maneira como 
elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita o 
sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de 
enunciação. 
 
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções: 
 
a) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria, 
tristeza, dor, etc. 
 
Exemplo: 
Você faz o que no Brasil? 
Eu? Eu negocio com madeiras. 
Ah, deve ser muito interessante. 
 
b) Sintetizar uma frase apelativa 
 
Exemplo: 
Cuidado! Saia da minha frente. 
 
As interjeições podem ser formadas por: 
 
a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô. 
b)palavras: Oba!, Olá!, Claro! 
c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora 
bolas! 
 
Classificaçãodas Interjeições 
 
Comumente, as interjeições expressam sentido de: 
 
Advertência: Cuidado!, Devagar!, 
Calma!, Sentido!, Atenção!, Olha!, 
Alerta! 
Afugentamento: Fora!, Passa!, 
Rua!, Xô! 
Alegria ou Satisfação: Oh!, 
Ah!,Eh!, Oba!, Viva! 
Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah! 
Animação ou Estímulo: 
Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!, 
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca! 
Aplauso ou Aprovação: Bravo!, 
Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa! 
Concordância: Claro!, Sim!, Pois 
não!, Tá!, Hã-hã! 
Repulsa ou Desaprovação: 
Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!, 
Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, 
Chega!, Basta!, Ora! 
Desejo ou Intenção: Oh!, 
Pudera!, Tomara!, Oxalá! 
Desculpa: Perdão! 
Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de 
mim!, Que pena!, Ah!, Oh!, Eh! 
Dúvida ou Incredulidade: 
Qual!, Qual o quê!, Hum!, 
Epa!, Ora! 
Espanto ou Admiração: Oh!, 
Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!, 
Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, 
Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz! 
Impaciência ou 
Contrariedade: Hum!, Hem!, 
Irra!, Raios!, Diabo!, Puxa!, 
Pô!, Ora! 
Pedido de Auxílio: Socorro!, 
Aqui!, Piedade! 
Saudação, Chamamento ou 
Invocação: Salve!, Viva!, Adeus!, 
Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, 
Socorro!, Valha-me, Deus! 
Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio! 
Terror ou Medo: Credo!, 
Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh! 
 
 
 
Locução Interjetiva 
 
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma expressão 
com sentido de interjeição. 
 
Exemplo: 
Ora bolas! Quem me dera! 
Virgem Maria! Meu Deus! Ó de casa! 
Ai de mim! Valha-me Deus! 
Graças a Deus! Alto lá! Muito bem! 
 
1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. 
 
Exemplo: 
Ué! = Eu não esperava por essa! 
Perdão! = Peço-lhe que me desculpe. 
 
2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu tom 
exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais 
podem aparecer como interjeições. 
 
Exemplo: 
Viva! Basta! (Verbos) 
Fora! Francamente! (Advérbios) 
 
3) A interjeição pode ser considerada uma "palavra-frase" porque 
sozinha pode constituir uma mensagem. 
 
Exemplo: 
Socorro! 
Ajudem-me! 
Silêncio! 
Fique quieto! 
 
Unidade 2 - Morforlogia - classe das palavras
Capítulo 10 - interjeições
Saiba que: 
As interjeições são palavras invariáveis, isto é, não sofrem 
variação em gênero, número e grau como os nomes, nem de 
número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os verbos. 
No entanto, em uso específico, algumas interjeições sofrem 
variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que não se 
trata de um processo natural dessa classe de palavra, mas tão 
só uma variação que a linguagem afetiva permite. Exemplos: 
oizinho, bravíssimo, até loguinho. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
56 
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas, 
que exprimem ruídos e vozes. 
 
Exemplo: 
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof! 
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc. 
 
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo "ó" com a sua 
homônima "oh!", que exprime admiração, alegria, tristeza, etc. 
Faz-se uma pausa depois do" oh!" exclamativo e não a fazemos 
depois do "ó" vocativo. 
 
Exemplo: 
"Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!" (Olavo Bilac) 
Oh! a jornada negra!" (Olavo Bilac) 
 
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas de 
palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no 
diminutivo ou no superlativo. 
 
Exemplo: 
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Interjeições, leitura e produção de textos 
 
Usadas com muita frequência na língua falada informal, 
quando empregadas na língua escrita, as interjeições 
costumam conferir-lhe certo tom inconfundível de 
coloquialidade. Além disso, elas podem muitas vezes indicar 
traços pessoais do falante – como a escassez de vocabulário, 
o temperamento agressivo ou dócil, até mesmo a origem 
geográfica. É nos textos narrativos – particularmente nos 
diálogos – que comumente se faz uso das interjeições com o 
objetivo de caracterizar personagens e, também, graças à 
sua natureza sintética, agilizar as falas. Natureza sintética e 
conteúdo mais emocional do que racional fazem das 
interjeições presença constante nos textos publicitários. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
57 
 
Definição 
 
 
A análise sintática examina a estrutura do período, divide e 
classifica as orações que o constituem e a função sintática de 
cada termo da oração. 
 
Agora, referimo-nos a sujeito, adjunto adverbial, objeto direto e 
indireto, complemento nominal, aposto, vocativo, predicado, 
entre outros. 
 
Para melhor entendermos o que foi dito, tomemos como 
exemplo a seguinte oração: 
 
O dia está ensolarado 
 
Agora faremos a análise morfológica de todos os seus termos: 
 
O – artigo | Dia – substantivo | Está – verbo (estar) | 
Ensolarado – adjetivo 
 
Quanto à análise sintática, temos: 
 
O dia – Sujeito simples 
Está ensolarado – predicado nominal, pois o verbo proposto denota 
estado, logo é um verbo de ligação. 
Ensolarado – predicativo do sujeito, pois revela uma 
característica (qualidade) do sujeito. 
 
Podemos perceber que, quando se trata da análise morfológica, os 
termos da oração são analisados passo a passo; já na análise 
sintática, eles são analisados de acordo com a posição e a função 
desempenhada. 
 
1. Termos Essenciais da Oração 
Sujeito 
Simples 
Composto 
Indeterminado 
Oculto/Elíptico/Desinencial 
Inexistente/Oração sem sujeito 
Predicado 
Nominal 
Verbal 
Verbo-nominal 
No predicado 
– Às vezes 
Predicativo (sintaxe) 
Do Sujeito 
Do Objeto 
– Sempre 
Verbo (morfologia) 
De Ligação 
Transitivo Direto 
Transitivo Indireto 
Intransitivo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 1 - Introdução
2. Termos Integrantes da Oração 
Complemento Nominal 
Complemento Verbal 
Objeto Direto 
Objeto direto preposicionado 
Objeto direto pleonástico 
Objeto indireto 
Objeto indireto pleonástico 
Agente da Passiva 
3. Termos Acessórios da Oração 
Adjunto Adnominal 
Adjunto Adverbial 
Aposto 
Vocativo 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
58 
 
Sujeito 
Termo sobre o qual se declara algo. Observe que é considerado 
essencial na oração (só não ocorre na oração sem sujeito); 
normalmente, o verbo concorda com o sujeito, então, tente 
primeiro identificar o verbo – é uma boa dica para você não 
errar na classificação. 
 
1)Simples: apresenta um único núcleo. 
 
“Jorge tirava as luvas, calado.” (núcleo do sujeito = Jorge) 
“A amiga da minha irmã faz bolos deliciosos.” (núcleo do sujeito = amiga) 
 
2)Composto: apresenta dois ou mais núcleos. 
 
“Àquela hora D. Felicidade e Luísa chegavam ao Passeio.” (núcleos 
do sujeito = D. Felicidade e Luísa) 
“André, Marcos e Letícia conversaram sobre a viagem.” (núcleos do 
sujeito = André, Marcos e Letícia) 
 
3) indeterminado: esta classificação ocorre ou porque o emissor 
não quer identificá-lo ou porque não se sabe, precisamente, quem é 
ele; informa-se a ação feita por esse sujeito. 
 
“Cortaram-me o cabelo… – murmurou tristemente.” 
“No Rocio, sob as árvores, passeava-se; pelos bancos gente parecia dormitar…” 
 
Observe as estruturas das orações com sujeito indeterminado: 
 
a) Verbo na 3ª pessoa do plural (sem referência a sujeito no 
contexto) 
b) Verbo na 3ª pessoa do singular + se (verbo não transitivo direto – 
índice de indeterminação do sujeito) 
 
Importante notar que o verbo da 2ª estrutura não poderá ser 
VTD. O motivo é simples: a estrutura VTD + SE forma VOZ 
PASSIVA SINTÉTICA – assunto abordado posteriormente; 
mas, você já pode guardar essa informação: na voz passiva, o 
objeto direto (complemento verbal) passarásempre a sujeito 
paciente. Essa é a característica principal da voz passiva; 
portanto, se o objeto será o sujeito, não se pode falar em 
sujeito indeterminado – ele será paciente (não faz ação), 
simples ou composto. 
 
Exemplos: 
Come-se muito nesse restaurante. ≠ Come-se muito peixe nesse 
restaurante. 
 
Na primeira oração, há sujeito indeterminado, pois o verbo 
“comer” é usado como intransitivo. Já na segunda oração, há 
voz passiva sintética, logo, o sujeito é “peixe”. 
 
4)Oculto, elíptico ou desinencial (não consta na NGB – 
Nomenclatura Gramatical Brasileira): ocorre quando a 
terminação verbal ou a coesão frasal indica o sujeito não 
expresso na oração. 
 
Exemplos: 
“Pelas três da tarde, Juliana entrou na cozinha e atirou-se para uma 
cadeira, derreada.” 
 
Sabemos, pelo contexto, que foi “Juliana” quem se atirou na cadeira, 
certo? “Juliana” será sujeito simples para o verbo entrar. E o sujeito 
do verbo atira-se? Subentende-se; por isso é chamado elíptico. 
 
O sujeito simples, o composto e o oculto, na Gramática, são 
chamados determinados. 
 
5)Oração sem Sujeito (sujeito inexistente) 
 
Ocorre quando não podemos atribuir a nenhum ser a informação 
contida no predicado. Nesse caso, o verbo é chamado de impessoal 
e o sujeito é inexistente. Ocorre nos seguintes casos: 
 
a) Com o verbo haver significando existir 
 
Exemplos: 
Há 10 alunos na sala. / Havia muitos problemas com a nova gestão. / 
Houve elogios ao novo modelo. 
 
I M P O R T A N T E 
O verbo existir possui sujeito: 
Exemplo: 
Existem gatos no telhado. (“Gatos” é o sujeito). 
 
I M P O R T A N T E 
O verbo existir não é impessoal. 
 
b) Com os verbos ser, estar, ir e fazer indicando tempo cronológico 
ou fenômenos meteorológicos. 
 
Exemplos: 
Está frio. / É inverno na cidade. / Faz cinco anos que não a vejo. 
 
c) Verbos que indicam fenômenos da natureza em sentido 
denotativo: chover, anoitecer, nevar, trovejar… 
 
Exemplos: 
Venta muito aqui. / Trovejou na noite escura. / Anoitecia no vilarejo. 
 
I M P O R T A N T E 
Se o verbo que indica fenômeno da natureza for empregado no sentido 
figurado, então haverá sujeito: 
Exemplo: 
Chovem alegrias naquela casa. (“Alegrias” é o sujeito). 
 
Predicado 
 
É toda a informação que está além da composição do sujeito. 
 
Predicado Verbal 
 
É aquele que indica ação. O núcleo (palavra mais importante) do 
predicado verbal é o verbo significativo, pois trás em si uma ideia de 
ação (transitivo ou intransitivo). 
 
Exemplo: 
Aquele menino brincava com uma pipa. 
 
Sujeito = aquele menino 
Núcleo do Suj. = menino 
Predicado = brincava com uma pipa 
Núcleo do predicado = brincava 
 
Mais exemplos: 
O professor já corrigiu as provas. 
O Brasil foi descoberto por Cabral. 
O viajante caminhava pela estrada. 
A árvore pertence ao mundo da natureza. 
 
Predicado Nominal 
 
É aquele que informa um estado do sujeito. Nesse tipo de 
predicado aparece sempre o verbo de ligação e o predicativo 
do sujeito (tudo que se fala do sujeito). O núcleo do predicado 
nominal é o predicativo do sujeito. 
 
Exemplo: 
A prova era difícil. 
 
Sujeito = a prova 
Núcleo de sujeito = prova 
Predicado = era difícil 
Núcleo do predicado nominal = difícil. 
 
Mais exemplos: 
Os parlamentares estavam ansiosos. 
Aquele aluno era problemático. 
Todos permaneceram calados. 
Ela parecia triste. 
 
Predicado Verbo-nominal 
 
Informa ação e estado. 
O núcleo do Predicado Verbo-nominal é o verbo e o predicativo 
(nome). O predicado Verbo-nominal não possui verbo de ligação. 
 
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 2 - termos essenciais da oração
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
59 
Exemplo: 
A criança brincava distraída. 
 
Sujeito = a criança 
Predicado = brincava distraída. 
Núcleo do Predicado = brincava/distraída 
 
Mais Exemplos: 
O dentista voltou sério. 
A chuva caía fina 
O soldado chegou cansado. 
 
Predicativo 
 
Predicativo do Sujeito 
 
É o termo ou expressão que complementa o sujeito, conferindo-lhe 
ou um atributo ou uma referência. A formação do predicativo do 
sujeito pode ser feita através de um substantivo, ou adjetivo, ou 
pronome, ou numeral, ou ainda uma oração substantiva 
predicativa. 
 
Exemplo: 
Paciência e respeito são virtudes ignoradas nos dias de hoje. 
(Predicativo: substantivo) 
As crianças pareciam envergonhadas aos olhos do viajante. 
(Predicativo: adjetivo) 
O meu medo sempre foi que ela me encontrasse aqui. 
(Predicativo: oração substantiva adjetiva) 
 
Predicativo do Objeto 
 
O predicativo do objeto nos informa alguma coisa a respeito do 
objeto (complemento do verbo). Apenas o verbo chamar pode 
criar um “predicativo do objeto indireto”. Em todos os outros 
casos, o predicativo do objeto ocorrerá com verbos transitivos 
diretos de noção acusativa. Confira os exemplos no quadro 
abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1) Observe: 
I. Precisou-se de novos professores para elaborar a prova. 
II. Ninguém se candidatou à presidência do grêmio. 
Quanto à classificação dos sujeitos das orações acima, é correto 
afirmar que 
 
a) em I e II, os sujeitos são ocultos. 
b) em I e II, os sujeitos são indeterminados. 
c) em I, o sujeito é simples e determinado (novos professores) 
e, em II, o sujeito é indeterminado. 
d) Em I, o sujeito é indeterminado e, em II, o sujeito é simples: 
ninguém. 
 
2) O tipo de sujeito presente na oração “Todas as profissões 
têm sua visão do que é felicidade” é : 
 
a) Sujeito oculto. d) sujeito composto. 
b) Sujeito indeterminado. e) Oração sem sujeito. 
c) Sujeito simples. 
 
3) Leia: 
“Da chaminé de tua casa 
Uma a uma 
Vão brotando as estrelinhas...” 
No texto acima, o sujeito é classificado como 
 
a) oculto. c) composto. 
b) simples. d) indeterminado. 
 
4) Assinale a alternativa correta quanto à classificação do 
sujeito, respectivamente, para cada uma das orações abaixo. 
– Choveu pedra por no mínimo 20 minutos. 
– Vende-se este imóvel. 
– Fazia um frio dos diabos naquele dia. 
 
a) indeterminado, inexistente, simples 
b) oculto, simples, inexistente 
c) inexistente, inexistente, inexistente 
d) oculto, inexistente, simples 
e) simples, simples, inexistente 
 
5) Leia:Nos últimos tempos, a ocorrência de brigas tem 
prejudicado o aprendizado dos alunos. 
Assinale a alternativa que apresenta o sujeito do período acima 
e sua classificação. 
 
a) últimos tempos – sujeito determinado simples 
b) a ocorrência de brigas – sujeito determinado simples 
c) a ocorrência de brigas – sujeito determinado composto 
d) o aprendizado dos alunos – sujeito determinado composto 
 
6) Coloque certo (C) ou errado (E) para a classificação do 
sujeito e, a seguir, assinale a sequência correta. 
1 – ( ) A guerra do Vietnã é retratada no filme Corações e 
Mentes. (composto) 
2 – ( ) A pobreza leva multidões a migrar para nações ricas. 
(simples) 
3 – ( ) Choveram idéias no debate sobre ecologia. (oração sem 
sujeito) 
4 – ( ) Perguntaram por você na balada. (indeterminado) 
 
a) E-C-E-C c) C-E-E-C 
b) E-C-C-E d) C-E-C-E 
 
7) Leia o trecho abaixo e responda a questão a seguir. 
“Pobre velha música! 
Não sei por que agrado, 
Enche-se de lágrimas 
Meu olhar parado.” 
O sujeito de “enche-se”, no 3º verso é 
 
a) pobre velha música d) música 
b) lágrimas e) eu 
c) meu olhar parado 
 
8) Assinale a alternativa em que há oração sem sujeito. 
 
a) Trabalha-se demais no Japão. 
b) Pescam-se dourados nos grandes rios. 
c) Faz invernos rigorosos na Alemanha. 
d) Ninguém encontrou os objetos perdidos. 
 
9) A classificação do sujeito está incorreta na alternativa: 
 
a) Jamais se divulgarão essas informações. (determinadosimples) 
b) Choveram telegramas de apoio ao prefeito. (indeterminado) 
c) Não dormimos bem com este calor insuportável. (determinado oculto) 
d) Como nós e os cientistas aceitaremos a existência de vida em 
outro planeta? (determinado composto) 
 
10) Em “Tratava-se de um assunto importantíssimo, e os 
sócios não podiam ignorar o problema.”, o sujeito da oração em 
destaque recebe a classificação sintática de 
 
a) simples. c) indeterminado 
b) composto. d) inexistente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO: 
1.D 2.C 3.B 4.E 5.B 6.A 7.B 8.C 9.B 10.C 
 
Sujeito V.T.D. O.D. Predicativo do Objeto 
Eu acho Fernanda bonita. 
O juiz julgou o réu inocente. 
Todos consideram João inteligente. 
O motoqueiro chamou o motorista de idiota. 
O supervisor nomeou a funcionária gerente. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
60 
 
Verbos Transitivos 
São aqueles que não trazem em si a ideia completa da ação, 
necessitam de outro termo para completar o seu sentido. Esse outro 
termo é chamado de complemento verbal. 
 
Os verbos transitivos podem ser: 
 
 Transitivos Diretos 
 Transitivos Indiretos 
 Transitivos Diretos e Indiretos 
 
Transitivo Direto (V.T.D.) 
 
 
 
Existe uma transição direta entre a ação e o complemento, não existe 
nenhuma “ponte” (preposição). 
 
Exemplo: 
Poucos viram o cometa Halley. 
 
Viram: verbo transitivo direto 
O cometa Halley: objeto direto 
 
Exemplo: 
Os feirantes tiveram lucro. 
 
Tiveram: verbo transitivo direto 
Lucro: objeto direto 
 
Transitivo Indireto (V.T.I.) 
 
 
 
A ação transita indiretamente para o complemento, ou seja, ela 
precisa de uma “ponte”, uma ligação. Essa ligação é feita através da 
preposição. 
 
Exemplo: 
Todos nós precisamos de respeito. 
 
Precisamos: verbo transitivo indireto 
De respeito: objeto indireto 
 
Exemplo: 
Eu acredito em Deus. 
 
Acredito: verbo transitivo indireto 
Em Deus: objeto indireto 
 
Transitivo Direto e Indireto (V.T.D.I.) 
 
A ação transita para o complemento direta e indiretamente. Ou seja, 
existem dois complementos, um sem “ponte” (preposição) e outro 
com “ponte” (preposição). 
 
 
Exemplo: 
As crianças receberam elogios de seus pais. 
Receberam: VTDI 
Elogios: objeto direto 
De seus pais: objeto indireto 
 
Exemplo: 
Ele entregou o prêmio ao amigo. 
Entregou: VTDI 
O prêmio: objeto direto 
Ao amigo: objeto indireto 
 
Se um verbo pede dois complementos, um deve ser OD e o outro OI. 
Veja as construções com o verbo “informar”. 
 
Exemplo: 
Informei ao deputado os seus compromissos. 
Informei – VTDI / ao deputado – OI / os seus compromissos – OD 
Informei o deputado de (ou sobre) seus compromissos. 
Informei – VTDI / o deputado (OD) / de (ou sobre) seus 
compromissos – OI 
Informei-o sobre seus compromissos ou Informei-lhe seus 
compromissos. 
 
Assim, são erradas as construções: 
 
Informei ao deputado sobre seus compromissos / Informei-lhe sobre 
seus compromissos (dois OI); 
Informei-o deputado os seus compromissos / Informei-o os seus 
compromissos (dois OD). 
 
Verbo Intransitivo 
 
 
 
São verbos que não precisam de complementos. 
 
Exemplos: 
Ele morreu. / A criança chora. / As folhas caem. 
 
Verbos de Ligação 
 
São verbos que não indicam ação, e sim estado. Não são 
considerados verbos significativos por não trazerem nenhuma 
informação nova que se acrescenta ao sujeito. São eles: ser, estar, 
parecer, permanecer, ficar, continuar. 
 
Exemplos: 
O garoto permaneceu calado. / Ela ficou bonita. / Ele vive perfumado. 
/ Juliocontinua doente. 
 
OBSERVAÇÃO! 
 
Um mesmo verbo pode aparecer como transitivo ou intransitivo. 
 
Exemplo: 
A criança dormiu. (verbo intransitivo) 
A criança dormiu um sono tranquilo. (aqui o verbo “dormir” é 
transitivo direto, e “um sono tranquilo” objeto direto) 
 
Um mesmo verbo pode aparecer como intransitivo ou de 
ligação. 
 
Exemplo: 
Ele anda todas as manhãs. (ação) 
Ele anda nervoso. (estado) 
 
Também é comum o verbo “andar”, com o sentido de “tem 
estado” como verbo de ligação. 
 
Exemplo: 
Ele anda doente (ele tem estado doente). 
 
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 3 - transitividade verbal
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
61 
 
Definição 
 
Certos verbos ou nomes presentes numa oração não possuem 
sentido completo em si mesmos. Sua significação só se 
completa com a presença de outros termos, chamados 
integrantes. São eles: 
 
 Complemento Nominal 
 Complemento Verbal 
 Agente da Passiva 
 
Complemento Nominal 
 
 
Termo da oração que completa o sentido de um substantivo, adjetivo 
ou advérbio. Todo o complemento nominal é preposicionado. 
 
Exemplos: 
O povo tinha necessidade de alimentos. 
Necessidade: substantivo 
De alimentos: complemento nominal 
 
Exemplos: 
Tenho saudades de Luísa. 
Saudades: substantivo 
De Luísa: CN 
 
Exemplos: 
Estou desgostoso com vocês. 
Desgostoso: adjetivo 
Com vocês: CN 
 
Exemplos: 
Ela estava consciente de tudo. 
Consciente: adjetivo 
De tudo: CN 
 
Exemplos: 
A lembrança do passadomartelava-lhe na cabeça. 
Lembrança: substantivo 
Do passado: CN 
 
Exemplos: 
O porão da casa estava cheio de brinquedos. 
Cheio: adjetivo 
De brinquedos: CN 
 
Exemplos: 
Nada faremos relativamente a esse caso. 
Relativamente: advérbio 
A esse caso: CN 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
O complemento nominal representa o recebedor, o paciente, o 
alvo da declaração expressa por um nome. É regido pelas 
mesmas preposições do objeto indireto. Difere deste apenas 
porque, em vez de complementar verbos, complementa nomes 
(substantivos, adjetivos) e alguns advérbios em -mente. 
 
Um grande número de nomes que pedem complemento nominal 
são substantivos abstratos derivados de verbos significativos. 
 
a queima de fogos. = queimar os fogos / necessidade de 
amor = necessitar de amor / conclusão do projeto = concluir 
o projeto 
 
O complemento nominal pode ainda ser representado por um 
pronome oblíquo. Nesse caso, a preposição está implícita no pronome. 
 
Exemplos: Caminhar a pé lhe era saudável. = Caminhar a pé 
era saudável a ele 
 
Complemento Nominal x Adjunto Adnominal 
 
Não é difícil compreender-se a distinção de emprego entre esses 
dois termos da oração. A diferença básica entre eles é a 
essencialidade de um (complemento nominal) e acidentalidade 
do outro (adjunto adnominal). Vejamos: 
 
Complemento nominal – É imprescindível para o sentido da oração 
estar completo. 
 
Exemplos: 
"João ficou à disposição". 
 
A pergunta inevitável é: de quem? A resposta (da empresa, da 
Justiça, da família, etc.) é um complemento nominal, porque 
completa o sentido de um nome (à disposição). 
 
Outros Exemplos: 
"Faz tempo que não tenho notícia de Joaquim" e "Sou favorável à sua 
promoção". 
Os termos assinalados completam o sentido de nomes (notícia – 
substantivo – e favorável – adjetivo). O complemento nominal pode 
ser até uma oração, classificada como "subordinada substantiva 
completiva nominal", que completa o sentido de um substantivo, 
adjetivo ou advérbio da oração subordinante: "Tenho esperança de 
que ele venha". A oração subordinada completa o sentido do 
substantivo esperança. Repare que esse tipo de oração é sempre 
introduzido por uma preposição, clara ou subentendida (no exemplo, 
a preposição "de"). 
 
Adjunto adnominal – É termo acessório e determina ou 
qualifica nome substantivo. Pode ser retirado sem prejuízo do 
sentido geral do texto: "O pai de João viajou". Se retirarmos os 
adjuntos, a oração reduzir-se-á a "Pai viajou", que, de certa 
forma, ainda mantém o sentido geral da frase. 
 
Exemplos: 
"A Divina Comédia é um livro notável", "Comprei dois copos" e 
"Abri o grande portãode madeira". 
 
Uma oração inteira também pode funcionar como adjunto adnominal: 
 
Outros Exemplos: 
"O Ronan, que trabalha aqui, não se encontra no prédio" (oração 
subordinada adjetiva explicativa) "O Ronan que trabalha aqui não 
se encontra no prédio" (oração subordinada adjetiva restritiva). 
 
Complemento Verbal 
 
O complemento verbal pode ser objeto direto (O.D.), objeto 
indireto (O.I.), objeto direto preposicionado e objeto 
direto/indireto pleonástico. 
 
Objeto Direto 
 
É o termo da oração que completa o sentido de um verbo 
transitivo direto. 
 
Exemplos: 
Comprei um carro. / Ela limpou o quarto e a sala. 
 
O objeto direto pode ser constituído: 
 
a)Por um substantivo ou expressão substantivada. 
 
Exemplos: 
O agricultor cultiva a terra. / Unimos o útil ao agradável. 
 
b) Pelos pronomes oblíquos o(s), a(s), lo(s), la(s), me, te, se, 
vos, nos. 
 
Exemplos: 
Espero-o na minha festa. / Irei vê-los depois. 
 
c) Por qualquer pronome substantivo. 
 
Exemplos: 
Não veio ninguém à aula hoje. / O menino que conheci está lá fora. 
 
Objeto direto preposicionado 
 
Em alguns casos, o objeto direto pode vir acompanhado de 
preposição facultativa. Isso pode ocorrer: 
 
a) Quando o objeto é um substantivo próprio, ou comum, 
referente a pessoa, principalmente na expressão de sentimentos 
ou pela eufonia da frase. 
 
Exemplo: 
Adoremosa Deus / Judas traiu a Cristo. 
 
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 4 - Termos Integrantes da Oração
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
62 
b) Quando o objeto é representado por um pronome pessoal 
tônico. (preposição obrigatória) 
 
Exemplo: 
Ofenderam a mim, não a ele. / Amava-o tanto como a nós. 
 
c) Quando o objeto é representado por um pronome substantivo 
indefinido. 
 
Exemplo: 
O diretor elogiou a todos. 
 
d) Para evitar ambiguidade. 
 
Exemplo: 
Venceu ao inimigo o nosso colega. / A qual deles iria homenagear o rapaz? 
 
Objeto Indireto 
 
É o termo da oração que completa o sentido de um verbo transitivo 
indireto com auxílio da preposição. 
 
Exemplos: 
Gostei do filme. 
Concordo com você. 
 
Os pronomes oblíquos lhe, lhes, me te, se, nos, vos funcionam 
como objeto indireto. 
 
Exemplos: 
Nós lhe oferecemos um presente. 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
Muitas vezes o objeto indireto inicia-se com crase (à, àquele, 
àquela, àquilo). Isso ocorre quando o verbo exige a preposição "a", 
que acaba se contraindo com a palavra seguinte. 
Exemplos: 
Entregaram à mãe o presente. (à = "a" preposição + "a" artigo 
definido). 
 
Objeto pleonástico 
 
Pode ocorrer ainda o (objeto direto ou indireto) pleonástico, que 
consiste na retomada do objeto por um pronome pessoal, 
geralmente com a intenção de colocá-lo em destaque. 
 
Exemplos: 
As mulheres, eu as vi na cozinha. (Objeto Direto) 
A todas vocês, eu já lhes forneci o pagamento mensal. (Objeto Indireto) 
 
Agente da Passiva 
 
É o elemento da frase que pratica a ação expressa pelo verbo 
quando este se apresenta na voz passiva. Sempre introduzido 
por uma preposição. Veja as frases a seguir: 
 
 A lição foi feita pelo aluno. 
 O Brasil foi descoberto por Cabral. 
 O mascate ficou rodeado de curiosos. 
 Os exercícios foram resolvidos por mim. 
 Este mar se navega de cruéis marinheiros. 
 A grama foi cortada por Maria. 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1)Leia:A seleção brasileira derrotou o time argentino na noite de 
ontem. Essa vitória deu ao Brasil uma boa vantagem. Para ir à final, 
os jogadores brasileiros poderão até perder o segundo jogo por um 
gol de diferença. Nossa seleção vive tempos de glória. 
No texto acima, há quatro termos que funcionam como objeto 
direto. Marque a alternativa em que eles se apresentam. 
 
a) A seleção brasileira – o time argentino – ao Brasil – tempos de glória 
b) o time argentino – ao Brasil – uma boa vantagem – o segundo jogo 
c) uma boa vantagem – à final – o segundo jogo – tempos de glória 
d) o time argentino – uma boa vantagem – o segundo jogo – 
tempos de glória 
 
2) Assinale a alternativa em que ocorre complemento nominal. 
 
a) Patrícia mora muito longe dos amigos. 
b) Letícia trouxe queijo de Minas para mim. 
c) As maiores jazidas de ferro do mundo estão no Brasil. 
d) A professora esqueceu seus óculos de sol sobre a mesa. 
 
3)Assinale a alternativa que apresenta um objeto direto preposicionado. 
 
a) Naquele tempo já não lhe restava alternativa. 
b) Tirou da bolsa um chocolate e cortou-o em dois. 
c) Pouco nos importa que ele vá embora. 
d) A escuridão da noite a apavorava. 
e) Irritou ao guarda o motorista. 
 
4)Leia: “Muitos homens choravam (...) Só Capitu, amparando a 
viúva, não se desesperou. Consolava a outra, queria arrancá-la 
dali. Ela confessou-me que não conseguia chorar e que iria 
desdobrar-se em cuidados para com a amiga.” 
No texto, os termos que se classificam como objeto direto são: 
 
a) a viúva, a outra, -la c) para com a amiga, -la 
b) muitos homens, Ela d) Capitu, -se, -me 
 
5)Observe os termos destacados nas frases abaixo e assinale a 
alternativa com a correta classificação sintática nos parênteses. 
 
a) O técnico do time deu outra oportunidade ao jovem 
goleiro. (objeto indireto) 
b) O técnico do time deu outra oportunidade ao jovem goleiro. 
(objeto indireto) 
c) O técnico do time deu outra oportunidade ao jovem goleiro. 
(objeto direto) 
d) O técnico do time deu outra oportunidade ao jovem goleiro. 
(objeto indireto) 
 
6)Leia: “Carlos declarou ao delegado ter visto uma elegante 
carruagem que dois imponentes cavalos levavam.” 
Quanto aos complementos verbais que aparecem no texto, não 
se pode afirmar que 
 
a) dois imponentes cavalos é objeto direto, pois completa o 
sentido do verbo levavam. 
b) o pronome relativo que retoma o termo uma elegante carruagem. 
c) uma elegante carruagem é objeto direto. 
d) ao delegado é objeto indireto. 
 
7)Evadiu-se do acampamento durante uma tempestade terrível. 
Assinale a alternativa cujo fragmento sublinhado possui a mesma 
classificação sintática do termo “terrível”, sublinhado no trecho acima. 
 
a) Bastou um telefonema para deixá-lo arrasado. 
b) Bastou uma tacada mais forte para derrubá-lo. 
c) Bastou um aceno para enchê-lo de esperanças. 
d) Bastou a composição de um trecho para consagrá-lo. 
e) Bastou um elogio do chefe para reanimá-lo. 
 
8)Assinale a alternativa que apresenta em destaque o 
complemento nominal. 
 
a) Herdou tão somente o verde casaco de lã. 
b) O céu de estrelas encantava-o desde menino. 
c) Esta jovem é uma profissional de consciência. 
d) A família mudou-se para longe da cidade grande. 
 
9)Observe:“Estela deu ao marido vinte filhos. Desses só conheci 
seis. Os outros morreram cedo. Aquela era uma mulher de fibra. 
Só a conheci em sua velhice. Lembro-me de um fato marcante: 
Estela e o marido comendo um delicioso mingau no mesmo 
prato como se fossem namorados.” 
Assinale a alternativa cujo termo funciona, no texto acima, 
como objeto direto. 
 
a) marido c) um fato marcante 
b) mulher de fibra d) um delicioso mingau 
 
10)No texto abaixo, os termos destacados classificam-se, 
respectivamente, como: 
“O desconhecido lançou um desafio, então, aos outros quatro 
defensores e venceu-os também um a 
um. Depois retirou o elmo e levantou a viseira para se 
apresentar ao Príncipe João.” 
 
a) objeto direto, objeto indireto, objeto direto 
b) objeto direto, objeto direto, objeto indireto 
c) objeto indireto, objeto direto, objeto indireto 
d) objeto indireto, objeto indireto, objeto direto 
 
 
GABARITO: 
1.D 2.A 3.E 4.A 5.B 6.A 7.E 8.D 9.D 10.A 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
63 
 
Definição 
 
Existem termos que, apesar de dispensáveis na estrutura básica da 
oração,são importantes para a compreensão do enunciado. Ao 
acrescentar informações novas, esses termos: 
 
 Caracterizam o ser. 
 Determinam os substantivos. 
 Exprimem circunstância. 
 
São termos acessórios da oração: 
 
 Adjunto Adnominal 
 Adjunto Adverbial 
 Aposto 
 Vocativo 
 
Adjunto Adnominal 
 
É o termo da oração que sempre se refere a um substantivo. Pode 
ser expresso por Artigos, Adjetivos, Locuções Adjetivas, 
Pronomes Adjetivos, Orações Adjetivas e Numerais. Os 
adjuntos adnominais modificam o substantivo, qualquer que seja a 
função que ele exerça na oração. 
 
Artigo 
 
Exemplo: 
Onde estão os cozinheiros?[os: adjunto adnominal de cozinheiros] 
 
Exemplo: 
Os fogos iluminavam a noite.[a: adjunto adnominal de noite] 
 
Exemplo: 
Conheci umas pessoas maravilhosas[umas: adjunto adnominal de 
pessoas] 
 
Adjetivos 
 
Exemplo: 
O alegre espetáculo começou tarde.[alegre: adjunto adnominal de 
espetáculo] 
 
Exemplo: 
Meninos tristes chegaram.[tristes: adjunto adnominal de meninos] 
 
 
 
Exemplo: 
As construções antigas eram mais trabalhadas artisticamente.[antigas: 
adjunto adnominal de construções] 
 
Locuções Adjetivas 
 
Construção perifrástica que exerce a função de um adjetivo. 
 
Exemplo: 
Noite de tempestade. (noite tempestuosa)[de tempestade: adjunto 
adnominal de noite] 
 
Exemplo: 
Pessoa com fome. (pessoa faminta)[com fome: adjunto adnominal 
de pessoa] 
 
Exemplo: 
Era uma ave de inverno. (ave invernal)[de inverno: adjunto 
adnominal de ave] 
 
Pronomes Adjetivos 
 
Acompanha o substantivo com o qual se relaciona. 
 
Exemplo: 
Você pegou meu livro. [meu: adjunto adnominal de livro.] 
 
Exemplo: 
Alguns alunos estudam o suficiente.[alguns: adjunto adnominal 
de alunos] 
 
Exemplo: 
Esta prova não é difícil[esta: adjunto adnominal de prova] 
 
Numerais 
 
Exemplo: 
Conheço aqueles dois alunos. [dois: adjunto adnominal de alunos] 
 
Exemplo: 
Hoje o bar serve dose dupla.[dupla: adjunto adnominal de dose] 
 
Exemplo: 
Ele foi o primeiro aluno a sair.[primeiro: adjunto adnominal de 
aluno] 
 
ATENÇÃO! 
 
 
Adjunto Adverbial 
 
 
 
É o termo da oração que indica uma circunstância (dando ideia de 
tempo, lugar, modo, causa, finalidade, etc.). O adjunto adverbial é o 
termo que modifica o sentido de um verbo, de um adjetivo ou de um 
advérbio. Uma vez que a NGB não classifica adjuntos adverbiais, seu 
entendimento depende do contexto em que se encontram. 
 
Não serei conivente. 
Não = refere-se ao verbo 
 
O avião decolou bem rapidamente. 
Bem => refere-se a outro advérbio 
 
Paulo é muito vagaroso. 
Muito = refere-se ao adjetivo 
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 5 - Termos Acessórios da Oração
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
64 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(*) “bastante” pode ou não ser advérbio depende da frase. Exemplos: Há bastantes homens. (adjetivo) ≠ Corri bastante. (advérbio) 
 
Aposto 
 
É um termo que se junta a outro de valor substantivo ou pronominal 
para explicá-lo ou especificá-lo melhor. Vem separado dos demais 
termos da oração por vírgula, dois-pontos ou travessão. 
 
Exemplos: 
Joana, filha de D. Maria, comprou uma casa de praia. [A expressão em 
destaque identifica/explica quem é Joana. Ela é filha de D. Maria. Portanto, 
“filha de D. Maria” é um aposto.] 
Machado de Assis, autor de “A mão e a luva”, é considerado o maior 
escritor brasileiro. [A expressão sublinhada também é um aposto, pois 
explica uma peculiaridade sobre Machado de Assis.] 
Curitiba, capital do Paraná, é famosa por sua beleza. [“Capital do Paraná” 
é um aposto de Curitiba.] 
 
Em todos os exemplos acima, podemos notar que o aposto está 
identificando/explicando/esclarecendo algum termo da oração. 
 
Classificação do Aposto 
 
De acordo com a relação que estabelece com o termo a que se 
refere, o aposto pode ser classificado em: 
 
a) Explicativo:A Ecologia, ciência que investiga as relações dos 
seres vivos entre si e com o meio em que vivem, adquiriu grande 
destaque no mundo atual. 
 
b) Restritivo: O poeta Manuel Bandeiracriou obra de expressão 
simples e temática profunda. 
 
d) Resumidor/resumitivo ou Recapitulativo:Vida digna, 
cidadania plena, igualdade de oportunidades, tudo issoestá na base 
de um país melhor. 
 
c) Enumerativo: A vida humana se compõe de muitas coisas: amor, 
trabalho, ação. 
 
e) Comparativo:Seus olhos,indagadores holofotes,fixaram-se por 
muito tempo na baía anoitecida. 
 
f) Distributivo: Drummond e Guimarães Rosa são dois grandes 
escritores, aquele na poesia e este na prosa. 
 
g) Aposto de Oração:Ela correu durante uma hora, sinal de 
preparo físico. 
 
O aposto restritivo pode ser confundido com adjunto adnominal por 
causa da ausência de pontuação. O adjunto adnominal tem valor 
adjetivo e pode, muitas vezes, ser substituído por ele. O aposto 
restritivo, por outro lado, “renomeia” diretamente o termo ao qual se 
subordina. Confira o quadro abaixo: 
 
Aposto Adjunto adnominal 
A cidade de Lisboa O clima de Lisboa 
O poeta Bilac O soneto de Bilac 
O rei D. Manuel A época de D. Manuel 
O mês de junho As festas de junho 
 
Vocativo 
 
É o termo que serve para chamar, invocar ou interpelar um ouvinte 
real ou hipotético. Não possui relação sintática com outro termo da 
oração. Não pertence, portanto, nem ao sujeito nem ao predicado. 
Por seu caráter, geralmente se relaciona à segunda pessoa do 
discurso. Considerado como termo independente, ou seja, um termo 
acessório. 
 
 
Quem pode exercer as funções de vocativo? 
 
 Substantivo:Menino, fique quieto! 
 Pronome: Senhor, venha comer! 
 Expressão substantiva: Meus queridos companheiros, aonde 
pegaram vocês? 
 
O vocativo pode vir antecedido por interjeições de apelo, tais como ó, 
olá, eh!, etc. 
 
Mais Exemplos: 
“Que tem isso, Adelaide?” (Lima Barreto) 
“Policarpo, eu não quero contrariar você” (Lima Barreto) 
“Senhor Azevedo, não seja leviano…” (Lima Barreto) 
“Tardei, major?” (Lima Barreto) 
“Filha, olha que mais cedo ou mais tarde é preciso que o faças” (Júlio 
Ribeiro) 
“Quando começou isto, coronel?” (Júlio ribeiro) 
 
Diferença entre vocativo e aposto: 
Vocativo é um termo independente na frase, já o aposto é um 
termo que está relacionado com outro termo na frase
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1)Observe: 
I. E, minha senhora, desde aquele dia, as coisas ficaram mal 
para mim, e vós, filha de Dom Paio Muniz, tendes a 
impressão de que eu possuo roupa luxuosa para vós. 
II. Filha de Dom Paio Muniz, desde aquele dia, as coisas 
ficaram mal para mim. Minha senhora, tendes a impressão de 
que eu possuo roupa luxuosa para vós. 
A respeito dos termos em destaque, assinale a alternativa com a 
afirmação correta. 
 
a) Em I e II, todos os termos são apostos. 
b) Em I, todos os termos são apostos e, em II, todos são vocativos. 
c) Em I, os termos são, respectivamente, aposto e vocativo. E 
em II, são vocativo e aposto. 
d) Em I, os termos são, respectivamente, vocativo e aposto. E 
em II, são vocativos. 
 
2) Observe: 
“Que barulho estranho 
vem de fora 
vem de dentro?!... 
E o menino encolhe 
e se embrulha nas cobertas, 
enfia a cabeça no travesseiro 
e devagar, 
Tipos Exemplos 
de afirmação Sim, fiz o que pediste. 
de assunto Falei sobre política na festa. 
de causa Por que fez isso? / Ele reprovou por causa disso. 
de companhia Fui lá com meu irmão. / Vá com Deus! 
de dúvida Talvez ela estivesse certa. / Acaso sabes quem sou? / Porventura fostes lá? 
de lugar Cheguei ao lugar certo. / Passou pela rua deserta. / 
de instrumento Escreva a lápis. / Deu-lhe com o chicote! 
de intensidade Muito frio. / Correr bastante*./ Dormi demais. 
de matéria Era uma igreja com mármore. 
de meio Viajava de bicicleta. / Descemos o rio de bote. 
de modo Vagarosamente, entregou-lhe o papel. / Caiu de súbito. 
de negação Você não pode fazer isto. 
de tempo Cheguei ontem. / Começaremos hoje. / Levantei-me cedo. 
de fim Veio até aqui para nada. / Lê bastante, por aumento de conhecimento. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
65 
sem segredo, 
vem o sono.” 
Entre os tipos de adjunto adverbial em destaque no texto acima, há 
 
a) dois de modo. 
b) dois de tempo. 
c) apenas um de causa. 
d) apenas um de lugar. 
 
3)Assinale a alternativa cujo termo destacado não é aposto. 
 
a) Apreciava o estilo do poeta Paulo Leminski. 
b) O escritor Paulo Leminski nasceu em Curitiba. 
c) O poema de Paulo Leminski apresenta rico conteúdo. 
d) Paulo Leminski, poeta contemporâneo, possui uma obra primorosa. 
 
4)Assinale a alternativa correta, em relação ao significado dos 
termos em negrito e sublinhados. 
 
a) “O conto é bem curto.” (qualidade) 
b) “Eu até aceitaria seu presente, se não fosse tão caro.” 
(modo) 
c) “Até as palavras não ditas possuem uma magia para aliviar a 
alma.” (intensidade) 
d) “Até as palavras não ditas possuem uma magia para aliviar a 
alma.” (direção) 
e) “Ficarei esperando você, ansiosa, até o amanhecer.” (tempo) 
 
5)Marque a alternativa que completa as lacunas com vocativo e aposto. 
_________ não permitam a ruína destes jovens,_______. 
 
a) Espero que os pais / pois são o futuro de nossa pátria 
b) Queridos pais, / já que são o futuro de nossa pátria 
c) Que os pais / futuro de nossa pátria 
d) Pais, / futuro de nossa pátria 
 
6) Coloque A para a presença de aposto e V para a presença de 
vocativo nas frases abaixo. A seguir, assinale a alternativa que 
apresenta a sequência correta. 
( ) “Cobrar o cumprimento das promessas de campanha, 
eleitores, é compromisso de todos.” 
( ) “A pressa, inimiga da perfeição, propicia um trabalho de má 
qualidade.” 
( ) “O poeta Vinícius de Morais, na sua época, cantou o amor em versos.” 
( ) “Amo-te, ó rude e doloroso idioma. / És, a um tempo, 
esplendor e sepultura.” 
 
a) V – A – A – V 
b) V – A – V – V 
c) A – V – A – A 
d) A – V – V – A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO: 
1.D 2.A 3.C 4.E 5.D 6.A 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
66 
 
 
 
 
 
Contar o número de verbos para descobrir se o período é 
simples ou composto. 
 
Exemplos: 
Nunca mais encontrei aquele livro. (período simples) 
Quero que você me empreste seu livro. (período composto) 
Tome cuidado com os carros! (período simples) 
Eu peço que você tome cuidado com os carros. (período 
composto) 
Os animais precisam chamar a matilha para caça. (período 
simples) 
Maria entrou em casa depois da hora combinada, levou bronca do 
pai e trancou-se em seu quarto. (período composto) 
 
Para que servem o período simples e o período 
composto? 
 
Uma boa dissertação decorre da inevitável combinação entre 
períodos simples e compostos. O bom redator sabe utilizar, 
por um lado, o período simples para transmitir ideias 
concisas, lógicas e de fácil entendimento; e por outro, os 
períodos compostos para desenvolver, comparar, enumerar e 
contrastar ideias e dar fluência à estrutura coesiva do texto. 
A predominância de um tipo de período sobre o outro segue o 
bom senso e a circunstância da produção do texto. 
 
O período composto pode ser por coordenação, subordinação 
ou misto. O período composto por coordenação é formado por 
orações independentes, enquanto o período composto por 
subordinação é formado por orações dependentes. 
 
Período Composto por Coordenação 
 
Observe a seguinte frase: Saímos de manhã e voltamos à 
noite. 
 
O período é composto por duas orações: 1 – Saímos de manhã e 
2 – e voltamos à noite. Estas orações têm sentido próprio e não 
dependem uma da outra para expressar sua carga semântica. 
Outro fator importante na coordenação é que as orações tem o 
mesmo valor sintático, uma não se subordina a outra. 
 
Período Composto por Subordinação 
 
Observe a seguinte frase: Não fui à aula porque estava 
doente. 
 
O período é composto por duas orações: 1 – Não fui à aula e 
2 – porque estava doente. A primeira é chamada de oração 
principal, pois contém a declaração mais importante do 
período, rege-se por si e não desempenha nenhuma função 
sintática em outra oração do período. Já a segunda oração 
tem sua existência dependente da primeira, por atuar como 
seu termo acessório (adjunto adverbial) e por acrescentar 
carga semântica a uma ideia já completa. 
 
Período Misto 
 
Observe a seguinte frase: Fui à escola e busquei minha irmã
 que estava esperando. 
 
O período é composto por três orações: 1 – Fui à escola , 2 – e 
busquei minha irmã e 3 – que estava esperando. 
 
Neste caso, as orações 1 e 2 são coordenadas entre si, pois 
são independentes e não exercem função sintática de outras 
orações. Entretanto, a oração 2 também é oração principal, 
pois possui um termo acessório oracional que lhe é 
subordinado, a oração 3 (adjunto adnominal). Logo, existe 
tanto coordenação quanto subordinação neste período 
composto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 6 - Período Composto - Introdução
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
67 
 
Classificação das Orações Coordenadas: 
 
 Sindéticas (Aditivas, Adversativas, Alternativas, Conclusivas 
e Explicativas) 
 Assindéticas 
 
Orações Coordenadas Sindéticas 
 
São aquelas orações que apresentam síndeto, ou seja, 
conjunção. De acordo com o tipo de conjunção que as introduz, 
as orações coordenadas sindéticas podem ser: aditivas, 
adversativas, alternativas, conclusivasouexplicativas. 
 
Aditivas 
 
Expressam ideia de adição, acrescentamento. Normalmente indicam 
fatos, acontecimentos ou pensamentos dispostos em sequência. As 
conjunções coordenativas aditivas típicas são "e" e "nem" (= e + não). 
Introduzem as orações coordenadas sindéticas aditivas. 
 
Exemplo: 
Discutimos várias propostas e analisamos possíveis soluções. 
 
Adversativas 
 
Exprimem fatos ou conceitos que se opõem ao que se declara na 
oração coordenada anterior, estabelecendo contraste ou 
compensação. "Mas" é a conjunção adversativa típica. Além dela, 
empregam-se: porém, contudo, todavia, entretanto e as locuções no 
entanto, não obstante, nada obstante. Introduzem as orações 
coordenadas sindéticas adversativas. 
 
Exemplos: 
"O amor é difícil, mas pode luzir em qualquer ponto da cidade." 
(Ferreira Gullar) 
O país é extremamente rico; o povo, porém, vive em profunda miséria. 
Tens razão, contudo controle-se. 
Janaína gostava de cantar, todavia não agradava. 
O time jogou muito bem, entretanto não conseguiu a vitória. 
 
Alternativas 
 
Expressam ideia de alternânciade fatos ou escolha. 
Normalmente é usada a conjunção "ou". Além dela, empregam-
se também os pares: ora… ora, já… já, quer… quer…, seja…s eja 
etc. Introduzem as orações coordenadas sindéticas alternativas. 
 
Exemplos: 
Diga agora ou cale-se para sempre. 
Ora age com calma, ora trata a todos com muita aspereza. 
Estarei lá, quer você permita, quer você nãopermita. 
 
Conclusivas 
 
Exprimem conclusão ou consequência referentes à oração 
anterior. As conjunções típicas são: logo, portanto e pois 
(posposto ao verbo). Usa-se ainda: então, assim, por isso, por 
conseguinte, de modo que, em vista disso, etc. Introduzem as 
orações coordenadas sindéticas conclusivas. 
 
 
 
 
Exemplos: 
Não tenho dinheiro, portanto não posso pagar. 
A situação econômica é delicada; devemos, pois, agir cuidadosamente. 
O time venceu, por isso está classificado. 
Aquela substância é toxica, logo deve ser manuseada cautelosamente. 
 
Explicativas 
 
Indicam uma justificativa ou uma explicação referente ao fato 
expresso na declaração anterior. As conjunções que merecem 
destaque são: que, porque e pois (obrigatoriamente anteposto ao 
verbo). Introduzem as orações coordenadas sindéticas explicativas. 
 
Exemplos: 
Vou embora, que cansei de esperá-lo. 
Vinícius devia estar cansado, porque estudou o dia inteiro. 
Cumprimente-o, pois hoje é o seu aniversário. 
 
Orações Coordenadas Assindéticas 
 
São orações coordenadas entre si e que não são ligadas através 
de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas. 
 
Exemplo: 
João Paulo almoçou, repetiu e gostou. 
"João Paulo almoçou" é a primeira oração 
"repetiu" é a segunda oração 
"gostou" é a terceira oração. 
 
 
 
O B S E R V A Ç Ã O 
Cuidado para não confundir as orações coordenadas explicativas com 
as subordinadas adverbiais causais. Observe a diferença entre elas: 
 
Orações Coordenadas Explicativas: caracterizam-se por fornecer 
um motivo, explicando a oração anterior. 
 
Exemplos: 
A criança devia estar doente, porque chorava muito. (O choro da 
criança não poderia ser a causa de sua doença.) 
 
Orações Subordinadas Adverbiais Causais: exprimem a causa do 
fato. 
 
Exemplos: 
Henrique está triste porque perdeu seu emprego. (A perda do 
emprego é a causa da tristeza de Henrique.) 
 
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre a oração 
explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, imperativa, o 
que não acontece com a oração adverbial causal. 
 
 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1) Leia: O autismo não tem cura, (1) no entanto o 
diagnóstico precoce faz toda a diferença, (2) pois ele 
colabora com o tratamento do autista. 
As orações coordenadas sindéticas em destaque classificam-
se, respectivamente, como 
 
a) explicativa e conclusiva. 
b) adversativa e conclusiva. 
c) explicativa e adversativa. 
d) adversativa e explicativa. 
 
2) Em “A sala estava muito lotada, por isso não 
conseguimos lugar.”, a oração destacada classifica-se 
sintaticamente como 
 
a) subordinada adverbial consecutiva. 
b) coordenada sindética explicativa. 
c) subordinada adverbial temporal. 
d) coordenada sindética conclusiva. 
 
3) Leia: Silenciei-me, desliguei o rádio e deixei meu pensamento 
livre. 
Sobre o período acima, é incorreto afirmar que 
 
a) a primeira e a segunda orações são classificadas como 
orações coordenadas assindéticas. 
b) a terceira oração é uma coordenada sindética, introduzida 
por uma conjunção que explicita uma relação de adição. 
c) as duas primeiras orações são classificadas como 
coordenadas assindéticas e a terceira como subordinada. 
d) há três orações de estrutura sintática independente, ou seja, 
são orações autônomas, cada uma tem um sentido próprio. 
 
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 7 - Período Composto – Orações Coordenadas
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
68 
4) Analise sintaticamente as duas orações destacadas no 
texto “O assaltante pulou o muro, mas não penetrou na 
casa, nem assustou seus habitantes.” A seguir, 
classifique-as, respectivamente, como coordenadas 
 
a) adversativa e aditiva. 
b) explicativa e aditiva. 
c) adversativa e alternativa. 
d) aditiva e alternativa. 
 
5) Observe: 
“Ler na cama 
é uma difícil operação 
viro e me reviro, 
e não encontro solução.” 
A oração destacada, no texto acima, classifica-se em coordenada 
sindética 
 
a) adversativa. 
b) aditiva. 
c) alternativa. 
d) conclusiva. 
 
6) Classifique as orações coordenadas destacadas de acordo 
com o código abaixo e, em seguida, marque a alternativa 
com a sequência correta. 
I - sindética aditiva 
II - sindética adversativa 
III - sindética explicativa 
IV - sindética conclusiva 
V - assindética 
( ) “As horas passam, os homens caem, a poesia fica.” 
( ) Nosso amigo não veio, nem mandou notícias. 
( ) Camarões, Hungria e Turquia não têm tradição no futebol, 
no entanto brilharam na última Copa. 
( ) Informação, descoberta, crítica, morte... tudo em altíssima 
velocidade – a um ritmo de “stress” – portanto, o nosso 
século é o do enfarte. 
( ) Não facilite com esse cão que ele é muito traiçoeiro. 
 
a) V, I, II, IV, III 
b) I, V, IV, III, II 
c) V, II, III, IV, I 
d) I, II, III, IV, V 
 
7) Assinale a alternativa em que o período é formado 
somente por orações coordenadas. 
 
a) “O segundo sol chegará para realinhar as órbitas dos 
planetas...” 
b) “Há um menino, há um moleque, morando sempre no meu 
coração.” 
c) “Vem, morena, ouvir comigo essa cantiga, sair por essa vida 
aventureira.” 
d) “Eu amava como amava um pescador que se encanta mais 
com a rede que com o mar.” 
 
8) Assinale a alternativa em que está destacada uma oração 
coordenada explicativa. 
 
a) Peço que te cales. 
b) O homem é um animal que pensa. 
c) Ele não esperava que a mãe o perdoasse. 
d) Leve-a até o táxi, que ela precisa ir agora. 
e) É necessário que estudes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO: 
1.D 2.D 3.C 4.A 5.A 6.A 7.C 8.D 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
69 
 
Classificação das Orações Subordinadas: 
 
 Substantivas (Subjetivas, Objetivas Diretas, Objetivas Indiretas, 
Completivas Nominais, Predicativas, Apositivas e Agentes Da 
Passiva) 
 Adjetivas (Restritivas e Explicativas) 
 Adverbiais (Causais, Comparativas, Concessivas, Condicionais, 
Conformativas, Consecutivas, Finais, Proporcionais e Temporais). 
 
Orações Subordinadas Substantivas 
 
São orações que exercem a mesma função que um 
substantivo na estrutura sintática da frase. 
 
Exemplo: 
A menina quis um sorvete. (período simples) 
A menina = sujeito 
Quis = verbo transitivo direto 
Um sorvete = objeto direto 
 
Temos duas posições na frase anterior em que podemos usar 
um substantivo: o sujeito (menina) e o objeto direto 
(sorvete). Nessas mesmas posições podem aparecer, em um 
período composto, orações subordinadas substantivas. 
 
Dependendo de onde elas apareçam e da função que elas 
exerçam, poderemos classificar como Subjetiva (função de 
sujeito) ou como Objetiva direta (função de objeto direto). 
 
Sendo assim, notamos que: A menina quis que eu comprasse 
sorvete. (período composto) 
A menina = sujeito 
Quis = verbo transitivo direto 
Que eu comprasse sorvete = Oração subordinada substantiva 
objetiva direta 
 
Além das posições de sujeito e objeto direto, as orações 
subordinadas substantivas podem exercer a função de um 
predicativo, de um objeto indireto, de um aposto e de um 
complemento nominal. 
 
Portanto podemos ter oração subordinada substantiva de 6 
tipos: 
 
1)Subjetiva: ocupa a função de sujeito. 
 
Exemplos: 
É preciso que o grupo melhore.[Verbo de Ligação + predicativa. + 
O. S. S. Subjetiva] 
É necessário que você compareça à reunião.[VL + predicativa. O. 
S. S. Subjetiva] 
 
2)Predicativa: ocupa a função do predicativo do sujeito. 
 
Exemplos: 
A dúvida é se você virá.[Suj. + VL +O. S. S. Predicativa] 
A verdade é que você não virá.[Suj. + VL + O. S. S. Predicativa] 
 
3)Objetiva Direta: ocupa a função do objeto direto. Completa o 
sentido de um verbo transitivo direto. 
 
Exemplos: 
Nós queremos que você fique.[Suj. + VTD + O. S. S. Obj. Direta] 
Os alunos pediram que a prova fosse adiada. [Sujeito + VTD + O. 
S. S. Objetiva Direta] 
 
4)Objetiva Indireta8: ocupa a função do objeto indireto. 
 
Exemplos: 
As crianças gostam (de) que esteja tudo tranquilo.[Sujeito + VTI + 
O. S. S. Objetiva Indireta] 
A mulher precisa de que alguém a ajude.[Sujeito + VTI + O. S. S. 
Obj. Indireta] 
 
5)Completiva Nominal: ocupa a função de um complemento 
nominal. 
 
 
8 Existe a possibilidade de omissão da preposição, como é observado 
em autores como Camilo Castelo Branco, Machado de Assis e 
Alexandre Herculano. 
Exemplos: 
Tenho vontade de que aconteça algo inesperado. [Suj. + VTD + Obj. 
Dir. + O. S. S. Completiva Nominal] 
Toda criança tem necessidade de que alguém a ame [Sujeito + VTD + 
Obj. Dir. + O. S. S. Comp. Nom.] 
 
6)Apositiva: ocupa a função de um aposto. 
 
Exemplos: 
Toda a família tem o mesmo objetivo: que eu passe no 
concurso.[Sujeito + VTD + Objeto Direto + O. S. S. Apositiva] 
 
Orações Subordinadas Adjetivas 
 
Orações adjetivas são aquelas orações que exercem a função de 
adjunto adnominal dentro da estrutura da oração principal. 
Quando desenvolvidas, são sempre iniciadas por um 
pronome relativo e servem para caracterizar algum nome que 
aparece na estrutura da frase. Há dois tipos de orações 
adjetivas: Restritivas e Explicativas 
 
1) Restritivas: Servem para designar algum elemento da 
frase se separar-se dele por vírgulas. Restringe ou identifica o 
substantivo ou pronome ao qual se refere. 
 
Exemplos: 
Você é um dos poucos alunos que eu conheço.[Suj. + VL + 
predicativo + O.S. Adjetiva Restritiva] 
Eles são um dos casais que falaram conosco ontem.[Suj. + VL + 
predicativo + O.S. Adjetiva Restritiva] 
 
2) Explicativas: Ao contrário das restritivas, são quase 
sempre isoladas por vírgulas. Servem para adicionar 
características ao ser que designam. Sua função é explicar, e 
funciona estruturalmente como um aposto explicativo. 
 
Exemplos: 
Meu tio, que era advogado, prestou serviços ao réu.[Sujeito + O.S. 
Adj. Explicativa. + VTDI + OD + OI] 
Eu, que não sou perfeito, já cometi alguns erros graves.[Suj. + 
O.S. Adj. Explicativa. + VTD + OD] 
 
Orações Subordinadas Adverbiais 
 
Existem nove tipos de orações subordinadas adverbiais 
(constantes da NGB) e outros dois tipos mais comuns nas 
gramáticas (modais e locativas). Esse tipo de oração age na 
frase como um advérbio, modificando o sentido de outras 
orações e ocupando a função de um adjunto adverbial. 
 
Quando desenvolvidas, as orações adverbiais são sempre 
iniciadas por uma conjunção subordinativa. São elas: 
 
1) Causal: designam a causa, o motivo. 
 
Exemplos: 
O tambor soa porque é oco. 
Como não me atendessem, repreendi-os severamente. 
Já que ninguém se mexe, temos que agir nós, cidadãos. 
 
2) Comparativa: estabelece uma comparação com a oração 
principal. 
 
Exemplos: 
Ela andava leve como uma borboleta. 
O lugar é tal qual você o descreveu. 
O bicho é mais feroz do que aparenta. 
Ele não é maior que eu. (subentende-se o verbo “sou”) 
 
3) Concessiva: se opõe às ideias expressas pela oração 
principal. 
 
Exemplos: 
Embora a prova estivesse fácil, demorei bastante para terminar. 
Ainda que não dessem dinheiro, poderiam colaborar de outra 
forma. 
Por mais que gritasse, não me ouviram. 
Os louvores, pequenos que sejam, são ouvidos com agrado. 
 
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 8 - Período Composto – Orações Subordinadas
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
70 
4) Condicional: expressa uma condição para que aconteça 
aquilo que a oração principal diz. 
 
Exemplos: 
Caso você não estude, ficará muito ansioso para a prova. 
Não o condenaria se o conhecesses. 
A criança não dorme sem que primeiro a mãe lhe afague. 
O que ele diria se soubesse disso? 
 
5) Conformativa: expressam conformidade ou algum tipo de 
acordo com a oração principal. 
 
Exemplos: 
Como eu havia te falado, a prova não estava fácil. 
O homem age conforme pensa. 
Consoante opinam alguns, a história se repete. 
Segundo ouvi dizer, ela tem um amante. 
 
6) Consecutiva: é a consequência da oração principal. 
 
Exemplos: 
Comecei o dia tão mal que não consegui me concentrar no 
trabalho. 
Fazia tanto frio que meus dentes batiam. 
Ontem estive doente, de forma que não pude sair. 
A cidade crescera de tal modo que não a reconhecia mais. 
 
 
7) Final: indica finalidade, propósito para que acontece a 
oração principal 
 
Exemplos: 
Não vou fechar os portões da biblioteca, para que você possa fazer 
sua pesquisa. 
Fiz-lhe sinal que se calasse. 
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. 
Trouxe o vestido para que ela o experimentasse. 
 
 
8) Proporcional: indica proporção. 
 
Exemplos: 
Quanto mais você fumar, mais grave ficará sua doença. 
À medida que se vive, mais se aprende. 
O salário, ao passo que os preços sobem, vai diminuindo. 
À proporção que avançávamos, ia ficando escuro. 
 
9) Temporal: localiza a oração principal em um determinado 
tempo. 
 
Exemplos: 
Quando você voltar, nós conversaremos com calma. 
Enquanto foi rico, todos o procuravam. 
Sou bem recebido sempre que a visito. 
Mal chegamos ao local, vimos que era perigoso. 
 
10) Modal: exprimem modo, maneira. 
 
Exemplos: 
Aqui viverás em paz, sem que ninguém te incomode. / Entrou na 
sala sem que nos cumprimentasse. 
 
11) Locativa: equivalem a um adjunto adverbial de lugar e 
são iniciadas pelo advérbio “onde”, sem antecedente 
 
Exemplos: 
Quero ir aonde estás. / Venha por onde eu passar. / Onde me 
espetam, fico. 
 
 
 
 
 
 
OBSERVAÇÃO! 
 
Como as orações adverbiais funcionam como adjuntos 
adverbiais, existem ainda outras possibilidades de novos tipos de 
orações adverbiais: 
Exemplo: 
Irei com quem quiser me acompanhar. (adverbial de companhia) 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
71 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1)Não esticava o braço, sem espiar primeiro para todos os lados, a ver 
se vinha alguém, e, se vinha alguém, disfarçava e ia-se embora. 
Na frase acima, de Machado de Assis, as orações destacadas são 
subordinadas, respectivamente, 
 
a) adverbial temporal e substantiva subjetiva. 
b) substantiva subjetiva e adverbial temporal. 
c) adverbial condicional e substantiva objetiva direta. 
d) substantiva objetiva direta e adverbial condicional. 
 
2)Leia: “Em lugares distantes, onde não há hospital nem escola, 
homens que não sabem ler e morrem aos 27 anos plantaram 
e colheram a cana.” 
A oração em destaque acima é classificada como subordinada 
 
a) substantiva predicativa. 
b) substantiva subjetiva. 
c) adjetiva explicativa. 
d) adjetiva restritiva. 
 
3) “Sempre abafando os passos, dirigi-me novamente ao fundo 
do quintal, com medo daquela gente que nem me havia 
mandado buscar à escolapara assistir à morte de meu pai.” 
As orações grifadas acima são, respectivamente: 
 
a) oração subordinada adverbial temporal, oração subordinada 
substantiva objetiva direta, oração subordinada adverbial consecutiva 
b) oração subordinada adverbial temporal, oração subordinada 
adjetiva explicativa, oração subordinada adverbial causal 
c) oração subordinada adverbial modal, oração subordinada 
adjetiva restritiva e oração subordinada adverbial final 
d) oração subordinada adverbial modal, oração subordinada 
substantiva subjetiva, oração subordinada adjetiva explicativa 
e) oração subordinada adverbial causal, oração subordinada adjetivaexplicativa, oração subordinada substantiva objetiva indireta 
 
4) Assinale a alternativa em que se encontra uma oração 
subordinada adverbial. 
 
a) “Ali se perdem / como se perde a água derramada.” 
b) “Todas as coisas de que fala estão / na cidade entre o céu e a 
terra.” 
c) “Nunca me esquecerei que no meio do caminho / tinha uma 
pedra.” 
d) “Minha terra tem palmeiras / onde canta o sabiá.” 
 
5)Leia: “Minha suspeita é que todos ficaram aliviados com a 
notícia.” 
A oração em destaque no período acima classifica-se como 
subordinada substantiva 
 
a) apositiva. 
b) subjetiva. 
c) predicativa. 
d) objetiva direta. 
 
6)No período “Ninguém sabe como ela aceitará a proposta”, a 
oração grifada é uma subordinada 
 
a) adverbial comparativa. 
b) substantiva completiva nominal. 
c) substantiva objetiva direta. 
d) adverbial modal. 
e) adverbial causal. 
 
7)Assinale a alternativa em que o termo como introduz uma 
oração subordinada adverbial causal. 
 
a) Como devemos agir em caso de intoxicação alimentar? 
b) Como poucas pessoas compareceram, a reunião foi 
remarcada para a próxima semana. 
c) Como uma criança que ganha um brinquedo, ela reagiu 
quando reencontrou os velhos amigos. 
d) Como rastilho de pólvora, a notícia do suicídio do prefeito se 
espalhou por todo o vilarejo. 
 
8)Leia: É importante que sejam colocados avisos nos 
estabelecimentos, comunicando que a venda de bebidas 
alcoólicas para menores de idade é proibida, mas não podemos 
nos esquecer de que os pais devem orientar seus filhos quanto 
aos perigos do álcool. 
Considerando as orações subordinadas substantivas, há, no 
período acima, 
 
a) uma objetiva direta, uma completiva nominal e uma objetiva indireta. 
b) uma subjetiva, uma objetiva direta e uma objetiva indireta. 
c) uma objetiva direta, uma predicativa e uma objetiva indireta. 
d) uma subjetiva e duas objetivas diretas. 
 
9)No período: “Espero que ele venha a São Paulo.”, a oração 
em destaque classifica-se sintaticamente como 
 
a) subordinada substantiva objetiva direta. 
b) subordinada substantiva objetiva indireta. 
c) subordinada substantiva subjetiva. 
d) subordinada adjetiva restritiva. 
e) subordinada adjetiva explicativa. 
 
10)Nas frases: 
I- O bairro estava tão bem-iluminado que os traficantes não o 
frequentavam. 
II- O bairro estava bem-iluminado para que os traficantes não o 
frequentassem. 
III- Se o bairro estivesse bem-iluminado, os traficantes não o 
frequentariam. 
as orações subordinadas adverbiais exprimem respectivamente 
circunstância de 
 
a) consequência, finalidade, condição 
b) consequência, concessão, finalidade 
c) proporção, causa, condição 
d) causa, concessão, finalidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO: 
1.D 2.D 3.C 4.A 5.C 6.C 7.B 8.B 9.A 10.A 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
72 
 
Definição 
 
As orações reduzidas são caracterizadas por possuírem o verbo 
nas formas de gerúndio, particípio ou infinitivo, ou seja, nas 
suas formas nominais. 
 
Ao contrário das demais orações subordinadas, as orações 
reduzidas não são ligadas através de conectivo. 
 
Para cada oração reduzida, tem-se uma desenvolvida 
correspondente. Para melhor identificarmos que tipo de oração 
reduzida temos, podemos desenvolvê-la. 
 
Possuem as mesmas características sintáticas das orações 
subordinadas desenvolvidas. 
 
Há três tipos de orações reduzidas: 
 
 De Infinitivo 
 De Gerúndio 
 De Particípio 
 
Reduzida de Infinitivo 
 
1) Substantivas 
 
 Subjetivas: É necessário gostar de frutas e verduras. (que se 
goste de frutas e verduras.) 
 Objetivas Diretas: O técnico assegurou serem seguras as 
máquinas. (que eram seguras as máquinas) 
 Objetivas Indiretas: Gosto de ficar sozinho. (que eu fique 
sozinho) 
 Completivas Nominais:Eu estou disposto a arriscar tudo. (que 
eu arrisque tudo) 
 Predicativas:O melhor seria fazerem a viagem. (que fizessem 
a viagem) 
 Apositivas: Ele nos fez um convite: comparecermos ao seu 
casamento. (que comparecêssemos ao seu casamento) 
 
2) Adjetivas 
 
 Restritiva: Ela foi a única a apreciar o show. (que apreciou o 
show) 
 Explicativas: Aquele, a cantar no palco, é meu amigo. (que 
canta no palco) 
 
3) Adverbiais 
 
 Causal: Eu lamento por ter chegado atrasado. (porque cheguei 
atrasado) 
 Temporal:Ao despedirem-se, choravam. (quando se despediram) 
 Final:Fiz um empréstimopara comprar um carro. (para que 
compre um carro) 
 Concessiva:Apesar de estar triste, ela continua sorridente. 
(apesar de que esteja triste) 
 Condicional:Se cumprirem a promessa, eu cumpro a minha. 
(caso cumpram a promessa) 
 Consecutiva: Ela se distraiu tanto a ponto de esquecer a 
discussão. (que esqueceu a discussão) 
 Modal: Retirei-me discretamente, sem ser percebido. (sem que 
me percebessem) 
 
Reduzidas de Gerúndio 
 
1) Adjetivas 
 
 Restritiva:Gosto de crianças correndo pela casa. (que corram 
pela casa) 
 Explicativas:Encontrei Maria, saindo de férias. (que saía de 
férias) 
 
2) Adverbiais 
 
 Causal:Não cumprindo a promessa, sentiu remorsos. (porque 
não cumpriu a promessa) 
 Concessiva:Mesmo estando doente assisti aos jogos. (mesmo 
que estivesse doente) 
 Condicional:Mentindo assim, você ficará em uma situação 
difícil. (caso você minta assim) 
 Temporal:Faltando alguns minutos para o final da prova, eu 
terminei. (quando faltavam alguns minutos para o final da prova) 
 
Reduzidas de Particípio 
 
1) Adjetivas 
 
 Restritiva:Temos apenas um carro comprado com muito 
sacrifício. (que compramos com muito sacrifício) 
 Explicativas:Fiquei surpresa com a casa, pintada de branco. 
(que pintaram de branco) 
 
2) Adverbiais 
 
 Causal:Ferido na perna, ele não pode mais jogar. (porque se 
feriu na perna) 
 Concessiva:Vencido o campeonato, permanecerão treinando. 
(mesmo que vençam o campeonato) 
 Condicional:Excluídas as doações, como funcionaremos? (caso 
excluam as doações) 
 Temporal:Concluído o jogo, o time foi descansar. (quando 
concluíram o jogo) 
 
 
 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1) Voltemos à casinha. Não serias capaz de lá entrar hoje, 
curioso leitor; envelheceu, enegreceu, apodreceu, e o 
proprietário deitou-a abaixo para substituí-la por outra, três 
vezes maior, mas juro-te que muito menor que a primeira. O 
mundo era estreito para Alexandre; um desvão de telhado para 
as andorinhas... 
A oração sublinhada é 
 
a) subordinada substantiva objetiva indireta. 
b) subordinada substantiva reduzida de particípio. 
c) subordinada adverbial reduzida de infinitivo. 
d) subordinada adjetiva reduzida. 
e) subordinada adverbial causal. 
 
2)Assinale a alternativa em que aparece uma oração reduzida. 
 
a) Como dizem os mais velhos, beleza não se põe na mesa. 
b) Queremos isto: que a distribuição de rendas seja mais justa. 
c) Montada a feira de artesanato, as pessoas entraram curiosas. 
d) A resposta que os policiais esperavam dos sequestradores não 
veio. 
 
3)No período “É importante manter a calma”, a oração em 
destaque denomina-se subordinada 
 
a) substantiva subjetiva reduzida de infinitivo. 
b) substantiva predicativa reduzida de infinitivo. 
c) adverbial concessiva. 
d) adjetiva restritiva. 
 
4) ”Carta a uma jovem que, estando em uma roda em que dava 
aos presentes o tratamento de „você‟, se dirigiu ao autor 
chamando-o „o senhor‟ ”. 
A oração “... estando em uma roda...” do trecho lido é 
 
a) adverbial temporal. 
b) adverbial proporcional. 
c) substantiva subjetiva. 
d) adjetiva restritiva. 
e) coordenadaexplicativa. 
 
 
 
 
 
 
GABARITO:1.C 2.C 3.A 4.A 5.A 
 
 
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 9 - Período Composto – Orações Reduzidas
O B S E R V A Ç Ã O 
É necessário atenção ao classificar as orações reduzidas, pois a 
ausência dos conectores faz com que o contexto seja, muitas 
vezes, o fator determinante da análise. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
73 
 
 
 
 
QUINO. Toda Mafalda, São Paulo: Martins Fontes, 2008. 
 
Definição 
 
A crase indica a fusão da preposiçãoacom artigo ou pronomea: 
 
Exemplos: 
João voltou àcidade natal. 
Os documentos foram apresentados àsautoridades. 
Refiro-me àquela menina que encontrei ontem. 
 
Dessa forma,não existe crase antes de palavra masculina: 
Vou a pé. / Andou a cavalo.Existe uma única exceção, explicada 
mais adiante. 
 
Regras práticas 
 
Primeira -Substitua a palavra antes da qual aparece oaouaspor 
um termo masculino. Se o a ou as se transformar 
em ao ou aos, existe crase; do contrário, não. Nos exemplos já 
citados: 
 
João voltou ao país natal. / Os documentos foram apresentados 
aos juízes. Outros exemplos: Atentas às modificações, as 
moças... (Atentos aos processos, os moços...) / Junto à parede 
(junto ao muro). 
 
No caso de nome geográfico ou de lugar, substitua 
o a ou as por para. Se o certo for para a, use a crase: 
 
Foi à França (foi para a França). / Irão à Colômbia (irão para a 
Colômbia). / Voltou a Curitiba (voltou para Curitiba, sem crase). 
 
Pode-se igualmente usar a forma voltar de: se o de se 
transformar em da, há crase, inexistente se o de não se 
alterar: 
 
Retornou à Argentina (voltou da Argentina). / Foi a Roma 
(voltou de Roma). 
 
Segunda -A combinação de outras preposições com a (para a, na, 
da, pela e com a, principalmente) indica se o a ou as deve levar 
crase. Não é necessário que a frase alternativa tenha o mesmo 
sentido da original nem que a regência seja correta. 
 
Exemplos: Emprestou o livro à amiga (para a amiga). / Chegou à 
Espanha (da Espanha). / As visitas virão às 6 horas (pelas 6 horas). / 
Estava às portas da morte (nas portas). / À saída (na saída). / 
À falta de (na falta de, com a falta de). 
 
Usa-se a crase ainda 
 
1 - Nas formas àquela, àquele, àquelas, àqueles, àquilo, 
àqueloutro (e derivados): 
 
Cheguei àquele (a + aquele) lugar. / Vou àquelas cidades. / 
Referiu-se àqueles livros. / Não deu importância àquilo. 
 
2 - Nas indicações de horas, desde que 
determinadas: Chegou às 8 horas, às 10 horas, à 1 hora. Zero 
e meia incluem-se na regra: 
 
O aumento entra em vigor à zero hora. / Veio à meia-noite em 
ponto. A indeterminação afasta a crase: Irá a uma hora 
qualquer. 
 
3 -Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas como às 
pressas, às vezes, à risca, à noite, à direita, à esquerda, à frente, à 
maneira de, à moda de, à procura de, à mercê de, à custa de, à 
medida que, à proporção que, à força de, à espera de: 
 
Saiu às pressas. / Vive à custa do pai. / Estava à espera do irmão. / 
Sua tristeza aumentava à medida que os amigos partiam. / Serviu o 
filé à moda da casa. 
 
4 -Nas locuções que indicam meio ou instrumento e em 
outras nas quais a tradição linguística o exija, como à bala, à 
faca, à máquina, à chave, à vista, à venda, à toa, à tinta, à 
mão, à navalha,à espada, à baioneta calada, à queima-roupa, à 
fome (matar à fome): 
 
Morto à bala, à faca, à navalha. / Escrito à tinta, à mão, à 
máquina. / Pagamento à vista. / Produto à venda. / Andava à 
toa. Observação: Neste caso não se pode usar a regra prática 
de substituir a porao. 
 
5 -Antes dos relativos que, qual e quais, quando 
o a ou as puderem ser substituídos por ao ou aos: 
 
Eis a moça à qual você se referiu (equivalente: eis o rapaz ao qual 
você se referiu). / Fez alusão às pesquisas às quais nos dedicamos 
(fez alusão aos trabalhos aos quais...). / É uma situação semelhante 
à que enfrentamos ontem (é um problema semelhante ao que...). 
 
Não se usa a crase antes de 
 
1 -Palavra masculina:andar a pé, pagamento a prazo, 
caminhadas a esmo, cheirar a suor, viajar a cavalo, vestir-se a 
caráter. Exceção. Existe a crase quando se pode subentender 
uma palavra feminina, especialmente moda e maneira, ou 
qualquer outra que determine um nome de empresa ou 
coisa: Salto à Luís XV (à moda de Luís XV). / Estilo à Machado 
de Assis (à maneira de). / Referiu-se à Apollo (à nave Apollo). / 
Dirigiu-se à (fragata) Gustavo Barroso. / Vou 
à (editora) Melhoramentos. / Fez alusão à (revista) Projeto. 
 
2 -Nome de cidade: Chegou a Brasília. / Irão a Roma este 
ano. Exceção. Há crase quando se atribui uma qualidade à 
cidade: Iremos à Roma dos Césares. / Referiu-se à bela Lisboa, 
à Brasília das mordomias, à Londres do século 19. 
 
3 -Verbo:Passou a ver. / Começou a fazer. / Pôs-se a falar. 
 
4 -Substantivos repetidos: Cara a cara, frente a frente, gota 
a gota, de ponta a ponta. 
 
5 -Ela, estaeessa:Pediram a ela que saísse. / Cheguei a esta 
conclusão. / Dedicou o livro a essa moça. 
 
6 -Outros pronomes que não admitem artigo, como ninguém, 
alguém, toda, cada, tudo, você, alguma, qual etc. 
 
7 -Formas de tratamento: Escreverei a Vossa Excelência. / 
Recomendamos a Vossa Senhoria... / Pediram a Vossa Majestade... 
 
8 -Uma: Foi a uma festa.Exceções: Na locuçãoà uma(ao mesmo 
tempo) e no caso em queumadesigna hora(Sairá à uma hora). 
 
9 -Palavra feminina tomada em sentido genérico: Não damos 
ouvidos a reclamações. / Em respeito a morte em família, faltou ao 
serviço. Repare: Em respeito a falecimento, e não ao falecimento. / 
Não me refiro a mulheres, mas a meninas. 
Alguns casos são fáceis de identificar: se couber o 
indefinido uma antes da palavra feminina, não existirá crase. 
Assim: A pena pode ir de (uma)advertência a (uma) multa. / 
Igreja reage a (uma) ofensa de candidato em Guarulhos. / As 
reportagens não estão necessariamente ligadas a (uma) 
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 10 - crase
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
74 
agenda. / Fraude leva a (uma) sonegação recorde. / Empresa 
atribui goteira a (uma) falha no sistema de refrigeração. / 
Partido se rende a (uma) política de alianças. 
Havendo determinação, porém, a crase é indispensável: Morte 
de bebês leva à punição (ao castigo) de médico. / 
Superintendente admite ter cedido à pressão(ao desejo) dos 
superiores. 
 
10 -Substantivos no plural que fazem parte de locuções 
de modo: Pegaram-se a dentadas. / Agrediram-se a bofetadas. 
/ Progrediram a duras penas. 
 
11 -Nomes demulheres célebres: Ele a comparou a Ana Néri. / 
Preferia Ingrid Bergman a Greta Garbo. 
 
12 –Donaemadame: Deu o dinheiro a dona Maria . / Já se 
acostumou a madame Angélica. Exceção. Há crase se o dona 
ou o madame estiverem particularizados: Referia-se à Dona Flor 
dos dois maridos. 
 
13 -Numerais considerados de forma indeterminada: O 
número de mortos chegou a dez. / Nasceu a 8 de janeiro. / Fez 
uma visita a cinco empresas. 
 
14 -Distância, desde que não determinada: A polícia ficou a 
distância. / O navio estava a distância. Quando se define a 
distância, existe crase: O navio estava à distância de 500 
metros do cais. / A polícia ficou à distância de seis metros dos 
manifestantes. 
15 -Terra, quando a palavra significa terra firme: O navio 
estava chegando a terra. / O marinheiro foi a terra. (Não há 
artigo com outras preposições: Viajou por terra. / Esteve em 
terra.) Nos demais significados da palavra, usa-se a 
crase: Voltou à terra natal. / Os astronautas regressaram à 
Terra. 
 
16 -Casa, considerada como o lugar onde se mora: Voltou a 
casa. / Chegou cedo a casa. (Veio de casa, voltou para 
casa, sem artigo.) Se a palavra estiver determinada, existe 
crase: Voltou à casa dos pais. / Iremos à Casa da Moeda. / Fez 
umavisita à Casa Branca. 
 
Uso facultativo 
 
1 -Antes do possessivo: Levou a encomenda a sua (ou à sua) 
tia. / Não fez menção a nossa empresa (ou à nossa 
empresa). Na maior parte dos casos, a crase dá clareza a este 
tipo de oração. 
 
2 -Antes de nomes de mulheres: Declarou-se a Joana (ou à 
Joana). Em geral, se a pessoa for íntima de quem fala, usa-se a 
crase; caso contrário, não. 
 
3 -Com até: Foi até a porta (ou até à). / Até a volta (ou até 
à). No Estado, porém, escreva até a, sem crase. 
 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1)Em qual alternativa o emprego do acento indicador de crase é facultativo? 
 
a) Diante da situação tão grave, fomos até às últimas consequências. 
b) Sempre que conversamos, ele se refere àquele jardim. 
c) Às seis horas, já estávamos prontos para o desfile. 
d) Foi entregue à imprensa as listas dos aprovados. 
 
2)Assinale a alternativa em que o acento indicador de crase foi 
empregado incorretamente. 
 
a) À beira da piscina estava invadida de lodo e insetos. 
b) Fui inúmeras vezes à casa de Luísa, mas não a encontrei. 
c) Não quis ir àquela festa com receio de encontrar o ex-marido. 
d) À distância de duzentos metros, o atirador conseguiu acertar o 
alvo. 
 
3) Observe: “Marina nunca ia à (1) festas. Preferia ficar em 
casa à (2) noite, lendo ou ouvindo música. Algumas vezes, 
porém, ficava à (3) janela à (4) contemplar a natureza.” 
No texto acima, o acento indicador de crase foi empregado 
INCORRETAMENTE em 
 
a) 1 e 2. 
b) 2 e 3. 
c) 1 e 4. 
d) 3 e 4. 
 
4)Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas 
da frase abaixo. 
Quando se aproximava ___ tarde, logo depois do almoço, ___ moça 
largava ___ roupas secando, para, ___ cinco, voltar com o ombro 
entulhado, ___ casa, direto ___ engoma ___ ferro de carvão. 
 
a) a - a - às - as - a - à - à 
b) à - à - às - as - à - a – à 
c) a - a - as - às - a - à – à 
d) à - à - as - às - à - a – a 
e) a - a - as - às - a - à - a 
 
5)Assinale a alternativa em que o sinal indicativo de crase foi 
empregado de acordo com a norma culta. 
 
a) Depois do acidente, passou à praticar esportes. 
b) Aquele aluno dedica-se à várias atividades extracurriculares. 
c) Os convidados chegaram ao local após às dez horas. 
d) O turista dirigiu-se à essa instituição para obter orientações. 
e) Esta é a obra à qual o jornalista se referiu em seu 
comentário. 
 
6)Qual das alternativas completa, correta e respectivamente, as 
lacunas do período abaixo? 
___ tarde, assistimos ___ apresentação da peça teatral e, ___ 
seguir, dirigimo-nos ___ estação do metrô, onde ficamos ___ 
espera de nossos pais. 
 
a) À, à, a, a, a 
b) A, a, à, à, a 
c) À, à, a, à, à 
d) A, a, a, à, à 
 
7)Assinale a alternativa certa quanto ao emprego correto do 
sinal indicativo de crase. 
 
a) Estarei sempre a disposição dos senhores. 
b) Ele disse que viria à partir de hoje. 
c) Nas férias, iria à terra dos meus sonhos. 
d) O homem de quem lhe fale estava à cavalo. 
e) Ela saiu do escritório as pressas. 
 
8) Assinale a afirmativa cuja sentença está de acordo com as 
exigências normativas. 
 
a) Não estou disposto à esquecer tudo por que passamos. 
b) Provas feitas à lápis não serão corrigidas. 
c) Costumava entregar suas coisas à qualquer pessoa que 
encontrava. 
d) Ele está condenado à viver relembrando aquilo que fez. 
e) Estamos dispostos a aderir à mobilização. 
 
9)Complete as lacunas do texto abaixo com a ou à, depois 
assinale a alternativa com a sequência correta. 
Muitos pacientes alegam que o tratamento homeopático os tem 
ajudado ____ verem-se livres de doenças, razão pela qual 
juram fidelidade ____ homeopatia. Apesar de criticada pelos 
médicos alopatas, calcula-se que 17 milhões de brasileiros já 
tenham recorrido____ essa forma de tratamento. 
 
a) à, à, a 
b) a, a, à 
c) a, à, a 
d) à, a, à 
 
10)Assinale a alternativa em que o acento grave indicador de 
crase foi empregado incorretamente. 
 
a) Refiro-me àquele assunto sobre o qual conversamos na 
semana passada. 
b) O gerente estava disposto à colaborar com os funcionários. 
c) A maioria dos brasileiros prefere o futebol à natação. 
d) Chegamos às nove horas em Porto Seguro. 
 
GABARITO: 
1.A 2.A 3.C 4.E 5.E 6.C 7.C 8.E 9.C 10.B 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
75 
 
Definição 
 
A regência verbal ou nominal determina se os seus complementos 
são acompanhados por preposição. 
 
 
 
Os nomes pedem complemento nominal; e os verbos, 
complemento verbal. 
 
Exemplo: 
Ela tem necessidade de roupa. 
Quem tem necessidade, tem necessidade “de” alguma coisa. 
De roupa: complemento nominal. 
 
Exemplo: 
Fiz uma referência a um escritor famoso. 
Quem faz referência faz referência “a” alguma coisa. 
A um escritor famoso: complemento nominal 
 
Regência Verbal 
 
 Transitivo Direto: Não possuem sentido completo, logo 
precisam se um complemento (objeto). Esses complementos 
(sem preposição), são chamados de objetos diretos. Exemplo: 
Maria comprou um livro. 
 Transitivo Indireto: Também não possuem sentido completo, logo 
precisam de um complemento, só que desta vez este complemento 
é acompanhado de uma preposição. São chamados de objetos 
indiretos. Exemplo: Gosto de filmes. 
 Transitivo Direto e Indireto: Exigem 2 complementos. Um 
com preposição, e outro sem. Exemplo: O garoto ofereceu um 
livro ao colega. 
 Intransitivo: Não possuem complemento. Ou seja, os verbos 
intransitivos possuem sentido completo. Exemplo: Ele morreu. 
 
Algumas vezes o verbo intransitivo pode vir acompanhado de 
algum termo que indica modo, lugar, tempo, etc. Estes termos 
são chamados de adjuntos adverbiais. 
 
Exemplo: 
Ele morreu dormindo. 
 
Há verbos que admitem mais de uma regência sem, no 
entanto, mudar de sentido. 
 
Exemplos: 
A aurora antecede o dia. | A aurora antecede ao dia. 
A ventania precedeu a chuva. | A ventania precedeu à chuva. 
Cumpriremos o nosso dever. | Cumpriremos com o nosso 
dever. 
José não tarda a chegar. | José não tarda em chegar. 
Esforcei-me por não contrariá-lo. | Esforcei-me para não 
contrariá-lo. 
Desfrutemos os bens da vida. | Desfrutemos dos bens da vida. 
Meditou no assunto. | Meditou sobre o assunto. 
O diretor abdicou o cargo. | O diretor abdicou do cargo. 
Bater o bife. | Bater no bife. 
 
Outros verbos, por outro lado, mudam de significação sem 
mudar a regência. 
 
Exemplos: 
Carecer de dinheiro. (precisar; necessitar) | Carecer de bons 
costumes. (não ter; estar em falta) 
Depor as armas é sinal de rendição. (colocar no chão; soltar) | Depor o 
dinheiro em poupança. (depositar; colocar) 
Deduzir informações errôneas. (inferir) | Deduzir os valores do 
imposto. (subtrair; retirar) 
Conferir as contas do mês. (ver se está certo; checar) | Conferir uma 
medalha de honra. (conceder; dar) 
Acabou a obra em pouco tempo. (finalizar; terminar) | As 
doenças o acabaram. (matar; destruir) 
Tomar um copo de água. (beber; ingerir) | Tomar satisfações do 
funcionário. (exigir; pedir) 
 
Há, ainda, os verbos que mudam seu significado de acordo 
com a regência. 
 
Exemplos: 
O alpinista aspirava o ar da montanha. (V.T.D. - respirar, inalar) 
≠ O soldado aspiravaao cargo de oficial. (V.T.I. – desejar, 
almejar) 
A enfermeira assistiu o doente. (V.T.D. – ajudar, dar 
assistência)≠ O torcedor assistiuao jogo. (V.T.I. – ver, 
presenciar) 
Visei meus documentos no cartório. (V.T.D. – dar o visto) 
≠Visandoao maior lucro, vendi as ações. (V.T.I. – ter em vista, 
querer) 
Ela agradava o bebê. (V.T.D – afagar, fazer agrados) ≠ As 
palavras dele agradarama todos. (V.T.I – contentar, satisfazer) 
Ele não precisou a quantia. (V.T.D. – informar com exatidão) ≠ 
Eu não preciso de um carro novo. (V.T.I – necessitar) 
 
É importantetambém dar destaque a verbos cuja regência 
oscilante pode ser objeto de questões de provas, uma vez que 
nem sempre a maneira com a qual falamos no dia a dia 
converge com o correto uso da norma culta da língua. 
 
 Verbos esquecer e lembrar. 
 
Lembrar algo – esquecer algo (V.T.D.) 
 
Exemplo: 
Ele esqueceu o livro. [Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo 
(V.T.I.) ] 
 
Exemplo: 
Ele se esqueceu do livro. 
 
Há uma construção em que a coisa esquecida ou lembrada 
passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve alteração 
de sentido. É uma construção muito rara na língua 
contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos clássicos 
tanto brasileiros como portugueses. Machado de Assis, por 
exemplo, fez uso dessa construção várias vezes. 
 
Exemplos: 
Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento) 
Lembrou-me a festa. (vir à lembrança) 
 
O verbo lembrar também pode ser transitivo direto e indireto 
(lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de alguma coisa). 
 
 O verbo preferir é transitivo direto e indireto, ou seja, 
possui um objeto direto (complemento sem preposição) e um 
objeto indireto (complemento com preposição) 
 
Exemplos: 
Prefiro cinema a teatro. / Prefiro passear a ver TV. 
 
Não é correto dizer: “Prefiro cinema do que teatro”. 
 
 O verbo simpatizar é transitivo indireto e exige a 
preposição “com”. 
 
Exemplo: 
Não simpatizei com os jurados. 
 
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 11 - Regências Verbal e Nominal
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
76 
 O verbo querer pode ser transitivo direto (no sentido de 
“desejar”) ou transitivo indireto (no sentido de “ter afeto”, 
“estimar”). 
 
Exemplos: 
A criança quer sorvete. / Quero a meus pais. 
 
 O verbo namorar é transitivo direto, ou seja, não admite 
preposição. 
 
Exemplo: 
Maria namora João. 
 
Observação: Não é correto dizer: “Maria namora com João” 
 
 O verbo obedecer é transitivo indireto, ou seja, exige complemento 
com a preposição “a” (obedecer a). 
 
Exemplo: 
Devemos obedecer aos pais. 
 
Observação: Embora seja transitivo indireto, esse verbo pode 
ser usado na voz passiva. 
 
Exemplo: 
A fila não foi obedecida. 
 
 O verbo ver é transitivo direto, ou seja, não exige 
preposição. 
 
Exemplo: 
Ele viu o filme. 
 
Regência Nominal 
 
A regência nominal estuda os casos em que "nomes" 
(substantivos, adjetivos e advérbios) exigem uma outra 
palavra para completar-lhes o sentido. Em geral, a relação 
entre um nome e o seu complemento é estabelecida por uma 
preposição. 
 
Exemplo: 
É bacharel em direito. (se é bacharel, é bacharel em algo) 
Tenho aversão a altitude. (se tem aversão, tem aversão a algo) 
É preciso ter amor a vida. (se tem amor, tem amor a algo) 
Fico feliz por você. (se fica feliz, fica feliz por alguém) 
Quero sempre estar junto a ti. (se está junto, está junto a alguém) 
 
Cabe observar que certos nomes admitem mais de uma regência, 
ou seja, mais de uma preposição. A escolha desta ou 
daquela preposição deve obedecer às exigências da clareza, da 
eufonia e adequar-se às diferentes nuanças do pensamento, 
obedecendo à gramática padrão. No exemplo a seguir, o adjetivo 
"acostumado", que pede um complemento (quem está 
acostumado, está acostumado "a algo" ou "com algo"), pode ser 
completado por intermédio de pelo menos duas preposições 
diferentes: 
 
Exemplo: 
Estou acostumado a essa vida agitada. 
Estou acostumado como trânsito de São Paulo sempre 
travado. 
 
Ao aprender a regência de um verbo, você estará praticamente 
aprendendo a regência do nome cognato (que vem da mesma raiz 
do verbo). É o caso, por exemplo, do verbo obedecer e do 
nome obediente. Este verbo exige a preposição [a], que é a mesma 
exigida pelo nome derivado do verbo. 
 
Exemplo: 
Devemos obedecer a lei. 
Devemos ser obedientes a lei. 
 
Da mesma forma, todos os advérbios formados 
de adjetivos + [mente], tendem a apresentar a mesma 
regência dos adjetivos dos quais derivaram. 
 
Exemplo: 
compatível [com] => compativelmente [com] 
relativo [a] => relativamente [a] 
próximo [a, de] => proximamente [a, de] 
 
Por fim, existe também o caso em que o nome é completado por 
uma outra oração (frase com um verbo). Nestes casos, o 
complemento será intermediado por preposição e por uma 
conjunção integrante (que, se) exercendo sua função típica de 
integrar orações. Trata-se das orações subordinadas completivas 
nominais. 
 
Exemplo: 
Ficamos temerosos de que você demorasse muito. 
Ficamos temerosos sobre se você demoraria muito. 
 
Para identificar facilmente os casos de orações subordinadas 
substantivas, basta verificar se a substituição da oração pelo 
termo ISSO é adequada. 
 
Exemplo: 
Ficamos temerosos DISSO (de + ISSO). 
Ficamos temerosos sobre ISSO. 
 
 
 
 
 
A regência nominal não é assunto tão cobrado em provas 
quanto a regência verbal, mas pode aparecer. Segue abaixo 
uma relação de erros comuns de nomes que pedem 
complementos ou adjuntos com preposição e a forma que está 
de acordo com a norma culta. 
 
 TV (em) 
Estamos na era da TV a cores. (errado) 
Estamos na era da TV em cores. 
 
 Igual (a) 
Outro igual eu você não encontrará. (errado) 
Outro igual a mim você não encontrará. 
 
 Bacharel (em) 
Se formou como bacharel de ciência da computação. (errado) 
Se formou como bacharel em ciência da computação. 
 
 Alienado (de, a, para) 
Estão todosalienados comos últimos acontecimentos.(errado) 
Estão todosalienados dosúltimos acontecimentos. 
O veículo está alienado a um banco. 
O veículo está alienado para um banco. 
 
 Curioso (de, sobre, por) 
Fiquei curioso com o que aconteceu. (errado) 
Fiquei curioso do que aconteceu. 
Fiquei curioso sobre o que aconteceu. 
Fiquei curioso pelo que aconteceu. 
 
 Recurso (de, contra) 
Não cabe recurso à decisão. (errado) 
Não cabe recurso contra a decisão. 
Não cabe recurso da decisão. 
 
Atenção: 
Evita-se a repetição de nomes, mas não a de elementos de 
coesão, que têm função de articular sintaticamente as partes 
do texto. Não é correta uma construção como a apresentada 
acima porque os dois complementos (“governo” e “aumentar a 
arrecadação”), ambos ligados ao substantivo “intenção”, 
devem ser introduzidos pela preposição de. Assim, a 
construção adequada é:“A intenção do governo de aumentar a 
arrecadação é absurda.” 
Erros Comuns 
 
“Quanto você pagaria por um disco em vinil com uma música 
de grande sucesso?” 
 
O emprego da preposição em onde ela não cabe é um erro 
comum. Com o verbo <resistir> e o substantivo <resistência>, 
por exemplo, não se deve usar esta preposição. Em vez de 
“resiste em fazer algo”, o correto é “resiste a fazer algo. Na 
situação do notícia acima, é clara a necessidade da 
preposição de. Dizemos que um disco é feito de vinil, que um 
anel é feito de ouro ou de prata etc. É um erro usar a 
preposição em indicando a matéria de que algo é constituído. 
 
Logo, a frase correta é 
 
"Quanto você pagaria por um disco de vinil com uma música de 
grande sucesso?" 
 
Vejamos outro exemplo de erro comum: 
 
“A intenção do governo em aumentar a arrecadação é 
absurda.” 
 
Um caso relativamente corriqueiro é o de construções em que 
um substantivo comporta dois complementos diferentes 
regidos pela mesma preposição, mas o redator troca um 
desses por outra preposição para “evitar a repetição”. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
77 
 Acostumado / Habituado (a, com) 
Fiquei acostumado de lanches na hora do almoço. (errado) 
Fiquei acostumado a lanches na hora do almoço. 
Fiqueiacostumado com lanches na hora do almoço. 
 
 Ansioso (por, para, de) 
Estava ansioso em conhecê-la. (errado) 
Estava ansioso de ver o cometa. 
Está ansioso por uma nova oportunidade.Permaneceu ansioso para falar. 
 
 Confiante (em) 
Continuava confiante da vitória. (errado) 
Continuava confiante em vitória. 
 
 Compatível (com, entre) 
O doador tinha o sangue compatível ao da vítima. (errado) 
O doador tinha o sangue compatível com o da vítima. 
Os sangues de doador e vítima eram compatíveis entre si. 
 
 Entendido, Perito (em) 
Era entendido de Mecânica. (errado) 
Era entendido em Mecânica. 
Era perito em construções. 
 
 Incluído (em, entre) 
Foi incluído ao grupo. (errado) 
Foi incluído no grupo. 
Estava incluído entre os mais capacitados. 
 
 Morador / Residente / Situado/ Estabelecido(em, de) 
Residente à rua Vila Bernadete. (errado) 
Era morador na Rua do Lavradio. 
Foi morador da Rua Santa Clara. 
 
 Junto(de, a) 
A cadeira junto da porta estava desocupada. (correto) 
A arma se encontrava junto ao corpo da vítima.(correto) 
O ex-presidente foi nomeado embaixador junto ao (= adido 
ao) governo italiano. 
 
O empresário não conseguiu quitar sua dívida junto ao banco. 
(errado) 
O empresário não conseguiu quitar sua dívida com o banco. 
 
Pediu vários empréstimos junto ao banco.(errado) 
Pediu vários empréstimos ao banco. 
 
A audiência da novela cresceu assustadoramente junto aos 
espectadores.(errado) 
A audiência da novela cresceu assustadoramente entreos 
espectadores. 
 
O Chapecoense prometeu a Serginho comprar seu passe junto 
à Portuguesa.(errado) 
O Chapecoense prometeu a Serginho comprar seu passe da 
Portuguesa. 
 
O advogado entrou com um recurso junto ao tribunal.(errado) 
O advogado entrou com um recurso no tribunal. 
 
 Próximo (a, de) 
Fiquei próximo ao muro. 
Deixamos o carro próximo da árvore. 
 
 Apaixonado (por, de) 
Era um apaixonado da natureza. 
Estava apaixonada pelo colega de trabalho. 
 
 Apto/Aptidão (a, para) 
Farei o teste de aptidão a pilotagem militar 
Sempre teve aptidão para as artes 
Sentia-se apto ao trabalho externo. 
Considerei-o apto para exercer a profissão. 
 
 Conforme (a, com) 
Assumiu uma postura conforme às suas raízes. (semelhante) 
Essa atitude é mais conforme com seus ideais. (coerente) 
 
 Estudante, Estudioso (de) 
O jornalista é estudioso de ufologia. 
 
 Parecido (com, a) 
Era parecido com o avô. 
Sendo parecido ao pai, foi aceito logo. 
 
 Grato (a, para, por) 
Sou grato a todos neste dia especial. 
Sua ajuda é sempre grata para meus filhos. 
Mostrou-se grato pelo conselho que lhe dei. 
 
 Medo (de, a) 
O menino tem medo do escuro. 
Tive medo ao inspetor. 
 
 
Segue uma lista com a regência de nomes de acordo com Paschoal Cegalla: 
 
acessível a 
afável com, para com 
afeição a, por 
aflito com, por 
alheio a, de 
amor a, por, de 
atentatório a, de 
aversão a, para, por 
avesso a 
aliado a, com 
análogo a 
ansioso de, por 
antipatia a, contra, por 
apto a, para 
atencioso com, para com 
imune a, de 
indulgente com, para com 
inerente a 
coerente com 
compaixão de, para com, por 
compatível com 
conforme a, com 
constituído com, de, por 
contente com, de, em, por 
contíguo a 
cruel com, para, para com 
curioso de, por 
desgostoso com, de 
desprezo a, de, por 
devoção a, para com, por 
devoto a, de 
dúvida acerca de, de, em, sobre 
empenho de, em por 
fácil a, de, para 
falho de, em 
feliz com, de, em, por 
fértil de, em 
hostil a, para com 
junto a, de 
lento em 
pasmado de 
passível de 
peculiar a 
pendente de 
preferível a 
propício a 
próximo a, de 
rente a 
referência a 
residente em 
respeito a, com, de, para com, por 
simpatia a, para com, por 
situado a, em, entre 
solidário com 
suspeito a, de 
último a, de, em 
união a, com, entre 
versado em 
vizinho a, com, de 
 
 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1) Assinale a alternativa em que a regência verbal está de 
acordo com a norma culta vigente. 
 
a) Nunca aspirei o seu cargo público. 
b) Nunca me simpatizei com pessoas falantes. 
c) Com olhar curioso, a menina assistia aos filmes antigos que 
herdara da avó. 
d) Preferimos a tranquilidade das cidades do interior do que a 
agitação dos grandes centros. 
 
2) Assinale a alternativa que apresenta, de acordo com a norma 
culta formal, um erro de regência verbal. 
 
a) Infelizmente, os jovens preferem aos jogos de computador do 
que a leitura de um bom livro. 
b) As crianças obedeciam ao pai sem nenhuma contestação. 
c) Aspirei muita poeira quando limpei o velho tapete. 
d) Preciso visar meu passaporte ainda hoje. 
 
3) Qual par de frases não apresenta erro de regência verbal? 
 
a) I- A mãe agradou ao filho choroso no colo. 
II- As palavras do orador agradaram ao público. 
b) I- A professora chamou-o de inteligente. 
II- O técnico chamou ao jogador de indisciplinado. 
c) I- O garoto queria muito bem ao pai. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
78 
II- “Não lhe quero mais aqui”, bradou a moça enfurecida. 
d) I- Ela sempre o perdoa as palavras rudes. 
II- Perdoamos aos empregados todas as dívidas. 
 
4) Leia as frases abaixo e, a seguir, responda o que se pede. 
I . Antes de assistir o doente, o médico assistiu a um programa 
de televisão porque lhe assistia o direito a um descanso. 
II . Visando apenas os seus próprios interesses, ele, 
involuntariamente, prejudicou toda uma família. 
III . Paguei-o, com ouro, todo o prejuízo que sofrera com a 
destruição da seca. 
IV . Jamais me esqueceram seus conselhos. 
De acordo com a norma culta, estão corretas as frases 
 
a) I, III d) II, IV 
b) I, IV e) I, III, IV 
c) I, II, III 
 
5) Observe: 
I. Os alunos obedeceram o professor sem contestações. 
II. O bairro em que chegamos fica afastado. 
III. Ele me lembrou de minhas obrigações. 
De acordo com a norma culta, a regência verbal está correta em 
 
a) III apenas. c) I apenas. 
b) II apenas. d) I, II e III. 
 
6) Assinale a alternativa correta quanto à regência verbal: 
 
a) O bom cidadão obedece as leis e os regulamentos. 
b) O caçador visou ao alvo, disparou o tiro, mas não acertou. 
c) Assistimos o desfile cívico ao lado do palanque das 
autoridades. 
d) Lembrei a resposta correta no último minuto de prova. 
e) O estabelecimento de ensino já informou aos alunos das 
notas das provas finais. 
 
7) Leia: “Apenas 20% do eleitorado assistiram ao debate entre 
os dois candidatos. O eleitor que, alguma vez, já assistiu ou 
ouviu o horário político deve lembrar que ele pode decidir uma 
eleição. O voto consciente implica uma sociedade melhor.” 
No texto acima, há um erro de regência verbal. Que alternativa 
apresenta a passagem com esse erro? 
 
a) “... assistiram ao debate..” 
b) “... implica uma sociedade melhor.” 
c) “... assistiu ou ouviu o horário político...” 
d) “... deve lembrar que ele pode decidir uma eleição.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO: 
1.C 2.A 3.B 4.B 5.A 6.D 7.C 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
79 
 
Definição 
 
A concordância é o princípio sintático segundo o qual as palavras 
dependentes se harmonizam. Existem dois tipos de concordância: a 
que é feita entre o sujeito e o verbo, Concordância Verbal, e a 
que é feita entre o substantivo e o adjetivo, artigo, pronome ou 
numeral, Concordância Nominal. 
 
Concordância Verbal 
 
 
O verbo concorda com o sujeito nas seguintes regras gerais: 
 
Sujeito Simples (umsó núcleo) - O verbo concordará com o 
núcleo do sujeito simples em número e pessoa. 
 
Exemplos: 
O menino saiu com os amigos. 
Nós saímos para o trabalho. 
Eles prestaram informações valiosas. 
Eu sei que vou te amar. 
Acontecem tantas desgraças neste planeta! 
A quem pertencem essas terras? 
 
Sujeito Composto (mais de um núcleo) - Verbo no plural na 
pessoa gramatical de número mais baixo. 
 
Exemplos: 
1ª + 2ª = 1ª -> Eu e tu (nós) sairemos agora. 
1ª + 3ª = 1ª -> Eu e ela (nós) faremos a apresentação. 
2ª + 3ª = 2ª -> Tu e ele (vós) sabeis a resposta. / Tu e ele 
(eles) sabem a resposta. (Silepse De Pessoa) - possível a 
concordância com a 3ª, por ser a 2ª pouco usada) 
 
Casos de possibilidade de concordância com o mais 
próximo 
 
a) Sujeito composto com núcleos pospostos ao verbo9: 
 
Exemplos: 
Todos deverão chegar cedo amanhã; antes dos demais, 
porém, chegarás tu e o porteiro. 
Neste recinto, reinaa paz e a alegria. 
Passou pela minha cabeça a voz e o rosto de uma pessoa 
conhecida. 
 
b) Sujeito composto com núcleos sinônimos: 
 
Exemplos: 
A evolução e o progressotrouxe a informática aos nossos 
lares. 
Felicidade e alegriafaz a vida ficar melhor. 
 
c) Sujeito composto com núcleos em gradação: 
 
Exemplos: 
Uma ânsia, uma aflição, uma angústia repentina começou a 
me apertar a alma. 
 
9
Há autores que consideram lícita a concordância com o núcleo mais 
próximo mesmo quando o verbo sucede o sujeito composto da terceira 
pessoa. 
Casos Especiais 
 
1) Núcleos do sujeito unidos por OU 
 
a) Com exclusão, o verbo concordará com o núcleo do sujeito 
mais próximo. 
 
Exemplos: 
O Bahia ou vitóriaserá o campeão em 2010. (apenas um será 
campeão) 
A Rússia ou a Inglaterrasediará os próximos jogos olímpicos. 
(as duas não podem sediar simultaneamente) 
 
b) Sem exclusão, o verbo vai para o plural (quando a ação 
verbal pode ser aplicada a todos os núcleos): 
 
Exemplos: 
O frio ou a altitudeprejudicaram os atletas. 
Preparo ou conhecimento o garantiram o primeiro lugar. 
 
2) Núcleos do sujeito unidos pela preposição COM 
 
a) Verbo no plural quando se atribui a mesma importância aos 
elementos do sujeito (com=e): 
 
Exemplos: 
Manuel com seu compadreconstruíram o barracão. 
Eu com meus amigosrecebemos a notícia animados. 
 
b) Quando se deseja dar ênfase ao primeiro elemento, verbo 
no singular: 
 
Exemplos: 
Maria, com o namorado, chegou no início da festa. 
O presidente, com sua comitiva, entrou na sala de reuniões. 
 
3)Núcleos do sujeito unidos por NEM 
 
a) Verbo no plural quando o sentido for deadição: 
 
Exemplos: 
Nem a riqueza nem o poder o livraram de seus inimigos. 
 
b) Se houver ideia de exclusão, ou se o verbo preceder o 
sujeito, o verbo ficará no singular: 
 
Exemplos: 
Nem Pedro nem Pauloserá eleito presidente. 
Não se recusaajuda, nem tempo, nem atenção a ninguém. 
 
4) Sujeitos resumidos por tudo, nada, ninguém - A forma 
adequada é o verbo no singular, concordando com o aposto 
resumidor: 
 
Exemplos: 
A cidade, os campos, os vales, tudoestava coberto de água, 
naquela enchente devastadora. 
Jogos, espetáculos, viagens, nadapodia satisfazê-lo. 
 
5) Núcleos do sujeito representantes da mesma pessoa ou 
coisa - Quando os núcleos, por palavras diferentes, 
representam uma só pessoa ou coisa, o verbo fica 
naturalmente no singular: 
 
Exemplos: 
Advogado e membro da instituição afirma que ela é corrupta. 
O homem comum, o trabalhador, o pagador de impostos, 
sofre com a corrupção. 
 
 
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 12 - Concordâncias Verbal e Nominal
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
80 
6) Núcleos do sujeito são infinitivos 
 
a) Quando são dois ou mais infinitivos, o verbo fica no 
singular: 
 
Exemplos: 
Fazer e dizer não significa o mesmo. 
 
b)Verbos no plural se forem determinados por artigo ou 
exprimirem ideias opostas: 
 
Exemplos: 
O comer e o bebersão necessários. 
Rir e chorarfazem parte da vida. 
 
7)Sujeito oracional - O verbo cujo sujeito é um oração 
substantiva concorda no singular: 
 
Exemplos: 
Ainda faltacomprar os cartões. 
Estas são realidades que nãoadiantaesconder. 
 
8) Sujeito com núcleo percentual, partitivo ou coletivo - O 
verbo concorda com o núcleo ou com o determinante: 
 
Exemplos: 
Uma grande multidão de crianças penetrava (ou 
penetravam) na caverna. 
A maioria deles aprovou (ou aprovaram) a realização do 
festival de forró. 
Nos EUA, 20% da população sofre (ou sofrem) a síndrome do 
pânico. 
 
Fique Ligado! Com numeral antecedido de determinante, o 
verbo vai para o plural: 
 
Exemplos: 
Os 10% daquele elenco atuaram pela primeira vez. 
 
9) Sujeito com as locuções um e outro e nem um nem 
outro - O verbo concorda de preferência no plural, mas pode 
ficar no singular. 
 
Exemplos: 
Nem uma nem outra foto prestavam. (ou prestava) 
Um e outro livro me agradaram. (ou agradou) muito. 
 
Fique Ligado! Havendo reciprocidade na ação, o verbo vai 
para o plural: 
 
Exemplos: 
Um e outro colega se comunicam pela internet. 
 
10) Sujeito com a locução um ou outro - Verbo na terceira 
pessoa do singular: 
 
Exemplos: 
Um ou outro auditor trabalhará neste caso. 
Sempre tem um ou outro que fala no momento inoportuno. 
 
11) Sujeito com a locução mais de um - Verbo na terceira 
pessoa do singular: 
 
Exemplos: 
Mais de um presidente defendeu a abertura comercial. 
 
Fique Ligado! Havendo reciprocidade na ação, o verbo vai 
para o plural: 
 
Exemplos: 
Mais de um jogador de times diferentes deram-se as mãos na 
defesa do esporte amador. 
12) Locução Um dos (...) que: 
 
a) Verbo na terceira pessoa do plural para enfatizar o 
conjunto: 
 
Exemplos: 
Zico foi um doscraquesque encantaram o mundo. 
 
b) Verbo na terceira pessoa do singular para enfatizar o 
indivíduo: 
 
Exemplos: 
Zico foi um dos craques que encantou o mundo. 
 
13) Sujeito com locução pronominal com pronome pessoal 
preposicionado: 
 
a) Núcleo no singular - Verbo na terceira pessoa do 
singular: 
 
Exemplos: 
Qual de nóssairá? / Qual delesvai visita-la? / Quem de 
nóssaberia o que fazer? 
 
b) Núcleo no plural - O verbo pode ir para a terceira pessoa 
do plural ou concordar com o pronome: 
 
Exemplos: 
Quais de nóssairão (ou sairemos)? / Quantos dentre 
vósfazem (ou fazeis) questão de comparecer? 
 
14)Pronome relativo como sujeito - O verbo concorda com o 
antecedente do pronome relativo: 
 
Exemplos: 
Fomos nós que viajamos sem permissão. / Aquela é a mulher 
que me atendeu. / Os profissionais que chegaram são bons. 
 
Fique Ligado! Se o antecedente do pronome relativo for 
predicativo de um pronome pessoal sujeito, o verbo da oração 
iniciada pelo que concordará com o pronome pessoal, ou com 
o antecedente do pronome relativo: 
 
Exemplos: 
Nós somos aqueles que aqui estivemos (ou estiveram) ontem. 
 
15)QUEM como sujeito: 
 
a) Verbo na terceira pessoa do singular quando for pronome 
indefinido. Não se quer enfatizar o agente: 
 
Exemplos: 
Fui eu quem pagou aquela conta. 
 
Fique Ligado! Apesar de a linguagem enfática permitir a 
concordância com o sujeito da oração principal (Fui eu quem 
paguei), houve questões de concordância que consideraram 
esta construção ERRADA. 
 
16) Pronomes de tratamento como sujeito - Esses pronomes 
exigem o verbo na terceira pessoa do singular, embora se 
refiram à segunda pessoa do discurso: 
 
Exemplos: 
Vossa Excelênciaagiu com moderação. 
 
17) Plural aparente como sujeito - Verbo na terceira pessoa 
do singular: 
 
Exemplos: 
Minas Geraispossui grandes jazidas de ferro. 
 
Fique Ligado! Se houver artigo no plural, o verbo irá também 
para o plural:Exemplos: 
Os Estados Unidossão o país mais rico do mundo. 
 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
81 
18) Verbo acompanhado da palavra se: 
 
a) Quando oséíndice de indeterminação do sujeito, o 
verbo fica na terceira pessoa do singular. Isso ocorre com 
verbos intransitivos, transitivos indiretos ou de ligação: 
 
Exemplos: 
Morria-se de tédio naquele lugarejo. 
Necessita-se de balconistas com prática. 
 
Fique Ligado! Quando o sujeito é indeterminado, sem o 
pronome se, o verbo vai para a terceira pessoa do plural: 
 
Exemplos: 
Pediram-me que a procurasse. / Contaram-me coisas 
incríveis. 
 
b) Concordância do verbo passivo - Quando apassivado pelo 
pronome apassivador se, o verbo concordará normalmente 
com o sujeito: 
 
Exemplos: 
Vende-se a casa e compram-se dois apartamentos. 
 
Fique Ligado! Para se detectar os sujeitos da frase acima, 
deve-se transformá-la na voz passiva analítica: 
 
Exemplos: 
A casa é vendida e dois apartamentos são comprados. 
 
19) Verbos impessoais - Por não possuírem sujeito, ficam na 
terceira pessoa do singular os seguintes verbos: 
 
a) Haver, fazer, indicando tempo: 
 
Exemplos: 
Há anos não vou a Fortaleza. 
 
b) Passar de..., na indicação das horas: 
 
Exemplos: 
Quando saí de casa, passava das oito horas. 
 
c) Chover e outros que exprimem fenômenos da natureza: 
 
Exemplos: 
Nevou muito na cordilheira. 
 
Fique Ligado! Se for usado o sentido conotativo, o verbo 
deixa de ser impessoal: 
 
Exemplos: 
Choviampétalas de flores. 
 
d) Haver no sentido de existir, ocorrer, acontecer: 
 
Exemplos: 
Havianotas falsas na praça. 
 
e) Os verbos auxiliares das locuções com os verbos 
impessoais haver ou fazer: 
 
Exemplos: 
Deve fazer uns cinco anos que estive em Paris. 
 
20) Concordância do Verbo Ser 
 
Casos de concordância com o predicativo: 
 
a) Quando o sujeito do verbo ser é um dos pronomes isto, 
isso, aquilo, tudo, o [=aquilo], nada (concordância opcional): 
Exemplos: 
Tudo são flores no início. / Tudo isto eram sintomas graves. / 
Hoje o que não falta são investimentos. 
 
b) Orações iniciadas pelos pronomes interrogativos que e 
quem: 
 
Exemplos: 
Quem foram os primeiros a entrar? 
Que são seis meses para quem ama? 
 
c) Quando o sujeito é nome de coisa no singular e o 
predicativo é um substantivo plural: 
 
Exemplos: 
A cama são umas palhas. 
A causa eram os seus atrasos. 
d) Sujeito é expressão partitiva ou coletiva, e o predicativo 
um substantivo no plural: 
 
Exemplos: 
A maioria eramrapazes jovens. 
O resto sãoitens de pouca importância. 
 
e) Quando o predicativo é pronome pessoal ou substantivo e o 
sujeito não é pronome pessoal reto: 
 
Exemplos: 
O Brasil, senhores, soisvós. 
Quem deu o alarme fuieu. 
 
f) Quando o predicativo indicainsuficiência, suficiência ou 
excesso, o verbo ser deve concordar com o predicativo: 
 
Exemplos: 
Quatrocentos e vinte reais por mês é pouco para uma família. 
Doze metros de fio é demais. 
Seis quilos é mais do que precisamos. 
 
g) Verbo ser, indicando horas, datas e distâncias, concorda 
com o numeral e é impessoal: 
 
Exemplos: 
Era uma hora da tarde. 
Eram duas horas da tarde. 
Da estação à fazenda são três léguas a cavalo. 
Hoje são seis de março. 
 
Fique Ligado! Pode-se, na linguagem espontânea, deixar o 
verbo no singular concordando com a ideia de dia: 
 
Exemplos: 
Hoje é seis de março. [...é dia seis...] 
 
h) Se o sujeito do verbo ser é pessoa ou pronome pessoal, o 
verbo concorda com o sujeito: 
 
Exemplos: 
Maria era as alegrias da família. / Ela era as coisas boas de lá. 
 
Fique Ligado! Invertendo-se a frase, permanece tal 
concordância: 
 
Exemplos: 
As alegrias da família era Maria. 
 
i) Existe também a concordância com o predicativo plural 
quando este represente partes do corpo da pessoa nomeada 
no sujeito: 
 
Exemplos: 
“Santinha eram dois olhos míopes, quatro incisivos claros à 
flor da boca.” – Manuel Bandeira 
 
j) O verbo ser permanece invariável na partícula de realce é 
que: 
 
Exemplos: 
Eu é quemantenho a ordem aqui. [Sou eu que mantenho a 
ordem aqui] 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
82 
21) ERA UMA VEZ - Mantém-se invariável a expressão de 
história será uma vez, ainda que seguida de substantivo 
plural: 
 
Exemplos: 
Era uma vez dois cavaleiros andantes. 
 
22) A NÃO SER - É geralmente considerada locução 
invariável, equivalente a exceto, salvo, senão: 
 
Exemplos: 
Nada restou do edifício, a não ser escombros. 
 
23) HAJA VISTA - A expressão correta é haja vista, e não 
haja visto. Pode ser construída de três formas: 
 
Exemplos: 
Haja vista os livros desse autor. 
Vejam-se os livros desse autor. 
Veja você os livros desse autor. 
Atente-se para os livros desse autor. 
 
24) Concordância dos verbos dar, bater, tocar e soar - Em 
relação a horas, estes verbos concordam com o numeral: 
 
Exemplos: 
Já deram três horas. / Soaram dez horas nas igrejas. / 
Tinham batido quatro horas no cartório. 
 
Fique Ligado! Com o sujeito relógio, verbo no singular: 
 
Exemplos: 
O relógio já deu três horas. 
 
25) Concordância do verbo parecer - Em construções com o 
verbo parecer seguido de infinitivo, pode-se flexionar o verbo 
parecer ou o infinitivo que o acompanha: 
 
Exemplos: 
As paredes pareciam estremecer. (construção corrente) 
As paredes parecia estremecerem. (construção literária) - 
análise: parecia: oração principal; as paredes 
estremecerem: oração subordinada substantiva subjetiva 
reduzida de infinitivo [Isso parecia]. 
 
Fique Ligado!A construção do verbo parecer como uma 
oração principal tendo uma subordinada substantiva é comum 
em questões de concordância. 
 
26) Perto de, cerca de, mais de, menos de: levam o verbo a 
concordar com o numeral: 
 
Exemplos: 
Mais de dez fotógrafos permaneciam no local. 
 
27) Concordância com números fracionários - De regra, a 
concordância é feita com o numerador: 
 
Exemplos: 
Um terço dos alunos faltou. 
Dois terços dos alunos faltaram. 
 
Fique Ligado! Segundo CEGALLA, não parece incorreto usar o 
verbo no plural quando a fração tem o numerador 1: 
 
Exemplos: 
Um quinto dos homens eram de cor escura. 
 
28) Concordância de senão em frases negativas - Nessas 
frases em que senão equivale a mais que, a não ser, e vem 
seguido de substantivo no plural, costuma-se usar o verbo no 
plural, fazendo-o concordar com o sujeito oculto outras 
coisas: 
 
Exemplos: 
Do antigo templo grego não restam senão ruínas. [...não 
restam outras coisas senão ruínas] 
 
Concordância Nominal 
 
 
 
Concordância do Adjetivo Adjunto Adnominal 
 
1) O adjetivo concorda em gênero e número com o 
substantivo a que se refere: 
 
Exemplos: 
O altoipê cobre-se de flores amarelas. 
Dois carrosamarelos passaram por nós. 
Pessoasdedicadas são raras. 
Convincentesargumentos minguavam-lhe a confiança. 
 
2) O adjetivo posposto que se refere a mais de um substantivo 
poderá fazer dois tipos de concordância: 
 
a) Concordância Lógica: o adjetivo no plural no gênero 
predominante. (masculino prevalece sobre feminino) 
 
Exemplos: 
Já comprei paletó e camisanovos. 
Estudo a língua e a literaturaportuguesas. 
 
b) Concordância Atrativa: o adjetivo concorda com o 
substantivo mas próximo. 
 
Exemplos: 
Já comprei paletó e camisanova. 
Estudo a língua e a literaturaportuguesa. 
 
3) Anteposto aos substantivos, o adjetivo concorda, em geral, 
com o mais próximo: 
 
Exemplos: 
Velhasrevistas e livros enchiam as prateleiras. 
Velhoslivros e revistas enchiam as prateleiras. 
 
Seguem esta regra os pronomes adjetivos: 
A suaidade, sexo e profissão. 
 
4) Quando dois ou mais adjetivos se referem ao mesmo 
substantivodeterminado pelo artigo, ocorrem dois tipos de 
construção: 
 
Exemplos: 
Estudo as línguas inglesa e francesa. 
Estudo a língua inglesa e a francesa. 
 
5) Os adjetivos regidos de preposição "de", que se referem a 
pronomes neutros indefinidos (nada, muito, algo, tanto,...), 
normalmente ficam no singular: 
Sua vida nada tem de misterioso. 
 
Exemplos: 
Todavia, por atração, podem concordar com o substantivo (ou 
pronome) sujeito: 
Elas nada tinham de ingênuas. 
 
Concordância do Adjetivo Predicativo com o Sujeito ou 
Objeto 
 
1) Com Sujeito/Objeto Simples: o predicativo concorda com o 
sujeito simples em gênero e número. 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
83 
Exemplos: 
Os campos estavam floridos, as colheitas seriam fartas. 
Vi ancorados na baía os navios petrolíferos. 
 
2) Com Sujeito/Objeto Composto: o predicativo vai para o 
plural no gênero predominante. 
 
Exemplos: 
O mar e o céu estavam serenos. 
O vale e a montanha são frescos. 
Deixe bem fechadas a porta e as janelas. 
Tomei emprestados a régua e o compasso. 
 
O predicativo pode concordar com o substantivo mais próximo 
se aquele vier antes deste: 
 
Exemplos: 
Era deserta a vila, a casa, o templo. 
É preciso que se mantenham limpas as ruas e os jardins. 
 
3) Se o sujeito for representado por um pronome de 
tratamento, a concordância se efetua com o sexo da pessoa a 
quem nos referimos (Silepse = Concordância com a Ideia): 
 
Exemplos: 
Vossa alteza foi bondoso. 
Vossa alteza foi muito severa. 
 
4) Em locuções do tipo "é bom...", "é necessário...", "é 
preciso..." temos dois tipos de construção: 
 
a) Se o substantivo vier determinado, o predicativo 
concordará com o artigo determinante. 
 
Exemplos: 
É necessária a tua presença aqui. 
 
b) Se não vier determinado, se faz a concordância com o 
fato que se tem em mente. 
 
Exemplos: 
Bebida alcoólica não é bom para o fígado. 
 
Concordância do Particípio Passivo 
 
1) Na voz passiva, o particípio concorda em gênero e número 
com o sujeito: 
 
Exemplos: 
Foi escolhida a rainha da festa. 
 
2) Quando o núcleo do sujeito é um coletivo numérico, pode-
se, em geral, fazer a concordância com o substantivo que o 
acompanha: 
 
Exemplos: 
Centenas de rapazesforam vistos pedalando na rua. 
 
3) Referindo-se a mais de um substantivo, o particípio 
concorda no gênero predominante: 
 
Exemplos: 
Atingidos por mísseis, a corveta e o navio foram a pique. 
 
Outros Casos de Concordância 
 
 Anexo, Apenso, Incluso, Separado - Como adjetivos, 
concordam com substantivo em gênero e número: 
 
Exemplos: 
Vão anexos os pareceres das comissões técnicas. 
 
Fique Ligado!Em anexo, em separadosão locuções adverbiais 
de modo e devem ficar invariáveis. 
 
 Leso - Concorda com o substantivo em gênero e número: 
 
Exemplos: 
Os crimes de lesa-majestade eram punidos com a morte. 
 
 A Olhos Vistos - Locução adverbial invariável. Significa 
visivelmente. 
 
Exemplos: 
Lúcia emagrecia a olhos vistos. 
 
 Só - Como adjetivo, só [=sozinho] concorda em número 
com o substantivo: 
 
Exemplos: 
Eles estavam sós, na sala iluminada. 
 
Como advérbio [=somente], fica invariável: 
 
Exemplos: 
Só eles estavam na sala. 
 
Fique Ligado!A sós é locução invariável: 
 
Exemplos: 
Estávamos a sós. 
 
 Possível - Como adjetivo, concorda com o substantivo: 
 
Exemplos: 
Faremos todos os exercícios possíveis. 
 
 Formando locuções: 
 
1. Adverbiais (o mais..., o menos..., o pior..., o 
melhor...possível) são invariáveis: 
 
Exemplos: 
Os prédios devem ficar o mais afastado possível. 
 
2. Adjetivas (os mais..., os menos..., os piores..., os 
melhores...possíveis) são variáveis: 
 
Exemplos: 
As informações obtidas são as melhores possíveis. 
 
Adjetivos Adverbiados 
 
 
 
 Certos adjetivos, como sério, claro, alto, caro, barato, raro, etc., 
quando usados como advérbios, ficam invariáveis: 
 
Exemplos: 
A partir de amanhã, a água custará mais caro. 
 
Mas como adjetivo, varia: 
 
Exemplos: 
A partir de amanhã, a água fica mais cara. 
 
 Todo - No sentido de inteiramente, completamente, costuma-se 
flexionar, embora seja advérbio: 
 
Exemplos: 
As meninas iam todas de branco. 
 
 Alerta - Como advérbio [=em estado de alerta], fica invariável: 
 
Exemplos: 
Os soldados ficaram alerta. 
 
Como adjetivo ou substantivo, varia: 
 
Exemplos: 
Nossos chefes estão alertas. [=vigilantes] 
Os bombeiros deram vários alertas [=avisos] à população. 
 
 Meio - Como advérbio [= um pouco], fica invariável: 
 
Exemplos: 
A porta estava meio aberta. 
 
Como numeral fracionário [=metade], flexiona-se para concordar 
com o substantivo: 
 
Exemplos: 
Comi meia maçã. 
 
 Bastante - Varia quando adjetivo sinônimo de suficiente: 
 
Exemplos: 
Não havia provas bastantes para condenar o réu. 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
84 
 
Como advérbio, fica invariável: 
 
Exemplos: 
As cordas eram bastante [=muito] fortes para sustentar o 
peso. 
 
 Menos - É palavra invariável: 
 
Exemplos: 
Gaste menos água. 
 
 Pseudo - É invariável: 
 
Exemplos: 
Elas eram pseudo-feministas. 
 
 Grama - Unidade de medida de massa, é masculino. 
 
Exemplos: 
Emagreci quinhentos gramas na semana passada. 
 
 Mesmo - Como advérbio [= até, realmente], fica invariável: 
 
Exemplos: 
Mesmo elas desconheciam o programa antivírus. 
Saiu neste momento mesmo. 
 
Como pronome demonstrativo [=próprio], concorda com o 
pronome ou o substantivo a que se refere: 
 
Exemplos: 
Elas mesmas digitaram todo o texto. 
 
 Quite -É adjetivo e flexiona-se: 
 
Exemplos: 
Os eleitores quites com o TRE poderão votar. 
 
 Tal Qual - Com verbos de ligação, "tal" concorda com o 1º 
termo da comparação e "qual", com o segundo: 
 
Exemplos: 
Osfilhosserãotais qualopai.(tais qual o pai é) 
O filho era tal quais os pais. (tal quais os pais eram) 
 
Com outros verbos, é conjunção comparativa: 
 
Exemplos: 
O filho fala tal qual os pais. (fala como os pais falam) 
Os filhos comem tal qual o pai. (comem como o pai come) 
 
 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1) Quanto à concordância verbal, preencha as lacunas do 
texto seguinte e, a seguir, assinale a sequência correta. 
“Metade dos convidados não ___________ à cerimônia, 
porém perto de quarenta familiares ___________ a ausência. 
Vários de nós também não ___________ o convite, devido ao 
incidente ocorrido dias atrás.” 
 
a) compareceu – justificaram – aceitamos 
b) compareceu – justificou – aceitou 
c) compareceram – justificaram – aceitou 
d) compareceram – justificou – aceitamos 
 
2) Marque a única alternativa em que o emprego do verbo 
haver está correto. 
 
a) Todas as gotas de água havia evaporado. 
b) Elas se haverão comigo, se mandarem meu primo sair. 
c) Não houveram quaisquer mudanças no regulamento. 
d) Amanhã, vão haver aulas de informática durante todo o 
período de aula. 
e) Houveram casos significativos de contaminação no hospital da 
cidade. 
 
3)Assinale a frase com erro de concordância verbal. 
 
a) No mesmo dia, faleceu um político e um músico. 
b) Desse produto foi fabricado, no ano passado, dez modelos. 
c) Desapareceram misteriosamente o livro e a revista que 
estavam aqui. 
d) É importante que esses assuntos sejam discutidos 
reservadamente. 
 
4) Das frases a seguir, a única inteiramente de acordo com 
as regras de concordância verbal é: 
 
a) A rede de coleta e de tratamento de esgoto possuem 
tubulações mais estreitas que as galerias pluviais nas ruas. 
b) Na sala de aula, haviam inúmeros quadros de artistas 
renomados. 
c) Ocorreram, naquele mesmo ano, acontecimentos 
extraordinários. 
d) Podem trazer sériasconsequências ao planeta a falta de 
cuidados com o ambiente. 
e) O técnico e o presidente da empresa chegou muito cedo ao 
local do acidente. 
 
5)Assinale a alternativa que apresenta a correta concordância 
da forma verbal destacada. 
 
a) Ocorreu fatos, na vida daquele homem, que o tornaram 
uma pessoa amarga. 
b) Houve razões para que aquele homem se tornasse uma 
pessoa amarga. 
c) Aquele homem é uma pessoa amarga, porque as 
circunstâncias tornou-o assim. 
d) Motivos existiu para que ele se tornasse uma pessoa 
amarga. 
 
6)Assinale a alternativa em que a concordância verbal está 
inadequada. 
 
a) Não foi alcançado rio nem mata. 
b) Somos nós que destrói a natureza. 
c) A maioria dos funcionários não aceitou a explicação. 
d) Não foram os cidadãos quem reclamou do problema do 
trânsito. 
 
7)Observe as frases abaixo: 
I- Haverá muitas festas se ele vencer a eleição para 
presidente do clube. 
II- Haverão duas festas neste salão na próxima semana. 
III- Haviam poucos convites para a festa. 
Considerando a concordância verbal, está(ão) correta(s): 
 
a) I e II c) Apenas I 
b) I e III d) Apenas III 
 
8) Assinale a alternativa cuja concordância verbal obedece às 
normas gramaticais. 
 
a) Não podem haver rasuras na prova de redação. 
b) Águas de Lindóia estão a 180 Km de São Paulo. 
c) Cerca de 20% da mata foi destruído. 
d) Deve ter entrado, no teatro, mais de duzentas pessoas. 
e) A maioria dos moradores gostam de passear na Lagoa do 
Taquaral. 
 
9)Observe as orações seguintes: 
1. Precisam-se de bons funcionários nesta fábrica. 
2. Fui eu quem recebeu a esperada mensagem. 
3. Éramos nós que recebia sempre o castigo. 
4. O juiz, o delegado, os vereadores, nenhum se preocupou 
com aquela ameaça. 
A concordância verbal está empregada corretamente apenas 
em: 
 
a) 1 c) 1 e 3 
b) 3 d) 2 e 4 
 
10)Assinale a alternativa que apresenta uma oração correta 
quanto à concordância. 
 
a) Sobre os palestrantes tem chovido elogios. 
b) Só um ou outro menino usavam sapatos. 
c) Mais de um ator criticaram o espetáculo. 
d) Vossa Excelência agistes com moderação. 
e) Mais de um deles se entreolharam com espanto. 
 
 
 
GABARITO: 
1.A 2.B 3.B 4.C 5.B 6.B 7.C 8.E 9.D 10.E 
 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
85 
 
 
Definição 
 
 
Todos os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos, 
os, as, lhes) podem ocupar três posições com relação aos verbos. 
Essas três colocações dos pronomes chamam-se, respectivamente: 
 
a)Ênclise (depois do verbo): Encontrei-o na sala de recepção. 
b)Próclise (antes do verbo): Não o encontrei na sala de recepção. 
c)Mesóclise (no meio do verbo): Encontrá-lo-ei na sala de 
recepção. 
 
Segundo a Gramática que herdamos de Portugal, a colocação normal 
do pronome é a ênclise. No entanto, no Português escrito e falado no 
Brasil hoje, nota-se uma preferência marcante pela próclise. 
 
A colocação pronominal não é uma questão de análise sintática, 
isto é, a posição do pronome não determina sua função na 
frase. Trata-se de um problema de eufonia (palavra de origem 
grega que significa “bom som”). Assim, se houver dúvida quanto 
à posição do pronome, a melhor regra é escolher a forma que 
soar melhor ao ouvido e estar atento ao nível de linguagem que 
se quer. 
 
Qual é a forma mais correta: Joana me falou ou Joana falou-
me? Nenhuma das duas é melhor que a outra. Pode-se dizer 
que a primeira (Joana me falou) é mais coloquial, mais 
adequada a textos informais; a segunda (Joana falou-me) se 
presta a situações que exigem uma formalidade maior. 
 
As regras da norma culta, muitas vezes, são infringidas em textos 
jornalísticos e até mesmo literários. 
 
Regras Gerais 
 
Próclise 
a) com palavras de sentido negativo. Não, nunca, jamais, nada, nem. 
b) com pronomes relativos. 
Que, o qual, a qual, os quais, as quais, quem, 
cujo, onde, quanto 
c) com pronomes indefinidos. Tudo, nada, ninguém, alguém, outrem, algo. 
d) com pronomes demonstrativos. 
Este, esta, esse, essa, isto, isso, aquele, aquela, 
aquilo. 
e) com conjunções subordinativas. 
Porque, como, embora, se, conforme, quando, 
etc. 
f) com advérbios, antes de verbos. Aqui, bem, mal, muito, hoje, amanhã, etc. 
g) com gerúndio precedido da 
preposição em. 
Em se levantando o cerco... 
h) com orações optativas10. Deus te abençoe, meu filho. 
i) com orações exclamativas. Quanto me custa tudo isso! 
j) com orações interrogativas. Quem o trouxe aqui? 
Mesóclise 
Quando o verbo estiver no futuro do 
presente e no futuro do pretérito, e 
a próclise não for obrigatória. 
Contar-me-ão o segredo. Perguntar-se-ia o 
motivo. 
Ênclise 
a) com o verbo no imperativo 
afirmativo. 
Apressa-te! 
b) com o verbo no infinitivo. Vamos convidá-los. 
c) orações reduzidas de gerúndio. ...e, mostrando-nos a estrada... 
d) com o verbo iniciando a oração. Ensinei-lhe tudo. 
 
A T E N Ç Ã O 
Quando o particípio vem desacompanhado de auxiliar, não é lícita ênclise ou próclise; utiliza-se a forma 
oblíqua regida de preposição. Ex: Dada-me a explicação, saiu. / Dada a mim a explicação, saiu. 
 
Colocação Pronominal em Locuções Verbais 
 
São possíveis as seguintes colocações: 
 
Auxiliar + Infinitivo 
- Ele devia entregar-me o cheque. 
- Ele devia-me entregar o cheque. 
- Ele me devia entregar o cheque. 
PORÉM, 
- Ele não me devia entregar o cheque. 
- Ele não devia entregar-me o cheque. 
Auxiliar + Gerúndio 
- O caso estava aborrecendo-me. 
- O caso estava-me aborrecendo. 
- O caso me estava aborrecendo. 
PORÉM, 
- O caso não me estava aborrecendo. 
- O caso não estava aborrecendo-me. 
Auxiliar + Particípio 
- Ele havia-me perseguido. 
- Ele me havia perseguido. 
PORÉM, 
- Ele não me havia perseguido. 
 
10 Celso Cunha define “optativa” como uma oração que exprima desejo. Ex: Bons olhos o vejam! / Que o novo ano lhe traga alegrias. 
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 13 - Colocação Pronominal
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
86 
Estilística 
 
No Brasil, a próclise é a colocação usual tanto na língua 
falada como na escrita, caracterizando-se por ser mais 
espontânea e informal. A ênclise pode demonstrar um tom 
cerimonioso. 
 
Observe: 
Mariana me telefonou. (próclise) 
Mariana telefonou-me. (ênclise) 
 
O segundo exemplo mostra uma colocação bastante formal e 
pouquíssimo utilizada no Brasil. 
 
Leia outros exemplos extraídos de textos literários: 
 
Exemplos: 
Mãe amorosa, a Europa afligiu-se com a sorte das suas terras 
extremas... 
Quem vivia num baixo, podia imaginar-se dentro de um poço 
tapado... 
Com trêmulas mãos acenderam-se as velas nas casas... (José 
Saramago) 
...Fabiano espiava a caatinga amarela, onde as folhas secas 
se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os 
garranchos se torciam, negros, torrados. Pouco a pouco, os 
bichos se finavam, devorados pelo carrapato. (Graciliano 
Ramos) 
 
A ênclise foi utilizada por José Saramago, escritor português, 
e a próclise, pelo escritor modernista brasileiro Graciliano 
Ramos. Em Portugal, a preferência é pela colocação enclítica; 
no Brasil, predomina o uso da próclise. 
 
A mesóclise está praticamente sendo abolida em nosso país, 
ficando restrita a textos muito formais, como leis, códigos e 
uns poucos textos literários. Hoje, o emprego da mesóclise é 
considerado inadequado e até pedante. 
Art.6° Na interpretação desta Lei, levar-se-ão em conta os fins 
sociais a que ela se dirige, as exigências do bem comum, os 
direitos e deveres individuais e coletivos, e a condição peculiar da 
criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento. 
(Estatuto da Criança e do Adolescente) 
 
 
 
 
 
 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1)Considere estasfrases: 
I – Me pediram um favor na escola. 
II – Lhe imploro que volte para casa. 
III – Esqueça-me, não venha mais aqui. 
Em relação à colocação pronominal, qual(is) frase(s) está(ão) de 
acordo com a norma culta? 
 
a) I 
b) III 
c) I e II 
d) I, II, III 
 
2)Assinale a alternativa em que não há possibilidade de 
mudança da posição do pronome oblíquo destacado, segundo a 
norma culta. 
 
a) Ela vai magoar-te com uma resposta ríspida. 
b) Estamos ansiosos para lhe mostrar as fotos. 
c) Todos perceberam que a situação estava se complicando. 
d) Em se confirmando essa previsão, o governo baixará os 
juros. 
 
3)A colocação do pronome oblíquo átono, segundo a norma 
culta, está correta em: 
 
a) A explicação que deram-lhe foi satisfatória. 
b) Embora pedissem-me desculpas, o mal já estava feito. 
c) Não me convidaram para aquela festa de aniversário. 
d) Te presentearam com este livro?! 
 
4)Leia as frases abaixo e responda a questão que segue. 
I – O gado ia-se finar, até os espinhos secariam. 
II – Compadre, eu não lhe quero dizer coisa alguma. 
III – As visões do sono tinham dissipado-se. 
IV – Nunca convidei-o para sair. 
Segundo a norma culta, estão corretas as frases 
 
a) I e II. 
b) III e IV. 
c) II e IV. 
d) II e III. 
e) I e III. 
 
5)Assinale a alternativa em que a colocação do pronome átono 
destacado não obedece à norma culta. 
 
a) Nunca a vejo serena e obstinada no dia a dia. 
b) Que o vento te leve os meus recados de saudade! 
c) Devo mostrar-lhe a mais bela paisagem da cidade. 
d) Em pondo-se o sol, vão-se os belos e alegres pássaros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO: 
1.B 2.D 3.C 4.A 5.D 
 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
87 
 
Pronome Relativo 
 
Emprego e Função dos Pronomes Relativos 
 
 
 
 
O estudo das orações subordinadas adjetivas está 
profundamente ligado ao emprego dos pronomes relativos. Por 
isso, vamos aprofundar nosso conhecimento acerca desses 
pronomes. 
 
Pronome Relativo QUE 
 
O pronome relativo "que" é chamado relativo universal, pois 
seu emprego é extremamente amplo. Esse pronome pode ser 
usado para substituir pessoa ou coisa, que estejam no singular 
ou no plural. Sintaticamente, o relativo "que" pode 
desempenhar várias funções: 
 
a) Sujeito: Eis os artistas que representarão o nosso país. 
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos: 
 Eis os artistas. 
 Os artistas (= que) representarão o nosso país. 
 Sujeito 
 
b) Objeto Direto: Trouxe o documento que você pediu. 
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos: 
 Trouxe o documento 
 Você pediu o documento (= que) 
 Objeto Direto 
 
c) Objeto Indireto: Eis o caderno de que preciso. 
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos: 
 Eis o caderno. 
 Preciso do caderno (= de que) 
 Objeto Indireto 
 
d) Complemento Nominal: Estas são as informações de 
que ele tem necessidade. 
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos: 
 Estas são as informações. 
 Ele tem necessidade das informações (= de que) 
 Complemento nominal 
 
e) Predicativo do Sujeito: Você é o professor que muitos 
querem ser. 
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos: 
 Você é o professor. 
 Muitos querem ser o professor (= que) 
 Predicativo do Sujeito 
 
f) Agente da Passiva: Este é o animal por que fui atacado. 
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos: 
 Este é o animal. 
 Fui atacado pelo animal (= por que) 
 Agente da Passiva 
 
g) Adjunto Adverbial: O acidente ocorreu no dia em que eles 
chegaram. (adjunto adverbial de tempo). 
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos: 
 O acidente ocorreu no dia 
 Eles chegaram no dia. (= em que) 
 Adjunto Adverbial de Tempo 
 
 
Pronome Interrogativo 
 
Exemplos: 
Que quer fazer quando sair daqui? (pronome substantivo) 
Que mal ele poderia fazer? (pronome adjetivo) 
 
Conjunção 
 
a) Coordenativa explicativa 
 
Exemplos: 
Espere um pouco, que isso vai acabar logo. 
 
b) Subordinativa integrante 
 
Exemplos: 
Vi que não era necessário. 
Preciso de que você faça isso. 
É necessário que façamos algo. 
 
c) Adverbial causal 
 
Exemplos: 
Vou dormir, que amanhã acordo cedo. 
Ceamos à lareira, que a noite estava fria. 
 
d) Adverbial concessiva 
 
Exemplos: 
Nada conseguiu em sua defesa, ainda que juntasse todas as provas. 
Cruel que me julgassem, eu não cederia a pressões. 
 
e) Adverbial Final 
 
Exemplos: 
Fiz-lhe sinal que se calasse. 
Parou a palestra para que as perguntas fossem respondidas. 
 
f) Adverbial temporal 
 
Exemplos: 
Até que o trem passasse, todos esperaram. 
Desde que a declaração foi feita, não se fala em outra coisa. 
 
g) Adverbial consecutiva 
 
Exemplos: 
Estudou tanto que passou. 
Falava com tanta naturalidade que convencia a si mesmo. 
 
h) Adverbial comparativa 
 
Exemplos: 
Ele correu que nem um louco 
Era mais bonita do que parecia na televisão. 
 
i) Adverbial proporcional 
 
Exemplos: 
À medida que se vive, mais se aprende. 
 
Partícula expletiva ou de realce. 
 
Exemplos: 
Quase que não consigo chegar a tempo. 
Elas é que vão fazer o evento. 
 
Advérbio de intensidade 
 
Exemplos: 
Que lindas flores! 
Que bom reencontrá-lo! 
 
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 14 - Função do ‘Que’
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
88 
Preposição 
 
Exemplos: 
Temos que estudar muito. 
Tive que trazer todo o material. 
 
Interjeição 
 
Exemplos: 
Que!? Não está pronta ainda? 
Que!? Ele fez de propósito? 
 
Substantivo 
 
Exemplos: 
Este jovem tem um quê de filósofo. 
Temperou a comida com aquele quê do chef. 
 
 
 
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O 
1) Assinale a alternativa na qual a palavra que tem a mesma 
classificação morfológica que a destacada em:"... baseados em 
estatísticas que têm pouca ou nenhuma importância." 
 
a) "...ambiente bélico em que se transformou o futebol." 
b) “É óbvio que informações e estatísticas são importantíssimas.” 
c) “Se dizem que a imagem vale mais que mil palavras” 
d) “...para achar que todas as faltas violentas são involuntárias.” 
 
2)Leia o conjunto de frases a seguir e responda, na sequência, 
quais funções são assumidas pela palavra “que”. 
Cinco contos que fossem, era um arranjo menor... 
Que bom seria viver aqui! 
Leio nos seus olhos claros um quê de profunda curiosidade. 
A nós que não a eles, compete fazê-lo. 
Falou de tal modo que nos empolgou. 
 
a) conjunção subordinativa consecutiva - interjeição de 
admiração - pronome indefinido – conjunção subordinativa 
comparativa - conjunção subordinativa consecutiva 
b) conjunção subordinativa concessiva - interjeição de admiração - 
substantivo - pronome relativo - conjunção subordinativa consecutiva 
c) conjunção subordinativa consecutiva - advérbio de intensidade - 
substantivo - pronome relativo - conjunção subordinativa consecutiva 
d) conjunção subordinativa concessiva - advérbio de intensidade - 
substantivo - conjunção coordenativa - conjunção subordinativa consecutiva 
e) conjunção subordinativa comparativa - interjeição de 
admiração - pronome indefinido – palavra expletiva - conjunção 
subordinativa consecutiva 
 
3)Analise a frase e classifique o termo destacado:” Era 
necessário que pedíssemos ajuda”. 
 
a) pronome relativo 
b) partícula expletiva 
c) conjunção integrante 
d) conjunção subordinativa consecutiva 
e) pronome indefinido 
 
4)“De acordo com pesquisa americana publicada no periódico BMC 
Public Health, pessoas que acumulam mais de 17anos de estudo 
bebem e fumam menos e apresentam um índice de massa corporal 
(IMC) mais baixo do que aquelas que se dedicam menos à escola.” 
Analise as afirmações abaixo e, em seguida, assinale a alternativa 
correta. 
I. Em “pessoas que acumulam mais de 17 anos de estudo [...]”, 
o que é um pronome relativo. 
II. Em “pessoas que acumulam mais de 17 anos de estudo 
[...]”, o que introduz uma oração subordinada adjetiva 
explicativa. 
III.Em “aquelas que se dedicam menos à escola.”, o que é uma 
conjunção integrante. 
IV. Em “aquelas que se dedicam menos à escola.”, o que 
introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva. 
 
a) somente I e II são verdadeiras 
b) somente I e IV são verdadeiras 
c) somente II e III são verdadeiras 
d) somente II e IV são verdadeiras 
e) somente III e IV são verdadeiras 
 
5)"EudeiaminhaalmaparaqueoStalloneexpressassearealidadedeu
mdownquelutaparamaterializarseussonhos." 
Assinale a alternativa correta em relação aos termos sublinhados acima. 
 
a) Nas duas ocorrências o para tem a mesma classificação 
sintática e o que ,em ambas as ocorrências,tem a mesma 
classificação morfológica. 
b) Em"Ficou claro que ele não nos queria lá."o que tem a 
mesma função sintática do segundo que do excerto acima. 
c) Em"Entrei no site 'Grandes Encontros',que é uma sala 
debate-papo para pessoas com deficiência", 
oselementossublinhadosseclassificammorfologicamentetaisquais
osprimeirosqueepara do excerto. 
d) O que sublinhado em"...filme 'Colegas',que estreou na 
sexta..."possuiamesmaclassificaçãosintáticaemorfológicadasegu
ndaocorrênciamarcadanofragmentoacima. 
 
6) Os dois vocábulos em destaque nos enunciados a seguir 
possuem função morfológica e sintática idênticas. 
Assinale a alternativa que apresenta corretamente essas 
funções. “Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que 
nunca viu a própria mulher.” 
 
a) pronome relativo; objeto direto. 
b) conjunção subordinativa integrante; objeto direto. 
c) pronome relativo; sujeito. 
d) conjunção coordenativa explicativa; adjunto adnominal. 
e) preposição; sujeito. 
 
7) Assinale a única alternativa em que a palavra SE recebe a 
mesma classificação morfossintática que a destacada em: 
"Outra discussão chata,durante e após as partidas,é se um 
jogador teve a intenção...." 
 
a) "...ambiente bélico em que se transformou o futebol, dentro 
e fora de campo." 
b) “Impressiona-me como se formam conceitos...” 
c) "Se dizem que a imagem vale mais que mil palavras..." 
d) “Não dá para o árbitro saber se a falta foi intencional ou não” 
 
8) "Então, que se fique com eles!". O termo em destaque tem a 
mesma função sintática do sublinhado em: 
 
a) Fez-se a luz. 
b) Vão-se os anéis, ficam os dedos. 
c) Vendem-se casas. 
d) Vive-se ao ar livre aqui. 
e) Dona Ninita deixou-se levar pela paixão. 
 
9) “Na ata da reunião, registraram-se todas as opiniões dos 
presentes.” Assinale a alternativa que classifica corretamente a 
palavra sublinhada. 
 
a) índice de indeterminação do sujeito 
b) pronome reflexivo (objeto direto) 
c) partícula apassivadora 
d) conjunção subordinativa integrante 
e) palavra de realce 
 
10) Assinale a alternativa que apresenta a correta classificação da 
partícula “se”, na sequência em que aparece no período abaixo. 
O maquinista se perguntava se a próxima parada seria tão 
tumultuada quanto a primeira, com aquelas pessoas todas se 
debatendo, os bilhetes avolumando nas mãos do cobrador, os 
reclamos que se ouviam dos mais exaltados. 
 
a) objeto indireto – conectivo integrante – parte do verbo – 
partícula apassivadora 
b) objeto direto – conectivo integrante – pronome reflexivo – 
partícula apassivadora 
c) objeto direto – conjunção integrante – pronome recíproco – 
indeterminação do sujeito 
d) objeto indireto – conjunção integrante – pronome reflexivo – 
partícula apassivadora 
e) objeto direto – conectivo integrador – pronome oblíquo – 
partícula apassivadora 
 
GABARITO: 
1.A 2.D 3.C 4.B 5.D 6.C 7.D 8.B 9.C 10.A 
 
WWW.CURSOZEROUM.COM.BR 
89 
 
Como Pronome, o “SE” pode ser 
 
 
 
a) Pronome Pessoal Reflexivo 
 
Neste caso, o SE vai servir para indicar uma ação que é praticada 
pelo sujeito e ele mesmo receberá suas consequências. Dizemos 
que o sujeito pratica e sofre a ação. 
 
Exemplos: 
Maria cortou-se com uma tesoura. 
O rapaz viu-se no espelho. 
 
b) Pronome Pessoal Recíproco 
 
O pronome recíproco é muito parecido com o reflexivo, mas neste 
caso a ação envolve dois sujeitos, onde ambos praticam a ação um 
sobre o outro, e portanto também sofrem a consequência da ação 
praticada. É importante ressaltar que há autores que consideram a 
reciprocidade como um tipo de reflexivização. 
 
Exemplos: 
Pedro e Maria deram-se as mãos. 
Meus pais se amam profundamente. 
 
c) Pronome Apassivador 
 
Pode também ser chamado de partícula apassivadora/apassivante, 
e serve para indicar que a frase está na voz passiva, ou seja, o 
sujeito sofre a ação praticada por outro agente. Chamamos de 
sujeito “paciente”. 
 
O pronome apassivador segue um VTD (verbo transitivo direto) 
que esteja na 3ª (terceira) pessoa. 
 
Exemplos: 
Vendem-se casas. 
Os livros que se extraviaram, foram restaurados. 
 
d) Pronome fossilizado 
 
Também chamado de “parte integrante do verbo”, costuma ocorrer 
em verbos que exprimem sentimento, como indignar-se, atrever-
se, orgulhar-se, queixar-se, etc. Não deve ser confundido com 
pronome reflexivo, uma vez que um verbos pronominais não 
demonstram, necessariamente, uma ação que sai do sujeito e é 
dirigida a ele mesmo. 
 
Exemplos: 
Queixava-se de dor nas costas. 
Não se atreva a fazer isso. 
Comportaram-se bem durante a aula. 
 
Índice de indeterminação do sujeito 
 
Também chamado de símbolo de indeterminação do sujeito, é 
utilizado em frases cujo sujeito é indeterminado, alguns 
gramáticos o consideram um “pronome indefinido”, mas esta 
classificação não é recorrente. 
 
Exemplos: 
Precisa-se de vendedor. / Vive-se um dia de cada vez. 
 
Partícula ou palavra de realce 
 
Como o nome já sugere, o SE servirá neste caso para realçar 
aquilo que está sendo dito, e portanto poderá ser retirado da 
frase sem prejudicar a sua estrutura sintática e coesão. Existe 
também a nomenclatura “pronome de realce”, mas e pouco 
usual. 
 
Exemplos: 
Foi-se embora a minha última esperança. / Você fez o que lhe 
pedi? Se fiz! 
 
Conjunção Subordinativa 
 
a) Causal 
 
Pode ser substituída pelas construções „já que‟, „visto que‟ e 
„por que‟. É utilizada na oração subordinada para indicar a 
causa da oração principal. 
 
Exemplo: 
Se você não chegou, tivemos que improvisar um apresentador. 
 
b) Condicional 
 
Indica uma condição para a oração principal. 
 
Exemplo: 
Se você não chegar cedo, teremos que improvisar um apresentador. 
 
c) Concessiva 
 
Pode ser substituída pela conjunção „embora‟, e indica uma 
concessão, uma exceção à consequência natural da ação. 
 
Exemplo: 
Se perdermos este jogo, nem por isso sairemos daqui 
desanimados. 
 
d) Integrante 
 
Aparece entre dois verbos para completar o sentido de um 
deles. É utilizada nas orações substantivas. 
 
Exemplos: 
Pergunte se trouxe a encomenda que pedi. / Fale-me se estou 
certo ou errado. 
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 15 - Função do ‘Se’

Mais conteúdos dessa disciplina