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Gramática
FONÉTICA E FONOLOGIA __________________________________________ ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
ORTOGRAFIA _________________________________________________________________________ 4
TONICIDADE DAS PALAVRAS ______________________________________________________________ 9
ESTRUTURA DAS PALAVRAS ______________________________________________________________11
MORFOLOGIA - SUBSTANTIVOS ___________________________________________________________16
ADJETIVOS _________________________________________________________________________22
ARTIGOS ___________________________________________________________________________26
VERBOS ___________________________________________________________________________27
ADVÉRBIOS _________________________________________________________________________39
PRONOMES _________________________________________________________________________42
NUMERAIS _________________________________________________________________________48
CONJUNÇÕES ________________________________________________________________________50
PREPOSIÇÕES _______________________________________________________________________53
INTERJEIÇÕES ________________________________________________________________________55
INTRODUÇÃO – ANÁLISE SINTÁTICA ________________________________________________________57
TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO __________________________________________________________58
TRANSITIVIDADE VERBAL _______________________________________________________________60
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO ________________________________________________________61
TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO _________________________________________________________63
PERÍODO COMPOSTO - INTRODUÇÃO _______________________________________________________66
PERÍODO COMPOSTO – ORAÇÕES COORDENADAS ______________________________________________67
PERÍODO COMPOSTO – ORAÇÕES SUBORDINADAS ______________________________________________69
PERÍODO COMPOSTO – ORAÇÕES REDUZIDAS _________________________________________________72
CRASE ____________________________________________________________________________73
REGÊNCIAS VERBAL E NOMINAL ___________________________________________________________75
CONCORDÂNCIAS VERBAL E NOMINAL ______________________________________________________80
COLOCAÇÃO PRONOMINAL ______________________________________________________________85
FUNÇÃO DO ‘QUE’ ____________________________________________________________________87
FUNÇÃO DO ‘SE’ _____________________________________________________________________89
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Definições
A Fonética é o estudo dos sons da linguagem humana em todas
as suas formas. Já Fonologia é a parte da gramática que se
encarrega de estudar os fonemas de uma língua.
Letra: É o símbolo que representa graficamente o fonema; é
percebido pela visão.
Fonema: É um elemento que faz parte da constituição sonora da
palavra; só é percebido na audição.
Exemplo(s):
Caneta – letras: 6 (c-a-n-e-t-a)
Fonemas: 6 (/c//a//n//e//t//a/)
Sexo – letras: 4 (s-e-x-o)
Fonemas: 5 (/s//e//k//s//o/)
Chave – letras: 5 (/c//h//a//v//e/)
Fonemas: 4 (/x//a//v//e/)
A T E N Ç Ã O
Nem sempre o número de fonemas corresponde ao número de letras
numa palavra.
Classificação dos fonemas
Os fonemas classificam-se em:
Vogais: são fonemas pronunciados sem obstáculo à
passagem de ar. Exemplos: pato, bota. As vogais formam
sempre a base sonora da sílaba.
Consoantes: são fonemas produzidos mediante a resistência
que os órgãos bucais (língua, dentes, lábios) opõem à passagem
de ar. As consoantes formam sílabas somente quando estão
unidas a uma vogal. Exemplos: caderno, lâmpada.
Semivogais: são os fonemas que se juntam a uma vogal,
formando com esta uma só sílaba. São semivogais os fonemas
/i/ e /u/. Exemplos: couro, baile, dançam, fazem.
Em nossa língua, a vogal é o elemento básico, suficiente e
indispensável para a formação da sílaba. Você encontrará
sílabas constituídas só de vogais, mas nunca formadas somente
com consoantes.
A T E N Ç Ã O
Só os fonemas /i/ e /u/ átonos funcionam como semivogais. Para
que não sejam confundidos com as vogais i e u serão representados
por [y] e [w] e chamados, respectivamente, de iode e vau.
Encontros Fonéticos
Encontros vocálicos: São encontros constituídos pela
pronúncia de sons vocálicos pronunciados simultaneamente
(vogais e semivogais). Há, na Língua Portuguesa, três tipos de
encontros vocálicos, são eles: ditongo, tritongo e hiato.
Ditongo: é a junção de uma vogal + uma semivogal ou de uma
semivogal + vogal. Podem ser separados de duas maneiras:
Os ditongos podem ser classificados quanto a sua tonicidade
(crescentes e decrescentes) ou sua nasalização (orais e nasais).
A T E N Ç Ã O
São considerados ditongos nasais as combinações am e em/en no
final das palavras.
Exemplos: falam /ãw/, comem /ey/
Tritongo: é o encontro de três sons vocálicos em uma mesma
sílaba. Ocorre na seguinte ordem: semivogal + vogal + semivogal.
Assim como os ditongos, os tritongos podem ser orais ou nasais.
Exemplo(s):
A-ve-ri-guei, i-guais, em-xa-guem, as-guão
Hiato: é a junção de duas vogais pronunciadas separadamente,
formando sílabas distintas.
Exemplo(s):
Co-e-lho, sa-ú-de, ru-im.
Dígrafos: é a união de duas letras representando um só
fonema. Há dígrafos que, no caso de separação silábica, são
obrigatoriamente divididos, enquanto outros não podem ser
separados, como se pode ver a seguir.
Dígrafos separáveis: cor-rei-o, as-sa-do, pis-ci-na, des-ça,
ex-ce-len-te
Dígrafos inseparáveis: cha-ve, pi-lha,quei-ji-nho, guer-re-ar
Todos os dígrafos acima utilizam duas letras para representar um som
consonantal, são, portanto, chamados de dígrafos consonantais.
Quando se tem a formação vogal + m ou n em final de sílaba,
as letras m e n somente nasalizam a vogal que as antecedem.
Neste caso, temos um dígrafo nasal1.
Exemplo(s):
Bom –ba /õ/, plan-ta /ã/, fon-te/õ/.
Observe que, nas palavras axila, táxi, anexo, a letra x
representa dois fonemas /ks/. A isso damos o nome de Dífonos
= di (dois) + fonos (sons).
A T E N Ç Ã O
1 Há também a nomenclatura “dígrafo vocálico”, mas é pouco usual.
Unidade 1 - fonética e Fonologia
Capítulo 1 - Fonética e Fonologia
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Não se deve confundir dígrafo com encontro consonantal. Quando duas
consoantes aparecem juntas e ambas são pronunciadas, tem-se um
encontro consonantal.
Exemplo(s): agreste, pneu, Brasil.
Encontros consonantais
Quando existe uma sequência de duas ou mais consoantes cujo
som pode ser percebido separadamente, denominamos essa
sequência de encontro consonantal.
O encontro pode ocorrer:
Na mesma sílaba: cla-ri-da-de, fri-tu-ra, am-plo, dra-gão,
gran-de, tri-bo,
Em sílabas diferentes: af-ta, com-pul-só-rio, pes-car, al-tar
Divisão silábica
A divisão silábica de uma palavra está de acordo com sua
pronúncia, porém depende de conhecimentos prévios de
encontros vocálicos e dígrafo.
De acordo com o número de sílabas, podemos classificar uma
palavra como:
Monossílaba: uma sílaba.
Exemplos:
Mãe, cai, voz, fé, má, czar, ler
Dissílaba: duas sílabas.
Exemplos:
Par-que, ca-sa, por-que, na-dar, fes-ta
Trissílaba: três sílabas.
Exemplos:
Pês-se-go, ca-mi-hão, sol-da-do, ex-ce-ção
Polissílaba: quatro ou mais sílabas.
Exemplo(s):
Ca-sa-men-to, a-dap-ta-ção, ir-res-pon-sa-bi-li-da-de.
Regras de divisão silábica
CASOS SEPARAÇÃOEXEMPLO
Ditongo e tritongo NÃO U-ru-guai, au-tên-ti-co
Hiato SIM Ca-í-do, cri-a-ção
Dígrafos rr, ss, sc, sç,
xc
SIM Car-ros-sel, des-cer
Dígrafos ch, lh, nh,
qu, gu
NÃO Ga-lho, guei-xa
Consoante não
seguida de vogal
MANTER NA SÍLABA
DA ESQUERDA
Mag-ní-fi-co, cap-tar
Prefixos des-, in-,sub-
+ vogal
SIM Su-ben-ten-der, de-si-
gual
A T E N Ç Ã O
Na translineação, isto é, passar de uma linha para a seguinte, evita-
se a partição de dissílabos como aí, saí, ato, rua, ódio, etc. para que
uma vogal não fique isolada no início ou no fim da linha.
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1. Nas palavras gratuito, vácuo, frear e minguam, há, respectivamente,
a) ditongo crescente, ditongo decrescente, hiato e tritongo.
b) hiato, ditongo crescente, hiato e tritongo.
c) hiato, ditongo decrescente, hiato e ditongo crescente.
d) ditongo decrescente, ditongo crescente, hiato e tritongo.
e) ditongo decrescente, ditongo crescente, hiato e ditongo crescente.
2. Observe:
fre-ar: contém hiato
pou-co: contém ditongo oral decrescente
Em qual alternativa a palavra não apresenta nenhuma das classificações acima?
a) aorta b) miolo c) vaidade d) quatro
3. Qual das alternativas abaixo é formada por ditongos decrescentes?
a) pouco, loteria, contrário, estratégia.
b) inquietação, pouco, aumenta, grau.
c) cair, compreensível, beijar, treino.
d) imponderáveis, atuar, psicologia, seu.
e) colégio, não, imediatamente, história.
4.Assinale a proposição em que estão presentes nos vocábulos
somente dígrafos.
a) Irresponsável – Manhã – Palha d) Quero – Onda – Tem
b) Carro – Pneu – Aquário e) Istmo – Secção – Digno
c) Assado – Campo – Mnemônico
5. Em “Durante três diasinteiros, ele perseguiuo javali queera
quase do tamanho de um boi”, os encontros vocálicos
daspalavras destacadas classificam-se, respectivamente, como:
a) ditongo – hiato – hiato c) hiato – ditongo – ditongo
b) hiato – tritongo – ditongo d) ditongo – tritongo – hiato
6. Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentam
encontros consonantais.
a) atrás – clima – duplo – clave – sombra – piscina
b) enchente – exceção – correio – psiquiatra – guerrear
c) carrossel – montanha – cachorro – pneu – digno
d) clima – czar – torno – pacto – tcheco – constar
7. Assinale a alternativa em que os encontros vocálicos das
palavras classificam-se como ditongos.
a) pedreiro – coordenador – moita c) jeitosa – gratuito – judeu
b) hiato – caixote – oficial d) higiene – graciosa – veneziana
8.Observe:
“Quanto tempo
Mina d‟água do meu canto
Manso
Piano e voz
Vento...”
As palavras destacadas no texto acima apresentam,
respectivamente,
a) ditongo decrescente e hiato.
b) ditongo crescente e hiato.
c) tritongo e ditongo crescente.
d) hiato e ditongo decrescente.
9. Quanto à separação silábica, assinale a alternativa correta.
a) trans-a-tlân-ti-co; hi-dre-lé-tri-ca; su-bes-ti-mar; in-te-rur-ba-no; bi-sa-vô
b) ist-mo; ma-gnó-lia; ap-ti-dão; felds-pa-to; sols-tí-cio
c) a-fta; sub-lin-gual; téc-ni-co; rép-til; rit-mo
d) e-clip-se; trans-tor-no; de-cep-ção; of-tal-mo-lo-gis-ta; ra-diou-vin-te
e) ra-di-ou-vin-te; pre-en-cher; pers-pi-caz; de-sa-ten-to; in- te-rur-ba-no
10. Marque a alternativa correta quanto à separação silábica.
a) ca-u-le/ quais-quer/ so-cie-da-de/ sa- ú- de
b) gai-o-la/ a-ve- ri- guou/ du-e-lo/ e-nig-ma
c) ân-sia/ des- mai-a-do/ ma-li-gno/ im-bui-a
d) gno-mo/ e-cli-pse/ sos-se-go/ sub-ma-ri-no
GABARITO:
1.D 2.D 3.B 4.A 5.C 6.D 7.C 8.B 9.D 10.B
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Definição
Ortografia: Do grego orthographía (escrita correta), é o
conjunto de regras que, para uma determinada língua,
estabelecem a grafia correta das palavras e o uso de sinais de
pontuação.
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em 1990 e
em vigor no Brasil desde 2009, trouxe mudanças importantes na
grafia de muitas palavras. Durante o período de adaptação
(2009-2015), ambas grafias eram aceitas em diversos processos
seletivos ( concursos públicos, vestibulares, etc.). A partir de
2016, no entanto, apenas a nova ortografia é válida.
Sinais diacríticos ou Notações léxicas
O B S E R V A Ç Ã O
Só se usa trema em palavras estrangeiras e suas derivadas em
português
Exemplo(s): Müller, Mülleriano
Hífen
O hífen possui três principais funções no português contemporâneo:
1) Acoplar pronomes átonos a verbos.
2) Separar silabicamente palavras translineadas.
3) Ligar elementos de palavras que sejam:
a) Compostas
b) Derivadas por prefixação.
Sua terceira função merece atenção especial, uma vez que o Novo
Acordo Ortográfico trouxe mudanças nesse sentido. Veja a seguir os
critérios para a aplicação do hífen em palavras derivadas por
prefixação:
Onde Não Se Usa Hífen
Vogal+R ou S: O hífen não é mais utilizado em palavras formadas
de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas
por 'r' ou 's', sendo que essas devem ser dobradas.
Exemplos(s)
Antessala, autorretrato, antissocial, antirrugas, contrassenha, infrassom,
ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal.
O B S E R V A Ç Ã O
Em prefixos terminados por 'r', permanece o hífen se a palavra seguinte
for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-
requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional,
super-realista, super-resistente etc.
Vogal+vogal diferente: O hífen não é mais utilizado em
palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados
em vogal + palavras iniciadas por outra vogal.
Exemplo(s):
autoajuda, contraexemplo, extraescolar, infraestrutura, intrauterino,
neoimperialista, semiaberto, semiautomático, supraocular, ultraelevado.
O B S E R V A Ç Ã O
Usa-se hífen quando a palavra seguinte iniciar por 'h': anti-herói, anti-
higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc. Exceto com os prefixos co-,
des-, dis-, in-, re-: coabitar, desumano, inábil, reabilitar.
Além dos casos de palavras formadas por prefixação, também
não se usa hífen em:
Locuções: Não se usa mais hífen em locuções de qualquer tipo
(substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais,
prepositivas ou conjuncionais)
Exemplo(s):
cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar,
cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de etc.
E X C E Ç Õ E S
água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-
meia, ao-deus-dará, à queima-roupa.
C U I D A D O
O hífen não separa pos-, pre- e pro- átonos: pospor, predizer,
proativo.
O B S E R V A Ç Ã O
O uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm
elemento de ligação e constitui unidade sintagmática e semântica,
mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam
espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-
cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel,
beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.
Onde Se Usa Hífen
Vogal+vogal igual: Quando a palavra é formada por um
prefixo ou falso prefixo terminado em vogal + palavra iniciada
pela mesma vogal.
Exemplo(s):
arqui-inimigo, sobre-edificar, supra-auricular, micro-orgânico, anti-
inflamatório
Circum- e pan-+vogal, m, n:Nas formações com o prefixo
circum- e o pseudoprefixopan-, quando o segundo elemento
começa por vogal, m ou n.
Exemplo(s):
circum-mediterrâneo, pan-americano, circum-oceânico Ex-, vice-, sota-, soto-: Nas palavras formadas com
os prefixos ex-, vice-, sota-, soto-
Exemplo(s):
ex-aluno, soto-mestre, vice-presidente
Unidade 1 - fonética e Fonologia
Capítulo 2 - Ortografia
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5
Pós-, pré- e pró- tônicos: Nas formações com os prefixos
pós-, pré- e pró- tônicos.
Exemplo(s):
pós-graduação, pré-universitário, pró-africano
Ab-, ad-, ob-, sob-, sub- + mesma consoante ou R: nas
formações iniciadas com os prefixos ab-, ad-, ob-, sob-, sub-,
quando seguidas de radical iniciado por r ou pela mesma
consoante em que termina o prefixo.
Exemplo(s):
ab-rogar, sob-roda, ad-digital, sub-reino
Além dos casos vistos acima, existe também o critério para uso
do hífen em Palavras Compostas. O Novo Acordo Ortográfico
ressalta que “só se ligam por hífen os elementos das palavras
compostas em que se mantém a noção da composição, isto é, os
elementos das palavras compostas que guardam a sua identidade
fonética, conservando cada um a sua própria acentuação, porém
formando o conjunto perfeita unidade de sentido.”
Sendo assim, são escritas com hífen palavras como arco-íris,
para-choque, bel-prazer, marca-passo, mata-mata, etc
Enquanto aglutinam-se sem hífen palavras como: mandachuva,
paraquedas, paraquedista, pontapé, madressilva, girassol, etc
A T E N Ç Ã O
Nas palavras compostas, porém não unidas por hífen, retira-se o h da
segunda palavra.
Exemplos:
Reouve, desabitado, inábil.
A letra H
Na língua portuguesa, o h usa-se apenas:
No fim de algumas interjeições.
Exemplo(s):
Ah!, Oh!, Uh!
Quando a etimologia do nosso idioma determina.
Exemplo(s):
hábil, haver, híbrido, homem
Nos dígrafos ch, lh e nh.
Exemplo(s):
concha, falha, galinha.
Uso e S e Z
Letra Casos Exemplos
S
Em adjetivos terminados pelos
sufixos -oso/-osa.
dengosa, horroroso,
cheiroso
Nos sufixos –ês, -esa, -isa
(indicando título, profissão ou
origem).
milanesa, camponês,
princesa
Nas formas dos verbos por e
querer.
puser, quiser
Em diminutivos com sufixo –
inho acrescentado às palavras
primitivas com s.
lapisinho (lápis), rosinha
(rosa)
Em verbos formados pelo sufixo
–isar, quando a palavra
primitiva é grafada com s.
analisar (análise),
paralisar (paralisia),
pesquisar (pesquisa)
Após ditongos abertos. plausível, paisagem
Em palavras que derivam de outras
que são escritas com s.
visível(visão),basear(base),
ausência (ausente)
Z
Nos sufixos –ez/eza formadores de
substantivos abstratos a partir de
adjetivos.
insensatez, magreza,
beleza
Nos sufixos –izar e -ização,
formadores de verbos e
substantivos.
Utilizar, utilização,
dinamizar, dinamização
Nos sufixos –zinho, -al, -ada,
quando a palavra primitiva não tiver
s.
pãozinho, bambuzal,
pazada
Uso de X e CH
Letra Casos Exemplos
X
Depois de ditongo faixa, ameixa, frouxo
Depois das sílabas iniciais me-,
la-, li-, lu-, gra-, bru, em
Mexicano, mexer, mexa
(verbo), laxante, lixo,
luxo, graxa, bruxa
Palavras de origem africana ou
indígena
Xavante, macaxeira, abacaxi,
capixaba
CH
Prefixo en- une-se a radical iniciado
por ch.
encharcar (charco),
encher (cheio)
Por razões etimológicas pichar, mochila, chope
Uso de E e I
Letra Casos Exemplos
E
Os verbos terminados em –
uar/-oar.
efetuar (efetue),
abençoar (abençoe)
Prefixo ante- (anterioridade) antessala, antebraço
Prefixos em-,en- empobrecer, enformar
(manter a forma; dar forma
a)
Prefixo des- desacordo, desfrutar
I
Com prefixo dis- (negação) disjunção, discordar
Em prefixos anti- (oposição) anticoncepcional, anti-
heroi
Na 3ª p. sing. do presente do
indicativo de verbos terminados
em air, oer, uir.
possuir (possui), corroer
(corroi), cair (cai)
Prefixos im-,in- (negação) impossível, infeliz
Uso de G e J
Letra Casos Exemplos
G
Em palavras terminadas em –ágio, -
égio, ígio, -ógio, úgio.
pedágio, régio, litígio,
relógio, refúgio
Em substantivos terminados em
–gem.
margem, vertigem. Exceção:
pajem, lajem, lambujem
J
Em palavras derivadas de outras
escritas com j.
nojento (nojo), jeitoso
(jeito).
Verbos terminados em –jar, -
jear.
viajar, gorjear
A T E N Ç Ã O
O substantivo viagem se escreve com g, mas viajem (forma do
verbo viajar) escreve-se com j.
Formas Variantes
Há palavras que poder ser escritas de duas formas, ambas
aceitas como norma culta por constarem no Vocabulário
Ortográfico da Língua Portuguesa.
1) abdômen ou abdome
2) afeminado ou efeminado
3) aluguel ou aluguer
4) amídala ou amígdala
5) arrebentar ou rebentar
6) arrebitar ou rebitar
7) assoalho ou soalho
8) assobiar ou assoviar
9) assoprar ou soprar
10) azaleia ou azálea
11) bêbado ou bêbedo
12) bilhão ou bilião
13) biscoito ou biscouto
14) cãibra ou câimbra
15) catorze ou quatorze
16) chipanzé ou chimpanzé
17) covarde ou cobarde
18) cociente ou quociente
19) coisa ou cousa
20) cumular ou acumular
21) debulhar ou desbulhar
22) degelar ou desgelar
23) dependurar ou pendurar
24) Duplex ou dúplex
25) empanturrar ou empaturrar
26) entoação ou entonação
27) estralar ou estalar
28) flauta ou frauta
29) flecha ou frecha
30) fleuma ou flegma
31) geringonça ou gerigonça
32) hemorróida ou hemorroide
33) hidrelétrico ou hidroelétrico
34) imundície ou imundícia
35) infarto ou enfarte
36) laje ou lajem
37) loiro ou louro
38) maquiagem ou maquilagem
39) percentagem ou porcentagem
40) maquilagem
41) marimbondo ou maribondo
42) nenê ou neném
43) parêntese ou parêntesis
44) projétil ou projetil
45) radioatividade ou radiatividade
46) surrupiar ou surripiar
47) tesoura ou tesoira
48) toicinho ou toucinho
49) tramela ou taramela
50) trilhão ou trilião
51) voleibol ou volibol
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Homônimos e Parônimos
Entre os sons e as letras que os representam podem ocorrer
coincidências. Podemos classificar as palavras de acordo com
essa proximidade ou fidelidade sonora e/ou gráfica.
Homônimos: vocábulos de significado diferente, mas que
possuem a mesma grafia e/ou a mesma pronúncia. As palavras
homônimas podem ser divididas da seguinte forma:
a) Homófonos: Vocábulos que possuem a mesma pronúncia.
Exemplo(s):
Cessão – ato de ceder, cedência ≠ Sessão – espaço de tempo em que
se realiza uma reunião.
b) Homógrafos: Vocábulos que possuem a mesma escrita.
Exemplo(s):
espeto – substantivo ≠ espeto – 1ª pessoa do presente do indicativo
do verbo espetar
c) Homônimos perfeitos: vocábulos com pronúncia e grafia
idênticas.
Exemplo(s):
Ele é um homem são. ≠ Eles são muito cultos. ≠ São Jorge é
respeitado aqui.
Parônimos: vocábulos ou expressões que apresentam
semelhança de grafia e pronúncia, mas que diferem no sentido.
Exemplo(s):
Cavaleiro: homem a cavalo / Cavalheiro: homem gentil.
Lista de vocábulos Homônimos e Parônimos
Acender - por fogo a
Ascender - elevar-se, subir
Acento - inflexão de voz, tom de
voz, acento
Assento - base, lugar de sentar-se
Acessório - pertences de qualquer
instrumento ou máquina; que não é
principal
Assessório - diz respeito a
assistente, adjunto ou assessor
Asar - guarnecer de asas
Azar - má sorte, ocasionar
Brocha - tipo de prego
Broxa - tipo de pincel
Caçado - apanhado na caça
Cassado – anulado
Cédula – documento, nota
Sédula -feminino de sédulo (cuidadoso)
Cegar - tornar ou ficar cego
Segar – ceifar
Cela - aposento de religiosos;
compartimento prisional
Sela - arreio de cavalgadura
Censo – recenseamento
Senso – juízo
Cerra - do verbo cerrar (fechar)
Serra - instrumento cortante;
montanha; do v. serrar (cortar)
Cerrado - denso; terreno murado;
part. do v. cerrar (fechado)
Serrado - particípio de serrar (cortar)
Cessão - ato de ceder
Sessão - tempo que dura uma assembleia
Secção ou seção - corte, divisão
Chá - infusão de folhas para bebidas
Xá - título do soberano da Pérsia
Cheque - ordem de pagamento
Xeque - perigo; lance de jogo de
xadrez; chefe de tribo árabe
Círio - vela de cera
Emigrar – sair de um país ou região
Imigrar – entrar num país ou região
Eminente – excelente
Iminente - sobranceiro; que está
por acontecer
Emissão - ato de emitir, pôr em circulação
Imissão - ato de imitir, fazer entrar
Empossar - dar posse
Empoçar - formar poça
Espectador - o que observa um ato
Expectador - o que tem expectativa
Espedir - despedir; estar moribundo
Expedir – enviar
Esperto - inteligente
Experto - perito ("expert")
Espiar – espreitar
Expiar - sofrer pena ou castigo
Esplanada - terreno plano
Explanada (o) - part. do v. explanar
Estasiado – ressequido
Extasiado – arrebatado
Estático – firme
Extático – absorto
Esterno - osso dianteiro do peito
Externo - que está por fora
Estirpe - raiz, linhagem
Extirpe - flexão do v. extirpar
Estofar - cobrir de estofo
Estufar - meter em estufa
Estrato - filas de nuvens
Extrato - coisa que se extraiu de outra
Estremado – demarcado
Extremado – extraordinário
Flagrante – evidente
Fragrante – perfumado
Fluir – correr
Fruir – desfrutar
Incidente - acessório, episódio
Acidente - desastre; relevo geográfico
Infligir - aplicar castigo ou pena
Sírio - relativo à Síria; natural desta
Cível - relativo ao Direito Civil
Civil - polido; referente às
relações dos cidadãos entre si
Comprimento – extensão
Cumprimento - ato de cumprir, saudação
Concelho – município
Conselho – parecer
Concerto - sessão musical; harmonia
Conserto - remendo, reparação
Concílio - assembleia de prelados católicos
Consílio – conselho, assembleia
Conjetura – suposição
Conjuntura – momento
Coser – costurar
Cozer – cozinhar
Decente – decoroso
Descente - que desce
Deferir - atender, conceder
Diferir - distinguir-se; posicionar-se
contrariamente; adiar (um compromisso
marcado)
Descargo – alívio
Desencargo - desobrigação de um encargo
Desconcertado - descomposto; disparato
Desconsertado – desarranjado
Descrição - ato de descrever
Discrição - qualidade de discreto
Descriminar – inocentar
Discriminar - distinguir, diferenciar
Despensa - copa
Dispensa - ato de dispensar
Despercebido - não notado
Desapercebido – desprevenido
Édito - ordem judicial
Edito - decreto, lei (do executivo ou
legislativo)
Elidir – eliminar
Ilidir – refutar
Emergir - sair de onde estava
mergulhado
Imergir – mergulhar
Emerso - que emergiu
Imerso – mergulhado
Infringir – transgredir
Incipiente - que está em
começo, iniciante
Insipiente – ignorante
Intenção - propósito
Intensão - intensidade; força
Intercessão - ato de interceder
Interseção - ato de cortar
Maça - clava; pilão
Massa – mistura
Mandado - ordem judicial
Mandato - período de
permanência em cargo
Paço - palácio real ou episcopal
Passo – marcha
Peão - indivíduo que anda a pé;
peça de xadrez
Pião – brinquedo
Pleito – disputa
Preito – homenagem
Presar – aprisionar
Prezar - estimar muito
Proeminente - saliente no
aspecto físico
Preeminente - nobre, distinto
Ratificar – confirmar
Retificar – corrigir
Recreação – recreio
Recriação - ato de recriar
Recrear - proporcionar recreio
Recriar - criar de novo
Serva - criada, escreva
Cerva - fêmea do cervo
Sesta - hora do descanso
Sexta - redução de sexta-feira; hora
canônica; intervalo musical
Tacha - tipo de prego; defeito;
mancha moral
Taxa – imposto
Tráfego – trânsito
Tráfico - negócio ilícito
Viagem – jornada
Viajem - do verbo viajar
Vultoso – volumoso
Vultuoso – inchado
Uso dos Porquês
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7
Porque: é conjunção coordenada ou subordinada. Equivale a
pois, porquanto, visto que etc.
a) Explicativa: Não comeu, porque estava de dieta.
b) Causal: Não se veste bem porque não tem dinheiro.
c) Final: Fiz-lhe sinal porque se calasse.
Porquê: tem valor de substantivo e vem sempre precedido de
determinante (artigo, pronome possessivo, numeral etc.).
Significa motivo, razão, causa.
Exemplo(s):
Não sei o porquê da ausência dele.
Por que: é a preposição por seguida de pronome que. Equivale a
por que razão, por qual motivo, pelo qual. É usado em:
a) Interrogativa direta: Por que ele não veio?
b) Interrogativa indireta:Eis o motivo por que não veio.
c) Subordinada adjetiva1: Passarei na prova por que tanto luto. =
Passarei na prova pela qual tanto luto.
Por quê: mesmo uso do anterior, quando em fim de frase ou
antes de uma pausa.
Exemplo(s):
Você não veio por quê? / Não sabemos por quê, mas tentamos.
Outros
Onde/Aonde
Onde: empregado em situações estáticas.
Exemplo:
Onde moras?
Aonde: empregado em situações que envolvem movimento.
Exemplo:
Aonde vais?
A Fim/Afim
Afim: semelhança, parentesco.
Exemplo:
Nossa meta é afim: sua aprovação. = Nossa meta é semelhante: sua
aprovação.
A fim (de): indica finalidade, equipara-se à conjunção final
“para”.
Exemplo:
Ele veio a fim de ajudar. = Ele veio para ajudar.
Enfim
Enfim: finalmente.
Exemplo:
Enfim sós.
Em fim: no final.
Exemplo:
Ele está em fim de carreira.
Se não/Senão
Se não: caso não.
Exemplo:
Se não chover, viajarei. = Caso não chova, viajarei.
Senão : caso contrário; exceto.
Exemplo:
Vá, senão eu vou. = Vá, caso contrário eu vou.
Acerca de/Cerca de/Há cerca de
Acerca de: sobre, a respeito de.
Exemplo:
Fala acerca de alguma coisa. = Fale sobre alguma coisa.
Cerca de: transmite a ideia de durante, aproximadamente.
1 Neste caso, o “que” tem valor de pronome relativo, e não interrogativo.
Exemplo:
Estudamos cerca de quatro horas. = Estudamos durante quatro horas.
Há cerca de: faz aproximadamente.
Exemplo:
Trabalha há cerca de cinco anos. = Trabalha faz aproximadamente
cinco anos.
Ao encontro de/De encontro a
Ao encontro de: a favor, para junto de, favoravelmente.
Exemplo:
Fui ao encontro dos anseios do povo. = Fui favorável aos anseios do povo.
De encontro a: contra, em conflito com.
Exemplo:
As medidas vêm de encontro aos interesses do povo. = As medidas vêm
contra os interesses do povo.
Ao invés de/Em vez de
Ao invés de: ao contrário de
Exemplo:
Ao invés de trabalhar, está papeando.
Em vez de: em lugar de.
Exemplo:
Usar uma expressão em vez de outra.
I M P O R T A N T E
A diferença entre estas duas expressões pode parecer pequena,
mas é importante ressaltar que “ao invés de” sempre trará a ideiade oposição entre as ideias apresentadas, enquanto “em vez de”
indica uma mera substituição.
Mau/Mal
Mau (adjetivo): oposição a bom.
Exemplo:
O lobo é mau (não é bom).
Mal (advérbio): oposição a bem.
Exemplo:
A criança passou mal (não passou bem).
Mal (conjunção temporal): equivale a assim que.
Exemplo:
Mal chegou e já foi dormir.
Debaixo ou De Baixo?
Usamos DEBAIXO sempre que a seguir vier a preposição DE: “O
gato estava debaixo da mesa”; “Escondeu-se debaixo da cama”…
Se não houver a preposição DE, usamos DE BAIXO: “O
apartamento fica no andar de baixo”.
Demais ou De Mais?
Só usamos DE MAIS quando se opõe a “de menos” na expressão
“não tem nada de mais”.
Nos outros casos, quando pode significar “muito, bastante” ou
“o restante”, devemos usar DEMAIS: “Comeu demais”; “Os
demais devem retornar amanhã”.
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8
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1.Assinale a alternativa em que a grafia de todas as palavras está correta.
a) Mulçumano é todo indivíduo que adere ao islamismo.
b) Gostaria de saber como se entitula esse poema em francês.
c) Esses irmãos vivem se degladiando, mas no fundo se amam.
d) Não entendi o porquê da inclusão desses asterísticos.
e) Essa prova não será empecilho para mim.
2.Assinale a alternativa em que o termo em destaque apresenta
erro de ortografia.
a) As crianças riam e perdiam-se em meio à espuma que
aumentava de tanto enxampuaremas pequenas cabeças.
b) A lama acumulada e trazida pelas chuvas incessantes
transformou a pequena e simpática vila em um enxurreiro.
c) O encerador era um encherido– essa era a conclusão de Tia
Maristela sobre aquele senhor simpático, bom de prosa, que
trabalhava mas falava.
d) Achava divertido descobrir os diferentes significados das
palavras: enchouriçado era perfeito para o Tico, que adorava
encrespar-se com seus colegas de sala.
3. Assinale a alternativa em que o período está grafado corretamente.
a) O aborígeni esperava com displiscência que a maré baixasse.
b) O aborígene esperava com displisciência que a maré baichasse.
c) O aborígine esperava com displicência que a maré baixace.
d) O aborígine esperava com displicência que a maré baixasse.
e) O aborígini esperava com displicência que a maré baixasse.
4. Assinale a frase que apresenta um erro de ortografia.
a) Ele se alimentava mal.
b) Assisti ao filme da sessão das dez. Foi ótimo!
c) Jamais exitei um instante sequer diante dos meus objetivos.
d) A condessa compareceu ao encontro, por isso houve tanta comemoração.
5. Estão grafadas corretamente todas as palavras em
a) analisar, quisesse, invalidez.
b) prazeroso, freiada, azuleijo.
c) pequenês, calabreza, obsessão.
d) adolescência, excessão, chuchu.
6. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão
grafadas corretamente.
a)cotelaria - majestade - giló - continue - viajem
b) miçanga – dansar – ganço - possues - cafajeste
c) chuchu – pajem – exceção - escárnio - atravéz
d) cachimbo – capixaba – caxumba - coturno - vicissitude
e)esteriótipo – analisar – catalizador - gesso – entopir
7.Assinale a alternativa que melhor completa as lacunas do texto a seguir:
Estar ob__e__ivamenteob__ecado pela beleza dessa mulher
tra__ sempre uma sensação deimpotência, e__e__ão feita
quando, em raras vezes, ela olha para mim e sorri.
a) c – ss – c – z – xc – ç d) c – ss – c – z – xc – ç
b) s – c – c – z – xc – ç e) s – ss – s – z – xc – ç
c) s – ss – c – z – xc – ç
8. Identifique a opção em que todas as palavras estão grafadas
corretamente.
a) disenteria – privilégio – excêntrico – superstição – empecilho
b) imprescindível – pajem – discussão – estrupo – mendingo
c) enxarcar – pesquisar – frustração – bugiganga – acumpuntura
d) prazeirosamente – consciência – cônjuge – salchicha – exceção
e) fingimento – encapuzar – beneficiente – aterrisagem – companhia
9.Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas
da frase abaixo.
Não se contabilizou a quantia _______, mas, como os gastos
foram _______,solicitamos que os preços sejam __________.
a) dispendida – escessivos – discriminados
b) despendida – essessivos – discriminados
c) dispendida – excessivos – descriminados
d) despendida – excessivos – discriminados
e) despendidas – ecessivos – descriminados
10. Preencha os espaços com as palavras grafadas
corretamente e marque a alternativa correta.
Com________ de uns poucos profissionais da música, ninguém
percebeu a falta de _______da orquestra durante o ________
de sábado à noite.
a) exceção . espontaneidade . concerto
b) excessão . espontaniedade . concerto
c) exceção . expontaneidade . conserto
d) exceção . espontaniedade . concerto
e) excessão . espontaneidade . conserto
11. Leia:“A liberdade que não faz uma coisa porque teme o
castigo não está „eticizando-se‟.” (Paulo Freire)
Paulo Freire vale-se das aspas no termo eticizando-seporque
cria um verbo a partir do substantivo ética. Quanto à sua grafia,
podesedizer que o autor
a) tem liberdade de, no sufixo, escolher entre as letras Z ou S,
porque esse verbo não existe.
b) apoiou sua criação na correta norma gramatical que
determina o uso do sufixo -izarpara a formação de verbos.
c) desviou-se propositadamente da regra gramatical, que
determina o uso do sufixo -isarna formação de verbos, porque
fala de falsa ética.
d) só poderia utilizar a letra Z, porque determina a gramática o
uso do sufixo -izarpara a formação de verbos derivados de
substantivos abstratos.
12. Identifique a opção em que todas as palavras estão
grafadas corretamente:
a) Marquize – contagio – espontâneo – jiló – estiagem.
b) Herege – obsessão – assessor - trapézio – laje.
c) Agiota – lambugem – cocheira – casulo – congestão.
d) Pesquisar – analizar – sintetizar – popularizar - sensibilizar
e) Macacheira – alcachofra – chuchu - berinjela.
13. Assinale a alternativa em que a grafia das palavras está correta.
a) No trageto para casa, admirava a paisagem em todo seu
explendor.
b) Durante o musical, foi necessário um rápido conserto no
contrabaixo.
c) Fausto não exitou em aceitar a proposta, embora ela não fosse
excepcional.
d) Minha colega de infância sempre quis ser atris.
14.Assinale a alternativa em que os termos destacados emcada
grupo de frases são parônimos.
a) 1- Tudo já está preparado para a cidade empossar o novoprefeito.
2- É preciso cuidar para o piso da varanda não empoçarágua.
b) 1- Uma das grandes festas de apreço popular é a do Círio deNazaré.
2- Chegou à hospedaria um homem; dizem que é sírio.
c) 1- Nas cidades europeias, após o almoço, a sesta põe tudo
adormir com as pessoas.
2- A menina, feliz, preparou uma grande cesta de Páscoapara sua avó.
d) 1- Espera-se que as delegações dos países viajem
nestasemana para a realização dos jogos olímpicos.
15. Em qual alternativa há erro de grafia?
a) Quero saber por que meu dinheiro está valendo menos agora.
b) Você jamais entenderá os motivos por que me entristeço.
c) Você não quis saber da nota da prova, porquê?
d) Ele ficou triste porque lhe roubaram o celular.
16.Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas
do parágrafo a seguir.
O chefe perguntou-lhe ____ chegara atrasado, já antevendo a
explicação de sempre:_____o trem não cumpriu o
horário;_____o trânsito estava muito lento; e os
engarrafamentos_____passara eram infindáveis.
a) por que - porque - porque - por que
b) por que - por que - porquê - porque
c) por que - por que - porque - porquê
d) porquê - porque - por que - por que
e) porque - por que - porque – porque
GABARITO:
1.E 2.C 3.D 4.C 5.A 6.D 7.C8.A 9.D 10.A 11.B 12.B 13.B 14.C 15.C 16.A
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9
Definição
Prosódia: trata-se da correta pronúncia das palavras em relação à
posição tônica de uma sílaba. As palavras classificam-se, quanto ao
acento tônico, em oxítonas (acento tônico na última sílaba),
paroxítonas (acento tônico na penúltima sílaba) e proparoxítonas
(acento tônico na antepenúltima sílaba).
oxítonas paroxítonas Proparoxítonas
Nobel avaro alcoólatra
ruim batavo antídoto
sutil ciclope âmago
recém gratuito lêvedo
novel tulipa vermífugo
Há algumas palavras cujo acento prosódico é incerto mesmo na
língua culta.
Acrobata e acróbata
Ambrósia e ambrosia
Hieroglifo e hieróglifo
Oceânia e Oceania
Ortoepia e ortoépia
Projetil e projétil
Réptil e reptil
Xerox e xérox
Zangão e zângão
Regras de Acentuação Gráfica
O acento gráfico é uma notação léxica feita para ajudar a indicar
a pronúncia exata de uma palavra. O novo acordo ortográfico
define as regras de acentuação gráfica da seguinte forma:
1) Oxítonas
a) A, E, O Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em -a,
-e ou -o, seguidas ou não de -s:
Exemplo(s):
Pontapé(s), avó(s), dominó(s), paletó(s), bisavô(s).
Nesta regra, incluem-se as formas verbais conjugadas com os
pronomes enclíticos -lo(s) ou -la(s).
Exemplo(s):
Fazer o dever -> Fazê-lo / Contar a verdade -> Contá-la. / Compor as
músicas -> Compô-las.
b) –em ou – ens Acentuam-se as palavras oxítonas com mais de
uma sílaba terminadas no ditongo nasal grafado em (exceto as formas
da 3ª- pessoa do plural do presente do indicativo dos compostos de ter
e vir: retêm, sustêm; advêm, provêm; etc.) ou –ens.
Exemplo(s):
Acém, detém, deténs, entretém, entreténs, harém, haréns, porém, provém,
provéns, também.
c) –ÉI, -ÓI, -ÉU Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas
com os ditongos abertos -éi, -éu ou -ói, podendo estes dois
últimos ser seguidos ou não de –s.
Exemplo(s):
Anéis, batéis, fiéis, papéis; céu(s), chapéu(s), ilhéu(s), véu(s); corrói
(de corroer), herói(s), remói (de remoer), sóis.
O B S E R V A Ç Ã O
Em algumas (poucas) palavras oxítonas terminadas em -e tônico,
geralmente provenientes do francês, esta vogal, por ser articulada
nas pronúncias cultas ora como aberta ora como fechada, admite
tanto o acento agudo como o acento circunflexo: bebé ou bebê, bidé
ou bidê, caraté ou caratê, croché ou crochê, guiché ou guichê,
matiné ou matinê, nené ou nenê, puré ou purê.
2) Paroxítonas
a) -L, -N, -R e X Acentuam-se as paroxítonas terminadas nas
letras –L, -N, -R e –X.
Exemplo(s):
Afável, hífen, açúcar, córtex.
b) -i(s), -u(s), -um, -uns Acentuam-se as paroxítonas
terminadas em –i ou –u (seguido ou não de s) bem como as
terminadas em –um ou –uns.
Exemplo(s):
Júri, lápis, bônus, álbum, médiuns
c) –ã(s), -ão(s), -guam Acentuam-se as paroxítonas
terminadas em –ã ou –ão (seguido ou não de s) bem como as
terminadas em –guam.
Exemplo(s):
Ímã, órgão, enxáguam
d) ditongo Acentuam-se as paroxítonas terminadas em
ditongo1 seguido ou não de s.
Exemplo(s):
Férteis, sábio, planície, devêreis.
3) Proparoxítonas
Todos os vocábulos proparoxítonos são acentuados graficamente
na sua vogal tônica.
Exemplo(s):
Lâmpada, metáfora, catástrofe, protótipo
O B S E R V A Ç Ã O
A lógica fonética que justifica a acentuação das proparoxítonas
também se aplica a certos vocábulos paroxítonos que terminam em
ditongo crescente. Isso acontece quando é possível a pronúncia da
palavra como se esta fosse uma proparoxítona.
Exemplo:
Área, espontâneo, ignorância, imundície, lírio, mágoa, vácuo, exíguo
4) Monossílabos
Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em a, e, o
(seguido ou não de s).
Exemplo(s):
Pá, nós, sós, cá
5) Hiatos
a) Acentua-se o I e U tônicos que formam hiato com a vogal
anterior, ficando sozinhos na sílaba ou com a letra S:
Exemplo(s):
Faísca, saúva, país, heroína, juízo.
b) O hiato que sucede um ditongo não é acentuado em caso de
palavras paroxítonas (baiuca, boiuno, feiura), mas acentua-se
normalmente em caso de oxítonas (teiú, tuiuiú) ou
proparoxítonas (aiúbida)
Exceção: Caso sejam seguidos de NH, o I e U tônicos dos hiatos
não receberão acento gráfico, ainda que sozinhos na sílaba.
Exemplo(s):
Rainha, ladainha.
A T E N Ç Ã O
A regra de acentuação dos HIATOS é a mais cobrada
em concursos.ESTUDE-A BEM!
Acento diferencial
1
Celso Cunha (principal referência em provas como EsPCEx e EsSA) usa a
expressão “ditongo oral”. Já os gramáticos Evanildo Bechara (EsFCEx) e
Paschoal Cegalla (EEAr) referem-se à regra com a expressão “ditongo aberto”.
Unidade 1 - fonética e Fonologia
Capítulo 3 - tONICIDADE DAS PALAVRAS
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10
Quase nenhum acento diferencial sobreviveu ao acordo
ortográfico. Há, entretanto, alguns que merecem atenção.
por≠pôr: Ele tem muita admiração por ela. (preposição) / O rapaz
precisa pôr os exercícios em dia.
pode≠pôde: O palestrante pode vir amanhã. (presente do indicativo) /
O homem não pôde fazer nada. (pretérito perfeito do indicativo)
tem/vem≠têm/vêm: Ele tem uma ideia e vem ao congresso
defende-la.(singular) / Eles têm uma ideia e vêm ao congresso
defende-la. (plural)
O B S E R V A Ç Ã O
Todos os verbos derivados de ter e vir seguem a mesma
regra. Exemplo: deter, conter, reter, advir convir, intervir etc.
Resumo das Mudanças na Acentuação de Acordo com a Nova Ortografia
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1) Leia:“A igreja da cidadezinha ficou, por muito tempo,
abandonada. Após a chegada do novo paroco, ela foi
reconstruida. Os moradores contribuiram espontaneamente com
a reforma. No mês passado, numa noite de estrelas, o povo
pôde novamente ser abençoado.”
No texto acima, há três palavras que tiveram os acentos
gráficos indevidamente omitidos. Assinale a alternativa em que
aparecem
todas essas palavras.
a) por, novo, reconstruida
b) por, reconstruida, contribuiram
c) paroco, reconstruida, estrelas
d) paroco, reconstruida, contribuíram
2)– Assinale a alternativa em que apenas três palavras devem
receber acento gráfico.
a) As simpaticas jovens receberam os biquinis que tanto desejavam.
b) O grande passaro andino simboliza a America do Sul.
c) O cloreto de sodio e uma substancia quimica.
d) Naquele dia, Rui não saia da janela para ver as sandalias
desfilarem rapidas.
3) Pode-
seafirmarqueumrecorrenteproblemaencontradonotexto,noqueser
efereaousodalínguapadrão,estárelacionadoà acentuação gráfica.
Assinalea alternativa emqueessefatoNÃOocorre.
a) "...aspessoastemmaispossibilidadesdedelinquir..."
b) "Pretendiacomprar um pouco defarinhaparafazerumvirado."
c) "Nasprisõesosnegroseramosbodesexpiatorios."
d) "...osmeuspés doíam tantoqueeunãopodiaandar."
GABARITO:
1.D 2.D 3.B
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11
Morfema
As palavras são compostas por unidades significativas menores
denominadas morfemas. Veja no exemplo abaixo a
decomposição do vocábulo garotinhas:
Base do significado (radical) Sufixo diminutivo
Desinência
de gênero
Desinência
de número
Apesar de a separação dos morfemas abaixo assemelhar-se com a
separação silábica de uma palavra, essas divisões são bem distintas.
Divisão silábica: GA-RO-TI-NHAS
Divisão mórfica: GAROT-INH-A-S
Os morfemas, ou elementos mórficos, são unidades
significativas que, juntas, formamuma palavra. Os elementos
mórficos são: radical, vogal temática, tema, desinência, afixo,
vogal e consoante de ligação. Vejamos cada um deles:
1. Radical: também chamado de morfema lexical, é o elemento
que possui a significação básica da palavra. Não é possível
decompor um radical em unidades menores. A partir desse
elemento é possível constituir uma família de palavras.
pedreiró pedr aria a pedrejar em pedrar
As palavras que derivam do mesmo radical são chamadas de cognatas.
2. Vogal temática: é o elemento que prepara o radical para ser
acrescido pelas desinências e também indicar a conjugação a
que o verbo pertence.
As vogais temáticas a, e, i caracterizam as três conjugações
verbais:
Exemplos:
Falar (1ª conjugação), fazer (2ª conjugação), sorrir (3ª conjugação).
O B S E R V A Ç Ã O
Nem todas as formas verbais possuem vogal temática.
Exemplo:
Part- o (radical + desinência).
3. Tema: é o conjunto radical + vogal temática.
Exemplos:
Cant-a-va-s (cant- (radical), -a (vogal temática), canta (tema)).
4. Desinências: Também chamados de morfemas flexionais, são
elementos de valor gramatical que indicam as flexões que os
nomes e os verbos podem apresentar. Podem ser:
a)Desinências nominais: presentes nos nomes (adjetivos,
substantivos) e em certos pronomes; indicam o gênero
(masculino ou feminino) e o grau (singular ou plural). São três
essas desinências: -o, -a, -s.
Exemplos:
Bonit-a-s (bonit-: radical)
a:desinência de gênero(feminino)
s:desinência de número(plural)
b) Desinências verbais:indicam o modo, o tempo, pessoa e
número dos verbos.
Exemplos:
And- á – sse- mos (and-: radical)
á: vogal temática
sse: desinência modo temporal (pretérito imperfeito do subjuntivo)
mos: desinência número pessoal (1ª pessoa do plural)
5. Afixos: Também chamados de morfemas derivacionais, são
elementos que se unem ao radical para a formação de novas palavras
ou alteração sutil de significado. Os afixos estão divididos em:
a) Prefixos: quando são antepostos ao radical.
Exemplos:
In – viável, a – moral
b) Sufixos: quando são pospostos ao radical.
Exemplos:
Feliz –mente, vidr- inho
A T E N Ç Ã O
Não se deve confundir sufixo com desinência, apesar de ambos
estarem localizados ao final da palavra. O sufixo altera o significado
da palavra; já as desinências, não.
6. Vogais e consoantes de ligação: são morfemas acrescentados a
palavra a fim de tornarem a sonoridade das palavras mais agradável.
gasômetro
gas-: radical
-o-: vogal de ligação
metro: radical
paulada
pau-: radical
-l-: consoante de ligação
-ada: sufixo
Cafeteira
café-: radical
-t-: consoante de ligação
-eira: sufixo
Processo de Formação de Palavras
Na Língua Portuguesa os principais processos de formação de
palavras são derivação e composição.
Para entendermos melhor o processo de formação de palavras,
vale ressaltar o conceito de as palavras primitivas e
derivadas e simples e compostas.
Palavra primitiva é a que não se origina de uma outra.
Exemplos:
Casa, flor, pedra.
Palavra derivada: é a que se origina de uma outra.
Exemplos:
Casarão, florista, pedreiro.
Palavra simples: é a que apresenta apenas um radical.
Exemplos:
Livro, gordo, pobre.
Palavra composta: é a que apresenta dois ou mais radicais.
Exemplos:
Pé-de-moleque, pernilongo.
1) Derivação
A derivação pode ser prefixal, sufixal, regressiva, imprópria e
parassintética.
a) Derivação prefixal ou Prefixação
Ocorre esse tipo de derivação quando uma palavra é formada a partir
do acréscimo de um prefixo.
Exemplos:
Cair – recair; capaz – incapaz; dizer – desdizer.
Os prefixos são, em sua maioria, de origem grega ou latina.
Vejamos alguns deles:
Unidade 1 - fonética e Fonologia
Capítulo 4 - Estrutura das palavras
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12
Lista de prefixos de origem latina
Prefixo Sentido Exemplificação
ab-, abs-, a- afastamento, separação, privação abdicar, abjurar, abster, abstrair, amovível, aversão, afastar
ad-, a- (ar-, as-) aproximação, direção, tendência, passagem
a um estado
adjunto, adventício, abeirar, arribar, assentir, ajuntar,
apodrecer, admirar, avizinhar
ambi- duplicidade, dubiedade ambíguo, ambiguidade, ambivalente
ante- Anterioridade, antecedência antebraço, antepor, antedatar, antevéspera
bene-, bem-, ben- bem, excelência beneficente, benevolência, bem-falante, benfazejo, benquerença
bis-, bi- dois bisavô, bípede
circum- (circun-) movimento em torno, em redor circum-adjacente, circunvagar, circumpolar
cis- posição aquém, do lado de cá cisplatino, cisalpino, cisandino
com- (con-) / co-(cor-) contiguidade, companhia, concomitância compor, conter, cooperar, corroborar, compadre, co-herdeiro,
confraternizar, coautor
contra- oposição, direção contrária, ação conjunta contradizer, contrasselar, contravenção, contramuro,
contraofensivo, contramarcha
de- movimento de cima para baixo, separação decair, decrescer, decompor, deposição
des- (dis) separação, ação contrária, afastamento desviar, desfazer, desarmonia, dissociar
dis- / di- (dir-) separação, movimento para diversos lados, negação dissidente, distender, dilacerar, dirimir
entre- posição intermediária entreabrir, entrelinha
ex- / es- / e- movimento para fora, estado anterior,
conversão em
exportar, extrair, escorrer, estender, emigrar, evadir, ejetor,
evaporar, ex-ministro
extra- posição exterior (fora de) extraoficial, extraviar, extraordinário
in-, (im-), i- (ir-)
em- (en-)
movimento para dentro, conversão em,
tornar
ingerir, impedir, imigrar, irromper, embarcar, enterrar,
entristecer, emudecer
in-, (im-)/ i-, (ir-) negação, privação, carência inativo, impermeável, ilegal, irrestrito, irracional
infra- abaixo, na parte inferior Infravermelho, infraestrutura, infrassom
inter-, entre- posição ou ação intermediária, ação
recíproca ou incompleta
Interstício, intercomunicação, entreter, entrelinha, entreabrir
intra- posição interior intravenoso, intradorso, intramuscular
intro- movimento para dentro introversão, intrometer, introduzir
justa- posição ao lado, proximidade justapor, justalinear, justafluvial
male-, mal opõe-se a bene- malevolência, mal-educado, mal-estar, maldizer
muilti- pluralidade, diversidade, muitos Multinacional, multivitamínico, multissecular
ob-, o- posição em frente, oposição objeto, obstáculo, ocorrer, opor
pene- quase penumbra, penúltimo, península
per- movimento através, ação completa percorrer, perfurar, perfeito, pervagar
preter- que vai além de preternatural, preterir, preterintencoinal
pos- posterioridade pospor, postônico
pre- anterioridade prefácio, pretônico
pro-, pró- movimento para frente, diante, em lugar
de, em favor de
progresso, prosseguir, pró-paz, pronome, propor
re- movimento para trás, repetição refluir, refazer, regresso, reaver, revigorar
retro- movimento mais para trás retroceder, retrospectivo, retroativo
semi- metade, meio semicírculo, semicerrar, semimorto
sesqui- um e meio sesquicentenário (=150 anos, um século e meio)
soto-, sota- posição inferior soto-mestre, sotopor, sota-vento, sota-voga
sub-, sus-, su-, sob-, so- movimento de baixo para cima,
inferioridade, ação incompleta
subir, subalterno, suspender, suster, suceder, supor, sobpor,
soerguer, soterrar
super-, sobre- posição em cima, excesso superpor, superpovoado, sobrepor, sobrecarga
supra- posição acima, excesso supradito, suprassumo, suprarrenal
trans-, tras-, três- movimento para além de, posição além de transpor, transalpino,trasladar, traspassar, tresvariar, tresmalhar
tri-, tris- três triciclo, trigêmeo, tricampeão, trisavô
ultra- posição além do limite ultrapassar, ultrassom, ultramarino
vice-, vis- (vizo-) Substituição, em lugar de vice-reitor, vice-cônsul, visconde, vizo-rei
Lista de prefixos de origem grega
Prefixo Sentido Exemplificação
an- (a-) privação, negação, carência anarquia, ateu, afônico, acéfalo, analgésico
aná- ação ou movimento inverso, repetição anagrama, anáfora, anacronismo, analisar
anfi- de um e outro lado, em torno, duplicidade anfíbio, anfiteatro
anti- oposição, ação contrária antiaéreo, antípoda, anticristo, antípoda
apó- afastamento, separação apogeu, apóstata, apócrifo
arqui- (arc-, arque-, arce-) superioridade, primazia arquiduque, arcanjo, arquétipo, arcebispo, arquibancada
catá- movimento de cima para baixo catarata, catacrese, catacumba, católico
di- dois dípode, díptero, dissílabo
diá- (di-) movimento através, por meio de, afastamento diagnóstico, diocese, diâmetro, diálogo, diáfano
dis- dificuldade, mau estado, afecção dispneia, disenteria, disfagia, dispepsia
ec- (ex-), exo-, ecto- movimento para fora, exterioridade, separação eclipse, êxodo, exegese, ectodrma
en- (em-,e-) posição interior, movimento para dentro encéfalo, emplastro, elipse
endo- dentro, para dentro endocarpo, endovenoso, endosmose
epi- posição superior, movimento para, posterioridade epiderme, epílogo, epígrafe, epitáfio
eu- (ev-) Excelência, perfeição, bondade eufonia, evangelho, eufemismo
ex-, exo-, ec- fora, movimento para fora exorcismo, exosmose, eclipse, exoesqueleto
hemi- meio, ,etade hemisfério, hemicídio, hemiplegia
hiper- posição superior, excesso hipérbole, hipertensão
hipó- posição inferior, escassez hipodérmico, hipotensão, hipogeu
metá- (met-) posterioridade, mudança metacarpo, metátese
pará- (par-) Proximidade, ao lado de paralogismo, paramnésia, parábola, parônimo
peri- posição ou movimento em torno perímetro, perífrase, periscópio
poli- multiplicidade, pluralidade polinônimo, polígono, polímero
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pró- posição em frente, anterior prólogo, prognóstico, próclise, programa
prós- adjunção, em adição à prosélito, prosódia
proto- início, começo, anterioridade protótipo, protozoário, proto-mártir
sin- (sim-, si-) simultaneidade, companhia sinfonia, simpatia, sílaba, síntese, sinopse
tele- distância, afastamento Telégrafo, telepatia, teleguiado
A T E N Ç Ã O
Há provas que cobram frequentemente o significado dos prefixos, principalmente através da correspondência entre prefixos
gregos e os latinos. Confira o quadro a seguir para ver os mais comuns.
Correspondência entre prefixos latinos e gregos
Latinos Gregos
ab-, a- : , abster, abstrair, afastar, abuso apo-: apogeu, apóstata, apócrifo
ad-, a- (ar-, as-): adjunto, admirar, assentir pará- (par-): paralogismo, parábola, parônimo
ambi-: ambíguo, ambiguidade, ambivalente anfi- : anfíbio, anfiteatro
bene-, bem-, ben- : beneficente, benevolência eu- (ev-): eufonia, evangelho
bis-, bi- : bisavô, bípede di-: dípode, díptero, dissílabo
circum-, (circun-): circunvagar, circumpolar peri-: perímetro, perífrase, periscópio
contra: contradizer, contrasselar, contravenção anti-: antiaéreo, antípoda, anticristo
com- (con-) / co-(cor-): compor, conter, cooperar sin- (sim-, si-): sinfonia, simpatia, sílaba
de-: decair, decrescer, decompor, depenar catá-: catarata, catacrese, catacumba
ex-, exo-, ec-: exorcismo, eclipse, exoesqueleto ex- / es- / e-: exportar, extrair, escorrer, emigrar
in-, (im-)/ des- inativo, impermeável, ilegal,desleal an- (a-): anarquia, ateu, afônico
in-, (im-), i- (ir-) em- (en-): ingerir, impedir, imigrar en- (em-,e-): encéfalo, emplastro, elipse
intra- : intravenoso, intradorso, intramuscular endo- : endocarpo, endovenoso, endosmose
semi-: semicírculo, semicerrar, semimorto hemi-: hemisfério, hemicídio, hemiplegia
sub-, sus-, su-, sob-, so- : subir, subalterno, suspender Hipó-: hipodérmico, hipotensão, hipogeu
super-, sobre-: superpor, sobrecarga, superlotar epi-: epiderme, epílogo, epígrafe
supra-: supradito, suprassumo, suprarrenal hiper-: hipérbole, hipertensão, hipertrofia
trans-, tras-, três-: transpor, transalpino, trasladar diá- (di-)/meta-: diagnóstico, metamorfose
b) Derivação sufixal ou sufixação
Ocorre esse tipo de derivação quando uma palavra é formada a
partir do acréscimo de um sufixo.
Exemplos:
Fama – famoso; carro – carrinho; moderno – modernizar.
Os sufixos nominais se acoplam a substantivos e adjetivos
para mudar a classe da palavra ou acrescentar-lhe significado.
Exemplo:
Fogaréu, risonho, ornamento, vozinha
Os sufixos verbais se acoplam aos verbos para transmitir suas
matizes de significado ou completar e estrutura verbal.
Exemplos:
Concretizar, chuviscar, folhear, gotejar
Só existe um sufixo adverbial em português: -mente. Este
sufixo é usado para transformar outras palavras em advérbio,
principalmente de intensidade.
Exemplos:
Velozmente, sabiamente, completamente
O B S E R V A Ç Ã O
A intensificação é um processo de aumento da expressividade de
uma palavra já existente através do alargamento do sufixo:
protocolar -> protocolizar / culpar ->culpabilizar
c) Derivação parassintética ou parassíntese
Ocorre quando acrescentamos um prefixo e um sufixo
simultaneamente a um radical. Podemos, pelo processo de derivação
parassintética, formar substantivos, adjetivos e verbos.
Exemplos:
Alma ->des + alm + ado = desalmado / manhã ->a + manh
+ ecer = amanhecer
Tenha cuidado para não confundir uma palavra formada por
parassíntese com uma palavra que sofreu prefixação e
sufixação. Por exemplo, a palavra infelizmente possui prefixo e
sufixo independentes, que não foram acoplados
simultaneamente ao radical.
d) Derivação regressiva ou deverbal
É o processo de derivação queacontece quando uma palavra perde
morfemas para transformar-se em outra.
Exemplos:
Caçar (verbo) – caça (substantivo); debater (verbo) – debate
(substantivo)
e) Derivação imprópria ou conversão
Ocorre quando uma palavra sofre mudança de classe gramatical.
Exemplos
Não sei o porquê da insatisfação. (conjunção usada como substantivo)
O jantar está servido. (verbo usado como substantivo)
O luz queimada foi substituída. (verbo usado como adjetivo)
A T E N Ç Ã O
Para saber se um substantivo deriva de um verbo ou o contrário, é
importante seguir esta orientação: “Se o substantivo denota ação,
será palavra derivada, e o verbo palavra primitiva (resgate é
derivação regressiva de resgatar); mas se o nome denota algum
objeto ou substância, se verificará o contrário (apedrejar é
derivação parassintética de pedra)”.
2) Composição
A composição é processo pelo qual a palavra é formada pela união de
dois ou mais radicais. A composição pode ocorrer de duas formas:
a) Justaposição
Ocorre quando não há alteração gráfica nem fonética em nenhum dos
elementos que compõem a palavra. Vale lembrar que a presença ou
ausência de hífen não determina o tipo de composição pelo qual a
palavra foi formada.
Exemplos:
Passatempo (passa+tempo); beija-flor (beija+flor); girassol
(gira+sol)
b) Aglutinação
Quando há alteração em pelo menos uma das palavras, seja na
grafia ou na pronúncia.
Exemplos:
Planalto (plano+alto); aguardente (água+ardente)
c) combinação
É um caso especial de composição em que a nova palavra
resulta da combinação de parte de cada um dos dois termos que
a formam.
Exemplo:
Português + espanhol = portunhol / adolescente + aborrecer =
aborrecente
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3) Outros processos de formação
a) Onomatopeia
Quando uma palavra surge não de radicais com significado
determinado, mas da mera tentativa de se reproduzir um som,
classificamo-la onomatopeia ou vocábulo onomatopeico. O nome da
derivação que cria esse tipo de palavra é derivação onomatopéica. É
importante ressaltar que existe um grande número de verbos
onomatopéicos para descrever sons ou ruídos.
Exemplos:
arrulhar – pombo, rola
badalar, bimbalhar, repicar, repenicar – sino
balir – ovelha, cordeiro
blaterar – camelo
bramar, bramir, rugir – feras, mar
cascalhar – risadas
coaxar – rã
cocoricar, cucuricar, cucuritar – galo
chiar – carro de bois, insetos
chilrar, chilrear – aves
chirriar – coruja
chocalhar – chocalho, cascavel
ciciar – brisa, vozes
espocar, pipocar – foguetes
estralejar – chicote, raio
estridular – cigarra
farfalhar – folhas, arvores, etc.
fonfom, fonfonar – buzina de automóveis
fremir – urso, vestes, ondas, mar
frufru, frufrutar – rumor de folhas, de vestidos
gloterar – cegonha
gorgolejar – água
gralhar, gralhear – gaio, gralha
grasnar, grulhar, crocitar – pato, grou, corvo
grugulejar, grugulhar – peru
grunhir, cuinchar – porco
guinchar – macaco, rato, carro
ladrar, latir, ganir, uivar, rosnar, cainhar – cão
miar, miau, rosnar, ronronar, bufar – gato
mugir – boi, vaca
palrar, chalrar – papagaio
piar, pipilar – aves
pissitar – estorninho
rataplã – tambor
rechiar, rechinar – carne na brasa
regougar – raposa
relinchar, rinchar, nitrir – cavalo
retinir – araponga
ribombar, retumbar, atroar, reboar, tonitroar – trovão, canhão,
eco, estampido, etc.
rufar – tambor, caixa
ruflar – asas, saias, etc.
rugir, urrar – leão, onça, etc.
sibilar – balas, serpente
tamborilar – dedos, gotas de água
tartamudear – gago
tilintar – moedas, campainha
tinir – copos, cristais, metais
tique-taque, tiquetaquear – relógio, pêndulo
trilar – apito, inhambu
trissar – andorinha, calhandra
uivar, ulular – cão, lobo
urrar, rugir, bramir – touro, feras
zumbir, zunir, zinir, ziziar, zoar, chiar – insetos
zunzum, zunzunar – motor
zurrar, ornejar - burro
b) Abreviação vocabular ou redução
É a criação de uma palavra pela redução de outra.
Exemplos:
Moto (motocicleta), quilo (quilograma), foto (fotografia), pneu
(pneumático), ônibus (auto-ônibus)
A T E N Ç Ã O
Não se pode confundir abreviação vocabular com abreviatura. Esta é a
representação de uma palavra por algumas de suas letras.
Exemplos:
Av. (avenida); Dr. (doutor).
c) Hibridismo
Consiste na junção de palavras que fazem parte de idiomas diferentes.
Exemplos:
automóvel (auto - grego + móvel – latim)
burocracia (buro – francês + cracia – grego)
bicicleta (bi – latim + cicleta – grego)
alcoômetro (álcool – árabe + metro – grego)
d) Sigla4
É a representação por meio de letras ou sílabas iniciais das
palavras que compõem um nome.
Exemplos:
CRF (Clube Regatas do Flamengo); IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística), Detran (Departamento Estadual de trânsito)
e) Empréstimo linguístico
Trata-se do aportuguesamento de palavras estrangeiras.
Quando se diz que uma palavra foi “aportuguesada”, significa
que ela provavelmente já consta no Vocabulário Ortográfico da
Língua portuguesa, e deve ser escrita de acordo com as regras
de nossa ortografia e princípios fonéticos:
Exemplos:
Stress – estresse / shampoo – xampu / vodka – vodca /
Existem palavras, entretanto, que não sofreram alteração
ortográfica e/ou fonética para adaptar-se a nossa língua.
Exemplos:
Show / shopping center / mouse / gaijin / scherzo
4 Evanildo Bechara considera sigla um caso especial de abreviação.
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E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1. Responda, na sequência, os vocábulos cujos prefixos ou
sufixos correspondem aos seguintes significados:
QUASE; ATRAVÉS; EM TORNO DE; FORA; SIMULTANEIDADE
a) hemisfério; trasladar; justapor; epiderme; parasita
b) semicírculo; metamorfose; retrocesso; ultrapassar; circunavegação
c) penumbra; diálogo; periscópio; exogamia; sintaxe
d) visconde; ultrapassar; unifamiliar; programa; multinacional
e) pressupor; posteridade; companhia; abdicar; ambivalente
2. Analise as afirmativas abaixo, colocando entre parênteses a
letra V, quando se tratar de afirmativa verdadeira, ou a letra F,
quando se tratar de afirmativa falsa. Em seguida, assinale a
alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) A composição é caracterizada como um processo de formação de
palavras em que o vocábulo criado possui significado único e constante.
( ) A derivação é um processo de formação de palavras a partir da
combinação de afixos a outras palavras classificadas como primitivas.
( ) As palavras livraria, padaria, reter, dentista e muralha são exemplos
que servem para ilustrar o processo de formação por derivação sufixal.
a) V – F – F d) F – F – V
b) V – V – F e) V – F – V
c) F – V – V
3. Assinale a alternativa que contém um grupo de palavras
cujos prefixos possuem o mesmosignificado.
a) compartilhar - sincronizar d) transparente - adjunto
b) hemiciclo – endocarpo e) benevolente – diáfano
c) infeliz – encéfalo
4. Assinale a alternativa em que a indicação do processo
deformação de palavras colocado entre parênteses está correta
em relação à palavra em destaque na frase.
a) SeuJoão era homem sério; não gostava das amolações dos
moleques. (redução)
b) O mundo ficou boquiabertocom a ousadia da ação terrorista
daquele grupo radical. (hibridismo)
c) O tique-taquedo relógio parecia uma bomba sobre a cabeça
do homem insone e cheio de remorso. (justaposição)
d) O acontecimento da tarde, principalmente para as mulheres, era a
inauguração da bela sapatariacom vitrines convidativas. (parassíntese)
5. Ao se alistar, não imaginava que o combatepudesse se
realizarem tão curto prazo, emborao ribombardos canhões já se
fizesse ouvir ao longe.
Quanto ao processo de formação das palavras sublinhadas, é
correto afirmar que sejam, respectivamente, casos de
a) prefixação, sufixação, prefixação, aglutinação e onomatopeia.
b) parassíntese, derivação regressiva, sufixação, aglutinação e onomatopeia.
c) parassíntese, prefixação, prefixação, sufixação e derivação imprópria.
d) derivação regressiva, derivação imprópria, sufixação,
justaposição e onomatopeia.
e) parassíntese, aglutinação, derivação regressiva, justaposição
e onomatopeia.
6.Há um caso típico de palavra formada por composição em
a) aguardente. d) perigosamente
b) pesca. e) repatriar.
c) amanhecer.
7. São palavras primitivas:
a) época – engarrafamento – peito – suor
b) sala – quadro – prato – brasileiro
c) quarto – chuvoso – dia – hora
d) casa – pedra – flor – feliz
e) temporada – narcotráfico – televisão – passatempo
8.Assinale a alternativa que apresenta a correta
correspondência entre os prefixos latinos e gregos, existentes
na formação das palavras abaixo.
a) abjurar / adjacente d) antepor / anticristo
b) disenteria / díptero e) indelével / diáfano
c) contravenção / antibiótico
9. Quanto ao processo de formação de palavras, relacione as duas
colunas e, a seguir, assinale a alternativa com a sequência correta.
( 1 ) sufixação ou derivação sufixal ( ) entristecer
( 2 ) prefixação ou derivação prefixal ( ) imoral
( 3 ) composição por justaposição ( ) hidrelétrico
( 4 ) composição por aglutinação ( ) passatempo
( 5 ) parassíntese ( ) sapataria
a) 1 – 2 – 4 – 3 – 5 c) 2 – 5 – 4 – 3 – 1
b) 5 – 2 – 4 – 3 – 1 d) 5 – 1 – 3 – 2 – 4
10. Quanto à estrutura e formação de palavras, assinalea
alternativa correta.
a) Perfeição e percurso são palavras cognatas.
b) Em combatente, ocorre derivação parassintética.
c) A palavra pontiagudo é formada por justaposição.
d) Em exportar e êxodo, os prefixos têm sentido correspondente.
e) Em hipótese, o prefixo indica “antes, anterioridade”.
11.Leia:
“Nas horas mortas da noite
Como é doce o meditar
Quando as estrelas cintilam
Nas ondas quietas do mar.”
O mesmo processo de formação de palavras, em destaque
notexto acima, ocorre em:
a) “Discreta e formosíssima Maria | Enquanto estamos vendo a
qualquerhora, | Em teus olhos e boca o Sol e o dia (...)”
b) “Se Deus dá o seu sol e a sua chuva aos bonse aos maus,aos
maus que se quiserem fazer bons, como negará?”
c) “Entre os semeadores do Evangelho há uns que saem
asemear, há outros que semeiam sem sair (...)”
d) “A cada cantoum grande conselheiro,Que nos quer governar
cabana e vinha (...)"
12. Identifique, nas palavras destacadas das orações
seguintes,derivação: imprópria (1), regressiva (2), prefixal (3) e
assinale a sequência correta.
( ) Certos políticos só almejam o poder.
( ) Ninguém atendeu ao apelodaquele homem.
( ) Ele sempre se sentiu uma pessoa infeliz.
a) 1 – 3 – 2 c) 1 – 2 – 3
b) 2 – 1 – 3 d) 3 – 1 – 2
13. Assinale a alternativa em que todas as palavras são
formadas por parassíntese.
a) deslealdade, amadurecer, incapaz, reeditar
b) aquático, antebraço, premeditar, reposição
c) apolítico, capitalista, desalmado, desligar
d) avermelhar, acariciar, subterrâneo, esfriar
e) desobediência, desigualdade, novamente, desleal
14. As palavras destacadas em “O resgatedo vice-prefeitofoiemocionante.”
são formadas, respectivamente, pelo processo dederivação
a) regressiva e prefixal. c) imprópria e parassintética.
b) regressiva e imprópria. d) imprópria e sufixal.
15. Assinale a alternativa em que todos os itens lexicais tenham passado
peloprocesso de composição, de acordo com a gramática normativa.
a) cavalaria – arvoredo – boiada
b) bisneto – aguardente – celeste
c) felizardo – humano – bondoso
d) amplitude – beleza – dignidade
e) passatempo – boquiaberto – malcriado
16. A alternativa que apresenta vocábulo onomatopeico é:
a) Os ramos das árvores brandiam com o vento.
b) Hum! Este prato está saboroso.
c) A fera bramia diante dos caçadores.
d) Raios te partam! Voltando a si não achou que dizer.
e) Mas o tempo urgia, deslacei-lhe as mãos...
17. Marque a opção cuja palavra apresente um prefixo com o
mesmo significado do prefixo destacado na palavra “inverdades":
a) afônico d) anteposto
b) iminente e) introvertido
c) encéfalo
GABARITO:
1C 2B 3A 4A 5B 6A 7D 8C 9B 10B 11B 12C 13D 14A15E 16C 17A
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Definição – Classe das Palavras
Na Língua Portuguesa as palavras são classificadas de acordo com o
papel que exercem dentro da frase. São dez as classes de palavras
em português, e cada uma delas tem função específica na frase.
Qualquer vocábulo em língua portuguesa vai ter de estar inserido em
uma dessas dez classes de palavras.
Substantivo
Palavra variável que designa ou nomeia todos os seres
existentes, por exemplo:
Lugares: Brasil, França, cozinha, Senado, praia, rua
Estados, qualidades e sentimentos: alegria, tristeza, euforia,
honestidade, covardia, raiva, amor
Ações e processos: corrida, pescaria, risada, julgamento, trâmite
Objetos: faca, caderno, lâmpada
Pessoas, espécies, animais e gêneros: Pedro, Maria, menina,
tigre, aranha, baleia, juiz
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral atua
como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto direto ou
indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar como núcleo
do complemento nominal ou do aposto, como núcleo do predicativo
do sujeito ou do objeto ou como núcleo do vocativo. Também
encontramos substantivos como núcleos de adjuntos adnominais e
de adjuntos adverbiais – quando essas funções são desempenhadas
por grupos de palavras.
Substantivos Comuns e Próprios
Qualquer "povoação maior que vila, com muitas casas e
edifícios, dispostos em ruas e avenidas" será chamada cidade.
Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum.
Substantivo Comum: é aquele que designa os seres de uma
mesma espécie de forma genérica.
Exemplos:
Cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro.
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie
cidade. Esse substantivo é próprio.
Substantivo Próprio: é aquele que designa os seres de uma mesma
espécie de forma particular.
Quando se referem a seres, pessoas, entidades determinados. São
escritos sempre com inicial maiúscula.
Exemplos:
Brasil, José, Deus, Tietê, Brasil.
Substantivos Concretos e Abstratos
Lobisomem Lâmpada
Os substantivos lobisomem e lâmpada designam seres com
existência própria, que são independentes de outros seres. São
assim, substantivos concretos.
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe,
independentemente de outros seres (pessoas, lugares,
instituições, gêneros, espécies ou seus representantes)
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra,
Brasília etc.
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d'água, fantasma etc.
O substantivo beleza designa uma qualidade.
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que dependem de outros
para se manifestar ou existir (noções, ações, estados e qualidades)
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser observada.
Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa que seja bela.
A beleza depende de outro ser para se manifestar. Portanto a
palavra beleza é um substantivo abstrato.
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, ações
e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos, e
sem os quais não podem existir.
Exemplos:
Vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade
(sentimento).
O B S E R V A Ç Ã O
Os substantivos concretos designam seres do mundo real e do
mundo imaginário.
Substantivos Coletivos
Primeiro caso: para indicar plural, foi necessário repetir o
substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra abelha.
Segundo caso: utilizaram-se duas palavras no plural.
Terceiro caso: empregou-se um substantivo no singular
(enxame) para designar um conjunto de seres da mesma
espécie (abelhas).
O substantivo enxameé um substantivo coletivo.
Substantivo Coletivo:é o substantivo comum que, mesmo estando
no singular, designa um conjunto de seres da mesma espécie.
Unidade 2 - Morforlogia - classe das palavras
Capítulo 1 - substAntivo
VEJA!
Estamos voando para Barcelona.
VEJA!
Cidades. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios,
dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município é
cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).
VEJA!
Beleza exposta: jovens atrizes veteranas destacam-se pelo
visual.
VEJA!
1 - Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra
abelha, mais outra abelha.
2 - Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
3 - Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
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Principais substantivos coletivos5
Acervo – coisas amontoadas, bens patrimoniais, obras de arte
Álbum – fotografias, selos
Alcateia – lobos, feras
Antologia – textos seletos
Arboreto – árvores cultivadas
Armada – navios de guerra
Armento – gado grande: bois, búfalos
Arquipélago – ilhas
Assembleia – parlamentares, membros de associações
Atilho – espigas
Atlas – mapasreunidos em livro
Bagagem – objetos de viagem
Baixela – utensílios de mesa
Banca – examinadores
Banda – músicos
Bando – aves, crianças, ciganos, malfeitores, (indeterminado)
Batalhão – soldados
Biblioteca – livros
Boiada – bois
Cacho – uvas, bananas, cabelos
Cáfila – camelos, patifes
Cainçalha – cães
Cambada – carangueijos, vadios, malvados, objetos enfiados
Cancioneiro – canções, poesias líricas
Canzoada – cães
Caravana – viajante, peregrinos, excursionistas
Cardume/boana/corso – peixes, piranhas
Cartuchame – cartuchos
Casaria, casario – casas
Caterva – animais, desordeiros, vadios
Choldra – malfeitores, canalhas, pessoas ordinárias
Chorrilho – coisas ou pessoas semelhantes, asneiras
Chusma – criados, populares
Clientela – clientes de advogados, clientes de médicos.
Código – leis
Colmeia – abelhas
Conciliábulo –conspiradores em assembleia secreta
Concílio – bispos em assembleia
Conclave – cardeais, cientistas em assembleia
Confraria – pessoas religiosas
Congregação – religiosos, professores
Consistório – párocos, padres
Constelação – estrelas
Cordilheira, cadeia, série – montanhas, montes
Cordoalha, cordame, enxácia – cordas, cabos de um navio
Corja – velhacos, vadios, canalhas, malfeitores
Coro – cantores, anjos
Correição, cordão – formigas
Discoteca – discos
Elenco – atores, artistas
Enxame – abelhas, insetos
Enxoval – roupas e adornos
Equipagem – marinheiros
Falange – soldados, lanceiros, anjos
Farândula – ladrões, desordeiros, assassinos, vadios
Fato – cabras
Fauna – animais de uma região
Feixe, lio, molho – espigas, varas, canas, capim
Filmoteca – filmes
Flora – plantas de uma região
Fornada – pães, tijolos
Frota – navios, ônibus
Galeria – quadros, estátuas
Girândola – foguetes, fogos de artifício
Grei – gado miúdo, paroquianos, políticos
Hemeroteca – jornais, revistas
Herbário – plantas para exposição ou estudo
Hinário – hinos
Horda – invasores, salteadores, selvagens, povos nômades
Hoste – inimigos, soldados
Irmandade – membros de associações religiosas e beneficentes
Junta – bois, médicos, credores, examinadores
Júri – jurados (membros do tribunal do júri)
Legião – soldados, anjos, demônios
Leva – recrutas, prisioneiros
Magote – pessoas, coisas
Malhada, oviário – ovelhas
Mapoteca – mapas
Malta – ladrões, desordeiros, bandidos, capoeiras
Manada – bois, búfalos, elefantes
Maquinaria – máquinas
Marinhagem – marinheiros
Matilha – cães de caça
Matula – vadios, desordeiros
Mó - gente
Molho (ó) – chaves, verdura
Miríade – infinidade de estrelas, insetos
Multidão – pessoas
Ninhada – pintos, filhotes
Nuvem – gafanhotos, mosquitos
5 Celso Cunha, ao contrário de Paschoal Cegalla, exclui desta lista os numerais coletivos (século, década, milênio) por designarem “um número de seres
absolutamente exato”.
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O B S E R V A Ç Ã O
O coletivo é um substantivosingular, mas com ideia de plural.
Substantivos Simples e Compostos
Substantivos simples são aqueles formados por apenas um
radical (chuva, pedra, casa), enquanto os compostos são
formados por mais de um radical (guarda-chuva, passatempo,
beija-flor).
Substantivos Primitivos e Derivados
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma outra
palavra da própria língua portuguesa.
Exemplo: pedra, ferro, dente, trovão, limão
Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra
palavra da língua portuguesa.
Exemplo: pedrada, ferrenho, dentista, trovoada, limoeiro.
Flexão dos Substantivos
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável
quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por
exemplo, pode sofrer variações para indicar:
Plural: meninos
Feminino: menina
Aumentativo: meninão
Diminutivo: menininho
Flexão de Gênero
Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar sexo
real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, há dois
gêneros: masculino (pode ser precedido pelo artigo o) e
feminino (pode ser precedido pelo artigo a).
Formação do feminino
O substantivo feminino pode ter uma forma totalmente diversa do seu correspondente masculino ou derivar-se de seu radical.
Confira, na tabela exemplificativa abaixo, os diferentes padrões de flexão para o feminino.
Radicais distintos Terminados em “o”
átono
Terminados em
consoante
Terminados em “ão”
(3 formas)
Masculino Feminino Masculino Feminino Masculino Feminino Masculino Feminino
homem mulher gato gata camponês camponesa ermitão ermitoa
bode cabra pato gata leitor leitora leitão leitoa
cavalo égua lobo loba freguês freguesa aldeão aldeã
sogro nora Exceções Exceções campeão campeã
macho fêmea maestro Maestrina ator atriz solteirão solteirona
zangão abelha galo galinha cantador cantadeira comilão comilona
Substantivos Uniformes
São aqueles que apresentam uma única forma, que serve
tanto para o masculino quanto para o feminino. Classificam-
se em:
Epicenos: têm um só gênero e nomeiam animais. Para determinar
o gênero, é necessário acoplar a palavra macho ou fêmea.
Exemplos:
A águia a onça o condor o rouxinol
A baleia a pulga o crocodilo o tatu
A cobra a sardinha o gavião o tigre
A mosca o besouro opolvo
Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.
Exemplos:
O apóstolo o cônjuge a criança a criatura
O carrasco o indivíduo a testemunha a vítima
Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas
através do determinante (artigo, pronome possessivo, adjetivo
etc.).
Exemplos:
Agente dentista imigrante mártir
Colega doente indígena selvagem
Artista gerente intérprete servente
Cliente herege jovem suicida
Gênero e Significação
Muitos substantivos têm uma significação no masculino e outra no feminino. Observe:
O baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente
de um bloco carnavalesco, manejando um bastão)
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou proibição
de trânsito)
O cabeça (chefe) A cabeça (parte do corpo)
O cisma (separação religiosa, dissidência)
A cisma (ato de cismar, desconfiança)
O cinza (a cor cinzenta)
A cinza (resíduos de combustão)
O capital (dinheiro)
A capital (cidade)
O coma (perda dos sentidos)
A coma (cabeleira)
O coral (pópilo, a cor vermelha, canto em coro)
A coral (cobra venenosa)
O crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e
de outros sacramentos)
A crisma (sacramento da confirmação)
O cura (pároco)
A cura (ato de curar)
O estepe (pneu sobressalente)
A estepe (vasta planície de vegetação)
O guia (pessoa que guia outras)
A guia (documento, pena grande das asas das aves)
O grama (unidade de peso)
A grama (relva)
O caixa (funcionário da caixa)
A caixa (recipiente, setor de pagamentos)
O lente (professor)
A lente (vidro de aumento)
O moral (ânimo)
A moral (honestidade, bons costumes, ética)
O nascente (lado onde nasce o Sol)
A nascente (a fonte)
O maria-fumaça (trem como locomotiva a vapor)
A maria-fumaça (locomotiva movida a vapor)
O pala (poncho)
A pala (parte anterior do boné ou quépe, anteparo)
O rádio (aparelho receptor)
A rádio (estação emissora)
O voga (remador)
A voga (moda, popularidade)
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Substantivos de Gênero Incerto
Existem numerosos substantivos de gênero incerto e flutuante, sendo usados com a mesma significação, ora como masculinos, ora
como femininos.
A abusão Erro comum, superstição, crendice
A aluvião Sedimentos deixados pelas águas, inundação, grandenumero
A cólera ou cólera-morbo Doença infecciosa
A personagem Pessoa importante, pessoa que figura numa história
A trama Intriga, conluio, maquinação, cilada
A xerox (ou xérox) Cópia xerográfica, xerocópia
O ágape Refeição que os cristãos faziam em comum, banquete de confraternização
O caudal Torrente, rio
O diabetes ou diabete Doença
O jângal Floresta própria da Índia
O lhama Mamífero ruminante da família dos camelídeos
O ordenança soldado às ordens de um oficial
O praça Soldado raso
O preá Pequeno roedor
São geralmente masculinos os substantivos de origem grega terminados em –ma
O grama (peso)
O quilograma
O plasma
O apostema
O diagrama
O epigrama
O telefonema
O estratagema
O dilema
O teorema
O apotegma
O trema
O eczema
O edema
O magma
O anátema
O estigma
O axioma
O tracoma
O hematoma
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma etc.
Flexão de Número do Substantivo
Em português, há dois números gramaticais:
O singular, que indica um ser ou um grupo de seres.
O plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres.
Plural dos Substantivos Simples
a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e vogal
nasal fazem o plural pelo acréscimo de s.
Exemplos:
pai – pais / ímã – ímãs / hífen – hifens
b) Os substantivos terminados em m fazem o plural em ns.
Exemplos:
homem – homens. / flautim – flautins / atum - atuns
c) Os substantivos terminados em r, z e, em alguns casos, n
fazem o plural pelo acréscimo de es.
Exemplos:
revólver – revólveres / raiz – raízes/ abdômen – abdomenes /
cânon – cânones / cruz – cruzes
d) Os substantivos terminados em al, el,ol, ul flexionam-se
no plural, trocando o l poris.
Exemplos:
quintal – quintais / caracol – caracóis / ghtel – hotéis
Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.
e) Os substantivos terminados em il fazem o plural de duas
maneiras:
Quando oxítonos, em is.
Exemplos:
Canil – canis
Quando paroxítonos, em eis.
Exemplos:
Míssil – mísseis
O B S E R V A Ç Ã O
A palavra réptil pode formar seu plural de duas maneiras: répteis
ou reptis (pouco usada).
f) Os substantivos terminados em s fazem o plural de duas
maneiras:
Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo de es.
Exemplos:
ás – ases / retrós – retroses
Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis.
Exemplos:
o lápis – os lápis / o ônibus – os ônibus / o bíceps – os bíceps
g) Os substantivos terminados em ão fazem o plural de três maneiras.
Substituindo o -ãopor -ões:
Exemplos:
Ação – ações
Substituindo o -ãopor -ães:
Exemplos:
Cão – cães
Substituindo o -ãopor -ãos:
Exemplos:
Grão – grãos
h) Os substantivos terminados em x ficam invariáveis.
Exemplos:
o látex – os látex
O B S E R V A Ç Ã O
Existem substantivos terminados em X cujo plural se faz da
mesma forma que suas variantes em X,
Exemplos:
apêndix/apêndice = apêndices | cálix/cálice = cálices |
códex/códice = códices | córtex/córtice = córtices
índex/índice = índices
Plural dos Substantivos Compostos
A formação do plural dos substantivos compostos depende da
forma como são grafados, do tipo de palavras que formam o
composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que são
grafados sem hífen comportam-se como os substantivos simples:
Exemplos:
Aguardente e aguardentes
Girassol e girassóis
Pontapé e pontapés
Malmequer e malmequeres
O plural dos substantivos compostos cujos elementos são
ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e
discussões. Algumas orientações são dadas a seguir:
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a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:
Substantivo + substantivo = as couves-flores / os cirurgiões-
dentistas / os decretos-leis
Substantivo + adjetivo = os amores-perfeitos / os carros-
fortes / os cachorros-quentes
Adjetivo + substantivo = os gentis-homens / os livres-
pensadores / as obras-primas
Numeral + substantivo = as quintas-feiras
b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando
formados de:
Verbo + substantivo = guarda-roupas / os porta-bandeiras /
os beija-flores
Palavra invariável + palavra variável = os alto-falantes / os
vice-reis / as ave-marias
Palavras repetidas ou imitativas = os reco-recos /os quebra-
quebras / os corre-corres
c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
formados de:
Substantivo + preposição clara + substantivo = as águas-de-
colônia / os pés de moleque
Substantivo + preposição oculta + substantivo = os cavalos-vapor
Substantivo + substantivo que funciona como determinante do
primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo anterior.
Exemplos:
Palavra-chave – palavras-chave
Bomba-relógio – bombas-relógio
Notícia-bomba – notícias-bomba
Homem-rã – homens-rã
Peixe-espada – peixes-espada
d) Permanecem invariáveis, quando formados de:
Verbo + advérbio = os bota-fora / os pisa-mansinho
Verbo + substantivo no plural = os saca-rolhas / os salva-
vidas
e) Casos Especiais
Exemplos:
o louva-a-deus / os louva-a-deus
o bem-te-vi / os bem-te-vis
o bem-me-quer / os bem-me-queres
o joão-ninguém / os joões-ninguém
o ponto e vírgula / os ponto e vírgulas
Plural das Palavras Substantivadas
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes
gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural,
as flexões próprias destes últimos.
Exemplos:
Pese bem os prós e os contras
O aluno errou na prova dos noves
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos
A T E N Ç Ã O
Numerais substantivados terminados em -s ou -z não variam no
plural.
Exemplos:
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
Plural dos Diminutivos
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o s final e acrescenta-se o sufixo diminutivo.
Exemplos:
Pãe(s) + zinhos
Animai(s) + zinhos
Botõe(s) + zinhos
Chapéu(s) + zinhos
Farói(s) + zinhos
Tren(s) + zinhos
Colhere(s) + zinhas
Flore(s) + zinhas
Pãezinhos
Animaizinhos
Botõezinhos
Chapeuzinhos
Faroizinhos
Trenzinhos
Colherezinhas
florezinhas
Mão(s) + zinhas
Papéi(s) + zinhos
Nuven(s) + zinhas
Funi(s) + zinhos
Túnei(s) + zinhos
Pai(s) + zinhos
Pé(s) + zinhos
Pé(s) + zitos
Mãozinhas
Papeizinhos
Nuvenzinhas
Funizinhos
Tuneizinhos
Paizinhos
Pezinhos
Pezitos
Plural dos Substantivos Estrangeiros
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos
como na língua original, acrescentando-lhes um s (exceto
quando terminam em s ou z).
Exemplos:
Os shows
Os shorts
Os jazz
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com as
regras de nossa língua:
Exemplos:
Os clubes / Os jipes / As toaletes / Os garçons / Os chopes / Os
esportes / Os bibelôs / Os réquiens
Exemplos:
Este jogador faz gols toda vez que joga
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
Plural com Mudança de Timbre
Certos substantivos formam o plural com mudança de timbre da
vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético chamado
metafonia.
Singular Plural Singular Plural
corpo (ô)
esforço
fogo
forno
fosso
imposto
olho
corpos (ó)
esforços
fogos
fornos
fossos
impostos
olhos
osso (ô)
ovo
poço
porto
posto
rogo
tijolo
ossos (ó)
ovos
poços
portos
postos
rogos
tijolos
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos,
esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, sorosetc.
Particularidades sobre o Número dos Substantivos
a) Há substantivos que só se usam no singular:
Exemplos:
O sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc
b) Outros só no plural:
Exemplos:
As núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus (naipes de
baralho), as fezes.
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
Exemplos:
Bem (virtude) e bens (riquezas) / Honra (probidade, bom nome) e honras
(homenagem, títulos)
d) Usamos, às vezes, os substantivos no singular, mas com
sentido de plural:
Exemplos:
Aqui morreu muito negro.
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
improvisadas
Juntou-se ali uma população de retirantes que, entre homem, mulher e
menino, ia bem cinquenta mil."
Flexão de Grau do Substantivo
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as
variações de tamanho ou intensidade. Classificam-se em:
a) Grau Normal – Indica um ser de tamanho considerado
normal.
Exemplos:
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Casa
b) Grau Aumentativo – Indica o aumento do tamanho do ser.
Classifica-se em:
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que
indica grandeza.
Exemplos:
Casa grande
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
aumento.
Exemplos:
Casarão
c) Grau Diminutivo – Indica a diminuição do tamanho do ser.
Pode ser:
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que
indica pequenez.
Exemplos:
Casa pequena
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
diminuição.
Exemplos:
Casinha
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1)Assinale a alternativa em que há erro na flexão de gênerodo
substantivo em destaque.
a) O comichão é uma sensação cutânea desconfortável que
leva o indivíduo a coçar ou friccionar a pele.
b) O anátema é uma sentença de maldição usada pela Igreja
para excomungar alguém.
c) O apêndice é uma parte acessória de um órgão, ou que lhe é
contínua.
d) O edema é o acúmulo anormal de líquido nos tecidos do
organismo.
2) São palavras primitivas:
a) época – engarrafamento – peito – suor
b) sala – quadro – prato – brasileiro
c) quarto – chuvoso – dia – hora
d) casa – pedra – flor – feliz
e) temporada – narcotráfico – televisão – passatempo
3)Assinale a alternativa cujo plural do substantivo destacado
está incorreto.
a) Os capelães celebraram com muita alegria a cerimônia.
b) Na praia, guardas-sóiscoloridos alegravam o cenário.
c) Arrematou três obras-primas no evento beneficente.
d) Leu o texto premiado em diversos saraus escolares.
4) Complete as lacunas com o ou a e, a seguir, assinale a
alternativa com a sequência de substantivos masculino,
feminino,
masculino.
a) __ eclipse, __ dinamite, __ derme
b) __ magma, __libido, __ pernoite
c) __ aneurisma, __fonema, __ clã
d) __ pane, __ ênfase, __ dó
5)Considere os substantivos destacados nas frases abaixo:
I- O jovem mostrava orgulhoso os troféus que conquistara.
II- O salão estava enfeitado de balõezinhos coloridos.
III- Os colegas de classe eram verdadeiros amigos-da-onça.
Está correta a flexão de número do substantivo destacado
a) em I, II, III.
b) apenas em I e II.
c) apenas em II e III.
d) apenas em I e III.
6)Que alternativa contém a forma plural correta do substantivo
destacado?
a) Século XXI: estamos na era do culto exagerado ao corpo
perfeito e aos abdômenesdefinidos.
b) É papel da escola criar cidadõesconscientes para que
possam lutar por seus direitos.
c) Os tenente-coronéisdo Batalhão de Infantaria do Exército
serão homenageados amanhã.
d) Os aviãozinhosda minha coleção já estão encaixotados para
o transporte.
7) Leia os versos abaixo e, em seguida, assinale a alternativa
com a afirmação correta.
O tempo é ainda de fezes
O tempo pobre
(...)
O sol consola os doentes, não os renova.
(...)
Uma flor nasceu na rua!
Passam de longe, bondes, ônibus
Sento-me no chão da capital e lentamente
Passo a mão nessa forma insegura (...)
É feia, mas é uma flor.
Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
a) Quanto à flexão de gênero, doentes, no texto, classifica-se
como substantivo comum de dois gêneros.
b) O substantivo fezes, embora termine em –s, pode ser
empregado no singular ou no plural.
c) São substantivos próprios: flor, mão, sol e rua.
d) No último verso, todos os substantivos são abstratos.
8)Em que alternativa as palavras flexionam-se no plural,
respectivamente, como pão-de-ló, guarda-civil e alto-falante?
a) bem-te-vi, guarda-florestal, alto-relevo
b) mula-sem-cabeça, guarda-chuva, beija-flor
c) palma-de-santa-rita, guarda-roupa, bate-boca
d) pé-de-moleque, guarda-noturno, abaixo-assinado
9)O plural dos substantivos está correto na alternativa:
a) pão-de-lós, malmequeres
b) bate-bocas, papelzinhos
c) açúcares, anzolzinhos
d) balõezinhos, girassóis
10)“Criatividade é a capacidade de armazenar e manejar
adequadamente um vasto volume de dados.”
Os substantivos destacados no texto são classificados,
respectivamente, como
a) abstrato, derivado, simples.
b) composto, comum, simples.
c) derivado, abstrato, composto.
d) concreto, composto, derivado.
GABARITO:
1A 2D 3B 4B 5A 6ª 7A 8D 9D 10A
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Definição
Adjetivo é a palavra variável que modifica os substantivos,
atribuindo qualidade, característica, estado de ser, aspecto ou
aparência.
No quadrinho acima, ao analisarmos o substantivo marido,
percebemos que ele se encontra qualificado por outros termos:
esbelto, bonito e espirituoso. Estas três palavras são
adjetivos, pois indicam qualidade de um substantivo e com ele
concordam em gênero e número.
O B S E R V A Ç Ã O
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas relativas aos
substantivos, atuando como adjunto adnominal ou como
predicativo (do sujeito ou do objeto).
Formação do Adjetivo
Quanto formação, o adjetivo pode ser:
Simples - Formado por um só radical.
Exemplo:
Brasileiro, escuro, magro, cômico.
Composto - Formado por mais de um radical.
Exemplo:
Luso-brasileiro, castanho-escuro, amarelo-canário
Primitivo - É aquele que dá origem a outros adjetivos.
Exemplo:
Belo, bom, feliz, puro
Derivado - É aquele que deriva de substantivos ou verbos.
Exemplo:
Belíssimo, bondoso, magrelo
Adjetivo Pátrio
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe
alguns deles:
Exemplos de Estados e cidades:
Acre acreano
Alagoas alagoano
Amapá amapaense
Aracaju aracajuano ou aracajuense
Amazonas amazonense ou baré
Belém (PA) belenense
Belo Horizonte belo-horizontino
Boa Vista boa-vistense
Brasília brasiliense
Cabo Frio cabo-friense
Campinas campineiro ou campinense
Curitiba curitibano
Estados Unidos estadunidense, norte-americano ou ianque
El Salvadorsalvadorenho
Guatemala guatemalteco
Índia indiano ou hindu (os que professam o hinduísmo)
Irã iraniano
Israel israelense ou israelita
Moçambiquemoçambicano
Mongólia mongol ou mongólico
Panamá panamenho
Porto Rico porto-riquenho
Somália somali
Adjetivo Pátrio Composto
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro elemento aparece
na forma reduzida e, normalmente, erudita. Observe alguns exemplos:
Locução Adjetiva
Reunião de palavras. Sempre que são necessárias duas ou mais
palavras para contar a mesma coisa, tem-se locução. Às vezes, uma
preposição + substantivo tem o mesmovalor de um adjetivo: é a
locução adjetiva (expressão que equivale a um adjetivo).
Exemplo:
Aves da noite (aves noturnas), paixão sem freio (paixão desenfreada).
Unidade 2 - Morforlogia - classe das palavras
Capítulo 2 - Adjetivos
África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana
Alemanha
germano- ou teuto- / Por exemplo: Competições
teuto-inglesas
América américo- / Por exemplo: Companhia américo-africana
Ásia ásio- / Por exemplo: Encontros ásio-europeus
Áustria austro- / Por exemplo: Peças austro-búlgaras
Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo-franceses
China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses
Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano-português
Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro-americanas
França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões franco-italianas
Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos
Índia indo- / Por exemplo: Guerras indo-paquistanesas
Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo-portuguesas
Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo-portuguesa
Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-brasileiras
Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros
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Mais exemplos:
de águia aquilino de ilha insular
de aluno discente de intestino celíaco ou entérico
de anjo angelical de inverno hibernal ou invernal
de ano anual de lago lacustre
de aranha aracnídeo de laringe laríngeo
de asno asinino de leão leonino
de baço esplênico de lebre leporino
de bispo episcopal de lobo lupino
de bode hircino de lua lunar ou selênico
de boi bovino de macaco simiesco, símio ou macacal
de bronze brônzeo ou êneo de madeira lígneo
de cabelo capilar de marfim ebúrneo ou ebóreo
de cabra caprino de mestre magistral
de campo campestre ou rural de monge monacal
de cão canino de neve níveo ou nival
de carneiro arietino de nuca occipital
de cavalo cavalar, equino ou hípico de orelha auricular
de chumbo plúmbeo de ouro áureo
de chuva pluvial de ovelha ovino
de cinza cinéreo de paixão passional
de coelho cunicular de pâncreas pancreático
de cobre cúprico de pato anserino
de couro coriáceo de peixe písceo ou ictíaco
de criança pueril de pombo columbino
de dedo digital de porco suíno ou porcino
de diamante diamantino ou adamantino de prata argênteo ou argírico
de elefante elefantino dos quadris ciático
de enxofre sulfúrico de raposa vulpino
de esmeralda esmeraldino de rio fluvial
de estômago estomacal ou gástrico de serpente viperino
de falcão falconídeo de sonho onírico
de farinha farináceo de terra telúrico, terrestre ou terreno
de fera ferino de trigo tritício
de ferro férreo de urso ursino
de fígado figadal ou hepático de vaca vacum
de fogo ígneo de velho senil
de gafanhoto acrídeo de vento eólico
de garganta gutural de verão estival
de gelo glacial de vidro vítreo ou hialino
de gesso gípseo de virilha inguinal
de guerra bélico de visão óptico ou ótico
de homem viril ou humano
É necessário critério! Há muitos adjetivos que mantêm certa
correspondência de significado com locuções adjetivas, e vice-versa.
No entanto isso não significa que a substituição da locução pelo
adjetivo seja sempre possível. Tampouco o contrário é sempre
admissível. Colar de marfim é uma expressão cotidiana; seria pouco
recomendável passar a dizer colar ebúrneo ou ebóreo, pois esses
adjetivos têm uso restrito à linguagem literária. Contrato leonino é
uma expressão usada na linguagem jurídica; é muito pouco provável
que os advogados passem a dizer contrato de leão. Em outros casos,
a substituição é perfeitamente possível, transformando a equivalência
entre adjetivos e locuções adjetivas em mais uma ferramenta para o
aprimoramento tos textos, pois oferece possibilidades de variação
vocabular
Exemplo:
A população das cidades tem aumentado. A falta de planejamento
urbano faz com que isso se torne um imenso problema.
I M P O R T A N T E
Nem toda locução adjetiva possui um adjetivo correspondente,
com o mesmo significado.
Exemplos:
Vi as alunas da 5ª série.
O muro de tijolos caiu.
Flexão dos Adjetivos
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
Gênero dos Adjetivos
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem
(masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos,
classificam-se em:
Biformes – têm duas formas, sendo uma para o masculino e
outra para o feminino.
Exemplo:
Ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino
somente o último elemento.
Exemplo:
O motivo socioliterário, a causa socioliterária. Exceção: surdo-
mudo e surda-muda.
Uniformes – têm uma só forma tanto para o masculino como
para o feminino.
Exemplo:
Homem feliz e mulher feliz.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no feminino.
Número dos Adjetivos
Plural dos adjetivos simples
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com as regras
estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos simples.
Exemplo:
Mau e maus, feliz e felizes, ruim e ruins, boa e boas.
Caso o adjetivo seja representado por um substantivo, ficará invariável,
ou seja, se a palavra que estiver qualificando um elemento for,
originalmente, um substantivo, ela manterá sua forma primitiva e
passará a ser denominado de substantivo adjetivado.
A palavra cinza, por exemplo, é originalmente um substantivo,
porém, se estiver qualificando um elemento, funcionará como
adjetivo. Ficará, então invariável.
Exemplos:
Camisas cinza, ternos cinza.
Carros amarelos e motos vinho.
Telhados marrons e paredes musgo.
Espetáculos gigantescos e comícios monstro.
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Adjetivo Composto
Com raras exceções, o adjetivo composto tem seus elementos
ligados por hífen. Apenas o último elemento concorda com o
substantivo a que se refere; os demais ficam na forma
masculina, singular. Caso um dos elementos que formam o
adjetivo composto seja um substantivo adjetivado, todo o
adjetivo composto ficará invariável.
A palavra rosa, por exemplo, é originalmente um substantivo,
porém, se estiver qualificando um elemento, funcionará como
adjetivo. Caso se ligue a outra palavra por hífen, formará um
adjetivo composto; como é um substantivo adjetivado, o
adjetivo composto inteiro ficará invariável.
Exemplo:
Camisas rosa-claro e Ternos rosa-claro
Olhos verde-claros
Calças azul-escuras e camisas verde-mar
Telhados marrom-café e paredes verde-claras
Grau do Adjetivo
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a intensidade da
qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: o comparativo
e o superlativo
Ela é tão bonita como a mãe.
b)Comparativo de Superioridade
Analítico: Sou mais alto(do) que você.
Sintético: O Sol é maior (do) quea Terra.
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de superioridade,
formas sintéticas, herdadas do latim. São eles: Bom-melhor; Mau-
pior; Grande-maior; Pequeno-menor; Alto-superior ; Baixo-inferior.
Exemplos:
Pedro é melhor do que Paulo. – Comparação de dois elementos.
Pedro é mais bom que inteligente. – comparação de duas qualidades
de um mesmo elemento.
c) Comparativo de Inferioridade
Sou menos alto (do) que você.
Sou menos passivo que tolerante.
O B S E R V A Ç Ã O
a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade, pois
equivalem a “mais pequeno” e “mais mau”, respectivamente.
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas (melhor, pior,maior e menor), porém, em comparações feitas entre duas qualidades
de um mesmo elemento, deve-se usar as formas analíticas mais bom,
mais mau, mais grande e mais pequeno.
Superlativo
O superlativo expressa qualidades num grau muito elevado ou
em grau máximo. O grau superlativo pode ser absoluto ou
relativo e apresenta as seguintes modalidades:
a) Absoluto:ocorre quando a qualidade de um ser é intensificada,
semrelação com outros seres. Apresenta-se nas formas:
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras que
dão ideia de intensidade (advérbios).
Exemplo:
O secretário é muito inteligente.
Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de sufixos.
Exemplo:
O secretário é inteligentíssimo.
Comparativo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica atribuída a dois
ou mais seres ou duas ou mais características atribuídas ao mesmo
ser. O comparativo pode ser de igualdade, de superioridade ou
de inferioridade. Observe os exemplos abaixo:
a)Comparativo de Igualdade
Sou tão altocomo você.
Observe alguns superlativos sintéticos:
benéfico beneficentíssimo
bom boníssimo ou ótimo
célebre celebérrimo
comum comuníssimo
cruel crudelíssimo
difícil dificílimo
doce dulcíssimo
fácil facílimo
fiel fidelíssimo
frágil fragílimo
frio friíssimo ou frigidíssimo
humilde humílimo
jovem juveníssimo
livre libérrimo
magnífico magnificentíssimo
magro macérrimo ou magríssimo
manso mansuetíssimo
mau péssimo
nobre nobilíssimo
pequeno mínimo
pobre paupérrimo ou pobríssimo
preguiçoso pigérrimo
próspero prospérrimo
sábio sapientíssimo
sagrado sacratíssimo
I M P O R T A N T E
O superlativo absoluto analítico é expresso por meio dos advérbios muito,
extremamente, excepcionalmente etc., antepostos ao adjetivo.
O superlativo absoluto sintético se apresenta sob duas formas : uma erudita, de
origem latina, outra popular, de origem vernácula. A forma erudita é constituída
pelo radical do adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por
exemplo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
A forma popular é constituída do radical do adjetivo português + o sufixo -
íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo, necessariíssimo,
preferem-se, na linguagem atual, as formas seríssimo, precaríssimo,
necessaríssimo, sem o desagradável hiato i-í.
b) Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser é intensificada
em relação a um conjunto de seres. Essa relação pode ser de:
Superioridade:
Exemplo:
Clara é a mais bela da sala.
Inferioridade:
Exemplo:
Clara é a menos bela da sala.
O B S E R V A Ç Ã O
Azul-marinho, azul-celeste, azul-ferrete, ultravioleta e qualquer
adjetivo composto iniciado por cor-de-… são sempre invariáveis.
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Outras formas de superlativo
Pode-se também formar o superlativo através dos seguintes
processos.
1) Acréscimo de prefixo ou pseudoprefixo como como arqui-, ultra-,
extra-, hiper-, super-, ultra-, etc.
Exemplos:
Moça hipersensível; criança supermimada; nave ultrarrápida.
2) Repetição do adjetivo
Exemplos:
A garota era linda, linda!
3) Comparação breve
Exemplos:
Feio como o diabo; doce como o mel; claro como a água.
4) Uso de expressões já popularizadas
Exemplos:
Ele era pianista de mão cheia! / O acionista era podre de rico. /
O menino ficou magro de dar pena.
5) Flexão diminutiva usada em contexto com clareza
Exemplos:
A sala de reunião ficou cheinha. / A semente da planta era
pequenininha.
6) Flexão aumentativa do adjetivo
Exemplos:
Boi grandão / moço bonitão / pessoa bobalhona
7) anteposição de artigo definido ao adjetivo, marcado com
tonicidade e duração enfáticas
Exemplo:
Ela não é simplesmente uma cantora talentosa, ela é a cantora.
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1)Leia:
A carona solidária é uma alternativa simples e eficaz para o
trânsito caótico da capital paulistana. É uma medida que
independe de decisão político-administrativa. A ideia surgiu em
vários lugares com objetivo semelhante: economia de tempo e
dinheiro.
Analise as afirmações:
I. Há no texto apenas dois adjetivos uniformes. São eles:
simples e eficaz.
II. O plural do adjetivo composto político-administrativa é
político-administrativas.
III. Paulistana é um adjetivo simples.
IV. Não há adjetivo derivado no texto.
Estão corretas apenas
a) I e IV. c) II e III.
b) I e III. d) II e IV.
2)Leia:
Vestido azul, longo e bonito
meias da cor da pele,
sapato de meio salto prateado
batom e esmalte discretos
tudo como convém a uma garota,
a uma linda garota para ser exata.
Coloque F para Falso ou V para Verdadeiro para as afirmações
sobre os adjetivos que aparecem nos versos acima e, a seguir,
assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Há adjetivo em todos os versos.
( ) Todos os adjetivos do texto são terminados em vogal e
flexionam-se no plural acrescentando-se s ao singular.
( ) Quanto ao gênero, o adjetivo prateado classifica-se como biforme.
( ) No primeiro verso, os três adjetivos que caracterizam o
substantivo vestido são primitivos e simples.
a) F – F – V – V c) V – F – F – V
b) F – F – V – F d) V – V – F – V
3) Assinale a opção em que a palavra sublinhada NÃO se
classifica como adjetivo.
a) As minhas primeiras relações com a justiça foram dolorosas e
deixaram-me funda impressão.
b) Certa vez minha mãe surrou-me com uma corda nodosa que
me pintou as costas (...).
c) Hoje não posso ouvir uma pessoa falar alto.
d) Dormir muito, atrás de caixões, livre do martírio.
e) (...) o olho duro a magnetizar-me, os gestos ameaçadores, a
voz rouca (...).
4)A frase “Marcela é a mais educada de todas as alunas da
classe.” apresenta adjetivo flexionado no grau
a) superlativo absoluto analítico.
b) superlativo absoluto sintético.
c) comparativo de superioridade.
d) superlativo relativo de superioridade.
5)Observe:
“A sua natureza ardente e apaixonada, extremamente
sensual, mal contida até então pela disciplina do Seminário...”
Na expressão destacada, o adjetivo está flexionado no grau
a) superlativo relativo de superioridade.
b) superlativo absoluto analítico.
c) comparativo de superioridade.
d) superlativo absoluto sintético.
6) Assinale a opção em que a locução sublinhada NÃO tem valor
de adjetivo.
a) Repousava, aos domingos, dessa expectação sem limites.
b) Cismava que te recebera havia longos anos, mas era menino
e sem condições (...).
c) Eu indagava os rostos, pesquisava neles a furtiva iluminação,
o traço de beatitude (...).
d) E foi o que aconteceu, sem dúvida.
e) A umidade e os ratos de esgoto te consumiram.
7)Em qual alternativa o adjetivo destacado classifica-se como
derivado?
a) Aquela árvore do jardim era muito cheirosa.
b) Jogador de basquete deve ser alto.
c) Conseguimos, finalmente, salvar o pobre homem.
d) Na vida, o ser humano precisa ser alegre.
8)Observe o texto:
"Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve
E forte e cego e tenso fez saber
Que ainda era muito e muito pouco”
Quanto às palavras destacadas, é correto afirmar que
a) todas são adjetivos uniformes.
b) apenas forte e leve são adjetivos uniformes.
c) todas são adjetivos biformes, pois variam em gênero ou número.
d) apenas pouco é adjetivo uniforme.
9)Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna
em: “As escolas adotaram uniformes _________ para 2005.”a) amarelo-canário c) amarelo-canários
b) amarelos-canário d) amarelos-canários
GABARITO:
1.C 2.A 3.C 4.D 5.B 6.D 7.A 8.B 9.A
A T E N Ç Ã O
Certos adjetivos não admitem variação de intensidade, logo, não
podem ser usados nas formas comparativa e superlativa. Adjetivos
classificatórios relacionados à terminologia científica, adjetivos que
denotam espaço de tempo, e ideias absolutas são exemplos de
adjetivos invariáveis em grau.
Exemplos: atmosférico, ovíparo, morfológico, eterno, mortal,
onipotente, mensal, anual.
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Definição
Palavra variável que sempre precede o substantivo, tendo inclusive o poder de, colocada antes de uma palavra de qualquer classe,
transformá-la em substantivo.
É a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida. Além disso, o artigo
indica, ao mesmo tempo, o gênero e o número dos substantivos.
Classificação do Artigos
Artigo definido Artigo indefinido
Singular Plural Singular Plural
Masculino o os um uns
Feminino a as uma umas
Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira precisa: o, a, os, as.
Exemplo: Eu matei o animal.
Artigos Indefinidos: determinam os substantivos de maneira vaga: um, uma, uns, umas.
Exemplo: Eu matei um animal.
Combinação dos Artigos
É muito presente a combinação dos artigos definidos e indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma assumida por
essas combinações:
Preposições
Artigo definido
o a os as
a ao à aos às
de do da dos das
em no na nos nas
por (per) pelo pela pelos pelas
Preposições
Artigo indefinido
um uma uns umas
em num numa nuns numas
de dum duma duns dumas
Unidade 2 - Morforlogia - classe das palavras
Capítulo 3 - ARTIGOS
OBSERVAÇÃO!
O uso apropriado dos artigos definidos e indefinidos permite não apenas evitar problemas com o gênero e o número de determinados
substantivos, mas principalmente explorar detalhes de significação bastante expressivos. Em geral, informações novas, nos textos, são
introduzidas por pronomes indefinidos e, posteriormente, retomadas pelos definidos. Assim, o referente determinado pelo artigo definido
passa a fazer parte de um conjunto argumentativo que mantém a coesão dos textos. Além disso, a sutileza de muitas modificações de
significados transmitidas pelos artigos faz com que sejam frequentemente usados pelos escritores em seus textos literários
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Definição
Palavra variável que informa ação, estado, fato ou fenômeno.
Verboé a classe de palavras que se flexiona em pessoa, número,
tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros processos:
Ação (correr, abrir, cair, escrever);
Estado (ficar, estar, permanecer);
Fenômeno (chover, trovejar, haver);
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus
possíveis significados. Observe que palavras como corrida, chuva e
nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns verbos
mencionados acima; não apresentam, porém, todas as
possibilidades de flexão que esses verbos possuem.
Estrutura das Formas Verbais
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode apresentar
os seguintes elementos:
a) Radical: é a parte invariável, que expressa o significado
essencial do verbo.
Exemplos:
Fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a
conjugação a que pertence o verbo.
Exemplo:
Fala-r
São três as conjugações:
1ª – Vogal Temática – A – (falar)
2ª – Vogal Temática – E – (vender)
3ª – Vogal Temática – I – (partir)
c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o
tempo e o modo do verbo.
Exemplo:
Falávamos (indica o pretérito imperfeito do indicativo)
Falasse (indica o pretérito imperfeito do subjuntivo)
d) Desinência número-pessoal: é o elemento que designa a
pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou plural).
Exemplo:
Falamos (indica a 1ª pessoa do plural)
Falavam (indica a 3ª pessoa do plural)
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos
verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos
com facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico
cai no radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por
exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico não cai
no radical, mas sim na terminação verbal: opinei,
aprenderão, nutriríamos.
Classificação dos Verbos
Classificam-se em:
a) Regulares: são aqueles que possuem as desinências normais
de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações no radical.
Exemplo:
Canto, cantei, cantarei, cantava, cantasse.
b) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações no
radical6 ou nas desinências.
Exemplo:
Faço, fiz, farei, fizesse.
c) Defectivos: são verbos, em sua maioria da 3ª conjugação, que
não apresentam conjugação completa. Classificam-se em dois
grupos:
1º grupo. Verbos que não possuem 1ª pessoa do presente do
indicativo e, consequentemente, nenhuma das pessoas do
presente do subjuntivo nem as formas do imperativo que delas se
derivam.
Exemplos:
Abolir, aturdir, brandir, brunir, carpir, colorir, demolir, emergir,
exaurir, fremir, fulgir, haurir, imergir, jungir, retorquir, ungir.
2º grupo. Verbos que, no presente do indicativo, só se conjugam
nas formas arrizotônicas e não possuem, portanto, nenhuma das
pessoas do presente do subjuntivo nem do imperativo negativo; e,
no imperativo afirmativo, apresentam apenas a 2ª pessoa do
plural.
Exemplos:
Falir, aguerrir, combalir, comedir-se, delinquir, descomedir-se,
embair, empedernir, foragir-se, fornir, puir, remir, renhir.
d) Impessoais: são os verbos que não têm sujeito.
Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os
principais verbos impessoais são:
Haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se ou
ainda em orações temporais com o sentido de fazer.
Exemplo:
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)
Fazer, ser e estar (quando indicam tempo)
Exemplo:
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
Era primavera quando a conheci.
Estava frio naquele dia.
Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza são
impessoais quando usados em sentido denotativo: chover,
ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer, escurecer
6 Verbos irregulares com alterações no radical também são chamados
de anômalos: ir, pôr, ser, saber, dar, estar, haver etc.
Unidade 2 - Morforlogia - classe das palavras
Capítulo 4 - verbos
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etc. É possível, porém, usá-los como verbos pessoais quando
seu sentido é conotativo.
Exemplo:
Amanheceu frio naquela manhã. ≠ Amanheci mal-humorado.
Choveu muito ontem de manhã.≠ Choveram candidatos ao
cargo.
O B S E R V A Ç Ã O
O verbo pôr, assim como seus derivados ( compor, repor,
depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a forma
arcaica do verbo pôr era poer. A vogal "e", apesar de
haver desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas
formas do verbo: põe, pões, põem etc.
São impessoais, ainda:
O verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo.
Exemplo:
Já passa das seis.
Os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição de,
indicando suficiência.
Exemplo:
Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
Osverbos estar e ficar em orações tais como Está bem, Está
muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem referência a
sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso,
classificar o sujeito como hipotético, tornando-se, tais verbos,
então, pessoais.
O verbo deu + para da língua popular, equivalente de "ser
possível".
Exemplo:
Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados?
e) Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, se conjugam
apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural. Os
verbos unipessoais podem ser:
Verbos que indicam ação ou estado peculiar a um determinado
animal: ladrar, rosnar, galopar, trotar, zurrar, etc.
Verbos que denotam necessidade, conveniência, sensações:
urgir, convir, parecer, importar, etc.
Verbos de ações específicas que não são feitas por pessoas:
amadurecer, assentar (ajustar vestimenta), constar etc.
O B S E R V A Ç Ã O
Os verbos unipessoais podem ser usados como verbos
pessoais na linguagem figurada:
Exemplos:
Teu irmão amadureceu bastante.
O Marido ciumento rosnou de raiva.
f) abundantes: São chamados de abundantes os verbos que
possuem duas ou mais formas equivalentes. Em quase todos os
casos, a abundância ocorre apenas no particípio. Normalmente, a
forma regular emprega-se nos tempos compostos da voz ativa (com
ter ou haver como auxiliares) enquanto a forma irregular é usada, de
preferência, na formação dos tempos da voz passiva (com ser como
auxiliar).
1ª conjugação
Infinitivo Particípio regular Particípio irregular
aceitar aceitado aceito
entregar entregado entregue
enxugar enxugado enxuto
expressar expressado expresso
expulsar expulsado expulso
isentar isentado isento
matar matado morto
salvar salvado salvo
vagar vagado vago
2ª conjugação
Infinitivo Particípio Regular Particípio Irregular
acender acendido aceso
benzer benzido bento
eleger elegido eleito
incorrer incorrido incurso
morrer morrido morto
prender prendido preso
romper rompido roto
suspender suspendido suspenso
3ª conjugação
Infinitivo Particípio Regular Particípio Irregular
emergir emergido emerso
exprimir exprimido expresso
extinguir extinguido extinto
frigir frigido frito
imergir imergido Imerso
imprimir imprimido impresso
inserir inserido inserto
omitir omitido omisso
submergir submergido submerso
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g) auxiliares
São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e
das locuções verbais. O verbo principal, quando acompanhado
de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais:
infinitivo, gerúndio ou particípio.
Exemplo:
Vou espantar as moscas.
(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)
Está chegando a hora do debate.
(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)
Osnoivosforam cumprimentados por todos os presentes.
(verbo auxiliar) (verbo principal no particípio)
O B S E R V A Ç Ã O
Os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.
Verbos pronominais
São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos
átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma pessoa do sujeito,
expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas
reforçando a ideia já implícita no próprio sentido do verbo
(reflexivos essenciais). Veja:
a) Essenciais
São aqueles que sempre se conjugam com os pronomes
oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: ater-se, atrever-
se, dignar-se, arrepender-se, queixar-se, etc. Nos verbos
pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita no
radical do verbo.
Exemplo:
Arrependi-me de ter estado lá. / Não se atreva a repetir isso.
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um
sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma, pois não
recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo
átono é apenas uma partícula integrante do verbo, já que, pelo uso,
sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve
de reforço da ideia reflexiva expressa pelo radical do próprio verbo.
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respectivos
pronomes):
Eu me arrependo
Tu te arrependes
Ele se arrepende
Nós nos arrependemos
Vós vos arrependeis
Eles se arrependem
b) Acidentais:
São aqueles verbos transitivos diretos em que a ação exercida
pelo sujeito recai sobre o objeto representado por pronome
oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma
ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos transitivos
diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser conjugados
com os pronomes mencionados, formando o que se chama voz
reflexiva.
Exemplo:
Feri-me durante a batalha. / Ela se viu no espelho.
Modos Verbais
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo verbo na
expressão de um fato. Em Português, existem três modos:
a) Indicativo – indica uma certeza, uma realidade.
Exemplo:
Eu sempre estudo.
b) Subjuntivo – indica uma dúvida, uma possibilidade.
Exemplo:
Talvez eu estude amanhã.
c) Imperativo – indica uma ordem, um pedido.
Exemplo:
Estuda agora, menino.
Formas Nominais
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas que
podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo,
advérbio), sendo por isso denominadas formas nominais.
Observe:
a) Infinitivo
Impessoal: exprime a significação do verbo de modo vago
e indefinido, podendo ter valor e função de substantivo.
Exemplo:
Viver é lutar. (= vida é luta)
É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma
simples) ou no passado (forma composta).
Exemplo:
É preciso ler este livro.
Era preciso ter lido este livro.
Pessoal: é o infinitivo relacionado às três pessoas do
discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não apresenta
desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; nas
demais, flexiona-se da seguinte maneira:
2ª pessoa do singular:
Radical + ES
Exemplo: teres(tu)
1ª pessoa do plural: Radical
+ MOS
Exemplo: termos
(nós)
2ª pessoa do plural: Radical
+ DES
Exemplo: terdes
(vós)
3ª pessoa do plural: Radical
+ EM
Exemplo: terem
(eles)
Exemplo:
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. / Ela foi a
aluna escolhida para representar a escola.
b) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou
advérbio.
Exemplo:
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de advérbio)
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função de adjetivo)
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; na
forma composta, uma ação concluída.
Exemplo:
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.
c) Particípio: quando não é empregado na formação dos tempos
compostos, o particípio indica geralmente o resultado de uma ação
terminada, flexionando-se em gênero, número e grau.
Exemplo:
Terminados os exames, os candidatos saíram.
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação
temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo (adjetivo verbal).
Exemplo:
O vaso quebrado cortou meu pé. (quebrado=adjetivo)
Tempos do Subjuntivo
Presente – Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual.Exemplo:
É conveniente que estudes para o exame.
Pretérito Imperfeito – Expressa um fato passado mas
posterior a outro já ocorrido.
Exemplo:
Eu esperava que ele vencesse o jogo.
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O pretérito imperfeito é também usado nas construções em que se
expressa a ideia de condição ou desejo.
Exemplo:
Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
Pretérito Perfeito (composto) – Expressa um fato totalmente
terminado num momento passado.
Exemplo:
Embora tenha estudado bastante, não passou no teste.
Pretérito Mais-Que-Perfeito (composto) – Expressa um
fato ocorrido antes de outro fato já terminado.
Exemplo:
Embora o teste já tivesse começado, alguns alunos puderam
entrar na sala de exames.
Futuro do Presente (simples) – Enuncia um fato que pode
ocorrer num momento futuro em relação ao atual.
Exemplo:
Quando ele vier à loja, levará as encomendas.
O futuro do presente é também usado em frases que indicam
possibilidade ou desejo.
Exemplo:
Se ele vier à loja, levará as encomendas.
Futuro do Presente (composto) – Enuncia um fato posterior ao
momento atual mas já terminado antes de outro fato futuro.
Exemplo:
Quando ele tiver saído do hospital, nós o visitaremos.
Exemplo:
Terminados os exames, os candidatos saíram.
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação
temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo (adjetivo
verbal).
Exemplo:
O vaso quebrado cortou meu pé. (quebrado=adjetivo)
Tempos do Subjuntivo
Presente – Enuncia um fato que pode ocorrer no momento
atual.
Exemplo:
É conveniente que estudes para o exame.
Pretérito Imperfeito – Expressa um fato passado mas
posterior a outro já ocorrido.
Exemplo:
Eu esperava que ele vencesse o jogo.
O pretérito imperfeito é também usado nas construções em que se
expressa a ideia de condição ou desejo.
Exemplo:
Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
Pretérito Perfeito (composto) – Expressa um fato totalmente
terminado num momento passado.
Exemplo:
Embora tenha estudado bastante, não passou no teste.
Pretérito Mais-Que-Perfeito (composto) – Expressa um
fato ocorrido antes de outro fato já terminado.
Exemplo:
Embora o teste já tivesse começado, alguns alunos puderam
entrar na sala de exames.
Futuro do Presente (simples) – Enuncia um fato que pode
ocorrer num momento futuro em relação ao atual.
Exemplo:
Quando ele vier à loja, levará as encomendas.
O futuro do presente é também usado em frases que indicam
possibilidade ou desejo.
Exemplo:
Se ele vier à loja, levará as encomendas.
Futuro do Presente (composto) – Enuncia um fato posterior ao
momento atual mas já terminado antes de outro fato futuro.
Exemplo:
Quando ele tiver saído do hospital, nós o visitaremos.
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Tempos Primitivos
1) Infinitivo Impessoal
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
2) Presente do Indicativo
1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação Desinência
Pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M
3) Pretérito Perfeito do Indicativo
O pretérito perfeito do indicativo é marcado basicamente pela desinência pessoal.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência
pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM
Tempos Derivados
1) Tempos formados do presente do infinitivo impessoal
Do infinitivo impessoal, formam-se os dois futuros simples do indicativo, o infinitivo pessoal, o gerúndio e o particípio.
a) O futuro do presente forma-se com o acréscimo das terminações -ei, -ás, á, -emos, -eis, -ão.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
Infinitivo impessoal cantar vender partir
Futuro
do
presente
cantarei venderei partirei
cantarás venderás partirás
cantará venderá partirá
cantaremos venderemos partiremos
cantareis vendereis partireis
cantarão venderão partirão
b) O futuro do pretérito forma-se com o acréscimo das terminações -ia, -ias, -ia, -íamos, íeis, -iam.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
Infinitivo impessoal cantar vender partir
Futuro
do
pretérito
cantaria venderia partiria
cantarias venderias partirias
cantaria venderia partiria
cantaríamos venderíamos partiríamos
cantaríeis venderíeis partiríeis
cantariam venderiam partiriam
c) O infinitivo pessoal é feito através das desinências pessoais: -es, (2ª pessoa do singular), -mos, -des, -em:
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
Infinitivo impessoal cantar vender partir
Infinitivo
pessoal
cantar vender partir
cantares venderes partires
cantar vender partir
cantarmos vendermos partirmos
cantardes venderdes partirdes
cantarem venderem partirem
d) O gerúndio forma-se substituindo-se o sufixo -r do infinitivo pelo sufixo -ndo:
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
Infinitivo impessoal cantar vender partir
gerúndio cantando vendendo partindo
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e) O particípio forma-se substituindo-se o sufixo -r do infinitivo pelo sufixo -do, sendo de notar que, por influência da vogal
temática da 3ª conjugação, a da 2ª pessoa passou a -i-:
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
Infinitivo impessoal cantar vender partir
gerúndio cantado vendido partido
2) Tempos formados do presente do indicativo
Do presente do indicativo formam-se o pretérito imperfeito doindicativo, o presente do subjuntivo e o imperativo.
a) O pretérito imperfeito do indicativo é formado pelo radical do presente acrescido:
Na 1ª conjugação, das terminações -ava, -avas, -ava, ávamos, áveis, avam.
Na 3ª conjugação, das terminações -ia, -ias, -ia, -íamos, -íeis, -iam.
Na 2ª conjugação, das mesmas terminações da terceira, por ter a vogal temática -e-, passada para -i- antes de -a-.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
Radical do presente cant- vend- part-
Pretérito
imperfeito
do indicativo
cantava vendia partia
cantavas vendias partias
cantava vendia partia
cantávamos vendíamos partíamos
cantáveis vendíeis partíeis
cantavam vendiam partiam
b) O presente do subjuntivo forma-se do radical da 1ª pessoa do presente do indicativo, substituindo-se a desinência -o pelas
flexões próprias do presente do subjuntivo: -e, -es, -emos, -eis, -em, nos verbos da 1ª conjugação; -a, -as, -a, -amos, -ais, -am,
nos verbos da 2ª e da 3ª conjugação.
Presente do indicativo 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
1ª pessoa do singular cant- vend- part-
Presente
do
subjuntivo
cante venda parta
cantes vendas partas
cante venda parta
cantemos vendamos partamos
canteis vendais partais
cantem vendam partam
c) Imperativo Afirmativo ou Positivo
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do
plural (vós) eliminando-se o "S" final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo.
Veja:
Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo
Eu canto – Que eu cante
Tu cantas Canta tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Queele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais Cantai vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
Negativo
Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.
Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo
Que eu cante –
Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles
Tempos formados do pretérito perfeito do indicativo
Do tema do pretérito perfeito formam-se os seguintes tempos:
a) O mais-que-perfeito do indicativo, juntando-se as terminações -ra, -ras, -ra, -ramos, -reis, -ram.
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Pretérito perfeito 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
Tema canta- vende- parti-
Pretérito
mais-que-perfeito
do indicativo
cantara vendera partira
cantaras venderas partiras
cantara vendera partira
cantáramos vendêramos partíramos
cantáreis vendêreis partíreis
cantaram venderam partiram
b) O imperfeito do subjuntivo, com as terminações -sse, -sses, -sse, -ssemos, -sseis, -ssem.
Pretérito perfeito 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
Tema canta- vende- parti-
Pretérito
imperfeito
do subjuntivo
cantasse vendesse partisse
cantasses vendesses partisses
cantasse vendesse partisse
cantássemos vendêssemos partíssemos
cantásseis vendêsseis partísseis
cantassem vendessem partissem
c) O futuro do subjuntivo, juntando-se as terminações -r, -res, -r, -rmos, -rem:
Pretérito perfeito 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
Tema canta- vende- parti-
Futuro do
subjuntivo
cantar vender partir
cantares venderes partires
cantar vender partir
cantarmos vendermos partirmos
cantardes venderdes partirdes
cantarem venderem partirem
Formação dos Tempos Compostos
São formados por locuções verbais que têm como auxiliares os verbos ter e haver e como principal, qualquer verbo no particípio.
São eles:
Modo indicativo
a) Pretérito perfeito composto. Formado pelo presente do indicativo do verbo ter com o particípio do verbo principal.
cantar vender partir
tenho cantado tenho vendido tenho partido
tens cantado tens vendido tens partido
tem cantado tem vendido tem partido
temos cantado temos vendido temos partido
tendes cantado tendes vendido tendes partido
têm cantado têm vendido têm partido
b) Pretérito mais-que-perfeito composto. Formado do imperfeito do indicativo do verbo ter (ou haver) com o particípio do verbo
principal.
cantar vender partir
tinha cantado tinha vendido tinha partido
tinhas cantado tinhas vendido tinhas partido
tinha cantado tinha vendido tinha partido
tínhamos cantado tínhamos vendido tínhamos partido
tínheis cantado tínheis vendido tínheis partido
tinham cantado tinham vendido tinham partido
c) Futuro do presente composto. Formado do futuro do presente simples do verbo ter (ou haver) com o particípio do verbo
principal
cantar vender partir
terei cantado terei vendido terei partido
terás cantado terás vendido terás partido
terá cantado terá vendido terá partido
teremos cantado teremos vendido teremos partido
tereis cantado tereis vendido tereis partido
terão cantado terão vendido terão partido
Sempre que tivermos dúvidas sobre a conjugação do futuro do subjuntivo, bastar-nos-á verificar a 3ª p. p. do pretérito
perfeito. Se formos confrontar o futuro do subjuntivo com o infinitivo pessoal, notaremos haver igualdade de forma para
muitos verbos, o que não ocorre sempre. O verbo fazer, por exemplo, conjuga-se no infinitivo pessoal: fazer, fazeres, fazer,
fazermos, fazerdes, fazerem; mas no futuro do subjuntivo veremos as formas: quando eu fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes,
fizerem, pois esse tempo se origina da 3ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo
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d) Futuro do pretérito composto. Formado do futuro do pretérito simples do verbo ter (ou haver) com o particípio do verbo
principal.
cantar vender partir
teria cantado teria vendido teria partido
terias cantado terias vendido terias partido
teria cantado teria vendido teria partido
teríamos cantado teríamos vendido teríamos partido
teríeis cantado teríeis vendido teríeis partido
teriam cantado teriam vendido teriam partido
Modo subjuntivo
a) Pretérito perfeito composto. Formado do presente do subjuntivo do verbo ter (ou haver) com o particípio do verbo principal.
cantar vender partir
tenha cantado tenha cantado tenha cantado
tenhas cantado tenhas cantado tenhas cantado
tenha cantado tenha cantado tenha cantado
tenhamos cantado tenhamos cantado tenhamos cantado
tenhais cantado tenhais cantado tenhais cantado
tenham cantado tenham cantado tenham cantado
b) Pretérito mais-que-perfeito composto. Formado do imperfeito do subjuntivo do verbo ter (ou haver) com o particípio do
verbo principal.
cantar vender partir
tivesse cantado tivesse vendido tivesse vendido
tivesses cantado tivesses vendido tivesses vendido
tivesse cantado tivesse vendido tivesse vendido
tivéssemos cantado tivéssemos vendido tivéssemos vendido
tivésseis cantado tivésseis vendido tivésseis vendido
tivessem cantado tivessem vendido tivessem vendido
c) Futuro composto. Formado do futuro simples do subjuntivo do verbo ter (ou haver) com o particípio do verbo principal.
cantar vender Partir
tiver cantado tiver vendido tiver vendido
tiveres cantado tiveres vendido tiveres vendido
tiver cantado tiver vendido tiver vendido
tivermos cantado tivermos vendido tivermos vendido
tiverdes cantado tiverdes vendido tiverdes vendido
tiverem cantado tiverem vendido tiverem vendido
Formas nominais
a) Infinitivo impessoal composto (pretérito impessoal). Formado do infinitivo pessoal do verbo ter (ou haver) com o particípio
do verbo principal.
cantar vender partir
ter cantado ter vendido ter partido
b) Infinitivo pessoal composto (pretérito pessoal). Formado do infinitivo impessoal do verbo ter (ou haver) com o particípio do
verbo principal.
cantar vender partir
ter cantado ter vendido ter partido
teres cantado teres vendido teres partido
ter cantado ter vendido ter partido
termos cantado termos vendido termos partido
terdes cantado terdes vendido terdes partido
terem cantado terem vendido terem partido
c) Gerúndio composto (pretérito). Formado do gerúndio do verbo ter (ou haver) com o particípio do verbo principal.
cantar vender partir
tendo cantado tendo vendido tendo partido
Locuções Verbais
Outro tipo de conjugação composta – também chamada
conjugaçãoperifrástica – são as locuções verbais,
constituídas de verbos auxiliares mais gerúndio ou infinitivo.
São conjuntos de verbos que, numa frase, desempenham
papel equivalente ao de um verbo único. Nessas locuções, o
último verbo, chamado principal, surge sempre numa de suas
formas nominais; as flexões de tempo, modo, número e
pessoa ocorrem nos verbos auxiliares.
Exemplos:
Estou lendo o jornal.
Marta veio correndo: o noivo acabara de chegar.
Ninguém poderá sair antes do término da sessão.
A língua portuguesa apresenta uma grande variedade dessas
locuções, conseguindo exprimir por meio delas os mais variados
matizes de significado. Ser (estar, em algumas construções) é
usado nas locuções verbais que exprimem a voz passiva analítica
do verbo. Poder e dever são auxiliares que exprimem a
potencialidade ou a necessidade de que determinado processo se
realize ou não. Veja:
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Exemplos:
Pode ocorrer algo inesperado durante a festa.
Deve ocorrer algo inesperado durante a festa.
Outro auxiliar importante é querer, que exprime vontade,
desejo.
Exemplo:
Quero ver você hoje.
Também são largamente usados como auxiliares: começar
a, deixar de, voltar a, continuar a, pôr-se a, ir, vir e
estar, todos ligados à noção de aspecto verbal.
Emprego do Infinitivo Impessoal e Pessoal
Infinitivo Impessoal
Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal, isso
significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido,
não relacionado a nenhuma pessoa, e sua forma é invariável.
Assim, considera-se apenas o processo verbal.
Exemplos:
Amar é sofrer.
O infinitivo impessoal é usado:
a) Quando apresenta uma ideia vaga, genérica, sem se
referir a um sujeito determinado;
Exemplos:
Querer é poder.
Fumar prejudica a saúde.
É proibido colar cartazes neste muro.
b) Quando tiver o valor de Imperativo;
Exemplos:
Soldados, marchar! (= Marchai!)
c) Quando é regido de preposição e funciona como
complemento de um substantivo, adjetivo ou verbo da oração
anterior;
Exemplos:
Eles não têm o direito degritar assim.
As meninas foram impedidas departicipar do jogo.
Eu os convenci a aceitar.
No entanto, na voz passiva dos verbos "contentar", "tomar"
e "ouvir", por exemplo, o Infinitivo (verbo auxiliar) deve ser
flexionado.
Exemplos:
Eram pessoas difíceis de serem contentadas.
Aqueles remédios são ruins de serem tomados.
Os CDs que você me emprestou são agradáveis de serem
ouvidos.
d) Nas locuções verbais;
Exemplos: Queremos acordar bem cedo amanhã.
Eles não podiam reclamar do colégio.
Vamos pensar no seu caso.
e) Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo da
oração anterior;
Exemplos:
Eles foram condenados a pagar pesadas multas.
Devemos sorrir ao invés de chorar.
Tenho ainda alguns livros por (para) publicar.
Exemplos:
Na esperança desermos atendidos, muito lhe agradecemos.
Foram dois amigos à casa de outro, a fim dejogarem futebol.
Paraestudarmos, estaremos sempre dispostos.
Antes denascerem, já estão condenadas à fome muitas
crianças.
f) Com os verbos causativos "deixar", "mandar" e "fazer" e
seus sinônimos que não formam locução verbal com o
infinitivo que os segue;
Exemplo:
Deixei-os sair cedo hoje.
g) Com os verbos sensitivos "ver", "ouvir", "sentir" e
sinônimos, deve-se também deixar o infinitivo sem flexão.
Exemplo:
Vi-os entrar atrasados.
Ouvi-as dizer que não iriam à festa.
Outros exemplos:
Aquele exercício era para eu corrigir.
Esta salada é para eu comer?
Ela me deu um relógio para eu consertar.
Infinitivo Pessoal
Quando se diz que um verbo está no infinitivo pessoal, isso
significa que ele atribui um agente ao processo verbal,
flexionando-se.
O infinitivo deve ser flexionado nos seguintes casos:
a) Quando o sujeito da oração estiver claramente expresso;
Exemplo:
Se tu não perceberes isto…
Convém vocêsirem primeiro.
O bom é sempre lembrarmos desta regra (sujeito desinencial,
sujeito implícito = nós)
b) Quando tiver sujeito diferente daquele da oração principal;
Exemplo:
O professor deu um prazo de cinco dias para os alunosestudarem
bastante para a prova.
Perdoo-te por me traíres.
O hotel preparou tudo para os turistasficarem à vontade.
O guarda fez sinal para os motoristaspararem.
Em orações como "Esta carta é para mim!", a preposição
está ligada somente ao pronome, que deve se apresentar
oblíquo tônico.
a) É inadequado o emprego da preposição "para" antes dos
objetos diretos de verbos como "pedir", "dizer", "falar" e
sinônimos;
Pediu para Carlos entrar. (errado)
Pediu para que Carlos entrasse. (errado)
Pediu que Carlos entrasse. (correto)
b) Quando a preposição "para" estiver regendo um verbo,
como na oração "Este trabalho é para eu fazer", pede-se o
emprego do pronome pessoal "eu", que se revela, neste caso,
como sujeito.
Quando o infinitivo preposicionado, ou não, preceder ou estiver
distante do verbo da oração principal (verbo regente), pode ser
flexionado para melhor clareza do período e também para se
enfatizar o sujeito (agente) da ação verbal.
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c) Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na terceira
pessoa do plural);
Exemplo:
Faço isso para não me acharem inútil.
Temos de agir assim para nos promoverem. Ela não sai sozinha
à noite a fim de não falarem mal da sua conduta.
d) Quando apresentar reciprocidade ou reflexibilidade de ação;
Exemplo:
Vi os alunos abraçarem-se alegremente.
Fizemos os adversários cumprimentarem-se com gentileza.
Mandei as meninas olharem-se no espelho.
Vozes do Verbo
Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para indicar se
o sujeito gramatical é agente ou paciente da ação. São três as
vozes verbais:
a)Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação
expressa pelo verbo.
Exemplo:
Ele fez o trabalho.
(sujeito agente) (ação) (objeto (paciente)
b) Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a ação
expressa pelo verbo.
Exemplo:
O trabalho foi feito por ele.
(sujeito paciente) (ação) (agente da passiva)
c) Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e
paciente, isto é, pratica e recebe a ação.
Exemplo:
O menino feriu-se. / Eu me vi no espelho.
Formação da Voz Passiva
A voz passiva pode ser formada por dois processos: analítico
e sintético.
1– Voz Passiva Analítica
Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + particípio do
verbo principal.
A escola será pintada. / O trabalhoé feito por ele.
Exemplo:
A casa ficou cercada de soldados.
Pode acontecer ainda que o agente da passiva não esteja
explícito na frase.
Exemplo:
A exposição será aberta amanhã.
A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER), pois
o particípio é invariável. Observe a transformação das frases
seguintes:
a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo)
O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indicativo)
b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)
O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)
c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente)
O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)
Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume o
mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa.
Observe a transformação da frase seguinte:
O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)
Exemplo:
A moçaficou marcada pela doença.
2– Voz Passiva Sintética
A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com o
verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE.
Exemplo:
Abriram-se as inscrições para o concurso.
Destruiu-se o velho prédio da escola.
Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar
substancialmente o sentido da frase.
Exemplo:
Gutemberg inventou a imprensa - (Voz Ativa)
Sujeito da Ativa Objeto Direto
A imprensa foi inventada por Gutemberg - (Voz Passiva)
Sujeito da Passiva Agente da Passiva
Observe que oobjeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da
ativapassará a agente da passiva e o verbo ativo assumirá a forma
passiva, conservando o mesmo tempo.
Exemplo:
Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos. | Os alunos têm sido
constantemente aconselhados pelos mestres.
Eu o acompanharei. | Ele será acompanhado por mim.Exemplo:
Prejudicaram-me. -> Fui prejudicado.
Saiba que:
a) Aos verbos que não são ativos nem passivos ou reflexivos,
são chamados neutros.
Exemplo:
O vinho é bom. / Aqui chove muito.
Há vernaculistas que defendem uma quarta voz: a voz
neutra, formada predominantemente por verbos de
ligação. Entretanto, essa voz verbal não aparece nas
gramáticas de Evanildo Bechara, Paschoal Cegalla e
Celso Cunha (principais gramáticos das bibliografias de
diversos concursos).
Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não
haverá complemento agente na passiva.
É menos frequente a construção da voz passiva analítica
com outros verbos que podem eventualmente funcionar
como auxiliares.
O agente da passiva geralmente é acompanhado da
preposição por, mas pode ocorrer a construção com a
preposição de.
Como se pode observar, a escolha do Infinitivo Flexionado é feita
sempre que se quer enfatizar o agente (sujeito) da ação expressa
pelo verbo.
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b) Há formas passivas com sentido ativo:
Exemplo:
É chegada a hora. (= Chegou a hora.)
Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nascido.)
És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou)
c) Inversamente, usamos formas ativas com sentido passivo:
Exemplo:
Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas)
Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado)
d) Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no
sentido cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos de
acordo com o contexto, logo o sujeito é paciente.
Exemplo:
Chamo-me Luís.
Batizei-me na Igreja do Carmo.
Operou-se de hérnia.
Vacinaram-se contra a gripe.
Observe que oobjeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da
ativapassará a agente da passiva e o verbo ativo assumirá a forma
passiva, conservando o mesmo tempo.
Exemplo:
Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos. | Os alunos têm sido
constantemente aconselhados pelos mestres.
Eu o acompanharei. | Ele será acompanhado por mim.
Exemplo:
Prejudicaram-me. -> Fui prejudicado.
Saiba que:
a) Aos verbos que não são ativos nem passivos ou reflexivos,
são chamados neutros.
Exemplo:
O vinho é bom. / Aqui chove muito.
Há vernaculistas que defendem uma quarta voz: a voz neutra,
formada predominantemente por verbos de ligação.
Entretanto, essa voz verbal não aparece nas gramáticas de
Evanildo Bechara, Paschoal Cegalla e Celso Cunha (principais
gramáticos das bibliografias de diversos concursos).
b) Há formas passivas com sentido ativo:
Exemplo:
É chegada a hora. (= Chegou a hora.)
Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nascido.)
És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou)
d) Inversamente, usamos formas ativas com sentido
passivo:
Exemplo:
Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas)
Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado)
d) Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no
sentido cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos de
acordo com o contexto, logo o sujeito é paciente.
Exemplo:
Chamo-me Luís.
Batizei-me na Igreja do Carmo.
Operou-se de hérnia.
Vacinaram-se contra a gripe.
Observe que oobjeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da
ativapassará a agente da passiva e o verbo ativo assumirá a forma
passiva, conservando o mesmo tempo.
Exemplo:
Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos. | Os alunos têm sido
constantemente aconselhados pelos mestres.
Eu o acompanharei. | Ele será acompanhado por mim.
a) Aos verbos que não são ativos nem passivos ou reflexivos,
são chamados neutros.
Exemplo:
O vinho é bom. / Aqui chove muito.
Há vernaculistas que defendem uma quarta voz: a voz neutra, formada predominantemente por verbos
de ligação. Entretanto, essa voz verbal não aparece nas gramáticas de Evanildo Bechara, Paschoal
Cegalla e Celso Cunha (principais gramáticos das bibliografias de diversos concursos).
b) Há formas passivas com sentido ativo:
Exemplo:
É chegada a hora. (= Chegou a hora.)
Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nascido.)
És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou)
c) Inversamente, usamos formas ativas com sentido passivo:
Exemplo:
Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas)
Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado)
d) Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no
sentido cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos de
acordo com o contexto, logo o sujeito é paciente.
Exemplo:
Chamo-me Luís.
Batizei-me Exemplo:
Prejudicaram-me. -> Fui prejudicado.
Saiba que:
na Igreja do Carmo.
Operou-se de hérnia.
Vacinaram-se contra a gripe.
Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não haverá complemento agente na passiva.
Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não
haverá complemento agente na passiva.
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E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1)O verbo comprazer-se, de forma geral, é classificado como
a) defectivo e só se usa nas formas nominais, ou seja, infinitivo,
gerúndio e particípio.
b) abundante, havendo as formas “comprazera-me e comprouve-
me”.
c) essencialmente pronominal como pentear-se, queixar-se e
matar-se.
d) transitivo e só se usa com dois objetos: um direto e outro indireto.
e) regular com conjugação completa em todos os tempos do
modo Indicativo e Subjuntivo.
2)Relacione as colunas quanto à conjugação dos verbos em destaque
e, em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.
1- O garoto olhou pela janela a noite enluarada. ( )
futuro do pretérito do indicativo
2- Havia tempo para mais uma conversa séria. ( )
futuro do subjuntivo
3- Se buscarmos respostas, certamente as acharemos. ( )
pretérito perfeito do indicativo
4-Não desistas de teus objetivos. ( )
pretérito imperfeito do indicativo
5- Eu jamais imaginaria encontrá-lo outra vez. ( )
imperativo negativo
a) 3 – 5 – 2 – 4 – 1
b) 5 – 3 – 2 – 1 – 4
c) 3 – 4 – 2 – 5 – 1
d) 5 – 3 – 1 – 2 – 4
3)Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo.
Tu ________ por caminhos tortuosos. Agora, apesar de
cansado, __________ a sabedoria tão __________; ________,
pois, em nós, os teus conhecimentos!
a) viestes – possuís – ansiada – asperge
b) vieste – possui – ansiada – aspirja
c) viestes – possuis – anciada – aspirja
d) vieste – possuis – ansiada – asperge
e) viestes – possuís – ansiada – aspirja
4)Leia:“Por longos anos, o pobre homem tinha se abstido da
felicidade. Agora ela estava tão escancaradamente próxima!
Saberia aceitá-la?”
Assinale a alternativa que não corresponde à expressão verbal
em destaque.
a) O pronome se liga-se ao verbo ter; a forma abstido não se
conjuga como pronominal.
b) Apresenta forma nominal que compõe tempo composto.
c) Abstido é verbo principal da conjugação composta.
d) A forma do particípio deriva do verbo ter.
5)“Aceitemos o labéu, e corrompamos de cabeça erguida o
idioma luso, na certeza de estarmos a elaborar obra magnífica.”
(Monteiro Lobato, “A Língua Brasileira”)
Passando os verbos, acima sublinhados, para a 2ª pessoa do
plural e mantendo o mesmo modo, tempo ou forma nominal, a
alternativa correta é:
a) aceitais, corrompais, estarvos
b) aceite, corrompa, estáreis
c) aceitai, corrompa, estarde
d) aceites, corrompeis, estais
e) aceitai, corrompei, estardes
6)Observe: “Os policiais investigaram uma tentativa de
sequestro e, antes que ocorresse o fato, não se demoraram
em questõesburocráticas: anteciparam a prisão dos suspeitos.”
Substituindo-se os verbos destacados, respectivamente, por
supor, advir e deter, e mantendo o mesmo tempo e modo
verbais, obtêm-se, corretamente,
a) suporam – advisse – deteram.
b) suporam – advisse – detiveram.
c) supuseram – adviesse – deteram.
d) supuseram – adviesse – detiveram.
7)Classifique os verbos da estrofe abaixo em regulares ou
irregulares e assinale a sequência correta.
“ Cavaleiro das armas escuras,
Onde vais pelas terras impuras?
Com a espada sanguenta na mão?
Por que brilham teus olhos ardentes
E gemidos nos lábios frementes
Vertem fogo do teu coração?”
a) regular - irregular - irregular
b) irregular - regular - irregular
c) irregular - regular - regular
d) regular - irregular – regular
8) Em “Embarcaremos amanhã, então, vimos dizer-lhe adeus,
hoje.”, a alternativa que classifica corretamente a conjugação
modo-temporal do verbo destacado no fragmento é
a) Pretérito Perfeito do Indicativo
b) Futuro do Presente do indicativo
c) Presente do Indicativo
d) Imperativo Afirmativo
e) Pretérito Imperfeito do Indicativo
9) Em “A casa não erarica nem alegre, mas já tiveradias de
glória quando a frequentavam os barões do café.” os verbos
destacados estão conjugados no modo indicativo,
respectivamente, no pretérito
a) imperfeito e imperfeito.
b) perfeito e mais-que-perfeito.
c) imperfeito e mais-que-perfeito.
d) mais-que-perfeito e imperfeito.
10)Quanto à conjugação dos verbos destacados nas frases
abaixo, coloque C (certo) ou E (errado) e, a seguir, assinale
aalternativa com a sequência correta.
( ) A guerra no Oriente não terá trégua se as partes
interessadas na questão manterem sua posição radical.
( ) Aqueles que revirem seus planos de vida estarão sendo
inteligentes e maleáveis.
( ) O choque entre pais e filhos adolescentes adviramde
traumas da infância .
a) E, C, E
b) E, E, C
c) C, C, E
d) C, E, C
GABARITO:
1.B 2.D 3.D 4.A 5.E 6.D 7.C 8.C 9.C 10.A
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39
Definição
Palavra que, relacionada ao verbo, ao adjetivo ou mesmo a
outro advérbio, modifica as circunstâncias de modo, tempo,
instrumento, origem, intensidade, lugar etc.
Compare estes exemplos:
O ônibus chegou. / O ônibus chegou ontem. (A palavra
ontem acrescentou ao verbo chegou uma circunstância de
tempo: ontem é um advérbio.)
Marcelo jogou bem. / Marcelo jogou muito bem. (A palavra
muito intensificou o sentido do advérbio bem: muito, aqui, é
um advérbio.)
A criança é linda. / A criança é muito linda. (A palavra muito
intensificou a qualidade contida no adjetivo linda: muito, nessa
frase, é um advérbio.)
Às vezes, um advérbio pode se referir a uma oração inteira;
nessa situação, normalmente transmitem a avaliação de quem
fala ou escreve sobre o conteúdo da oração.
Exemplo:
Lamentavelmente, asprovidências tomadas foram infrutíferas.
Quando modifica um verbo, o advérbio pode acrescentar várias
ideias, tais como:
Tempo: Ela chegou tarde.
Lugar: Ele mora aqui.
Modo: Eles agiram mal.
Negação: Ela não saiu de casa.
Dúvida: Talvez ele volte.
Quando modifica um adjetivo, o advérbio acrescenta a ideia de
intensidade.
Exemplo:
O filme era muito bom.
O B S E R V A Ç Ã O
Advérbio é uma palavra invariável que modifica o sentido do
verbo, do adjetivo e do próprio advérbio.
Flexão do Advérbio
Outra característica dos advérbios se refere a sua organização
morfológica. Os advérbios são palavras invariáveis, isto é, não
apresentam variação em gênero e número. Alguns advérbios,
porém, admitem a variação em grau. Observe:
Grau Comparativo
Forma-se o comparativo do advérbio do mesmo modo que o
comparativo do adjetivo:
De igualdade: tão + advérbio + quanto (como)
Exemplo:
Renato fala tãoaltoquanto João.
De inferioridade: menos + advérbio + que (do que)
Exemplo:
Renato fala menosaltodo que João.
De superioridade
a) Analítico: mais + advérbio + que (do que)
Exemplo:
Renato fala maisaltodo que João.
b) Sintético: melhor ou pior que (do que)
Exemplo:
Renato fala melhorque João.
Grau Superlativo
a) Analítico: acompanhado de outro advérbio.
Exemplo:
Renato fala muito alto. (muito = advérbio de intensidade /
alto = advérbio de modo)
b) Sintético: formado com sufixos.
Exemplo:
Renato fala altíssimo.
O B S E R V A Ç Ã O
As formas diminutivas (cedinho, pertinho, etc.) são comuns na
língua popular. Observe:
Maria mora pertinho daqui. (muito perto)
A criança levantou cedinho. (muito cedo)
Classificação dos Advérbios
De acordo com a circunstância que exprime, o advérbio pode ser de:
Lugar:aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás,
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo,
aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro,
afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a
distância, à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita,
à esquerda, ao lado, em volta.
Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, amanhã,
cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes, doravante,
nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, afinal,
amiúde, breve, constantemente, entrementes, imediatamente,
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à
tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de
quando em quando, a qualquer momento, de tempos em
tempos, em breve, hoje em dia.
Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa, acinte,
debalde, devagar, às pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade,
às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira,
em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão e a maior
parte dos que terminam em "-mente": calmamente, tristemente
propositadamente, pacientemente, amorosamente, docemente,
escandalosamente, bondosamente, generosamente etc.
Afirmação:sim, certamente, realmente, decerto, efetivamente,
certo, decididamente, realmente, deveras, indubitavelmente.
Negação:não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de forma
nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, provavelmente,
quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe.
Intensidade:muito, demais, pouco, tão, menos, em excesso,
bastante, mais, menos, demasiado, quanto, quão, tanto, assaz,
que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de muito, por
completo, extremamente, intensamente, grandemente, bem (quando
aplicado a propriedades graduáveis).
Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente,
simplesmente, só, unicamente Por exemplo: Brando, o vento
apenas move a copa das árvores.
Inclusão: ainda, até, mesmo, inclusivamente, também.
Ordem: depois, primeiramente, ultimamente.
Saiba que:
Para se exprimir o limite de possibilidade, antepõe-se ao
advérbio o mais ou o menos.
Exemplo:
Ficarei o mais longe que puder daquele garoto. Voltarei o
menos tarde possível.
Quando ocorrem dois ou mais advérbios em -mente, em geral
sufixamos apenas o último:
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40
Exemplo:
O aluno respondeu calma e respeitosamente.
N O T A
Distinção entre Advérbio e Pronome Indefinido
Há palavras como muito, bastante, etc. que podem aparecer
como advérbio e como pronome indefinido.
Advérbio: refere-se a um verbo, adjetivo, ou a outro
advérbio e não sofre flexões.
Exemplo:
Eu corri muito.
Pronome Indefinido: relaciona-se a um substantivo e sofre
flexões.
Exemplo:
Eu corri muitos quilômetros.Advérbios Interrogativos
São as palavras: onde? aonde? donde? quando? como? por
que? nas interrogações diretas ou indiretas, referentes às
circunstâncias de lugar, tempo, modo e causa.
Interrogação Direta Interrogação Indireta
Como aprendeu? Perguntei como aprendeu.
Onde mora? Indaguei onde morava.
Por que choras? Não sei por que riem.
Aonde vai? Perguntei aonde ia.
Donde vens? Pergunto donde vens.
Quando voltas? Pergunto quando voltas.
Locução Adverbial
Quando há duas ou mais palavras que exercem função de advérbio,
temos a locução adverbial, que pode expressar as mesmas noções
dos advérbios. Iniciam ordinariamente por uma preposição. Veja:
lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, para dentro,
por aqui etc.
afirmação: por certo, sem dúvida, etc.
modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão, em geral,
frente a frente etc.
tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde, hoje em
dia, nunca mais etc.
Relação de Algumas Locuções Adverbiais
às vezes às claras às cegas
à esquerda à direita à distância
ao lado ao fundo ao longo
a cavalo a pé às pressas
ao vivo a esmo à toa
de repente de súbito de vez em quando
por fora por dentro por perto
por trás por ali por ora
com certeza sem dúvida de propósito
lado a lado passo a passo o mais das vezes
O B S E R V A Ç Ã O
Tanto a locução adverbial como o advérbio modificam o
verbo, o adjetivo e outro advérbio.
Exemplos:
Chegou muito cedo. (advérbio)
Joana é muito bela. (adjetivo)
De repente correram para a rua. (verbo)
A T E N Ç Ã O
Não confunda locução adverbial com a locução prepositiva.
Nesta última, a preposição vem sempre depois do advérbio ou
da locução adverbial..
Exemplos:
Perto de, antes de, dentro de etc.
Palavras e Locuções Denotativas
São palavras que, embora, em alguns aspectos (ser invariável, por
exemplo), assemelhem-se a advérbios, não possuem, segundo a
Nomenclatura Gramatical Brasileira, classificação especial. Do ponto de
vista sintático, são expletivas, isto é, não assumem nenhuma função; do
ponto de vista morfológico, são invariáveis (muitas delas vindas de
outras classes gramaticais); do ponto de vista semântico, são
inegavelmente importantes no contexto em que se encontram (daí seu
nome). Classificam-se em função da ideia que expressam:
Adição: ainda, além disso, etc.
Exemplo:
Comeu tudo e ainda repetiu.
Afastamento: embora
Exemplo:
Foi embora daqui.
Afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente
Exemplo:
Ainda bem que passei de ano
Aproximação: quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de etc.
Exemplo:
Ela quase revelou o segredo.
Designação: eis
Exemplo:
Eis nosso carro novo.
Exclusão: apesar, somente, só, salvo, unicamente, exclusive,
exceto, senão, sequer, apenas, etc.
Exemplo:
Não me descontou sequer um real.
Explicação: isto é, por exemplo, a saber, etc.
Exemplo:
Li vários livros, a saber, os clássicos.
Inclusão: até, ainda, além disso, também, inclusive, etc.
Exemplo:
Eu também vou viajar.
Limitação: só, somente, unicamente, apenas, etc.
Exemplo:
Só ele veio à festa.
Realce: é que, cá, lá, não, mas, é porque, etc.
Exemplos:
E você lá sabe essa questão?
O que não diria essa senhora se soubesse que já fui famoso.
Retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes, etc.
Exemplo:
Somos três, ou melhor, quatro.
Situação: então, mas, se, agora, afinal, etc.
Exemplo:
Mas quem foi que fez isso?
N O T A
As palavras denotativas frequentemente ocorrem em frases e
textos diretamente envolvidos com as estratégias argumentativas.
Por esta razão, fique atento para o papel de palavras como até,
aliás, também, etc. e para os efeitos de sentido que produzem nas
situações efetivas de interlocução. Podem ser difíceis de classificar,
mas isso não impede que sejam importantes e necessárias.
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41
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1) Não há advérbio ou locução adverbial em:
a) “Esta página, imaginamo-la profundamente emocionante e
trágica.”
b) “Eu vou tirar você de mim/ Assim que descobrir/ Com
quantos nãos se faz um sim.”
c) “...Sua feição era triste, distante... mas essa feição nunca me
pareceu tão distinta, tão altiva.”
d) “A raça humana risca, rabisca, pinta/ A tinta, a lápis, carvão
ou giz/ O rosto da saudade/ que traz do gênesis.”
2)Marque a alternativa em que a classificação do advérbio em
destaque está incorreta.
a) “Provavelmente sinhá Vitória não estava regulando.” (dúvida)
b) “Os bons vi sempre passar/No mundo graves tormentos” (tempo)
c) “Os rios que correm aqui / têm água vitalícia.” (lugar)
d) “Declarei muito verdadeiro e grande o amor que eu tinha a
ela.” (modo)
3)Leia: “A bela moça estava na rodoviária, num dia claro de
verão, encostada em uma grade. Vestia uma saia azul e blusa
branca e tinha no pescoço uma gargantilha preta. Segurava um
livro velho e amarelado. Era uma figura misteriosa.”
No texto acima, há quatro locuções adverbiais. Assinale a
alternativa que apresenta, correta e respectivamente, as
circunstâncias que essas locuções expressam.
a) lugar, tempo, lugar, lugar.
b) lugar, lugar, lugar, tempo.
c) tempo, lugar, tempo, lugar.
d) tempo, tempo, lugar, tempo.
4)Leia a frase abaixo e assinale a alternativa que traduz,
na sequência em que aparecem, as circunstâncias
grifadas.
“Num átimo, cessou de todo o ruído das vozes e ele entrou a
falar à vontade, calma e decididamente.”
a) tempo - intensidade - modo - modo - modo
b) modo - inclusão - explanação - modo - modo
c) tempo - intensidade - intensidade - modo - modo
d) modo - intensidade - intensidade - modo - modo
e) realce - intensidade - modo - afetividade – modo
5)Leia:
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente
Repousa lá no Céu eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação incorreta
sobre os termos destacados no texto.
a) O advérbio cedo exprime o mesmo tipo de circunstância que
os advérbios eternamente e sempre.
b) lá e triste são advérbios: o primeiro exprime circunstância de
lugar, e o segundo, de modo.
c) tão é um advérbio de intensidade que está modificando o
advérbio de tempo cedo.
d) lá e cá são advérbios que exprimem circunstância de lugar.
6)Em qual frase a palavra destacada classifica-se em advérbio?
a) Os professores leram bastantes livros.
b) A enfermeira permaneceu triste durante a cirurgia.
c) O amanhã preocupa as pessoas inseguras.
d) Decerto os detectores de metais dos aeroportos vão apitar.
7)Observe:
“Vou tirar do dicionário
A palavra você
Vou trocá-la em miúdos
Mudar meu vocabulário
E no seu lugar
Vou colocar outro absurdo...”
As locuções adverbiais, nos versos acima, totalizam-se em:
a) uma
b) duas
c) três
d) quatro
8)Assinale a alternativa que apresenta duas locuções adverbiais
presentes no texto: “De manhã, no bosque, certamente
escondidos, os assaltantes apareciam de repente assustando as
pessoas indefesas que caminhavam em silêncio.”
a) De manhã, certamente
b) certamente, no bosque
c) de repente, em silêncio
d) escondidos, indefesas
9)Considerando C (Certo) ou E (Errado), assinale a alternativa
que contém a sequência correta com relação à classificação
dada aos advérbios e locuções adverbiais destacados no texto
abaixo.
“E tendo-se assegurado de que sozinho estava mesmo ali
(lugar), na tarde daquele dia (tempo), e assim (intensidade),
fora da vista da filha, envenenou o pote de cauim, depois
(dúvida) de látirar uma quantidade para beber.”
a) C – C – E – E
b) C – E – C – E
c) E – C – E – C
d) E – E – C – C
10) Assinale a alternativa em que a palavra em destaque
classifica-se como advérbio de modo.
a) Provavelmente estarei aqui amanhã.
b) Andou depressa, para não se atrasar.
c) Nunca serei desonesta!
d) Seguramente, todos irão à sua festa.
GABARITO:
1.B 2.D 3.A 4.A 5.B 6.D 7.C 8.C 9.A 10.B
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42
Definição
Palavra variável que se refere ao substantivo ou o substitui.
(Ver: Pessoas do discurso)
Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele se
refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de alguma
forma.
Exemplo:
A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
[substituição do nome]
A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!
[referência ao nome]
Essa moça morava nos meus sonhos! [qualificação do nome]
Grande parte dos pronomes não possui significados fixos, isto é,
essas palavras só adquirem significação dentro de um contexto, o
qual nos permite recuperar a referência exata daquilo que está sendo
colocado por meio dos pronomes no ato da comunicação. Com
exceção dos pronomes interrogativos e indefinidos, os demais
pronomes têm por função principal apontar para as pessoas do
discurso ou a elas se relacionar, indicando-lhes sua situação no
tempo ou no espaço. Em virtude dessa característica, os pronomes
apresentam uma forma específica para cada pessoa do discurso.
Exemplo:
Minha carteira estava vazia, quando eu fui assaltada. [minha/eu:
pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
Tua carteira estava vazia, quando você foi assaltada? [tua/você:
pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]
A carteira dela estava vazia, quando ela foi assaltada. [dela/ela:
pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala]
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras variáveis
em gênero (masculino ou feminino) e em número (singular ou
plural). Assim, espera-se que a referência através do pronome
seja coerente em termos de gênero e número (fenômeno da
concordância) com o seu objeto, mesmo quando este se
apresenta ausente no enunciado.
Existem seis tipos de pronomes: Pessoais, Possessivos,
Demonstrativos, Indefinidos, Relativos e Interrogativos.
Pronomes Pessoais
Denotam as pessoas do discurso – 1ª quem fala, 2ª com quem se
fala e 3ª de quem se fala – ou uma forma nominal anteriormente
expressa. Quando à função, são considerados RETOS os pronomes
pessoais que funcionam como sujeito da oração, e OBLÍQUOS os que
exercem papel de objeto – direto ou indireto –, adjunto adnominal ou
complemento nominal. Quando à tonicidade, podem ser átonos ou
tônicos.
Formas dos
Pronomes
Pessoais
Pronome
s
Pessoais
Retos
Pronomes Pessoais
Oblíquos
Átonos Tônicos
Singula
r
1ª
Pessoa
eu me mim, comigo
2ª
Pessoa
tu te ti, contigo
3ª
Pessoa
ele, ela o, a, lhe ele, ela
Plural
1ª
Pessoa
nós nos nós, conosco
2ª
Pessoa
vós vos vós,
convosco
3ª
Pessoa
eles, elas os, as,
lhes
eles, elas
Os pronomes retos não costumam ser usados como complementos
verbais na língua-padrão. Frases como "Vi ele na rua”, "Encontrei ela
na praça", "Trouxeram eu até aqui", comuns na língua oral cotidiana,
devem ser evitadas na língua formal escrita ou falada. Na língua
formal, devem ser usados os pronomes oblíquos correspondentes:
"Vi-o na rua", "Encontrei-a na praça", "Trouxeram-me até aqui".
Pronome Oblíquo Átono
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são
precedidos de preposição.
Possuem acentuação tônica fraca.
Exemplo:
Ele me deu um presente.
Saiba que:
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se
com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como
mo, mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-
lo, no-los, no-la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las.
Observe o uso dessas formas nos exemplos que seguem:
– Trouxeste o pacote? – Não contaram a novidade
a vocês?
– Sim, entreguei-lo ainda há
pouco.
– Não, não no-la contaram.
O B S E R V A Ç Ã O
O lhe é o único pronome oblíquo átono que já se
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união
entre o pronome o ou a e preposiçãoa ou para. Por
acompanhar diretamente uma preposição, o pronome lhe
exerce sempre a função de objeto indireto na oração.
No português do Brasil, essas combinações não são usadas; até
mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro.
Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois de
certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z, -s
ou -r, o pronome assume a forma lo, los, laoulas, ao mesmo
tempo que a terminação verbal é suprimida.
Unidade 2 - Morforlogia - classe das palavras
Capítulo 6 - pronomes
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43
Exemplo:
fiz + o = fi-lo
fazeis + o = fazei-lo
dizer + a = dizê-la
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume as
formas no, nos, na, nas.
Exemplo:
viram + o: viram-no
repõe + os = repõe-nos
retém + a: retém-na
tem + as = tem-nas
Pronome Oblíquo Tônico
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidospor
preposições, em geral as preposições a, para, de e com.
Possuem acentuação tônica forte.
Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico são a
primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
As preposições essenciais introduzem sempre pronomes
pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos
contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os
pronomes costumam ser usados desta forma:
Exemplos:
Não há mais nada entre mim e ti.
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
Não há nenhuma acusação contra mim.
Não vá sem mim.
Há construções em que a preposição, apesar de surgir
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração
cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter
sujeito expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser
do caso reto.
Exemplo:
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar. / Não vá
sem eu mandar.
A combinação da preposição "com" e alguns pronomes originou
as formas especiais comigo, contigo, consigo, conosco e
convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos frequentemente
exercem a função de adjunto adverbial de companhia.
Exemplo:
Ele carregava o documento consigo.
As formas "conosco" e "convosco" são substituídas por "com
nós" e "com vós" quando os pronomes pessoais são
reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios,
todos, ambos ou algum numeral.
Exemplo:
Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
Ele disse que iria com nós três.
Pronome Reflexivo
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem como
objeto direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração.
Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo
verbo.
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
Pronomes Reflexivos
Singular Plural
1ª pessoa me; mim nos
2ª pessoa te; ti vos
3ª pessoa se; si; consigo se, si, consigo
Pronomes de Tratamento
Denominam-se pronomes de tratamento certas palavras e
locuções que valem por verdadeiros pronomes pessoais. Embora
designem a pessoa a quem se fala (isto é, a 2ª) esses pronomes
levam o verbo para a 3ª pessoa.
Abreviatura TratamentoUsado para
V.A. Vossa Alteza Príncipes, arquiduques,
duques
V.Em.a Vossa Eminência Cardeais
V.Ex.a Vossa Excelência Altas autoridades do
governo e oficiais
generais das forças
armadas
V.Mag a Vossa
Magnificência
Reitores de universidades
V.M.
V.M.I
Vossa Majestade
Vossa Majestade
Imperial
Reis ou imperadores
Imperadores
V.Ex.aRev.a Vossa Excelência
Reverendíssima
Bispos e arcebispos
V.P. Vossa Paternidade Abades, superiores de
conventos
V.Rev.a
V.Rev.ma
Vossa Reverência
ou
Vossa
Reverendíssima
Sacerdotes
V.S. Vossa Santidade Papa
Sr./Sr.a Senhor/Senhora Tratamento de respeito
Sr.ta Senhorita Mulheres solteiras
V.S Vossa Senhoria Funcionário públicos
graduados, oficiais até
coronel, pessoas de
cerimônia, formalidade na
linguagem escrita.
Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você,
vocês. "O senhor" e "a senhora" são empregados no tratamento
cerimonioso; "você" e "vocês", no tratamento familiar. Você e vocês
sãolargamente empregados no português do Brasil; em algumas regiões,
a forma tu é de uso frequente, em outras, é muito pouco empregada. Já
a forma vós tem uso restrito à linguagem litúrgica, formal ou literária.
a) Vossa Excelência X Sua Excelência : os pronomes de
tratamento que possuem "Vossa (s)" são empregados em
relação à pessoa com quem falamos. O uso de “sua” excelência
é usado para referir-se a terceiros.
Exemplo:
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este
encontro.
Emprega-se "Sua (s)" quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.
b) Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou nos
dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do texto, a
pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, por
exemplo, se começamos a chamar alguém de "você", não
poderemos usar "te" ou "teu". O uso correto exigirá, ainda,
verbo na terceira pessoa.
Exemplo:
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus
cabelos. (correto)
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
cabelos. (correto)
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44
Pronomes Possessivos
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical (possuidor),
acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa possuída).
Exemplo:
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)
Observe o quadro:
Pronomes Possessivos
Singular Plural
1ª pessoa meu(s);
minha(s)
nosso(s);
nossa(s)
2ª pessoa teu(s); tua(s) vosso(s);
vossa(s)
3ª pessoa seu(s); sua(s) seu(s); sua(s)
Note que:
A forma do possessivo depende da pessoa gramatical a que se
refere; o gênero e o número concordam com o objeto possuído.
Exemplo:
Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento
difícil.
Observações:
1 – A forma seu não é um possessivo quando resultar da
alteração fonética da palavra senhor.
Exemplo:
– Muito obrigado, seu José.
2 – Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse.
Podem ter outros empregos, como:
a) indicar afetividade.
Exemplo:
– Não faça isso, minha filha.
b) indicar cálculo aproximado.
Exemplo:
Ele já deve ter seus 40 anos.
c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
Exemplo:
Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
3 – Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o
pronome possessivo fica na 3ª pessoa.
Exemplo:
Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
4 – Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo
concorda com o mais próximo.
Exemplo:
Trouxe-me seus livros e anotações.
5 – Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos
átonos assumem valor de possessivo.
Exemplo:
Vou seguir lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
Pronomes Demonstrativos
Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a posição
de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto. Essa
relação pode ocorrer em termos de espaço, tempo ou discurso.
VARIÁVEIS (pronomes substantivos ou
adjetivos)
INVARIÁVEIS
(sempre
pronomes
substantivos)
Masculino Feminino
este estes Esta estas isto
esse esses Essa essas isso
aquele aqueles aquela aquelas aquilo
No espaço:
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro
está perto da pessoa que fala.
Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o carro está
perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que fala.
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro
está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo.
Exemplos:
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar informações
sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade destinatária).
Reafirmamos a disposição desta universidade em participar no
próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que envia a
mensagem).
No tempo:
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este refere-se
ao ano presente.
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse refere-se a
um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se
referindo a um passado distante.
Também aparecem como pronomes demonstrativos:
O (s), a (s): quando estiverem antecedendo o que e puderem
ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
Exemplo:
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que te
indiquei.)
Mesmo (s), mesma (s):
Exemplo:
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
Próprio (s), Própria (s):
Exemplo:
Os próprios alunos resolveram o problema.
Semelhante(s):
Exemplo:
Não compre semelhante livro.
Tal, tais:
Exemplo:
Talera a solução para o problema.
Em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto por meio
de correspondência, que é uma modalidade escrita de fala),
são particularmente importantes o este e o esse – o
primeiro localiza os seres em relação ao emissor; o segundo,
em relação ao destinatário. Trocá-los pode causar
ambiguidade.
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Note que:
a) Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em construções
redundantes, com finalidade expressiva, para salientar algum termo
anterior.
Exemplo:
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso.
Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte!
b) O pronome demonstrativo neutro o pode representar um termo
ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que aparece,
geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto.
Exemplo:
O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
c) Para evitar a repetição de um verbo anteriormente expresso, é
comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer, chamado, então,
verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes de).
Exemplo:
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse.
Diz-se corretamente:
Não sei que fazer. Ou: Não sei o que fazer.
Mas:
Tenho muito que fazer. (E não: Tenho muito o que fazer.)
d) Em frases como a seguinte, este refere-se à pessoa mencionada
em último lugar, aquele, à mencionada em primeiro lugar.
Exemplo:
O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos: aquele
casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado.]
e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica.
Exemplo:
A menina foi a talque ameaçou o professor?
f) Pode ocorrer a contraçãodas preposições a, de, em com
pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, disso,
nisso, no, etc.
Exemplo:
Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo)
Pronomes Indefinidos
São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso, dando-lhe
sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade indeterminada.
Pronomes indefinidos
Masculino Feminino Invariáveis
algum – alguns alguma – alguns alguém
nenhum – nenhuns nenhuma – nenhuns ninguém
todo – todos toda – todas tudo
outro – outros outra – outras outrem
muito – muitos muita – muitas nada
pouco – poucos pouca – poucas cada
certo – certos certa – certas algo
vário – vários vária – várias
tanto – tantos tanta – tantas
quanto – quantos quanta – quantas
qualquer –
quaisquer
qualquer – quaisquer
Exemplo:
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-plantadas.
Não é difícil perceber que "alguém" indica uma pessoa de
quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano
que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou
não se quer revelar. Classificam-se em:
São locuções pronominais indefinidas:
cada qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que), quem
quer (que), seja quem for, seja qual for, todo aquele (que), tal
qual (=certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, uma ou
outra etc.
Exemplo:
Cada um escolheu o vinho desejado.
Pronomes Relativos
São pronomes relativos aqueles que representam nomes já
mencionados anteriormente e com os quais se relacionam.
Introduzem as orações subordinadas adjetivas.
Exemplo:
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um
grupo racial sobre outros.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros =
oração subordinada adjetiva).
O pronome relativo "que" refere-se à palavra "sistema" e
introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra
"sistema" é antecedente do pronome relativo que.
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome
demonstrativo o, a, os, as.
Exemplo:
Não sei o que você está querendo dizer.
Observe o quadro abaixo:
Pronomes Relativos
Variáveis
Invariáveis
Masculino Feminino
o qual
cujo
quanto
os quais
cujos
quantos
a qual
cuja
quanta
as quais
cujas
quantas
Quem
que
onde
Note que:
a) O pronome que é o relativo de mais largo emprego, sendo
por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído por o qual,
a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for um
substantivo.
Exemplo:
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção.(= o qual)
A cantora que acabou de se apresentar é péssima.(= a qual)
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (=os quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)
b)O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para
verificar se palavras como "que", "quem", "onde" (que podem
ter várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são
usados com referência a pessoa ou coisa por motivo de clareza
ou depois de determinadas preposições:
Exemplo:
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual me
deixou encantado. (O uso de que neste caso geraria
ambiguidade.)
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvidas? (Não
se poderia usar que depois de sobre.)
c) O relativo "que" às vezes equivale a o que, coisa que, e se
refere a uma oração.
Exemplo:
Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a sua
vocação natural.
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d) O pronome "cujo" não concorda com o seu antecedente, mas
com o consequente. Traz noção de posse, na qual o antecedente é o
agente possuidor e o consequente é o objeto possuído.
Exemplo:Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas.
(antecedente) (consequente)
e)"Quanto" é pronome relativo quando tem por antecedente um
pronome indefinido: tanto(ou variações) e tudo:
Exemplo:Emprestei tantos quantos foram necessários.
(antecedente)
Exemplo: Ele feztudo quanto havia falado.
(antecedente)
f) O pronome "quem" refere-se a pessoas e vem sempre precedido
de preposição.
Exemplo:É um professor a quem muito devemos.
(preposição)
g) "Onde", como pronome relativo, sempre possui antecedente e só
pode ser utilizado na indicação de lugar.
Exemplo:
A casa onde morava foi assaltada.
h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em que.
Exemplo:
Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no exterior.
i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:
como (= pelo qual)
Exemplo:
Não me parece correto o modo como você agiu semana passada.
quando (= em que)
Exemplo:
Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
j) Os pronomes relativos permitem reunir duas orações numa só
frase.
Exemplo:
O futebol é um esporte.
O povo gosta muito deste esporte.
O futebol é um esportede que o povo gosta muito.
k) Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode ocorrer
a elipse do relativo que.
Exemplo:
A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria, (que)
fumava.
Pronomes Interrogativos
São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas ou
indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem-se à 3ª
pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes interrogativos:
que, quem, qual (e variações), quanto (e variações).
Exemplo:
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas preferes.
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos
passageiros desembarcaram.
Pronomes Substantivos e Pronomes Adjetivos
Pronomes Substantivos são aqueles que substituem um
substantivo ao qual se referem.
Exemplo:
Nem tudo está perdido. (Nem todos os bens estão perdidos.)
Aquilo me deixou alegre.
Pronomes Adjetivossão aqueles que acompanham o substantivo
com o qual se relacionam, juntando-lhe uma característica.
Exemplo:
Este moço é meu irmão.
Alguma coisa me deixou alegre.
Exemplo:
Muita gente não me entende. (muita = pronome adjetivo
indefinido).
Trouxe o meu ingresso e o teu. ( meu = pronome adjetivo
possessivo / teu = pronome substantivo possessivo).
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1)Assinale a alternativa em que o pronome relativo foi
corretamente empregado.
a) Os monitores são peças fundamentais das pesquisas com as
quais eu colaboro.
b) Os monitores são peças fundamentais das pesquisas de que
eu colaboro.
c) Os monitores são peças fundamentais das pesquisas que eu
colaboro.
d) Os monitores são peças fundamentais cujas pesquisas eu
colaboro.
2)Assinale a alternativa em que o pronome lhe apresenta a
mesma ideia que no período a seguir: “Em vão o jardineiro
tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-
se contra a luz (...)”
a) Tudo lhe era indiferente.
b) Ao amigo não lhe nego ajuda.
c) A jovem namorada arrancou-lhe o coração.
d) Aconteceu-lhe um infortúnio.
e) Roberto não lhe contou a alegria por que passou.
3) O pronome indefinido está em destaque em:
a) “Todos aguardavam sua chegada. E eis! Menos jovial que a
imagem congelada na lembrança.”
b) “Com a lupa em punho, levei um susto: então essa era a cara
de um inseto debaixo da lente?”
c) “A moça para quem entregaria seu coração passara por ele
reluzente; tanta beleza deixava-o tonteado.”
d) “Inclino a cabeça para o segredo que ela vai mecontar; sou
invadida por sentimentos... Alguns são leves; outros, difíceis!”
A classificação dos pronomes em substantivos ou adjetivos
não exclui sua classificação específica.
Ao assumir para si as características do nome que substitui, o
pronome seguirá todas as demais concordâncias (gênero –
número – pessoa do discurso – marca de sujeito inanimado –
marca de situação no espaço).
IMPORTÂNCIA NADA RELATIVA
Não é difícil perceber que os pronomes relativos são
peças fundamentais à boa articulação de frases e textos:
sua capacidade de atuar como pronomes e conectivos
simultaneamente favorece a síntese e evita a repetição
de termos.
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4)Assinale a alternativa em que o uso dos pronomes relativos
está em acordo com a norma culta da Língua Portuguesa.
a) Busca-se uma vida por onde a tolerância seja, de fato,
alcançada.
b) Precisa-se de funcionários com cujo caráter não pairem dúvidas.
c) São pessoas com quem depositamos toda a confiança.
d) Há situações de onde tiramos forças para prosseguir.
e) José é um candidato de cuja palavra não se deve duvidar.
5) Considere os pronomes das frases:
I- Senhor Ministro, gostaria de vos colocar uma pergunta: Sua
Excelência acredita realmente que Vossa Majestade, a rainha,
aceitará as denúncias?
II- Devo alertar-te que, devido à falta de confiança entre mim e
ti, tivemos muitas falhas no ensaio da peça teatral.
III- Pediram para mim marcar a data da viagem ao México, mas
antes quero encontrar os amigos para combinar os detalhes.
Está (ão) de acordo com o padrão culto da língua apenas
a) I e II.
b) II e III.
c) I.
d) II.
6)Assinale a única alternativa em que o pronome relativo onde
está corretamente empregado.
a) Criou-se uma situação embaraçosa, onde as pessoas não
sabiam o que dizer diante da presença do presidente da
empresa.
b) O arqueólogo relatou uma crença, onde se acredita que
alguns homens possuem o poder de se transformar em jaguares
durante a noite.
c) Durante o evento, as pessoas respiravam uma tal felicidade,
onde até o mal humorado do chefe contagiava-se.
d) Não gosto de cidades onde faltam aspectos básicos como
abastecimento regular de água e de eletricidade.
e) O professor nos apresentou uma condição onde o trabalho
não terá sentido.
7)O pronome relativo está empregado incorretamente em:
a) Machado é o autor a quem aprecio muito.
b) A obra da qual o professor falou não conheço.
c) É um homem com as quais opiniões ninguém concorda.
d) Quero que você veja a casa onde se escondem meus sonhos.
8)Em relação ao uso dos pronomes pessoais, todas as
alternativas abaixo estão de acordo com a norma culta da
Língua Portuguesa, exceto em:
a) Vossa Excelência é generoso em dar-me vosso apoio.
b) Amigo, dá-me um cigarro.
c) Pedi-lhe um favor e ainda não tive resposta.
d) Ela nunca te revelou o que sentia.
e) Eles guardam as sobras e dão-nas para o cachorro.
9)Em que alternativa o pronome pessoal foi empregado de
acordo com a norma culta?
a) Convidei ela para sair.
b) Não quero que as crianças saiam com nós.
c) Eu não o vi na festa do clube.
d) Pretendo ajudar vós nas tarefas da escola.
10)"E passou a adorar o Gaudêncio, que a encantava com a sua
palestra..."
A classificação morfológica da palavra sublinhada é idêntica à
encontrada na alternativa:
a) "E foi com o pavor no coração que o rapaz se atirou..."
b) "...aquela porção de alfarrábios que o rodeiam?"
c) "...e a cobrir o colarinho da camisa, o notável professor retirava..."
d) "- Ele não prefere, a mim, aquela porção..."
e) "...o desventurado gramático surpreendeu a mulher nos braços..."
11)Classifica-se como relativo o pronome destacado em:
a) Angustiado, lembrava-se dos momentos difíceis por que passara.
b) Essa noite sonhei com meu amor.
c) Ninguém lhe contou o que aconteceu na festa?
d) Preciso adquirir um livro; mas antes, porém, é necessário
saber seu preço.
12)Assinale a alternativa em que o pronome grifado não
apresenta vício de linguagem.
a) Quando Ana entrou no consultório de Vilma, encontrou-a com
seu noivo.
b) Caro investidor, cuide melhor de seu dinheiro.
c) O professor proibiu que o aluno utilizasse sua gramática.
d) Aída disse a Luís que não concordava com sua reprovação.
e) Você deve buscar seu amigo e levá-lo em seu carro até o
aeroporto.
13)Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas
da frase:
“Este é o autor ___ obra tenho simpatia e ___ gosto muito.”
a) cuja – que
b) de cuja – de que
c) por cuja – de quem
d) cuja a – que
e) por cuja a – de quem
14)A palavra “que” apresenta a função de pronome relativo apenas
em uma das alternativas abaixo. Assinale essa alternativa.
a) Nós é que vamos ganhar esse prêmio.
b) Que linda manhã! Vamos à praia?
c) Colhemos aquilo que plantamos.
d) Chorou tanto que perdeu o fôlego.
e) Tenho que estudar mais um pouco hoje.
15)A presença do pronome relativo possibilita reconhecer
facilmente uma oração subordinada adjetiva. Entretanto, deve-
se atentar para o pronome adequado a ser empregado e para a
regência do verbo da oração subordinada, que determinam a
correta construção do período. Com base nessas informações,
leia os períodos abaixo e, a seguir, responda o que se pede.
I . A pessoa ___________ lhe falei irá procurá-lo ainda hoje.
II . A casa ____________ parede o carro colidiu teve sérios
danos estruturais.
III . O dentista ______ fui encaminhado é um reconhecido
profissional.
IV . O assunto ________ fizeram referência não era de
conhecimento geral.
A alternativa cuja sequência de pronomes e complementos
completem corretamente os períodos na sequência dada é:
a) sobre a qual . contra cuja . para o qual . a que
b) que . cuja . a que . para que
c) de cuja . em que sua . cujo . ao qual
d) de quem . contra qual . ao qual . de que
e) a que . na qual . por quem . que
GABARITO:
1.A 2.C 3.D 4.E 5.D 6.D 7.C 8.A 9.C 10.B 11.A 12.B 13.C 14.C 15.A
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Definição
Palavra que indica a ideia de número, quantidade, ordem
numérica, múltiplo ou fração.
Numeral é a palavra que indica os seres em termos numéricos,
isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa em
determinada sequência.
Exemplo:
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. [quatro:
numeral = atributo numérico de "ingresso"]
Eu quero café duplo, e você? … [duplo: numeral = atributo
numérico de "café"]
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! … [primeira:
numeral = situa o ser "pessoa" na sequência de "fila"]
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que os números
indicam em relação aos seres. Assim, quando a expressão é colocada em
números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata de numerais, mas sim de
algarismos.
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a ideia
expressa pelos números, existem mais algumas palavras
consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção
ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par,
ambos(as), novena.
Classificação dos Numerais
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico. Por
exemplo: um, dois, cem mil etc.
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada.
Por exemplo: primeiro, segundo, centésimo etc.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão
dos seres. Por exemplo: meio, terço, dois quintos etc.
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos seres,
indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada. Por
exemplo: dobro, triplo, quíntuplo etc.
Leitura dos Numerais
Separando os números em centenas, de trás para frente,
obtêm-se conjuntosnuméricos, em forma de centenas e, no
início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos
usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção e.
Exemplo:
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte
e seis.
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
Flexão dos numerais
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma,
dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas
em diante: trezentos/trezentas;
quatrocentos/quatrocentas etc.Cardinais como milhão,
bilhão, trilhão, etc. variam em
número: milhões, bilhões, trilhões, etc. Os demais cardinais
são invariáveis.
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam
em funções substantivas:
Exemplo:
Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de
produção.
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
flexionam-se em gênero e número:
Exemplo:
Teve de tomar doses triplas do medicamento.
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e
número. Observe:
Exemplo:
Um terço/dois terços – uma terça parte / duas terças partes
Os numerais coletivos (ou substantivos numéricos
coletivos) flexionam-se em número. Veja:
Exemplo:
Uma dúzia -> Duas dúzias / Um milheiro -> Dois milheiros
Emprego dos Numerais
Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que
se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a
partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do
substantivo:
Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até
nono e o cardinal de dez em diante:
Exemplo:
Artigo 1.° (primeiro) / Artigo 10 (dez) / Artigo 9.° (nono) /
Artigo 21 (vinte e um)
Ambos/ambas são considerados numerais. Significam "um e
outro", "os dois" (ou "uma e outra", "as duas") e são largamente
empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez
referência.
Exemplo:
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância da
solidariedade. Ambos agora participam das atividades
comunitárias de seu bairro.
Unidade 2 - Morforlogia - classe das palavras
Capítulo 7 - numerais
primeiro segundo milésimo
primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
primeiras segundas milésimas
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7 Apesar de Celso Cunha classificar “metade” como numeral
fracionário, Cegalla considera este vocábulo um substantivo.
Algarismos Numerais
Romanos Arábicos Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários
I 1 um primeiro - -
II 2 dois segundo dobro, duplo,
dúplice
meio/metade7
III 3 três Terceiro triplo, tríplice terço
IV 4 quatro quarto quádruplo quarto
V 5 cinco quinto quíntuplo quinto
VI 6 seis sexto sêxtuplo sexto
VII 7 sete sétimo sétuplo sétimo
VIII 8 oito oitavo óctuplo oitavo
IX 9 nove nono nônuplo nono
X 10 dez décimo décuplo décimo
XI 11 onze undécimo/
décimo primeiro
undécuplo undécimo / onze
avos
XII 12 doze duodécimo/
décimo segundo
duodécuplo duodécimo / doze
avos
XIII 13 treze décimo terceiro - treze avos
XIV 14 quatorze / catorze décimo quarto - quatorze avos
XV 15 quinze décimo quinto - quinze avos
XVI 16 dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
XVII 17 dezessete décimo sétimo - dezessete avos
XVIII 18 dezoito décimo oitavo - dezoito avos
XIX 19 dezenove décimo nono - dezenove avos
XX 20 vinte vigésimo - vinte avos
XXI 21 vinte e um vigésimo primeiro - vinte e um avos
XXX 30 trinta trigésimo - trinta avos
XL 40 quarenta quadragésimo - quarenta avos
L 50 cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos
LX 60 sessenta sexagésimo - sessenta avos
LXX 70 setenta septuagésimo /
setuagésimo
- setenta avos
LXXX 80 oitenta octogésimo - oitenta avos
XC 90 noventa nonagésimo - noventa avos
C 100 cem centésimo cêntuplo centésimo
CC 200 duzentos ducentésimo - ducentésimo
CCC 300 trezentos trecentésimo - trecentésimo
CD 400 quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
D 500 quinhentos quingentésimo - quingentésimo
DC 600 seiscentos seiscentésimo /
sexcentésimo
- seiscentésimo /
sexcentésimo
DCC 700 setecentos septingentésimo /
setingentésimo
- septingentésimo
DCCC 800 oitocentos octingentésimo - octingentésimo
CM 900 novecentos nongentésimo /
noningentésimo
- nongentésimo
M 1.000 mil milésimo - milésimo
_
X
10.000 dez mil dez milésimos - dez milésimos
_
C
100.000 cem mil cem milésimos - cem milésimos
_
D
1.000.000 um milhão milionésimo - milionésimo
_
M
1.000.000.000 um bilhão / bilião bilionésimo bilionésimo
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50
Definição
Palavra invariável que serve de elo entre as frases e orações.
Exemplo:
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as
amiguinhas.
Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
Segurou a boneca | A menina mostrou | Viu as
amiguinhas
Cada informação está estruturada em torno de um verbo:
segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações:
1ª oração: A menina segurou a boneca
2ª oração: e mostrou
3ª oração: quando viu as amiguinhas.
A segunda oração liga-se à primeira por meio do "e", e a
terceira oração liga-se à segunda por meio do quando. As
palavras "e" e “quando” ligam, portanto, orações.
A T E N Ç Ã O
As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem
propriamente uma função sintática: são conectivos.
Classificação da Conjunção
De acordo com o tipo de relação que estabelecem, as
conjunções podem ser classificadas em coordenativas e
subordinativas. No primeiro caso, os elementos ligados pela
conjunção podem ser isolados um do outro. Esse isolamento, no
entanto, não acarreta perda da unidade de sentido que cada um
dos elementos possui. Já no segundo caso, cada um dos
elementos ligados pela conjunção depende da existência do
outro.
Conjunções Coordenativas
São aquelas que ligam orações de sentido completo e
independente ou termos da oração que têm a mesma função
gramatical. Subdividem-se em:
1) Aditivas: ligam orações ou palavras, expressando ideia de
acrescentamento ou adição. São elas: e, nem (= e não), não só…
mas também, não só… como também, bem como, não só…
mas ainda etc.
Exemplo:
A sua pesquisa é clara e objetiva. /Ela não só dirigiu a pesquisa
como também escreveu o relatório.
2) Adversativas: ligam duas orações ou palavras, expressando ideia
de contraste ou compensação. São elas: mas, porém, contudo,
todavia, entretanto, no entanto, não obstante etc.
Exemplo:
Tentei chegar mais cedo, porém não consegui.
3) Alternativas: ligam orações ou palavras, expressando ideia
de alternância ou escolha, indicando fatos que se realizam
separadamente. São elas: ou, ou… ou, ora, já… já, quer…
quer, seja… seja, talvez… talvez, nem, etc.
Exemplo:
Ou escolho agora, ou fico sem presente de aniversário.
4) Conclusivas: ligam à anterior uma oração que expressa
ideia de conclusão ou consequência. São elas: logo, pois
(depois do verbo), portanto, por conseguinte, por isso,
assim, etc.
Exemplo:
Marta estava bem preparada para o teste, portanto não ficou
nervosa.
5) Explicativas:ligam à anterior uma oração que a explica,
que justifica a ideia nela contida. São elas: que, porque, pois
(antes do verbo) , porquanto, etc.
Exemplo:
Não demore, que o filme já vai começar.
Saiba que:
a) As conjunções "e", "antes", "agora", "quando" são
adversativas quando equivalem a "mas".
Exemplo:
Carlos fala, e não faz. / O bom educador não proíbe, antes orienta.
Sou muito bom; agora, bobo não sou. / Foram mal na prova,
quando poderiam ter ido muito bem.
b)"Senão" é conjunção adversativa quando equivale a "mas sim".
Exemplo:
Conseguimos vencer não por protecionismo, senão por capacidade.
c) Das conjunções adversativas, "mas" deve ser empregada
sempre no início da oração: as outras (porém, todavia,
contudo, etc.) podem vir no início ou no meio.
Exemplo:
Ninguém respondeu a pergunta, mas os alunos sabiam a resposta.
Ninguém respondeu a pergunta; os alunos, porém, sabiam a resposta.
d) A palavra "pois", quando é conjunção conclusiva, vem
geralmente após um ou mais termos da oração a que pertence.
Exemplo:
Você o provocou com essas palavras; não se queixe, pois, de seus
ataques.
Quando é conjunção explicativa," pois" vem, geralmente, após um
verbo no imperativo e sempre no início da oração a que pertence.
Exemplo:
Não tenha receio, pois eu a protegerei.
Conjunções Subordinativas
São aquelas que ligam duas orações, sendo uma delas dependente
da outra. A oração dependente, introduzida pelas conjunções
subordinativas, recebe o nome de oração subordinada.
Exemplo:
O baile já tinha começado quando ela chegou.
O baile já tinha começado: oração principal
Quando: conjunção subordinativa
Ela chegou: oração subordinada
As conjunções subordinativas subdividem-se em Integrantese
Adverbiais:
1) Integrantes
Indicam que a oração subordinada por elas introduzida completa ou
integra o sentido da principal. Introduzem orações que equivalem a
substantivos. São elas: que, se.
Exemplo:
Espero que você volte. (Espero sua volta.)
Não sei se ele voltará. (Não sei da sua volta.)
Unidade 2 - Morforlogia - classe das palavras
Capítulo 8 - conjunção
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2) Adverbiais
Indicam que a oração subordinada por elas introduzida exerce a
função de adjunto adverbial da principal. De acordo com a
circunstância que expressam, classificam-se em:
a) Causais: introduzem uma oração que é causa da ocorrência da
oração principal. São elas: porque, que, como (= porque, no
início da frase), pois que, visto que, visto como, uma vez que,
porquanto, já que, desde que, por isso etc.
Exemplo:
Ele não fez a pesquisa porque não dispunha de meios.
Como não se interessa por arte, desistiu do curso.
b) Concessivas: introduzem uma oração que expressa ideia contrária à
da principal, sem, no entanto, impedir sua realização. São elas: embora,
ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por mais
que, por menos que, posto que, conquanto, que etc.
Exemplo:
Embora fosse tarde, fomos visitá-lo.
Eu não desistirei desse plano mesmo que todos me abandonem.
c) Condicionais: introduzem uma oração que indica a hipótese ou a
condição para ocorrência da principal. São elas: se, caso, contanto
que, salvo se, a não ser que, desde que, a menos que, sem
que etc.
Exemplo:
Se precisar de minha ajuda, telefone-me.
Não irei ao escritório hoje, a não ser que haja algum negócio muito
urgente.
d) Conformativas: introduzem uma oração em que se exprime a
conformidade de um fato com outro. São elas: conforme,
como (=conforme), segundo, consoante etc.
Exemplo:
O passeio ocorreu como havíamos planejado.
Arrume a exposição segundo as ordens do professor.
e) Finais: introduzem uma oração que expressa a finalidade ou o
objetivo com que se realiza a principal. São elas: para que, a fim de
que, que, porque (= para que), que etc.
Exemplo:
Toque o sinal para que todos entrem no salão.
Aproxime-se a fim de que possamos vê-lo melhor.
f) Proporcionais: introduzem uma oração que expressa um fato
relacionado proporcionalmente à ocorrência da principal. São elas: à
medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais…
(mais), quanto menos…(menos), quanto menos …(mais),
quanto menos…(menos) etc.
Exemplo:
O preço fica mais caro à medida que os produtos escasseiam.
Quanto mais reclamava menos atenção recebia.
A T E N Ç Ã O
São incorretas as locuções proporcionaisà medida em que,
na medida queena medida em que.
g) Temporais: introduzem uma oração que acrescenta uma
circunstância de tempo ao fato expresso na oração principal. São
elas: quando, enquanto, antes que, depois que, logo que,
todas as vezes que, desde que, sempre que, assim que, agora
que, mal (= assim que) etc.
Exemplo:
A briga começou assim que saímos da festa.
A cidade ficou mais triste depois que ele partiu.
h) Comparativas: introduzem uma oração que expressa ideia de
comparação com referência à oração principal. São elas: como,
assim como, tal como, como se, (tão)… como, tanto como,
tanto quanto, do que, quanto, tal, qual, tal qual, que nem,
que(combinado com menos ou mais) etc.
Exemplo:
O jogo de hoje será mais difícil que o de ontem.
Ele é preguiçoso tal como o irmão.
i) Consecutivas: introduzem uma oração que expressa a
consequência da principal. São elas: de sorte que, de modo que,
sem que (= que não), de forma que, de jeito que, que (tendo
como antecedente na oração principal uma palavra como tal,
tão, cada, tanto, tamanho) etc.
Exemplo:
Estudou tanto durante a noite que dormiu na hora do exame
A dor era tanta que a moça desmaiou.
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1) 1. Escrevia tanto que os dedos adormeciam.
2. Não precisa correr que não estamos atrasados.
3. Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
Os termos destacados dão ideia de:
a) concessão – causa – conformidade
b) consequência – causa – causa
c) proporção – explicação – concessão
d) tempo – causa – consequência
e) consequência – explicação – causa
2) Observe as conjunções subordinativas em destaque nas
frases abaixo com a respectiva classificação entre parênteses.
I. Emborameu pai não estivesse aqui, fiz o trabalho do mesmo
modo. (temporal)
II. Se meu pai estivesse aqui agora, perguntaria a ele seo
trabalho ficou bem-feito. (integrante)
III. Enquantomeu pai estava aqui, fiz o trabalho do modo como
ele me ensinou. (conformativa)
A classificação está correta em
a) I. c) III.
b) II. d) I, II e III.
3) Em “O chão da rua está todo molhado; deve ter, pois,
chovido muito”, a conjunção pois tem o sentido de
a) explicação. d) conclusão.
b) adição. e) causa.
c) oposição.
4) Relacione as colunas de acordo com o valor semântico das
conjunções coordenativas e, em seguida, assinale a alternativa
com a sequência correta.
( ) O político não agiu com lealdade; perdeu, pois, na disputa
para a reeleição.
( ) Não solte balões, que pode causar incêndio.
( ) Choveu vários dias sem parar, por conseguinte houve
enchente no sul.
( ) Ele foi eleito, não obstante suas loucuras não tinham o
apoio da população.
(1) ideia de conclusão (2) ideia de explicação (3) ideia de
adversidade
a) 2, 1, 1, 3 c) 1, 2, 1, 3
b) 3, 2, 1, 1 d) 1, 1, 2, 3
5) Leia as frases abaixo e responda a questão que segue.
I. Como a ponte caiu, não pude seguir viagem.
II. Desde que cheguei, morro de saudade.
III. Tudo aconteceu como planejei.
IV. Serei vitorioso, desde que trabalhe muito.
V. Quanto mais o tempo passa, mais o sonho torna-se
realidade.
As relações expressas pelos termos sublinhadosnas frases
acima são, respectivamente, de
a) conformidade – causa – causa – proporção – condição.
b) causa – tempo – conformidade – condição – proporção.
c) conformidade – proporção – tempo – causa – condição.
d) causa – comparação – conformidade – proporção – condição.
e) condição – conformidade – proporção – causa – tempo.
6) Observe: “Embora os índices de analfabetismo tenham baixado
nos últimos anos, muitos brasileiros são apenas alfabetizados
funcionais. Como afirmam os especialistas, o problema será
solucionado caso haja o investimento em bons projetos
educacionais.”
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As conjunções que aparecem no texto exprimem,
respectivamente, relação de
a) concessão, conformidade, condição.
b) concessão, conformidade, causa.
c) tempo, comparação, finalidade.
d) tempo, comparação, causa.
7) Assinale a alternativa que apresenta ideia equivalente à da
oração grifada a seguir:
“O professor não proíbe, antes estimula as perguntas em aula.”
a) As abelhas não apenas produzem mel e cera, mas ainda
polinizam as flores.
b) Os livros ensinam e divertem.
c) Vestia-se bem, embora fosse pobre.
d) Não aprovo nem permitirei essas coisas.
e) Quis dizer mais alguma coisa e não pôde.
8) Assinale a alternativa cuja sequência enumera corretamente
as conjunções em destaque.
( ) Ela me abordou com tanta violência que eu nem consegui reagir.
( ) Que ela é uma pessoa imprevisível, todo mundo sabe.
( ) Desligue esse rádio agora, que eu quero dormir.
( ) A família tem medo de que ela engravide.
(1) conjunção adverbial consecutiva
(2) conjunção coordenativa explicativa
(3) conjunção integrante
a) 1-2-2-3 c) 2-1-3-1
b) 1-3-2-3 d) 3-2-1-2
9) Em “Não sei, sequer, se me viste...” a alternativa que
classifica corretamente a palavra em destaque é
a) conjunção subordinativa condicional.
b) conjunção substantiva subjetiva.
c) conjunção subordinativa temporal.
d) conjunção coordenativa explicativa.
e) conjunção subordinativa integrante.
10) Observe: “A educação encontrou seu caminho e começa a
trilhá-lo, mas a marcha é longa, pois o atraso é centenário.”
No período acima, a conjunção destacada tem sentido
a) explicativo e pode ser substituída por porque.
b) adversativo e pode ser substituída por porém.
c) conclusivo e pode ser substituída por logo.
d) alternativo e pode ser substituída por ou.
11) Leia a frase abaixo e assinale a alternativa que substitui
corretamente a oração grifada.
“Vejo que sabes tanto quanto nós, se bem que tenhas estado no
local dos acontecimentos.”
a) “..., porque tenhas estado no local dos acontecimentos.”
b) “..., porquanto tenhas estado no local dos acontecimentos.”
c) “..., posto que tenhas estado no local dos acontecimentos.”
d) “..., para que tenhas estado no local dos acontecimentos.”
e) “..., sem que tenhas estado no local dos acontecimentos.”
12) Ligue os pensamentos nos períodos abaixo, usando a
conjunção coordenativa indicada e, a seguir, assinale a
alternativa com a sequência correta.
I- Está chovendo. Levarei o guarda-chuva. (conclusiva)
II- O dia escureceu. Não choveu. (adversativa)
III- Era noite. A Lua brilhava no céu estrelado. (aditiva)
a) pois – mas – porém
b) logo – entretanto – e
c) todavia – e – portanto
d) por conseguinte – pois – e
13) O desafio consiste em garantir o abastecimento às grandes
cidades brasileiras nos próximos anos, uma vez que é previsto
crescimento populacional e, consequentemente, aumento das
demandas de consumo. A conjunção em negrito
a) conecta orações integrantes.
b) inicia uma oração coordenativa.
c) expressa causa.
d) denota finalidade
e) é indicadora de explicação
14) Assinale a alternativa que NÃO apresenta conjunção
coordenativa adversativa.
a) Ela gostava de música, todavia não quis aprender violão.
b) Houve planejamento; logo, tudo ocorreu a contento.
c) Este é um país rico, porém a maior parte de seu povo é
pobre.
d) Era uma excelente oradora; considerava-se, entretanto, muito tímida.
15) Identifique a alternativa correta quanto à classificação das
palavras em negrito e sublinhadas, na ordem em que aparecem,
presentes no trecho de O Apólogo, de Machado de Assis:
“Não sei se disse que isto se passava em casa de uma
baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás
dela.” [...]
a) conjunção integrante, conjunção integrante, conjunção final.
b) conjunção integrante, conjunção integrante, pronome
relativo.
c) conjunção condicional, conjunção causal, conjunção integrante.
d) pronome relativo, conjunção integrante, conjunção
integrante.
e) conjunção condicional, pronome relativo, pronome relativo.
GABARITO:
1.E 2.B 3.D 4.C 5.B 6.A 7.E 8.B 9.E 10.B 11.C 12.B 13.C 14.B 15.B
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Definição
Palavra invariável que faz a ligação de termos, estabelecendo
dependência entre eles. Exemplo: Pista de corrida.
Preposição é a palavra que estabelece uma relação entre
dois ou mais termos da oração. Essa relação é do tipo
subordinativa, ou seja, entre os elementos ligados pela
preposição não há sentido dissociado, separado,
individualizado; ao contrário, o sentido da expressão é
dependente da união de todos os elementos que a preposição
vincula.
Exemplo:
Os amigos de João estranharam o seu modo de vestir.
[amigos de João / modo de vestir: elementos ligados pela
preposição de]
Esse tipo de relação é considerada uma conexão, em que os
conectivos cumprem a função de ligar elementos. A
preposição é um desses conectivos e se presta a ligar
palavras entre si num processo de subordinação denominado
regência.
Diz-se regência devido ao fato de que, na relação
estabelecida pelas preposições, o primeiro elemento –
chamado antecedente – é o termo que rege, que impõe um
regime; o segundo elemento, por sua vez – chamado
consequente – é o termo regido, aquele que cumpre o
regime estabelecido pelo antecedente.
Exemplo:
A hora das refeições é sagrada.
hora das refeições: elementos ligados por preposição
de + as = das: preposição (+artigo)
hora: termo antecedente = rege a construção "das refeições"
refeições: termo consequente = é regido pela construção
"hora da"
As preposições são palavras invariáveis, pois não sofrem
flexão de gênero, número ou variação em grau como os
nomes, nem de pessoa, número, tempo, modo, aspecto e voz
como os verbos. No entanto, em diversas situações as
preposições se combinam a outras palavras da língua
(fenômeno da contração) e, assim, estabelecem uma
relação de concordância em gênero e número com essas
palavras às quais se ligam. Mesmo assim, não se trata de
uma variação própria da preposição, mas sim da palavra com
a qual ela se funde.
Exemplo:
de + o = do
por + a = pela
em + um = num
As preposições podem introduzir:
a) Complementos Verbais
Exemplo:
Eu obedeço "aos meus pais".
b) Complementos Nominais
Exemplo:
Continuo obediente "aos meus pais".
c) Locuções Adjetivas
Exemplo:
É uma pessoa "de valor".
d) Locuções Adverbiais
Exemplo:
Tive de agir "com cautela".
e) Orações Reduzidas
Exemplo:
"Ao chegar", comentou sobre o fato ocorrido.
Classificação das Preposições
As palavras da Língua Portuguesa que atuam exclusivamente como
preposição são chamadaspreposições essenciais ou preposições
simples. São elas: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em,
entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás.
Observações:
1) A preposição após, acidentalmente, pode ser advérbio, com
a significação de atrás, depois.
Exemplo:
Os noivos passaram, e os convidados os seguiram logo após.
2)Trás, modernamente, só se usa em locuções adverbiais e
prepositivas: por trás, para trás, para trás de. Como
preposição simples, aparece, por exemplo, no antigo ditado:
Exemplo:
Trás mim virá quem bom me fará.
3)Até pode ser palavra denotativa de inclusão.
Exemplo:
Os ladrões roubaram-lhe até a roupa do corpo.
Há palavras de outras classes gramaticais que, em
determinadas situações, podem atuar como preposições. São,
por isso, chamadas preposições acidentais:
Exemplo:
Como (= na qualidade de), conforme (= de acordo com),
segundo (= conforme), consoante (= conforme), durante, salvo,
fora, mediante, tirante, exceto, senão, visto (=por).
Saiba que:
As preposições essenciais regem sempre a forma oblíqua
tônica dos pronomes pessoais:
Exemplo:
Não vá sem mim à escola.
As preposições acidentais, por sua vez, regem a forma reta
desses mesmos pronomes:
Exemplo:
Todos, exceto eu, preferem sorvete de chocolate.
Locução Prepositiva
É o conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma
preposição. A última palavra dessas locuções é sempre uma preposição.
Unidade 2 - Morforlogia - classe das palavras
Capítulo 9 - preposição
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Principais locuções prepositivas:
abaixo de
acerca de
à custa de
acima de
a despeito de
adiante de
a fim de
além de
antes de
ao invés de
ao lado de
ao longo de
ao redor de
a par de
a par com
apesar de
a respeito de
atrás de
através de
de acordo com
de encontro a
debaixo de
de cima de
defronte de
dentro de
depois de
diante de
embaixo de
em cima de
em fase de
em frente a
em frente de
em lugar de
em redor de
em torno de
em vez de
em via de
graças a
junto a
junto com
junto de
para baixo de
para cima de
para com
perto de
por baixo de
por causa de
por cima de
por detrás de
por diante de
por entre
por detrás de
por sobre
sob pena de
Combinação e Contração da Preposição
Quando as preposições a, de, em e per unem-se a certas
palavras, formando um só vocábulo, essa união pode ser por:
Combinação: ocorre quando a preposição, ao unir-se a outra
palavra, mantém todos os seus fonemas.
Exemplo:
preposição a + artigo masculino o = ao
preposição a + artigo masculino os = aos
Contração:ocorre quando a preposição sofre modificações na sua
estrutura fonológica ao unir-se a outra palavra. As preposições de e em,
por exemplo, formam contrações com os artigos e com diversos
pronomes.
Veja:
Do Dos Da Das
Num Nuns Numa Numas
Disto Disso Daquilo
Naquele Naqueles Naquela Naquelas
Observe outros exemplos:
em + a = na / em + aquilo = naquilo
de + aquela = daquela / de + onde = donde
Observação:
As formas pelo, pela, pelos, pelas resultam da contração da antiga
preposição per com os artigos definidos.
Exemplo:
per + o= pelo
Encontros Especiais
A contração da preposição a com os artigos ou pronomes
demonstrativos a, as ou com o "a" inicial dos pronomes
aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo resulta numa fusão
de vogais a que se chama de crase – que deve ser assinalada
na escrita pelo uso do acento grave.
Exemplos:
a + a = à
às – àquela – àquelas – àquele – àqueles – àquilo
Principais Relações estabelecidas pelas Preposições
Autoria – Esta música é de Roberto Carlos.
Lugar – Estou em casa.
Tempo – Eu viajei durante as férias.
Modo ou conformidade – Vamos escolher por sorteio.
Causa – Estou tremendo de frio
Assunto – Não gosto de falar sobre política.
Fim ou finalidade – Eu vim para ficar
Instrumento – Paulo feriu-se com a faca.
Companhia – Hoje vou sair com meus amigos.
Destino ou direção – Olhe para frente!
Meio – Voltarei a andar a cavalo.
Matéria – Devolva-me meu anel de prata.
Posse – Este é o carro de João.
Oposição – O Flamengo jogou contra Fluminense.
Conteúdo – Tomei um copo de (com) vinho.
Preço – Vendemos o filhote de nosso cachorro a (por) R$ 300,
00.
Origem – Você descende de família humilde.
Especialidade – João formou-se em Medicina.
Preposições, leitura e produção de textos
A referência constante às preposições quando se
estuda a Língua Portuguesa demonstra a importância
que elas possuem na construção de frases e textos
eficientes. As relações que as preposições estabelecem
entre as apartes do discurso são tão diversificadas
quanto imprescindíveis; seja em textos narrativos,
descritivos ou dissertativos, noções como tempo,
lugar, causa, assunto, finalidade e outras costumam
participar da construção da coerência textual e da
obtenção dos efeitos de sentido discursivos.
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Definição
Palavra ou expressão que exterioriza emoção ou sentimento.
Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções,
sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o
interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que,
para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas
mais elaboradas.
Exemplo:
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua
raiva se traduz numa palavra: Droga!Ele poderia ter dito: – Estou
com muita raiva de você! Mas usou simplesmente uma palavra. Ele
empregou a interjeição Droga!
As sentenças da língua costumam se organizar de forma lógica: há
uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui em posições
adequadas a cada um deles. As interjeições, por outro lado, são uma
espécie de "palavra-frase", ou seja, há uma ideia expressa por uma
palavra (ou um conjunto de palavras – locução interjetiva) que
poderia ser colocada em termos de uma sentença.
Exemplo:
Bravo! Bis!
Bravo e bis: interjeição
Sentença (sugestão): "Foi muito bom! Repitam!"
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé…
Ai: interjeição
Sentença (sugestão): "Isso está doendo!" ou "Estou com dor!"
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que não há uma
ideia organizada de maneira lógica, como são as sentenças da língua,
mas sim a manifestação de um suspiro, um estado da alma
decorrente de uma situação particular, um momento ou um contexto
específico.
Exemplo:
Ah, como eu queria voltar a ser criança!
Ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
O significado das interjeições está vinculado à maneira como
elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita o
sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de
enunciação.
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
a) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria,
tristeza, dor, etc.
Exemplo:
Você faz o que no Brasil?
Eu? Eu negocio com madeiras.
Ah, deve ser muito interessante.
b) Sintetizar uma frase apelativa
Exemplo:
Cuidado! Saia da minha frente.
As interjeições podem ser formadas por:
a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
b)palavras: Oba!, Olá!, Claro!
c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora
bolas!
Classificaçãodas Interjeições
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
Advertência: Cuidado!, Devagar!,
Calma!, Sentido!, Atenção!, Olha!,
Alerta!
Afugentamento: Fora!, Passa!,
Rua!, Xô!
Alegria ou Satisfação: Oh!,
Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
Animação ou Estímulo:
Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!,
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
Aplauso ou Aprovação: Bravo!,
Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
Concordância: Claro!, Sim!, Pois
não!, Tá!, Hã-hã!
Repulsa ou Desaprovação:
Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!,
Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!,
Chega!, Basta!, Ora!
Desejo ou Intenção: Oh!,
Pudera!, Tomara!, Oxalá!
Desculpa: Perdão!
Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de
mim!, Que pena!, Ah!, Oh!, Eh!
Dúvida ou Incredulidade:
Qual!, Qual o quê!, Hum!,
Epa!, Ora!
Espanto ou Admiração: Oh!,
Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!,
Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!,
Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
Impaciência ou
Contrariedade: Hum!, Hem!,
Irra!, Raios!, Diabo!, Puxa!,
Pô!, Ora!
Pedido de Auxílio: Socorro!,
Aqui!, Piedade!
Saudação, Chamamento ou
Invocação: Salve!, Viva!, Adeus!,
Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!,
Socorro!, Valha-me, Deus!
Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
Terror ou Medo: Credo!,
Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
Locução Interjetiva
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma expressão
com sentido de interjeição.
Exemplo:
Ora bolas! Quem me dera!
Virgem Maria! Meu Deus! Ó de casa!
Ai de mim! Valha-me Deus!
Graças a Deus! Alto lá! Muito bem!
1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas.
Exemplo:
Ué! = Eu não esperava por essa!
Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu tom
exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais
podem aparecer como interjeições.
Exemplo:
Viva! Basta! (Verbos)
Fora! Francamente! (Advérbios)
3) A interjeição pode ser considerada uma "palavra-frase" porque
sozinha pode constituir uma mensagem.
Exemplo:
Socorro!
Ajudem-me!
Silêncio!
Fique quieto!
Unidade 2 - Morforlogia - classe das palavras
Capítulo 10 - interjeições
Saiba que:
As interjeições são palavras invariáveis, isto é, não sofrem
variação em gênero, número e grau como os nomes, nem de
número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os verbos.
No entanto, em uso específico, algumas interjeições sofrem
variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que não se
trata de um processo natural dessa classe de palavra, mas tão
só uma variação que a linguagem afetiva permite. Exemplos:
oizinho, bravíssimo, até loguinho.
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4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas,
que exprimem ruídos e vozes.
Exemplo:
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof!
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo "ó" com a sua
homônima "oh!", que exprime admiração, alegria, tristeza, etc.
Faz-se uma pausa depois do" oh!" exclamativo e não a fazemos
depois do "ó" vocativo.
Exemplo:
"Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!" (Olavo Bilac)
Oh! a jornada negra!" (Olavo Bilac)
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas de
palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no
diminutivo ou no superlativo.
Exemplo:
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho!
Interjeições, leitura e produção de textos
Usadas com muita frequência na língua falada informal,
quando empregadas na língua escrita, as interjeições
costumam conferir-lhe certo tom inconfundível de
coloquialidade. Além disso, elas podem muitas vezes indicar
traços pessoais do falante – como a escassez de vocabulário,
o temperamento agressivo ou dócil, até mesmo a origem
geográfica. É nos textos narrativos – particularmente nos
diálogos – que comumente se faz uso das interjeições com o
objetivo de caracterizar personagens e, também, graças à
sua natureza sintética, agilizar as falas. Natureza sintética e
conteúdo mais emocional do que racional fazem das
interjeições presença constante nos textos publicitários.
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57
Definição
A análise sintática examina a estrutura do período, divide e
classifica as orações que o constituem e a função sintática de
cada termo da oração.
Agora, referimo-nos a sujeito, adjunto adverbial, objeto direto e
indireto, complemento nominal, aposto, vocativo, predicado,
entre outros.
Para melhor entendermos o que foi dito, tomemos como
exemplo a seguinte oração:
O dia está ensolarado
Agora faremos a análise morfológica de todos os seus termos:
O – artigo | Dia – substantivo | Está – verbo (estar) |
Ensolarado – adjetivo
Quanto à análise sintática, temos:
O dia – Sujeito simples
Está ensolarado – predicado nominal, pois o verbo proposto denota
estado, logo é um verbo de ligação.
Ensolarado – predicativo do sujeito, pois revela uma
característica (qualidade) do sujeito.
Podemos perceber que, quando se trata da análise morfológica, os
termos da oração são analisados passo a passo; já na análise
sintática, eles são analisados de acordo com a posição e a função
desempenhada.
1. Termos Essenciais da Oração
Sujeito
Simples
Composto
Indeterminado
Oculto/Elíptico/Desinencial
Inexistente/Oração sem sujeito
Predicado
Nominal
Verbal
Verbo-nominal
No predicado
– Às vezes
Predicativo (sintaxe)
Do Sujeito
Do Objeto
– Sempre
Verbo (morfologia)
De Ligação
Transitivo Direto
Transitivo Indireto
Intransitivo
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 1 - Introdução
2. Termos Integrantes da Oração
Complemento Nominal
Complemento Verbal
Objeto Direto
Objeto direto preposicionado
Objeto direto pleonástico
Objeto indireto
Objeto indireto pleonástico
Agente da Passiva
3. Termos Acessórios da Oração
Adjunto Adnominal
Adjunto Adverbial
Aposto
Vocativo
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Sujeito
Termo sobre o qual se declara algo. Observe que é considerado
essencial na oração (só não ocorre na oração sem sujeito);
normalmente, o verbo concorda com o sujeito, então, tente
primeiro identificar o verbo – é uma boa dica para você não
errar na classificação.
1)Simples: apresenta um único núcleo.
“Jorge tirava as luvas, calado.” (núcleo do sujeito = Jorge)
“A amiga da minha irmã faz bolos deliciosos.” (núcleo do sujeito = amiga)
2)Composto: apresenta dois ou mais núcleos.
“Àquela hora D. Felicidade e Luísa chegavam ao Passeio.” (núcleos
do sujeito = D. Felicidade e Luísa)
“André, Marcos e Letícia conversaram sobre a viagem.” (núcleos do
sujeito = André, Marcos e Letícia)
3) indeterminado: esta classificação ocorre ou porque o emissor
não quer identificá-lo ou porque não se sabe, precisamente, quem é
ele; informa-se a ação feita por esse sujeito.
“Cortaram-me o cabelo… – murmurou tristemente.”
“No Rocio, sob as árvores, passeava-se; pelos bancos gente parecia dormitar…”
Observe as estruturas das orações com sujeito indeterminado:
a) Verbo na 3ª pessoa do plural (sem referência a sujeito no
contexto)
b) Verbo na 3ª pessoa do singular + se (verbo não transitivo direto –
índice de indeterminação do sujeito)
Importante notar que o verbo da 2ª estrutura não poderá ser
VTD. O motivo é simples: a estrutura VTD + SE forma VOZ
PASSIVA SINTÉTICA – assunto abordado posteriormente;
mas, você já pode guardar essa informação: na voz passiva, o
objeto direto (complemento verbal) passarásempre a sujeito
paciente. Essa é a característica principal da voz passiva;
portanto, se o objeto será o sujeito, não se pode falar em
sujeito indeterminado – ele será paciente (não faz ação),
simples ou composto.
Exemplos:
Come-se muito nesse restaurante. ≠ Come-se muito peixe nesse
restaurante.
Na primeira oração, há sujeito indeterminado, pois o verbo
“comer” é usado como intransitivo. Já na segunda oração, há
voz passiva sintética, logo, o sujeito é “peixe”.
4)Oculto, elíptico ou desinencial (não consta na NGB –
Nomenclatura Gramatical Brasileira): ocorre quando a
terminação verbal ou a coesão frasal indica o sujeito não
expresso na oração.
Exemplos:
“Pelas três da tarde, Juliana entrou na cozinha e atirou-se para uma
cadeira, derreada.”
Sabemos, pelo contexto, que foi “Juliana” quem se atirou na cadeira,
certo? “Juliana” será sujeito simples para o verbo entrar. E o sujeito
do verbo atira-se? Subentende-se; por isso é chamado elíptico.
O sujeito simples, o composto e o oculto, na Gramática, são
chamados determinados.
5)Oração sem Sujeito (sujeito inexistente)
Ocorre quando não podemos atribuir a nenhum ser a informação
contida no predicado. Nesse caso, o verbo é chamado de impessoal
e o sujeito é inexistente. Ocorre nos seguintes casos:
a) Com o verbo haver significando existir
Exemplos:
Há 10 alunos na sala. / Havia muitos problemas com a nova gestão. /
Houve elogios ao novo modelo.
I M P O R T A N T E
O verbo existir possui sujeito:
Exemplo:
Existem gatos no telhado. (“Gatos” é o sujeito).
I M P O R T A N T E
O verbo existir não é impessoal.
b) Com os verbos ser, estar, ir e fazer indicando tempo cronológico
ou fenômenos meteorológicos.
Exemplos:
Está frio. / É inverno na cidade. / Faz cinco anos que não a vejo.
c) Verbos que indicam fenômenos da natureza em sentido
denotativo: chover, anoitecer, nevar, trovejar…
Exemplos:
Venta muito aqui. / Trovejou na noite escura. / Anoitecia no vilarejo.
I M P O R T A N T E
Se o verbo que indica fenômeno da natureza for empregado no sentido
figurado, então haverá sujeito:
Exemplo:
Chovem alegrias naquela casa. (“Alegrias” é o sujeito).
Predicado
É toda a informação que está além da composição do sujeito.
Predicado Verbal
É aquele que indica ação. O núcleo (palavra mais importante) do
predicado verbal é o verbo significativo, pois trás em si uma ideia de
ação (transitivo ou intransitivo).
Exemplo:
Aquele menino brincava com uma pipa.
Sujeito = aquele menino
Núcleo do Suj. = menino
Predicado = brincava com uma pipa
Núcleo do predicado = brincava
Mais exemplos:
O professor já corrigiu as provas.
O Brasil foi descoberto por Cabral.
O viajante caminhava pela estrada.
A árvore pertence ao mundo da natureza.
Predicado Nominal
É aquele que informa um estado do sujeito. Nesse tipo de
predicado aparece sempre o verbo de ligação e o predicativo
do sujeito (tudo que se fala do sujeito). O núcleo do predicado
nominal é o predicativo do sujeito.
Exemplo:
A prova era difícil.
Sujeito = a prova
Núcleo de sujeito = prova
Predicado = era difícil
Núcleo do predicado nominal = difícil.
Mais exemplos:
Os parlamentares estavam ansiosos.
Aquele aluno era problemático.
Todos permaneceram calados.
Ela parecia triste.
Predicado Verbo-nominal
Informa ação e estado.
O núcleo do Predicado Verbo-nominal é o verbo e o predicativo
(nome). O predicado Verbo-nominal não possui verbo de ligação.
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 2 - termos essenciais da oração
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Exemplo:
A criança brincava distraída.
Sujeito = a criança
Predicado = brincava distraída.
Núcleo do Predicado = brincava/distraída
Mais Exemplos:
O dentista voltou sério.
A chuva caía fina
O soldado chegou cansado.
Predicativo
Predicativo do Sujeito
É o termo ou expressão que complementa o sujeito, conferindo-lhe
ou um atributo ou uma referência. A formação do predicativo do
sujeito pode ser feita através de um substantivo, ou adjetivo, ou
pronome, ou numeral, ou ainda uma oração substantiva
predicativa.
Exemplo:
Paciência e respeito são virtudes ignoradas nos dias de hoje.
(Predicativo: substantivo)
As crianças pareciam envergonhadas aos olhos do viajante.
(Predicativo: adjetivo)
O meu medo sempre foi que ela me encontrasse aqui.
(Predicativo: oração substantiva adjetiva)
Predicativo do Objeto
O predicativo do objeto nos informa alguma coisa a respeito do
objeto (complemento do verbo). Apenas o verbo chamar pode
criar um “predicativo do objeto indireto”. Em todos os outros
casos, o predicativo do objeto ocorrerá com verbos transitivos
diretos de noção acusativa. Confira os exemplos no quadro
abaixo:
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1) Observe:
I. Precisou-se de novos professores para elaborar a prova.
II. Ninguém se candidatou à presidência do grêmio.
Quanto à classificação dos sujeitos das orações acima, é correto
afirmar que
a) em I e II, os sujeitos são ocultos.
b) em I e II, os sujeitos são indeterminados.
c) em I, o sujeito é simples e determinado (novos professores)
e, em II, o sujeito é indeterminado.
d) Em I, o sujeito é indeterminado e, em II, o sujeito é simples:
ninguém.
2) O tipo de sujeito presente na oração “Todas as profissões
têm sua visão do que é felicidade” é :
a) Sujeito oculto. d) sujeito composto.
b) Sujeito indeterminado. e) Oração sem sujeito.
c) Sujeito simples.
3) Leia:
“Da chaminé de tua casa
Uma a uma
Vão brotando as estrelinhas...”
No texto acima, o sujeito é classificado como
a) oculto. c) composto.
b) simples. d) indeterminado.
4) Assinale a alternativa correta quanto à classificação do
sujeito, respectivamente, para cada uma das orações abaixo.
– Choveu pedra por no mínimo 20 minutos.
– Vende-se este imóvel.
– Fazia um frio dos diabos naquele dia.
a) indeterminado, inexistente, simples
b) oculto, simples, inexistente
c) inexistente, inexistente, inexistente
d) oculto, inexistente, simples
e) simples, simples, inexistente
5) Leia:Nos últimos tempos, a ocorrência de brigas tem
prejudicado o aprendizado dos alunos.
Assinale a alternativa que apresenta o sujeito do período acima
e sua classificação.
a) últimos tempos – sujeito determinado simples
b) a ocorrência de brigas – sujeito determinado simples
c) a ocorrência de brigas – sujeito determinado composto
d) o aprendizado dos alunos – sujeito determinado composto
6) Coloque certo (C) ou errado (E) para a classificação do
sujeito e, a seguir, assinale a sequência correta.
1 – ( ) A guerra do Vietnã é retratada no filme Corações e
Mentes. (composto)
2 – ( ) A pobreza leva multidões a migrar para nações ricas.
(simples)
3 – ( ) Choveram idéias no debate sobre ecologia. (oração sem
sujeito)
4 – ( ) Perguntaram por você na balada. (indeterminado)
a) E-C-E-C c) C-E-E-C
b) E-C-C-E d) C-E-C-E
7) Leia o trecho abaixo e responda a questão a seguir.
“Pobre velha música!
Não sei por que agrado,
Enche-se de lágrimas
Meu olhar parado.”
O sujeito de “enche-se”, no 3º verso é
a) pobre velha música d) música
b) lágrimas e) eu
c) meu olhar parado
8) Assinale a alternativa em que há oração sem sujeito.
a) Trabalha-se demais no Japão.
b) Pescam-se dourados nos grandes rios.
c) Faz invernos rigorosos na Alemanha.
d) Ninguém encontrou os objetos perdidos.
9) A classificação do sujeito está incorreta na alternativa:
a) Jamais se divulgarão essas informações. (determinadosimples)
b) Choveram telegramas de apoio ao prefeito. (indeterminado)
c) Não dormimos bem com este calor insuportável. (determinado oculto)
d) Como nós e os cientistas aceitaremos a existência de vida em
outro planeta? (determinado composto)
10) Em “Tratava-se de um assunto importantíssimo, e os
sócios não podiam ignorar o problema.”, o sujeito da oração em
destaque recebe a classificação sintática de
a) simples. c) indeterminado
b) composto. d) inexistente.
GABARITO:
1.D 2.C 3.B 4.E 5.B 6.A 7.B 8.C 9.B 10.C
Sujeito V.T.D. O.D. Predicativo do Objeto
Eu acho Fernanda bonita.
O juiz julgou o réu inocente.
Todos consideram João inteligente.
O motoqueiro chamou o motorista de idiota.
O supervisor nomeou a funcionária gerente.
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Verbos Transitivos
São aqueles que não trazem em si a ideia completa da ação,
necessitam de outro termo para completar o seu sentido. Esse outro
termo é chamado de complemento verbal.
Os verbos transitivos podem ser:
Transitivos Diretos
Transitivos Indiretos
Transitivos Diretos e Indiretos
Transitivo Direto (V.T.D.)
Existe uma transição direta entre a ação e o complemento, não existe
nenhuma “ponte” (preposição).
Exemplo:
Poucos viram o cometa Halley.
Viram: verbo transitivo direto
O cometa Halley: objeto direto
Exemplo:
Os feirantes tiveram lucro.
Tiveram: verbo transitivo direto
Lucro: objeto direto
Transitivo Indireto (V.T.I.)
A ação transita indiretamente para o complemento, ou seja, ela
precisa de uma “ponte”, uma ligação. Essa ligação é feita através da
preposição.
Exemplo:
Todos nós precisamos de respeito.
Precisamos: verbo transitivo indireto
De respeito: objeto indireto
Exemplo:
Eu acredito em Deus.
Acredito: verbo transitivo indireto
Em Deus: objeto indireto
Transitivo Direto e Indireto (V.T.D.I.)
A ação transita para o complemento direta e indiretamente. Ou seja,
existem dois complementos, um sem “ponte” (preposição) e outro
com “ponte” (preposição).
Exemplo:
As crianças receberam elogios de seus pais.
Receberam: VTDI
Elogios: objeto direto
De seus pais: objeto indireto
Exemplo:
Ele entregou o prêmio ao amigo.
Entregou: VTDI
O prêmio: objeto direto
Ao amigo: objeto indireto
Se um verbo pede dois complementos, um deve ser OD e o outro OI.
Veja as construções com o verbo “informar”.
Exemplo:
Informei ao deputado os seus compromissos.
Informei – VTDI / ao deputado – OI / os seus compromissos – OD
Informei o deputado de (ou sobre) seus compromissos.
Informei – VTDI / o deputado (OD) / de (ou sobre) seus
compromissos – OI
Informei-o sobre seus compromissos ou Informei-lhe seus
compromissos.
Assim, são erradas as construções:
Informei ao deputado sobre seus compromissos / Informei-lhe sobre
seus compromissos (dois OI);
Informei-o deputado os seus compromissos / Informei-o os seus
compromissos (dois OD).
Verbo Intransitivo
São verbos que não precisam de complementos.
Exemplos:
Ele morreu. / A criança chora. / As folhas caem.
Verbos de Ligação
São verbos que não indicam ação, e sim estado. Não são
considerados verbos significativos por não trazerem nenhuma
informação nova que se acrescenta ao sujeito. São eles: ser, estar,
parecer, permanecer, ficar, continuar.
Exemplos:
O garoto permaneceu calado. / Ela ficou bonita. / Ele vive perfumado.
/ Juliocontinua doente.
OBSERVAÇÃO!
Um mesmo verbo pode aparecer como transitivo ou intransitivo.
Exemplo:
A criança dormiu. (verbo intransitivo)
A criança dormiu um sono tranquilo. (aqui o verbo “dormir” é
transitivo direto, e “um sono tranquilo” objeto direto)
Um mesmo verbo pode aparecer como intransitivo ou de
ligação.
Exemplo:
Ele anda todas as manhãs. (ação)
Ele anda nervoso. (estado)
Também é comum o verbo “andar”, com o sentido de “tem
estado” como verbo de ligação.
Exemplo:
Ele anda doente (ele tem estado doente).
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 3 - transitividade verbal
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Definição
Certos verbos ou nomes presentes numa oração não possuem
sentido completo em si mesmos. Sua significação só se
completa com a presença de outros termos, chamados
integrantes. São eles:
Complemento Nominal
Complemento Verbal
Agente da Passiva
Complemento Nominal
Termo da oração que completa o sentido de um substantivo, adjetivo
ou advérbio. Todo o complemento nominal é preposicionado.
Exemplos:
O povo tinha necessidade de alimentos.
Necessidade: substantivo
De alimentos: complemento nominal
Exemplos:
Tenho saudades de Luísa.
Saudades: substantivo
De Luísa: CN
Exemplos:
Estou desgostoso com vocês.
Desgostoso: adjetivo
Com vocês: CN
Exemplos:
Ela estava consciente de tudo.
Consciente: adjetivo
De tudo: CN
Exemplos:
A lembrança do passadomartelava-lhe na cabeça.
Lembrança: substantivo
Do passado: CN
Exemplos:
O porão da casa estava cheio de brinquedos.
Cheio: adjetivo
De brinquedos: CN
Exemplos:
Nada faremos relativamente a esse caso.
Relativamente: advérbio
A esse caso: CN
O B S E R V A Ç Ã O
O complemento nominal representa o recebedor, o paciente, o
alvo da declaração expressa por um nome. É regido pelas
mesmas preposições do objeto indireto. Difere deste apenas
porque, em vez de complementar verbos, complementa nomes
(substantivos, adjetivos) e alguns advérbios em -mente.
Um grande número de nomes que pedem complemento nominal
são substantivos abstratos derivados de verbos significativos.
a queima de fogos. = queimar os fogos / necessidade de
amor = necessitar de amor / conclusão do projeto = concluir
o projeto
O complemento nominal pode ainda ser representado por um
pronome oblíquo. Nesse caso, a preposição está implícita no pronome.
Exemplos: Caminhar a pé lhe era saudável. = Caminhar a pé
era saudável a ele
Complemento Nominal x Adjunto Adnominal
Não é difícil compreender-se a distinção de emprego entre esses
dois termos da oração. A diferença básica entre eles é a
essencialidade de um (complemento nominal) e acidentalidade
do outro (adjunto adnominal). Vejamos:
Complemento nominal – É imprescindível para o sentido da oração
estar completo.
Exemplos:
"João ficou à disposição".
A pergunta inevitável é: de quem? A resposta (da empresa, da
Justiça, da família, etc.) é um complemento nominal, porque
completa o sentido de um nome (à disposição).
Outros Exemplos:
"Faz tempo que não tenho notícia de Joaquim" e "Sou favorável à sua
promoção".
Os termos assinalados completam o sentido de nomes (notícia –
substantivo – e favorável – adjetivo). O complemento nominal pode
ser até uma oração, classificada como "subordinada substantiva
completiva nominal", que completa o sentido de um substantivo,
adjetivo ou advérbio da oração subordinante: "Tenho esperança de
que ele venha". A oração subordinada completa o sentido do
substantivo esperança. Repare que esse tipo de oração é sempre
introduzido por uma preposição, clara ou subentendida (no exemplo,
a preposição "de").
Adjunto adnominal – É termo acessório e determina ou
qualifica nome substantivo. Pode ser retirado sem prejuízo do
sentido geral do texto: "O pai de João viajou". Se retirarmos os
adjuntos, a oração reduzir-se-á a "Pai viajou", que, de certa
forma, ainda mantém o sentido geral da frase.
Exemplos:
"A Divina Comédia é um livro notável", "Comprei dois copos" e
"Abri o grande portãode madeira".
Uma oração inteira também pode funcionar como adjunto adnominal:
Outros Exemplos:
"O Ronan, que trabalha aqui, não se encontra no prédio" (oração
subordinada adjetiva explicativa) "O Ronan que trabalha aqui não
se encontra no prédio" (oração subordinada adjetiva restritiva).
Complemento Verbal
O complemento verbal pode ser objeto direto (O.D.), objeto
indireto (O.I.), objeto direto preposicionado e objeto
direto/indireto pleonástico.
Objeto Direto
É o termo da oração que completa o sentido de um verbo
transitivo direto.
Exemplos:
Comprei um carro. / Ela limpou o quarto e a sala.
O objeto direto pode ser constituído:
a)Por um substantivo ou expressão substantivada.
Exemplos:
O agricultor cultiva a terra. / Unimos o útil ao agradável.
b) Pelos pronomes oblíquos o(s), a(s), lo(s), la(s), me, te, se,
vos, nos.
Exemplos:
Espero-o na minha festa. / Irei vê-los depois.
c) Por qualquer pronome substantivo.
Exemplos:
Não veio ninguém à aula hoje. / O menino que conheci está lá fora.
Objeto direto preposicionado
Em alguns casos, o objeto direto pode vir acompanhado de
preposição facultativa. Isso pode ocorrer:
a) Quando o objeto é um substantivo próprio, ou comum,
referente a pessoa, principalmente na expressão de sentimentos
ou pela eufonia da frase.
Exemplo:
Adoremosa Deus / Judas traiu a Cristo.
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 4 - Termos Integrantes da Oração
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62
b) Quando o objeto é representado por um pronome pessoal
tônico. (preposição obrigatória)
Exemplo:
Ofenderam a mim, não a ele. / Amava-o tanto como a nós.
c) Quando o objeto é representado por um pronome substantivo
indefinido.
Exemplo:
O diretor elogiou a todos.
d) Para evitar ambiguidade.
Exemplo:
Venceu ao inimigo o nosso colega. / A qual deles iria homenagear o rapaz?
Objeto Indireto
É o termo da oração que completa o sentido de um verbo transitivo
indireto com auxílio da preposição.
Exemplos:
Gostei do filme.
Concordo com você.
Os pronomes oblíquos lhe, lhes, me te, se, nos, vos funcionam
como objeto indireto.
Exemplos:
Nós lhe oferecemos um presente.
O B S E R V A Ç Ã O
Muitas vezes o objeto indireto inicia-se com crase (à, àquele,
àquela, àquilo). Isso ocorre quando o verbo exige a preposição "a",
que acaba se contraindo com a palavra seguinte.
Exemplos:
Entregaram à mãe o presente. (à = "a" preposição + "a" artigo
definido).
Objeto pleonástico
Pode ocorrer ainda o (objeto direto ou indireto) pleonástico, que
consiste na retomada do objeto por um pronome pessoal,
geralmente com a intenção de colocá-lo em destaque.
Exemplos:
As mulheres, eu as vi na cozinha. (Objeto Direto)
A todas vocês, eu já lhes forneci o pagamento mensal. (Objeto Indireto)
Agente da Passiva
É o elemento da frase que pratica a ação expressa pelo verbo
quando este se apresenta na voz passiva. Sempre introduzido
por uma preposição. Veja as frases a seguir:
A lição foi feita pelo aluno.
O Brasil foi descoberto por Cabral.
O mascate ficou rodeado de curiosos.
Os exercícios foram resolvidos por mim.
Este mar se navega de cruéis marinheiros.
A grama foi cortada por Maria.
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1)Leia:A seleção brasileira derrotou o time argentino na noite de
ontem. Essa vitória deu ao Brasil uma boa vantagem. Para ir à final,
os jogadores brasileiros poderão até perder o segundo jogo por um
gol de diferença. Nossa seleção vive tempos de glória.
No texto acima, há quatro termos que funcionam como objeto
direto. Marque a alternativa em que eles se apresentam.
a) A seleção brasileira – o time argentino – ao Brasil – tempos de glória
b) o time argentino – ao Brasil – uma boa vantagem – o segundo jogo
c) uma boa vantagem – à final – o segundo jogo – tempos de glória
d) o time argentino – uma boa vantagem – o segundo jogo –
tempos de glória
2) Assinale a alternativa em que ocorre complemento nominal.
a) Patrícia mora muito longe dos amigos.
b) Letícia trouxe queijo de Minas para mim.
c) As maiores jazidas de ferro do mundo estão no Brasil.
d) A professora esqueceu seus óculos de sol sobre a mesa.
3)Assinale a alternativa que apresenta um objeto direto preposicionado.
a) Naquele tempo já não lhe restava alternativa.
b) Tirou da bolsa um chocolate e cortou-o em dois.
c) Pouco nos importa que ele vá embora.
d) A escuridão da noite a apavorava.
e) Irritou ao guarda o motorista.
4)Leia: “Muitos homens choravam (...) Só Capitu, amparando a
viúva, não se desesperou. Consolava a outra, queria arrancá-la
dali. Ela confessou-me que não conseguia chorar e que iria
desdobrar-se em cuidados para com a amiga.”
No texto, os termos que se classificam como objeto direto são:
a) a viúva, a outra, -la c) para com a amiga, -la
b) muitos homens, Ela d) Capitu, -se, -me
5)Observe os termos destacados nas frases abaixo e assinale a
alternativa com a correta classificação sintática nos parênteses.
a) O técnico do time deu outra oportunidade ao jovem
goleiro. (objeto indireto)
b) O técnico do time deu outra oportunidade ao jovem goleiro.
(objeto indireto)
c) O técnico do time deu outra oportunidade ao jovem goleiro.
(objeto direto)
d) O técnico do time deu outra oportunidade ao jovem goleiro.
(objeto indireto)
6)Leia: “Carlos declarou ao delegado ter visto uma elegante
carruagem que dois imponentes cavalos levavam.”
Quanto aos complementos verbais que aparecem no texto, não
se pode afirmar que
a) dois imponentes cavalos é objeto direto, pois completa o
sentido do verbo levavam.
b) o pronome relativo que retoma o termo uma elegante carruagem.
c) uma elegante carruagem é objeto direto.
d) ao delegado é objeto indireto.
7)Evadiu-se do acampamento durante uma tempestade terrível.
Assinale a alternativa cujo fragmento sublinhado possui a mesma
classificação sintática do termo “terrível”, sublinhado no trecho acima.
a) Bastou um telefonema para deixá-lo arrasado.
b) Bastou uma tacada mais forte para derrubá-lo.
c) Bastou um aceno para enchê-lo de esperanças.
d) Bastou a composição de um trecho para consagrá-lo.
e) Bastou um elogio do chefe para reanimá-lo.
8)Assinale a alternativa que apresenta em destaque o
complemento nominal.
a) Herdou tão somente o verde casaco de lã.
b) O céu de estrelas encantava-o desde menino.
c) Esta jovem é uma profissional de consciência.
d) A família mudou-se para longe da cidade grande.
9)Observe:“Estela deu ao marido vinte filhos. Desses só conheci
seis. Os outros morreram cedo. Aquela era uma mulher de fibra.
Só a conheci em sua velhice. Lembro-me de um fato marcante:
Estela e o marido comendo um delicioso mingau no mesmo
prato como se fossem namorados.”
Assinale a alternativa cujo termo funciona, no texto acima,
como objeto direto.
a) marido c) um fato marcante
b) mulher de fibra d) um delicioso mingau
10)No texto abaixo, os termos destacados classificam-se,
respectivamente, como:
“O desconhecido lançou um desafio, então, aos outros quatro
defensores e venceu-os também um a
um. Depois retirou o elmo e levantou a viseira para se
apresentar ao Príncipe João.”
a) objeto direto, objeto indireto, objeto direto
b) objeto direto, objeto direto, objeto indireto
c) objeto indireto, objeto direto, objeto indireto
d) objeto indireto, objeto indireto, objeto direto
GABARITO:
1.D 2.A 3.E 4.A 5.B 6.A 7.E 8.D 9.D 10.A
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63
Definição
Existem termos que, apesar de dispensáveis na estrutura básica da
oração,são importantes para a compreensão do enunciado. Ao
acrescentar informações novas, esses termos:
Caracterizam o ser.
Determinam os substantivos.
Exprimem circunstância.
São termos acessórios da oração:
Adjunto Adnominal
Adjunto Adverbial
Aposto
Vocativo
Adjunto Adnominal
É o termo da oração que sempre se refere a um substantivo. Pode
ser expresso por Artigos, Adjetivos, Locuções Adjetivas,
Pronomes Adjetivos, Orações Adjetivas e Numerais. Os
adjuntos adnominais modificam o substantivo, qualquer que seja a
função que ele exerça na oração.
Artigo
Exemplo:
Onde estão os cozinheiros?[os: adjunto adnominal de cozinheiros]
Exemplo:
Os fogos iluminavam a noite.[a: adjunto adnominal de noite]
Exemplo:
Conheci umas pessoas maravilhosas[umas: adjunto adnominal de
pessoas]
Adjetivos
Exemplo:
O alegre espetáculo começou tarde.[alegre: adjunto adnominal de
espetáculo]
Exemplo:
Meninos tristes chegaram.[tristes: adjunto adnominal de meninos]
Exemplo:
As construções antigas eram mais trabalhadas artisticamente.[antigas:
adjunto adnominal de construções]
Locuções Adjetivas
Construção perifrástica que exerce a função de um adjetivo.
Exemplo:
Noite de tempestade. (noite tempestuosa)[de tempestade: adjunto
adnominal de noite]
Exemplo:
Pessoa com fome. (pessoa faminta)[com fome: adjunto adnominal
de pessoa]
Exemplo:
Era uma ave de inverno. (ave invernal)[de inverno: adjunto
adnominal de ave]
Pronomes Adjetivos
Acompanha o substantivo com o qual se relaciona.
Exemplo:
Você pegou meu livro. [meu: adjunto adnominal de livro.]
Exemplo:
Alguns alunos estudam o suficiente.[alguns: adjunto adnominal
de alunos]
Exemplo:
Esta prova não é difícil[esta: adjunto adnominal de prova]
Numerais
Exemplo:
Conheço aqueles dois alunos. [dois: adjunto adnominal de alunos]
Exemplo:
Hoje o bar serve dose dupla.[dupla: adjunto adnominal de dose]
Exemplo:
Ele foi o primeiro aluno a sair.[primeiro: adjunto adnominal de
aluno]
ATENÇÃO!
Adjunto Adverbial
É o termo da oração que indica uma circunstância (dando ideia de
tempo, lugar, modo, causa, finalidade, etc.). O adjunto adverbial é o
termo que modifica o sentido de um verbo, de um adjetivo ou de um
advérbio. Uma vez que a NGB não classifica adjuntos adverbiais, seu
entendimento depende do contexto em que se encontram.
Não serei conivente.
Não = refere-se ao verbo
O avião decolou bem rapidamente.
Bem => refere-se a outro advérbio
Paulo é muito vagaroso.
Muito = refere-se ao adjetivo
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 5 - Termos Acessórios da Oração
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64
(*) “bastante” pode ou não ser advérbio depende da frase. Exemplos: Há bastantes homens. (adjetivo) ≠ Corri bastante. (advérbio)
Aposto
É um termo que se junta a outro de valor substantivo ou pronominal
para explicá-lo ou especificá-lo melhor. Vem separado dos demais
termos da oração por vírgula, dois-pontos ou travessão.
Exemplos:
Joana, filha de D. Maria, comprou uma casa de praia. [A expressão em
destaque identifica/explica quem é Joana. Ela é filha de D. Maria. Portanto,
“filha de D. Maria” é um aposto.]
Machado de Assis, autor de “A mão e a luva”, é considerado o maior
escritor brasileiro. [A expressão sublinhada também é um aposto, pois
explica uma peculiaridade sobre Machado de Assis.]
Curitiba, capital do Paraná, é famosa por sua beleza. [“Capital do Paraná”
é um aposto de Curitiba.]
Em todos os exemplos acima, podemos notar que o aposto está
identificando/explicando/esclarecendo algum termo da oração.
Classificação do Aposto
De acordo com a relação que estabelece com o termo a que se
refere, o aposto pode ser classificado em:
a) Explicativo:A Ecologia, ciência que investiga as relações dos
seres vivos entre si e com o meio em que vivem, adquiriu grande
destaque no mundo atual.
b) Restritivo: O poeta Manuel Bandeiracriou obra de expressão
simples e temática profunda.
d) Resumidor/resumitivo ou Recapitulativo:Vida digna,
cidadania plena, igualdade de oportunidades, tudo issoestá na base
de um país melhor.
c) Enumerativo: A vida humana se compõe de muitas coisas: amor,
trabalho, ação.
e) Comparativo:Seus olhos,indagadores holofotes,fixaram-se por
muito tempo na baía anoitecida.
f) Distributivo: Drummond e Guimarães Rosa são dois grandes
escritores, aquele na poesia e este na prosa.
g) Aposto de Oração:Ela correu durante uma hora, sinal de
preparo físico.
O aposto restritivo pode ser confundido com adjunto adnominal por
causa da ausência de pontuação. O adjunto adnominal tem valor
adjetivo e pode, muitas vezes, ser substituído por ele. O aposto
restritivo, por outro lado, “renomeia” diretamente o termo ao qual se
subordina. Confira o quadro abaixo:
Aposto Adjunto adnominal
A cidade de Lisboa O clima de Lisboa
O poeta Bilac O soneto de Bilac
O rei D. Manuel A época de D. Manuel
O mês de junho As festas de junho
Vocativo
É o termo que serve para chamar, invocar ou interpelar um ouvinte
real ou hipotético. Não possui relação sintática com outro termo da
oração. Não pertence, portanto, nem ao sujeito nem ao predicado.
Por seu caráter, geralmente se relaciona à segunda pessoa do
discurso. Considerado como termo independente, ou seja, um termo
acessório.
Quem pode exercer as funções de vocativo?
Substantivo:Menino, fique quieto!
Pronome: Senhor, venha comer!
Expressão substantiva: Meus queridos companheiros, aonde
pegaram vocês?
O vocativo pode vir antecedido por interjeições de apelo, tais como ó,
olá, eh!, etc.
Mais Exemplos:
“Que tem isso, Adelaide?” (Lima Barreto)
“Policarpo, eu não quero contrariar você” (Lima Barreto)
“Senhor Azevedo, não seja leviano…” (Lima Barreto)
“Tardei, major?” (Lima Barreto)
“Filha, olha que mais cedo ou mais tarde é preciso que o faças” (Júlio
Ribeiro)
“Quando começou isto, coronel?” (Júlio ribeiro)
Diferença entre vocativo e aposto:
Vocativo é um termo independente na frase, já o aposto é um
termo que está relacionado com outro termo na frase
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1)Observe:
I. E, minha senhora, desde aquele dia, as coisas ficaram mal
para mim, e vós, filha de Dom Paio Muniz, tendes a
impressão de que eu possuo roupa luxuosa para vós.
II. Filha de Dom Paio Muniz, desde aquele dia, as coisas
ficaram mal para mim. Minha senhora, tendes a impressão de
que eu possuo roupa luxuosa para vós.
A respeito dos termos em destaque, assinale a alternativa com a
afirmação correta.
a) Em I e II, todos os termos são apostos.
b) Em I, todos os termos são apostos e, em II, todos são vocativos.
c) Em I, os termos são, respectivamente, aposto e vocativo. E
em II, são vocativo e aposto.
d) Em I, os termos são, respectivamente, vocativo e aposto. E
em II, são vocativos.
2) Observe:
“Que barulho estranho
vem de fora
vem de dentro?!...
E o menino encolhe
e se embrulha nas cobertas,
enfia a cabeça no travesseiro
e devagar,
Tipos Exemplos
de afirmação Sim, fiz o que pediste.
de assunto Falei sobre política na festa.
de causa Por que fez isso? / Ele reprovou por causa disso.
de companhia Fui lá com meu irmão. / Vá com Deus!
de dúvida Talvez ela estivesse certa. / Acaso sabes quem sou? / Porventura fostes lá?
de lugar Cheguei ao lugar certo. / Passou pela rua deserta. /
de instrumento Escreva a lápis. / Deu-lhe com o chicote!
de intensidade Muito frio. / Correr bastante*./ Dormi demais.
de matéria Era uma igreja com mármore.
de meio Viajava de bicicleta. / Descemos o rio de bote.
de modo Vagarosamente, entregou-lhe o papel. / Caiu de súbito.
de negação Você não pode fazer isto.
de tempo Cheguei ontem. / Começaremos hoje. / Levantei-me cedo.
de fim Veio até aqui para nada. / Lê bastante, por aumento de conhecimento.
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sem segredo,
vem o sono.”
Entre os tipos de adjunto adverbial em destaque no texto acima, há
a) dois de modo.
b) dois de tempo.
c) apenas um de causa.
d) apenas um de lugar.
3)Assinale a alternativa cujo termo destacado não é aposto.
a) Apreciava o estilo do poeta Paulo Leminski.
b) O escritor Paulo Leminski nasceu em Curitiba.
c) O poema de Paulo Leminski apresenta rico conteúdo.
d) Paulo Leminski, poeta contemporâneo, possui uma obra primorosa.
4)Assinale a alternativa correta, em relação ao significado dos
termos em negrito e sublinhados.
a) “O conto é bem curto.” (qualidade)
b) “Eu até aceitaria seu presente, se não fosse tão caro.”
(modo)
c) “Até as palavras não ditas possuem uma magia para aliviar a
alma.” (intensidade)
d) “Até as palavras não ditas possuem uma magia para aliviar a
alma.” (direção)
e) “Ficarei esperando você, ansiosa, até o amanhecer.” (tempo)
5)Marque a alternativa que completa as lacunas com vocativo e aposto.
_________ não permitam a ruína destes jovens,_______.
a) Espero que os pais / pois são o futuro de nossa pátria
b) Queridos pais, / já que são o futuro de nossa pátria
c) Que os pais / futuro de nossa pátria
d) Pais, / futuro de nossa pátria
6) Coloque A para a presença de aposto e V para a presença de
vocativo nas frases abaixo. A seguir, assinale a alternativa que
apresenta a sequência correta.
( ) “Cobrar o cumprimento das promessas de campanha,
eleitores, é compromisso de todos.”
( ) “A pressa, inimiga da perfeição, propicia um trabalho de má
qualidade.”
( ) “O poeta Vinícius de Morais, na sua época, cantou o amor em versos.”
( ) “Amo-te, ó rude e doloroso idioma. / És, a um tempo,
esplendor e sepultura.”
a) V – A – A – V
b) V – A – V – V
c) A – V – A – A
d) A – V – V – A
GABARITO:
1.D 2.A 3.C 4.E 5.D 6.A
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Contar o número de verbos para descobrir se o período é
simples ou composto.
Exemplos:
Nunca mais encontrei aquele livro. (período simples)
Quero que você me empreste seu livro. (período composto)
Tome cuidado com os carros! (período simples)
Eu peço que você tome cuidado com os carros. (período
composto)
Os animais precisam chamar a matilha para caça. (período
simples)
Maria entrou em casa depois da hora combinada, levou bronca do
pai e trancou-se em seu quarto. (período composto)
Para que servem o período simples e o período
composto?
Uma boa dissertação decorre da inevitável combinação entre
períodos simples e compostos. O bom redator sabe utilizar,
por um lado, o período simples para transmitir ideias
concisas, lógicas e de fácil entendimento; e por outro, os
períodos compostos para desenvolver, comparar, enumerar e
contrastar ideias e dar fluência à estrutura coesiva do texto.
A predominância de um tipo de período sobre o outro segue o
bom senso e a circunstância da produção do texto.
O período composto pode ser por coordenação, subordinação
ou misto. O período composto por coordenação é formado por
orações independentes, enquanto o período composto por
subordinação é formado por orações dependentes.
Período Composto por Coordenação
Observe a seguinte frase: Saímos de manhã e voltamos à
noite.
O período é composto por duas orações: 1 – Saímos de manhã e
2 – e voltamos à noite. Estas orações têm sentido próprio e não
dependem uma da outra para expressar sua carga semântica.
Outro fator importante na coordenação é que as orações tem o
mesmo valor sintático, uma não se subordina a outra.
Período Composto por Subordinação
Observe a seguinte frase: Não fui à aula porque estava
doente.
O período é composto por duas orações: 1 – Não fui à aula e
2 – porque estava doente. A primeira é chamada de oração
principal, pois contém a declaração mais importante do
período, rege-se por si e não desempenha nenhuma função
sintática em outra oração do período. Já a segunda oração
tem sua existência dependente da primeira, por atuar como
seu termo acessório (adjunto adverbial) e por acrescentar
carga semântica a uma ideia já completa.
Período Misto
Observe a seguinte frase: Fui à escola e busquei minha irmã
que estava esperando.
O período é composto por três orações: 1 – Fui à escola , 2 – e
busquei minha irmã e 3 – que estava esperando.
Neste caso, as orações 1 e 2 são coordenadas entre si, pois
são independentes e não exercem função sintática de outras
orações. Entretanto, a oração 2 também é oração principal,
pois possui um termo acessório oracional que lhe é
subordinado, a oração 3 (adjunto adnominal). Logo, existe
tanto coordenação quanto subordinação neste período
composto.
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 6 - Período Composto - Introdução
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67
Classificação das Orações Coordenadas:
Sindéticas (Aditivas, Adversativas, Alternativas, Conclusivas
e Explicativas)
Assindéticas
Orações Coordenadas Sindéticas
São aquelas orações que apresentam síndeto, ou seja,
conjunção. De acordo com o tipo de conjunção que as introduz,
as orações coordenadas sindéticas podem ser: aditivas,
adversativas, alternativas, conclusivasouexplicativas.
Aditivas
Expressam ideia de adição, acrescentamento. Normalmente indicam
fatos, acontecimentos ou pensamentos dispostos em sequência. As
conjunções coordenativas aditivas típicas são "e" e "nem" (= e + não).
Introduzem as orações coordenadas sindéticas aditivas.
Exemplo:
Discutimos várias propostas e analisamos possíveis soluções.
Adversativas
Exprimem fatos ou conceitos que se opõem ao que se declara na
oração coordenada anterior, estabelecendo contraste ou
compensação. "Mas" é a conjunção adversativa típica. Além dela,
empregam-se: porém, contudo, todavia, entretanto e as locuções no
entanto, não obstante, nada obstante. Introduzem as orações
coordenadas sindéticas adversativas.
Exemplos:
"O amor é difícil, mas pode luzir em qualquer ponto da cidade."
(Ferreira Gullar)
O país é extremamente rico; o povo, porém, vive em profunda miséria.
Tens razão, contudo controle-se.
Janaína gostava de cantar, todavia não agradava.
O time jogou muito bem, entretanto não conseguiu a vitória.
Alternativas
Expressam ideia de alternânciade fatos ou escolha.
Normalmente é usada a conjunção "ou". Além dela, empregam-
se também os pares: ora… ora, já… já, quer… quer…, seja…s eja
etc. Introduzem as orações coordenadas sindéticas alternativas.
Exemplos:
Diga agora ou cale-se para sempre.
Ora age com calma, ora trata a todos com muita aspereza.
Estarei lá, quer você permita, quer você nãopermita.
Conclusivas
Exprimem conclusão ou consequência referentes à oração
anterior. As conjunções típicas são: logo, portanto e pois
(posposto ao verbo). Usa-se ainda: então, assim, por isso, por
conseguinte, de modo que, em vista disso, etc. Introduzem as
orações coordenadas sindéticas conclusivas.
Exemplos:
Não tenho dinheiro, portanto não posso pagar.
A situação econômica é delicada; devemos, pois, agir cuidadosamente.
O time venceu, por isso está classificado.
Aquela substância é toxica, logo deve ser manuseada cautelosamente.
Explicativas
Indicam uma justificativa ou uma explicação referente ao fato
expresso na declaração anterior. As conjunções que merecem
destaque são: que, porque e pois (obrigatoriamente anteposto ao
verbo). Introduzem as orações coordenadas sindéticas explicativas.
Exemplos:
Vou embora, que cansei de esperá-lo.
Vinícius devia estar cansado, porque estudou o dia inteiro.
Cumprimente-o, pois hoje é o seu aniversário.
Orações Coordenadas Assindéticas
São orações coordenadas entre si e que não são ligadas através
de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas.
Exemplo:
João Paulo almoçou, repetiu e gostou.
"João Paulo almoçou" é a primeira oração
"repetiu" é a segunda oração
"gostou" é a terceira oração.
O B S E R V A Ç Ã O
Cuidado para não confundir as orações coordenadas explicativas com
as subordinadas adverbiais causais. Observe a diferença entre elas:
Orações Coordenadas Explicativas: caracterizam-se por fornecer
um motivo, explicando a oração anterior.
Exemplos:
A criança devia estar doente, porque chorava muito. (O choro da
criança não poderia ser a causa de sua doença.)
Orações Subordinadas Adverbiais Causais: exprimem a causa do
fato.
Exemplos:
Henrique está triste porque perdeu seu emprego. (A perda do
emprego é a causa da tristeza de Henrique.)
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre a oração
explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, imperativa, o
que não acontece com a oração adverbial causal.
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1) Leia: O autismo não tem cura, (1) no entanto o
diagnóstico precoce faz toda a diferença, (2) pois ele
colabora com o tratamento do autista.
As orações coordenadas sindéticas em destaque classificam-
se, respectivamente, como
a) explicativa e conclusiva.
b) adversativa e conclusiva.
c) explicativa e adversativa.
d) adversativa e explicativa.
2) Em “A sala estava muito lotada, por isso não
conseguimos lugar.”, a oração destacada classifica-se
sintaticamente como
a) subordinada adverbial consecutiva.
b) coordenada sindética explicativa.
c) subordinada adverbial temporal.
d) coordenada sindética conclusiva.
3) Leia: Silenciei-me, desliguei o rádio e deixei meu pensamento
livre.
Sobre o período acima, é incorreto afirmar que
a) a primeira e a segunda orações são classificadas como
orações coordenadas assindéticas.
b) a terceira oração é uma coordenada sindética, introduzida
por uma conjunção que explicita uma relação de adição.
c) as duas primeiras orações são classificadas como
coordenadas assindéticas e a terceira como subordinada.
d) há três orações de estrutura sintática independente, ou seja,
são orações autônomas, cada uma tem um sentido próprio.
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 7 - Período Composto – Orações Coordenadas
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68
4) Analise sintaticamente as duas orações destacadas no
texto “O assaltante pulou o muro, mas não penetrou na
casa, nem assustou seus habitantes.” A seguir,
classifique-as, respectivamente, como coordenadas
a) adversativa e aditiva.
b) explicativa e aditiva.
c) adversativa e alternativa.
d) aditiva e alternativa.
5) Observe:
“Ler na cama
é uma difícil operação
viro e me reviro,
e não encontro solução.”
A oração destacada, no texto acima, classifica-se em coordenada
sindética
a) adversativa.
b) aditiva.
c) alternativa.
d) conclusiva.
6) Classifique as orações coordenadas destacadas de acordo
com o código abaixo e, em seguida, marque a alternativa
com a sequência correta.
I - sindética aditiva
II - sindética adversativa
III - sindética explicativa
IV - sindética conclusiva
V - assindética
( ) “As horas passam, os homens caem, a poesia fica.”
( ) Nosso amigo não veio, nem mandou notícias.
( ) Camarões, Hungria e Turquia não têm tradição no futebol,
no entanto brilharam na última Copa.
( ) Informação, descoberta, crítica, morte... tudo em altíssima
velocidade – a um ritmo de “stress” – portanto, o nosso
século é o do enfarte.
( ) Não facilite com esse cão que ele é muito traiçoeiro.
a) V, I, II, IV, III
b) I, V, IV, III, II
c) V, II, III, IV, I
d) I, II, III, IV, V
7) Assinale a alternativa em que o período é formado
somente por orações coordenadas.
a) “O segundo sol chegará para realinhar as órbitas dos
planetas...”
b) “Há um menino, há um moleque, morando sempre no meu
coração.”
c) “Vem, morena, ouvir comigo essa cantiga, sair por essa vida
aventureira.”
d) “Eu amava como amava um pescador que se encanta mais
com a rede que com o mar.”
8) Assinale a alternativa em que está destacada uma oração
coordenada explicativa.
a) Peço que te cales.
b) O homem é um animal que pensa.
c) Ele não esperava que a mãe o perdoasse.
d) Leve-a até o táxi, que ela precisa ir agora.
e) É necessário que estudes.
GABARITO:
1.D 2.D 3.C 4.A 5.A 6.A 7.C 8.D
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Classificação das Orações Subordinadas:
Substantivas (Subjetivas, Objetivas Diretas, Objetivas Indiretas,
Completivas Nominais, Predicativas, Apositivas e Agentes Da
Passiva)
Adjetivas (Restritivas e Explicativas)
Adverbiais (Causais, Comparativas, Concessivas, Condicionais,
Conformativas, Consecutivas, Finais, Proporcionais e Temporais).
Orações Subordinadas Substantivas
São orações que exercem a mesma função que um
substantivo na estrutura sintática da frase.
Exemplo:
A menina quis um sorvete. (período simples)
A menina = sujeito
Quis = verbo transitivo direto
Um sorvete = objeto direto
Temos duas posições na frase anterior em que podemos usar
um substantivo: o sujeito (menina) e o objeto direto
(sorvete). Nessas mesmas posições podem aparecer, em um
período composto, orações subordinadas substantivas.
Dependendo de onde elas apareçam e da função que elas
exerçam, poderemos classificar como Subjetiva (função de
sujeito) ou como Objetiva direta (função de objeto direto).
Sendo assim, notamos que: A menina quis que eu comprasse
sorvete. (período composto)
A menina = sujeito
Quis = verbo transitivo direto
Que eu comprasse sorvete = Oração subordinada substantiva
objetiva direta
Além das posições de sujeito e objeto direto, as orações
subordinadas substantivas podem exercer a função de um
predicativo, de um objeto indireto, de um aposto e de um
complemento nominal.
Portanto podemos ter oração subordinada substantiva de 6
tipos:
1)Subjetiva: ocupa a função de sujeito.
Exemplos:
É preciso que o grupo melhore.[Verbo de Ligação + predicativa. +
O. S. S. Subjetiva]
É necessário que você compareça à reunião.[VL + predicativa. O.
S. S. Subjetiva]
2)Predicativa: ocupa a função do predicativo do sujeito.
Exemplos:
A dúvida é se você virá.[Suj. + VL +O. S. S. Predicativa]
A verdade é que você não virá.[Suj. + VL + O. S. S. Predicativa]
3)Objetiva Direta: ocupa a função do objeto direto. Completa o
sentido de um verbo transitivo direto.
Exemplos:
Nós queremos que você fique.[Suj. + VTD + O. S. S. Obj. Direta]
Os alunos pediram que a prova fosse adiada. [Sujeito + VTD + O.
S. S. Objetiva Direta]
4)Objetiva Indireta8: ocupa a função do objeto indireto.
Exemplos:
As crianças gostam (de) que esteja tudo tranquilo.[Sujeito + VTI +
O. S. S. Objetiva Indireta]
A mulher precisa de que alguém a ajude.[Sujeito + VTI + O. S. S.
Obj. Indireta]
5)Completiva Nominal: ocupa a função de um complemento
nominal.
8 Existe a possibilidade de omissão da preposição, como é observado
em autores como Camilo Castelo Branco, Machado de Assis e
Alexandre Herculano.
Exemplos:
Tenho vontade de que aconteça algo inesperado. [Suj. + VTD + Obj.
Dir. + O. S. S. Completiva Nominal]
Toda criança tem necessidade de que alguém a ame [Sujeito + VTD +
Obj. Dir. + O. S. S. Comp. Nom.]
6)Apositiva: ocupa a função de um aposto.
Exemplos:
Toda a família tem o mesmo objetivo: que eu passe no
concurso.[Sujeito + VTD + Objeto Direto + O. S. S. Apositiva]
Orações Subordinadas Adjetivas
Orações adjetivas são aquelas orações que exercem a função de
adjunto adnominal dentro da estrutura da oração principal.
Quando desenvolvidas, são sempre iniciadas por um
pronome relativo e servem para caracterizar algum nome que
aparece na estrutura da frase. Há dois tipos de orações
adjetivas: Restritivas e Explicativas
1) Restritivas: Servem para designar algum elemento da
frase se separar-se dele por vírgulas. Restringe ou identifica o
substantivo ou pronome ao qual se refere.
Exemplos:
Você é um dos poucos alunos que eu conheço.[Suj. + VL +
predicativo + O.S. Adjetiva Restritiva]
Eles são um dos casais que falaram conosco ontem.[Suj. + VL +
predicativo + O.S. Adjetiva Restritiva]
2) Explicativas: Ao contrário das restritivas, são quase
sempre isoladas por vírgulas. Servem para adicionar
características ao ser que designam. Sua função é explicar, e
funciona estruturalmente como um aposto explicativo.
Exemplos:
Meu tio, que era advogado, prestou serviços ao réu.[Sujeito + O.S.
Adj. Explicativa. + VTDI + OD + OI]
Eu, que não sou perfeito, já cometi alguns erros graves.[Suj. +
O.S. Adj. Explicativa. + VTD + OD]
Orações Subordinadas Adverbiais
Existem nove tipos de orações subordinadas adverbiais
(constantes da NGB) e outros dois tipos mais comuns nas
gramáticas (modais e locativas). Esse tipo de oração age na
frase como um advérbio, modificando o sentido de outras
orações e ocupando a função de um adjunto adverbial.
Quando desenvolvidas, as orações adverbiais são sempre
iniciadas por uma conjunção subordinativa. São elas:
1) Causal: designam a causa, o motivo.
Exemplos:
O tambor soa porque é oco.
Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
Já que ninguém se mexe, temos que agir nós, cidadãos.
2) Comparativa: estabelece uma comparação com a oração
principal.
Exemplos:
Ela andava leve como uma borboleta.
O lugar é tal qual você o descreveu.
O bicho é mais feroz do que aparenta.
Ele não é maior que eu. (subentende-se o verbo “sou”)
3) Concessiva: se opõe às ideias expressas pela oração
principal.
Exemplos:
Embora a prova estivesse fácil, demorei bastante para terminar.
Ainda que não dessem dinheiro, poderiam colaborar de outra
forma.
Por mais que gritasse, não me ouviram.
Os louvores, pequenos que sejam, são ouvidos com agrado.
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 8 - Período Composto – Orações Subordinadas
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70
4) Condicional: expressa uma condição para que aconteça
aquilo que a oração principal diz.
Exemplos:
Caso você não estude, ficará muito ansioso para a prova.
Não o condenaria se o conhecesses.
A criança não dorme sem que primeiro a mãe lhe afague.
O que ele diria se soubesse disso?
5) Conformativa: expressam conformidade ou algum tipo de
acordo com a oração principal.
Exemplos:
Como eu havia te falado, a prova não estava fácil.
O homem age conforme pensa.
Consoante opinam alguns, a história se repete.
Segundo ouvi dizer, ela tem um amante.
6) Consecutiva: é a consequência da oração principal.
Exemplos:
Comecei o dia tão mal que não consegui me concentrar no
trabalho.
Fazia tanto frio que meus dentes batiam.
Ontem estive doente, de forma que não pude sair.
A cidade crescera de tal modo que não a reconhecia mais.
7) Final: indica finalidade, propósito para que acontece a
oração principal
Exemplos:
Não vou fechar os portões da biblioteca, para que você possa fazer
sua pesquisa.
Fiz-lhe sinal que se calasse.
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor.
Trouxe o vestido para que ela o experimentasse.
8) Proporcional: indica proporção.
Exemplos:
Quanto mais você fumar, mais grave ficará sua doença.
À medida que se vive, mais se aprende.
O salário, ao passo que os preços sobem, vai diminuindo.
À proporção que avançávamos, ia ficando escuro.
9) Temporal: localiza a oração principal em um determinado
tempo.
Exemplos:
Quando você voltar, nós conversaremos com calma.
Enquanto foi rico, todos o procuravam.
Sou bem recebido sempre que a visito.
Mal chegamos ao local, vimos que era perigoso.
10) Modal: exprimem modo, maneira.
Exemplos:
Aqui viverás em paz, sem que ninguém te incomode. / Entrou na
sala sem que nos cumprimentasse.
11) Locativa: equivalem a um adjunto adverbial de lugar e
são iniciadas pelo advérbio “onde”, sem antecedente
Exemplos:
Quero ir aonde estás. / Venha por onde eu passar. / Onde me
espetam, fico.
OBSERVAÇÃO!
Como as orações adverbiais funcionam como adjuntos
adverbiais, existem ainda outras possibilidades de novos tipos de
orações adverbiais:
Exemplo:
Irei com quem quiser me acompanhar. (adverbial de companhia)
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E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1)Não esticava o braço, sem espiar primeiro para todos os lados, a ver
se vinha alguém, e, se vinha alguém, disfarçava e ia-se embora.
Na frase acima, de Machado de Assis, as orações destacadas são
subordinadas, respectivamente,
a) adverbial temporal e substantiva subjetiva.
b) substantiva subjetiva e adverbial temporal.
c) adverbial condicional e substantiva objetiva direta.
d) substantiva objetiva direta e adverbial condicional.
2)Leia: “Em lugares distantes, onde não há hospital nem escola,
homens que não sabem ler e morrem aos 27 anos plantaram
e colheram a cana.”
A oração em destaque acima é classificada como subordinada
a) substantiva predicativa.
b) substantiva subjetiva.
c) adjetiva explicativa.
d) adjetiva restritiva.
3) “Sempre abafando os passos, dirigi-me novamente ao fundo
do quintal, com medo daquela gente que nem me havia
mandado buscar à escolapara assistir à morte de meu pai.”
As orações grifadas acima são, respectivamente:
a) oração subordinada adverbial temporal, oração subordinada
substantiva objetiva direta, oração subordinada adverbial consecutiva
b) oração subordinada adverbial temporal, oração subordinada
adjetiva explicativa, oração subordinada adverbial causal
c) oração subordinada adverbial modal, oração subordinada
adjetiva restritiva e oração subordinada adverbial final
d) oração subordinada adverbial modal, oração subordinada
substantiva subjetiva, oração subordinada adjetiva explicativa
e) oração subordinada adverbial causal, oração subordinada adjetivaexplicativa, oração subordinada substantiva objetiva indireta
4) Assinale a alternativa em que se encontra uma oração
subordinada adverbial.
a) “Ali se perdem / como se perde a água derramada.”
b) “Todas as coisas de que fala estão / na cidade entre o céu e a
terra.”
c) “Nunca me esquecerei que no meio do caminho / tinha uma
pedra.”
d) “Minha terra tem palmeiras / onde canta o sabiá.”
5)Leia: “Minha suspeita é que todos ficaram aliviados com a
notícia.”
A oração em destaque no período acima classifica-se como
subordinada substantiva
a) apositiva.
b) subjetiva.
c) predicativa.
d) objetiva direta.
6)No período “Ninguém sabe como ela aceitará a proposta”, a
oração grifada é uma subordinada
a) adverbial comparativa.
b) substantiva completiva nominal.
c) substantiva objetiva direta.
d) adverbial modal.
e) adverbial causal.
7)Assinale a alternativa em que o termo como introduz uma
oração subordinada adverbial causal.
a) Como devemos agir em caso de intoxicação alimentar?
b) Como poucas pessoas compareceram, a reunião foi
remarcada para a próxima semana.
c) Como uma criança que ganha um brinquedo, ela reagiu
quando reencontrou os velhos amigos.
d) Como rastilho de pólvora, a notícia do suicídio do prefeito se
espalhou por todo o vilarejo.
8)Leia: É importante que sejam colocados avisos nos
estabelecimentos, comunicando que a venda de bebidas
alcoólicas para menores de idade é proibida, mas não podemos
nos esquecer de que os pais devem orientar seus filhos quanto
aos perigos do álcool.
Considerando as orações subordinadas substantivas, há, no
período acima,
a) uma objetiva direta, uma completiva nominal e uma objetiva indireta.
b) uma subjetiva, uma objetiva direta e uma objetiva indireta.
c) uma objetiva direta, uma predicativa e uma objetiva indireta.
d) uma subjetiva e duas objetivas diretas.
9)No período: “Espero que ele venha a São Paulo.”, a oração
em destaque classifica-se sintaticamente como
a) subordinada substantiva objetiva direta.
b) subordinada substantiva objetiva indireta.
c) subordinada substantiva subjetiva.
d) subordinada adjetiva restritiva.
e) subordinada adjetiva explicativa.
10)Nas frases:
I- O bairro estava tão bem-iluminado que os traficantes não o
frequentavam.
II- O bairro estava bem-iluminado para que os traficantes não o
frequentassem.
III- Se o bairro estivesse bem-iluminado, os traficantes não o
frequentariam.
as orações subordinadas adverbiais exprimem respectivamente
circunstância de
a) consequência, finalidade, condição
b) consequência, concessão, finalidade
c) proporção, causa, condição
d) causa, concessão, finalidade
GABARITO:
1.D 2.D 3.C 4.A 5.C 6.C 7.B 8.B 9.A 10.A
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72
Definição
As orações reduzidas são caracterizadas por possuírem o verbo
nas formas de gerúndio, particípio ou infinitivo, ou seja, nas
suas formas nominais.
Ao contrário das demais orações subordinadas, as orações
reduzidas não são ligadas através de conectivo.
Para cada oração reduzida, tem-se uma desenvolvida
correspondente. Para melhor identificarmos que tipo de oração
reduzida temos, podemos desenvolvê-la.
Possuem as mesmas características sintáticas das orações
subordinadas desenvolvidas.
Há três tipos de orações reduzidas:
De Infinitivo
De Gerúndio
De Particípio
Reduzida de Infinitivo
1) Substantivas
Subjetivas: É necessário gostar de frutas e verduras. (que se
goste de frutas e verduras.)
Objetivas Diretas: O técnico assegurou serem seguras as
máquinas. (que eram seguras as máquinas)
Objetivas Indiretas: Gosto de ficar sozinho. (que eu fique
sozinho)
Completivas Nominais:Eu estou disposto a arriscar tudo. (que
eu arrisque tudo)
Predicativas:O melhor seria fazerem a viagem. (que fizessem
a viagem)
Apositivas: Ele nos fez um convite: comparecermos ao seu
casamento. (que comparecêssemos ao seu casamento)
2) Adjetivas
Restritiva: Ela foi a única a apreciar o show. (que apreciou o
show)
Explicativas: Aquele, a cantar no palco, é meu amigo. (que
canta no palco)
3) Adverbiais
Causal: Eu lamento por ter chegado atrasado. (porque cheguei
atrasado)
Temporal:Ao despedirem-se, choravam. (quando se despediram)
Final:Fiz um empréstimopara comprar um carro. (para que
compre um carro)
Concessiva:Apesar de estar triste, ela continua sorridente.
(apesar de que esteja triste)
Condicional:Se cumprirem a promessa, eu cumpro a minha.
(caso cumpram a promessa)
Consecutiva: Ela se distraiu tanto a ponto de esquecer a
discussão. (que esqueceu a discussão)
Modal: Retirei-me discretamente, sem ser percebido. (sem que
me percebessem)
Reduzidas de Gerúndio
1) Adjetivas
Restritiva:Gosto de crianças correndo pela casa. (que corram
pela casa)
Explicativas:Encontrei Maria, saindo de férias. (que saía de
férias)
2) Adverbiais
Causal:Não cumprindo a promessa, sentiu remorsos. (porque
não cumpriu a promessa)
Concessiva:Mesmo estando doente assisti aos jogos. (mesmo
que estivesse doente)
Condicional:Mentindo assim, você ficará em uma situação
difícil. (caso você minta assim)
Temporal:Faltando alguns minutos para o final da prova, eu
terminei. (quando faltavam alguns minutos para o final da prova)
Reduzidas de Particípio
1) Adjetivas
Restritiva:Temos apenas um carro comprado com muito
sacrifício. (que compramos com muito sacrifício)
Explicativas:Fiquei surpresa com a casa, pintada de branco.
(que pintaram de branco)
2) Adverbiais
Causal:Ferido na perna, ele não pode mais jogar. (porque se
feriu na perna)
Concessiva:Vencido o campeonato, permanecerão treinando.
(mesmo que vençam o campeonato)
Condicional:Excluídas as doações, como funcionaremos? (caso
excluam as doações)
Temporal:Concluído o jogo, o time foi descansar. (quando
concluíram o jogo)
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1) Voltemos à casinha. Não serias capaz de lá entrar hoje,
curioso leitor; envelheceu, enegreceu, apodreceu, e o
proprietário deitou-a abaixo para substituí-la por outra, três
vezes maior, mas juro-te que muito menor que a primeira. O
mundo era estreito para Alexandre; um desvão de telhado para
as andorinhas...
A oração sublinhada é
a) subordinada substantiva objetiva indireta.
b) subordinada substantiva reduzida de particípio.
c) subordinada adverbial reduzida de infinitivo.
d) subordinada adjetiva reduzida.
e) subordinada adverbial causal.
2)Assinale a alternativa em que aparece uma oração reduzida.
a) Como dizem os mais velhos, beleza não se põe na mesa.
b) Queremos isto: que a distribuição de rendas seja mais justa.
c) Montada a feira de artesanato, as pessoas entraram curiosas.
d) A resposta que os policiais esperavam dos sequestradores não
veio.
3)No período “É importante manter a calma”, a oração em
destaque denomina-se subordinada
a) substantiva subjetiva reduzida de infinitivo.
b) substantiva predicativa reduzida de infinitivo.
c) adverbial concessiva.
d) adjetiva restritiva.
4) ”Carta a uma jovem que, estando em uma roda em que dava
aos presentes o tratamento de „você‟, se dirigiu ao autor
chamando-o „o senhor‟ ”.
A oração “... estando em uma roda...” do trecho lido é
a) adverbial temporal.
b) adverbial proporcional.
c) substantiva subjetiva.
d) adjetiva restritiva.
e) coordenadaexplicativa.
GABARITO:1.C 2.C 3.A 4.A 5.A
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 9 - Período Composto – Orações Reduzidas
O B S E R V A Ç Ã O
É necessário atenção ao classificar as orações reduzidas, pois a
ausência dos conectores faz com que o contexto seja, muitas
vezes, o fator determinante da análise.
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73
QUINO. Toda Mafalda, São Paulo: Martins Fontes, 2008.
Definição
A crase indica a fusão da preposiçãoacom artigo ou pronomea:
Exemplos:
João voltou àcidade natal.
Os documentos foram apresentados àsautoridades.
Refiro-me àquela menina que encontrei ontem.
Dessa forma,não existe crase antes de palavra masculina:
Vou a pé. / Andou a cavalo.Existe uma única exceção, explicada
mais adiante.
Regras práticas
Primeira -Substitua a palavra antes da qual aparece oaouaspor
um termo masculino. Se o a ou as se transformar
em ao ou aos, existe crase; do contrário, não. Nos exemplos já
citados:
João voltou ao país natal. / Os documentos foram apresentados
aos juízes. Outros exemplos: Atentas às modificações, as
moças... (Atentos aos processos, os moços...) / Junto à parede
(junto ao muro).
No caso de nome geográfico ou de lugar, substitua
o a ou as por para. Se o certo for para a, use a crase:
Foi à França (foi para a França). / Irão à Colômbia (irão para a
Colômbia). / Voltou a Curitiba (voltou para Curitiba, sem crase).
Pode-se igualmente usar a forma voltar de: se o de se
transformar em da, há crase, inexistente se o de não se
alterar:
Retornou à Argentina (voltou da Argentina). / Foi a Roma
(voltou de Roma).
Segunda -A combinação de outras preposições com a (para a, na,
da, pela e com a, principalmente) indica se o a ou as deve levar
crase. Não é necessário que a frase alternativa tenha o mesmo
sentido da original nem que a regência seja correta.
Exemplos: Emprestou o livro à amiga (para a amiga). / Chegou à
Espanha (da Espanha). / As visitas virão às 6 horas (pelas 6 horas). /
Estava às portas da morte (nas portas). / À saída (na saída). /
À falta de (na falta de, com a falta de).
Usa-se a crase ainda
1 - Nas formas àquela, àquele, àquelas, àqueles, àquilo,
àqueloutro (e derivados):
Cheguei àquele (a + aquele) lugar. / Vou àquelas cidades. /
Referiu-se àqueles livros. / Não deu importância àquilo.
2 - Nas indicações de horas, desde que
determinadas: Chegou às 8 horas, às 10 horas, à 1 hora. Zero
e meia incluem-se na regra:
O aumento entra em vigor à zero hora. / Veio à meia-noite em
ponto. A indeterminação afasta a crase: Irá a uma hora
qualquer.
3 -Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas como às
pressas, às vezes, à risca, à noite, à direita, à esquerda, à frente, à
maneira de, à moda de, à procura de, à mercê de, à custa de, à
medida que, à proporção que, à força de, à espera de:
Saiu às pressas. / Vive à custa do pai. / Estava à espera do irmão. /
Sua tristeza aumentava à medida que os amigos partiam. / Serviu o
filé à moda da casa.
4 -Nas locuções que indicam meio ou instrumento e em
outras nas quais a tradição linguística o exija, como à bala, à
faca, à máquina, à chave, à vista, à venda, à toa, à tinta, à
mão, à navalha,à espada, à baioneta calada, à queima-roupa, à
fome (matar à fome):
Morto à bala, à faca, à navalha. / Escrito à tinta, à mão, à
máquina. / Pagamento à vista. / Produto à venda. / Andava à
toa. Observação: Neste caso não se pode usar a regra prática
de substituir a porao.
5 -Antes dos relativos que, qual e quais, quando
o a ou as puderem ser substituídos por ao ou aos:
Eis a moça à qual você se referiu (equivalente: eis o rapaz ao qual
você se referiu). / Fez alusão às pesquisas às quais nos dedicamos
(fez alusão aos trabalhos aos quais...). / É uma situação semelhante
à que enfrentamos ontem (é um problema semelhante ao que...).
Não se usa a crase antes de
1 -Palavra masculina:andar a pé, pagamento a prazo,
caminhadas a esmo, cheirar a suor, viajar a cavalo, vestir-se a
caráter. Exceção. Existe a crase quando se pode subentender
uma palavra feminina, especialmente moda e maneira, ou
qualquer outra que determine um nome de empresa ou
coisa: Salto à Luís XV (à moda de Luís XV). / Estilo à Machado
de Assis (à maneira de). / Referiu-se à Apollo (à nave Apollo). /
Dirigiu-se à (fragata) Gustavo Barroso. / Vou
à (editora) Melhoramentos. / Fez alusão à (revista) Projeto.
2 -Nome de cidade: Chegou a Brasília. / Irão a Roma este
ano. Exceção. Há crase quando se atribui uma qualidade à
cidade: Iremos à Roma dos Césares. / Referiu-se à bela Lisboa,
à Brasília das mordomias, à Londres do século 19.
3 -Verbo:Passou a ver. / Começou a fazer. / Pôs-se a falar.
4 -Substantivos repetidos: Cara a cara, frente a frente, gota
a gota, de ponta a ponta.
5 -Ela, estaeessa:Pediram a ela que saísse. / Cheguei a esta
conclusão. / Dedicou o livro a essa moça.
6 -Outros pronomes que não admitem artigo, como ninguém,
alguém, toda, cada, tudo, você, alguma, qual etc.
7 -Formas de tratamento: Escreverei a Vossa Excelência. /
Recomendamos a Vossa Senhoria... / Pediram a Vossa Majestade...
8 -Uma: Foi a uma festa.Exceções: Na locuçãoà uma(ao mesmo
tempo) e no caso em queumadesigna hora(Sairá à uma hora).
9 -Palavra feminina tomada em sentido genérico: Não damos
ouvidos a reclamações. / Em respeito a morte em família, faltou ao
serviço. Repare: Em respeito a falecimento, e não ao falecimento. /
Não me refiro a mulheres, mas a meninas.
Alguns casos são fáceis de identificar: se couber o
indefinido uma antes da palavra feminina, não existirá crase.
Assim: A pena pode ir de (uma)advertência a (uma) multa. /
Igreja reage a (uma) ofensa de candidato em Guarulhos. / As
reportagens não estão necessariamente ligadas a (uma)
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 10 - crase
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74
agenda. / Fraude leva a (uma) sonegação recorde. / Empresa
atribui goteira a (uma) falha no sistema de refrigeração. /
Partido se rende a (uma) política de alianças.
Havendo determinação, porém, a crase é indispensável: Morte
de bebês leva à punição (ao castigo) de médico. /
Superintendente admite ter cedido à pressão(ao desejo) dos
superiores.
10 -Substantivos no plural que fazem parte de locuções
de modo: Pegaram-se a dentadas. / Agrediram-se a bofetadas.
/ Progrediram a duras penas.
11 -Nomes demulheres célebres: Ele a comparou a Ana Néri. /
Preferia Ingrid Bergman a Greta Garbo.
12 –Donaemadame: Deu o dinheiro a dona Maria . / Já se
acostumou a madame Angélica. Exceção. Há crase se o dona
ou o madame estiverem particularizados: Referia-se à Dona Flor
dos dois maridos.
13 -Numerais considerados de forma indeterminada: O
número de mortos chegou a dez. / Nasceu a 8 de janeiro. / Fez
uma visita a cinco empresas.
14 -Distância, desde que não determinada: A polícia ficou a
distância. / O navio estava a distância. Quando se define a
distância, existe crase: O navio estava à distância de 500
metros do cais. / A polícia ficou à distância de seis metros dos
manifestantes.
15 -Terra, quando a palavra significa terra firme: O navio
estava chegando a terra. / O marinheiro foi a terra. (Não há
artigo com outras preposições: Viajou por terra. / Esteve em
terra.) Nos demais significados da palavra, usa-se a
crase: Voltou à terra natal. / Os astronautas regressaram à
Terra.
16 -Casa, considerada como o lugar onde se mora: Voltou a
casa. / Chegou cedo a casa. (Veio de casa, voltou para
casa, sem artigo.) Se a palavra estiver determinada, existe
crase: Voltou à casa dos pais. / Iremos à Casa da Moeda. / Fez
umavisita à Casa Branca.
Uso facultativo
1 -Antes do possessivo: Levou a encomenda a sua (ou à sua)
tia. / Não fez menção a nossa empresa (ou à nossa
empresa). Na maior parte dos casos, a crase dá clareza a este
tipo de oração.
2 -Antes de nomes de mulheres: Declarou-se a Joana (ou à
Joana). Em geral, se a pessoa for íntima de quem fala, usa-se a
crase; caso contrário, não.
3 -Com até: Foi até a porta (ou até à). / Até a volta (ou até
à). No Estado, porém, escreva até a, sem crase.
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1)Em qual alternativa o emprego do acento indicador de crase é facultativo?
a) Diante da situação tão grave, fomos até às últimas consequências.
b) Sempre que conversamos, ele se refere àquele jardim.
c) Às seis horas, já estávamos prontos para o desfile.
d) Foi entregue à imprensa as listas dos aprovados.
2)Assinale a alternativa em que o acento indicador de crase foi
empregado incorretamente.
a) À beira da piscina estava invadida de lodo e insetos.
b) Fui inúmeras vezes à casa de Luísa, mas não a encontrei.
c) Não quis ir àquela festa com receio de encontrar o ex-marido.
d) À distância de duzentos metros, o atirador conseguiu acertar o
alvo.
3) Observe: “Marina nunca ia à (1) festas. Preferia ficar em
casa à (2) noite, lendo ou ouvindo música. Algumas vezes,
porém, ficava à (3) janela à (4) contemplar a natureza.”
No texto acima, o acento indicador de crase foi empregado
INCORRETAMENTE em
a) 1 e 2.
b) 2 e 3.
c) 1 e 4.
d) 3 e 4.
4)Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas
da frase abaixo.
Quando se aproximava ___ tarde, logo depois do almoço, ___ moça
largava ___ roupas secando, para, ___ cinco, voltar com o ombro
entulhado, ___ casa, direto ___ engoma ___ ferro de carvão.
a) a - a - às - as - a - à - à
b) à - à - às - as - à - a – à
c) a - a - as - às - a - à – à
d) à - à - as - às - à - a – a
e) a - a - as - às - a - à - a
5)Assinale a alternativa em que o sinal indicativo de crase foi
empregado de acordo com a norma culta.
a) Depois do acidente, passou à praticar esportes.
b) Aquele aluno dedica-se à várias atividades extracurriculares.
c) Os convidados chegaram ao local após às dez horas.
d) O turista dirigiu-se à essa instituição para obter orientações.
e) Esta é a obra à qual o jornalista se referiu em seu
comentário.
6)Qual das alternativas completa, correta e respectivamente, as
lacunas do período abaixo?
___ tarde, assistimos ___ apresentação da peça teatral e, ___
seguir, dirigimo-nos ___ estação do metrô, onde ficamos ___
espera de nossos pais.
a) À, à, a, a, a
b) A, a, à, à, a
c) À, à, a, à, à
d) A, a, a, à, à
7)Assinale a alternativa certa quanto ao emprego correto do
sinal indicativo de crase.
a) Estarei sempre a disposição dos senhores.
b) Ele disse que viria à partir de hoje.
c) Nas férias, iria à terra dos meus sonhos.
d) O homem de quem lhe fale estava à cavalo.
e) Ela saiu do escritório as pressas.
8) Assinale a afirmativa cuja sentença está de acordo com as
exigências normativas.
a) Não estou disposto à esquecer tudo por que passamos.
b) Provas feitas à lápis não serão corrigidas.
c) Costumava entregar suas coisas à qualquer pessoa que
encontrava.
d) Ele está condenado à viver relembrando aquilo que fez.
e) Estamos dispostos a aderir à mobilização.
9)Complete as lacunas do texto abaixo com a ou à, depois
assinale a alternativa com a sequência correta.
Muitos pacientes alegam que o tratamento homeopático os tem
ajudado ____ verem-se livres de doenças, razão pela qual
juram fidelidade ____ homeopatia. Apesar de criticada pelos
médicos alopatas, calcula-se que 17 milhões de brasileiros já
tenham recorrido____ essa forma de tratamento.
a) à, à, a
b) a, a, à
c) a, à, a
d) à, a, à
10)Assinale a alternativa em que o acento grave indicador de
crase foi empregado incorretamente.
a) Refiro-me àquele assunto sobre o qual conversamos na
semana passada.
b) O gerente estava disposto à colaborar com os funcionários.
c) A maioria dos brasileiros prefere o futebol à natação.
d) Chegamos às nove horas em Porto Seguro.
GABARITO:
1.A 2.A 3.C 4.E 5.E 6.C 7.C 8.E 9.C 10.B
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75
Definição
A regência verbal ou nominal determina se os seus complementos
são acompanhados por preposição.
Os nomes pedem complemento nominal; e os verbos,
complemento verbal.
Exemplo:
Ela tem necessidade de roupa.
Quem tem necessidade, tem necessidade “de” alguma coisa.
De roupa: complemento nominal.
Exemplo:
Fiz uma referência a um escritor famoso.
Quem faz referência faz referência “a” alguma coisa.
A um escritor famoso: complemento nominal
Regência Verbal
Transitivo Direto: Não possuem sentido completo, logo
precisam se um complemento (objeto). Esses complementos
(sem preposição), são chamados de objetos diretos. Exemplo:
Maria comprou um livro.
Transitivo Indireto: Também não possuem sentido completo, logo
precisam de um complemento, só que desta vez este complemento
é acompanhado de uma preposição. São chamados de objetos
indiretos. Exemplo: Gosto de filmes.
Transitivo Direto e Indireto: Exigem 2 complementos. Um
com preposição, e outro sem. Exemplo: O garoto ofereceu um
livro ao colega.
Intransitivo: Não possuem complemento. Ou seja, os verbos
intransitivos possuem sentido completo. Exemplo: Ele morreu.
Algumas vezes o verbo intransitivo pode vir acompanhado de
algum termo que indica modo, lugar, tempo, etc. Estes termos
são chamados de adjuntos adverbiais.
Exemplo:
Ele morreu dormindo.
Há verbos que admitem mais de uma regência sem, no
entanto, mudar de sentido.
Exemplos:
A aurora antecede o dia. | A aurora antecede ao dia.
A ventania precedeu a chuva. | A ventania precedeu à chuva.
Cumpriremos o nosso dever. | Cumpriremos com o nosso
dever.
José não tarda a chegar. | José não tarda em chegar.
Esforcei-me por não contrariá-lo. | Esforcei-me para não
contrariá-lo.
Desfrutemos os bens da vida. | Desfrutemos dos bens da vida.
Meditou no assunto. | Meditou sobre o assunto.
O diretor abdicou o cargo. | O diretor abdicou do cargo.
Bater o bife. | Bater no bife.
Outros verbos, por outro lado, mudam de significação sem
mudar a regência.
Exemplos:
Carecer de dinheiro. (precisar; necessitar) | Carecer de bons
costumes. (não ter; estar em falta)
Depor as armas é sinal de rendição. (colocar no chão; soltar) | Depor o
dinheiro em poupança. (depositar; colocar)
Deduzir informações errôneas. (inferir) | Deduzir os valores do
imposto. (subtrair; retirar)
Conferir as contas do mês. (ver se está certo; checar) | Conferir uma
medalha de honra. (conceder; dar)
Acabou a obra em pouco tempo. (finalizar; terminar) | As
doenças o acabaram. (matar; destruir)
Tomar um copo de água. (beber; ingerir) | Tomar satisfações do
funcionário. (exigir; pedir)
Há, ainda, os verbos que mudam seu significado de acordo
com a regência.
Exemplos:
O alpinista aspirava o ar da montanha. (V.T.D. - respirar, inalar)
≠ O soldado aspiravaao cargo de oficial. (V.T.I. – desejar,
almejar)
A enfermeira assistiu o doente. (V.T.D. – ajudar, dar
assistência)≠ O torcedor assistiuao jogo. (V.T.I. – ver,
presenciar)
Visei meus documentos no cartório. (V.T.D. – dar o visto)
≠Visandoao maior lucro, vendi as ações. (V.T.I. – ter em vista,
querer)
Ela agradava o bebê. (V.T.D – afagar, fazer agrados) ≠ As
palavras dele agradarama todos. (V.T.I – contentar, satisfazer)
Ele não precisou a quantia. (V.T.D. – informar com exatidão) ≠
Eu não preciso de um carro novo. (V.T.I – necessitar)
É importantetambém dar destaque a verbos cuja regência
oscilante pode ser objeto de questões de provas, uma vez que
nem sempre a maneira com a qual falamos no dia a dia
converge com o correto uso da norma culta da língua.
Verbos esquecer e lembrar.
Lembrar algo – esquecer algo (V.T.D.)
Exemplo:
Ele esqueceu o livro. [Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo
(V.T.I.) ]
Exemplo:
Ele se esqueceu do livro.
Há uma construção em que a coisa esquecida ou lembrada
passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve alteração
de sentido. É uma construção muito rara na língua
contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos clássicos
tanto brasileiros como portugueses. Machado de Assis, por
exemplo, fez uso dessa construção várias vezes.
Exemplos:
Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)
O verbo lembrar também pode ser transitivo direto e indireto
(lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de alguma coisa).
O verbo preferir é transitivo direto e indireto, ou seja,
possui um objeto direto (complemento sem preposição) e um
objeto indireto (complemento com preposição)
Exemplos:
Prefiro cinema a teatro. / Prefiro passear a ver TV.
Não é correto dizer: “Prefiro cinema do que teatro”.
O verbo simpatizar é transitivo indireto e exige a
preposição “com”.
Exemplo:
Não simpatizei com os jurados.
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 11 - Regências Verbal e Nominal
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76
O verbo querer pode ser transitivo direto (no sentido de
“desejar”) ou transitivo indireto (no sentido de “ter afeto”,
“estimar”).
Exemplos:
A criança quer sorvete. / Quero a meus pais.
O verbo namorar é transitivo direto, ou seja, não admite
preposição.
Exemplo:
Maria namora João.
Observação: Não é correto dizer: “Maria namora com João”
O verbo obedecer é transitivo indireto, ou seja, exige complemento
com a preposição “a” (obedecer a).
Exemplo:
Devemos obedecer aos pais.
Observação: Embora seja transitivo indireto, esse verbo pode
ser usado na voz passiva.
Exemplo:
A fila não foi obedecida.
O verbo ver é transitivo direto, ou seja, não exige
preposição.
Exemplo:
Ele viu o filme.
Regência Nominal
A regência nominal estuda os casos em que "nomes"
(substantivos, adjetivos e advérbios) exigem uma outra
palavra para completar-lhes o sentido. Em geral, a relação
entre um nome e o seu complemento é estabelecida por uma
preposição.
Exemplo:
É bacharel em direito. (se é bacharel, é bacharel em algo)
Tenho aversão a altitude. (se tem aversão, tem aversão a algo)
É preciso ter amor a vida. (se tem amor, tem amor a algo)
Fico feliz por você. (se fica feliz, fica feliz por alguém)
Quero sempre estar junto a ti. (se está junto, está junto a alguém)
Cabe observar que certos nomes admitem mais de uma regência,
ou seja, mais de uma preposição. A escolha desta ou
daquela preposição deve obedecer às exigências da clareza, da
eufonia e adequar-se às diferentes nuanças do pensamento,
obedecendo à gramática padrão. No exemplo a seguir, o adjetivo
"acostumado", que pede um complemento (quem está
acostumado, está acostumado "a algo" ou "com algo"), pode ser
completado por intermédio de pelo menos duas preposições
diferentes:
Exemplo:
Estou acostumado a essa vida agitada.
Estou acostumado como trânsito de São Paulo sempre
travado.
Ao aprender a regência de um verbo, você estará praticamente
aprendendo a regência do nome cognato (que vem da mesma raiz
do verbo). É o caso, por exemplo, do verbo obedecer e do
nome obediente. Este verbo exige a preposição [a], que é a mesma
exigida pelo nome derivado do verbo.
Exemplo:
Devemos obedecer a lei.
Devemos ser obedientes a lei.
Da mesma forma, todos os advérbios formados
de adjetivos + [mente], tendem a apresentar a mesma
regência dos adjetivos dos quais derivaram.
Exemplo:
compatível [com] => compativelmente [com]
relativo [a] => relativamente [a]
próximo [a, de] => proximamente [a, de]
Por fim, existe também o caso em que o nome é completado por
uma outra oração (frase com um verbo). Nestes casos, o
complemento será intermediado por preposição e por uma
conjunção integrante (que, se) exercendo sua função típica de
integrar orações. Trata-se das orações subordinadas completivas
nominais.
Exemplo:
Ficamos temerosos de que você demorasse muito.
Ficamos temerosos sobre se você demoraria muito.
Para identificar facilmente os casos de orações subordinadas
substantivas, basta verificar se a substituição da oração pelo
termo ISSO é adequada.
Exemplo:
Ficamos temerosos DISSO (de + ISSO).
Ficamos temerosos sobre ISSO.
A regência nominal não é assunto tão cobrado em provas
quanto a regência verbal, mas pode aparecer. Segue abaixo
uma relação de erros comuns de nomes que pedem
complementos ou adjuntos com preposição e a forma que está
de acordo com a norma culta.
TV (em)
Estamos na era da TV a cores. (errado)
Estamos na era da TV em cores.
Igual (a)
Outro igual eu você não encontrará. (errado)
Outro igual a mim você não encontrará.
Bacharel (em)
Se formou como bacharel de ciência da computação. (errado)
Se formou como bacharel em ciência da computação.
Alienado (de, a, para)
Estão todosalienados comos últimos acontecimentos.(errado)
Estão todosalienados dosúltimos acontecimentos.
O veículo está alienado a um banco.
O veículo está alienado para um banco.
Curioso (de, sobre, por)
Fiquei curioso com o que aconteceu. (errado)
Fiquei curioso do que aconteceu.
Fiquei curioso sobre o que aconteceu.
Fiquei curioso pelo que aconteceu.
Recurso (de, contra)
Não cabe recurso à decisão. (errado)
Não cabe recurso contra a decisão.
Não cabe recurso da decisão.
Atenção:
Evita-se a repetição de nomes, mas não a de elementos de
coesão, que têm função de articular sintaticamente as partes
do texto. Não é correta uma construção como a apresentada
acima porque os dois complementos (“governo” e “aumentar a
arrecadação”), ambos ligados ao substantivo “intenção”,
devem ser introduzidos pela preposição de. Assim, a
construção adequada é:“A intenção do governo de aumentar a
arrecadação é absurda.”
Erros Comuns
“Quanto você pagaria por um disco em vinil com uma música
de grande sucesso?”
O emprego da preposição em onde ela não cabe é um erro
comum. Com o verbo <resistir> e o substantivo <resistência>,
por exemplo, não se deve usar esta preposição. Em vez de
“resiste em fazer algo”, o correto é “resiste a fazer algo. Na
situação do notícia acima, é clara a necessidade da
preposição de. Dizemos que um disco é feito de vinil, que um
anel é feito de ouro ou de prata etc. É um erro usar a
preposição em indicando a matéria de que algo é constituído.
Logo, a frase correta é
"Quanto você pagaria por um disco de vinil com uma música de
grande sucesso?"
Vejamos outro exemplo de erro comum:
“A intenção do governo em aumentar a arrecadação é
absurda.”
Um caso relativamente corriqueiro é o de construções em que
um substantivo comporta dois complementos diferentes
regidos pela mesma preposição, mas o redator troca um
desses por outra preposição para “evitar a repetição”.
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Acostumado / Habituado (a, com)
Fiquei acostumado de lanches na hora do almoço. (errado)
Fiquei acostumado a lanches na hora do almoço.
Fiqueiacostumado com lanches na hora do almoço.
Ansioso (por, para, de)
Estava ansioso em conhecê-la. (errado)
Estava ansioso de ver o cometa.
Está ansioso por uma nova oportunidade.Permaneceu ansioso para falar.
Confiante (em)
Continuava confiante da vitória. (errado)
Continuava confiante em vitória.
Compatível (com, entre)
O doador tinha o sangue compatível ao da vítima. (errado)
O doador tinha o sangue compatível com o da vítima.
Os sangues de doador e vítima eram compatíveis entre si.
Entendido, Perito (em)
Era entendido de Mecânica. (errado)
Era entendido em Mecânica.
Era perito em construções.
Incluído (em, entre)
Foi incluído ao grupo. (errado)
Foi incluído no grupo.
Estava incluído entre os mais capacitados.
Morador / Residente / Situado/ Estabelecido(em, de)
Residente à rua Vila Bernadete. (errado)
Era morador na Rua do Lavradio.
Foi morador da Rua Santa Clara.
Junto(de, a)
A cadeira junto da porta estava desocupada. (correto)
A arma se encontrava junto ao corpo da vítima.(correto)
O ex-presidente foi nomeado embaixador junto ao (= adido
ao) governo italiano.
O empresário não conseguiu quitar sua dívida junto ao banco.
(errado)
O empresário não conseguiu quitar sua dívida com o banco.
Pediu vários empréstimos junto ao banco.(errado)
Pediu vários empréstimos ao banco.
A audiência da novela cresceu assustadoramente junto aos
espectadores.(errado)
A audiência da novela cresceu assustadoramente entreos
espectadores.
O Chapecoense prometeu a Serginho comprar seu passe junto
à Portuguesa.(errado)
O Chapecoense prometeu a Serginho comprar seu passe da
Portuguesa.
O advogado entrou com um recurso junto ao tribunal.(errado)
O advogado entrou com um recurso no tribunal.
Próximo (a, de)
Fiquei próximo ao muro.
Deixamos o carro próximo da árvore.
Apaixonado (por, de)
Era um apaixonado da natureza.
Estava apaixonada pelo colega de trabalho.
Apto/Aptidão (a, para)
Farei o teste de aptidão a pilotagem militar
Sempre teve aptidão para as artes
Sentia-se apto ao trabalho externo.
Considerei-o apto para exercer a profissão.
Conforme (a, com)
Assumiu uma postura conforme às suas raízes. (semelhante)
Essa atitude é mais conforme com seus ideais. (coerente)
Estudante, Estudioso (de)
O jornalista é estudioso de ufologia.
Parecido (com, a)
Era parecido com o avô.
Sendo parecido ao pai, foi aceito logo.
Grato (a, para, por)
Sou grato a todos neste dia especial.
Sua ajuda é sempre grata para meus filhos.
Mostrou-se grato pelo conselho que lhe dei.
Medo (de, a)
O menino tem medo do escuro.
Tive medo ao inspetor.
Segue uma lista com a regência de nomes de acordo com Paschoal Cegalla:
acessível a
afável com, para com
afeição a, por
aflito com, por
alheio a, de
amor a, por, de
atentatório a, de
aversão a, para, por
avesso a
aliado a, com
análogo a
ansioso de, por
antipatia a, contra, por
apto a, para
atencioso com, para com
imune a, de
indulgente com, para com
inerente a
coerente com
compaixão de, para com, por
compatível com
conforme a, com
constituído com, de, por
contente com, de, em, por
contíguo a
cruel com, para, para com
curioso de, por
desgostoso com, de
desprezo a, de, por
devoção a, para com, por
devoto a, de
dúvida acerca de, de, em, sobre
empenho de, em por
fácil a, de, para
falho de, em
feliz com, de, em, por
fértil de, em
hostil a, para com
junto a, de
lento em
pasmado de
passível de
peculiar a
pendente de
preferível a
propício a
próximo a, de
rente a
referência a
residente em
respeito a, com, de, para com, por
simpatia a, para com, por
situado a, em, entre
solidário com
suspeito a, de
último a, de, em
união a, com, entre
versado em
vizinho a, com, de
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1) Assinale a alternativa em que a regência verbal está de
acordo com a norma culta vigente.
a) Nunca aspirei o seu cargo público.
b) Nunca me simpatizei com pessoas falantes.
c) Com olhar curioso, a menina assistia aos filmes antigos que
herdara da avó.
d) Preferimos a tranquilidade das cidades do interior do que a
agitação dos grandes centros.
2) Assinale a alternativa que apresenta, de acordo com a norma
culta formal, um erro de regência verbal.
a) Infelizmente, os jovens preferem aos jogos de computador do
que a leitura de um bom livro.
b) As crianças obedeciam ao pai sem nenhuma contestação.
c) Aspirei muita poeira quando limpei o velho tapete.
d) Preciso visar meu passaporte ainda hoje.
3) Qual par de frases não apresenta erro de regência verbal?
a) I- A mãe agradou ao filho choroso no colo.
II- As palavras do orador agradaram ao público.
b) I- A professora chamou-o de inteligente.
II- O técnico chamou ao jogador de indisciplinado.
c) I- O garoto queria muito bem ao pai.
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II- “Não lhe quero mais aqui”, bradou a moça enfurecida.
d) I- Ela sempre o perdoa as palavras rudes.
II- Perdoamos aos empregados todas as dívidas.
4) Leia as frases abaixo e, a seguir, responda o que se pede.
I . Antes de assistir o doente, o médico assistiu a um programa
de televisão porque lhe assistia o direito a um descanso.
II . Visando apenas os seus próprios interesses, ele,
involuntariamente, prejudicou toda uma família.
III . Paguei-o, com ouro, todo o prejuízo que sofrera com a
destruição da seca.
IV . Jamais me esqueceram seus conselhos.
De acordo com a norma culta, estão corretas as frases
a) I, III d) II, IV
b) I, IV e) I, III, IV
c) I, II, III
5) Observe:
I. Os alunos obedeceram o professor sem contestações.
II. O bairro em que chegamos fica afastado.
III. Ele me lembrou de minhas obrigações.
De acordo com a norma culta, a regência verbal está correta em
a) III apenas. c) I apenas.
b) II apenas. d) I, II e III.
6) Assinale a alternativa correta quanto à regência verbal:
a) O bom cidadão obedece as leis e os regulamentos.
b) O caçador visou ao alvo, disparou o tiro, mas não acertou.
c) Assistimos o desfile cívico ao lado do palanque das
autoridades.
d) Lembrei a resposta correta no último minuto de prova.
e) O estabelecimento de ensino já informou aos alunos das
notas das provas finais.
7) Leia: “Apenas 20% do eleitorado assistiram ao debate entre
os dois candidatos. O eleitor que, alguma vez, já assistiu ou
ouviu o horário político deve lembrar que ele pode decidir uma
eleição. O voto consciente implica uma sociedade melhor.”
No texto acima, há um erro de regência verbal. Que alternativa
apresenta a passagem com esse erro?
a) “... assistiram ao debate..”
b) “... implica uma sociedade melhor.”
c) “... assistiu ou ouviu o horário político...”
d) “... deve lembrar que ele pode decidir uma eleição.”
GABARITO:
1.C 2.A 3.B 4.B 5.A 6.D 7.C
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Definição
A concordância é o princípio sintático segundo o qual as palavras
dependentes se harmonizam. Existem dois tipos de concordância: a
que é feita entre o sujeito e o verbo, Concordância Verbal, e a
que é feita entre o substantivo e o adjetivo, artigo, pronome ou
numeral, Concordância Nominal.
Concordância Verbal
O verbo concorda com o sujeito nas seguintes regras gerais:
Sujeito Simples (umsó núcleo) - O verbo concordará com o
núcleo do sujeito simples em número e pessoa.
Exemplos:
O menino saiu com os amigos.
Nós saímos para o trabalho.
Eles prestaram informações valiosas.
Eu sei que vou te amar.
Acontecem tantas desgraças neste planeta!
A quem pertencem essas terras?
Sujeito Composto (mais de um núcleo) - Verbo no plural na
pessoa gramatical de número mais baixo.
Exemplos:
1ª + 2ª = 1ª -> Eu e tu (nós) sairemos agora.
1ª + 3ª = 1ª -> Eu e ela (nós) faremos a apresentação.
2ª + 3ª = 2ª -> Tu e ele (vós) sabeis a resposta. / Tu e ele
(eles) sabem a resposta. (Silepse De Pessoa) - possível a
concordância com a 3ª, por ser a 2ª pouco usada)
Casos de possibilidade de concordância com o mais
próximo
a) Sujeito composto com núcleos pospostos ao verbo9:
Exemplos:
Todos deverão chegar cedo amanhã; antes dos demais,
porém, chegarás tu e o porteiro.
Neste recinto, reinaa paz e a alegria.
Passou pela minha cabeça a voz e o rosto de uma pessoa
conhecida.
b) Sujeito composto com núcleos sinônimos:
Exemplos:
A evolução e o progressotrouxe a informática aos nossos
lares.
Felicidade e alegriafaz a vida ficar melhor.
c) Sujeito composto com núcleos em gradação:
Exemplos:
Uma ânsia, uma aflição, uma angústia repentina começou a
me apertar a alma.
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Há autores que consideram lícita a concordância com o núcleo mais
próximo mesmo quando o verbo sucede o sujeito composto da terceira
pessoa.
Casos Especiais
1) Núcleos do sujeito unidos por OU
a) Com exclusão, o verbo concordará com o núcleo do sujeito
mais próximo.
Exemplos:
O Bahia ou vitóriaserá o campeão em 2010. (apenas um será
campeão)
A Rússia ou a Inglaterrasediará os próximos jogos olímpicos.
(as duas não podem sediar simultaneamente)
b) Sem exclusão, o verbo vai para o plural (quando a ação
verbal pode ser aplicada a todos os núcleos):
Exemplos:
O frio ou a altitudeprejudicaram os atletas.
Preparo ou conhecimento o garantiram o primeiro lugar.
2) Núcleos do sujeito unidos pela preposição COM
a) Verbo no plural quando se atribui a mesma importância aos
elementos do sujeito (com=e):
Exemplos:
Manuel com seu compadreconstruíram o barracão.
Eu com meus amigosrecebemos a notícia animados.
b) Quando se deseja dar ênfase ao primeiro elemento, verbo
no singular:
Exemplos:
Maria, com o namorado, chegou no início da festa.
O presidente, com sua comitiva, entrou na sala de reuniões.
3)Núcleos do sujeito unidos por NEM
a) Verbo no plural quando o sentido for deadição:
Exemplos:
Nem a riqueza nem o poder o livraram de seus inimigos.
b) Se houver ideia de exclusão, ou se o verbo preceder o
sujeito, o verbo ficará no singular:
Exemplos:
Nem Pedro nem Pauloserá eleito presidente.
Não se recusaajuda, nem tempo, nem atenção a ninguém.
4) Sujeitos resumidos por tudo, nada, ninguém - A forma
adequada é o verbo no singular, concordando com o aposto
resumidor:
Exemplos:
A cidade, os campos, os vales, tudoestava coberto de água,
naquela enchente devastadora.
Jogos, espetáculos, viagens, nadapodia satisfazê-lo.
5) Núcleos do sujeito representantes da mesma pessoa ou
coisa - Quando os núcleos, por palavras diferentes,
representam uma só pessoa ou coisa, o verbo fica
naturalmente no singular:
Exemplos:
Advogado e membro da instituição afirma que ela é corrupta.
O homem comum, o trabalhador, o pagador de impostos,
sofre com a corrupção.
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 12 - Concordâncias Verbal e Nominal
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6) Núcleos do sujeito são infinitivos
a) Quando são dois ou mais infinitivos, o verbo fica no
singular:
Exemplos:
Fazer e dizer não significa o mesmo.
b)Verbos no plural se forem determinados por artigo ou
exprimirem ideias opostas:
Exemplos:
O comer e o bebersão necessários.
Rir e chorarfazem parte da vida.
7)Sujeito oracional - O verbo cujo sujeito é um oração
substantiva concorda no singular:
Exemplos:
Ainda faltacomprar os cartões.
Estas são realidades que nãoadiantaesconder.
8) Sujeito com núcleo percentual, partitivo ou coletivo - O
verbo concorda com o núcleo ou com o determinante:
Exemplos:
Uma grande multidão de crianças penetrava (ou
penetravam) na caverna.
A maioria deles aprovou (ou aprovaram) a realização do
festival de forró.
Nos EUA, 20% da população sofre (ou sofrem) a síndrome do
pânico.
Fique Ligado! Com numeral antecedido de determinante, o
verbo vai para o plural:
Exemplos:
Os 10% daquele elenco atuaram pela primeira vez.
9) Sujeito com as locuções um e outro e nem um nem
outro - O verbo concorda de preferência no plural, mas pode
ficar no singular.
Exemplos:
Nem uma nem outra foto prestavam. (ou prestava)
Um e outro livro me agradaram. (ou agradou) muito.
Fique Ligado! Havendo reciprocidade na ação, o verbo vai
para o plural:
Exemplos:
Um e outro colega se comunicam pela internet.
10) Sujeito com a locução um ou outro - Verbo na terceira
pessoa do singular:
Exemplos:
Um ou outro auditor trabalhará neste caso.
Sempre tem um ou outro que fala no momento inoportuno.
11) Sujeito com a locução mais de um - Verbo na terceira
pessoa do singular:
Exemplos:
Mais de um presidente defendeu a abertura comercial.
Fique Ligado! Havendo reciprocidade na ação, o verbo vai
para o plural:
Exemplos:
Mais de um jogador de times diferentes deram-se as mãos na
defesa do esporte amador.
12) Locução Um dos (...) que:
a) Verbo na terceira pessoa do plural para enfatizar o
conjunto:
Exemplos:
Zico foi um doscraquesque encantaram o mundo.
b) Verbo na terceira pessoa do singular para enfatizar o
indivíduo:
Exemplos:
Zico foi um dos craques que encantou o mundo.
13) Sujeito com locução pronominal com pronome pessoal
preposicionado:
a) Núcleo no singular - Verbo na terceira pessoa do
singular:
Exemplos:
Qual de nóssairá? / Qual delesvai visita-la? / Quem de
nóssaberia o que fazer?
b) Núcleo no plural - O verbo pode ir para a terceira pessoa
do plural ou concordar com o pronome:
Exemplos:
Quais de nóssairão (ou sairemos)? / Quantos dentre
vósfazem (ou fazeis) questão de comparecer?
14)Pronome relativo como sujeito - O verbo concorda com o
antecedente do pronome relativo:
Exemplos:
Fomos nós que viajamos sem permissão. / Aquela é a mulher
que me atendeu. / Os profissionais que chegaram são bons.
Fique Ligado! Se o antecedente do pronome relativo for
predicativo de um pronome pessoal sujeito, o verbo da oração
iniciada pelo que concordará com o pronome pessoal, ou com
o antecedente do pronome relativo:
Exemplos:
Nós somos aqueles que aqui estivemos (ou estiveram) ontem.
15)QUEM como sujeito:
a) Verbo na terceira pessoa do singular quando for pronome
indefinido. Não se quer enfatizar o agente:
Exemplos:
Fui eu quem pagou aquela conta.
Fique Ligado! Apesar de a linguagem enfática permitir a
concordância com o sujeito da oração principal (Fui eu quem
paguei), houve questões de concordância que consideraram
esta construção ERRADA.
16) Pronomes de tratamento como sujeito - Esses pronomes
exigem o verbo na terceira pessoa do singular, embora se
refiram à segunda pessoa do discurso:
Exemplos:
Vossa Excelênciaagiu com moderação.
17) Plural aparente como sujeito - Verbo na terceira pessoa
do singular:
Exemplos:
Minas Geraispossui grandes jazidas de ferro.
Fique Ligado! Se houver artigo no plural, o verbo irá também
para o plural:Exemplos:
Os Estados Unidossão o país mais rico do mundo.
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18) Verbo acompanhado da palavra se:
a) Quando oséíndice de indeterminação do sujeito, o
verbo fica na terceira pessoa do singular. Isso ocorre com
verbos intransitivos, transitivos indiretos ou de ligação:
Exemplos:
Morria-se de tédio naquele lugarejo.
Necessita-se de balconistas com prática.
Fique Ligado! Quando o sujeito é indeterminado, sem o
pronome se, o verbo vai para a terceira pessoa do plural:
Exemplos:
Pediram-me que a procurasse. / Contaram-me coisas
incríveis.
b) Concordância do verbo passivo - Quando apassivado pelo
pronome apassivador se, o verbo concordará normalmente
com o sujeito:
Exemplos:
Vende-se a casa e compram-se dois apartamentos.
Fique Ligado! Para se detectar os sujeitos da frase acima,
deve-se transformá-la na voz passiva analítica:
Exemplos:
A casa é vendida e dois apartamentos são comprados.
19) Verbos impessoais - Por não possuírem sujeito, ficam na
terceira pessoa do singular os seguintes verbos:
a) Haver, fazer, indicando tempo:
Exemplos:
Há anos não vou a Fortaleza.
b) Passar de..., na indicação das horas:
Exemplos:
Quando saí de casa, passava das oito horas.
c) Chover e outros que exprimem fenômenos da natureza:
Exemplos:
Nevou muito na cordilheira.
Fique Ligado! Se for usado o sentido conotativo, o verbo
deixa de ser impessoal:
Exemplos:
Choviampétalas de flores.
d) Haver no sentido de existir, ocorrer, acontecer:
Exemplos:
Havianotas falsas na praça.
e) Os verbos auxiliares das locuções com os verbos
impessoais haver ou fazer:
Exemplos:
Deve fazer uns cinco anos que estive em Paris.
20) Concordância do Verbo Ser
Casos de concordância com o predicativo:
a) Quando o sujeito do verbo ser é um dos pronomes isto,
isso, aquilo, tudo, o [=aquilo], nada (concordância opcional):
Exemplos:
Tudo são flores no início. / Tudo isto eram sintomas graves. /
Hoje o que não falta são investimentos.
b) Orações iniciadas pelos pronomes interrogativos que e
quem:
Exemplos:
Quem foram os primeiros a entrar?
Que são seis meses para quem ama?
c) Quando o sujeito é nome de coisa no singular e o
predicativo é um substantivo plural:
Exemplos:
A cama são umas palhas.
A causa eram os seus atrasos.
d) Sujeito é expressão partitiva ou coletiva, e o predicativo
um substantivo no plural:
Exemplos:
A maioria eramrapazes jovens.
O resto sãoitens de pouca importância.
e) Quando o predicativo é pronome pessoal ou substantivo e o
sujeito não é pronome pessoal reto:
Exemplos:
O Brasil, senhores, soisvós.
Quem deu o alarme fuieu.
f) Quando o predicativo indicainsuficiência, suficiência ou
excesso, o verbo ser deve concordar com o predicativo:
Exemplos:
Quatrocentos e vinte reais por mês é pouco para uma família.
Doze metros de fio é demais.
Seis quilos é mais do que precisamos.
g) Verbo ser, indicando horas, datas e distâncias, concorda
com o numeral e é impessoal:
Exemplos:
Era uma hora da tarde.
Eram duas horas da tarde.
Da estação à fazenda são três léguas a cavalo.
Hoje são seis de março.
Fique Ligado! Pode-se, na linguagem espontânea, deixar o
verbo no singular concordando com a ideia de dia:
Exemplos:
Hoje é seis de março. [...é dia seis...]
h) Se o sujeito do verbo ser é pessoa ou pronome pessoal, o
verbo concorda com o sujeito:
Exemplos:
Maria era as alegrias da família. / Ela era as coisas boas de lá.
Fique Ligado! Invertendo-se a frase, permanece tal
concordância:
Exemplos:
As alegrias da família era Maria.
i) Existe também a concordância com o predicativo plural
quando este represente partes do corpo da pessoa nomeada
no sujeito:
Exemplos:
“Santinha eram dois olhos míopes, quatro incisivos claros à
flor da boca.” – Manuel Bandeira
j) O verbo ser permanece invariável na partícula de realce é
que:
Exemplos:
Eu é quemantenho a ordem aqui. [Sou eu que mantenho a
ordem aqui]
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21) ERA UMA VEZ - Mantém-se invariável a expressão de
história será uma vez, ainda que seguida de substantivo
plural:
Exemplos:
Era uma vez dois cavaleiros andantes.
22) A NÃO SER - É geralmente considerada locução
invariável, equivalente a exceto, salvo, senão:
Exemplos:
Nada restou do edifício, a não ser escombros.
23) HAJA VISTA - A expressão correta é haja vista, e não
haja visto. Pode ser construída de três formas:
Exemplos:
Haja vista os livros desse autor.
Vejam-se os livros desse autor.
Veja você os livros desse autor.
Atente-se para os livros desse autor.
24) Concordância dos verbos dar, bater, tocar e soar - Em
relação a horas, estes verbos concordam com o numeral:
Exemplos:
Já deram três horas. / Soaram dez horas nas igrejas. /
Tinham batido quatro horas no cartório.
Fique Ligado! Com o sujeito relógio, verbo no singular:
Exemplos:
O relógio já deu três horas.
25) Concordância do verbo parecer - Em construções com o
verbo parecer seguido de infinitivo, pode-se flexionar o verbo
parecer ou o infinitivo que o acompanha:
Exemplos:
As paredes pareciam estremecer. (construção corrente)
As paredes parecia estremecerem. (construção literária) -
análise: parecia: oração principal; as paredes
estremecerem: oração subordinada substantiva subjetiva
reduzida de infinitivo [Isso parecia].
Fique Ligado!A construção do verbo parecer como uma
oração principal tendo uma subordinada substantiva é comum
em questões de concordância.
26) Perto de, cerca de, mais de, menos de: levam o verbo a
concordar com o numeral:
Exemplos:
Mais de dez fotógrafos permaneciam no local.
27) Concordância com números fracionários - De regra, a
concordância é feita com o numerador:
Exemplos:
Um terço dos alunos faltou.
Dois terços dos alunos faltaram.
Fique Ligado! Segundo CEGALLA, não parece incorreto usar o
verbo no plural quando a fração tem o numerador 1:
Exemplos:
Um quinto dos homens eram de cor escura.
28) Concordância de senão em frases negativas - Nessas
frases em que senão equivale a mais que, a não ser, e vem
seguido de substantivo no plural, costuma-se usar o verbo no
plural, fazendo-o concordar com o sujeito oculto outras
coisas:
Exemplos:
Do antigo templo grego não restam senão ruínas. [...não
restam outras coisas senão ruínas]
Concordância Nominal
Concordância do Adjetivo Adjunto Adnominal
1) O adjetivo concorda em gênero e número com o
substantivo a que se refere:
Exemplos:
O altoipê cobre-se de flores amarelas.
Dois carrosamarelos passaram por nós.
Pessoasdedicadas são raras.
Convincentesargumentos minguavam-lhe a confiança.
2) O adjetivo posposto que se refere a mais de um substantivo
poderá fazer dois tipos de concordância:
a) Concordância Lógica: o adjetivo no plural no gênero
predominante. (masculino prevalece sobre feminino)
Exemplos:
Já comprei paletó e camisanovos.
Estudo a língua e a literaturaportuguesas.
b) Concordância Atrativa: o adjetivo concorda com o
substantivo mas próximo.
Exemplos:
Já comprei paletó e camisanova.
Estudo a língua e a literaturaportuguesa.
3) Anteposto aos substantivos, o adjetivo concorda, em geral,
com o mais próximo:
Exemplos:
Velhasrevistas e livros enchiam as prateleiras.
Velhoslivros e revistas enchiam as prateleiras.
Seguem esta regra os pronomes adjetivos:
A suaidade, sexo e profissão.
4) Quando dois ou mais adjetivos se referem ao mesmo
substantivodeterminado pelo artigo, ocorrem dois tipos de
construção:
Exemplos:
Estudo as línguas inglesa e francesa.
Estudo a língua inglesa e a francesa.
5) Os adjetivos regidos de preposição "de", que se referem a
pronomes neutros indefinidos (nada, muito, algo, tanto,...),
normalmente ficam no singular:
Sua vida nada tem de misterioso.
Exemplos:
Todavia, por atração, podem concordar com o substantivo (ou
pronome) sujeito:
Elas nada tinham de ingênuas.
Concordância do Adjetivo Predicativo com o Sujeito ou
Objeto
1) Com Sujeito/Objeto Simples: o predicativo concorda com o
sujeito simples em gênero e número.
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Exemplos:
Os campos estavam floridos, as colheitas seriam fartas.
Vi ancorados na baía os navios petrolíferos.
2) Com Sujeito/Objeto Composto: o predicativo vai para o
plural no gênero predominante.
Exemplos:
O mar e o céu estavam serenos.
O vale e a montanha são frescos.
Deixe bem fechadas a porta e as janelas.
Tomei emprestados a régua e o compasso.
O predicativo pode concordar com o substantivo mais próximo
se aquele vier antes deste:
Exemplos:
Era deserta a vila, a casa, o templo.
É preciso que se mantenham limpas as ruas e os jardins.
3) Se o sujeito for representado por um pronome de
tratamento, a concordância se efetua com o sexo da pessoa a
quem nos referimos (Silepse = Concordância com a Ideia):
Exemplos:
Vossa alteza foi bondoso.
Vossa alteza foi muito severa.
4) Em locuções do tipo "é bom...", "é necessário...", "é
preciso..." temos dois tipos de construção:
a) Se o substantivo vier determinado, o predicativo
concordará com o artigo determinante.
Exemplos:
É necessária a tua presença aqui.
b) Se não vier determinado, se faz a concordância com o
fato que se tem em mente.
Exemplos:
Bebida alcoólica não é bom para o fígado.
Concordância do Particípio Passivo
1) Na voz passiva, o particípio concorda em gênero e número
com o sujeito:
Exemplos:
Foi escolhida a rainha da festa.
2) Quando o núcleo do sujeito é um coletivo numérico, pode-
se, em geral, fazer a concordância com o substantivo que o
acompanha:
Exemplos:
Centenas de rapazesforam vistos pedalando na rua.
3) Referindo-se a mais de um substantivo, o particípio
concorda no gênero predominante:
Exemplos:
Atingidos por mísseis, a corveta e o navio foram a pique.
Outros Casos de Concordância
Anexo, Apenso, Incluso, Separado - Como adjetivos,
concordam com substantivo em gênero e número:
Exemplos:
Vão anexos os pareceres das comissões técnicas.
Fique Ligado!Em anexo, em separadosão locuções adverbiais
de modo e devem ficar invariáveis.
Leso - Concorda com o substantivo em gênero e número:
Exemplos:
Os crimes de lesa-majestade eram punidos com a morte.
A Olhos Vistos - Locução adverbial invariável. Significa
visivelmente.
Exemplos:
Lúcia emagrecia a olhos vistos.
Só - Como adjetivo, só [=sozinho] concorda em número
com o substantivo:
Exemplos:
Eles estavam sós, na sala iluminada.
Como advérbio [=somente], fica invariável:
Exemplos:
Só eles estavam na sala.
Fique Ligado!A sós é locução invariável:
Exemplos:
Estávamos a sós.
Possível - Como adjetivo, concorda com o substantivo:
Exemplos:
Faremos todos os exercícios possíveis.
Formando locuções:
1. Adverbiais (o mais..., o menos..., o pior..., o
melhor...possível) são invariáveis:
Exemplos:
Os prédios devem ficar o mais afastado possível.
2. Adjetivas (os mais..., os menos..., os piores..., os
melhores...possíveis) são variáveis:
Exemplos:
As informações obtidas são as melhores possíveis.
Adjetivos Adverbiados
Certos adjetivos, como sério, claro, alto, caro, barato, raro, etc.,
quando usados como advérbios, ficam invariáveis:
Exemplos:
A partir de amanhã, a água custará mais caro.
Mas como adjetivo, varia:
Exemplos:
A partir de amanhã, a água fica mais cara.
Todo - No sentido de inteiramente, completamente, costuma-se
flexionar, embora seja advérbio:
Exemplos:
As meninas iam todas de branco.
Alerta - Como advérbio [=em estado de alerta], fica invariável:
Exemplos:
Os soldados ficaram alerta.
Como adjetivo ou substantivo, varia:
Exemplos:
Nossos chefes estão alertas. [=vigilantes]
Os bombeiros deram vários alertas [=avisos] à população.
Meio - Como advérbio [= um pouco], fica invariável:
Exemplos:
A porta estava meio aberta.
Como numeral fracionário [=metade], flexiona-se para concordar
com o substantivo:
Exemplos:
Comi meia maçã.
Bastante - Varia quando adjetivo sinônimo de suficiente:
Exemplos:
Não havia provas bastantes para condenar o réu.
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Como advérbio, fica invariável:
Exemplos:
As cordas eram bastante [=muito] fortes para sustentar o
peso.
Menos - É palavra invariável:
Exemplos:
Gaste menos água.
Pseudo - É invariável:
Exemplos:
Elas eram pseudo-feministas.
Grama - Unidade de medida de massa, é masculino.
Exemplos:
Emagreci quinhentos gramas na semana passada.
Mesmo - Como advérbio [= até, realmente], fica invariável:
Exemplos:
Mesmo elas desconheciam o programa antivírus.
Saiu neste momento mesmo.
Como pronome demonstrativo [=próprio], concorda com o
pronome ou o substantivo a que se refere:
Exemplos:
Elas mesmas digitaram todo o texto.
Quite -É adjetivo e flexiona-se:
Exemplos:
Os eleitores quites com o TRE poderão votar.
Tal Qual - Com verbos de ligação, "tal" concorda com o 1º
termo da comparação e "qual", com o segundo:
Exemplos:
Osfilhosserãotais qualopai.(tais qual o pai é)
O filho era tal quais os pais. (tal quais os pais eram)
Com outros verbos, é conjunção comparativa:
Exemplos:
O filho fala tal qual os pais. (fala como os pais falam)
Os filhos comem tal qual o pai. (comem como o pai come)
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1) Quanto à concordância verbal, preencha as lacunas do
texto seguinte e, a seguir, assinale a sequência correta.
“Metade dos convidados não ___________ à cerimônia,
porém perto de quarenta familiares ___________ a ausência.
Vários de nós também não ___________ o convite, devido ao
incidente ocorrido dias atrás.”
a) compareceu – justificaram – aceitamos
b) compareceu – justificou – aceitou
c) compareceram – justificaram – aceitou
d) compareceram – justificou – aceitamos
2) Marque a única alternativa em que o emprego do verbo
haver está correto.
a) Todas as gotas de água havia evaporado.
b) Elas se haverão comigo, se mandarem meu primo sair.
c) Não houveram quaisquer mudanças no regulamento.
d) Amanhã, vão haver aulas de informática durante todo o
período de aula.
e) Houveram casos significativos de contaminação no hospital da
cidade.
3)Assinale a frase com erro de concordância verbal.
a) No mesmo dia, faleceu um político e um músico.
b) Desse produto foi fabricado, no ano passado, dez modelos.
c) Desapareceram misteriosamente o livro e a revista que
estavam aqui.
d) É importante que esses assuntos sejam discutidos
reservadamente.
4) Das frases a seguir, a única inteiramente de acordo com
as regras de concordância verbal é:
a) A rede de coleta e de tratamento de esgoto possuem
tubulações mais estreitas que as galerias pluviais nas ruas.
b) Na sala de aula, haviam inúmeros quadros de artistas
renomados.
c) Ocorreram, naquele mesmo ano, acontecimentos
extraordinários.
d) Podem trazer sériasconsequências ao planeta a falta de
cuidados com o ambiente.
e) O técnico e o presidente da empresa chegou muito cedo ao
local do acidente.
5)Assinale a alternativa que apresenta a correta concordância
da forma verbal destacada.
a) Ocorreu fatos, na vida daquele homem, que o tornaram
uma pessoa amarga.
b) Houve razões para que aquele homem se tornasse uma
pessoa amarga.
c) Aquele homem é uma pessoa amarga, porque as
circunstâncias tornou-o assim.
d) Motivos existiu para que ele se tornasse uma pessoa
amarga.
6)Assinale a alternativa em que a concordância verbal está
inadequada.
a) Não foi alcançado rio nem mata.
b) Somos nós que destrói a natureza.
c) A maioria dos funcionários não aceitou a explicação.
d) Não foram os cidadãos quem reclamou do problema do
trânsito.
7)Observe as frases abaixo:
I- Haverá muitas festas se ele vencer a eleição para
presidente do clube.
II- Haverão duas festas neste salão na próxima semana.
III- Haviam poucos convites para a festa.
Considerando a concordância verbal, está(ão) correta(s):
a) I e II c) Apenas I
b) I e III d) Apenas III
8) Assinale a alternativa cuja concordância verbal obedece às
normas gramaticais.
a) Não podem haver rasuras na prova de redação.
b) Águas de Lindóia estão a 180 Km de São Paulo.
c) Cerca de 20% da mata foi destruído.
d) Deve ter entrado, no teatro, mais de duzentas pessoas.
e) A maioria dos moradores gostam de passear na Lagoa do
Taquaral.
9)Observe as orações seguintes:
1. Precisam-se de bons funcionários nesta fábrica.
2. Fui eu quem recebeu a esperada mensagem.
3. Éramos nós que recebia sempre o castigo.
4. O juiz, o delegado, os vereadores, nenhum se preocupou
com aquela ameaça.
A concordância verbal está empregada corretamente apenas
em:
a) 1 c) 1 e 3
b) 3 d) 2 e 4
10)Assinale a alternativa que apresenta uma oração correta
quanto à concordância.
a) Sobre os palestrantes tem chovido elogios.
b) Só um ou outro menino usavam sapatos.
c) Mais de um ator criticaram o espetáculo.
d) Vossa Excelência agistes com moderação.
e) Mais de um deles se entreolharam com espanto.
GABARITO:
1.A 2.B 3.B 4.C 5.B 6.B 7.C 8.E 9.D 10.E
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85
Definição
Todos os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos,
os, as, lhes) podem ocupar três posições com relação aos verbos.
Essas três colocações dos pronomes chamam-se, respectivamente:
a)Ênclise (depois do verbo): Encontrei-o na sala de recepção.
b)Próclise (antes do verbo): Não o encontrei na sala de recepção.
c)Mesóclise (no meio do verbo): Encontrá-lo-ei na sala de
recepção.
Segundo a Gramática que herdamos de Portugal, a colocação normal
do pronome é a ênclise. No entanto, no Português escrito e falado no
Brasil hoje, nota-se uma preferência marcante pela próclise.
A colocação pronominal não é uma questão de análise sintática,
isto é, a posição do pronome não determina sua função na
frase. Trata-se de um problema de eufonia (palavra de origem
grega que significa “bom som”). Assim, se houver dúvida quanto
à posição do pronome, a melhor regra é escolher a forma que
soar melhor ao ouvido e estar atento ao nível de linguagem que
se quer.
Qual é a forma mais correta: Joana me falou ou Joana falou-
me? Nenhuma das duas é melhor que a outra. Pode-se dizer
que a primeira (Joana me falou) é mais coloquial, mais
adequada a textos informais; a segunda (Joana falou-me) se
presta a situações que exigem uma formalidade maior.
As regras da norma culta, muitas vezes, são infringidas em textos
jornalísticos e até mesmo literários.
Regras Gerais
Próclise
a) com palavras de sentido negativo. Não, nunca, jamais, nada, nem.
b) com pronomes relativos.
Que, o qual, a qual, os quais, as quais, quem,
cujo, onde, quanto
c) com pronomes indefinidos. Tudo, nada, ninguém, alguém, outrem, algo.
d) com pronomes demonstrativos.
Este, esta, esse, essa, isto, isso, aquele, aquela,
aquilo.
e) com conjunções subordinativas.
Porque, como, embora, se, conforme, quando,
etc.
f) com advérbios, antes de verbos. Aqui, bem, mal, muito, hoje, amanhã, etc.
g) com gerúndio precedido da
preposição em.
Em se levantando o cerco...
h) com orações optativas10. Deus te abençoe, meu filho.
i) com orações exclamativas. Quanto me custa tudo isso!
j) com orações interrogativas. Quem o trouxe aqui?
Mesóclise
Quando o verbo estiver no futuro do
presente e no futuro do pretérito, e
a próclise não for obrigatória.
Contar-me-ão o segredo. Perguntar-se-ia o
motivo.
Ênclise
a) com o verbo no imperativo
afirmativo.
Apressa-te!
b) com o verbo no infinitivo. Vamos convidá-los.
c) orações reduzidas de gerúndio. ...e, mostrando-nos a estrada...
d) com o verbo iniciando a oração. Ensinei-lhe tudo.
A T E N Ç Ã O
Quando o particípio vem desacompanhado de auxiliar, não é lícita ênclise ou próclise; utiliza-se a forma
oblíqua regida de preposição. Ex: Dada-me a explicação, saiu. / Dada a mim a explicação, saiu.
Colocação Pronominal em Locuções Verbais
São possíveis as seguintes colocações:
Auxiliar + Infinitivo
- Ele devia entregar-me o cheque.
- Ele devia-me entregar o cheque.
- Ele me devia entregar o cheque.
PORÉM,
- Ele não me devia entregar o cheque.
- Ele não devia entregar-me o cheque.
Auxiliar + Gerúndio
- O caso estava aborrecendo-me.
- O caso estava-me aborrecendo.
- O caso me estava aborrecendo.
PORÉM,
- O caso não me estava aborrecendo.
- O caso não estava aborrecendo-me.
Auxiliar + Particípio
- Ele havia-me perseguido.
- Ele me havia perseguido.
PORÉM,
- Ele não me havia perseguido.
10 Celso Cunha define “optativa” como uma oração que exprima desejo. Ex: Bons olhos o vejam! / Que o novo ano lhe traga alegrias.
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 13 - Colocação Pronominal
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Estilística
No Brasil, a próclise é a colocação usual tanto na língua
falada como na escrita, caracterizando-se por ser mais
espontânea e informal. A ênclise pode demonstrar um tom
cerimonioso.
Observe:
Mariana me telefonou. (próclise)
Mariana telefonou-me. (ênclise)
O segundo exemplo mostra uma colocação bastante formal e
pouquíssimo utilizada no Brasil.
Leia outros exemplos extraídos de textos literários:
Exemplos:
Mãe amorosa, a Europa afligiu-se com a sorte das suas terras
extremas...
Quem vivia num baixo, podia imaginar-se dentro de um poço
tapado...
Com trêmulas mãos acenderam-se as velas nas casas... (José
Saramago)
...Fabiano espiava a caatinga amarela, onde as folhas secas
se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os
garranchos se torciam, negros, torrados. Pouco a pouco, os
bichos se finavam, devorados pelo carrapato. (Graciliano
Ramos)
A ênclise foi utilizada por José Saramago, escritor português,
e a próclise, pelo escritor modernista brasileiro Graciliano
Ramos. Em Portugal, a preferência é pela colocação enclítica;
no Brasil, predomina o uso da próclise.
A mesóclise está praticamente sendo abolida em nosso país,
ficando restrita a textos muito formais, como leis, códigos e
uns poucos textos literários. Hoje, o emprego da mesóclise é
considerado inadequado e até pedante.
Art.6° Na interpretação desta Lei, levar-se-ão em conta os fins
sociais a que ela se dirige, as exigências do bem comum, os
direitos e deveres individuais e coletivos, e a condição peculiar da
criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento.
(Estatuto da Criança e do Adolescente)
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1)Considere estasfrases:
I – Me pediram um favor na escola.
II – Lhe imploro que volte para casa.
III – Esqueça-me, não venha mais aqui.
Em relação à colocação pronominal, qual(is) frase(s) está(ão) de
acordo com a norma culta?
a) I
b) III
c) I e II
d) I, II, III
2)Assinale a alternativa em que não há possibilidade de
mudança da posição do pronome oblíquo destacado, segundo a
norma culta.
a) Ela vai magoar-te com uma resposta ríspida.
b) Estamos ansiosos para lhe mostrar as fotos.
c) Todos perceberam que a situação estava se complicando.
d) Em se confirmando essa previsão, o governo baixará os
juros.
3)A colocação do pronome oblíquo átono, segundo a norma
culta, está correta em:
a) A explicação que deram-lhe foi satisfatória.
b) Embora pedissem-me desculpas, o mal já estava feito.
c) Não me convidaram para aquela festa de aniversário.
d) Te presentearam com este livro?!
4)Leia as frases abaixo e responda a questão que segue.
I – O gado ia-se finar, até os espinhos secariam.
II – Compadre, eu não lhe quero dizer coisa alguma.
III – As visões do sono tinham dissipado-se.
IV – Nunca convidei-o para sair.
Segundo a norma culta, estão corretas as frases
a) I e II.
b) III e IV.
c) II e IV.
d) II e III.
e) I e III.
5)Assinale a alternativa em que a colocação do pronome átono
destacado não obedece à norma culta.
a) Nunca a vejo serena e obstinada no dia a dia.
b) Que o vento te leve os meus recados de saudade!
c) Devo mostrar-lhe a mais bela paisagem da cidade.
d) Em pondo-se o sol, vão-se os belos e alegres pássaros.
GABARITO:
1.B 2.D 3.C 4.A 5.D
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Pronome Relativo
Emprego e Função dos Pronomes Relativos
O estudo das orações subordinadas adjetivas está
profundamente ligado ao emprego dos pronomes relativos. Por
isso, vamos aprofundar nosso conhecimento acerca desses
pronomes.
Pronome Relativo QUE
O pronome relativo "que" é chamado relativo universal, pois
seu emprego é extremamente amplo. Esse pronome pode ser
usado para substituir pessoa ou coisa, que estejam no singular
ou no plural. Sintaticamente, o relativo "que" pode
desempenhar várias funções:
a) Sujeito: Eis os artistas que representarão o nosso país.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Eis os artistas.
Os artistas (= que) representarão o nosso país.
Sujeito
b) Objeto Direto: Trouxe o documento que você pediu.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Trouxe o documento
Você pediu o documento (= que)
Objeto Direto
c) Objeto Indireto: Eis o caderno de que preciso.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Eis o caderno.
Preciso do caderno (= de que)
Objeto Indireto
d) Complemento Nominal: Estas são as informações de
que ele tem necessidade.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Estas são as informações.
Ele tem necessidade das informações (= de que)
Complemento nominal
e) Predicativo do Sujeito: Você é o professor que muitos
querem ser.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Você é o professor.
Muitos querem ser o professor (= que)
Predicativo do Sujeito
f) Agente da Passiva: Este é o animal por que fui atacado.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Este é o animal.
Fui atacado pelo animal (= por que)
Agente da Passiva
g) Adjunto Adverbial: O acidente ocorreu no dia em que eles
chegaram. (adjunto adverbial de tempo).
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
O acidente ocorreu no dia
Eles chegaram no dia. (= em que)
Adjunto Adverbial de Tempo
Pronome Interrogativo
Exemplos:
Que quer fazer quando sair daqui? (pronome substantivo)
Que mal ele poderia fazer? (pronome adjetivo)
Conjunção
a) Coordenativa explicativa
Exemplos:
Espere um pouco, que isso vai acabar logo.
b) Subordinativa integrante
Exemplos:
Vi que não era necessário.
Preciso de que você faça isso.
É necessário que façamos algo.
c) Adverbial causal
Exemplos:
Vou dormir, que amanhã acordo cedo.
Ceamos à lareira, que a noite estava fria.
d) Adverbial concessiva
Exemplos:
Nada conseguiu em sua defesa, ainda que juntasse todas as provas.
Cruel que me julgassem, eu não cederia a pressões.
e) Adverbial Final
Exemplos:
Fiz-lhe sinal que se calasse.
Parou a palestra para que as perguntas fossem respondidas.
f) Adverbial temporal
Exemplos:
Até que o trem passasse, todos esperaram.
Desde que a declaração foi feita, não se fala em outra coisa.
g) Adverbial consecutiva
Exemplos:
Estudou tanto que passou.
Falava com tanta naturalidade que convencia a si mesmo.
h) Adverbial comparativa
Exemplos:
Ele correu que nem um louco
Era mais bonita do que parecia na televisão.
i) Adverbial proporcional
Exemplos:
À medida que se vive, mais se aprende.
Partícula expletiva ou de realce.
Exemplos:
Quase que não consigo chegar a tempo.
Elas é que vão fazer o evento.
Advérbio de intensidade
Exemplos:
Que lindas flores!
Que bom reencontrá-lo!
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 14 - Função do ‘Que’
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Preposição
Exemplos:
Temos que estudar muito.
Tive que trazer todo o material.
Interjeição
Exemplos:
Que!? Não está pronta ainda?
Que!? Ele fez de propósito?
Substantivo
Exemplos:
Este jovem tem um quê de filósofo.
Temperou a comida com aquele quê do chef.
E X E R C Í C I O S D E F I X A Ç Ã O
1) Assinale a alternativa na qual a palavra que tem a mesma
classificação morfológica que a destacada em:"... baseados em
estatísticas que têm pouca ou nenhuma importância."
a) "...ambiente bélico em que se transformou o futebol."
b) “É óbvio que informações e estatísticas são importantíssimas.”
c) “Se dizem que a imagem vale mais que mil palavras”
d) “...para achar que todas as faltas violentas são involuntárias.”
2)Leia o conjunto de frases a seguir e responda, na sequência,
quais funções são assumidas pela palavra “que”.
Cinco contos que fossem, era um arranjo menor...
Que bom seria viver aqui!
Leio nos seus olhos claros um quê de profunda curiosidade.
A nós que não a eles, compete fazê-lo.
Falou de tal modo que nos empolgou.
a) conjunção subordinativa consecutiva - interjeição de
admiração - pronome indefinido – conjunção subordinativa
comparativa - conjunção subordinativa consecutiva
b) conjunção subordinativa concessiva - interjeição de admiração -
substantivo - pronome relativo - conjunção subordinativa consecutiva
c) conjunção subordinativa consecutiva - advérbio de intensidade -
substantivo - pronome relativo - conjunção subordinativa consecutiva
d) conjunção subordinativa concessiva - advérbio de intensidade -
substantivo - conjunção coordenativa - conjunção subordinativa consecutiva
e) conjunção subordinativa comparativa - interjeição de
admiração - pronome indefinido – palavra expletiva - conjunção
subordinativa consecutiva
3)Analise a frase e classifique o termo destacado:” Era
necessário que pedíssemos ajuda”.
a) pronome relativo
b) partícula expletiva
c) conjunção integrante
d) conjunção subordinativa consecutiva
e) pronome indefinido
4)“De acordo com pesquisa americana publicada no periódico BMC
Public Health, pessoas que acumulam mais de 17anos de estudo
bebem e fumam menos e apresentam um índice de massa corporal
(IMC) mais baixo do que aquelas que se dedicam menos à escola.”
Analise as afirmações abaixo e, em seguida, assinale a alternativa
correta.
I. Em “pessoas que acumulam mais de 17 anos de estudo [...]”,
o que é um pronome relativo.
II. Em “pessoas que acumulam mais de 17 anos de estudo
[...]”, o que introduz uma oração subordinada adjetiva
explicativa.
III.Em “aquelas que se dedicam menos à escola.”, o que é uma
conjunção integrante.
IV. Em “aquelas que se dedicam menos à escola.”, o que
introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva.
a) somente I e II são verdadeiras
b) somente I e IV são verdadeiras
c) somente II e III são verdadeiras
d) somente II e IV são verdadeiras
e) somente III e IV são verdadeiras
5)"EudeiaminhaalmaparaqueoStalloneexpressassearealidadedeu
mdownquelutaparamaterializarseussonhos."
Assinale a alternativa correta em relação aos termos sublinhados acima.
a) Nas duas ocorrências o para tem a mesma classificação
sintática e o que ,em ambas as ocorrências,tem a mesma
classificação morfológica.
b) Em"Ficou claro que ele não nos queria lá."o que tem a
mesma função sintática do segundo que do excerto acima.
c) Em"Entrei no site 'Grandes Encontros',que é uma sala
debate-papo para pessoas com deficiência",
oselementossublinhadosseclassificammorfologicamentetaisquais
osprimeirosqueepara do excerto.
d) O que sublinhado em"...filme 'Colegas',que estreou na
sexta..."possuiamesmaclassificaçãosintáticaemorfológicadasegu
ndaocorrênciamarcadanofragmentoacima.
6) Os dois vocábulos em destaque nos enunciados a seguir
possuem função morfológica e sintática idênticas.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente essas
funções. “Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que
nunca viu a própria mulher.”
a) pronome relativo; objeto direto.
b) conjunção subordinativa integrante; objeto direto.
c) pronome relativo; sujeito.
d) conjunção coordenativa explicativa; adjunto adnominal.
e) preposição; sujeito.
7) Assinale a única alternativa em que a palavra SE recebe a
mesma classificação morfossintática que a destacada em:
"Outra discussão chata,durante e após as partidas,é se um
jogador teve a intenção...."
a) "...ambiente bélico em que se transformou o futebol, dentro
e fora de campo."
b) “Impressiona-me como se formam conceitos...”
c) "Se dizem que a imagem vale mais que mil palavras..."
d) “Não dá para o árbitro saber se a falta foi intencional ou não”
8) "Então, que se fique com eles!". O termo em destaque tem a
mesma função sintática do sublinhado em:
a) Fez-se a luz.
b) Vão-se os anéis, ficam os dedos.
c) Vendem-se casas.
d) Vive-se ao ar livre aqui.
e) Dona Ninita deixou-se levar pela paixão.
9) “Na ata da reunião, registraram-se todas as opiniões dos
presentes.” Assinale a alternativa que classifica corretamente a
palavra sublinhada.
a) índice de indeterminação do sujeito
b) pronome reflexivo (objeto direto)
c) partícula apassivadora
d) conjunção subordinativa integrante
e) palavra de realce
10) Assinale a alternativa que apresenta a correta classificação da
partícula “se”, na sequência em que aparece no período abaixo.
O maquinista se perguntava se a próxima parada seria tão
tumultuada quanto a primeira, com aquelas pessoas todas se
debatendo, os bilhetes avolumando nas mãos do cobrador, os
reclamos que se ouviam dos mais exaltados.
a) objeto indireto – conectivo integrante – parte do verbo –
partícula apassivadora
b) objeto direto – conectivo integrante – pronome reflexivo –
partícula apassivadora
c) objeto direto – conjunção integrante – pronome recíproco –
indeterminação do sujeito
d) objeto indireto – conjunção integrante – pronome reflexivo –
partícula apassivadora
e) objeto direto – conectivo integrador – pronome oblíquo –
partícula apassivadora
GABARITO:
1.A 2.D 3.C 4.B 5.D 6.C 7.D 8.B 9.C 10.A
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Como Pronome, o “SE” pode ser
a) Pronome Pessoal Reflexivo
Neste caso, o SE vai servir para indicar uma ação que é praticada
pelo sujeito e ele mesmo receberá suas consequências. Dizemos
que o sujeito pratica e sofre a ação.
Exemplos:
Maria cortou-se com uma tesoura.
O rapaz viu-se no espelho.
b) Pronome Pessoal Recíproco
O pronome recíproco é muito parecido com o reflexivo, mas neste
caso a ação envolve dois sujeitos, onde ambos praticam a ação um
sobre o outro, e portanto também sofrem a consequência da ação
praticada. É importante ressaltar que há autores que consideram a
reciprocidade como um tipo de reflexivização.
Exemplos:
Pedro e Maria deram-se as mãos.
Meus pais se amam profundamente.
c) Pronome Apassivador
Pode também ser chamado de partícula apassivadora/apassivante,
e serve para indicar que a frase está na voz passiva, ou seja, o
sujeito sofre a ação praticada por outro agente. Chamamos de
sujeito “paciente”.
O pronome apassivador segue um VTD (verbo transitivo direto)
que esteja na 3ª (terceira) pessoa.
Exemplos:
Vendem-se casas.
Os livros que se extraviaram, foram restaurados.
d) Pronome fossilizado
Também chamado de “parte integrante do verbo”, costuma ocorrer
em verbos que exprimem sentimento, como indignar-se, atrever-
se, orgulhar-se, queixar-se, etc. Não deve ser confundido com
pronome reflexivo, uma vez que um verbos pronominais não
demonstram, necessariamente, uma ação que sai do sujeito e é
dirigida a ele mesmo.
Exemplos:
Queixava-se de dor nas costas.
Não se atreva a fazer isso.
Comportaram-se bem durante a aula.
Índice de indeterminação do sujeito
Também chamado de símbolo de indeterminação do sujeito, é
utilizado em frases cujo sujeito é indeterminado, alguns
gramáticos o consideram um “pronome indefinido”, mas esta
classificação não é recorrente.
Exemplos:
Precisa-se de vendedor. / Vive-se um dia de cada vez.
Partícula ou palavra de realce
Como o nome já sugere, o SE servirá neste caso para realçar
aquilo que está sendo dito, e portanto poderá ser retirado da
frase sem prejudicar a sua estrutura sintática e coesão. Existe
também a nomenclatura “pronome de realce”, mas e pouco
usual.
Exemplos:
Foi-se embora a minha última esperança. / Você fez o que lhe
pedi? Se fiz!
Conjunção Subordinativa
a) Causal
Pode ser substituída pelas construções „já que‟, „visto que‟ e
„por que‟. É utilizada na oração subordinada para indicar a
causa da oração principal.
Exemplo:
Se você não chegou, tivemos que improvisar um apresentador.
b) Condicional
Indica uma condição para a oração principal.
Exemplo:
Se você não chegar cedo, teremos que improvisar um apresentador.
c) Concessiva
Pode ser substituída pela conjunção „embora‟, e indica uma
concessão, uma exceção à consequência natural da ação.
Exemplo:
Se perdermos este jogo, nem por isso sairemos daqui
desanimados.
d) Integrante
Aparece entre dois verbos para completar o sentido de um
deles. É utilizada nas orações substantivas.
Exemplos:
Pergunte se trouxe a encomenda que pedi. / Fale-me se estou
certo ou errado.
Unidade 3 - Análise sintática
Capítulo 15 - Função do ‘Se’