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Esquizofrenia
Antes de ser conhecida a esquizofrenia nos tempos antigos era conhecida com DEMENTIA PRAECOX. Durante o desenvolvimento da doença houve diversas divisões da definição desta e de seus sintomas. 
Blaus a dividiu em: 
Sintomas Fundamentais: embotamento afetivo, associação de pensamentos, ambivalência da afetividade e da vontade. 
Sintomas acessórios: delírio + sintomas catatônico e alterações na memória
Kurt Schinieder dividiu em: 
Pirmeira ordem: Delírio, alucinações auditivos ( falam entre si ou faz camentários), difusão de pensamento, vivência de influencia corporal e pensamentos. 
Segunda ordem: tudo aquilo que é feito por outrem no campo dos sentimentos , outros distúrbios sensoperseptivos, intuição delirante, perplexidade, disposição de ânimo depressiva ou maníaca.
Quadro clínico 
O quadro clínico é heterogêneo e polimorfo, sendo ausente sinais patoguinomico, sendo a principal ferramenta para encerrar o diagnóstico a anamnese.
Personalidade pré mórbida
Caracterizada por uma desadaptação psicossocial que remonta a infância ou adolescência, com retraimento social e afeto inapropiado além de pobreza de discurso.São aquelas pessoas de poucos amigos, não conseguem relacionamento afetivo com sexo oposto, não se adapta ao trabalho, incapazes de manter o vínculo impregatício. Esse quadro também pode ser chamado de personalidade esquizóide.
Quadro agudo
Manifesta-se geralmente no adolescente e adultos jovem 20 a 30 anos. Início abrupto ou insidioso.
No início insidioso: paciente começa a demostrar desinteresse, quer se isolar ficar no quarto e desiste do ensino. Pode adquirir interesses bizarros. 
Início abrupto: fala coisas sem nexo “ algo vai acontecer’’ às vezes agressivo, desorganização de personalidade. A aparência em geral é desleixada , ausência de cuidados própios e idéias delirantes de diferentes conteúdos acompanhadas principalmente alucinações auditivas, persamento desorganizado e intrusivo. O cliente tem pouca autocrítica e apresenta diversas explicações para o que ta acontecendo.
Quadro residual 
Persistência dos sinais e sintomas após remissão do quadro agudo. Exemplo: delírios de vivência ou alucinações crônicas. 
Redução da expressividade com resposta monossilábica perda de iniciativa e apatia com dificuldade para concentração, porém a crítica é preservada.
Diagnóstico
O CID 10 enquadra esquizofrenia + esquizoafetivos + delirantes em um grupo = f2 
Já somente a esquizofrenia denomina-se F20. Define-se esquizofrenia como: distúrbio que apresenta distorções características de pensamento, percepção inapropriada ou embotada. A capacidade intelectual é preservada contudo com alguns déficits. 
Para o diagnóstico deve esta presente um desses sintomas por pelo menos 1 mês ( delírios, alucinações, discurso desorganizado, sintomas negativos).
Caso os sintomas esquizofrênicos acomoanhem depressão ou mania = esquizoafetivo f25. 
Não deve-se diagnostica esquizofrenia durante intoxicação ou abstinência de drogas ou transtorno mental orgânico.
Subtipos de esquizofrenia 
PARANOIDE
Tem a maior prevalência ( delírios persistentes do tipo paranoide), perseguição ou auto referência, de ciúmes e de mudanças corporais + alucinações auditivas, distúrbios de afeto e da volição ( tomada de decisões), ausência de sinais catatônicos.
HEBEFRÊNICA
 Altera a afetividade + delírio e alucinações, comporatamento bizarro ou pueril ( infatil) com maneirismo. Afeto inapropiado, discurso empobrecido, prognóstico mais reservado pois desenvolve rápido sintomas negativos, perda de vontade e embotamento afetivo.
CATATÔNICA 
Pode alterar desde agitada ao estupor, mutismo, negativismo, obediência automática e flexibilidade cérea e violência extrema ( furor catatônico). Outros sintomas psicóticos pouco presentes. Para diagnóstico deve-se ter ao menos um desses sintomas: estupor, excitação, postura bizarras, negativismo, rigidez, fexibilidade cérea( bota em uma posição ele mantém igual estátua).
ESQUIZOFRENIA INDIFERENCIADA
Tem características gerais mas não se enquadra em nenhum deles. 
DEPRESSÃO ESQUIZOFRÊNICA
Esquizo nos últimos 12 meses + sintomas de depressão. 
ESQUIZOFRENIA RESIDUAL
Estágio cronificado da doença predomínio de sintomas negativos ( embotament, pobreza de discurso e lentificação psicomotora), necessita 1 surto no passado e ausência de demência ou causa orgânica.
Tratamento
Fase aguda: ambulatório ou internação: isso quando agressivo, delírio intenso, alucinações aguda. A internação se deve a ter um ambiente mais tranqüilo diminuindo a ansiedade do doente.
TTO farmacológico: antipsicóticos de primeira geração e de segunda ( primeira escolha). Esses fármacos não precisam ser associados, pois não trazem efeito extra, exemplo de primeira com de segunda. 
Deve-se iniciar o tratamento com doses baixas e ir aumentando, deve-se orientar o paciente que o efeito inicia de 4 a 6 semanas ( adaptação lenta dos receptores). Não é útil dosagem plasmática, ao menos que a farmacoterapia esteja sem efeitos.
Abordagem psicosocial: TERAPIA OCUPACIONAL + ORIENTAÇÃO E TTO. Hospital dia meio termo. 
Fase de manutenção
Continua com monoterapia com de segunda geração evitando recidivas ( manter o remédio dado na faze aguda, exemplo deu clozapina mantém ela não muda para risperidona). Tem duas vias de aplicação oral e IM sendo a segunda de liberação lenta.
Os efeitos colaterais dessas medicações são: efeitos extrapiramidais, os de primeira geração causam discinesia tardia e os de segunda aumento de peso e alterações metabólicas.
Na fase de manutenção tentar reduzir a dose de ½ a 1/3.
A manutenção é indicada a todos 
No primeiro surto fazer o tratamento de manutenção de 1 a 2 anos. No segundo surto pelo menos 5 anos, se nesse tempo não tiver sintomas retirar gradualmente o remédio.

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