Prática de Ensino Integração Escola x Comunidade - TextoComplementar Filosofia
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Prática de Ensino Integração Escola x Comunidade - TextoComplementar Filosofia


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ESCOLA E C OMUNID ADE: UM A RELAÇÃO NECE SS ÁRI A
Elias Sil va
Luzi nete Santos Gomes
Valdir Henrique Santana
RESUM O
Este artigo tem como principal objetivo analisar a relação entre escola e
comunida de, apontando alguns fatores que influenciam de forma posit i va ou
negativa a constr ão de conceitos e atitudes. O tr abalho i dentifica os benefí cios
que esta parceria proporciona para a educação quando participação e apoio
mútuo viabi lizando resultados tanto na melhoria do ensino quanto na qualidade da
relação entre os pais de aluno s e a i nstituição de ensino . Para este estudo optamos
pel a l eitura de livros e artigos de rios es tudiosos da área educacional, que
caracteri za a pesquisa co mo bibliográfica e quali tativa.
Palavras-chave: Escola. Comunidade . Participação.
INTRODUÇ ÃO
É nece ssário que a comunidade e a escola se e ncarem responsavel mente
como parcei ras de camin hada, pois, amb as são responsáveis pelo que produz,
podendo reforçar ou contrariar a i nfluênci a uma da outra. Co muni dade e escola
precisam cri ar atr avés da educação, uma fo rça pa ra superar as suas difi cul dades,
construindo uma id entidade própria e coletiva, atuando jun tas como ag entes
facilita dores do desenvolvimento plen o do educando.
É impossível colocar à par te escola, família e comuni dade, pois, se o
indi víduo é aluno, filho e cidadão a o mesmo tempo, a tarefa de ensinar não compete
apenas à e scola, porque o al uno apr ende tam m a través da fa míli a, dos a mig os,
das pesso as que ele considera significativas, dos mei os de co muni cação, do
coti diano. Sendo assim, é preciso q ue professores, famíl ia e sociedade tenham cla ro
que a escola precisa contar com o envolvimento de todos.
Essa prep osi ção tem si do posta em práti ca nas escola s do muni cípio, vári os
exemp los podem ser ci tados, en tre ele s, a come moração esp ecifica dessa época. A
escol a sabiame nte busca aliar o útil ao agradável. Promove dentr o do espaço
escol ar as festividades juninas, contribuindo para fomen tar a participa ção d os pai s e
da comuni dade nas ginca nas prop ostas e, ao mes mo tempo, consegue recursos
fin anceiros para agili zar pequenos projetos.
Conforme Sil va (2003, p.151), outra q uestão i mpor tante é referente à
participação da co muni dade. A for ma i nstitucionalizada de participação da
comun idade , a tr avés dos setores locais, assemel ha -se às Associações de Pais e
Mestres (APM‟s) , não caracteri zando, por tanto, o comun itarismo. Po r esse
raciocínio, toda a escola que tivesse uma APM co m funcionamento efe tivo não seria
uma escol a p ública ou particular com pa rticipação da co muni dade (usuária), mas
uma e scola co muni tária.
Em quase to da comuni dade atualmente é possível encontr ar uma esco la,
então é correto fal armos que a e scola faz part e da comuni dade como ta m m os
me mbros participantes d a equipe desta instituição de ensino fazem parte da
comun idade escol ar, porém, h á a necessidade de estimul ar o s pais no to ca nte à
participação mai s efetiva na vida escolar de seus filhos enquanto compone ntes da
comun idade . Sabem-se da difi culdade d e alguns genitores em parti ci par ativamente,
contudo , a criança tem seu i nício de ap rendizado por meio da família e da pr ópria
comun idade a que pertence.
Quando os educadores são ori undos da própri a comuni d ade e permanece m
com mes mas caracte rísticas sociais de outrora , não se tornando opressore s dos
alu nos, a po ssibilidade de uma i nteração positiva entre a comu nidad e e a escola .
O conhecimento da co munidade será válido e efi caz contri buindo para o crescimento
necessário da população escolar . O educador comprometido tra nsmi te seus
conhecimentos e assu me u m tr abalho l ado a l ado com os al unos e a comuni dade,
contribuindo atravé s desse seu ato para o desenvolvimento de ha bilidade dos
educando s, os quais particip am mais ati vamente e desenvo lve m melhor o seu
cogniti vo.
Preocupados com esta si tuação, apresentamos a travé s de ste artigo al guns
fatores relevantes nesta relação entre escol a e comuni dade que causa m
distanciamento. É sá bio ma nter um in tercamb io entre pais e toda equipe pedagógica
o que vai proporcionar uma troca de experi ência e buscar um melh or caminho a ser
tril hado para a educação das crianças e jo vens, numa soci edade ond e tanto pais
como educa dores estão sempr e su focados nas sua s tar efas diárias, o que dificulta o
encontro entre ambos.
Apresentamos este nosso t rabalho por in termédio de uma pesqui sa quali ta ti va
mostr ando as di ficuldades enfrentadas por comun idade e escola pa ra que haja uma
interação e ntre ambos. De screvemos os b ene fícios dessa relação utilizando autores
como Pi le tti , Silva, Libâneo, Szymanski , Oli veir a e Richardson .
Optou- se por u ma aná lise qualitativa porque, segundo Richardson (1999, p.
103), e sta “permi te fazer uma análi se te órica dos fe nômenos sociais baseada no
coti diano da s pessoas e em u ma apro xi ma ção críti ca das categorias e for mas como
se configura essa e xp eriência di ária”.