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Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Dezembro/2017 1 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Antonio Carlos Ferreira Júnior – EEPVH001 Projeto, Execução e Desempenho de Estruturas e Fundações Instituto de Pós-Graduação - IPOG Porto Velho, RO, 08/03/2017 Resumo Este trabalho apresenta um estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO, tendo como objetivo a realização da comparação por meio de estudo de caso a partir da fundação até a execução da laje de cobertura. A fundação considerada é o radier sendo a mesma já executada e foi desconsiderando também o acabamento da estrutura. Para a realização do estudo, foi escolhida uma obra para cada método, que foram os Empreendimentos “A” e “B”, analisando as etapas construtivas por períodos de algumas semanas e coletando todas as informações possíveis de engenheiros, mestres de obras, encarregados e planilhas de avanço físico das construções. Também foi realizado o levantamento da quantidade do efetivo de trabalhadores por equipes e de suas produtividades quando da execução das obras, considerando a agilidade da mão de obra, o controle de qualidade, o método empregado e o tempo gasto por equipe para concluir as etapas de execução. Deste estudo, observou-se que a produtividade das paredes moldadas in loco com forma de alumínio é maior do que a da alvenaria estrutural, porém devido ao alto custo das formas, as paredes moldadas in loco com forma de alumínio tornam-se viáveis apenas para obras com muitas unidades habitacionais repetitivas. Palavras-chave: Produtividade. Paredes moldadas in loco com forma de alumínio. Alvenaria estrutural. 1. Introdução “O concreto armado é empregado desde o início do século XX no Brasil, porém quando se fazia a composição de custos, o item formas, não era considerado importante nem quanto ao custo e nem quanto à mão de obra, pois tinham porcentagem pequena” (MAGALHÃES, 2000, p. 1). “Todavia tal procedimento se tornou indispensável nos dias atuais, pois em média cerca de 60% do serviço prestado em estruturas de concreto, se deve em horas gastas para moldar a estrutura, 25% para fazer as armações e os outros 15% para concretar a estrutura.” (MAGALHÃES, 2000, p. 1). “Conhecidas dos construtores desde tempos imemoriais, as formas para estruturas de concreto vêm sofrendo paulatina renovação, com novas tecnologias e materiais desenvolvidos em países em que a construção civil se encontra mais industrializada” (MAGALHÃES, 2000, p. 1). “Em essência, são destinadas a sustentar o concreto fresco até que o mesmo atinja condições de auto suporte” (MAGALHÃES, 2000, p. 1). “Sua importância não se limita somente a Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Dezembro/2017 2 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 esta condição, pois também são responsáveis pela garantia de obtenção das dimensões desejadas da estrutura de concreto, bem como pela textura do acabamento final das superfícies” (MAGALHÃES, 2000, p. 1-2). As paredes moldadas in loco com forma de alumínio surgiram a partir da década de 80, com o intuito de facilitar a execução de uma larga demanda de serviços de engenharia. Tal serviço trabalha como uma linha de montagem, onde as etapas construtivas seguem a seguinte sequencia: primeiro faz-se a fundação, em seguida monta-se as formas juntamente com as ferragens, e em posteriormente concreta- se. “A alvenaria estrutural é uma das mais antigas formas de construção empregadas pelo homem, também foi e tem sido utilizada largamente pelo ser humano em suas habitações, monumentos e templos religiosos.” (ACCETTI, 2008, p. 1). Apesar de o método construtivo ter surgido a milhares de anos, seu uso começou a se intensificar na construção civil apenas no fim do século 19. (ACCETTI, 2008). No meio do século 20, a modernização através de pesquisas e da tecnologia fez com que se tornasse tão vantajoso, que a partir daí o método se espalhou pelo mundo todo nas construções civis (ROMAN; PARIZOTTO, 2000). A busca por melhorias na construção civil vem atingindo dentre várias maneiras a análise e padronização de critérios na adoção de prática de produções enxutas, sendo utilizados recursos eficazes e eficientes na produção de produtos competitivos no mercado (BERNARDES, 2003). O fato dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e alvenaria estrutural serem inovadores na cidade de Porto velho faz com que ocorram algumas dificuldades em substituir suas aplicações por métodos usualmente empregados, como é o caso do concreto armado. Um dos fatores que influenciam na escolha de qual método empregar na cidade de Porto Velho, ainda é a falta de conhecimento de métodos inovadores, o preconceito em utilizar as novas tecnologias, e principalmente quando se tem o conhecimento técnico de um método inovador, recai na dificuldade de adquirir os recursos necessários para implantá-lo na região, isso devido às limitações da mão de obra não ser qualificada e a distância em trazer os materiais até a região. 1.1 Justificativa Com o advento das usinas hidrelétricas Santo Antônio e Jirau no estado de Rondônia, a população da cidade de Porto Velho/RO cresceu bastante em curto espaço de tempo, segundo dados do IBGE, em 2007 a população era de 369 mil habitantes e em 2010 era de 428 mil habitantes, mostrando um crescimento de 13,8% de habitantes nesses anos, e como não havia demanda de unidades habitacionais suficientes para atender esse crescimento populacional, foi necessário construir muitas casas rapidamente, para suprir tal necessidade. Diante da situação gerada por esse aumento populacional na Cidade de Porto Velho/RO, com o objetivo de trabalhar nas Usinas, uma empresa lançou na cidade em outubro de 2010 o Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Dezembro/2017 3 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 empreendimento com muitas unidades habitacionais, aliado ao programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal, iniciando-se dessa maneira construção de mais de duas mil casas. Como o programa do Governo Federal prevê ainda várias moradias para atender a demanda populacional, pode-se perceber que outras construtoras, como as empresa A, B e C, também utilizaram de recursos como o método de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e alvenaria estrutural. Para que essas empresas pudessem alcançar o objetivo de produzir muitas unidades de maneira rápida, foi escolhido utilizar os sistemas de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e alvenaria estrutural, o que permite uma agilidade na produtividade das unidades habitacionais. Sendo a alvenaria estrutural um tipo de construção muito empregado em Porto Velho/RO, em função da agilidade de execução, sua aceitação ainda é restrita pela população, pela falta de conhecimento de sua concepção, pois não são utilizados vigas e pilares como estrutura,o que acarreta certo “medo” de que a estrutura venha a cair. Já as paredes moldadas in loco com forma de alumínio estão se difundindo rapidamente e com ótima aceitação pelas empresas do ramo da construção civil na cidade, isso se deve a facilidade de sua execução. 1.2 Objetivos 1.2.1 Objetivo geral Realizar um estudo comparativo entre os métodos construtivos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural na cidade de Porto Velho/RO. 1.2.2 Objetivos específicos Estabelecer e selecionar a amostra a ser estudada; Obter a produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural; Comparar a produtividade dos métodos, levando em conta as etapas de execução da estrutura. 2. Referencial teórico 2.1 Paredes moldadas in loco com forma de alumínio Ainda em fase de expansão no Brasil, o sistema construtivo estrutural de concreto armado em formas de alumínio já é muito utilizado em países da América do Sul. Em 2006, um grupo de profissionais da área de construção, liderados pelas entidades ABCP, ABESC e IBTS realizou uma visita técnica às capitais de dois países sul americanos para conhecer mais sobre as edificações feitas com parede de concreto armado moldadas in loco. Ao conhecer em detalhes obras visitadas em Bogotá e Santiago, os profissionais brasileiros puderam verificar que o sistema é muito popular e pode trazer ótimos resultados tanto em habitações populares, quanto de médio e alto padrão (IBTS, 2008). Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Dezembro/2017 4 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 Então, foram feitos estudos a fim de tornar as paredes moldadas in loco com forma de alumínio um método construtivo vantajoso e viável diante dos métodos convencionais mais usados nas construções em larga escala e repetitivas. Faria (2009, p. 1) diz que: Em 2006, o volume de lançamentos das construtoras seguia um ritmo cadenciado, acompanhando a demanda por imóveis, principalmente de médio e alto padrão. O sistema de construção convencional, estrutura de concreto moldada "in loco", alvenaria de blocos, instalações elétricas e hidráulicas montadas no local era o que melhor equalizava as exigências quanto a prazo, orçamento e qualidade do empreendimento. “A Rodobens Negócios Imobiliários foi à primeira construtora a usar o método de paredes moldadas in loco com forma de alumínio em suas obras de construção. Em 2006 a empresa já recebeu os primeiros jogos de forma para construção de um condomínio em São José do Rio Preto.” (FARIA, 2009, p. 1). “O sistema é inspirado em experiências realizadas nas décadas de 70 e 80, onde ficou bem conhecido mundialmente, tais experiências eram realizadas em construções industrializadas de concreto celular e concreto convencional (MISURELLI; MASSUDA, 2009, p. 74). Contudo, diante da falta de continuidade desse tipo de obra, financeiramente foi se tornando inviável, porém essa tecnologia conseguiu se difundir no Brasil após as visitas dos profissionais da construção às capitais sul americanas (MISURELLI; MASSUDA, 2009). Andrade, citado por Nárlir (2010, p. 1), afirma que: O grande incentivo do Governo Federal no Brasil com os programas de financiamento de habitações de baixa renda, fez com que as grandes empresas do ramo da construção civil no país procurassem sistemas baratos e competitivos exatamente como esse para a produção em larga escala. 2.1.1. Características das formas de alumínio 2.1.1.1 Generalidades Nárlir (2010, p. 1) generaliza que: As formas de alumínio aplicadas às paredes moldadas in loco forma um sistema estrutural de chapas e perfis metálicos. Pela sua flexibilidade e baixo peso, é possível ter ganhos de produtividade devido a possibilidade de suas inúmeras utilizações, sendo uma opção perfeita para construções habitacionais de muitas unidade que precisam ser produzidas de maneira rápida. 2.1.1.2 Especificações De acordo com Bottura, citado por Nárlir (2010, p. 1), “para uma forma de alumínio estar adequada à produção de um elemento de concreto é importante que o material apresente resistência mecânica à ruptura e deformações, de modo a garantir estanqueidade, ou seja, evitar os vazamentos da nata de cimento.” Continuando, Bottura, citado por Nárlir (2010, p. 1), diz que “é necessário que a forma permita o correto posicionamento da armadura, adequando-se à geometria especificada e à estabilidade dimensional, pois com a mudança do formato geométrico, o elemento final também se altera.” Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Dezembro/2017 5 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 Bottura, citado por Nárlir (2010, p. 1), conclui explicando que “cabe aos responsáveis pela execução verificar se o material proporciona segurança no manuseio e garante ao concreto a rugosidade superficial requerida, o que irá representar baixa aderência e facilidade no processo de desforma.” 2.1.1.3 Cuidados durante a execução “A função da forma de alumínio no processo de execução de paredes moldadas in loco é servir como molde para o formato final das estruturas, que são desenformadas e ficam prontas para a aplicação do acabamento especializado de acordo com o projeto.” (NÁRLIR, 2010, p. 1). Bottura, citado por Nárlir (2010, p. 1), diz que “após o sistema ser desenformado, as formas devem ser limpas para a reutilização. O material deve ser escovado para que todo o resíduo seja eliminado, possibilitando a aplicação de um desmoltante para evitar a aderência do concreto. Essa medida facilita a desforma e dá maior vida útil à forma.” 2.1.1.4 Logística “Um dos aspectos que deve ser levado em conta é a quantidade de reaproveitamentos, principal destaque do uso da forma de alumínio frente a outros tipos de formas, como as de madeira e plástico.” (NÁRLIR, 2010, p. 2). Narzar, citado por Nárlir (2010, p. 2), diz que “o principal benefício das formas de alumínio é a sua vida útil, que pode chegar até mil utilizações se bem manuseada.” Narzar, citado por Nárlir (2010, p. 2), complementa afirmando que “no entanto, também destaca que esse sistema deve ser selecionado dentro de uma concepção do projeto arquitetônico que complete as paredes de concreto como uma estrutural e de vedação.” Nárlir (2010, p. 2) conclui afirmando que: Quanto à mão de obra, não é necessário um altíssimo grau de especialização dos montadores, que podem ser profissionais da equipe de obra, como pedreiros e carpinteiros. Contudo, como o material é leve e sensível, o uso não planejado pode levar ao rápido desgaste da forma, influenciando na reutilização e no custo final de projeto. 2.1.2 Características do projeto de parede moldadas in loco com forma de alumínio “A moldagem "in loco" dos elementos estruturais, paredes de vedação, é a principal característica desse sistema construtivo.” (MISURELLI; MASSUDA, 2009, p. 75). “Todas as paredes são moldadas em uma única etapa de concretagem, permitindo que, após a retirada das formas, as paredes já contenham em seu interior alguns elementos embutidos, como tubulações elétricas e hidráulicas, vãos de portas e janelas.” (MISURELLI; MASSUDA, 2009, p. 75). “Existem alguns tipos de concreto recomendado para esse tipo de sistema construtivo, porém o mais usado é o concreto auto adensável, o que se molda melhordentro das formas, podendo assim garantir Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Dezembro/2017 6 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 que o molde e a estrutura final de acordo com o projeto estrutural.” (MISURELLI; MASSUDA, 2009, p. 77). O tempo de transporte decorrido entre o início da mistura, contado a partir da primeira adição de água, de aditivo superplastificante e de aditivo acelerador de pega, até a entrega do concreto na obra, deve ser no máximo de 40 minutos (MISURELLI; MASSUDA, 2009). Sempre há também o uso do concreto ARI, para que seja atingida resistência suficiente para ser feita a desforma o mais cedo possível, característica que torna o processo construtivo muito veloz (MISURELLI; MASSUDA, 2009). 2.2 Alvenaria estrutural “A alvenaria é um sistema construtivo muito tradicional, tendo sido muito utilizado desde o início da atividade humana ao executar estruturas dos mais variados fins.” (RAMALHO; SILVA, 1999, p. 1). De acordo com Ramalho e Silva (1999), utilizando blocos de diversos materiais, como argila, pedra e muitos outros, foram produzidas obras que desafiaram o tempo, atravessando séculos ou mesmo milênios e chegando até nossos dias como verdadeiros monumentos à engenhosidade humana, como mostrados nas Figuras 1 a 2: Figura 1 – Pirâmides de Guizé – construídas em 2600 anos a.C. Fonte: Ramalho e Silva (1999). Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Dezembro/2017 7 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 Figura 2 – Farol de Alexandria – construído de 280 anos a. C. Fonte: Ramalho e Silva (1999). Apesar do uso intenso da alvenaria, apenas no final do século 19 passou-se a estudá-la com base em princípios científicos e experimentação laboratorial. Tal postura possibilitou o desenvolvimento de teorias racionais que baseia a arte de se projetar em alvenaria estrutural (Figura 3). (ACCETTI, 2008). “O marco inicial da alvenaria estrutural moderna aconteceu somente em 1951, quando foi edificado na Suíça um edifício de 13 andares com paredes de 37 cm de espessura em alvenaria estrutural não armada, evidenciando as vantagens deste processo construtivo.” (ROMAN; PARIZOTTO, 2000, p. 3). “A partir daí intensificaram-se as pesquisas, e os avanços tecnológicos, tanto dos materiais quanto das técnicas de execução, foram sucessivos, disseminando-se por todo o mundo através de diversos congressos e conferências internacionais.” (ROMAN; PARIZOTTO, 2000, p. 3). Este processo se tornou uma boa solução para projetos de pequenos prédios, devido sua simplicidade do processo. Dessa forma, contribui de maneira satisfatória para a abertura de uma aceitação do Figura 3 – Edifício Monadnock – construído em Chicago de 1889 a 1891 Fonte: Ramalho e Silva (1999). Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Dezembro/2017 8 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 público alvo, gerando um maior desempenho para as construtoras fornecendo uma opção construtiva, que para nós parece ser nova, todavia, é uma técnica antiga que vem ressurgindo no Brasil ( ). (RAMALHO; SILVA, 1999). 2.2.1 Características da alvenaria estrutural 2.2.1.1 Generalidades Segundo Prudêncio, citado por Lemos e Gonzaga (2010), a alvenaria estrutural é um tipo de estrutura em que as paredes são elementos portantes compostos por unidade de alvenaria, unidos por juntas de argamassa capazes de resistirem a outras cargas além do seu peso próprio e devem apresentar basicamente as seguintes funções: - Resistência às forças do vento; - Resistência a cargas verticais; - Apresentar bom desempenho contra a ação do fogo; - Isolar acústica e termicamente o ambiente; - Proporcionar estanqueidade a água da chuva e ao ar. Porém, de acordo com Tauil, citado por Lemos e Gonzaga (2010), a alvenaria estrutural não deve ser considerada unicamente pelo seu comportamento, a modulação e a racionalização do projeto são as essências de uma obra feita em alvenaria estrutural, e é exatamente a presença da integração entre os projetos arquitetônico, estrutural, elétrico e hidráulico das edificações que gera uma economia em torno de 25% a 30% no custo total da obra em relação a uma alvenaria convencional. 2.2.1.2 Modulação “A modulação é o acerto das dimensões em planta e do pé-direito da edificação, em função das dimensões dos blocos, de modo a não se necessitar, ou pelo menos reduzir drasticamente, cortes ou ajustes necessários à execução das paredes.” (RAMALHO; SILVA 1999, p. 11). É um procedimento absolutamente fundamental para que uma edificação em alvenaria estrutural possa resultar econômica e racional. Se as dimensões não forem moduladas, como os blocos não devem ser Figura 4 – Central parque da Lapa – construído em São Paulo em 1972 Fonte: Ramalho e Silva (1999). Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Dezembro/2017 9 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 cortados, os enchimentos resultantes certamente levarão a um custo maior e uma racionalidade menor para a obra em questão (RAMALHO; SILVA 1999). Ramalho e Silva (1999, p. 12), destacam que: À primeira vista, pode parecer que o único parâmetro a ser considerado na escolha do módulo a ser adotado para uma edificação seja sua arquitetura. Isso porque se adotado o módulo de 15 cm, por exemplo, as dimensões internas, em planta, dos ambientes devem ser múltiplos de 15. Assim, pode-se ter 60 cm, 1,20 m, 2,10 m, etc. No caso da utilização do módulo 20, as dimensões devem ser múltiplos de 20 cm, por exemplo, 60 cm, 1,60 m, 2,80 m, etc. Então o módulo a ser adotado seria aquele que determinasse pequenas alterações em uma arquitetura previamente criada, nos projetos de hidráulica e elétrica, ou o que conceder a elaboração de um projeto arquitetônico interessante (RAMALHO; SILVA 1999). Quando se adota um módulo, chamado de módulo M, o módulo refere-se ao comprimento real do bloco mais a espessura de uma junta, chamada de J. Portanto, o comprimento real do bloco inteiro será 2M-J e o comprimento real do meio bloco será M-J (Erro! Fonte de referência não encontrada.) (RAMALHO; SILVA 1999). Figura 5 – Dimensão nominal dos blocos Fonte: Ramalho e Silva (1999). Com isso, já é possível ser feito a definição das fiadas horizontais. Deve-se levar em conta a preocupação de se evitar ao máximo as juntas a prumo. Portanto, as fiadas são definidas de modo a se produzir a melhor concatenação possível entre os blocos. Isso significa defasar os componentes de uma distância M (Figura ) (RAMALHO; SILVA 1999). Figura 6 – Fiadas 1 e 2 e elevação da parede sem juntas a prumo Fonte: Ramalho e Silva (1999). Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residênciasem Porto Velho/RO Dezembro/2017 10 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 A modulação vertical, que é feita na ultima fiada das paredes, é feita por blocos jota, nas paredes das extremidades da edificação, e por blocos canaleta, nas paredes internas. Em casos em que não se possa utilizar bloco jota nas paredes externas, usa-se um bloco canaleta com uma forma auxiliar convencional posicionada (Figura ). (RAMALHO; SILVA, 1999). Figura 7 – Parede externa sem bloco jota Fonte: Ramalho e Silva (1999). Existem as modulações verticais piso a teto e piso a piso. Na modulação piso a teto ( Figura ), as paredes de extremidades terminam com um bloco jota que tem uma das suas paredes com uma altura maior que o convencional, de modo a acomodar a altura da laje. Já as paredes internas têm sua última fiada formada por blocos canaleta comuns (RAMALHO; SILVA, 1999). Figura 8 – Modulação piso a teto Fonte: Ramalho e Silva (1999). Na modulação piso a piso ( Figura ), a última fiada das paredes externas será formada por blocos jota com uma das suas paredes com altura menor que a convencional, de forma a também propiciar a acomodação da espessura da laje. Já as paredes internas apresentarão em sua última fiada blocos compensadores, para permitir o ajuste da distância de piso a teto, que não estará modulada. (RAMALHO; SILVA, 1999). Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Dezembro/2017 11 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 Figura 9 – Modulação piso a piso Fonte: Ramalho e Silva (1999). 2.2.1.3 Blocos de concreto usualmente utilizados A NBR-7173 especifica duas espessuras padronizadas que são a espessura nominal de 15 cm, dos denominados blocos M-15, e espessura nominal de 20 cm, dos denominados blocos M-20. Entretanto, segundo a norma, os comprimentos padronizados serão sempre 20 e 40 cm, e as alturas, 10 e 20 cm (Figura 3 e 11) (RAMALHO; SILVA, 1999). Figura 3 – Família dos blocos de concreto Fonte: Brondani (2008). Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Dezembro/2017 12 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 Figura 4 – Família dos blocos de concreto canaletas Fonte: Brondani (2008). Porém também existem alguns blocos especiais, conforme as Figuras 12 e 13. Figura 5 – Família dos blocos de concreto especiais Fonte: Brondani (2008). Figura 6 – Blocos de concreto para colocação de caixas elétricas Fonte: Comunidade da construção (2011). 2.2.2 Etapas construtivas da alvenaria estrutural As etapas construtivas da alvenaria estrutural são: marcação e execução da 1ª fiada, levantamento da alvenaria, execução das ferragens e graute e colocação das instalações hidráulicas e elétricas. Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Dezembro/2017 13 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 3 Metodologia Foi realizada uma comparação entre os métodos de parede monolítica e de alvenaria estrutural por meio de um estudo de caso, levando-se em consideração a produtividade dos métodos, analisando-se em período de 30 dias com visitas feitas as obras que possuíam os sistemas construtivos. Foi analisado o efetivo do trabalho de cada equipe monitorando a evolução das construções. A produtividade foi avaliada em relação à elevação das paredes e lajes a partir da fundação já construída. As obras foram estudadas analisando-se as etapas construtivas por períodos de algumas semanas e coletando todas as informações possíveis de engenheiros, mestre de obras, encarregados e planilhas de avanço físico das construções. Também foi realizado o levantamento da quantidade do efetivo de trabalhadores por equipes e a produtividade deles quando da execução das obras, considerando a agilidade da mão de obra, o controle da qualidade, o método empregado, e o tempo gasto por equipe para concluir as etapas de execução. A ferramenta utilizada para medir a produtividade dos sistemas foi a análise visual e acompanhamento diário das obras, em que era mensurado dia a dia durante os 30 dias de visita as produtividades das equipes em cada um dos empreendimentos estudados. 3.1 Escolha das obras para o estudo de caso Para avaliar o bom desempenho da produtividade executiva dos métodos construtivos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e alvenaria estrutural, realizou-se um estudo de caso em duas obras de residências multifamiliares (prédios) com quatro pavimentos, e cada pavimento com quatro apartamentos, onde foram feitos levantamentos de dados das etapas construtivas dos empreendimentos desde a fundação (radier já executado) até o fechamento da cobertura (última laje), desconsiderando o processo de acabamento. Um dos empreendimentos visitados foi o da construção de casas populares feitas com paredes moldadas in loco com forma de alumínio no condomínio do empreendimento A da empresa A. O condomínio é composto por 17 blocos, em que cada bloco contém 4 pavimentos com 4 apartamentos, situado conforme a Figura 7. Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Dezembro/2017 14 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 Figura 7 – Situação do condomínio do empreendimento A Fonte: Empresa A (2014). O empreendimento visitado com a construção de alvenaria estrutural foi a construção do condomínio empreendimento B da empresa B, que é composto por 9 blocos, cada bloco com 4 pavimentos e cada pavimento com 4 apartamentos, situado conforme a Figura 8. Figura 8 – Situação do condomínio do empreendimento B Fonte: Empresa B (2014). Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Dezembro/2017 15 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 4. Análise de resultados 4.1 Produtividade das paredes moldadas in loco com forma de alumínio no empreendimento A Cada equipe de estrutura do empreendimento A é composta conforme Tabela 1. Equipe Quantidade Armador 4 Ajudante de armador 4 Pedreiro 3 Ajudante de pedreiro 3 Eletricista 2 Ajudante de eletricista 2 Total 18 Tabela 1 – Equipe de estrutura do empreendimento A Fonte: O autor (2014). Considerando que as equipes são compostas por 18 pessoas, a forma de trabalho desenvolvida por elas foi de iniciar as atividades pelo pavimento térreo dividindo-o em duas partes iguais e chamando-as de lado A e lado B. Em cada lado era feito toda a montagem das peças, no caso são as formas de alumínio, com a introdução de todas as instalações hidrossanitária e elétrica, e a concretagem.No dia seguinte eram retiradas as formas e montadas no lado oposto, considerando também todas as etapas, montagem da estrutura, introdução das instalações e concretagem. Quando finalizado o pavimento térreo, passava-se para o pavimento subsequente, fazendo toda a operação de montagem, instalações e concretagem. Esse processo repetia-se até o quarto pavimento. Então, sem levar em consideração absenteísmo de trabalhadores, questões climáticas (chuvas) ou greves sindicais, fatos que não ocorreram durante o período de visitas, a produtividade diária era de 2 unidades habitacionais por dia, em todo o processo executivo da estrutura até o ultimo terminava-se em 8 dias úteis, que seria uma semana e três dias, sem considerar trabalhos no sábado, que também não houveram durante as visitas A produtividade acima descrita foi analisada durante os 30 dias de visitas e foi a mesma para todos os dias de período de análise. Todas as unidades habitacionais executadas no empreendimento A tinham a área de 56,42 m². O Gráfico 1 detalha como foi a produtividade em m² por semana, obtida na análise. Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Dezembro/2017 16 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 Gráfico 1 - Produtividade por equipe na obra do empreendimento A Fonte: Empresa A (2014). 4.2 Produtividade da alvenaria estrutural no empreendimento B A equipe de estrutura da empresa B é composta conforme Tabela 2. Trabalhador Quantidade Pedreiro 9 Ajudante de pedreiro 5 Total 14 Tabela 2 – Equipe de estrutura do empreendimento B Fonte: O autor (2014). Para a construção de um pavimento utilizando a alvenaria estrutural, a equipe de estrutura da empresa B dispunha de uma quantidade de trabalhadores de 14 pessoas. Com esse número de trabalhadores, a sequência das etapas de execução se procedeu da seguinte forma: Primeiramente, começaram pelo pavimento térreo subindo toda a alvenaria, lançando as fiadas de blocos com as inserções de ferragens em alguns pontos, como se trata de alvenaria estrutural, as instalações hidrossanitárias e elétricas, previamente definidas em projeto, eram compostas à medida que se dava a elevação dos blocos. Para não ocorrer fissuração nos vão das portas e janelas, foram executados vergas e contra-vergas, e por último a introdução das lajes. Todo esse procedimento executivo resume-se na produção de 4 apartamentos em 5 dias. Depois de concluído o pavimento térreo, repetiu-se todo o processo para os demais pavimentos, ou seja, 1ª, 2ª e 3ª pavimentos. A cura de cada pavimento neste método construtivo deve ser cuidadosamente respeitada, sendo de no mínimo 14 dias após a concretagem da laje. Como a equipe não pode subir no pavimento superior, pois era preciso esperar que a laje atingisse a cura do concreto, e para não atrasar o cronograma de execução, a equipe começa novamente todo o processo de construção em outro bloco, enquanto é dado o tempo para a cura do bloco anterior, e assim sucessivamente, até serem terminados todos os pavimentos de todos os blocos. Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Dezembro/2017 17 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 A produtividade acima descrita foi analisada durante os 30 dias de visitas e foi a mesma para todos os dias de período de análise. Todas as unidades habitacionais executadas no empreendimento B tinham a área de 74,68 m². O Gráfico 2 detalha como foi a produtividade em m² por semana, obtida na análise. Gráfico 2 - Produtividade da equipe na obra do empreendimento B Fonte: Empresa B (2014). 4.3 Comparações dos métodos executivos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e alvenaria estrutural De acordo com as Tabelas 1 e 2, pode-se anotar que cada equipe da empresa A é 28% maior que a única equipe da empresa B. Já a produtividade das paredes moldadas in loco com forma de alumínio por equipe, de acordo com os Gráficos 1 e 2, é maior em 53% que a da alvenaria. Devido a essa e outras vantagens que o método de paredes moldadas in loco com forma de alumínio pode oferecer para obras de baixa renda com muitas unidades habitacionais e repetitivas, detectou-se uma mudança no panorama para esses tipos de construções na cidade de Porto Velho/RO, verificando os contratos fechados entre a Caixa Econômica Federal e construtoras para as construções dessas unidades na cidade, de acordo com o Gráfico 3. Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Dezembro/2017 18 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 Gráfico 3 – Contratos firmados entre a Caixa Econômica Federal e construtoras 1Fonte: Caixa Econômica Federal (2014). 5 Conclusão De acordo com os dados obtidos nas planilhas de produtividade de cada uma das estruturas para as obras visitadas e com as analises de resultados, conclui-se método de paredes moldadas in loco com forma de alumínio mostrou que possui produtividade 53% maior que a do método da alvenaria estrutural. O gráfico 3 também esclarece que após a chegada das paredes moldadas in loco com forma de alumínio em Porto Velho/RO, tendo em vista as vantagens, dentre elas principalmente a produtividade, as construtoras cada vez mais optaram pelo método que se mostra muito mais produtivo em relação à alvenaria estrutural, que era um sistema construtivo muito utilizado anteriormente na cidade. Essa grande disparidade entre as produtividades deve-se ao fato da grande agilidade que o método de paredes moldadas in loco com forma de alumínio pode oferecer às obras que, juntamente com o tipo de concreto e armações usados na estrutura, podem garantir que seja feito a desforma em cerca de 14 horas após a concretagem. Porém, devido ao alto custo das formas, o método torna-se vantajoso somente para obras com um grande número de unidades habitacionais e repetitivas, fazendo com que os painéis possam ser usados vaáias vezes, se forem devidamente cuidados. Referências ACCETTI, K. N. Contribuições ao Projeto Estrutural de Edifícios em Alvenaria. Tese de Mestrado, Escola de Engenharia de São Carlos da USP, São Carlos, SP, Brasil, 2008. * Os dados fornecidos pela Caixa Econômica federal datam até maio de 2014. Estudo comparativo da produtividade dos métodos de paredes moldadas in loco com forma de alumínio e da alvenaria estrutural para residências em Porto Velho/RO Dezembro/2017 19 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Projeto e execução de obras de concreto armado – Procedimento. NBR 6118. Rio de Janeiro, 1980. __________. Blocos vazados de concreto simples para alvenaria sem função estrutural. NBR 7173. Rio de janeiro, 1982. __________. Execução e controle de obras em alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto – Procedimento. NBR 8798. Rio de Janeiro, 1985. __________. Cálculo de alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto. NBR 10837. 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