O sofrimento de adolescentes internados e a escuta psicanalítica do cuidar
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O sofrimento de adolescentes internados e a escuta psicanalítica do cuidar


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Universidade do Estado do Rio de Janeiro 
Centro de Educação e Humanidades 
Instituto de Psicologia 
 
 
 
 
 
 
Selma Correia da Silva 
 
 
 
 
 
 
O sofrimento de adolescentes internados: 
a escuta psicanalítica na clínica do cuidar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
2001
Selma Correia da Silva 
 
 
 
 
 
O sofrimento de adolescentes internados: a escuta psicanalítica na clínica do 
cuidar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dissertação apresentada, como requisito 
parcial para obtenção do título de Mestre, ao 
Programa de Pós-Graduação em 
Psicanálise, da Universidade do Estado do 
Rio de Janeiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orientadora: Profa. Dra . Sonia Alberti 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
2001
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CATALOGAÇÃO NA FONTE 
UERJ/REDE SIRIUS/BIBLIOTECA CEH/A 
 
 
 
 
Autorizo, apenas para fins acadêmicos e científicos, a reprodução total ou parcial 
desta dissertação, desde que citada a fonte. 
 
________________________________ _____________________ 
 Assinatura Data 
 
S586 Silva, Selma Correia da. 
 O sofrimento de adolescentes internados : a escuta 
 psicanalílica na clínica do cuidar / Selma Correia da Silva. - 2001. 
 112 f. 
 
 
 Orientadora: Sonia Alberti. 
 Dissertação (mestrado) \u2013 Universidade do Estado do Rio de 
 Janeiro. Instituto de Psicologia. 
 
 
 1. Psicanálise. 2. Doenças orgânicas crônicas. I. Alberti, 
 Sonia. II. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Instituto de 
 Psicologia. III. Título. 
 
 \u2000CDU\u2000159 964 2
Selma Correia da Silva 
 
 
O sofrimento de adolescentes internados: a escuta psicanalítica na clínica do 
cuidar 
 
 
 
Dissertação apresentada, como requisito 
parcial para obtenção do título de Mestre, 
ao Programa de Pós-Graduação em 
Psicanálise, da Universidade do Estado do 
Rio de Janeiro. Área de concentração: 
Pesquisa e Clínica em Psicanálise. 
 
 
Aprovada em 19 de dezembro de 2001. 
Banca Examinadora: 
 
 
_____________________________________________ 
Prof.ª Dra. Sonia Alberti (Orientadora) 
Instituto de Psicologia - UERJ 
 
_____________________________________________ 
Prof. Dr. Marco Antonio Coutinho Jorge 
Instituto de Psicologia - UERJ 
 
_____________________________________________ 
Prof.ª Dra. Ana Cristina de Figueiredo 
Universidade Federal do Rio de Janeiro 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
2001
DEDICATÓRIA 
 
 
 
 
 
À minha mãe pela sua dedicação amorosa, 
cuja atenção me confortou neste período de 
produção. 
 
Ao Dr. Frederico W. de B. Baumann, que, ao 
escutar as queixas clínicas de seus pacientes 
pode auscultar um sofrimento agudo do 
coração. Suas histórias trasmitem a sabedoria 
de um médico que há muito cuida de doenças 
orgânicas. 
 
À Brenda, por retratar o ideal da juventude na 
beleza da adolescência. 
 
À Suzana, irmã e amiga, pela cumplicidade de 
sempre, principalmente na fase final desta 
dissertação, quando o aconchego de sua casa 
favoreceu meus estudos. 
 
Ao meu pai, meus irmãos, Sonia, Solange e 
Sergio, meus cunhados Gilberto e Gloria, pela 
admiração com que cada um, em sua 
particularidade, teceu um fio do meu percurso 
profissional. Às meninas Melina, Clarissa e 
Bárbara, que torceram para o término desta 
dissertação. 
AGRADECIMENTOS 
 
 
Professores do Programa de Pós-graduação em Psicanálise do Instituto de 
Psicologia da UERJ, pela competência e mérito na constituição do Curso de 
Mestrado; Faperj, pelo suporte financeiro à minha pesquisa. 
Professora Sonia Alberti, Coordenadora do Curso de Mestrado, que, ao 
testemunhar meu desejo de sustentar a clínica psicanalítica no hospital, me 
incentivou à realização da pesquisa universitária, orientando-me nesta dissertação. 
Professores Marco Antonio C. Jorge, pela sensibilidade nas aulas, permitindo-
me fazer uma ponte entre a escuta psicanalítica do sofrimento e a arte e Ana 
Cristina Figueiredo, por sugerir a direção de minha pesquisa no eixo 
psicanálise/medicina. 
Professor José Henrique W. Aquino, Coordenador da Enfermaria do Núcleo 
de Estudos da Saúde do Adolescente/NESA, pela ponderação, tolerância e 
sensibilidade no trato não só com os pacientes, mas também com a equipe de 
Saúde Mental \u2013 atributos essenciais de um profissional que conduz um espaço 
institucional marcado pelo sofrimento físico e psíquico. 
Serviço de Saúde Mental do NESA: Marília Mello de Vilhena, Simone Pencak, 
Suyanna Linhales Barker, pelo respeito ao meu trabalho e pelo impulso na 
realização deste Mestrado, e Vera Pollo, em particular, pelo apoio na leitura crítica 
deste texto. 
Professores José Augusto da S. Messias, pela transmissão dos ensinamentos 
nas visitas médicas, e Maria Cristina C. Kuschnir, por prestar atenção nas 
intervenções psicanalíticas trazidas para discussão na Enfermaria do NESA, 
principalmente nos casos desta dissertação. 
Professora Eloisa Grossman, Coordenadora da disciplina \u201cMedicina de 
Adolescentes\u201d, que me possibilitou muitos conhecimentos sobre as doenças 
orgânicas crônicas, no Ambulatório de Nefrologia. 
Professora Maria Helena Ruzany, Diretora do NESA, por apreciar meu 
empenho profissional na clínica com os adolescentes; Mariângela Giana de A. G. 
Ribeiro, Coordenadora do Ambulatório do NESA, pelo reconhecimento que atribui ao 
meu trabalho. 
Luiz André Vieira Fernandes, médico, e Mônica Vicente da Silva, assistente 
social, pela competência profissional, cuja saída da Enfermaria do NESA deixou 
saudades; Solange Araújo Câmara, fisioterapeuta, pela parceria nos assuntos 
pertinentes ao cotidiano hospitalar dos adolescentes internados. 
Equipe de Enfermagem, com destaque para os mais chegados, e de 
Recreação do Nível Terciário, pela interlocução do dia-a-dia sobre o ânimo dos 
pacientes; Equipe Multidisciplinar do Nível Secundário, pelo incentivo à minha 
permanência no NESA, em especial os médicos Flávio Roberto Sztajnbok e Isabel 
Cristina da S. Bouzas; Equipe do Nível Primário e Pessoal da Área Administrativa 
do NESA, pelo carinho dos que se fazem presentes. 
Mauro Leonardo S. C. dos Santos, amigo a quem atribuo uma significação 
especial pela incansável escuta durante a fase final do Mestrado e pelas valiosas 
sugestões dignas de um Doutor na Clínica do Cuidar. 
Célia Maria dos Santos, Rejane Maurell, Sandra Berardinelli e Simone 
Pencak, queridas amigas, que souberam, com carinho, esperar o meu retorno aos 
nossos encontros prazerosos. 
Georgina Maria R. F. Cerquise e Yara de A. Lemos, pelo companheirismo 
durante o percurso do Mestrado. 
Magali S. P. R. Penna, pelas palavras de sensatez nas horas difíceis; Mari de 
Souza Gomes e Priscila de S. G. Feitosa, pela paciência no auxílio da digitação 
deste trabalho; Soraya Goulart, pelo refinamento na revisão final do texto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Numa carta escrita em 10 de maio de 1923 a Lou Andréas-Salomé, 
Freud confessa seu cansaço em relação às agressões físicas 
sofridas por causa de seu câncer de mandíbula que não cessa de se 
espalhar e que ainda lhe acarretaria múltiplas operações dolorosas: 
\u2018Partilho completamente da sua opinião sobre o desamparo que 
experimentamos diante dos males físicos particularmente dolorosos; 
como você, igualmente, acho-os desesperadores e, se pudéssemos 
atribui-los a alguém pessoalmente, ignóbeis. 
 
Sigmund Freud 
 
 
(cf. MANONI, M. O nomeável e o inomeável: a última palavra da vida.