Pressupostos de existência e validade do processo
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Pressupostos de existência e validade do processo


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Pressupostos processuais de existência e de validade.
Que o processo, para que possa existir e se desenvolver validamente, deve observar os pressupostos processuais. Do contrário, o magistrado irá proferir uma sentença com fundamento no art. 267, inciso IV, CPC
Que, de um modo geral, os pressupostos costumam ser divididos em pressupostos de existência e de validade ou desenvolvimento.
Que, dentro da classificação ora proposta, os pressupostos de existência seriam: juízo (órgão do Poder Judiciário), partes e demanda. Alguns doutrinadores, no entanto, entendem que a citação também é pressuposto de existência do processo, já que o mesmo deve ser encarado sob o prisma da isonomia, de modo que a outra parte também deve estar participando para que o mesmo possa existir. A crítica a este entendimento decorre que, por vezes, o próprio texto normativo autoriza que o magistrado profira sentença antes de ter sido determinada a citação do demandado, tal como ocorre quando a petição inicial for indeferida (art. 295, CPC) ou quando o mérito é resolvido liminarmente (art. 285-A, CPC).
Que, quanto aos pressupostos de validade, os mesmos comumente são apontados como: competência do órgão jurisdicional, partes capazes e demanda regular. 
Por fim, esclarecer que há quem apresente outra classificação denominada \u201cpressupostos processuais negativos\u201d, que seria a inexistência de coisa julgada material, perempção ou litispendência. Para outros seriam condições negativas para o legítimo exercício da ação, porque esta antecede ao processo e é ela que o detona. É que, nestes casos, o processo não mais poderá prosseguir, devendo o magistrado imediatamente proferir uma sentença terminativa, com arrimo no art. 267, inciso V, CPC.