Morte Celular: Necrose e Apoptose
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Morte Celular: Necrose e Apoptose


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MORTE CELULAR: 
NECROSE E APOPTOSE 
Carla Tolentino Reis 
Etienne Peres Alves 
Gabriel Bellia Raimundo 
Izabella Dermachi 
João Victor Carvalho 
\uf07d Sempre que há lesão na célula, o organismo 
tenta repará-la. 
\uf07dCaso não consiga, a célula morre. 
 
\uf07dNecrose: associada sempre a uma causa 
patológica. 
\uf07dApoptose: podendo ser de causa patológica 
ou fisiológica. 
Causas mais comuns de lesões 
celulares 
 
\uf07dAusência de oxigênio. 
\uf07dAgentes físicos. 
\uf07dAgentes químicos e drogas. 
\uf07dAgentes infecciosos. 
\uf07d Reações imunológicas. 
\uf07dDistúrbios genéticos. 
\uf07dDesequilíbrios nutricionais. 
 
TIPOS DE NECROSE 
Necrose coagulativa: 
\uf07d Ocorre a coagulação de proteínas no citoplasma. 
\uf07d As células morrem, mas sua estrutura básica 
permanece intacta. 
\uf07d Cariólise. 
\uf07d Associada a isquemia. 
\uf07d Não ocorre em isquemia cerebral, porque os 
neurônios não possuem proteínas intracelulares 
suficientes para manter a estrutura da célula. 
\uf07d Tecido fantasma. 
Necrose Liquefativa: 
\uf07dAssociada a infecção por micróbios que 
acabam atraindo células de defesa para o local 
da lesão. 
\uf07dMuitas células são destruídas, fagocitadas e 
digeridas, dando ao tecido necrótico uma 
consistência mole e sem forma, geralmente 
composta por pus. 
\uf07d Pode ocorrer também na isquemia cerebral. 
Necrose Gordurosa: 
\uf07d Ocorre no tecido adiposo. 
\uf07d Lipases são liberadas, formando áreas 
esbranquiçadas. 
\uf07dMais comum em casos de pancreatite. 
\uf07d Também chamada de necrose enzimática. 
 
Necrose Gangrenosa: 
\uf07d Ocorre a gangrena. 
\uf07d Necrose isquêmica evoluída. 
\uf07d A presença de bactérias é grande. 
\uf07d Além da autólise ocorre putrefação (apodrecimento). 
Necrose Caseosa: 
\uf07d Associada a infecção por algumas bactérias e fungos 
(Tuberculose). 
\uf07d Formação de uma massa branca, molenga, granulada (coalhada). 
\uf07d Necrose gomosa (sífilis). 
 
Necrose Fibrinoide: 
\uf07d Ocorre em alguns vasos sanguíneos (artérias). 
\uf07d Arteriosclerose ou doenças autoimunes. 
\uf07d O tecido fica semelhante à fibrina. 
 
Necrose Hemorrágica: 
\uf07d Ocorre em alguns órgãos internos 
\uf07d Há obstrução do fluxo sanguíneo (hemorragia). 
\uf07d Diminui o nível de oxigênio, necrosando o tecido. 
\uf07d Há a retração celular, que gera perda de 
aderência com a matriz extracelular e células 
vizinhas. 
\uf07d Com exceção das mitocôndrias, as outras 
organelas mantêm sua morfologia. 
\uf07d A cromatina se condensa e se concentra próxima à 
membrana nuclear. 
\uf07d A membrana celular gera prolongamentos, 
havendo desintegração nuclear. 
\uf07d Os prolongamentos aumentam de número e de 
tamanho e se rompem. 
\uf07d Corpos apoptóticos. 
Resposta Imunológica: 
\uf07d Ocorre durante a infecção. 
\uf07d Os leucócitos, depois de destruírem o corpo estranho, 
são simplesmente sacrificados por apoptose. 
 
Lesão no DNA: 
\uf07d Quando uma informação no DNA é mudada. 
\uf07d Destrói-se a célula inteira antes que ela se multiplique, 
espalhando o erro e gerando doenças graves. 
\uf07d Antes de apoptar a célula, o organismo ainda tenta 
consertar o erro no DNA. 
 
\uf07d Proteína p53 
\uf07dEla procura erros no DNA e tenta consertá-lo. 
\uf07d Se não consegue ativa outras proteínas (Bad, 
Bax, Caspases, etc.), cortam todo o DNA em 
diversas partes, e jogado fora da célula. 
\uf07dDesfragmenta-se a célula, para garantir que 
ela não se reconstitua. 
\uf07dO controle da apoptose é feito pela 
mitocôndria, que tem DNA próprio. 
\uf07dOs tumores tem a capacidade de inibir os 
mecanismos moleculares que levam a 
apoptose. 
 
Apoptose Causada por Estímulos 
Fisiológicos 
\uf07d Involução de estruturas fetais durante 
o desenvolvimento embrionário. 
\uf07dCorte no suprimento de hormônios estimulatórios 
(menopausa). 
\uf07d Tecidos onde há constante renovação celular. 
\uf07dApoptose estimulada pelo linfócito T citotóxico. 
\uf07dApós uma resposta imunológica do organismo a 
um agente biológico. 
\uf07dNas células fibrosas que originam o cristalino.