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Strongyloides stercoralis

Apostila sobre Strongyloides stercoralis: inclui classificação, histórico, transmissão (hetero e auto-infecção), resposta imune, patogenia, manifestações clínicas (cutâneas, pulmonares, abdominais, disseminada), diagnóstico, profilaxia e tratamento (albendazol, tiabendazol, ivermectina).

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Strongyloides stercoralis
Estrongiloidíase
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
DEPARTAMENTO DE MEDICINA TROPICAL
DISCIPLINA DE PARASITOLOGIA
Prof. Wheverton Nascimento
RECIFE
- 2011 -
INTRODUÇÃO
Possui distribuição mundial principalmente na região Tropical;
Gênero de Helminto que possui cerca de 52 espécies que parasitam mamíferos – Causador de geohelmintíases:
Strongyloides stercoralis (Bavay, 1876);
S. fuelleborni (Von Linstow, 1905).
Considerado um parasito oportunista.
CLASSIFICAÇÃO
REINO: Animalia
SUB-REINO: Metazoa
FILO: Nemathelminthes
CLASSE: Nematoda
ORDEM: Rhabditorida
FAMÍLIA: Strongyloididae
GÊNERO: Strongyloides
ESPÉCIE: S. stercoralis
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HISTÓRICO
Foram descobertos em amostras de soldados franceses que lutaram na Conchinchina;
Foi nomeado, inicialmente, por Bavay de Anguillula stercoralis;
Devido ao ciclo biológico complexo recebeu o nome de Strongyloides stercoralis.
EPIDEMIOLOGIA
BIOLOGIA DO PARASITO
Vermes adultos
BIOLOGIA DO PARASITO
Vermes adultos
BIOLOGIA DO PARASITO
Ovo
BIOLOGIA DO PARASITO
Larvas
BIOLOGIA DO PARASITO
HABITAT
CICLO BIOLÓGICO
TRANSMISSÃO
Via Ativa:
Hetero ou primoinfeccção.
TRANSMISSÃO
Auto-infecção Externa ou exógena;
Auto-infecção Interna ou Endógena.
IMUNIDADE
A resposta predominante é a do tipo Th2 (IL-4, IL-5 e IL-13);
Desenvolvimento de mastocitose intestinal, eosinofilia e aumento de IgE e IgG4.
Imunossupressão - Eosinopenia.
PATOGENIA
Depende da quantidade de vermes adultos e da migração das larvas nos tecidos:
Ação mecânica;
Ação traumática;
Ação irritativa;
Ação tóxica;
Ação antigênica.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Cutânea:
Edema;
Eritema;
Prurido;
Pápulas hemorrágicas;
Urticárias;
Larva currens.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Pulmões:
Tosse com ou sem expectoração;
Febre;
Dispnéia;
Crises asmáticas;
Sindrome de löeffler.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Abdômen:
Enterite catarral:
Secreção mucóide e densa nas fezes;
Enterite edematosa:
Desaparecimento do relevo mucoso (síndrome de má absorção);
Enterite ulcerosa:
Alterações no peristaltismo;
Íleo paralítico – diarréia, náuseas, vômitos, síndrome disentérica esteatorréica, desidratação, choque hipovolêmico e óbito
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Forma disseminada:
Pacientes imunocomprometidos:
Intestino;
Pulmões;
Rins;
Fígado;
Vesícula biliar;
Coração;
Cérebro.
DIAGNÓSTICO
 Clínico;
 Laboratorial:
 Métodos diretos - Parasitológico;
 Métodos indiretos – Hemograma, Imunológicos, Imagens, Biologia molecular.
DIAGNÓSTICO
 Parasitológico de fezes:
Hoffman;
Ritchie ou formol-éter;
Bearmann-Moraes;
Coprocultura – Harada & Mori;
 Pesquisa de larvas em secreções:
Líquidos orgânicos – BAL, escarro, urina, líquido pleural;
Biópsia;
Esfregaço citológico.
DIAGNÓSTICO
Parasitológico
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PROFILAXIA
 Saneamento básico inadequado é um dos principais fatores responsáveis pela transmissão.
 Educação sanitária e ambiental;
 Tratamento da população;
 Saneamento básico.
Usar calçados e luvas.
TRATAMENTO
 Albendazol, Mebendazol;
Cambendazol;
Tiabendazol;
 Ivermectina;
NEVES, D. P. – Parasitologia Dinâmica. 3ª edição. Rio de Janeiro, Brasil, Atheneu, 2009.
NEVES, D. P. – Parasitologia humana. 11ª edição. Rio de Janeiro, Brasil, Atheneu, 2005.
REY, L. – Bases da Parasitologia. 2a edição. Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan, 2002.
REY, L. – Parasitologia. 3a edição. Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan, 2001.
BIBLIOGRAFIA
Wheverton_ricardo@yahoo.com.br
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