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A IMPORTÂNCIA DAS FORMAS GEOMÉTRICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Angelina Viviane de Melo Prof.ª Orientadora: Alessandra Antunes do Livramento Ferreira Centro Universitário Leonardo Da Vinci – UNIASSELVI Licenciatura em Pedagogia (PED1281) – Estágio I 19/10/2017 RESUMO Na nossa vida a importância da matemática é notória, no nosso ambiente e diariamente, pelo que foi a partir dessa realidade e aproveitando-se esse fato, para desde novos e com atividades apropriadas para a faixa etária em questão, se achou por bem introduzir algumas figuras e formas geométricas, presentes na generalidade dos objetos presentes no nosso cotidiano. Para as crianças de tão tenra idade é importante que nas figuras e objetos usados nos exercícios estejam associadas algumas das cores principais, como ajuda para uma melhor percepção delas. Uma das principais funções destas atividades é a associação das figuras e objetos geométricos com os variadíssimos figuras e objetos presentes no nosso dia-a-dia, despertando a curiosidade e sagacidade delas, provocando o raciocínio e a observação, fazendo-as desenvolver os vários sentidos, abandonando a zona de conforto que lhes é proporcionada só por serem crianças. Palavras-chave: Formas.Desenvolver.Sentidos. 1. INTRODUÇÃO A matemática é uma das áreas mais importantes dos nossos dias, mas também uma das mais temidas pela maioria dos alunos. Para esta faixa de idade é pensado que será benéfica um primeiro contato com esta disciplina, através do contato com as figuras geométricas, que também tem uma vertente de acuidade visual. Na abordagem deste trabalho se procuro ter como área de concentração a “Metodologia do Ensino da Matemática”, sendo que por tema de estudo abordou-se “A importância das formas geométrica na educação infantil”, em virtude da especial relevância que tem para a faixa etária a que se destina, com atenção especial na abordagem, para ir introduzindo bases para a matemática e, também, para o aprimoramento visual. Vai ser trabalhada a atenção visual e alertada a importância da mágica das formas, tanto ao nível das superfícies, como dos volumes geométricos, procurando caracterizar as figuras apresentadas. 2 Pretende-se que sejam alertadas as formas de diversas figuras e objetos e compará-los com as várias formas apreendidas e aprendidas em sala de aula, motivando as crianças a observar o meio que as rodeia com mais atenção e critério. 2. AS FORMAS GEOMÉTRICAS O presente trabalho teve, como objetivo principal a inserção, na fase denominada como educação infantil, das formas das figuras geométricas, bem como a sua designação, e a sua apresentação no nosso dia a dia, através dos mais diversos objetos. Com a realização deste trabalho procurou-se, intencionalmente, abordar de forma distinta e mais completa a temática das figuras geométricas, quer em duas dimensões, no plano, quer a três dimensões, no espaço, vem como a correspondência entre as duas, sendo uma ligeira abordagem de conceitos a serem trabalhados mais tarde nas séries iniciais. Nesta idade, a criança tem uma apetência natural para aprender, pois aliada à sua idade, ideal para reter conhecimentos, tem uma enorme curiosidade e interesse, espontâneos e instintivos, em tudo o que a rodeia, ainda mais, se for acompanhada de uma proposta de ensino atraente, envolvente e animada. Por fim, vai procurar-se criar uma experiência positiva nas crianças, com atividade alegres e divertidas, aprender também é alegria. 2.1. O PRIMEIRO CONTATO COM AS FORMAS GEOMÉTRICAS É do conhecimento geral, acrescida da percepção dos adultos, que o contato das crianças com as mais diversas formas geométricas existe ainda antes do seu ingresso na escola, quer através de brinquedos pedagógicos, através da interação com os familiares, ou ainda, através dos filmes de animação que passam na televisão e dos livros. É, portanto, de verdadeira importância que esse contato exista, também, na educação infantil, quer como que a dar continuidade ao processo natural já iniciado com a criança, quer com o objetivo de aperfeiçoamento e melhoria desse processo. 3 Outro motivo para que se comece cedo esse contato, com as formas geométrica, reside no fato de mais tarde, nomeadamente nas séries iniciais, a criança ter dificuldade em associar as formas geométricas que aprendem na escola com os objetos do cotidiano, como por exemplo, dificuldade em associar a forma de uma janela a um retângulo, devido ao fato de se manterem prisioneiros da figura observada no livro de matemática. Essa questão é de fácil explicação, é que apesar de estarem cercados por polígonos e outras formas durante praticamente todo o tempo, muitos alunos não conseguem associar, por exemplo, que uma janela tem a forma de um retângulo porque ficam presos a uma figura que viram no livro de Matemática. Mas isso pode ser mudado se o aluno passar por uma abordagem diferenciada das formas geométricas na Educação Infantil com vista à compreensão das formas, bem como de suas diferenças e semelhanças. Em vez de estimular os “decorebas”, a aula deve visar ao real entendimento sobre as formas. 2.1.1. A introdução das figuras geométricas A presença de figuras geométricas no nosso quotidiano diário é uma realidade, por esse motivo deixa de ser tratado como algo extraordinário, a que se deva dar atenção especial. Constantemente vemos rodas de carros e sem pensar, associamos a círculos, como vemos janelas ou portas e associamos a quadrados ou retângulos, ou mesmo, pirâmides associadas a triângulos. Nesta idade o ensino dá-se pela brincadeira, fruto do gosto de brincar associado à facilidade de aprender, dessa forma torna-se mais simples introduzir esses conhecimentos na esfera do cognitivo da criança. É a brincar que a criança aprende e se desenvolve, através da exploração de situações que vão surgindo. A criança é curiosa e imaginativa, está sempre experimentando o mundo e precisa explorar todas as suas possibilidades. Ela adquire experiência brincando. Participar de brincadeiras é uma excelente oportunidade para que a criança viva experiências que irão ajudá-la a amadurecer emocionalmente e aprender uma forma de convivência mais rica. (MALUF, 2001, p. 21). 4 2.1.2. As figuras geométricas e as cores A interdisciplinaridade pode ser abrangida pelo ensino da geometria, ao serem estabelecidas ligações entre a matemática e outras áreas do conhecimento. Por uma facilidade de memorização torna-se mais acessível para as crianças quando a forma está associada a uma cor, sendo por isso normal as figuras geométricas estarem pintadas de cores principais fortes, como o vermelho, o azul e o amarelo. Dessa forma pode-se destacar a forma com o auxílio da cor, fortalecendo os dois aprendizados de maneira mais efetiva, como por exemplo, “pode indicar qual é o quadrado azul”?, ajudando na facilitação da memorização da criança. 2.1.3. Propostas em sala de aula Em sala de aula existem várias propostas de introdução deste conteúdo, vamos abordar algumas que vão ser utilizadas neste trabalho. Uma das formas é inserir em contexto escolar, em sala de aula, brinquedos pedagógicos com as diversas formas geométricas, de início as mais simples. Uma outra maneira de abordar, mais trabalhosa, mas também, mais apelativa, é em conjunto com a turma serem realizadas formas geométricas com diversos materiais, cartão, isopor, etc. Devido à idade das crianças, no caso do isopor, é melhor o educador cortar as figuras e as crianças pintarem com as referidascores. Depois de confeccionadas as diversas formas, devem ficar à disposição dos alunos, para serem tocadas e observadas, para responder a perguntas como: “Qual a forma desse objeto?”, “Qual a diferença entre estas duas formas?”, etc. Outra atividade que pode ser desenvolvida é a de vendar os olhos de um dos alunos e através da descrição dos restantes colegas, ele falar qual é o objeto, fazer um desenho do objeto ou, com massa de modelar, confeccionar o objeto. Com esta atividade além trabalhar as figuras geométricas é, também, trabalhado as funções motoras e habilidades. Apoiados nos conceitos descritos atrás, a nossa atividade consistiu em trabalhar com os alunos as coordenações motoras, visuais e auditivas, através das formas geométricas encontradas no seu 5 ambiente, onde é realizada uma avaliação, ao longo do projeto, através do cumprimento das várias etapas, bem como, a sua participação, o seu interesse, a sua cooperação, socialização e criatividade ao longo das jornadas de aprendizagem. 3. PROCEDIMENTOS DE ESTÁGIO O trabalho de estágio foi realizado na Escola de Educação Infantil Tia Marli, localização na Rua Edgar Coelho de Sá, S/N, no Bairro Centro, da Cidade de Lauro Müller pertencente aos Estado de Santa Catarina. A metodologia que foi usada na elaboração deste trabalho foi, na sua grande maioria, a pesquisa bibliográfica, complementada, de forma assertiva, pela observação criteriosa de alguns profissionais de educação em atividade. Por intermédio dessa consulta bibliográfica, tanto de trabalhos, como de artigos, foi sendo desenvolvido um projeto de base teórica sobre o assunto, e foram sendo retirados exemplos práticos assentes quer nesses estudos, quer nas observações efetuadas. Posteriormente à elaboração de uma proposta de atividade idealizada e colocada no “papel”, passou-se para outra etapa, a de a “discutir” com as responsáveis pela orientação do estágio, que pertencem ao grupo de profissionais com vasta e larga experiência acumulada, por forma a que pudéssemos entender a razoabilidade e viabilidade da proposta apresentada. Depois de discussão salutar e produtiva foi dada anuência para a realização do projeto realizado, depois de uma programação do plano final. Em seguida, foi realizada a apresentação na instituição de acolhimento e foi iniciado o estágio I, inserido no curso de pedagogia. 4. VIVENCIA DE ESTÁGIO No decorrer do estágio foram abordadas, como já estava decidido de projeto, de acordo com o tema norteador, as figuras geométricas, tanto no plano como no espaço, por meio de atividades impressas e lúdicas realizadas em sala de aula. No primeiro dia da aula, a atividade foi iniciada com a rotina da turma, logo após, através de cartaz, desenho das figuras geométricas juntamente com frases e aplicativos (triangulo, retângulo, círculo e quadrado), indagando as crianças sobre quais variações de formas encontramos no ambiente 6 que frequentamos no nosso cotidiano. Diante disso, instigar as crianças com uma caixa surpresa disputando a curiosidade onde todas sentadas no tapete em forma de círculo, ao qual teriam que sentir os objetos dentro da caixa (formas geométricas em EVA), e respectivamente narra aos colegas o que estava sentindo. Logo mais aplicar atividade impressa, recortar e colar as figuras no lugar correspondente com o desenho. Para o segundo dia reservou-se a contação de história sobre o palhaço geométrico, conforme irá montando o palhaço, despertando o interesse pela história e atenção de todos. Propor a todos fazer o seu próprio palhaço com as formas geométricas. Após essa atividade foram distribuídas máscaras de círculo e retângulo confeccionados com papel cartão. Ao terceiro dia, procurou-se explorar a imaginação de cada criança, por meio de uma atividade onde se tem frases explicando o desenho de forma com a leitura da professora, ao lado da frase fazer o seu desenho. Assim desenvolve-se o raciocínio lógico e desperta-se o interesse pela arte. O quarto dia começou com a intenção de promover com os alunos uma trilha, no tapete, com as formas geométricas, se fazendo três filas de acordo com a carreira da figura, lado a lado, para começar a sequência do jogo deixar que o aluno escolha qual forma preferir, com ajuda que segue para dar início dependendo qual forma cair, ele avança para a frente e assim respectivamente até chegar a um ganhador. Com isso desenvolver a coordenação motora, espacialidade e raciocínio lógico. Promover relação entre ganhar e perder que para qual tem o seu valor atribuído. Quinto dia, onde se levou uma caixa grande de papelão forrado com papel pardo, na parte da frente, desenho do palhaço com a boca em círculo. Propor com a turma para decorar a caixa e depois fazer o jogo do “acerte a boca do palhaço”, aquele que alcançar o objetivo ganha um pirulito, aquele que não acertar, ganha uma bala. Havendo assim, mais uma vez durante a aula, interação de todos da turma. REFERENCIAS GUEVARA, Elisangela Aparecida Burgo et al. O ensino da geometria na pré-escola. Disponível em: <http://www.isciweb.com.br/revista/16-numero-03-2015/180-o-ensino-da- geometria-na-pre-escola>. Acesso em 10 de setembro de 2017. GONÇALVES,Amanda.Como ensinar formas geométricas na educação infantil.Disponível em: <http://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/como-ensinar-formas-geometricas-na- educacao-infantil.htm>. Acesso em 10 de setembro de 2017. 7 LIMA, Silvana. Projeto figuras e cores. Disponível em: <http://silvanapsicopedagoga.blogspot.com.br/2013/05/projeto-figuras-cores-e-formas.html>. Acesso em 11 de setembro de 2017. MALUF, Ângela Cristina Munhoz. Brincar: prazer e aprendizado. Vozes, Petrópolis: 2001 VIRGULINO, Carina Silvana. O ensino da matemática na educação infantil. Disponível em: <http://webartigos.com/artigos/o-ensino-da-matematica-na-educacao-infantil/119953>. Acesso em 10 de setembro de 2017. WROBLEWSKI, Maria Inês Alexandre. Formas geométricas. Disponível em: <http://mimoseencantodaeducacao.blogspot.com.br/2013/12/plano-de-aula-para-educacao- infantil.html/>. Acesso em 12 de setembro de 2017.