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RESENHA ANA NERY

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UNAMA
Universidade da Amazônia
Curso de Graduação em Enfermagem
Disciplina: Introdução à Profissão
Docente: Suziane Santos
Discente: Alex de Assis Silva
Matricula: 04045900
RESENHA ACADÊMICA CRÍTICA
FILME: BRAVA GENTE, A HISTÓRIA DE ANA NERY
Ananindeua-PA
2019
O filme mostra a história e evolução de Ana Justina Ferreira Nery, nascida na Cidade de Cachoeira em 13 de dezembro de 1814. Ana Nery como ficou conhecida, é até os dias de hoje, considerada a pioneira da enfermagem no Brasil. Em 1843 teve seu marido morto, deixando-a com três filhos: Justiniano, Antônio Pedro e Isidoro Antônio Nery Filho. Os dois filhos eram oficiais do Exército. Ao irromper a Guerra do Paraguai no ano de 1864, seguiram ambos para o campo de luta. Ana Nery então decidiu escrever ao presidente da província, oferecendo-se para cuidar dos feridos de guerra enquanto o conflito durasse. Logo partiu para o Rio Grande do Sul, onde aprendeu noções de enfermagem com as irmãs de caridade de São Vicente de Paulo. Apesar das faltas de condições, como, falta de higiene, falta de materiais e o excesso de doentes, Ana chamou a atenção por seu trabalho como enfermeira pelas várias regiões por onde passou.
Ana Nery atuou voluntariamente no hospital São Lázaro, onde haviam mais de mil homens feridos. Ali começava uma árdua jornada de trabalho. Apesar das dificuldades e da forte rigidez militar da época, Ana resolveu criar grupos para a melhoria da enfermaria. Fez cinco grupos, onde um era responsável pela limpeza da enfermaria, outro por cortar os cabelos e fazer a barba de todos os doentes, outro responsável pelo café da manhã, outro pelo banho e o último responsável por arranjar cal para acabar com os piolhos. Tanta bondade e organização trouxe raiva e até mesmo inveja, aos médicos que ali comandavam.
Em sua primeira noite, Ana imediatamente percebeu que crianças também estavam a favor da morte, simplesmente por serem adversários. Então, após relatar ao médico e ser totalmente ignorada, demostrando um ato de coragem e afeto, Ana decidiu realizar as escondidas, uma cirurgia na perna de um garoto chamado Taiti. Após cometer esse ato sem autorização, Ana foi rigorosamente penalizada a lavar as roupas sujas de todos os doentes durante uma semana. Isso não abateu a guerreira que, notoriamente nasceu para cuidar.
Após ouvir tristes histórias sobre a quarentena, a “bolha”, Nery resolve averiguar e tentar compreender o porquê daquelas pessoas serem abordadas de formas tão desumanas. Ao andar à noite no local de quarentena, Ana percebe então a realidade, a “quarentena” é um local de crueldade e tortura. Em seguida, ela decide soltar os prisioneiros de guerra, envolvendo um popular tenente do exército do Paraguai. O exército brasileiro logo identifica o ato de deslealdade à pátria e chama uma enquete para encontrar o responsável pelo ato. A averiguação apresenta que Ana foi a responsável pela soltura dos inimigos prisioneiros. Ao ser induzida a assumir, Ana também relata a todos, os atos de crueldade que identificou no local, pondo um fim a impunidade e a rigidez militar regida pelo médico chefe do acampamento.
Os paraguaios voltaram a atacar o acampamento, Ana perde quase todos os amigos que até então havia feito. A batalha acaba e Ana volta a cuidar dos que ali precisavam. Ana acreditava que as pessoas necessitam de cuidados independente de sua cor, raça, religião ou lado da guerra e tornou-se esse um dos muitos legados possibilitados por Ana Neri na enfermagem.
Posterior ao final da guerra, Ana Nery regressou à sua cidade natal, onde lhe foram prestadas grandes homenagens, dentre estas, o governo imperial conferiu-lhe a Medalha Geral de Campanha e a Medalha Humanitária de primeira classe. Ana veio a falecer com a idade de 66 anos em 20 de maio de 1880. Em sua homenagem, no ano de 1923, foi instituída a primeira escola oficial brasileira de enfermagem de alto padrão denominada de ANA NERY.
ALEX DE ASSIS SILVA
Acadêmico de Enfermagem
UNAMA

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