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VEGETAIS COMO BIOINDICADORES DE POLUENTES Edna Duarte dos Santos Paloma Sanhudo Vieira Patrick Diego Lima Rodrigues Raquel Nunes Soares INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO SUL CAMPUS VIAMÃO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA em GESTÃO AMBIENTAL Fundamentos de Ecologia Professor Adriano Andrejew Ferreira BIOINDICADORES De uma forma geral são organismos de natureza diversa, utilizados para avaliação e monitoramento da qualidade ambiental. Utilizados em dois métodos: passivo ou ativo •PASSIVO: Quando se procede uma avaliação dos seres que habitam a área de estudo. •ATIVO: Expõe no ambiente espécies previamente preparadas para tal avaliação. Tipos de bioindicadores mais comuns: ESPÉCIES SENTINELAS - introduzidas para indicar; ESPÉCIES DETECTORAS - ocorrem naturalmente e respondem ao stress de forma mensurável; ESPÉCIES EXPLORADORAS - reagem positivamente ao distúrbio ou agente estressor; ESPÉCIES ACUMULADORAS - acumulam agentes estressores permitindo avaliar a bioacumulação; ESPÉCIES BIO-ENSAIO - usadas na experimentação. REINO VEGETAL • O Reino Vegetal ou Reino Plantae, é caracterizado por organismos autótrofos (produzem seu próprio alimento) e clorofilados. Divididos em 4 grupos. FIGURA 1. Classificação das plantas. • BRIÓFITAS: Avasculares (destituídas de vasos condutores de seiva), são plantas de pequeno porte que não recebem luz direta do sol, uma vez que habitam locais úmidos. Ex.: Musgos. • PTERIDÓFITAS: Vasculares, são plantas que, em sua maioria, são terrestres e habitam locais com grande umidade. Ex.: Samambaias • GIMNOSPERMAS: Vasculares, composto por uma grande variedade de árvores e arbustos de diversos portes. Ex.: Pinheiros. • ANGIOSPERMAS: Vasculares, habitam diferentes ambientes e representam um grupo muito variado, composto de vegetais de pequeno e grande porte. Ex.:Aroeira. ASPECTOS DO PROCESSO DE BIOINDICADORES VEGETAIS Os sintomas que as plantas apresentam, quando expostas a determinada concentração e tipo de poluente, podem servir como indicação do grau de contaminação ambiental. Como sintomas se tem alterações desde metabólicas até ecológicas, integrando os efeitos dos agentes contaminantes, como por exemplo: Alterações em processos fisiológicos; Mudanças anatômicas e morfológicas. FIGURA 2. Nicotiana Tabacum, Tabaco antes e depoisde exposta à poluição. As alterações mais citadas nas plantas causadas pelos poluentes atmosféricos são: O aumento ou a diminuição na produção de algumas enzimas; Alterações genéticas; Alterações quantitativas e qualitativas de metabólitos; Aumento na concentração de hormônios vegetais relacionados ao estresse; Aumento ou diminuição da respiração; Distúrbios na fotossíntese; Alterações na abertura e no fechamento estomático. Consequentemente estas alterações levam à sintomas como : Necroses e cloroses; Redução no crescimento; Alterações no ciclo de vida; Sobrevivência ou não numa determinada área; Redução da diversidade de espécies; FIGURA 3. Diferentes tipos de sintomas visíveis nas folhasde plantas submetidas ao ozônio. A. Clematis ssp. - manchas rosadas na superfície superior. B. Philadelphus coronarius – necroses na superfície superior. C. Fraxinus excelsior – manchas bronzeadas na superfície inferior. D. Pinus halepensis – clorose na superfície superior. CLASSIFICAÇÃO DAS PLANTAS BIOINDICADORAS As plantas bioindicadoras são classificadas em quatro grupos: BIOINDICADORAS; BIOSENSORAS; BIOACUMULADORAS; BIOINTEGRADORAS. FIGURA 4. A. Rumex; B. Tradescantiapallida C. Sphagnum ; D. Nicotiana Tabacum BIOINDICADORAS Plantas que apresentam sintomas visíveis como necroses, cloroses e distúrbios fisiológicos, tais como redução no crescimento, redução no número e diâmetro das flores. FIGURA 5. A. Nicotiana tabacum ‘Bel W3’ e B. Ipomea tricolor apresentam sintomas visíveis e são consideradas bioindicadoras de O3. BIOSENSORAS Plantas que reagem aos efeitos dos poluentes aéreos com efeitos não visíveis, apresentando alterações moleculares, celulares, fisiológicas e bioquímicas. FIGURA 6. A. Tradescantia clone 4430 e B. Tradescantiapallida ‘Purpurea’ apresentam quebras cromossômicas nas células-mãe de grãos de pólen. BIOACUMULADORAS Plantas que também não apresentam sintomas visíveis, e são menos sensíveis aos poluentes aéreos, porém acumulam partículas de poeira, metais e gases dentro dos seus tecidos. FIGURA 7. Musgo da espécie Sphagnum BIOINTEGRADORAS Aquelas que indicam o impacto da poluição por intermédio do aparecimento, desaparecimento ou m udança na densidade da população ou até de comunidades. FIGURA 8. Em florestas de regiões temperadas Rumex sp são consideradas sensíveis ao ozônio apresentando sintomas foliares nas folhas da superfície superior. BIOINDICADORES VEGETAIS - VANTAGENS Custos reduzidos; Eficiência para o monitoramento de áreas amplas e por longos períodos de tempo; Ausência de aparelhagem sofisticada de medição; Viabilidade de avaliar elementos químicos presentes em baixas concentrações ambientais; BIOINDICADORES VEGETAIS - DESVANTAGENS Não substitui o uso de métodos físico-químicos, mas fornece informações adicionais referentes a efeitos sobre organismos; Não faz quantificação do poluente, só serve para indicar a presença do poluente; ESTUDO DE ARTIGOS O QUE FOI FEITO E COMO: Foi realizado um estudo bibliográfico onde apresenta uma r e v i s ã o s o b r e b i o i n d i c a d o r e s v e g e t a i s no biomonitoramento da poluição atmosférica. Utilização de Bioindicadores no Monitoramento de Poluição •RESULTADOS: Foram relacionadas 19 espécies nos 27 estudos incluídos no artigo, sendo 16 espécies pertencentes á divisão Angiospermae, 1 gênero á divisão Bryofita e 2 espécies de líquens. Os poluentes atmosféricos mais estudados foram: Nitrogênio, enxofre, metais pesados, ozônio, flúor e poeira de cimento. O b s e r v o u - s e t a n t o e m m é t o d o s d e biomonitoramento passivo quanto o ativo. A presença de poluentes atmosféricos podem provocar alterações fisiológicas, bioquímicas, anatômicas e c o m p o r t a m e n t a i s nas e s p é c i e s u t i l i z a d a s c o m o bioindicadoras. •CONCLUSÃO: Os bioindicadores são de pouco custo, fáceis de se utilizar e os resultados obtidos demonstraram que há uma gr ande diver sidade de espécies ut ilizadas com o bioindicadores vegetais nos estudos de biomonitoramento. O ARTIGO E AATUAÇÃO DO GESTOR AMBIENTAL: A f e r r a m e n t a b i o i n d i c a d o r a s s o c i a d a a o s instrumentos usualmente utilizados na quantificação desse poluentes pode possibilitar a verificação de situações de risco ajudando também a definição de locais de risco. Torna-se interessante o uso desses estudos, pois são maneiras de recuperação ambiental e ferramentas de educação ambiental e de desenvolvimento sustentável •O QUE FOI FEITO E COMO: Foi realizado um estudo bibliográfico sobre bioindicadores ambientais, onde visa relacionar os efeitos da poluição dos recursos naturais tendo os musgos como bioindicadores de traços metálicos provenientes de ações antrópicas. Musgos como Bioindicadores de Metais Pesados no Ambiente •RESULTADOS: Denominou-se alguns dos principais metais pesados (metais traços): Alumínio (Al), Cádmio (Cd), Cobre (Cu), Chumbo (Pb), Mercúrio (Hg), Níquel (Ni), Paládio (Pd), Platina (Pt), Zinco (Zn) entre outros. Tais elementos encontram-se em concentrações baixas na natureza,mas com as atividades antrópicas (principalmente a indústria química e a mineração) estas concentrações tem níveis elevados, tornando assim uma forma grave de poluição ambiental. Os musgos do filo Bryofita têm o maior destaque em todo o mundo como bioindicadores, devido a sua morfologia que não varia de acordo com sazonalidade, o que permite acúmulo de elementos ( como os metais pesados). Estudos avaliaram o crescimento do musgo Pseudoscleropodium Porum durante vários períodos, em locais diferentes com climas variados, comprovou-se que a concentração de metais pode ser medida com maior exatidão em partes jovens desses vegetais. •CONCLUSÃO: Os seres vivos necessitam de quantidades variadas de alguns metais, porém níveis excessivos destes metais podem se tornar prejudiciais. Os musgos servem como base para estudos de bioindicação pois se enquadram como bons substratos para o monitoramento de ambientes impactados por metais pesados. O ARTIGO E AATUAÇÃO DO GESTOR AMBIENTAL: A informação prévia de áreas com elevados níveis de metais pesados é uma ferramenta útil nos estudos que avaliam a relação entre agentes nocivos à saúde e ao meio ambiente. •O QUE FOI FEITO: Foi realizado um estudo na região Fercal do Distrito Federal da espécie Myracrodruon Urundeuva (Aroeira Vermelha) para verificar a variabilidade espacial dos elementos químicos presentes na área. Biomonitoramento Passivo com Casca de Aroeira Vermelha (Myracrodruon Urundeuva Lorenzi Harri) para Verificar a Variabilidade Espacial da Poluição Atmosférica em uma Região do Distrito Federal, Brasil •COMO FOI FEITO: A pesquisa foi realizada na cidade de Sobradinho, onde duas fábricas de cimento e o alto tráfego de veículos pesados (caminhões) são as principais fontes de poluição atmosférica. A Aroeira Vermelha foi escolhida devido a distribuição da espécie na região, representando assim melhor as influências das emissões atmosféricas. Foram coletadas 35 amostras, onde 31 estão localizadas nas proximidades das fábricas de cimento e as outras 4 amostras na Reserva Ecológica do IBGE (área onde a vegetação é livre de emissões atmosféricas significativas). Nas amostras foi realizado o método de análise elementar com espectromia de fluorescência de raios X. •RESULTADOS: O teste de análise identificou os seguintes elementos: Manganês, Ferro, Zinco, Alumínio, Enxofre, Bário, Cobre, Fósforo, Cálcio, Estrôncio, Magnésio e Potássio. Resultando 63,8% de variabilidade espacial dos elementos químicos. Ressalta-se que tais elementos presentes são os principais constituintes da matriz de constituição do cimento. Também foi observado que há grande concentração de enxofre nas proximidades da rodovia que passa em frente a fábrica de cimento, sugerindo que estas concentrações estão ligadas as emissões de veículos pesados (caminhões). •CONCLUSÃO: A utilização de casca de Aroeira Vermelha indicou a presença de elementos químicos na região avaliada. Conclui-se que os elementos econtrados são oriundos de processo de poluição atmosférica, gerados pelas fábricas de cimento e pelo tráfego de veículos pesados ( caminhões). O ARTIGO E AATUAÇÃO DO GESTOR AMBIENTAL: O m ét odo ut il iz a d o nest e est ud o pod e ser considerado adequado para estudos sobre os impactos ambientais, além de ser uma alternativa de monitoramento abrangente, precisa de baixo custo e fácil manuseio e implantação. BARROQUEIRO, Carlos Henriques; MAKI, Erica Sayuri; SHITSUKA, Dorlivete Moreira; SHITSUKA, Ricardo. Utilização de Bioindicadores em Monitoramento de Poluição; JÚNIOR, Weeberb João Réquia; OLIVEIRA, Regiani Carvalho; ROIG, Henrique Llacer; SANTOS, Cleide Moura. Biomonitoramento Passivo com Casca de Aroeira Vermelha (Myracrodruon Urundeuva Lorenzi Harri) para Verificar a Variabilidade Espacial da Poluição Atmosférica em uma Região do Distrito Federal, Brasil; NOBREGA, Michele Aparecida dos Santos; PONTES, Montcharles da Silva; SOUZA, Eliane Ferreira. Musgos como Bioindicadores de Metais Pesados no Ambiente; https://www.todamateria.com.br/reino-vegetal . Acesso em 16/03/19 ás 11:03; https://tudosobreplantas.wordpress.com/2006/05/24/sphagnum-um-pequeno-musgo-de- grande-importancia . Acesso em 17/03/2019 ás 18:52; http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/Web/pdf/Poluentes_Atmosfericos_&_Plant as_Bioindicadoras_Andrea_N_V_Pedroso.pdf . Acesso em 17/03/2019 ás 20:37; http://www.scielo.br/pdf/abb/v2n1s1/v2n1s1a10.pdf . Acesso em 18/03/2019 ás 15:24; REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/Web/pdf/Poluentes_Atmosfericos_&_Plant as_Bioindicadoras_Andrea_N_V_Pedroso.pdf . Acesso em 18/03/2019 ás 16:27; http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-19102004-170613/pt-br.php . Acesso em 19/03/2019 as 16:31; https://www.todoestudo.com.br/biologia/reino-plantae . FIGURA 1 - Acesso em 16/03/19 ás 11:04; http://www.inpe.br/noticias/noticia.php?Cod_Noticia=978 . FIGURA 2 - Acesso em 16/03/2019 ás 11:40 ; http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/Web/pdf/Poluentes_Atmosfericos_&_Plant as_Bioindicadoras_Andrea_N_V_Pedroso.pdf . FIGURA 3 - Acesso em 18/03/2019 ás 17:02; https://pt.wikipedia.org/wiki/Nicotiana_tabacum ; https://worldofsucculents.com/wp- c o n t e n t / u p l o a d s / 2 0 1 8 / 07 / T r a d e s c a n t i a - p a l l i d a - W a n d e r i n g - J e w 4 . j pg ; https://www.advancednutrients.com/wp-content/uploads/2014/03/sphagnum-moss- nutrients -pro-tips-for-hydroponics -gardeners .jpg ; http://2.bp.blogspot.com/- 248mezlJyeY/UFl3veeyVmI/AAAAAAAABKo/uAS7YCMzdog/s1600/DSCF7557.JPG . FIGURA 4 - Acesso em 18/03/2019 ás 17:45; http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/Web/pdf/Poluentes_Atmosfericos_&_Plant as_Bioindicadoras_Andrea_N_V_Pedroso.pdf . FIGURA 5 - Acessoe em 16/03/2019 ás 11:58; http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/Web/pdf/Poluentes_Atmosfericos_&_Plant as_Bioindicadoras_Andrea_N_V_Pedroso.pdf . FIGURA 6 - Acesso em 16/03/19 ás 12:29; http://www.andrewspink.nl/mosses/pictures/Sphagnum%20fallax%2019585.jpg . FIGURA 7 - Acesso em 17/03/2019 ás 19:39; http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/Web/pdf/Poluentes_Atmosfericos_&_Plant as_Bioindicadoras_Andrea_N_V_Pedroso.pdf . FIGURA 8 - Acesso em 16/03/2019 ás 12:01.