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4/26/18 1 DIETA E CÁRIE ,,,,, Profa. Débora Heller IMPORTANTE n Carboidratos e atividade metabólicas nas bactérias orais n Cariogenicidade em diferentes alimentos n Estudos epidemiológicos e clínicos: q Cárie X Ausência de carboidratos q Cárie X padrões de ingestão de carboidratos q Influência do uso de fluoretos n Diagnóstico e tratamento EVIDÊNCIAS CARBOIDRATOS e ATIVIDADE METABÓLICA DAS BACTÉRIAS ORAIS n Monossacarídeos (CH2O) Tipos de carboidratos e relação com cárie n Dissacarídeos q Sacarose q Maltose q Lactose Tipos de carboidratos e relação com cárie Menos acidogênica e menos cariogênica que outros açúcares. Rugg-Gunn, 1993 ATENÇÃO: maior cariogenicidade 4/26/18 2 n Polissacarídeos de Reserva Energética q Amido n polímero de + ou - 1.400 unidades de glicose n Pães, massas, batata, mandioca, legumes... Tipos de carboidratos e relação com cárie Açúcar livre n Mono e dissacarídeos adicionados aos alimentos no processamento industrial, no cozimento ou no preparo n Açúcar naturalmente presente em xaropes, no mel ou em sucos de frutas WHO, 2015 METABOLIZADOS ATÉ LIBERAÇÃO DE ÁCIDOS Carboidratos no biofilme Miller, 1890 Stephan, 1940 METABOLIZADOS ATÉ LIBERAÇÃO DE ÁCIDOS Catabolismo do açúcar pelas bactérias n Glicose: fonte primária de energia, cuja degradação fornece energia para a síntese de ATP q Integridade e homeostase da célula microbiana n Glicólise: via degradativa mais comum, onde cada molécula de glicose é quebrada em 2piruvato + rendimento energético de 2 ATP e 2 NADH = ácidos (produtos metabólicos finais) PIRUVATO = pequena quantidade na célula = reduzida a ácido etílico (fermentação alcoólica), ácido lático (fermentação lática), acetil-CoA (Ciclo de Krebs) Glicólise (via Embden-Meyerhof) Glicose Frutose 6-fosfato hexocinase Produção de ATP Frutose 1,6-bifosfato Aldolase Di-hidroxiacetona-fosfato Gliceraldeído 3-fosfato Consumo de 2ATP fosfotrutocinase 3-fosfoglicerato Fosfoenolpiruvirato PEP Piruvato Acetato Formato Etanol Lactato Consumo de ATP Consumo de NADH Efluxo dos produtos finais Excesso de nutriente Regulação Presença ou ausência de oxigênio Excesso ou escassez de nutrientes 4/26/18 3 Vias glicolíticas em microrganismos orais Produtos finais: - Lactato – principal produto dos Lactobacilos - Etanol - Formato Outros ácidos também são produzidos por diversos MO do biofilme dentário: sucinato, acetato, butirato TODOS ESTÃO RELACIONADOS A PERDA MINERAL Thylstrup, 1995 METABOLIZADOS ATÉ LIBERAÇÃO DE ÁCIDOS ARMAZENADOS COMO PEC/PIC Carboidratos no biofilme A energia de uma célula não é armazenada indefinitivamente em moléculas de ATP, que atuam apenas como uma reserva temporária de energia Assim, a célula armazena energia em polímeros de seus nutrientes – por isso encontramos a formação de polímeros de glicose no citoplasma n Utilizados como reserva intracelular de glicogênio n Formado a partir de vários tipos de açúcares n IMPORTÂNCIA PARA O BIOFILME: metabolizados em períodos de escassez de nutrientes n Diversos MO do biofilme dentário são capazes de produzir PIC: q S. mutans q S. mitis q S. sanguis q Actinomyces viscosus q A. naeslundii q Lactobacilos casei PIC PEC insolúvel n Substrato em bactérias orais: somente SACAROSE q Glicosiltransferase cliva a sacarose, liberando frutose e obtendo energia para conversão da glicose em glucanos insolúveis (glicano, frutano e heteropolissacarídeos) Glicosiltransferase PEC q Favorece a adesão n Bactéria - Superfície dentária n Entre bactérias q Aumenta porosidade do biofilme = + CARIOGÊNICO n Maior difusão de nutrientes da superfície do biofilme até as suas camadas mais profundas n Ácido em contato com a superfície dentária 4/26/18 4 Biofilme sem PEC Zero et al., 1992 Biofilme com PEC Ausência de sacarose Presença de sacarose CARIOGENICIDADE EM DIFERENTES ALIMENTOS Quais açúcares podem ser usados nas vias glicolíticas?? q Indução de enzimas específicas, sintetizadas na presença do açúcar específico q Produto é intermediário da via glicolítica n Açúcares alcoois (poliois) precisam ser oxidados por uma desidrogenase para depois entrar em alguma via glicolítica n Amido e outras macromoléculas são quebradas em glicose pela amilase Quais açúcares podem ser usados nas vias glicolíticas?? Queda de pH Sacarose n Torna o biofilme mais cariogênico: q Facilita a formação do biofilme q Torna a placa mais porosa Substrato para produção de PEC 4/26/18 5 S. Mutans crescido em caldo contendo... sacarose glicose NIKIFORUK, 1985 n Polímeros de glicose: baixo potencial cariogênico n Gelatinização durante cozimento = maior potencial acidogênico AMIDOS Rugg-Gunn, 1987 AMIDO + SACAROSE = alto potencial cariogênico > retenção DOENÇA CÁRIE X AUSÊNCIA DE CARBOIDRATOS CÁRIE ANTES DO CONSUMO DE AÇÚCARES Mudança na dieta com o tempo Esqueleto de homem jovem de ~2300ac – sem cárie (The British Museum) Esqueleto carbonizado pelas cinzas da erupção do vulcão Vesúvio em 70d.c. – sem cárie (Pompeia - Itália) Segunda Guerra Mundial (1939-45): q Menor consumo de carboidratos refinados na Europa e Japão; q Redução da prevalência de cárie similar a de açúcares. (Toverud, 1957) 4/26/18 6 q Hopewood House (Harris, 1963) q Intolerância Hereditária à frutose (Neubrum et al., 1980) Estudo epidemiológicos Hopewood House n Crianças de 6 a 13 anos n Dieta lactovegetariana - quantidades mínimas de açúcar n Sem programa de Higiene Bucal n 10 anos de acompanhamento < prevalência de cárie em relação ao grupo controle (46% livres de cárie X 1% escolas vizinhas) (Harris,1963) Hopewood House n Porcentagem de crianças livres de cárie = alimentação do Hopewood n Aumento na prevalência de cárie = saída do orfanato Hopewood House q Hopewood House (Harris, 1963) q Intolerância Hereditária à frutose (Neubrum et al., 1980) Estudo epidemiológicos 4/26/18 7 Comparação de hábitos de dieta e saúde dental de sujeitos com Intolerância hereditária à frutose n Desordem metabólica causada pela ausência de uma enzima (1-Fosfofrutaldolase): q Organismo é incapaz de metabolizar o glucógeno em glicose q Cerca de metade das pessoas com IHF são livres de cárie (Newbrun et al., 1980) Intolerância hereditária à frutose n Grupo teste (n=17): 2,5 g de açúcar/dia n Grupo controle (n=14): 48,2 g de açúcar/ dia (Newbrun et al., 1980) DOENÇA CÁRIE X PADRÕES DE INGESTÃO DE CARBOIDRATOS Quantidade de açúcar n OMS - consumo de açúcares para incidência de cárie aceitável q Although some cutoff values have been suggested for the maximum frequency and amount of sugar to be consumed in order to prevent tooth decay (< 4 times/day; < 60 g/day) - Sheiham q 10 kg / pessoa / ano q 15 kg / pessoa / ano – na presença de flúor disponível OMS, 1990; Sheiham, 1991; Moynihan , 2004; Freire, 1994 10kg/pessoa/ano 27g/dia 30 a 45g Frequência...DES-RE em 24 h pH 5,5 Tempo 7,0 Alta frequência de consumo de açúcar Baixa frequência de consumo de açúcar Tempo pH 5,5 7,0 q Vipelhom (Gustafson et al., 1954) q Cárie experimental em Humanos (Von der Fehr et al., 1970) Estudos experimentais:4/26/18 8 n 1945 a 1954, Lund – sul da Suécia n Saúde Bucal na Escandinávia alta incidência de cárie q 83% de prevalência de cárie aos 3 anos q Apenas 3 crianças sem cárie a cada 1000 aos 7 anos Estudo de Cárie de Vipeholm Estudo de Cárie de Vipeholm n Estudo realizado pelo Conselho Médico n Deficientes mentais internos do hospital VIPEHOLM q Não fazer objeção aos exames clínicos q Não possuir tuberculose ou doenças que exigem dieta específica n Acompanhamento por 5 anos n 436 pacientes (Gustfson et al., 1940) n OBJETIVOS: verificar incremento de cárie por... q aumento no consumo de sacarose q influência da consistência dos alimentos q frequência de ingestão de açúcar GRUPO DIETA Forma de consumo de sacarose Controle Dieta normal + quantidade normal de açúcar + complementos de cálcio e vitaminas Dieta básica Sacarose Açúcar na forma líquida nas refeições (>quantidade de açúcar ingerido) Consumo total de açúcares Pão e massas Pão açucarado nas refeições Retenção do açúcar em baixa concentração nas refeições Chocolate Chocolate entre as refeições Retenção do açúcar em alta concentração entre refeições Caramelo Caramelo, 1x/dia, ente as refeições toffee 8 Balas toffee, 8x/dia, entre as refeições toffee 24 Balas toffee, 24x/dia, entre as refeições Grupos caramelo entre refeições Frequência Grupo pão nas refeições Consistência Grupo dos açúcares nas refeições Sacarose líquida Vipeholm AÇÚCAR ENTRE REFEIÇÕES E RETIDO POR UM LONGO TEMPO MAIOR ATIVIDADE DE CÁRIE VARIAÇÃO INDIVIDUAL Conclusões 4/26/18 9 q Vipelhom (Gustafson et al., 1954) q Cárie experimental em Humanos (Von der Fehr et al., 1970) Estudos experimentais: Cárie experimental em Humanos INFLUÊNCIA DO USO DE FLUORETOS Ausência de flúor = correlação positiva Sreebny, 1982 50 100 150 2 4 6 8 10 12 CPOD Consumo de Açúcar (g/pessoa/dia) Cárie X Consumo de açúcar Woodward e Walker, 1994 + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + 20 30 40 50 60 1 2 3 4 5 6 7 8 CPOD Consumo de Açúcar (Kg/ pessoa/ano) Presença de flúor = ausência de correlação Cárie X Fornecimento de açúcar n Estudo in situ n Bochechos com solução de sacarose por 5 dias q 1 a 10 x/dia GRUPO FLÚOR: escovação com creme dental com flúor GRUPO SEM FLÚOR: escovação com creme dental sem flúor 4/26/18 10 Desmineralização após ingestões de carboidratos Duggal, 2001 Com Flúor: Sem alteração mineral em nenhuma frequência Sem Flúor: 3 ingestões/dia Revisão sistemática: Consumo de açúcar e risco de cárie Nos tempos modernos, de exposição ao flúor extensa, os indivíduos com alto nível de ingestão de açúcar tem maior severidade da doença cárie em relação àqueles com menor nível de consumo? q Avaliação de 36 estudos n CONCLUSÃO: q relação entre o açúcar e cárie é muito mais fraca com exposição ao flúor do que costumava ser q Controlar o consumo de açúcar continua a ser parte justificável de controle de cárie Burt et al., 2001 CÁRIE DENTÁRIA ANTES DO AUMENTO DO CONSUMO DE AÇÚCARES Mudança na dieta com o tempo > cárie HOJE??? População brasileira PeNSE (Brasil), 2009 e 2006; Pretto, Slavusky, 2004 Papel das refeições, lanches e consumo total de alimentos na experiência de cárie em crianças n N = 634 crianças n Dados sobre exposição de alimentos e bebidas em 3 dias n Acompanhamento por 5 anos n Eventos alimentares q Intervalos de 30 minutos q Classificados como refeições ou lanches com base no tempo de consumo e natureza dos alimentos n Exposições de bebidas e alimentos foram categorizados por teor de carboidratos Marshall et al, 2005 Incidência de cárie X frequência de açúcar no século XXI n AUMENTO DE RISCO DE CÁRIE: q Alta quantidade de lanches e eventos diários alimentares q Suco e refrigerantes durante as refeições q Exposição a açúcares ENTRE as refeições n REDUÇÃO DO RISCO DE CÁRIE: q Exposição a açúcares e amidos COM as refeições CONCLUSÕES A cariogenicidade de alimentos está associado com o tempo de exposição aos mesmos Marshall et al, 2005 Incidência de cárie X frequência de açúcar no século XXI 4/26/18 11 SUBSTITUTOS DO AÇÚCAR SUBSTITUTOS DO AÇÚCAR Estudo de açúcares de Turku n Finlândia (1972-1974) - 25 meses n 125 adultos (12-53 anos de idade) n Sem uso de produtos fluoretados n Sem mudança na HB q Objetivo: Efeito no incremento de cárie pela “total” substituição da sacarose pela frutose e pelo xilitol Scheinin; Makinen, 1976 Estudo de açúcares de Turku n 3 grupos: n Sacarose (n=35) n Xilitol (n=52) (redução de 85% na cárie) n Frutose (n=38): 32% de redução Scheinin; Makinen, 1976 Turku CPOD 85% 32% Alimentos protetores - Cálcio, Fosfato, Caseína, Lipídios > Fluxo salivar 4/26/18 12 A maioria dos benefícios está relacionada ao aumento do fluxo salivar através da mastigação: • O sabor e a mastigação aumentam o fluxo salivar • A saliva e a mastigação auxiliam na remoção de restos alimentares e na eliminação do açúcar • Bicarbonato na saliva tampona os ácidos da dieta e da placa • Supersaturação da saliva íons cálcio e fosfato pode efetivamente auxiliar na remineralização de lesões incipientes de cárie Benefícios da goma de mascar Substitutos de açúcares Gomas de mascar com Substitutos de açúcar Jada, 2008 n Revisão sistemática n Estudos incluídos de 1988 a 1998 Gomas com xilitol Gomas com xilitol-sorbitol Gomas com sorbitol Gomas com sorbitol-manitol Gomas de mascar com substitutos de açúcares Conclusões: n Existem pesquisas disponíveis com evidência consistente que suportam o uso de gomas de mascar com xilitol e sorbitol como parte normal da higiene oral para prevenção de cárie dentária PRÁTICA CLÍNICA... 4/26/18 13 Tratamento n Atividade de cárie Resistência do hospedeiro Flúor Saliva Virulência dos MO bucais Higiene Bucal / Controle químico Selamento de cavidades Dieta Modificação dietética... COM ATIVIDADE DE CÁRIE SEM ATIVIDADE DE CÁRIE n Métodos mais usados q Recordatório 24 horas (R24h) q Diário alimentar (DA) q Questionários de Frequência Alimentar (QFA) n para estudos epidemiológicos n necessidade de validação para cada população 1º passo: Avaliação da dieta n Sem aviso prévio n O entrevistado é solicitado a lembrar com exatidão de todos os alimentos e bebidas ingeridos nas últimas 24 horas ou no dia anterior. q Um único R24h não representa o consumo habitual (variabilidade intrapessoal = diversos R24h) q Atividades do dia anterior facilitam a memória do entrevistado Recordatório 24 horas NA CLÍNICA... R24 n Instruções por escrito n Descreve de forma detalhada os tipos e quantidades de alimentos e bebidas consumidos em um determinado dia n Para estimar o consumo habitual, é aconselhável repetir o diário por um certo número de dias (período de 3 a 7 dias) n Preferencialmente dias comuns (dias de semana) Diário alimentar NA CLÍNICA... 4/26/18 14 Diário alimentar Lembre-se: • Anote tudo o que você comeu • Anote o Dia e o Horário • Anote a Quantia Aproximada EX:1 xícara de café 2 Colheres de açúcar 1 Fatia de pão • Inclua também os Medicamentos Traga esse Diário preenchido na sua próxima consulta Dia __/___/____. DIA 01 HORA ALIMENTAÇÂO O5/04/99 07:30 1 COPO DE LEITE COM I COLHER DE SOPA DE MEL 08:40 1 FATIA DE PÃO BRANCO COM REQUEIJÃO E 1 FATIA DE QUEIJO 10:00 1 BOMBOM ETC Avaliação do diário alimentar n IDENTIFICAR: q Dieta balanceada q Calcular a média para os 3 dias de: n Frequência alimentar (FA) n Frequência de Sacarose (FS) n Frequência de Sacarose entre Refeições (FSER) Dia 1 HORA ALIMENTAÇÃO 10/8/2010 7:30 1 x. café preto com 2 colheres de açúcar 9h30 1 pirulito 10h40 1 salgadinho + refri normal 12h30 1 c. de arroz + 1 c. feijão + 1 bife + 1 cp. Suco com açúcar . 17h 1c. Leite + 1 sanduíche 20h Repeti o almoço Dia 2 ... .... ... .... n Basear-se no registro do paciente n Condição socioeconômica e cultural n Substituição de alimentos com açúcar por alternativas: q açúcar por adoçante artificial em bebidas – café, chá, leite q gomas de mascar açucaradas por gomas com substitutos do açúcar q refrigerante comum por diet / light – SOMENTE COM REFEIÇÕES q redução do açúcar nas principais refeições 2º passo: Alterações nos hábitos alimentares do paciente Recomendações principais n Menor ingestão de energia/ aumento do gasto de energia n Menor ingestão de alimentos ultraprocessados n Maior ingestão de carboidratos complexos (pão integral, cereais, batatas, raízes, vegetais e frutas n Maior ingestão de fibras n Menor ingestão de gordura (cuidado em crianças) Guia alimentar da população brasileira, 2014; Thylstrup, 1995; Moniham, 2002; Steyn, 2012 n A OMS recomenda: q Redução do consumo de açúcar livre em todas as faixas etárias; q Redução no consumo de açúcar livre para menos que 10% do consumo total de energia n A OMS sugere: q Redução no consumo de açúcar livre para menos que 5% do consumo total de energia Recomendações principais 4/26/18 15 Recomendações principais n Menor ingestão de sacarose (-10% da ingestão total de energia) q 100 calories (25 g) per day for women or 150 calories (37.5 g) for men n Nem adultos nem crianças devem consumir sacarose mais de 1x/dia Guia alimentar da população brasileira, 2014; Thylstrup, 1995; Moniham, 2002; Steyn, 2012 Aconselhamento dietético n Focado no indivíduo q sujeito participa do processo de mudança de hábito n Escolha um hábito por vez para conversar Aconselhamento dietético n Sobre mudança q Negocie q Construa metas n Muito difíceis – paciente nem começa a mudança n Muito fáceis – paciente não se estimula q Dê feedbacks e reforço n Motiva o indivíduo a continuar um determinado comportamento n Ajuda a fornecer orientação para ajustar o comportamento e alcançar o objetivo alvo Adesão do paciente ao tratamento n Hábito difícil de ser alterado n Avaliação através da quantificação do número de Streptococcus mutans n Peso? n Auxílio de uma nutricionista Revisão sistemática: Intervenções dietéticas realizadas em consultório odontológico para mudar o comportamento alimentar Harris et al, 2012 n O atendimento odontológico para avaliação dietética e aconselhamento como parte do tratamento do paciente é eficaz na mudança de comportamento alimentar? n 5 ENSAIOS CLÍNICOS AVALIADOS n CONCLUSÕES: n Existe alguma evidência de que intervenções dietéticas no consultório odontológico podem mudar o comportamento, embora a evidência é maior para as intervenções que visam alterar o consumo de frutas/legumes e álcool do que para aqueles com o objetivo de alterar o consumo de açúcar na dieta Paciente cárie-inativo, mas... Obesidade Diabete Aterosclerose 4/26/18 16 DIETA X PROBLEMAS SISTÊMICOS Cárie Má nutrição Obesidade Diabetes tipo 2 Doenças cardiovasculares Câncer Alto consumo de carboidratos Steyn, 2012; Alves, 2012 CONCLUSÕES n Diferente cariogenicidade em diversos alimentos q Sacarose + cariogênica n Evidências mostram relação: q Frequência de consumo de açúcares q Consistência dos alimentos n Relação mascarada pelo Flúor, mas ainda é relevante n Possibilidade de substituir sacarose n Alteração na dieta do paciente é parte do tratamento de cárie Próxima Aula Nos encontramos aqui na sala de aula para instruções. Trazer EPI completo. Roupa branca.