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Questões resolvidas

O decurso do tempo exerce efeitos sobre as relações jurídicas. Com o propósito de suprir uma deficiência apontada pela doutrina em relação ao Código velho, o novo Código Civil, a exemplo do Código Civil italiano e português, define o que é prescrição e institui disciplina específica para a decadência. Tendo em vista os preceitos do Código Civil a respeito da matéria, assinale a alternativa correta.
a) Se a decadência resultar de convenção entre as partes, o interessado poderá alegá-la, em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não poderá suprir a alegação de quem a aproveite.
b) Se um dos credores solidários constituir judicialmente o devedor em mora, tal iniciativa não aproveitará aos demais quanto à interrupção da prescrição, nem a interrupção produzida em face do principal devedor prejudica o fiador dele.
c) O novo Código Civil optou por conceituar o instituto da prescrição como a extinção da pretensão e estabelece que a prescrição, em razão da sua relevância, pode ser arguida, mesmo entre os cônjuges enquanto casados pelo regime de separação obrigatória de bens.
d) Quando uma ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, não correrá a prescrição até o despacho do juiz que tenha recebido ou rejeitado a denúncia ou a queixa-crime.

A respeito das diferenças e semelhanças entre prescrição e decadência, no Código Civil, é correto afirmar que:
a) a prescrição acarreta a extinção do direito potestativo, enquanto a decadência gera a extinção do direito subjetivo.
b) os prazos prescricionais podem ser suspensos e interrompidos, enquanto os prazos decadenciais legais não se suspendem ou interrompem, com exceção da hipótese de titular de direito absolutamente incapaz, contra o qual não corre nem prazo prescricional nem prazo decadencial.
c) não se pode renunciar à decadência legal nem à prescrição, mesmo após consumadas.
d) a prescrição é exceção que deve ser alegada pela parte a quem beneficia, enquanto a decadência pode ser declarada de ofício pelo juiz.

Assinale a opção correta respeito da prescrição e da decadência.
A A prescrição iniciada contra o credor continua a correr contra o sucessor universal absolutamente incapaz.
B Não corre prescrição enquanto pendente a condição suspensiva em relação ao negócio jurídico.
C Pode haver renúncia à decadência prevista em lei por aquele que a aproveita.
D A pretensão condenatória não exercitada no prazo legal sujeita-se aos efeitos da decadência.

O Art. 496 do Código Civil brasileiro prevê a anulabilidade da venda de ascendente para a descendente, exceto se os outros descendentes e o cônjuge do alienante expressamente houverem consentido. Todavia, o prazo correto para ingressar com a ação de anulação é de:
A) 4 anos, prazo prescricional.
B) 2 anos, prazo prescricional.
C) 4 anos, prazo decadencial.
D) 2 anos, prazo decadencial.
E) 1 ano, prazo decadencial.

Agostinho pretende vender seu apartamento e para tanto nomeia Leôncio como seu representante. Betânia demonstra interesse na aquisição de dito imóvel e acaba por celebrar contrato de compra e venda com Leôncio, que ostenta a qualidade de procurador de Agostinho. Ocorre que o negócio jurídico concluído pelo representante mostra-se em conflito de interesses com o representado. Diante disso, Agostinho pretende sua invalidação.
Levando em consideração os dados apresentados, o negócio jurídico é:
a) anulável, e é de noventa dias, a contar da conclusão do negócio, o prazo de decadência para se pleitear a anulação.
b) nulo, e é de noventa dias, a contar da conclusão do negócio, o prazo de decadência para se pleitear a nulidade.
c) anulável, e é de cento e vinte dias, a contar da conclusão do negócio, o prazo de decadência para se pleitear a anulação.
d) nulo, e é de cento e oitenta dias, a contar da conclusão do negócio, o prazo de decadência para se pleitear a nulidade.
e) anulável, e é de cento e oitenta dias, a contar da conclusão do negócio, o prazo de decadência para se pleitear a anulação.

No tocante aos negócios jurídicos,
(A) as nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz, quando conhecer do negócio jurídico ou dos seus efeitos e as encontrar provadas, podendo porém supri-las a pedido expresso das partes.
(B) serão nulos os negócios jurídicos simulados, mas subsistirão os dissimulados, se válidos forem na substância e na forma.
(C) tanto os negócios jurídicos nulos como aqueles anuláveis são suscetíveis de confirmação, podendo convalescer pelo decurso do tempo, se a invalidade se der por idade da pessoa.
(D) quando a anulabilidade do ato resultar da falta de autorização de terceiro, não há possibilidade de validação do ato.
(E) é de 2 anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do ato em que houver ocorrido coação, contado esse prazo do dia em que a ameaça cessar.

João é casado com Maria, sob o regime de separação convencional de bens. Entretanto, ele possui uma concubina, chamada Rita. Pretendendo dar um presente a esta última, João propõe a Paulo, pai de Rita, que este lhe compre um apartamento (de propriedade exclusiva de João), por um preço irrisório, e o dê em usufruto vitalício a Rita. Após o negócio, Paulo propôs a João que este lhe vendesse uma casa na praia, também de sua exclusiva propriedade, pelo valor que entendesse justo. Apesar de Paulo nunca ter ameaçado ou sequer insinuado que poderia contar a alguém a respeito do negócio anterior, temendo que, se contrariasse Paulo, poderia ter o seu segredo revelado, João vendeu a Paulo a casa na praia por metade de seu valor de mercado.
A respeito dos negócios narrados, é correto afirmar que
a) o contrato de compra e venda do apartamento é nulo, podendo ser declarada a nulidade a qualquer tempo. O contrato de compra e venda da casa de praia é válido.
b) ambos os contratos são nulos. As nulidades não são suscetíveis de confirmação e não convalescem pelo tempo, podendo ser declaradas a qualquer tempo.
c) o contrato de venda do apartamento é nulo, podendo ser declarado a qualquer tempo. Diferentemente, o contrato de compra e venda da casa na praia é anulável, podendo ser desconstituído num prazo de até 4 anos.
d) ambos os contratos são anuláveis. O prazo prescricional para sua anulação é de 4 anos, contados da celebração dos negócios jurídicos, e somente Maria é legitimada para pleitear a anulação da venda do apartamento.
e) o contrato de compra e venda do apartamento é anulável, podendo ser desconstituído num prazo de até 4 anos. O contrato de compra e venda da casa de praia é válido.

Em relação à invalidade do negócio jurídico,
a) é anulável o negócio jurídico quando o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito.
b) a anulabilidade não tem efeito antes de julgada por sentença, nem se pronuncia de ofício; só os interessados a podem alegar, e aproveita exclusivamente aos que a alegarem, salvo o caso de solidariedade ou indivisibilidade.
c) o negócio jurídico nulo pode ser confirmado e ratificado, embora não convalesca pelo decurso do tempo.
d) é de dois anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado da prática do ato pelo causador da anulabilidade.
e) é nulo o negócio jurídico simulado e meramente anulável o negócio dissimulado, se válido for na substância e na forma.

No que tange à invalidade do negócio jurídico, assunto previsto no Código Civil Brasileiro, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir.
( ) É nulo o negócio jurídico por incapacidade relativa do agente, por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores.
( ) Será de três anos o prazo, a contar da data do conhecimento da causa da anulação, quando a lei dispor que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se a anulação.
( ) Haverá simulação nos negócios jurídicos quando aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem, ou transmitem; contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula não verdadeira; os instrumentos particulares forem antedatados ou pós-datados.
( ) É nulo o negócio jurídico quando celebrado por pessoa absolutamente incapaz; for ilícito, impossível ou indeterminável o seu objeto; o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito; não revestir a forma prescrita em lei; for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade; tiver por objetivo fraudar lei imperativa; a lei taxativamente o declarar nulo ou proibir-lhe a prática, sem cominar sanção.
a) (F); (F); (V); (V).
b) (F); (V); (F); (F).
c) (V); (F); (F); (V).
d) (V); (V); (V); (F).

Imagine as seguintes situações: i) um pai deixou em testamento seus bens para o seu filho que nasceu morto; ii) um menor de 16 anos assinou um contrato de alienação de um veículo; iii) um pai vendeu, sem consentimento dos demais filhos, um bem imóvel de sua propriedade para o seu primogênito.
Podemos afirmar que os negócios jurídicos retratados apresentam, respectivamente, vícios decorrentes da falta de
a) capacidade de direito, capacidade de fato e representatividade.
b) capacidade de fato, capacidade de direito e legitimidade.
c) personalidade, capacidade de fato e legitimidade.
d) capacidade de direito, legitimidade e representatividade.
e) personalidade, capacidade de direito e capacidade de fato.

No tocante à invalidade do negócio jurídico, a legislação vigente estabelece que
a) é nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e na forma.
b) as nulidades dos negócios jurídicos só podem ser alegadas pelas partes que deles participem, ou pelo Ministério Público quando se tratar de matéria de sua atribuição.
c) são anuláveis os negócios jurídicos quando não revestirem a forma prescrita em lei.
d) o negócio jurídico nulo não é passível de retificação, mas convalesce pelo decurso do tempo.
e) é nulo o negócio jurídico decorrente de lesão, estado de perigo, dolo ou fraude contra credores.

No que concerne à invalidade do negócio jurídico, nos termos preconizados pelo Código Civil, é correto afirmar:
a) Respeitada a intenção das partes, a invalidade parcial de um negócio jurídico não o prejudicará na parte válida, se esta for separável; a invalidade da obrigação principal implica a das obrigações acessórias, mas a destas não induz a da obrigação principal.
b) É exigida a confirmação expressa de negócio anulável, mesmo quando o negócio já foi cumprido em parte pelo devedor, ciente do vício que o inquinava.
c) Quando a lei dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se a anulação, será este de até um ano, a contar da data da conclusão do ato.
d) É nulo o negócio jurídico simulado, e também não subsistirá o que se dissimulou, ainda se válido for na substância e na forma.
e) É de três anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio por vício resultante de coação, contado, neste caso, do dia em que ela cessar.

Representa a hipótese de nulidade dos negócios jurídicos previsto em nosso ordenamento jurídico:
a) simulação.
b) lesão.
c) coação.
d) estado de perigo.
e) erro.

À luz do Código Civil vigente, analise a seguinte situação hipotética: C.W.L., solteiro, autônomo, 42 anos, em pleno gozo de seus direitos civis doou, sem coação, todos os seus bens, para o seu afilhado de 22 anos. Com o negócio jurídico celebrado, C.W.L. ficou sem nenhum bem suficiente para a sua subsistência. O contrato foi lavrado através de escritura pública e, posteriormente, registrado no Cartório de Registro Geral de Imóveis competente, sem nenhum gravame.
Sendo assim, pode-se afirmar que o negócio jurídico pactuado é
a) anulável.
b) nulo.
c) válido.
d) ineficaz.

Haverá simulação a gerar invalidade do negócio jurídico quando:
a) Aquele que recebeu documento assinado com texto não escrito no todo ou em parte formá-lo ou completa-lo por si ou por meio de outrem, violando o pacto feito com o signatário.
b) A parte alterar documento mediante a supressão ou interpolação unilateral de texto.
c) O negócio aparentar conferir direitos a pessoas diversas às quais efetivamente eles se conferem.
d) O ato envolver a transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida quando já insolvente o devedor; ou a tal condição reduzido pelos referidos atos.

Sobre os defeitos e invalidades do negócio jurídico, analise as assertivas abaixo.
Está correto o que consta APENAS de:
I. É anulável, pela configuração de estado de perigo, o negócio jurídico praticado pelo agente que se encontra com fundado temor de dano iminente aos seus bens.
II. Os negócios jurídicos nulos não podem ser confirmados, ainda que contenham os requisitos de outro.
III. A sentença que anular o negócio jurídico praticado com dolo alcançará credor solidário.
a) III.
b) II.
c) I.
d) I e III.
e) I e II.

Com o objetivo de doar um veículo de alto valor para sua concubina, Paulo simulou uma compra e venda. O ato simulado é
a) anulável e sua invalidação poderá ser requerida por qualquer interessado ou pelo Ministério Público, quando lhe couber intervir, não convalescendo pelo decurso do tempo.
b) nulo e sua invalidação poderá ser requerida, no prazo decadencial de 4 anos, pela parte que houver sido prejudicada ou pelo Ministério Público, quando lhe couber intervir.
c) anulável e sua invalidação poderá ser requerida apenas pela parte que houver sido prejudicada, no prazo prescricional de 4 anos.
d) nulo e sua invalidação poderá ser requerida por qualquer interessado ou pelo Ministério Público, quando lhe couber intervir, não convalescendo pelo decurso do tempo.
e) nulo, mas subsiste o que se dissimulou, ainda que contenha forma diversa da prescrita em lei.

É nulo o negócio jurídico quando:
a) Os instrumentos particulares forem redigidos com a data de sua celebração e anuído pelas partes.
b) For preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade.
c) A lei taxativamente o declarar anulável ou nulo, sem proibir-lhe a prática, mesmo cominando sanção.
d) Contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula autêntica e de acordo com o objeto.

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Questões resolvidas

O decurso do tempo exerce efeitos sobre as relações jurídicas. Com o propósito de suprir uma deficiência apontada pela doutrina em relação ao Código velho, o novo Código Civil, a exemplo do Código Civil italiano e português, define o que é prescrição e institui disciplina específica para a decadência. Tendo em vista os preceitos do Código Civil a respeito da matéria, assinale a alternativa correta.
a) Se a decadência resultar de convenção entre as partes, o interessado poderá alegá-la, em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não poderá suprir a alegação de quem a aproveite.
b) Se um dos credores solidários constituir judicialmente o devedor em mora, tal iniciativa não aproveitará aos demais quanto à interrupção da prescrição, nem a interrupção produzida em face do principal devedor prejudica o fiador dele.
c) O novo Código Civil optou por conceituar o instituto da prescrição como a extinção da pretensão e estabelece que a prescrição, em razão da sua relevância, pode ser arguida, mesmo entre os cônjuges enquanto casados pelo regime de separação obrigatória de bens.
d) Quando uma ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, não correrá a prescrição até o despacho do juiz que tenha recebido ou rejeitado a denúncia ou a queixa-crime.

A respeito das diferenças e semelhanças entre prescrição e decadência, no Código Civil, é correto afirmar que:
a) a prescrição acarreta a extinção do direito potestativo, enquanto a decadência gera a extinção do direito subjetivo.
b) os prazos prescricionais podem ser suspensos e interrompidos, enquanto os prazos decadenciais legais não se suspendem ou interrompem, com exceção da hipótese de titular de direito absolutamente incapaz, contra o qual não corre nem prazo prescricional nem prazo decadencial.
c) não se pode renunciar à decadência legal nem à prescrição, mesmo após consumadas.
d) a prescrição é exceção que deve ser alegada pela parte a quem beneficia, enquanto a decadência pode ser declarada de ofício pelo juiz.

Assinale a opção correta respeito da prescrição e da decadência.
A A prescrição iniciada contra o credor continua a correr contra o sucessor universal absolutamente incapaz.
B Não corre prescrição enquanto pendente a condição suspensiva em relação ao negócio jurídico.
C Pode haver renúncia à decadência prevista em lei por aquele que a aproveita.
D A pretensão condenatória não exercitada no prazo legal sujeita-se aos efeitos da decadência.

O Art. 496 do Código Civil brasileiro prevê a anulabilidade da venda de ascendente para a descendente, exceto se os outros descendentes e o cônjuge do alienante expressamente houverem consentido. Todavia, o prazo correto para ingressar com a ação de anulação é de:
A) 4 anos, prazo prescricional.
B) 2 anos, prazo prescricional.
C) 4 anos, prazo decadencial.
D) 2 anos, prazo decadencial.
E) 1 ano, prazo decadencial.

Agostinho pretende vender seu apartamento e para tanto nomeia Leôncio como seu representante. Betânia demonstra interesse na aquisição de dito imóvel e acaba por celebrar contrato de compra e venda com Leôncio, que ostenta a qualidade de procurador de Agostinho. Ocorre que o negócio jurídico concluído pelo representante mostra-se em conflito de interesses com o representado. Diante disso, Agostinho pretende sua invalidação.
Levando em consideração os dados apresentados, o negócio jurídico é:
a) anulável, e é de noventa dias, a contar da conclusão do negócio, o prazo de decadência para se pleitear a anulação.
b) nulo, e é de noventa dias, a contar da conclusão do negócio, o prazo de decadência para se pleitear a nulidade.
c) anulável, e é de cento e vinte dias, a contar da conclusão do negócio, o prazo de decadência para se pleitear a anulação.
d) nulo, e é de cento e oitenta dias, a contar da conclusão do negócio, o prazo de decadência para se pleitear a nulidade.
e) anulável, e é de cento e oitenta dias, a contar da conclusão do negócio, o prazo de decadência para se pleitear a anulação.

No tocante aos negócios jurídicos,
(A) as nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz, quando conhecer do negócio jurídico ou dos seus efeitos e as encontrar provadas, podendo porém supri-las a pedido expresso das partes.
(B) serão nulos os negócios jurídicos simulados, mas subsistirão os dissimulados, se válidos forem na substância e na forma.
(C) tanto os negócios jurídicos nulos como aqueles anuláveis são suscetíveis de confirmação, podendo convalescer pelo decurso do tempo, se a invalidade se der por idade da pessoa.
(D) quando a anulabilidade do ato resultar da falta de autorização de terceiro, não há possibilidade de validação do ato.
(E) é de 2 anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do ato em que houver ocorrido coação, contado esse prazo do dia em que a ameaça cessar.

João é casado com Maria, sob o regime de separação convencional de bens. Entretanto, ele possui uma concubina, chamada Rita. Pretendendo dar um presente a esta última, João propõe a Paulo, pai de Rita, que este lhe compre um apartamento (de propriedade exclusiva de João), por um preço irrisório, e o dê em usufruto vitalício a Rita. Após o negócio, Paulo propôs a João que este lhe vendesse uma casa na praia, também de sua exclusiva propriedade, pelo valor que entendesse justo. Apesar de Paulo nunca ter ameaçado ou sequer insinuado que poderia contar a alguém a respeito do negócio anterior, temendo que, se contrariasse Paulo, poderia ter o seu segredo revelado, João vendeu a Paulo a casa na praia por metade de seu valor de mercado.
A respeito dos negócios narrados, é correto afirmar que
a) o contrato de compra e venda do apartamento é nulo, podendo ser declarada a nulidade a qualquer tempo. O contrato de compra e venda da casa de praia é válido.
b) ambos os contratos são nulos. As nulidades não são suscetíveis de confirmação e não convalescem pelo tempo, podendo ser declaradas a qualquer tempo.
c) o contrato de venda do apartamento é nulo, podendo ser declarado a qualquer tempo. Diferentemente, o contrato de compra e venda da casa na praia é anulável, podendo ser desconstituído num prazo de até 4 anos.
d) ambos os contratos são anuláveis. O prazo prescricional para sua anulação é de 4 anos, contados da celebração dos negócios jurídicos, e somente Maria é legitimada para pleitear a anulação da venda do apartamento.
e) o contrato de compra e venda do apartamento é anulável, podendo ser desconstituído num prazo de até 4 anos. O contrato de compra e venda da casa de praia é válido.

Em relação à invalidade do negócio jurídico,
a) é anulável o negócio jurídico quando o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito.
b) a anulabilidade não tem efeito antes de julgada por sentença, nem se pronuncia de ofício; só os interessados a podem alegar, e aproveita exclusivamente aos que a alegarem, salvo o caso de solidariedade ou indivisibilidade.
c) o negócio jurídico nulo pode ser confirmado e ratificado, embora não convalesca pelo decurso do tempo.
d) é de dois anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado da prática do ato pelo causador da anulabilidade.
e) é nulo o negócio jurídico simulado e meramente anulável o negócio dissimulado, se válido for na substância e na forma.

No que tange à invalidade do negócio jurídico, assunto previsto no Código Civil Brasileiro, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir.
( ) É nulo o negócio jurídico por incapacidade relativa do agente, por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores.
( ) Será de três anos o prazo, a contar da data do conhecimento da causa da anulação, quando a lei dispor que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se a anulação.
( ) Haverá simulação nos negócios jurídicos quando aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem, ou transmitem; contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula não verdadeira; os instrumentos particulares forem antedatados ou pós-datados.
( ) É nulo o negócio jurídico quando celebrado por pessoa absolutamente incapaz; for ilícito, impossível ou indeterminável o seu objeto; o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito; não revestir a forma prescrita em lei; for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade; tiver por objetivo fraudar lei imperativa; a lei taxativamente o declarar nulo ou proibir-lhe a prática, sem cominar sanção.
a) (F); (F); (V); (V).
b) (F); (V); (F); (F).
c) (V); (F); (F); (V).
d) (V); (V); (V); (F).

Imagine as seguintes situações: i) um pai deixou em testamento seus bens para o seu filho que nasceu morto; ii) um menor de 16 anos assinou um contrato de alienação de um veículo; iii) um pai vendeu, sem consentimento dos demais filhos, um bem imóvel de sua propriedade para o seu primogênito.
Podemos afirmar que os negócios jurídicos retratados apresentam, respectivamente, vícios decorrentes da falta de
a) capacidade de direito, capacidade de fato e representatividade.
b) capacidade de fato, capacidade de direito e legitimidade.
c) personalidade, capacidade de fato e legitimidade.
d) capacidade de direito, legitimidade e representatividade.
e) personalidade, capacidade de direito e capacidade de fato.

No tocante à invalidade do negócio jurídico, a legislação vigente estabelece que
a) é nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e na forma.
b) as nulidades dos negócios jurídicos só podem ser alegadas pelas partes que deles participem, ou pelo Ministério Público quando se tratar de matéria de sua atribuição.
c) são anuláveis os negócios jurídicos quando não revestirem a forma prescrita em lei.
d) o negócio jurídico nulo não é passível de retificação, mas convalesce pelo decurso do tempo.
e) é nulo o negócio jurídico decorrente de lesão, estado de perigo, dolo ou fraude contra credores.

No que concerne à invalidade do negócio jurídico, nos termos preconizados pelo Código Civil, é correto afirmar:
a) Respeitada a intenção das partes, a invalidade parcial de um negócio jurídico não o prejudicará na parte válida, se esta for separável; a invalidade da obrigação principal implica a das obrigações acessórias, mas a destas não induz a da obrigação principal.
b) É exigida a confirmação expressa de negócio anulável, mesmo quando o negócio já foi cumprido em parte pelo devedor, ciente do vício que o inquinava.
c) Quando a lei dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se a anulação, será este de até um ano, a contar da data da conclusão do ato.
d) É nulo o negócio jurídico simulado, e também não subsistirá o que se dissimulou, ainda se válido for na substância e na forma.
e) É de três anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio por vício resultante de coação, contado, neste caso, do dia em que ela cessar.

Representa a hipótese de nulidade dos negócios jurídicos previsto em nosso ordenamento jurídico:
a) simulação.
b) lesão.
c) coação.
d) estado de perigo.
e) erro.

À luz do Código Civil vigente, analise a seguinte situação hipotética: C.W.L., solteiro, autônomo, 42 anos, em pleno gozo de seus direitos civis doou, sem coação, todos os seus bens, para o seu afilhado de 22 anos. Com o negócio jurídico celebrado, C.W.L. ficou sem nenhum bem suficiente para a sua subsistência. O contrato foi lavrado através de escritura pública e, posteriormente, registrado no Cartório de Registro Geral de Imóveis competente, sem nenhum gravame.
Sendo assim, pode-se afirmar que o negócio jurídico pactuado é
a) anulável.
b) nulo.
c) válido.
d) ineficaz.

Haverá simulação a gerar invalidade do negócio jurídico quando:
a) Aquele que recebeu documento assinado com texto não escrito no todo ou em parte formá-lo ou completa-lo por si ou por meio de outrem, violando o pacto feito com o signatário.
b) A parte alterar documento mediante a supressão ou interpolação unilateral de texto.
c) O negócio aparentar conferir direitos a pessoas diversas às quais efetivamente eles se conferem.
d) O ato envolver a transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida quando já insolvente o devedor; ou a tal condição reduzido pelos referidos atos.

Sobre os defeitos e invalidades do negócio jurídico, analise as assertivas abaixo.
Está correto o que consta APENAS de:
I. É anulável, pela configuração de estado de perigo, o negócio jurídico praticado pelo agente que se encontra com fundado temor de dano iminente aos seus bens.
II. Os negócios jurídicos nulos não podem ser confirmados, ainda que contenham os requisitos de outro.
III. A sentença que anular o negócio jurídico praticado com dolo alcançará credor solidário.
a) III.
b) II.
c) I.
d) I e III.
e) I e II.

Com o objetivo de doar um veículo de alto valor para sua concubina, Paulo simulou uma compra e venda. O ato simulado é
a) anulável e sua invalidação poderá ser requerida por qualquer interessado ou pelo Ministério Público, quando lhe couber intervir, não convalescendo pelo decurso do tempo.
b) nulo e sua invalidação poderá ser requerida, no prazo decadencial de 4 anos, pela parte que houver sido prejudicada ou pelo Ministério Público, quando lhe couber intervir.
c) anulável e sua invalidação poderá ser requerida apenas pela parte que houver sido prejudicada, no prazo prescricional de 4 anos.
d) nulo e sua invalidação poderá ser requerida por qualquer interessado ou pelo Ministério Público, quando lhe couber intervir, não convalescendo pelo decurso do tempo.
e) nulo, mas subsiste o que se dissimulou, ainda que contenha forma diversa da prescrita em lei.

É nulo o negócio jurídico quando:
a) Os instrumentos particulares forem redigidos com a data de sua celebração e anuído pelas partes.
b) For preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade.
c) A lei taxativamente o declarar anulável ou nulo, sem proibir-lhe a prática, mesmo cominando sanção.
d) Contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula autêntica e de acordo com o objeto.

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Teoria das Nulidades: Causas de Nulidade e de 
Anulabilidade 
 
1 - O decurso do tempo exerce efeitos sobre as relações jurídicas. Com o propósito de suprir uma 
deficiência apontada pela doutrina em relação ao Código velho, o novo Código Civil, a exemplo do 
Código Civil italiano e português, define o que é prescrição e institui disciplina específica para a 
decadência. 
Tendo em vista os preceitos do Código Civil a respeito da matéria, assinale a alternativa correta. 
a) Se a decadência resultar de convenção entre as partes, o interessado poderá alegá-la, em qualquer 
grau de jurisdição, mas o juiz não poderá suprir a alegação de quem a aproveite. 
b) Se um dos credores solidários constituir judicialmente o devedor em mora, tal iniciativa não 
aproveitará aos demais quanto à interrupção da prescrição, nem a interrupção produzida em face do 
principal devedor prejudica o fiador dele. 
c) O novo Código Civil optou por conceituar o instituto da prescrição como a extinção da pretensão e 
estabelece que a prescrição, em razão da sua relevância, pode ser arguida, mesmo entre os cônjuges 
enquanto casados pelo regime de separação obrigatória de bens. 
d) Quando uma ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, não correrá a prescrição 
até o despacho do juiz que tenha recebido ou rejeitado a denúncia ou a queixa-crime. 
 
2- A respeito das diferenças e semelhanças entre prescrição e decadência, no Código Civil, é correto 
afirmar que: 
a) a prescrição acarreta a extinção do direito potestativo, enquanto a decadência gera a extinção do 
direito subjetivo. 
b) os prazos prescricionais podem ser suspensos e interrompidos, enquanto os prazos decadenciais 
legais não se suspendem ou interrompem, com exceção da hipótese de titular de direito 
absolutamente incapaz, contra o qual não corre nem prazo prescricional nem prazo decadencial. 
c) não se pode renunciar à decadência legal nem à prescrição, mesmo após consumadas. 
d) a prescrição é exceção que deve ser alegada pela parte a quem beneficia, enquanto a decadência 
pode ser declarada de ofício pelo juiz. 
 
3 - Assinale a opção correta respeito da prescrição e da decadência. 
a) Pode haver renúncia à decadência prevista em lei por aquele que a aproveita. 
b) A pretensão condenatória não exercitada no prazo legal sujeita-se aos efeitos da decadência. 
c) A prescrição iniciada contra o credor continua a correr contra o sucessor universal absolutamente 
incapaz. 
d) Não corre prescrição enquanto pendente a condição suspensiva em relação ao negócio jurídico. 
 
4 - Considerando o importante efeito do decurso de tempo tanto na aquisição quanto na extinção de 
direitos, assinale a opção correta. 
a) Se a decadência for convencional, o juiz não poderá suprir a alegação. 
b) Se a prescrição não estiver consumada, a renúncia à possibilidade de alegá-la deverá ser expressa. 
c) Se as partes resolverem ampliar prazo prescricional, deverão fazê-lo por escrito. 
d) O juiz só pode conhecer de ofício a prescrição, para favorecer o absolutamente incapaz. 
 
5 - A perda do direito potestativo e a perda da pretensão em virtude da inércia do titular no prazo 
determinado por lei vinculam-se, respectivamente, aos conceitos de 
a)decadência e prescrição. 
b) prescrição e decadência. 
c) omissão e ato ilícito. 
d) ação e omissão. 
6 - O Art. 496 do Código Civil brasileiro prevê a anulabilidade da venda de ascendente para a 
descendente, exceto se os outros descendentes e o cônjuge do alienante expressamente houverem 
consentido. Todavia, o prazo correto para ingressar com a ação de anulação é de 
a) 4 anos, prazo prescricional. 
b) 2 anos, prazo prescricional. 
c) 4 anos, prazo decadencial. 
d) 2 anos, prazo decadencial. 
e) 1 ano, prazo decadencial. 
 
7 - Agostinho pretende vender seu apartamento e para tanto nomeia Leôncio como seu representante. 
Betânia demonstra interesse na aquisição de dito imóvel e acaba por celebrar contrato de compra e 
venda com Leôncio, que ostenta a qualidade de procurador de Agostinho. Ocorre que o negócio jurídico 
concluído pelo representante mostra-se em conflito de interesses com o representado. Diante disso, 
Agostinho pretende sua invalidação. Levando em consideração os dados apresentados, o negócio 
jurídico é: 
a) anulável, e é de noventa dias, a contar da conclusão do negócio, o prazo de decadência para se 
pleitear a anulação. 
b) nulo, e é de noventa dias, a contar da conclusão do negócio, o prazo de decadência para se pleitear a 
nulidade. 
c) anulável, e é de cento e vinte dias, a contar da conclusão do negócio, o prazo de decadência para se 
pleitear a anulação. 
d) nulo, e é de cento e oitenta dias, a contar da conclusão do negócio, o prazo de decadência para se 
pleitear a nulidade. 
e) anulável, e é de cento e oitenta dias, a contar da conclusão do negócio, o prazo de decadência para 
se pleitear a anulação. 
 
8 - No tocante aos negócios jurídicos, 
a) as nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz, quando conhecer do negócio jurídico ou dos seus 
efeitos e as encontrar provadas, podendo porém supri-las a pedido expresso das partes. 
b) serão nulos os negócios jurídicos simulados, mas subsistirão os dissimulados, se válidos forem na 
substância e na forma. 
c) tanto os negócios jurídicos nulos como aqueles anuláveis são suscetíveis de confirmação, podendo 
convalescer pelo decurso do tempo, se a invalidade se der por idade da pessoa. 
d) quando a anulabilidade do ato resultar da falta de autorização de terceiro, não há possibilidade de 
validação do ato. 
e) é de 2 anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do ato em que houver ocorrido coação, 
contado esse prazo do dia em que a ameaça cessar. 
 
9 - João é casado com Maria, sob o regime de separação convencional de bens. Entretanto, ele possui 
uma concubina, chamada Rita. Pretendendo dar um presente a esta última, João propõe a Paulo, pai de 
Rita, que este lhe compre um apartamento (de propriedade exclusiva de João), por um preço irrisório, e 
o dê em usufruto vitalício a Rita. Após o negócio, Paulo propôs a João que este lhe vendesse uma casa 
na praia, também de sua exclusiva propriedade, pelo valor que entendesse justo. Apesar de Paulo nunca 
ter ameaçado ou sequer insinuado que poderia contar a alguém a respeito do negócio anterior, 
temendo que, se contrariasse Paulo, poderia ter o seu segredo revelado, João vendeu a Paulo a casa na 
praia por metade de seu valor de mercado. 
A respeito dos negócios narrados, é correto afirmar que 
a) o contrato de compra e venda do apartamento é nulo, podendo ser declarada a nulidade a 
qualquer tempo. O contrato de compra e venda da casa de praia é válido. 
b) ambos os contratos são nulos. As nulidades não são suscetíveis de confirmação e não convalescem 
pelo tempo, podendo ser declaradas a qualquer tempo. 
c) o contrato de venda do apartamento é nulo, podendo ser declarado a qualquer tempo. 
Diferentemente, o contrato de compra e venda da casa na praia é anulável, podendo ser desconstituído 
num prazo de até 4 anos. 
d) ambos os contratos são anuláveis. O prazo prescricional para sua anulação é de 4 anos, contados da 
celebração dos negócios jurídicos, e somente Maria é legitimada para pleitear a anulação da venda do 
apartamento. 
e) o contrato de compra e venda do apartamento é anulável, podendo ser desconstituído num prazo de 
até 4 anos. O contrato de compra e venda da casa de praia é válido. 
 
10 - Em relação à invalidade do negócio jurídico, 
a) é anulável o negócio jurídico quando o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito. 
b) a anulabilidade não tem efeito antes de julgada por sentença, nem se pronuncia de ofício; só os 
interessados a podem alegar, e aproveita exclusivamente aos que a alegarem, salvo o caso de 
solidariedade ou indivisibilidade. 
c) o negócio jurídico nulo pode ser confirmado e ratificado, embora não convalesça pelo decursodo 
tempo. 
d) é de dois anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado da 
prática do ato pelo causador da anulabilidade. 
e) é nulo o negócio jurídico simulado e meramente anulável o negócio dissimulado, se válido for na 
substância e na forma. 
 
11 - No que tange à invalidade do negócio jurídico, assunto previsto no Código Civil Brasileiro, informe 
se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir. 
( ) É nulo o negócio jurídico por incapacidade relativa do agente, por vício resultante de erro, dolo, 
coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores. 
( ) Será de três anos o prazo, a contar da data do conhecimento da causa da anulação, quando a lei 
dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se a anulação. 
( ) Haverá simulação nos negócios jurídicos quando aparentarem conferir ou transmitir direitos a 
pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem, ou transmitem; contiverem declaração, 
confissão, condição ou cláusula não verdadeira; os instrumentos particulares forem antedatados ou pós-
datados. 
( ) É nulo o negócio jurídico quando celebrado por pessoa absolutamente incapaz; for ilícito, impossível 
ou indeterminável o seu objeto; o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito; não 
revestir a forma prescrita em lei; for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a 
sua validade; tiver por objetivo fraudar lei imperativa; a lei taxativamente o declarar nulo ou proibir-lhe 
a prática, sem cominar sanção. 
De acordo com as afirmações, a sequência correta é 
a) (F); (F); (V); (V). 
b) (F); (V); (F); (F). 
c) (V); (F); (F); (V). 
d) (V); (V); (V); (F). 
 
12 - Imagine as seguintes situações: i) um pai deixou em testamento seus bens para o seu filho que 
nasceu morto; ii) um menor de 16 anos assinou um contrato de alienação de um veículo; iii) um pai 
vendeu, sem consentimento dos demais filhos, um bem imóvel de sua propriedade para o seu 
primogênito. 
Podemos afirmar que os negócios jurídicos retratados apresentam, respectivamente, vícios decorrentes 
da falta de 
a) capacidade de direito, capacidade de fato e representatividade. 
b) capacidade de fato, capacidade de direito e legitimidade. 
c) personalidade, capacidade de fato e legitimidade. 
d) capacidade de direito, legitimidade e representatividade. 
e) personalidade, capacidade de direito e capacidade de fato. 
 
13 - No tocante à invalidade do negócio jurídico, a legislação vigente estabelece que 
a) é nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e 
na forma. 
b) as nulidades dos negócios jurídicos só podem ser alegadas pelas partes que deles participem, ou pelo 
Ministério Público quando se tratar de matéria de sua atribuição. 
c) são anuláveis os negócios jurídicos quando não revestirem a forma prescrita em lei. 
d) o negócio jurídico nulo não é passível de retificação, mas convalesce pelo decurso do tempo. 
e) é nulo o negócio jurídico decorrente de lesão, estado de perigo, dolo ou fraude contra credores. 
 
14 - No que concerne à invalidade do negócio jurídico, nos termos preconizados pelo Código Civil, é 
correto afirmar: 
a) Respeitada a intenção das partes, a invalidade parcial de um negócio jurídico não o prejudicará na 
parte válida, se esta for separável; a invalidade da obrigação principal implica a das obrigações 
acessórias, mas a destas não induz a da obrigação principal. 
b) É exigida a confirmação expressa de negócio anulável, mesmo quando o negócio já foi cumprido em 
parte pelo devedor, ciente do vício que o inquinava. 
c) Quando a lei dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se a 
anulação, será este de até um ano, a contar da data da conclusão do ato. 
d) É nulo o negócio jurídico simulado, e também não subsistirá o que se dissimulou, ainda se válido for 
na substância e na forma. 
e) É de três anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio por vício resultante de 
coação, contado, neste caso, do dia em que ela cessar. 
 
15 - Representa a hipótese de nulidade dos negócios jurídicos previsto em nosso ordenamento jurídico: 
a) simulação. 
b) lesão. 
c) coação. 
d) estado de perigo. 
e) erro. 
 
16 - À luz do Código Civil vigente, analise a seguinte situação hipotética: C.W.L., solteiro, autônomo, 42 
anos, em pleno gozo de seus direitos civis doou, sem coação, todos os seus bens, para o seu afilhado de 
22 anos. Com o negócio jurídico celebrado, C.W.L. ficou sem nenhum bem suficiente para a sua 
subsistência. O contrato foi lavrado através de escritura pública e, posteriormente, registrado no 
Cartório de Registro Geral de Imóveis competente, sem nenhum gravame. 
Sendo assim, pode-se afirmar que o negócio jurídico pactuado é 
a) anulável. 
b) nulo. 
c) válido. 
d) ineficaz. 
 
 
17 - Haverá simulação a gerar invalidade do negócio jurídico quando: 
a) Aquele que recebeu documento assinado com texto não escrito no todo ou em parte formá-lo ou 
completa-lo por si ou por meio de outrem, violando o pacto feito com o signatário. 
b) A parte alterar documento mediante a supressão ou interpolação unilateral de texto. 
c) O negócio aparentar conferir direitos a pessoas diversas às quais efetivamente eles se conferem. 
d) O ato envolver a transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida quando já insolvente o devedor; 
ou a tal condição reduzido pelos referidos atos. 
 
18 - Sobre os defeitos e invalidades do negócio jurídico, analise as assertivas abaixo. 
I. É anulável, pela configuração de estado de perigo, o negócio jurídico praticado pelo agente que se 
encontra com fundado temor de dano iminente aos seus bens. 
II. Os negócios jurídicos nulos não podem ser confirmados, ainda que contenham os requisitos de outro. 
III. A sentença que anular o negócio jurídico praticado com dolo alcançará credor solidário. 
Está correto o que consta APENAS de: 
a) III. 
b) II. 
c) I. 
d) I e III. 
e) I e II. 
 
19 - Com o objetivo de doar um veículo de alto valor para sua concubina, Paulo simulou uma compra e 
venda. O ato simulado é 
a) anulável e sua invalidação poderá ser requerida por qualquer interessado ou pelo Ministério Público, 
quando lhe couber intervir, não convalescendo pelo decurso do tempo. 
b) nulo e sua invalidação poderá ser requerida, no prazo decadencial de 4 anos, pela parte que houver 
sido prejudicada ou pelo Ministério Público, quando lhe couber intervir. 
c) anulável e sua invalidação poderá ser requerida apenas pela parte que houver sido prejudicada, no 
prazo prescricional de 4 anos. 
d) nulo e sua invalidação poderá ser requerida por qualquer interessado ou pelo Ministério Público, 
quando lhe couber intervir, não convalescendo pelo decurso do tempo. 
e) nulo, mas subsiste o que se dissimulou, ainda que contenha forma diversa da prescrita em lei. 
 
20 - Branca de Neve, mulher, viúva, 75 anos, perdera seu marido num acidente de veículo há apenas um 
mês, procurou a Promotoria de Justiça da Comarca X, alegando que seu marido lhe deixou uma pensão 
no valor de 01(um) salário mínimo mensal e que o falecido contraíra empréstimos bancários com o 
banco Y, cujo gerente afirmou que, para receber a pensão, teria de assinar um termo comprometendo-
se a pagar a prestações relativas ao empréstimo consignado. Na qualidade de Promotor (a) de Justiça 
orientaria Branca de Neve, afirmando: 
a) Que tem obrigação de pagar as parcelas do empréstimo em virtude do contrato firmado por seu 
marido. 
b) Que não tem obrigação de pagar as parcelas porque essa modalidade de obrigação não é 
transmissível. 
c) Que o documento assinado não a obriga a pagar porque se trata de negócio jurídico nulo e não 
produzirá nenhum efeito. 
d) Que o documento assinado não a obriga ao pagamento por se tratar de negócio jurídico firmado por 
pessoa idosa,podendo requerer reparação de danos. 
e) Que o negocio jurídico é anulável e ela decidirá sobre sua arguição e requerimento perdas e danos. 
 
21 - É nulo o negócio jurídico quando: 
a) Os instrumentos particulares forem redigidos com a data de sua celebração e anuído pelas partes. 
b) For preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade. 
c) A lei taxativamente o declarar anulável ou nulo, sem proibir-lhe a prática, mesmo cominando sanção. 
d) Contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula autêntica e de acordo com o objeto. 
 
22 - A legislação brasileira apresenta diversas hipótese em que o negócio jurídico será invalidado. Com 
base nos seus conhecimentos, bem como nos dispositivos legais, assinale a alternativa correta 
a) O negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação, mas pode ser confirmado em virtude do 
transcurso do tempo 
b) Será necessariamente anulado o negócio jurídico que contiver vício resultante de erro ou estado de 
perigo 
c) O prazo decadencial para requerer a anulação do negócio jurídico realizado por incapaz será 
contado a partir do dia em que cessar a incapacidade 
d) Ocorrerá simulação apenas quando os instrumentos particulares forem antedatados ou pós-datados, 
não subsistindo outra disposição legal sobre a simulação 
e) As nulidades dos negócios jurídicos só poderão ser arguidos pelas partes, vedada qualquer 
manifestação de outros interessados ou do Ministério Público. 
 
23 - Acerca da Invalidade do Negócio Jurídico, assinale a alternativa INCORRETA: 
a) O negócio jurídico celebrado por pessoa absolutamente capaz é nulo. 
b) A invalidade do instrumento induz a do negócio jurídico. 
c) Haverá simulação nos negócios jurídicos quando os instrumentos particulares forem antedatados, ou 
pós-datados. 
d) Quando a lei dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se a 
anulação, será este de dois anos, a contar da data da conclusão do ato. 
e) É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e 
na forma. 
 
24 - Para a realização de um determinado negócio jurídico, Fulano e Beltrano firmaram entre si um 
acordo para entrega e pagamento. Uma vez cumprido o pacto sem qualquer malícia de quaisquer das 
partes, Beltrano é surpreendido com a visita de Cicrano, pai de Fulano, afirmando que este último 
possui 16 (dezesseis) anos e não é emancipado. Com base no presente caso narrado e nas regras gerais 
da legislação civil, assinale a alternativa correta. 
a) A nulidade no referido negócio jurídico é gritante, uma vez que Fulano, por ser menor de 18 anos, 
deveria estar devidamente representado para a validade do presente negócio jurídico. 
b) A invalidade desse negócio jurídico depende exclusivamente da manifestação realizada ou por Fulano 
ou por Beltrano, uma vez que foram estes que se obrigaram. 
c) Supondo que Cicrano convalide posteriormente o referido negócio jurídico, este será válido e não 
poderá mais ser anulado. 
d) O referido negócio jurídico será obrigatoriamente anulado, independente de prejuízo, cabendo a 
Beltrano requerer tal fato em juízo. 
e) A idade das partes envolvidas no negócio jurídico é irrelevante, razão pela qual este deve ser 
mantido. 
 
25 - Em conformidade com o Código Civil, é CORRETO afirmar: 
a) É anulável o negócio jurídico cujo motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito. 
b) É nulo o negócio jurídico em que for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para 
a sua validade. 
c) É nulo o negócio jurídico por vício resultante de erro, dolo, coação, ou lesão. 
d) Para a anulação de negócio jurídico por estado de perigo ou fraude a credores, o prazo decadencial é 
de 05 (cinco) anos. 
e) Será de 03 (três) anos o prazo para pleitear anulação de negócio jurídico quando não houver prazo 
estipulado por lei. 
 
26 - Considere as assertivas abaixo. 
I. É possível confirmar um ato a priori anulável, tornando-o válido a posteriori, como na hipótese em que 
um menor de idade compra um bem e, ao atingir a sua maioridade civil, confirma esse negócio jurídico, 
ressalvado direito de terceiro. 
II. Um determinado contrato nulo pode ser convertido em contrato válido, como na hipótese de compra 
e venda de bem imóvel, com valor superior a trinta vezes o maior salário-mínimo vigente no país, sem a 
lavratura de escritura pública; perfazendo-se apenas em compromisso de compra e venda. 
III. A invalidade parcial de um negócio jurídico o prejudicará em sua totalidade, ainda que seja possível 
separar a parte válida da inválida. 
IV. Entre duas interpretações possíveis da declaração de vontade, uma que prive de validade e outra que 
lhe assegure a validade, há de ser adotada a última. 
Segundo o Código Civil, está correto o que se afirma APENAS em 
a) III e IV. 
b) II, III e IV. 
c) I, II e IV. 
d) II e IV. 
e) I e III. 
 
 
27 - Para se furtar à legislação eleitoral, Paulo transferiu para si patrimônio da empresa na qual é sócio. 
Na sequência, simulou doar o dinheiro a candidato, pela pessoa física. Na verdade, porém, foi a empresa 
quem realizou, de fato, a doação. O negócio simulado é 
a) válido, se atender à forma prescrita em lei e não prejudicar direito de terceiros. 
b) nulo, matéria cognoscível de ofício, não se sujeitando a declaração de nulidade a prazo de 
decadência ou de prescrição. 
c) anulável, dependendo, a sua invalidação, de provocação da parte, sujeita a prazo decadencial de 
quatro anos. 
d) anulável, matéria cognoscível de ofício e não sujeita a prazo de decadência ou de prescrição. 
e) nulo, dependendo a sua invalidação de provocação da parte, sujeita a prazo decadencial de quatro 
anos. 
 
28 - O Código Civil - Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002-, especificamente no capítulo que trata da 
invalidade do negócio jurídico, aponta, expressamente, as hipóteses de nulidade absoluta. Avalie as 
alternativas abaixo e assinale a CORRETA. 
a) Por incapacidade relativa do agente 
b) For preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade 
c) Por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores 
d) A lei taxativamente o declarar nulo, ou permitir-lhe a prática, cominando sanção 
e) For lícito, possível e determinável o seu objeto. 
 
29 - Sobre o negócio jurídico, é correto afirmar que o(a): 
a) negócio jurídico anulável pode ser confirmado pelas partes, mesmo que envolva direito de terceiro. 
b) prazo de decadência para se pleitear a anulação do negócio jurídico é de três anos. 
c) anulabilidade negócio jurídico pode ser pronunciada de ofício pelo juiz. 
d) negócio jurídico simulado é nulo subsistindo o que se simulou desde que válido na forma e na 
substância. 
e) negócio jurídico nulo pode ser confirmado pelo decurso do tempo. 
 
30 - Quando a lei dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se a 
anulação, será este de 
a) dois anos, a contar da data da conclusão do ato. 
b) cinco anos, a contar da data da conclusão do ato. 
c) dez anos, a contar da data da conclusão do ato. 
d) dois anos, a contar da data do conhecimento da causa de anulabilidade. 
e) dez anos, a contar da data do conhecimento da causa de anulabilidade. 
 
31 - Jaime, 35 anos, capaz, celebrou negócio jurídico com Joseane, que tem 15 anos. Fábio, 40 anos e 
capaz, celebrou negócio jurídico com Letícia, que tem 17 anos. Kleber, 42 anos e capaz, premido da 
necessidade de salvar-se de grave dano conhecido por Clotilde, que possui 20 anos e capaz, celebra com 
ela negócio jurídico pelo qual assume obrigação excessivamente onerosa. O negócio jurídico é 
a) nulo na primeira hipótese e anulável nas demais. 
b) anulável na primeira hipótese e nulo nas demais. 
c) nulo em todas as hipóteses. 
d) anulável em todas as hipóteses. 
e) nulo na primeira e na segunda hipóteses e anulávelna última. 
 
 
32 - Com relação às invalidades do negócio jurídico assinale a alternativa INCORRETA: 
a) O negócio jurídico eivado da invalidade do tipo nulidade não convalesce com o decurso do tempo. 
b) O regime jurídico das nulidades fundamenta-se em razões de interesses privados, sendo as 
anulabilidades fundados na defesa do interesse público. 
c) A anulabilidade do negócio jurídico só pode ser invocada por aquele a quem aproveite, não podendo 
ser reconhecida de ofício, sendo decadencial o prazo para seu requerimento. 
d) A simulação, vício social, é causa de nulidade do negócio jurídico sendo, por isto, passível de ser 
requerida sua decretação pelo Ministério Público. 
 
33 - Assinale a alternativa INCORRETA sobre a invalidade do negócio jurídico, após analisar os itens a 
seguir e considerar as normas da Lei Federal nº 10.406, de 10/01/2002 (Código Civil). 
a) É nulo o negócio jurídico, quando celebrado por pessoa absolutamente incapaz 
b) É nulo o negócio jurídico, quando o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito 
c) É nulo o negócio jurídico quando não revestir a forma prescrita em lei 
d) É nulo o negócio jurídico simulado, inclusive o que se dissimulou 
e) Haverá simulação nos negócios jurídicos, quando aparentarem conferir ou transmitir direitos a 
pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem, ou transmitem. 
 
 
34 - Paulo, Pedro e João firmaram um contrato, estabelecendo que, quando seu pai, ainda vivo, falecer, 
a herança será assim distribuída: metade para Paulo, 1/4 para Pedro e 1/4 para João. Esse contrato é 
a) sempre válido. 
b) anulável. 
c) nulo. 
d) válido se não existirem outros herdeiros. 
e) válido se não prejudicar credores. 
 
35 - A celebrou com B contrato particular definitivo de Compra e Venda de imóvel. Entretanto, as partes 
negligenciaram, por falta de conhecimento, a obrigatoriedade do instrumento público. A respeito desse 
caso, marque a alternativa correta, quanto à nulidade, motivo e consequência. 
a) O negócio jurídico será nulo de pleno direito, haja vista ter preterido solenidade que a lei considere 
essencial para a sua validade. Não havendo, portanto, salvamento para o negócio jurídico nulo. 
b) O negócio jurídico será nulo, evidente o objetivo de fraudar lei imperativa. Não havendo, portanto, 
salvamento para o negócio jurídico nulo. 
c) O negócio jurídico será nulo, por não revestir a forma prescrita em lei. Não havendo, portanto, 
salvamento para o negócio jurídico nulo. 
d) O negócio jurídico que desprezou a forma prescrita em lei é nulo. Se, porém, o negócio jurídico nulo 
contiver os requisitos de outro, subsistirá este quando o fim a que visavam as partes permitir supor 
que o teriam querido, se houvessem previsto a nulidade. 
 
 
36 - Considere as afirmações abaixo sobre as causas de invalidade do negócio jurídico. 
I - O dolo de terceiro não invalida o negócio jurídico, ainda que seja do conhecimento da parte a quem 
aproveite. 
II - A anulação do negócio por estado de perigo pode ser evitada se a parte favorecida oferecer 
suplemento suficiente ou concordar com a redução do proveito. 
III - A anulabilidade do ato produz efeitos apenas depois de reconhecida em sentença. 
Quais estão corretas? 
a) Apenas I. 
b) Apenas II. 
c) Apenas III. 
d) Apenas I e II. 
e) Apenas II e III. 
 
37 - Assinale a alternativa INCORRETA. 
a) O erro acidental não acarreta a anulação do negócio jurídico. 
b) A coação por terceiro somente anula o negócio jurídico se dela tiver ou devesse ter conhecimento a 
parte a quem aproveite. 
c) Não se decreta a anulação do negócio lesivo se as partes concordarem com o reequilíbrio contratual. 
d) O dolo acidental só obriga à satisfação de perdas e danos; o dolo é acidental quando, a seu despeito, 
o negócio seria realizado, embora por outro modo. 
e) É anulável o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou se ele for material e 
formalmente válido. 
 
38 - Assinale a assertiva INCORRETA: 
a) Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes. 
b) É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e 
na forma. 
c) O negócio anulável pode ser confirmado peias partes, salvo direito de terceiro 
d) A anulabilidade não tem efeito antes de julgada por sentença, nem se pronuncia de ofício; só os 
interessados a podem alegar, e aproveita exclusivamente aos que a alegarem, salvo o caso de 
solidariedade ou indivisibilidade. 
e) Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se a obrigação 
for indivisível. 
 
39 - Há duas categorias de nulidade, a absoluta e a relativa, ou seja, os atos ou negócios jurídicos ou são 
nulos, ou são anuláveis. Assinale a afirmativa INCORRETA. 
a) O artigo 181 do Código Civil descreve outra situação onde os atos do incapaz não podem ser 
anulados. Prescreve: ninguém pode reclamar o que, por uma obrigação anulada, pagou a um incapaz, se 
não provar que reverteu em proveito dele a importância paga. Essa é uma nulidade relativa. 
b) O ato nulo não produz efeito, a partir da manifestação judicial que instada pelo detentor do direito, 
declara a nulidade do ato ou negócio. 
c) A anulabilidade não tem efeito antes de Julgada por sentença, nem se pronuncia de ofício; só os 
interessados a podem alegar, e aproveita exclusivamente aos que a alegarem, salvo o caso de 
solidariedade ou indivisibilidade. 
d) Havendo um negócio jurídico anulável os seus efeitos permanecem normalmente até o momento em 
que se declara judicialmente a nulidade. Portanto, o ato anulável é valido enquanto não desfeito por 
decreto judicial. 
e) O artigo 130 do Código Civil declara a invalidade do ato que deixa de revestir a forma especial 
determinada em lei. O ato que desprezou a forma prescrita em lei é nulo. 
 
 
40 - Em 2 de janeiro de 2019, por meio de instrumento particular de confissão de dívida, Robson 
confessou dever a Rafael cinquenta mil reais, referente a um negócio jurídico celebrado entre eles. 
Ajustou-se que o pagamento seria realizado em 26 de fevereiro do mesmo ano. Robson, passando por 
grave dificuldade financeira, não possui patrimônio suficiente para saldar a dívida com Rafael, mas 
possui um crédito de trezentos mil reais com Júlio, que vencerá em 10 de fevereiro do mesmo ano, 
circunstância que é de conhecimento de Rafael. Na data do pagamento (10 de fevereiro), Robson 
combina com Júlio que o pagamento será feito direto para um terceiro (que também é credor de 
Robson, por dívida já vencida), como de fato ocorre. No entanto, Robson e Júlio assinam um documento 
que indica que Robson remiu a dívida de Júlio, sem qualquer participação do terceiro que efetivamente 
recebeu o valor. Em 26 de fevereiro, Rafael procura Robson para receber seu crédito e este informa que 
não tem condições de pagar. Ao questionar Robson sobre o crédito que este tinha com Júlio, Robson 
apresenta o documento que dispõe sobre a remissão. Nesse cenário, assinale a alternativa correta. 
a) A remissão é negócio jurídico anulável, em razão da fraude contra credores praticada por Robson. 
b) A remissão representa negócio jurídico nulo, pois houve o pagamento do crédito para um terceiro, 
indicado por Robson. 
c) O terceiro, que recebeu o crédito que pertencia originalmente a Robson, torna-se civilmente 
responsável pelo pagamento do crédito de Rafael. 
d) A remissão é negócio jurídico anulável, pois presente o dolo no comportamento de Robson e Júlio, 
viciando o negócio jurídico. 
e) Não há qualquer nulidade, absoluta ou relativa, na remissão praticada por Robson e no pagamento 
realizado por Júlio ao terceiro indicado por Robson. 
 
 
41 - Para pleitear-se a anulação de um negócio jurídico, o prazo é de 
a) dois anos e trata-se de prescrição. 
b) três anos e trata-se de prescrição. 
c) quatro anos e trata-se de prescrição. 
d) doisanos e trata-se de decadência. 
e) quatro anos e trata-se de decadência. 
 
42 - Considerando o estabelecido no Código Civil, analise as afirmativas a seguir: 
I. Configura-se lesão quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a pessoa de sua família, 
de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa. 
II. Ocorre o estado de perigo quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se 
obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. 
III. Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os praticar o devedor já 
insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore, poderão ser anulados pelos 
credores quirografários, como lesivos dos seus direitos. 
IV. É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e 
na forma. 
Indique a alternativa CORRETA. 
a) Somente as afirmativas I e II estão corretas. 
b) Somente as afirmativas III e IV estão corretas. 
c) Somente as afirmativas I e III estão corretas. 
d) Somente as afirmativas II e IV estão corretas. 
 
43 - Na escada ponteana, analisa-se a tricotomia existência-validade-eficácia dos negócios jurídicos para 
que possam produzir todos os efeitos esperados, sem que reste qualquer situação que os maculem. 
Acerca dessa tricotomia, assinale a opção correta. 
a) A reserva mental desconhecida pelo outro contraente — destinatário — torna inválido o negócio 
jurídico, uma vez que a declaração de vontade expressada conflita com o íntimo do declarante. 
b) O negócio jurídico realizado por agente relativamente incapaz é nulo de pleno direito, não sendo 
passível de convalidação pelo decurso do tempo nem de confirmação pelas partes. 
c) Decorridos dois anos e um dia, a contar da realização do negócio jurídico entabulado com vício de 
lesão, será possível a sua anulação, uma vez que ainda não decaiu o direito do lesado. 
d) A ausência de declaração de vontade torna o negócio jurídico anulável, mesmo nos casos em que o 
silêncio possa ser admitido diante das circunstâncias. 
e) A ausência de declaração de vontade expressa torna nulo o negócio jurídico, pois o condiciona a um 
evento futuro e incerto. 
 
44 - É nulo o negócio jurídico onde ocorra 
a) lesão. 
b) dolo. 
c) erro. 
d) simulação. 
 
45 - De acordo com o Código Civil Brasileiro, assinale a alternativa correta: 
a) A validade do negócio jurídico requer agente capaz, objeto lícito, possível, determinado ou 
indeterminável e forma prescrita ou não defesa em lei. 
b) Decai em cinco anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por 
defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro. 
c) É anulável a venda de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge do 
alienante expressamente houverem consentido. 
d) Nas obrigações de dar coisa incerta determinada pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence 
ao credor, se o contrário não resultar do título da obrigação. 
 
45 - É anulável 
a) o negócio que tenha por objetivo fraudar lei imperativa. 
b) o contrato que tem por objeto herança de pessoa viva. 
c) a troca de bens com valores desiguais entre ascendentes e descendentes sem o consentimento dos 
outros descendentes. 
d) o negócio jurídico simulado. 
e) o negócio proibido por lei, que não lhe comina sanção. 
 
46 - Um negócio jurídico simulado que tem como objetivo precípuo a diminuição maliciosa do 
patrimônio do devedor com o intuito de afastar a garantia dos credores e prejudicá-los é passível de 
arguição de 
a) nulidade, produzindo o negócio jurídico efeitos até a sentença anulatória. 
b) nulidade, sendo resguardados somente os interesses de terceiros de boa-fé. 
c) nulidade, por fraude contra credores, não produzindo o negócio jurídico efeitos desde a sua 
conclusão. 
d) anulabilidade, por fraude contra credores, produzindo o negócio jurídico efeitos até o momento de 
sua anulação. 
e) ineficácia, estritamente em relação aos credores, produzindo efeitos contra terceiros. 
 
47 - Leonardo adquiriu de Paulo carregamento de celulares falsificados, combinando pagar por eles 
quando da entrega, que, se não efetivada, daria ao adquirente direito a postular cumprimento forçado 
da obrigação. Em não tendo havido a entrega, Leonardo ajuizou ação contra Paulo, que, em 
contestação, não suscitou ser ilegal o negócio, confessou a obrigação e dispôs-se a cumpri-la 
espontaneamente. O cumprimento da obrigação 
a) não poderá ocorrer, devendo o juiz declarar, de ofício, a nulidade do negócio. 
b) deverá ocorrer, tendo em vista que os negócios jurídicos anuláveis são passíveis de convalidação, 
ainda que tácita. 
c) deverá ocorrer, tendo em vista que as nulidades não podem ser apreciadas de ofício. 
d) deverá ocorrer, tendo em vista que os negócios jurídicos anuláveis são passíveis de convalidação, 
desde que expressa. 
e) não poderá, a princípio, ocorrer, devendo o juiz anular o negócio jurídico, salvo se, quando do 
ajuizamento da ação, já houver transcorrido prazo de 4 anos. 
 
48 - Assinalar a alternativa CORRETA: 
a) Não é causa de nulidade a compra, por leiloeiro, de bem cuja venda ele esteja encarregado. 
b) Não é causa de nulidade a compra, por servidor público, de bem da pessoa jurídica a que servir, 
desde que mediante hasta pública. 
c) A compra, por descendente, de bem do ascendente, exige o aceite dos demais descendentes. 
d) É causa de nulidade a compra, pelo cônjuge, de bem excluído da comunhão. 
e) A venda de bem de ascendente a seu descendente é sempre anulável se não houver consentimento 
do cônjuge, independente do regime de bens. 
49 - Francisco simulou ter vendido imóvel a Carla, sua amante, a quem, em verdade, doara referido 
bem. De acordo com o Código Civil, tal ato, 
a) diferentemente dos demais defeitos do negócio jurídico, é nulo, devendo ser invalidado de ofício, 
pelo juiz. 
b) assim como os demais defeitos do negócio jurídico, é nulo, devendo ser invalidado de ofício, pelo juiz. 
c) assim como os demais defeitos do negócio jurídico, é anulável, não podendo ser invalidado de ofício, 
pelo juiz. 
d) assim como os demais defeitos do negócio jurídico, é anulável, devendo ser invalidado de ofício, pelo 
juiz. 
e) diferentemente dos demais defeitos do negócio jurídico, é anulável, não podendo ser invalidado de 
ofício, pelo juiz. 
 
50 - No tocante ao regime das nulidades no Código Civil, considere: 
I. É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e na 
forma, podendo essa nulidade ser alegada por qualquer interessado, ou pelo Ministério Público, quando 
lhe couber intervir. 
II. As nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz, quando conhecer do negócio jurídico ou dos seus 
efeitos e as encontrar provadas, podendo porém supri-las, se assim for requerido pelas partes. 
III. Se o negócio jurídico nulo contiver os requisitos de outro, subsistirá este quando o fim a que visavam 
as partes permitir supor que o teriam querido, se houvessem previsto a nulidade. 
IV. O negócio jurídico é anulável quando o agente for relativamente incapaz, quando for preterida 
alguma solenidade que a lei considere essencial para sua validade ou por vício resultante de erro, dolo, 
coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e IV. 
b) II e III. 
c) II e IV. 
d) III e IV. 
e) I e III. 
 
51 - Os negócios jurídicos nulos 
a) prescrevem em 10 anos. 
b) decaem em 4 anos. 
c) são cognoscíveis de ofício, inclusive em segunda instância. 
d) podem ser confirmados pela vontade das partes, desde que capazes. 
e) podem ser confirmados pela vontade das partes, ainda que incapazes. 
 
52 - Flávia, trinta e dois anos de idade, foi interditada como relativamente incapaz em virtude de 
problemasintermitentes de coordenação de suas faculdades psíquicas. Não obstante a interdição, 
Flávia, sem a participação de seu curador, vendeu seu automóvel por um preço sete por cento acima do 
valor de mercado. 
Pode-se afirmar que a venda em questão é: 
a) nula de pleno direito; 
b) inexistente; 
c) anulável; 
d) perfeitamente válida; 
e) condicional. 
 
53 - São pessoas legitimadas a promover a ação de anulação do ato jurídico, com exceção do: 
a) cônjuge, não casado no regime da separação absoluta, por doação remuneratória de bem comum 
feita pelo outro. 
b) cônjuge, não casado no regime da separação absoluta, em razão de aval ou fiança prestado pelo 
outro. 
c) cônjuge, que tenha se negado à coabitação, na hipótese de casamento realizado pelo mandatário, 
sem que ele soubesse da revogação do mandato. 
d) herdeiro, por erro substancial na designação do legatário ou da coisa legada na disposição 
testamentária. 
e) neto de filho pré-morto, no caso de compra e venda realizada pelo avô a um de seus filhos vivos, sem 
o seu consentimento. 
 
54 - Assinale a alternativa CORRETA. 
a) A emancipação do menor com 16 anos completos, concedida por ambos os pais por escritura pública, 
depende, para a sua validade, de homologação judicial. 
b) A atuação do mandatário que age extrapolando os limites da procuração que lhe foi outorgada é 
inválida e não produz quaisquer efeitos jurídicos. 
c) Os efeitos da declaração de nulidade do negócio jurídico retroagem ao momento da sua celebração, 
sendo que ele nunca convalesce, não pode ser confirmado e nem ratificado. Poderá, todavia, subsistir 
convertido em outro negócio jurídico cujos requisitos de validade estiverem presentes, se atingir o fim 
visado pelas partes. 
d) A relativa incapacidade do menor entre 16 e 18 anos autoriza-o a invocar a anulabilidade de negócio 
jurídico realizado sem assistência, mesmo que tenha se declarado maior no momento de sua 
celebração. 
e) A fixação de condição resolutiva física ou juridicamente impossível invalida todo o negócio jurídico. 
 
55 - Pode ser pronunciada de ofício pelo Juiz e alegada por qualquer interessado ou pelo Ministério 
Público, quando lhe couber intervir, a nulidade 
a) da doação do cônjuge adúltero ao seu cúmplice. 
b) da venda de um imóvel de ascendente a descendente, sem o consentimento dos outros 
descendentes. 
c) que inquina os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os praticar o 
devedor já insolvente, ou por eles reduzido à insolvência. 
d) de negócio, quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga a 
prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. 
e) de um contrato que tenha por objeto herança de pessoa viva. 
 
Prescrição e Decadência 
 
 
56 - A perda da ação atribuída a determinado direito em razão do seu não uso durante determinado 
período de tempo é o instituto da 
a) interrupção. 
b) prescrição. 
c) nulidade. 
d) decadência. 
e) suspensão. 
 
 
57 - Acerca da prescrição, assinale a alternativa correta. 
a)Prescreve em três anos a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a 
consumo no próprio estabelecimento, para o pagamento da hospedagem ou dos alimentos. 
b) Prescreve em três anos a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos. 
c) Prescreve em quatro anos a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo. 
d) Prescreve em cinco anos a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé, 
correndo o prazo da data em que foi deliberada a distribuição. 
e) A prescrição é contada em dobro entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal. 
 
58 - Acerca dos conhecimentos sobre decadência, prevista no Código Civil de 2002, é correto afirmar: 
a) Não corre a decadência contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra. 
b) A decadência fixada em lei poderá ser renunciada por qualquer sujeito, desde que maior de idade e 
com capacidade plena para os atos da vida civil. 
c) Se a decadência for fixada por lei, deve à parte a quem aproveita alegá-la em qualquer grau de 
jurisdição, não podendo, contudo, ser alegada de ofício pelo juiz. 
d) Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem, 
suspendem ou interrompem a prescrição. 
e) Deve o juiz, de ofício, conhecer de decadência convencional, desde que se verifique, nos autos, 
elementos que consubstanciem sua decisão a respeito. 
 
59 - Bruna promove ação de cobrança em face de Marlene, buscando o reembolso da quantia de R$ 
200.000,00 (duzentos mil reais). A ré apresentou sua defesa e o pedido foi julgado procedente por 
sentença. No curso do prazo de apelação, a ré foi alertada que haveria prescrição a ser declarada e que 
não foi elemento de defesa apresentado. No recurso de apelação, a ré alegou prescrição da pretensão 
autoral. Nos termos do Código Civil, a prescrição: 
a) aplica-se excepcionalmente nas questões obrigacionais 
b) pode ser alegada exclusivamente na defesa 
c) deve ser alegada pela parte autora com base na boa fé 
d) pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita. 
 
60 - Nos termos do art. 189 do Código Civil, “violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se 
extingue, pela prescrição”. 
Assinale a alternativa em que todos os casos o prazo de prescrição é de três anos. 
a) A pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa; a pretensão de reparação civil; 
pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas; a pretensão dos tabeliães, 
auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos pela percepção de emolumentos, custas e 
honorários. 
b) A pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa; a pretensão de reparação civil; a 
pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus 
honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou 
mandato; a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos. 
c) A pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé, correndo o prazo da data 
em que foi deliberada a distribuição; a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer 
prestações acessórias, pagáveis, em períodos não maiores de um ano, com capitalização ou sem ela; a 
pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias; a pretensão relativa 
a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos. 
d) A pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa; a pretensão de reparação civil; a 
pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que se vencerem; a pretensão de 
cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular. 
e) A pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé, correndo o prazo da data em 
que foi deliberada a distribuição; a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, 
árbitros e peritos pela percepção de emolumentos, custas e honorários; a pretensão para receber 
prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias; a pretensão relativa a aluguéis de prédios 
urbanos ou rústicos. 
 
61 - A prescrição, segundo o Código Civil, extingue a pretensão e pode ser interrompida por qualquer 
interessado. Sabendo-se que, em regra, a interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos 
outros, a interrupção 
a) efetuada contra o devedor solidário exclui os demais e seus herdeiros. 
b) por um dos credores solidários aproveita aos outros. 
c) operada contra um dos herdeiros do devedor solidário prejudica os outros herdeiros. 
d) produzida contra o principal devedor beneficia o fiador. 
 
62 - De acordo com o Código Civil de 2002, os prazos prescricionais 
a) podem ser alterados mediante acordo entre as partes. 
b) são interrompidos porqualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe 
reconhecimento do direito pelo devedor. 
c) podem ser renunciados validamente pelo interessado antes de sua consumação, desde que não 
acarrete prejuízo a terceiro. 
d) são de vinte anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
e) interrompidos contra o devedor principal não prejudicam o fiador. 
 
63 - É causa que interrompe a prescrição 
a) manter sociedade conjugal com a vítima do dano. 
b) ser descendente do autor do dano. 
c) realizar ato extrajudicial inequívoco que importe no reconhecimento do direito pelo devedor. 
d) ausentar-se do país enquanto em serviço público da União. 
e) ajuizar ação para apurar o fato no juízo criminal. 
 
64 - Marque a alternativa incorreta. 
a) É imprescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrentes de ilícito civil. 
b) É cabível a majoração dos honorários advocatícios à parte sucumbente no recurso mesmo quando 
não apresentada resposta pela parte contrária. 
c) Não é possível fracionar honorários advocatícios, proporcionalmente ao respectivo crédito de cada 
litigante, em litisconsórcio ativo facultativo simples em execução contra a Fazenda Pública. 
d)O mandado de segurança é inadequado para aferir critérios adotados pelo Tribunal de Contas da 
União (TCU) em análise de superfaturamento de obra contratada com a Administração Pública. 
e) Não cabe compelir o magistrado acolher com primazia determinada prova em detrimento de outras 
pretendidas pelas partes se, com base no conjunto probatório, tiver se convencido da verdade dos fatos. 
 
 
 
65 - Acerca da prescrição e da decadência, assinale a alternativa correta. 
a) A prescrição é ato personalíssimo, de modo que se iniciada contra uma pessoa, não continua a correr 
contra o seu sucessor. 
b) A prescrição não corre contra os ausentes do País em serviço público da União e dos Estados, exceto 
dos Municípios. 
c) Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, correrá a prescrição da 
ação cível independentemente da sentença definitiva criminal. 
d) Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se a 
obrigação for indivisível. 
e) Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de 
jurisdição, bem como o juiz declarar de ofício. 
 
66 - Relativamente à hipótese de interrupção da contagem do prazo prescricional operada contra o 
fiador, é correto afirmar que: 
a) ela não prejudica o devedor afiançado quando a relação não envolva obrigação solidária passiva. 
b) a lei deve ser interpretada ampliativamente em qualquer caso de fiança, para prejudicar o devedor. 
c) nunca haverá a extensão da interrupção do prazo quanto ao devedor. 
d) ela não prejudica o devedor, quando a relação envolva solidariedade passiva. 
e) ela prejudica o devedor afiançado, independentemente da relação se basear em obrigação 
solidariedade passiva. 
 
67 - Assinale a alternativa correta sobre o instituto da prescrição. 
a) Não corre a prescrição enquanto pender condição suspensiva ou resolutiva. 
b) O prazo prescricional pode ser alterado pelas partes, desde que a alteração seja para majorar o prazo 
legal. 
c) As pessoas jurídicas têm ação contra o representante legal que deu causa à prescrição. 
d) É válida a renúncia da prescrição, desde que realizada, sem prejuízo de terceiro, antes de a prescrição 
se consumar. 
e) A interrupção da prescrição produzida contra o devedor principal não prejudica o fiador. 
 
68 - Os institutos da decadência e da prescrição estão relacionados 
a) à extinção dos direitos pela influência do tempo. 
b) à capacidade para o exercício dos atos da vida civil. 
c) aos direitos da personalidade. 
d) à possibilidade de anulação ou declaração de nulidade dos negócios jurídicos. 
e) à sucessão de bens e direitos. 
 
69 - Considere as afirmações a seguir. 
I. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão. 
II. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de 
terceiro, depois que a 
prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis 
com a prescrição. 
III. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou 
representantes legais, que 
derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente. 
IV. Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes, por serem disponíveis. 
 
V. A prescrição iniciada contra uma pessoa deixa de correr contra seus sucessores. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I, II e III. 
b) I, IV e V. 
c) I, II, IV e V. 
d) II, III e IV. 
e) II, III, IV e V. 
 
70 - A respeito das normas legais atinentes à prescrição e à decadência, conforme previsto no Código 
Civil brasileiro, é correto afirmar: 
a) Os prazos prescricionais podem ser alterados por interesse e conveniência das partes. 
b) É vedado ao juiz, de ofício, conhecer da decadência, quando estabelecida por lei. 
c) Prescreve em cinco anos a pretensão de reparação civil. 
d) A prescrição não corre contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos 
Municípios. 
e) A interrupção da decadência, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á por qualquer ato judicial 
que constitua em mora o devedor. 
 
71 - No dia 04/04/05, Everaldo, casado com Maria Helena pelo regime da separação de bens, colidiu 
com o veículo de sua esposa no trânsito. Ela dispendeu, segundo orçamento da oficina, R$ 4.000,00 para 
o conserto de seu bem. Em 15/07/18, o casal se divorciou e Maria Helena pretende intentar ação 
judicial em face de Everaldo. 
Sobre prescrição, neste caso, assinale a afirmativa correta. 
a) Flui o prazo prescricional a partir do dia 15/07/18, pois durante o casamento estava suspenso. 
b) A prescrição da pretensão ocorreu em 04/04/08. 
c) A prescrição estava impedida de correr durante o casamento, pelo que o prazo passa a ser contado 
a partir de 15/07/18. 
d) Por se tratar de uma dívida líquida, o prazo para sua cobrança se encerrou em 04/04/2010. 
e) Maria Helena pode intentar ação judicial para a reparação dos danos até 15/07/2023. 
 
72 - Sobre a teoria geral do Direito Civil, analise as afirmativas a seguir. 
I. Em uma interpretação do Direito Civil conforme a Constituição Federal é inexigível o consentimento da 
pessoa biografada em relação a obras biográficas literárias ou audiovisuais. 
II. Para fins de desconsideração da personalidade jurídica, o Código Civil adotou a denominada teoria 
maior. 
III. O protesto cambial é causa suficiente para a interrupção da prescrição da pretensão creditícia. 
Está correto o que se afirma em 
a) II, somente. 
b) I e II, somente. 
c) I e III, somente. 
d) II e III, somente. 
e) I, II e III. 
 
73 - Em contrato de compra e venda a prazo, as partes convencionaram que o prazo de prescrição para 
cobrança de valores inadimplidos seria de 6 meses, apenas, e não o previsto na lei civil. Essa cláusula 
a) não tem validade, porque os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes, 
seja para reduzir, seja para ampliar esse prazo. 
b) não tem validade porque o acordo diminui o prazo prescricional, só sendo possível ampliar esse 
prazo, em benefício do titular do direito violado. 
c) tem validade, porque se trata de um negócio jurídico privado, prevalecendo o princípio de que o 
contrato faz lei entre as partes. 
d) tem validade nesse caso específico, porque se trata de compra e venda a prazo, que possui regra 
específica autorizando a diminuição dos prazos prescricionais. 
e) tem validade por diminuir o prazo da prescrição; não teria validade para ampliar o prazo, pois isso 
prejudicaria o devedor da obrigação contraída. 
 
74 - Em relação à prescrição, considere: 
I. A suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidáriosé personalíssima e não beneficia os 
demais em nenhuma hipótese. 
II. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita. 
III. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
IV. A prescrição iniciada contra uma pessoa cessa em relação ao seu sucessor. 
Está correto o que consta APENAS de 
a) I e IV. 
b)I, II e III. 
c) II, III e IV. 
d) I, III e IV. 
e) II e III. 
 
 
75 - Sobre a interrupção da prescrição, é INCORRETO afirmar: 
a) Poderá ocorrer até duas vezes através de decisão do Juiz. 
b) Dar-se-á por protesto cambial. 
c) Uma vez interrompida a prescrição, recomeça a correr da data do ato que a interrompeu, ou do 
último ato do processo para a interromper. 
d) Dar-se-á por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor. 
e) Pode ser interrompida por qualquer interessado. 
 
76 - A empresa “X”, fabricante de peças automotivas, contrata o engenheiro de segurança do trabalho 
Ricardo para atuar como assistente em uma reclamação trabalhista movida por três funcionários 
demitidos da empresa. As partes assinam contrato e estabelecem a remuneração pelos serviços que 
serão prestados. Ricardo conclui o seu trabalho e apresenta o laudo para o qual foi contratado. 
Contudo, a empresa “X” deixa de pagar os honorários contratados, no importe de R$ 8.000,00. Neste 
caso, concluído o trabalho e inadimplida a obrigação, a pretensão de Ricardo para cobrança dos seus 
honorários prescreve em: 
a) 5 anos. 
b) 1 ano. 
c) 3 anos. 
d) 10 anos. 
e) 4 anos. 
 
77 - Ao celebrar um contrato de locação, Camila, locadora, convenciona com Marcos, locatário, que em 
até 30 (trinta) dias o inquilino deve exercer a opção de permanecer, ou não, com o mobiliário do imóvel 
locado, valendo o silêncio como a rejeição da manutenção dos bens. 
 
 
A respeito dessa cláusula, é correto afirmar que se trata de prazo: 
a) prescricional e, portanto, regular a convenção; 
b) decadencial e, dessa forma, válido o lapso temporal; 
c) prescricional, pelo que irregular a convenção do período; 
d) decadencial, mas inválida a disposição acerca da duração; 
e) prescricional, mas deve observar o prazo de 5 anos. 
 
78 - Ana alugou o apartamento de Luiza, por meio de contrato em que as partes optaram, mediante 
cláusula expressa, por dispor que a proprietária somente poderia cobrar aluguéis vencidos e não pagos 
dos últimos seis meses. 
A respeito dessa cláusula, é correto afirmar que: 
a) resulta da liberdade das partes, pelo que deve ser observada; 
b) é regular, pois altera prazo decadencial; 
c) é irregular, visto que altera prazo prescricional; 
d) é condicionada ao não pagamento dos aluguéis no aludido período; 
e) deve ser a cada seis meses renovada para se manter regular. 
 
79 - A prescrição e a decadência são dois institutos previstos no Código Civil Brasileiro que dizem 
respeito ao direito material e ao direito de ação do indivíduo, estabelecendo prazos tanto para a perda 
do direito, quanto para a perda da pretensão. Apesar de os dois institutos serem confundidos, guardam 
inúmeras divergências. 
Quanto aos institutos da prescrição e decadência, pode-se afirmar que encontra-se em consonância com 
o Código Civil brasileiro a alternativa: 
a) A prescrição corre aos que estiverem fora do país a serviço das Forças Armadas. 
b) A prescrição extingue o direito. 
c) A decadência extingue a pretensão do interessado. 
d) É causa interruptiva da prescrição qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor . 
 
80 - Sobre os institutos de prescrição e decadência, de acordo com o previsto no Código Civil e com 
entendimento sumulado pelos Tribunais Superiores, assinale a alternativa correta. 
a) A prescrição pode ser interrompida mais de duas vezes, desde que as causas de interrupção sejam 
diversas. 
b) O pedido de pagamento de indenização à seguradora interrompe o prazo de prescrição até a prolação 
da decisão administrativa. 
c) A interrupção da prescrição produzida contra o devedor principal prejudica o fiador. 
d) O prazo decadencial, referente ao pedido de anulação de alterações de contrato social, é de 4 
(quatro) anos. 
e) Nas obrigações divisíveis, a suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidários aproveita 
aos demais. 
 
81 - Em um contrato, as partes pactuaram livremente o prazo de trinta dias para o exercício de eventual 
direito de arrependimento. 
Esse prazo possui natureza 
a) prescricional e pode ser reconhecido de ofício pelo juiz. 
b) prescricional e somente pode ser suscitado pelas partes. 
c) decadencial e pode ser reconhecido de ofício pelo juiz. 
d) decadencial e somente pode ser suscitado pelas partes. 
e) diversa da prescricional ou decadencial. 
 
82 - Sobre a interrupção da prescrição, assinale a alternativa correta. 
a) Apenas a parte que aproveita a prescrição pode interrompê-la. 
b) A interrupção da prescrição por um dos credores solidários não aproveita aos outros; assim como a 
interrupção efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros. 
c) A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á por qualquer ato 
inequívoco, desde que judicial, que importe reconhecimento do direito pelo devedor. 
d) A prescrição em favor da Fazenda Pública recomeça a correr, por dois anos e meio, a partir do ato 
interruptivo, mas não fica reduzida aquém de cinco anos, embora o titular do direito a interrompa 
durante a primeira metade do prazo. 
e) A interrupção da prescrição pode ocorrer mais de uma vez, desde que seja por ato judicial que 
constitua em mora o devedor. 
 
83 - Sobre a prescrição e a decadência, é CORRETO afirmar: 
a) A interrupção da prescrição é comum, aproveitando, em qualquer caso, a todos os credores ainda que 
somente um a tenha promovido. 
b) A prescrição está ligada às ações constitutivas e desconstitutivas; já a decadência está relacionada às 
ações condenatórias. 
c) As ações declaratórias, por serem direitos pessoais, estão sujeitas ao prazo prescricional de 5 anos. 
d) Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de 
jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação. 
 
 
84 - João proferiu ofensa pública direcionada a Carlos, valendo-se, para tanto, do uso de redes sociais 
para a propagação da informação. A ofensa ocorreu no dia 16 de abr. de 2015, sendo que Carlos moveu 
ação judicial contra João na data de 27 jun. 2018 com o intuito de ser indenizado pelas ofensas 
proferidas. Considerando os ditames da legislação civil, assinale a alternativa correta. 
a) O pedido da ação de Carlos deve ser julgado improcedente, visto que ofensas proferidas por meio de 
redes sociais possuem irrelevância diante do uso banalizado desse meio de comunicação, não sendo, 
portanto, tutelado pela legislação civil. 
b) A carga valorativa atribuída à ofensa pública gera a necessidade de reparação independentemente do 
meio utilizado para realizar a ofensa. Não sendo possível, entretanto, medir a extensão do ocorrido, o 
valor indenizatório deve ser fixado no mínimo positivado. 
c) De acordo com as datas expostas, em que pese o direito encontrar-se prescrito, este ainda não 
decaiu, sendo correto o ajuizamento da ação e seu normal prosseguimento para discussão da 
indenização apenas em vias de tratamento decadencial, visto que a prescrição impede o direito de agir, 
mas não a pretensão indenizatória. 
d) Não há o que se falar em prescrição em relação ao exposto no enunciado, tendo-se em vista que se 
aplica ao caso em tela o prazo prescricional quinquenário. 
e) O direito tratado na ação encontra-se prescrito e, por tratar-se de matéria de ordem pública, pode 
a ação ser liminarmente rejeitada por meio de seu julgamento com análise do mérito e de ofício pelo 
magistrado. 
 
85 - Interrompe-se a prescrição 
a) pendendo ação de evicção. 
b) não estando vencido o prazo. 
c) pendendocondição suspensiva. 
d) por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor. 
e) contra os absolutamente incapazes. 
 
86 - Em relação à prescrição, assinale a correta: 
a) A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de 
terceiro, antes que a prescrição se consumar. 
b) A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de 
terceiro, depois que a prescrição se consumar. 
c) A renúncia da prescrição somente pode ser expressa, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de 
terceiro, depois que a prescrição se consumar. 
d) A renúncia da prescrição somente pode ser expressa, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de 
terceiro, antes que a prescrição se consumar. 
 
87 - Sobre a prescrição e a decadência, é correto afirmar: 
a) contra os ébrios habituais, os viciados em tóxico e aqueles que, por causa transitória ou 
permanente, não puderem exprimir sua vontade, a prescrição e a decadência correm normalmente. 
b) antes de sua consumação, a interrupção da prescrição pode ocorrer mais de uma vez; aplicam-se à 
decadência as normas que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição, salvo disposição legal 
em contrário. 
c) a prescrição e a decadência legal e convencional podem ser alegadas em qualquer grau de jurisdição, 
podendo o juiz conhecê-las de ofício, não havendo necessidade de pedido das partes. 
d) é válida a renúncia à prescrição e à decadência fixada em lei, desde que não versem sobre direitos 
indisponíveis ou sobre questões de ordem pública ou interesse social. 
e) os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou 
representantes legais que derem causa à prescrição ou não a alegarem oportunamente; no que se 
refere à decadência, a lei não prevê a referida ação regressiva. 
 
88 - Com relação à prescrição 
a) sua interrupção, produzida contra o principal devedor, não prejudica o fiador, pois este se obriga 
autonomamente. 
b) sua interrupção, produzida por um credor aproveita aos outros; do mesmo modo, a interrupção 
operada contra o codevedor, ou seu herdeiro, prejudica aos demais coobrigados. 
c) pode ser interrompida por qualquer interessado. 
d) ocorre em cinco anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
e) suspensa em favor de um dos credores solidários, só aproveitam aos outros se a obrigação for 
divisível. 
 
89 - A respeito da prescrição e decadência, assinale a alternativa correta. 
a) Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue pela prescrição; a exceção 
prescreve nos prazos processuais previstos em lei especial, não havendo coincidência com os prazos da 
pretensão, em razão da sua disciplina própria. 
b) A renúncia à prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de terceiro, 
antes de a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do interessado, 
incompatíveis com a prescrição. 
c) Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes; a prescrição pode ser alegada em 
qualquer grau de jurisdição pela parte a quem aproveita e, iniciada contra uma pessoa, continua a 
correr contra o seu sucessor. 
d) A interrupção da prescrição pode se dar por qualquer interessado, somente poderá ocorrer uma 
vez e, após interrompida, recomeça a correr da data do ato que a interrompeu, ou do último ato do 
processo para a interromper. 
e) Não corre a prescrição entre os cônjuges e/ou companheiros, na constância da sociedade conjugal, 
entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar, bem como contra os relativamente 
incapazes. 
 
90 - Considere as proposições abaixo, a respeito do tema prescrição e decadência: 
I. Se a parte não alegar prescrição na contestação, opera-se a preclusão, sendo vedado que o faça em 
grau de recurso. 
II. O falecimento do devedor interrompe o curso do prazo prescricional. 
III . A prescrição não corre entre os cônjuges, mesmo depois do fim da sociedade conjugal. 
IV. É possível a renúncia à prescrição, expressa ou tácita, desde que não traga prejuízo a terceiros e 
desde que seja realizada depois de se consumar. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I, II e III. 
b) I e IV. 
c) III e IV. 
d) IV. 
e) II. 
 
91 - Em um contrato de prestação de serviços, Jorge (pintor) e Renata (contratante) dispuseram que o 
pagamento do serviço somente poderia ser judicialmente exigido em até um ano após o vencimento da 
dívida. 
Essa disposição contratual é considerada: 
a) válida, visto que se trata de um prazo decadencial, que pode ser alterado pelos contratantes; 
b) nula, pois um prazo prescricional não pode ser alterado pelos contratantes; 
c) válida, desde que o prazo prescricional dessa espécie de obrigação seja inferior ao acordado; 
d) nula, porque o prazo decadencial não pode ser alterado pelos contratantes; 
e) válida, pois o prazo prescricional pode ser alterado pelos contratantes. 
 
92 - Em 2013, ao atravessar o cruzamento com o sinal vermelho, uma moça foi atropelada 
acidentalmente por um motociclista. Diante da gravidade dos ferimentos, a moça só se recuperou 
integralmente em 2014. Durante esse período, os dois iniciaram um relacionamento e, em 2015, 
casaram-se. Em 2017, o casamento chega ao fim. A moça, então, decide ingressar com ação 
indenizatória para obter a reparação dos danos sofridos no acidente. 
Com base na situação narrada, de acordo com o Código Civil de 2002, a 
a) contagem do prazo prescricional ficou suspensa durante a constância da sociedade conjugal e 
voltará a correr com o divórcio do casal. 
b) pretensão da moça à reparação prescreverá três anos após o divórcio, por força de causa impeditiva. 
c) pretensão da moça à reparação civil frente ao rapaz prescreveu três anos após o acidente. 
d) pretensão da moça prescreverá em 2018, já que o seu casamento interrompeu a contagem do prazo 
prescricional. 
e) pretensão da moça à reparação civil prescreverá três anos após o divórcio, já que a ocorrência de 
causa interruptiva faz recomeçar a contagem do prazo prescricional. 
 
 
 
93 - Pedro é dono de um laticínio que fornecia queijos para o restaurante de Paulo. Um certo dia, Paulo 
encomendou duzentos quilos de queijo para a realização de um grande casamento, mas Pedro não 
realizou a entrega. Paulo, dois anos após o incidente, ajuizou ação de reparação de danos materiais e 
morais contra Pedro, alegando o enriquecimento sem causa e exigindo a reparação civil dos danos 
experimentados. Após análise do caso hipotético, é correto afirmar que a pretensão de Paulo 
a) está prescrita, considerando que o prazo para ressarcimento de enriquecimento sem causa é de um 
ano. 
b) não está prescrita, considerando que o prazo para ressarcimento de enriquecimento sem causa é de 
cinco anos. 
c) está prescrita, mas o prazo pode ser alterado por acordo entre as partes. 
d) não está prescrita, considerando que o prazo para ressarcimento de enriquecimento sem causa é 
de três anos. 
e) não será conhecida em juízo, considerando a extinção do direito pelo decurso do tempo. 
 
94 - No Direito Civil brasileiro atual, a prescrição 
a) se interrompe e é contada desde o seu início, no caso de morte do credor. 
b) admite renúncia tácita, quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a 
prescrição. 
c) não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, salvo para beneficiar incapaz. 
d) não corre entre os cônjuges até o momento do divórcio ou de outra causa extintiva do matrimônio. 
e) se interrompe pela citação válida. 
 
95 - Em 20/03/2017 a Fazenda Pública do Estado de Tocantins ajuizou ação indenizatória em face do 
causador de um acidente de trânsito, ocorrido em 20/02/2014, do qual resultou a destruição de uma 
viatura oficial. Na sentença, de ofício, reconheceu-se que o prazo prescricional para a pretensão de 
reparação civil era de 3 anos, razão por que se julgouimprocedente o pedido. Em recurso de apelação, 
poderá o Procurador do Estado alegar a não ocorrência de prescrição, 
a) se estiver demonstrado que, desconsiderados os períodos em que houve suspensão dos prazos 
processuais, o prazo trienal não se consumou. 
b) exclusivamente pela impossibilidade de seu reconhecimento de ofício, por ser a autora a Fazenda 
Pública. 
c) fundando-se no Decreto no 20.910/1932, aplicável por isonomia, o qual estabelece que o prazo 
prescricional nas ações contra a Fazenda Pública é quinquenal, existindo recentes julgados do 
Superior Tribunal de Justiça neste sentido. 
d) se estiver demonstrado que, descontado o tempo em que tramitou sindicância interna para apuração 
de responsabilidade do condutor da viatura oficial, não se completou o triênio prescricional. 
e) se estiver demonstrado que desde a notificação extrajudicial do réu, por meio da qual solicitou o 
pagamento da indenização, não se completou o triênio prescricional. 
 
96 - No que diz respeito ao instituto da prescrição, o Código Civil Brasileiro de 2002 dispõe que 
prescreve 
a) em um ano a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e 
professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos 
respectivos contratos ou mandato. 
b) em dois anos a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações acessórias, pagáveis, 
em períodos não maiores de um ano, com capitalização ou sem ela. 
c) em três anos a pretensão do beneficiário contra o segurador, e a do terceiro prejudicado, no caso 
de seguro de responsabilidade civil obrigatório. 
d) em cinco anos a pretensão contra os peritos, pela avaliação dos bens que entraram para a formação 
do capital de sociedade anônima, contado da publicação da ata da assembleia que aprovar o laudo. 
 
97 - Mineração S/A contratou seguro de responsabilidade civil com Seguradora S/A, que tinha como 
objeto a garantia de indenização por eventuais danos ambientais que a contratante viesse a ocasionar. 
Dentre as cláusulas contratuais, as partes estabeleceram, sob pena de perda da garantia, que na 
hipótese de ocorrência de qualquer dano passível de indenização, Mineração S/A deveria comunicar o 
ocorrido em até 30 (trinta) dias. Também ajustaram reduzir os prazos prescricionais pela metade, tudo 
com o intento de adequar o valor do prêmio. 
A respeito de ambas as cláusulas, é correto afirmar que: 
a) são nulas, visto que não se faculta às partes alterar prazos decadenciais e prescricionais; 
b) é válida a disposição acerca do prazo decadencial; 
c) são válidas, pois tratam de condições do negócio jurídico; 
d) é válido o ajuste quanto ao prazo prescricional; 
e) são nulas, pois encerram condições meramente potestativas para o segurado. 
 
98 - De acordo com o Código Civil, a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de 
instrumento público ou particular prescreve em: 
a) 2 (dois) anos. 
b) 3 (três) anos. 
c) 4 (quatro) anos. 
d) 5 (cinco) anos. 
e) 10 (dez) anos. 
 
99 - Dentre as hipóteses previstas no Código Civil em que não corre a prescrição, tem-se a existente 
entre: 
a) autor e réu em ação de oposição 
b) ausentes e presentes quando familiares 
c) tutelados e seus tutores, durante ou após a tutela 
d) os cônjuges, na constância da sociedade conjugal 
 
 
100 - Maria vendeu um imóvel a João, pelo valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), na data de 
01.01.2004. Foi assinado um instrumento público de compromisso de compra e venda, estipulando que 
João deveria pagar o valor devido a Maria em 24 parcelas. Foi prevista cláusula resolutiva expressa, a 
partir do 30° dia do inadimplemento de qualquer parcela. A primeira parcela venceu no dia 01.03.2004. 
Em razão do cumprimento do contrato, credor e devedor se encontravam todo mês. Eles iniciaram um 
relacionamento amoroso e casaram em 01.07.2004. Na data do casamento, haviam sido pagas 3 
parcelas, tendo sido a última parcela paga no dia 01.05.2004; a 4ª parcela venceria no dia 01.06.2004 e 
não foi paga. A partir do casamento, nada mais foi pago. O relacionamento, entretanto, era conturbado 
e, em 01.07.2011, houve o divórcio. Após o divórcio, Maria ingressou na carreira de Diplomata, tendo 
iniciado o exercício de suas funções no consulado do Egito em 01.07.2015, somente retornando ao 
Brasil em 01.07.2016. Após o retorno ao Brasil ajuizou, em 30.06.2017, uma ação de execução de título 
executivo extrajudicial, para obter os valores não pagos por João, que foi citado em 01.08.2017. 
 
É correto afirmar que a execução judicial 
a) deve ser admitida, tendo em vista que a dívida somente prescreverá em 01.07.2021. 
b) deverá ser extinta, tendo em vista que a dívida prescreveu em 01.07.2009. 
c) deverá ser extinta, tendo em vista que a dívida prescreveu em 01.07.2017, data anterior à citação. 
d) deve ser admitida, tendo em vista que o ajuizamento da ação se deu antes da data da prescrição. 
e) deverá ser extinta, tendo em vista que a dívida prescreveu em 01.07.2016. 
 
101 - Em janeiro de 2010, acidente de trânsito culposamente provocado por Ricardo causou danos 
materiais a Tereza, pessoa maior e capaz. Dois anos depois do acidente, em janeiro de 2012, Tereza 
promoveu em face de Ricardo protesto interruptivo da prescrição. Dois anos depois, em janeiro de 
2014, promoveu novo protesto. Dois anos mais tarde, em janeiro de 2016, ajuizou contra Ricardo ação 
pleiteando indenização por conta do acidente. Nesse caso, considerando que prescreve em três anos a 
pretensão de reparação civil, conclui-se que 
a) ao tempo do ajuizamento da ação, a pretensão não estava prescrita. 
b) a prescrição ocorreu no ano de 2015, podendo ser pronunciada de ofício pelo juiz. 
c) a prescrição ocorreu no ano de 2015, não podendo ser pronunciada de ofício pelo juiz. 
d) ao tempo do segundo protesto, já se havia consumado a prescrição, que poderá ser pronunciada de 
ofício pelo juiz. 
e) ao tempo do segundo protesto, já se havia consumado a prescrição, que não poderá ser pronunciada 
de ofício pelo juiz. 
 
102 - Por força de contrato, Antônio e Joaquim se tornaram credores solidários de Beatriz, que deixou 
de cumprir no vencimento a prestação a que se havia obrigado. Nesse caso, suspensa a prescrição em 
favor de Antônio, por conta da sua incapacidade absoluta, essa suspensão 
a) não aproveitará a Joaquim, independentemente de a obrigação ser ou não divisível. 
b) somente aproveitará a Joaquim se a obrigação for indivisível. 
c) somente aproveitará a Joaquim se a obrigação for divisível. 
d) aproveitará a Joaquim independentemente de a obrigação ser ou não divisível. 
e) aproveitará a Joaquim, seja a obrigação divisível ou indivisível, porém limitada ao prazo máximo de 
cinco anos. 
 
103 - A prescrição, como fato jurídico, que cria uma exceção destinada a neutralizar a eficácia da 
pretensão, para os particulares contra a Fazenda Pública, em se tratando de direitos pessoais 
patrimoniais, ocorre no prazo de 
a) dois anos. 
b) três anos. 
c) cinco anos. 
d) dez anos. 
 
104 - Acerca da prescrição e da decadência, considere: 
I. A prescrição iniciada contra uma pessoa se interrompe na hipótese do seu falecimento, voltando a 
correr, pelo prazo integral, contra os seus sucessores. 
II. O juiz deverá conhecer de ofício da decadência, salvo se for convencional, caso em que só poderá 
pronunciá-la se alegada pela parte a quem ela aproveita. 
III. Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes, desde que se trate de direito 
disponível. 
IV. É nula a renúncia à decadência fixada em lei, admitindo-se, porém, a renúncia da prescrição, que 
poderá ser expressa ou tácita. 
V. Em regra, salvo disposição legal em contrário, aplicam-se à decadência as normas que impedem, 
suspendem ou interrompem a prescrição. 
 
 
Está correto o que consta APENAS em 
a) I e V. 
b) II e III. 
c) I e III.d) II e IV. 
e) IV e V. 
 
105 - Sobre os institutos da prescrição e da decadência previstos no Código Civil, assinale a alternativa 
CORRETA. 
a) Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de 
jurisdição e o juiz pode reconhecê-la de ofício. 
b) É juridicamente possível renunciar à decadência fixada em lei. 
c) A interrupção da prescrição produzida contra o principal devedor não gera efeitos sobre o fiador. 
d) Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
e) A suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidários só beneficia os outros se a 
obrigação for divisível. 
 
106 - Se uma pessoa, no dia 5 de dezembro de 2018, terça-feira, sofrer dano material em decorrência de 
acidente provocado por motorista que avançou sobre a faixa de pedestre, o prazo prescricional para que 
ela obtenha a indenização será contado a partir do dia 
a) 5 de dezembro de 2018. 
b) 11 de dezembro de 2018. 
c) 6 de dezembro de 2018. 
d) 8 de dezembro de 2018. 
e) 7 de dezembro de 2018. 
 
107 - No que se refere a prescrição e decadência em desfavor de um indivíduo de dezessete anos de 
idade, assinale a opção correta. 
a) Correm normalmente tanto os prazos prescricionais como os decadenciais. 
b) Os prazos prescricionais somente se iniciam quando o indivíduo completar dezoito anos de idade. 
c) Adota-se tanto para os prazos prescricionais quanto para os decadenciais o prazo de dez anos. 
d) Não correm os prazos prescricionais nem decadenciais. 
 
108 - A legislação brasileira apresenta diversas hipótese em que o negócio jurídico será invalidado. Com 
base nos seus conhecimentos, bem como nos dispositivos legais, assinale a alternativa correta 
a) O negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação, mas pode ser confirmado em virtude do 
transcurso do tempo 
b) Será necessariamente anulado o negócio jurídico que contiver vício resultante de erro ou estado de 
perigo 
c) O prazo decadencial para requerer a anulação do negócio jurídico realizado por incapaz será contado 
a partir do dia em que cessar a incapacidade 
d) Ocorrerá simulação apenas quando os instrumentos particulares forem antedatados ou pós-
datados, não subsistindo outra disposição legal sobre a simulação 
e) As nulidades dos negócios jurídicos só poderão ser arguidos pelas partes, vedada qualquer 
manifestação de outros interessados ou do Ministério Público. 
 
 
110 - O fenômeno da prescrição é regulamentado pelo Código Civil brasileiro e contempla as hipóteses 
de ocorrência e todas as suas nuances. Verifique as alternativas abaixo e assinale a alternativa correta 
sobre a prescrição em Direito Civil: 
a) Não há interrupção na contagem do prazo prescricional na hipótese de protesto cambial 
b) Não corre a prescrição entre ascendente e descendente durante o exercício do poder familiar 
c) Prescreve em dois anos a pretensão do segurado contra o segurador 
d) A prescrição iniciada contra uma pessoa não volta a correr em face de seu sucessor 
e) A prescrição corre mesmo quando há pendente condição suspensiva 
 
111 - Sobre o instituto da decadência em direito civil, assinale a alternativa incorreta. 
a) É nula a renúncia à decadência fixada por lei 
b) Se aplica à decadência as normas referentes à suspensão e interrupção da prescrição, independente 
da vontade das partes 
c) Os relativamente incapazes podem ingressar contra aqueles que derem causa à decadência 
d) Quando a decadência for estabelecida por lei, o juiz pode conhecê-la de ofício 
e) A norma que impede a prescrição não se aplica à decadência, salvo disposição em contrário. 
 
112 - Não é uma causa de interrupção do prazo prescricional em âmbito civil. 
a) O protesto cambial 
b) A prolação de sentença de mérito 
c) O ato judicial que constitua em mora o devedor 
d) O despacho que ordenar citação 
e) A apresentação do título de crédito em juízo de inventário 
 
113 - Prescreve em 01(um) ano: 
a) A pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias. 
b) A pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa. 
c) A pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações acessórias, pagáveis, em períodos 
não maiores de um ano, com capitalização ou sem ela. 
d) A pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a consumo no próprio 
estabelecimento, para o pagamento da hospedagem ou dos alimentos e a pretensão do segurado contra 
o segurador, ou a deste contra aquele. 
 
114 - No que atina aos institutos da prescrição e da decadência, assinale a alternativa correta. 
a) Os prazos decadenciais convencionais nunca poderão ser alterados pelas partes. 
b) As causas que ensejam a prescrição poderão ser suspensas ou interrompidas, paralisações estas que 
poderão ocorrer tantas vezes quantas forem necessárias. 
c) É de três anos o prazo prescricional para a cobrança de créditos líquidos materializados em 
instrumentos particulares ou públicos. 
d) Não flui prazo prescricional contra os relativamente incapazes. 
e) Inadmite expressamente a lei a manipulação pelas partes dos prazos prescricionais. 
 
 
115 - Sobre a Prescrição no Código Civil, assinale a alternativa correta: 
a) Prescreve em 5 (cinco) anos a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento 
público ou particular. 
b) A prescrição ocorre em 20 (vinte) anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
c) Prescreve em 1 (um) ano a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos. 
d) Prescreve em 3 (três) anos o direito ao ressarcimento de enriquecimento sem causa. 
e) A prescrição interrompida corre pelo prazo restante a correr da data do ato que a interrompeu, ou do 
último ato do processo para a interromper. 
 
118 - Rodrigo, de 18 anos de idade, está cursando universidade e, após demandar em juízo, 
demonstrando que não tem condições financeiras para pagar suas despesas, obtém a fixação de 
alimentos pelo Magistrado no importe de R$ 2.000,00 por mês a ser suportado pelo seu genitor Paulo. 
Havendo inadimplemento das prestações alimentares pelo genitor, nos termos estabelecidos pelo 
Código Civil, Rodrigo deverá observar, a partir do vencimento de cada prestação, o prazo prescricional 
de cobrança de 
a) 2 anos. 
b) 3 anos. 
c) 5 anos. 
d) 1 ano. 
e) 4 anos. 
 
119 - Prescreve em 03(três) anos, EXCETO: 
a) a pretensão de haver prestações alimentares, a partir da data em que vencer cada uma delas. 
b) a pretensão de reparação civil. 
c) a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa. 
d) a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos e rústicos. 
 
120 - Há anos Fábio mantém apólice de seguros em que uma das coberturas era a ocorrência de 
invalidez total e permanente por doença. No início do ano de 2017, Fábio começou a enfrentar diversos 
problemas de saúde, de índole psiquiátrica. Em 15 de julho de 2017, uma junta médica avaliou o 
paciente e constatou que a doença causou em Fábio consequências que o tornaram total e 
permanentemente inválido para toda e qualquer atividade laborativa. Do ponto de vista da capacidade 
civil, foi considerado relativamente incapaz, por não conseguir exprimir sua vontade de forma plena 
durante todo o tempo. Em 1º de julho de 2018, Fábio reuniu e encaminhou à seguradora toda a 
documentação exigida pela apólice. De acordo com as condições contratuais, o prazo da seguradora 
para avaliar a documentação e efetuar o pagamento da indenização era de 30 (trinta) dias. Assim, no dia 
29 de julho de 2018 a seguradora confeccionou e entregou carta ao segurado, informando que deixaria 
de pagar a indenização, na medida em que a pretensão do segurado estaria prescrita. Nesse contexto, é 
correto que 
a) a prescrição é ânua, a contar da data em que o segurado teve ciência da negativa de indenização (29 
de julho de 2018). 
b) a prescrição é trienal, portanto a pretensão de Fábionão está prescrita. 
c) a prescrição é ânua e a pretensão de Fábio não está prescrita, pois o pedido de indenização à 
seguradora suspendeu o prazo prescricional. 
d) a prescrição é ânua e a pretensão de Fábio está prescrita, pois decorreu mais de um ano entre 15 de 
julho de 2017 e 29 de julho de 2018. 
e) não corre prazo prescricional em desfavor de Fábio, na medida em que foi constatada sua relativa 
incapacidade para exercer os atos da vida civil. 
 
121 - Maria, Carla e Luciana são credoras solidárias da quantia de R$ 3.000 de Antônio. Maria casou-se 
com Antônio. Na constância da sociedade conjugal, houve a perda da pretensão de recebimento do 
crédito de Carla e Luciana em relação a Antônio. Posteriormente, insatisfeita com o relacionamento, 
Maria divorciou-se de Antônio e ingressou com ação de cobrança contra ele. 
 
 
A respeito dessa situação hipotética, assinale a opção correta de acordo com o Código Civil. 
a) O casamento de Maria com Antônio é causa interruptiva da prescrição. 
b) O prazo de prescrição pode ser alterado mediante acordo entre as credoras e Antônio. 
c) Maria não pode renunciar tacitamente à prescrição. 
d) A suspensão da prescrição em favor de Maria aproveita às demais credoras solidárias. 
e) Maria pode exigir de Antônio o cumprimento da prestação por inteiro. 
 
122 - Assinale a alternativa correta quanto aos Prazos da Prescrição. 
a) Em um ano, a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a consumo no 
próprio estabelecimento, para o pagamento da hospedagem ou dos alimentos. 
b) Em dois anos, a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que se vencerem. 
c) Em três anos, a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias. 
d) Em quatro anos, a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações acessórias, 
pagáveis, em períodos não maiores de um ano, com capitalização ou sem ela. 
e) Em cinco anos, a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou 
particular. 
 
123 - A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á nos seguintes casos: 
I. por despacho do juiz, exceto incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a promover no 
prazo e na forma da lei processual. 
II. por protesto, nas condições do inciso antecedente. 
III. por protesto cambial. 
IV. pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credores. 
V. por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor. 
VI. por qualquer ato inequívoco, exceto extrajudicial, que importe reconhecimento do direito pelo 
devedor. 
É correto o que se apresenta em 
a)I, III, IV e V, apenas. 
b) II, III, IV e V, apenas. 
c) I, II, IV, V e VI, apenas. 
d) I, II, III e IV e VI, apenas. 
e) I, II, III, V e VI apenas. 
 
124 - De acordo com as disposições gerais do capítulo do Código civil que trata da prescrição é correto 
afirmar EXCETO: 
a) A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor. 
b) A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de 
terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do 
interessado, incompatíveis com a prescrição. 
c) Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes. 
d) A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita. 
 
125 - Em relação à prescrição e decadência, responda de acordo com o Código Civil: 
I. A interrupção da prescrição e da decadência pode ocorrer mais de uma vez no curso do prazo. 
II. A interrupção do prazo prescricional por um dos credores solidários aproveita aos outros. 
III. A interrupção da prescrição produzida contra o principal devedor não prejudica o fiador. 
Assinale a alternativa correta: 
a) Apenas as assertivas I e III são verdadeiras. 
b) Apenas as assertivas I e II são verdadeiras. 
c) Apenas a assertiva II é verdadeira. 
d) Todas as assertivas são verdadeiras. 
 
126 - Considere as seguintes afirmativas sobre os temas da prescrição e da decadência no âmbito do 
Código Civil. Assinale a alternativa CORRETA. 
a) Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes. 
b) A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor. 
c) Corre a prescrição, ainda que pendente ação de evicção. 
d) A interrupção da prescrição por um credor aproveita aos outros. 
e) A prescrição ocorre em vinte anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
 
127 - Assinale a alternativa que está de acordo com as disposições do Código Civil referente aos 
Institutos da Prescrição e da Decadência. 
a) A decadência legal somente pode ser renunciada por pessoa maior e capaz. 
b) Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de 
jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação. 
c) A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, não podendo ser alegada pela parte a 
quem aproveita. 
d) Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo cível ou criminal, não correrá a 
prescrição antes da respectiva sentença definitiva. 
e) A renúncia à decadência pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de 
terceiro, depois que se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do interessado, 
incompatíveis com tal instituto. 
 
128 - Pedro celebra contrato de seguro, com cobertura para invalidez total e permanente. Em 20 de 
outubro de 2008, é vítima de acidente. Fica hospitalizado e passa por longo tratamento médico. 
Cientificado em 20 de julho de 2010 de que é portador de incapacidade total e permanente, formula 
pedido administrativo de pagamento da indenização securitária em 20 de novembro de 2010. A 
seguradora alega que não há cobertura e, em 20 de setembro de 2011, formaliza a recusa ao 
pagamento da indenização, cientificando o segurado. Inconformado, Pedro propõe ação de cobrança de 
indenização securitária em 20 de janeiro de 2012. 
Assinale a alternativa correta. 
a) A ação deve ter prosseguimento, uma vez que o prazo para propositura teve início no momento em 
que Pedro teve ciência da incapacidade, que o prazo foi suspenso com a formulação do pedido 
administrativo e voltou a fluir com a cientificação da recusa da seguradora, e que na relação entre 
segurado e seguradora o prazo para a propositura é de 1 (um) ano, conforme dispõe o artigo 206, § 1°, 
inciso II, “b”, do Código Civil. 
b) O direito de ação está atingido pela prescrição, uma vez que o prazo para propositura teve início na 
data do acidente e que na relação entre segurado e seguradora o prazo para a propositura é de 1 (um) 
ano, conforme dispõe o artigo 206, § 1° , inciso II, “b”, do Código Civil. 
c) A ação deve ter prosseguimento porque o prazo de prescrição envolvendo a pretensão de beneficiário 
contra a seguradora é de 3 (três) anos, conforme dispõe o artigo 206, § 3° , do Código Civil, e a 
contagem tem início com a cientificação da incapacidade. 
d) O direito de ação está atingido pela prescrição, uma vez que, embora o prazo para propositura seja de 
3 (três) anos, conforme dispõe o artigo 206, § 3° , do Código Civil, a contagem teve início na data do 
acidente e não houve causa de interrupção. 
 
129 - Sobre prescrição, pode-se afirmar que 
a) a supressão de parcela de pensão configura negativa do próprio fundo de direito, gerando a não 
incidência da relação de trato sucessivo. 
b) as causas impeditivas, no Código Civil de 2002, paralisam temporariamente o prazo prescricional até 
que cesse a causa de paralização, voltando a contar o prazo restante. 
c) foram mantidos, no Código Civil de 2002, os prazos de prescrição do Código Civil de 1916, a saber: 
vinte anos para ações pessoais e dez anos para as reais, entre presentes, e de quinze anos entre 
ausentes. 
d) nãocorre prazo prescricional contra pessoas absolutamente e relativamente incapazes. 
 
130 - Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela prescrição, nos prazos a 
que aludem os artigos 205 e 206 do Código Civil de 2002. Assinale a alternativa correta na qual o prazo 
prescricional e/ou o termo a quo se relaciona com o direito violado: 
a) Prescreve em 01 (um) ano a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos. 
b) O termo a quo da pretensão do segurado em desfavor do segurador inicia-se da ciência do fato 
gerador da pretensão no caso de seguro de responsabilidade civil, e quanto aos demais tipos de seguros, 
da data em que é citado para responder à ação de indenização proposta pelo terceiro prejudicado, ou 
da data que a este indeniza, com a anuência do segurador. 
c) Prescreve em 05 (cinco) anos a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações 
acessórias, pagáveis, em períodos não maiores de um ano, com capitalização ou sem ela. 
d) Prescreve em 01 (um) ano: a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a 
consumo no próprio estabelecimento, para o pagamento da hospedagem ou dos alimentos e a 
pretensão do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele. 
 
Prova 
 
131 - Quanto às provas, segundo o Código Civil, analise as afirmativas a seguir. 
I. Os documentos redigidos em língua estrangeira não precisam ser traduzidos para o português para ter 
efeitos legais no Brasil. 
II. As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários, porém, não tendo relação direta com as disposições principais ou com a legitimidade das 
partes, as declarações enunciativas não eximem os interessados do ônus de prová-las. 
III. A escritura pública, redigida em língua portuguesa e lavrada em notas de tabelião, é documento 
dotado de fé pública, fazendo prova plena, mesmo que o comparecente não saiba a língua nacional e, 
neste caso, desde que o tabelião entenda o idioma em que se expressa. 
IV. O fato jurídico pode ser provado pela confissão que é irrevogável, porém, pode ser anulada se 
decorreu de erro de fato ou de coação. 
Estão corretas as afirmativas 
a) I, II, III e IV. 
b) I e IV, apenas. 
c) I, II e III, apenas. 
d) II, III e IV, apenas. 
 
132 – A respeito das teorias e meios de prova previstas no Código Civil e Tribunais Superiores, é correto 
afirmar: 
a) a pessoa com deficiência poderá testemunhar em igualdade de condições com as demais pessoas, 
sendo-lhe assegurados todos os recursos de tecnologia assistiva. 
b) não há previsão legal sobre a possibilidade de ser admitido o depoimento de cônjuge, ascendente ou 
descendente. 
c) em ação investigatória, a recusa do suposto pai a submeter-se ao exame de DNA induz presunção 
juris et de juris paternidade. 
d) um advogado pode ser obrigado a depor sobre fato de seu cliente desde que seja necessário para a 
prova de fatos que só ele conhece. 
e) qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova escrita é admissível como subsidiária ou 
complementar da prova testemunhal. 
 
133 - Considerando que a realização do negócio jurídico poderá ser comprovada por meio de 
testemunhas, assinale a alternativa correta. 
a) Qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova testemunhal é admissível como subsidiária 
ou complementar da prova por escrito. 
b) A prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios jurídicos cujo valor não ultrapasse o 
décuplo do maior salário-mínimo vigente no País ao tempo em que foram celebrados. 
c) Podem ser admitidos como testemunhas de um negócio jurídico, os colaterais, até o terceiro grau de 
alguma das partes, por consanguinidade, ou afinidade. 
d) O cônjuge, bem como o ascendente e o descendente em qualquer grau, podem ser admitidos como 
testemunhas, desde que tenham participado, de alguma forma, na elaboração da disposição de 
vontade. 
e) O tutor, representante legal do incapaz, pode testemunhar sobre a prova de fatos que só eles 
conheçam, desde que tenha assistido o incapaz no ato. 
 
134 - Quanto à prova dos fatos jurídicos, analise as seguintes assertivas: 
I. A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação. 
II. A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo prova 
plena, desde que observado o cumprimento das exigências legais e fiscais inerentes à legitimidade do 
ato. 
III. O instrumento particular, quando assinado por quem esteja na livre administração de seus bens, faz 
prova e opera seus efeitos, a respeito de terceiros, independentemente de qualquer registro público. 
IV. As declarações constantes de documentos assinados se presumem verdadeiras em relação aos 
signatários apenas se confirmadas, no mesmo documento, por duas testemunhas. 
Quais estão INCORRETAS? 
a) Apenas I e IV. 
b) Apenas III e IV. 
c) Apenas I, II e III. 
d) Apenas I, II e IV. 
e) Apenas II, III e IV. 
 
135 - Sobre a teoria geral e meios de prova, assinale a alternativa correta. 
a) A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo prova 
plena. 
b) O fato jurídico não pode ser provado por presunção. 
c) A confissão pode ser revogada quando restar comprovado arrependimento da parte. 
d) As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários, desde que as assinaturas sejam reconhecidas em cartório. 
e) Apenas nos negócios jurídicos cujo valor seja inferior a trinta salários mínimos, a prova testemunhal é 
admissível como subsidiária ou complementar da prova por escrito. 
 
136 - A respeito das disposições gerais do negócio jurídico e da prova dos fatos jurídicos, de acordo com 
o Código Civil atualmente em vigor, 
a) as declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários e terceiros mencionados. 
b) a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, 
transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de qualquer valor. 
c) salvo os casos expressos, a prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios jurídicos 
cujo valor não ultrapasse o décuplo do maior salário mínimo vigente no País ao tempo em que foram 
celebrados. 
d) o instrumento particular, feito por terceiro e somente assinado por quem esteja na livre disposição 
e administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor. 
e) a cópia fotográfica de documento, conferida por tabelião de notas, valerá como prova de declaração 
da vontade, e, ainda que impugnada sua autenticidade, dispensa a exibição do original. 
 
137 - A respeito do instituto das provas, o Código Civil de 2002 regula que não podem ser admitidas 
como testemunhas 
a) as pessoas que, por enfermidade ou retardamento mental, não tiverem discernimento para a prática 
dos atos da vida civil. 
b) os cegos e surdos, quando a ciência do fato que se quer provar dependa dos sentidos que lhes faltam. 
c) os cônjuges, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o terceiro grau de alguma das 
partes, por consanguinidade ou afinidade. 
d) os cônjuges, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o quarto grau de alguma das partes, 
por consanguinidade ou afinidade. 
e) os cônjuges, os ascendentes, os descendentes e os colaterais de qualquer grau. 
 
138 - Sobre os meios de prova, assinale a alternativa correta. 
a) A confissão feita por um representante somente é eficaz nos limites em que este pode vincular o 
representado. 
b) A pessoa com deficiência não pode ser admitida como testemunha. 
c) O instrumento particular feito e assinado, ou somente assinado por quem esteja de livre disposição e 
administração de seus bens, prova as obrigações convencionais para os negócios jurídicos no valor de 
até trinta salários-mínimos.d) Os documentos redigidos em língua estrangeira terão efeitos legais no país caso todas as partes 
envolvidas estejam de acordo. 
e) O colateral de quarto grau de alguma das partes não pode ser admitido como testemunha. 
 
139 - Está CORRETO afirmar que: 
a) A “quitação regular” referida no art. 319 do Código Civil engloba a quitação dada por meios 
eletrônicos ou por quaisquer formas de “comunicação a distância”, assim entendida aquela que 
permite ajustar negócios jurídicos e praticar atos jurídicos sem a presença corpórea simultânea das 
partes ou de seus representantes. 
b) É incabível a desconsideração da personalidade jurídica denominada “inversa” para alcançar bens de 
sócio que se valeu da pessoa jurídica para ocultar ou desviar bens pessoais, com prejuízos a terceiros. 
c) O documento eletrônico por si só não tem valor probante em juízo, pois não é apto a conservar a 
integridade de seu conteúdo e idôneo a apontar sua autoria, ainda que se utilize o sistema de 
criptografia assimétrica adotado pelo Brasil nos termos da legislação, baseado em chave pública e chave 
privada. 
d) O prazo prescricional de três anos para a pretensão de reparação civil aplica-se à responsabilidade 
contratual, contudo não se aplica à responsabilidade extracontratual. 
 
140 - Sobre "provas" no Código Civil, assinale a alternativa correta. 
a) A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz não pode suprir a prova que se pretendia obter com o 
exame. 
b) Não podem ser admitidos como testemunhas os menores de dezoito anos. 
c) A confissão é revogável e somente pode ser anulada se decorrente de coação. 
d) As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
destinatários. 
e) Não tem eficácia a confissão proveniente de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem 
os fatos confessados. 
 
141 - Assinale a alternativa correta sobre as provas e seus meios de produção. 
a) A confissão é ato revogável, mas será ineficaz a revogação se realizada após provimento jurisdicional 
que tenha utilizado a confissão como fundamento para sua decisão. 
b) É lícita, em regra, a gravação de conversa telefônica realizada por um dos interlocutores sem 
autorização judicial ou autorização expressa do outro interlocutor. 
c) O cônjuge pode ser admitido como testemunha, desde que o regime de bens do casal seja o da 
separação total. 
d) A recusa à realização de exame médico necessário não pode gerar presunção em desfavor daquele 
que se recusou a realizá-lo. 
e) Os menores de idade não podem ser admitidos como testemunhas, ressalvada a possibilidade de 
serem ouvidos como meros informantes. 
 
142 - Acerca Escritura Pública, marque a alternativa correta: 
a) A escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, 
transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o 
maior salário mínimo vigente no País, inclusive em transferência de imóvel de sócio à sociedade em 
razão de integralização de capital de sociedade. 
b) A demarcação e a divisão poderão ser realizadas por escritura pública, desde que maiores, capazes 
e concordes todos os interessados. 
c) Aos conviventes plenamente capazes a lavratura de escritura pública declaratória de união estável é 
essencial para o seu reconhecimento como entidade familiar. 
d) A declaração antecipada de vontade de pessoa capaz, se consubstanciar instruções e vontades a 
respeito do corpo ou de sua personalidade, deverão ser formalizadas por escritura pública para sua 
validade jurídica. 
 
143 - Assinale a alternativa correta sobre testemunhas após analisar os itens a seguir e considerar as 
normas da Lei Federal nº 10.406, de 10/01/2002 (Código Civil). 
a) Não podem ser admitidos como testemunhas o amigo íntimo ou o inimigo capital das partes e 
aqueles que, por enfermidade ou retardamento mental, não tiverem discernimento para a prática dos 
atos da vida civil 
b) Não podem ser admitidos como testemunhas o interessado no litígio e aqueles que, por enfermidade 
ou retardamento mental, não tiverem discernimento para a prática dos atos da vida civil 
c) Não podem ser admitidos como testemunhas os menores de dezesseis anos e o interessado no 
litígio 
d) Não podem ser admitidos como testemunhas os menores de dezesseis anos e os cegos e surdos, 
quando a ciência do fato que se quer provar dependa dos sentidos que lhes faltam 
e) Não podem ser admitidos como testemunhas os cegos e surdos, quando a ciência do fato que se quer 
provar dependa dos sentidos que lhes faltam e aqueles que, por enfermidade ou retardamento mental, 
não tiverem discernimento para a prática dos atos da vida civil 
 
144 - Caso a parte recuse submeter-se à perícia médica ordenada pelo juiz competente, o fato a ser 
demonstrado com esse exame 
a) estará demonstrado, pois a recusa supre a prova que se pretendia com o exame. 
b) estará demonstrado, desde que haja um princípio de prova testemunhal. 
c) estará demonstrado, pois, por disposição legal, equivale à confissão. 
d) não estará demonstrado, uma vez que ninguém é obrigado a fazer prova contra si mesmo. 
e) não estará demonstrado, pela inexistência dessa presunção legal. 
 
145 - Em relação a escritura pública é correto afirmar: 
a) O tabelião não precisa exigir toda documentação pertinente no momento de lavratura de uma 
escritura pública, mesmo que dispensada pelo adquirente, sob pena de responder penalmente pela 
omissão dos documentos. 
b) Ao redigir escritura pública em que tenha como parte pessoa jurídica o tabelião não precisa exigir os 
documentos comprobatórios da representação. 
c) Quando houver interesse de menor ou de incapaz, a escritura pública deve fazer menção expressa a 
idade e quem os representa ou assiste. 
d) Quando existir penhora sobre determinado imóvel não é possível que seja feita escritura pública. 
 
146 - A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo 
prova plena. Diante desta afirmação, assinale a alternativa correta. 
a) No sentido jurídico, a prova demonstrada por instrumento público é direta e recai sobre o fato nela 
estipulado, permitindo uma conclusão direta e objetiva, que não admite ser contrariada. 
b) As informações contidas em escritura pública, por se tratar de direito disponível, geram presunção 
absoluta quanto à declaração de vontade estipulada no instrumento. 
c) Independentemente dos negócios jurídicos representados por escritura pública, por ser instrumento 
dotado de fé pública, as consequências dela extraídas geram presunção absoluta de veracidade. 
d) A quitação dada em escritura pública gera presunção relativa do pagamento, admitindo prova em 
contrário que evidencie a invalidade do instrumento eivado de vício que o torne falso. 
e) Não há presunção relativa sobre os elementos constitutivos de uma escritura pública, exceto os que 
forem eivados de nulidade absoluta, tais como os elementos essenciais de sua formação válida. 
 
147 - No que tange ao valor probante de documentos, é correto afirmar: 
a) O instrumento particular, feito e assinado, ou somente assinado por quem esteja na livre 
disposição e administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor; mas os 
seus efeitos, bem como os da cessão, não se operam, a respeito de terceiros, antes de registrado no 
registro público. 
b) Terão força probante de cópia autenticada os traslados e as certidões, extraídos por tabelião ou 
oficial de registro, de instrumentos ou documentos lançados em suas notas. 
c) Estão sujeitos a registro, no Registro de Títulos e Documentos, para surtir efeitos em relação aos seus 
signatários, os documentos decorrentes de depósitos, ou de cauções feitos em garantia de 
cumprimento de obrigações contratuais, ainda que em separados dos respectivos instrumentos. 
d) A cópia fotográfica de documentoconferida por tabelião de notas valerá como prova de declaração 
da vontade, mas, impugnada sua autenticidade, deverá ser suscitada a dúvida perante o juiz diretor do 
foro. 
 
148 - É INCORRETO afirmar que, não havendo imposição legal de forma especial, o fato jurídico pode ser 
provado mediante: 
a) Confissão. 
b) Presunção. 
c) Testemunha. 
d) Dedução 
e) Perícia. 
 
149 - Analise atentamente os itens abaixo e assinale a alternativa INCORRETA considerando as 
disposições do código civil sobre a prova do fato jurídico. 
a) Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem os 
fatos confessados. 
b) A confissão é irrevogável, e só pode ser anulada se decorreu de coação. 
c) Se feita a confissão por um representante, somente é eficaz nos limites em que este pode vincular o 
representado. 
d) As reproduções fotográficas, cinematográficas, os registros fonográficos e, em geral, quaisquer outras 
reproduções mecânicas ou eletrônicas de fatos ou de coisas fazem prova plena destes, se a parte, contra 
quem forem exibidos, não lhes impugnar a exatidão. 
e) Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a que pertencem, e, em seu 
favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, forem confirmados por outros subsídios. 
 
150 - A escritura pública lavrada em notas de Tabelião, 
a) faz prova plena, mas não é documento dotado de fé pública, podendo ser impugnada por qualquer 
interessado. 
b) é documento dotado de fé pública, mas não faz prova plena, porque o convencimento do juiz é livre. 
c) é documento dotado de fé pública, fazendo prova plena. 
d) firma presunção absoluta de veracidade do que nele constar, por ser documento dotado de fé 
pública. 
e) é documento público, mas não dotado de fé pública, porque o Tabelião exerce suas funções em 
caráter privado, por delegação do Estado, por isso, também, não faz prova plena.

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