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Art 155 - Furto

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privilegio ao réu. 
§3 → Furto de Energia (equiparação)
Caracteriza-se como o desvio de energia, da fonte ou de alguém. Isso é uma norma de equiparação, a energia se equipara à coisa móvel a energia que tenha (??). As energias ganham o mesmo tratamento das coisas moveis, só precisa da demonstração de que essa energia possui valor. 
Energia reprodutiva? Existem casos de roubo de esperma, mas não é humano (é ilegal e não tem valoração), mas para varias espécies animais padreadores, que possuem um valor comercial muito alto.
O que configura crime não é eu fazer a captação de energia alternativa, mas é fazer o desvio de energia (solar, eólica) de outra pessoa, porque isso envolveu um gasto de dinheiro alto da pessoa. 
Questão de roubo de energia (gato), e adulteração do medidor, nesse caso não tem desvio de energia, mas sim a mensuração modificado, o crime deixa de ser de furto e vira estelionato.
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§4 → Furto Qualificado. (Qualificadoras)
Esse parágrafo se relaciona a meios de execução do furto. 
I - Destruição ou rompimento de obstáculo → Consunção → Se o fato embora caracterize crime autônomo, mas seja usado como meio para realização de outro crime, não faz sentido fazer concurso de crime, portanto não se incluiria aqui um concurso com o art. 163 (crime de dano). Os desdobramentos de uma conduta atípica podem ate representar lesões típicas parquete bem juridico mas não se trata como crimes autônomos pois são apenas desdobramentos de um dano que já aconteceu. Nesse caso é algum tipo de rompimento que resulte na possibilidade de realização do crime. Existe a ideia de que o obstaculo precisaria ser um elemento exterior a coisa, e não ela mesma, é um objeto que não integra a própria coisa, e está ali especificamente para questões de proteção. Apesar disso, existe a discussão sobre quebrar o vidro do carro poder ser considerado como destruição de obstáculo: se eu quebro a janela pra pegar algo dentro do carro eu posso qualificar com esse inciso; mas se eu quebro o carro pra levar o carro aí é um furto simples. Essa discussão determinou que é possível determinar essa qualificação tanto quando é elemento exterior tanto quando é parte da própria coisa que seja predisposta a sua proteção. A coisa realmente precisa ser eliminada ou tornada totalmente infuncional ou pelo menos parcialmente infuncional. 
II – Abuso de confiança, fraude, escalada, destreza 
1- Abuso de Confiança: Se a pessoa se prevalece da relação de confiança pra se privilegiar de um furto de outra pessoa. obs: relação de causalidade: eu preciso provar que essa circunstância realmente teve influencia sobre a realização concreta daquele furto, de outro modo não há sentido, se fizer da mesma maneira que qualquer outra pessoa podia ter feito não cabe esse inciso. É preciso perguntar se esse recurso realmente fez diferença. É considerada uma substancia de natureza subjetiva, mas na dosimetria da pena isso é considerado como um elemento objetivo, porque cometer um crime com o abuso de confiança é um modo de cometimento do delito. A confiança precisa ser demonstrada no caso concreto. Existem algumas relações em que as pessoas são inclinadas a acreditar que existe um abuso de confiança → família, empregado. Pode ser que do ponto de vista pessoal eu não tenha a confiança plena em alguém, mas eu realmente autorizei a pessoa a ter um determinado nível de acesso.
*posse vigiada → pegar um objeto vigiado é furto, quando o dono põe o objeto sob vigilância e eu pego, tem-se uma subtração, mas não tem confiança (ex: câmera pra vigiar a babá)
2- Fraude: Todo tipo de expediente capaz de induzir ou manter uma pessoa em erro, e o erro por sua vez é qualquer defeito de representação de realidade. A figura central aqui é o estelionato, mas aparece também aqui no furto. Tem que ser praticada como uma forma e reduzir a atenção de sobre o objeto e com isso viabilizar uma subtração (se o técnico da televisão me faz sair da sala pra pegar algo lá isso é um furto com fraude). O que diferencia do estelionato é usar a fraude pra fazer com que a própria vitima entregue o objeto de furto, porque o agente não toma algo, a pessoa entrega por que quer já que foi enganada pela fraude (estelionato), o prejuízo é muito maior no furto do que no estelionato.
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3- Escalada: Não significa o ato de subir em alguma coisa, mas sim esta relacionado a entrada ou saída de um determinado recinto por uma via anormal. A lógica é o nível diferenciado e maior de esforço e propósito na realização do crime, fato que o legislador reprova com mais gravidade. O que realmente interessa é a ideia do esforço que será necessário para conseguir essa passagem pra dentro ou fora do recinto. Se o sujeito pula um muro pequeno pra invadir uma casa, isso não funciona como qualificação, porque embora não seja normal passar por cima do muro, não caracteriza tamanho esforço necessário. Ex: um muro que seja alto, mas o agente do crime não é exatamente um sujeito atlético, se ele tem dificuldade pra conseguir pular o muro isso pode se enquadrar nessa qualificadora. A ideia é de um obstáculo, mas que não é destruído como no inciso anterior. Uma pessoa que pula de um prédio pra outro pode ser considerado uma escalada.
4- Destreza: Em geral, é associado simplesmente a uma especial habilidade do sujeito para realizar alguma coisa. Reúne uma especial capacidade para o acesso e a remoção dos objetos que ele pretende subtrair. O sujeito que vai até o local e desabilita um alarme, ou aquele que escuta e abre o segredo do cofre. A destreza nesse caso tem a ver com contato físico especificamente, o agente que pega algo de alguém no ônibus sem que a pessoa perceba. Não sendo possível estender esta qualificação para outras situações que se encaixariam. Isso é só quando se retira o objeto diretamente do poder de uma pessoa que o tinha. Se a vitima perceber que está sendo subtraída a qualificadora não se aplica, mas se isso acontecer decorrente da percepção de um terceiro essa qualificadora é aplicada.
III – Chave falsa → Chave é qualquer tipo de objeto material utilizado para abrir fechaduras. A limitação diz respeito à necessidade dessa forma de ingressar no recinto ser efetivamente um objeto come existência concreta. Mas não faz diferença a forma do objeto, se for um arame simples ou uma chave copiada pode se aplicar essa qualificadora. Se for algo tipo uma senha, a qualificação não pode acontecer, simplesmente porque não foi isso que o legislador pensou ao criar essa qualificação em 1940. O cartão que abre porta de hotel pode ser caracterizado como chave, mas o que faz com que o cartão funcione é uma senha implantada sobre uma superfície física, nesse caso, qual o limite desta qualificação? Nesses casos ainda há dúvida e depende do juiz na aplicação da pena. A chave verdadeira usada indevidamente não qualifica. Se for a chave do objeto e ela foi obtida indevidamente também não qualifica. A chave mestra também é uma chave verdadeira, então por isso não se aplica nesse caso.
IV – Concurso de Pessoas → Quanto mais gente envolvida na situação, menor a capacidade de resistência da vitima. O numero de agentes pode inclusive exercer o papel de acabar com o crime de furto e transformá-lo em roubo. A discussão é: se precisamos de duas ou mais pessoas para a execução em si do crime, que é o posicionamento original (ação nuclear do tipo, o contexto portanto é coautoria direta, todos precisam estar presentes no local e ao momento da ação para a aplicação da qualificadora); outra interpretação é que o legislador não faz referência à execução (em outras situações ele é mais específico, então se ele realmente quisesse utilizar disso, teria deixado claro) aqui o crime tem que ser realizado mediante concurso de duas ou mais pessoas, aplicando então as regras dos artigos 29 e 30 do código penal. 
§5 → Veículo Automotor → Limita aos previstos no código de trânsito brasileiro. Eles precisam ser levados para outra unidade da federação, ou para o exterior. O crime está condicionado ao resultado, e não