A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
11 pág.
Síndromes Ictéricas

Pré-visualização | Página 1 de 3

Síndromes Ictéricas - Aula 2 
 
▸As síndromes ictéricas não são tão comuns quanto às síndromes pleurais. 
 
Avaliação Hepática: 
Anatomia​: 
▸ Lembrar do trato gastrointestinal, lembrar que o conteúdo absorvido no intestino chega ao 
fígado pelo sistema porta, no qual temos a junção da veia mesentérica superior com a veia 
esplênica resultando na veia porta, uma veia bem calibrosa. 
 
▸ Saber o papel das veias esofágicas. 
 
DA CIRCULAÇÃO PORTA A CABEÇA DE MEDUSA 
A veia porta é formada pelas veias esplênica e mesentérica superior. Por meio dessas veias 
que o sangue drenado do baço e das vísceras abdominais entra no fígado antes de, 
finalmente, alcançar o coração 
Os leitos vasculares drenados pelo sistema porta-hepático interligam-se através de pequenas 
veias com leitos drenados pelos vasos sistêmicos que, finalmente, ligam-se diretamente com 
a veia cava superior ou inferior. Essa característica da drenagem venosa permite que em 
casos de bloqueio da veia porta ou de canais vasculares no fígado, levando a hipertensão, o 
sangue tenha um caminho alternativo para atingir o coração. 
Assim, nesses bloqueios, os vasos que interligam os sistemas portal e cava podem tornar-se 
muito alargados e tortuosos constituindo varizes. As varizes localizam-se principalmente: 
• Na porção distal do esôfago- pela ligação entre V. porta e vias esofágicas feitas por meio 
das gástrica direita e veias gástricas curtas. As veias esofágica drenam para a veia ázigos e 
essa para a v. cava superior 
• No reto- pela contracorrente formada da veia retal superior em direção as veias medias e 
inferiores, que drenam para as v. ilíacas internas, assim o sangue retorna ao coração pela v. 
cava inferior 
• Na parede abdominal superficialmente- pela ligação do sistema porta com as veias 
epigástricas superiores e inferiores e superficiais do abdome por meio da veias umbilicais 
 
 
▸ Entrando no fígado temos o sistema porta, com a veia esplênica, as veias gástricas e as 
veias que saem do intestino subindo até a entrada no fígado. 
▸Temos a Vesícula biliar e suas vias biliares que descem pelo fígado até chegar o ducto 
colédoco (que sai da vesícula) e desemboca no duodeno. 
 
 
 
 
▸ A veia cava chega ao fígado por via superior, importante saber por que existem alguns 
cânceres que fazem trombose de veia cava ou trombose de veia porta. 
 
▸ Saindo dos polos, as mesentéricas vão subindo fazendo anastomose com gástrica e 
esplênica até chegar no fígado através da veia porta 
▸ ex: O vírus da Hepatite A é ingerido através de alimentos contaminados, assim esse vírus 
vai sobreviver ao suco gástrico, descer pelo intestino delgado e vai chegar até o intestino 
grosso e lá vai entrar no sistema de circulação mesentérica até chegar na veia porta e se 
alojar no fígado. 
▸ Tudo aquilo que comemos é absorvido através desse sistema, sendo o fígado o grande 
órgão responsável pela metabolização e pela produção de alguns hormônios. 
 
Unidade funcional: 
 
* Veia central: o sangue vindo da veia porta e da artéria hepática caem na veia central, que 
se transformará em V. hepática e depois em V. Cava 
* A. Hepática: ¼ do sangue: sangue rico em O2 
* V. Porta: ¾ do sangue: sangue pobre em O2. Sangue que veio do estômago, intestino, 
baço, pâncreas.. 
* Espaço de Disse: entre o ducto biliar e os capilares sinusóides do fígado, possui acúmulo 
de líquido devido ao endotélio dos capilares sinusóides serem afastados. Possui muita 
proteína e líquido. 
* Vasos linfáticos: o fígado produz muita linfa devido aos capilares sinusóides e por possuir 
um endotélio afastado, assim a linfa é semelhante ao plasma com muita proteína. 
* Células de Kupffer: são os macrófagos do fígado, ficam no endotélio dos capilares 
hepáticos, é a defesa inicial do nosso corpo. 
* Tríade portal: Ducto biliar, V. porta e A. hepática 
 
▸ Hepatite: inflamação dos hepatócitos 
▸ O que pode gerar inflamação hepato-esplênica? 
 
CASOS NÃO INFECCIOSOS 
� Substâncias: Álcool, medicamentos, drogas, alguns chás naturais não tão inocentes como 
santo-daime, chá de fita (vindo da fita cassete que gerava barato), drogas recreacionais 
� Medicamentos: Anti-inflamatórios, antifúngicos (imidazólicos - tem pessoas que tem medo 
de tomar fluconazol por ser hepatotóxico, mas doses pequenas semanais não tem problema 
nenhum, claro que se somar outros fatores como o fato de ser também HIV+, ter 
tuberculose, ser alcoólatra.. aí somam-se esses diversos fatores e aí sim você tem um 
maior risco de insuficiência hepática), Paracetamol (existe dose de segurança, 3-4g ao dia, 
passando disso aí você aumenta o risco, é claro que se você tem um paciente que ja tem 
problema hepático isso acentua os riscos, tanto que já existiu ondas de suicídio com 
paracetamol e álcool) 
 
CASOS INFECCIOSOS 
� Vírus: vírus das hepatites A,B,C,D,E; vírus da dengue; Mononucleose (​vírus 
Epstein-Barr)​, citomegalovírus; 
� Protozoários: Toxoplasmose, Esquistossomose (pode até inflamar parênquima mas o 
mais comum é inflamar o hilo hepático) 
� Bactérias: Mais comuns nos casos de abcessos 
 
CASOS NÃO INFECCIOSOS E NÃO MEDICAMENTOSOS 
� Traumas e anticorpos também podem inflamar o fígado (hepatites autoimunes), esses 
anticorpos podem atacar as vias biliares também e não só os hepatócitos, exemplos desses 
casos que pegam também as vias biliares: Cirrose biliar primária, colangite esclerosante - 
vai “fibrosando” as vias biliares 
 
OUTROS CASOS: NEOPLÁSICOS 
� Leucemia, Coma, Metástases, Hepatocarcinoma; 
 
DOENÇAS DE DEPÓSITOS 
� Doença de Wilson - depósito de cobre no fígado 
� Doença de depósito de Ferro 
� Acúmulo de metabólitos : MASH - Hepatite gordurosa (hepatite não alcoólica por 
esteatose), depósito de gordura no fígado que inflama e pode levar a cirrose. Por isso que a 
alimentação regular também é importante, pessoas podem ter hepatite sem nunca beber ou 
tomar medicamentos hepatotóxicos. 
 
 
Por que usar paracetamol na dengue? Por que a margem de segurança dele é grande, 
normalmente 1,5g já alivia os sintomas. Anti-inflamatórios não devem ser usados na 
dengue por risco de sangramento, hepatotoxicidade e distúrbios de coagulação, por isso 
fica restrito o dipirona e o paracetamol. Ibuprofeno até pode, mas a partir de uma certa 
dose ele começa a ter função anti-inflamatória e por isso tem que ter certo cuidado. 
 
Quando o paciente tem um quadro de fibrose progressiva do fígado, vai ter uma 
diminuição da velocidade do sangue na veia porta e um aumento do calibre nela, por que 
temos que imaginar o fígado como uma esponja que absorve esse sangue, conforme a 
lesão vai progredindo ou seja, conforme o fígado vai endurecendo (fibrosando, que 
existem até a classificação de 0-4 dos graus de fibrose hepática METAVIR) vai ficando 
mais difícil do sangue penetrar e consequentemente vai aumentando o volume do baço e 
vai aumentando então a possibilidade de ascite. 
 
▸ Nessa imagem podemos ver um fígado já não tão saudável, mais endurecido, fibroso 
mostrando a dificuldade da veia porta de penetrar, formando varizes esofágicas, 
aumentando o volume do baço (características de uma fibrose avançada) 
 
Fisiologia:​ Para que serve o fígado? 
▸ Degradação de substâncias, quebra de algumas moléculas, quebra de proteínas

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.