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Cirurgia BMF III – 8ª fase – Humberto Gabriela Sabatini 
 
 1 
Anatomia Cirúrgica Da Face: 
Ossos-Nervos-Músculos-Vasos 
 
OSSOS: 
 Pares: zigomáticos, maxilas, nasais, arcos zigomáticos, lacrimais (junto com os nasais) e palatinos 
 Ímpares: mandíbula, etmóide (osso que “entra” no cérebro e dá inserção para as meninges), 
esfenóide e vômer (compõe, junto com o etmóide, o septo nasal) 
 
NERVOS que dão sensibilidade/motricidade à face: 
 Olfatório: filetes olfativos; vão do etmóide através da lâmina crivosa até a mucosa olfativa; órgão do 
olfato – descem da cavidade craniana através da lâmina crivosa do etmoide, depois desce pela cavidade 
nasal; o trauma na região da glabela muitas vezes atinge esses filetes olfativos e o paciente pode ficar 
sem sentir os cheiros 
 Óptico: nervo da visão; um trauma pode atingir, seccionar ou comprimir o nervo, podendo levar à 
cegueira. 
 Oculomotor: enerva a musculatura intrínseca e extrínseca do olho, exceto o oblíquo superior e o reto 
externo. 
 Troclear: enerva o músculo oblíquo superior 
 Abducente: enerva o músculo reto externo do olho 
 Glossofaríngeo: dá o sentido do gosto junto com o facial (portanto o nervo facial dá sensibilidade 
também, não só movimento) 
 Hipoglosso: motor da musculatura lingual 
 Trigêmeo: 
ͽ Ramo oftálmico (sensitivo) 
ͽ Ramo maxilar (sensitivo) 
ͽ Ramo mandibular (misto) – ele dá uma certa mobilidade para o lábio inferior – por isso que ao 
realizar o bloqueio do NAI fica com dificuldade de movimentar o lábio 
 Facial: 
ͽ É um nervo MISTO, que se divide abaixo da orelha – conforme o trauma ou a incapacidade do 
cirurgião, pode ter uma secção ou compressão de um nervo, causando paralisia facial. As 
paralisias causadas por compressão de nervos podem ser temporárias, onde através de 
cirurgia há descompressão; durante a paralisia, o lado afetado fica parado, sem piscar, sem 
movimentar a boca. 
ͽ Fibras motoras: 
- Temporal, zigomático, bucal, mandibular, cervical (ele se divide um pouco abaixo do 
pavilhão auditivo) 
- Por isso que certas regiões são proibidas de serem feitas incisões para não causar paralisia. 
ͽ Fibras sensitivas: sensação gustativa nos 2/3 anteriores da língua, meato acústico externo, 
concha auricular. 
 
 
Cirurgia BMF III – 8ª fase – Humberto Gabriela Sabatini 
 
 2 
 
 
MANDÍBULA: 
 Linhas de resistência: 
 
Linha temporal – vai do coronóide até o triângulo 
retromolar; região de inserção do músculo 
temporal) – tração do músculo temporal 
 
Linha marginal – vai do côndilo mandibular até o 
forame mentoniano 
Tração dos músculos masseter + pterigoídeo medial 
 
 
Linha mentoniana – vai de forame mentoniano 
direito ao forame mentoniano esquerdo – região de 
parassínfise 
 
 
Linha dental – acompanha o alvéolo – pressão que 
os dentes inferiores exercem nos alvéolos 
 
 
 
 
 
Cirurgia BMF III – 8ª fase – Humberto Gabriela Sabatini 
 
 3 
 Zonas de fragilidade: fraturam ao serem apresentados a um trauma 
ͽ Colo do côndilo 
ͽ Ângulo de mandíbula 
ͽ Forame Mentoniano: o próprio forame mentoniano deixa a região mais frágil 
Ao haver um trauma, pode fraturar no mento ou no côndilo uni ou bilateralmente 
 
 
 
MAXILA: 
 Zonas de resistência: 
 
1. Pilares caninos 
2. Pilares zigomáticos 
 
3. Pilares pterigóides 
 
 
 
 
 Zonas de fragilidade: 
ͽ Suturas (mais susceptíveis a serem fraturadas) 
 
 
Cirurgia BMF III – 8ª fase – Humberto Gabriela Sabatini 
 
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Divisão anatômica da face: 
 1/3 superior: do tríquio (região onde inicia o cabelo) à glabela 
 1/3 médio: da glabela ao subnasal 
 1/3 inferior: do subnasal ao mentoniano 
 
 
 
 
Irrigação sanguínea: 
Na regiao de tireóide, a carótida se divide em interna (que vai direto ao 
cérebro) e externa. 
 Carótida externa: 
ͽ Artéria tireóidea 
ͽ Artéria lingual 
ͽ Artéria facial 
ͽ Artéria maxilar (divide-se em alv. superior, alv. inferior, temp. profunda) 
ͽ Artéria temporal superficial – é uma continuação da carótida 
 
 
Músculos elevadores da mandíbula: 
Muito importantes em fraturas de côndilo e corpo de mandíbula 
ͽ Músculo masseter 
 Origem: Feixe superficial: arco zigomático até a sutura 
zigomático-temporal. 
Feixe profundo: margem inferior e face lateral do arco 
zigomático até a eminência articular do temporal. 
 Inserção (de ambos): face lateral do ângulo da 
mandíbula 
Cirurgia BMF III – 8ª fase – Humberto Gabriela Sabatini 
 
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ͽ Músculo temporal (origem no osso temporal e inserção no processo coronóide; a insercao desce 
até o triângulo retromolar) – na cirurgia de 3º molar inferior se descola o temporal 
ͽ Músculo pterigóideo medial (origina na fossa pterigoidéa e insere na parte interna da mandíbula, 
sinergista do masseter) 
ͽ Músculo pterigóideo lateral (do côndilo até a asa maior do esfenóide) – importante no 
deslocamento do côndilo em uma fratura) 
 
 
Músculos abaixadores da mandíbula: 
Também podem causar deslocamentos e 
fraturas da mandíbula, de acordo com o tipo de 
acidente. 
 Músculo gênio-hióideo 
 Músculo milo-hióideo 
 Músculo gênio-glosso 
 Músculo digástrico (se insere na parte 
interna do corpo da mandíbula até a 
rafe mediana) – responsável pelo 
deslocamento de fragmentos ósseos da 
mandíbula 
 
 
Deformidade dento-facial: 
 Sao situações em que o esqueleto está fora do padrão, tendo o paciente que se submeter a um 
procedimento cirúrgico para harmonizar esta face; é quando o esqueleto nao obedece a um 
crescimento lógico da face (pra menos ou pra mais) 
 A cirurgia ortognática é geralmente realizada após tratamento ortodôntico, pois esse tratamento não 
consegue corrigir totalmente o problema encontrado. Há uma associação da cirurgia com a 
ortodontia. 
 Ex: paciente classe III – cirurgia ortognática seguida de ortodontia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cirurgia BMF III – 8ª fase – Humberto Gabriela Sabatini 
 
 6 
Odontossínteses 
 
Definição: São materiais de várias formas e naturezas inseridos na superfície da coroa dental, com finalidades 
terapêuticas. São maneiras levar os maxilares em MIH para poder corrigir fraturas, ou para fixar dentes em 
um trauma alveolar. 
 
Indicações: Em traumatologia bucomaxilofacial são utilizadas no tratamento de lesões ósseas, dentais ou 
ambos, quando: 
 Fraturas de mandíbula, maxila ou ambos 
 Fraturas dento-alveolares 
 Trauma dental 
 
Finalidades: 
 Fixar dentes traumatizados 
 Fixar fraturas dento-alveolares 
 Fixar fraturas do maxilares 
 Promover o bloqueio maxilo-mandibular 
 
Barra de Erich: 
 Tem as mesmas finalidades gerais 
ͽ Fixar dentes traumatizados 
ͽ Fixar fraturas dento-alveolares 
ͽ Fixar fraturas do maxilares 
ͽ Promover o bloqueio maxilo-mandibular 
 Principal maneira de fazer um bloqueio maxilo 
mandibular. É um aparelho específico que serve somente 
para traumatologia. 
 Fio de aço entre cada ameia 
 Qual a finalidade do bloqueio maxilo-mandibular no tratamento das fraturas maxilares? 
ͽ Determinar a MIH 
ͽ Posicionar os fragmentos ósseo 
ͽ Determinar a relação horizontal da harmonia facial através da oclusão 
 Muitas vezes somente o travamento/bloqueio maxilo mandibular já é o tratamento (quando não há 
espaço para placas de fixacao, ou quando o paciente ja usa aparelho. 
 Hoje ja existem novos métodos para fixacao, como parafusos e miniplacas. Porém a barra de erich 
ainda é bastante usada. 
 
 
 
 
 
 
Cirurgia BMF III – 8ª fase – HumbertoGabriela Sabatini 
 
 7 
Amarria tipo Ivy: 
 Indicada para bloqueio maxilomandibular com a 
finalidade de obtermos MIH 
 Não serve para fixar dente, é feito só para a oclusão, 
para manter o paciente bloqueado 
 Serve somente para fixar em MIH 
 Em ambos os lados, são feitas amarrias com fio metálico 
que permitam unir dentes superiores e inferiores, 
podendo ser feito em um ou mais dentes. 
 Nao é muito confiável 
 É possível fazer sob anestesia local; fazer uma “argolinha 
e passar em uma ameia, e uma ponta vai para a mesial 
do dente vizinho anterior, e outra parte para a distal do 
dente vizinho posterior. Puxar os dois e realizar a torção. 
 Há o Ivy simples e o contínuo (vários dentes de uma vez) 
 
 
Amarria em escada: 
 Indicada para fixação dental e em alguns casos para fixação óssea/ fixação dento-alveolar. 
 É feita uma amarria de canino à canino e na proximal dos dentes envolvidos, são conectados os dois 
fios principais