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INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA
OS PSICÓLOGOS NO TRABALHO
• Psicologia: estudo científico do comportamento e dos processos mentais.
ALERTA DE ESTUDO
As diferentes subáreas da psicologia permitem que os psicólogos expli-
quem o mesmo comportamento de várias formas.
Subárea Descrição
Genética comportamental
A genética comportamental estuda a herança de
traços relacionados ao comportamento.
Neurociência comportamental
A neurociência comportamental examina as ba-
ses biológicas do comportamento.
Psicologia clínica
A psicologia clínica trata do estudo, do diagnósti-
co e do tratamento de transtornos psicológicos.
Neuropsicologia clínica
A neuropsicologia clínica une as áreas da biopsico-
logia e da psicologia clínica, focando a relação entre
fatores biológicos e transtornos psicológicos.
Psicologia cognitiva
A psicologia cognitiva centra-se no estudo dos
processos mentais superiores.
Psicólogo de aconselhamento
O aconselhamento psicológico aborda principal-
mente problemas educacionais, sociais e de a-
daptação profissional.
Psicologia transcultural
A psicologia intercultural investiga as semelhan-
ças e diferenças no funcionamento psicológico
nas várias culturas e nos grupos étnicos.
Psicologia do desenvolvimento
A psicologia do desenvolvimento examina como
as pessoas crescem e mudam a partir do momen-
to da concepção até a morte.
Psicologia educacional
A psicologia educacional ocupa-se do ensino e
dos processos aprendizagem, tais como a relação
entre motivação e desempenho na escola.
Psicologia ambiental
A psicologia ambiental considera a relação entre
as pessoas e o ambiente físico.
Psicologia evolucionista
A psicologia evolucionista considera como o
comportamento é influenciado pela herança
genética de nossos antepassados.
Psicologia experimental
A psicologia experimental estuda os processos de
sentir, perceber, aprender e pensar sobre o mundo.
Psicologia forense
A psicologia forense aborda questões legais, tais
como determinar a precisão das memórias de
testemunhas.
Psicologia da saúde
A psicologia da saúde explora a relação entre fatores
psicológicos e enfermidades físicas, ou doenças.
Psicologia industrial/organizacional
A psicologia industrial/organizacional preocupa-
se com a psicologia do local de trabalho.
Psicologia da personalidade
A psicologia da personalidade analisa a consis-
tência no comportamento das pessoas ao longo
do tempo e as características que diferenciam
uma pessoa da outra.
Avaliação de programas
A avaliação de programas centra-se na avaliação
de programas de grande escala, como o programa
pré-escolar Head Start, para determinar se eles
são eficazes na concretização de seus objetivos.
Psicologia das mulheres
A psicologia das mulheres aborda questões como
a discriminação contra mulheres e as causas da
violência contra mulheres.
Psicologia escolar
A psicologia escolar é dedicada ao aconselhamento
de crianças que têm problemas acadêmicos ou emo-
cionais nas escolas primárias e secundárias.
Psicologia social
A psicologia social é o estudo de como os pensa-
mentos, os sentimentos e as ações das pessoas
são afetadas pelos outros.
Psicologia do esporte
A psicologia do esporte aplica a psicologia à ati-
vidade e ao exercício esportivo.
RECAPITULE
O que é a ciência da psicologia?
• Psicologia é o estudo científico do comportamento e dos processos men-
tais, abrangendo não apenas o que as pessoas fazem, mas também suas
atividades biológicas, seus sentimentos, suas percepções, sua memória,
seu raciocínio e seus pensamentos.
Quais são as principais especialidades no campo da psicologia?
• Os neurocientistas comportamentais concentram-se na base biológica do
comportamento, enquanto os psicólogos experimentais estudam os pro-
cessos de sentir, perceber, aprender e pensar sobre o mundo.
• A psicologia cognitiva, um ramo da psicologia experimental, estuda os
processos mentais superiores, incluindo memória, raciocínio, resolução de
problemas, julgamento, tomada de decisão e linguagem.
• Os psicólogos do desenvolvimento estudam como as pessoas crescem e
mudam ao longo do ciclo de vida.
• Os psicólogos da personalidade consideram a uniformidade e a mudança
no comportamento de um indivíduo, bem como as diferenças individuais
que distinguem o comportamento de uma pessoa do de outra.
• Os psicólogos da saúde estudam os fatores psicológicos que afetam a doença
física, ao passo que os psicólogos clínicos consideram o estudo, o diagnóstico
e o tratamento de comportamento anormal. Os psicólogos de aconselhamen-
to tratam dos problemas educacionais, sociais e de adaptação à carreira.
• A psicologia social é o estudo de como os pensamentos, sentimentos e
ações das pessoas são afetados pelos outros.
• A psicologia transcultural examina as semelhanças e diferenças no fun-
cionamento psicológico entre várias culturas.
• Outros campos cada vez mais importantes s~o a psicologia evolucionista,
a genética comportamental e a neuropsicologia.
Onde os psicólogos trabalham?
• Os psicólogos trabalham em uma variedade de ambientes. Embora os
principais locais de emprego sejam a clínica particular e as instituições de
nível superior, muitos psicólogos trabalham em hospitais, clínicas, centros
comunitários de saúde mental e centros de aconselhamento.
UMA CIÊNCIA DESENVOLVE-SE: O PASSADO, O PRESENTE E O FUTURO
• Estruturalismo: abordagem de Wundt, a qual trata da elucidação dos
componentes mentais fundamentais da consciência, do pensamento e de
outros tipos de estados mentais e atividades.
• Introspecção: procedimento usado para estudar a estrutura da mente,
no qual se pede aos sujeitos que descrevam detalhadamente o que eles
estão sentindo quando são expostos a um estímulo.
• Funcionalismo: uma das primeiras abordagens da psicologia, que se con-
centrou no que a mente faz – as funções da atividade mental – e no papel do
comportamento para permitir que as pessoas adaptem-se ao ambiente.
• Psicologia da Gestalt: abordagem da psicologia que enfatiza a organiza-
ção da percepção e do pensamento em um sentido “total” mais do que os
elementos individuais da percepção.
TIMELINE
• 5.000 a.C. Uso da trepanação para permitir a fuga de maus espíritos.
• 430 a.C. Hipócrates propõe os quatro temperamentos da personalidade.
• 1637 Descartes descreve espíritos animais.
• 1690 John Locke introduz a ideia da tabula rasa.
• 1807 Franz Josef Gall propõe a frenologia.
• 1879 Wilhelm Wundt inaugura o primeiro laboratório de psicologia em
Leipzig, Alemanha.
• 1890 Publicação de Princípios de Psicologia por William James.
• 1895 Formulação do modelo funcionalista.
• 1900 Sigmund Freud desenvolve a perspectiva psicodinâmica.
• 1904 Ivan Pavlov recebe o Prêmio Nobel por seu trabalho em digestão
que levou aos princípios fundamentais da aprendizagem.
• 1905 Mary Calkins perquisa sobre a memória.
• 1915 Forte ênfase na testagem de inteligência.
• 1920 A psicologia da Gestalt torna-se influente.
• 1924 John B. Watson, um dos primeiros behavioristas, publica Behaviorismo.
• 1928 Leta Stetter Hollingworth publica trabalho sobre adolescência.
• 1951 Carl Rogers publica Client-Centered Therapy, ajudando a estabele-
cer a perspectiva humanística.
• 1953 B.F. Skinner publica Ciência e Comportamento Humano, defenden-
do a perspectiva comportamental.
• 1954 Abraham Maslow publica Motivação e Personalidade, desenvol-
vendo o conceito de autorrealização.
• 1957 Leon Festinger publica A Teoria da Dissonância Cognitiva, produ-
zindo grande impacto na psicologia social.
• 1969 Argumentos sobre a base genética do QI alimentam controversasprolongadas.
• 1980 Morre Jean Piaget, influente psicólogo do desenvolvimento.
• 1981 David Hubel e Torsten Wiesel ganham o Prêmio Nobel por seu tra-
balho sobre células da visão no cérebro.
• 1985 Crescente ênfase na perspectiva cognitiva.
• 1990 Maior ênfase no multiculturalismo e na diversidade.
• 2000 Elisabeth Loftus realiza trabalho pioneiro sobre falsas lembranças
e testemunhas oculares.
• 2010 Novas subáreas, como neuropsicologia clínica e psicologia evolucionista.
• As cinco grandes perspectivas da psicologia: Neurociência (Considera
o comportamento da perspectiva do funcionamento biológico). Cognitiva
(Examina como as pessoas compreendem o mundo e pensam sobre ele).
Comportamental (Concentra-se no comportamento observável). Humanís-
tica (Afirma que as pessoas são capazes de controlar seu comportamento e
que elas naturalmente tentam realizar seu pleno potencial). Psicodinâmica
(Acredita que o comportamento é motivado por forças internas, inconsci-
entes, sobre as quais uma pessoa tem pouco controle).
• Perspectiva da neurociência: abordagem que considera o comportamento
da perspectiva do cérebro, do sistema nervoso e de outras funções biológicas.
• Perspectiva psicodinâmica: abordagem baseada na visão de que o
comportamento é motivado por forças internas inconscientes sobre as
quais o indivíduo tem pouco controle.
• Perspectiva comportamental: abordagem que defende que o compor-
tamento que pode ser observado e medido deve ser o foco de estudo.
• Perspectiva cognitiva: abordagem que analisa como as pessoas pen-
sam, compreendem e sabem sobre o mundo.
• Perspectiva humanística: abordagem segundo a qual todos os indiví-
duos naturalmente se esforçam para crescer, desenvolver-se e ter controle
de sua vida e de seu comportamento.
• Livre-arbítrio: ideia de que o comportamento é causado basicamente
pelas escolhas que são feitas livremente pelo indivíduo.
• Determinismo: ideia de que o comportamento das pessoas é produzido
basicamente por fatores fora de seu controle deliberado.
RECAPITULE
Quais são as origens da psicologia?
• Wilhelm Wundt estabeleceu as bases da psicologia em 1879, quando a-
briu seu laboratório na Alemanha.
• As primeiras perceptivas que guiaram o trabalho dos psicólogos foram o
estruturalismo, o funcionalismo e a teoria da Gestalt.
Quais são as principais abordagens da psicologia contemporânea?
• A abordagem da neurociência analisa os componentes biológicos do
comportamento de pessoas e animais.
• A perspectiva psicodin}mica sugere que forças e conflitos internos in-
conscientes poderosos sobre os quais as pessoas têm pouco ou nenhuma
consciência são os principais determinantes do comportamento.
• A perspectiva comportamental retira a ênfase aos processos internos e
concentra-se no comportamento que pode ser observado e medido, suge-
rindo que a compreensão e o controle do ambiente de uma pessoa são su-
ficientes para explicar e modificar o comportamento.
• As abordagens cognitivas do comportamento consideram como as pes-
soas sabem, compreendem e pensam sobre o mundo.
• A perspectiva humanística enfatiza que as pessoas s~o singularmente
inclinadas ao crescimento psicológico e a níveis superiores de funciona-
mento e que elas se esforçarão para atingir seu pleno potencial.
Quais são as principais questões e controvérsias da psicologia?
• As principais questões e controvérsias da psicologia referem-se a quanto
do comportamento humano é um produto da natureza ou da criação, dos
pensamentos conscientes e inconscientes, ações observáveis ou processos
mentais internos, livre-arbítrio ou determinismo e diferenças individuais
ou princípios universais.
Qual é o provável futuro da psicologia?
• A psicologia ir| se tornar cada vez mais especializada, dará maior aten-
ção à prevenção em vez de apenas ao tratamento, irá se tornar cada vez
mais preocupada com o interesse público e levará mais plenamente em
conta a crescente diversidade da população do país.
RESUMO GAZZANIGA
What Are the Seven Themes of Psychological Science?
• Psychology Is an Empirical Science: Psychological science relies on em-
pirical evidence as a way of knowing about how we think, feel, and behave.
• Nature and Nurture Are Inextricably Entwined: Nature and nurture
depend on each other, and their influences cannot be separated.
• The Brain and Mind Are Inseparable: Older dualist notions about the
separation of the brain and mind have been replaced with the idea that the
(physical) brain enables the mind; brain and mind cannot be separated.
• A New Biological Revolution Is Energizing Research: The scientific
knowledge of brain activity has been enhanced by the discovery of more
neurotransmitters. Mapping of the human genome has furthered genetics’
role in analyzing both disease and behaviour. Tremendous advances in
brain imaging have revealed the working brain. These advances are chang-
ing how we think about psychology.
• The Mind Is Adaptive: The brain has evolved to solve survival problems
and adapt to environments. Many modern behaviours are by products of
adaptation.
• Psychological Science Crosses Levels of Analysis: Psychological scien-
tists examine behaviour from various analytical levels: biological (brain
systems, neurochemistry, and genetics), individual (personality as well as
perception and cognition), social (interpersonal behaviour), and cultural
(within a single culture and across several cultures).
• We Often Are Unaware of the Multiple Influences on How We Think,
Feel, and Act: Hundreds of studies show that subtle events in the envi-
ronment can change how we think, feel, and act without our awareness of
the way they influence us.
How Did the Scientific Foundations of Psychology Develop?
• Experimental Psychology Begins with Structuralism: Although psy-
chology’s intellectual history dates back thousands of years, psychology
began as a formal discipline in 1879, in Wilhelm Wundt’s laboratory in
Germany. Using techniques of introspection, scientists attempted to un-
derstand conscious experience by reducing it to its structure.
• Functionalism Addresses the Purpose of Behaviour: According to
functionalists, the mind is best understood by examining its functions, not
its structure.
• Gestalt Psychology Emphasizes Patterns and Context in Learning:
The assertion that the whole experience (the gestalt) is greater than the
sum of its parts led to an approach emphasizing the subjective experience
of perception.
• Women Made Pioneering Contributions to Psychology: Women’s
early contributions to psychological science, such as the achievements of
Mary Calkins, Margaret Washburn, and Emma S. Baker, have been under-
acknowledged.
• Freud Emphasized the Power of the Unconscious: The psychoanalytic
assumption that unconscious processes are not readily available to our aware-
ness but influence our behaviour had an enormous impact on psychology.
• Most Behaviour Can Be Modified by Reward and Punishment: Dis-
coveries that behaviour is changed by its consequences caused behaviour-
ism to dominate psychology until the 1960s.
• Cognition Affects Behaviour: The computer analogy of the brain and
the cognitive revolution led to the information processing perspective.
• Social Situations Shape Behaviour: Work in social psychology has
highlighted how situations and other people are powerful forces in shap-
ing behaviour.
• Psychological Therapy Is Based on Science: Scientific research over
the course of the twentieth century taught psychological scientists that
there is no universal treatment for psychological disorders.Instead, differ-
ent treatments are effective for different disorders.
How Can We Apply Psychological Science?
• Psychological Knowledge Is Used in Many Professions: Because psy-
chology focuses on human behaviour, it is of interest to many students and
professionals and is used in virtually every profession.
• People Are Intuitive Psychological Scientists: Humans naturally ex-
plain and predict others’ behaviour, but biases and prejudices often lead to
wrong conclusions, so we need to use scientific methods.
• Psychological Science Requires Critical Thinking: The use of critical
thinking skills will improve how we think. Skepticism, an important ele-
ment of science, requires a careful examination of how well evidence sup-
ports a conclusion. Using critical thinking skills and understanding the
methods of psychological science are important for evaluating research
reported in the popular media.
• Psychologists Adhere to a Code of Ethics: In most countries, psycholo-
gists are governed by a code of ethics. These codes require psychologists
to treat people with respect and dignity and to show utmost concern for
people’s safety.
• Psychology Is Relevant to Every Person’s Life: Psychology can help us be
better students, parents, employees and employers, team members, peace-
makers, and more. The field is broad with applications to all areas of life.
SENSAÇÃO E PERCEPÇÃO
SENSOPERCEBENDO O MUNDO A NOSSO REDOR
ALERTA DE ESTUDO
Sensação refere-se à ativação dos órgãos dos sentidos (uma reposta física),
ao passo que percepção refere-se a como os estímulos são interpretados
(uma resposta psicológica).
• Sensação: ativação dos órgãos dos sentidos por uma fonte de energia física.
• Percepção: classificação, interpretação, análise e integração de estímu-
los pelos órgãos dos sentidos e pelo cérebro.
• Estímulo: energia que produz uma resposta em um órgão sensorial.
• Psicofísica: estudo da relação entre os aspectos físicos dos estímulos e
nossa experiência psicológica a respeito deles.
• Limiar absoluto: menor intensidade de um estímulo que precisa estar
presente para que ele seja detectado.
• Limiar de diferença (menor diferença perceptível): menor nível ne-
cessário de estimulação acrescentada ou reduzida para sentir que ocorreu
uma mudança na estimulação.
• Lei de Weber: lei básica da psicofísica que afirma que a menor diferença
perceptível é uma proporção constante à intensidade de um estímulo ini-
cial (em vez de uma quantidade constante).
• Adaptação: ajuste na capacidade sensorial após a exposição prolongada
a estímulos invariáveis.
ALERTA DE ESTUDO
A Lei de Weber vale para todo tipo de estímulo sensorial: visual, auditivo,
gustativo etc.
RECAPITULE
O que é sensação e como os psicólogos a estudam?
• Sensaç~o é a ativaç~o dos órg~os dos sentidos por qualquer fonte de e-
nergia física. Em contraste, percepção é o processo pelo qual classificamos,
interpretamos, analisamos e integramos estímulos aos quais nossos senti-
dos são expostos.
Qual é a relação entre um estímulo físico e os tipos de respostas sen-
soriais que dele resultam?
• A psicofísica estuda as relações entre a natureza física dos estímulos e as
respostas sensoriais que eles evocam.
• O limiar absoluto é a menor quantidade de intensidade física na qual um es-
tímulo pode ser detectado. Sob condições ideais, os limiares absolutos são ex-
traordinariamente sensíveis, mas a presença de ruído (estímulos do ambiente
que interferem em outros estímulos) reduz a capacidade de detecção.
• O limiar de diferença, ou menor diferença perceptível, é a menor altera-
ção necessária no nível de estimulação para sentir que uma mudança o-
correu. Segundo a lei de Weber, a menor diferença perceptível é uma pro-
porção constante da intensidade de um estímulo inicial.
• A adaptaç~o sensorial ocorre quando nos acostumamos a um estímulo
constante e mudamos nossa avaliação dele. A exposição repetida a um es-
tímulo resulta em um declínio visível na sensibilidade a ele.
VISÃO: LANÇANDO LUZ SOBRE O OLHO
ALERTA DE ESTUDO
A visão começa com a luz, a energia física que estimula o olho.
• Retina: parte do olho que converte a energia eletromagnética da luz em
impulsos elétricos para a transmissão ao cérebro.
• Bastonetes: células receptoras cilíndricas finas na retina altamente sen-
síveis à luz.
• Cones: células receptoras cônicas na retina sensíveis à luz, responsáveis
pelo foco nítido e pela percepção da cor, sobretudo em luz clara.
ALERTA DE ESTUDO
Lembre-se que os cones estão relacionados à visão em cores.
• Nervo ótico: feixe de axônios ganglionares que levam informações visu-
ais ao cérebro.
• Detecção de características: ativação de neurônios no córtex por estí-
mulos visuais de formas ou padrões específicos.
• Teoria tricomática da visão de cores: teoria de que existem três tipos
de cones na retina e de que cada um deles responde principalmente a uma
faixa específica de comprimentos de onda.
• Teoria do processo oponente da visão de cores: teoria de que células
receptoras para cor estão ligadas em pares, operando de forma oposta
uma à outra.
ALERTA DE ESTUDO
Lembre-se de que existem duas explicações para a visão de cores: as teori-
as tricromática e do processo oponente.
• Acomodação: o processo pelo qual a espessura do cristalino se altera a
fim de focar a luz corretamente.
• Sequência de estruturas pelo qual a luz passa: córnea – pupila – cris-
talino – retina.
RECAPITULE
Quais processos básicos subjazem ao sentido da visão?
• A vis~o depende da sensibilidade { luz, ondas eletromagnéticas na parte
visível do espectro que são refletidas pelos objetos ou produzidas por uma
fonte de energia. O olho molda a luz para formar uma imagem que é trans-
formada em impulsos nervosos e interpretada pelo cérebro.
• Quando a luz entra no olho, ela passa pela córnea, pela pupila e pelo cris-
talino, chegando finalmente à retina, onde a energia eletromagnética da
luz é convertida em impulsos nervosos para transmissão ao cérebro. Esses
impulsos deixam o olho via nervo ótico.
• A informaç~o visual reunida por cones e bastonetes é transferida por
meio de células bipolares e ganglionares pelo nervo ótico, o qual leva ao
quiasma ótico – o ponto onde o nervo ótico se bifurca.
A AUDIÇÃO E OS OUTROS SENTIDOS
• Som: movimento de moléculas de ar produzido por uma fonte de vibração.
• Tímpano: parte da orelha que vibra quando atingida por ondas sonoras.
• Cóclea: tubo espiralado, semelhante a um caracol, que é preenchido por
um líquido que vibra em resposta ao som
• Membrana basilar: estrutura que atravessa o centro da cóclea, dividin-
do-a em uma câmara superior e uma câmara inferior.
• Células ciliadas: células minúsculas que cobrem a membrana basilar e
que, quando inclinadas pelas vibrações que chegam à cóclea, transmitem
mensagens neurais ao cérebro.
• Teoria do lugar da audição: teoria de que distintas áreas da membrana
basilar respondem a freqüências diferentes.
• Teoria da freqüência da audição: teoria de que toda a membrana basilar
atua como um microfone, vibrando como um todo em resposta a um som.
ALERTA DE ESTUDO
Certifique-se de ter compreendido as diferenças entre as teorias do lugar e
da frequência da audição.
• Canais semicirculares: três estruturas tubulares da orelha interna que
contêm um líquido que escorre por elas quando a cabeça se mexe, sinali-
zando movimento rotacional ou angular ao cérebro.
• Sentidos da pele: tato, pressão, temperatura e dor.
• Teoria da comporta para controle da dor: teoriade que determinados
receptores nervosos na medula espinal levam a áreas específicas do cére-
bro relacionadas à dor.
RECAPITULE
Que papel a orelha desempenha nos sentidos de som, movimento e
equilíbrio?
• O som, o movimento e o equilíbrio s~o centrados na orelha. Os sons, por
meio da vibração das ondas do ar, entram na orelha externa e deslocam-se
pelo canal auditivo até chegarem ao tímpano.
• As vibrações do tímpano s~o transmitidas para a orelha média, que é
composta por três ossículos: o martelo, a bigorna e o estribo. Esses ossícu-
los transmitem as vibrações para a janela oval.
• Na orelha interna, as vibrações vão para dentro da cóclea, a qual envolve
a membrana basilar. As células ciliadas da membrana basilar transformam
a energia mecânica das ondas sonoras em impulsos nervosos que são
transmitidos para o cérebro. A orelha também está envolvida no sentido
de equilíbrio e movimento.
• O som tem diversas características, incluindo frequência e amplitude. A teo-
ria do lugar da audição e a teoria da frequência da audição explicam os pro-
cessos pelos quais distinguimos sons de frequência e intensidade variáveis.
Como funcionam o olfato e o paladar?
• O olfato depende das células olfativas (as células receptoras do nariz), e o
sabor concentra-se nas papilas gustativas da língua.
Quais são os sentidos da pele e como eles se relacionam à experiência
de dor?
• Os sentidos da pele são responsáveis pelas experiências de tato, pressão,
temperatura e dor. A teoria da comporta para controle da dor pressupõe
que determinados receptores nervosos, quando ativados, abrem um “por-
t~o” para |reas específicas do cérebro relacionadas à dor e que outro con-
junto de receptores fecha o “port~o” quando estimulados.
• Entre as técnicas usadas com frequência para aliviar a dor incluem-se
medicamento, hipnose, biofeedback, técnicas de relaxamento, cirurgia,
estimulação nervosa e cerebral e terapia cognitiva.
ORGANIZAÇÃO PERCEPTUAL:
CONSTRUINDO NOSSA VISÃO DE MUNDO
• Leis de organização da Gestalt: uma série de princípios que descrevem
o modo como organizamos fragmentos de informação para compor totali-
dades significativas.
ALERTA DE ESTUDO
As leis de organização da Gestalt são princípios clássicos no campo da psi-
cologia. Fechamento – Proximidade – Semelhança – Simplicidade.
• Processamento descendente: percepção que é guiada por conhecimen-
tos, experiências, expectativas e motivações de nível superior.
• Processamento ascendente: percepção que consiste na progressão de
reconhecer e processar informações de componentes individuais de um
estímulo e passar para a percepção do todo.
• Percepção de profundidade: capacidade de ver o mundo em três di-
mensões e perceber distância.
• Constância perceptual: fenômeno em que objetos físicos são percebi-
dos como invariáveis e consistentes apesar das mudanças em sua aparên-
cia ou no ambiente físico.
• Ilusões visuais: estímulos visuais que sistematicamente produzem erros
na percepção.
ALERTA DE ESTUDO
A explicação para a ilusão Müller-Lyer é complicada. Uma mesma linha
parece menor quando as setas de suas pontas apontam para baixo.
RECAPITULE
Quais princípios subjazem à nossa organização do mundo visual e
nos permitem entender o ambiente?
• A percepç~o é um processo construtivo em que as pessoas vão além dos
estímulos que estão fisicamente presentes e tentam construir uma inter-
pretação significativa.
• As leis de organizaç~o da Gestalt são usadas para descrever o modo co-
mo organizamos fragmentos de informação em todos significativos, co-
nhecidos como Gestalts, por meio de fechamento, proximidade, semelhan-
ça e simplicidade.
• No processamento descendente, a percepç~o é guiada por conhecimen-
tos, experiência, expectativas e motivações de ordem superior. No proces-
samento ascendente, a percepção consiste na progressão de reconhecer e
processar informações dos componentes individuais de um estímulo e
prosseguir para a percepção do todo.
Como somos capazes de perceber o mundo em três dimensões quando
nossas retinas são capazes de captar apenas imagens bidimensionais?
• Percepç~o de profundidade é a capacidade de perceber distância e ver o
mundo em três dimensões, muito embora as imagens projetadas em nos-
sas retinas sejam bidimensionais. Somos capazes de julgar profundidade e
distância como resultado de disparidade binocular e pistas monoculares,
tais como paralaxe do movimento, tamanho relativo das imagens sobre a
retina e perspectiva linear.
• A const}ncia perceptual permite-nos perceber os estímulos como de ta-
manho, forma e cor invariáveis, a despeito das mudanças no ambiente ou
na aparência dos objetos que estão sendo percebidos.
• O movimento depende de pistas, tais como o movimento percebido de
um objeto pela retina e informações sobre como a cabeça e os olhos estão
se movendo.
Quais pistas as ilusões visuais oferecem sobre nossa compreensão
acerca dos mecanismos perceptuais gerais?
• Ilusões visuais s~o estímulos físicos que constantemente produzem erros na
percepção, causando julgamentos que não refletem a realidade física de um
estímulo com precisão. Uma das mais conhecidas é a ilusão de Müller-Lyer.
• As ilusões visuais geralmente s~o resultado de erros na interpretação de
estímulos visuais. Além disso, a cultura influencia nosso modo de perceber
o mundo.
• A percepç~o subliminar refere-se à percepção de mensagens sobre as
quais não temos consciência. A realidade do fenômeno, assim como da
percepção extrassensorial (PES), está aberta a questionamento e debate.
RESUMO GAZZANIGA
How Do We Sense Our Worlds?
• Stimuli Must Be Coded to Be Understood by the Brain: Stimuli reach-
ing the receptors are converted to neural impulses through the process of
transduction.
• Psychophysics Relates Stimulus to Response: By studying how people
respond to different sensory levels, scientists can determine thresholds
and perceived change (based on signal detection theory). Our sensory sys-
tems are tuned to both adapt to constant levels of stimulation and detect
changes in our environment.
What Are the Basic Sensory Processes?
• In Taste, Taste Buds Detect Chemicals: The gustatory sense uses taste
buds to respond to the chemical substances that produce at least five basic
sensations: sweet, sour, salty, bitter, and umami (savoury). The number
and distribution of taste buds vary among individuals. Cultural taste pref-
erences begin in the womb.
• In Smell, the Nasal Cavity Gathers Odorants: Receptors in the olfac-
tory epithelium respond to chemicals and send signals to the olfactory
bulb, in the brain. Females are much more accurate than males at detect-
ing and identifying odours.
• In Touch, Sensors in the Skin Detect Pressure, Temperature, and
Pain: The haptic sense relies on tactile stimulation to activate receptors
for temperature, for sharp and dull pain, and for other sensations. Neural
“gates” in the spinal cord also control pain. We can reduce pain perception
by distraction, visualizing pain as more pleasant, being rested and relaxed,
learning how to change brain activity that underlies pain perception, and
taking drugs that interfere with the neural transmission of pain or render
us unconscious.
• In Hearing, the Ear Detects Sound Waves: The size and shape of sound
waves activate different hair cells in the inner ear. The receptors’ re-
sponses depend on the sound waves’ frequency and timing and on the ac-
tivated receptors’ location along the basilar membrane. Having two ears
allows us to locate the source of a sound.• In Vision, the Eye Detects Light Waves: Receptors (rods and cones) in the
retina detect different forms of light waves. The lens helps the eye focus the
stimulation on the retina for near versus far objects. Colour is determined by
wavelengths of light, which activate certain types of cones; by the absorption
of wavelengths by objects; or by the mixing of wavelengths of light.
• Humans and Animals Have Other Sensory Systems: In addition to the
five “basic” senses, humans and other animals have a kinesthetic sense (abil-
ity to judge where one’s limbs are in space) and a vestibular sense (ability to
compare one’s bodily position to the upright position). Some animals can use
sound waves or disruptions in an electrical field to navigate.
• The Evidence for Extrasensory Perception (ESP) Is Weak or Non-
existent: Little or no good evidence supports the intriguing idea that some
people have additional sensory systems that allow them to know what
other people are thinking, for example, or to see through objects.
What Are the Basic Perceptual Processes?
• Perception Occurs in the Brain: Neural activity in the primary auditory
cortex gives rise to hearing.Touch is mediated by neural activity in the
primary somatosensory cortex.Vision results from a complex series of
events in various areas of the brain but primarily in the occipital lobe.
• Object Perception Requires Construction: The Gestalt principles of
stimulus organization account for some of the brain’s perceptions of the
world. Those perceptions involve cues about similarity, proximity, form,
figure and background properties, and shading. Perception involves dual
processes: bottom-up (sensory information) and top-down (expectations
about what we will perceive).
• Depth Perception Is Important for Locating Objects: An object’s pat-
tern of stimulation on each of the two retinas (binocular) informs the
brain about depth. The brain uses pictorial (monocular) cues—
information about the object’s appearance relative to the surroundings—
to perceive depth and relative motion.
• Culture Influences Perception: People raised in a carpentered world—
who have interacted with carpentered structures—are more prone to illu-
sions based on cues such as linear perspective than are people raised in a
noncarpentered world.
• Size Perception Depends on Distance Perception: Illusions of size can
be created when the retinal size conflicts with the known size of objects in
the visual field, as in the Ames, Ponzo, and moon illusions.
• Motion Perception Has Internal and External Cues: Motion detectors
in the cortex respond to stimulation. The perceptual system establishes a
stable frame of reference and relates object movement to it. Intervals of
stimulation of repeated objects give the impression of continuous move-
ment. Motion after-effects, which are opposite in motion from things that
have been observed, tell us about the fatigue of neural receptors that fire
in response to motion in certain directions.
• Perceptual Constancies Are Based on Ratio Relationships: We create
expectancies about the world that allow us to use information about the
shape, size, colour, and lightness of objects in their surroundings to
achieve constancy.
APRENDIZAGEM
OS FUNDAMENTOS DO CONDICIONAMENTO CLÁSSICO
• Aprendizagem: mudança relativamente permanente no comportamento
produzida pela experiência.
• Condicionamento clássico: tipo de aprendizagem no qual um estímulo
neutro (tal qual os passos do experimentador) passa a produzir uma res-
posta depois de ser emparelhado com um estímulo que naturalmente (tal
como a comida) produz aquela resposta.
• Estímulo neutro: estímulo que, antes do condicionamento, não produz
naturalmente a resposta de interesse (sineta).
• Estímulo incondicionado (EIC): estímulo que produz naturalmente
uma resposta sem ela ter sido aprendida (comida).
• Resposta incondicionada (RIC): resposta que é natural e não necessita
de treinamento (salivação com o cheiro de comida).
• Estímulo condicionado (EC): estímulo antes neutro que foi emparelha-
do com um estímulo incondicionado para produzir uma repostas anteri-
ormente causada somente pelo estímulo incondicionado.
• Resposta condicionada (RC): resposta que, após condicionamento, se-
gue um estímulo anteriormente neutro (salivação ao soar a sineta).
• Extinção: fenômeno básico de aprendizagem que ocorre quando uma
resposta anteriormente condicionada diminui de freqüência e por fim de-
saparece.
• Recuperação espontânea: ressurgimento de uma reposta condicionada
extinta após um período de repouso e sem condicionamento adicional.
ALERTA DE ESTUDO
Lembre-se de que generalização de estímulos refere-se a estímulos que
são semelhantes um ao outro, ao passo que discriminação de estímulos
refere-se a estímulos que são diferentes um do outro.
• Generalização de estímulos: processo no qual, depois que um estímulo
foi condicionado para produzir determinada resposta, estímulos seme-
lhantes ao estímulo original produzem a mesma resposta.
• Discriminação de estímulos: processo que ocorre quando dois estímu-
los são suficientemente distintos um d outro a ponto de que um produz
uma resposta condicionada, mas o outro não; a capacidade de diferenciar
entre estímulos.
RECAPITULE
O que é aprendizagem?
• Aprendizagem é uma mudança relativamente permanente no compor-
tamento produzida pela experiência.
Como aprendemos a formar associações entre estímulos e respostas?
• Uma forma importante de aprendizagem é o condicionamento clássico,
que ocorre quando um estímulo neutro – um estímulo que normalmente
não produz resposta relevante – é repetidamente emparelhado com um
estímulo (chamado de EIC) que produz uma resposta natural não treinada.
• Ocorre condicionamento quando um estímulo neutro é repetidamente
apresentado de imediato antes do EIC. Depois de repetidos emparelha-
mentos, o estímulo neutro produz a mesma resposta produzida pelo EIC.
Quando isso ocorre, o estímulo neutro tornou-se um EC, e a resposta passa
a ser uma RC.
• A aprendizagem n~o é sempre permanente. Ocorre extinção quando uma
resposta previamente aprendida diminui de frequência e por fim desaparece.
• Generalizaç~o de estímulos é a tendência de uma RC sobrevir de um es-
tímulo que é parecido, mas não igual, ao estímulo original. O fenômeno
inverso, discriminação de estímulos, ocorre quando um organismo apren-
de a diferenciar os estímulos.
AVALIE
• Aprendizagem envolve mudanças ocasionadas por uma experiência, ao
passo que maturação descreve mudanças resultantes do desenvolvimento
biológico.
• Pavlov é o nome do cientista responsável pela descoberta do fenômeno
da aprendizagem conhecido como condicionamento clássico, em que um
organismo aprende uma resposta a um estímulo ao qual normalmente ele
não responderia.
CONDICIONAMENTO OPERANTE
• Condicionamento operante: aprendizagem em que uma resposta vo-
luntária é reforçada ou enfraquecida, dependendo de suas conseqüências
favoráveis ou desfavoráveis.
• Lei de Efeito de Thorndike: respostas que trazem conseqüências grati-
ficantes são mais suscetíveis de serem repetidas.
• Reforço: processo pelo qual um estímulo (reforçador) aumenta a proba-
bilidade de que se repita um comportamento anterior.
• Reforçador: qualquer estímulo que aumenta a probabilidade de um
comportamento anterior ocorrer novamente.
ALERTA DE ESTUDO
Lembre-se de que reforçadores primários satisfazem uma necessidade
biológica (comida para satisfazer fome); reforçadores secundários (di-
nheiro para comprar comida) são eficazes devido àassociação prévia a um
reforçador primário.
• Reforçador positivo: estímulo acrescentado (+) ao ambiente que pro-
duz aumento em uma resposta anterior.
• Reforçador negativo: estímulo desagradável cuja remoção (-) aumenta a
probabilidade de uma resposta anterior se repetir no futuro. Agir de deter-
minada maneira elimina uma condição negativa que existe no ambiente, logo,
há um aumento no comportamento que diminui a condição negativa.
• Punição: estímulo que diminui a probabilidade de um comportamento
anterior ocorrer novamente. Se deixamos de fazer algo por causa de um
choque, esse choque é uma punição. Mas se fazemos algo para diminuir o
choque, esse algo feito é um reforço negativo.
ALERTA DE ESTUDO
O reforço aumenta a freqüência do comportamento que o antecede; a
punição diminui a freqüência do comportamento que o antecede.
A aplicação de um estímulo positivo aumenta a freqüência de um com-
portamento e é referida como um reforço positivo.
A aplicação de um estímulo negativo diminui ou reduz a freqüência do
comportamento e é chamada de punição positiva.
A remoção de um estímulo negativo que resulta em aumento na fre-
qüência do comportamento é reforço negativo.
A remoção de um estímulo positivo que diminui a freqüência do com-
portamento é punição negativa.
• Esquemas de reforço: diferentes padrões de frequencia e dos tempos
de reforço após um comportamento desejado.
• Esquema de reforço contínuo: reforço de um comportamento toda vez
que ele ocorre.
• Esquema de reforço parcial (ou intermitente): reforço de um com-
portamento em parte, mas não todo o tempo.
• Esquema de razão fixa: esquema pelo qual é dado reforço somente a-
pós um número específico de repostas (ganha $ a cada X produção).
• Esquema de razão variável: esquema pelo qual ocorre reforço após um
número variável – e não fixo – de respostas (não saber quantas vendas
conseguirá a cada X números de ligações).
• Esquema de intervalo fixo: esquema que oferece reforço para uma res-
posta somente se um período de tempo fixo transcorreu, tornando as taxas
de respostas gerais relativamente baixas (receber o salário toda semana,
independente do trabalho produzido).
• Esquema de intervalo variável: esquema pelo qual o tempo entre re-
forços varia em torno de alguma média em vez de ser fixo (testes surpre-
sas em períodos variáveis).
ALERTA DE ESTUDO
Lembre-se de que os diferentes esquemas de reforço afetam a rapidez com
a qual uma resposta é aprendida e quanto tempo ela dura depois que o
reforço não é mais oferecido.
• Modelagem: processo de ensinar um comportamento complexo recom-
pensando aproximações cada vez maiores ao comportamento desejado.
• Modificação de comportamento: técnica formalizada para promover a
freqüência de comportamentos desejáveis e diminuir a incidência de com-
portamentos indesejáveis.
RECAPITULE
Qual é o papel da recompensa e da punição na aprendizagem?
• Condicionamento operante é uma forma de aprendizagem em que um
comportamento voluntário é reforçado ou enfraquecido. Segundo B. F.
Skinner, o principal mecanismo subjacente à aprendizagem é o reforço, o
processo pelo qual um estímulo aumenta a probabilidade de que se repita
um comportamento anterior.
• Reforçadores prim|rios são recompensas naturalmente efetivas sem ex-
periência prévia, pois elas satisfazem uma necessidade biológica. Reforça-
dores secundários começam a agir como se fossem reforçadores primários
por meio de associação com um reforçador primário.
• Reforçadores positivos s~o estímulos adicionados ao ambiente que acar-
retam aumento em uma resposta anterior. Reforçadores negativos são
estímulos que removem algo desagradável do ambiente, também acarre-
tando aumento na resposta anterior.
• A puniç~o diminui a probabilidade de que um comportamento prévio
ocorra. A punição positiva enfraquece uma resposta com a aplicação de
um estímulo desagradável, ao passo que a punição negativa enfraquece
uma resposta pela remoção de algo positivo. Em contraste com o reforço,
em que o objetivo é aumentar a incidência do comportamento, a punição
visa a diminuir ou suprimir um comportamento.
• Esquemas e padrões de reforço afetam a força e a duração da aprendiza-
gem. Geralmente, esquemas de reforço parcial ou intermitente – em que re-
forçadores não são aplicados em toda instância – produzem aprendizagem
mais consistente e mais duradoura do que esquemas de reforço contínuo.
• As principais categorias de esquemas de reforço incluem esquemas de
razão fixa e variável, que se baseiam no número de respostas dadas, e es-
quemas de intervalo fixo e variável, que se baseiam no intervalo de tempo
que transcorre antes de o reforço ser fornecido.
• O treinamento de controle de estímulo (semelhante à discriminação de es-
tímulos no condicionamento clássico) consiste no reforço de um comporta-
mento na presença de um estímulo específico, mas não em sua ausência. Na
generalização de estímulos, um organismo aprende uma resposta a um estí-
mulo e depois exibe a mesma resposta a estímulos ligeiramente diferentes.
• Modelagem é um processo para ensinar comportamentos complexos re-
compensando aproximações cada vez maiores do comportamento final
desejado.
• Existem limitações biológicas, ou limitações inerentes, na capacidade de
um organismo aprender: alguns comportamentos serão relativamente
fáceis de serem aprendidos pelos indivíduos de uma espécie, ao passo que
outros são difíceis ou impossíveis de aprender.
Quais são alguns dos métodos práticos para ocasionar mudança no
comportamento, tanto em nós mesmos como nos outros?
• Modificaç~o de comportamento é um método para formalmente usar os
princípios da teoria da aprendizagem para promover a frequência de com-
portamentos desejados e diminuir ou eliminar comportamentos indesejados.
ABORDAGENS COGNITIVAS DA APRENDIZAGEM
• Teoria cognitiva da aprendizagem: abordagem para estudar a apren-
dizagem que se concentra nos processos de pensamento subjacentes à
aprendizagem.
ALERTA DE ESTUDO
Lembre-se de que a abordagem cognitiva da aprendizagem concentra-se
nos pensamentos internos e nas expectativas dos aprendizes, ao passo que
as abordagens de condicionamento clássico e operante detêm-se nos estí-
mulos externos, nas respostas e no reforço.
• Aprendizagem latente: aprendizagem em que um novo comportamento
é adquirido, mas não demonstrado até que algum incentivo seja provido
para exibi-lo.
• Aprendizagem observacional: aprendizagem pela observação do com-
portamento de outra pessoa ou modelo (Bandura).
ALERTA DE ESTUDO
Um ponto fundamental nas abordagens de aprendizagem observacional: o
comportamento de modelos que são recompensados por determinado
comportamento está mais propenso a ser imitado do que o de modelos
que são punidos pelo comportamento.
RECAPITULE
Qual é o papel da cognição e do pensamento na aprendizagem?
• As abordagens cognitivas da aprendizagem consideram a aprendizagem
em termos de processos de pensamento ou cognição. Fenômenos como
aprendizagem latente – em que um novo comportamento é aprendido,
mas não realizado até que algum incentivo seja provido para sua realiza-
ção – e o visível desenvolvimento de mapas cognitivos respaldam as abor-
dagens cognitivas.
• A aprendizagem também ocorre a partir da observação do comporta-
mento dos outros. O principal fator que determina se um comportamento
observado será realmente realizado é a natureza do reforço ou da punição
que um modelo recebe.
• A observaç~o de violência est| ligada a uma maior probabilidade de agir
agressivamente.• Estilos de aprendizagem s~o modos característicos de abordar a apren-
dizagem, com base na experiência cultural e no padrão único de habilida-
des de uma pessoa. O fato de um indivíduo ter um estilo analítico ou rela-
cional de aprendizagem, por exemplo, pode refletir a experiência ou a cul-
tura familiar.
RESUMO GAZZANIGA
How Did the Behavioural Study of Learning Develop?
• Behavioural Responses Are Conditioned: Pavlov established the prin-
ciples of classical conditioning, a process that occurs when associations
are made between two stimuli, such as the clicking of a metronome and a
piece of meat. This type of learning is based on reflexes, such as the saliva-
tion that occurs in response to the meat. Acquisition, discrimination, gen-
eralization, and extinction are measured in classical conditioning. Some
emotional responses are learned through conditioning.
• Phobias and Addictions Have Learned Components: Phobias are
learned fear associations. Similarly, addiction involves a conditioned re-
sponse, which can result in withdrawal symptoms at the mere sight of
drug paraphernalia. Addiction also involves tolerance: the need for more
of the particular drug, when that drug is administered in a familiar context,
to get a high comparable to the one obtained earlier.
• Classical Conditioning Involves More Than Events Occurring at the
Same Time: Not all stimuli are equally potent in producing conditioning.
Animals are biologically prepared to make connections between stimuli
that are potentially dangerous, such as learning to freeze when shock is
administered. Animals are also predisposed to form predictions that en-
hance survival, such as judging the likelihood that food will continue to be
available at one location.
How Does Operant Conditioning Differ from Classical Conditioning?
• Reinforcement Increases Behaviour: A behaviour’s positive conse-
quences will likely strengthen it or make it more likely to occur. Shaping is
a procedure in which successive approximations of a behaviour are rein-
forced, leading to the desired behaviour. Reinforcers may be primary
(those that satisfy biological needs) or secondary (those that do not di-
rectly satisfy biological needs).
• Both Reinforcement and Punishment Can Be Positive or Negative: In
either positive reinforcement or positive punishment, a stimulus is deliv-
ered after the animal responds. In negative reinforcement or negative pun-
ishment, a stimulus is removed after the animal responds. Positive and
negative reinforcements increase a behaviour’s likelihood; positive and
negative punishments decrease a behaviour’s likelihood.
• Operant Conditioning Is Influenced by Schedules of Reinforcement:
Reinforcement can be delivered at either a fixed rate or a variable rate that
depends on the number (ratio) or time (interval) of responses. A variable
rate of reinforcement fosters resistance to extinction.
• Biology and Cognition Influence Operant Conditioning: An organ-
ism’s biological makeup restricts the types of behaviours the organism can
learn. Latent learning takes place without reinforcement. Such learning
often is not performed until a reinforcer is introduced.
• The Value of Reinforcement Follows Economic Principles: In choos-
ing between reinforcers, human and nonhuman animals consider the like-
lihood of obtaining each reward and the amount of time it might take to
receive each one.
How Does Watching Others Affect Learning?
• Learning Can Be Passed On through Cultural Transmission: Memes
(knowledge transferred within a culture) are analogous to genes, in that
behaviours are selectively passed on from generation to generation.
• Learning Can Occur through Observation: Observational learning is a
powerful adaptive tool. Humans and other animals learn by watching oth-
ers’ behaviours and the consequences of those behaviours.
• Animals and Humans Imitate Others: Modelling occurs when one indi-
vidual reproduces another individual’s behaviour. Vicarious learning oc-
curs as the result of one individual seeing another individual’s behaviour
reinforced or punished. Mirror neurons are activated when we watch a
behaviour, just as when we actually perform the behaviour.
What Is the Biological Basis of Learning?
• Dopamine Activity Underlies Reinforcement: The brain has special-
ized centres that produce pleasure when stimulated. Behaviours that acti-
vate these centres are reinforced.The nucleus accumbens (a part of the
limbic system) has dopamine receptors, which are activated by pleasur-
able behaviours. Through conditioning, secondary reinforcers can also
activate dopamine receptors. Drugs also increase activation, which can
lead to addiction.
• Habituation and Sensitization Are Simple Models of Learning: Re-
peated exposure to a stimulus results in habituation, a decrease in behav-
ioural response. Sensitization is an increase in behavioural response to a
new threatening stimulus.
• Long-Term Potentiation Is a Candidate for the Neural Basis of
Learning: Synaptic connections are strengthened when neurons fire to-
gether. This occurs in the hippocampus and, in fear responses, in the
amygdala. The receptor NMDA is required for long-term potentiation. Ge-
netically altered mice that had more efficient NMDA receptors were super-
learners. LTP is also important for fear conditioning.
MEMÓRIA
OS FUNDAMENTOS DA MEMÓRIA
• Memória: processo pelo qual codificamos, armazenamos e recuperamos
informações.
• Memória sensorial: armazenamento momentâneo inicial da informa-
ção, que dura apenas um instante.
• Memória de curto prazo: memória que retém a informação por 15 a 25
segundos.
• Memória de longo prazo: memória que armazena a informação de ma-
neira relativamente permanente, embora possa ser difícil recuperá-la.
ALERTA DE ESTUDO
Embora os três tipos de memória sejam discutidos como armazéns de
memória separados, eles não são minidepósitos localizados em áreas es-
pecíficas do cérebro. Em vez disso, representam três tipos diferentes de
sistemas de memória com características distintas.
• Agrupamento: porção de informações que podem ser armazenadas na
memória de curto prazo.
• Ensaio: repetição de informações que entraram na memória de curto prazo.
• Memória de trabalho: conjunto de armazenamentos temporários ativos
que manipulam e ensaiam informações.
• Memória declarativa: memória para informações factuais, nomes, ros-
tos, datas e fatos.
• Memória semântica: memória para conhecimento geral e fatos sobre o
mundo, bem como para regras de lógica que são usadas para deduzir ou-
tros fatos.
• Memória episódica: memória para eventos que ocorrem em determi-
nado tempo, lugar ou contexto.
• Memória processual: memória para habilidade e hábitos, como andar
de bicicleta ou rebater uma bola; às vezes é chamada de memória não-
declarativa.
• Redes semânticas: representações mentais de aglomerados de informa-
ções interconectadas.
• Engrama: termo que designa o traço físico da memória no cérebro que
corresponde a uma lembrança.
• Potencialização de longo prazo: mostra que certas rotas neurais tor-
nam-se facilmente excitadas enquanto uma nova resposta está sendo a-
prendida.
• Consolidação: quando as mensagens tornam-se fixas e estáveis na me-
mória de longo prazo.
RECAPITULE
O que é memória?
• Memória é o processo pelo qual codificamos, armazenamos e recupera-
mos informações.
Existem diferentes tipos de memória?
• A memória sensorial, que corresponde a cada um dos sistemas sensori-
ais, é o primeiro local onde a informação é salva. As memórias sensoriaissão muito breves, mas elas são precisas, armazenando uma réplica quase
perfeita de um estímulo.
• Aproximadamente sete (com dois a mais ou menos) agrupamentos de
informação podem ser transferidos e mantidos na memória de curto pra-
zo. A informação na memória de curto prazo é mantida durante 15 a 25
segundos e, se não transferida para a memória de longo prazo, perde-se.
• As memórias s~o transferidas para o armazenamento de longo prazo por
ensaio. Se as memórias são transferidas para a memória de longo prazo,
elas se tornam relativamente permanentes.
• Alguns teóricos vêem a memória de curto prazo como uma memória de
trabalho em que a informação é recuperada e manipulada e mantida por
meio de ensaio. Nessa visão, ela é um processador executivo central envol-
vido no raciocínio e na tomada de decisão; ela coordena a memória visual,
a memória verbal e a memória esporádica.
• A memória de longo prazo pode ser vista em termos de módulos de me-
mória, cada um dos quais relacionados a sistemas de memória separados
no cérebro. Por exemplo, podemos distinguir entre memória declarativa e
memória processual. A memória declarativa é subdividida em memória
episódica e memória semântica.
• Redes sem}nticas sugerem que o conhecimento é armazenado na memó-
ria de longo prazo como representações mentais de aglomerados de in-
formações interconectadas.
Quais são as bases biológicas da memória?
• O hipocampo e a amígdala s~o especialmente importantes no estabele-
cimento da memória.
• As memórias encontram-se distribuídas por todo o cérebro, relacionadas
aos diferentes sistemas de processamento de informações sensoriais en-
volvidos durante a exposição inicial a um estímulo.
RECORDANDO MEMÓRIAS DE LONGO PRAZO
• Fenômeno da ponta da língua: incapacidade de recordar informação
que percebemos que sabemos – uma consequência da dificuldade de recu-
perar informações da memória de longo prazo.
• Recordação: tarefa da memória pela qual informação específica deve ser
recuperada.
• Reconhecimento: tarefa da memória pela qual indivíduos são apresen-
tados a um estímulo e são perguntados se foram expostos ao mesmo no
passado ou devem identificá-lo em uma lista de alternativas.
ALERTA DE ESTUDO
Lembre-se da distinção entre recordação (em que uma informação especí-
fica deve ser recuperada) e reconhecimento (em que a informação é apre-
sentada e deve ser identificada ou distinguida de outro material).
• Teoria dos níveis de processamento: teoria da memória que enfatiza o
grau em que um novo material é mentalmente analisado. Quanto maior a
intensidade de seu processamento inicial, maior a probabilidade de nos
lembrarmos dela.
• Memória explícita: recordação intencional ou consciente da informação.
• Memória implícita (retenção sem lembrança): lembranças das quais
as pessoas não têm consciência, mas que podem afetar o desempenho e o
comportamento posterior.
• Priming (preparação): fenômeno em que a exposição a uma palavra ou
a um conceito (chamado de prime) posteriormente facilita a recordação de
informação relacionada, mesmo não havendo memória consciente da pa-
lavra ou do conceito.
• Memórias instantâneas (flashbulb memory): memórias relacionadas
a um evento específico importante ou surpreendente que são recordadas
com facilidade e imagens vívidas.
• Processos construtivos (Bartlett): processos em que memórias são
influenciadas pelos significados que atribuímos aos eventos.
• Esquemas: corpos organizados de informações armazenadas na memó-
ria que influenciam o modo como novas informações são interpretadas,
armazenadas e recordadas. Os esquemas baseiam-se não apenas no mate-
rial real ao qual as pessoas são expostas, mas também em sua compreen-
são da situação, suas expectativas sobre a situação e sua consciência das
motivações que subjazem ao comportamento dos outros.
ALERTA DE ESTUDO
Um fato-chave sobre a memória é que ela é um processo construtivo em
que memórias são influenciadas pelo significado atribuído ao que está
sendo recordado.
• Memórias autobiográficas: nossas lembranças de circunstâncias e epi-
sódios de nossa própria vida.
RECAPITULE
O que causa dificuldades e déficits de memória?
• O fenômeno da ponta da língua é a incapacidade temporária de lembrar
uma informação que temos certeza de que sabemos. Pistas de recuperação
são uma estratégia importante para recordar informações com êxito.
• A abordagem dos níveis de processamento da memória sugere que o
modo como a informação é inicialmente percebida e analisada determina o
êxito com que ela é recordada. Quanto mais profundo o processamento
inicial, maior será a recordação.
• A memória explícita refere-se à recordação intencional ou consciente da
informação. Por sua vez, a memória implícita refere-se a memórias das
quais as pessoas não estão conscientes, mas que podem afetar seu desem-
penho posterior e comportamento.
• Memórias instant}neas são aquelas centradas em um evento específico
importante. Quanto mais marcante a memória, mais facilmente ela poderá
ser recuperada.
• A memória é um processo construtivo: relacionamos a memória ao signi-
ficado, às suposições e às expectativas que atribuímos aos eventos. A in-
formação específica é recordada em temos de esquemas, corpos organiza-
dos de informações armazenados na memória que influenciam o modo
como novas informações são interpretadas, armazenadas e recordadas.
• Testemunhas oculares s~o propensas a erros substanciais quando ten-
tam recordar-se de detalhes dos crimes. O problema da confiabilidade da
memória torna-se ainda mais sério quando as testemunhas são crianças.
• A memória autobiogr|fica é influenciada por processos construtivos.
ESQUECENDO: QUANDO A MEMÓRIA FALHA
• Declínio: perda de informação na memória por falta de utilização.
• Interferência: fenômeno pelo qual a informação na memória perturba a
recordação de outra informação.
• Esquecimento dependente de pistas: esquecimento que ocorre quan-
do não há pistas de recuperação para reavivar uma informação que está na
memória.
ALERTA DE ESTUDO
A perda de memória por declínio provém da não utilização da memória; a
perda de memória por interferência deve-se à presença de outra informa-
ção na memória.
• Interferência proativa: interferência em que uma informação aprendi-
da anteriormente impede a recordação de um material aprendido posteri-
ormente.
• Interferência retroativa: interferência em que uma informação apren-
dida posteriormente impede a recuperação de uma informação aprendida
anteriormente.
• Doença de Alzheimer: distúrbio cerebral progressivo que leva a um
declínio gradual e irreversível nas habilidades cognitivas.
• Amnésia: perda de memória que ocorre sem outros déficits mentais;
• Amnésia retrógada: se perde a memória para acontecimentos anterio-
res a certo evento, mas não para novos eventos.
• Amnésia anterógrada: se perde a memória para eventos que ocorrem
após uma lesão.
• Síndrome de Korsakoff: doença que aflige alcoolistas de longo prazo,
deixando algumas habilidades intactas, mas incluindo alucinações e ten-
dência a repetir a mesma história.
RECAPITULE
Por que esquecemos as informações?
• V|rios processos explicam as falhas na memória, incluindo declínio, in-
terferência (proativa e retroativa) e esquecimento dependente de pistas.
Quais são os principais comprometimentos de memória?
• As alterações da memória incluem a doença de Alzheimer, que produz um
declínio progressivo da memória, e a amnésia, uma perda da memória que
ocorre sem outros déficits mentais e pode tomar a formade amnésia anteró-
grada e retrógrada. A síndrome de Korsakoff é uma doença que acomete al-
coolistas de longo prazo, resultando em enfraquecimento da memória.
• Os métodos para melhorar a memória incluem a técnica da palavra-
chave para memorizar palavras em uma língua estrangeira; utilizar o fe-
nômeno da especificidade da codificação; organizar material de texto e
notas de aula; falar consigo mesmo; e adotar a técnica de prática e ensaio,
o que gera uma sobreaprendizagem.
RESUMO GAZZANIGA
How Does Attention Determine What Is Remembered?
• Visual Attention Is Selective and Serial: Simple searches for stimuli that
differ in only one primary factor (e.g., size, colour, orientation) occur auto-
matically and rapidly, but searches for objects that are the conjunction of two
or more properties (e.g., red and large) occur slowly and serially.
• Auditory Attention Allows Selective Listening: We can attend to more
than one message at a time but not well. Evidence indicates that we
weakly process some unattended information.
• Selective Attention Can Operate at Multiple Stages of Processing: We
often miss large objects in our visual field when we are attending to some-
thing else, a phenomenon known as change blindness.
What Are the Basic Stages of Memory?
• Sensory Memory Is Brief: Visual and auditory memories are main-
tained long enough to ensure a continuous sensory experience.
• Working Memory Is Active: Immediate active memory is limited.
Chunking reduces information into units that are easier to remember. The
four components of working memory are the central executive, the phono-
logical loop, the visuospatial sketchpad, and the episodic buffer.
• Long-Term Memory Is Relatively Permanent: Long-term memory
(LTM) is the potentially indefinite storage of all memories. Meaningful
memories are stored in LTM in networklike structures.
What Are the Different Long-Term Memory Systems?
• Explicit Memory Involves Conscious Effort: Explicit, declarative
memories that we consciously remember include personal events (epi-
sodic memory) and general knowledge (semantic memory).
• Implicit Memory Occurs without Deliberate Effort: Procedural (mo-
tor) memories of how to do things automatically are implicit.
• Prospective Memory Is Remembering to Do Something: Prospective
memory has “costs” in terms of reducing attention and reducing working
memory capacity.
How Is Information Organized in Long-Term Memory?
• Long-Term Storage Is Based on Meaning: Memory processes include
encoding, storage, and retrieval. Elaborative rehearsal involves encoding
information in more meaningful ways and results in better memory than
maintenance (repetition) rehearsal.
• Schemas Provide an Organizational Framework: Schemas, cognitive
structures of meaning, aid the organization of memories. Cultural variations
in schemas produce differences in what and how information is remembered.
• Information Is Stored in Association Networks: Networks of associa-
tions are formed by nodes of information, which are linked together and
are activated by spreading activation.
• Retrieval Cues Provide Access to Long-Term Storage: According to
the encoding specificity principle, any stimulus encoded along with an ex-
perience can later trigger the memory of the experience. The memory’s
context is also activated.
What Brain Processes Are Involved in Memory?
• There Has Been Intensive Effort to Identify Memory’s Physical Loca-
tion: Research has revealed that a number of specific brain regions con-
tribute to learning and memory.
• The Medial Temporal Lobes Are Important for Consolidation of De-
clarative Memories: The process of consolidation of new memories in-
volves changes in neural connections. The hippocampus, a structure in the
medial temporal lobe, is important for declarative memories. Place cells in
the hippocampus aid spatial memory.
• The Frontal Lobes Are Involved in Many Aspects of Memory: Exten-
sive neural networks connect the frontal lobes with other memory regions
of the brain. Activation of neurons in the frontal lobes is associated with
deeper meaning.
• Neurochemistry Underlies Memory: Neurochemicals modulate the
storage of memories. Epinephrine enhances memory. The amygdala is
probably responsible for memory modulation through activity in its nore-
pinephrine receptors.
When Do People Forget?
• Transience Is Caused by Interference: Forgetting over time occurs
because of interference from both old and new information.
• Blocking Is Temporary: The tip-of-the-tongue phenomenon is a per-
son’s temporary trouble retrieving the right word, usually due to interfer-
ence from a similar word.
• Absentmindedness Results from Shallow Encoding: Inattentive or
shallow processing causes memory failure.
• Amnesia Is a Deficit in Long-Term Memory: Both injury and disease
can result in amnesia, either the inability to recall past memories (retro-
grade) or the inability to form new memories (anterograde).
How Are Memories Distorted?
• Flashbulb Memories Can Be Wrong: The strong emotional response that
attends a flashbulb memory may affect the memory’s strength and accuracy.
• People Make Source Misattributions: A person can misremember the
source of a memory (source misattribution). In cryptomnesia, a person thinks
he or she has come up with a new idea, but has only retrieved a memory.
• People Are Bad Eyewitnesses: Poor eyewitness recall occurs, particu-
larly when people try to identify those of other ethnicities. Suggestibility
leads to misinformation.
• People Have False Memories: Immature frontal lobes cause childhood
amnesia. False memories can be implanted. Confabulation can occur be-
cause of brain damage.
• Repressed Memories Are Controversial: Some therapeutic techniques
can result in false repressed memories.
• People Reconstruct Events to Be Consistent: People tend to maintain
consistency between their past memories, their current knowledge, and
their current attitudes.
• Neuroscience May Make It Possible to Distinguish between “True”
and “False” Memories: By examining brain activity at encoding and re-
trieval, researchers hope to distinguish true from false memories. The cur-
rent research has many flaws, but the techniques may be improved.
How Can We Improve Learning and Memory?
• Mnemonics Are Useful Strategies for Learning: Mnemonics include
practicing at retrieval through frequent testing, overlearning, getting
enough sleep, spacing study sessions, and using imagery.
PENSAMENTO, LINGUAGEM E INTELIGÊNCIA
• Psicologia cognitiva: ramo da psicologia que se concentra no estudo
dos processos mentais superiores, incluindo pensamento, linguagem, me-
mória, resolução de problemas, conhecimento, raciocínio e julgamento.
PENSAMENTO E RACIOCÍNIO
• Pensamento: manipulação das representações mentais da informação.
Uma representação pode assumir a forma de uma palavra, de uma imagem
visual, de um som ou de dados em qualquer outra modalidade sensorial
que estejam armazenados na memória. O pensar transforma determinada
representação da informação em formas novas e diferentes, permitindo-
nos responder perguntas, resolver problemas ou alcançar objetivos.
• Imagens mentais: representações de um objeto ou evento na mente.
• Conceitos: agrupamento mental de objetos, eventos ou pessoas simila-
res. Os conceitos permitem-nos organizar fenômenos complexos em cate-
gorias cognitivas mais fáceis de usar.
• Protótipos: exemplos típicos altamente representativos de um conceito.
Quando pensamos no conceito de mesa, uma mesa de refeições vema mente
mais rapidamente do que uma mesa de desenho. Logo, a mesa é um protótipo.
• Algoritmo: uma regra que, se aplicada adequadamente, garante uma
solução para um problema.
• Heurística: Uma estratégia de pensamento que pode levar-nos a uma
solução para um problema ou a uma decisão, mas que – diferentemente
dos algoritmos – pode, às vezes, resultar em erros.
• Heurística da representatividade: uma regra que aplicamos quando
julgamos as pessoas pelo grau em que elas representam determinada ca-
tegoria ou grupo. Uma pessoa assaltada por um adolescente, pode suspei-
tar de todo adolescente que se aproxima.
• Heurística da disponibilidade: envolve julgar a probabilidade de um
evento com base no quão fácil o evento pode ser recuperado da memória.
De acordo com essa heurística, presumimos que os eventos que lembra-
mos facilmente devem ter ocorrido com mais frequência no passado – e
são mais propensos a ocorrer no futuro – do que os eventos que são mais
difíceis de lembrar.
• Heurística da familiaridade: em que coisas familiares são vistas como
superiores às não familiares.
ALERTA DE ESTUDO
Algoritmos são regras que sempre oferecem uma solução, ao passo que
heurísticas são atalhs que podem fornecer uma solução.
• Passos na resolução de problemas: preparação (compreender e diagnos-
ticar problemas); Produção (gerar soluções); Julgamento (avaliar soluções).
• As três grandes categorias de problemas: (a) organização, (b) estrutu-
ra indutora e (c) transformação.
• Análise de meios e fins: envolve testes repetidos para diferenças entre
o resultado desejado e o que existe atualmente.
• Insight: consciência súbita das relações entre vários elementos que an-
tes pareciam independentes uns dos outros.
• Fixidez funcional: tendência de pensar em um objeto apenas em termos
de seu uso habitual.
• Disposição: tendência dos velhos padrões de resolução de problemas
em persistir.
• Viés de confirmação: tendência de priorizar as informações que apóiam
uma hipótese inicial e ignorar informações contraditórias que apóiam hi-
póteses ou soluções alternativas.
• Criatividade: capacidade de gerar ideias originais ou resolver proble-
mas de novas maneiras.
• Pensamento divergente: gera respostas incomuns, mas apropriadas,
para problemas ou questões.
• Pensamento convergente: pensamento em que um problema é visto
como possuidor de uma única resposta e que produz respostas que se ba-
seiam fundamentalmente no conhecimento e na lógica.
ALERTA DE ESTUDO
Lembre-se de que o pensamento divergente produz tipos diferentes e di-
versos de respostas, ao passo que o pensamento convergente produz tipos
de respostas mais comuns.
RECAPITULE
O que é pensamento?
• A psicologia cognitiva engloba os processos mentais superiores, inclusive
o modo como as pessoas conhecem e entendem o mundo, processam in-
formações, tomam decisões, fazem julgamentos e descrevem seu conheci-
mento e seu entendimento aos outros.
• Pensamento é a manipulaç~o das representações mentais da informaç~o.
O pensamento transforma essas representações em formas novas e dife-
rentes, permitindo que as pessoas respondam questões, resolvam proble-
mas e alcancem objetivos.
• Imagens mentais s~o representações de um objeto ou evento na mente.
• Conceitos s~o categorizações de objetos, eventos ou pessoas que apre-
sentam características em comum.
Quais processos subjazem ao raciocínio e à tomada de decisões?
• As decisões {s vezes podem ser aperfeiçoadas pelo uso de algoritmos e
heurísticas. Um algoritmo é uma regra que, se aplicada apropriadamente,
garante uma solução; uma heurística é um atalho cognitivo que pode levar
a uma solução, mas não há garantia disso.
Como as pessoas abordam e resolvem problemas?
• A resoluç~o de problemas geralmente envolve três grandes etapas: prepa-
ração, produção de soluções e avaliação das soluções que foram geradas.
• A preparaç~o envolve o problema em uma de três categorias. Nos proble-
mas de organização, um grupo de elementos deve ser reorganizado ou re-
combinado de modo que satisfaça determinado critério. Em problemas de
estrutura indutora, primeiro é preciso identificar as relações existentes entre
os elementos apresentados e depois construir uma nova relação entre eles.
Por fim, os problemas de transformação consistem em um estado inicial, um
estado final e um método para transformar o estado inicial no estado final.
• Na etapa de produç~o, as pessoas tentam gerar soluções. Elas podem
encontrar soluções para alguns problemas na memória de longo prazo.
Alternativamente, elas podem resolver alguns problemas por simples ten-
tativa e erro, bem como usar algoritmos e heurísticas para resolver pro-
blemas mais complexos.
• Usando a heurística da an|lise de meios e fins, uma pessoa testar| de
modo repetitivo as diferenças entre o resultado desejado e o que existe
atualmente, tentando chegar de forma gradual mais perto do objetivo.
• A pesquisa de Köhler com chimpanzés ilustra o insight, uma consciência
súbita das relações entre elementos que antes pareciam não relacionados.
Quais são os principais obstáculos para a resolução de problemas?
• V|rios fatores atrapalham a resoluç~o de problemas. A disposição, da
qual a fixidez funcional é um exemplo, é a tendência de persistir com ve-
lhos padrões de resolução de problemas. O uso inadequado de algoritmos
e heurísticas também pode atuar como um obstáculo para a produção de
problemas. O viés de confirmação, em que hipóteses iniciais são favoreci-
das, pode impedir uma avaliação precisa das soluções de problemas.
• Criatividade é a capacidade de combinar respostas ou ideais de novas
maneiras. A criatividade está relacionada ao pensamento divergente (a
capacidade de gerar respostas incomuns, mas apropriadas, para proble-
mas ou questões) e à complexidade cognitiva.
LINGUAGEM
• Linguagem: comunicação da informação por meio de símbolos organi-
zados de acordo com regras sistemáticas.
• Gramática: sistema de regras que determina como nossos pensamentos
podem ser expressos.
• Fonologia: estudo das menores unidades da fala, chamadas de fonemas.
• Fonemas: menores unidades da fala.
• Sintaxe: modo como palavras e frases podem ser combinadas para for-
mar sentenças.
• Semântica: regras que orientam o significado das palavras e sentenças.
• Balbucio: sons da fala sem sentido feitos pelas crianças por volta dos 3
meses a 1 ano de idade.
• Fala telegráfica: sentenças nas quais as palavras que não são essenciais
à mensagem são omitidas.
• Supergeneralização: fenômeno pelo qual as crianças aplicam regras de
linguagem mesmo quando a aplicação resulta em erro.
• Abordagem da teoria da aprendizagem (do desenvolvimento da lin-
guagem): teoria de que a aquisição da linguagem segue os princípios de
reforço e condicionamento.
• Abordagem nativista (do desenvolvimento da linguagem): teoria de
que um mecanismo inato geneticamente determinado rege o desenvolvi-
mento da linguagem.
• Abordagem interacionista (do desenvolvimento da linguagem): teo-
ria de que o desenvolvimento da linguagem é produzido por uma combi-
nação de predisposições geneticamente determinadas e circunstâncias
ambientais que ajudam a ensinar a linguagem.
• Hipótese da relatividade linguística: noção de que a linguagem molda
a maneira como as pessoas em determinada cultura percebem e compre-
endem o mundo. A linguagem leva ao pensamento.
RECAPITULE
Como as pessoas usam a linguagem?
• Linguagem é a comunicação de informações por meio de símbolos orga-
nizados de acordo com regras sistemáticas. Todas as línguastêm uma
gramática – um sistema de regras que determina como os pensamentos
podem ser expressos – que abrange os três principais componentes da
linguagem: fonologia, sintaxe e semântica.
Como a linguagem se desenvolve?
• A produç~o de linguagem, que segue a compreensão dela, desenvolve-se
a partir dos balbucios, o que depois leva à produção de palavras reais. De-
pois de 1 ano de idade, as crianças empregam combinações de duas pala-
vras, aumentam seu vocabulário e empregam fala telegráfica, a qual omite
palavras que não sejam essenciais à mensagem. Aos 5 anos, a aquisição de
regras de linguagem está relativamente completa.
• Teóricos da aprendizagem propõem que a linguagem é adquirida por
meio de reforço e condicionamento. Já a abordagem nativista sugere que
um dispositivo de aquisição de linguagem orienta seu desenvolvimento. A
abordagem interacionista defende que o desenvolvimento da linguagem é
produzido por uma combinação de predisposições geneticamente deter-
minadas e circunstâncias ambientais que ajudam a ensinar a linguagem.
• A hipótese da relatividade linguística afirma que a linguagem molda e
pode determinar o modo como as pessoas pensam sobre o mundo. A mai-
or parte das evidências sugere que, embora a linguagem não determine o
pensamento, ela afeta o modo como as pessoas armazenam informações
na memória e o quanto elas conseguem recuperá-la.
• O grau em que a linguagem é uma habilidade exclusivamente humana conti-
nua sendo uma questão aberta. Alguns psicólogos afirmam que, embora certos
primatas se comuniquem em um alto nível, esses animais não usam linguagem.
Outros psicólogos alegam que esses primatas realmente compreendem e pro-
duzem linguagem de forma muito semelhante aos seres humanos.
• Pessoas que falam mais de uma língua podem ter uma vantagem cogniti-
va em relação àquelas que falam apenas uma.
INTELIGÊNCIA
• Inteligência: capacidade de compreender o mundo, pensar racional-
mente e usar os recursos de maneira eficaz diante das dificuldades.
• g ou fator-g: único fator geral para a capacidade mental que presumivel-
mente subjaz à inteligência em algumas das primeiras teorias da inteligência.
• Inteligência fluida: inteligência que reflete a capacidade de raciocinar
de maneira abstrata.
• Inteligência cristalizada: inteligência que abrange o acúmulo de infor-
mações, habilidades e estratégias que são aprendidas por meio da experi-
ência e que podem ser aplicadas em situações de resolução de problemas.
• Teoria das inteligências múltiplas: teoria da inteligência de Gardner,
que propõe a existência de oito tipos distintos de esferas da inteligência.
ALERTA DE ESTUDO
Lembre-se de que a teoria de Gardner propõe que todo indivíduo tem todo
tipo de inteligência, mas em graus diferentes.
• Abordagens de processamento de informações: a inteligência reflete-
se nos modos como as pessoas armazenam e usam material para resolver
tarefas intelectuais.
• Velocidade do processamento de informações: examinam a pura ve-
locidade do processamento.
• Inteligência prática: segundo Sternberg, trata-se da inteligência rela-
cionada ao sucesso geral no viver.
• Inteligência emocional: conjunto de habilidades subjacentes a precisas
estimativa, avaliação, expressão e regulação das emoções.
ALERTA DE ESTUDO
A inteligência tradicional relaciona-se com o desempenho acadêmico; a
inteligência prática relaciona-se com o êxito na vida; e a inteligência emo-
cional relaciona-se com as habilidades emocionais.
• Testes de inteligência: testes que visam a quantificar o nível de inteli-
gência de uma pessoa.
• Idade mental: idade para a qual dado nível de desempenho é médio ou
típico.
• Quociente de inteligência (QI): medida de inteligência que leva em
conta a idade mental e cronológica de um indivíduo.
ALERTA DE ESTUDO
É importante saber a fórmula tradicional para escores de QI em que QI é a
razão da idade mental dividida pela idade cronológica, multiplicada por
cem. Lembre-se, contudo, de que hoje o cálculo real dos escores de QI é
feito de uma maneira mais sofisticada.
• Confiabilidade: propriedade pela qual os testes medem consistente-
mente o que estão tentando medir. Por exemplo, é possível medir confia-
velmente o tamanho de um crânio.
• Validade: propriedade pela qual os testes realmente medem o que de-
vem medir. Mas essa medida confiável não é válida para medir a inteligên-
cia de uma pessoa.
• Normas: padrões de desempenho em teste que permitem a comparação
do escore de uma pessoa em um teste com os escores de outras que fize-
ram o mesmo teste.
• Deficiência intelectual (ou retardo mental): condição caracterizada
por limitações significativas tanto no funcionamento intelectual quanto em
habilidades adaptativas conceituais, sociais e práticas.
• Síndrome alcoólica fetal: causa mais comum de deficiência intelectual
em neonatos, que ocorre quando a mãe usa álcool durante a gravidez.
• Retardo familiar: deficiência intelectual em que não existe um defeito
biológico visível, mas há histórico de retardo na família.
ALERTA DE ESTUDO
Lembre-se de que, na maioria dos casos de deficiência intelectual, não e-
xiste um defeito biológico aparente, mas há um histórico de retardo men-
tal na família.
• Superdotados: segmento de 2 a 4% da população que têm escores de QI
acima de 130.
• Teste de QI culturalmente justo: teste que não discrimina os membros
de grupos minoritários.
• Herdabilidade: grau em que uma característica pode ser atribuída a
fatores genéticos herdados.
ALERTA DE ESTUDO
Lembre-se de que as diferenças de QI são muito maiores quando compa-
ramos indivíduos do que quando comparamos grupos.
RECAPITULE
Quais são as diferentes definições e concepções de inteligência?
• Uma vez que a inteligência pode assumir muitas formas, defini-la é um
desafio. Uma visão comumente aceita é a de que a inteligência é a capaci-
dade de compreender o mundo, pensar racionalmente e usar recursos com
eficácia diante de desafios.
• Os primeiros psicólogos presumiram que existe um fator geral para a
capacidade mental chamado g. Contudo, psicólogos posteriores questiona-
ram a visão de que a inteligência é unidimensional.
• Alguns pesquisadores afirmam que a inteligência pode ser decomposta
em inteligência fluida e inteligência cristalizada. A teoria das inteligências
múltiplas de Gardner propõe que existem oito esferas da inteligência.
• As abordagens do processamento de informações examinam os proces-
sos subjacentes ao comportamento inteligente em vez de se deter na es-
trutura da inteligência.
• Inteligência pr|tica é aquela relativa ao sucesso geral no viver; inteligên-
cia emocional é o conjunto de habilidades que subjazem a precisas estima-
tiva, avaliação, expressão e regulação das emoções.
Quais são as principais abordagens para medir a inteligência e o que
os testes de inteligência medem?
• Os testes de inteligência têm tradicionalmente comparado a idade men-
tal e a idade cronológica de uma pessoa para gerar um escore de QI ou
quociente de inteligência.
• Testes de inteligência específicos incluem o teste Stanford-Binet, a We-
chsler Adult Intelligence Scale–IV (WAIS-IV) e a Wechsler Intelligence Sca-
le for Children–IV (WISC-IV).
• Os testes devem ser tanto confi|veis como v|lidos. A confiabilidade refe-
re-se à consistência com que um teste mede o que ele está tentando medir.
Um teste tem validade quando ele realmente mede o que deve medir.
Como os extremos de inteligência podem ser caracterizados?
• Os níveis de deficiência intelectual (ou retardo mental) incluem retardoleve, moderado, severo e profundo.
• Cerca de um terço dos casos de retardo apresenta uma causa biológica
conhecida; a síndrome alcoólica fetal é a mais comum. Porém, a maioria
dos casos é classificada como retardo familiar, para o qual não há uma
causa biológica conhecida.
• Os intelectualmente superdotados s~o indivíduos com QI acima de 130.
Eles tendem a ser mais saudáveis e mais bem-sucedidos do que os não
superdotados.
Os testes de QI tradicionais são culturamente tendenciosos?
• Os testes de inteligência tradicionais foram muitas vezes criticados por
serem em favor da população de classe média branca. Essa controvérsia
levou a tentativas de elaborar testes culturalmente justos, medições de QI
que evitem questões que dependam de determinada base cultural.
Em que medida a inteligência é influenciada pelo ambiente e pela
hereditariedade?
• Tentar distinguir fatores ambientais de hereditários com relação à inteli-
gência é provavelmente inútil e certamente errôneo. Uma vez que escores
de QI individuais variam muito mais do que escores de QI de grupos, é
mais importante perguntar o que pode ser feito para maximizar o desen-
volvimento intelectual de cada indivíduo.
RESUMO GAZZANIGA
How Does the Mind Represent Information?
• Mental Images Are Analogical Representations: Thoughts can take the
form of visual images. The primary visual cortex is activated proportionately to
the size of an image in the mind’s eye; therefore, mental visual imagery in-
volves the same underlying brain processes involved in seeing the external
world. Symbolic knowledge affects the ways we use visual imagery.
• Concepts Are Symbolic Representations: Concepts are mental repre-
sentations of subtypes of broad knowledge categories; the concept of cat,
for example, is a subcategory of animals. Concepts may be formed by de-
fining attributes, prototypes, or exemplars. Many categories have fuzzy
boundaries; we have no simple way of telling a cat from a dog or a rat, for
example, since conceptually they are similar (four-legged, hairy animals).
• Schemas Organize Useful Information about Environments: We de-
velop schemas based on our real-life experiences. Scripts are schemas that
allow us to form expectations about the sequence of events in a given context.
How Do We Make Decisions and Solve Problems?
• People Use Deductive and Inductive Reasoning: Deductive reasoning pro-
ceeds from a general statement to specific applications. Syllogisms are formal
structures of deduction. For example: If all psychology textbooks are fun to
read and this is a psychology textbook, then this textbook will be fun to read.
Inductive reasoning proceeds from specific instances to general conclusions.
For example: If you read many psychology textbooks and find them interesting,
you can infer that psychology books generally are interesting.
• Decision Making Often Involves Heuristics: Expected utility models
assume people behave according to logical processes, such as always se-
lecting the outcome that will yield the greatest reward. Descriptive models
highlight reasoning shortcomings, specifically the use of mental shortcuts
(i.e., heuristics) that sometimes lead to faulty decisions. We select informa-
tion to confirm our conclusions, to avoid loss or regret or both, and to be
consistent with a problem’s framing.
• Problem Solving Achieves Goals: Problem solving involves reaching a
goal, which usually is broken down into subgoals. Insights come suddenly,
when we see elements of a problem in new ways. Restructuring aids solu-
tions; mental sets and functional fixedness inhibit solutions.
How Do We Understand Intelligence?
• Intelligence Is Assessed with Psychometric Tests: The Binet-Simon
Intelligence Test was the first modern test of mental ability and led to the
concept of IQ as a ratio of mental age and chronological age. This test was
later normed to a distribution with a mean of 100 and standard deviation
of 15; therefore, average ability is between 85 and 115. The question of the
validity of intelligence tests persists, and one significant criticism is cul-
tural bias. Other ways of assessing intelligence also have the potential for
bias, as when interview questions are ambiguous.
• General Intelligence Involves Multiple Components: Charles Spearman
concluded that a general intelligence component exists, known as g. Fluid intel-
ligence is involved when people solve novel problems, whereas crystallized
intelligence is accumulated knowledge retrieved from memory. Howard Gard-
ner has proposed a theory of multiple intelligences that include linguistic,
mathematical/logical, spatial, bodily-kinesthetic, intrapersonal, and interper-
sonal abilities. Robert Sternberg has proposed that there are three types of
intelligence: analytical, creative, and practical. Emotional intelligence is the
ability to understand emotions and use them appropriately.
• Intelligence Is Associated with Cognitive Performance: Speed of
mental processing (e.g., reaction time, inspection time) is part of intelli-
gence. The relationship of working memory to intelligence seems to in-
volve attention. The size and activity of the brain’s frontal lobes are related
to qualities of intelligence, but since brain size is altered by experience, we
cannot infer cause from this correlation.
• Genes and Environment Influence Intelligence: Behavioural genetics
has revealed genes’ substantial influence in setting the limits of the ex-
pression of intelligence. Environmental factors, including nutrition, par-
enting, schooling, and intellectual opportunities generally, seem to estab-
lish where IQ falls within the genetic limits.
• Group Differences in Intelligence Have Multiple Determinants: One
of the most contentious areas in psychology concerns group differences in
intelligence. Females and males score differently, on average, on different
measures of intelligence, with some measures favouring males and others
favouring females. Thus there is no overall sex difference in intelligence.
Race differences in intelligence are confounded with a multitude of envi-
ronmental differences, including income, discrimination, and health care.
Additionally, many scientists question the idea of race as referring to any-
thing more than a small number of human differences, such as skin colour.
DESENVOLVIMENTO
NATUREZA E CRIAÇÃO:
A QUESTÃO DESENVOLVIMENTAL REMANESCENTE
• Psicologia do desenvolvimento: ramo da psicologia que estuda os pa-
drões de crescimento e as mudanças que ocorrem ao longo da vida.
• Questão da natureza-criação: questão do grau em que o ambiente e a
hereditariedade influenciam o comportamento.
ALERTA DE ESTUDO
A questão da natureza-criação é um tópico-chave que perpassa todo o
campo da psicologia. Ela explora como e em que grau o ambiente e a here-
ditariedade produzem seus efeitos conjuntos.
• Gêmeos idênticos: gêmeos que são geneticamente iguais.
• Pesquisa transversal: método de pesquisa que compara pessoas de di-
ferentes idades no mesmo ponto no tempo.
• Pesquisa longitudinal: método de pesquisa que investiga o comporta-
mento à medida que os participantes envelhecem.
• Pesquisa sequencial: método de pesquisa que combina pesquisa trans-
versal e longitudinal, considerando inúmeras faixas etárias diferentes e
examinando-as em vários pontos no tempo.
ALERTA DE ESTUDO
Certifique-se de ser capaz de distinguir os três diferentes tipos de pesquisa
desenvolvimental – transversal (que compara pessoas de diferentes idades ao
mesmo tempo), longitudinal (que estuda os participantes à medida que enve-lhecem) e sequencial (que combina as modalidades transversal e longitudinal).
• Cromossomos: estruturas em forma de haste que possuem todas as in-
formações hereditárias básicas.
• Genes: partes dos cromossomos por meio das quais as informações ge-
néticas são transmitidas.
ALERTA DE ESTUDO
É importante conhecer os elementos fundamentais da genética: os cro-
mossomos, que por sua vez são compostos de sequências de DNA (genes).
• Zigoto: nova célula formada pela união do óvulo e do espermatozóide.
• Embrião: zigoto desenvolvido que tem coração, cérebro e outros órgãos.
• Feto: indivíduo em desenvolvimento a partir de oito semanas após a
concepção até o nascimento.
• Idade da viabilidade: ponto no qual um feto pode sobreviver se nascer
prematuramente.
ALERTA DE ESTUDO
Os períodos sensíveis (ou críticos), que podem ocorrer antes ou após o
nascimento, são importantes porque indicam o momento em que os orga-
nismos estão particularmente suscetíveis a danos que podem afetá-los
para o resto de sua vida.
• Teratógenos: agentes ambientais como drogas, substâncias químicas,
vírus ou outros fatores que produzam um defeito congênito.
RECAPITULE
Como os psicólogos estudam o grau em que o desenvolvimento é uma
interação de fatores hereditários e ambientais?
• A psicologia desenvolvimental estuda o crescimento e as mudanças ao
longo da vida. Uma questão fundamental é quanto da mudança desenvol-
vimental deve-se à hereditariedade e quanto deve-se ao ambiente – a
questão da natureza-criação. A hereditariedade parece definir os limites
superiores do crescimento e das mudanças, enquanto o ambiente afeta o
grau em que os limites superiores são alcançados.
• A pesquisa transversal compara pessoas de diferentes idades no mesmo pon-
to no tempo. A pesquisa longitudinal rastreia o comportamento de um ou mais
participantes à medida que eles envelhecem. A pesquisa sequencial combina os
dois métodos examinando várias faixas etárias em vários pontos no tempo.
Qual é a natureza do desenvolvimento antes do nascimento?
• No momento da concepção, o espermatozoide e o óvulo unem-se; cada
um contribui para a carga genética do novo indivíduo. A união do esper-
matozoide e do óvulo produz um zigoto, que contém 23 pares de cromos-
somos; um membro de cada par provém do pai e o outro provém da mãe.
• Cada cromossomo contém genes por meio dos quais as informações ge-
néticas são transmitidas. Os genes, que são compostos de sequências de
DNA, s~o o “software” que programa o futuro desenvolvimento do “hard-
ware” corporal.
• Os genes afetam n~o só os atributos físicos, mas também uma ampla ga-
ma de características pessoais, como as habilidades cognitivas, os traços
de personalidade e os transtornos psicológicos.
• Depois de duas semanas, o zigoto torna-se um embrião. Na 8a semana, o em-
brião é chamado de feto e responde ao toque e a outros estímulos. Aproxima-
damente na 22a semana, ele atinge a idade da viabilidade, sendo capaz de so-
breviver se nascer prematuramente. Um feto normalmente nasce após 38 se-
manas de gestação; ele pesa em torno de 3 kg e mede cerca de 50 cm.
Que fatores afetam uma criança durante a gravidez da mãe?
• Anormalidades genéticas produzem defeitos congênitos como a fenilcetonú-
ria (PKU), a anemia falciforme, a doença de Tay-Sachs e a síndrome de Down.
• Entre as influências ambientais no crescimento fetal, encontram-se a nu-
trição, e as doenças maternas e o uso de drogas pela mãe.
PRIMEIRA INFÂNCIA E INFÂNCIA
• Neonato: criança recém-nascida.
• Reflexos: respostas involuntárias não aprendidas que ocorrem automa-
ticamente na presença de certos estímulos.
ALERTA DE ESTUDO
Os reflexos básicos – respostas involuntárias não aprendidas – incluem o
reflexo perioral, o reflexo de sucção, o reflexo da mordaça, o reflexo de
alarme e o reflexo deBabinski.
• Habituação: decréscimo na resposta a um estímulo que ocorre depois de
apresentações repetidas do mesmo estímulo.
• Apego: ligação emocional positiva que se desenvolve entre uma criança
e determinado indivíduo.
• Imprinting: comportamento que ocorre durante um período crucial e
que envolve apego ao primeiro objeto em movimento que é observado.
ALERTA DE ESTUDO
O apego – vínculo emocional positivo que se desenvolve entre uma criança
e determinado indivíduo – é um conceito-chave na compreensão do de-
senvolvimento social das crianças.
• Pais autoritários: pais que são rígidos e punitivos, valorizando a obedi-
ência inquestionável dos filhos.
• Pais permissivos: pais que dão orientação descuidada e inconsistente
aos filhos e, embora sejam afetivos, exigem pouco deles.
• Pais autoritativos: pais que são firmes, definem limites claros; ponde-
ram com seus filhos e explicam as coisas.
• Pais rejeitadores-negligentes: pais que demonstram pouco interesse
pelos filhos e são emocionalmente desligados.
ALERTA DE ESTUDO
Conheça os quatro principais tipos de estilos de criação dos filhos – autori-
tário, permissivo, autoritativo e rejeitador-negligente – e seus efeitos.
• Temperamento: forma característica básica inata de responder e estilo
comportamental.
• Desenvolvimento psicossocial: desenvolvimento das interações dos
indivíduos e da compreensão uns dos outros e de seu conhecimento e
compreensão de si mesmos como membros da sociedade.
• Estágio da confiança versus desconfiança: de acordo com Erikson,
este é o primeiro estágio do desenvolvimento psicossocial, ocorrendo des-
de o nascimento até 1 ½ ano, período durante o qual o bebê desenvolve
sentimentos de confiança ou de falta de confiança.
• Estágio da autonomia versus vergonha e dúvida: de acordo com Erik-
son, este é o período durante o qual os bebês (1 ½ a 3 anos) desenvolvem
independência e autonomia se a exploração e a liberdade forem encoraja-
das, ou vergonha e dúvida se eles forem restringidos e superprotegidos.
• Estágio da iniciativa versus culpa: de acordo com Erikson, este é o período
durante o qual as crianças entre 3 e 6 anos experimentam conflito entre inde-
pendência de ação e os resultados por vezes negativos dessa ação.
• Estágio da diligência e construtividade versus inferioridade: de a-
cordo com Erikson, este é o último estágio da infância, durante o qual as
crianças entre 6 e 12 anos podem desenvolver interações sociais positivas
com os outros ou sentir-se inadequadas, tornando-se menos sociáveis.
ALERTA DE ESTUDO
Quatro dos estágios do desenvolvimento psicossocial de Erikson ocorrem
durante a infância: confiança versus desconfiança, autonomia versus ver-
gonha e dúvida, iniciativa versus culpa e diligência e construtividade ver-
sus inferioridade.
• Desenvolvimento cognitivo: processo pelo qual a compreensão que
uma criança tem do mundo modifica-se como uma função da idade e da
experiência.
Estágio cognitivo Faixa de idade aproximada Características principais
Sensório-motor Nascimento-2 anos
Desenvolvimento da constância
objetal, desenvolvimento de ha-
bilidades motoras, pouca ou ne-
nhuma capacidade de represen-
tação simbólica.
Pré-operatório 2-7 anos
Desenvolvimento da linguagem e
do pensamento simbólico, pen-
samento egocêntrico.
Operatório
concreto
7-12 anos
Desenvolvimento da conserva-
ção, domínio do conceito de re-
versibilidade.
Operatório
formal
12 anos-idade adulta
Desenvolvimento do pensamento
lógico e abstrato.
• Estágio sensório-motor: de acordo com Piaget, o estágio desde o nascimen-
to até os 2 anos, durante o qual uma criança tem pouca competência na repre-
sentação do ambiente pelo uso de imagens,linguagem ou outros símbolos.
• Constância objetal: consciência de que os objetos – e as pessoas – con-
tinuam a existir mesmo quando estão fora da visão.
• Estágio pré-operatório: de acordo com Piaget, o período de 2 a 7 anos
de idade que é caracterizado pelo desenvolvimento da linguagem.
• Pensamento egocêntrico: forma de pensar em que uma criança encara
o mundo inteiramente a partir da própria perspectiva.
• Princípio da conservação: conhecimento de que a quantidade não está
relacionada ao arranjo e à aparência física dos objetos.
• Estágio das operações concretas: de acordo com Piaget, o período de 7
a 12 anos de idade que é caracterizado pelo pensamento lógico e pela per-
da do egocentrismo.
• Estágio das operações formais: de acordo com Piaget, o período dos 12
anos até a idade adulta que é caracterizado pelo pensamento abstrato.
• Processamento da informação: maneira pela qual as pessoas assimi-
lam, usam e armazenam a informação.
• Metacognição: consciência e compreensão dos próprios processos cog-
nitivos.
• Zona de desenvolvimento proximal (ZDP): de acordo com Vygotsky, é
a lacuna entre o que as crianças já são capazes de realizar sozinhas e o que
elas ainda não estão prontas para fazer por si só. Vygotsky fala que deve-
mos levar em conta os aspectos sociais do aprendizado.
RECAPITULE
Quais são as principais competências dos recém-nascidos?
• Os recém-nascidos, ou neonatos, apresentam reflexos – respostas invo-
luntárias e não aprendidas que ocorrem automaticamente na presença de
certos estímulos.
• As habilidades sensoriais também se desenvolvem de modo rápido; os
bebês conseguem distinguir cor, profundidade, som, gosto e cheiro relati-
vamente logo após o nascimento.
• Após o nascimento, o desenvolvimento físico é r|pido; as crianças geral-
mente triplicam seu peso neonatal em um ano.
Quais são os marcos do desenvolvimento físico e social durante a in-
fância?
• O apego – vínculo emocional positivo entre uma criança e determinado indi-
víduo – marca o desenvolvimento social na infância. Medido no laboratório por
meio da situação estranha de Ainsworth (criança com apego seguro, criança
evitativa, criança ambivalente, criança desogarnizada-desorientada), o apego
relaciona-se à adaptação social e emocional posterior.
• À medida que as crianças ficam mais velhas, a natureza de suas intera-
ções sociais com os pares modifica-se. De início, o jogo ocorre de modo
relativamente independente, mas torna-se cada vez mais cooperativo.
• Os diferentes estilos de criação dos filhos incluem os tipos autoritário,
permissivo, autoritativo e rejeitador-negligente.
• De acordo com Erikson, os oito estágios do desenvolvimento psicossocial
envolvem mudanças nas interações pessoais e na compreensão de si
mesmos e dos outros.
Durante a infância, os quatro estágios são confiança versus desconfiança
(do nascimento até 1 ½ ano), autonomia versus vergonha e dúvida (1 ½
ano a 3 anos), iniciativa versus culpa (3 a 6 anos) e diligência e construti-
vidade versus inferioridade (6 a 12 anos).
Como o desenvolvimento cognitivo avança durante a infância?
• A teoria de Piaget propõe que o desenvolvimento cognitivo prossegue
por meio de quatro estágios nos quais ocorrem mudanças qualitativas no
pensamento: o estágio sensório-motor (do nascimento até 2 anos), o está-
gio pré-operatório (2 a 7 anos), o estágio das operações concretas (7 a 12
anos) e o estágio das operações formais (12 anos até a idade adulta).
• As abordagens do processamento da informaç~o sugerem que ocorrem
mudanças quantitativas na habilidade das crianças de organizar e manipu-
lar as informações sobre o mundo, tais como aumentos significativos na
velocidade do processamento, extensão da atenção e memória. Além disso,
as crianças avançam na metacognição, na consciência e no entendimento
dos próprios processos cognitivos.
• Vygotsky argumenta que o desenvolvimento cognitivo das crianças ocor-
re como uma consequência das interações sociais nas quais as crianças e
os outros trabalham juntos para resolver problemas.
ADOLESCÊNCIA: TORNANDO-SE ADULTO
• Adolescência: estágio do desenvolvimento entre a infância e a idade
adulta.
• Puberdade: período em que ocorre a maturação dos órgãos sexuais,
começando em torno dos 11 ou 12 anos para as meninas e dos 13 ou 14
anos para os meninos.
• Os três níveis do raciocínio moral de Kohlberg: Nível 1 Moralidade
pré-convencional. Neste nível, os interesses concretos do indivíduo são
considerados em termos de recompensas e punições. Nível 2 Moralidade
convencional. Neste nível, as pessoas abordam os problemas morais como
membros da sociedade. Elas estão interessadas em agradar aos outros,
agindo como bons cidadãos. Nível 3 Moralidade pós-convencional. Neste
nível, as pessoas usam princípios morais que são vistos como mais amplos
do que os de uma sociedade particular.
• Desenvolvimento moral nas mulheres: para Gilligan, a moralidade das
mulheres está centrada no bem-estar individual e nas relações sociais –
uma moralidade de cuidados. Segundo sua visão, a preocupação compassi-
va pelo bem-estar dos outros representa o nível mais alto da moralidade.
ALERTA DE ESTUDO
A diferença entre as abordagens de Kohlberg e Gilligan acerca do desen-
volvimento moral é significativa. A teoria de Kohlberg centra-se nos está-
gios; e a de Gilligan, nas diferenças de gênero.
• Estágio da identidade versus confusão de identidade: de acordo com
Erikson, esta é uma época na adolescência de testes importantes para de-
terminar qualidades peculiares do indivíduo.
• Identidade: caráter distintivo do indivíduo: quem é cada um de nós,
quais são nossos papéis e do que somos capazes.
• Estágio da intimidade versus isolamento: de acordo com Erikson, pe-
ríodo durante a idade adulta inicial que aborda o desenvolvimento de re-
lações íntimas.
• Estágio da generatividade versus estagnação: de acordo com Erikson,
período na idade adulta média durante o qual fazemos o inventário de
nossa contribuição à família e à sociedade.
• Estágio da integridade do ego versus desespero: de acordo com Erik-
son, período a partir do final da idade adulta até a morte durante o qual
examinamos as realizações e os fracassos na vida.
Estágio Idade aprox. Result. Positivos Result. Negativos
1 – Confiança X
Desconfiança
Nascimento 1
1/2 ano
Sentimento de confian-
ça pelo apoio ambiental
Medo e preocupação
em relação aos outros
2 – Autonomia X
Vergonha e dúvida
1 1/2 – 3 anos
Autossuficiência se a
exploração for encora-
jada
Dúvidas sobre si, falta
de independência
3 – Iniciativa X Cul-
pa
3 – 6 anos
Descoberta de formas
de iniciar ações
Culpa por ações e pen-
samentos
4 – Diligência e
construtividade X
Inferioridade
6 – 12 anos
Desenvolvimento do
senso de competência
Sentimentos de inferi-
oridade sem senso de
domínio
5 – Identidade X
Confusão de identi-
dade
Adolescência
Consciência de ser
único, conhecimento do
papel a ser seguido
Incapacidade de iden-
tificar papéis apropri-
ados na vida
6 – Intimidade X
Isolamento
Início da ida-
de adulta
Desenvolvimento de
relações amorosas,
sexuais e íntimas
Medo de relações com
os outros
7 – Generatividade X
Estagnação
Idade adulta
média
Sentimento de contri-
buição para a continui-
dade da vida
Trivialização das pró-
prias atividades
8 – Integridade do
ego X Desespero
Idade adulta
avançada
Sentimento de unidade
nas realizações da vida
Lamento pelas opor-
tunidades perdidas na
vida
RECAPITULE
Quais são as transiçõesfísicas, sociais e cognitivas principais que ca-
racterizam a adolescência?
• A adolescência, est|gio do desenvolvimento entre a infância e a idade
adulta, é marcada pelo início da puberdade, o ponto em que ocorre a ma-
turidade sexual. A idade em que a puberdade iniciaL apresenta implica-
ções para a forma como as pessoas encaram a si mesmas e a forma como
os outros as veem.
• Os julgamentos morais durante a adolescência aumentam em sofistica-
ção, de acordo com o modelo em três níveis de Kohlberg. Embora os níveis
de Kohlberg ofereçam uma descrição adequada dos julgamentos morais
dos homens, Gilligan afirma que as mulheres encaram a moralidade em
termos de cuidados pelos indivíduos, e não em termos de princípios gerais
e amplos de justiça.
• De acordo com o modelo do desenvolvimento psicossocial de Erikson, a
adolescência pode ser acompanhada por uma crise de identidade. A ado-
lescência é acompanhada por mais três estágios do desenvolvimento psi-
cossocial que abrangem a parte restante da vida.
• O suicídio é a terceira causa principal de morte entre os adolescentes.
IDADE ADULTA
• Idade adulta emergente: período que inicia no final dos anos da ado-
lescência e estende-se até a metade da década dos 20 anos.
• Menopausa: período durante o qual as mulheres param de menstruar e
não são mais férteis.
• Teorias do envelhecimento por pré-programação genética: teorias
que sugerem que as células humanas possuem um limite de tempo incor-
porado para a sua reprodução e que elas já não são mais capazes de se
dividirem depois de certa época.
• Teorias do envelhecimento por desgaste: teorias que sugerem que as fun-
ções mecânicas do corpo simplesmente param de funcionar com eficiência.
• Doença de Alzheimer: distúrbio cerebral progressivo que leva a um
declínio gradual e irreversível nas habilidades cognitivas.
• Teoria do envelhecimento do descomprometimento: teoria que de-
fende que o envelhecimento produz um retraimento gradual do mundo
nos níveis físico, psicológico e social.
• Teoria do envelhecimento da atividade: teoria que argumenta que os
idosos que são mais bem-sucedidos enquanto envelhecem são aqueles que
mantêm os interesses e as atividades que tinham durante a meia-idade.
• Revisão da vida: processo pelo qual as pessoas examinam e avaliam a
sua vida.
RECAPITULE
Quais são os principais tipos de mudanças físicas, sociais e intelectu-
ais que ocorrem no início da idade adulta inicial e da idade adulta
média e quais são suas causas?
• A idade adulta inicial marca o auge da saúde física. Ocorrem mudanças físicas
relativamente graduais em homens e mulheres durante a idade adulta.
• Uma mudança física importante ocorre no final da idade adulta média
para as mulheres: elas ingressam na menopausa, depois da qual não são
mais férteis.
• Durante a idade adulta média, as pessoas experimentam uma transiç~o
da meia-idade na qual a noção de que a vida terá fim torna-se mais impor-
tante. Em alguns casos, isso pode levar a uma crise da meia-idade, embora
tal passagem seja relativamente calma.
• À medida que o envelhecimento continua durante a idade adulta média,
as pessoas percebem na década dos 50 anos que sua vida e suas realiza-
ções estão bem-definidas e tentam acertar as contas com elas.
• Entre os marcos desenvolvimentais importantes durante a idade adulta
estão o casamento, as mudanças na família e o divórcio. Outro determinan-
te importante do desenvolvimento adulto é o trabalho.
Como a realidade da idade adulta avançada difere dos estereótipos
acerca desse período?
• A velhice pode acarretar declínios físicos marcantes causados pela pré-
programação genética ou pelo desgaste físico. Embora as atividades das
pessoas na idade adulta avançada não sejam tão diferentes daquelas dos
indivíduos mais jovens, as pessoas mais velhas experimentam declínios no
tempo de reação, nas habilidades sensoriais e na resistência física.
• Os declínios intelectuais n~o representam uma parte inevit|vel do enve-
lhecimento. A inteligência fluida não declina com a idade e as habilidades
de memória de longo prazo estão às vezes prejudicadas. Por sua vez, a in-
teligência cristalizada apresenta pequenos aumentos com a idade, e a me-
mória de curto prazo permanece aproximadamente no mesmo nível.
• Embora a teoria do descomprometimento considere o envelhecimento
bem-sucedido como um processo de afastamento gradual do mundo físico,
psicológico e social, existem poucas pesquisas que apoiam essa visão. Em
vez disso, a teoria da atividade, que defende que a manutenção dos inte-
resses e das atividades de anos anteriores leva a um envelhecimento bem-
sucedido, é a explicação mais precisa.
Como podemos nos adaptar à morte?
• De acordo com Elisabeth Kübler-Ross, as pessoas que estão morrendo
atravessam cinco estágios enquanto enfrentam a morte: negação, raiva,
negociação, depressão e aceitação.
RESUMO GAZZANIGA
What Shapes a Child?
• Development Starts in the Womb: Many factors in the prenatal envi-
ronment, such as nutrition and hormones, can affect development. Expo-
sure to teratogens (e.g., drugs, alcohol, viruses) can result in death, de-
formity, or mental disorders.
• Brain Development Promotes Learning: Brain development involves
both maturation and experience. The brain’s plasticity allows changes in
the development of connections and in the synaptic pruning of unused
neural connections. The timing of experiences necessary for brain devel-
opment is particularly important in the early years.
• Attachment Promotes Survival: The emotional bond that develops be-
tween a child and a caregiver increases the child’s chances of survival. At-
tachment styles are generally categorized as secure, avoidant, anxiousam-
bivalent, and disorganized. At the biological level, the hormone oxytocin
facilitates attachment.
How Do Children Learn about Their Worlds?
• Perception Introduces the World: Experiments using habituation and the
preferential-looking technique have revealed infants’ considerable perceptual
ability. Vision and hearing develop rapidly as neural circuitry develops.
• Memory Improves over Childhood: Infantile memory is limited by a
lack of both language ability and autobiographical reference. Source am-
nesia is common in children. Confabulation, common in young children,
may result from underdevelopment of the frontal lobes.
• Piaget Emphasized Stages of Development: Jean Piaget proposed that
through interaction with the environment, children develop mental schemas
and proceed through stages of cognitive development. In the sensorimotor
stage, children experience the world through their senses and develop object
permanence. In the preoperational stage, children’s thinking is dominated by
the appearance of objects rather than by logic. In the concrete operational
stage, children learn the logic of concrete objects. In the formal operational
stage, children become capable of abstract, complex thinking.
• Infants Have Early Knowledge about the World: Experiments using
the habituation paradigm have revealed that infants innately understand
some basic laws of physics and of mathematics.
• Humans Learn from Interacting with Others: Being able to infer another’s
mental state is known as theory of mind. Through socialization, children move
from egocentric thinking to being able to take another’s perspective.
• Language Develops in an Orderly Fashion: Infants can discriminate
phonemes. Language proceeds from sounds to words to telegraphic
speech to sentences. According to Noam Chomsky, all human languages
are governed by universal grammar, an innateset of relations between
linguistic elements. According to Lev Vygotsky, social interaction is the
force that develops language. For language to develop, a child must be ex-
posed to it during the sensitive period.
How Do Children and Adolescents Develop Their Identities?
• Social Systems Influence Development: Urie Bronfenbrenner’s biocul-
tural theory of development recognizes four levels of context that affect
development: The microsystem includes family and classroom; the exosys-
tem includes less direct forces, such as parents’ workplace norms; the
macrosystem broadens to cultural aspects such as ethnicity; and the
chronosystem consists of sociohistorical context.
• Friends Influence Identity and Behaviour: Social comparisons help
shape children’s development.
• Parental Style Can Affect Children’s Well-Being: Although some psy-
chologists believe that parents play a minimal role in their children’s de-
velopment, data show that parents influence many areas of their children’s
lives, including religiosity and how children experience emotions.
• Divorce Is Difficult for Childen: Many children suffer adverse conse-
quences when their parents divorce, but some children manage this life-
changing event well. The reduced income following divorce likely contrib-
utes to the negative outcomes.
• Gender Identity Is Determined by Biology and Cultural Norms:
Shaped by biology and culture, gender identity develops in children and
shapes their behaviours (i.e., gender roles). Gender schemas are the cogni-
tive constructs of gender.
• People Define Themselves in Terms of Race and Ethnicity: By three
months of age, infants show a preference for faces of their own race, except for
infants reared around large majorities of people from different races. By age
four, children begin to categorize themselves and others with regard to race
and ethnicity. Ethnic identity is complicated by social prejudice.
What Brings Meaning to Adulthood?
• Adults Are Affected by Life Transitions: Erikson believed that people de-
velop throughout the lifespan and theorized that each stage of life presents
important social issues to be resolved. For adults, development focuses on gen-
erativity with regard to career and family. Marriage is a central issue, though in
Western societies about half of contemporary marriages fail.
• Aging Can Be Successful: As the population in many Western societies
ages, more research is being done on aging, which inevitably brings physi-
cal and mental changes. Dementia has various causes, including Alz-
heimer’s disease. Most older adults are healthy, remain productive, and
become selective about their relationships and activities.
• Cognition Changes during Aging: Short-term memory, particularly
when attention is divided or tasks are complex, is affected by aging. Crys-
tallized intelligence increases; fluid intelligence declines in old age as
processing speed declines. Being mentally active and socially engaged pre-
serves cognitive functioning.
PERSONALIDADE
ABORDAGENS PSICODINÂMICAS DA PERSONALIDADE
• Abordagens psicodinâmicas da personalidade: abordagens que pres-
supõem que a personalidade é motivada por forças e conflitos internos
sobre os quais as pessoas têm pouca consciência e não possuem controle.
• Teoria psicanalítica: teoria de Freud de que forças inconscientes atuam
como determinantes da personalidade.
• Inconsciente: parte da personalidade que contém memórias, conheci-
mentos, crenças, sentimentos, desejos, impulsos e instintos dos quais o
indivíduo não está consciente.
ALERTA DE ESTUDO
Lembre-se de que as três partes da personalidade na teoria de Freud – o
id, o ego e o superego – são concepções abstratas que não existem como
estruturas físicas no cérebro.
• Id: parte inata bruta e não organizada da personalidade cujo único pro-
pósito é reduzir a tensão criada pelos impulsos primitivos relacionados a
fome, sexo, agressividade e impulsos irracionais. Opera de acordo com o
princípio do prazer, cujo o objetivo é a redução imediata da tensão e a ma-
ximização da satisfação
• Ego: parte da personalidade que proporciona uma proteção entre o id e
o mundo externo.
• Superego: de acordo com Freud, a estrutura final da personalidade a ser
desenvolvida; ele representa as virtudes e os defeitos da sociedade, con-
forme transmitidos pelos pais e professores e outras figuras importantes
de uma pessoa.
• Est|gios psicossexuais: períodos do desenvolvimento durante os quais as
crianças se deparam com conflitos entre as demandas da sociedade e seus
impulsos sexuais.
• Fixações: conflitos ou preocupações que persistem além do período de-
senvolvimental em que ocorrem inicialmente.
ALERTA DE ESTUDO
Os cinco estágios psicossexuais do desenvolvimento na teoria de Freud –
oral, anal, fálico, latência e genital – indicam como a personalidade desen-
volve-se à medida que as pessoas envelhecem.
• Estágio oral: de acordo com Freud, estágio desde o nascimento até 12 a
18 meses, no qual o centro do prazer de um bebê é a boca. Interesse na
gratificação oral ao sugar, comer, colocar objetos na boca e morder
• Estágio anal: de acordo com Freud, estágio dos 12 a 18 meses até os 3
anos de idade, em que o prazer de uma criança está centrado no ânus. Gra-
tificação ao expelir e reter as fezes; adequação aos controles da sociedade
relacionados ao treinamento dos esfíncteres.
• Estágio fálico: de acordo com Freud, período que começa em torno dos
3 anos, durante o qual o prazer de uma criança está focado nos genitais.
Interesse nos genitais, adequação ao conflito edípico, levando à identifica-
ção com o genitor do mesmo sexo
• Conflito edípico: interesse sexual de uma criança pelo seu genitor do
sexo oposto, geralmente resolvido pela identificação com o genitor do
mesmo sexo.
• Identificação: processo de desejar ser o mais parecido possível com ou-
tra pessoa, imitando o comportamento daquela pessoa e adotando crenças
e valores semelhantes.
• Período de latência: de acordo com Freud, período entre o estágio fáli-
co e a puberdade, durante o qual as preocupações sexuais das crianças são
temporariamente deixadas de lado.
Preocupações sexuais em grande parte sem importância.
• Estágio genital: de acordo com Freud, período da puberdade até a morte,
marcado pelo comportamento sexual maduro (i. e., a relação sexual). Reemer-
gência dos interesses sexuais e estabelecimento de relações sexuais maduras.
• Mecanismos de defesa: na teoria freudiana, estratégias inconscientes
que as pessoas usam para reduzir a ansiedade, distorcendo a realidade e
ocultando a fonte de ansiedade de si mesmas.
• Repressão: mecanismo de defesa primário no qual impulsos do id ina-
ceitáveis ou desagradáveis são forçados a voltar para o inconsciente.
Mecanismos de defesa de Freud
Mecanismo Explicação Exemplo
Repressão
Impulsos inaceitáveis ou desa-
gradáveis são forçados a voltar
para o inconsciente.
Uma mulher não consegue se
lembrar de que foi violentada.
Regressão
As pessoas comportam-se como
se estivessem em um estágio
anterior do desenvolvimento.
Um chefe tem um ataque de
raiva quando um empregado
comete um erro.
Deslocamento
A expressão de um sentimento
ou pensamento indesejado é
redirecionada de uma pessoa
poderosa mais ameaçadora para
uma mais fraca.
Um irmão grita com a irmã mais
moça depois de receber da pro-
fessora uma nota ruim.
Racionalização
As pessoas dão explicações de
autojustificação no lugar da ra-
zão verdadeira, mas ameaçado-
ra, para seu comportamento.
Um estudante que sai para be-
berna noite anterior a um gran-
de teste racionaliza seu compor-
tamento dizendo que o teste não
é assim tão importante.
Negação
A pessoa recusa-se a aceitar ou a
reconhecer uma informação que
produz ansiedade.
Um estudante recusa-se a acre-
ditar que foi reprovado em um
curso.
Projeção
As pessoas atribuem impulsos e
sentimentos indesejados a outra
pessoa.
Um homem que é infiel à esposa
e sente-se culpado suspeita que
a esposa é infiel.
Sublimação
As pessoas desviam impulsos
indesejados para pensamentos,
sentimentos ou comportamentos
aprovados socialmente.
Um indivíduo com fortes senti-
mentos de agressão torna-se um
soldado.
Formação reativa
Os impulsos inconscientes são
expressos como seu oposto na
consciência.
Uma mãe que inconscientemen-
te é ressentida com o filho age
de forma extremamente amoro-
sa com ele.
• Psicanalistas neofreudianos: psicanalistas que foram treinados na teoria
freudiana tradicional, mas que posteriormente rejeitaram alguns dos pontos
principais. Os neofreudianos atribuíram maior ênfase do que Freud às fun-
ções do ego, propondo que ele tem mais controle do que o id sobre as ativida-
des do dia a dia. Centraram-se mais no ambiente social e minimizaram a im-
portância do sexo como uma força motriz na vida das pessoas. Também pres-
taram mais atenção aos efeitos da sociedade e da cultura no desenvolvimento
da personalidade. (Jung, Horney, Anna Freud, Adler, Erikson).
• Inconsciente coletivo: de acordo com Jung, um conjunto de ideias, senti-
mentos, imagens e símbolos comuns que herdamos de nossos ancestrais, de
toda a raça humana e inclusive de ancestrais animais do passado distante.
• Arquétipos: de acordo com Jung, representações simbólicas universais
de uma pessoa, objeto ou experiência particular (como o bem e o mal).
RECAPITULE
Como os psicólogos definem e empregam o conceito de personalidade?
• A personalidade é um padr~o de características constantes que produ-
zem consistência e individualidade em determinada pessoa.
O que as teorias de Freud e seus sucessores dizem acerca da estrutu-
ra e do desenvolvimento da personalidade?
• De acordo com as abordagens psicodinâmicas da personalidade, grande
parte do comportamento é atribuída a porções da personalidade que são
encontradas no inconsciente e, portanto, não temos consciência delas.
• A teoria psicanalítica de Freud, uma das abordagens psicodinâmicas, su-
gere que a personalidade é composta pelo id, o ego e o superego. O id é a
parte inata não organizada cujo propósito é reduzir imediatamente as ten-
sões relativas a fome, sexo, agressividade e outros impulsos primitivos. O
ego restringe a energia instintual para manter a segurança do indivíduo e
ajudar a pessoa a ser um membro da sociedade. O superego representa as
virtudes e os defeitos e inclui a consciência.
• A teoria psicanalítica de Freud sugere que a personalidade desenvolve-se por
meio de uma série de estágios psicossexuais (oral, anal, fálico, latência e geni-
tal), cada um dos quais está associado a uma função biológica primária.
• Os mecanismos de defesa, de acordo com a teoria freudiana, são estratégias
inconscientes que as pessoas usam para reduzir a ansiedade, distorcendo a
realidade e ocultando a verdadeira origem da ansiedade de si mesmas.
• A teoria psicanalítica de Freud provocou inúmeras críticas, incluindo
uma falta de dados científicos que a apoiem, a inadequação da teoria em
fazer predições e o fato de ter sido baseada em uma população altamente
restrita. Entretanto, pesquisas recentes em neurociência apresentaram
algum apoio para o conceito de inconsciente.
• Os teóricos psicanalíticos neofreudianos basearam-se no trabalho de
Freud, embora tenham atribuído maior ênfase ao papel do ego e dado mais
atenção ao papel dos fatores sociais na determinação do comportamento.
ABORDAGENS DO TRAÇO, DA APRENDIZAGEM, BIOLÓGICA E EVOLU-
CIONISTA E HUMANISTA DA PERSONALIDADE
• Teoria do traço: modelo que procura identificar os traços básicos ne-
cessários para descrever a personalidade.
• Traços: características de personalidade e comportamentos constantes
exibidos em diferentes situações. Não oferecem explicações para o com-
portamento, apenas o descreve.
ALERTA DE ESTUDO
Todas as teorias do traço explicam a personalidade em termos de traços (ca-
racterísticas de personalidade e comportamentos constantes), porém elas dife-
rem em termos de quais e quantos traços são vistos como fundamentais.
• Teoria do traço de Allport: cardinais (característica única), centrais e
secundários.
• Cattel: fatorando a personalidade (questionários de 16 fatores de perso-
nalidade).
• Eysenck: extroversão (sociável, animado, ativo, assertivo, empenhado na
busca de sensações) relaciona-se ao grau de sociabilidade, enquanto a di-
mensão do neuroticismo (ansioso, deprimido, sentimentos de culpa, baixa
autoestima, tenso) inclui a estabilidade emocional. Por sua vez, o psicoti-
cismo (agressivo, frio, egocêntrico, impessoal, impulsivo) refere-se ao grau
em que a realidade é distorcida.
• Big five: Abertura para a experiência (Independente – Adaptado, Ima-
gi,nativo – Prático, Preferência pela variedade – Preferência pela rotina).
Realização ou escrupulosidade (Cuidadoso – Descuidado, Disciplinado –
Impulsivo, Organizado – Desorganizado). Extroversão (Falante – Quieto,
Gosta de diversão – Sóbrio, Sociável – Retraído). Socialização (Compassivo
– Atribui culpas, Gentil – Frio, Grato – Hostil). Neuroticismo (Estável –
Tenso, Calmo – Ansioso, Seguro – Inseguro).
ALERTA DE ESTUDO
Você pode lembrar-se do grupo de traços de personalidade “Big Five” u-
sando o acrônimo OCEAN: Openess (abertura para a experiência), Consci-
entiousness (realização ou escrupulosidade), Extraversion (extroversão),
Agreeableness (sociabilidade) e Neuroticism (neuroticismo).
• Abordagens sociocognitivas da personalidade: teorias que enfatizam
a influência das cognições de uma pessoa – pensamentos, sentimentos,
expectativas e valores –, bem como a observação dos outros, na determi-
nação da personalidade.
• Autoeficácia: crença de que temos as capacidades pessoais para domi-
nar uma situação e produzir resultados positivos.
• Autoestima: componente da personalidade que abrange nossas autoava-
liações positivas e negativas.
• Teoria do sistema de processamento cognitivo-afetivo: Mischel argumen-
ta que os pensamentos e as emoções das pessoas sobre si mesmas e o mundo
determinam como elas encaram e, então, reagem em situações particulares.
Assim, a personalidade é vista como um reflexo de como as experiências ante-
riores em diferentes situações afetam o comportamento das pessoas.
• Abordagens biológica e evolucionista da personalidade: teorias que
propõem que importantes componentes da personalidade são herdados,
ou seja, analisam a forma pela qual a herança genética das pessoas afeta a
personalidade.
• Temperamento: estilo comportamental inato e característico de res-
ponder que emerge no início da vida.
• Abordagens humanistas da personalidade: teorias que enfatizam a
bondade inata das pessoas e o desejo de alcançar níveis superiores de fun-
cionamento.
• Autoatualização: estado de autorrealização em que as pessoas perce-
bem seu mais alto potencial, cada uma de maneira única.
• Aceitação positiva incondicional: a atitude de aceitação e respeito por par-
te de um observador, independentemente do que uma pessoa diga ou faça.
Abordagem
teórica e
principais
teóricos
Determinantes
conscientes
versus incons-
cientes da
personalidade
Natureza
(fatores he-
reditários)
versus cria-
ção(fatores
ambientais)
Livre-arbítrio
versus de-
terminismo
Estabilidade
versus modifi-
cabilidade
Psicodinâmica
(Freud, Jung,
Horney,
Adler)
Ênfase no in-
consciente
Enfatiza a
estrutura ina-
ta, herdada da
personalidade,
valorizando a
importância
da experiência
infantil
Enfatiza o de-
terminismo, a
visão de que o
comportamento
é direcionado e
causado por
fatores externos
ao próprio
controle
Enfatiza a estabi-
lidade das carac-
terísticas durante
a vida de uma
pessoa
Traços (All-
port, Cattell,
Eysenck)
Desconsidera o
consciente e o
inconsciente
As abordagens
variam
Idem Idem
Aprendizagem
(Skinner,
Bandura)
Idem
Centra-se no
ambiente
Idem
Enfatiza que a
personalidade
permanece flexí-
vel e resiliente
durante a vida de
uma pessoa
Biológica e
evolucionista
(Tellegen)
Idem
Enfatiza os
determinantes
inatos, herda-
dos da perso-
nalidade
Idem
Enfatiza a estabi-
lidade das carac-
terísticas durante
a vida de uma
pessoa
Humanista
(Rogers, Mas-
low)
Enfatiza o cons-
ciente mais do
que o inconsci-
ente
Enfatiza a
interação en-
tre a natureza
e a criação
Enfatiza a
liberdade dos
indivíduos de
fazer as pró-
prias escolhas
Enfatiza que a
personalidade
permanece flexí-
vel e resiliente
durante a vida de
uma pessoa
RECAPITULE
Quais são os principais aspectos das abordagens do traço, da apren-
dizagem, biológica e evolucionista e humanista da personalidade?
• As abordagens do traço foram usadas para identificar dimensões relati-
vamente constantes por meio das quais as pessoas diferem umas das ou-
tras – dimensões conhecidas como traços.
• As abordagens da aprendizagem concentram-se no comportamento ob-
servável. Para um teórico da aprendizagem rigoroso, a personalidade é a
soma das respostas ao ambiente externo que foram aprendidas.
• As abordagens sociocognitivas concentram-se no papel da cognição na
determinação da personalidade. Essas abordagens prestam particular a-
tenção à autoeficácia e à autoestima na determinação do comportamento.
• As abordagens biológica e evolucionista enfatizam a maneira como as
características da personalidade são herdadas.
• As abordagens humanistas enfatizam a bondade inerente às pessoas,
considerando a essência da personalidade em termos da capacidade de
uma pessoa de mudar e melhorar.
• As principais abordagens da personalidade diferem substancialmente
umas das outras; as diferenças podem refletir seu foco nos diferentes as-
pectos da personalidade e na complexidade geral dela.
AVALIANDO A PERSONALIDADE:
DETERMINANDO O QUE NOS TORNA DIFERENTES
• Testes psicológicos: medidas padronizadas elaboradas para avaliar o com-
portamento objetivamente; usados pelos psicólogos para ajudar as pessoas a
tomar decisões sobre suas vidas e a compreender mais sobre si mesmas.
ALERTA DE ESTUDO
A distinção entre confiabilidade e validade é importante. Por exemplo, um teste
que mede a confiança é confiável se ele produz os mesmos resultados cada vez
que é administrado, enquanto é válido se medir a confiança com precisão.
• Medidas de autorrelato: método de reunião de dados sobre as pessoas,
fazendo-lhes perguntas sobre uma amostra de seu comportamento.
• Inventário Multifásico de Personalidade de Minnesota-2 (MMPI-2):
teste de autorrelato amplamente usado que identifica pessoas com trans-
tornos psicológicos e que é empregado para predizer alguns comporta-
mentos do dia a dia.
• Padronização do teste: técnica usada para validar questões nos testes de per-
sonalidade, estudando-se as respostas das pessoas com diagnósticos conhecidos.
ALERTA DE ESTUDO
Em testes projetivos como o Rorschach, os pesquisadores apresentam um
estímulo ambíguo e pedem que a pessoa descreva-o ou conte uma história
a seu respeito. Então, eles usam as respostas para fazer inferências acerca
da personalidade dessa pessoa.
• Teste projetivo de personalidade: teste no qual se mostra a uma pes-
soa um estímulo ambíguo e solicita-lhe que o descreva ou conte uma histó-
ria a seu respeito.
• Método de Rorschach: teste que envolve a apresentação de uma série
de estímulos visuais simétricos às pessoas, as quais então são solicitadas a
dizer o que aquelas figuras representam para elas.
• Teste de Apercepção Temática (TAT): teste que consiste em uma série
de figuras sobre as quais uma pessoa é solicitada a escrever uma história.
• Avaliação comportamental: medidas diretas do comportamento de um
indivíduo usadas para descrever características da personalidade.
RECAPITULE
Como podemos avaliar a personalidade com maior precisão?
• Testes psicológicos como o MMPI-2 são ferramentas de avaliação padro-
nizadas que medem o comportamento objetivamente. Eles devem ser con-
fiáveis (medindo o que estão tentando medir de forma consistente) e váli-
dos (medindo o que devem medir).
Quais são os principais tipos de medidas da personalidade?
• As medidas de autorrelato perguntam às pessoas acerca de uma amostra
da variação de seu comportamento. Esses relatos são usados para inferir a
presença de características particulares de personalidade.
• Os testes projetivos de personalidade (como o método de Rorschach e o
TAT) apresentam um estímulo ambíguo: o administrador do teste infere
informações sobre o testando a partir de suas respostas.
RESUMO GAZZANIGA
How Have Psychologists Studied Personality?
• Psychodynamic Theories Emphasize Unconscious and Dynamic
Processes: Freud believed that personality resulted partly from uncon-
scious conflicts.The personality results from the ego’s use of defence
mechanisms to reduce the anxiety of the oppositional demands of the id
and the superego. Stages of psychosexual development occur from birth to
adolescence. Neo-Freudians have focused on relationships, especially chil-
dren’s emotional attachments to their parents.
• Humanistic Approaches Emphasize Integrated Personal Experience: Hu-
manists view personality as the result of experiences and beliefs. Humans strive
to realize their full potential and may be hampered in doing so if they do not re-
ceive unconditional positive regard from their parents and/or guardians. The
positive psychology movement researches subjective well-being.
• Type and Trait Approaches Describe Behavioural Dispositions: Per-
sonality type theories focus more on description than on explanation. Trait
theorists assume that personality is a collection of traits that vary and that
exist in a hierarchy of importance. In Eysenck’s model of personality,
lesser traits are organized under larger biologically based traits (extrover-
sion, emotional stability, psychoticism).The Big Five theory considers per-
sonality to be composed of openness to new experience, conscientious-
ness, extroversion, agreeableness, and neuroticism.
• Personality Reflects Learning and Cognition: Through interaction with their
environment, people learn patterns of responding that are guided by both expec-
tancies and values. Self-efficacy, the extent to which people believe they can
achieve specific outcomes, is an important determinant of behaviour. The cogni-
tive-affective personality system (CAPS) emphasizes self-regulation.
How Is Personality Assessed, and What Does It Predict?
• Personality Refers to Both Unique and Common Characteristics:
Idiographic approaches are person-centred; they evaluate personality by
assessing the unique pattern of an individual’s characteristics. Nomothetic
approaches focus on characteristics common among all people but on
which individuals vary(i.e., traits).
• Researchers Use Objective and Projective Methods to Assess Personality:
Projective measures subjectively evaluate the unconscious issues a person pro-
jects onto ambiguous stimuli. Objective measures are straightforward assess-
ments, usually involving self-report questionnaires or observer ratings.
• Observers Show Accuracy in Trait Judgments: Close acquaintances
may better predict a person’s behaviour than the person can.
• People Sometimes Are Inconsistent: Mischel proposed that situations
are more important than traits in predicting behaviour.
• Behaviour Is Influenced by the Interaction of Personality and Situa-
tions: Situations vary in the extent to which they both influence behaviour
and interact with personality to determine behaviour.
• There Are Cultural and Gender Differences in Personality: Cross-
cultural research presents problems because of translation issues, cultural
norms for self-reporting, and individuals’ judgments of themselves relative
to other people from their own cultures. Some research suggests that the
Big Five personality factors are universal for humans.
What Are the Biological Bases of Personality?
• Animals Have Personalities: Research on a wide variety of animal spe-
cies has shown that animals have distinct personality traits that corr
spond roughly to the Big Five in humans.
• Personality Is Rooted in Genetics: Twin and adoption studies have
found that 40 percent to 60 percent of personality variation is due to ge-
netics. Personality characteristics are influenced by multiple genes, and
their expression is the result of interaction with environments.
• Temperaments Are Evident in Infancy: Temperaments, the general
tendencies of how people behave, are biologically mediated and observ-
able in infants.
• Personality Is Linked to Specific Neurophysiological Mechanisms:
Cortical arousal is regulated by the ascending reticular activating system
and results in characteristics of introversion/extroversion. The behav-
ioural approach system and the behavioural inhibition system affect varia-
tions in arousal and the behavioural responses.
• Personality Is Adaptive: Variations in individuals’ personality and skills
benefit a group and provide an advantage for group survival.
• Personality Traits Are Stable over Time: Trait consistency is lowest
for young children and highest for those over age 50. Biological and envi-
ronmental factors are more stable in adulthood. Characteristic adaptations
change across time and circumstances.
How Do We Know Our Own Personalities?
• Our Self-Concepts Consist of Self-Knowledge: Self-schemas are the
cognitive aspects of self-knowledge, and the working self-concept is the
immediate experience of self at any given time.
• Perceived Social Regard Influences Self-Esteem: Self-esteem is influ-
enced by people’s beliefs about how other people view them. According to
sociometer theory, the need to belong influences social anxiety relative to
self-esteem. Self-esteem may also be influenced by death anxiety.
• We Use Mental Strategies to Maintain Our Views of Self: Positive illu-
sions of self are common. Self-esteem is influenced by comparisons to oth-
ers. A self-serving bias helps maintain positive self-esteem and may be
culturally influenced.
• There Are Cultural Differences in the Self: People from collectivistic
cultures (e.g., regions of Asia and Africa) tend to have interdependent self-
concepts; people from individualistic cultures (e.g., the United States, Can-
ada, Europe) tend to have independent self-concepts.
METODOLOGIA DE PESQUISA
O QUE É AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA: MÉTODOS, TÉCNICAS E TESTES
• A avaliação psicológica é um processo, geralmente complexo, que tem
por objetivo produzir hipóteses, ou diagnósticos, sobre uma pessoa ou
grupo. Às vezes o termo Testagem Psicológica é utilizada como sinônimo,
mas a testagem é parte da avaliação e nem sempre é empregada.
• Teste psicológico: é um instrumento que avalia (mede ou faz uma estima-
tiva) construtos (também chamados de variáveis latentes) que não podem
ser observados diretamente. Exemplos desses construtos: altruísmo, inteli-
gência, extroversão, otimismo, ansiedade etc. Para Urbina, um teste psicológi-
co “é um procedimento sistem|tico para coletar amostras de comportamento
relevantes para o funcionamento cognitivo, afetivo ou interpessoal e para
pontuar e avaliar essas amostras de acordo com normas”.
• Pontos de corte: também chamados de valores críticos, correspondem ao
limites que separam os indivíduos que estão saudáveis daqueles que não es-
tão, por exemplo.
• Entrevista: pode ser feita com diversas finalidades e objetivos. Podem
ser estruturadas, semiestruturadas ou informais.
• Observação: permite gerar muitas informações através de protocolos e
técnicas específicos para observar determinados comportamentos. Atra-
vés da observação, é possível anotar e considerar toda a comunicação não-
verbal presente.
VALIDADE
• Validade: o quanto um teste é legítimo em relação aquilo que mede, ou
seja, ao grau em que um teste mede aquilo que se propõe a medir.
• Diferença entre validade e validação: validade refere-se à qualidade
das inferências, conclusões e decisões tomadas com base nos escores obti-
dos pelo uso de um instrumento. Validação é o processo em que se busca
dar evidências de validade que apóiem a adequação, o significado e a utili-
dade das decisões tomadas com base nas inferências feitas a partir dos
escores obtidos do teste.
• Validade de conteúdo: se refere ao quanto o teste pode ser uma amos-
tra representativa dos comportamentos que são a expressão do traço la-
tente em questão, ou, em outras palavras. Se os itens do teste se constitu-
em em uma amostra representativa do universo de itens do construto. A
validade de conteúdo precisa ter a cobertura adequada.
• Fórmula da Razão de Validade de Conteúdo: RVC = (ne – N/2)/(N/2),
sendo ne o número de avaliadores que indicou o item como essencial e N o
número de avaliadores.
• Validade de Face ou Aparente: julgamento subjetivo que as pessoas fazem
sobre o teste. Isto é, o respondente forma uma opinião com relação ao teste
aplicado. Se, de acordo com a sua própria percepção sobre os itens ou tarefas, o
considera interessante, se mede algo importante ou mede algo irrelevante. Es-
sa percepção pode afetar as respostas, sua motivação e desempenho.
• Validade de Critério: está relacionada ao quanto o teste pode predizer o
desempenho do sujeito em tarefas especificadas. O desempenho nessa ta-
refa especificada torna-se o critério por meio d qual a validade do teste
será avaliada. A validade é dada pela avaliação da relação dos escores ob-
tidos no teste em questão com os escores obtidos no teste que servirá de
critério. O critério deve ser relevante, válido e não contaminado.
• Validade de Construto: em lugar de partir da teoria para a obtenção do
teste, pode-se partir do teste para a teoria e, assim, clarear a rede nomoló-
gica na qual o construto está inserido.
• Análise Fatorial: pode ser empregada como um método que reduz os da-
dos provenientes de um conjunto de escores a um número menor de fatores,
empregando a inter-relação entre os itens para atingir esse objetivo.
• Para Messick: a validação é algo em constante construção, sempre em
busca de evidências que permitam que as conclusões acerca dos escores
dos testes sejam progressivamente mais válidas. O pesquisador deve preo-
cupar-se em coletar evidências de validade de diferentes fontes, sejam elas
de conteúdo, sejam elas de critério, convergente ou divergente, todas em
busca de validar o construto.FIDEDIGNIDADE
• Fidedignidade: também conhecido como precisão (confiança, consis-
tência interna, estabilidade) de um teste, refere-se à estabilidade com que
os escores dos testandos conservam-se em aplicações alternativas de um
mesmo teste ou em formas equivalentes de testes distintos. Muitas variá-
veis podem influenciar na flutuação dos escores ao longo do tempo (a-
prendizado, lembrança das respostas anteriores etc.).
• Por que a fidedignidade é importante: porque a replicação de estudos
é um quesito fundamental para a ciência. Logo, o instrumento de medida
usado em pesquisa deve ser o mais preciso possível, para garantir as con-
dições necessárias para a adequada replicação dos resultados.
ALERTA DE ESTUDO
Atentar para que todo teste pode apresentar erros de medida que podem
ser aleatórios ou sistemáticos.
• Fidedignidade Teste-Reteste: consiste em uma correlação dos escores
dos mesmos testandos avaliados em momentos distintos.
• Correlação: é uma análise estatística entre duas ou mais variáveis que
produz um coeficiente que varia de -1 a +1, sendo que o valor “0” implica a
ausência total de relação entre as variáveis, quanto mais próximo a 1 for o
valor do coeficiente, maior é a relação entre as variáveis.
• Fidedignidade de Formas Alternadas: similar ao teste-reteste, tem por
objetivo avaliar a relação entre os escores dos testandos entre um período
de tempo. Difere do teste-reteste pois as aplicações ocorrem com conjun-
tos de itens distintos. Para isso, é necessária a existência de duas formas
equivalentes do mesmo teste (mesmo numero de itens, formato). Assim
reduz as chances de treinamento ou fraude.
• Duas metades: separar o teste em duas partes e calcular a correlação
entre elas. Se os valores de correlação forem elevados, então há evidências
de fidedignidade. A dificuldade existe em como dividir o teste para que as
metades tenham o mesmo peso.
• Coeficiente Alta – α (alfa de Cronbach): é a media de todos os coefici-
entes possíveis de duas metades de um teste e indica o valor esperado de
uma divisão aleatória do conjunto de itens de cada teste. Ou seja, se divi-
díssemos um teste usando todas as possibilidades, obteríamos um coefici-
ente de correlação referente a cada divisão. Se então, calculássemos a mé-
dia de todos esses coeficientes, obteríamos o coeficiente alfa que vão de 0
a 1, sendo que mais próximo do 1, mais fidedignidade do teste.
• Fidedignidade do avaliador: a subjetividade do avaliador pode influen-
ciar, portanto, muitas vezes é indicado correlacionar os resultados dos
protocolos de respostas dados a avaliadores diferentes.
• Teoria da resposta de item (TRI): um conjunto de modelos estatísticos
que suprem essa lacuna dos coeficientes tradicionais de fidedignidade. A
aplicação do TRI permite avaliar especificamente em que parte do traço
latente o teste está mensurando mais adequadamente os participantes e
onda há mais erros de medida.
PESQUISA QUALITATIVA
In a qualitative study, inquirers state research questions, not objectives
(i.e . specific goals for the research) or hypotheses (i.e. predictions that
involve variables and statistical tests). These research questions assume
two forms: a central question and associated subquestions.
The central question is a broad question that asks for an exploration of the
central phenomenon or concept in a study. The inquirer poses this ques-
tion, consistent with the emerging methodology of qualitative research, as
a general issue so as to not limit the inquiry. To arrive at this question, ask.
"What is the broadest question that I can ask in the study?"
Beginning researchers trained in quantitative research might struggle with
this approach because they are accustomed to the reverse approach: identify-
ing specific narrow questions or hypotheses based on a few variables.
In qualitative research, the intent is to explore the complex set of factors
surrounding the central phenomenon and present the varied perspectives
or meanings that participants hold. The following are guidelines for writ-
ing broad qualitative research questions:
• Ask one or two central questions followed by no more than five to
seven subquestions. Several subquestions follow each general central
question: the subquestions narrow the focus of the study but leave open
the questioning. This approach is well within the limits set by Miles and
Huberman (1994) who recommended that researchers write no more
than a dozen qualitative research questions in all (central and subques-
tions). The subquestions, in turn, can become specific questions used dur-
ing interviews (or in observing or when looking at documents). In devel-
oping an interview protocol or guide, the researcher might ask an ice
breaker question at the beginning. for example, followed by five or so sub-
questions in the study. The interview would then end with an additional
wrap-up or summary question or ask, as I did in one of my qualitative case
studies, "Who should I turn to, to learn more about this topic?" (Asmussen
& Creswell, 1995).
• Relate the central question to the specific qualitative strategy of
inquiry. For example, the specificity of the questions in ethnography at
this stage of the design differs from that in other qualitative strategies. In
ethnographic research, Spradley (1980) advanced a taxonomy of ethno-
graphic questions that included a mini-tour of the culture-sharing group,
their experiences, use of native language, contrasts with other cultural
groups, and questions to verify the accuracy of the data. In critical ethno-
grapby. the research questions may build on a body of existing literature.
These questions become working guidelines rather than truths to be
proven (Thomas, 199 3, p. 35). Alternatively, in phenomenology, the ques-
tions might be broadly stated without specific reference to the existing
literature or a typology of questions. Moustakas (1994) talks about asking
what the participants experienced and the contexts or situations in which
they experienced it. A phenomenological example is, "What is it like for a
mother to live with a teenage child who is dying of cancer!'' (Nieswiadomy,
1993, p. 151). In grounded theory, the questions may be directed toward
generating a theory of some process, such as the exploration of a process
as to how caregivers and patients interact in a hospital setting. In a quali-
tative case study, the questions may address a description of the case and
the themes that emerge from studying it.
• Begin the research questions with the words what or how to convey an
open and emerging design. The word why often implies that the researcher
is trying to explain why something occurs, and this suggests to me a cause-
and-effect type of thinking that I associate with quantitative research instead
of the more open and emerging stance of qualitative research.
• Focus on a single phenomenon or concept. As a study develops over
time, factors will emerge that may influence this single phenomenon, but
begin a study with a single focus to explore in great detail.
• Use exploratory verbs that convey the language of emerging design.
These verbs tell the reader that the study will
• Discover (e. g., grounded theory)
• Seek to understand (e.g., ethnography)
• Explore a process (e.g., case study)
• Describe the experiences (e.g., phenomenology)
• Report the stories (e.g., narrative research)
• Use these more exploratory verbs that are nondirectional rather than
directional words that suggest quantitative research, such as "affect," "in-
fluence," "impact," "determine," "cause." and "relate."
• Expect theresearch questions to evolve and change during the study in a
manner consistent with the assumptions of an emerging design. Often in
qualitative studies, the questions are under continual review and reformu-
lation (as in a grounded theory study). This approach may be problematic
for individuals accustomed to quantitative designs, in which the research
questions remain fixed throughout the study.
• Use open-ended questions without reference to the literature or theory
unless otherwise indicated by a qualitative strategy of inquiry.
• Specify the participants and the research site for the study, if the infor-
mation has not yet been given.
Here is a script for a qualitative central question:
____ (How or what) is the ("story for" for narrative research: "meaning of"
the phenomenon for phenomenology; "theory that explains the process of"
for grounded theory; "culture-sharing pattern" for ethnography; "issue" in
the "case" for case study) of ____ (central phenomenon) for (participants)
at ____ (research site).
PESQUISA QUANTITATIVA
In quantitative studies, investigators use quantitative research questions
and hypotheses, and sometimes objectives, to shape and specifically focus
the purpose of the study. Quantitative research questions inquire about
the relationships among variables that the investigator seeks to know.
They are used frequently in social science research and especially in sur-
vey studies. Quantitative hypotheses, on the other hand, are predictions
the researcher makes about the expected relationships among variables.
They are numeric estimates of population values based on data collected
from samples. Testing of hypotheses employs statistical procedures in
which the investigator draws inferences about the population from a study
sample. Hypotheses are used often in experiments in which investigators
compare groups. Advisers often recommend their use in a formal research
project, such as a dissertation or thesis, as a means of stating the direction
a study will take. Objectives, on the other hand, indicate the goals or objec-
tives for a study. They often appear in proposals for funding, but tend to be
used with less frequency in social and health science research today. Be-
cause of this, the focus here will be on research questions and hypotheses.
Here is an example of a script for a quantitative research question:
Does (name the theory) explain the relationship between ____ (independent
variable) and (dependent variable), controlling for the effects of (control
variable)? Alternatively, a script for a quantitative null hypothesis might be as
follows: There is no significant difference between (the control and experi-
mental groups on the independent variable) on ____ (dependent variable).
Guidelines for writing good quantitative research questions and hypothe-
ses include the following.
• The use of variables in research questions or hypotheses is typically lim-
ited to three basic approaches. The researcher may compare groups on an
independent variable to see its impact on a dependent variable. Alterna-
tively, the investigator may relate one or more independent variables to
one or more dependent variables. Third, the researcher may describe re-
sponses to the independent, mediating, or dependent variables.
Most quantitative research falls into one or more of these three categories.
• The most rigorous form of quantitative research follows from a test of a
theory and the specification of research questions or hypotheses that are
included in the theory.
• The independent and dependent variables must be measured separately.
This procedure reinforces the cause-and-effect logic of quantitative research.
• To eliminate redundancy, write only research questions or hypotheses,
not both, unless the hypotheses build on the research questions (discus-
sion follows). Choose the form based on tradition, recommendations from
an adviser or faculty committee, or whether past research indicates a pre-
diction about outcomes.
• If hypotheses are used, there are two forms: null and alternative. A null
hypothesis represents the traditional approach: it makes a prediction that
in the general population. no relationship or no significant difference ex-
ists between groups on a variable. The wording is, "There is no difference
(or relationship)" between the groups. The following example illustrates a
null hypothesis.
• The second form, popular in journal articles is the alternative or direc-
tional hypothesis. The investigator makes a prediction about the expected
outcome basing this prediction on prior literature and studies on the topic
that suggest a potential outcome. For example, the researcher may predict
that "Scores will be higher for Group A than for Group B" on the dependent
variable or that "Group A will change more than Group B" on the outcome.
These examples illustrate a directional hypothesis because an expected
prediction (e.g., higher, more change) is made.
• Unless the study intentionally employs demographic variables as predic-
tors, use nondemographic variables (i.e., attitudes or behaviours) as inde-
pendent and dependent variables. Because quantitative studies attempt to
verify theories, demographic variables (e.g., age. income level, educational
level and so forth) typically enter these models as intervening (or mediat-
ing or moderating) variables instead of major independent variables.
• Use the same pattern of word order in the questions or hypotheses to
enable a reader to easily identify the major variables. This calls for repeat-
ing key phrases and positioning the variables with the independent first
and concluding with the dependent in left-to-right order.
PESQUISA EM PSICOLOGIA
• Método científico: abordagem usada pelos psicólogos para adquirir sis-
tematicamente conhecimento e compreensão sobre o comportamento e
outros fenômenos de interesse.
• Teorias: explicações e previsões gerais sobre fenômenos de interesse.
• Hipótese: previsão, oriunda de uma teoria, enunciada de modo que
permita que ela seja testada.
• Definição operacional: tradução de uma hipótese em procedimentos
testáveis específicos que podem ser medidos e observados.
ALERTA DE ESTUDO
Lembre-se de que uma teoria é uma explicação ampla, enquanto uma hipó-
tese é uma previsão mais estreita.
• Pesquisa de arquivo: pesquisa em que dados existentes, tais como do-
cumentos censitários, registros universitários e recortes de jornal, são e-
xaminados para testar uma hipótese.
• Observação naturalista: pesquisa em que um investigador apenas observa
algum comportamento que ocorre naturalmente e não interfere na situação.
• Pesquisa de levantamento: pesquisa na qual pessoas selecionadas para
representar uma população maior são solicitadas a responder a uma série de
questões sobre seu comportamento, seus pensamentos ou suas atitudes.
• Estudo de caso: investigação intensiva em profundidade de um indiví-
duo ou de um pequeno grupo de pessoas.
• Variáveis: comportamentos, eventos ou outras características que po-
dem mudar ou variar de alguma maneira.
• Pesquisa correlacional: pesquisa em que a relação entre dois conjuntos
de variáveis é examinado para determinar se elas estão associadas ou
“correlacionadas”.
ALERTA DE ESTUDO
O conceito de que “correlaç~o não implica causaç~o” é um princípio fun-
damental.
• Experimento: investigação da relação entre duas (ou mais) variáveis
alterando-se deliberadamente uma situação e observando-se os efeitos
dessa alteração em outros aspectos da situação.
• Manipulação experimental: alteração que um experimentador produzdeliberadamente em uma situação.
• Tratamento: manipulação implementada pelo experimentador.
• Grupo experimental: qualquer grupo que participe de um experimento
que recebe um tratamento.
• Grupo-controle: grupo que participa de um experimento, mas não rece-
be tratamento.
• Variável independente: variável que é manipulada por um experimentador.
• Variável dependente: variável que é mensurada e que se espera que se
modifique como resultado de mudanças causadas pela manipulação da
variável independente realizada pelo experimentador.
ALERTA DE ESTUDO
Para lembrar a diferença entre variáveis dependentes e independentes,
considere que uma hipótese prevê como uma variável dependente depen-
de da manipulação da variável independente.
• Designação aleatória à condição: procedimento em que os participan-
tes são designados para diferentes grupos experimentais ou “condições”
com base no acaso e somente no acaso.
• Resultado significativo: resultados significativos que tornam possível que
os pesquisadores sintam-se confiantes de que confirmaram suas hipóteses.
• Pesquisa replicada: pesquisa que é repetida, às vezes usando-se outros
procedimentos, ambientes e grupos de participantes, para aumentar a
confiança em resultados anteriores.
RECAPITULE
O que é o método científico?
• O método científico é a abordagem que os psicólogos utilizam para en-
tender o comportamento. Ele é dividido em quatro etapas: identificar
questões de interesse, formular uma explicação, realizar estudos que apoi-
em ou refutem a explicação e comunicar os resultados.
• Para testar uma hipótese, os pesquisadores devem formular uma defini-
ção operacional, que traduz os conceitos abstratos da hipótese nos proce-
dimentos reais usados no estudo.
Que papel as teorias e hipóteses desempenham na pesquisa psicológica?
• A pesquisa em psicologia é orientada por teorias (amplas explicações e
previsões sobre fenômenos de interesse) e hipóteses (previsões baseadas
em teorias enunciadas de modo que lhes permita serem testadas).
Que métodos de pesquisa os psicólogos utilizam?
• A pesquisa de arquivo usa registros existentes, tais como jornais antigos ou
outros documentos, para testar uma hipótese. Na observação naturalista, o
investigador atua principalmente como observador, não fazendo qualquer
alteração em uma situação que ocorre de forma natural. Na pesquisa de le-
vantamento, as pessoas respondem a uma série de perguntas sobre seu com-
portamento, seus pensamentos ou suas atitudes. O estudo de caso é uma en-
trevista em profundidade e análise de uma pessoa ou grupo.
• Os métodos de pesquisa descritiva utilizam técnicas de correlação, que
descrevem a associação entre variáveis, mas não podem determinar rela-
ções de causa e efeito.
Como os psicólogos estabelecem relações de causa e efeito nos estu-
dos de pesquisa?
• Em um experimento formal, a relação entre variáveis é investigada produzin-
do-se deliberadamente uma mudança – chamada de manipulação experimen-
tal – em uma variável e observando-se alterações na outra variável.
• Em um experimento, ao menos dois grupos devem ser comparados para ava-
liar as relações de causa e efeito. O grupo que recebeu o tratamento (o proce-
dimento especial concebido pelo experimentador) é o grupo experimental; o
segundo grupo (o qual não recebe qualquer tratamento) é o grupo-controle.
Também podem existir vários grupos experimentais, cada um dos quais sub-
metido a um processo diferente e depois comparado com os outros.
• A vari|vel que experimentadores manipulam é a vari|vel independente.
A variável que eles medem e esperam que mude como resultado da mani-
pulação da variável independente é chamada de variável dependente.
• Em um experimento formal, os participantes devem ser designados alea-
toriamente para as condições de tratamento, de modo que as característi-
cas dos participantes sejam distribuídas uniformemente entre as diferen-
tes condições.
• Os psicólogos usam testes estatísticos para determinar se os resultados
da investigação são significativos.
QUESTÕES CRUCIAIS DA PESQUISA
• Consentimento informado: documento assinado pelos participantes
declarando que eles foram informados sobre as características básicas do
estudo e estão cientes do que sua participação envolverá.
• Viés experimental: fatores que distorcem como a variável independente
afeta a variável dependente em um experimento.
ALERTA DE ESTUDO
Aprenda os principais tipos de possíveis vieses em experimentos: expecta-
tivas do experimentador, expectativa do participante e efeito placebo.
RECAPITULE
Quais são as principais questões confrontadas pelos psicólogos que
realizam pesquisa?
• Um dos princípios éticos fundamentais seguidos pelos psicólogos é o do
consentimento informado. Os participantes devem ser informados, antes
da participação, sobre o esquema básico do experimento e os riscos e be-
nefícios potenciais de sua participação.
• Embora o uso de estudantes universitários como participantes tenha a van-
tagem da fácil disponibilidade, também existem inconvenientes. Por exemplo,
os alunos não representam necessariamente a população como um todo. O
uso de animais não humanos como participantes também pode ter custos em
termos de possibilidade de generalização para seres humanos, ainda que os
benefícios do uso de animais na pesquisa tenham sido profundos.
• Experimentos est~o sujeitos a uma série de vieses ou ameaças. As expec-
tativas do experimentador podem produzir viés quando ele involuntaria-
mente transmite sinais para os participantes sobre suas expectativas em
relação ao comportamento deles em determinada condição experimental.
As expectativas dos participantes também podem influenciar um experi-
mento. As ferramentas utilizadas por experimentadores para ajudar a eli-
minar o viés incluem placebo e procedimento duplo-cego.
RESUMO GLEITMAN
Psychological claims are typically claims about facts, and to check on these
empirical claims, psychologists rely on the methods of science.
MAKING OBSERVATIONS
• Scientific observations typically begin with a question or hypothesis. The
hypothesis must be specific enough to be testable, so that it will be clear
what results might falsify the hypothesis. This requirement for testability
usually calls for an operational definition of the key terms in the hypothe-
sis, in order to specify the study’s dependent variable. The data for a study
must also be systematically collected, and so researchers usually ignore
anecdotal evidence.
• Based on their observations of a sample, psychologists want to draw conclu-
sions about a broad population. In random sampling, every member of the
population has an equal chance of being picked to participate in the study. Re-
searchers sometimes turn to other procedures, including case studies.
• Often, researchers want their study to mirror the circumstances of the
broader world; in this case, they need to ensure the study’s external validity.
This validity depends on many factors, including the requirement that the
study itself not change the behaviours the researchers hope to understand.
One concern here involves the study’s possible demand characteristics —
cues that can signal to the participants how they’re supposed to behave.
One way of avoiding this problem is to use a double-blind design.
WORKING WITH DATA
• Researchers use descriptive statistics to summarize the data from their
studies. These include measures of central tendency of the data, often
computed as the mean, and measures of the variability, often assessed by
the standard deviation.• Researchers also use correlations to summarize the pattern of their data,
asking whether changes in one measurement are somehow linked to
changes in some other measurement. These linkages are often summa-
rized via a correlation coefficient, r. Correlations can be used to check on
the reliability of the measurements, and they’re also one way to assessing
the measure’s validity.
• Researchers use inferential statistics to make inferences based on their
data. This process often involves testing a difference between two groups,
and it typically provides an assessment of a result’s statistical signifi-
cance—ultimately expressed as a p-value, the probability of getting the
data pattern just by chance.
OBSERVATIONAL STUDIES
• Observational studies are crucial for psychology, but they’re often unin-
formative about causation. In some observational studies, we can’t be sure
which observation is the cause and which is the effect; in other cases, we
need to worry about the third-variable problem—the idea that some other
(i.e., third) variable is influencing both the variables observed in our study.
ESTABLISHING CAUSE AND EFFECT: THE POWER OF EXPERIMENTS
• To assess cause and effect, researchers typically turn to experiments in
which they deliberately change some aspect of a situation and observe the
results. It’s crucial for investigators to treat the experimental group and
control group exactly the same in every way except for the experimental
manipulation itself.
• The two groups must also be matched at the outset of the experiment. In
many cases, researchers use random assignment to ensure matching
groups. In other cases, researchers use a within-subject comparison, al-
though they must then take other precautions to address problems that
might be created by the sequence of conditions in the procedure.
• Scientific conclusions rarely rest on a single experiment. Instead, the ex-
periment must be scrutinized by other researchers and usually replicated
through subsequent studies. Only then can we confidently say that the
original hypothesis has been confirmed or disconfirmed.
RESEARCH ETHICS
• Researchers must take precautions to protect the study participants’
physical well-being as well as their privacy, autonomy, and dignity. If these
ethical requirements collide with procedures needed to ensure a study’s
validity, then all risks to the participants must be minimized. Any remain-
ing risks must be fully justified on scientific grounds.
THE POWER OF SCIENCE
• The methods of science can also be used to evaluate claims in everyday
life. People can apply these methods to help ensure their conclusions are
warranted. Relying on the methods of science can also help politicians
make certain their policies are in line with the best available evidence.
RESUMO GAZZANIGA
What Is Scientific Inquiry?
• The Scientific Method Depends on Theories, Hypotheses, and Re-
search: Scientific inquiry relies on objective methods and empirical evi-
dence to answer testable questions. Interconnected ideas or models of
behaviour (theories) yield testable predictions (hypotheses), which are
tested in a systematic way (research) by collecting and evaluating evi-
dence (data).
• Unexpected Findings Can Be Valuable: Unexpected (serendipitous)
discoveries sometimes occur, but only researchers who are prepared to
recognize their importance will benefit from them.
What Are the Types of Studies in Psychological Research?
• Descriptive Studies Involve Observing and Classifying Behaviour:
Researchers observe and describe naturally occurring behaviours to pro-
vide a systematic and objective analysis.
• Correlational Designs Examine How Variables Are Related: Correla-
tional studies are used to examine how variables are naturally related in
the real world, but cannot be used to establish causality or the direction of
a relationship (which variable caused changes in another variable). Corre-
lational reasoning occurs in many contexts, so readers need to be able to
recognize correlational designs in everyday contexts, not just when read-
ing research reports.
• An Experiment Involves Manipulating Conditions: In an experiment,
researchers control the variations in the conditions that the participant
experiences (independent variables) and measure the outcomes (depend-
ent variables) to gain an understanding of causality. Researchers need a
control group to know if the experiment had an effect.
• Random Assignment Is Used to Establish Equivalent Groups: Re-
searchers sample participants from the population they want to study
(e.g., all women who work).They use random sampling when everyone in
the population is equally likely to participate in the study, a condition that
rarely occurs. To establish causality between an intervention and an out-
come, all participants must be equally likely to be in the experimental
group or the control group, to control for pre-existing group differences.
What Are the Data Collection Methods of Psychological Science?
• Observing Is an Unobtrusive Strategy: Data collected by observation
must be defined clearly and collected systematically. Bias may occur in the
data because the participants are aware they are being observed or be-
cause of the observer’s expectations.
• Case Studies Examine Individual Lives and Organizations: A case
study, one kind of descriptive study, examines an individual or an organi-
zation. An intensive study of an individual or organization can be useful
for examining an unusual participant or unusual research question. Inter-
pretation of a case study, however, can be subjective.
• Asking Takes a More Active Approach: Surveys, questionnaires, and
interviews can be used to directly ask people about their thoughts and
behaviours. Self-report data may be biased by the respondents’ desire to
present themselves in a particular way (e.g., smart, honest). Culturally
sensitive research recognizes the differences among people from different
cultural groups and from different language backgrounds.
• Response Performance Measures Information Processing: Measur-
ing reaction times and reaction accuracy and asking people to make stimu-
lus judgments are methods used to examine how people respond to psy-
chological tasks.
• Body/Brain Activity Can Be Measured Directly: Electrophysiology
(often using an electroencephalograph, or EEG) measures the brain’s elec-
trical activity. Brain imaging is done using positron emission tomography
(PET), magnetic resonance imaging (MRI), and functional magnetic reso-
nance imaging (fMRI). Transcranial magnetic stimulation (TMS) disrupts
normal brain activity, allowing researchers to infer the brain processing
involved in particular thoughts, feelings, and behaviours.
• Research with Animals Provides Important Data: Research involving
nonhuman animals provides useful, although simpler, models of behaviour
and of genetics. The purpose of such research may be to learn about ani-
mals’ behaviour or to make inferences about human behaviour.
• There Are Ethical Issues to Consider: Ethical research is governed by a
variety of principles that ensure fair and informed treatment of participants.
How Are Data Analyzed and Evaluated?
• Good Research Requires Valid, Reliable, and Accurate Data: Data
must be meaningful (valid) and their measurement reliable (i.e., consistent
and stable) and accurate.
• Descriptive Statistics Provide a Summary of the Data: Measures of
central tendency and variability are used to describe data.
• Correlations Describe the Relationships between Variables: A correla-
tionis a descriptive statistic that describes the strength and direction of the
relationship between two variables. Correlations close to zero signify weak
relationships; correlations near -1.0 or +1.0 signify strong relationships.
• Inferential Statistics Permit Generalizations: Inferential statistics al-
low us to decide whether differences between two or more groups are
probably just chance variations (suggesting that the populations the
groups were drawn from are the same) or whether they reflect true differ-
ences in the populations being compared.