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Referencial Teórico PESQUISA III - FINALIZADO

Referencial teórico do Projeto de Intervenção (Serviço Social) sobre terceiro setor e papel do Estado. Apresenta definições, histórico dos modelos estatais (liberal, welfare, neoliberal), discussão sobre ONGs e ação da Instituição Solar Bezerra de Menezes, com citações acadêmicas.

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
CAMPOS – JOÃO UCHÔA
Referencial Teórico
Paola Angelina Bottino Cravo Bento
 Projeto de Pesquisa em Serviço Social III
Docente: Marcio de Souza
RIO DE JANEIRO - RJ
2019
PAOLA ANGELINA BOTTINO CRAVO BENTO
PROJETO DE INTERVENÇÃO
ESTÁGIO III
Trabalho de Referencial Teórico ao Curso de Graduação em Serviço Social, para a disciplina de Pesquisa III.
RIO DE JANEIRO - RJ
2019
Referencial Teórico
1.1Terceiro setor como papel do Estado
O presente trabalho traz como proposta a reflexão sobre a importância e efetivação dos projetos sociais oferecidos pela Instituição Solar Bezerra de Menezes para crianças e adolescentes atendidos na instituição. E uma reflexão do modo geral, da importância dessas instituições (ONGs) na frente do enfrentamento das questões sociais, realizando o trabalho interventivo do Estado na área social.
Temos como base, que o terceiro setor é formado por iniciativas privadas, criadas pela sociedade civil, com finalidade de suprir a ausência do Estado no enfrentamento das questões socais. Segundo a autora a seguir, as ONGs lidam com a incapacidade do Estado:
[...] responde a uma questão de outra ordem. Não se trata mais de um confronto político de confiança, mas sim de lidar com o impasse criado pela incapacidade do setor público na prestação se serviços. Está estabelecida uma crise de confiança que não tem mais o fundamento político, mas que tem fundamento econômico e que deriva da incapacidade e ineficácia do Estado em prestar a assistência demandada pela população (GONÇALVES, 1996, p. 54). 
Entende-se que no Brasil essas organizações surgiram com o objetivo de promover cidadania, lutar pela defesa dos direitos humanos, democracia política e social. Em outras palavras, os cidadãos se organizaram para garantia das políticas públicas, as quais o Estado não atendia. Portanto, as ONGs passaram a reivindicar o papel do Estado e a tentar suprir a sua falta.
Segundo a Rede Brasileira do Terceiro Setor (REBRATES):
O Terceiro Setor corresponde às instituições com preocupações e práticas sociais, sem fins lucrativos, que geram bens e serviços de caráter público, tais como: ONGs, instituições religiosas, clubes de serviços, entidades beneficentes, centros sociais, organizações de voluntariado etc. O que caracteriza cada setor em face dos recursos financeiros é o seguinte:
Primeiro Setor: dinheiro público para fins públicos; Segundo Setor: dinheiro privado para fins privados; Terceiro Setor: dinheiro privado para fins públicos (nada impede, todavia, que o poder público destine verbas para o Terceiro Setor, pois é seu dever promover a solidariedade social).
Para entendermos melhor o papel do Estado e suas contradições, é necessário conceituá-lo. As funções tradicionais do Estado englobam três domínios: Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário. Numa nação, o Estado desempenha funções políticas, sociais e econômicas.
De acordo com Celso Antonio Bandeira de Mello (2005, p. 25), a função do Estado ou "função pública, no Estado Democrático de Direito, é a atividade exercida no cumprimento do dever de alcançar o interesse público, mediante o uso de poderes instrumentalmente necessários conferidos pela ordem jurídica".
No Estado Liberal (1850 até 1930) verifica-se uma redução da intervenção do Estado, no que se refere à garantia dos direitos sociais, onde se tem a explicação para tal, seus defensores amparavam a ideia de que tais direitos ocasionariam a acomodação por parte da classe trabalhadora, podendo assim, colocar em risco o bom êxito do mercado. No que se refere à pauperização da população, este ficaria a mercê da benesse e da caridade. A responsabilização estatal se daria apenas para aqueles sujeitos sociais que não tinham nenhuma condição de competir no mercado de trabalho, como as crianças, os deficientes e os idosos (PASTOR & BREVILHERI, 2009).
O autor Vicente de Paula Faleiros fala um pouco sobre a transição do Liberalismo para o Neoliberalismo em sua obra “A Política Social do Estado Capitalista”:
O Estado, ao aparecer como consensual, vem esvaziar as lutas de classes e controlar os movimentos sociais, concedendo certos mínimos históricos exigidos pelas classes subalternas depois de muita pressão por parte destas últimas, o que mostra seu compromisso com as classes dominantes.
(FALEIROS, 2000, pág. 27)
A partir da década de 1930, então, expandiu-se o modelo chamado de Estado de Bem-Estar Social, no qual o Estado é organizador da política e da economia, encarregando-se da promoção e defesa social. O Estado atua ao lado de sindicatos e empresas privadas, atendendo às características de cada país, com o intuito de garantir serviços públicos e proteção à população. 
No Brasil, houve um esboço de implantação do Estado de Bem-Estar Social nas décadas de 1970 e 1980. Porém o modelo não seria aplicado como investimento produtivo para sociedade, mas de forma assistencialista. Logo, o que se verificou foi a manutenção da acentuada desigualdade social, os elevados índices de pobreza e o insucesso no IDH. O governo do presidente Fernando Henrique, assumiu o modelo Neoliberal como direcionador do Estado. Seu sucessor, Lula, recuperou as ideias do Estado Providência, investindo em políticas sociais que resultaram na diminuição dos índices de pobreza. No entanto, os investimentos em políticas sociais ainda são pequenos e mal administrados no Brasil.
O Estado neoliberal, com sua minimização do papel do Estado enquanto responsável dos serviços e programas de proteção social, levou a sociedade civil a buscar uma solução para os principais problemas que afetavam sua população, surgindo assim o Terceiro Setor.
Este espaço surge como uma opção alternativa para a sociedade, na busca de resolução para os problemas sociais, teoricamente auxiliando o Governo na área social.
Além disso, pode-se afirmar que o surgimento da sociedade civil organizada nos anos 70, caracterizada pela oposição ao Estado autoritário e objetivando contribuir com a redemocratização dos processos decisórios, foi muito além do contexto social, pois, conforme afirma Maria da Gloria Gohn (2005, p. 73): 
[...] movimentos sociais não populares, advindos de outras camadas sociais, tais como o das mulheres, dos ambientalistas, pela paz, dos homossexuais, etc., também já tinham iniciado uma trilha de lutas independente do mundo do trabalho e se firmado como agentes de construção de identidades e força social organizada.
Nos anos 90 a sociedade civil lutava pelo mesmo objetivo: a democracia. No Brasil como parte de um movimento mundial ocorreu nos últimos 15 anos o avanço das Organizações Não Governamentais. Que vem sendo interpretado por diversos autores ora como algo “bom” ora como algo “mau”. Porém vem sendo uma alternativa para gerir as supostas crises do Estado.
Alguns autores veem o terceiro setor como algo negativo, como mais uma forma de exploração da força de trabalho. O autor Montaño (2010, p.53) por exemplo tece críticas pesadas ao Terceiro Setor como forte aliado do capital de modo que suas ações contradizem as “boas intenções” camufladas sobre ele e desse modo: “O conceito terceiro setor foi cunhado por intelectuais orgânicos do capital, e isso sinaliza clara ligação com os interesses de classe, nas transformações necessárias à alta burguesia” 
O terceiro setor após a reforma do Estado começou a intervir nas questões sociais, com políticas públicas, projetos sociais, entre outros programas e projetos para intervenção. O principal objetivo dos projetos sociais é contribuir para a redução da pobreza e das desigualdades e atuar em prol do desenvolvimento local, regional e nacional, gerando a inserção social, digna e produtiva, de pessoas e grupos que vivem em risco ou em desvantagem social na sociedade. Em síntese, promover o desenvolvimento com igualdade de oportunidades e valorização das potencialidades locais. 
“O social deve ser tratado comobem público de forma descentralizada e intensamente participativa onde governo ONGs e as empresas privadas, através de sua consciência sobre a responsabilidade social das empresas (RSE), devem se articular sobre os problemas sociais, na busca de alternativas e soluções além do assistencialismo para a construção do interesse público e a evolução do capital social.”(Cardoso, 2004, p.42).”
As Organizações Não Governamentais (ONGs) são entidades que não têm fins lucrativos e realizam diversos tipos de ações solidárias para públicos específicos. Suas atuações podem abranger áreas como saúde, educação, assistência social, econômica, ambiental, entre outras, seja em âmbito local, estadual, nacional ou, até internacional.
Com a crise do Estado, as ações políticas são substituídas por entidade filantrópicas e solidariedade individual. Retirando assim o papel do Estado no enfrentamento na questão social. Tudo indica que o terceiro setor vem cumprindo sua função social no atual padrão de regulação social.
O terceiro setor vem para cobrir o Estado Mínimo na área social. Como solução parcial da crise capitalista, o neoliberalismo visa a reconstituição do mercado, reduzindo ou até eliminando a intervenção social do Estado em diversas áreas e atividades. Ocorrendo assim uma autodesresponsabilização do Estado no trato das questões sociais.
A autodesresponsabilização do Estado diante das expressões da questão social cria esse novo padrão de enfrentamento social, com afastamento do Estado na execução direta e desenvolve “parcerias” como as ONGs e entidades sociais.
1.2 Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
As entidades que desenvolvem programas de acolhimento familiar ou institucional devem adotar uma série de princípios, onde buscam o melhor para estas crianças e adolescentes. Todas as instituições designadas a estes acolhimentos, fazem parte de um grande processo de socialização, fazendo o trabalho do Estado em relação a garantia de direitos da população atendida. Um trabalho visivelmente importante na vida desses usuários, atingindo desde a criança e adolescente, até seus familiares. Tudo com base no Estatuto da Criança e adolescente.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é uma lei federal (8.069 promulgada em julho de 1990), que trata sobre os direitos das crianças e adolescentes em todo o Brasil.
O Estatuto da Criança e do Adolescente é o reflexo, no direito brasileiro, dos avanços obtidos na ordem internacional, em favor da infância e da juventude. Ele representa uma parte importante do esforço de uma Nação recém-saída de uma ditadura de duas décadas, para acertar o passo com a comunidade internacional em termos de direitos humanos.
Segundo o ECA, entende-se como criança e adolescente pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. 
O ECA resgata o valor da criança e do adolescente como seres humanos – sujeitos de direitos – que devem receber o máximo de dedicação, em virtude de sua condição peculiar de pessoas em desenvolvimento.
A criança e o adolescente passam a ser percebidos como seres em desenvolvimento, tanto do ponto de vista físico quanto psicológico e social, com necessidades que precisam ser supridas nestas três esferas.
O Estatuto da Criança e do Adolescente exige um tratamento especial, prioritário, e, para garanti-lo, obriga o conjunto da política, da economia e da organização social a operar um reordenamento; a revisar prioridades políticas e de investimentos; a colocar em questão o modelo de desenvolvimento e respectivo projeto da sociedade, excludente e perverso, que desconhece, na prática, estes seres sujeitos de direitos: a criança e o adolescente.
Esse reordenamento tem uma configuração legal, formal, que deve expressar-se ao longo de um processo em todos os campos da vida social: das organizações governamentais e não governamentais, das políticas sociais básicas e da organização familiar.
Trata-se de um ramo do direito especializado, dividido em partes geral e especial, onde a primeira traça, como as demais codificações existentes, os princípios norteadores do Estatuto. Já a segunda parte estrutura a política de atendimento, medidas, conselho tutelar, acesso jurisdicional e apuração de atos infracionais
O objetivo estatutário é a proteção dos menores de 18 anos, proporcionando a eles um desenvolvimento físico, mental, moral e social condizente com os princípios constitucionais da liberdade e da dignidade, preparando para a vida adulta em sociedade.
O ECA estabelece direitos à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, à convivência familiar e comunitária para meninos e meninas, e também aborda questões de políticas de atendimento, medidas protetivas ou medidas socioeducativas, entre outras providências. Trata-se de direitos diretamente relacionados à Constituição da República de 1988.
Para o Estatuto, considera-se criança a pessoa de até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela compreendida entre doze e dezoito anos. Entretanto, aplica-se o estatuto, excepcionalmente, às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade, em situações que serão aqui demonstradas.
As medidas protetivas adotadas pelo ECA são para salvaguardar a família natural ou a família substituta, sendo está última pela guarda, tutela ou adoção. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional, a tutela pressupõe todos os deveres da guarda e pode ser conferida a pessoa de até 21 anos incompletos, já a adoção atribui condição de filho, com mesmos direito e deveres, inclusive sucessórios.
Cabe aos pais o dever de sustento, guarda e educação dos filhos, não constituindo motivo de escusa a falta ou a carência de recursos materiais, sob pena da perda ou a suspensão do pátrio poder.
Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes.
Por tal razão que a responsabilidade dos pais é enorme no desenvolvimento familiar e dos filhos, cujo objetivo é manter ao máximo a estabilidade emocional, econômica e social.
A perda de valores sociais, ao longo do tempo, também são fatores que interferem diretamente no desenvolvimento das crianças e adolescentes, visto que não permanecem exclusivamente inseridos na entidade familiar.
1.3 O Trabalho do Assistente Social no Terceiro Setor
O assistente social presta um trabalho fundamental para o Terceiro Setor, além de colaborar para o desenvolvimento de atividades de outros setores. Ele é responsável por defender e formular as políticas públicas e programas sociais do terceiro setor e atua na Política de Assistência Social, formulando ações que promovam a educação, o trabalho, defendam a criança e o adolescente, além de empresas, entidades assistenciais e ONGs.
Esse profissional deve compreender os problemas e as relações sociais, o contexto político e socioeconômico na busca de qualidade para os serviços prestados ao terceiro setor. O assistente social conhece o terceiro setor e as instituições que o compõem, o ambiente interno e externo das instituições, além de entender todo o contexto brasileiro social, as políticas sociais e as relações com outros órgãos.
O Assistente Social na área de assistência, é responsável pela rotina de procedimentos indispensáveis a inserção de crianças, famílias ou pessoas da comunidade na rede de serviços e projetos assistenciais oferecidos pela Instituição e dos critérios para sua concessão, bem como a avaliação do momento viável a reintegração familiar da criança.
Planejar, propor e coordenar a implantação, monitoramento e avaliação de projetos na área social, pautando-se na legislação pertinente a este campo e as diretrizes institucionais vigentes. Emitir parecer e relatórios aos órgãos competentes, sempre que necessário. Coordena os encaminhamentosao Núcleo de Saúde para atendimentos de crianças e famílias, bem como a área de assistência jurídica, dentro das dependências da Instituição. Captar recursos comunitários para os atendimentos vinculados à área social, por meio de novas parcerias.
Essas definições estão alinhadas à proposta neoliberal, de um Estado não interventor na resolução da questão social, que reduz os gastos com as políticas sociais em seus orçamentos, que envia a solidariedade impulsiva o que havia sido definido pelas lutas das classes subalternas e pelos contratos entre elites como responsabilidades de uma solidariedade compulsória, direito do cidadão e dever do Estado.
Sabe-se que o Serviço Social não nasce como prática de caridade, ele surge e se mantém em função do conflito de interesses das classes do sistema capitalista, atuando nas mediações entre classes em que se situa, entre Estado e mediante as intervenções dele, ampliando as políticas sociais e com elas o trabalho do Serviço Social. Essa contra reforma diminui a atuação do Serviço Social, no âmbito do Estado, e coloca inúmeros debates no interior da categoria.
Um dos principais papéis da ONG, portanto, é contribuir para cooperação de redes de conhecimento, inovação e conectividade em massa. Isto porque – como dito no primeiro tópico – sua função é trazer soluções imediatas para os problemas negligenciados pelo governo. A premissa é tão verdadeira que o governo federal e prefeituras possuem verbas para ONGs a fim de auxiliar o processo e trazer mais prosperidade social. 
No Brasil, onde o governo não consegue atender os direitos e as garantias sociais e individuais da sociedade, se fazem necessário o crescimento do terceiro setor, bem como o aumento dos estímulos governamentais que visam coordenar a iniciativa privada para investimentos em projetos sociais, cultural, ambiental e desportivo. 
Seguramente, muito ainda serão os desafios do terceiro setor no Brasil e no mundo, mas já constitui um segmento social de invejável importância:
“Um projeto social busca, por meio de um conjunto integrado de atividades, transformar uma parcela da realidade, reduzindo ou eliminando um déficit, ou solucionando um problema, para satisfazer necessidades de grupos que não possuem meios para solucioná-las por intermédio do mercado” Cepal (1995, p.20)
Assim alguns assistentes sociais, mesmo entre os profissionais que atuam nas ONGs, começam a perceber que a questão de entender o fenômeno da ONGs no âmbito do chamado “terceiro setor” é muito mais complexa e requer, por isso, maiores esclarecimentos e interpretações.
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2. Bibliografia
BRASIL.Constituição Federativa da República do Brasil de 05 de outubro de 1998.
BRASIL. Lei nº 8.069/90. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Senado Federal, Brasília, 2011.
REBRATES. Rede Brasileira do Terceiro Setor. Disponível em: http://www.terceirosetor.org.br. Acesso em: 4 fev. 2010.
MONTAÑO, Carlos. Terceiro setor e questão social:crítica ao padrão emergente de intervenção social. São Paulo: Cortez, 2007.
IAMAMOTO, Marilda Vilela. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 2. Ed. São Paulo: Cortez, 1998. p. 18-19.
GONÇALVES, Hebe Signorini. O Estado diante das organizações não governamentais. In: GONÇALVES, Hebe S. (org.). Organizações não governamentais: soluções ou problemas? São Paulo: Estação da
Liberdade, 1996. 
ONGs: A SOCIEDADE CIVIL E O PAPEL DO ESTADO - Noeli Rodrigues 
MONTAÑO, Carlos. Terceiro setor e questão social:crítica ao padrão emergente de intervenção social. São Paulo: Cortez, 2007.

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