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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE RONDÔNIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ÉTICA E CIDADANIA 
 
Disciplina na modalidade à distância 
 
 
 
 
 
 
3ª edição 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Porto Velho – RO 
EAD-PMRO 
2018 
Ética e Cidadania 
 
 
Apresentação 
 
Este material corresponde à disciplina de ÉTICA E CIDADANIA. 
 
O material foi elaborado visando uma aprendizagem autônoma, 
abordando conteúdos selecionados em trabalhos de alguns autores com o intuito 
de apresentar uma linguagem que facilite seu estudo a distância. 
Quando se fala em estudo a distância, a primeira impressão é a de que 
você estará sozinho, fisicamente sim, porém lembre-se que durante a sua 
caminhada nesta disciplina estará a sua disposição um professor tutor que lhe 
auxiliará nos estudos através do ambiente virtual da EAD-PMRO. Sempre que 
precisar entre em contato. 
Bom estudo e sucesso! 
Coordenação. 
 
 
Ética e Cidadania 
 
EDNELZA DO AMARAL TEIXEIRA NASCIMENTO – CAP PM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ÉTICA E CIDADANIA 
 
 
 
 
 
 
 
3ª edição 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Porto Velho – RO 
EAD-PMRO 
2018 
Ética e Cidadania 
 
 
 
Sumário 
Palavras do professor ................................................................................... 6 
Plano de estudo .......................................................................................... 7 
Ementa .................................................................................................... 8 
Carga horária ............................................................................................. 9 
Objetivos da disciplina ................................................................................. 10 
Geral .................................................................................................. 10 
Específicos ............................................................................................ 10 
Agenda de atividades/cronograma ................................................................... 11 
Introdução ............................................................................................... 12 
Capítulo I ................................................................................................ 13 
Capítulo II ............................................................................................... 21 
Capítulo III ............................................................................................... 25 
Capítulo IV ............................................................................................... 28 
Síntese....................................................................................................37 
Sobre a Professora Conteudista .......................................................................................... 39 
Ética e Cidadania 
 
 
 
 
Palavras do professor 
 
 
Caros alunos do curso de formação de cabos PM 2018, sejam bem vindos a 
essa nova etapa da vida profissional de vocês. 
Estaremos juntos por algum tempo no estudo da disciplina de Ética e 
Cidadania, disciplina essa, que já faz parte do nosso cotidiano policial. 
Estudaremos alguns conceitos importantes e necessários para a 
compreensão da disciplina, além de realizarmos uma abordagem histórica sobre 
Ética, e Ética das profissões. 
Meu desejo é que você futuro cabo da PMRO, possa continuar adotando 
uma conduta pautada na reflexão acerca do seu papel como profissional de 
segurança pública, e que suas ações sejam orientadas para a prática do bem. 
Desejo um excelente curso. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ética e Cidadania 
 
 
 
Plano de estudo 
 
O plano de estudo visa orientar você no desenvolvimento da disciplina. Ele 
possui elementos que o ajudarão a conhecer o contexto da disciplina e a organizar o 
seu tempo de estudos. 
O processo de ensino e aprendizagem na EAD-PMRO leva em conta 
instrumentos que se articulam e se complementam, portanto, a construção de 
competências se dá sobre a articulação de metodologias e por meio das diversas 
formas de ação/mediação. 
São elementos desse processo: 
� A apostila; 
� O AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) da PMRO, EAD- 
PMRO; 
� As atividades de interação (fórum, atividades extras); 
� Materiais complementares. 
Durante toda a nossa interação com a utilização do ambiente virtual, iremos 
trabalhar a relação entre: professor, aluno e a tecnologia, de forma a desenvolver 
habilidades e competências voltadas ao: saber – conhecer, o saber fazer, o saber 
conviver e o saber ser, lógico, voltado a nossa temática “Ética e Cidadania”. 
Dentre os aspectos conceituais (saber- conhecer) estudaremos alguns 
dispositivos, uns novos e alguns já muitos conhecidos por todos vocês: 
 
• Bases filosófica e epistemológica1; 
• Valores organizacionais, sociais e pessoais; 
• Papel do profissional da segurança pública na construção do 
Estado Democrático de Direito; 
• Código de conduta para os encarregados da aplicação da lei (ONU); 
• Estatuto da PMRO, Regulamento Disciplinar da PMRO; 
• Artigo 5° da Constituição Federal. 
Com relação aos aspectos procedimentais (saber fazer), adotaremos uma 
 
1
 Epistemologia significa ciência, conhecimento, é o estudo científico que trata dos problemas relacionados com 
a crença e o conhecimento, sua natureza e limitações. http://www.significados.com.br/epistemologia/. 
 
Ética e Cidadania 
 
conduta reflexiva voltada para o artigo 5º, Estatuto da PMRO e Regulamento 
Disciplinar da PMRO. 
Finalizando, buscaremos o fechamento desse ciclo, desenvolvendo também 
os aspectos atitudinais (saber ser): 
• Postura como protagonista do bem estar social; 
• Reconhecimento de que os nossos atos são políticos indo além das suas 
dimensões técnico-científicas e corporativas; 
• Responsabilidade social assumindo seus atos, reconhecendo-se como 
autor com capacidade de agir por si mesmo, com autodeterminação, autonomia, 
independência, com noção de interdependência. 
 
Ementa 
Distribuímos o assunto da nossa disciplina em quatro capítulos visando 
facilitar sua programação de estudos, ou seja, como estaremos junto pelo período de 
um mês (04 semanas), você poderá estudar um capítulo por semana. 
Durante esse período, estaremos sugerindo sua participação em fóruns e 
indicaremos como material complementar alguns artigos científicos, matérias 
jornalísticas, além de mídias afetas ao tema. 
Vejamos como foi distribuído os assuntos: 
Capítulo I 
• Conceitos básicos que subsidiarão as reflexões a respeito do tema 
utilizado para a sensibilização inicial; 
• Conceitos: moral, valores, costumes e cultura (geral e específica da 
função) contextualizados no tempo e no espaço; 
Capítulo II 
• A profissão do profissional da área de segurança pública fundamentada 
na ética; 
• A situação ética dos profissionais da área de segurança pública em 
relação às exigências legais e às expectativas dos cidadãos: despersonalização 
(indivíduo versus profissional/ estereótipos) e atitudes profissionais éticas; 
Capítulo III 
• A conduta ética e legal na atividade do profissional da área de segurança 
pública; 
 
Ética e Cidadania 
 
Capítulo IV 
• A função do profissional da área de segurança pública e suas 
responsabilidades – a necessidade de um código de ética profissional - a relação 
com o arcabouço jurídico para o desempenho da atividade do profissional da área 
de segurança pública – código de conduta para funcionáriosencarregados de fazer 
cumprir a lei (ONU). 
Carga Horária 
A carga horária total da disciplina é de 40 horas-aula 
 
Avaliação 
Será uma avaliação corrente ao final da disciplina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ética e Cidadania 
10 
 
 
 
Objetivos da disciplina 
Geral 
Desenvolver a capacidade de agir com ética e profissionalismo, através da 
reflexão sobre o seu papel como profissional de segurança pública, reconhecendo a 
visibilidade de suas ações e a necessidade de adoção de uma postura em harmonia 
com os anseios da sociedade. 
 
Específicos 
� Adquirir a capacidade para agir com postura ética e profissional; 
� Agir sempre com ética e profissionalismo; 
� Compreender as questões éticas e refletir sobre o seu papel como 
profissional da segurança pública; 
� Desenvolver uma conduta ética e legal que o auxilie nos seus momentos 
de decisão, sejam eles momentos particulares ou profissionais; 
� Reconhecer a visibilidade moral e a importância de uma postura político- 
pedagógica que a atuação do profissional de segurança pública requer ao 
antagonizar-se às atividades ilícitas e criminais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ética e Cidadania 
11 
 
Agenda de atividades/cronograma 
 
� Verifique com atenção o AVA, EAD-PMRO, organize-se para acessar 
periodicamente o espaço da disciplina. O sucesso nos seus estudos depende da 
priorização do tempo para a leitura, da realização de análises e sínteses do 
conteúdo e da interação com os seus colegas e tutor. 
� Não perca os prazos das atividades. Registre no espaço a seguir as datas 
com base no cronograma da disciplina disponibilizado no AVA, EAD-PMRO. 
� Use o quadro da abaixo para agendar e programar as atividades relativas 
ao desenvolvimento da disciplina. 
 
Atividades 
Avaliação a Distância 
Avaliação Presencial 
Avaliação Final 
Demais atividades (registro pessoal) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ética e Cidadania 
12 
 
 
 
Introdução 
 
De acordo com a Matriz Curricular Nacional, as doutrinas éticas 
fundamentais nascem e desenvolvem-se em diferentes épocas e sociedades, como 
resposta aos conflitos básicos apresentados entre os homens. 
O senso moral baseia-se em princípios, valores e costumes contextualizados 
no tempo e na sociedade e tem por objetivo a regulação moral da vida cotidiana, 
pois é na dinâmica da vida social que se constroem as relações éticas fundamentais. 
Atualmente, a ética contempla a condição de vida do homem no mundo e 
dos seus limites e possibilidades. Num mundo de intensas transformações culturais, 
é preciso compreender que a diversidade humana tem provocado modificações nas 
relações sociais. 
Por este motivo é necessário buscar recursos em outras áreas do 
conhecimento com vistas à análise do comportamento humano. É desta forma que 
se pretende trabalhar com o profissional de segurança pública, fazendo com que ele 
também se reconheça como ator fundamental no processo de construção de uma 
sociedade mais justa e íntegra, já que, o sentimento de pertencimento social é 
intrínseco à cidadania. 
O estudo da ética é de fundamental importância para que o profissional de 
segurança pública possa optar, com segurança, sobre sua conduta ao defrontar-se 
com as situações de dualidade, tão frequentes em seu cotidiano profissional. Além 
disso, há uma dimensão pedagógica no seu “fazer profissional” que requer que ele 
aja de acordo com os princípios éticos, entendendo o significado do seu exemplo 
como protagonista do bem estar social. 
Ética e Cidadania 
13 
 
 
 
Capítulo I 
Conceitos 
 
Neste capítulo estudaremos alguns conceitos básicos necessários para que 
possamos refletir sobre nossas ações como protagonista na emblemática atividade 
de segurança pública. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A ética e a cidadania são dois dos conceitos que constituem a base de uma 
sociedade próspera, apesar de serem considerados temas relacionados, há de se 
destacar que se trata de conceitos diferentes. Vejamos: 
 
Ética 
É o nome dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. A 
palavra ética é derivada do grego, e significa aquilo que pertence ao caráter. 
Num sentido menos filosófico e mais prático podemos compreender um 
pouco melhor esse conceito examinando certas condutas do nosso dia a dia. 
 
 
 
 
 
 
 Caro Aluno à Cabo PM, você 
já ouviu tanto falar sobre 
Ética e Cidadania, mas sabe 
o que significa? 
Exemplo: Quando nos referimos, ao 
comportamento de alguns profissionais tais como: médico, 
jornalista, advogado, empresário, um político e até mesmo 
um professor, é bastante comum ouvir expressões como: 
ética médica, ética jornalística, ética empresarial e ética 
Ética e Cidadania 
14 
 
Com relação a profissão policial militar, não é diferente, pois no dia a dia, até 
quando assistimos aos noticiários, também nos deparamos com situações, em que 
se mencionam: “aquele policial agiu de acordo ou em desacordo com o seu ‘código 
de ética’”. 
A ética abrange uma vasta área, podendo ser aplicada à vertente 
profissional. Existem códigos de ética profissional, que indicam como um indivíduo 
deve se comportar no âmbito da sua profissão, no nosso caso, podemos citar as leis 
regulamentos e outros. 
Em sentido mais amplo podemos definir ética como sendo: 
“A ciência, um ramo da Filosofia, que 
estuda, reflete, investiga, pesquisa 
racional e sistematicamente a conduta, a 
ação, os costumes do ser humano 
considerados como comportamento 
moral, ou seja, a Ética é a parte da ciência 
que estuda a moral”. 
Mas, você pode estar se perguntando: O que é um comportamento moral? 
O comportamento moral é todo tipo de comportamento humano, costume, 
considerado obrigatório (que deve ser realizado) ou proibido (que não deve ser 
realizado) e que está sujeito ao julgamento, ao arbítrio da própria consciência 
humana. 
O comportamento moral é julgado, basicamente, em função de critérios e 
valores. O critério mais utilizado para o julgamento do comportamento moral é a 
consideração de, no mínimo, dois extremos, duas qualidades contrárias, 
antagônicas: o certo (o bem) ou o errado (mal). 
Os valores, por sua vez, referem-se às escolhas de determinados 
comportamentos que devem ser preferidos, escolhidos, ao invés de outro. Esses 
valores podem estar implícitos, subentendidos ou explícitos. 
Em muitas culturas, podemos encontrar alguns valores comuns que são 
considerados como dignos de serem imitados, tais como: ‘não roubar’, ‘não mentir’, 
‘ser honesto’ etc. 
Contudo, observe que os valores que orientam os comportamentos morais 
são sempre relativos a uma cultura, uma civilização, uma época. 
 
 
Ética e Cidadania 
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Moral 
A moral refere-se às práticas humanas, aos comportamentos, que são 
classificados em função de critérios como certos (bons) ou errados (maus). A 
avaliação dos comportamentos também depende de valores que aceitamos, 
estabelecemos ou rejeitamos. 
Pode ser definida como: 
“Parte da Filosofia que trata dos atos humanos, dos bons costumes e 
dos deveres dos homens em sociedade e perante os de sua classe.” 
A moral se fundamenta na obediência a normas, costumes ou mandamentos 
culturais, hierárquicos ou religiosos. 
Trata-se do conjunto de regras adquiridas através da cultura da educação, 
da tradição e do cotidiano, e que orientam o comportamento humano dentro de uma 
sociedade. 
Etimologicamente, o termo moral tem origem no latim morales, cujo 
significado é “relativo aos costumes”. 
No livro “Deontologia Policial Militar”VALLA, Wilson Odirley, apud, Vicente 
Ráo, pág. 14, traz a compreensão de moral como sendo parte da filosofia prática, 
que: 
“estabelece os princípios gerais da ordem que deve 
reinar nos atos resultantes da livre vontade 
humana, estudando-os em relação aos fins que 
visam alcançar, ou seja, em relação aos fins 
naturais do homem. É assim disciplina dos deveres 
do homem para com Deus (moral religiosa), perante 
si próprio (moral individual) e perante a sociedade 
(moral social)”. 
 
As regras definidas pela moral regulam o modo de agir das pessoas, sendo 
uma palavra relacionada com a moralidade e com os bons costumes. 
Está associada aos valores e convenções estabelecidos coletivamente por 
cada cultura ou por cada sociedade a partir da consciência individual, que distingue 
o bem do mal, ou a violência dos atos de paz e harmonia. 
Os princípios morais como a honestidade, a bondade, o respeito, a virtude, e 
etc, determinam o sentido moral de cada indivíduo. São valores universais que 
regem a conduta humana e as relações saudáveis e harmoniosas. 
A moral sempre fez parte da história da humanidade. Todas as civilizações 
Ética e Cidadania 
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humanas, desde os primórdios, apresentam um tipo de moral. Contudo, a Ética 
(reflexão sobre a moral) surgiu como um fenômeno posterior à moral. Veja que foi a 
partir de uma prática moral, de vários costumes e comportamentos morais já 
efetivos, vividos, de um contexto fértil, que surgiu a Ética. 
Ao estudar essas duas definições, de Ética e de Moral, você deve ter 
percebido que, basicamente, a Ética é a teoria que estuda a moral. E a moral refere- 
se às práticas humanas, aos comportamentos, que são classificados em função de 
critérios como certos (bons) ou errados (maus). A avaliação dos comportamentos 
também depende de valores que aceitamos, estabelecemos ou rejeitamos. 
 
 
Cidadania 
É o exercício dos direitos e deveres civis, políticos e sociais estabelecidos na 
Constituição. Uma boa cidadania implica que os direitos e deveres estão 
interligados, e o respeito e cumprimento de ambos contribuem para uma sociedade 
mais equilibrada. 
Exercer a cidadania é ter consciência de seus direitos e obrigações e lutar 
para que sejam colocados em prática. Exercer a cidadania é estar em pleno gozo 
das disposições constitucionais. 
O conceito de cidadania também está relacionado com o país onde a pessoa 
exerce os seus direitos e deveres. Assim, a cidadania brasileira está relacionada 
com o indivíduo que está ligado aos direitos e deveres que estão definidos na 
Constituição. 
A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de 
outubro de 1988, pela Assembleia Nacional Constituinte, composta por 559 
congressistas (deputados e senadores), consolidou a democracia e em seus artigos 
5º e 6º estabelece os deveres e direitos do cidadão: 
 
Deveres do cidadão 
� Votar para escolher os governantes; 
� Cumprir as leis; 
� Educar e proteger seus semelhantes; 
� Proteger a natureza; 
Ética e Cidadania 
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� Proteger o patrimônio público e social do País. 
 
Direitos do cidadão 
 
� Direito à saúde, educação, moradia, trabalho, previdência social, 
lazer, entre outros; 
� O cidadão é livre para escrever e dizer o que pensa, mas precisa 
assinar o que disse e escreveu; 
� Todos são respeitados na sua fé, no seu pensamento e na sua ação 
na cidade; 
� O cidadão é livre para praticar qualquer trabalho, ofício ou profissão, 
mas a lei pode pedir estudo e diploma para isso; 
� Só o autor de uma obra tem o direito de usá-la, publicá-la e tirar 
cópia, e esse direito passa para os seus herdeiros; 
� Os bens de uma pessoa, quando ela morrer, passam para seus 
herdeiros; 
� Em tempo de paz, qualquer pessoa pode ir de uma cidade para 
outra, 
Valores 
São normas, princípios ou padrões sociais aceitos ou mantidos por 
indivíduos, classe, sociedade, cultura ou organização. 
No caso especifico da Polícia Militar, disciplina, honra, coragem, hierarquia, 
afora outra qualidades semelhantes, são valores fundamentais que devem ser, além 
de preservados, vividos e estimulados por todos os integrantes da corporação, 
independente de posto ou graduação. 
De acordo com a definição de Simiano (apud VALLA, 2003, p. 31), “os 
valores são os que resistem à nossa espontaneidade pessoal”, em outras palavras 
os valores regem os reflexos, não as conveniências. 
No nosso caso, o exemplo de uma dessa realidade na atividade profissional 
é a consciência permanente que o exercício da missão, sempre obedecerá aos 
imperativos da lei do País. 
Ética e Cidadania 
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A negação dessa realidade ou o seu exercício dentro de perspectivas de 
valores subjetivos ou subalternos, normalmente influenciados por juízos pessoais, 
como: a justificativa do uso da violência para obtenção de resultados, a promoção de 
interesses próprios, a baixa disposição para assumir riscos ou desafios, a tolerância 
para a apropriação privada dos recursos ou benefícios públicos a valorização da 
cultura “saber das ruas” etc, geram aquilo que se pode chamar de “subcultura 
policial”. 
VALLA (2003, p.31) cita o ensaio de autoria do Cap. PM Paulo Marino 
LOPES, que entende, que essa “subcultura policial” além de se constituir em 
verdadeiro obstáculo ao aprimoramento das organizações policiais, estimula os 
desvios de conduta – abuso de poder ou desvio de poder – estigmas da violência e 
da corrupção policial que podem ter o cunho de tortura, brutalidade, truculência, 
ameaça, chantagem, prepotência, arrogância, arbitrariedade e negligência, além de 
outras atitudes nefastas consagradas na literatura policial. 
 
Costumes 
É a maneira cultural de uma sociedade manifestar-se. A partir da repetição, 
constituem regras que, embora não escritas como as leis, tornam-se observáveis 
pela própria constituição de fato da vida social. 
Um costume é um modo habitual de agir que se estabelece pela repetição 
dos mesmos atos ou por tradição. Trata-se, portanto, de um hábito. 
O costume é uma prática social enraizada entre a maior parte dos membros 
de uma comunidade. É possível distinguir os bons costumes (aprovados pela 
sociedade) e os maus costumes (considerados negativos). Em certos casos, as leis 
procuram modificar os comportamentos considerados maus costumes. 
Para a sociologia, os costumes são componentes da cultura que se 
transmitem de geração em geração e que estão, portanto, relacionadas com a 
adaptação do indivíduo ao grupo social. 
Existem diferentes tipos de considerações sociais relativamente aos 
costumes. No Brasil, por exemplo, é costume as pessoas saírem à rua para celebrar 
o Carnaval, ao som do samba. Também são muitas as pessoas a praticarem 
capoeira. No caso daqueles que não apreciam estes costumes, embora não seja 
ilegal terem outros hábitos, correm o risco de serem criticados ou condenados 
socialmente. 
Ética e Cidadania 
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Carnaval anos 70 
 
 
Cultura 
É o conjunto de características humanas que não são inatas, e que se criam 
e se preservam ou aprimoram através da comunicação e cooperação entre 
indivíduos em sociedade. 
É todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, 
a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não 
somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é 
membro. 
Cada país tem a sua própria cultura, que é influenciada por vários 
fatores. A cultura brasileira é marcada pela boa disposição e alegria, e isso se 
reflete também na música, no caso do samba, que também faz parte da cultura 
brasileira. 
Cultura na língua latina, entre os romanos, tinha o sentido de agricultura, que 
se referia ao cultivo da terra para a produção, e ainda hoje é conservado desta 
forma quandoé referida a cultura da soja, a cultura do arroz etc. 
Ética e Cidadania 
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É definida em ciências sociais como um conjunto de ideias, 
comportamentos, símbolos e práticas sociais, aprendidos de geração em 
geração através da vida em sociedade. Seria a herança social da humanidade ou 
ainda, de forma específica, uma determinada variante da herança social. 
A principal característica da cultura é o mecanismo adaptativo, que consiste 
na capacidade que os indivíduos têm de responder ao meio de acordo com 
mudança de hábitos, mais até que possivelmente uma evolução biológica. 
A cultura é também um mecanismo cumulativo porque as modificações 
trazidas por uma geração passam à geração seguinte, onde vai se transformando, 
perdendo e incorporando outros aspetos procurando assim melhorar a vivência das 
novas gerações. 
É um conceito que está sempre em desenvolvimento, pois com o passar do 
tempo ela é influenciada por novas maneiras de pensar inerentes ao 
desenvolvimento do ser humano. 
 
� Cultura organizacional 
O conceito de cultura organizacional remete ao conjunto de normas, padrões 
e condições que definem a forma de atuação de uma organização ou empresa. 
 
 
� Cultura Popular 
 
A cultura popular é algo criado por um determinado povo, sendo que esse 
povo tem parte ativa nessa criação. 
Pode ser representada pela literatura, música, arte, dança e etc. A cultura 
popular é influenciada pelas crenças do povo em questão e é formada graças ao 
contato entre indivíduos de certas regiões. 
 
 
Ética e Cidadania 
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Capítulo II 
A ação do profissional da segurança pública fundamentada na 
Ética, e sua relação com às exigências legais e às expectativas 
dos cidadãos. 
 
A prática profissional pressupõe normas que apontam o que se deve fazer. 
Normas aceitas e reconhecidas com as quais os indivíduos compreendem como 
devem agir. Assim a ação de um indivíduo é o resultado de uma decisão refletida. 
Portanto, quando se reflete sobre as ações, sobre o comportamento prático com 
seus juízos, entra-se na esfera ética, quando essas ações envolvem o campo 
profissional passa-se a falar de código de ética. 
O primeiro dever que a profissão impõe aos profissionais da segurança 
pública é sem dúvida, o de bem conhecê-la. Não se pode, em verdade, exercer uma 
profissão, desconhecendo-lhe os deveres, as regras de conduta, as prerrogativas, 
até porque observar os preceitos do Código de Ética profissional é dever inerente ao 
exercício de toda profissão. 
Mesmo sem o Código de Ética abarcar tudo quando deve o policial observar 
no tocante à moral, tanto profissional, como individual ou social, a verdade é que ele 
está sujeito, além das normas gerais éticas, às normas civis e penais. 
O policial militar é um verdadeiro instrumento da defesa dos Direitos 
Humanos, uma vez que tem por missão constitucional a preservação da ordem 
pública, e a ofensa ilegal a esses direitos altera a ordem pública. 
Deve-se zelar pela correção de suas atitudes, enaltecendo a imparcialidade 
e a justiça, principalmente no atendimento de ocorrências policiais, protegendo a 
própria sociedade, permitindo o exercício pleno da Cidadania. 
O policial militar é um permanente guardião dos Direitos Humanos e, 
devendo proteger as pessoas, prevenindo-as contra a criminalidade. 
O bem comum da comunidade é a finalidade da atividade policial militar, pois 
deve atender todos os princípios da Administração Pública, desenvolvendo-se 
segundo os preceitos do direito e da moral, visando o bem comum. 
Todo ato de pessoa que represente a Administração Pública deve visar o 
Ética e Cidadania 
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atendimento dos anseios da Comunidade, como o policial militar age em nome 
dessa Administração deve objetivar o bem comum, caso contrário ocorre um desvio 
de finalidade. 
O princípio da finalidade impõe que cada servidor público aja sempre com a 
finalidade pública, impedindo a liberdade de buscar o atendimento de interesses 
particulares ou de terceiros em prejuízo do interesse público. 
A defesa e o respeito aos Direitos Humanos está dentro do que a sociedade 
espera. Logo, defender a dignidade humana, mesmo nas situações adversas, é o 
maior benefício que o policial militar pode fazer à sociedade. 
O policial militar deve lembrar-se de que a sociedade espera que ele não só 
a defenda, mas também que respeite a dignidade de cada pessoa. Só assim, estará 
visando o perfeito bem comum e consequentemente agindo dentro do princípio da 
finalidade. 
A sociedade deve buscar o respeito aos Direitos Humanos, pois sem 
respeito à dignidade das pessoas, não há tranquilidade. 
Enquanto para os cidadãos em geral o dever de lutar para o respeito aos 
Direitos Humanos é uma faculdade, para o policial militar é uma obrigação, uma vez 
que ele tem como missão constitucional e preservação da ordem pública. 
Com essa obrigação, deve-se agir diante de qualquer ofensa aos direitos da 
pessoa, e isso implica em afirmar que cada policial militar é um guardião dos Direitos 
Humanos. 
Todo dia, antes de assumir o serviço, o policial militar deve refletir sobre a 
sua forma de atuar, e o que cada pessoa espera dele. Assim estará consciente do 
vínculo necessário entre sua atividade, e a esperança proteção à liberdade e à 
dignidade de todos. 
Não é suficiente as leis previrem direitos e garantias. É necessário entender 
que todos estamos sujeitos a essas leis. Elas garantem os direitos, inclusive os do 
policial militar, mas impõem deveres, e só assim poderemos avançar no sentido de 
construir sociedades justas, onde todos sejam realmente livres e iguais em 
dignidade e direitos. 
Não há Cidadania sem a valorização da pessoa, e o policial militar 
desenvolve uma função importante e indispensável neste contexto, pois sua 
Ética e Cidadania 
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convivência e relacionamento profissional com ricos e com os menos favorecidos 
podem trazer conflitos e desequilíbrios capazes de confundir o conceito do que é 
“justo”. 
Uma sociedade sem Cidadania é uma sociedade sem liberdade, sem 
dignidade, sem solidariedade e principalmente sem respeito. 
O policial militar deve atentar para o fato de que, apesar do sistema legal 
prever proteção plena aos direitos fundamentais de todas as pessoas, é preciso a 
fiscalização, através de uma vigilância constante, para recusar e denunciar os atos 
ilegais de qualquer autoridade, porque desse modo, cada pessoa estará protegendo 
os direitos de todos. 
A estabilidade da sociedade e dos direitos entre os cidadãos contribuem 
para o progresso do Brasil, porém deve ser mantido através do cumprimento 
consciente de regras básicas, do respeito aos deveres sociais dos outros e das leis 
que regem nosso país. 
O policial militar deve estar bem preparado para não ofender os direitos da 
pessoa, mesmo diante de situações complexas. 
Durante o atendimento das ocorrências policias, deve-se ter cautela para 
não se envolver na ocorrência, devendo manter o equilíbrio e a mais absoluta 
imparcialidade. As pessoas merecem o mesmo tratamento, sem discriminação de 
qualquer natureza. 
Os policiais, funcionários do Estado, encarregados da aplicação da lei, 
devem cumprir, a todo momento, o dever que a lei lhes impõe, servindo a 
comunidade e protegendo todas as pessoas contra atos ilegais, em conformidade 
com o elevado grau de responsabilidade que a sua profissão requer. 
Este é antes de tudo um cidadão, e na cidadania deve nutrir a sua razão de 
ser. Um cidadão zeloso, com seus direitos, com suas obrigações e com a 
responsabilidade de garantir o direito das pessoas, ao fazer prevalecer a lei e a 
ordem. 
Existe uma dimensão pedagógica no agir policial que, como em outras 
profissões de suporte público, antecede as próprias especificidades de sua 
especialidade. Os paradigmas contemporâneos na área daeducação nos obrigam a 
repensar o agente educacional de forma mais ampla. 
Ética e Cidadania 
24 
 
O policial, assim, à luz dos paradigmas educacionais mais abrangentes, é 
um pleno e legitimo educador. Essa dimensão é inabdicável e reveste de profunda 
nobreza a função policial, quando conscientemente explicitada através de 
comportamentos e atitudes. 
 
� ÉTICA CORPORATIVA X ÉTICA CIDADÃ 
 
A consciência da auto importância obriga o policial a abdicar de qualquer 
lógica corporativista. 
Ter identidade com a polícia, amar a corporação da qual participa, coisas 
essas desejáveis, não se podem confundir, em momento algum, com acobertar 
práticas abomináveis. Ao contrário, a verdadeira identidade policial exige do sujeito 
um permanente zelo pela “limpeza” da instituição da qual participa. 
Um verdadeiro policial, ciente de seu valor social, será o primeiro 
interessado no “expurgo” dos maus profissionais, dos corruptos, dos torturadores, 
dos psicopatas. Sabe que o lugar deles não é na polícia, pois, além do dano social 
que causam, prejudicam o equilíbrio psicológico de todo o conjunto da Corporação e 
inundam os meios de comunicação social com um marketing que denigre o esforço 
heróico de todos aqueles outros que cumprem corretamente sua espinhosa missão. 
Por esse motivo, não está disposto a conceder-lhes qualquer tipo de espaço. 
Aqui, se antagoniza a “ética da corporação” (que na verdade é a negação de 
qualquer possibilidade ética) com a ética da cidadania (aquela voltada à missão da 
polícia junto a seu cliente, o cidadão). 
O acobertamento de práticas espúrias demonstra, ao contrário do que 
muitas vezes parece, o mais absoluto desprezo pelas Instituições policiais. Quem 
acoberta o espúrio permite que ele enxovalhe a imagem do conjunto da Instituição e 
mostra, dessa forma, não ter qualquer respeito pelo ambiente do qual faz parte. 
Portanto, não se pode admitir a proteção de indivíduos que não procuram 
honrar o seu compromisso com a sociedade, mesmo porque, cabe lembrar, que 
fazer vistas grossas para determinadas condutas incompatíveis com a função 
policial militar, pode vir vitimar ou comprometer os bons policiais. 
Ética e Cidadania 
25 
 
 
Capítulo III 
A conduta ética e legal na atividade do 
profissional da área de segurança pública 
 
 
 
 
A atividade da Policia Militar, ou seja, o policiamento ostensivo e a 
manutenção da ordem pública estão balizados pelo respeito e a obediência às leis, o 
respeito pela dignidade humana, e o respeito e a proteção dos direitos humanos. 
São esses princípios que norteiam a atividade policial ética e legal, e são 
deles que derivam todas as demais exigências e disposições pertinentes à sua 
atividade. 
A aplicação da lei não pode estar baseada em práticas ilegais, 
discriminatórias ou arbitrárias por parte dos policiais, mesmo porque, o policial como 
cidadão e inserido neste contexto, também pode ser vítima de práticas abusivas, 
bem como, seus amigos e familiares. 
Tais práticas destroem a confiança popular e desacreditam a instituição, 
podendo contribuir para o enfraquecimento e questionamentos com relação à 
importância da instituição destoante das expectativas do cidadão. 
Policiais militares representamos o Estado e estão sujeitos às normas do 
Estado, além das normas específicas, e se violar a ética policial e as leis em vigor, 
poderá sim, ser alcançados tanto na esfera penal como administrativa e civil, 
conforme prevê o nosso Estatuto: 
Art. 43. A inobservância ou falta de exação no 
cumprimento dos deveres, especificados nas leis e 
regulamentos, acarretará para o policial-militar, 
responsabilidade funcional, pecuniária, disciplinar 
e/ou penal, consoante a legislação específica ou 
peculiar em vigor. 
Para que o mal triunfe, basta 
que os bons não façam nada”. 
Edmund Burke. 
Ética e Cidadania 
26 
 
Durante a ação e no ímpeto de se alcançar resultados, o policial militar, 
poderá se deparar com dilemas morais, enfrentado situações em que podem sentir- 
se justificados a infringir a lei para resolver determinadas situações, contudo, a 
agressão às garantias individuais e a violação de princípios, são inaceitáveis 
juridicamente, mesmo quando em determinadas circunstâncias, encontrem amparo 
na opinião pública. 
A ética pessoal do indivíduo, no caso, do policial, seus valores pessoais de 
saber o que é bom ou mau, e certo ou errado, deve estar em sintonia com os 
quesitos legais para que a ação a ser realizada esteja correta. 
Quando um indivíduo entra uma organização, sua ética pessoal pode se 
confrontar com a ética do grupo, onde a decisão final é aceitá-la ou rejeitá-la. O 
conflito existente entre elas não é necessariamente a determinação de qual é a 
melhor ou pior. 
Assim a ética profissional se faz necessária, principalmente na Polícia 
Militar, cujo compromisso com o cidadão é um fator primordial, pois é o compromisso 
do homem em respeitar as pessoas com quem se relaciona. Esse relacionamento 
deve estar pautado no respeito, seriedade, justiça e valores morais. 
ROVER (2006, p. 155-157), no Manual de Direitos Humanos e Direito 
Internacional Humanitário para Forças Policiais e de Segurança define o temo ética, 
bem como os termos: ética pessoal, ética de grupo e ética profissional. 
... a disciplina que lida com que é bom e mau, e 
com o dever moral e obrigação... ...um conjunto de 
princípios morais ou valores... ...os princípios de 
condutas que governam um individuo ou grupo 
(profissional)... ...o estudo da natureza geral da 
moral e das escolhas morais específicas.... ...as 
regras ou padrões que governam a conduta de 
membros de uma profissão... ... a qualidade moral 
de uma ação; propriedade. 
(...) ética pessoal refere-se à moral, valores e 
crenças do indivíduo. 
(...) ética de grupo estabelecida e possivelmente 
conflitante, com a pressão subsequente da escolha 
entre aceitá-la ou rejeitá-la. 
(...) ética profissional, um conjunto de normas 
codificadas do comportamento dos praticantes de 
uma determinada profissão. 
Dentro dos princípios norteadores da conduta policial, NETO (2007) define o 
conceito de ética policial militar: 
Ética e Cidadania 
27 
 
(...) a ética (ou deontologia) policial militar é 
constituída pelos valores e deveres éticos, 
traduzidos em normas de conduta, que se impõe 
para o exercício da profissão policial atinja 
plenamente ideais de realização do bem comum, 
mediante a preservação da ordem pública. Estes 
valores são aplicados, indistintamente, aos 
integrantes da Polícia Militar, independentemente 
do posto ou graduação. Esta deontologia policial 
deve reunir valores úteis e lógicos e valores 
espirituais superiores, destinados a elevar a 
profissão policial-militar à condição da missão. 
(NETO, 2007). 
Portanto não podemos nos afastar dos princípios basilares que norteiam a 
nossa profissão, e ao invés de sermos tragados pela minoria corruptora e 
descompromissada, temos que fazer a diferença e acreditar no horizonte bom, que 
todos os dias se apresenta a nossa frente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ética e Cidadania 
28 
 
Capítulo IV 
A função do profissional da área de segurança pública e suas 
responsabilidades. 
 
 
 
 
 
 
Para que possamos entender o nosso papel como profissional de segurança 
pública e sua relação com o arcabouço jurídico, navegaremos incialmente pela 
nossa previsão legal como órgão de segurança pública, ou seja, pelo estudo da 
Constituição Federal de 1988. 
A nossa carta magna, em seu artigo 144 refere-se a segurança pública como 
sendo: dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a 
preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio,através dos seguintes órgãos: 
 
Art. 144. [...]: 
I - polícia federal; 
II - polícia rodoviária federal; 
III - polícia ferroviária federal; 
IV - polícias civis; 
V - polícias militares e corpos de bombeiros 
militares. 
§ 4º Às polícias civis, dirigidas por delegados 
de polícia de carreira, incumbem, ressalvada 
a competência da União, as funções de 
polícia judiciária e a apuração de infrações 
penais, exceto as militares. 
§ 5º Às polícias militares cabem a polícia 
ostensiva e a preservação da ordem pública; 
aos corpos de bombeiros militares, além das 
atribuições definidas em lei, incumbe a 
execução de atividades de defesa civil. 
§ 6º As polícias militares e corpos de bombeiros 
militares, forças auxiliares e reserva do Exército, 
subordinam-se, juntamente com as polícias civis, 
aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal 
e dos Territórios 
 
 
Tudo me é permitido, mas nem tudo 
me convém. Tudo me é permitido, 
mas eu não deixarei que nada me 
domine. 1 Coríntios 6: 12. 
 
Ética e Cidadania 
29 
 
 
A missão das policias militares, está definida, porém não basta 
simplesmente saber o que temos que fazer, mas fazer bem feito, pautados pelo 
conhecimento e pelo compromisso. 
Preocupado com a qualidade dos serviços públicos, inseriu-se no texto 
constitucional, de forma expressa o princípio da eficiência: 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de 
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos 
princípios de legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao 
seguinte: (...) (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998) 
Como podemos observar é obrigação de todo servidor público, inclusive 
policial militar, realizar suas atividades com dedicação e perfeição, por sua vez, cabe 
à sociedade participar e fiscalizar, e exigir qualidade e efetividade na prestação de 
serviços por parte da Administração Pública. 
Neste sentido, a própria administração deve se utilizar de mecanismos 
adequados para concretizar seus objetivos, tais como: capacitação de agentes 
públicos; melhoria nos processos administrativos; transparência; racionalização; 
valorização com base no mérito; produtividade e controle. 
Na perspectiva de organizar, estruturar, disciplinar a administração pública, 
surge, a necessidade de construção dos códigos de éticas das instituições, não só 
tipificando condutas inaceitáveis, mas traçando horizontes que contemplem as 
necessidades da nossa sociedade. 
Neste contexto, identificamos a Ética Profissional, que serve para valorizar 
cada vez mais o comportamento da pessoa humana no exercício de sua profissão e 
não para tolher sua liberdade pessoal. 
A partir destas delimitações, pode-se caracterizar a ética profissional como 
um ramo da ética formado pelos mesmos princípios, defendidos e vividos por uma 
categoria social, formada pelas pessoas que exercem a mesma profissão que 
avaliam um determinado comportamento como sendo bom ou mau, ou seja, ético ou 
não. 
Desta forma, obedecer aos preceitos do Código de Ética Profissional não é 
uma simples recomendação; é um dever inerente à própria profissão, considerada 
Ética e Cidadania 
30 
 
como infração disciplinar a transgressão de qualquer de seus preceitos, uma vez 
que toda a vida profissional dos profissionais do direito se reveste de invólucro 
moral, que serve de armadura para se defrontar na luta judiciária. 
A Polícia Militar do Estado de Rondônia editou normas que orientam o 
comportamento desejado de seus integrantes, e define condutas consideradas 
reprováveis. 
Abaixo estudaremos um pouco do nosso Estatuto, Decreto-Lei nº 09-A, de 
09 de março de 1982, norma que regula a situação, obrigações, deveres, direitos e 
prerrogativas dos Policias Militares do nosso Estado e finalizaremos apresentando o 
Regulamento Disciplinar da PMRO e o Código de Conduta para os Encarregados da 
Aplicação da Lei. 
Iniciamos pelo artigo 7º do Estatuto da PMRO, que define a condição jurídica 
dos policiais militares, lhes atribuindo direitos e deveres, ao mesmo tempo, que nos 
impõe deveres e obrigações: 
Art. 7º A condição jurídica dos policiais-militares é 
definida pelos dispositivos constitucionais que lhes 
forem aplicáveis, por este Estatuto, pelas leis e 
pelos regulamentos que lhes outorgam direitos e 
prerrogativas e lhes impõem deveres e obrigações. 
Como se pode verificar é expressa a preocupação com a conduta desejada 
para o exercício das atribuições policiais militares, a qual nos submete a observância 
das leis, regulamentos, nos impondo deveres e obrigações. 
Esse cuidado é manifesto mesmo antes do ingresso na Corporação, ainda 
em fase de concurso, pois pretende dentre os candidatos voluntários a ingressarem 
na carreira policial, selecionar aqueles, que não tenham praticados atos que 
doravante assumirão o compromisso de combatê-los: 
§ 1º Para matrícula nos estabelecimentos de ensino 
policial-militar, além das condições estabelecidas 
no artigo anterior, é necessário que o candidato não 
apresente antecedentes policiais ou criminais e seja 
possuidor de boa conduta social e moral, apurados 
estes requisitos através de investigação social 
realizada pela Corporação, anterior à matrícula no 
curso. (Acrescido pela Lei nº 683, de 10 de 
dezembro de 1996 - D.O.E. de 10 de dezembro de 
1996 - Efeitos a partir de sua publicação.) 
Em título específico, aborda assuntos que introduziram os nossos estudos, e 
trata dos valores policiais militares e a forma que estes devem se manifestar ao 
Ética e Cidadania 
31 
 
longo da nossa carreira: 
Art. 28. São manifestações essenciais do valor 
policial-militar: 
I - o patriotismo traduzido pela vontade inabalável 
de cumprir o dever policial-militar e solene 
juramento de fidelidade à Pátria; 
II - o civismo e o culto das tradições históricas, III - 
a fé na missão elevada da Polícia Militar; 
IV - o amor à profissão e o entusiasmo com que a 
exerce; V - o aprimoramento técnico-profissional; 
VI - o espírito de corpo e orgulho pela Corporação. 
Segue, o disposto no artigo 29, na íntegra, tema principal de nosso módulo e 
traduz á ética policial militar: 
Art. 29. O sentimento do dever, o pundonor policial-
militar e o decoro da classe impõem a cada um dos 
integrantes da Polícia Militar conduta moral e 
profissional irrepreensíveis, com observância dos 
seguintes preceitos da ética policial-militar: 
I - amar a verdade e a responsabilidade como 
fundamentos da dignidade pessoal 
II - exercer, com autoridade, eficiência e 
probidade, as funções que lhe couberem em 
decorrência do cargo; 
III - respeitar a dignidade da pessoa humana; 
IV - cumprir e fazer cumprir as leis, os 
regulamentos, as instruções e as ordens das 
autoridades competentes; 
V - ser justo e imparcial, nos julgamentos dos atos 
e na apreciação do mérito dos subordinados; 
VI - zelar pelo preparo próprio, moral, intelectual e 
físico e, também, pelo dos subordinados, tendo em 
vista o cumprimento da missão comum; 
VII - empregar todas as suas energias em benefício 
do serviço; 
VIII - praticar a camaradagem e desenvolver, 
permanentemente, o espírito de cooperação; 
IX - ser discreto em suas atitudes e maneiras, e 
em sua linguagem escrita e falada; 
X - abster-se de tratar, fora do âmbito apropriado, 
de matéria relativa à Segurança Nacional, seja de 
caráter sigiloso ou não; 
XI - acatar as autoridades constituídas; 
XII - cumprir seus deveres de cidadão; 
XIII - proceder de maneira ilibada na vida pública e 
particular; 
XIV - observar as normas de boa educação; 
XV - garantir assistência moral e material ao seu lar 
e conduzir-se como chefe de família modelar; 
XVI - conduzir-se, mesmo fora do serviço, ou 
na inatividade, de modo que não sejam 
prejudicados os princípiosda disciplina, do respeito 
Ética e Cidadania 
32 
 
e do decoro policial- militar; 
XVII - abster-se de fazer uso do posto, ou 
graduação, para obter facilidades pessoais de 
qualquer natureza, ou para encaminhar negócios 
particulares ou de terceiros; 
XVIII - abster-se o Policial-Militar, na 
inatividade, do uso das designações hierárquicas 
quando: 
a) em atividade político-partidária; 
b) em atividades comerciais; 
c) em atividades industriais; 
d) para discutir ou provocar discussões pela 
imprensa a respeito de assuntos políticos ou 
policiais-militares, excetuando-se as de natureza 
exclusivamente técnica, se devidamente autorizado; 
e) no exercício de funções de natureza não 
policial-militar, mesmo oficiais. 
XIX - zelar pelo bom nome da Polícia Militar 
e de cada um dos seus integrantes, obedecendo e 
fazendo obedecer aos preceitos da ética policial-
militar. 
 
Parágrafo único. Ao policial-militar, em serviço 
ativo, são proibidas a sindicalização, a greve e a 
filiação a partidos políticos. (Acrescido pela Lei nº 
305, de 07 de janeiro de 1991 - D.O.E. de 9 de 
janeiro de 1991 - Efeitos a partir de sua publicação.) 
 
 
 
 
 
 
 
O estatuto também aborda de maneira bem objetiva os deveres como 
Policial Militar, quais sejam: 
32. São deveres dos Policiais-Militares: 
I - a dedicação integral ao serviço policial-militar e 
a fidelidade à instituição a que pertencer; 
II - o culto aos símbolos nacionais; 
PARE E LEIA OS 
ITENS 
NOVAMENTE, DE 
FORMA CRÍTICA. 
Ética e Cidadania 
33 
 
III - a probidade e lealdade em todas as 
circunstâncias; 
IV - a disciplina e o respeito à hierarquia; 
V - o rigoroso cumprimento das obrigações e 
ordens; 
VI - a obrigação de tratar o subordinado, 
dignamente e com urbanidade. 
VII- manter domicílio no local para onde for 
designado a prestar o serviço Policial-Militar. 
(Acrescido pela Lei nº 683, de 10 de dezembro de 
1996 - D.O.E. de 10 de dezembro de 1996 - Efeitos 
a partir de sua publicação 
Observe que assumimos por compromisso ao escolher ser policial militar, 
nos dedicarmos de forma incondicional ao nosso papel constitucional, sendo leal: à 
sociedade que optamos por servir e a nossa instituição. 
Aceitamos solenemente, através de juramento, respeitar as nossas 
tradições, sermos honestos em todas as circunstâncias, cumprir as normas e 
respeitar a hierarquia, bem como, tratar os subordinados e todos os cidadãos com 
respeito e atenção. 
Relembremos o nosso compromisso prestado quando do ingresso na 
corporação, perante autoridades constituídas, familiares e amigos, manifestando de 
forma consciente a nossa aceitação em bem servir a sociedade: 
Art. 34. (...) 
“Ao ingressar na Polícia Militar do Estado de 
Rondônia, prometo regular a minha conduta pelos 
preceitos da moral, cumprir rigorosamente as 
ordens das autoridades a que estiver subordinado, 
e dedicar-me, inteiramente ao serviço policial-
militar, à manutenção da ordem pública e à 
segurança da comunidade, mesmo com o risco da 
própria vida".(Alterado pela Lei nº 683, de 10 de 
dezembro de 1996 - D.O.E. de 10 de dezembro de 
1996 - Efeitos a partir de sua publicação.). 
Passemos ao estudo do Decreto nº 13255, de 12 de novembro de 2007, que 
aprova o Regulamento Disciplinar da PMRO, que além de regular o exercício dos 
poderes hierárquico e disciplinar, disciplina a apuração de transgressões 
disciplinares, a aplicação de punição, a concessão de benefícios e a apreciação de 
recursos e tipifica determinadas condutas inaceitáveis na Corporação. 
Como já estudado, a base da nossa Instituição Policial Militar, é a hierarquia 
e a disciplina. A disciplina de acordo com o regulamento se manifesta através da: 
correção de atitudes; a pronta obediência às ordens dos superiores hierárquicos; a 
Ética e Cidadania 
34 
 
dedicação ao serviço, prioritariamente; a colaboração espontânea à disciplina 
coletiva e à eficiência da Corporação; a consciência das obrigações e a rigorosa 
observância das prescrições regulamentares. 
O RDPM define as ações ou omissões contrárias á ética ou ao dever policial 
militar como sendo “Transgressão disciplinar”, sujeitando o policial militar a 
responsabilização pelos atos praticados. 
O artigo 13 define como sendo transgressão disciplinar ou violação ao nosso 
compromisso “todas as ações ou omissões contrárias à disciplina policial militar, 
especificadas nos artigos 15, 16 e 17 do Regulamento, bem como, todas as ações 
ou omissões contrárias à legislação vigente, desde que violem a ética ou o dever 
policial militar”, além de definir sua natureza de acordo com a intensidade do ato 
praticado, podendo ser: leve, média ou grave. 
Abaixo, citamos um recorte de algumas condutas que podem constituir 
violação a ética ou a dever policial militar: 
Art. 15. São transgressões de natureza leve: 
I – portar-se inconvenientemente, desrespeitando 
as normas de boa educação, os costumes ou as 
convenções sociais; 
II – não portar seu documento de identidade, 
quando uniformizado, ou não exibi-lo quando 
solicitado; 
III – deixar de participar em tempo hábil, à 
autoridade competente, a impossibilidade de 
comparecer à OPM ou a qualquer ato de serviço de 
que deva participar ou a que deva assistir; 
IV – permutar serviço sem autorização da 
autoridade competente; (...) 
Art. 16. São transgressões disciplinares de 
natureza média: 
I – concorrer para a discórdia, desarmonia ou 
cultivar inimizade entre os policiais militares ou 
entre estes e os de outra Corporação; 
II – interferir na administração do serviço ou na 
execução de ordem ou missão sem ter a devida 
competência para tal, exceto para salvaguardar o 
interesse da Corporação; 
III – deixar de cumprir ou de fazer cumprir as 
normas, regulamentos ou instruções na esfera de 
suas atribuições; 
VI – negar-se a receber documento ou processo 
que lhe for encaminhado por autoridade 
competente, exceto nos casos de impedimento 
justificável, hipótese em que deverá manifestar-se 
por escrito; 
Ética e Cidadania 
35 
 
(...) 
Art. 17. São transgressões disciplinares de 
natureza grave: 
I – faltar à verdade, espalhar boatos ou utilizar-se 
do anonimato; 
II – filiar-se, quando na ativa, a partidos políticos, 
sindicatos, associações profissionais com caráter 
de sindicato ou associações cujos estatutos não 
estejam de conformidade com a lei; 
– tomar parte, uniformizado, em manifestação de 
caráter político ou reivindicatório; IV – discutir ou 
promover discussão, por meio de qualquer veículo 
de comunicação, sobre assuntos estratégicos 
afetos à área da segurança pública; 
(...) 
Para finalizar, apresento o Código de Conduta para os Encarregados pela 
Aplicação da Lei, Resolução 34/169, da 106ª sessão plenária, da Assembleia Geral 
das Nações Unidas, em 17 dez 1979 – CCEAL. 
O Brasil como membro da Organização das Nações Unidas (ONU) está 
vinculado às resoluções que criaram o Código de Conduta (CCEAL) e os princípios 
básicos sobre a utilização da força e de armas de fogo pelos funcionários 
responsáveis pela aplicação da lei (PBUFAF). 
O CCEAL reconhece a importante função desempenhada, de maneira digna 
e diligente, pelos policiais, de acordo com os princípios dos direitos humanos, e 
exige que os seus padrões façam parte da crença de todo policial através de 
educação, treinamento e avaliação. 
Art. 1º - Os funcionários responsáveis pela 
aplicação da lei devem cumprir, a todo o momento, 
o dever que a lei lhes impõe, servindo a 
comunidade e protegendo todas as pessoas contra 
atos ilegais, em conformidade com o elevado grau 
de responsabilidade que a sua profissão requer. 
Art. 2º - No cumprimento do seu dever, os 
funcionários responsáveis pela aplicação da lei 
devem respeitar e proteger a dignidade humana, 
manter e apoiar os direitos fundamentais detodas 
as pessoas. 
Art. 3º - Os funcionários responsáveis pela 
aplicação da lei só podem empregar a força 
quando tal se afigure estritamente necessário e na 
medida exigida para o cumprimento do dever. 
Art. 4º - Nenhum funcionário responsável pela 
aplicação da lei pode infligir, instigar ou tolerar 
qualquer ato de tortura ou qualquer outra pena ou 
tratamento cruel, desumano ou degradante, nem 
invocar ordens superiores ou circunstâncias 
Ética e Cidadania 
36 
 
excepcionais, tais como o estado de guerra ou 
ameaça a segurança nacional, instabilidade política 
interna ou qualquer outra emergência pública como 
justificação para torturas ou outras penas ou 
tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. 
Art. 5º - Reitera a proibição da tortura ou outro 
tratamento ou pena cruel, desumana ou 
degradante. 
Art. 6º - Os funcionários responsáveis pela 
aplicação da lei devem assegurar a proteção da 
saúde das pessoas à sua guarda e, em especial, 
devem tomar medidas imediatas para assegurar a 
prestação de cuidados médicos sempre que tal 
seja necessário. 
Art. 7º - Os funcionários responsáveis pela 
aplicação da lei não devem cometer ato de 
corrupção. Devem, igualmente, opor-se 
rigorosamente e combater todos os atos dessa 
índole. 
Art. 8º - Os funcionários responsáveis pela 
aplicação da lei devem respeitar a lei e o presente 
código 
A intenção do legislador fora definir padrões gerais de comportamento aos 
encarregados de aplicarem a lei, zelando pelo bem servir a comunidade, protegendo 
o cidadão contra abusos e comprometidos com a defesa da vida. 
 
 
Boa Prova! 
Ética e Cidadania 
37 
 
 
Síntese 
 
 
 
Bom, chegando ao fim desta etapa vocês tiveram a oportunidade de rever 
alguns conceitos antes estudados no Curso de Formação de Soldados, estudaram 
sobre aspectos éticos e sua aplicação prática como profissional de segurança 
pública. 
 
Identificaram a necessidade de agir com ética e profissionalismo através da 
reflexão sobre o seu papel como profissional de segurança pública e espero que 
coloquem em prática e consigam realmente atender as expectativas da sociedade. 
Vimos que Moral está ligada diretamente aos costumes e que ética refere-se 
a comportamento. 
Abordamos sobre os aspectos e a ética das profissões, bem como, da 
necessidade dos Códigos de Éticas pelas instituições. 
Estudamos recortes de nossa legislação específica, a saber: Estatuto e 
Regulamento Disciplinar, e também abordamos de forma discreta o Código de 
Conduta para os Encarregados pela Aplicação da Lei. 
Espero que coloquem em prática os conhecimentos socializados durante 
esse período, e que doravante, sejamos agentes de transformação, na construção 
de uma sociedade mais justa e voltada para o respeito a dignidade humana. 
Despeço-me desejando a todos, sucesso nessa empreitada e que consigam 
atingir os seus objetivos. 
Abraços...... 
Ética e Cidadania 
38 
 
 
Referências 
 
- Apostila CFSD 2016/2017. 
- Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 
- Decreto-Lei nº. 09-A, de 09 de março de 1982 (Estatuto dos Policiais 
Militares da Polícia Militar do Estado de Rondônia); 
- ARAÚJO , Júlio César Rodrigues de, TCC - Abordagem Policial: Conduta 
Ética e Legal – 2008; 
- Lei nº. 13.255, de 12 de novembro de 2007 (Regulamento Disciplinar da 
Polícia Militar de Rondônia); 
- Matriz Curricular Nacional; 
- MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: 
Malheiros, 2002. 
- NETO. Miguel Libório Cavalcante. Ética policial militar no exercício da 
atividade de polícia ostensiva. 
- PIETRO, Maria Sylvia Zanella Di. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, 
2002. 
- ROVER. Cees de. Para servir e proteger. Direitos Humanos e Direito 
Internacional Humanitário para Forças Policiais e de Segurança: manual para instrutores. 
Tradução de Silvia Backes e Ernani S. Pilla. 2.ª ed. Belo Horizonte: Polícia Militar de Minas 
Gerais. 2006. 
- Teoria do conhecimento : livro didático / conteudistas, Alexandre de 
Medeiros Motta, Gabriel Henrique Collaço, Marciel Evangelista Cataneo, Vilson Leonel ; 
design instrucional Eliete de OliveiraCosta. – Palhoça : UnisulVirtual, 2013. 
- VALLA, Wilson Odirley – Deontologia Policial Militar / 3ª ed. Ver. E ampl, Curitiba, 
Paraná 2003 – (AVM); 
- http://www.significados.com.br/cidadania/ 
- http://www.webartigos.com/artigos/o-principio-da-eficiencia-na-gestao-
publica/ 
- http://conceito.de/costume#ixzz40kWiQ8ZD 
- http://www.dicionarioinformal.com.br/costume/ 
- http://cdn5.colorir.com/desenhos/color/201101/7af0ca2688ace03e132ea6cf2
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Sobre a professora conteudista 
 
Ednelza do Amaral Teixeira Nascimento, ocupa o posto de Capitã, é 
formada em História pela Universidade Federal de Rondônia, em Direito pela 
Universidade Cruzeiro do Sul –SP, pós graduada em Gestão de Pessoas e 
Segurança Pública e Direitos Humanos, entrou nas fileiras da Polícia Militar do 
Estado de Rondônia no Curso de Formação de Soldados – 2006, formou no curso 
de Segurança Publica/ Curso de formação de Oficiais no ano 2011. 
Trabalha atualmente na Diretoria de Apoio Administrativo e Logístico, onde 
desempenha suas funções enquanto diretora adjunta e chefe da Divisão de 
Patrimônio, trabalhou parte de sua carreira na Corporação no 5º Batalhão de Polícia 
Militar.

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