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Apostila enfermagem domiciliar

Guia para cuidadores: define o papel do cuidador e autocuidado, lista tarefas rotineiras e orientações sobre higiene (oral, cabelos, banho, escaras), prevenção/tratamento de úlceras por pressão, cuidados em diabetes (tipo I/II), com crianças, sonda vesical e aferição de sinais.

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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO.......................................................................................03
QUEM É O CUIDADOR ........................................................................04
CUIDADOS HIGIÊNICOS COM O PACIENTE......................................04
HIGIENE ORAL ...............................................................................05
HIGIENE DOS CABELOS E COURO CABELUDO ........................05
BANHO EM PACIENTES ACAMADOS ..........................................05
CUIDADOS COM PACIENTES COM ESCARAS ...........................07
COMO EVITAR ULCERAS POR PRESSÃO .......................................08
TRATAMENTO LOCAL ..................................................................08
PACIENTES COM DIABETES .............................................................09
TIPO I ..............................................................................................09
TIPO II .............................................................................................09
CUIDADOS COM A CRIANÇA .............................................................10
CUIDADOS COM A SONDA VESICAL DE DEMORA .........................11
AFERINDO A PRESSÃO E USANDO O TERMOMETRO .................. 12
REFERENCIAL BIBLIOGRAFICO .............................................................15
INTRODUÇÃO
Cuidado quer dizer atenção, precaução, cautela, dedicação, carinho, encargo e responsabilidade. Cuidar é confortar, servir, é oferecer ao outro em forma de serviço, o resultado de seu preparo, escolhas e vocação: é praticar o cuidado. Cuidar é também perceber a outra pessoa como ela é, e como se mostra, é perceber além de suas necessidades físicas, seus gestos, suas falas, sua dor e limitação. Percebendo isso, o cuidador tem condições de prestar serviços de forma individualizada, a partir de suas ideias, conhecimentos e criatividade, levando em consideração as particularidades e necessidades da pessoa a ser cuidada. Este cuidado deve ir além dos cuidados com o corpo físico, pois além do sofrimento físico decorrente de uma doença ou limitação, há que se levar em conta as questões emocionais, a história de vida, os sentimentos e emoções da pessoa a ser cuidada.
Autocuidado significa cuidar de si próprio, são atitudes, comportamentos que a pessoa tem visando seu benefício, com a finalidade de promover a saúde, bem-estar, preservando e mantendo a homeostasia do corpo. A pessoa acamada e com limitações, mesmo necessitando da ajuda do cuidador, pode e deve realizar ações de autocuidado sempre que possível, o bom cuidador sempre deve observar as atividades que podem ser realizadas pelo paciente sem que prejudiquem o seu bem-estar, dando assim mas autonomia e uma perspectiva boa para a pessoa cuidada.
QUEM É O CUIDADOR
Cuidador é o ser humano com qualidades especiais, expressas pelo traço forte de amor à humanidade, de solidariedade e de doação. A ocupação de cuidador integra a Classificação Brasileira de Ocupações – CBO sob o código 5162, que define o cuidador como alguém que “cuida a partir dos objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis diretos, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida”. É a pessoa da família (formal) ou da comunidade (informal), que presta cuidados à outra pessoa de qualquer idade, que esteja necessitando de cuidados por estar acamada, com limitações físicas ou mentais, com ou sem remuneração.
Nesta perspectiva mais ampla de cuidado, o papel do cuidador ultrapassa o simples acompanhamento das atividades diárias dos indivíduos, sejam eles saudáveis, enfermos e/ou acamados, em situação de risco ou fragilidade, seja nos domicílios e/ou em qualquer tipo de instituições na qual necessite de atenção ou cuidado diário. A função do cuidador é acompanhar e auxiliar a pessoa a se cuidar, fazendo pela pessoa somente as atividades que ela não consiga fazer sozinha. Ressaltando sempre que não fazem parte da rotina do cuidador, técnicas e procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas, particularmente, na área de enfermagem.
A seguir algumas tarefas que fazem parte da rotina do cuidador: 
Atuar como elo entre a pessoa cuidada, a família e a equipe de saúde.
Escutar, estar atento e ser solidário com a pessoa cuidada.
Ajudar nos cuidados de higiene.
Estimular e ajudar na alimentação
Ajudar na locomoção e atividades físicas, tais como: deambular (andar), tomar sol e exercícios físicos.
Estimular atividades de lazer e ocupacionais.
Realizar mudanças de posições na cama e na cadeira, fazer massagem de conforto.
Administrar as medicações, conforme a prescrição e orientação da equipe de saúde.
Comunicar à equipe de saúde sobre mudanças no estado de saúde da pessoa cuidada.
Outras situações que se fizerem necessárias para a melhoria da qualidade de vida e recuperação da saúde desta pessoa.
CUIDADOS HIGIÊNICOS COM O PACIENTE
Os hábitos de higiene pessoal variam muito, razão pela qual se deve muito tato na abordagem do paciente a este respeito. Muitas vezes, é necessário orientar os pacientes quanto aos bons hábitos de higiene, tendo-se o devido cuidado para não provocar constrangimentos.
Os hábitos de higiene pessoal variam muito, razão pela qual se deve ter muito tato na abordagem do paciente a este respeito. Muitas vezes, é necessário orientar os pacientes quanto aos bons hábitos de higiene, tendo-se o devido cuidado para não provocar constrangimentos.
Higiene Oral
A promoção e manutenção de boas condições de higiene da boca e dos dentes são fundamentais para a saúde e conforto do paciente. É habito, no nosso meio, a escovação dos dentes, antes e depois das refeições e ao deitar-se. Certas condições patológicas predispõem a irritação e lesão da mucosa oral, como o estado de coma, hipertermia, sendo necessária, nesses casos, uma maior frequência de higienização oral. A higiene oral compreende: a limpeza dos dentes, das gengivas, línguas e lábios.
Finalidade
Conservar a boca livre de resíduos alimentares
Evitar o mau hálito
Manter a integridade da mucosa bucal
Proporcionar conforto e bem-estar ao paciente
Prevenir a cárie dentaria 
Higiene Oral de Pacientes com Dependência Parcial
Prepare o Material: escova de dente (na falta, utilize espátulas envolvidas com gaze), creme dental ou solução dentífrica, copo com agua, utilize canudo se necessário (vaselina, manteiga de cacau ou similar).
Selecione o material dispondo o mesmo sobre a mesa ou cabeceira da cama, caso não haja contraindicação. Coloque a toalha cobrindo o pescoço e o tórax do paciente, auxiliando o mesmo conforme seu grau de dependência, orientando-o se necessário. A higiene bucal deverá ocorrer no sentido da gengiva para o dente, lavar a língua e o palato. Dar agua para bochechar, e aproximar a cuba-rim para escorrer o liquido da boca. Seus os lábios e o queixo com a toalha, lubrifique os lábios se houver indicação, retire o material utilizado e observe a intercorrência com o paciente.
Higiene Oral de Pacientes com Dependência Total
Prepare o material composto por: espátula com gaze, solução dentífrica ou agua bicarbonada a 1% ou 3%, saco de papel, toalha de rosto, lubrificante para os lábios, dispor o material sobre a mesa de cabeceira. Colocar a toalha de rosto para proteger a roupa de cama e do paciente. Elevar o decúbito, caso não haja contraindicação, molhe a gaze da espátula com a solução ou agua bicarbonada e proceder a higiene, trocando-se as espátulas com gazes quantas vezes forem necessárias, lavar os dentes, gengivas, palato, bochechas, língua e lábios, com movimentos firmes e delicados. Passe o lubrificante nos lábios e na ligua, caso haja necessidade. Recolha o material ao finalizar o procedimento, mantenha o paciente em posição confortável. 
Cuidados com a Dentadura
Quando o paciente estiver impossibilitado de cuidar da sua dentadura, devemos lava-la com pasta ou solução dentifrícia e enxagua-la com agua corrente.Segurar a dentadura com gaze ou luva, oferecer agua com solução dentifrícia para o paciente bochechar, após a limpeza da boca com espátula ou gaze.
Higiene dos Cabelos e Couro Cabeludo
A higienização dos cabelos e couro cabeludo inclui: pentear e escovar os cabelos, durante a execução deve-se observar a presença de pediculose (piolho), tomando as medidas necessárias quando houver. 
A higiene do couro cabeludo tem a finalidade de: 
Conservar os cabelos e o couro cabeludo limpo, proporcionando conforto e bem estar ao paciente acamado.
Estimular a circulação do couro cabeludo.
Completar a higiene corporal.
Banho em Pacientes Acamados
O banho é uma técnica que tem por finalidade:
Proporcionar conforto e bem-estar.
Remover sujidades aderentes a pele e odores desagradáveis.
Estimular a circulação.
Remover células mortas e microrganismos.
Favorecer a transcrição
Material necessário: luvas de procedimento, toalha de rosto, toalha de banho, duas luvas de banho ou compressas, camisola, duas bacias de banho ou balde, jarro de agua morna, sabonete líquido, comadre ou papagaio.
Ofereça a comadre ou papagaio antes do inicio do banho, despreze a roupa de cama, retire a colcha, cobertor, travesseiro, e a camisola, deixando-o protegido com o lençol, oclua os ouvidos, coloque a bacia sobre a cabeça, lave os cabelos, faça a higiene oral e calce as luvas de procedimento. Molhe as luvas de banho retirando o excesso de agua, lave os olhos do paciente do ângulo interno para o externo, utilizar agua limpa para lavar cada olho, ensaboar pouco e lavar com toalha de rosto, colocar a toalha de banho sob um dos braços do paciente e lava-lo no sentido do punho para as axilas em movimentos longos, enxaguar e secar com a toalha de banho. Lavar as pernas fazendo movimentos passivos nas articulações, massagear as proeminências osseas e a panturrilha, flexionar o joelho do paciente e lavar os pés, secando bem entre os dedos, colocar o paciente em decúbito lateral, com as costas voltadas para você, protegendo-o com a toalha, lavar, enxaguar e secar, fazer massagem de conforto, colocar o paciente em posição dorsal, colocar a toalha de banho para que o paciente possa fazer sua higiene íntima (se tiver limitações, calçar a luva e fazer a higiene para o paciente). 
Cuidados com Pacientes com Escaras
As úlceras por pressão ou escaras, como são conhecidas popularmente, são complicações em pacientes hospitalizados, internados em casas de repouso, asilos, ou mesmo em ambiente domiciliar. Atingem principalmente indivíduos imobilizados no leito e/ou acamados ou com restrição de movimentos devido alguma doença ou sequela. 
As ulceras por pressão desenvolvem-se quando o tecido (pele) é comprimido entre a proeminência óssea e a superfície externa (cama, colchão) por um longo período de tempo. Acontece quando a pessoa permanece por muito tempo acamada. Com o objetivo de facilitar a prevenção e o tratamento, as ulceras por pressão são divididas em 4 estágios:
Estágio 1: A pele fica muito avermelhada, mas intacta.
Estágio 2: A pele fica lesada em forma de bolha, abrasão ou cratera.
Estágio 3: A úlcera ultrapassou a pele, mas ainda não acometeu o músculo.
Estágio 4: a úlcera ultrapassa os outros tecidos, chegando até os músculos, tendões e ossos.
Como Evitar as Úlceras por Pressão
Evitar as úlceras por pressão é um grande desafio para a equipe de saúde. É comum associarem a presença das úlceras como consequência negativa da assistência de enfermagem. Contudo, esta questão é discutida mundialmente, pois, o aparecimento das úlceras envolve outros fatores como:
Declínio das condições físicas do paciente.
Falência das condições nutricionais, ou seja, deficiência de vitaminas, proteínas e agua nos tecidos.
Idade, quando a pele torna-se mais frágil e propensa a desenvolver lesões.
Indivíduos muito emagrecidos ou obesos.
As escaras devem sempre ser limpas com soro fisiológico ou agua corrente. 
Pacientes com Diabetes Mellitus
Diabetes Mellitus é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). Pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas, pelas chamadas células beta . A função principal da insulina é promover a entrada de glicose para as células do organismo de forma que ela possa ser aproveitada para as diversas atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação resulta portanto em acúmulo de glicose no sangue, o que chamamos de hiperglicemia.
		Pode ser caracterizada por dois tipos:
		Tipo 1
Atinge crianças e adolescentes, as pessoas magras e que não possuem historia familiar da doença. Controle da dieta e das atividades físicas e o uso da insulina por toda a vida são as formas de controle
Tipo 2
Idade maior ou igual a 40 anos, historia de diabetes na família, obesidade, hipertensão e displidemia. Controle da dieta e atividades físicas regulares são as formas de controle.
Cuidados Gerais com o Manuseio da Insulina
Utilizar seringa descartável e apropriada para a administração da insulina.
Manipular o frasco de insulina sem agitá-lo.
Manter sob refrigeração não muito intensa, entre 2°¨e 8° C.
Observar os locais apropriados de aplicação
Fazer o rodizio das áreas de aplicação.
Inserir a agulha em posições de 90°.
Evitar o massageamento do local da aplicação.
O objetivo do rodizio é evitar uma complicação chamada lipdistrofia, que é uma alteração da gordura subcutânea causando depressão e aparecimento de massas no local afetado.
Locais de Aplicação
Face externa do braço
Região glútea
Face anterior e posterior da coxa
Cuidados com a Criança
Nesta fase é essencial um acompanhamento mais próximo com seu filho sem dúvida a pele da criança é uma das mais afetadas, principalmente na área genital, perto do ânus e nas dobrinhas da coxa, se o problema não for tratado quanto antes uma simples assadura pode evoluir para um problema mais sério como uma micose, candidíase, ou uma infecção bacteriana.
O procedimento a tomar é evitar a demora nas trocas de fraldas já que neste período até os 24 meses a criança defeca e faz muito xixi, deixar o bebe por alguns minutos ou durante o sono diurno sem fralda também é aconselhado. E um bom banho de sol durante 10 a 15 minutos ajuda na cicatrização.
6 passos para ajudar na prevenção de assaduras:
Troque a fralda do bebe assim que possível, se ela estiver encharcada ou com fezes.
Limpe a área dos órgãos genitais do bebe com cuidado depois de cada vez defecada, e deixe-a bem seca antes de fechar a fralda.
Passe uma fina camada de pomada contra assadura no bumbum do bebe, como as de óxido de zinco. Não use talco ele pode ser aspirado pelo bebe e ir para os pulmões.
Não aperte demais a fralda. É preciso deixar espaço para o ar circular e a pele do bebe poder respirar.
Evite o uso de amaciante nas roupas do bebe.
Quando o seu filho começar a comer alimentos sólidos, não dê muitas novidades ao mesmo tempo. Assim fica mais fácil perceber se a assadura se deve a alguma alergia.
Sonda Vesical de Demora (Sonda para Urinar)
A sonda vesical de demora, ou sonda de Folley, e utilizada quando a pessoa não é capaz de urinar espontaneamente ou de controlar a saída da urina. Essa sonda possui um pequeno balão interno que depois de cheio prende a sonda dentro da bexiga. A parte externa da sonda deve ficar presa na coxa da pessoa de forma a manter a sonda no lugar, permitindo a movimentação. Para fixar a sonda e evitar ferir a pele ou as alergias é melhor utilizar esparadrapo antialérgico, mudando constantemente o local de fixação. Fique atento: Ao fazer a higiene corporal, evite esfregar a pele com força, pois isso pode romper a pele. Faça movimentos suaves use pouca quantidade de sabonete e enxague bem, para que a pele da pessoa não fique ressecada.
Fique atento: a escara surge de uma hora para a outra e pode levar meses para cicatrizar.
Fora do corpo a sonda liga-se a uma bolsa que armazena a urina e pode ser fixada na lateral da cama, na cadeira de rodas ouna perda da pessoa. Este tipo de sonda só pode ser colocado e retirado pela equipe de saúde. A sonda de demora faz com que a pessoa urine continuamente e, como essa sonda fica por um tempo dentro da bexiga, é preciso cuidados para se prevenir infecções, sangramentos e feridas:
Lave as mãos antes de mexer na sonda
Limpe a pele ao redor da sonda com agua e sabão pelo menos duas vezes ao dia para evitar acumulo de secreção.
Lave a bolsa ou frasco coletor de urina uma vez ao dia com agua e sabão, enxaguando com agua clorada.
Mantenha o frasco ou bolsa coletora abaixo do nível da cama ou do assento da cadeira, e não deixe que ela fique muito cheia. Esses cuidados são necessários para evitar que a urina retorne do frasco para dentro da bexiga.
Tome cuidado para não puxar a sonda, pois isso pode causar ferimentos na uretra.
A sonda tem que ficar livre para que a urina saia continuamente da bexiga, por isso, cuide para que a perna da pessoa ou outro objeto não comprima a sonda.
Se durante algum tempo não houver urina na bolsa coletora, verifique se a sonda esta dobrada, obstruída ou pressionada pela perna da pessoa. Caso a pessoa não urine num espaço de 4 horas, mesmo ingerindo liquido, procure falar urgentemente com a equipe de saúde. Uma pessoa produz e elimina em média 1.200 a 1.500 ml de urina em 24 horas. Essa quantidade é modificada pela ingestão de liquido, suor, temperatura externa, vômitos ou diarreia.
Aferindo a Pressão 
A aferição da PA requer preparação do paciente e escolha do material adequado. Antes de aferir a PA, deve-se perguntar ao paciente se:
Fumou ou bebeu café ou outros estimulantes há menos de 30 minutos;
Está sentindo dor;
Está com a bexiga cheia;
Está em repouso há menos de 3 minutos
Se a resposta para todas as perguntas for “não”, podemos prosseguir com o procedimento. O braço que terá a PA aferida deve estar apoiado sobre um suporte, na altura do coração. O paciente pode estar em pé, sentado ou deitado (para o diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica, utilizamos os resultados quando o paciente está sentado). Esse braço não pode ter manga de roupa e não pode estar edemaciado ou ter fístula arteriovenosa.
Podemos, então, colocar o manguito. Para isso, devemos escolher aquele cuja câmara tenha uma largura de cerca de 40% da circunferência do braço e um comprimento de cerca de 80% da circunferência do braço (na prática, a maioria dos pacientes se encaixa na faixa normal, se ele for obeso, faça as medições e peça o manguito de obeso, se ele for muito magro, solicite o manguito infantil). Após palpar o pulso da artéria braquial (fica logo abaixo do bíceps), para verificar se há pulso viável, o manguito correto deve ser posicionado obedecendo a sinalização da “artéria braquial”.
Uma vez preparado o paciente, a aferição da PA (que é medida em mmHg) segue o seguinte protocolo:
Com uma das mãos, palpe a artéria radial (fica do lado do osso rádio, próximo a mão) e, com a outra, insufle o manguito. A pressão sistólica estimada será aquela em que você deixar de sentir o pulso radial.
Coloque o estetoscópio sobre o local onde você palpou o pulso da artéria braquial e insufle o manguito cerca de 30 mmHg acima do valor estimado de pressão sistólica.
Esvazie o manguito à razão de 2 a 3 mmHg/seg e atente-se aos sons de Korotkoff (uma espécie de “TUM” que surge durante a sístole)
Os sons de Korotkoff possuem várias fases, mas o importante para vocês é saber que:
Fase I (aparecimento do som, o primeiro “TUM”): momento em que a pressão no manguito se iguala à maior pressão na artéria braquial, que corresponde à pressão sistólica.
Fase V (desaparecimento dos sons): a pressão no manguito se iguala à menor pressão na artéria, que corresponde à pressão diastólica.
Usando Termômetro de Vidro
O uso do termômetro de mercúrio está contraindicado devido aos riscos para a saúde, como problemas respiratórios ou danos na pele, mas atualmente existem termômetros de vidro semelhantes aos antigos de mercúrio, chamados de termômetros analógicos, que não possuem mercúrio na sua composição e que podem ser usados de forma segura.
Para medir a temperatura com estes aparelhos, deve-se:
Verificar a temperatura do termômetro antes de usá-lo, observando se o líquido está próximo da temperatura mais baixa;
Colocar a ponta metalizada do termômetro debaixo da axila;
Manter o braço que tem o termômetro imóvel junto ao corpo;
Esperar 5 minutos e retirar o termômetro da axila;
Verificar a temperatura, observando o local onde o líquido termina, que será o valor da temperatura medida.
Esse tipo de termômetro demora mais tempo a avaliar a temperatura do que os outros, além de a leitura ser mais difícil de fazer, principalmente para as pessoas idosas ou com problemas de visão.
Referencial Bibliográfico
CAMPOS, G. W. S.; DOMITTI, A. C. Apoio matricial e equipe de referência: uma metodologia para gestão do trabalho interdisciplinar em saúde. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 23, n. 2, p. 399-407, fev. 2007.
ROA, R. R. et al. Abordagem centrada nas pessoas. Rev. Bras. Med. Fam. Comunidade, v. 4, n. 16, v. 4, n. 16, p. 245-259, 2009.
AIRES, M.; PAZ, A. A. Necessidades de cuidado aos idosos no domicílio no contexto da estratégia de saúde da família. Revista Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre, v. 29, n. 1, p. 83-89, 2008.
CARVALHO, A.; CARVALHO, G. S. Educação para a saúde em cuidados de saúde primários: Diagnóstico das dificuldades e necessidades de formação. In: INTERNATIONAL SEMINAR OF PHYSICAL EDUCATION, LEISURE AND HEALTH, 2., 2005, Braga. New ways of analysis and intervention. Pôster.
EGRY, E. Y.; FONSECA, R. M. A família, a visita domiciliária e a enfermagem: revistando o processo de trabalho da enfermagem em saúde colectiva. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 34, n. 3, p. 233-239, 2000.

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