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CIRURGIA I • Fórceps n° 150 para dentes incisivos, caninos e pré-molares superiores. (15 ao 25) (angulação na parte ativa) • Fórceps n° 151 para dentes incisivos, caninos e pré-molares inferiores. (45 ao 35) (angulação mais acentuada) • Fórceps 18 R para molares superiores do lado direito; (right) 18 L para molares superiores do lado esquerdo. (left) • Fórceps n° 1 para incisivos e caninos superiores. (13 ao 23) • Fórceps n° 16 para molares inferiores, ambos os lados, com boa parte da coroa destruída. Conhecido como chifre de touro. • Fórceps n° 17 para molares inferiores. • Fórceps nº 65 para raízes superiores, de ambos os lados. • Fórceps nº 69 para fragmentos de raízes e raízes superiores e inferiores. Outros: • Fórceps nº 53 L para molares superiores do lado esquerdo; (left) • Fórceps nº 53 R para molares superiores do lado direito; (right) • Fórceps nº 68 para raízes inferiores. • Fórceps nº 99 A para incisivos, caninos e pré-molares superiores. • Fórceps nº 101 para pré-molares superiores. • Fórceps nº 210 H para terceiros molares superiores. • Fórceps nº 222 para terceiros molares inferiores. Diérese: é o ato de separar os tecidos com fins cirúrgicos (dividir, cortar ou separar tecidos). Incisão é o corte do tecido. Divulsão é a separação dos tecidos moles, sem corte. Deslocamento é separar o tecido mole do tecido duro. Bisturi (15 e 15c): Realiza a incisão. Empunhadura “de caneta”. Tesouras (Pontiaguda e Meltzembaum): Realizar corte, remoção de pontos e Divulsão. Empunhadura anelar. Deslocamentos (Molt e Freer): Divulsionar os tecidos e deslocar a mucosa e o periósteo do osso. Empunhadura “de caneta”. Sindesmótomo: Realizar sindesmotomia, que é desinserir as fibras gengivais que circundam os dentes. Empunhadura “de caneta”. Afastadores: Afastar lábios e mucosa jugal ou retalhos. Exérese: é a remoção de parte ou a totalidade de um órgão ou tecido com finalidade terapêutica. Fórceps: Utilizado para remover dentes ou restos radiculares. Alavancas: Utilizado para remoção de dentes ou restos radiculares. É realizado a luxação, onde há rompimento das fibras do ligamento periodontal. Realiza primeiro movimento de cunha e depois faz o movimento propriamente dito de “alavanca’. Ele deve ser apoiado em osso sadio, para fazer o movimento. Elevador 1L Elevador 1R Elevador 2 Lima para osso: Aplainamento e remodelação do osso alveolar. Alveolótomo ou Pinça Goiva: Utilizado para realização da ostectomia (remoção de fragmento ósseo). Cureta de Lucas: Curetagem ou limpeza do alveólo após a extração, como um capuz pericoronário, por exemplo. Cinzel e martelo: Realização da ostectomia, servindo para desgaste ósseo. Agem praticamente iguais às brocas. Brocas: Realização de ostectomia e odontosecção. Síntese: fase em que ocorre a reaproximação das extremidades dos tecidos seccionados ou ressecados com a finalidade de acelerar a cicatrização. Fazendo a sutura em tecido mole ou osteossíntese em tecido duro. Porta-agulha: Utilizado para realização de suturas. Cuba: Depositar soro e antisséptico (iodopovidone ou clorexidina). Aspirador cirúrgico: Realizar aspiração. Pinça hemostática: Proporciona hemostasia através do pinçamento de vasos. Utilizado também para dissecção ou divulsão. Pinça Adson “dente de rato”: Utilizado para apreender tecidos moles. Pinça Allis: Utilizado para apreensão e afastamento de tecidos moles. Pinça Backaus: Estabilização e fixação do campo cirúrgico e sugador. Hemostasia: processo pelo qual se previne, detém ou impede o sangramento, através de pinçamento dos vasos, ligadura de vasos, eletrocoagulação ou compressão. Essa fase é uma manobra da síntese. Requisitos básicos de uma boa incisão: Lâmina afiada Movimento único, contínuo e firme Traço único em 45º da distal para a mesial Apoiar sempre em tecido ósseo sadio A base do retalho deve ser maior do que a altura Ter boa amplitude, para melhorar a visibilidade ao campo operatório e causar menos trauma tecidual no afastamento Maximizar o suprimento sanguíneo As margens do retalho devem repousar sobre o tecido ósseo sadio, no momento da sutura Tipos de incisão: Retilíneas: Em áreas edêntulas Envelope: Incisão intra-sucular com deslocamento do retalho Semilunar: Preservação das papilas. Formato de meia-lua. Trapezoidal: Wassmund: Gengiva inserida e livre. Neumann: Gengiva inserida, livre e papila dental com uma relaxante. Neumann modificada: Gengiva inserida, livre e papila dental com duas relaxantes. Tipos de cicatrização: Primeira intenção: Aquela na qual damos todo o favorecimento ao sistema para que ocorra o reparo. Exemplo: Fazer sutura de uma borda cirúrgica que cada uma esteja para um lado, assim está facilitando o reparo, e demora cerca de 7 a 10 dias. Segunda intenção: Não consegue coaptar todas as bordas, assim demora mais comparada a de primeira intenção, pois demora cerca de 21 a 45 dias. Os retalhos devem ficar unidos e coaptados, mas não devem ficar isquêmicos, pois isso afeta o suprimento sanguíneio. Ou seja, não podem apertar as bordas da ferida cirúrgica, apenas deve aproximar, porque pode causar isquemia. As agulhas podem ser traumáticas ou atraumáticas quanto ao trauma causado. E quanto a curvatura, podem ser retas ou curvas, sendo a mais indicada para a odontologia a semi-círculo, que possui 180 º. Tipos de suturas: Pontos interrompidos Simples: utilizado em exodontias de poucos elementos. Em “U”. Em “X”: há o interno e o externo. Utilizado em alvéolos para auxiliar na retenção dos coágulos. Pontos contínuos: utilizado em exodontias múltiplas Contínuo simples Contínuo festonado Fios de sutura: Nylon: não-absorvível, unifilamentado (retém o mínimo de placa), não provoca reações alérgicas, passível de esterilização, baixo custo, causa incômodo no paciente. Seda: não-absorvível, multifilamentado (retém mais placa), não provoca reações alérgicas, passível de esterilização, baixo custo, não causa incômodo no paciente. Categute: absorvível, maior custo, preparada com uma parte dos intestinos de animais, normalmente bovinos, caprinos, suínos ou ovinos. Indicações de exodontia: Cáries extensas Indicações protéticas Necrose pulpar (endodontia) Dentes supranumerários Doença periodontal avançada Dentes inclusos Raízes ou fragmentos dentários Dentes associados a lesões patológicas Indicações ortodônticas Dentes em áreas a sofrerem radioterapia Fraturas dentárias Dentes envolvidos em traços de fratura Contraindicações da exodontia: Áreas submetidas a radioterapia Diabéticos não-compensados Dentes associados a lesões malignas Trismo Inflamação local (causa dificuldade da anestesia) Infecções locais ou sistêmicas Patologias cardíacas e pressão alterada Deficiência de fatores de coagulação Classificação do estado físico de acordo com a escala da ASA (American Society of Anesthesiologists): • ASA I – Paciente saudável; • ASA II – Paciente com doença sistêmica leve ou moderada, sem limitação funcional; • ASA III - Paciente com doença sistêmica severa, com limitação funcional; • ASA IV - Paciente com doença sistêmica severa, representa risco de vida constante; • ASA V - Paciente moribundo com perspectiva de óbito em 24 horas, com ou sem cirurgia; • ASA VI - Paciente com morte cerebral, mantido em ventilação controlada e perfusão, para doação de órgãos (transplante); Complicações trans-operatórias Lesões do dente em questão. Lesões das estruturas ósseas. Comunicação buco-sinusal: Pode evoluir para uma sinusite crônica ou fístula buco-sinusal crônica. Em comunicações pequenas, suturar e pedir para o paciente não fazer aspiração negativa(sucção com canudo, assuar, etc). Já em comunicações maiores, utilizar retalhos ou ocluir a abertura com corpo adiposo. Prescrever antibióticos e descongestionantes nasais. Lesões em dentes adjacentes. Fraturas de instrumentos. Leões de nervos adjacentes. Alveolite: Perda do coágulo, alvéolo vazio com exposição óssea. Há dor intensa a partir do quarto dia. Há odor e gosto desagradável. Tratamento é promover um novo coágulo, irrigando com bastante soro fisiológico e medicar paciente com Alveolsan ou Alveolex. Infecções odontogênicas: tratamento para todas é realizar a drenagem da infecção, remoção da causa e/ou antibioticoterapia. Pericoronarite: É uma infecção dos tecidos moles (opérculo) que recobrem a coroa do dente incluso. Há dificuldades de higienização no local. Causa trismo e é uma condição dolorosa. É uma das principais causas da exodontia dos terceiros molares. É contraindicada a exodontia quando a área estiver inflamada. Tratamento é a limpeza e higienização (soro ou água oxigenada), antibioticoterapia, regredir a infecção e prosseguir com a exodontia. Angina de Ludwing: Complicação por via descendente. Acomete o espaço submentual, submandibular e sublingual bilateralmente. Encaminhar paciente ao serviço mádico com extrema urgência, pois se demorar a ser tratado pode evoluir ao óbito. Sinusite odontogênica: Infecção de pré-molares e molares, entretanto devido a região dos seios, acomete apenas os dentes da maxila. Trombose do seio cavernoso. Celulite Periorbital: Tem origem na região do canino e seio maxilar. Risco de causar trombose do seio cavernoso e causar danos ao conteúdo da orbita. Técnica primeira — Etapas da exodontia a fórceps: Anestesia Sindesmotomia: deslocamento do tecido gengival (deslocador de molt, freer, sindesmótomo). Luxação do dente com elevadores (rompimento do ligamento periodontal). Adaptação do fórceps (maxila 1, 18R, 18L, 65 e 150; mandíbula 16,17 e 151). Luxação com fórceps: expansão e dilatação do alvéolo. Rompimento das fibras do ligamento periodontal. Forçar para o lado da tábua óssea mais fina. Remoção do dente. Cuidados com o alvéolo: curetagem, regular espiculas ósseas, remover papilas, irrigar bastante, manobra de Chompret, formação do coágulo. Sutura. Tipos de movimentos do fórceps: Preensão: encaixe do fórceps no colo cirúrgico; centro de rotação mais apical possível. Intrusão: movimento para evitar fratura radicular; rompe fibras apicais; centro de rotação mais apical; menor chance de fratura do ápice radicular; início da dilatação óssea. Lateralidade: movimento que tem por objetivo a dilatação óssea; expansão da tábua óssea; maior amplitude para tábua óssea mais fina. Rotação: movimento opcional indicado para dentes unirradiculares com raiz cônica, sem dilatação apical; incisivo central superior; canino e pré-molar inferior; pouca dilatação das paredes do alvéolo; rompimento das fibras do ligamento periodontal. Tração: movimento de exérese; remoção do dente; sempre a favor da anatomia radicular; proteger o arco antagonista. Técnica Segunda — Etapas da exodontia com elevadores: Remoção de resto radicular e com destruição de coroa. A empunhadura é digito-palmar. Tipos de movimentos com os elevadores: Cunha: Inserido no ligamento periodontal, paralelo ao dente, sendo realizado um movimento de meia rotação. Alavanca. Eixo e roda: Inserido no ligamento periodontal, perpendicular ao dente, sendo realizado um movimento de rotação. Técnica Terceira — Etapas da exodontia a retalho: Exposição do campo operatório adequado. Indicações: Resto radicular sem apoio para fórceps e elevadores. Anquilosados. Raízes volumosas e divergentes. Dentes com hipercementose. Dentes inclusos. Remover o mínimo de osso para dar apoio ao fórceps e ao elevador, pois deve preferir optar pela odontosecção. Ostectomia: Remover o suficiente para dar apoio ao fórceps e ao elevador. Alta rotação e brocas. Cinzel e martelo. Irrigar com soro. Odontosecção: Diminui a resistência óssea à exodontia. Menor remoção de osso. Menor risco de fratura. Menor risco de dano aos nervos. ETAPAS DO PROCEDIMENTO MATERIAL/ INSTRUMENTAL Anestesia Seringa, anestésico tópico, anestésico injetável, agulha Romper fibras Sindesmótomo Luxação Alavanca Odontosecção Broca esférica cirúrgica 6 ou 8 para alta rotação Apreensão e avulsão Fórceps Curetagem Curetas cirúrgicas Acerto de tec moles ou duros Lima de osso Compressão bi digital – hemostasia Gaze Sutura Porta-agulha, agulha e linha de sutura Recomendações pós-cirúrgicas Tratamento medicamentoso: Antibióticos (para pacientes sem histórico de alergia aos derivados de penicilina) Amoxicilina 500mg – 1 cápsula de 8/8h por 7 dias. Amoxicilina associado a Clavulanato de Potássio 500mg – 1 comprimido de 8/8h por 7 dias. Cefalexina 500mg – 1 comprimido de 6/6h por 7 dias. Antibióticos (para pacientes com histórico de alergia aos derivados de penicilina) Clindamicina 300mg – 1 comprimido de 8/8h por 7 dias. Azitromicina 500mg – 1 comprimido por 3 dias. Analgésicos Dipirona sódica 500mg – 1 comprimido de 6/6h enquanto houver dor. Paracetamol 750mg – 1 comprimido de 6/6h enquanto houver dor. Ibuprofeno (analgésico + anti-inflamatório) – 1 comprimido de 6/6h enquanto houver dor. Anti-inflamatórios Nimesulina 100mg – 1 comprimido de 12/12h por 3 dias. Diclofenaco sódico ou potássico 50mg – 1 comprimido de 8/8h por 3 dias. Classificação dos dentes inclusos → Existem basicamente quatro classificações: Natureza do tecido de recobrimento: Avalia o tecido que recobre o elemento dental. Classificação de Winter: Avalia o posicionamento do terceiro molar em relação ao longo eixo fisiológico do segundo molar inferior. Classificação de Pell & Gregory: Avalia o posicionamento do elemento no sentido ocluso-apical e entre a distal do segundo molar e o ramo mandibular. Classificação segundo o tipo de inclusão: As inclusões podem ser ósseas, sub-mucosas e semi-inclusões. Natureza do tecido de recobrimento Intra-ósseo – totalmente circundado por tecido ósseo. Submucoso – quando o dente perfura a cortical óssea, permanece incluso e coberto com mucosa. Semi-incluso – comunicação com a cavidade bucal; não atinge a erupção completa. Classificação de Winter: Avalia o posicionamento do terceiro molar em relação ao longo eixo fisiológico do segundo molar inferior. Vertical Mésio-angular Disto-angular Horizontal Horizontal vestibular e horizontal lingual Invertido Impactado vertical: o molar incluso está paralelo ao longo eixo do segundo molar; De forma geral, são essas inclusões as mais fáceis de serem executadas. Mésio-angular: quando o terceiro molar está voltado para a mesial. Disto-angular: o dente está voltado para a distal em relação ao eixo do segundo molar; inclusão mais complicada de resolver. Horizontal: o dente está totalmente “deitado”, com a face oclusal voltada para o segundo molar. Horizontal vestibular ou lingual: o dente está totalmente deitado, com a face oclusal voltada para vestibular ou lingual. Invertido: o dente incluso está “de cabeça para baixo”. Classificação de Pell & Gregory: avalia o posicionamento do elemento no sentido ocluso-apical e entre a distal do segundo molar e do ramo mandibular. Classificados em posição A,B e C. → Posicionamento do elemento no sentido ocluso-apical. Classificados em classe I,II e III. → Posicionamento do elemento em relação ao ramo mandibular. Posição A: o plano oclusal do elemento incluso está mais alto (extruido) ou no mesmo nível que o plano oclusal do segundo molar. Posição B: o plano oclusal do elemento incluso está entre a oclusal e a cervical do segundo molar. Posição C: o plano oclusal do elemento incluso está abaixo da cervical do segundo molar. Classe I: posicionado completamente fora do ramo mandibular.Classe II: parcialmente dentro do ramo mandibular. Classe III: completamente dentro do ramo mandibular. Material e instrumental Espelho bucal - Auxilia no exame clínico, facilitando a visualização do campo operatório e oferece o recurso de uma visão indireta em estruturas inacessíveis à visão direita. Seringa tipo carpule - Empregada para anestesia intra e extra-orais. Possui uma ponta onde são adaptadas agulhas curtas ou longas, descartáveis ou não. Os tubos de anestésicos são adaptados na parte posterior da seringa. Seringa tipo luer-lock - É empregada para aplicações de anestesias extra orais ou ainda para irrigações durante as cirurgias. Cabo de bisturi e lâminas - Servem para proporcionar a incisão ou a secção dos tecidos moles. Nas cirurgias bucais, o bisturi mais usado é aquele para lâminas descartáveis. Normalmente, as lâminas são assim utilizadas: nº 11 para drenagem de abcessos e alguns tipos de incisões; nº 12 para incisões distalmente ao segundo e terceiro molares; nº 15 para incisões na mucosa bucal. As lâminas devem ser montadas no cabo do bisturi com o auxílio de um porta-agulhas, para evitar acidentes. Alavancas - Também conhecidas como extratores ou elevadores, cuja função é a luxação ou mesmo a extração dos dentes. São constituídas de ponta ativa, haste e cabo. Fórceps - São pinças destinadas à exodontia propriamente dita. São denominados popularmente de "boticões”. Os fórceps possuem uma ponta ativa e um braço. O ângulo formado entre a ponta ativa e o braço indica o grupo de dentes nos quais eles serão utilizados. Pinça-goiva, alveolótomo ou rongeur - É usada para regularizar o tecido ósseo Limas para osso - Utilizadas para regularizar superfícies ósseas e rebordos alveolares após as intervenções cirúrgicas Curetas - Possuem a ponta ativa em forma de colher ou argola. São de vários tamanhos, representados por números 1, 2, 3, 4, e 5 e usadas para curetar granulomas, cistos e sequestros ósseos. Porta agulhas - Instrumento através do qual se manuseia as agulhas e os fios de sutura. Existem porta-agulhas de vários tamanhos e formas, adequados para cada tipo de cirurgia. Os mais empregados em odontologia são o Mathieu e o Hegar, utilizados de acordo com a preferência do profissional. Agulhas de sutura - São instrumentos destinados a passar fios através dos tecidos, a fim de promover as junções das partes cortadas. As agulhas são constituídas por ponta, corpo e olho. Os tipos podem ser: curvas, semi-retas, retas, mistas, montadas com fio ou para montar. Fios de sutura - Podem ser absorvíveis, que são os de origem animal (como o categut), ou inabsorvíveis, à base de seda, linho, algodão ou nylon. Existem fios de vários calibres, mas os mais utilizados em cirurgia bucal são os de calibres menores. Todos devem estar esterilizados e bem acondicionados Tesouras - Utilizadas para cortes de tecidos moles e de fios de suturas. Devem ter lâminas finas, podendo ser curvas ou retas. Afastadores - São usados para afastar os tecidos moles, facilitando a visualização do campo operatório. Existem afastadores específicos, como os de Farabeuf, mas também pode-se usar os espelhos bucais com este fim. Destaca-periósteo - Serve para o acesso à parte óssea, em cirurgias que requeiram deslocamento da mucosa oral. Pinça dente de rato - São utilizadas como auxiliares para tomada de retalhos São assim chamadas por possuírem a ponta ativa com a forma semelhante a dente de rato. Cinzéis - São instrumentos cortantes destinados à osteotomia (osteo =osso e tomia =corte). Podem ser utilizados com pressão manual ou com o auxílio do martelo cirúrgico. Brocas cirúrgicas - São utilizadas quando há necessidade de trepanação da tábua óssea a fim de alcançar um resíduo de raiz; ou quando se necessita de um seccionamento dento-radicular para completar a exodontia. Gaze - Compressas de tecido, cortadas em retângulos e dobradas de 4 X 3 cm. São utilizadas para a hemostasia (estancamento de sangue), durante a cirurgia e para os procedimentos de anti-sepsia. Devem estar autoclavadas. Campos - Devem ser de tecido de algodão grosso simples ou duplo. São destinados a vários fins: cobrir a mesa auxiliar, o instrumental, o tórax e rosto do paciente. Devem estar autoclavados e bem acondicionados. Em determinadas situações podem ser usados guardanapos de pano ou de papel. Incisões Muitos dos procedimentos cirúrgicos orais e maxilofaciais requerem incisões. Quando da realização de incisões, é importante que alguns princípios básicos sejam lembrados. São eles: 1) Utilizar lâminas afiadas e de tamanho adequado 2) Realizar um movimento firme e contínuo. Movimentos repetidos e hesitantes aumentam a quantidade de tecido danificado no interior da ferida e a quantidade de sangramento. Movimentos longos e contínuos são preferíveis aos curtos e interrompidos 3) As incisões devem realizadas perpendiculares à superfície 4) As incisões devem ser relativamente amplas. 5) Evitar estruturas anatômicas importantes. 6) Ao realizar incisões intrabucais, deve-se buscar locais de gengiva inserida e de osso sadio. Retalhos Cirúrgicos É considerado um retalho cirúrgico uma porção de tecido delimitada por incisões. São princípios do retalho: 1) O ápice do retalho nunca deverá ser maior que sua base. 2) Em geral, a extensão de um retalho não deve ser maior que duas vezes a largura da base. 3) Quando possível, deve-se incluir um suprimento sanguíneo axial na base do retalho. 4) A base do retalho não deve ser excessivamente torcida ou distendida. 5) O retalho deve ser realizado em osso sadio. 6) Evitar dilaceração. Deve-se realizar o retalhe do tamanho ideal 7) Base do retalho deve ser maior do que a altura do retalho 8) Traço único em 45 graus. 9) Apoio em tecido ósseo sadio. Os retalhos intra- bucais podem ser dos seguintes tipos: Retalho em envelope: Incisão de Wassmnund Incisão de Ochsenbein – Luebke Retalho triangular ou de Newmann Retalho quadrangular ou Newmann Modificada Incisão semilunar – Partsch Incisão de Pichler Incisão em Y