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Espirometria

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ventilação, e perfusão)
Força muscular
Volumes pulmonares estáticos
Capacidade de difusão do CO (DCO)
Ergoespirometria
Broncoprovocação
Oscilações forçadas (resistência e capacitância) 
Todos esses exames compõe o quadro de função respiratória. As principais são espirometria com prova broncodilatadora, volumes pulmonares estáticos, capacidade de difusão do CO (DCO). 
Esse é um algoritmo simplificado proposto em 2005. Toda vez que um slide tem muita seta é porque alguém está confuso; ou a sociedade ou o palestrante. Então, isso parece muito confuso, mas quando dividimos isso tudo fica bem mais simples. 
Cada um desses itens pode ser transformado em números, e esses números vão indicar uma doença. 
(espirometria)
Definição: Espirometria é a medida do ar que entra e sai dos pulmões. Ela permite medir o volume de ar e os fluxos respiratórios. 
Foi inicialmente descrita como volume circulante (em 1679), e depois (para não ser confundida com o aparelho circulatório) passou a se chamar de volume corrente. Em 1846, Hutchinson descreveu o que se chama hoje de capacidade vital. Isso porque ele observou que quanto mais a pessoa podia soprar, mais ela vivia; e quanto menos ela podia soprar, menos ela vivia (mais rápido a pessoa morria). Hutchinson descreveu a capacidade vital como a quantidade de ar que se consegue expirar a partir da CPT (enche todo o pulmão e sopra; o que sopra é a capacidade vital). Hutchinson, então, entendeu que o volume que poderia ser exalado a partir de um pulmão totalmente insuflado era um poderoso indicador de longevidade. 
Em 1919, Strohi descreveu a capacidade vital forçada; que é a capacidade de ar que se consegue soprar com força. 
Em 1948, Tiffeneau viu que poderíamos pegar o valor total do sopro e dividir pelo valor do começo do sopro (que é quando geramos mais volume, mais fluxo). Esse primeiro sopro gera um volume que chamamos de Volume Expiratório Forçado (VF1). Contudo, esse volume é variável, e precisamos de algo que seja mais constante. Para termos um valor mais constante precisamos corrigir esse volume por uma constante (?). O volume mais constante que nós conseguimos é a capacidade vital forçada. Então, temos uma conta que é VF1 dividido por CVF. É isso aqui que dá o diagnóstico de distúrbio ventilatório obstrutivo.
Observação (não precisa saber): O índice de Tiffeneau original é calculado pela VF1 dividida pela capacidade vital lenta. A conta com a capacidade vital forçada é uma adaptação (e é a que se faz em todos os exames hoje). 
O valor da CVF (Capacidade vital forçada) e o valor da CVL (Capacidade vital lenta) são iguais?
 Os valores de CVL devem ser iguais, ou maiores, do que os valores de CVF. Isso porque quando fazemos força para soprar há uma pressão do diafragma para contrair e levantar, contudo as pressões nos locais do pulmão são diferentes, e quando fazemos essa CVF o brônquio fica “esmagado” e não consegue colocar todo o ar para fora, retendo uma quantidade de ar dentro dele. Assim, quando fazemos a CVF ficamos com uma determinada quantidade de ar retido no pulmão, por diferença de pressão. Quando fazemos a CVL nós eliminamos essa pressão, então sai mais ar. Por isso, a CVL deve SEMPRE ser maior ou igual à CVF (logicamente em condições adequadas de exame). Isso é importante para entendermos mais a frente o porquê é ruim quando o paciente vai tentando respirar mais forte quando tem dispneia, e porquê isso piora seu quadro. 
Variações da função pulmonar durante a vida: 
A função pulmonar aumenta exponencialmente dos 6 aos 14 anos de idade, sendo nesta faixa etária grandemente influenciada pela estatura. 
A função pulmonar atinge valores máximos aos 20 anos no sexo feminino, e aos 25 anos no sexo masculino. 
A função pulmonar permanece estável até os 35 anos de idade, aproximadamente, quando começa a decair gradualmente ao longo da vida. 
Os atletas tem melhor performance entre os 20-35 anos porque essa é a melhor fase da sua função respiratória. A partir de 30-35 anos inicia-se o declínio da função respiratória. 
O VEF1 cai 28 ml/ano, em média, no sexo masculino e 21 ml/ano no sexo feminino. Quem fuma aumenta muito esse índice, e perde cerca de 40-50ml de VEF1/ ano. 
Variações de CVF e VEF1 em indivíduos normais: 
5% no mesmo dia 
10% em uma semana
15% em um ano
Espirômetros: 
Cilindro
Fole
Pneumotacógrafo 
Medem a capacidade pulmonar total, o volume residual, e capacidade vital forçada. Os espirômetros mais usados hoje são os pneumotacógrafos. “Aqui” temos um cólrix (?) para medir volumes pulmonares, medir a CPT, e o volume residual. 
 
Observação: Em pacientes com bochechas muito flácidas precisamos ter mais cuidado para o ar não ficar retido nas bochechas e alterar o resultado do exame. Podemos pedir ao paciente que coloque as mãos na bochecha para não entrar ar nela. 
Ergoespirometria
Temos um ciclo ergômetro, e uma esteira. A esteira já está ultrapassada para atletas, então não é mais usada. A esgoespirometria tem que ser feita de tênis, short, nenhuma roupa que impeça a avaliação do paciente. 
A ergoespirometria tem que entrar na avaliação do nosso paciente. Se fizemos uma espirometria, e ela não revelou dispneia de causa respiratória, pedimos ECG e ecocardiograma e não conseguimos enquadrar o paciente em causa de dispneia cardiocirculatória, esse paciente tem que ir para o teste de esforço cardiopulmonar (ergoespirometria). Esse teste vai dizer se a doença é respiratória, se é circulatória, ou se o paciente só tem descondicionamento físico. 
Normalmente são duas pessoas que fazem esse exame: O médico, e o personal trainer do paciente ou fisiologista. Então, o personal vai dando o estímulo para o paciente, e ele tem que alcançar esse estímulo. No visor, tem uma seta e um pontinho verde; o paciente tem que enquadrar essa seta no pontinho verde. 
Quando observarmos que o limiar anaeróbio do paciente começou a subir (a curva sobe), nós vamos dando uma escala de dispneia para ele. Então, mostramos essa escala para o paciente, e ele pedalando vai apontando o quanto ele está com falta de ar. Essa escala considera como 10 o ponto em que ele está com tanta falta de ar que vai interromper o exame, e 0 sem falta de ar. Normalmente a escala começa com 1 ou 0, quando o paciente chegar em 9 ou 10 vamos olhar a curva de VO2 max (Capacidade que o pulmão tem de puxar O2), e o limiar anaeróbio do paciente, e comparar com a CPT do paciente. 
Quanto mais o volume corrente chegar perto da CPT (Capacidade pulmonar total), maior é o grau de dispneia do paciente. Quando corremos na esteira nós começamos a respirar mais rápido e por isso nós ficamos cansados. Quando acabamos a corrida nós respiramos mais profundo, isso porque ocorre um “alto pique”, quando você para de correr você aumenta a difusão, aumenta a pressão expiratória no final da expiração. Além disso, quando respiramos muito rápido nós retemos ar no pulmão (o volume residual aumenta, a capacidade vital diminui, e o volume corrente fica muito próximo da CPT, então você está quase respirando o máximo que você pode), mas quando você relaxa, o ar sai. 
No caso dos atletas eles tem que aguentar o esforço físico até que o volume corrente praticamente seja igual ao da CPT, e tem que demorar muito para atingir esse limite. Caso contrário, o condicionamento dele está muito ruim. Quanto mais rápido o volume corrente chega perto da CPT, pior o condicionamento físico.
No paciente com DPOC o volume corrente pode se aproximar da CPT em uma simples caminhada; haja vista que o pulmão já está hiperinsuflado, o volume de ar que fica no pulmão dele já é aumentado. 
 Atletas profissionais, não profissionais, e subprofissionais, devem fazer ergoespirometria para avaliar a parte cardiovascular, os níveis de capacidade respiratória, os níveis de pressão arterial. Na ergoespirometria todos esses itens são avaliados em conjunto; tudo na mesma hora. Ou seja, enquanto o paciente faz o esforço, o médico está avaliando sua P.A., quando sua curva anaeróbica sobe