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Prof. Me. Luiz Eduardo Andrade – teoria.luizeduardo@gmail.com – www.docente.ufs.br/luizeduardo.andrade Página 1 REDAÇÃO OFICIAL – LUIZ EDUARDO ANDRADE L U I Z E D U A R D O REDAÇÃO OFICIAL PROF. LUIZ EDUARDO ANDRADE E-mail: teoria.luizeduardo@gmail.com www.docente.ufs.br/luizeduardo.andrade REDAÇÃO OFICIAL O que é redação oficial? Redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige atos normativos e comunicações. Redação oficial é a maneira de redigir própria da Admi- nistração Pública. Sua finalidade básica é possibilitar a elabora- ção de comunicações e normativos oficiais claros e impessoais, pois o objetivo é transmitir a mensagem com eficácia, permitin- do entendimento imediato. A eficácia da comunicação oficial depende basicamente do uso de linguagem simples e direta, chegando ao assunto que se deseja expor sem passar, por exemplo, pelos atalhos das fórmulas de refinada cortesia usuais no século passado. Ontem o estilo tendia ao rebuscamento, aos rodeios ou aos circunló- quios; hoje, a vida moderna obriga a uma redação mais objetiva e concisa. Considere-se, entretanto, que não há uma forma espe- cífica de linguagem administrativa, mas sim qualidades comuns a qualquer bom texto, seja ele oficial ou literário, aplicáveis à redação oficial: clareza, coesão, concisão, correção gramatical. Além disso, merecem destaque algumas características peculia- res identificáveis na forma oficial de redigir: formalidade, uni- formidade e impessoalidade. A seguir, apresenta-se análise pormenorizada de cada uma dessas qualidades e características. ANOTE AÍ! Na comunicação há sempre: a)alguém que comunique, b)algo a ser comunicado, e c)alguém que receba essa comuni- cação A Constituição, que dispõe, no artigo 37: “A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, morali- dade, publicidade e eficiência (...)”. QUALIDADES E CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS DA REDAÇÃO OFICIAL • Clareza Clareza é a qualidade do que é inteligível, facilmente com- preensível. Já que se busca, então, com a clareza, fazer-se facilmente entendido, é preciso que o pensamento de quem comunica também seja claro, com as ideias, ordenadas; a pontuação, correta; as palavras, bem dispostas na frase; as intercalações, reduzidas a um mínimo; a precisão vocabular, uma constante. Da mesma forma, a indispensável releitura do texto contri- bui para obtenção da clareza. A ocorrência de trechos obscuros e de erros gramaticais em textos oficiais provém principalmente da falta da releitura, que torna possível sua correção. Além disso, a falsa ideia de que “escreve bem quem escreve difícil” também contribui para a obscuridade do texto. Ora, quem escreve difícil dificilmente é compreendido. Cada palavra dessa natureza é um tropeço para a leitura e só pode desvalori- zar o que se escreve. • Coesão O termo coesão pode ser conceituado como a união íntima das partes de um todo. Assim, o texto coeso é aquele em que as palavras, as orações, os períodos e os parágrafos estão interli- gados e coerentemente dispostos. Às vezes, o cuidado com a estrutura do parágrafo pode in- duzir ao equívoco de encará-lo como redação autônoma, bastante em si mesmo. Apesar de ser uma unidade lógica completa (começo, meio e fim), não pode estar solto do restante do texto. Para que esse desligamento não ocorra, temos de tra- balhar com mecanismos de ligação entre os parágrafos. A utilização desses mecanismos chama-se transição ou coesão. A transição não é necessariamente feita por partículas ou expres- sões. Ela pode ocorrer, por exemplo, com a utilização do mesmo sujeito da oração precedente. O importante nos mecanismos de transição é manter a fluência do texto. Exemplos de algumas partículas e expressões de tran- sição: da mesma forma, aliás, também, mas, por fim, pouco depois, pelo contrário, assim, enquanto isso, além disso, a propósito, em primeiro lugar, no entanto, finalmente, em resumo, portanto, por isso, em seguida, então, já que, ora, daí, dessa forma, além do mais. • Concisão A concisão consiste em expressar com um mínimo de pala- vras um máximo de informações, desde que não se abuse da síntese a tal ponto que a ideia se torne incompreensível. Afinal, o tempo é precioso, e quanto menos se rechear a frase com adjetivos, imagens, pormenores desnecessários ou perífrases (rodeios de palavras), mais o leitor se sentirá respeitado. Para que se redija um texto conciso, é fundamental que se tenha, além de conhecimento do assunto sobre o qual se escre- ve, o tempo necessário para revisá-lo depois de pronto. É nessa revisão que muitas vezes se percebem eventuais redundâncias ou repetições desnecessárias de ideias. • Correção gramatical Correção gramatical é a utilização do padrão culto de lin- guagem, ou seja, é escrever sem desrespeitar os fatos particu- lares da língua e as regras apropriadas para o seu perfeito uso. As incorreções gramaticais desmerecem o redator e põem em dúvida sua autoridade para falar sobre qualquer assunto. Além disso, conhecer a própria língua não é privilégio de gramáticos, senão dever de todos aqueles que dela se utilizam. É erro de consequências imprevisíveis acreditar que só os escritores profissionais têm a obrigação de saber escrever. Saber escrever a própria língua faz parte dos deveres cívicos. A língua é a mais viva expressão da nacionalidade. • Formalidade e uniformidade A formalidade consiste na observância das normas de tra- tamento usuais na correspondência oficial. Não se trata somente da eterna dúvida quanto ao correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível; mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilida- de no tratamento do assunto do qual cuida a comunicação. É importante salientar que a formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessária uniformidade das comunica- ções. Ora, se a Administração Pública (municipal, estadual, distrital ou federal) é una, é natural que suas comunicações sigam um mesmo padrão. O estabelecimento desse padrão exige atenção a todas as características da redação oficial e cuidado com a apresentação dos textos. O uso de papéis uni- formes e a correta diagramação do texto são indispensáveis para a padronização das comunicações oficiais. • Impessoalidade A finalidade pública está sempre presente na redação ofici- al, daí a necessidade de ser ela isenta de interferência da individualidade de quem a elabora. O tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos constantes das comunicações Prof. Me. Luiz Eduardo Andrade – teoria.luizeduardo@gmail.com – www.docente.ufs.br/luizeduardo.andrade Página 2 REDAÇÃO OFICIAL – LUIZ EDUARDO ANDRADE L U I Z E D U A R D O oficiais decorre: a) da ausência de impressões individuais da pessoa que comuni- ca: independentemente de quem assina um expediente, a comunicação é sempre feita em nome do serviço público; b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação: seja um cidadão, seja um órgão público, o destinatário é sempre consi- derado de forma homogênea e impessoal; c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: as comuni- cações oficiais restringem-se a questões referentes ao interesse público; não cabe nelas, portanto, qualquer tom particular ou pessoal. DE OLHO NA DICA! Desse modo, não há lugar na redação oficial para im- pressões pessoais, como as que, por exemplo, constam de uma cartaa um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literário. É importante salientar que o caráter impessoal do texto é mantido pela utilização do verbo na terceira pessoa do singular ou plural, ou ainda na primeira pessoa do plural. PRONOMES DE TRATAMENTO Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa in- direta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução como seu núcleo sintático: “Vossa Senhoria nomeará o substituto”; “Vossa Excelência conhece o assunto”. Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da terceira pessoa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não “Vossa ... vosso...”). Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. Assim, se nosso interlocutor for homem, o correto é “Vossa Excelência está atarefado”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeito”; se for mulher, “Vossa Excelência está atarefada”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeita”. • Emprego dos pronomes de tratamento O emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição. São de uso consagrado: Vossa Excelência, para as seguintes autoridades: a) do Poder Executivo; • Presidente da República; • Vice-Presidente da República; • Ministros de Estado; • Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal; • Oficiais-Generais das Forças Armadas; • Embaixadores; • Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocu- pantes de cargos de natureza especial; • Secretários de Estado dos Governos Estaduais; • Prefeitos Municipais. b) do Poder Legislativo: • Deputados Federais e Senadores; • Ministro do Tribunal de Contas da União; • Deputados Estaduais e Distritais; • Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais; • Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais. c) do Poder Judiciário: • Ministros dos Tribunais Superiores; • Membros de Tribunais; • Juízes; • Auditores da Justiça Militar. • Vocativo O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo: • Excelentíssimo Senhor Presidente da República, • Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Naci- onal, • Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribu- nal Federal. As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Se- nhor, seguido do cargo respectivo: • Senhor Senador • Senhor Juiz • Senhor Ministro • Senhor Governador • Endereçamento No envelope, o endereçamento das comunicações dirigi- das às autoridades tratadas por Vossa Excelência terá a seguin- te forma: A Sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Ministro de Estado da Justiça 70.064-900 – Brasília. DF A Sua Excelência o Senhor Senador Fulano de Tal Senado Federal 70.165-900 – Brasília. DF A Sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Juiz de Direito da 10ª Vara Cível Rua ABC, no 123 01.010-000 – São Paulo. SP ANOTE AÍ! Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tra- tamento digníssimo (DD) às autoridades. A dignidade é pres- suposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida evocação. ANTENADO! Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares. O vocativo adequado é: Senhor Fulano de Tal, • No envelope, deve constar do endereçamento: Ao Senhor Fulano de Tal Rua ABC, no 123 70.123 – Curitiba. PR Prof. Me. Luiz Eduardo Andrade – teoria.luizeduardo@gmail.com – www.docente.ufs.br/luizeduardo.andrade Página 3 REDAÇÃO OFICIAL – LUIZ EDUARDO ANDRADE L U I Z E D U A R D O DE OLHO NA DICA! • Como se depreende do exemplo acima, fica dispensa- do o emprego do superlativo ilustríssimo para as au- toridades que recebem o tratamento de Vossa Senho- ria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor. • Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminada- mente. Como regra geral, empregue-o apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de dou- torado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a de- sejada formalidade às comunicações. • Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, empregada por força da tradição, em comunicações dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vocativo: Magnífico Reitor. Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a hierarquia eclesiástica, são: 1. Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente é: Santíssimo Padre, 2. Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em comunicações aos Cardeais. Corresponde-lhe o voca- tivo: Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal, 3. Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunica- ções dirigidas a Arcebispos e Bispos; Vossa Reverendís- sima ou Vossa Senhoria Reverendíssima para Monsenho- res, Cônegos e superiores religiosos. Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos. • Fecho e identificação a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República: Respeitosamente, b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hie- rarquia inferior: Atenciosamente, ANTENADO! Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A forma da identificação deve ser a seguinte: (espaço para assinatura) NOME Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República (espaço para assinatura) NOME Ministro de Estado da Justiça O PADRÃO OFÍCIO Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memo- rando. Com o fito de uniformizá-los, pode-se adotar uma dia- gramação única, que siga o que chamamos de padrão ofício. As peculiaridades de cada um serão tratadas adiante; por ora busquemos as suas semelhanças. Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. ANOTE AÍ A DICA! Aviso Memorando Ofício O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes: a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede: Exemplos: Mem. 123/2002-MF Aviso 123/2002-SG Of. 123/2002-MME b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita: Exemplo: Brasília, 15 de março de 1991. c) assunto: resumo do teor do documento Exemplos: Assunto: Produtividade do órgão em 2002. Assunto: Necessidade de aquisição de novos computado- res. d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação. No caso do ofício deve ser incluído também o endereço. e) texto: nos casos em que não for de mero encami- nhamento de documentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura: – introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação.Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar que”, empregue a forma direta; – desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma idéia sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição; – conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresen- tada a posição recomendada sobre o assunto. ANOTE AÍ! Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estes estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos. Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estrutura é a seguinte: – introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula: Prof. Me. Luiz Eduardo Andrade – teoria.luizeduardo@gmail.com – www.docente.ufs.br/luizeduardo.andrade Página 4 REDAÇÃO OFICIAL – LUIZ EDUARDO ANDRADE L U I Z E D U A R D O “Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 1991, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 1990, do Departamento Geral de Administração, que trata da requisi- ção do servidor Fulano de Tal.” ou “Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama no 12, de 1o de fevereiro de 1991, do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste.” – desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero encaminhamento. f) fecho; g) assinatura do autor da comunicação; e h) identificação do signatário. • Forma de diagramação Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à seguinte forma de apresentação: a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de rodapé; b) para símbolos não existentes na fonte Times New Roman poder-se-á utilizar as fontes Symbol e Wingdings; c) é obrigatória constar a partir da segunda página o número da página; d) os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as margens esquerda e direta terão as distâncias invertidas nas páginas pares (“margem espelho”); e) o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de distância da margem esquerda; f) o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no mínimo, 3,0 cm de largura; g) o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm; h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha em bran- co; i) não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinha- do, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a ele- gância e a sobriedade do documento; j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em papel branco. A impressão colorida deve ser usada apenas para gráficos e ilustrações; k) todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem ser impressos em papel de tamanho A-4, ou seja, 29,7 x 21,0 cm; l) deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo Rich Text nos documentos de texto; m) dentro do possível, todos os documentos elaborados de- vem ter o arquivo de texto preservado para consulta pos- terior ou aproveitamento de trechos para casos análogos; n) para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da seguinte maneira: o) tipo do documento + número do documento + palavras- chaves do conteúdo Ex.: “Of. 123 - relatório produtividade ano 2002” • Documentos em padrão ofício Aviso e Ofício Definição e Finalidade Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares. Forma e Estrutura Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o destina- tário, seguido de vírgula. Exemplos: Excelentíssimo Senhor Presidente da República Senhora Ministra Senhor Chefe de Gabinete Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes informações do remetente: – nome do órgão ou setor; – endereço postal; – telefone e endereço de correio eletrônico. Memorando Definição e Finalidade O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação eminente- mente interna. Forma e Estrutura Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício, com a diferença de que o seu destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. Exemplos: Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos CARACTERÍSTICAS E DEFINIÇÕES DOS ATOS OFICIAIS • Alvará Alvará é o documento firmado por autoridade compe- tente, certificando, autorizando ou aprovando atos ou direitos. O alvará tem finalidade, por exemplo, de autorizar o funcionamen- to para qualquer tipo de empresa, assim como a realização de eventos. • Ata É o documento de valor jurídico, que consiste no resu- mo fiel dos fatos, ocorrências e decisões de sessões, reuniões ou assembleias, realizadas por comissões, conselhos, congrega- ções, ou outras entidades semelhantes, de acordo com uma pauta, ou ordem do dia, previamente divulgada. É geralmente lavrada em livro próprio, autenticada, com as páginas rubrica- das pela mesma autoridade que redige os termos de abertura e de encerramento. O texto apresenta-se seguidamente, sem parágrafos, ocupando cada linha inteira, sem espaços em branco ou rasuras, para evitar fraudes. A fim de ressalvar os erros, durante a redação, usar-se-á a palavra digo; se for constatado erro ou omissão, depois de escrito o texto, usar-se-á a expressão em tempo. Quem redige a ata é o secretário (efetivo do órgão, ou designado ad hoc para a reunião). A ata vai assinada por todos os presentes, ou somente pelo presidente e pelo secretário, quando houver registro específico de frequência. Observações: Com o advento do computador, as atas têm sido elabo- Prof. Me. Luiz Eduardo Andrade – teoria.luizeduardo@gmail.com – www.docente.ufs.br/luizeduardo.andrade Página 5 REDAÇÃO OFICIAL – LUIZ EDUARDO ANDRADE L U I Z E D U A R D O radas e digitadas, para posterior encadernação em livros de ata. Se isto ocorrer, deve ser indicado nos termos de abertura e fechamento, rubricando-se as páginas e mantendo-se os mes- mos cuidados referentes às atas manuscritas. Dispensam-se as correções do texto, como indicado anteriormente. No caso de se identificar, posteriormente, algumerro ou imprecisão numa ata, faz-se a ressalva, apresentando nova redação para o trecho. Assim, submetida novamente à aprova- ção do plenário, ficará consagrada. O novo texto será exarado na ata do dia em que foi aprovado, mencionando-se a ata e o trecho original. Suas partes componentes são: 1. Cabeçalho, onde aparece o número (ordinal) da ata e o nome do órgão que a subscreve. 2. Texto sem delimitação de parágrafos, que se inicia pela enunciação da data, horário e local de realização da reunião, por extenso, objeto da lavratura da Ata. 3. Fecho, seguido da assinatura de presidente e secretário, e dos presentes, se for o caso. • Certidão Declaração feita por escrito, objetivando comprovar ato ou assentamento constante de processo, livro ou documento que se encontre em repartições públicas. Podem ser de inteiro teor - transcrição integral, também chamada traslado - ou resumidas, desde que exprimam fielmente o conteúdo do original. Observação Certidões autenticadas têm o mesmo valor probatório do original e seu fornecimento, gratuito por parte da repartição pública, é obrigação constitucional (Const. Fed. 1988, art. 5º, XXXIV, b). Suas partes componentes são: 1. Título (a palavra CERTIDÃO), em letras maiúsculas, à esquer- da, sobre o texto, com numeração. 2. Texto constante de um parágrafo, com o teor da Certidão. 3. Local e data, por extenso, em sequência ao texto. 4. Assinaturas: do datilógrafo ou digitador da Certidão e do funcionário que a confere, confirmadas pelo visto da chefia maior. • Circular Comunicação oficial, interna ou externa, expedida para diversas unidades administrativas ou determinados funcionários. Suas partes componentes são: 1. Título (a palavra CIRCULAR), em letras maiúsculas, sigla do órgão que o expede e número, à esquerda da folha. 2. Local e data à direita da folha, e por extenso, na mesma linha do título. 3. Destinatário, após a palavra Para (com inicial maiúscula). 4. Assunto, expressado sinteticamente. 5. Texto paragrafado, contendo a exposição do(s) assunto(s) e o objetivo da Circular. 6. Fecho de cortesia, seguido do advérbio Atenciosamente. 7. Assinatura, nome e cargo da autoridade ou chefia que subs- creve a Circular. • Decreto Ato administrativo destinado a prover situações gerais e individuais, abstratamente previstas de modo expresso, ou implícito na lei. São da competência exclusiva dos chefes do Executivo. O Decreto pode ser: • regulamentar, visando a explicar a lei e a facilitar a sua execução; • individual ou coletivo, relacionando-se a situações funcionais. Suas partes componentes são: 1. Preâmbulo 1.1. Título (a palavra DECRETO), número e data de expedição em letras maiúsculas. 1.2. Ementa da matéria do Decreto, em letras maiúsculas e à direita da página. 1.3. A palavra CONSIDERANDO em letras maiúsculas, seguida de dois pontos à esquerda. Abaixo dela, as considerações discriminadas. 1.4. A palavra DECRETA, em letras maiúsculas e negrito, à esquerda, seguida de dois pontos. 2. Ordem de Execução Texto: exposição do conteúdo do Decreto, constituído de tantos artigos quantos forem necessários, todos numerados. Os artigos podem conter parágrafos, itens e alíneas. A expressão "parágrafo único" deve ser grafado por extenso. 3. Encerramento 3.1. Cláusula de vigência. 3.2. Cláusula revogatória. 4. Fecho 4.1. Local e data, por extenso. 4.2. Assinatura do Chefe de Governo. • Edital Instrumento pelo qual a Administração dá conhecimen- to ao público sobre: licitações, concursos públicos, atos delibera- tivos etc. Observação É obrigatória a divulgação do edital, pela imprensa, in- tegralmente ou como "aviso de Edital", dando informações gerais e o local onde é possível obtê-lo na íntegra. Suas partes componentes são: 1. Título (a palavra EDITAL, em letras maiúsculas, em negrito e centralizada sobre o texto). 2. CITAÇÃO DO OBJETO DO EDITAL em letras maiúsculas, em negrito alinhado à esquerda. 3. Preâmbulo: parte introdutória, apresentando o assunto e a identificação do órgão responsável. 4. Texto: parte fundamental do edital que define o objeto e estabelece as condições de participação. 5. Fecho: encerramento do edital, com as determinações finais sobre sua divulgação 6. Local e data por extenso. 7. Assinatura e cargo da autoridade responsável. • Memorando O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível diferente. Trata- se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna. Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser em- pregado para a exposição de projetos, ideias, diretrizes, etc. a serem adotados por determinado setor do serviço público. Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar desnecessário aumento do número de comunicações, os despa- chos ao memorando devem ser dados no próprio documento e, no caso de falta de espaço, em folha de continuação. Esse procedimento permite formar uma espécie de processo simplifi- cado, assegurando maior transparência à tomada de decisões, e permitindo que se historie o andamento da matéria tratada no memorando. Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício, com a diferença de que o seu destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. • Ofício Prof. Me. Luiz Eduardo Andrade – teoria.luizeduardo@gmail.com – www.docente.ufs.br/luizeduardo.andrade Página 6 REDAÇÃO OFICIAL – LUIZ EDUARDO ANDRADE L U I Z E D U A R D O Correspondência pela qual se mantém intercâmbio de informações a respeito de assunto técnico ou administrativo, cujo teor tenha caráter exclusivamente institucional. São obje- tos de ofícios as comunicações realizadas entre dirigentes de entidades públicas, podendo ser também dirigidos a entidade particular. Suas partes componentes são: 1. Título abreviado - Of.-, acompanhado da sigla do órgão expedidor, sua esfera administrativa e numeração, à esquerda da página. 2. Local e data, por extenso, à direita da página, na mesma linha do título. 3. Endereçamento (alinhado à esquerda): nome do destinatário, precedido da forma de tratamento, e o endereço. 4. Vocativo: a palavra Senhor(a), seguida do cargo do destina- tário e de vírgula. 5. Texto paragrafado, com a exposição do(s) assunto(s) e o objetivo do Ofício. 6. Fecho de cortesia, expresso por advérbios: Atenciosamente ou Respeitosamente. 7. Assinatura, nome e cargo do emitente do Ofício. • Portaria Ato pelo qual as autoridades competentes (titulares de órgãos) determinam providências de caráter administrativo, visando a estabelecer normas de serviço e procedimentos para o(s) órgão(s), bem como definir situações funcionais e medidas de ordem disciplinar. Suas partes componentes são: 1. Título ( a palavra PORTARIA), seguido da sigla do órgão, numeração e data, em letras maiúsculas, e em negrito. 2. Ementa da matéria da Portaria, em letras maiúsculas, à direita da página. 3. Preâmbulo: denominação completa da autoridade que expede o documento, em maiúsculas e negrito; fundamentação legal, seguida da palavra RESOLVE, também em maiúsculas, acompa- nhada de dois pontos, à esquerda da folha. 4. Texto, subdividido em artigos, parágrafos e alíneas, explici- tando a matéria da Portaria. 5. Local e data, por extenso. 6. Assinatura, nome e cargo da autoridade que subscreve a Portaria. • Requerimento Documento pelo qual o interessado solicita ao Poder Público algo a que se julga comdireito, ou para se defender de ato que o prejudique. Suas partes componentes são: 1. Vocativo: a palavra Senhor, precedida da forma de tratamen- to, o título completo da autoridade a quem se destina, seguida de vírgula. 2. Preâmbulo: nome do requerente (em maiúsculas), seguido dos dados de identificação: nacionalidade, estado civil, filiação, idade, naturalidade, domicí- lio, residência etc. Sendo funcionário do órgão, apresentar apenas os dados de identificação funcional. 3. Texto: exposição do pedido, de forma clara e objetiva, citando o fundamento legal que permite a solicitação. 4. Fecho: parte que encerra o documento, usando-se, alinhada à esquerda a fórmula: “Nestes Termos”, “Pede Deferimento”. 5. Local e data, por extenso. 6. Assinatura do requerente. Observação: Entre o vocativo e o preâmbulo é praxe deixarem- se oito espaços. Referências GARCEZ, Lucília Helena do Carmo. Curso de redação e revisão de textos. Brasília: TCU, 2003. BRASIL. Manual de redação da Presidência da República. 2. ed. rev. e atual. Brasília: Presidência da República, 2002. MEMORANDO OFÍCIO Prof. Me. Luiz Eduardo Andrade – teoria.luizeduardo@gmail.com – www.docente.ufs.br/luizeduardo.andrade Página 7 REDAÇÃO OFICIAL – LUIZ EDUARDO ANDRADE L U I Z E D U A R D O AVISO QUESTÕES DE REDAÇÃO OFICIAL 01. (CESPE – PF 2014) À luz das orientações constantes no Manual de Redação da Presidência da República, julgue os itens a seguir. 01 _____ A obrigatoriedade do uso do padrão culto da língua e o requisito de impessoalidade são incompatíveis com o emprego da linguagem técnica nas comunicações oficiais. 02 _____ Admite-se o registro de impressões pessoais na redação oficial, desde que o assunto seja de interesse público e expresso em linguagem formal. 03 _____ A concisão, que consiste no respeito ao princípio da economia linguística, é uma característica fundamental em telegramas, modalidade dispendiosa de comunicação. 04 _____ O fecho Respeitosamente não é empregado no aviso; o fecho Atenciosamente é empregado tanto no aviso quanto no ofício. 05 _____ No memorando, dispensa-se o vocativo, que deve, contudo, constar no aviso e no ofício 02. (AOCP) Consoante o Manual de Redação da Presidên- cia da República, “a redação oficial não é, portanto, necessariamente árida e infensa à evolução da língua. É que sua finalidade básica – comunicar com impessoalida- de e máxima clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico, da correspondência particular, etc.”. Em relação ao texto acima, analise as assertivas e assinale a(s) alternativa(s) que pode(m) substituir corretamente o termo infensa ali transcrito. I. Adversa. II. Informal. III. Específica. IV. Inimiga. (A) Apenas II. (B) Apenas I, II e III. (C) Apenas IV. (D) Apenas I e IV. (E) Apenas III. 03. (AOCP) Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo sobre atendimento ao público e depois assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. ( ) O atendimento ao público envolve a racionalização dos serviços de uma empresa ou instituição em relação, por exem- plo, seus métodos de trabalho, às suas instalações e aos edifí- cios. ( ) A humildade deve ser uma das caracterizações do perfil de quem trabalha com atendimento ao público. ( ) A prática da paciência, a busca de novas ideias e conhecer realmente os produtos e serviços da empresa são características que o profissional de atendimento deve ter em mente quando pensa no relacionamento com o cliente. ( ) O equilíbrio entre prestatividade e agilidade nem sempre é a melhor opção. (A) F – V – F – V. (B) V – F – V – V. (C) V – V – F – F. (D) F – F – V – F. (E) V – F – F – F. 04. (AOCP) “No mundo do trabalho, o sucesso depende em grande medida da capacidade dos indivíduos em cooperar uns com os outros”. O conteúdo da frase acima está diretamente vinculado ao/a(s) (A) relações humanas. (B) atendimento ao público. (C) empresa moderna. (D) relações interpessoais. (E) organização do ambiente de trabalho. 05. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a denominação do documento que descreve os fatos, falas e acontecimento ocorridos durante uma reunião: a) memorando b) edital c) ata d) ofício 06. O pronome de tratamento, Vossa Magnificência, deve ser usado para: a) autoridades legislativas b) membros da igreja c) pessoas importantes d) reitores 07. Carlos abriu uma empresa mas ainda não teve a autorização formal para funcionar. Qual documento é necessário para que ele trabalhe legalmente: a) ofício b) contrato c) ata d) alvará 08. Manoel precisou comprovar o funcionamento regular e legal de sua empresa, para isso ele precisou pedir na repartição uma: Prof. Me. Luiz Eduardo Andrade – teoria.luizeduardo@gmail.com – www.docente.ufs.br/luizeduardo.andrade Página 8 REDAÇÃO OFICIAL – LUIZ EDUARDO ANDRADE L U I Z E D U A R D O a) certidão b) portaria c) ata d) circular Leia o texto: 09. A respeito das características da redação oficial e do texto acima, julgue os seguintes itens. _____Para que o texto em questão pudesse fazer parte de um aviso dirigido ao ministro do Meio Ambiente, cujo assunto fosse “Novo paradigma de desenvolvimento sustentável do Banco da Amazônia: rumos a seguir”, deveria ser encaminha- do pelo ministro da Fazenda, representante máximo do órgão a que está vinculado o Banco da Amazônia S.A., com o em- prego do vocativo “Senhor Ministro”, seguido de vírgula. _____Sabendo-se que concisão e correção gramatical são requisitos da correspondência oficial, estaria de acordo com esses requisitos a seguinte reescritura do primeiro período do texto para compor uma correspondência oficial: Acredita-se que o Banco da Amazônia S.A., ao garantir melhores negócios e o bem-estar da população, deve auxiliar precipuamente os servi- ços financeiros, atual e futuramente, oferecidos por essa insti- tuição financeira pública federal. _____Caso fosse reescrever o texto sob a forma de um memo- rando, o autor poderia alternar o primeiro parágrafo com o segundo, trocando-os de lugar, sem que houvesse prejuízo para a coerência e a coesão textual. _____Tanto do aviso quanto do ofício devem constar do cabeça- lho e do rodapé do ofício as seguintes informações do remeten- te: nome do órgão ou setor, endereço postal e telefone e ende- reço de correio eletrônico. _____Seguindo o padrão ofício, não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a sobriedade do documento. 10. Com referência aos requisitos da correspondência oficial, julgue os itens que se seguem. _____Caso o presidente da República precisasse se ausentar do Brasil por mais de quinze dias, deveria expedir mensagem ao Congresso Nacional com pedido de autorização para praticar tal ato. _____Estaria correta a seguinte construção no corpo de um ofício que visasse oferecer a entidades privadas os serviços da instituição bancária pública Banco da Amazônia S.A.: Alinhado com a sustentabilidade, o Banco da Amazônia S.A. busca alter- nativas de negócios que utilizem tecnologias e suporte técnico com a finalidade de desenvolver a região, para garantir recursos às gerações futuras. _____É facultado o emprego do tratamento “digníssimo” nas comunicações oficiais dirigidas aos chefes de poder, especial-mente ao presidente da República, autoridade máxima da Federação. Leia o texto: 11. Considerando a correspondência oficial hipotética acima, julgue os itens que se seguem, conforme o Ma- nual de Redação da Presidência da República. _____O referido manual estabelece o emprego de dois fechos para comunicações oficiais: Respeitosamente, para autori- dades superiores; e Atenciosamente, para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior. Tal regra, no en- tanto, não é aplicável a comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras. _____Adjetivos referidos ao pronome de tratamento empre- gado em expedientes oficiais devem ser flexionados quanto ao gênero de acordo com o sexo da pessoa a quem se destina a comunicação. No caso em tela, supondo-se que fosse empre- gada no texto, a seguinte frase estaria correta: Vossa Senho- ria está encarregado de resolver esse assunto. _____Por suas características formais, incluída a formatação, o referido documento corresponde a um memorando. _____A forma verbal “verifiques” está corretamente emprega- da, visto que concorda com o pronome de tratamento Vossa Senhoria, que substitui a segunda pessoa gramatical, a quem é dirigida a comunicação. _____No envelope, o endereçamento do ofício de um particu- lar dirigido a um juiz federal com jurisdição no estado de Ro- raima deve ser apresentado como se segue. A Sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Juiz Federal da 2.a Vara Federal da Seção Judiciária de Rorai- ma Avenida X, n.o 3.999, Bairro Y 69306-000 – Boa Vista RR Prof. Me. Luiz Eduardo Andrade – teoria.luizeduardo@gmail.com – www.docente.ufs.br/luizeduardo.andrade Página 9 REDAÇÃO OFICIAL – LUIZ EDUARDO ANDRADE L U I Z E D U A R D O _____Devem-se empregar o pronome de tratamento Vossa Excelência e o vocativo Excelentíssimo Senhor Presidente do TJ/RR nos expedientes dirigidos ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Roraima (TJ/RR). _____Em correspondência oficial dirigida a deputado federal, deve-se empregar, no vocativo, o superlativo Ilustríssimo, seguido do pronome de tratamento Senhor e do nome do cargo. 12. Julgue os itens seguintes, relativos à redação de correspondências oficiais. _____Com exceção da primeira e da última, as demais pági- nas do ofício devem ser numeradas. _____Os ministros de Estado comunicam-se com autoridades de mesma hierarquia por meio do documento denominado aviso. _____O caráter informal da comunicação por meio do correio eletrônico opõe-se a requisitos básicos da comunicação oficial como formalidade e padronização, razão por que esse meio não pode ser utilizado pelos órgãos da administração pública para transmissão de mensagens e documentos oficiais. _____As modalidades de comunicação denominadas ofício, aviso e memorando assemelham-se quanto à forma, visto que todas devem ser formatadas conforme o padrão ofício; quanto à finalidade, o memorando distingue-se do ofício e do aviso por destinar-se à comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão. _____A revisão, uma das etapas da elaboração de expedientes oficiais, deve contemplar, entre outros aspectos, a correção ortográfica do texto, uma vez que um erro de grafia pode prejudicar a compreensão da mensagem contida no documento. _____Com relação ao formato e à linguagem das comunicações oficiais, julgue os itens que se seguem com base no Manual de Redação da Presidência da República. As comunicações oficiais emitidas pelo presidente da República, por chefes de poderes e por ministros de Estado devem apresentar ao final, além do nome da pessoa que as expede, o cargo ocupado por ela. _____A menos que o expediente seja de mero encaminhamento de documentos, o texto de comunicações como aviso, ofício e memorando, que seguem o padrão ofício, deve conter três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão. 13. Julgue o fragmento abaixo quanto à sua correção gramatical e à sua adequação para compor um documen- to oficial, que, de acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, deve caracterizar-se pela impessoalidade, pelo emprego do padrão culto de lingua- gem, pela clareza, pela concisão, pela formalidade e pela uniformidade. “Cumpre destacar a necessidade de aumento do contingente policial e que é imperioso a ação desses indivíduos em âmbito nacional, pelo que a realização de concurso público para provi- mento de vagas no Departamento de Polícia Federal consiste em benefício a toda a sociedade”. ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 14. Com base no Manual de Redação da Presidência da República,analise as afirmativas a seguir: I. A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial. Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras. Para que se redija com essa qualidade, é fundamental que se tenha, além de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve, o necessá- rio tempo para revisar o texto depois de pronto. É nessa releitu- ra que muitas vezes se percebem eventuais redundâncias ou repetições desnecessárias de ideias. II. O esforço de sermos concisos atende, basicamente ao princí- pio de economia linguística, à mencionada fórmula de empregar o mínimo de palavras para informar o máximo. Não se deve de forma alguma entendê-la como economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em tamanho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras inúteis, redundâncias, passagens que nada acrescen- tem ao que já foi dito. III. A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. No entanto, a clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das demais carac- terísticas da redação oficial. Assinale: a) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. b) se todas as afirmativas estiverem corretas. c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. e) se nenhuma afirmativa estiver correta. 15. A respeito da formalidade, com base no Manual de Redação da Presidência da República, analise os itens a seguir: I. As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, obedecem a certas regras de forma: além das exigências de impessoalidade e uso do padrão culto de linguagem, é imperati- vo, ainda, certa formalidade de tratamento. Não se trata so- mente da eterna dúvida quanto ao correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível; mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação. II. A formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessá- ria uniformidade das comunicações. Ora, se a administração federal é una, é natural que as comunicações que expede sigam um mesmo padrão. O estabelecimento desse padrão exige que se atente para todas as características da redação oficial e que se cuide, ainda, da apresentação dos textos. III. A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para o texto definitivo e a correta diagramação do texto são indispen- sáveis para a padronização. O Manual de Redação da Presidên- cia da República traz normas específicas para cada tipo de expediente. Assinale: a) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. c)se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. d) se todas as afirmativas estiverem corretas. e) se nenhuma afirmativa estiver correta. 16. Em relação ao endereçamento no envelope, conforme orienta o Manual de Redação da Presidência da República, assinale a forma correta. a) À Sua Excelência o Senhor Senador Fulano de Tal Senado Federal b) A Vossa Excelência o Senhor Senador Fulano de Tal Senado Federal c) Ao Senhor Senador Fulano de Tal Senado Federal Prof. Me. Luiz Eduardo Andrade – teoria.luizeduardo@gmail.com – www.docente.ufs.br/luizeduardo.andrade Página 10 REDAÇÃO OFICIAL – LUIZ EDUARDO ANDRADE L U I Z E D U A R D O d) A Sua Excelência o Senhor Senador Fulano de Tal Senado Federal e) À Vossa Excelência o Senhor Senador Fulano de Tal Senado Federal 17. A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoa- lidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, conci- são, formalidade e uniformidade. Diante das seguintes proposições, I. A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial. Conciso é o texto que consegue transmitir um mínimo de informações com um máximo de palavras. Para que se redija com essa qualidade, é fundamental que se tenha, além de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve, o necessá- rio tempo para revisar o texto depois de pronto. II. A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita. No caso da redação oficial, quem comunica é sempre o Serviço Público (este ou aquele Ministério, Secretaria, Departa- mento, Divisão, Serviço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto relativo às atribuições do órgão que comunica; o destinatário dessa comunicação ou é o público, o conjunto dos cidadãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros Poderes da União. III. As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasilei- ro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há dúvida de que um texto marcado por expressões de circulação restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares ou o jargão técnico, tem sua compreensão dificultada. IV. A clareza não deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. No entanto a clareza é algo que se atinge por si só: ela não depende estritamente das demais características da redação oficial. V. As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, obedecem a certas regras de forma: além das já mencionadas exigências de impessoalidade e uso do padrão culto de lingua- gem, é imperativo, ainda, certa formalidade de tratamento. A formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfo- que dado ao assunto do qual cuida a comunicação. Verifica-se que a) I, II e III estão corretas b) apenas III e V estão corretas c) apenas a II está correta d) I, II, III e IV estão corretas e) II, III e V estão corretas 18. Considerando as disposições do Manual de Redação da Presidência da República, julgue os itens que se se- guem, no que se refere à redação de expedientes. _____Os textos de documentos oficiais devem ser concisos e claros; para isso, devem-se observar a impessoalidade, a formalidade, a padronização e o padrão culto da língua portu- guesa. _____Por seu baixo custo e celeridade, o correio eletrônico é, hoje, uma das principais formas de comunicação e transmissão de informações e documentos. _____O memorando é uma forma de comunicação de caráter eminentemente externo, cuja finalidade é o tratamento de assuntos oficiais entre os órgãos da administração pública. _____Nas comunicações expedidas por órgãos públicos, deve-se evitar o uso de linguagem restrita ou excessivamente técnica, pois implica em desrespeito às normas da língua portuguesa padrão. _____Redundâncias ou repetições desnecessárias prejudicam a concisão de um texto, qualidade especialmente importante em uma comunicação oficial. Para que se redija um documento oficial conciso, deve-se obedecer primeiramente ao princípio de economia de pensamento, que também pode ser entendido como princípio de economia linguística. ____Portaria é o instrumento utilizado tão somente por minis- tros, para a expedição de instruções que tratem apenas do funcionamento de serviço de sua pasta. 19. Manual de Redação Oficial da Presidência da Repúbli- ca afirma: “Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige atos normativos e comunicações. Interessa-nos tratá-la do ponto de vista do Poder Executivo”. Dadas as característi- cas seguintes, referentes a esse tipo de redação, I. Impessoalidade. II. Uso do padrão culto da linguagem. III. Clareza. IV. Concisão. V. Formalidade. VI. Uniformidade. verifica-se que a) I, II e III estão corretas b) apenas III e VI estão corretas c) apenas a II e V está correta d) II, III e V estão corretas e) todas estão corretas 20. Dadas as inferências básicas de todo texto oficial. I. A concisão, que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao texto. II. O uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de enten- dimento geral e por definição, avesso a vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão. III. A formalidade e a padronização, que possibilitam a impres- cindível uniformidade dos textos. IV. A impessoalidade, que faz desaparecer do texto os excessos linguísticos que nada lhe acrescentam. Verifica-se que a) somente I é verdadeira. b) somente II e III são verdadeiras. c) somente II e IV são verdadeiras. d) todas são verdadeiras. e) somente III é verdadeira. 21. Quanto à redação de correspondência, dados os itens seguintes que contemplam os princípios da redação oficial. I. Adoção de formatos padronizados. II. Cortesia e parcialidade. III. Emprego da ortografia oficial. IV. Utilização de ambiguidade e redundância. V. Transcrição dos dispositivos da legislação citados. A) I e III, apenas. B) II, IV e V. C) I, II, III e V. D) I, III e V, apenas. E) I, II, III e IV. Prof. Me. Luiz Eduardo Andrade – teoria.luizeduardo@gmail.com – www.docente.ufs.br/luizeduardo.andrade Página 11 REDAÇÃO OFICIAL – LUIZ EDUARDO ANDRADE L U I Z E D U A R D O 22. Na redação oficial, deve-se ser objetivo, claro e conci- so. O objetivo da clareza é que o texto possa ser compre- endido sem dificuldade. Para alcançar a clareza no seu texto, o redator de um documento oficial necessita: I. saber como ordenar palavras e ideias. II. ser capaz de lidar com o vocabulário da língua portuguesa. III. saber como colocar no texto gírias e coloquialismos. IV. utilizar termos técnicos em profusão. V. usar excessivamente fatos e opiniões. Estão corretos os itens A) I, II e V, apenas. B) II, IV e V, apenas. C) I, II, III, IV e V. D) I e II, apenas. E) I, II, III, apenas. 23. Dadas as proposições sobre a redação oficial na Administração Pública, I. A redação oficial deve caracterizar-se pela pessoalidade, uso do padrão culto da linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. II. Há lugar na redação oficial para impressões pessoais, como as que, por exemplo, constam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literário. A redação oficial deve ser isenta da interferência da individualida- de de quem a elabora. III. As comunicações que partem dos órgãos públicosfederais devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasilei- ro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos. IV. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regio- nais, dos modismos vocabulares, das idiossincrasias linguísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compre- ensão por todos os cidadãos. Verifica-se que A) somente II e IV são verdadeiras. B) somente III e IV são verdadeiras. C) todas são verdadeiras. D) somente I, II e IV são verdadeiras. E) somente IV é verdadeira. 24. É considerado o registro dos atos públicos; sua deno- minação também pode ser atribuída aos setores encarre- gados do recebimento, registro distribuição e movimen- tação de documentos em curso. Isto se refere ao A) memorando. B) protocolo. C) dossiê. D) processo. E) requerimento. 25. Em relação às formas de expressão dos atos adminis- trativos, relacione as colunas e depois assinale a alterna- tiva com a sequência correta. A. Portarias B. Despachos C. Resoluções D. Circulares ( ) São atos baixados pelos Ministros de Estado com a finalidade de implementar normas jurídicas não detalhadas em decretos regulamentares ou de disciplinar atividades ou funcionamento de órgãos, nos limites da lei e do respectivo regulamento, quando for o caso. ( ) Seu conteúdo pode ser ordenatório, recomendatório ou disciplinatório e, em virtude de sua natureza, o ato pode ser revogado a qualquer tempo, fato que não prejudica direito e nem gera direito a indenização. ( ) São editados, normalmente, em virtude de provocação do interessado, servidor público ou não. Precede, na maioria dos casos, de parecer de órgãos competentes. ( ) São atos regulamentares, de categoria inferior ao decreto regulamentar, utilizadas também pelas corporações legislativas. (A) A – D – B – C. (B) B – A – C – D. (C) D – B – A – C. (D) C – D – B – A. (E) A – C – D – B. GABARITO 1. F –F – C – C - C 2. D 3. E 4. D 5. C 6. D 7. D 8. A 9. CEECC 10. CCE 11. ECCECEE 12. ECECCEC 13. Linguagem muito prolixa, sem objetividade. 14. B 15. D 16. D 17. E 18. CCEECE 19. E 20. B 21. D 22. D 23. B 24. B 25. A