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Prof. Me. Luiz Eduardo Andrade – teoria.luizeduardo@gmail.com – www.docente.ufs.br/luizeduardo.andrade Página 1 
REDAÇÃO OFICIAL – LUIZ EDUARDO ANDRADE 
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REDAÇÃO OFICIAL 
PROF. LUIZ EDUARDO ANDRADE 
E-mail: teoria.luizeduardo@gmail.com 
www.docente.ufs.br/luizeduardo.andrade 
 
REDAÇÃO OFICIAL 
 
 
O que é redação oficial? 
 
Redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público 
redige atos normativos e comunicações. 
Redação oficial é a maneira de redigir própria da Admi-
nistração Pública. Sua finalidade básica é possibilitar a elabora-
ção de comunicações e normativos oficiais claros e impessoais, 
pois o objetivo é transmitir a mensagem com eficácia, permitin-
do entendimento imediato. 
A eficácia da comunicação oficial depende basicamente 
do uso de linguagem simples e direta, chegando ao assunto que 
se deseja expor sem passar, por exemplo, pelos atalhos das 
fórmulas de refinada cortesia usuais no século passado. Ontem 
o estilo tendia ao rebuscamento, aos rodeios ou aos circunló-
quios; hoje, a vida moderna obriga a uma redação mais objetiva 
e concisa. 
Considere-se, entretanto, que não há uma forma espe-
cífica de linguagem administrativa, mas sim qualidades comuns 
a qualquer bom texto, seja ele oficial ou literário, aplicáveis à 
redação oficial: clareza, coesão, concisão, correção gramatical. 
Além disso, merecem destaque algumas características peculia-
res identificáveis na forma oficial de redigir: formalidade, uni-
formidade e impessoalidade. 
A seguir, apresenta-se análise pormenorizada de cada 
uma dessas qualidades e características. 
 
 ANOTE AÍ! 
Na comunicação há sempre: a)alguém que comunique, 
b)algo a ser comunicado, e c)alguém que receba essa comuni-
cação A Constituição, que dispõe, no artigo 37: “A administração 
pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes 
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, morali-
dade, publicidade e eficiência (...)”. 
 
 
QUALIDADES E CARACTERÍSTICAS 
FUNDAMENTAIS DA REDAÇÃO OFICIAL 
 
• Clareza 
Clareza é a qualidade do que é inteligível, facilmente com-
preensível. Já que se busca, então, com a clareza, fazer-se 
facilmente entendido, é preciso que o pensamento de quem 
comunica também seja claro, com as ideias, ordenadas; a 
pontuação, correta; as palavras, bem dispostas na frase; as 
intercalações, reduzidas a um mínimo; a precisão vocabular, 
uma constante. 
Da mesma forma, a indispensável releitura do texto contri-
bui para obtenção da clareza. A ocorrência de trechos obscuros 
e de erros gramaticais em textos oficiais provém principalmente 
da falta da releitura, que torna possível sua correção. 
Além disso, a falsa ideia de que “escreve bem quem escreve 
difícil” também contribui para a obscuridade do texto. Ora, 
quem escreve difícil dificilmente é compreendido. Cada palavra 
dessa natureza é um tropeço para a leitura e só pode desvalori-
zar o que se escreve. 
 
• Coesão 
O termo coesão pode ser conceituado como a união íntima 
das partes de um todo. Assim, o texto coeso é aquele em que as 
palavras, as orações, os períodos e os parágrafos estão interli-
gados e coerentemente dispostos. 
Às vezes, o cuidado com a estrutura do parágrafo pode in-
duzir ao equívoco de encará-lo 
como redação autônoma, bastante em si mesmo. Apesar de ser 
uma unidade lógica completa (começo, meio e fim), não pode 
estar solto do restante do texto. 
Para que esse desligamento não ocorra, temos de tra-
balhar com mecanismos de ligação entre os parágrafos. A 
utilização desses mecanismos chama-se transição ou coesão. A 
transição não é necessariamente feita por partículas ou expres-
sões. Ela pode ocorrer, por exemplo, com a utilização do mesmo 
sujeito da oração precedente. O importante nos mecanismos de 
transição é manter a fluência do texto. 
Exemplos de algumas partículas e expressões de tran-
sição: da mesma forma, aliás, também, mas, por fim, pouco 
depois, pelo contrário, assim, enquanto isso, além disso, a 
propósito, em primeiro lugar, no entanto, finalmente, em 
resumo, portanto, por isso, em seguida, então, já que, ora, daí, 
dessa forma, além do mais. 
 
• Concisão 
A concisão consiste em expressar com um mínimo de pala-
vras um máximo de informações, desde que não se abuse da 
síntese a tal ponto que a ideia se torne incompreensível. Afinal, 
o tempo é precioso, e quanto menos se rechear a frase com 
adjetivos, imagens, pormenores desnecessários ou perífrases 
(rodeios de palavras), mais o leitor se sentirá respeitado. 
Para que se redija um texto conciso, é fundamental que se 
tenha, além de conhecimento do assunto sobre o qual se escre-
ve, o tempo necessário para revisá-lo depois de pronto. É nessa 
revisão que muitas vezes se percebem eventuais redundâncias 
ou repetições desnecessárias de ideias. 
 
• Correção gramatical 
Correção gramatical é a utilização do padrão culto de lin-
guagem, ou seja, é escrever sem desrespeitar os fatos particu-
lares da língua e as regras apropriadas para o seu perfeito uso. 
As incorreções gramaticais desmerecem o redator e põem em 
dúvida sua autoridade para falar sobre qualquer assunto. 
Além disso, conhecer a própria língua não é privilégio de 
gramáticos, senão dever de todos aqueles que dela se utilizam. 
É erro de consequências imprevisíveis acreditar que só os 
escritores profissionais têm a obrigação de saber escrever. 
Saber escrever a própria língua faz parte dos deveres cívicos. A 
língua é a mais viva expressão da nacionalidade. 
 
• Formalidade e uniformidade 
A formalidade consiste na observância das normas de tra-
tamento usuais na correspondência oficial. Não se trata somente 
da eterna dúvida quanto ao correto emprego deste ou daquele 
pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível; 
mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilida-
de no tratamento do assunto do qual cuida a comunicação. 
É importante salientar que a formalidade de tratamento 
vincula-se, também, à necessária uniformidade das comunica-
ções. Ora, se a Administração Pública (municipal, estadual, 
distrital ou federal) é una, é natural que suas comunicações 
sigam um mesmo padrão. O estabelecimento desse padrão 
exige atenção a todas as características da redação oficial e 
cuidado com a apresentação dos textos. O uso de papéis uni-
formes e a correta diagramação do texto são indispensáveis 
para a padronização das comunicações oficiais. 
 
• Impessoalidade 
A finalidade pública está sempre presente na redação ofici-
al, daí a necessidade de ser ela isenta de interferência da 
individualidade de quem a elabora. O tratamento impessoal que 
deve ser dado aos assuntos constantes das comunicações 
 
 
 
 
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oficiais decorre: 
a) da ausência de impressões individuais da pessoa que comuni-
ca: independentemente de quem assina um expediente, a 
comunicação é sempre feita em nome do serviço público; 
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação: seja um 
cidadão, seja um órgão público, o destinatário é sempre consi-
derado de forma homogênea e impessoal; 
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: as comuni-
cações oficiais restringem-se a questões referentes ao interesse 
público; não cabe nelas, portanto, qualquer tom particular ou 
pessoal. 
 
DE OLHO NA DICA! 
Desse modo, não há lugar na redação oficial para im-
pressões pessoais, como as que, por exemplo, constam de uma 
cartaa um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou 
mesmo de um texto literário. É importante salientar que o 
caráter impessoal do texto é mantido pela utilização do verbo na 
terceira pessoa do singular ou plural, ou ainda na primeira 
pessoa do plural. 
 
 
PRONOMES DE TRATAMENTO 
 
Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa in-
direta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordância 
verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda 
pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se 
dirige a comunicação), levam a concordância para a terceira 
pessoa. É que o verbo concorda com o substantivo que integra a 
locução como seu núcleo sintático: “Vossa Senhoria nomeará o 
substituto”; “Vossa Excelência conhece o assunto”. 
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a 
pronomes de tratamento são sempre os da terceira pessoa: 
“Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não “Vossa ... 
vosso...”). 
Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o 
gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa a que se 
refere, e não com o substantivo que compõe a locução. Assim, 
se nosso interlocutor for homem, o correto é “Vossa Excelência 
está atarefado”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeito”; se for 
mulher, “Vossa Excelência está atarefada”, “Vossa Senhoria 
deve estar satisfeita”. 
 
• Emprego dos pronomes de tratamento 
O emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular 
tradição. São de uso consagrado: 
 
Vossa Excelência, para as seguintes autoridades: 
 
a) do Poder Executivo; 
• Presidente da República; 
• Vice-Presidente da República; 
• Ministros de Estado; 
• Governadores e Vice-Governadores de Estado e do 
Distrito Federal; 
• Oficiais-Generais das Forças Armadas; 
• Embaixadores; 
• Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocu-
pantes de cargos de natureza especial; 
• Secretários de Estado dos Governos Estaduais; 
• Prefeitos Municipais. 
 
b) do Poder Legislativo: 
• Deputados Federais e Senadores; 
• Ministro do Tribunal de Contas da União; 
• Deputados Estaduais e Distritais; 
• Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais; 
• Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais. 
 
c) do Poder Judiciário: 
• Ministros dos Tribunais Superiores; 
• Membros de Tribunais; 
• Juízes; 
• Auditores da Justiça Militar. 
 
• Vocativo 
 
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos 
Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo 
respectivo: 
• Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 
• Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Naci-
onal, 
• Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribu-
nal Federal. 
 
As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Se-
nhor, seguido do cargo respectivo: 
 
• Senhor Senador 
• Senhor Juiz 
• Senhor Ministro 
• Senhor Governador 
 
• Endereçamento 
 
No envelope, o endereçamento das comunicações dirigi-
das às autoridades tratadas por Vossa Excelência terá a seguin-
te forma: 
 
A Sua Excelência o 
Senhor 
Fulano de Tal 
Ministro de Estado da Justiça 
70.064-900 – Brasília. DF 
 
A Sua Excelência o 
Senhor 
Senador Fulano de Tal 
Senado Federal 
70.165-900 – Brasília. DF 
 
A Sua Excelência o 
Senhor 
Fulano de Tal 
Juiz de Direito da 10ª Vara Cível 
Rua ABC, no 123 
01.010-000 – São Paulo. SP 
 
 ANOTE AÍ! 
Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tra-
tamento digníssimo (DD) às autoridades. A dignidade é pres-
suposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo 
desnecessária sua repetida evocação. 
 
ANTENADO! 
Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e 
para particulares. O vocativo adequado é: 
Senhor Fulano de Tal, 
• No envelope, deve constar do endereçamento: 
Ao Senhor 
Fulano de Tal 
Rua ABC, no 123 
70.123 – Curitiba. PR 
 
 
 
 
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DE OLHO NA DICA! 
• Como se depreende do exemplo acima, fica dispensa-
do o emprego do superlativo ilustríssimo para as au-
toridades que recebem o tratamento de Vossa Senho-
ria e para particulares. É suficiente o uso do pronome 
de tratamento Senhor. 
 
• Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, 
e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminada-
mente. Como regra geral, empregue-o apenas em 
comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal 
grau por terem concluído curso universitário de dou-
torado. É costume designar por doutor os bacharéis, 
especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. 
Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a de-
sejada formalidade às comunicações. 
 
• Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, 
empregada por força da tradição, em comunicações 
dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe 
o vocativo: Magnífico Reitor. 
 
Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo 
com a hierarquia eclesiástica, são: 
1. Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O 
vocativo correspondente é: Santíssimo Padre, 
2. Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, 
em comunicações aos Cardeais. Corresponde-lhe o voca-
tivo: Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou Eminentíssimo e 
Reverendíssimo Senhor Cardeal, 
3. Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunica-
ções dirigidas a Arcebispos e Bispos; Vossa Reverendís-
sima ou Vossa Senhoria Reverendíssima para Monsenho-
res, Cônegos e superiores religiosos. Vossa Reverência é 
empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos. 
 
 
• Fecho e identificação 
 
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente 
da República: 
 Respeitosamente, 
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hie-
rarquia inferior: 
 Atenciosamente, 
 
ANTENADO! 
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente 
da República, todas as demais comunicações oficiais devem 
trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do 
local de sua assinatura. A forma da identificação deve ser a 
seguinte: 
 
(espaço para assinatura) 
NOME 
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República 
(espaço para assinatura) 
NOME 
Ministro de Estado da Justiça 
 
O PADRÃO OFÍCIO 
 
Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes 
pela finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memo-
rando. Com o fito de uniformizá-los, pode-se adotar uma dia-
gramação única, que siga o que chamamos de padrão ofício. As 
peculiaridades de cada um serão tratadas adiante; por ora 
busquemos as suas semelhanças. 
 
Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela 
finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. 
 
 ANOTE AÍ A DICA! 
 
Aviso 
Memorando 
Ofício 
 
 O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes 
partes: 
 
a) tipo e número do expediente, seguido da sigla 
do órgão que o expede: 
Exemplos: 
Mem. 123/2002-MF Aviso 123/2002-SG Of. 123/2002-MME 
 
b) local e data em que foi assinado, por extenso, 
com alinhamento à direita: 
Exemplo: 
Brasília, 15 de março de 1991. 
 
c) assunto: resumo do teor do documento 
Exemplos: 
Assunto: Produtividade do órgão em 2002. 
Assunto: Necessidade de aquisição de novos computado-
res. 
 
d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem 
é dirigida a comunicação. No caso do ofício deve ser incluído 
também o endereço. 
 
e) texto: nos casos em que não for de mero encami-
nhamento de documentos, o expediente deve conter a seguinte 
estrutura: 
 
– introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na 
qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação.Evite 
o uso das formas: “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, 
“Cumpre-me informar que”, empregue a forma direta; 
– desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto 
contiver mais de uma idéia sobre o assunto, elas devem ser 
tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à 
exposição; 
– conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresen-
tada a posição recomendada sobre o assunto. 
 
 ANOTE AÍ! 
Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto 
nos casos em que estes estejam organizados em itens ou títulos 
e subtítulos. 
Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a 
estrutura é a seguinte: 
– introdução: deve iniciar com referência ao expediente que 
solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não 
tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da 
comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados 
completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou 
signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está 
sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula: 
 
 
 
 
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“Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 1991, 
encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 1990, 
do Departamento Geral de Administração, que trata da requisi-
ção do servidor Fulano de Tal.” 
ou 
“Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do 
telegrama no 12, de 1o de fevereiro de 1991, do Presidente da 
Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de 
modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste.” 
– desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer 
algum comentário a respeito do documento que encaminha, 
poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento; em caso 
contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou 
ofício de mero encaminhamento. 
 
f) fecho; 
 
g) assinatura do autor da comunicação; e 
 
h) identificação do signatário. 
 
• Forma de diagramação 
 
Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à seguinte 
forma de apresentação: 
a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 
12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de 
rodapé; 
b) para símbolos não existentes na fonte Times New Roman 
poder-se-á utilizar as fontes Symbol e Wingdings; 
c) é obrigatória constar a partir da segunda página o número 
da página; 
d) os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser 
impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as 
margens esquerda e direta terão as distâncias invertidas 
nas páginas pares (“margem espelho”); 
e) o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de 
distância da margem esquerda; 
f) o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no 
mínimo, 3,0 cm de largura; 
g) o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm; 
h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e 
de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor de texto 
utilizado não comportar tal recurso, de uma linha em bran-
co; 
i) não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinha-
do, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas 
ou qualquer outra forma de formatação que afete a ele-
gância e a sobriedade do documento; 
j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em 
papel branco. A impressão colorida deve ser usada apenas 
para gráficos e ilustrações; 
k) todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem ser 
impressos em papel de tamanho A-4, ou seja, 29,7 x 21,0 
cm; 
l) deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo 
Rich Text nos documentos de texto; 
m) dentro do possível, todos os documentos elaborados de-
vem ter o arquivo de texto preservado para consulta pos-
terior ou aproveitamento de trechos para casos análogos; 
n) para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem 
ser formados da seguinte maneira: 
o) tipo do documento + número do documento + palavras-
chaves do conteúdo 
Ex.: “Of. 123 - relatório produtividade ano 2002” 
 
• Documentos em padrão ofício 
 
Aviso e Ofício 
Definição e Finalidade 
 
Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial 
praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que o 
aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para 
autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofício é 
expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como 
finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da 
Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também com 
particulares. 
Forma e Estrutura 
Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo do 
padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o destina-
tário, seguido de vírgula. 
Exemplos: 
Excelentíssimo Senhor Presidente da República 
Senhora Ministra 
Senhor Chefe de Gabinete 
 
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as 
seguintes informações do remetente: 
– nome do órgão ou setor; 
– endereço postal; 
– telefone e endereço de correio eletrônico. 
 
Memorando 
Definição e Finalidade 
 
O memorando é a modalidade de comunicação entre 
unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem estar 
hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes. 
Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação eminente-
mente interna. 
Forma e Estrutura 
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do 
padrão ofício, com a diferença de que o seu destinatário deve 
ser mencionado pelo cargo que ocupa. 
Exemplos: 
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração 
 
Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos 
 
 
CARACTERÍSTICAS E DEFINIÇÕES DOS 
ATOS OFICIAIS 
 
• Alvará 
Alvará é o documento firmado por autoridade compe-
tente, certificando, autorizando ou aprovando atos ou direitos. O 
alvará tem finalidade, por exemplo, de autorizar o funcionamen-
to para qualquer tipo de empresa, assim como a realização de 
eventos. 
 
• Ata 
É o documento de valor jurídico, que consiste no resu-
mo fiel dos fatos, ocorrências e decisões de sessões, reuniões ou 
assembleias, realizadas por comissões, conselhos, congrega-
ções, ou outras entidades semelhantes, de acordo com uma 
pauta, ou ordem do dia, previamente divulgada. É geralmente 
lavrada em livro próprio, autenticada, com as páginas rubrica-
das pela mesma autoridade que redige os termos de abertura e 
de encerramento. 
O texto apresenta-se seguidamente, sem parágrafos, 
ocupando cada linha inteira, sem espaços em branco ou rasuras, 
para evitar fraudes. A fim de ressalvar os erros, durante a 
redação, usar-se-á a palavra digo; se for constatado erro ou 
omissão, depois de escrito o texto, usar-se-á a expressão em 
tempo. Quem redige a ata é o secretário (efetivo do órgão, ou 
designado ad hoc para a reunião). A ata vai assinada por todos 
os presentes, ou somente pelo presidente e pelo secretário, 
quando houver registro específico de frequência. 
 
Observações: 
Com o advento do computador, as atas têm sido elabo-
 
 
 
 
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radas e digitadas, para posterior encadernação em livros de ata. 
Se isto ocorrer, deve ser indicado nos termos de abertura e 
fechamento, rubricando-se as páginas e mantendo-se os mes-
mos cuidados referentes às atas manuscritas. Dispensam-se as 
correções do texto, como indicado anteriormente. 
No caso de se identificar, posteriormente, algumerro 
ou imprecisão numa ata, faz-se a ressalva, apresentando nova 
redação para o trecho. Assim, submetida novamente à aprova-
ção do plenário, ficará consagrada. O novo texto será exarado 
na ata do dia em que foi aprovado, mencionando-se a ata e o 
trecho original. 
 
Suas partes componentes são: 
1. Cabeçalho, onde aparece o número (ordinal) da ata e o nome 
do órgão que a subscreve. 
2. Texto sem delimitação de parágrafos, que se inicia pela 
enunciação da data, horário e local de 
realização da reunião, por extenso, objeto da lavratura da Ata. 
3. Fecho, seguido da assinatura de presidente e secretário, e 
dos presentes, se for o caso. 
 
• Certidão 
Declaração feita por escrito, objetivando comprovar ato 
ou assentamento constante de processo, livro ou documento 
que se encontre em repartições públicas. Podem ser de inteiro 
teor - transcrição integral, também chamada traslado - ou 
resumidas, desde que exprimam fielmente o conteúdo do 
original. 
 
Observação 
Certidões autenticadas têm o mesmo valor probatório 
do original e seu fornecimento, gratuito por parte da repartição 
pública, é obrigação constitucional (Const. Fed. 1988, art. 5º, 
XXXIV, b). 
Suas partes componentes são: 
1. Título (a palavra CERTIDÃO), em letras maiúsculas, à esquer-
da, sobre o texto, com numeração. 
2. Texto constante de um parágrafo, com o teor da Certidão. 
3. Local e data, por extenso, em sequência ao texto. 
4. Assinaturas: do datilógrafo ou digitador da Certidão e do 
funcionário que a confere, confirmadas pelo visto da chefia 
maior. 
 
• Circular 
Comunicação oficial, interna ou externa, expedida para 
diversas unidades administrativas ou determinados funcionários. 
 
Suas partes componentes são: 
1. Título (a palavra CIRCULAR), em letras maiúsculas, sigla do 
órgão que o expede e número, à esquerda da folha. 
2. Local e data à direita da folha, e por extenso, na mesma linha 
do título. 
3. Destinatário, após a palavra Para (com inicial maiúscula). 
4. Assunto, expressado sinteticamente. 
5. Texto paragrafado, contendo a exposição do(s) assunto(s) e o 
objetivo da Circular. 
6. Fecho de cortesia, seguido do advérbio Atenciosamente. 
7. Assinatura, nome e cargo da autoridade ou chefia que subs-
creve a Circular. 
 
 
• Decreto 
Ato administrativo destinado a prover situações gerais 
e individuais, abstratamente previstas de modo expresso, ou 
implícito na lei. São da competência exclusiva dos chefes do 
Executivo. 
 
O Decreto pode ser: 
• regulamentar, visando a explicar a lei e a facilitar a sua 
execução; 
• individual ou coletivo, relacionando-se a situações funcionais. 
 
Suas partes componentes são: 
1. Preâmbulo 
1.1. Título (a palavra DECRETO), número e data de expedição 
em letras maiúsculas. 
1.2. Ementa da matéria do Decreto, em letras maiúsculas e à 
direita da página. 
1.3. A palavra CONSIDERANDO em letras maiúsculas, seguida 
de dois pontos à esquerda. Abaixo dela, as considerações 
discriminadas. 
1.4. A palavra DECRETA, em letras maiúsculas e negrito, à 
esquerda, seguida de dois pontos. 
2. Ordem de Execução 
Texto: exposição do conteúdo do Decreto, constituído de tantos 
artigos quantos forem necessários, 
todos numerados. Os artigos podem conter parágrafos, itens e 
alíneas. A expressão "parágrafo único" deve ser grafado por 
extenso. 
3. Encerramento 
3.1. Cláusula de vigência. 
3.2. Cláusula revogatória. 
4. Fecho 
4.1. Local e data, por extenso. 
4.2. Assinatura do Chefe de Governo. 
 
• Edital 
Instrumento pelo qual a Administração dá conhecimen-
to ao público sobre: licitações, concursos públicos, atos delibera-
tivos etc. 
 
Observação 
É obrigatória a divulgação do edital, pela imprensa, in-
tegralmente ou como "aviso de Edital", dando informações 
gerais e o local onde é possível obtê-lo na íntegra. 
 
Suas partes componentes são: 
1. Título (a palavra EDITAL, em letras maiúsculas, em negrito e 
centralizada sobre o texto). 
2. CITAÇÃO DO OBJETO DO EDITAL em letras maiúsculas, em 
negrito alinhado à esquerda. 
3. Preâmbulo: parte introdutória, apresentando o assunto e a 
identificação do órgão responsável. 
4. Texto: parte fundamental do edital que define o objeto e 
estabelece as condições de participação. 
5. Fecho: encerramento do edital, com as determinações finais 
sobre sua divulgação 
6. Local e data por extenso. 
7. Assinatura e cargo da autoridade responsável. 
 
• Memorando 
O memorando é a modalidade de comunicação entre 
unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem estar 
hierarquicamente em mesmo nível ou em nível diferente. Trata-
se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente 
interna. 
Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser em-
pregado para a exposição de projetos, ideias, diretrizes, etc. a 
serem adotados por determinado setor do serviço público. 
Sua característica principal é a agilidade. A tramitação 
do memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez 
e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar 
desnecessário aumento do número de comunicações, os despa-
chos ao memorando devem ser dados no próprio documento e, 
no caso de falta de espaço, em folha de continuação. Esse 
procedimento permite formar uma espécie de processo simplifi-
cado, assegurando maior transparência à tomada de decisões, e 
permitindo que se historie o andamento da matéria tratada no 
memorando. 
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do 
padrão ofício, com a diferença de que o seu destinatário deve 
ser mencionado pelo cargo que ocupa. 
 
• Ofício 
 
 
 
 
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REDAÇÃO OFICIAL – LUIZ EDUARDO ANDRADE 
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Correspondência pela qual se mantém intercâmbio de 
informações a respeito de assunto técnico ou administrativo, 
cujo teor tenha caráter exclusivamente institucional. São obje-
tos de ofícios as comunicações realizadas entre dirigentes de 
entidades públicas, podendo ser também dirigidos a entidade 
particular. 
 
Suas partes componentes são: 
1. Título abreviado - Of.-, acompanhado da sigla do órgão 
expedidor, sua esfera administrativa e numeração, à esquerda 
da página. 
2. Local e data, por extenso, à direita da página, na mesma 
linha do título. 
3. Endereçamento (alinhado à esquerda): nome do destinatário, 
precedido da forma de tratamento, e o endereço. 
4. Vocativo: a palavra Senhor(a), seguida do cargo do destina-
tário e de vírgula. 
5. Texto paragrafado, com a exposição do(s) assunto(s) e o 
objetivo do Ofício. 
6. Fecho de cortesia, expresso por advérbios: Atenciosamente 
ou Respeitosamente. 
7. Assinatura, nome e cargo do emitente do Ofício. 
 
• Portaria 
Ato pelo qual as autoridades competentes (titulares de 
órgãos) determinam providências de caráter administrativo, 
visando a estabelecer normas de serviço e procedimentos para 
o(s) órgão(s), bem como definir situações funcionais e medidas 
de ordem disciplinar. 
 
Suas partes componentes são: 
1. Título ( a palavra PORTARIA), seguido da sigla do órgão, 
numeração e data, em letras maiúsculas, e em negrito. 
2. Ementa da matéria da Portaria, em letras maiúsculas, à 
direita da página. 
3. Preâmbulo: denominação completa da autoridade que expede 
o documento, em maiúsculas e negrito; fundamentação legal, 
seguida da palavra RESOLVE, também em maiúsculas, acompa-
nhada de dois pontos, à esquerda da folha. 
4. Texto, subdividido em artigos, parágrafos e alíneas, explici-
tando a matéria da Portaria. 
5. Local e data, por extenso. 
6. Assinatura, nome e cargo da autoridade que subscreve a 
Portaria. 
 
• Requerimento 
Documento pelo qual o interessado solicita ao Poder 
Público algo a que se julga comdireito, ou para se defender de 
ato que o prejudique. 
 
Suas partes componentes são: 
1. Vocativo: a palavra Senhor, precedida da forma de tratamen-
to, o título completo da autoridade a quem se destina, seguida 
de vírgula. 
2. Preâmbulo: nome do requerente (em maiúsculas), seguido 
dos dados de identificação: 
nacionalidade, estado civil, filiação, idade, naturalidade, domicí-
lio, residência etc. Sendo funcionário do órgão, apresentar 
apenas os dados de identificação funcional. 
3. Texto: exposição do pedido, de forma clara e objetiva, 
citando o fundamento legal que permite a solicitação. 
4. Fecho: parte que encerra o documento, usando-se, alinhada 
à esquerda a fórmula: 
“Nestes Termos”, “Pede Deferimento”. 
5. Local e data, por extenso. 
6. Assinatura do requerente. 
Observação: Entre o vocativo e o preâmbulo é praxe deixarem-
se oito espaços. 
 
Referências 
 
GARCEZ, Lucília Helena do Carmo. Curso de redação e revisão 
de textos. Brasília: TCU, 2003. 
BRASIL. Manual de redação da Presidência da República. 2. ed. 
rev. e atual. Brasília: Presidência da República, 2002. 
 
MEMORANDO 
 
 
 
OFÍCIO 
 
 
 
 
 
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AVISO 
 
 
QUESTÕES DE REDAÇÃO OFICIAL 
 
01. (CESPE – PF 2014) À luz das orientações constantes 
no Manual de Redação da Presidência da República, 
julgue os itens a seguir. 
 
01 _____ A obrigatoriedade do uso do padrão culto da língua e 
o requisito de impessoalidade são incompatíveis com o emprego 
da linguagem técnica nas comunicações oficiais. 
02 _____ Admite-se o registro de impressões pessoais na 
redação oficial, desde que o assunto seja de interesse público e 
expresso em linguagem formal. 
03 _____ A concisão, que consiste no respeito ao princípio da 
economia linguística, é uma característica fundamental em 
telegramas, modalidade dispendiosa de comunicação. 
04 _____ O fecho Respeitosamente não é empregado no aviso; 
o fecho Atenciosamente é empregado tanto no aviso quanto no 
ofício. 
05 _____ No memorando, dispensa-se o vocativo, que deve, 
contudo, constar no aviso e no ofício 
 
 
02. (AOCP) Consoante o Manual de Redação da Presidên-
cia da República, “a redação oficial não é, portanto, 
necessariamente árida e infensa à evolução da língua. É 
que sua finalidade básica – comunicar com impessoalida-
de e máxima clareza – impõe certos parâmetros ao uso 
que se faz da língua, de maneira diversa daquele da 
literatura, do texto jornalístico, da correspondência 
particular, etc.”. Em relação ao texto acima, analise as 
assertivas e assinale a(s) alternativa(s) que pode(m) 
substituir corretamente o termo infensa ali transcrito. 
 
I. Adversa. 
II. Informal. 
III. Específica. 
IV. Inimiga. 
 
(A) Apenas II. 
(B) Apenas I, II e III. 
(C) Apenas IV. 
(D) Apenas I e IV. 
(E) Apenas III. 
 
03. (AOCP) Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que 
se afirma abaixo sobre atendimento ao público e depois 
assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 
 
( ) O atendimento ao público envolve a racionalização dos 
serviços de uma empresa ou instituição em relação, por exem-
plo, seus métodos de trabalho, às suas instalações e aos edifí-
cios. 
( ) A humildade deve ser uma das caracterizações do perfil de 
quem trabalha com atendimento ao público. 
( ) A prática da paciência, a busca de novas ideias e conhecer 
realmente os produtos e serviços da empresa são características 
que o profissional de atendimento deve ter em mente quando 
pensa no relacionamento com o cliente. 
( ) O equilíbrio entre prestatividade e agilidade nem sempre é a 
melhor opção. 
 
(A) F – V – F – V. 
(B) V – F – V – V. 
(C) V – V – F – F. 
(D) F – F – V – F. 
(E) V – F – F – F. 
 
04. (AOCP) “No mundo do trabalho, o sucesso depende 
em grande medida da capacidade dos indivíduos em 
cooperar uns com os outros”. O conteúdo da frase acima 
está diretamente vinculado ao/a(s) 
 
(A) relações humanas. 
(B) atendimento ao público. 
(C) empresa moderna. 
(D) relações interpessoais. 
(E) organização do ambiente de trabalho. 
 
05. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a 
denominação do documento que descreve os fatos, falas 
e acontecimento ocorridos durante uma reunião: 
a) memorando 
b) edital 
c) ata 
d) ofício 
 
06. O pronome de tratamento, Vossa Magnificência, deve 
ser usado para: 
a) autoridades legislativas 
b) membros da igreja 
c) pessoas importantes 
d) reitores 
 
07. Carlos abriu uma empresa mas ainda não teve a 
autorização formal para funcionar. Qual documento é 
necessário para que ele trabalhe legalmente: 
a) ofício 
b) contrato 
c) ata 
d) alvará 
 
08. Manoel precisou comprovar o funcionamento regular 
e legal de sua empresa, para isso ele precisou pedir na 
repartição uma: 
 
 
 
 
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a) certidão 
b) portaria 
c) ata 
d) circular 
 
Leia o texto: 
 
 
09. A respeito das características da redação oficial e do 
texto acima, julgue os seguintes itens. 
 
_____Para que o texto em questão pudesse fazer parte de um 
aviso dirigido ao ministro do Meio Ambiente, cujo assunto 
fosse “Novo paradigma de desenvolvimento sustentável do 
Banco da Amazônia: rumos a seguir”, deveria ser encaminha-
do pelo ministro da Fazenda, representante máximo do órgão 
a que está vinculado o Banco da Amazônia S.A., com o em-
prego do vocativo “Senhor Ministro”, seguido de vírgula. 
_____Sabendo-se que concisão e correção gramatical são 
requisitos da correspondência oficial, estaria de acordo com 
esses requisitos a seguinte reescritura do primeiro período do 
texto para compor uma correspondência oficial: Acredita-se que 
o Banco da Amazônia S.A., ao garantir melhores negócios e o 
bem-estar da população, deve auxiliar precipuamente os servi-
ços financeiros, atual e futuramente, oferecidos por essa insti-
tuição financeira pública federal. 
 
_____Caso fosse reescrever o texto sob a forma de um memo-
rando, o autor poderia alternar o primeiro parágrafo com o 
segundo, trocando-os de lugar, sem que houvesse prejuízo para 
a coerência e a coesão textual. 
 
_____Tanto do aviso quanto do ofício devem constar do cabeça-
lho e do rodapé do ofício as seguintes informações do remeten-
te: nome do órgão ou setor, endereço postal e telefone e ende-
reço de correio eletrônico. 
 
 
_____Seguindo o padrão ofício, não deve haver abuso no uso de 
negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, 
sombra, relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação 
que afete a elegância e a sobriedade do documento. 
 
 
10. Com referência aos requisitos da correspondência 
oficial, julgue os itens que se seguem. 
 
_____Caso o presidente da República precisasse se ausentar do 
Brasil por mais de quinze dias, deveria expedir mensagem ao 
Congresso Nacional com pedido de autorização para praticar tal 
ato. 
 
_____Estaria correta a seguinte construção no corpo de um 
ofício que visasse oferecer a entidades privadas os serviços da 
instituição bancária pública Banco da Amazônia S.A.: Alinhado 
com a sustentabilidade, o Banco da Amazônia S.A. busca alter-
nativas de negócios que utilizem tecnologias e suporte técnico 
com a finalidade de desenvolver a região, para garantir recursos 
às gerações futuras. 
 
_____É facultado o emprego do tratamento “digníssimo” nas 
comunicações oficiais dirigidas aos chefes de poder, especial-mente ao presidente da República, autoridade máxima da 
Federação. 
 
Leia o texto: 
 
 
11. Considerando a correspondência oficial hipotética 
acima, julgue os itens que se seguem, conforme o Ma-
nual de Redação da Presidência da República. 
 
_____O referido manual estabelece o emprego de dois fechos 
para comunicações oficiais: Respeitosamente, para autori-
dades superiores; e Atenciosamente, para autoridades de 
mesma hierarquia ou de hierarquia inferior. Tal regra, no en-
tanto, não é aplicável a comunicações dirigidas a autoridades 
estrangeiras. 
 
_____Adjetivos referidos ao pronome de tratamento empre-
gado em expedientes oficiais devem ser flexionados quanto ao 
gênero de acordo com o sexo da pessoa a quem se destina a 
comunicação. No caso em tela, supondo-se que fosse empre-
gada no texto, a seguinte frase estaria correta: Vossa Senho-
ria está encarregado de resolver esse assunto. 
 
_____Por suas características formais, incluída a formatação, 
o referido documento corresponde a um memorando. 
 
_____A forma verbal “verifiques” está corretamente emprega-
da, visto que concorda com o pronome de tratamento Vossa 
Senhoria, que substitui a segunda pessoa gramatical, a quem 
é dirigida a comunicação. 
 
_____No envelope, o endereçamento do ofício de um particu-
lar dirigido a um juiz federal com jurisdição no estado de Ro-
raima deve ser apresentado como se segue. 
 
A Sua Excelência o Senhor 
Fulano de Tal 
Juiz Federal da 2.a Vara Federal da Seção Judiciária de Rorai-
ma 
Avenida X, n.o 3.999, Bairro Y 
69306-000 – Boa Vista RR 
 
 
 
 
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_____Devem-se empregar o pronome de tratamento Vossa 
Excelência e o vocativo Excelentíssimo Senhor Presidente do 
TJ/RR nos expedientes dirigidos ao presidente do Tribunal de 
Justiça do Estado de Roraima (TJ/RR). 
 
_____Em correspondência oficial dirigida a deputado federal, 
deve-se empregar, no vocativo, o superlativo Ilustríssimo, 
seguido do pronome de tratamento Senhor e do nome do 
cargo. 
 
 
12. Julgue os itens seguintes, relativos à redação de 
correspondências oficiais. 
 
_____Com exceção da primeira e da última, as demais pági-
nas do ofício devem ser numeradas. 
 
_____Os ministros de Estado comunicam-se com autoridades 
de mesma hierarquia por meio do documento denominado 
aviso. 
 
_____O caráter informal da comunicação por meio do correio 
eletrônico opõe-se a requisitos básicos da comunicação oficial 
como formalidade e padronização, razão por que esse meio 
não pode ser utilizado pelos órgãos da administração pública 
para transmissão de mensagens e documentos oficiais. 
 
_____As modalidades de comunicação denominadas ofício, 
aviso e memorando assemelham-se quanto à forma, visto que 
todas devem ser formatadas conforme o padrão ofício; quanto 
à finalidade, o memorando distingue-se do ofício e do aviso 
por destinar-se à comunicação entre unidades administrativas 
de um mesmo órgão. 
 
_____A revisão, uma das etapas da elaboração de expedientes 
oficiais, deve contemplar, entre outros aspectos, a correção 
ortográfica do texto, uma vez que um erro de grafia pode 
prejudicar a compreensão da mensagem contida no documento. 
 
_____Com relação ao formato e à linguagem das comunicações 
oficiais, julgue os itens que se seguem com base no Manual de 
Redação da Presidência da República. As comunicações 
oficiais emitidas pelo presidente da República, por chefes de 
poderes e por ministros de Estado devem apresentar ao final, 
além do nome da pessoa que as expede, o cargo ocupado por 
ela. 
 
_____A menos que o expediente seja de mero encaminhamento 
de documentos, o texto de comunicações como aviso, ofício e 
memorando, que seguem o padrão ofício, deve conter três 
partes: introdução, desenvolvimento e conclusão. 
 
 
13. Julgue o fragmento abaixo quanto à sua correção 
gramatical e à sua adequação para compor um documen-
to oficial, que, de acordo com o Manual de Redação da 
Presidência da República, deve caracterizar-se pela 
impessoalidade, pelo emprego do padrão culto de lingua-
gem, pela clareza, pela concisão, pela formalidade e pela 
uniformidade. 
 
“Cumpre destacar a necessidade de aumento do contingente 
policial e que é imperioso a ação desses indivíduos em âmbito 
nacional, pelo que a realização de concurso público para provi-
mento de vagas no Departamento de Polícia Federal consiste em 
benefício a toda a sociedade”. 
 
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________ 
 
14. Com base no Manual de Redação da Presidência da 
República,analise as afirmativas a seguir: 
 
I. A concisão é antes uma qualidade do que uma característica 
do texto oficial. Conciso é o texto que consegue transmitir um 
máximo de informações com um mínimo de palavras. Para que 
se redija com essa qualidade, é fundamental que se tenha, além 
de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve, o necessá-
rio tempo para revisar o texto depois de pronto. É nessa releitu-
ra que muitas vezes se percebem eventuais redundâncias ou 
repetições desnecessárias de ideias. 
 
II. O esforço de sermos concisos atende, basicamente ao princí-
pio de economia linguística, à mencionada fórmula de empregar 
o mínimo de palavras para informar o máximo. Não se deve de 
forma alguma entendê-la como economia de pensamento, isto 
é, não se devem eliminar passagens substanciais do texto no 
afã de reduzi-lo em tamanho. Trata-se exclusivamente de cortar 
palavras inúteis, redundâncias, passagens que nada acrescen-
tem ao que já foi dito. 
 
III. A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. 
Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata 
compreensão pelo leitor. No entanto, a clareza não é algo que 
se atinja por si só: ela depende estritamente das demais carac-
terísticas da redação oficial. 
 
Assinale: 
a) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
b) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
e) se nenhuma afirmativa estiver correta. 
15. A respeito da formalidade, com base no Manual de 
Redação da Presidência da República, analise os itens a 
seguir: 
I. As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, 
obedecem a certas regras de forma: além das exigências de 
impessoalidade e uso do padrão culto de linguagem, é imperati-
vo, ainda, certa formalidade de tratamento. Não se trata so-
mente da eterna dúvida quanto ao correto emprego deste ou 
daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo 
nível; mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à 
civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a 
comunicação. 
II. A formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessá-
ria uniformidade das comunicações. Ora, se a administração 
federal é una, é natural que as comunicações que expede sigam 
um mesmo padrão. O estabelecimento desse padrão exige que 
se atente para todas as características da redação oficial e que 
se cuide, ainda, da apresentação dos textos. 
III. A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para o 
texto definitivo e a correta diagramação do texto são indispen-
sáveis para a padronização. O Manual de Redação da Presidên-
cia da República traz normas específicas para cada tipo de 
expediente. 
 
Assinale: 
a) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
c)se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
d) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
e) se nenhuma afirmativa estiver correta. 
 
16. Em relação ao endereçamento no envelope, conforme 
orienta o Manual de Redação da Presidência da República, 
assinale a forma correta. 
a) À Sua Excelência o Senhor Senador Fulano de Tal Senado 
Federal 
b) A Vossa Excelência o Senhor Senador Fulano de Tal Senado 
Federal 
c) Ao Senhor Senador Fulano de Tal Senado Federal 
 
 
 
 
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d) A Sua Excelência o Senhor Senador Fulano de Tal Senado 
Federal 
e) À Vossa Excelência o Senhor Senador Fulano de Tal Senado 
Federal 
 
17. A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoa-
lidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, conci-
são, formalidade e uniformidade. Diante das seguintes 
proposições, 
 
I. A concisão é antes uma qualidade do que uma característica 
do texto oficial. Conciso é o texto que consegue transmitir um 
mínimo de informações com um máximo de palavras. Para que 
se redija com essa qualidade, é fundamental que se tenha, além 
de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve, o necessá-
rio tempo para revisar o texto depois de pronto. 
II. A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela 
escrita. No caso da redação oficial, quem comunica é sempre o 
Serviço Público (este ou aquele Ministério, Secretaria, Departa-
mento, Divisão, Serviço, Seção); o que se comunica é sempre 
algum assunto relativo às atribuições do órgão que comunica; o 
destinatário dessa comunicação ou é o público, o conjunto dos 
cidadãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros 
Poderes da União. 
III. As comunicações que partem dos órgãos públicos federais 
devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasilei-
ro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso de uma 
linguagem restrita a determinados grupos. Não há dúvida de 
que um texto marcado por expressões de circulação restrita, 
como a gíria, os regionalismos vocabulares ou o jargão técnico, 
tem sua compreensão dificultada. 
IV. A clareza não deve ser a qualidade básica de todo texto 
oficial. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita 
imediata compreensão pelo leitor. No entanto a clareza é algo 
que se atinge por si só: ela não depende estritamente das 
demais características da redação oficial. 
V. As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, 
obedecem a certas regras de forma: além das já mencionadas 
exigências de impessoalidade e uso do padrão culto de lingua-
gem, é imperativo, ainda, certa formalidade de tratamento. A 
formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfo-
que dado ao assunto do qual cuida a comunicação. 
 
Verifica-se que 
a) I, II e III estão corretas 
b) apenas III e V estão corretas 
c) apenas a II está correta 
d) I, II, III e IV estão corretas 
e) II, III e V estão corretas 
 
 
18. Considerando as disposições do Manual de Redação 
da Presidência da República, julgue os itens que se se-
guem, no que se refere à redação de expedientes. 
 
_____Os textos de documentos oficiais devem ser concisos e 
claros; para isso, devem-se observar a impessoalidade, a 
formalidade, a padronização e o padrão culto da língua portu-
guesa. 
 
_____Por seu baixo custo e celeridade, o correio eletrônico é, 
hoje, uma das principais formas de comunicação e transmissão 
de informações e documentos. 
 
 
_____O memorando é uma forma de comunicação de caráter 
eminentemente externo, cuja finalidade é o tratamento de 
assuntos oficiais entre os órgãos da administração pública. 
 
_____Nas comunicações expedidas por órgãos públicos, deve-se 
evitar o uso de linguagem restrita ou excessivamente técnica, 
pois implica em desrespeito às normas da língua portuguesa 
padrão. 
 
_____Redundâncias ou repetições desnecessárias prejudicam a 
concisão de um texto, qualidade especialmente importante em 
uma comunicação oficial. Para que se redija um documento 
oficial conciso, deve-se obedecer primeiramente ao princípio de 
economia de pensamento, que também pode ser entendido 
como princípio de economia linguística. 
 
____Portaria é o instrumento utilizado tão somente por minis-
tros, para a expedição de instruções que tratem apenas do 
funcionamento de serviço de sua pasta. 
 
 
19. Manual de Redação Oficial da Presidência da Repúbli-
ca afirma: “Em uma frase, pode-se dizer que redação 
oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige atos 
normativos e comunicações. Interessa-nos tratá-la do 
ponto de vista do Poder Executivo”. Dadas as característi-
cas seguintes, referentes a esse tipo de redação, 
 
I. Impessoalidade. 
 
II. Uso do padrão culto da linguagem. 
 
III. Clareza. 
 
IV. Concisão. 
 
V. Formalidade. 
 
VI. Uniformidade. 
 
verifica-se que 
a) I, II e III estão corretas 
b) apenas III e VI estão corretas 
c) apenas a II e V está correta 
d) II, III e V estão corretas 
e) todas estão corretas 
 
20. Dadas as inferências básicas de todo texto oficial. 
 
I. A concisão, que evita a duplicidade de interpretações que 
poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao texto. 
II. O uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de enten-
dimento geral e por definição, avesso a vocábulos de circulação 
restrita, como a gíria e o jargão. 
III. A formalidade e a padronização, que possibilitam a impres-
cindível uniformidade dos textos. 
IV. A impessoalidade, que faz desaparecer do texto os excessos 
linguísticos que nada lhe acrescentam. 
 
Verifica-se que 
a) somente I é verdadeira. 
b) somente II e III são verdadeiras. 
c) somente II e IV são verdadeiras. 
d) todas são verdadeiras. 
e) somente III é verdadeira. 
 
21. Quanto à redação de correspondência, dados os itens 
seguintes que contemplam os princípios da redação 
oficial. 
 
I. Adoção de formatos padronizados. 
II. Cortesia e parcialidade. 
III. Emprego da ortografia oficial. 
IV. Utilização de ambiguidade e redundância. 
V. Transcrição dos dispositivos da legislação citados. 
 
A) I e III, apenas. 
B) II, IV e V. 
C) I, II, III e V. 
D) I, III e V, apenas. 
E) I, II, III e IV. 
 
 
 
 
 Prof. Me. Luiz Eduardo Andrade – teoria.luizeduardo@gmail.com – www.docente.ufs.br/luizeduardo.andrade Página 11 
REDAÇÃO OFICIAL – LUIZ EDUARDO ANDRADE 
L
U
I
Z
 
E
D
U
A
R
D
O 
 
22. Na redação oficial, deve-se ser objetivo, claro e conci-
so. O objetivo da clareza é que o texto possa ser compre-
endido sem dificuldade. Para alcançar a clareza no seu 
texto, o redator de um documento oficial necessita: 
 
I. saber como ordenar palavras e ideias. 
II. ser capaz de lidar com o vocabulário da língua portuguesa. 
III. saber como colocar no texto gírias e coloquialismos. 
IV. utilizar termos técnicos em profusão. 
V. usar excessivamente fatos e opiniões. 
 
Estão corretos os itens 
A) I, II e V, apenas. 
B) II, IV e V, apenas. 
C) I, II, III, IV e V. 
D) I e II, apenas. 
E) I, II, III, apenas. 
 
23. Dadas as proposições sobre a redação oficial na 
Administração Pública, 
 
I. A redação oficial deve caracterizar-se pela pessoalidade, uso 
do padrão culto da linguagem, clareza, concisão, formalidade e 
uniformidade. 
II. Há lugar na redação oficial para impressões pessoais, como 
as que, por exemplo, constam de uma carta a um amigo, ou de 
um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literário. A 
redação oficial deve ser isenta da interferência da individualida-
de de quem a elabora. 
III. As comunicações que partem dos órgãos públicosfederais 
devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasilei-
ro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso de uma 
linguagem restrita a determinados grupos. 
IV. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do 
padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está 
acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regio-
nais, dos modismos vocabulares, das idiossincrasias linguísticas, 
permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compre-
ensão por todos os cidadãos. 
 
Verifica-se que 
 
A) somente II e IV são verdadeiras. 
B) somente III e IV são verdadeiras. 
C) todas são verdadeiras. 
D) somente I, II e IV são verdadeiras. 
E) somente IV é verdadeira. 
 
24. É considerado o registro dos atos públicos; sua deno-
minação também pode ser atribuída aos setores encarre-
gados do recebimento, registro distribuição e movimen-
tação de documentos em curso. Isto se refere ao 
 
A) memorando. 
B) protocolo. 
C) dossiê. 
D) processo. 
E) requerimento. 
 
25. Em relação às formas de expressão dos atos adminis-
trativos, relacione as colunas e depois assinale a alterna-
tiva com a sequência correta. 
A. Portarias B. Despachos C. Resoluções D. Circulares 
 
( ) São atos baixados pelos Ministros de Estado com a finalidade 
de implementar normas jurídicas não detalhadas em decretos 
regulamentares ou de disciplinar atividades ou funcionamento 
de órgãos, nos limites da lei e do respectivo regulamento, 
quando for o caso. 
( ) Seu conteúdo pode ser ordenatório, recomendatório ou 
disciplinatório e, em virtude de sua natureza, o ato pode ser 
revogado a qualquer tempo, fato que não prejudica direito e 
nem gera direito a indenização. 
( ) São editados, normalmente, em virtude de provocação do 
interessado, servidor público ou não. Precede, na maioria dos 
casos, de parecer de órgãos competentes. 
( ) São atos regulamentares, de categoria inferior ao decreto 
regulamentar, utilizadas também pelas corporações legislativas. 
 
(A) A – D – B – C. 
(B) B – A – C – D. 
(C) D – B – A – C. 
(D) C – D – B – A. 
(E) A – C – D – B. 
 
GABARITO 
 
1. F –F – C – C - C 2. D 
3. E 4. D 
5. C 6. D 
7. D 8. A 
9. CEECC 10. CCE 
11. ECCECEE 12. ECECCEC 
13. Linguagem muito 
prolixa, sem objetividade. 
14. B 
15. D 16. D 
17. E 18. CCEECE 
19. E 20. B 
21. D 22. D 
23. B 24. B 
25. A

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