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IMUNIZAÇÃO 
Aleksandra Salvador
Ana Paula
Carla Tereza
Clara Moreira
Pediatria Grupo A
Funções do sistema imune
Reconhecimento imunológico:
Detecção da infecção;
Células sanguíneas brancas do sistema imune inato;
Linfócitos do sistema imune adaptativo;
Contenção e eliminação da infecção:
Sistema complemento;
Anticorpos;
Linfócitos;
Outras células sanguíneas brancas;
Regulação da resposta imune:
Controle da resposta imune para que não seja causado prejuízo ao organismo;
Falhas: alergias e doenças autoimunes;
Proteção do organismo contra recorrência de infecção pelo mesmo patógeno:
Sistema imune adaptativo à memória imunológica;
Respostas imunes
Resposta imune inata:
Rápida --> horas;
Sistema imune inato;
Resposta imune adaptativo:
Duradoura --> dias;
Sistema imune adaptativo;
Células do sistema imune
Monócitos;
Macrófagos;
Granulócitos:
Neutrófilos;
Eosinófilos;
Basófilos;
Células dendríticas;
Mastócitos;
Linfócitos:
Linfócitos B;
Linfócitos T;
Células NK;
As células do sistema imune são todas originadas na medula óssea!!!
Imunidade
Imunidade natural:
Mecanismos inespecíficos de defesa de pele;
pH;
Imunidade conferida pela mãe através da via transplacentária e pelo leite materno ao recém-nascido;
Imunidade adquirida:
Processo de imunização, que pode ser ativa e passiva, e ocorre de:
Maneira natural: pessoas expostas a bactérias ou vírus;
Maneira adquirida: vacinação;
Imunização ativa
Vacinas:
Estimular os mecanismos de defesa naturais do organismo:
Vacina --> estímulo do sistema imunológico --> produção de anticorpos --> reconhecimento e eliminação de bactérias, vírus ou toxinas específicos contidos nas vacinas
ATENÇÃO!
As pessoas vacinadas não contraem a doença ou contraem apenas a forma leve da doença!!!
VACINAS ATENUADAS X VACINAS INATIVADAS
Agentes infecciosos vivos enfraquecidos;
Produzem condições semelhantes às provocadas pela doença que previnem;
Sistema imunológico competente: reação raras, com sintomas brandos e de curta duração;
Imunossupressão, uso de medicações que levam a imunossupressão, gestação contraindicam esse tipo de vacina!!!
Agentes mortos alterados ou apenas partículas deles;
Não trazem risco de causar infecção em pessoas imunodeprimidas ou em gestantes e seus conceptos;
Não são contraindicadas nesse público!!!
Componentes das vacinas
Antígenos atenuados ou inativados;
Água estéril, soro fisiológico;
Fluídos contendo proteína, conservantes e estabilizantes (albumina, fenóis, glicina);
Adjuvantes potencializadores da resposta imune;
Material empregado para fazer crescer a bactéria ou o vírus (proteína do ovo de galinha);
Antibiótico;
Funções:
Preservar as vacinas;
Manutenção da eficácia das vacinas ao  longo do tempo;
Pessoas com história prévia de reações alérgicas graves a essas substâncias devem consultar o médico antes da vacinação para orientação!!!
Imunização passiva
Anticorpos pré-formados: imunoglobulinas e soros;
Prevenir ou atenuar as manifestações clínicas de uma doença nas seguintes circunstâncias:
Incapacidade de sintetizar anticorpos;
Exposição a uma doença a qual não se tem imunidade ou que apresente chances de complicações;
Doença em curso cujos efeitos precisem ser melhorados;
Soros heterólogos
Anticorpos obtidos a partir do plasma de um doador (principalmente equinos) de espécie diferente daquela do receptor (homem);
Os doadores animais são previamente estimulados com antígenos constituídos por pequenas quantidades de toxinas, toxoides ou venenos, dos quais são retirados os anticorpos;
Utilizados contra agentes infecciosos ou venenos de animais peçonhentos: soro antitetânico, soro antirrábico, soro antidiftérico e soros anti-veneno;
Não produz imunidade permanente, por isso no caso de posterior exposição é necessário repetir o tratamento;
Para que o soro possa neutralizar o veneno e tratar o acidentado, é necessário que:
Seja específico;
Seja administrado dentro do menor tempo possível com indicação clínica;
Seja administrado na dose necessária de acordo com a gravidade;
Imunoglobulinas
Anticorpos obtidos a partir de plasma de doadores selecionados da mesma espécie do receptor (pessoas submetidas à imunização ativa recente ou convalescentes de doença infecciosa);
Dois tipos:
Imunoglobulina humana normal;
Imunoglobulina específica;
Imunoglobulina humana normal
Extraída do plasma de doadores adultos e sadios, contendo os anticorpos específicos (gamaglobulinas), na proporção adequada para vários tipos de infecção;
Auxílio para o organismo de indivíduos imunodeficientes que foram expostos a um agente infeccioso, para reduzir o risco da infecção e/ou neutralizar a ação de toxinas produzidas por estes --> PROTEÇÃO TEMPORÁRIA!!!
Prevenção de infecções em: profilaxia em Hepatite A, pós-exposição em casos de hepatite B, sarampo, hipogamaglobulinemia, agamaglobulinemia, varicela (em pacientes imunocomprometidos quando a Ig para varicela-zoster não está disponível), e exposição à rubéola durante o primeiro trimestre de gestação;
Administração: realizada via intramuscular, podendo estar relacionada a alguns casos de anafilaxia, devendo ser realizada no menor tempo possível;
Imunoglobulina específica / gamaglobulina hiperimune
Obtida de doadores que receberam imunização ativa recente ou de convalescentes de doença infecciosa contra a qual se pretende proteger;
Indicada para hepatite B, botulismo infantil, raiva, tétano, citomegalovírus e varicela-zoster;
Administração usualmente associada a dor e anafilaxia;
Imunoglobulina intravenosa (ivig)
Desenvolvida para prover doses maiores e repetidas de Ig;
Tratar ou prevenir infecções bacterianas e virais graves, distúrbios autoimunes e imunodeficientes: doença de Kawasaki, infecção pelo HIV em crianças, leucemia linfocítica crônica de células B, imunodeficiências primárias, trombocitopenia imune e prevenção da doença do enxerto versus hospedeiro;
Efeitos adversos são incomuns, embora febre, calafrios, cefaleia, fraqueza, náuseas, vômitos, hipersensibilidade, reações anafiláticas, tosse e sobrecarga de volume possam ocorrer;
Imunoglobulina subcutânea (scig)
Preparada a partir do plasma humano agrupado;
Direcionada para uso doméstico em pacientes com imunodeficiência primária;
Reações no local da aplicação são comuns, mas efeitos adversos sistêmicos (febre, calafrios) são muito menos comuns do que com IVIg;
Anticorpos monoclonais
Imunoglobulinas produzidas em laboratório, específicas para uma única região do antígeno (epítopo);
PALIVIZUMABE:
Anticorpo monoclonal contra o vírus sincicial respiratório (VSR);
Indicado no Calendário de vacinação da SBIm dos prematuros, para:
Recém-nascidos pré-termo com menos de 29 semanas de idade gestacional no primeiro ano de vida;
Nascidos entre 29 e 32 semanas, até o sexto mês;
Portadores de doenças cardíacas e pulmonares nos dois primeiros anos de vida;
Prevenção de quadros graves de infecções respiratórias em lactentes (bebês de alto risco) pelo VSR: bronquiolite e pneumonias;
Não existem contraindicações para o Palivizumabe, exceto reações alérgicas a doses anteriores do produto;
Doses mensais de 15 mg/kg de peso, durante o período de maior circulação do VSR, via intramuscular, no vasto lateral da coxa;
O Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente para prematuros nascidos com menos de 29 semanas de vida e bebês com cardiopatias congênitas ou displasia pulmonar;
Principais Vacinas da rede privada:
Vacina Anti meningite meningocócica grupo A,C,W,Y 
Vacina Anti Pneumococo 13 valente
Vacina Anti Hepatite A
Vacina anti Tétano, Coqueluche e Difteria
Vacina Anti meningite meningocócica grupo B
Vacina BCG (Bacilo calmette guerin)
No Brasil, essa vacina é produzida a partir do Mycobacterium bovis em soro atenuado;
Recomendada como dose única que deve ser aplicada até o primeiro mês de vida;
Deve ser aplicada no deltoide direito por via intradérmica;
É comum apresentar reação local após 72 horas da aplicação (ulcera de 3 a 9 mm com hiperemia);
Evolução:
Pústula-> úlcera->crosta-> formação da cicatriz;
Recomenda-se uma segunda dose em caso de contatos intradomiciliares com hanseníase
VACINA BCG (BACILO CALMETTE GUERIN)
Quem deve receber a Vacina: recém nascidos com peso superior a 2.000 gr; crianças com hiv; filhos de mães soropositivas com prova tuberculínica negativa; profissionais de saúde não reatores; população indígena;
Em relação as contraindicações, temos os recém nascidos com menos de 2.000 kg, afecções dermatológicas sejam estas generalizadas ou no local onde se aplicaria a vacina, imunossupressores em uso ou em bebês que a mãe utilizou terapia imunossupressora na gestação e em casos de imunodeficiência congênita;
A OMS não recomenda a revacinação de crianças que não adquiriram a cicatriz típica;
VACINA BCG (BACILO CALMETTE GUERIN)
Efeitos Adversos: abcesso no local, úlcera que ultrapasse os 10 mm, adenopatias satélite e mais raramente osteomielite (não são comuns, a vacina é considerada segura);
Caso ocorra um dos casos acima, recomenda-se o uso de Rifampicina, corticoide e Isoniazida 10 mg/kg/dia;
É possível que ocorra presença de enfartamento ganglionar não supurativo axilar supra ou infra clavicular num período que varia de 3 até 6 semanas após a vacinação
O efeito adverso mais raro é a linfadenite supurativa que ocorre após 6 meses da aplicação da vacina (observado em crianças que foram vacinadas erroneamente, ou seja, portadoras de alguma imunodeficiência congênita). 
Por fim, é possível ainda que ocorra enfartamento ganglionar não supurativo axilar ou infraclavicular;
Qualquer efeito adverso que ocorrer após aplicação da vacina deve ser comunicado à instituição responsável pela aplicação da mesma;
Vacina anti Hepatite B: 
A Hepatite B é uma doença infecciosa que costuma ser silenciosa mas quando sintomática apresenta sintomas gerais como febre, cansaço, astenia, vômitos, náuseas;
Nos casos onde a doença se cronifica pode ocorrer câncer de fígado e cirrose hepática
Crianças menores de 1 ano podem adquirir o vírus em até 90% dos casos por isso a vacinação se faz tão importante;
A vacina possui uma boa resposta protetiva em até 99% das pessoas vacinas, pois os níveis de anticorpos protetores específicos produzidos são altíssimos;
VACINA ANTI HEPATITE B: 
Posologia: o esquema vacinal é composto por 3 doses que devem ser dadas  em 3 doses por via intramuscular, sendo a primeira dada em até 12 horas de vida, a segunda dose com dois meses de idade e a terceira com 6 meses de idade;
Se a criança não tomar a vacina, a mesma pode ser administrada posteriormente em intervalos de 0, 1 e 6 meses;
Quem deve obrigatoriamente receber 4 doses da vacina: (0,2,4 e 6 meses) crianças com peso igual ou inferior a 2 kg no nascimento ou nascidas com menos de 33 semanas de gestação;
VACINA ANTI HEPATITE B: 
Bebês nascidos de mães com hepatite B  deverão receber a vacina, além de imunoglobulinas específicas para hepatite B até o sétimo dia de vida. A aplicação das imunoglobulinas  deve ser realizada no membro inferior e contralateral ao que foi aplicada a vacina da hepatite;
Reações Comuns (Até 10 % dos vacinados): :  hematoma, diarreia, vômito, nervosismo, sonolência, exantema eritematoso, edema, enduração.
Reação incomum (entre 0,1% e 1%):  icterícia  neonatal ; monilíase ; rinite ; exantema (erupção cutânea); exantema maculopapular e pitiríase róse;
VACINA ANTI HEPATITE B:
Efeitos adversos: não são comuns e quando ocorrem (somente em 1 a 6 % das pessoas vacinadas) são sintomas gerais como febre baixa, cefaleia, mal-estar e fadiga;
Esses efeitos assim como os que ocorrem na vacinação combinada (com a Tríplice viral) são raros e podem ter total relação com o adjuvante usada na composição dessa vacina que é o Hidróxido de Alumínio;
VACINA ANTI HEPATITE B:
Sobre as contraindicações: anafilaxia a algum dos componentes da vacina ou forma de armazenamento de forma inadequada, ou seja, se houver congelamento ou prazo de validade vencido;
Em portadores de doença hemofílica, haverá necessidade de compressão com algodão seco por 5 min no local da vacinação além de compressa fria local por 15 minutos, 3 vezes ao dia.
VIP/VOP:
O que é a poliomielite? Doença viral causada pelo enterovírus (RNA) da família Picornaviridae que é transmitida por via fecal-oral ou oral-oral e pode levar a paresia ou plegia flácida mais comumente em membros inferiores e sem reversão do quadro;
VIP é a sigla para vacina Polio Inativada (vírus morto) e VOP vacina Polio oral atenuada ;
A vacina é composta pelos 3 tipos de vírus causadores da Poliomielite;
A doença é considerada erradicada no brasil desde 1980;
VIP/VOP:
O recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria é que a VIP seja feita em crianças em 3 doses (2, 4 e 6 meses) e VOP aos 15 meses e 4 anos de idade;
 É recomendado que seja feita VIP em crianças imunocomprometidas aos invés de VOP, assim como em seus contatos intradomiciliares;
Após as 3 doses da vacina, a imunidade adquirida confere proteção em até 95% dos casos;
As contraindicações são baseadas na presença de alguma reação anafilática ocorrida subsequente à vacinação em uma dose anterior, crianças submetidas á transplante de medula óssea ou imunodeprimidas devem receber a forma inativada.
VIP/VOP:
Os efeitos adversos: A vacina oral possui segurança comprovada, porém, estima-se 1 caso em cada 2.390.000 ocorra paralisias flácidas nas primeiras doses e 1 caso em 13 milhões no total de doses aplicadas. Nesses casos raros, o que ocorre é que de 4 a 40 dias após a vacinação a criança apresenta febre e instalação da sequela até 60 dias após o quadro. É necessário realizar notificação imediata caso ocorra qualquer evento adverso pós vacinação.
DTP/DTPA: Difteria, Tétano e Coqueluche
Difteria: causada pela toxina da bactéria Corynebacterium diphterie, levando a um quadro infeccioso respiratório agudo grave que pode incidir em qualquer faixa etária. Na clínica é vista como presença de placas pseudomembranosas branca acinzentadas e aderentes na mucosa oral, porém com discreta dor de garganta. Febre baixa a moderada pode ocorrer e em casos menos comuns e mais graves pode haver edema de pescoço;
Coqueluche: causada pela bactéria Bordetella pertussis e B. parapertussis. Sabe-se que o homem é seu único reservatório natural. A Coqueluche apresenta uma série de doenças que chamamos de complicações secundárias (pneumonias, otite média, ativação de formas latentes de tuberculose, atelectasia, enfisema, pneumotórax e bronquiectasias); a tosse seca é um sinal típico e pode vir acompanhada de cianose e vômitos;
DTP/DTPA: Difteria, Tétano e Coqueluche
Tétano: O Tétano é uma doença infecciosa aguda não transmissível causada pela exotoxina segregada pela forma vegetativa do Clostridium tetani. Encontrado em terra, água, poeira assim como em superfícies e objetos inanimados. Pode ocorrer também por acidentes traumáticos, ou seja, feridas puntiformes, contusas e outras. Quando mais profundo for o trauma, mais favorável é o ambiente para a proliferação dessa bactéria que se reproduz em ambiente pobre em Oxigênio;
A principal forma da doença é o Tétano Neonatal; 
 As formas são generalizada ou localizada;
As formas podem ser : generalizada (presença de trismo, cefaleia, riso sardônico, irritabilidade, contrações musculares exageradas que provocam postura de opistótono;
DTP/DTPA: DIFTERIA, TÉTANO E COQUELUCHE
A vacina adulto-DTPA é oferecida para a gestante a partir da 27 semana gestacional e deve ser feita até 20 dias antes da então provável data do parto (até a 36 semana de gestação é a indicação padrão). Através dela, o feto receberá anticorpos maternos pela via transplacentária, protegendo crianças principalmente com até 6 meses de vida;
A via de administração da vacina DTPA é intramuscular, sendo aplicado 0,5 ml no músculo deltoide;
A posologia dessa vacina em crianças é recomendada em 5 doses, sendo aos 2,4,6 meses e entre 12 e 18 meses. Para a dose de reforço entre 4 e 5 anos a DTpa pode ser substituída por dTpa
ou dTpa-VIP;
DTP/DTPA: DIFTERIA, TÉTANO E COQUELUCHE
Contra indicações: não se deve administrar essa vacina em pessoas com anafilaxia ou eventos neurológicos após administração dessa vacina previamente, assim como em casos de hipersensibilidade aos componentes da mesma (é composta por toxoides diftérico e tetânico e componentes da cápsula da bactéria que causa Coqueluche, sal de alumínio, fenoxietanol e cloreto de sódio);
Eventos adversos: essa vacina é segura e bem tolerada mas em raros casos pode ocorrer reações locais no lugar de vacinação como dor, rubor, hiperemia e outros. Reações sistêmicas como febre alta, episódios hipotônicos e hiporresponsivos tem sido observado eventualmente. As reações consideradas anafiláticas são raras.
DTP/DTPA: DIFTERIA, TÉTANO E COQUELUCHE
Mesmo crianças que já tiveram tétano, difteria ou coqueluche devem receber a vacina a menos que sejam maiores que sete anos;
Manifestações llocais mais comuns: edema e rubor no local da aplicação que acontecem em 1,2 % a 22,9% das crianças vacinadas; Inchaço que acomete eventualmente todo o membro que foi vacinado (porém com melhora espontânea em até 24 horas); mais raramente formação de abcesso no local da aplicação que pode ser estéril (frio) ou infeccioso (quente).
ROTAVÍRUS:
O rotavírus é um vírus RNA da família  Reoviridae que causa as principais doenças diarreicas agudizadas tanto em adultos como em crianças. Nas crianças menores de 5 anos, pode causar diarreia grave mais facilmente, porém, nos recém nascidos a doença costuma aparecer de forma mais branda devido aos anticorpos da mãe transferidos para o bebê durante a amamentação.
Rotavírus:
Clínica da Doença:  vômitos, diarreias explosivas e aquosas e febre alta. Nos casos mais graves, a desidratação pode ser tão grave  associada a febre alta que pode levar o indivíduo a morte;
O período de encubação da doença é de 2 dias em média e sua transmissão ocorre pela via fecal-oral podendo ocorrer inclusive por propagação de aerossóis;
Essa vacina é produzida com o vírus atenuado (monovalente), no entanto, existem contraindicações para a mesma: uso de imunossupressores ou imunodeficiência, quimioterápicos, história de doença do trato gastrointestinal ou má formação do trato digestivo não corrigida além de invaginação intestinal ou hipersensibilidade prévia há algum dos componentes da vacina;
Rotavírus:
Administrada por via oral em duas doses, sendo normalmente a primeira aos 2 meses de idade a segunda aos 4 meses, sendo necessário o intervalo mínimo de 30 dias de uma dose para outra;
Em relação aos efeitos adversos, tanto a vacina da rede pública quanto a da rede privada apresentou efeitos adversos considerados gerais, isto é, comuns em outras vacinas também, sendo irritabilidade, febre, vômito, diarreia mas todos de forma autolimitada;
Em relação aos efeitos adversos, tanto a vacina da rede pública quanto a da rede privada apresentou efeitos adversos considerados gerais, isto é, comuns em outras vacinas também, sendo irritabilidade, febre, vômito, diarreia mas todos de forma autolimitada; houve ainda hematoquezia e flatulência em raros casos.
Doença Meningocócica:
O meningococo é a principal causa de meningite bacteriana no Brasil, e é causada pela Neisseria meningitidis;
Bactéria gram negativa, aeróbica, com uma cápsula polissacarídica, e possui 13 sorogrupos de cepas, sendo as mais importantes: A, B, C, W135 e Y;
A infecção pelo meningococo resulta em amplo espectro clínico de doença que inclui a meningite e meningococcemia, sendo a meningite a forma clínica mais frequentemente observada;
Transmissão: Ocorre através de gotículas de saliva;
Período de incubação: É de 1 a 10 dias, sendo importante lembrar que após 24h de antibioticoterapia adequada, elimina a contagiosidade.
Doença Meningocócica:
Quadro clínico: Os sintomas de meningite meningocócica geralmente encontrados são de febre, cefaleia, letargia, vômitos e rigidez de nuca;
Diagnóstico: É realizado através do isolamento da bactéria em líquidos orgânicos, como o sangue e o líquor;
Tratamento: as prioridades são o tratamento do choque na meningococcemia e do aumento da pressão intracraniana na meningite grave;
Antibioticoterapia: Penicilina G. Cristalina ou Ampicilina  por, no mínimo, 7 dias.
Reduzir a resposta inflamatória meníngea: dexametasona - diminui a pressão intracraniana, o edema cerebral e, em última análise, reduz as sequelas neurológicas das meningites.
Doença Meningocócica - Vacinas
A) Vacina meningocócica C conjugada:
Previne doenças causadas pelo meningococo C;
Trata-se de vacina inativada, não havendo como causar a doença;
A via de administração dessa vacina é intramuscular;
Pode ser encontrada nas Unidades Básicas de Saúde para crianças de 3 a 5 meses, três doses da vacina, com reforço aos 12 meses;
Para adolescentes de 12 e 13 anos, o Programa Nacional de Imunização, a partir de 2017, passou a disponibilizar dose única ou reforço, de acordo com a situação vacinal;
Doença Meningocócica - Vacinas
A) Vacina meningocócica C conjugada:
Essa vacina é contraindicada para pessoas que tiveram anafilaxia após uso de algum componente da vacina ou a dose anterior;
As reações mais comuns são vermelhidão, inchaço, dor ou sensibilidade no local da aplicação, dor de cabeça. Em crianças com menos de 2 anos podem ocorrer vômitos, diarreia, inapetência, sonolência e agitação. Com menos frequência, pode ocorrer febre maior ou igual a 38°C, irritabilidade, choro intenso (em crianças com menos de 2 anos) e dores musculares. 
Doença Meningocócica - Vacinas
B) Vacina meningocócica B:
Previne meningites e doenças meningocócicas causadas pela bactéria meningococo do tipo B;
Composição: é uma vacina inativada, portanto, não causa infecção.
A via de administração é intramuscular;
Essa vacina pode ser encontrada em clínicas privadas de vacinação.
As sociedades brasileiras de Pediatria e de Imunizações recomendam o uso rotineiro de quatro doses da vacina meningocócica B aos 3, 5 e 7 meses de vida e entre 12 e 15 meses;
 Pode ser aplicada no mesmo momento em que as vacinas meningocócicas ACWY ou C. 
Doença Meningocócica - Vacinas
B) Vacina meningocócica B:
Essa vacina é contraindicada para pessoas que tiveram anafilaxia após uso de algum componente da vacina ou após dose anterior;
Efeitos adversos: crianças menores de 2 anos - febre alta com duração de 24 a 28 horas são os mais comuns. A chance quando é aplicada junto com a tríplice bacteriana acelular, pneumocócica conjugada, Haemophilus influenzae tipo b, poliomielite e hepatite B;
Em crianças até 10 anos pode ocorrer perda de apetite, sonolência, choro persistente, irritabilidade, diarreia, vômitos, erupções na pele, sensibilidade no local da aplicação e ao movimentar o membro onde foi aplicada a vacina;
Menos frequente, pode ocorrer urticária e outras reações alérgicas.
Doença Meningocócica - Vacinas
C) Vacina meningocócica quadrivalente – ACWY:
Previne meningites e doenças meningocócicas causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y;
É uma vacina inativada, não podendo causar a doença;
A via de aplicação é pela via intramuscular profunda;
Essa vacina pode ser encontrada em clínicas privadas de vacinação;
As sociedades brasileiras de Pediatria e Imunizações recomendam: crianças devem iniciar aos 3 meses de idade com três doses no primeiro ano de vida e reforços aos 12 meses, 5 anos e 11 anos de idade; adolescentes que nunca receberam a vacina meningocócica conjugada quadrivalente , recomenda-se duas doses com intervalo de cinco anos; e adultos, dose única. 
Doença Meningocócica - Vacinas
C) Vacina meningocócica quadrivalente – ACWY:
Essa vacina é contraindicada em pessoas que tiveram anafilaxia após o uso de algum componente da vacina ou após dose anterior;
Efeitos adversos: os mais comuns são inchaço, endurecimento, dor e vermelhidão no local da aplicação, perda de apetite, irritabilidade, sonolência, dor de cabeça, febre, calafrios, cansaço e dor muscular;
Com menos frequência
pode ocorrer sintomas gastrintestinais, hematoma grande no local da aplicação, erupções na pele e dor nas articulações;
Mais raramente pode ocorrer insônia, choro persistente, sensibilidade diminuída da pele no local da aplicação, vertigem, coceira e dor muscular.
Doença Pneumocócica
A pneumonia causada pelo pneumococo Streptococcus pneumoniae é um diplococo  Gram positivo, que possui cápsula polissacarídica em cima de sua parede celular;
Coloniza as vias aéreas superiores em mais de 90% das crianças de 6 meses a 5 anos;
A integralidade desse epitélio é um mecanismo de defesa fundamental para evitar a adesão e processo de adoecimento por esse agente;
Doença Pneumocócica
É um importante agente etiológico de infecções do trato respiratório superior (otite e sinusite), e doença invasiva (pneumonia e meningite);
O Streptococcus pneumoniae é a principal causa de otite média, pneumonia e bacteremia, e a segunda causa mais frequente de meningites em crianças;
O diagnóstico da doença pneumocócica é feita através do quadro clínico e da coleta de amostra de sangue, líquido pleural e líquor;
Doença Pneumocócica
A) Vacinas pneumocócicas conjugadas:
Vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10): Previne cerca de 70% das doenças graves (pneumonia, meningite, otite) em crianças, causadas por dez sorotipos de pneumococos;
Vacina pneumocócica conjugada 13-valente (VPC13): Previne cerca de 90% das doenças graves (pneumonia, meningite, otite) em crianças, causadas por 13 sorotipos de pneumococos;
São vacinas inativadas, não causando doença;
Via de administração: Intramuscular;
Doença Pneumocócica
A) Vacinas pneumocócicas conjugadas:
VPC10: Pode ser encontrada nas unidades básicas de saúde, para crianças de 2 meses a 2 anos, administradas aos 2 e 4 meses, seguida de um reforço aos 12 meses;
VPC13: É encontrada apenas em clínicas privadas de vacinação;
É contraindicada em crianças que apresentaram anafilaxia após usar algum componente da vacina ou após dose anterior da vacina
Efeitos adversos: 
VPC10 — dor, inchaço e vermelhidão, e os sintomas gerais, como a irritabilidade. pode ocorrer também dificuldade respiratória, diarreia, vômitos, choro persistente. 
VPC13 — diminuição do apetite, irritabilidade, sonolência ou sono inquieto, febre e reações no local da aplicação são os mais comuns. 
Doença Pneumocócica
B) Vacina pneumocócica polissacarídica 23 valente – VPP23:
Previne doenças causados por 23 tipos de pneumococos;
Trata-se de vacina inativada, não tem como causar a doença;
Via de administração: Intramuscular;
VPP23 é indicada para crianças acima de 2 anos, adolescentes e adultos que tenham algum problema de saúde que aumenta o risco para doença pneumocócica;
 Pessoas a partir de 60 anos deve ser aplicada de rotina;
Não é recomendada como rotina para crianças, adolescentes e adultos saudáveis. 
Doença Pneumocócica
B) Vacina pneumocócica polissacarídica 23 valente – VPP23:
É recomendado a combinação da VPP23 com a VPC13;
Essa vacina é encontrada em clínicas privadas de vacinação;
Contraindicação: Vacinação de crianças, adolescentes e adultos que apresentaram anafilaxia causada por algum componente ou dose anterior da vacina. 
Efeitos adversos: Dor no local da aplicação, inchaço ou endurecimento, vermelhidão, dor de cabeça, cansaço e dor muscular;
As reações adversas são mais frequentes após revacinação com períodos de tempo curtos, devido a presença de grande quantidade de anticorpos no organismo. 
Sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral)
A) Sarampo:
É causada por um vírus do gênero Morbillivirus, pertencente à família Paramyxovirida, sendo o homem seu único hospedeiro;
É altamente contagiosa, somado à infecções bacterianas secundarias, contribuem para o aumento da mortalidade principalmente nos desnutridos e menores de 1 ano de idade;
Transmissão: aerossol e gotículas de secreção respiratória;
Transmissibilidade: 4 a 6 dias antes do exantema e 4 dias após seu aparecimento;
Período de incubação: 8 a 12 dias;
SARAMPO, CAXUMBA E RUBÉOLA (TRÍPLICE VIRAL)
A) Sarampo
Quadro clínico: Inicia-se com febre (38℃), tosse produtiva, coriza, conjuntivite, fotofobia e manchas de Koplik. Do segundo ao quarto dia desse período surge o exantema e se acentuam os sintomas iniciais;
Diagnóstico: Clínico + Laboratorial - detecção de anticorpos IgM e IgG. ELISA, hemoaglutinação e imunofluorescência são os métodos utilizados para detecção desses anticorpos;
Tratamento: não há tratamento específico;
Recomenda-se o uso precoce de vitamina A para evitar complicações;
SARAMPO, CAXUMBA E RUBÉOLA (TRÍPLICE VIRAL)
B) Caxumba:
É causada pelo vírus pertencente à família Paramyxoviridae, do gênero Paramyxovirus, sendo o homem seu único reservatório;
Transmissão: Contato com gotículas da saliva;
Imunidade: permanente após infecção natural ou vacinação;
É uma doença febril, contagiosa, caracterizada pelo aumento e inflamação de uma ou mais glândulas salivares, geralmente a parótida;
Período de incubação: 16 a 18 dias;
Quadro clínico: Febre, cefaleia, vômitos e sensação dolorosa na região parotídea. O aumento da parótida inicia-se de um lado, tornando-se bilateral em 70% dos casos e retorna ao tamanho normal em 7 dias.
SARAMPO, CAXUMBA E RUBÉOLA (TRÍPLICE VIRAL)
B) Caxumba:
Complicações: Meningite asséptica, orquite, tireoidite, artrite, glomerulonefrite, miocardite e ataxia cerebelar;
Diagnóstico: Clínico + Laboratorial:
Hemograma: leucopenia + linfocitose relativa;
Sorologia: anticorpos IgM e IgG ou identificação do vírus;
Isolamento viral ou PCR em amostras de swab bucal, saliva ou líquor;
Tratamento: Não existe um tratamento específico para essa doença;
SARAMPO, CAXUMBA E RUBÉOLA (TRÍPLICE VIRAL)
C) Rubéola:
É causa por um vírus de RNA da família Togaviridae e gênero Rubivirus, sendo o homem seu único reservatório;
É uma doença exantemática e benigna;
Tem capacidade de provocar inúmeras sequelas fetais quando adquirida pela gestante;
Transmissão: Gotículas de saliva, sangue ou urina;
Imunidade duradoura através da infecção natural ou a vacinação. 
Período de incubação: 17 dias;
SARAMPO, CAXUMBA E RUBÉOLA (TRÍPLICE VIRAL)
C) Rubéola:
Quadro clínico: Febre baixa, dor de garganta, conjuntivite, cefaleia, mal-estar, anorexia, rash e linfadenomegalia;
O rash apresenta aspecto maculopapular róseo, irregular, de surge primeiro na face e pescoço e dissemina para tronco e extremidades. Duração em média de três dias e depois desaparece sem descamar; 
Cadeias linfonodais mais acometidas: suboccipital, pós-auricular e cervical anterior;
Diagnóstico: Sorologia para detectar IgM e IgG e isolamento do vírus;
Tratamento: É uma doença viral, não possui um tratamento específico;
TRÍPLICE VIRAL:
É uma vacina atenuada, contendo vírus vivos “enfraquecidos” do sarampo, da rubéola e da caxumba;
A via de administração: Subcutânea;
Pode ser encontrada nas Unidades Básicas de Saúde, sendo duas doses para pessoas de 12 meses a 29 anos e uma dose para adultos entre 30 e 49 anos;
Esquema vacinal: Duas doses na vida, com intervalo mínimo de um mês;
A primeira dose desta vacina é aplicada aos 12 meses de idade; e aos 15 meses;
Contraindicação: Gestantes, pessoas com comprometimento da imunidade por doença ou medicação, história de anafilaxia após aplicação de dose anterior da vacina ou a algum componente;
TRÍPLICE VIRAL:
Obs: Pessoas que usaram medicamentos imunossupressores devem ser vacinadas pelo menos um mês após a suspensão do uso do medicamento;
Uso de quimioterápicos contra câncer só podem ser vacinadas três meses após a suspensão do tratamento;
Receberam transplante de medula óssea só podem ser vacinadas de 12 a 24 meses após a cirurgia;
Efeitos adversas: Reações locais, febre alta (maior que 39,5°C), que surge de cinco a 12 dias após a vacinação, com um a cinco dias de duração;
Pode também ocorrer dor de cabeça, irritabilidade, febre baixa, lacrimejamento e vermelhidão dos olhos e coriza de 5 a 12 dias após a vacinação;
Varicela
É causada
pelo vírus Varicela-zoster (VVZ), um DNA da família Herpesviridae, sendo o ser humano o único reservatório;
Transmissão: pequenas gotículas respiratórias em aerossol e pelo contato direto das secreções das vesículas abertas;
Período de transmissão: 2 dias antes do aparecimento do exantema até 7 dias após seu aparecimento. Lesões em fase de crosta não tem risco de contagiosidade;
Período de incubação: 10 a 21 dias;
Quadro clínico: Quadro discreto de febre moderada, de início súbito, que dura de 2 a 3 dias, e sintomas generalizados inespecíficos associado à um exantema de distribuição centrípeta − cabeça e tronco;
Varicela
Em crianças imunocompetentes, a varicela geralmente é benigna, com início repentino, apresentando febre moderada durante dois a três dias, sintomas generalizados inespecíficos e erupção cutânea pápulovesicular que se inicia na face, couro cabeludo ou tronco (distribuição centrípeta); 
A varicela, quando ocorre durante o primeiro trimestre da gestação pode, raramente, resultar em má formação fetal (membros atrofiados, cicatriz na pele, alterações oculares e dano cerebral);
Varicela
No final da gravidez ou logo após o parto, o recém-nascido pode vir a desenvolver doença disseminada, até 30% de letalidade;
O período crítico: infecção materna se manifesta entre 5 dias antes e 2 dias depois do parto;
Diagnóstico: clínica do paciente;
Tratamento: É sintomático (antitérmico, analgésico não salicilato e anti-histamínico sistêmico); uso de aciclovir oral - indicado para crianças com idade inferior a 12 anos, portadoras de doença dermatológica crônica; pneumopatias crônicas ou aquelas que estejam recebendo tratamento com ácido acetilsalicílico e/ou medicamentos à base de corticoides;
Tetraviral
Previne o sarampo, caxumba, rubéola e varicela;
Trata-se de vacina atenuada, contendo vírus vivos “enfraquecidos” do sarampo, da rubéola, da caxumba e da varicela (catapora);
Essa vacina pode ser encontrada nas Unidades Básicas de Saúde e está recomendada para crianças e adolescentes com menos de 12 anos em substituição às vacinas tríplice viral (SCR) e varicela;
O Programa Nacional de Imunizações adotou a vacina SCRV para a aplicação da segunda dose da vacina SCR e dose única da vacina varicela;
É disponibilizado de rotina uma dose de varicela apenas na apresentação SCR-V, aplicada aos 15 meses, nas crianças que já receberam a primeira dose de tríplice viral;
Tetraviral
Contraindicação: Gestantes, pessoas com comprometimento da imunidade por doença ou medicação, história de anafilaxia após dose anterior da vacina ou a algum componente.
Efeito adverso: A principal é a febre após a primeira dose, havendo risco de convulsão febril. 
Cuidado: crianças que usaram medicamentos imunossupressores, devendo ser vacinadas pelo menos um mês após a suspensão do uso do medicamento;
Em uso de quimioterapia para tratamento de câncer, ou outras drogas que causam imunossupressão, só podem ser vacinadas três meses após a suspensão do tratamento;
Que receberam transplante de medula óssea só podem ser vacinadas de 12 a 24 meses após o procedimento. 
Vacina da Varicela
Previne conta a catapora;
É uma vacina atenuada, contendo vírus vivos “enfraquecidos” da varicela;
Via de administração: Subcutânea. 
É encontrada em clínicas privadas de vacinação, para crianças a partir de 9 meses de vida;
Contraindicação: Pessoas que tiveram anafilaxia causada por qualquer dos componentes da vacina ou após dose anterior, e gestantes. 
Pessoas com deficiência do sistema imunológico devem ser consultadas por um médico para a indicação; crianças que usaram medicamentos imunossupressores podem ser vacinadas pelo menos um mês após a suspensão do uso do medicamento; em uso de quimioterapia para tratar o câncer três meses após a suspensão do tratamento; que receberam transplante de medula óssea de 12 a 24 meses após o procedimento;
Efeitos adversos: dor e vermelhidão no local da aplicação.
Haemophilus Influenzae Tipo B
Haemophilus influenzae é um cocobacilo pleomórfico, gram negativo; 
O Brasil notificou uma média de 1336 casos de meningite bacteriana por Hib, por ano, entre 1987 e 1991, com 50% dos casos em menores de 1 ano e 90% até 4 anos de idade;
A média nacional em menores de 1 ano foi de 17,7/100.000 habitantes em menores de 1 ano e de 4,8/100.000 habitantes na faixa etária de 1 a 4 anos;
O H. influenzae b (Hib) é agente etiológico frequente de infecções graves em crianças (pneumonia, meningite);
Haemophilus Influenzae Tipo B
Diagnóstico: Cultura de sangue e fluidos do corpo;
Tratamento: Na escolha de antibióticos, vai depender muito da localização da infecção e requerem teste de sensibilidade;
Para doença invasiva (ex. Meningite), recomenda-se o uso de cefotaxima ou ceftriaxona;
Para infecções menos graves, cefalosporinas orais (exceto cefalexina), macrolídeos e amoxicilina/clavulanato;
São hospitalizadas as crianças com doença grave com isolamento de contato e respiratório por 24 h após o início dos antibióticos. 
Pentavalente
Previne de doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b, principalmente meningite;
É uma vacina inativada, não havendo como causar a doença;
Via de admistração: subcutânea ou intramuscular;
Faz parte da rotina de vacinação infantil, compondo a vacina penta dos postos de saúde (tríplice bacteriana de células inteiras, hepatite B e Hib — DTPw-HB/Hib);
É indicada para crianças a partir de 2 meses, até 5 anos de idade. Em crianças com mais de 5 anos, adolescentes e adultos é indicado quando existem condições médicas que aumentam o risco para doenças por Hib;
O Programa Nacional de Imunizações recomenda e disponibiliza a vacina em três doses: aos 2, 4 e 6 meses de idade;
Pentavalente
Contraindicação: Pessoas que apresentaram anafilaxia provocada por qualquer componente da vacina ou por dose anterior;
Efeitos adversos: Dor no local da aplicação, inchaço, endurecimento e vermelhidão;
Manifestações gerais: febre nas primeiras 24 horas após a vacinação, cansaço, tontura, dor de cabeça, irritabilidade e desconforto gastrintestinal leve;
FEBRE AMARELA
É uma doença infecciosa aguda e grave, causada por um vírus pertencente à família Flaviviridae, gênero Flavivirus e é transmitida principalmente pelo Aedes aegypti
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que há 200.000 casos e 30.000 mortes por febre amarela no mundo por ano, sendo maior o risco de transmissão entre dezembro a maio. 
FEBRE AMARELA 
Possui período de incubação médio entre 3 e 6 dias.
O período de transmissibilidade vai de 24h antes até 5 dias após o início dos sintomas. O mosquito infectado transmite o vírus por seis a oito semanas.
Quadro clínico: clássico inicia com febre súbita, alta e contínua, cefaleia intensa e duradoura, inapetência, náuseas e mialgia. O sinal de Faget (bradicardia + febre alta) pode ou não estar presente.  Na forma grave, cefaleia e mialgia ocorrem em maior intensidade, acompanhadas de náuseas e vômitos frequentes, icterícia e pelo menos oligúria ou manifestações hemorrágicas. 
Febre amarela - vacinação
A vacina é a medida mais eficaz para prevenção da doença. 
É composta por vírus atenuado, e cerca de 90% a 98% das pessoas que foram vacinadas com uma única dose, a imunidade ocorreu em torno de 10 dias após a aplicação. 
Ministério da saúde indica a partir de 9 meses de idade, com um reforço aos 4 anos. Já a OMS recomenda dose única, por toda a vida. Porém em casos de surtos epidêmicos, a vacina pode ser utilizada a partir de 6 meses de vida, com reforço aos 4 anos. 
É administrado 0,5mL, por via subcutânea, preferencialmente na região do deltoide, na face superior do braço.
FEBRE AMARELA - VACINAÇÃO
Contraindicações: menores de 6 meses de idade, lactantes, pacientes com imunossupressão, HIV + com imunossupressão grave, com a contagem de células CD4 < 200, uso de drogas imunossupressoras, submetidos a transplante de órgãos, portadores de neoplasias, indivíduos com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na
vacina, pacientes com história pregressa de doenças do timo e  gestantes.
nos casos de doenças agudas febris recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro; indivíduos infectados pelo HIV assintomáticos e com imunossupressão moderada, podem ser vacinados de acordo com a contagem de células CD4. 
Em lactantes amamentando crianças abaixo dos 6 meses de idade, a vacinação deve ser evitada, ou postergada até a criança completar 6 meses de idade; porém, se lactantes forem inadvertidamente vacinadas, o aleitamento materno deve ser suspenso por 15 a 28 dias após a vacinação. 
Em pacientes transplantados de células tronco hematopoiéticas deve ser respeitado o prazo mínimo de 24 meses após o transplante.
FEBRE AMARELA - VACINAÇÃO
A vacina não deve ser administrada no mesmo dia que as vacinas tríplice ou tetraviral, devido ao risco de interferência e diminuição de imunogenicidade, e devem ser aplicadas com intervalo de 30 dias entre elas. 
Efeitos adversos: dor leve no local de aplicação, com duração do primeiro ao segundo dia após aplicação, febre, cefaleia e mialgia. eventos adversos graves são raros, e compreendem as reações de hipersensibilidade, doenças neurológicas agudas (encefalite, meningite, doenças autoimunes com envolvimento do sistema nervoso central e periférico) e infecção multissistêmica generalizada. 
Hepatite A
Doença infecciosa causada pelo vírus Picornaviridae, do gênero Hepatovírus, que apresenta transmissão fecal-oral.
Alta prevalência em países pobres, como o Brasil, com baixo índice de facilidades sanitárias e, desta forma, mais de 90% das crianças apresentam sorologia positiva para o vírus até o fim da primeira década de vida.
Período de incubação de cerca de 4 semanas.
Pode ocorrer infecção assintomática, infecção sintomática anictérica ou em infecção sintomática ictérica; e as formas assintomáticas e sintomáticas anictéricas são comuns em crianças nas regiões endêmicas, onde as crianças têm proteção dos anticorpos maternos até os 8 meses de idade. 
Quadro clínico: cansaço, tontura, enjoo, vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, colúria e acolia. Na forma sintomática ictérica, os sintomas aparecem de duas a sete semanas após a infecção e a icterícia dura em média 7 dias. 
HEPATITE A - VACINAÇÃO 
Vacina inativada, altamente imunogênica, seguras e bem toleradas, e cerca de 100% das pessoas desenvolvem níveis protetores de anticorpos contra o vírus no prazo de um mês após uma única dose da vacina. 
MS: 15 meses de idade, em dose única, aplicada dose de 0,5 ml, por via intramuscular, no músculo vasto-lateral da coxa ou deltoide e concomitantemente com qualquer vacina do calendário nacional. 
Já a Sociedade Brasileira de Pediatra indica a vacinação partir dos 12 meses de idade em 2 doses, com intervalo de 6 meses entre elas. 
Contraindicação: reação anafilática a algum dos componentes da vacina.
HEPATITE A - VACINAÇÃO
Reações adversas: no local da injeção, como sensibilidade, vermelhidão e inchaço; fraqueza, cansaço, febre, náusea, dor abdominal, diarreia, vômito, dor de garganta, resfriado, dor de cabeça e dor muscular. 
Efeitos adversos raros podem ocorrer e devem ser notificados; estão entre eles a anafilaxia, convulsões, óbitos súbitos inesperados, além de erros de imunização.
HPV
Os papilomavírus humanos (HPV) são vírus de DNA que infectam o epitélio da pele e das mucosas. Essas infecções podem ser assintomáticas, causar verrugas genitais, plantares e palmares, ou acarretar formação de neoplasias benignas e malignas. 
Existem150 tipos diferentes de HPV, sendo que 40 podem infectar o trato genital, e destes, 12 são de alto risco para câncer de colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe.  
Tipos 16 e 18: câncer de colo do útero em todo mundo (cerca de 70%) e são responsáveis por até 90% dos casos de câncer de ânus, até 60% dos cânceres de vagina e até 50% dos casos de câncer vulvar. 
Tipos 6 e 11: 90% das lesões anogenitais.
HPV 
O vírus é altamente contagioso e sua transmissão ocorre por contato direto com a pele ou mucosa infectada. A principal forma é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. 
As primeiras manifestações da infecção ocorrem em aproximadamente 2 a 8 meses, mas pode demorar até 20 anos.
HPV - VACINAÇÃO 
A vacina consiste em suspensão injetável composta pela proteína L11 do Papilomavírus Humano Tipo 6, 11, 16 e 18. 
Recomendação: meninas de 09 a 14 anos de idade e meninos de 11 a 14 anos de idade com esquema vacinal de 2 doses (0 e 6 meses). 
A vacina também é disponibilizada, em 03 doses, para mulheres e homens de 9 a 26 anos de idade vivendo com o HIV/AIDS, para transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea e pacientes oncológicos. 
Sociedade Brasileira de Imunização indica a vacina para mulheres de 9 a 45 anos, e para adolescentes com idade maior 15 anos, não imunizados anteriormente, em esquema de três doses. 
HPV - VACINAÇÃO
Contraindicações: hipersensibilidade grave após receber uma dose da vacina, para pessoas com história de hipersensibilidade imediata ao Sacharomyces cerevisiae, e gestantes. 
Efeitos adversos: dor no local de aplicação, edema e eritema, febre, cefaleia, gastroenterite, síncope. 
INFLUENZA
A gripe é uma infecção respiratória aguda, causada pelos vírus Influenza e contempla os tipos antigênicos A, B, C e D. 
Os vírus A são subclassificados por dois antígenos, a hemaglutinina (H) e a neuraminidase (N). Os principais subtipos de hemaglutininas são H1, H2 e H3 e de neuraminidases, N1 e N2. está associado a epidemias, pandemias e à doença de maior gravidade. 
Já o vírus B circulantes podem ser divididos em 2 grupos principais, denominados B/Yamagata e B/ Victoria. causa epidemias regionais.
Os tipo C causam surtos pequenos e isolados.
INFLUENZA
Período de incubação: 1 – 4 dias  
Quadro clínico: início súbito de febre, tosse de até duas semanas ou mais, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, mal-estar, dor de garganta e coriza. A febre, em geral, é alta (38ºc a 40ºc), podendo desencadear convulsão febril em crianças e dura de 3 a 5 dias. Lactentes infectados pelos vírus influenza podem apresentar quadro semelhante a sepse, além de poderem apresenta infecções como otite e sinusite, e o agravamento de crises de asma e bronquite crônica.
Nos casos mais graves, como na Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), há necessidade de hospitalização.
INFLUENZA - VACINAÇÃO 
Foi incorporada no Programa Nacional de Imunizações em 1999. 
Na campanha de 2019:  6 meses até 5 anos, 11 meses e 29 dias, gestantes, puérperas até 45 dias após o parto, indivíduos com 60 anos ou mais de idade, trabalhadores da saúde, professores, indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população isenta de liberdade e funcionários do sistema prisional. 
Pode ser administrada na mesma ocasião de outras vacinas ou medicamentos, porém os tratamentos com imunossupressores ou radioterapia podem reduzir ou anular a resposta imunológica. 
Segundo o PNI, em crianças entre 6 meses e 2 anos, devem ser feitas duas doses de 0,25 ml com intervalo mínimo de 4 semanas, enquanto para crianças de 3 a 8 anos, devem ser feitas duas doses de 0,5 ml com intervalo mínimo de 4 semanas; já para maiores de 9 anos, deve ser feita dose única de 0,5 ml.
INFLUENZA - VACINAÇÃO 
Contraindicações: menores de 6 meses de idade e história de anafilaxia a doses anteriores. 
Precauções: aguardar a vacinação em caso de doenças febris agudas; e em casos de alergia à ovo, é recomendado realizar a vacinação em ambiente adequado para atender urgência e emergência; Síndrome de Guillain-Barré, recomenda-se avaliação médica sobre benefício e risco da vacina antes da administração de uma nova dose. 
Efeitos adversos: dor no local da injeção, eritema e enduração, abscessos, febre, mal-estar e mialgia, que podem começar de 6 a 12 horas após a vacinação e persistir por cerca
de dois dias; e Síndrome de Guillain-Barré, na qual os sintomas aparecem entre 1 a 21 dias e no máximo até 6 semanas após administração da vacina. 
DENGUE
Arbovirose transmitida, no Brasil, por vetores do gênero Aedes aegypti. 
É causada por um vírus RNA do gênero Flavivirus e são conhecidos quatro sorotipos distintos (DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4). 
Quadro clínico: geralmente autolimitado; contempla febre, dor muscular, mal-estar e cefaleia surgem após um período médio de incubação de 5 a 7 dias, e após a infecção, a resposta imune é sorotipo-específica.
DENGUE - VACINAÇÃO 
A vacina CYD-TDV foi licenciada em vários países desde 2015, porém até este momento, o PNI não fez a opção de introdução da vacina em nosso programa público. 
Recomendação: população de 9 a 45 anos, que sejam residentes em áreas endêmicas e que já foram previamente expostos ao vírus da dengue de qualquer sorotipo. 
Administrada por via subcutânea em região deltoide. 
Contraindicação:  indivíduos soronegativos, gestantes, alérgicos aos princípios ativos da vacina, lactantes, pessoas com baixa imunidade congênita ou adquirida, em tratamento com corticoides em dosagens elevadas e prolongadas, em tratamento de radioterapia e quimioterapia, pessoas em estado febril, pessoas com HIV/AIDS.
Efeitos colaterais:  dor, calor e inchaço no local da injeção, porém algumas pessoas também podem apresentar febre e dor de cabeça até 14 dias após a vacinação. 
IMUNOBIOLÓGICOS ESPECIAIS
IMUNOGLOBULINA HUMANA ANTI-VARICELA ZOSTER
VACINA ANTIRRÁBICA E IMUNOGLOBULINA (IGHAR)
IMUNOGLOBULINA ANTITETÂNICA
IMUNOGLOBULINA ANTIHEPATITE B (IGHAHB)
ANTICORPO MONOCLONAL ESPECÍFICO PARA VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO (Palivizumabe)
IMUNOGLOBULINA HUMANA ANTI-VARICELA ZOSTER (IGHAVZ)
A IGHAVZ é obtida de plasma humano contendo títulos altos de IgG contra o vírus da varicela, com apresentações de125 unidades por frasco, com o volume variando de 1,25 ml a 2,5 ml.
DOSE: 125 UI para cada 10 kg de peso corporal, sendo a dose mínima de 125 U e máxima de 625 UI, via intramuscular, administrada nas primeiras 96 horas depois de ter ocorrido o contato. 
Indicação: imunocompetentes e imunodeprimidos sem história bem definida da doença ou de vacinação anterior, para pessoas com imunodepressão celular grave; contato domiciliar e hospitalar contínuo;  pessoas suscetíveis a risco varicela grave; menores de 1 ano em contato hospitalar com VVZ; gestantes; RNs de mães nas quais o início da varicela ocorreu nos cinco últimos dias de gestação ou até 48 horas depois do parto; RN prematuros com 28 ou mais semanas de gestação, cuja mãe nunca teve varicela e RN prematuros com menos de 28 semanas de gestação (ou <1kg ao nascimento). Nestes últimos dois casos, a dose é de 125 UI por via IM e deve ser aplicada em até 96 horas de vida do RN.
VACINA ANTIRRÁBICA
A imunização ativa com a vacina deve ser iniciada o mais rápido possível após a exposição, com máximo de 24 horas; e pode ser realizada também como profilaxia pré-exposição.  
A profilaxia pré-exposição deve ser indicada para pessoas com risco de exposição permanente ao vírus da raiva; e o esquema consiste em três doses, nos dias 0, 7, 28, com administração intramuscular profunda, utilizando dose completa, no músculo deltoide ou vasto lateral da coxa. 
Os acidentes que geram exposição ao vírus da raiva podem ser divididos em leves e graves
LEVES: ferimentos superficiais, pouco extensos, geralmente únicos, em tronco e membros (exceto mãos e polpas digitais e planta dos pés), que podem acontecer em decorrência de mordeduras ou arranhaduras causadas por unha, dente, lambedura de pele com lesões superficiais. 
GRAVES: ferimentos na cabeça, face, pescoço, mão, polpa digital, planta do pé, ferimentos profundos, múltiplos ou extensos, em qualquer região do corpo; lambedura de mucosas lambedura de pele onde já existe lesão grave; ferimento profundo causado por unha de animal. 
VACINA ANTIRRÁBICA 
Acidentes leves sem suspeita de raiva: em casos que o animal morrer, desaparecer ou se tornar raivoso: cinco doses de vacina nos dias 0, 3, 7, 14 e 28. 
Acidentes graves sem suspeita de raiva ou leves com suspeita de raiva: iniciar esquema com duas doses, uma no dia 0 e outra no dia 3. Caso o animal morrer, desaparecer ou se tornar raivoso, administrando o soro antirrábico e completando o esquema até cinco doses. Aplicar uma dose entre o 7º e o 10º dia e outra dose nos dias 14 e 28.
Agressão grave com suspeita de raiva: iniciar o esquema com soro e cinco doses de vacina nos dias 0, 3, 7, 14 e 28.  E se a suspeita de raiva for descartada após o 10º dia de observação, suspender o esquema.
Lesão causada por cão ou gato raivoso, desaparecido ou morto, animais silvestres, e animais domésticos de interesse econômico e acidente leve: iniciar imediatamente o esquema com cinco doses de vacina administradas nos dias 0, 3, 7, 14 e 28. Caso ocorra acidente grave, deve ser administrado o soro e as cinco doses da vacina. 
IMUNOGLOBULINA ANTIRRÁBICA (IGHAR)
Confere imunidade passiva transitória por aproximadamente 21 dias. 
É utilizada apenas na situação de pós-exposição, concomitantemente com o uso de vacina raiva. No Brasil, a IGHAR é utilizada nas situações de contraindicação de uso do soro heterólogo.
Indicação: acidentes considerados graves, indivíduos que apresentaram algum tipo de hipersensibilidade à soros heterólogos, que não completaram esquema antirrábico por eventos adversos à vacina, e para indivíduos imunodeprimidos na situação de pós-exposição.
Administração: dose de 20 UI/kg, e a maior parte da imunoglobulina deve ser administrada dentro ou ao redor do ferimento. Se a região anatômica não permitir a infiltração de toda a dose, a quantidade restante deve ser aplicada por via intramuscular, na região glútea. Pode ser administrada até sete dias após a realização da primeira dose de vacina.
IMUNOGLOBULINA ANTITETÂNICA
A imunoglobulina humana antitetânica (IGHAT) é constituída por imunoglobulinas da classe IgG que neutralizam a toxina produzida por CIostridium tetani.
Administração: em qualquer idade, via IM e em grupo muscular diferente daquele onde for aplicada a vacina que contenha o toxoide tetânico. Dose é de 250 UI, tanto para adultos quanto para crianças. 
Indicação:  hipersensibilidade quando aos soros heterólogos, imunodeprimidos para imunoprofilaxia contra o tétano, mesmo que vacinado; para recém-nascidos em situações de risco para tétano cujas mães sejam desconhecidas ou não tenham sido adequadamente vacinadas e recém-nascidos prematuros com lesões potencialmente tetanogênicas, independentemente da história vacinal da mãe. 
é utilizada tanto como profilaxia de ferimento extenso, sujo ou profundo, em casos de vacinação incompleta ou desconhecida, tanto como parte do tratamento de pacientes com tétano. 
IMUNOGLOBULINA HUMANA ANTIHEPATITE B (IGHAHB)
Obtida de plasma de doadores selecionados, submetidos recentemente à imunização ativa contra hepatite B, com altos títulos de anticorpos específicos (anti-AgHBs). 
Administração: dose de 0,5 ml para recém-nascidos ou 0,06 ml/kg de peso corporal, máximo de 5 ml, para as demais idades; via intramuscular, na região glútea. 
Indicação: indivíduos suscetíveis para prevenção da infecção perinatal pelo vírus da hepatite B; vítimas de acidentes com material biológico positivo ou fortemente suspeito de infecção por VHB; para comunicantes sexuais de casos agudos de hepatite B; vítimas de violência sexual; imunodeprimidos após exposição de risco, mesmo que previamente vacinados. Em recém-nascidos de mães portadoras do vírus da hepatite B, deve ser administrado preferencialmente nas primeiras 12 a 24 horas de vida, até o sétimo dia de vida.
Crianças a termo de mães AgHBs positivas devem receber a vacina mais IGHAHB, administradas em grupos musculares separados. 
ANTICORPO MONOCLONAL ESPECÍFICO PARA VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO (Palivizumabe)
RNA vírus, da família Paramyxoviridae, que causa infecção aguda do trato respiratório, sendo principal agente
etiológico dessas infecções em lactentes jovens. 
A maioria das crianças é infectada até primeiro ano de vida e quase todas as crianças serão expostas até o segundo ano de idade. 
O vírus é responsável por até 75% das bronquiolites e 40% das pneumonias durante os períodos de sazonalidade. 
Grupos de maior risco para infecção respiratória grave: lactentes com menos de seis meses de idade, principalmente prematuros, crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade e cardiopatas.
ANTICORPO MONOCLONAL ESPECÍFICO PARA VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO (PALIVIZUMABE)
A imunoglobulina tem rápida eliminação e é indicado para a prevenção de doença grave do trato respiratório inferior para os grupos de risco de doença grave. 
Administração: doses mensais consecutivas de 15 mg/kg de peso, via intramuscular, até no máximo cinco aplicações, de preferência na face anterolateral da coxa, uma vez por mês, durante o período de sazonalidade do VSR. A1ª dose deve ser administrada um mês antes do início da estação do vírus e as demais aplicações subsequentes devem ser administradas durante este período. 
Indicação: prematuros até 28 semanas gestacionais, no primeiro ano de vida; prematuros até 32 semanas gestacionais, nos primeiros seis meses de vida; bebês com doença pulmonar crônica da prematuridade e/ou cardiopatia congênita, até o segundo ano de vida, desde que esteja em tratamento destas condições nos últimos seis meses, e recém-nascidos hospitalizados.
OBRIGADA! 
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Confira as principais ações do Programa Nacional de Imunizações. 2017. [acesso em 13 jun 2019]. Disponível em <http://www.brasil.gov.br/noticias/saude/2014/04/confira-as-principais-acoes-do-programa-nacional-de-imunizacoes-1>.
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