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FACULDADE CIÊNCIAS MÉDICAS DE MINAS GERAIS CLÍNICA CIRÚRGICA GABRIELA PICCHIONI BAÊTA - 68A Tumores Benignos de Pele e Subcutâneo Anatomia da Pele: Tumores Benignos Epidérmicos Nevo epidérmico: formado por um acúmulo de células pavimentosas e queratina que se tem acometimento irregular e bordas regulares, com coloração mais escura que a pele normal. Ceratose Seborreica: tem origem em células basais escamosas da epiderme e é comum em pacientes idosos, uma vez que é ocasionada por fotoexposição. Tem aspecto papulomatoso ou de placas de aspecto "graxento" (pegajoso, gorduroso), com pequenos pseudocistos córneos e tem superfície irregular e bordas regulares, de aspecto verrucoso. - Diagnóstico diferencial: carcinoma basocelular pigmentado - Geralmente tratamento tópico Hiperplasia Sebácea: originada das glândulas sebáceas, com frequente aparecimento em região frontal. Tem aspecto de pápula ou nódulo amarelado, com telangiectasias frequentes. Ocorre principalmente em idosos e indivíduos de pele oleosa. Cisto Epidermóide: nódulos brilhantes ou brancacentos com débitos de sebo, císticos, com poro central. Ocorrem em áreas de epitélio escamoso estratificado e podem apresentar depósito de queratina. Com frequência apresentam flogose. - Pode ser realizada drenagem e antibioticoterapia se necessário (com retirada da cápsula). Siringoma: lesão devido a oclusão e hiperplasia das glândulas sudoríparas écrinas. Se manifestam principalmente em região paraesteral e periocular como pápulas achatadas em pequeno número. Podem ter resolução espontânea. - Podem drenar secreções hialinas e serem tratados com cauterização. Fibroma Mole: principalmente em idosos, são pólipos fibro-epiteliais formados por protusão do epitélio, normalmente pedunculados. Geralmente se formam em área de dobras e são chamados de acórdon se estão em grande número em região do pescoço. - Tratamento com secção na base, podem inflamar e incomodar. Nevo epidérmico Ceratose Seborreica Hiperplasia Sebácea Cisto Epidermóide Siringoma Fibroma Mole Tumores Benignos Dérmicos e Subcutâneos Cisto Triquilemal: cisto subcutâneo derivado da raiz do folículo piloso, surge frequentemente na região dos pelos da cabeça. Um pouco mais sólido, tem crescimento progressivo. Lipoma: tumores de células lipomatosas capsuladas localizadas ou na derme ou no tecido subcutâneo propriamente dito. É o mais comum dos tumores mesenquimais de partes moles. Existem muitos subtipos: variações com neoplasia malignas de partes moles (lipossarcomas). São abaulamentos macios, móveis e arredondados. É feita exerese. Dermatofibroma: proliferação dérmica de fibroblastos e células vasculares, papulosas, arredondadas, eritematosas. Quelóides: cicatrização hipertrófica causada por hiperprodução de colágeno. É uma resposta inflamatória exacerbada, mais comum no terço superior do corpo e em indivíduos de pele mais escura ou asiáticos. Condrodermatite: lesões expansivas originadas do tecido cartilaginoso. São pápulas ou nódulos proeminentes em pavilhão auricular que podem evoluir para úlcera. São eritematosos, dolorosos (principalmente a noite - decúbito lateral) e com descamação superficial. Cisto Triquilemal Lipoma Dermatofibroma Quelóides Condrodermatite Tumores Benignos Vasculares Hemangioma: o mais incidente, é uma diferenciação anormal de vasos capilares na derme. É comum em recém nascidos, podem regredir ou se tornar mais avermelhados com o envelhecimento. Remoção quando são protusos ou quando estão em regiões que podem sofrer traumas recorrentes e consequente sangramento. Granuloma Piogênico: é uma formação telangiectásica não granulomatosa e não piogênica, são vermelhos, exofíticos, crescem em cerca de 2-6 semanas. Sangram intensamente ao atrito ou contato! Hemangioma Granuloma Piogênico Neurofibroma: originário de bainha de nervo periférico, e pode ser uma manifestação de neurofibromatose tipo 1 ou 2, e podem ocasionar desfiguração física. Só aborda cirurgicamente para biópsia diagnóstica Cisto mucóide: formação cística devido a oclusão de gl. salivares. É comum em pacientes jovens, e pode ocorrer devido a trauma repetito. Se manifestam principalmente na mucosa labial. São flácidos, móveis, indolores. . Neurofibroma Cisto mucóide Tumores Malignos de Pele e Subcutâneo Lesões Pré Malignas: precursoras Ceratose Actínica: se trata de um carcinoma espinocelular ainda localizado intraepidérmico → em estágio inicial - É causada por exposição solar à luz ultravioleta por longo tempo (face, pescoço, tronco e MMSS) e é observado principalmente em idosos e pessoas de pele clara (maior acúmulo do dano solar). - A transformação da lesão em maligna, se aprofundando na espessura cutânea e causando maior lesão, é de 13-20% se não tratadas em 10 anos. - Se manifesta como uma placa eritematosa, com crosta branco-amarelada e hiperemia irregular. - É recomendado o tratamento cirúrgico, mas em alguns casos devido a topografia, extensão e número de lesões, pode-se utilizar alguns métodos com o objetivo de ablação da lesão na pele e impedir a aprofundação e progressão dessa lesão : - Laser de CO2; Pomada de 5-FU; Peeling Químico Profundo; Crioablação Leucoplasia (Eritroplasia de Queyrat): precursor do carcinoma de células escamosas (in situ) na área de mucosas eu genital - Placas brancacentas com leito hiperemiado, planas ou abauladas em região de mucosa oral (mais incidentes) ou genital. - As causas mais frequentes de acometimento oral são o uso do tabaco (fumar ou mascar) ou o trauma repetido (próteses dentárias, aparelhos ortodônticos...) - Indica-se a biópsia e há possibilidade de tratamento clínico, mas devido a topografia da lesão isso deve ser avaliado individualmente Doença de Paget: adenocarcinoma limitado a epiderme, acometendo principalmente a mama (associado a ca de mama invasivo) ou a vulva, pênis e axila (forma extra mamária). - Tem velocidade alta de invasão e difícil detecção precoce - Simula irritações eczematosas e DSTs - É necessário a realização de biópsia e, se exérese completa for indicada, há a recomendação de avaliação de linfonodos sentinelas. - Ressecções funcionalmente complicadas - Placas hiperemiadas, extensas, pruriginosas e algumas áreas de erosão Corno Cutâneo: lesão não propriamente maligna, mas pode sobrepor lesões de base - Lesão acentuadamente hiperceratótica, cônica e circunscrita de cor branco-amarelada - Apresenta ceratose actínica como lesão de base mais frequente, porém pode sobrepor carcinomas espinocelulares. - Ocorre principalmente acima dos 50 anos de idade em áreas fotoexpostas Ceratose Actínica Leucoplasia (Eritroplasia de Queyrat) Doença de Paget Corno Cutâneo Lesões Carcinóides Carcinoma Basocelular: tumor de pele mais comum que acomete as células basais da epiderme, geralmente em áreas fotoexpostas. Tem baixa taxa de invasão e destruição tecidual, com progressão lenta. - Representa 80% das lesões de pele e sua incidência varia de 1/100000 em países africanos a 1500/100000 na austrália - Apenas 20% das lesões ocorrem em áreas não fotoexpostas - Raro em pacientes negros e asiáticos e também raro em topografia de mucosa - Fatores de risco: - Pele fototipo 1: loiros ou ruivos, de olhos claros → odds ratio = 1.6 - Pele sardenta ou queimadura solar na infância - HF de câncer de pele - Quatro ou mais nevos com diâmetro maior de 5mm - Exposição à radiação ultravioleta: principal fator etiopatogênico - Tratamento com imunossupressores - Exposição ao arsênico → fundição e refinamento de minério, inseticidas, semicondutores - Localização e comportamento: 80% em área de cabeça e pescoço, tem crescimento e baixa letalidade, entretanto possui alta taxa de recorrência. As metástases são raras, acometendo principalmente os linfonodos, pulmões e ossos - Existem diversos tipos clínicos: - Nodular: pápula ou nódulo perolado com presença frequente de vasos superficiais dilatados (telangiectasias) e possível ulceração. - Biópsia e remoção da lesão - Diagnóstico diferencial com nevos transicionais, fibrosos - Superficiais:encontrados frequentemente no tronco, apresentam-se como placas eritematosas com leve infiltração e lento crescimento centrífugo. - Esclerodermóide: lesão esbranquiçada e endurecida, com margens mal definidas e aspecto de cicatriz. O crescimento é agressivo e há alta taxa de recidiva pós cirúrgica. - Plano cicatricial: lesão de bordas peroladas com progressão periférica e clareamento central, mimetizam lesões melanocíticas. - Terebrante: apresenta forma ulcerada com evolução rápida de caráter intensamente destrutivo e desfigurante, invadindo os tecidos moles, vasos, nervos, cartilagens e ossos. Sua localização mais frequente é centrofacial (dano solar recorrente). - Vegetante: manifestação mais rara que simula uma lesão papilomatosa, saliente, erodida e ulcerada. Nodular Superficial Esclerodermóide Plano Cicatricial Terebrante Vegetante - Tratamento cirúrgico preferencial: ressecção completa da lesão - < 20mm e bem delimitados → 4-5mm de margem = 95% de taxa de cura - Tipos clínicos agressivos ou >20mm → 13-15mm de margem = 95% de taxa de cura - Tumores recorrentes → 5-10mm de margem = 95% de taxa de cura - Quando as margens estão comprometidas pelo tumor ao exame histopatológico - Considerar nova ressecção cirúrgica: é possível sem dano estético? - Possibilidade maior de recorrência das lesões: nariz e região periorbital, tumores infiltrativos, margem positiva em profundidade, tumores recidivados. - Cirurgia micrográfica de Mohs: permite a excisão da lesão com controle microscópico das margens, objetivando a retirada completa da lesão e maior conservação do tecido. É indicada em casos de risco (periocular, sulco nasolabial e nariz), lesões grandes (mais de 2cm), bordas mal definidas, casos recidivantes e de crescimento agressivo e em esclerodermiforme, infiltrativo e micronodular. - Tratamento clínico: - Imiquimod: imunomodulador indicado para tipo superficial, tem alto curso - 5-fluoracil: antimitótico usado apenas em tipos superficiais - Terapia fotodinâmica e crioterapia: questionáveis - Radioterapia: apenas na exclusão de cirurgia em casos paliativos - As recidivas ocorrem entre 2 e 10 anos, logo os pacientes devem ser acompanhados dermatologicamente. O risco em 3 anos é de 33 a 77% e o risco de desenvolver CEC é de 6% em 3 anos. - Tronco e membros: risco baixo de recidivas - Fronte, mento, couro cabeludo e pescoço: risco intermediário de recidivas - Nariz e regiões periorificiais cefálicas: risco elevado de recidivas - Tipo histológico infiltrativo e maiores que 1cm: maior risco de recidivas Carcinoma Espinocelular: segundo mais comum entre todas as neoplasias de pele, proveniente dos queratinócitos. Pode acometer todas as áreas do corpo mas principalmente as fotoexpostas. Tem maior taxa de invasão e destruição tissular, progressão mais rápida. É mais comum em homens (3:1) e em áreas fotoexpostas. A incidência aumenta com a idade → é mais mais comum em idosos acima de 75 anos. - Fatores de risco: radiação ultravioleta, radiação ionizante, cicatrizes, queimaduras, exposição crônica ao calor, imunossupressão prolongada, infecção pelo papilomavírus humano (HPV - 6,11,16 e 18), infecção crônica (osteomielite), tabagismo e exposição a carcinógenos químicos ambientais e industriais, como arsênico e hidrocarbonetos. - Pode afetar tanto a pele quanto as mucosas - O risco de metástase chega em até 5,2% - Precedido da lesão pré neoplásica → ceratose actínica (lesão eritematosa com superfície áspera, principalmente em áreas fotoespostas - Eritoplasia de Queyrat: neoplasia intraepitelial em mucosas genitais - Doença de Bowen: CEC in situ com possibilidade de metástase (neoplasia intraepitelial) - Etiopatogenia: - Úlceras crônicas em membros inferiores ou cicatrizes antigas de queimaduras - Xeroderma pigmentoso: mutações do DNA induzidas pelos raios UV - Albinismo: falta de proteção da pele por produção insuficiente de melanina - Fototipos mais baixos: 5x mais susceptíveis - Infecção pelo papilomavírus humano (HPV - 6,11,16 e 18) - Imunossupressão: AIDS, leucemias crônicas, linfomas - Queimaduras solares da infância - Apresentação clínica: crosta ceratósica que se desprende posteriormente, evidenciando úlcera ou erosão de bordas induradas e superfície exsudativa com sangramento fácil. - Lesões iniciais: máculas eritematosas - Formas invasivas: cabeça e pescoço, placas firmes, cor da pele, lisas ou hiperceratóticas - Diagnóstico: - Biópsia excisional: lesões pequenas - Biópsia incisional: lesões maiores - CEC invasivo: potencial para destruição local, infiltração profunda (importante a biópsia atingir a profundidade da lesão) - Fator de risco para metástases: se localizar em lábios e orelhas, tamanho maior que 4 centímetros, profundidade da invasão maior que 6 mm, grau de diferenciação, desenvolvimento sobre cicatrizes (mais agressivos), imunossupressão, invasão perineural, crescimento rápido, CEC recorrente. - Tratamento cirúrgico: - Menores de 1cm: margem de 4mm tem 95% de taxa de cura. - Maiores de 1cm, extensão ao subcutâneo, áreas de mucosa (orelha, lábio, pálpebras e nariz): >6mm - Curetagem, crioterapia e eletrocauterização indicadas apenas em < 1cm - Radioterapia: apenas tumores não ressecáveis - Se existir doença linfonodal: ressecção linfonodal, radioterapia ou quimioterapia para metástases em linfonodos à distância Carcinoma Espinocelular Lesão precursora/inicial Melanoma: é um tumor de origem neuroectodérmica → melanócitos migram da crista neural (derme) para epiderme durante a embriogênese → em consequência, é um tumor com grande capacidade de metastatização. Correspondem a ~ 4% dos tumores de pele e acomete principalmente indivíduos de pele clara, olhos azuis, cabelos loiros ou ruivos, com facilidade de queimadura, quando expostos ao sol (fototipo 1). Aproximadamente 2% dos pacientes apresentam história familiar positiva (melanomas acrais tem forte fator genético) para melanoma em um ou mais parentes de primeiro grau. - Lesões amelanóticas correspondem a 2% - Em 70% dos casos, não há lesão preexistente nem precursora. - Grande potencial de metastatização: inicialmente por via linfática e depois por via hematogênica. - Metástases: pele, linfonodos, pulmão, sistema nervoso central, fígado e ossos. Fatores de risco: - Melanoma prévio - Radiação UV: mais comuns em áreas com exposição solar intermitente - costas, ombro, pescoço, braços - Nevos benignos: quando em grande quantidade, estão associados a maior risco de melanoma - Fenótipos de risco: tipo de pele Fitzpatrick I-II - História familiar Apresentação Clínica - Nevos atípicos - Melanoma in situ - Células confinadas à epiderme, não ultrapassam a membrana basal - Mácula ou lesão pouco elevada assimétrica, multicolorida com predomínio do preto e marrom, bordas irregulares. Quanto mais irregular, maior a chance de tratar-se de melanoma. - Melanoma disseminativo superficial - Forma mais comum em pessoas de pele branca, 70% dos casos - Pode ocorrer em qualquer área do corpo. Em homens, no tronco é mais comum. Em mulheres, nos membros inferiores. - Assimetria,irregularidade das bordas (bordas escurecidas com nevos azulados), variação de cor - Melanoma nodular - Surgimento de nódulo em pele clinicamente normal, não precedido de fase de crescimento radial. - Segundo mais frequente, com crescimento mais rápido que os outros subtipos. - Prognóstico reservado. - Melanoma lentiginoso acral - Tipo menos comum - Predileção por área sacrais (distais), particularmente regiões plantar e subungueal → perigo de metastase pois são áreas escondidas - Tem crescimento apenas radial - Número alto de nevos no corpo e nevos em região palmoplantar são fatores de risco - Melanoma lentigo maligno - Forma mais comum na cabeça e pescoço. - Incidência tem aumentado devido à exposição solar e ao aumento da longevidade. - Crescimento lento e progressivo, limites imprecisos e muito irregulares, pigmentação heterogênea In situ Melanoma Disseminativo Superficial Melanoma Nodular Melanoma Lentiginoso Acral Melanoma LentigoMaligno Diagnóstico: - ABCDE: - Assimetria - Bordas Irregulares - Cor heterogênea - Diâmetro maior que 6mm - Evolução: história de aumento do tamanho e mudança de cor - Outros aspectos: multiplicidade de cores: tons vermelho, rosa, cinza ou azul em lesão marrom ou preta é altamente sugestiva de melanoma e/ou área enegrecida na periferia da lesão pigmentada. - Sete pontos de Glasgow: indicação de avaliação - 3 critérios maiores: alteração de cor, alteração de tamanho e alteração da forma - 4 critérios menores: dor ou prurido, inflamação, crostas ou sangramento, diâmetro maior que 7mm - Um critério maior: avaliação do dermatologista - Dois critérios maiores; forte suspeita de melanoma - 1 menor + 1 maior: avaliação do dermatologista - Regra dos 3C's : cor, contorno, change Estadiamento: - TNM - Breslow: indica a progressão (T: características da pinta, N: linfonodo, M: metástase) - parâmetros m - T0: sem evidência de tumor primário - Tis: melanona in situ - T1: melanomas de 1 mm ou menos de espessura - T2: melanomas entre 1,01 e 2,0 mm - T3: melanomas entre 2,01 e 4 mm - T4: melanomas > 4 mm - N0 - N1: 1 linfonodo - N2: 2 a 3 linfonodos regionais - N3: 4 ou mais linfonodos regionais - M0 - M1a: metástases na pele, subcutâneo ou linfonodos regionais - M1b: metástases pulmonares - M1c: qualquer outra metástase a distância - A espessura do melanoma é o fator prognóstico mais importante - Níveis de Clark: de acordo com a anatomia da pele - Nível I: células de melanoma somente na epiderme, melanoma in situ. - Nível II: células ocupam a derme papilar, melanomas microinvasivos. - Nível III: melanoma ocupa toda a derme até o plexo vascular superficial, sem invadir a derme reticular - Nível IV: melanoma invasivo e tumorigênico, penetra na derme reticular - Nível V: neoplastia invade a hipoderme Tratamento: baseado nas características histológicas após a biópsia - Melanoma in situ: ampliação da margem para 0,5 a 1,0 cm - Lesões com espessura < 1 mm: ressecção com margem de 1.0 cm. - Lesões > 1 mm de espessura: pesquisa de linfonodo sentinela - Biópsia excisional com margem de 5mm sempre indicada nas suspeitas! Acompanhamento: o linfonodo sentinela é indicado para avaliar possíveis metástases em linfonodos regionais, bem como para o estadiamento do paciente. Utiliza-se o raio X de tórax, ultrassonografia abdominal, função hepática e dosagem de desidrogenase láctica (LDH). - Avaliação de linfonodo sentinela: consiste na tentativa de identificar metástases linfonodais. - Indicação: espessura igual ou maior que 1 mm, ulceração - Consiste em três fases: - Linfocintolografia: Tc99, câmara-gama, 4h a 24h antes da cirurgia → lesão brilha - Biópsia de linfonodo sentinela - Estudos anatomopatológico e imunohistoquímico