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Definição: • São proteínas, polissacarídeos ou ácidos nucleicos de patógenos apresentados ao sistema imune por meio de agentes vivos atenuados ou vetores, induzindo, assim, resposta imune específica para inativar, destruir ou suprimir o patógeno Tipos de vacinas: • Viva • Bactéria viva: BCG • Viva atenuada • VOP; VORH; SCR; Varicela/Zoster; FA; Dengue • Inativada • Vírus: VIP; Hep A; Raiva • Bactéria: coqueluche • Vivas conjugadas • Hib; Meningo ACWY; Pneumo 7V, 10V e 13V; Febre tifóide 1.1 Definição - Vacina: Proteínas, polissacarídeos ou ácidos nucleicos de patógenos apresentados ao sistema imune (isoladamente ou como parte de complexos) por agentes vivos atenuados ou vetores → capazes de induzir resposta específica que inativa, destrói ou suprime o patógeno → ganho de memória imunológica. 1.2 Contexto histórico: • 1798 - Edward Jenner - Tratado “Variolae Vaccinae” - introdução direta do agente da doença do gado; • 1870 - Pasteur - atenuação da bactéria da cólera de galinhas; • 1923: Difteria - atenuação da toxina; • 1926: Coqueluche; • 1927: Tétano; • 1927: Bacille Calmette-Guérin - etc; • 1987: primeira vacina conjugada - cápsula do H. influenzae conjugado ao toxóide diftérico, resultando em maior reatividade imunogênica. Marcos históricos no Brasil: • 1968: calendário vacinal foi estruturado em São Paulo. • 1973: criação do PNI - vacinação a nível nacional. Outras • Engenharia genética (DNA recombinante): HPV e Hepatite B • Subunidades de bactérias: coqueluche acelular • Subunidades de vírus: Influenza • Vacinas de toxoides: difteria, tétano • Vacinologia reversa: MeningoB • Antígeno apresentado por vetor: COVID-19 • Contra-indicações gerais: Hipersensibilidade grave a componentes ou a doses anteriores; Vacinas vivas e vivas atenuadas em imunossuprimidos • Pode vacinar, SIM, se: IVAS sem febre; diarreia; uso de antibiótico; reações leves a vacinas anteriores; desnutrição; doenças de pele esparsas. • PNI: atentar para calendário da criança e adolescente • Crianças: BCG, Hep B, Pentavalente, Pneumo 10, VORH, VIP, meningo C, FA, DTP, tríplice viral, varicela, hep A, influenza, Covid-19*. • Adolescente: HPV, meningo ACWY 1. INTRODUÇÃO VACINAÇÃO 1.3 Tipos de vacina: Vacinas vivas atenuadas: • Vacinas vivas atenuadas são obtidas por passagem do agente infeccioso em cultura de tecido ou hospedeiros animais → a virulência é diminuída e a imunogenicidade preservada. Risco em imunossuprimidos devido à virulência residual. • Exemplos: Pólio (Sabin - VOP); Rotavírus; SCR (sarampo, caxumba e rubéola); Varicela / Zoster; Febre Amarela (FA); Dengue. Vacinas inativadas: • Substâncias químicas são usadas para destruir a infectividade; • Menor imunogenicidade → seguras em imunossuprimidos; • Exemplos: Pólio (Salk - VIP); Hepatite A; Raiva. Vacinas conjugadas: Antígenos polissacarídicos capsulares associados a proteínas carreadoras aumentam a imunogenicidade. Vacinas de polissacarídeos estimulam resposta humoral, que ainda é imatura em• 1ª a 2ª semana: mácula avermelhada com enduração de 5-15mm de diâmetro; • 3ª a 4ª semana: pústula no centro da lesão, seguida por crosta; • 4ª a 5ª semana: úlcera com 4-10 mm de diâmetro; • 6ª a 12ª semana: cicatriz com 4-7 mm de diâmetro (presente em 95% dos vacinados). 3.5 Definição de Disseminação: Lesões que ultrapassam à topografia locorregional, podendo acometer: • Pele e linfonodos a distância; • Sistema osteoarticular; • Visceralização . OBS: Investigar imunodeficiência! 3.6 Reativação da BCG: Reatividade da lesão quando já cicatrizada, inclusive podendo disseminar. Situações possíveis: • Infecção pelo HIV; • Pós TCTH (transplante de células-tronco hematopoiéticas); • Uso de medicação imunossupressora pós- transplante de órgãos sólidos; • Parte das manifestações da doença de Kawasaki; • Pós-infecções virais leves; • Pós-vacinação. OBS: Desde 2019, para crianças > 6 meses, sem marquinha da BCG no braço, não se recomenda mais a revacinação. 3.4 Alerta para reação adversa: Se uma criança com imunodeficiência recebe inadvertidamente a vacinação há risco de desenvolver BCGite locorregional ou disseminada. • Úlcera > 1 cm → recomenda-se Isoniazida até resolução da lesão; • Abscesso subcutâneo frio → recomenda-se Isoniazida até resolução da lesão; • Abscesso subcutâneo quente → recomenda-se antibioticoterapia; • Granuloma que não cicatriza → Isoniazida; • Linfadenopatia regional não supurada > 3 cm → Não administrar Isoniazida; • Linfadenopatia regional supurada → Isoniazida; • Reação lupoide: RIE por 2 meses + RI por 4 meses (RIE: rifampicina, isoniazida e etambutol; RI: rifampicina e isoniazida). • Cicatriz queloide – Sem conduta. OBS: O BCG é naturalmente resistente à pirazinamida. A cepa Moreau-Rio de Janeiro (maior experiência brasileira) é sensível à isoniazida. Quando se preocupar? • Ausência de resposta à isoniazida > 3-4 meses; • Recidiva após a suspensão da isoniazida; • Localização pouco usual de lesão do tipo nodular, que pode sugerir diagnóstico diferente de linfadenopatia (lipoma, por exemplo); • Linfadenopatia em outras cadeias ganglionares; • Sinais de possível disseminação sistêmica da vacina: presença de febre persistente, hepatoesplenomegalia, acometimento pulmonar, falta de ganho de peso e presença de infecções prévias ou concomitantes ao quadro de evento adverso à BCG. IFP Patrícia Silveira Sartori - patsartori8@gmail.com - 11449868690-715 5VACINAÇÃO 4. HEPATITE B 5. ROTAVÍRUS 6. PENTAVALENTE 4.1 Introdução • 1ª dose ao nascimento; • Usa proteína de superfície do vírus; • Plataforma vacinal: engenharia genética; • Primeira dose nas primeiras 12 horas de vida; • Pode ser associada a imunoglobulina para Hepatite B como profilaxia pós-exposição (outro sítio); • Proteção de 90-95% após esquema completo. 4.2 Indicação de Imunoglobulina humana para indivíduos suscetíveis: • Prevenção da infecção perinatal pelo vírus da hepatite B; • Vítimas de acidentes com material biológico positivo ou fortemente suspeito de infecção por VHB; • Comunicantes sexuais de casos agudos de hepatite B; • Vítimas de violência sexual; • Imunodeprimidos após exposição de risco, mesmo que previamente vacinados. 4.3 Resumo: • Iniciar (12 horas de vida). Se a mãe for AgHBs positiva, aplicar simultaneamente, em outro local, a IGHAHB na quantidade de 0,5 mL; • O esquema deve ser de 0 (ao nascimento, vacina monovalente), 2, 4, 6 e 15 meses (vacina pentavalente); Recomenda-se a realização de sorologia 30 a 60 dias após o término do esquema. Se anti AgHBs ≤10 UI/ mlL, repetir esquema de quatro doses com vacina hepatite B monovalente, com o dobro da dose. Para crianças não vacinadas previamente, usar o esquema de quatro doses de vacina hepatite B monovalente, com o dobro da dose Vacina oral contra o rotavírus humano (VORH). 5.1 Administrada VO: • Vírus vivos atenuados; • Reduz sintomas e protege contra quadros graves; • PNI: vacina monovalente (G1P1) → muito eficaz para o sorotipo G1 e tem proteção cruzada para outros sorotipos; • Rede privada: vacina pentavalente → eficácia muito semelhante à monovalente (3 doses). 5.2 Eventos adversos: • Irritabilidade, náuseas, vômitos e diarréia. • Invaginação intestinal: Ocorre até 2 semanas após, contraindica próxima dose. Respeitar a idade limite é importante para que isso não aconteça. • Raias de sangue nas fezes ou sangramento em pequena quantidade não contraindicam doses subsequentes. A pentavalente inclui: • Difteria + Tétano + Pertussis (DTP). • Hib. • Hepatite B. 5.3 Contraindicações: • Doença gastrointestinal crônica; • Malformação intestinal; • Antecedente de invaginação intestinal. 5.4 Resumo: • PNI: administrar duas doses da vacina aos dois e quatro meses de idade; • A primeira dose deve ser aplicada a partir de um mês e 15 dias até 3 meses e 15 dias de idade; a segunda, a partir de três meses e 15 dias até 7 meses e 29 dias de idade; • As crianças expostas verticalmente ao HIV e as infectadas podem receber a vacina, bem como as crianças que convivem com imunodeprimidos. • Não precisa repetir dose se o bebê regurgitar após a vacina (o mesmo é válido para a VOP). 6.1 Difteria + Tétano + Pertussis (DTP): • Toxoide diftérico e tetânico combinados com Bordetella pertussis inativada. • Efeitos adversos locais: Flogismo, nodulação, abscesso frio ou quente. Nesses casos o tratamento é sintomático, com compressas e antibiótico, se necessário. IFP Patrícia Silveira Sartori - patsartori8@gmail.com - 11449868690-715 INFECTOLOGIA PEDIÁTRICA6 Manifestação sistêmicas: • Febre (41-58%); • Sonolência (28-48%); • Anorexia (2-26%). • Irritabilidade (2-85%); • Choro persistente (11%) Episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH). Cursa com diminuição do tônus muscular, hiporresponsividade e alteração de pele (palidez ou cianose). Geralmente ocorre nas primeiras 6h (até 48h). Na maioria das crianças há febre e irritabilidade como pródromos: Dura minutos a horas, nenhuma sequela neurológica, mas deve-se substituir pertussis por acelular nas futuras doses. • Convulsão: Geralmente nas primeiras 72h, tanto no esquema primário quanto nos reforços → mudar para acelular. • Encefalopatia: Rara - 0-10,5 casos por um milhão de doses da DTP, contraindica-se componente Pertussis (mesmo acelular) → completar com DT, HepB e Hib. • Reações de hipersensibilidade: Anafilaxia ou mais leve, contraindica-se a Penta, se anafilaxia, assim como os componentes todos (DTP, DT e dT, Hib, DTPa e HepB). • Apneia: Estudos associam vacinação com apneia, bradicardia e hipoxemia em prematuros extremos ( 5 anos; • Eventos adversos graves em dose anterior, como episódio hipotônico-hiporresponsivo nas primeiras 48h, convulsões nas primeiras 72h, reação anafilática nas primeiras 2h e encefalopatia aguda nos primeiros sete dias após a vacinação. 6.2 Haemophilus influenzae tipo B (Hib): • Polissacarídeo capsular purificado conjugado com toxoide tetânico. • Introduzida no PNI em 1999: Mudou a história natural das infecções invasivas pelo agente, como meningite. 6.3 Resumo sobre a vacinação pentavalente: • Vacina pentavalente: vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis celular, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b conjugada, aos 2, 4, 6 e 15 meses de idade (reforço DTP aos 15 meses de idade); • Os reforços e/ou complementação de esquema em crianças a partir de 1 ano são realizados com a vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (DTP); • Eventos adversos – normalmente em 48h a 72h, com maior influência do componente Pertussis. 7. POLIOMIELITE 7.1 VOP (Sabin) • Vacina via oral. • Vírus vivos atenuados (tipos 1 e 3); • Esperado: Infecção da mucosa intestinal - pode adquirir virulência e sertransmitido entre pessoas (imunização de rebanho). • Duas doses de reforço (15 meses e 5 anos). • IgA (VOP) - limita infecção inicial e neutraliza o vírus; • IgM/IgG (VOP / VIP) - previne viremia e infecção neural. Contraindicações: • Comunicantes de pessoas com imunodeficiência e pessoas com imunodeficiência. • Pessoas vivendo com HIV e seus comunicantes. • História de pólio vacinal associada à dose anterior. • Gestantes. 7.2 VIP (Salk): • Vírus inativados – solução injetável (engloba os sorotipos 1, 2 e 3); • 3 primeiras doses com 2, 4 e 6 meses; • Esquema com VIP seguida de VOP em países com baixo risco, para reduzir o risco de efeito adverso da VOP e ainda assim manter a imunidade intestinal; • Atualização SBP, 2023: recomendação para as doses subsequentes é que sejam feitas preferencialmente também com a vacina inativada (VIP). 7.3 Resumo: • Vacina poliomielite inativada (VIP): três doses com intervalo de dois meses, iniciando aos dois meses de idade, com o primeiro reforço aos 15 meses e o segundo entre quatro e seis anos de idade; • Criança que conviva com pessoa imunodeprimida deve também receber a vacina inativada (VIP). 7.4 Poliomielite associada ao vírus vaci- nal (VAPP): • Doença aguda febril com déficit motor flácido de intensidade variável, geralmente assimétrico e que deixa sequela neurológica após 60 dias. • Momento em que ocorre: Vacinado → ocorre entre 4-40 dias após. Comunicante de vacinação → 4-85 dias após. • Investigação diante da suspeita: pesquisa do vírus nas fezes, LCR (líquor) e ENMG (eletroneuromiografia). IFP Patrícia Silveira Sartori - patsartori8@gmail.com - 11449868690-715 7VACINAÇÃO 8. PNEUMOCÓCICA 9. MENINGOCÓCICAS 11. SARAMPO, CAXUMBA E RUBÉOLA 10. INFLUENZA 8.1 Polissacarídeo capsular conjugado: • 10V; • 13V (10V + 3, 6A e 19A) – esteve no PNI por um momento, oferecido pelo CRIE quando há sobra no estoque. • Tipo 19A é importante devido a uma maior relação com doença mais invasiva e cepa resistente à penicilina. 9.1 Meningo C – polissacarídeo capsu- lar conjugado: • Disponível no PNI aos 3 e 5 meses, com reforço aos 12 meses; • Protege contra doença invasiva e reduz colonização. 9.2 ACWY - polissacarídeo capsular conjugado: • No Brasil, há W e Y em ascensão, A não é comum; • Doses com 11-12 anos (até junho de 2023, as doses eram com 11 a 14 anos). 11.1 SCR (triplice viral): • 25 surtos de caxumba em 2020; • Em surtos de sarampo: acrescenta-se dose zero ao calendário a partir de 6 meses; • Vacina de vírus vivos atenuados; • Primeira dose aos 12 meses fora de surto, segunda dose dos 15 aos 24 meses. • PNI é uma vacina trivalente (2 subtipos A e 1 subtipo B) – vírus inativados: Crianças entre 6 meses e 5 anos completos são alvo de campanha → grupo de risco. • Rede privada: trivalente e quadrivalente; 8.2 Pneumo 23 polissacarídica: • > 2 anos • Para pacientes com risco de doença pneumocócica invasiva, como anemia falciforme, imunossupressão e síndrome nefrótica. • OBS: Vacina realizada aos 2 e 4 meses, com reforço aos 12 meses (rede privada tem dose com 6 meses também). 8.3 Reação de Arthus: • Reação local com flogismo mais intenso. • Rápido aparecimento (24-48 horas após a vacinação). • Tratamento sintomático. 9.3 Meningo B - recombinante: • B é o segundo sorotipo mais comum BR; • Alto custo na rede privada. • Contraindicação: hipersensibilidade conhecida às vacinas. • Na primeira vez que recebe a vacina, se até 9 meses de idade, recebe 2 doses com intervalo de 1 mês. • Contraindicação: história de anafilaxia e menores de 6 meses de idade. 11.2 Efeitos adversos (EA): Locais: enduração, dor, eritema e hiperestesia; Sistêmicos: • Febre alta > 39,5º: do 5º ao 12º dia (predispostos → convulsão febril); • Cefaléia: do 5º ao 12º dia; • Exantema: do 7º ao 14º dia (componentes S e R); • Linfadenopatia: do 7º ao 21º dia (componente R); • Meningite: do 11º ao 32º (componente C); • Encefalite: do 15º ao 30º dia em primovacinados (S e C); • Outras neurológicas: ataxia, mielite transversa, neurite óptica, síndrome de Guillain-Barré e paralisia ocular motora; • Púrpura trombocitopênica – PT (contraindica as próximas doses). IFP Patrícia Silveira Sartori - patsartori8@gmail.com - 11449868690-715 INFECTOLOGIA PEDIÁTRICA8 PAESA (Panencefalite esclerosante subaguda pós-vacinal): • Não há dados epidemiológicos que realmente comprovem o risco vacinal. Porém, há casos de PAESA em crianças sem história de doença natural e que receberam a vacina; • Hipótese possível: sarampo não diagnosticado; • Não se pode excluir vacinação como causa; • Risco pós-vacinal é de 0,7/1.000.000 doses e, após a doença natural, de 8,5/1.000.000 casos de sarampo (maior risco). OBS: Não causa autismo – associações foram descartadas! 11.3 Particularidades da vacina: • Se doença febril aguda, adiar vacinação até resolução → não confundir sintomas com EA; • Após uso de IVIG (imunoglobulina), sangue e derivados → adiar a vacinação por 3-11 meses (pois há prejuízo da resposta vacinal). 11.4 Contraindicações: • Anafilaxia a dose anterior da vacina; • Grávidas (evitar gravidez em 30 dias após a vacinação devido ao risco de rubéola congênita); • Pessoas com imunodeficiências congênitas ou adquiridas (HIV em vigência de imunossupressão grave: crianças e adolescentes (CD4 5 anos, faz dose única); • Não há consenso sobre a duração de proteção conferida pela vacina, mas é altamente imunogênica; • Recomendação do PNI: se recebeu a primeira dose antes dos 5 anos, indicada uma segunda dose. Se aplicada a partir dos 5 anos de idade em dose única. 12.2 Contraindicações: • 38ºC, por mais de 24 horas) e um ou mais dos seguintes sinais ou sintomas: • Náuseas e vômitos; • Dor abdominal; • Astenia (duração >72 horas); • Mialgia (duração >24 horas); • Artralgia (duração >24 horas); • Dispneia. Nível 2 da Doença viscerotrópica; Presença de doença viscerotrópica (Nível 1) e um ou mais dos seguintes sinais: • Icterícia (bilirrubinas total elevada >1,5 vezes o valor normal); • Disfunção hepática (elevação de AST e ALT três vezes acima do normal); • Insuficiência renal(diminuição da taxa de filtração glomerular, medida por elevação da ureia e creatinina acima de 1,5 vezes do valor normal sem história de doença renal prévia); IFP Patrícia Silveira Sartori - patsartori8@gmail.com - 11449868690-715 9VACINAÇÃO 13. VARICELA 14. HEPATITE A 14.1 Conceitos: • Vírus inativado; • Muito eficaz com proteção de longa duração; • No PNI desde 2014: Uma dose aos 15 meses. No sistema privado a primeira dose é aos 12 meses e a segunda dose aos 18 meses. • Se em exposição, pode ser aplicada em até 14 dias (tentativa de bloqueio). 14.2 Contraindicações: Anafilaxia a quaisquer dos componentes da vacina. • Taquicardia (frequência cardíaca >100 bpm) ou bradicardia (5 vezes acima do valor normal); • Dificuldade respiratória (dispneia, insuficiência da ventilação ou da oxigenação). • Trombocitopenia (plaquetasprivada já tinha disponível a Dengvaxia, mas a partir de 2023 houve a aprovação da vacina Qdenga, que foi segura para todos. Ambas utilizam tecnologia de DNA recombinante (Dengvaxia usa vírus vacinal da FA e QDenga, o DENV-2 atenuado). Dengvaxia (Sanofi-Aventis, desde 2016) • Cerca de 65% de eficácia para doença sintomática; 79% para dengue grave; 93% para dengue hemorrágica e mais de 80% para internação. Só para pessoas soropositivas (6-45 anos) em 3 doses com intervalo de 6 meses. • Não pode ser feito para pessoas não infectadas anteriormente, pois há mais chances de hospitalização (5 a cada 1.000 pessoas) e de desenvolver dengue com sinais clínicos de alarme (duas a cada mil pessoas) para quem nunca teve contato com o vírus. • Cobre DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. • Recomendada para crianças a partir de 6 anos de idade, soropositivas para dengue. Esquema de 4 doses com intervalo de seis meses entre elas (0 - 6 - 12 meses). • Contraindicada para crianças imunodeprimidas. • Não disponível no PNI. QDenga ou TAK-003 (Takeda - autorização recente da ANVISA) • Cerca de 63% de eficácia para doença sintomática de qualquer gravidade e 85% para internação. 4 anos a 60 anos para qualquer estado sorológico, em 2 doses com intervalo de 3 meses. • 4 -5 anos de estudo foram concluídos no segundo semestre de 2022. IFP Patrícia Silveira Sartori - patsartori8@gmail.com - 11449868690-715 INFECTOLOGIA PEDIÁTRICA12 • Tetravalente, a partir de 4 anos de idade. • A eficácia foi semelhante em todas as faixas etárias (72,8% a 83,3%) e entre participantes que eram soronegativas no início do estudo (74,9%) e aqueles que eram soropositivos no início do estudo (82,2%). Vacina Proteção contra Composição Número de doses Básico / Reforço Idade reco- mendada Intervalo entre as doses Recomendado / Mínimo Hepatite B recombinante Hepatite B Antígeno recombinante de superfície do vírus 3 doses (iniciar ou complementar o esquema de acordo com situação vacinal) - - 2ª dose: 1 mês após 1ª dose 3ª dose: 6 meses após 1ª dose 2ª dose: 1 mês após 1ª dose Difteria e tétano (dt) Difteria e tétano Toxóides diftérico e tetânico purifi- cados, inativa 3 doses (iniciar ou complementar o esquema de acordo com situação vacinal) A cada 10 anos. Em caso de ferimentos graves a cada 5 anos. - 60 dias 3ª dose: 4 meses após 1ª dose. Febre amarela (atenuada) Febre amarela Vírus vivo atenuado Dose única, para pessoas que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação Reforço, caso a pessoa tenha recebido uma dose da vacina antes de completar 5 anos de idade Dose única para pessoas que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação - - Sarampo, caxumba e rubéola (SCR) (1) (2) Sarampo, caxumba e rubéola Vírus vivo atenuado Iniciar ou completar 2 doses, de acordo com situação vacinal - - - 30 dias Papilomavírus humano (HPV) (3) Papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18 (recombinante) Partícula da cápsula do vírus antígeno de superfície Iniciar ou completar 2 doses, de acordo com situação vacinal - 9 a 14 anos para meninas e meninos 2ª dose: 6 meses após 1ª dose - Pneumocócica 23-valente (PPV 23) (4) Meningite, Sepse pneumonias, sinusite, otite e bronquite. Polissacarídeo capsular de 23 sorotipos pneumocócicos 1 dose - A partir de 5 anos de idade para os povos indígenas, sem comprovação da vacina PCV 10 - - Meningocócica ACWY (conjugada) Meningite meningocócica sorogrupos A, C, W e Y Polissacarídeos capsulares purificados de Neisseria meningitidis dos sorogrupos A, C, W e Y 1 dose - 11 e 14 anos - - Butantan-DV (Instituto Butantan) • A previsão é que o estudo da vacina nacional seja enviado para análise da Anvisa somente em meados de dezembro de 2024. Na prática, a aprovação deve ficar para 2025. • O estudo seguirá até todos os indivíduos completarem 5 anos de acompanhamento, em 2024. • Resultados preliminares: Em pessoas que contraíram a doença antes do estudo, a proteção foi de 89,2%. Já naqueles que nunca tiveram contato com o vírus, a eficácia foi de 73,5%. • Também tetravalente. IFP Patrícia Silveira Sartori - patsartori8@gmail.com - 11449868690-715 13VACINAÇÃO 17. SITUAÇÕES ESPECIAIS - RECÉM-NASCIDO 17.1 Fragilidade imunológica Espera-se menor resposta imunológica em crianças nascidas comem até 14 dias antes do transplante para vacinas inativadas e 30 dias antes para vacinas vivas. IFP Patrícia Silveira Sartori - patsartori8@gmail.com - 11449868690-715 INFECTOLOGIA PEDIÁTRICA14 IFP Patrícia Silveira Sartori - patsartori8@gmail.com - 11449868690-715