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Aula dia 06/02
- 5 a 10% do câncer é hereditário e os outros % tem causa esporádica 
Citologia: estudo das células (unidades funcionais estruturais básicas dos seres humanos)
- saber distinguir uma célula normal de uma célula atípica 
História da citopatologia
- citologia oncótica: análise microscópica das características celulares. Função: detecção de lesões tumorais. Um dos exemplos mais comuns é o exame preventivo de colo de útero conhecido também como Papanicolau 
- amostras possíveis de Papanicolau: biópsia, mucosa, secreção, urina
História
- século XX: reconhecimento do trabalho do Dr. George Papanicolau (um grego)
- estudou medicina em Atenas
- na Alemanha obteve o título do PhD pela Universidade de Munique (1910)
- 1913: foi para USA (Universidade de Cornell)
- pesquisas iniciais tinham como alvo: esfregaços vaginais de animais de laboratório e posteriormente de mulheres e verificava o comportamento dessas células dependendo dos estímulos hormonais 
- a técnica poderia ser usada: na detecção de células malignas de câncer cervical 
- 1928: Papanicolau apresentou o trabalho “Novo diagnóstico do câncer” 
- no mesmo ano, outro pesquisador Aurel Babes publicou o primeiro trabalho “Diagnóstico do Câncer do colo uterino por esfregaços” 
- oncologista James Ewing: considerou que esse exame não iria contribuir em nada 
Aula dia 13/02
Histórico da Citopatologia
- tudo na folha
Citologia oncótica e o biomédico
- o que o biomédico pode fazer: realizar análises citológicas do material esfoliativo, dos raspados e aspirados de lesões e cavidade corpóreas, através da metodologia de Papanicolau para o diagnóstico citológico 
- biomédico pode realizar coleta do material cérvico-vaginal/ microflora e leitura da respectiva lâmina mas não pode fazer PBAF (de punção biopsia aspirativa por agulha fina)
Estrutura e funcionamento do laboratório de citopatologia 
Objetivos: 
- realizar exames citopatológicos convencionais em materiais de esfoliação cervico-vaginal e de outros órgãos;
- Estabelecer normas para obtenção, fixação e transporte dos espécimes citológicos; 
- Elaborar e monitoras as normas de cadastro dos exames e processamento técnico-laboratorial das amostras; 
Desenvolver e manter arquivos de laudos e lâminas de todos os exames; A SBCC (sociedade brasileiras de citologia clínica) e da SBAC (sociedade brasileiras de análises clínicas) de que todas as lâminas positivas ou com suspeitas de câncer devem ser arquivadas por um mínimo de 20 anos e as negativas ou insatisfatórias por um mínimo de 5 anos <- pode cair na prova
- 100 m² é suficiente para abrir um laboratório que realize 50.000 exames 
- precisa ter 2 microscópios pelo menos no lab pequeno
- em uma sala de exames deve ter pelo menos: um local para o paciente se trocar, uma bancada, uma escada de dois andares, uma luz móvel, uma mesa ginecológica, entre outras coisas
- coloração: Papanicolau ou Shor
- leitura do exame
- laudo: permite a precisão dos resultados, existe um padrão
- no laudo deve constar: identificação do paciente, nome do médico que solicitou o exame, o tipo do exame e sitio anatômico, resumo dos dados clínicos, descrição da amostra, descrição dos achados microscópicos, conclusão diagnostica, comentários e observações que complementem a conclusão 
- entrega dos resultados
- arquivos: devem ser estruturados de maneira funcional que permita o acondicionamento por ordem numérica e a rápida localização das lâminas 
- os laboratórios de citopatologia são voltados a prevenção, detecção de neoplasias malignas e assim como diagnostico de outras patologias
- deixar na secretaria do laboratório uma ficha de avaliação para os clientes preencherem e o dono do laboratório fazer mudanças para agradar seus clientes
- todo laboratório deve seguir os POPS (procedimentos operacionais padrões): no manual deve ter registro e procedimento técnico-laboratorial, interpretação diagnóstica, arquivamento, controle de qualidade, segurança 
Aparelho reprodutor feminino
- consiste em órgãos internos: 2 ovários, 2 tubas uterinas, útero e vagina
- e órgãos externos: vulva, clitóris, monte púbico, lábios maiores, lábios menores, bulbo do vestíbulo e glândulas vestibulares 
- funções: produzir os gametas femininos (ovócitos), hormônios (progesterona e estrógeno), manter o ovócito fertilizado durante seu desenvolvimento completo (fase embrionária e fetal)
Vagina
- 8 a 10 cm 
- liga o colo uterino as genitais externas
- função de proteção e secreção
- Tecido Epitelial Estratificado Pavimentoso Não Queratinizado (várias camadas de células)
Ovários
- glândulas genitais femininas inativas até a puberdade
- produz ovócitos e hormônios
- revestimento externo: Tecido epitélio germinativo Tecido Epitelial Cúbico Simples (uma camada de células)
1) Epitélio germinativo
2) Túnica albugínea: tecido conjuntivo denso e responsável pela cor esbranquiçada do ovário
3) Região cortical: tecido conjuntivo (estroma) predominam os folículos ovários (ovócitos)
4) Região medular: tecido conjuntivo frouxo com rico leito vascular (muitas artérias, veias)
Tubas uterinas / tubas de falópio
- são dois tubos musculares com grande mobilidade 
- 12 cm cada um
- função de recolher o ovócito e transportá-lo ao útero 
- Tecido Epitelial Simples Cilíndrico Ciliado 
Útero
- estrutura oca
- situada na parte mediana da cavidade pélvica feminina
- possui espessas paredes musculares
- função: alojar o óvulo fecundado
- tem de 6 a 8 cm de comprimento e de 2 a 4 cm de largura
- variação: tamanho e formado de acordo com a idade, estado hormonal 
- tem 3 partes: o fundo (forma de cúpula), o corpo (orifício interno) e o colo do útero (orifício externo) 
- 3 camadas ou túnicas:
Perimétrio (serosa): mesotélio e T. conjuntivo
Miométrio: músculo liso
Endométrio: mucosa uterina 
- O endométrio é revestido pelo Epitélio Simples Cilíndrico Ciliado
Colo uterino (Cérvix ou Cervice): divido em endocervice e ectocervice
- porção fibromuscular estreita inferior do útero que se abre na vagina
- formato: cilíndrico ou cônico
- Ectocervice/colo uterino (externo): é recoberta por um Epitélio Escamoso/Pavimentoso Estratificado róseo com várias camadas de células (superficiais, intermediárias, parabasais e basais). Porção vaginal do colo uterino. 
Na ectocervice normal veremos: células escamosas intermediárias/superficiais. Citoplasma basofílico ou eosinofílico (depende da quantidade de corante e qual camada de célula está sendo analisado, célula superficial cora em rosa, célula intermediária cora em azul).
- Endocervice/canal cervical (interno): é recoberto por um Epitélio Colunar/Cilíndrico ou as vezes Glandular avermelhado com uma única camada de células. Faz invaginações que são denominadas de glândulas endocervicais ou criptas endocervicais que podem se estender de 5 a 8 mm da superfície do colo, elas secretam muco.
- tem uma Junção Cilíndrico Pavimentosa ou Junção Escamocolunar que é a junção do endocervice e do ectocervice.
- Tipos epiteliais da cérvice: Epitélio Pavimentoso Estratificado (escamoso), vulva e vagina tem este tecido, é o que tem no colo uterino ou ectocervice (mesma coisa). Epitélio cilíndrico (colunas ou cilíndrico), é o que tem no canal cervical ou endocervice (mesma coisa).
Aula dia 20/02
Junção escamocolunar (JEC) ou Junção cilíndrico pavimentosa
Escamoso pode ser chamado de pavimentoso / Colunar pode ser chamado de cilíndrico
- junção do ectocervice e do endocervice 
- A localização da JEC com relação ao orifício cervical externo é variável durante a vida da mulher 
* depende de fatores como: idade, estado hormonal, uso de anticoncepcionais, gravidez 
*A junção escamocolunar (JEC) é visível durante: a infância, perimenarca, após a puberdade, início do período reprodutivo 
“Junção escamocolunar original” 
- representa a junção do epitélio escamoso e o epitélio colunar
- formada durante a embriogênese e a VIDA INTRA-UTERINA
Na infância e na perimenarca, a JEC original estálocalizada próximo ao orifício cervical externo 
(invaginações = criptas / glândulas endocervicais que secretam muco)
Depois da puberdade e durante o período reprodutivo -> os órgãos genitais femininos DESENVOLVEM SOB A INFLUÊNCIA DO ESTRÓGENO por isso:
O colo uterino: aumenta de tamanho, cresce e o canal endocervical alonga-se
 *Ocorre à eversão do epitélio colunar na parte inferior do canal endocervical próximo à ectocervice, o epitélio colunar/cilíndrico vai ficando visível na ectocervice pois esta aumentou: essa condição é chamada de Ectopia ou Ectrópia.
Ectopia ou Ectrópia
Colo uterino -> visão esquemática lateral 
*Epitélio colunar estende-se para fora do canal endocervical 
*Eversão do epitélio colunar é uma condição fisiológica
Ectopia da área do colo uterino -> Metaplasia escamosa (transformação fisiológica): é uma alteração em que um tipo de célula madura é substituído por outro tipo de célula madura
Metaplasia escamosa -> é a substituição fisiológica do Epitélio colunar evertido que irá virar o Epitélio escamoso recém formado por conta do MEIO VAGINAL ÁCIDO (durante os anos reprodutivos e a gravidez) que foi desgastando o epitélio colunar
- Este processo ocorre como um mecanismo adaptativo celular
- Células sensíveis (colunares) ao ambiente adverso são substituídas por células capazes de sobreviver ao estresse (escamosa)
-> Localização da JEC em uma mulher por volta dos 30 anos: 
*A medida que a mulher passa da idade reprodutiva à perimenopausa -> a localização da Nova JEC avança progressivamente em direção ao orifício cervical externo 
Localização da JEC em uma mulher na perimenopausa 
*No período da perimenopausa e depois da menopausa: O colo uterino reduz de tamanho, falta de estrógeno. Portanto, vai ter o movimento da Nova JEC em direção a orifício cervical externo -> para dentro do canal endocervical
-> Localização da JEC em uma mulher na pós-menopausa: a NOVA JEC (junção de células colunares com células escamosas metaplásicas) entrou no canal cervical 
*Nas mulheres na pós-menopausa a NOVA JEC é muitas INVISÍVEL ao exame visual 
Cistos de Naboth
- Alguns cistos podem ser vistos no epitélio metaplásico maduro 
*O cisto de Naboth -> são cistos de retenção que se desenvolvem como resultado da oclusão de uma abertura de criptas endocervicais por conta do epitélio escamoso metaplásico (nova JEC)
- Epitélio colunar secreta muco mas o epitélio escamoso (nova JEC) impede a passagem deste muco o que provoca um acumulo do mesmo formando um cisto -> fica cheio e distende o cisto
- é normal e não é maligno
Aula dia 27/02
Metaplasia escamosa
*Células escamosas imaturas são células em desenvolvimento e significa, quando há uma pequena ou nenhuma estratificação.
-> Do ponto de vista estrutural as células metaplásicas Imaturas se parecem com as células PARABASAIS do epitélio do epitélio escamoso.
Células metaplásicas imaturas
se diferenciam para
Epitélio metaplasico estratificado maduro
*São vistos também neste epitélio: 
- Células colunares (ou glandulares/cilíndrica)
- Vacúolos de muco
- Células intermediárias
- Cistos de Naboth 
*Na grande maioria das mulheres o epitélio imaturo recém-formado -> converte em um epitélio escamososo metaplásico maduro 
*Em menor número pode se desenvolver em um epitélio atípico ou displásico Epitélio colunar 
Metaplasia escamosa imatura (ZT) 
 EX: infecção por tipos de HPV oncogênico
 Epitélio escamoso atípico
ou displásico 
Epitélio escamoso metaplásico
maduro 
Ou pode virar metaplásico maduro ou displásico (esse causando o câncer)
*Certos tipos de HPV oncogênico podem infectar de modo persistente as células metaplásicas escamosas basais (pois começa lá de baixo) imaturas transformá-las em células atípicas com anomalias nucleares e citoplasmáticas. A proliferação e a expansão descontrolada dessas células atípicas podem levar à formação de um epitélio displásico anormal que pode: regredir ao normal e persistir como displasia ou progredir para neoplasia invasiva depois de vários anos
Citologia Oncótica
- A coleta apesar de simples, deve ser sistematizada, pois, influencia diretamente a eficácia do rastreamento das alterações celulares 
Possível detectar: 
- Alterações benignas
- Lesões pré-maligna ou maligna
- Agentes infecciosos
- Alterações inflamatórias agudas ou crônicas 
- Alterações epiteliais
Orientações coleta
48 horas antes da coleta é necessário seguir os seguintes cuidados:
- Não usar creme vaginal
- Não utilizar ducha ou fazer lavagem interna
- Não manter relações sexuais (com ou sem preservativos)
- Não coletar durante a menstruação
- Não realizar exame ginecológico toque e/ou Ultrassom transvaginal
- Não efetuar assepsia prévia
- Realizar a coleta antes da aplicação do ácido acético ou lugol 
Antes de iniciar a coleta 
- Identificar a lâmina (porção fosca)
- mesa ginecológica
- introdução do espéculo vaginal 
- coleta: ectocervical e endocervical. Coleta com espátula de Ayres, mas tem vários tipos: mais arredondada (posso pegar com cuidado material nas pregas vaginais), menos arredondada e escovinha. Coleta pode ser tríplice (parede lateral da vagina, da endocervice e da ectocrvice), então Wied e Bahr separaram a lâmina em 3 partes para colocar cada material separadamente na mesma lâmina
Citologia convencional
- Preparação da lâmina de esfregaço 
- Ecto: espátula de ayre
- Endo: coleta com escova 
Fixação:
Politilenoglicol: Pingar 3 ou 4 gotas da solução fixadora sobre o material 
Álcool a 95%: A lâmina com material deve ser submersa no álcool a 95%
Propinilglicol: Borrifar a lâmina com o spray fixador a uma distância de 20cm 
Um esfregaço adequado deve conter: 
- Células escamosas da ectocérvice
- Células metaplásicas imaturas
- Células endocervicais 
Citologia em meio líquido
- Diferentes tipos de escovas permitem coletar células: do endocérvice e do ectocérvice. Coleta com a escova plástica (cervex) e coloco somente a parte com escova no meio líquido e dispenso a aste de plástico, homegeneização da suspensão celular e instalação do dispositivo (cito-centrifugação)
- Fabricantes: Gyno-prep e Thin-prep (existem outros)
- estabilidade de 2 meses e pode ser usado também em biologia molecular , ou outros testes complementares como pesquisa de HPV
- Papanicolau mais moderno porém é mais caro 
Método de coloração de Papanicolau
- Utiliza-se alguns corantes importantes:
1) Hematoxilina: corante básico que apresenta afinidade pelo núcleo das células 
2) Orange G: corante ácido que se combina com o citoplasma as células queratinizantes 
3) Eosina (EA): corante policromático, ou seja, oferece tonalidades de cores diferentes no citoplasma das células. EX: EA-36
As células que possuem o citoplasma acidófilo/eosinófilas (afinidade com eosina) absorvem várias nuances -> ROSA - AMARELO 
As células que possuem o citoplasma Basófilo (cianófilas) se coram em azul pálido ou azul esverdeado. 
Etapas de Coloração de Papanicolau
Hidratação: esta etapa requer a reposição gradual da água das células por meio de banhos alcoólicos de concentrações decrescentes até a água destilada. Umas 3X. Para preparar o núcleo para Hematoxilina
Coloração nuclear: as células hidratadas podem agora receber o corante Hematoxilina de Harris para corar o núcleo
Desidratação: para receber corantes alcoólicos citoplasmáticos -> devemos retirar a água das células com banhos alcoólicos (HCL, Etanol)
Coloração citoplasmática: nesta etapa, o citoplasma das células é corado pelos corantes Orange G (cora a queratina) e Eosina.
Desidratação: a água agora deve ser retirada com concentrações alcoólicas 
Clarificação e selagem: Usa o XILOL para deixar o citoplasma bem claro. Coloco balsamo do Canadá para selar a lamínula em cima da lâmina 
Aula dia 20/03
Coleta Insatisfatória
- rejeição
- sangue, muco, esfregaço espesso,presença de espermatozoides e leucócitos 
- dados da paciente divergentes
- material sem identificação
- frascos ou lâminas quebradas ou fora dos padrões
- ausência de amostra e/ou pedido do médico
- baixa celularidade
 Classificação de amostra insatisfatória para avaliação:
1) material acelular ou hipocelular (<10% do esfregaço)
2) (>75% do esfregaço), com sangue, muco, leucócitos (pontinhos mais escuros), presença de espermatozoides, presença de outros contaminantes 
3) amostra atrófica (não tem células suficientes)
Coleta Satisfatória
- antigamente usada satisfatória mas limitada (com inferente) mas não é mais aceito pela nomenclatura citológica brasileira 
- designa amostra que apresente células em quantidade representativa (distribuídas, bem coradas e fixadas)
- podem estar presentes: células escamosas, glandulares e metaplásicas 
Aplicação ácido acético (5%)
- isso é feito SEMPRE DEPOIS da coleta!!!
- provoca coagulação reversível ou precipitação de proteínas nucleares e das citoqueratinas com a finalidade da inspeção da nova JEC e detectar e avaliar áreas atípicas ou anormais da ZT
- áreas acetobrancas: áreas lesionadas/atípicas. Podendo ser requerido pelo médico uma biópsia desta lesão. É uma área mosaica.
- tudo depende do tamanho da lesão que ele vai reagir
- as proteínas nucleares são mais elevadas nas NICs (neoplasia intraepitelial cervical) que no tecido normal
Aplicação de solução de lugol
- teste de Shiller
- epitélio escamoso normal (originais ou metaplásicos maduros) é rico em glicogênio (capta iodo – castanho escuro)
- o epitélio colunar normal e áreas de lesão tem ausência de glicogênio (não capta o iodo – amarelo açafrão) 
Pode-se usar ácido acético e depois confirmar com a solução de lugol
Diferentes células escamosas estratificadas 
Superficial: núcleo piquinótico e se cora de rosa, mais “deformada”, é poligonal. Citoplasma acidófilo, rico em filamentos de queratina, contém grânulos citoplasmáticos que representam lipídios
Intermediárias: núcleo um pouco maior que o da superficial e cora roxo ou azul. Começa a ganhar forma. Mais agrupadas. Citoplasma basofílico e rico em glicogênio. Os depósitos de glicogênio coram em amarelo na coloração de Papanicolau. Células naviculares (forma de um barco pois as vezes se dobram). 
Parabasais: núcleo maior que os das anteriores cora de roxo ou azul. Ganha mais forma arredondada. Célula esférica ou ovalada. Citoplasma basofílico. 
Basais: núcleo maior que o das anteriores e cora de roxo ou azul, são mais redondinhas
Metaplásicas: começa a ter mudança no seu formato, cora de roxo azulado
Diferentes células colunares/cilíndricas simples 
- são pequenas e arredondas, núcleo arredondado
- as vezes ficam em forma de favo de mel pois se juntam muito 
- sempre que tem muita presença de muco elas ficam próximas 
- têm muco pois elas secretam muco 
- A irritação das células cilíndricas/colunares expostas à acides vaginal conduz ao surgimento das células de reserva em baixo das células cilíndricas/colunares. Essas células proliferam e produzem hiperplasia das células de reserva (aumento das células de reserva)
Esfregaço da ZONA DE TRANSFORMAÇÃO tem células escamosas metaplásicas, são geralmente arredondadas
Aula dia 27/03
SNC estimula o hipotálamo a liberar GnRH que age sobre a hipófise a estimulando a liberar os hormônios FSH e LH que irão agir nos ovários que irão liberar Estrogênio e Progesterona que agem no ciclo menstrual, na ovulação, na gestação, na lactação.
- Durante a ovulação = aumento de estrogênio
Ciclo ovariano
Modificações morfológicas e fisiológicas dos ovários durante cada ciclo menstrual
1ª fase: folicular ou estrogênica 
- crescimento e maturação folicular
- produção e liberação de estrogênio da centrifugação
2ª fase: Lútea ou progestacional 
- Formação e funcionamento do corpo lúteo
- Produção: Progesterona > estrôgenio 
As células luteínicas sintetizam e liberam Progesterona na circulação
Quiescência (repouso) da contração uterina
Desenvolvimento glandular: endométrio
Ambiente uterino adequado para o desenvolvimento do embrião 
Ciclo uterino
1ª fase: Proliferativa 
Estrogênio induz a proliferação das células epiteliais o que faz aumentar a espessura do endométrio e este atinge de 2 a 3mm
2ª fase: Secretora
Aumento da progesterona em relação ao estrogênio -> Proliferação celular e desenvolvimento, “secreção” endometrial que ajudará a NUTRIR e desenvolver o óvulo fertilizado. Nesta fase o endométrio é rico em glicogênio
Endométrio atinge: 5mm de espessura
MENARCA Menstruação: Sangramento genital periódico e temporário (25 a 70ml)
 Menopausa 
1ª menstruação até Última menstruação 
Beta HCG: hormônio que aumenta durante a gravidez
O ciclo menstrual é um processo regulado pela hipófise e mediado pelos ovários
O objetivo final desse processo é preparar o endométrio para uma possível gravidez
No endométrio, o ciclo menstrual é representado por fases:
Menstrual (1º ao 5º dia)
Estrogênica ou proliferativa (6º ao 14º dia)
Progestacional ou secretória (15º ao 28º)
Durante a fase secretória, o endométrio rico em glicogênio -> é receptivo à implantação do óvulo
CASO ISSO NÃO OCORRA, O ENDOMÉTRIO DESCAMARÁ E O CICLO SERÁ REINICIADO 
As variações hormonais observadas durante o ciclo menstrual -> também afetam os epitélios escamoso e endocervical 
*Antes do sangramento menstrual torna-se comum o processo de citólise (lise da célula) das células intermediárias (pois aqui o citoplasma tem mais glicogênio)-> ocasionada pelos lactobacilos (bacilos de Doderlein) 
Endometriose: toda mulher tem a menstruação normal, na endometriose, as vezes o fluxo desce porém volta um pouco e formam coágulos e podem ir parar em qualquer órgão. EX: rim, intestino, cavidade pélvica. Pode ser sintomático ou assintomático. 
Citologia hormonal
- Trato genital feminino é hormônio dependente pois para avaliar a situação endócrina feminina e a variação do grau de maturação das células escamosas estudamos quais células escamosas estão presentes 
- No pós-menopausa por conta da ausência de hormônios a mulher tem dificuldade na maturação das células, tem uma predominância da presença de células profundas (parabasais, basais) e dependendo do grau da menopausa tem a presença das células intermediárias. 
- Mulher no ciclo menstrual: predominância de células superficiais
- 4 coletas diferentes para avaliar a citologia hormonal
- Uma mulher na pós-menopausa, o médico indica para ela uma pequena dose de estrógeno para manutenção e pede uma nova coleta após um tempo de uso do estrógeno, então começa a ver uma maturação das células epiteliais escamosas profundas para INTERMEDIÁRIAS. 
Coleta – amostras:
Parede lateral media vaginal
Fundo do saco vaginal
Ectocérvice 
Epitélio urinário
Para sedimentação Urina
Citologia Hormonal Simples (isolada)
- avaliação hormonal indireta e não invasiva
- vejo a função placentária, detectar a data do parto -> nas mulheres grávidas
- Coleta de amostra em qualquer idade e fase do ciclo menstrual ou na ausência dele
Citologia Hormonal Seriada (curva)
- Coleta de amostras em diferentes fases do ciclo menstrual 
1ª) até o 8º dia (fase folicular/proliferativa) – final da menstruação
2ª) 13º, 14º e 15º dia (ovulação) 
3º) a partir do 18º dia (fase lútea, secretora) 
4º) entre o 26º e 28º dia (final do ciclo) 
Índices Citológicos: 
1) Contagem diferencial dos tipos celulares: Profundas (P), Intermediárias (I) e Superficiais (S)
- Cianofílicas/ Basofílicas(básicas) EX: célula escamosa intermediária e Eosinofílicas/Acidófilas (ácidas) EX: célula escamosa superficial = coram dessas cores 
- Índice de Eosinofílicas (I.E)
2) Obtenção do índice picnótico (I.P)
- Soma das células Cianofílicas + Eosinofílicas
- I.P e I.E são indicadores de atividade estrogênica pois o aumento de maturação das células é igual altos níveis de estrógeno 
3) Obtençãoíndice de Frost (I.F)
- Expressa a relação percentual (%) entre os tipos celulares 
EX 1:
IM (índice de maturação) = 80 profundas / 20 intermediárias / 0 superficiais
80% de células profundas / 20% de células intermediárias / 0% de células superficiais 
Esta mulher estar na menopausa e na infância pois não tem presença de células superficiais e suas células profundas e intermediárias estão em grande quantidade 
EX 2:
0% de células profundas / 40% de células intermediárias / 60% de células superficiais 
Esta mulher está na fase reprodutiva, é uma mulher jovem. Estrógeno está mais ativo nesta fase e 
4) Descrição do padrão de descamação epitelial 
Esfregaço limpo: células planas e isoladas, indicativo de atividade estrogênica pura. Predomínio de células escamosas superficiais 
Esfregaço sujo: células pregueadas e aglutinadas, sugestivo de ação conjunta do estrógeno com outro hormônio (progesterona ou androgênios). Predomínio de células escamosas intermediárias 
A) 1º Semana do ciclo: células intermediárias
B) Meio do ciclo menstrual (pico de estrógeno): células superficiais
C) Após pico do estrógeno e predominância da Progesterona (3ª semana de ciclo): Células intermediárias 
D) Final do ciclo menstrual (citólise): epitélio descamativo 
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