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Aula dia 06/02 - 5 a 10% do câncer é hereditário e os outros % tem causa esporádica Citologia: estudo das células (unidades funcionais estruturais básicas dos seres humanos) - saber distinguir uma célula normal de uma célula atípica História da citopatologia - citologia oncótica: análise microscópica das características celulares. Função: detecção de lesões tumorais. Um dos exemplos mais comuns é o exame preventivo de colo de útero conhecido também como Papanicolau - amostras possíveis de Papanicolau: biópsia, mucosa, secreção, urina História - século XX: reconhecimento do trabalho do Dr. George Papanicolau (um grego) - estudou medicina em Atenas - na Alemanha obteve o título do PhD pela Universidade de Munique (1910) - 1913: foi para USA (Universidade de Cornell) - pesquisas iniciais tinham como alvo: esfregaços vaginais de animais de laboratório e posteriormente de mulheres e verificava o comportamento dessas células dependendo dos estímulos hormonais - a técnica poderia ser usada: na detecção de células malignas de câncer cervical - 1928: Papanicolau apresentou o trabalho “Novo diagnóstico do câncer” - no mesmo ano, outro pesquisador Aurel Babes publicou o primeiro trabalho “Diagnóstico do Câncer do colo uterino por esfregaços” - oncologista James Ewing: considerou que esse exame não iria contribuir em nada Aula dia 13/02 Histórico da Citopatologia - tudo na folha Citologia oncótica e o biomédico - o que o biomédico pode fazer: realizar análises citológicas do material esfoliativo, dos raspados e aspirados de lesões e cavidade corpóreas, através da metodologia de Papanicolau para o diagnóstico citológico - biomédico pode realizar coleta do material cérvico-vaginal/ microflora e leitura da respectiva lâmina mas não pode fazer PBAF (de punção biopsia aspirativa por agulha fina) Estrutura e funcionamento do laboratório de citopatologia Objetivos: - realizar exames citopatológicos convencionais em materiais de esfoliação cervico-vaginal e de outros órgãos; - Estabelecer normas para obtenção, fixação e transporte dos espécimes citológicos; - Elaborar e monitoras as normas de cadastro dos exames e processamento técnico-laboratorial das amostras; Desenvolver e manter arquivos de laudos e lâminas de todos os exames; A SBCC (sociedade brasileiras de citologia clínica) e da SBAC (sociedade brasileiras de análises clínicas) de que todas as lâminas positivas ou com suspeitas de câncer devem ser arquivadas por um mínimo de 20 anos e as negativas ou insatisfatórias por um mínimo de 5 anos <- pode cair na prova - 100 m² é suficiente para abrir um laboratório que realize 50.000 exames - precisa ter 2 microscópios pelo menos no lab pequeno - em uma sala de exames deve ter pelo menos: um local para o paciente se trocar, uma bancada, uma escada de dois andares, uma luz móvel, uma mesa ginecológica, entre outras coisas - coloração: Papanicolau ou Shor - leitura do exame - laudo: permite a precisão dos resultados, existe um padrão - no laudo deve constar: identificação do paciente, nome do médico que solicitou o exame, o tipo do exame e sitio anatômico, resumo dos dados clínicos, descrição da amostra, descrição dos achados microscópicos, conclusão diagnostica, comentários e observações que complementem a conclusão - entrega dos resultados - arquivos: devem ser estruturados de maneira funcional que permita o acondicionamento por ordem numérica e a rápida localização das lâminas - os laboratórios de citopatologia são voltados a prevenção, detecção de neoplasias malignas e assim como diagnostico de outras patologias - deixar na secretaria do laboratório uma ficha de avaliação para os clientes preencherem e o dono do laboratório fazer mudanças para agradar seus clientes - todo laboratório deve seguir os POPS (procedimentos operacionais padrões): no manual deve ter registro e procedimento técnico-laboratorial, interpretação diagnóstica, arquivamento, controle de qualidade, segurança Aparelho reprodutor feminino - consiste em órgãos internos: 2 ovários, 2 tubas uterinas, útero e vagina - e órgãos externos: vulva, clitóris, monte púbico, lábios maiores, lábios menores, bulbo do vestíbulo e glândulas vestibulares - funções: produzir os gametas femininos (ovócitos), hormônios (progesterona e estrógeno), manter o ovócito fertilizado durante seu desenvolvimento completo (fase embrionária e fetal) Vagina - 8 a 10 cm - liga o colo uterino as genitais externas - função de proteção e secreção - Tecido Epitelial Estratificado Pavimentoso Não Queratinizado (várias camadas de células) Ovários - glândulas genitais femininas inativas até a puberdade - produz ovócitos e hormônios - revestimento externo: Tecido epitélio germinativo Tecido Epitelial Cúbico Simples (uma camada de células) 1) Epitélio germinativo 2) Túnica albugínea: tecido conjuntivo denso e responsável pela cor esbranquiçada do ovário 3) Região cortical: tecido conjuntivo (estroma) predominam os folículos ovários (ovócitos) 4) Região medular: tecido conjuntivo frouxo com rico leito vascular (muitas artérias, veias) Tubas uterinas / tubas de falópio - são dois tubos musculares com grande mobilidade - 12 cm cada um - função de recolher o ovócito e transportá-lo ao útero - Tecido Epitelial Simples Cilíndrico Ciliado Útero - estrutura oca - situada na parte mediana da cavidade pélvica feminina - possui espessas paredes musculares - função: alojar o óvulo fecundado - tem de 6 a 8 cm de comprimento e de 2 a 4 cm de largura - variação: tamanho e formado de acordo com a idade, estado hormonal - tem 3 partes: o fundo (forma de cúpula), o corpo (orifício interno) e o colo do útero (orifício externo) - 3 camadas ou túnicas: Perimétrio (serosa): mesotélio e T. conjuntivo Miométrio: músculo liso Endométrio: mucosa uterina - O endométrio é revestido pelo Epitélio Simples Cilíndrico Ciliado Colo uterino (Cérvix ou Cervice): divido em endocervice e ectocervice - porção fibromuscular estreita inferior do útero que se abre na vagina - formato: cilíndrico ou cônico - Ectocervice/colo uterino (externo): é recoberta por um Epitélio Escamoso/Pavimentoso Estratificado róseo com várias camadas de células (superficiais, intermediárias, parabasais e basais). Porção vaginal do colo uterino. Na ectocervice normal veremos: células escamosas intermediárias/superficiais. Citoplasma basofílico ou eosinofílico (depende da quantidade de corante e qual camada de célula está sendo analisado, célula superficial cora em rosa, célula intermediária cora em azul). - Endocervice/canal cervical (interno): é recoberto por um Epitélio Colunar/Cilíndrico ou as vezes Glandular avermelhado com uma única camada de células. Faz invaginações que são denominadas de glândulas endocervicais ou criptas endocervicais que podem se estender de 5 a 8 mm da superfície do colo, elas secretam muco. - tem uma Junção Cilíndrico Pavimentosa ou Junção Escamocolunar que é a junção do endocervice e do ectocervice. - Tipos epiteliais da cérvice: Epitélio Pavimentoso Estratificado (escamoso), vulva e vagina tem este tecido, é o que tem no colo uterino ou ectocervice (mesma coisa). Epitélio cilíndrico (colunas ou cilíndrico), é o que tem no canal cervical ou endocervice (mesma coisa). Aula dia 20/02 Junção escamocolunar (JEC) ou Junção cilíndrico pavimentosa Escamoso pode ser chamado de pavimentoso / Colunar pode ser chamado de cilíndrico - junção do ectocervice e do endocervice - A localização da JEC com relação ao orifício cervical externo é variável durante a vida da mulher * depende de fatores como: idade, estado hormonal, uso de anticoncepcionais, gravidez *A junção escamocolunar (JEC) é visível durante: a infância, perimenarca, após a puberdade, início do período reprodutivo “Junção escamocolunar original” - representa a junção do epitélio escamoso e o epitélio colunar - formada durante a embriogênese e a VIDA INTRA-UTERINA Na infância e na perimenarca, a JEC original estálocalizada próximo ao orifício cervical externo (invaginações = criptas / glândulas endocervicais que secretam muco) Depois da puberdade e durante o período reprodutivo -> os órgãos genitais femininos DESENVOLVEM SOB A INFLUÊNCIA DO ESTRÓGENO por isso: O colo uterino: aumenta de tamanho, cresce e o canal endocervical alonga-se *Ocorre à eversão do epitélio colunar na parte inferior do canal endocervical próximo à ectocervice, o epitélio colunar/cilíndrico vai ficando visível na ectocervice pois esta aumentou: essa condição é chamada de Ectopia ou Ectrópia. Ectopia ou Ectrópia Colo uterino -> visão esquemática lateral *Epitélio colunar estende-se para fora do canal endocervical *Eversão do epitélio colunar é uma condição fisiológica Ectopia da área do colo uterino -> Metaplasia escamosa (transformação fisiológica): é uma alteração em que um tipo de célula madura é substituído por outro tipo de célula madura Metaplasia escamosa -> é a substituição fisiológica do Epitélio colunar evertido que irá virar o Epitélio escamoso recém formado por conta do MEIO VAGINAL ÁCIDO (durante os anos reprodutivos e a gravidez) que foi desgastando o epitélio colunar - Este processo ocorre como um mecanismo adaptativo celular - Células sensíveis (colunares) ao ambiente adverso são substituídas por células capazes de sobreviver ao estresse (escamosa) -> Localização da JEC em uma mulher por volta dos 30 anos: *A medida que a mulher passa da idade reprodutiva à perimenopausa -> a localização da Nova JEC avança progressivamente em direção ao orifício cervical externo Localização da JEC em uma mulher na perimenopausa *No período da perimenopausa e depois da menopausa: O colo uterino reduz de tamanho, falta de estrógeno. Portanto, vai ter o movimento da Nova JEC em direção a orifício cervical externo -> para dentro do canal endocervical -> Localização da JEC em uma mulher na pós-menopausa: a NOVA JEC (junção de células colunares com células escamosas metaplásicas) entrou no canal cervical *Nas mulheres na pós-menopausa a NOVA JEC é muitas INVISÍVEL ao exame visual Cistos de Naboth - Alguns cistos podem ser vistos no epitélio metaplásico maduro *O cisto de Naboth -> são cistos de retenção que se desenvolvem como resultado da oclusão de uma abertura de criptas endocervicais por conta do epitélio escamoso metaplásico (nova JEC) - Epitélio colunar secreta muco mas o epitélio escamoso (nova JEC) impede a passagem deste muco o que provoca um acumulo do mesmo formando um cisto -> fica cheio e distende o cisto - é normal e não é maligno Aula dia 27/02 Metaplasia escamosa *Células escamosas imaturas são células em desenvolvimento e significa, quando há uma pequena ou nenhuma estratificação. -> Do ponto de vista estrutural as células metaplásicas Imaturas se parecem com as células PARABASAIS do epitélio do epitélio escamoso. Células metaplásicas imaturas se diferenciam para Epitélio metaplasico estratificado maduro *São vistos também neste epitélio: - Células colunares (ou glandulares/cilíndrica) - Vacúolos de muco - Células intermediárias - Cistos de Naboth *Na grande maioria das mulheres o epitélio imaturo recém-formado -> converte em um epitélio escamososo metaplásico maduro *Em menor número pode se desenvolver em um epitélio atípico ou displásico Epitélio colunar Metaplasia escamosa imatura (ZT) EX: infecção por tipos de HPV oncogênico Epitélio escamoso atípico ou displásico Epitélio escamoso metaplásico maduro Ou pode virar metaplásico maduro ou displásico (esse causando o câncer) *Certos tipos de HPV oncogênico podem infectar de modo persistente as células metaplásicas escamosas basais (pois começa lá de baixo) imaturas transformá-las em células atípicas com anomalias nucleares e citoplasmáticas. A proliferação e a expansão descontrolada dessas células atípicas podem levar à formação de um epitélio displásico anormal que pode: regredir ao normal e persistir como displasia ou progredir para neoplasia invasiva depois de vários anos Citologia Oncótica - A coleta apesar de simples, deve ser sistematizada, pois, influencia diretamente a eficácia do rastreamento das alterações celulares Possível detectar: - Alterações benignas - Lesões pré-maligna ou maligna - Agentes infecciosos - Alterações inflamatórias agudas ou crônicas - Alterações epiteliais Orientações coleta 48 horas antes da coleta é necessário seguir os seguintes cuidados: - Não usar creme vaginal - Não utilizar ducha ou fazer lavagem interna - Não manter relações sexuais (com ou sem preservativos) - Não coletar durante a menstruação - Não realizar exame ginecológico toque e/ou Ultrassom transvaginal - Não efetuar assepsia prévia - Realizar a coleta antes da aplicação do ácido acético ou lugol Antes de iniciar a coleta - Identificar a lâmina (porção fosca) - mesa ginecológica - introdução do espéculo vaginal - coleta: ectocervical e endocervical. Coleta com espátula de Ayres, mas tem vários tipos: mais arredondada (posso pegar com cuidado material nas pregas vaginais), menos arredondada e escovinha. Coleta pode ser tríplice (parede lateral da vagina, da endocervice e da ectocrvice), então Wied e Bahr separaram a lâmina em 3 partes para colocar cada material separadamente na mesma lâmina Citologia convencional - Preparação da lâmina de esfregaço - Ecto: espátula de ayre - Endo: coleta com escova Fixação: Politilenoglicol: Pingar 3 ou 4 gotas da solução fixadora sobre o material Álcool a 95%: A lâmina com material deve ser submersa no álcool a 95% Propinilglicol: Borrifar a lâmina com o spray fixador a uma distância de 20cm Um esfregaço adequado deve conter: - Células escamosas da ectocérvice - Células metaplásicas imaturas - Células endocervicais Citologia em meio líquido - Diferentes tipos de escovas permitem coletar células: do endocérvice e do ectocérvice. Coleta com a escova plástica (cervex) e coloco somente a parte com escova no meio líquido e dispenso a aste de plástico, homegeneização da suspensão celular e instalação do dispositivo (cito-centrifugação) - Fabricantes: Gyno-prep e Thin-prep (existem outros) - estabilidade de 2 meses e pode ser usado também em biologia molecular , ou outros testes complementares como pesquisa de HPV - Papanicolau mais moderno porém é mais caro Método de coloração de Papanicolau - Utiliza-se alguns corantes importantes: 1) Hematoxilina: corante básico que apresenta afinidade pelo núcleo das células 2) Orange G: corante ácido que se combina com o citoplasma as células queratinizantes 3) Eosina (EA): corante policromático, ou seja, oferece tonalidades de cores diferentes no citoplasma das células. EX: EA-36 As células que possuem o citoplasma acidófilo/eosinófilas (afinidade com eosina) absorvem várias nuances -> ROSA - AMARELO As células que possuem o citoplasma Basófilo (cianófilas) se coram em azul pálido ou azul esverdeado. Etapas de Coloração de Papanicolau Hidratação: esta etapa requer a reposição gradual da água das células por meio de banhos alcoólicos de concentrações decrescentes até a água destilada. Umas 3X. Para preparar o núcleo para Hematoxilina Coloração nuclear: as células hidratadas podem agora receber o corante Hematoxilina de Harris para corar o núcleo Desidratação: para receber corantes alcoólicos citoplasmáticos -> devemos retirar a água das células com banhos alcoólicos (HCL, Etanol) Coloração citoplasmática: nesta etapa, o citoplasma das células é corado pelos corantes Orange G (cora a queratina) e Eosina. Desidratação: a água agora deve ser retirada com concentrações alcoólicas Clarificação e selagem: Usa o XILOL para deixar o citoplasma bem claro. Coloco balsamo do Canadá para selar a lamínula em cima da lâmina Aula dia 20/03 Coleta Insatisfatória - rejeição - sangue, muco, esfregaço espesso,presença de espermatozoides e leucócitos - dados da paciente divergentes - material sem identificação - frascos ou lâminas quebradas ou fora dos padrões - ausência de amostra e/ou pedido do médico - baixa celularidade Classificação de amostra insatisfatória para avaliação: 1) material acelular ou hipocelular (<10% do esfregaço) 2) (>75% do esfregaço), com sangue, muco, leucócitos (pontinhos mais escuros), presença de espermatozoides, presença de outros contaminantes 3) amostra atrófica (não tem células suficientes) Coleta Satisfatória - antigamente usada satisfatória mas limitada (com inferente) mas não é mais aceito pela nomenclatura citológica brasileira - designa amostra que apresente células em quantidade representativa (distribuídas, bem coradas e fixadas) - podem estar presentes: células escamosas, glandulares e metaplásicas Aplicação ácido acético (5%) - isso é feito SEMPRE DEPOIS da coleta!!! - provoca coagulação reversível ou precipitação de proteínas nucleares e das citoqueratinas com a finalidade da inspeção da nova JEC e detectar e avaliar áreas atípicas ou anormais da ZT - áreas acetobrancas: áreas lesionadas/atípicas. Podendo ser requerido pelo médico uma biópsia desta lesão. É uma área mosaica. - tudo depende do tamanho da lesão que ele vai reagir - as proteínas nucleares são mais elevadas nas NICs (neoplasia intraepitelial cervical) que no tecido normal Aplicação de solução de lugol - teste de Shiller - epitélio escamoso normal (originais ou metaplásicos maduros) é rico em glicogênio (capta iodo – castanho escuro) - o epitélio colunar normal e áreas de lesão tem ausência de glicogênio (não capta o iodo – amarelo açafrão) Pode-se usar ácido acético e depois confirmar com a solução de lugol Diferentes células escamosas estratificadas Superficial: núcleo piquinótico e se cora de rosa, mais “deformada”, é poligonal. Citoplasma acidófilo, rico em filamentos de queratina, contém grânulos citoplasmáticos que representam lipídios Intermediárias: núcleo um pouco maior que o da superficial e cora roxo ou azul. Começa a ganhar forma. Mais agrupadas. Citoplasma basofílico e rico em glicogênio. Os depósitos de glicogênio coram em amarelo na coloração de Papanicolau. Células naviculares (forma de um barco pois as vezes se dobram). Parabasais: núcleo maior que os das anteriores cora de roxo ou azul. Ganha mais forma arredondada. Célula esférica ou ovalada. Citoplasma basofílico. Basais: núcleo maior que o das anteriores e cora de roxo ou azul, são mais redondinhas Metaplásicas: começa a ter mudança no seu formato, cora de roxo azulado Diferentes células colunares/cilíndricas simples - são pequenas e arredondas, núcleo arredondado - as vezes ficam em forma de favo de mel pois se juntam muito - sempre que tem muita presença de muco elas ficam próximas - têm muco pois elas secretam muco - A irritação das células cilíndricas/colunares expostas à acides vaginal conduz ao surgimento das células de reserva em baixo das células cilíndricas/colunares. Essas células proliferam e produzem hiperplasia das células de reserva (aumento das células de reserva) Esfregaço da ZONA DE TRANSFORMAÇÃO tem células escamosas metaplásicas, são geralmente arredondadas Aula dia 27/03 SNC estimula o hipotálamo a liberar GnRH que age sobre a hipófise a estimulando a liberar os hormônios FSH e LH que irão agir nos ovários que irão liberar Estrogênio e Progesterona que agem no ciclo menstrual, na ovulação, na gestação, na lactação. - Durante a ovulação = aumento de estrogênio Ciclo ovariano Modificações morfológicas e fisiológicas dos ovários durante cada ciclo menstrual 1ª fase: folicular ou estrogênica - crescimento e maturação folicular - produção e liberação de estrogênio da centrifugação 2ª fase: Lútea ou progestacional - Formação e funcionamento do corpo lúteo - Produção: Progesterona > estrôgenio As células luteínicas sintetizam e liberam Progesterona na circulação Quiescência (repouso) da contração uterina Desenvolvimento glandular: endométrio Ambiente uterino adequado para o desenvolvimento do embrião Ciclo uterino 1ª fase: Proliferativa Estrogênio induz a proliferação das células epiteliais o que faz aumentar a espessura do endométrio e este atinge de 2 a 3mm 2ª fase: Secretora Aumento da progesterona em relação ao estrogênio -> Proliferação celular e desenvolvimento, “secreção” endometrial que ajudará a NUTRIR e desenvolver o óvulo fertilizado. Nesta fase o endométrio é rico em glicogênio Endométrio atinge: 5mm de espessura MENARCA Menstruação: Sangramento genital periódico e temporário (25 a 70ml) Menopausa 1ª menstruação até Última menstruação Beta HCG: hormônio que aumenta durante a gravidez O ciclo menstrual é um processo regulado pela hipófise e mediado pelos ovários O objetivo final desse processo é preparar o endométrio para uma possível gravidez No endométrio, o ciclo menstrual é representado por fases: Menstrual (1º ao 5º dia) Estrogênica ou proliferativa (6º ao 14º dia) Progestacional ou secretória (15º ao 28º) Durante a fase secretória, o endométrio rico em glicogênio -> é receptivo à implantação do óvulo CASO ISSO NÃO OCORRA, O ENDOMÉTRIO DESCAMARÁ E O CICLO SERÁ REINICIADO As variações hormonais observadas durante o ciclo menstrual -> também afetam os epitélios escamoso e endocervical *Antes do sangramento menstrual torna-se comum o processo de citólise (lise da célula) das células intermediárias (pois aqui o citoplasma tem mais glicogênio)-> ocasionada pelos lactobacilos (bacilos de Doderlein) Endometriose: toda mulher tem a menstruação normal, na endometriose, as vezes o fluxo desce porém volta um pouco e formam coágulos e podem ir parar em qualquer órgão. EX: rim, intestino, cavidade pélvica. Pode ser sintomático ou assintomático. Citologia hormonal - Trato genital feminino é hormônio dependente pois para avaliar a situação endócrina feminina e a variação do grau de maturação das células escamosas estudamos quais células escamosas estão presentes - No pós-menopausa por conta da ausência de hormônios a mulher tem dificuldade na maturação das células, tem uma predominância da presença de células profundas (parabasais, basais) e dependendo do grau da menopausa tem a presença das células intermediárias. - Mulher no ciclo menstrual: predominância de células superficiais - 4 coletas diferentes para avaliar a citologia hormonal - Uma mulher na pós-menopausa, o médico indica para ela uma pequena dose de estrógeno para manutenção e pede uma nova coleta após um tempo de uso do estrógeno, então começa a ver uma maturação das células epiteliais escamosas profundas para INTERMEDIÁRIAS. Coleta – amostras: Parede lateral media vaginal Fundo do saco vaginal Ectocérvice Epitélio urinário Para sedimentação Urina Citologia Hormonal Simples (isolada) - avaliação hormonal indireta e não invasiva - vejo a função placentária, detectar a data do parto -> nas mulheres grávidas - Coleta de amostra em qualquer idade e fase do ciclo menstrual ou na ausência dele Citologia Hormonal Seriada (curva) - Coleta de amostras em diferentes fases do ciclo menstrual 1ª) até o 8º dia (fase folicular/proliferativa) – final da menstruação 2ª) 13º, 14º e 15º dia (ovulação) 3º) a partir do 18º dia (fase lútea, secretora) 4º) entre o 26º e 28º dia (final do ciclo) Índices Citológicos: 1) Contagem diferencial dos tipos celulares: Profundas (P), Intermediárias (I) e Superficiais (S) - Cianofílicas/ Basofílicas(básicas) EX: célula escamosa intermediária e Eosinofílicas/Acidófilas (ácidas) EX: célula escamosa superficial = coram dessas cores - Índice de Eosinofílicas (I.E) 2) Obtenção do índice picnótico (I.P) - Soma das células Cianofílicas + Eosinofílicas - I.P e I.E são indicadores de atividade estrogênica pois o aumento de maturação das células é igual altos níveis de estrógeno 3) Obtençãoíndice de Frost (I.F) - Expressa a relação percentual (%) entre os tipos celulares EX 1: IM (índice de maturação) = 80 profundas / 20 intermediárias / 0 superficiais 80% de células profundas / 20% de células intermediárias / 0% de células superficiais Esta mulher estar na menopausa e na infância pois não tem presença de células superficiais e suas células profundas e intermediárias estão em grande quantidade EX 2: 0% de células profundas / 40% de células intermediárias / 60% de células superficiais Esta mulher está na fase reprodutiva, é uma mulher jovem. Estrógeno está mais ativo nesta fase e 4) Descrição do padrão de descamação epitelial Esfregaço limpo: células planas e isoladas, indicativo de atividade estrogênica pura. Predomínio de células escamosas superficiais Esfregaço sujo: células pregueadas e aglutinadas, sugestivo de ação conjunta do estrógeno com outro hormônio (progesterona ou androgênios). Predomínio de células escamosas intermediárias A) 1º Semana do ciclo: células intermediárias B) Meio do ciclo menstrual (pico de estrógeno): células superficiais C) Após pico do estrógeno e predominância da Progesterona (3ª semana de ciclo): Células intermediárias D) Final do ciclo menstrual (citólise): epitélio descamativo COLOCAR FOTO