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BIOMECÂNICA DO MÚSCULO ESQUELÉTICO HUMANO Prof. MsC. Nelson Kian üCONTRÁTEIS – fornecem características de contratibilidade (músculo) üNÃO-CONTRÁTEIS – tem as mesmas propriedades de qualquer tecido conjuntivo, incluindo tendões, ligamentos, habilidade de resistir a forças deformantes bem como a viscoelasticidade (cartilagem articular,fáscia e pele) TECIDOS É o único tecido capaz de desenvolver tensão (contração) ativamente, isso promove funções: vManter a postura ereta vMovimentar seu membros vAbsorver os choques. Somente consegue desempenhar essas funções quando devidamente estimulado. MÚSCULO PROPRIEDADES COMPORTAMENTAIS DA UNIDADE MUSCULOTENDINOSA É a capacidade de ser estirado ou de aumentar em comprimento. Extensibilidade Comprimento normal de repouso Estendido É a capacidade do músculo voltar ao comprimento normal após ser estirado. Elasticidade Após recuo elástico passivoEstendido Relativo à capacidade de aumentar seu comprimento (aumento da secção longitudinal) ou encurtamento com o passar do tempo. Viscoelástica Plasticidade É a capacidade do músculo responder com uma contração a um estímulo. Pode ser: vEletroquímicos (potencial de ação proveniente do nervo correspondente) vMecânico- aplicado a uma porção do músculo. Irritabilidade É a capacidade do músculo produzir tensão (contração) Contratibilidade ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL DO MÚSCULO ESQUELÉTICO TECIDO CONJUNTIVO TECIDO MUSCULOESQUELÉTICO TECIDO MUSCULOESQUELÉTICO Sarcômero – compartimentalizado entre 2 linhas Z TECIDO MUSCULOESQUELÉTICO Modelo de deslizamento dos miofilamentos üSarcômero – compartimentalizado entre 2 linhas Z. üBanda A – filamentos grossos e rugosos de miosina e filamentos finos e lisos de actina, üBanda I – apenas filamentos finos de actina, üBanda H – localiza-se no cento da banda A, contêm apenas filamentos grossos de miosina TIPOS DE FIBRAS MUSCULARES üCaracterísticas estruturais, histoquímicas e comportamentais diferentes. üImplicam diretamente sobre a função muscular. üDividem-se nas categorias: contração rápida (CR) e contração lenta (CL). TIPOS DE FIBRAS CARACTERÍSTICA TIPO I TIPO IIa TIPO II b Velocidade de contração lenta rápida rápida Ritmo de fadiga lento intermediário rápido Diâmetro pequeno intermediário grande Concentração de ATPase baixa alta alta Concentração mitocondrial alta alta baixa Concentração das enzimas glicolíticas baixa intermediária alta mais velhas intermediária mais novas Coloração mais vermelhas intermediária mais brancas Apesar de todas as fibras em uma unidade motora serem do mesmo tipo, a maioria dos músculos esqueléticos contém fibras tanto CR quanto CL, com as quantidades relativas variando de um músculo para o outro e de um indivíduo para o outro. TIPOS DE FIBRAS ü CR – atletas em provas que exijam contração muscular rápida e vigorosa, como as corridas de alta velocidade e os saltos. üCL – Atletas em provas de endurande (resistência), como corrida de longa distância, ciclismo e natação. TIPOS DE FIBRAS üA idade e a obesidade são fatores que afetam a composição do tipo de fibra muscular. üExiste uma redução progressiva relacionada à idade no número de unidades motoras e de fibras musculares, bem como no tamanho das fibras do tipo II. TIPOS DE FIBRAS Evidências novas salientam o papel da expressão genética sobre o tipo de fibras e sugere que o músculo esquelético se adapta às demandas funcionais alteradas com mudanças no fenótipo das fibras individuais. TIPOS DE FIBRAS Admite-se que a regeneração do músculo após um exercício pode proporcionar um estímulo para a participação das células satélites na remodelagem do músculo pela alteração da expressão genética (fibras musculares e sua função). TIPOS DE FIBRAS ARQUITETURA DA FIBRA ARQUITETURA DA FIBRA As orientações das fibras dentro do músculo e os arranjos pelos quais as fibras se fixam aos tendões musculares afetam a força da contração muscular e a amplitude . ARQUITETURA DA FIBRA ARQUITETURA DA FIBRA ØPARALELO – orientadas principalmente em paralelo com o eixo longitudinal do músculo. Ex: sartório, reto abdominal, bíceps braquial. Paralelo ØO encurtamento representa essencialmente o resultado do encurtamento de suas fibras. ØPermite maior encurtamento de todo o músculo. ØConseguem movimentar os segmentos corporais em maiores ADM. ARQUITETURA DA FIBRA ØOBLÍQUO – Cada fibra se insere em um ou mais tendões, alguns deles estendendo por todo o comprimento do músculo.Ex: tibial anterior, deltóide. Peniforme ØReduz a força efetiva gerada para um determinado nível de tensão das fibras ØPossuem mais fibras por unidade de volume muscular, por isso geram mais força. ØVelocistas possuem ângulo de inserção menores que os dos fundistas – maior velocidade de encurtamento. Peniforme velocistas fundistas Peniforme ØQuando o ângulo de inserção ultrapassa os 60º, a quantidade de força efetiva transferida realmente ao tendão é menor que a metade da força produzida realmente pelas fibras musculares. Ffibra = 100N � = 60º Ftendão = Ffibras . (cos �) Ftendão = 100N . ½ Ftendão = 50N Ff Ft β FUNÇÃO DO MÚSCULO ESQUELÉTICO d1 Centro de rotação Fm Tm = Fm x d1 O torque (Tm) produzido por um músculo no centro articular de rotação é o produto da força muscular (Fm) pelo braço de momento do músculo. Ft Fb O torque exercido pelo bíceps braquial (Fb) deve contrabalançar os torques criados pela força desenvolvida no tríceps braquial (Ft), pelo peso do antebraço e da mão (pf) e pelo peso do objeto colocado na mão (Ps) Pf Ps Recrutamento das Unidades Motoras Velocidade e magnitude da contração muscular Delicados Regulares Precisos Recrutamento das Unidades Motoras ØNeurônios que inervam as unidades das fibras motoras CL – limiar baixo. ØFibras de CL – ativam primeiro, mesmo o movimento ser resultante do membro rápido. ØTipo I Tipo IIa Tipo IIb Exercício de baixa intensidade Fadiga TIPOS DE CONTRAÇÃO ISOTÔNICA – Concêntrica e Excêntrica. ISOMÉTRICA TIPOS DE CONTRAÇÃO CONCÊNTRICA – quando a tensão muscular produz um torque maior que o torque resistido em uma articulação, o músculo se encurta – ocorre a aproximação das inserções musculares. TIPOS DE CONTRAÇÃO EXCÊNTRICA – quando o torque articular oponente ultrapassa aquele produzido pela tensão do músculo – ocorre um movimento de “frenagem” e as inserções se afastam. TIPOS DE CONTRAÇÃO ISOMÉTRICA – quando o torque oponente na articulação atravessada pelo músculo for igual ao torque produzido pelo músculo (torque efetivo zero) – o comprimento muscular não se altera e quase não ocorre movimento articular. TIPOS DE CONTRAÇÃO ISOCINÉTICA - é um tipo de contração menos comum, geralmente faz-se uso de um equipamento especial. Diferente da contração isotônica porque combina as características tanto da isometria quanto do treinamento com pesos, a fim de proporcionar uma sobrecarga muscular com uma velocidade TIPOS DE CONTRAÇÃO ISOCINÉTICA - a força gerada pelo músculo ao encurtar-se com velocidade constante teoricamente é máxima durante toda a amplitude do movimento (Fox, 2000). O trabalho com este tipo de contração normalmente exige um equipamento especial criado para permitir uma velocidade constante de contração, não importando a carga (Bompa, 1993).Exemplo - isocinética EX: bicicleta estática, máquinas de remo, natação e etc. Uma das vantagens dos exercícios isocinéticos, é o fato de nunca se alcançar o esgotamento total do músculo trabalhado, como freqüentemente acontece através do exercício isotônico. Avaliação isocinética CARACTERÍSTICAS FUNCIONAIS Durante a realização do movimento raramente um músculo atua isoladamente. Os músculos seguem uma terminologia à função na qual está realizando quando atua combinado na mesma modalidade respectiva do movimento. AGONISTAS ØAção de um músculo para causar movimento. ØPelo fato de vários músculos diferentes contribuírem para um movimento, é feita uma distinção entre agonistas primários e acessórios. ØAtivos durante a aceleração. ANTAGONISTAS ØAções opostas àquelas dos agonistas para tornar mais lento ou interromper o movimento. ØGeralmente estão posicionados em lados opostos, dos agonistas, de uma articulação. ØGeralmente ativos durante a desaceleração (aceleração negativa). ESTABILIZADORES ØAção de um músculo para estabilizar uma parte do corpo contra alguma outra força (interna ou externa). ESTABILIZADORES ØPrevinem as ações indesejadas que ocorrem normalmente quando os agonistas desenvolvem tensão concêntrica. ØEX: bíceps braquial (supinação e fexão do cotovelo), quero somente a flexão, o neutralizador será o pronador redondo. SINERGISTAS Øpodem ser conceituados como sendo os músculos que se contraem ao mesmo tempo dos agonistas, porém não são considerados os principais responsáveis pelo movimento ou manutenção da postura. CADEIAS CINÉTICAS ABERTA Em uma cadeia cinemática ou cadeia cinética aberta, o segmento distal da cadeia move-se no espaço enquanto o segmento proximal atua como ponto fixo (Ex: flexão de cotovelo com peso na mão). FECHADA Em uma cadeia cinemática ou cadeia cinética fechada, o segmento distal da cadeia está fixo e as partes proximais movem- se (Ex: flexão do cotovelo dependurado em uma barra). PONTO FIXO PONTO MÓVEL Ponto fixo – Ponto móvel Esse conceito de ponto fixo e ponto móvel se dá justamente pela diferenciação das cadeias cinéticas aberta e fechada Ponto fixo – Ponto móvel Em uma cadeia cinética aberta, o ponto fixo é a extremidade proximal, enquanto o ponto móvel é a extremidade dista Ponto fixo – Ponto móvel Em uma cadeia cinética fechada ocorre o inverso, sendo o ponto fixo a extremidade distal e o ponto móvel a extremidade proximal. Ponto fixo – Ponto móvel Em uma cadeia cinética aberta, o ponto fixo é a extremidade proximal, enquanto o ponto móvel é a extremidade dista Ponto fixo – Ponto móvel Quebram-se os padrões antigos de origem e inserção muscular, sendo agora somente considerado inserção distal e inserção proximal, tendo em vista que para efetuar uma mesma contração muscular podem-se alternar os pontos fixos e pontos móveis alternando as cadeias cinéticas