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QUAL A IMPORTÂNCIA DE SE CONHECER A HISTÓRIA DA PSICOLOGIA

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Aluna: Mirella Ferreira Monteiro de Castro (2019.0338.616.1)
Disciplina: Introdução a Psicologia
Professora: Iara Maria de Farias
QUAL A IMPORTÂNCIA DE SE CONHECER A HISTÓRIA DA PSICOLOGIA ?
Como seria possível começar a entender a mente (psique), sem estudar (logia) a fundo tudo o que já foi observado, pensado, teorizado, em toda a história da humanidade por tantos pensadores, filósofos e teólogos por todo o mundo ?
A natureza humana, estudada desde, aproximadamente, 700 a.C. por filósofos gregos, trouxe a base para o estudo mais aprofundado da mente humana por psicólogos renomados e reconhecidos mundialmente, já no século XIX. 
Considero relevante pinçar alguns pontos desta história para concluir meu ponto de vista: 
Os gregos buscavam compreender o comportamento humano, sua alma e/ou espírito.
Sócrates trouxe maior consistência a psicologia quando começa a esmiuçar a espiritualidade e a imortalidade da alma, separando o intelectual (mente consciente) do sensitivo (mente inconsciente), mesmo sem ter os conhecimentos que temos hoje sobre as diferenças da mente consciente e inconsciente. E, foi ele que nos separou dos animais, quando coloca que a razão se sobrepõe aos instintos. 
Platão dá continuidade aos estudos de Sócrates, e diz que a razão estaria localizada na cabeça, onde também se encontra a alma e a medula espinhal, que era a ligação da alma com o corpo. Os estudos de Platão antecipam teorias psicológicas que ficaram famosas posteriormente, como: sensação, percepção, memória, emoção e cognição.
Aristóteles promove uma revolução para os pensadores da época quando diz que a alma e o corpo não podem ser dissociados. Para ele a psique seria o princípio ativo da vida.
Os romanos começaram a misturar este entendimento com a religião, e a psicologia começa a ser estudada pela Igreja Católica, já que ela detinha os estudos e o conhecimento. E tivemos muitas contribuições de São Tomás de Aquino (nossos conhecimentos têm origem no geral e no universal, pois nossos conhecimentos particulares são fruto do que já está fixado nestes conhecimentos) e Santo Agostinho (usou como base as idéias de Platão, mas complementou dizendo que a alma também é um elo do homem com Deus) para esta ciência. 
Nicolau Copérnico causa outra revolução no conhecimento humano, quando declara o homem como o centro de tudo.
Neste período tivemos uma evolução dos estudos sobre o ser humano e suas particularidades físicas e psicológicas, pois as barreiras da religião puderam ser derrubadas e, os estudos puderam ser expandidos e publicados com maior facilidade e aceitação do público.
Já no século XIX, Wilhelm Wundt - fisiólogo, psicólogo e filósofo, desenvolveu o primeiro laboratório de psicologia experimental em Leipzig (Alemanha) em 1879. Foi um novo período da psicologia: a etapa científica. Ele tratou de várias etapas do desenvolvimento mental humano manifestado pela linguagem, pelas artes, mitos, costumes sociais, nas leis e na moral. O impacto dessas constatações foi mais significativo do que o conteúdo em si, servindo para dividir a psicologia em duas partes: a experimental e a social. Wundt foi o precursor do estruturalismo. Teve a inquietude de banir as questões filosóficas em torno da psicologia, porque acreditava que ela devia se concentrar em estudar o que era mensurável e a estrutura da mente. Ele se interessou pela escala dos processos mentais e por investigar as sensações, as idéias, a atenção e as emoções.
Mais um passo seria necessário para quebrar o preconceito para com a psicologia e desvinculá-la dos assuntos religiosos. A psicologia começou a tomar forma, e os estudos de Wundt foram os principais gatilhos para estudos posteriores, tornando-se reconhecida como ciência.
Outros psicólogos dos séculos XIX e XX trouxeram importantes e relevantes evoluções que contribuem e muito com o trabalho da psicologia atualmente. Vale citar:
William James (1842-1910) - filósofo norte-americano era partidário de que o importante era saber o funcionamento (funcionalismo) da mente para podermos nos adaptar ao entorno. Trouxe a psicometria como ciência que estuda o uso dos testes para a avaliação da mente humana.
Ivan Pavlov (1849-1936) - fisiólogo russo experimental muito influenciado pela reflexologia russa (behaviorismo).É considerado um dos psicólogos mais famosos do mundo. Defendia uma metodologia experimental objetiva e rigorosa. É considerado o pai do condicionamento clássico por suas pesquisas sobre o sistema digestivo animal, especificamente o dos cachorros. Suas descobertas o levaram a formular a lei do reflexo condicional que, por um erro de tradução, foi chamada de reflexo condicionado.
Edward Lee Thorndike – criador do associacionismo (associação de idéias / lei da causa-efeito).
John Watson: criador do behaviorismo (estimulo-resposta / estudo do comportamento).
Kurt Koffka / Max Wertheimer / Wolfgang Kohler – criadores do gestaltismo (experiência de um organismo).
Sigmund Freud (1856-1939) - médico e neurologista austríaco de origem judia, é considerado uma das maiores figuras intelectuais do século XX, é o pai da psicanálise. Sua teoria do inconsciente continua sendo um dos pontos de referência mais importantes da psicologia. Foi o primeiro cientista que falou de traumas emocionais, de etapas sexuais do desenvolvimento, de conflitos mentais, da tríade da personalidade e do significado dos sonhos. Assentou precedentes por seu foco revolucionário no estudo da mente e da personalidade.
Carl Gustav Jung (1875- 1961) - psiquiatra e psicoterapeuta suíço que fundou a psicologia analítica. Jung propôs e desenvolveu os conceitos de personalidade extrovertida e introvertida, arquétipo e inconsciente coletivo. Seu trabalho tem sido influente na psiquiatria, e na psicologia. Para mim, particularmente, é a maior referência, e uma das principais fontes, porque seu interesse maior se concentrava no que veio a se chamar “o inconsciente coletivo” no homem. E, posteriormente, conduziu uma investigação profunda no mistério da consciência e da sua relação com o grande inconsciente (e acredito que, foi o princípio de um estudo muito mais embasado e significativo, que trouxe resultados na prática. Além disso, conduz ao entendimento de Milton Erickson – que cito mais a frente). Não me admiro que tenha sido o primeiro a estabelecer a existência do maior e mais importante de todos os paradoxos: o inconsciente e o consciente existem num estado profundo de interdependência recíproca e o bem-estar de um é impossível sem o bem estar do outro. Jung dava grande valor a todos os caminhos não-racionais. É grande a minha grande admiração ao seu trabalho, e tem eterna relevância a minha linha que mais acredito dentro da psicologia. 
Jean Piaget (1896-1980) – Em Genebra, seu principal objetivo foi analisar o desenvolvimento do conhecimento e criar uma teoria geral do mesmo. Foi, portanto, criador da epistemologia genética, a ciência do desenvolvimento do conhecimento – criador do construtivismo. Também se transformou em um dos psicólogos mais famosos por suas contribuições ao estudo da infância (behaviorismo).
Carl Rogers (1902-1987) – Representante da psicologia humanista, tinha uma visão positiva do homem. Defendia a idéia de que o ser humano é bom por natureza e, portanto, não deve ser controlado com os mecanismos de defesa, deve se expressar para ser livre, para poder ser ele mesmo. Desenvolveu a terapia centrada no paciente, ou não diretiva. Baseou-se na existência de umacapacidade latente e manifesta em todas as pessoas, que lhes permite resolver seus problemas. Para exercitá-la, é preciso ter um contexto determinado no qual alcançará sua satisfação pessoal e um funcionamento pleno e adequado.
Burrhus Frederic Skinner (1904-1990) - Foi o principal representante do behaviorismo e foi muito influenciado por Pavlov. Determinou a existência de dois tipos de respostas, mas se concentrou nas operantes. Para isso, criou um paradigma experimental, um trabalho pioneiro em psicologia, que chamou de câmara de condicionamento operante.
Em contraposição à psicanálise, concentrou-se no mecanismo do comportamento reforçador e deixou de lado o inconsciente. Era partidário de que as consequências de nossas ações podem aumentar ou diminuir a probabilidade da conduta.
Abraham Maslow (1908-1970)- Este autor recebeu uma ampla formação que lhe outorgou uma visão global do ser humano. Bebeu do behaviorismo de Thorndike, dos preceitos da Gestalt, indagou a antropologia e se interessou por conceitos de psicanálise de Fromm, Horney e Adler.
Tal variedade lhe permitiu ser um dos fundadores e principais expositores da psicologia humanista. Além disso, se destacou por introduzir a pirâmide das necessidades, baseada na idéia de que as pessoas se realizam por meio da satisfação de uma série de necessidades hierarquizadas segundo a sua urgência.
 Albert Bandura (1925 – atualidade) - Aos seus 91 anos, este psicólogo canadense pode presumir ter consolidado a importância da cognição em relação à conduta e da sua teoria da aprendizagem social. Seu postulado do determinismo recíproco, segundo o qual a pessoa, situação e conduta estão em mútua interdependência, foi um avanço fundamental para o programa cognitivo. Suas contribuições sócio-cognitivistas forneceram uma verdadeira abordagem da personalidade. Propõe um sujeito proativo; que se auto-organiza e interpreta a realidade e a si mesmo.
Eles foram os fundadores de grandes escolas psicológicas. Pensadores que fizeram contribuições científicas fundamentais e que promoveram o desenvolvimento do pensamento e o conhecimento humano, e continuam sendo estudados, tanto como objeto de pesquisa, quanto no âmbito clínico. Todos fundamentais ao nosso trabalho, e tornaram possível o reconhecimento da Psicologia como profissão em 1962.
Fazendo uma inclusão não solicitada na pergunta deste trabalho, gostaria de citar a relação da TEOSOFIA e sua influência na PSICOLOGIA, tão detalhada e aprofundada em obras que começaram a ser publicadas no século XIX, por grandes teósofos como Helena P. Blavatsky (1831-1891) – cito A Doutrina Secreta, Annie Besant (1891-1933) – cito Um Estudo Sobre a Consciência, e Charles Webster Leadbeater (1847 - 1934) – cito Formas de Pensamento, só pra citar os mais relevantes, contribuíram de maneira definida para a regeneração da psicologia quanto ao estudo da natureza da consciência e seus estados. A investigação psíquica segue atualmente um caminho firme e encaminha-se, passo a passo, para ocupar seu lugar entre as chamadas ciências exatas. A teosofia estuda a metafísica, e apesar de se aprofundar no estudo de todas as religiões, se isenta de qualquer doutrina, porque afirma que não há religião a cima da verdade, e afirma que “Quando finalmente o Espírito e a Matéria se encontram, ou reúnem-se, no ponto da Realidade, a consciência (no que se refere à sua separatividade) deve necessariamente cessar. É nesse ponto que chegamos ao limite da psicologia humana e entramos num nível conceitual superior.” Se aceitarmos que existe a ciência da psicologia, devemos defini-la. Assim como outras ciências, a psicologia deve tratar com um problema, ou com um grupo específico de problemas, concernente ao Universo, ao homem e a ambos em sua mútua relação. Se a psicologia é um “estudo da alma humana, da mente e da consciência” é como fazer um convite para o início de um debate bem mais profundo sob a ótica teosófica.
Fazendo outra inclusão não solicitada na pergunta deste trabalho, gostaria de citar também a história da Hipnose, que é a minha área de atuação, e tem influência direta no meu trabalho especificamente:
A cronologia da história da hipnose começa com os sacerdotes egípcios, que já induziam seus pacientes no século XXX a.C., passando pelos chineses e gregos no século XVIII a.C., onde muitos dormiam no templo do Deus para dar-se a cura, seguindo pelo Irã no século XI onde já se usava a “imaginação” para curar as pessoas. 
Paracelsus (1493-1541), pai da medicina hermética, acreditava na influência magnética das estrelas na cura das pessoas.
No século XVIII, na França e Portugal – Franz Anton Mesmer (cientista austríaco) usava o magnetismo para curar doenças já utilizando “sugestões” de cura. Marques de Puységur, discípulo de Mesmer, descobiu o sonambolismo artificial. Padre José Custódio de Faria, Abade Faria, sustentou as idéias de Mesmer que o transe se assemelhava ao sono.
No século XIX, Inglaterra/índia/França tiveram importância decisiva para a área: James Braid, James Esdaile, Freud, Charcot e Auguste Liébault, tiveram diversos progressos na área, como por exemplo, cirurgias sem anestesia.
Já no século XX, diversos profissionais renomados avançaram muito utilizando a hipnose:
Ivan Pavlov (médico russo) – definiu o transe como “sono incompleto” causado por sugestões hipnóticas. Criador da indução reflexológica – enquanto parte do cérebro se excita, outras se inibem.
Pierre Janet (médico francês) – definiu o transe como dissociação. Introduziu o termo subconscinete.
Freud (psicanalista austríaco) – estudou hipnose com Charcot, e utilizou a hipnose como uma excelente ferramenta de sugestão e ajuste. Em 1918, no Congresso Psicanalítico de Budapeste, frisa a importância da hipnose como ferramenta de trabalho.
Ernest Simmel (psicanalista alemão) – desenvolve a hipnoanálise.
Clark Leonard Hull (professor de psicologia de Yale) – lança o livro “Hypnosis and Sugestibility”, onde fala de fenômenos hipnóticos, e da teoria de aprendizagem por meio de repetição associativa e a formação de um novo hábito.
Kris e André Weitzenhoffer (psicanalistas americanos) – começam a fazer regressão dirigida a serviço do ego, e reforçam o conceito de aprendizado. Weitzenhoffer escreve vários artigos e livros sobre hipnose, e trabalha com hipnose experiencial em Standford.
Ernest Hillgard (também professor de Standford) – escreve muitos livros sobre sugestibilidade e inúmeros trabalhos a respeito.
A Hipnose tem um salto substancial com Milton Erickson (médico psiquiatra americano), considerado o “Dr. Hipnose”, pois ele inovou o uso da hipnose, criando induções hipnóticas únicas para ajudar a cura de seus pacientes em psicoterapia. Erickson era um observador nato, e percebeu a natureza multidimensional do transe que se modifica experiencialmente de pessoa a pessoa, e desenvolveu uma nova abordagem de tratar seu paciente entrando pelo problema para chegar a solução.
Erickson teve diversos seguidores, como por exemplo:
Jay Halley – conhecido pelas suas abordagens estratégicas.
Jeffrey Kenneth Zeig – psicólogo, e seu aluno, teve a oportunidade de aprender direto da fonte. Foi fundador da Fundação Milton H. Erickson, e publicou vários livros sobre a abordagem ericksoniana. Ministrou cursos por todo o mundo, organizou vários congressos mundiais nos últimos 28 anos, e, desde a morte de Erikson em 1980,, tem disseminado essa teoria maravilhosa.
Stephen Gilligan / Gregory Batson – outros alunos e seguidores de Erickson. Batson escreveu vários livros sobre hipnoterapia, etambém ministra cursos em vários países. Trabalha com hipnose nas relações de self.
Ernest Rossi – aluno mais velho de Erickson, desenvolveu umadas técnicas de Erickson, a indução do transe pelas mãos. Desenvolveu teorias e escreveu vários livros sobre a teoria da ligação mente e corpo.
Após os anos 2.000, os psicoterapeutas ericksonianos mais respeitados e seguidos pelos estudiosos nesta ferramenta tão diferenciada e com resultados tão fantásticos são Sofia Bauer e Stephen Paul Adler (autoridades sêniors em psicanálise).
Minhas referências no estudo da hipnoterapia ericksoniana são os dois últimos citados, além de Rossi.
Todos os pensamentos construindo teorias, estudos, cases publicados, foram realizados através de métodos de observação, durante todos os séculos citados acima – desde os filósofos gregos até os psicanalistas da nossa época contribuem para soluções mais eficazes, quando o profissional de psicologia pode ter um olhar mais amplo de seus pacientes. 
Toda essa história do estudo (logia) da mente (psique) nos trouxe embasamento para as novas descobertas e ferramentas que contribuem com o tratamento da mente humana. Além de nos proporcionarem bases sólidas e confiáveis para que continuemos explorando, esmiuçando, e deixando também novas descobertas e avanços para as próximas gerações. 
Que continuemos fazendo história !

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