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INFORMES • Frequência: no mínimo 75% • 1 av: Prova teórica 8pts + 2 *atividade prática = 10 • Atividade prática: Fitoterápicos na amazônia • Entrega: aula anterior a primeira avaliação • 2ª av: Colegiada (peso 1) + Prova prática (peso 1) • Atividade prática: Formas farmacêuticas contemporâneas FORMAS FARMACÊUTICAS LIQUIDAS OBJETIVOS • Conhecer os aspectos relevantes para a manipulação de formas farmacêuticas liquidas. • Conhecer as características se sistemas dispersos, bem como as recomendações para sua adequada manipulação. FUNÇÕES • Forma farmacêutica pura X Pó e outras FF sólidas. • Preparações injetáveis: Principio ativo, excipientes, dosagem, pH • Controle de qualidade • Escassez de dados oficiais para formulações extemporâneas FUNÇÕES • Instabilidade química, física e microbiológica • Dose subterapêutica, subprodutos tóxicos e ingestão de microrganismos. • Instabilidade química • Reações de hidrólise, oxidação e redução • Solução X Suspensão • Instabilidade física: sistemas dispersos FUNÇÕES • Instabilidade microbiológica • Odor desagradável, turbidez, palatabilidade e aspecto • Pacientes pediátricos, idosos, imunocomprometidos • Pode precipitar instabilidade química • Controle de qualidade: esterilização, sanitização e uso de conservantes (de acordo com o pH da formulação e forma ativa). RECAPTULANDO.... Sistema homogêneo X heterogêneo •Suspensões: 1000 Å ou 100 nm; não separáveis por filtração; vistas a olho nu e microscópio comum • Dispersões coloidais: 10 a 1000 Å ou 1 a 100 nm; não separáveis por ultrafiltração; vistas em ultramicroscópio • Soluções: 0 a 1 nm, não separável por filtração e não pode ser visto por nenhum tipo de microscópio SOLUÇÕES ORAIS • Como sugere o nome, destinadas a administração através via oral • Características • Um ou mais princípios ativos dissolvidos em água ou sistema co-solvente água; • Podem conter adjuvantes que melhorem sua estabilidade SOLUÇÕES ORAIS • Técnicas/estratégias para solubilizar: • Agitadores, ultrassom, aquecimento; • Pulverização ou micronização de sólidos; • Sais: dissolver em uma pequena quantidade de solvente antes de adicionar em veículos viscosos; • Soluções eletrolíticas: cuidado! • Adição de co-solventes (álcool, PEG 400, etc.) • Observar o pKa do fármaco e o pH do meio. SOLUÇÕES ORAIS • Influência do pKa SOLUÇÕES ORAIS • Influência do pKa SOLUÇÕES ORAIS • Influência do pKa Formas farmacêuticas líquidas orais PREPARAÇÕES RUDIMENTARES Poções Edulitos e melitos Tisanas Limonadas SOLUÇÕES ORAIS • Tipos • Linctus: Líquidos viscosos (em geral, possuem altas concentrações de sacarose), destinados a administração oral no tratamento de tosses. • Gotas orais: Suspensões ou soluções administradas em pequenos volumes, com utensílio de medida adequado. • Preparações oleosas: ativo dissolvido em óleo fixo flavorizado. Formas farmacêuticas líquidas orais •Xaropes •Preparações farmacêuticas líquidas, cujo veículo é a água purificada, destilada ou desmineralizada, contendo uma elevada concentração de açucares (não menos que 45 % p/v); •Açúcar: valor energético, poder edulcorante e poder conservante (hipertônicos = plasmólise); •Apropriados para fármacos hidrossolúveis •Contraindicados para pacientes diabéticos; Formas farmacêuticas líquidas orais Formas farmacêuticas líquidas orais Formas farmacêuticas líquidas orais Formas farmacêuticas líquidas orais •Elixires •Preparações farmacêuticas alcoólicas (20 a 50 %), edulcoradas e flavorizadas; • Vantagens: Adequado para fármacos insolúveis em água, mas solúveis em misturas hidroalcoólicas. Formas farmacêuticas líquidas orais •Obs: •Aconselhável iniciar o preparo com a mistura dos componentes solúveis em álcool e depois adicionar os hidrossolúveis; •Desvantagens •Menos doce e menos viscoso que os xaropes. •Alta graduação alcóolica varia de 15 a 50%. Fármacos com potencial “antabuse” Formas farmacêuticas líquidas orais Formas farmacêuticas líquidas orais SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES • “Preparações que contém partículas finamente divididas da substância ativa dispersa de forma relativamente uniforme em um veículo, no qual essa substancia apresente solubilidade mínima.” (Ferreira e Brandão, 2008) • Fase sólida • Tende a sedimentar • Deve ser facilmente dispersa mediante agitação SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES • Uso oral, parenteral, dermatológico, oftálmico, nasal, otológico, retal, etc. • Suspensão extemporânea: Mistura de pós que contém o fármaco e agentes suspensores e dispersantes, a serem incorporados ao veículo apropriado e preparados sob agitação. • Ideal para fármacos instáveis em meio líquido SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES • Vantagens • Permite veicular fármacos insolúveis nos veículos normalmente utilizados; • Alternativa para pacientes com dificuldade de deglutição; • Melhor palatabilidade e estabilidade química que as soluções; SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES • Soluções extemporâneas: veiculação de fármacos instáveis; • Pode ser empregada para prolongar a liberação do fármaco; • Desvantagens • Fármacos altamente insolúveis: erro na administração; • Sistema instável; • Custo SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES • Lei de Stokes SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES • Composição básica • Fármaco a ser disperso; • Agente suspensor; • Agentes floculantes • Conservantes Adicionais: •Edulcorantes •Flavorizantes •Corantes •Corretores de pH •Tampões •Co-solventes SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES • Suspensões floculadas x defloculadas • Agentes floculantes: Favorecem a floculação, processo no qual as partículas se agrupam formando aglomerados frouxos facilmente redispersíveis. • Defloculação: processo oposto à floculação, caracterizado pela quebra dos aglomerados em partículas individuais formando um sedimento compacto de difícil redispersão SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES • Tensão interfacial sólido liquido e ângulo de contato • Por que uma gota de água apresenta um formato diferente para cada superfície que se espalha? SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES • Preparo de Suspensões • Equipamentos: Gral e pistilo, agitador mecânico, moinho coloidal ou moinho de rolos, placa de aquecimento, balança eletrônica; • Vidrarias: cálice graduado, béquer, bastão de vidro, etc. SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES • Preparo de Suspensões • Solido + Liquido • (Sólido + Suspensor) + Liquido • (Sólido + Molhante) + (Liquido + Suspensor) • (Solido + Molhante + Suspensor) + Liquido • (Sólido + Floculante+ Suspensor) + Liquido SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES • Exemplo: SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES SISTEMAS DISPERSOS: SUSPENSÕES • Controle de qualidade • Propriedades organolépticas • Peso/Volume • pH • Viscosidade • Densidade relativa •Grau de floculação •Redispersão •Volume de sedimentação •Controle microbiológico SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES • Dispersões de gotículas de um liquido imiscível em outro liquido • Podem ser do tipo A/O ou A/O ou conter várias interfaces • Processo termodinamicamente instável •Viabilizado mediante agitação e/ou calor (além da adição de agentes emulsificantes) SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES • Característicasdesejáveis • Pequenas gotículas: 1 a 10µ • Facilidade de redispersão • Estável: sem coalescências, cremagem e sedimentação lenta SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES • Vantagens • Veiculação de fármacos lipofílicos ou líquidos oleosos • Fase externa aquosa: mascara sabor desagradável de vitaminas lipofílicas, óleos, etc. • Podem ser flavorizadas • Liberação pode ser controlada • Desvantagem: Instabilidade SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES • Composição básica • Fase aquosa: água deionizada • Fase oleosa • Agente emulsificante • Antioxidantes • Conservantes SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES • Agentes emulsificantes: o tipo de emulsão dependerá da solubilidade do emulsificante • Colóides hidrofílicos: Filmes multimoleculares •Polissacarídeos naturais (goma arábica, goma adraganta, etc.) ou semi-sintéticos (derivados da celulose) SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES • Agentes emulsificantes: o tipo de emulsão dependerá da solubilidade do emulsificante • Colóides hidrofílicos: •Filmes multimoleculares •Polissacarídeos naturais (goma arábica, goma adraganta, etc.) ou semi-sintéticos (derivados da celulose) SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES • Surfactantes: Filmes monomoleculares •Aniônicos: •Estearato de sódio, trietanolamina, lauril sulfato de sódio, etc.) • Incompatíveis com cátions inorgânicos e orgânicos • Estáveis em pH alcalino. •Usados na formulação de emulsões O/A de uso externo SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES •Catiônicos: • Cetrimida, cloreto de benzalcônio, etc. • Estáveis em pH ácido • Possuem, em geral, ação antimicrobiana •Usados na formulação de emulsões O/A de uso externo SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES •Não-iônicos: • Glicóis, ésteres de glicerol, polissorbatos (polissorbato 80, polissorbato, 20) etc. • Compatíveis com substâncias catiônicas e aniônicas • Resistentes a variações de pH •Usados em formulações O/A ou A/O, destinadas a uso interno ou externo SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES • Escolha do agente •Ingredientes ativos; •Finalidade •Propriedades organolépticas SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES • Processo de emulsificação • Teoria da diminuição da tensão interfacial •Agitação: diminuição da energia necessária para dispersar um liquido em outro; •Emulsificante: impede que as partículas formadas retornem a seu estado inicial SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES • Processo de emulsificação • Teoria da película ou filme •Formação de um filme de tensoativos entre uma das fases, formando uma barreira física entre os glóbulos; •O emulsificante atenuaria a tensão interfacial, melhorando a compatibilidade entre as fases. SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES • EX: SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES - Métodos de preparo SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES - Métodos de preparo SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES • Classificação das emulsões • Quanto a natureza do emulsificante •Iônicas ou não-iônicas • Tamanho das partículas •Macromoléculas: gotículas > 400 nm •Miniemulsões: gotículas entre 100 e 400 nm •Microemulsões: gotículas < 100 nm SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES • Consistência •Cremes: viscosidade entre 8.000 a 20.000 cps •Loções: viscosidade entre 2.000 a 7.000 cps •Leite: viscosidade entre 1.000 a 2.000 cps • Instabilidade •Por que as emulsões se desestabilizam?? SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES • Quanto menor for a gotícula, maior será a pressão interna e o potencial químico nesta fase • A miscibilidade mínima do componente das gotículas no meio dispersante, as moléculas difundem através do meio para encontrar gotas maiores, onde o potencial químico é menor. SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES • Inversão de fases SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES • Ensaios para determinação do tipo de emulsão • Método por diluição: Adição de líquidos. Se permanecer estável, corresponde a fase externa. SISTEMAS DISPERSOS: EMULSÕES • Método dos corantes: Coloração contínua ou de gotículas. Adiciona-se um corante a emulsão. Se possuir afinidadade, propaga-se na emulsão e vice-versa. • Método por diluição: Adição de líquidos. Se permanecer estável, corresponde a fase externa. OBRIGADA!!!