Pcc de história da Educação
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DisciplinaHistória da Educação e Pedagogia226 materiais2.147 seguidores
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Universidade Estácio de Sá 
Curso: Pedagogia 
História da Educação 
Aluno(a): Ivonete Pereira da Silva 
 
Resumo: Pontuar históricamente como aconteceu a história da Educação no Brasil, antigamente até os 
dias de hoje. 
1. Início da Colônia: Ensino com catecismo 
 As primeiras salas de aula foram criadas pelos jesuítas com o objetivo de evangelizar os índios. 
Inicialmente os curumins (filhos dos índios) e órfãos portugueses. Mais tarde os filhos dos 
proprietários das fazendas de gado, dos engenhos de cana-de-açúcar e também dos escravos. Em 
todos os casos eram apenas meninos. Esses foram os primeiros alunos da Educação Brasileira, e os 
padres Jesuítas os primeiros professores. 
 De 1549, quando o padre Manoel da Nóbrega chegou ao nosso território na caravela do 
governador Tomé de Souza, até 1759 quando Sebastião José de Carvalho (Marquês de Pombal), 
expulsou a Companhia de Jesus, a catequização e o ensino se misturaram. 
 Outras ordens religiosas e os Franciscanos, realizaram algumas tentativas de ensino, mas foram 
os jesuítas que lograram a constituição de uma rede educacional. Os primeiros passos foram dados nas 
confrarias de meninos. Após o desembarque, imediatamente os jesuítas iniciaram a conversão dos 
índios ao cristianismo, ensinando-os a ler e escrever, numa missão evangelizadora que alcançaria, 
depois as línguas tupis e o português. O objetivo da Igreja Católica era catequizar, pois se sentia 
ameaçada pela Reforma Protestante. 
 Segundo um relato e Anchieta, os índios entregavam seus filhos de boa vontade para serem 
ensinados, e ao voltarem para seus pais, elas colaboravam disseminando os ensinamentos católicos 
entre os adultos. Não havia formação especializada para os padres chegarem a professor, bastava ser 
um bom cristão, quanto mais fiel aos ensinamentos, mais apto estava. 
 Outro marco significativo da época foi o uso do teatro e da poesia nos ensinamentos. Para 
catequizar e educar, os cânticos e poesias dos próprios nativos eram utilizados. Nas cenas os hábitos 
indígenas eram readaptados a uma vida mais cristã e os costumes como nudez e bigamia eram 
criticados. Os jesuítas também fundaram escolas na Europa, Ásia e outros países da América. Diante 
dos fatos, a ordem regulamentou suas ações educativas, e o fez com o Ratio Studiorum, promulgado 
em 1599, com mais de 400 regras, reafirmando estatutos anteriores e integrando educação e religião. 
 
 
2. Fim da colônia e Império 
 O ensino se torna estatal e os professores passam a ser pouco recompensados e passam por muitas 
cobranças. O Marquês de Pombal criou as aulas Régias, mas demorou nas seleções dos professores. 
Foi iniciada uma reforma na Educação com objetivo de modernizar o reino de Dom José I. Com a 
criação das aulas régias, os padres foram substituídos, mas os efeitos de tal mudança só foram 
sentidos alguns anos mais tarde. Em 1960, foi realizado o primeiro concurso para professores 
públicos, em Recife, mas com a demora nas nomeações, as aulas só foram iniciadas em 1771, no rio 
de Janeiro. Com a morte de Dom José I, em 1777, dona Maria I assumiu o poder. Logo surgiram a 
Imprensa Régia, alguns jornais impressos, o Jardim Botânico no Rio de Janeiro e o museu Real. 
 A constituição de 1824, estabeleceu que a educação deveria ser gratuita para todos os cidadãos. 
Para cumprir a determinação, deputados e senadores aprovaram uma lei em 15 de outubro de 1827 
que marcou o dia do professor, e indicou que fossem criadas as escolas de primeiras letras. Como 
modelo para ensino secundário, foi fundado em 1837 o colégio Pedro II no rio de Janeiro. As aulas 
abordavam temas como leituras, escritas, operações matemáticas e o método lancasteriano criado na 
Inglaterra e inspirado pelo sistema fabril. Quem desejava ser professor no período imperial tinha que 
atender a muitas exigências, os conteúdos eram tantos que algumas vezes foi difícil encontrar quem 
passasse nas provas, e o estado era obrigado a aceitar docentes sem habilitação e que recebessem 
salário menor. 
3. Primeira República: Um período de reformas 
 Surgem os grupos escolares e os ideais escolanovistas ganham força. Benjamin Constant foi 
ministro da Instrução Pública, Correios e Telégrafos. Nos grupos escolares estudavam muitos alunos, 
divididos por série e idade. Com a Proclamação da República o Brasil adotou o federalismo e o poder. 
O período foi marcado pelo desenvolvimento da indústria, pela reestruturação da força de trabalho -
não mais escrava- , pelas greves operárias e pela Semana de Arte Moderna. 
 O positivismo ganha força com a reforma de 1890, organizada por Benjamin Constant. Adepto da 
filosofia de Comte propôs mudanças no ensino primário (7 a 13 anos) e secundário (13 a 15 anos), 
priorizando disciplinas científicas como Matemática e Física em detrimento das humanas- que foram 
o foco das escolas de primeiras letras, criadas no império. 
 A Elite da Igreja Católica impediu o avanço do projeto, mas ele expandiu para outras propostas. 
A Reforma Paulistana obteve maior êxito e foi implementada de 1892 a 1896. Como relata Demerval 
Saviani no livro de história das Idéias Pedagógicas do Brasil, esse modelo foi replicado na maioria 
dos estados. Com a intenção de abrir mais escolas, houve a necessidade de formar mais professores, 
gerando novas relações de poder foi criado o cargo de Diretor Escolar. 
 
4. Era Vargas: Profusão de idéias 
 A proposta de escola nova de Paulo Freire ganha força, mas não chega à sala de aula. Anísio 
Teixeira foi um dos defensores da escola nova. A defesa da Educação pública, gratuita e laica ganhou 
força em 1932. 
 Em 1930 Getúlio Vargas se tornou chefe do governo, e no mesmo ano foi cria do o Ministério da 
Educação e saúde pública. 
 As leis orgânicas do ensino foram promulgadas a partir de 1942, com isso o ensino fundamental 
passou ater quatro anos e o médio três, também foi criado o supletivo de dois anos para os adultos. 
5. Ditadura Militar: Aulas para o trabalho 
 O regime militar fez do ensino uma ferramenta de controle e se apoiou em ideais tecnicistas. O 
Mobral ampliou a escolarização dos adultos, mas gerou analfabetos funcionais. 
 Paulo Freire foi exilado no Chile, as propostas de educação democrática foram abandonadas e o 
governo se preocupava com o crescimento industrial e o foco era formar um povo literalmente braçal 
e inculto. As idéias de Freire deram lugar a u modelo assistencialista por meio do Movimento 
brasileiro de alfabetização (Mobral), a leitura foi descontextualizada. O ensino universitário vivia um 
momento crítico, e a revolta por falta de vagas ganhou força com manifestações, que foram 
reprimidas pela promulgação do ato Institucional pelo General Artur da Costa e Silva (presidente em 
1968). Muitos estudantes foram presos e torturados por se oporem ao governo. 
 Em julho de 1971, o ministro da educação Jarbas Passarinho oficializou o vestibular 
classificatório nas universidades, algo que perdura até hoje. 
 6. Pós Ditadura: Qualidade pra todos 
 Ensino universal, piso para professores e avaliações externas. A LDB incluiu a Educação Infantil 
na Educação Básica. Em 5 de outubro de 1988 a nova constituição foi a provada, e o direito a 
educação que os escolanovistas haviam propagado foi conquistado. 
 Fernando Collor de Mello na presidência criou o Programa Nacional de Alfabetização e 
Cidadania (Pnac), no lugar do antigo Mobral, mas a iniciativa durou apenas um ano. 
 Fernando Henrique Cardoso assumiu em 1995, nesse instante foi promulgada Lei de Diretrizes e 
Bases na Educação (LDB), municipalizando o ensino fundamental e estipulando a formação dos 
docentes em nível