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Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 1 6. Carregamento dos veios do redutor 1. Determinação das forças nos engrenamentos das transmissões do redutor; 2. Determinação das forças em consola; 3. Construção do esquema de carregamento dos veios. Os veios dos redutores estão sujeitos a dois tipos de deformações: por flexão e por torção. A deformação por torção surge devido à acção de momentos torsores, provenientes do motor, por um lado, que são contrabalançados pelos momentos de resistência da máquina executiva. A deformação por flexão é causada pelos momentos das forças nas engrenagens ou parafuso sem-fim da transmissão fechada, associadas ao efeito das forças em consola das transmissões abertas e uniões de veios. 6.1 - Determinação das forças nos engrenamentos das transmissões do redutor Para a projecção de muitos accionamentos usam-se redutores com engrenagens cilíndricas helicoidais, cujos dentes têm ângulo de inclinação β = 8 ... 16º; também se usam redutores cónicos com dentes curvilíneos sendo β = 35º; os redutores de parafuso sem-fim têm ângulo de perfil 2⋅α = 40º, na secção axial (fig. 13.11). O ângulo de pressão no engrenamento é α = 20º. Nas figuras 6.1 ... 6.3 são dados esquemas de forças no engrenamento de transmissões cilíndricas, cónicas e de parafuso sem-fim, para diferentes direcções do ângulo de inclinação dos dentes (ou da hélice da rosca do parafuso sem-fim) e diferentes sentidos de rotação do motor. O ponto de aplicação das forças é escolhido como estando no plano médio da roda dentada (ou parafuso sem-fim). a) Inclinação de dentes para esquerda na roda movida e para a direita ao pinhão b) Inclinação dos dentes para direita na roda movida e esquerda no pinhão Fig. 6.1 – Esquemas de forças em engrenagens cilíndricas com dentes helicoidais Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 2 a) Direcção das linhas dos dentes na roda movida - esquerda Direcção das linhas dos dentes no pinhão - direita b) Direcção das linhas dos dentes na roda movida - direita Direcção das linhas dos dentes no pinhão - esquerda Fig. 6.2 - Esquemas de forças no engrenamento de transmissões cônicas com dentes rectos e curvilíneos a) Parafuso com rosca esquerda b) Parafuso com rosca direita Fig. 6.3 - Esquemas de forças nas transmissões de parafuso sem-fim/coroa Os valores das forças são determinados usando fórmulas adequadas (tabela 6.1, pp.97). Note-se que �1 e T1 têm o mesmo sentido mas T2 e �2 têm sentidos opostos. Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 3 Tabela 6.1 – Forças no engrenamento para transmissões fechadas (redutores) Valor da força, em N Tipo de transmissão Força no engrenamento Pinhão (parafuso sem-fim) Roda movida Tangencial 21 tt FF = 2 3 2 2 102 d TFt ⋅⋅ = Radial 21 rr FF = β α cos 22 tgFF tr ⋅= Cilíndrica com dentes helicoidais Axial 21 aa FF = βtgFF ta ⋅= 22 Tangencial 21 tt FF = 2 3 2 2 857,0 102 e t d TF ⋅ ⋅⋅ = Radial rtr FF γ⋅= 11 12 ar FF = Cónicas com dentes curvilíneos Axial ata FF γ⋅= 11 12 ra FF = Tangencial 1 3 1 1 102 d TFt ⋅⋅ = 2 3 2 2 102 d TFt ⋅⋅ = Radial 21 rr FF = αtgFF tr ⋅= 22 De parafuso sem-fim Axial 2t1a FF = 12 ta FF = Notas: Os momentos são expressos em N⋅m, os diâmetros em mm, as forças em N. Os valores dos coeficientes de forças radial e axial são, respectivamente: γr = (0,44⋅cos δ1 – 0,7⋅sen δ1) γa = (0,44⋅sen δ1 + 0,7⋅cos δ1) δ1 - é o ângulo do cone primitivo do pinhão 6.2 - Determinação das forças em consola Para a projecção de accionamentos empregam-se transmissões dentadas abertas cilíndricas e cónicas, com dentes rectos. Também se usam transmissões por correias e transmissões por cadeias. Estes elementos fazem surgir cargas em consola nas extremidades salientes dos veios. Similarmente, as uniões de veios que ligam as extremidades tanto o motor ao redutor como este aos restantes veios da máquina causam o surgimento de cargas em consola. O esquema de forças no engrenamento de transmissões dentadas abertas com dentes rectos assemelha-se ao esquema para transmissões fechadas, à excepção da ausência da força axial Fa nas transmissões com dentes rectos. O ângulo de pressão é de 20º. Quando há uniões, ou transmissões com elemento flexível a posição das forças em consola determina-se tendo em conta a posição da transmissão com elemento flexível. Porém, também se usa um procedimento para as forças em consola provenientes das uniões de veios Funi e elementos de outros tipos de transmissão colocados nas extremidades dos veios Fab, cujo efeito se faz sentir sobre os apoios. A tabela 6.2 mostra Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 4 as fórmulas para a determinação das forças em consola. Tabela 6.2 – Forças em consola (exteriores aos redutores) Valor da força, em N Tipo de transmissão aberta Direcção da força Pinhão Roda movida Tangencial 21 tt FF = 2 3 2 2 102 d TFt ⋅⋅ = Cilíndrica com dentes rectos Radial 21 rr FF = αtgFF tr ⋅= 22 Tangencial 21 tt FF = 2 3 2 2 857,0 102 e t d TF ⋅ ⋅⋅ = Radial 111 cos36,0 δ⋅⋅= tr FF 12 ar FF = Cónicas com dentes rectos Axial 11t1a senF36,0F �⋅⋅= 12 ra FF = Por correias planas Radial 2 senF2F 10ab � ⋅⋅= Por correias trapezoidais Radial 2 senzF2F 10ab � ⋅⋅⋅= Por correias multi-V Radial 2 senF2F 10ab � ⋅⋅= Por cadeias Radial ti0ab FkF2F ⋅+⋅= ; ki = 1,15 para inclinação até 40º; ki = 1,05 para inclinação de 40 até 40º Uniões de veios Radial Veio de alta velocidade Veio de baixa velocidade 111uni T125...T50F ⋅⋅= 22 125 TFuni ⋅= - redutor de engrenagens 22 250 TFuni ⋅= - redutor de parafuso sem-fim Notas: 1. Os momentos são expressos em N⋅m, os diâmetros em mm, as forças em N. Os valores dos diâmetros são expressos em mm. As forças nas uniões dependem do tipo de união mas o seu valor é, inicialmente, aproximado usando as fórmulas dadas. O valor real só pode ser determinado após a escolha da união. O índice “ab” indica as forças em consola sobre os veios, que surgem numa transmissão aberta. Nalgumas transmissões esta força indica-se como Fveio ou Fr (de “resultante”, não “radial”). Para transmissões com elemento flexível são simplesmente as forças resultantes nos ramais do elemento flexível, mas para engrenagens podem ser decompostas em forças radiais e tangenciais. 2. T2, para as transmissões por engrenagens abertas, é o momento torsor no veio da máquina executiva onde está montada a roda dentada, em N·m; T1 e T2, para as uniões, são os momentos torsores nos veios de entrada e de saida do redutor, respectivamente, Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 5 em N·m; d2 é o diâmetro divisor da engrenagem cilíndrica movida, em mm; de2 é o diâmetro divisor externo da roda dentada cónica movida, em mm; δ1 é o ângulo do cone divisor do pinhão, em graus. 6.3 – Esquema de carregamento dos veios do redutor O esquema de carregamento dos veios destina-se a auxiliar a determinação das forças nos engrenamentos dos pares do redutor, as forças em consola da transmissões abertas, e uniões de veios, as reacções nos apoios e as direcções dos momentos torsorese velocidades angulares dos veios. O esquema de carregamento dos veios deve ser feito em papel milimétrico de formato A4. Também se pode utilizar o desenho assistido por computador para auxiliar na execução desta tarefa, mas a impressão é feita utilizando o formato A4. O esquema de carregamento deve conter: - o nome do esquema, no topo; - o esquema de forças nos veios e elementos da transmissão, em isometria; - a indicação do sistema de coordenadas utilizado, com os eixos X, Y e Z - legenda, forma 2a, figura 14.1; - tabela de forças, momentos e parâmetros cinemáticos das transmissões; (ver os exemplos das figuras 6.4 ... 6.6). A ordem recomendada para a construção dos esquemas de forças é a seguinte: 1. Designa-se a disposição dos elementos do esquema de forças segundo o esquema cinemático do accionamento (dado na tarefa); 2. Coloca-se, arbitrariamente, a representação dos eixos axonométricos X, Y e Z, sob ângulos mútuos de 120º; os vectores das forças no engrenamento, as forças em consola e as reacções nos apoios dependem das direcções do eixos escolhidos. É possível usar cores para alguns efeitos. 3. Desenham-se os veios, apoios, par(es) do redutor, elementos das transmissões abertas e uniões de veios utilizando símbolos convencionais (tabela 6.3). As dimensões dos elementos desenhados são arbitrárias mas devem observar-se as proporções entre eles (por exemplo, no par em engrenamento deve ser óbvia qual é a roda maior). É preciso marcar os apoios com letras A e B (para o veio de entrada), C e D para o segundo veio e assim por diante, etc. Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 6 Tabela 6.3 – Símbolos convencionais 4. Escolhe-se a direcção da hélice das engrenagens (ou parafuso sem-fim). Nas engrenagens cilíndricas com dentes helicoidais escolhe-se a direcção esquerda para os dentes do pinhão (e, portanto, a direita para a roda movida); nas engrenagens cónicas com dentes curvilíneos o pinhão deve ter dentes inclinados para a direita (e, portanto, a roda movida deve ter inclinação para a esquerda). A direcção dos filetes do parafuso sem-fim e da coroa é para a direita (ver as figuras 6.1 ... 6.3 – b) 5. Determina-se a direcção de rotação e dos veios de alta e baixa velocidade do redutor, ω1 e ω2, de acordo com a direcção de rotação do motor. A direcção de rotação do motor deve ser escolhida de tal modo que a rotação do veio executivo Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 7 confira o movimento que se requer do mecanismo. Se o mecanismo tiver movimento reversível então o sentido de rotação dos veios de alta e baixa velocidade pode se arbitrado. Nos accionamentos de redutor cónico com pinhão de dentes inclinados para a direita a direcção de rotação do veio deve ter sentido horário, se o veio for observado do lado do vértice do cone divisor do pinhão (fig. 6.2). A força axial que surge no pinhão Fa1 é direccionada no sentido da base do cone divisor o que evita a gripagem dos dentes durante o funcionamento. 6. Determina-se a direcção das forças no engrenamento do par do redutor segundo a direcção da linha helicoidal escolhida e a rotação dos veios. No pinhão (ou parafuso sem-fim) estas forças são Ft1, Fr1, Fa1 e na roda movida Ft2, Fr2 e Fa2 (veja as figuras 6.1 ... 6.3). As forças Ft1 e Ft2 são direccionadas de tal modo que os seus momentos possam equilibrar os torques T1 e T2 aplicados aos veios do redutor, tanto da parte do motor e como da reacção da máquina (repare-se que as interacções entre os elementos da transmissões são substituidas por forças e por isso Ft1 é a força tangencial com que a roda 2 reage à roda 1 e não a força que o torque T1 imprime sobre a roda 2). Assim, Ft1 tem sentido contrário ao da rotação do pinhão e Ft2 tem o sentido de rotação da roda movida. 7. Determinam-se os sentidos das forças em consola nas extremidades salientes dos veios (figuras 6.4 ... 6.6) a) O sentidos das forças das transmissões abertas determinam-se de modo similar ao das transmissões dos redutores; b) As forças em consola das transmissões por correia e por cadeia Fab são perpendiculares ao eixo geométrico do veio em consideração e são dispostas em função da posição da transmissão no esquema cinemático do accionamento, podendo ser verticais, horizontais ou inclinadas sob qualquer ângulo em relação ao plano horizontal. Se a tarefa do projecto especificar uma transmissão inclinada sob um ângulo θ (fig 6.4), a força Fab deve ser decomposta nas componentes Fy (vertical) e Fx (horizontal). Os seus valores numéricos determinam-se usando relações trigonométricas (fig. 8.1). c) A força em consola de uniões de veios Funi é perpendicular ao eixo do veio mas a sua direcção relativamente a Ft pode ser qualquer, dependendo da imprecisão de montagem da união. Por isso, recomenda-se que o sentido da força na união seja tal que constitua o pior caso de carregamento dos veios, isto é, a força na união é escolhida de forma a piorar ao máximo o efeito das outras forças. Assim, é comum escolher-se para Funi um sentido contrário ao da força tangencial Ft o que aumenta a deformação do veio. Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 8 � Fig. 6.4 – Esquema de forças num redutor - cilíndrico � � Parâmetros Pinhão Roda Movida Ft 754 Fr 279 Fa 126 Fun Fab 198 799 T (N⋅m) 15,8 60,4 ω (rad/s) 99,48 24,87 EXEMPLO DE ESQUEMA DE FORÇAS NUM REDUTOR – CILÍNDRICO Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 9 Fig. 6.5 – Esquema de forças num redutor - cónico EXEMPLO DE ESQUEMA DE FORÇAS NUM REDUTOR – CÓNICO Parâmetros Pinhão Roda Movida Ft 1650 Fr 579 121 Fa 121 579 Fab Funi 561 1558 T (N⋅m) 36,6 155,2 ω (rad/s) 75,4 16,6 Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 10 � � � � Fig. 6.6 – Esquema de forças num redutor – parafuso sem fim/coroa � � � � � Trans. PSF Trans. ECDR Parâmetros PSF R.Coroa Pinhão R.Movida Ft 390 1862 4400 Fr 678 1602 Fa 1862 390 − − Funi 143 − − − T (N⋅m) 8,2 176,2 176,2 1160 ω (rad/s) 97,40 3,60 3,60 0,51 � EXEMPLO DE ESQUEMA DE FORÇAS NUM REDUTOR – PARAFUSO SEM FIM/COROA Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 11 8. Determinam-se os sentidos das forças de reacção dos apoios, na direcção radial. Para os veios de alta e baixa velocidade as reacções devem ser posicionadas de forma a serem opostas aos sentidos das forças tangenciais (Ft1, Ft2 ) e às forças radiais (Fr1, Fr2) do redutor. Os pontos de aplicação das reacções nos apoios situam-se tipicamente a meio da largura de cada apoio. As reacções devidas às forças em consola são somadas às reacções devida às forças no interior do redutor. As reacções são representadas pela letra R, com um índice. O índice comporta o nome do apoio e a direcção do eixo da reacção, segundo o sistema de coordenadas escolhido. São exemplos deste tipo de designação: RAx, RBy, RCz, etc. 9. Determina-se a direcção da soma das reacções nos apoios como soma geométrica da reacções radiais nos planos vertical e horizontal, usando o método do paralelogramo ou relações trigonométricas. O índice da soma da reacções contém apenas a designação do apoio, por exemplo, RA, RB. 10. Compõe-se a tabela de resultados. A forma da tabela depende do tipo de transmissões que compõem o accionamento, tal como nos exemplos 6.4 ... 6.6. 7. Cálculo projectivo dos veios. Composição do esboço do redutor As actividades do cálculo projectivo dos veios dos veios e composiçãoesquemática do redutor podem ser alistadas como se segue: 1 – Escolha dos materiais dos veios; 2 – Escolha das tensões admissíveis à torção; 3 – Determinação do parâmetros geométricos dos escalões dos veios; 4 – Escolha preliminar dos apoios (rolamentos); 5 – Composição do esboço do redutor. Os principais critérios de capacidade de trabalho utilizados para a projecção dos veios dos redutores são a resistência mecânica e a resistência à fadiga. Os veios estão sujeitos a deformações complexas, por influência da torção, flexão e tracção (compressão). Porém, a tensão devida aos esforços de tracção/compressão é muito menor que as tensões devidas aos momentos torsores e flectores. Assim, é escusado considerar o efeito dos esforços de tracção/compressão no cálculo dos veios. O cálculo dos veios dos redutores faz-se em duas (ou mais) etapas. A primeira etapa é para o cálculo projectivo (aproximado), que se baseia na resistência dos veios à torção pura e a segunda para o cálculo testador. No cálculo testador verifica-se a resistência à flexão e à torção. Este cálculo determina a resistência do veio à fadiga e considera a concentração de tensões devida à forma do veio. O parâmetro de cálculo mais importante é o coeficiente de segurança à fadiga. Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 12 7.1 Escolha dos materiais do veio Os veios dos redutores são geralmente feitos de aços de construção temperáveis, sendo tanto aços de médio teor de carbono como aços de liga. Os aços típicos são os aços aço 45 e 40X. Porém, deve-se ter em consideração que os aços podem ser de diferentes composições e que não é muito conveniente escolher aços com alto teor de carbono ou aços de alto teor de liga para os veios devido à sensibilidade à concentração das tensões. Os aços de alta qualidade só devem ser usados quando o elemento solidário (por exemplo, engrenagem no veio-pinhão) precisa de alta resistência. Os veios podem ser feitos de aços de baixo teor de carbono mas as superfícies de trabalho dos mesmos devem ser endurecidas por cementação ou outro procedimento. 7.2 Escolha das tensões admissíveis à torção Para o cálculo aproximado dos veios usa-se a torção pura, sem consideração do efeito da flexão, concentradores de tensões ou o carácter variável das cargas. Como meio de compensar esta grande aproximação, o valor da tensão admissível é grandemente reduzido: [τ] = (10) 12 ... 15 (20) MPa – para veios de redutores e análogos; [τ] = 20 ... 30 MPa – para veios de transmissão. Os menores valores de tensões admissíveis são para veios de alta velocidade e vice- versa. 7.3 Determinação dos parâmetros geométricos dos escalões dos veios Os veios de redutores constituem corpos cilíndricos escalonados. A quantidade e as dimensões dos escalões dependem da quantidade e dimensões das peças que se montam sobre o veio. A figura 7.1 mostra diversos veios. A constituição dos veios não é feita segundo recomendações estritas mas sim modelada com base em construções existentes. O cálculo projectivo do veio permite determinar os parâmetros de orientação para os comprimentos “l” e diâmetros “d” de cada escalão dos veios. Para efectuar a escolha dos parâmetros geométricos usa-se a tabela 7.1. Fig. 7.1 a) - Veio de alta velocidade – PSF Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 13 Fig. 7.1 b) Veio de alta velocidade – Engrenagem cilíndrica Fig. 7.1 c) Veio de alta velocidade – Engrenagem cónica Fig. 7.1 d) Veio de baixa velocidade Fig. 7.1 – Parâmetros geométricos dos escalões dos veios Tabela 7.1 – Dimensões recomendadas para escalões dos veios de redutores monoescalonares, em mm Escalão do veio e seus parâmetros d e � Veio-pinhão cónico (fig. 7.1 c) Veio-pinhão cilíndrico (fig. 7.1 b) Veio-parafuso sem-fim (fig. 7.1 a) Veio da roda movida (fig. 7.1 d) 1º - sob o elemento da transmissão aberta ou semi-união d1 [ ]3 3 1 2,0 10 τ⋅ ⋅ = Td onde : T – é o momento torsor no veio, em N·m (obtido da tabela de resultados do cálculo cinemático) [τ] – é a tensão tangencial admissível reduzida 1� 1� =(0,8 ...1,5)⋅d1 – sob a roda estrelada; 1� = (1...1,5)⋅d1 – sob o pinhão; 1� = (1...1,5)⋅d1 – sob a semi- união; 1� =(1,2 ...1,5)⋅d1 – sob a polia; Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 14 Escalão do veio e seus parâmetros d e � Veio-pinhão cónico (fig. 7.1 c) Veio-pinhão cilíndrico (fig. 7.1 b) Veio-parafuso sem-fim (fig. 7.1 a) Veio da roda movida (fig. 7.1 d) 2º - sob a tampa com vedante e rolamento d2 tdd ⋅+= 212 - só sob o vedante tdd ⋅+= 212 2� 42 6,0 d⋅≈� - só sob o vedante 22 5,1 d⋅≈� 22 25,1 d⋅≈� 3º - sob o pinhão ou roda movida d3 rdd ⋅+= 2,343 ; é possível que d3 ≤ dfe1 rdd ⋅+= 2,323 ; é possível que d3 ≤ dfe1; para d3 > da1 adopta-se d3 = da1 rdd ⋅+= 2,323 3� 3� obtém-se graficamente, na composição esboçada do redutor 4º - sob o rolamento d4 mmdd )4...2(54 += 24 dd = 4� 4� determina-se graficamente 1� =B – para rolamentos de esferas; 1� =T para rolamentos de rolos cónicos 5º - de encosto ou sob a rosca d5 5d sob a rosca determina-se como função de 2d , segundo a tabela 10.11 Não se constrói 5� 45 4,0 d⋅≈� 5� determina- se graficamente Notas: 1. Os valores das alturas dos ressaltos t, os valores aproximados dos chanfros f dos escalões e os raios de curvatura dos chanfros dos apoios dependem do valor do diâmetro do escalão d. d 17...24 25...30 32...40 42...50 52...60 62...70 71...85 t 2 2,2 2,5 2,8 3 3,3 3,5 r 1,6 2 2,5 3 3 3,5 3,5 f 1 1 1,2 1,6 2 2 2,5 2. Para o diâmetro d1 da extremidade do veio de alta velocidade que se liga ao veio do motor por uma união, deve-se seguir a relação: medd ⋅= )2,1...8,0(1 , onde dme é o diâmetro do veio do rotor do motor eléctrico. 3. Os diâmetros d2 e d4 sob os rolamentos arredondam-se para valores correspondentes aos diâmetros dos anéis internos dos rolamentos d. Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 15 4. Os diâmetros e comprimentos dos escalões (tal como d2 e d4 sob os rolamentos) arredondam-se para valores correspondentes aos números da série normalizada Ra40. 5. Para a construção definitiva dos escalões dos veios fazem-se considerações ulteriores sobre as dimensões e precisão dos diâmetros e comprimentos. 7.4 Escolha preliminar dos rolamentos A escolha racional do tipo de rolamento para as condições de trabalho do redutor é complexa e depende de uma série de factores tais como a potência do redutor, o tipo de transmissão, as proporções entre as forças no engrenamento, a frequência de rotações do anel interno do rolamento, o tempo de serviço exigido, o esquema de montagem e o custo. A pré-escolha do rolamento para cada veio do redutor faz-se na seguinte ordem: 1. Segundo a tabela 7.2, determina-se o tipo, a série e o esquema de montagem; 2. Escolhe-se o tipo e dimensões do rolamento pelo valor do diâmetro do anel interno do rolamento “d”, que é igual ao diâmetro ”d2” e ”d4” nos escalões dos veios do rolamento (ver as figuras 7.1 a ... d); 3. Transcrevem-se os parâmetros principais do rolamento: - geométricos: d – diâmetro do anel interno; D - diâmetro do anel externo; B – largura do anel (para os rolamentos cónicos anotam-se as dimensões axiaisT e c); - dinâmicos: Cr – capacidade de carga dinâmica; C0 – capacidade de carga estática. Tabela 7.2 – Escolha preliminar dos apoios Transmissão Veio de ... veloc. Tipo de rolamento Série Ângulo de contacto Esquema de montagem Radial de esferas de uma fila para aw ≥200 mm Média (ligeira) - 1 (com um apoio fixo) Alta Ligeira (média) Cilíndrica de dentes helicoidais Baixa Para 25,0≤ r a R F - radial de esferas de uma fila; 25,0> r a R F - De rolos cónicos, do tipo 7000 Ligeira α=11...16º para o tipo 7000 3, dois apoios fixos, veio comprimido De rolos cónicos, do tipo 7000 ou 27000, para n1<1500 rpm Alta Radial-axial, de esferas, do tipo 46000, para n1≥1500 rpm Ligeira (média) 4, dois apoios fixos, veio estendido Cónica Baixa De rolos cónicos, do tipo 7000 Ligeira α=11...16º para o tipo 7000 α=25...29º para o tipo 27000 α=26º para o tipo 46000 3, dois apoios fixos, veio comprimido Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 16 Transmissão Veio de ... veloc. Tipo de rolamento Série Ângulo de contacto Esquema de montagem Radial-axial, de esferas, tipo 46000; de rolos cónicos, do tipo 27000; radial de esferas, de uma fila, para aw>160 mm 2 (com um apoio fixo) Alta De rolos cónicos, do tipo 7000 ou radial-axial de esferas, do tipo 36000, para aw≤ 160 mm Média De parafuso sem-fim Baixa De rolos cónicos, do tipo 7000 Ligeira α=11...16º para o tipo 7000 α=25...29º para o tipo 27000 α=12º para o tipo 36000; α=26º para o tipo 46000. 3, dois apoios fixos, veio comprimido 7.5 Composição do esboço do redutor A composição do esboço do redutor determina as posições das rodas dentadas no par do redutor, elementos da transmissão aberta e uniões dos veios relativamente aos apoios. Nesta composição também se determinam os comprimentos entre os pontos de aplicação das reacções nos apoios do veios de alta e baixa velocidade do redutor, “lalta” (l�) e “lbaixa” (lT), respectivamente. Também se determinam as distâncias entre os pontos de aplicação das forças dos elementos da transmissão aberta ou uniões de veios e o ponto de aplicação da reacção no apoio mais próximo, que e designam “lab” (lo�) e “luni” (lM), respectivamente. Entre parênteses apresentam-se os símbolos usados em alguns desenhos. A composição do esboço do redutor é feita a lápis numa folha de papel milimétrico de formato A1/A2, na escala 1:1, ou utilizando meios informáticos equivalentes. Usam-se linhas de contorno. A execução do esboço do redutor deve conter: - a representação do esboço do redutor em duas projecções; - tabelas de dimensões dos escalões dos veios, apoios e outras distâncias; - legenda principal, forma 1 (figs. 7.2 ... 7.4, A1 ... A18, tab. 14.1 ... 14.2). Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 17 Fig. 7.2 – Esboço do corpo redutor cilíndrico A ordem recomendada para a composição do esboço do redutor é a seguinte: 1. Assinalam-se as disposições da projecção da composição segundo o esquema cinemático do accionamento e as dimensões máximas das rodas dentadas; 2. Traçam-se linhas de projecção e as linhas de eixo dos veios. Nos redutores cilíndricos e de parafuso sem-fim os eixos dos veios são traçados à distância mútua igual à distância interaxial. Nos redutores cilíndricos os eixos são paralelos e nos redutores de parafuso sem-fim os eixos são cruzados em 90º. Nos redutores cónicos os eixos dos veios são concorrentes e fazem um ângulo de 90º (nas transmissões ortogonais). 3. Desenha-se o par do redutor de acordo com os parâmetros geométricos obtidos Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 18 como resultado do cálculo projectivo das transmissões (ver as figuras 7.2 ... 7.4): a) para a roda dentada movida cilíndrica e pinhão: d1, d2, da1, da2, b1, b2 (v. tabela de resultados do cálculo projectivo e a figura 7.5 a) ); b) para rodas dentadas cónicas e pinhão cónico: Re, de1, de2, δ1, δ2, hae=mte, hf2 = 1,2⋅mte, b, b3 (v. tabela de resultados do cálculo projectivo e a figura 7.5 b) ); c) para rodas-coroas e parte roscada dos parafusos sem-fim: dw2, daM2, b2, dw1, da1, df1, b1 e 2⋅δ (v. tabela de resultados do cálculo projectivo e a figura 7.5 c) ); 4. Para evitar o contacto da superfície da roda dentada com a parede interna do corpo do redutor durante o seu funcionamento, deve-se ter uma folga x = 8 ... 10 mm entre o contorno interno das paredes e os órgãos rodantes (superfícies das engrenagens giratórias). A distância y desde o fundo do corpo do redutor até à superfície inferior das rodas (ou do parafuso-sem-fim) deve ser y ≥ 4⋅x, para todos os tipos de redutores. Os contornos dos corpos dos redutores cónicos devem ser simétricos em relação ao eixo do veio de alta velocidade (fig. 7.3). O O contorno real do corpo do redutor depende do esquema cinemático, das dimensões das peças da transmissão, do método de transporte, lubrificação,etc., e faz-se durante a elaboração da composição final (de construção) do redutor (figuras 10.5, 10.35...44, A1 ... A18) 5. Desenham-se os escalões utilizando as dimensões d e l dos veios obtidas do cálculo projectivo dos veios (tabela 7.1) segundo os eixos marcados: a) para o redutor cilíndrico (fig. 7.2): os escalões dos veios desenham-se em sequência desde o 3º ao 1º; assim, o comprimento do 3º escalão l3 é obtido construtivamente como distância entre paredes opostas do redutor (ou seja, b1+x+x). b) para redutores cónicos (fig. 7.3): os escalões do veio de baixa velocidade desenham-se em sequência a partir do 5º escalão; assim, os comprimentos dos 5º e 3º escalões (l5 e l3) são obtidos construtivamente; o 3º escalão, onde se monta a roda movida, deve estar no lado oposto à saída do veio com uma carga em consola, de forma minimizar o desequilíbrio na distribuição das forças pelos apoios. O desenho dos escalões dos veios de alta velocidade depende da posição dos rolamentos no 4º escalão: deve-se determinar o ponto de aplicação da reacção no apoio do rolamento mais próximo do pinhão usando a grandeza lalta; depois, indica-se a distância a2 ≥ 2,5⋅a1 (a1 é a distância do ponto de aplicação da força resultante na engrenagem ao apoio mais próximo e a2 é a distância entre apoios); depois acha-se o ponto de aplicação da reacção no segundo rolamento e determina-se a posição do rolamento. Os restantes escalões do veio de alta velocidade desenham-se de modo similar aos escalões do veio de baixa velocidade. c) para redutores de parafuso sem-fim/coroa (fig. 7.4): os escalões do veio de baixa velocidade desenham-se em sequência, a partir do 3º escalão até ao 1º escalão. O comprimento do 3º escalão obtém-se construtivamente, como distância entre paredes opostas do redutor (l3), que depende das dimensões do parafuso sem-fim. O desenho dos escalões do veio de alta velocidade depende da posição dos 2º e 4º Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 19 escalões, que se determina tendo em vista a construção dos rolamentos. Estes escalões são posicionados de tal modo que, na face interna do alojamento dos rolamento haja uma espessura S=(0,1 ... 02,)⋅D até à ao contorno interno do corpo do redutor que se situa perto das extremidades do dentes da roda-coroa. Este contorno é um arco que tem raio R=0,5⋅daM2 + x. O diâmetro do alojamento para o rolamento depende da dimensão do anel externo deste, que é extraído de tabelas de parâmetros de rolamentos. Os outros escalõesdesenham-se de modo análogo aos escalões do veio de baixa velocidade. Fig. 7.5 6. No 2º e 4º escalões desenham-se os contornos dos rolamentos usando as dimensões d, D, B (T,c para rolamentos de rolos cónicos) segundo o esquema de montagem (ver a tabela 7.2). Para os rolamentos de rolos cónicos � � � � � � − ⋅≈ 23 1 dDh . Os contornos desenham-se com linha contínua grossa e as diagonais cruzadas com linha contínua fina. 7. Determinam-se os comprimentos lalta e lbaixa entre os pontos de aplicação das reacções nos rolamentos dos veios de alta e baixa velocidade, respectivamente. A reacção radial R no rolamento considera-se aplicada no ponto de intersecção entre a normal traçada a partir do ponto médio da superfície de contacto do anel exterior com o corpo rodante e o eixo de rotação do veio (v. fig. 7.6). Se a superfície de contacto entre o corpo rodante e o anel exterior estiver inclinada, o ponto de aplicação da reacção no apoio localiza-se num plano diferente do plano que contém os lugares geométricos dos pontos médios das linhas de contacto entre os corpos rodantes e o anel externo do rolamento. Segundo o exposto: a) para rolamentos radiais o ponto de aplicação da reacção está no plano axial médio do rolamento; a distância entre apoios é determinada segundo o esquema da figura 7.6 c) por: BL −=� ; b) para rolamentos radiais-axiais o ponto de aplicação da reacção está deslocado do plano axial médio do rolamento; a distância “a” entre a face do anel externo do rolamento e o ponto de aplicação da reacção pode ser determinada usando as figuras 7.6 a) e b): Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 20 � � � � � � ⋅ + +⋅= αtgDdBa 2 5,0 - para rolamentos de esferas de contacto angular unifilares � � � � � � ⋅ + +⋅= e DdTa 3 5,0 - para rolamentos de rolos, unifilares. Onde: d, D, B, T – são diâmetros e larguras tabeladas do rolamento; α - é o ângulo de contacto; e – é o factor de carga axial (tabelado); Para a montagem dos rolamentos no esquema 3 (fig. 7.6 a) ), em que os rolamentos tendem a comprimir o veio (montagem em X) tem-se: aL ⋅−= 2� Para a montagem dos rolamentos no esquema 4 (fig. 7.6 b) ), em que os rolamentos tendem a esticar o veio (montagem em O) tem-se: aL ⋅+= 2� Para montagem dos rolamentos segundo os esquema 2, a reacção do apoio que é composto por um par de rolamentos radiais-axiais de uma fila opostos, num dos lados (v. figs. 10.18, A6, A8)), está posicionada a meio do par de rolamentos. O outro apoio é flutuante e só tem reacção na direcção radial. A distância entre apoios vai da face do rolamento flutuante às faces de junção dos rolamentos axiais-radiais mas é reduzida no valor de meia largura do rolamento flutuante: BL ⋅−= 5,0� 8. Determinam-se os pontos de aplicação das forças em consola: a) para transmissões abertas – a força dos ramais das correias ou da cadeia sobre os veios (Fv ou Fab), força no engrenamento das transmissões por rodas dentadas Ftab, Faab e Frab são consideradas como tendo o seu ponto de aplicação a meio do comprimento do escalão da extremidade do veio em que se monta o cubo da polia, roda estrelada ou roda dentada, a uma distância lab do apoio mais próximo (figs. 7.2 ... 7.4); Os índices tab, aab e rab indicam tangencial, axial e radial na transmissão aberta, respectivamente; b) a força da união Funi está aplicada entre as semi-uniões (figs. 10.1...10.3); por isso, pode-se considerar que o ponto de aplicação da força Funi está situado a uma distância luni do apoio mais próximo igual ao comprimento em consola do veio, i.e., à distância que vai desde apoio dado à da face na extremidade do veio (figs. 7.2 ... 7.4). 9. Colocam-se as dimensões necessárias na composição do esboço, preenche-se a tabela e a legenda principal. 10. Compõe-se a tabela de resultados (tabela 7.3). Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 21 8 . Esquemas de cálculos dos veios dos redutores. As tarefas da composição dos esquemas de cálculo dos veios são: 1. Determinação das reacções radiais nos apoios dos veios de alta e baixa velocidade; 2. Composição das equações dos momentos flectores e torsores; 3. Determinação das somas dos momentos flectores; 4. Composição do esquema de carga dos rolamentos. Estas tarefas são desenvolvidas em duas etapas: 1) determinação das reacções nos apoios para os apoios pré-seleccionados: o resultado desta etapa possibilita a execução do cálculo testador dos apoios. 2) determinação das reacções nos apoios escolhidos, em função dos momentos flectores e torsores e dos esquemas de carregamento: O resultado da 2ª etapa possibilita o cálculo testador dos veios à sua resistência. 8.1 – Determinação das reacções nos apoios 1. Desenham-se os eixos das coordenadas dos eixos para a orientação dos vectores de forças e momentos. 2. Desenha-se o esquema de cálculo dos veios correspondente aos esquemas de carregamento dos veios do redutor (fig. 6.4 ... 6.6). 3. Escrevem-se os dados de cálculo. a) forças: - no engrenamento dos pares do redutor, no pinhão (ou parafuso sem-fim) e rodas movidas – tangencial Ft, radial Fr e axial Fa. - forças em consola: em transmissões abertas com elemento flexível Fv (ou Fab) ou em pinhões de transmissões por engrenamento Ft1, Fr1 e Fa1 e em uniões de veios Funi; (figs. 6.4 ... 6.6) b) parâmetros geométricos: - distâncias entre os pontos de aplicação das reacções nos apoios dos veios de alta e de baixa velocidade lalta e lbaixa. - distâncias entre os pontos de aplicação das forças em consola e as reacções no apoio mais próximo, para as forças nos elementos da transmissão e nas uniões de veios, lab (lv) e luni respectivamente (figs. 7.2 ... 7.4); - diâmetros dos cilindros primitivos do pinhão (parafuso sem-fim) ou coroa – d1 e d2 (v. a tabela dos parâmetros da transmissão, 4.5, 4.8 ou 4.11); 4. Determinam-se as reacções nos apoios nos planos vertical e horizontal, para os apoios pré-seleccionados; Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 22 5. Calcula-se a resultante das reacções radiais, como soma geométrica das reacções radiais calculadas para planos perpendiculares, utilizando fórmulas do tipo 22 AyAxA RRR += , onde Rax e Ray são as reacções radiais no apoio A nos planos XOZ e YOZ (horizontal e vertical), respectivamente. Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 23 Fig. 8.1 8.2 – Construção dos diagramas dos momentos flectores e torsores 1. Fazem-se cálculos para o plano vertical: a. Determinam-se as reacções nos apoios escolhidos, em correspondência com planos dos sistemas de forças (v. 11.3, p1); b. Determinam-se os valores dos momentos flectores, em correspondência com as direcções dos momentos flectores (v. 11.3, p2);. c. Desenham-se os diagramas dos momentos flectores usando uma escala para cada diagrama, mostrando os valores e a localização do momento máximo e momentos em pontos singulares; a escala µ, em N⋅m/mm, é escolhida de modo a ser conveniente para cada momento máximo que surge no plano dado e o seu valor é anotado no diagrama (v. figs. 8.1 ... 8.4). - forças em consola: em transmissões abertas com elemento flexível Fv (ou Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 24 Fab) ou em pinhões de transmissões por engrenamento Ft1, Fr1 e Fa1 e em uniões de veios Funi; (figs. 6.4 ... 6.6); 2. Fazem-se cálculos para o plano horizontal,segundo os procedimentos usados para o plano vertical; 3. Determina-se o momento torsor no veio (ver a tabela de resultados do cálculo cinemático do accionamento) e desenha-se o seu diagrama, usando uma escala. O sinal escolhe-se em função do sentido do momentos torsor relativamente à força tangencial Ft, quando visto a partir da extremidade em consola do veio de alta velocidade; 4. Determina-se a resultante das reacções nos apoios (v. ponto 5 acima); 5. Calculam-se os momentos flectores resultantes para o as secções mais carregadas dos veios por fórmulas do tipo 22 yxres MMM += , onde Mx e My são aos momentos flectores nos planos XOZ e YOZ (horizontal e vertical), respectivamente; 6. Compõem-se os esquemas de carga do apoios (v. 9.3); 7. Compõem-se as tabelas de resultados (figs. 8.1 ... 8.4). ♦ Litter: Transmissão Veio de ... veloc. Tipo de rolamento Série Ângulo de contacto Esquema de montagem Cilíndrica de dentes angulares Alta Radial de esferas de uma fila para aw ≥200 mm Média (ligeira) - 1 (com um apoio fixo) Para 25,0≤ r a R F - radial de esferas de uma fila; Ligeira (média) α=11...16º para o tipo 7000 3, dois apoios fixos, veio comprimido Baixa 25,0> r a R F - De rolos cónicos, do tipo 7000 Ligeira Cónica Alta De rolos cónicos, do tipo 7000 ou 27000, para n1<1500 rpm Ligeira (média) α=11...16º para o tipo 7000 4, dois apoios fixos, veio estendido Radial-axial, de esferas, do tipo 46000, para n1≥1500 rpm α=25...29º para o tipo 27000 Baixa De rolos cónicos, do tipo 7000 Ligeira α=26º para o tipo 46000 3, dois apoios fixos, veio comprimido De parafuso sem-fim Alta Radial-axial, de esferas, tipo 46000; de rolos cónicos, do Média α=11...16º para o tipo 2 (com um apoio fixo) Projecto dos veios do redutor Rui V. Sitoe - 2006 25 Transmissão Veio de ... veloc. Tipo de rolamento Série Ângulo de contacto Esquema de montagem tipo 27000; radial de esferas, de uma fila, para aw>160 mm 7000 De rolos cónicos, do tipo 7000 ou radial-axial de esferas, do tipo 36000, para aw≤ 160 mm α=25...29º para o tipo 27000 3, dois apoios fixos, veio comprimido Baixa De rolos cónicos, do tipo 7000 Ligeira α=12º para o tipo 36000; α=26º para o tipo 46000. Tabela com colunas misturadas (merged):