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Rodovia BR 470, km 71, n° 1.040, Bairro Benedito
Caixa postal n° 191 - CEP: 89.130-000. lndaial-SC
Fone: (0xx47) 3281-9000/3281-9090
Home-page: www.uniasselvi.com.br
Curso de Metodologia do Ensino de Artes
Centro Universitário Leonardo da Vinci
Organização
Tatiana dos Santos da Silveira
Tutoria Interna de Artes Visuais 
Reitor da UNIASSELVI
Prof. Hermínio Kloch
Pró-Reitora de Ensino de Graduação a Distância
Prof.ª Francieli Stano Torres
Pró-Reitor Operacional de Ensino de Graduação a Distância
Prof. Hermínio Kloch
Diagramação e Capa
Paulo Herique do Nascimento
Revisão:
Centro Universitário Leonardo da Vinci
Todos os direitos reservados à Editora Grupo UNIASSELVI - Uma empresa do Grupo UNIASSELVI
Fone/Fax: (47) 3281-9000/ 3281-9090
Copyright © Editora GRUPO UNIASSELVI 2011.
Proibida a reprodução total ou parcial da obra de acordo com a Lei 9.610/98.
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Curso de Metodologia do Ensino de Artes
A PRESENTAÇÃO
Metodologia do Ensino de Artes é uma disciplina de 
grande importância na formação de professores, pois tem por 
objetivo refl etir a respeito dos fundamentos da prática docente e 
a construção da formação e do profi ssional de Arte na educação.
Iniciamos também um diálogo sobre uma área que trabalha 
diretamente com o conhecimento sensível, histórico e cultural, a Arte.
Conhecer a história da Arte/educação e as contribuições 
de pesquisadores para o desenvolvimento do ensino da Arte no 
Brasil nos permite compreender infl uências históricas que até se 
fazem presentes nas metodologias adotadas em sala de aula.
Saber selecionar melhor os conteúdos, elaborar bons 
objetivos, escolher procedimentos adequados de ensino, planejar 
melhor nossas aulas, compreender os nossos processos de 
formação e qualifi cação como professores trará contribuições 
substanciais à nossa prática. E é a isso que nos propusemos ao 
elaborar esse Curso.
Vamos nos sensibilizar juntos, conhecendo a trajetória 
desta área de conhecimento que vem ganhando espaço nos 
currículos escolares.
Bom estudo e muita sensibilidade artística nas suas 
discussões!
Profª Tatiana dos Santos da Silveira
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Curso de Metodologia do Ensino de Artes
ENSINO DA ARTE NO BRASIL E A 
LEGISLAÇÃO BRASILEIRA
1 INTRODUÇÃO
Esta etapa abordará a história do Ensino da arte no Brasil. 
Compreender o sentido de Arte e Arte/educação permitirá refl etir 
sobre as questões referentes a metodologias do ensino que 
infl uenciaram e marcam a identidade de professores que estão à 
frente desta disciplina.
Convido você a estudar um pouco sobre a caracterização 
de Arte e Arte/educação, de grandes nomes relacionados à 
pesquisa sobre o ensino da Arte no Brasil e no Mundo.
2 CARACTERIZANDO ARTE E ARTE/EDUCAÇÃO
A Arte está presente na vida das pessoas desde o início da 
humanidade como forma de comunicação e expressão. Desde a 
pré-história o homem já se comunicava através dos desenhos e 
códigos impressos na rocha, que você poderá estudar na disciplina 
de História da Arte. Por meio das expressões artísticas, é possível 
além de manifestar sentimentos, perceber o mundo de forma 
poética, sensível e contextualizada.
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Curso de Metodologia do Ensino de Artes
Ouvir uma música, uma poesia, apreciar um quadro, uma 
fotografi a, uma apresentação de teatro ou dança são modos de 
fruir e sentir Arte. Fruir Arte é um processo pelo qual o ser humano 
conhece a respeito da obra, do artista que a criou, de si próprio e 
do mundo onde está inserido. Assim, o trabalho com a Arte está 
relacionado à percepção, à emoção, à intuição, à sensibilidade. 
“A arte é, por conseguinte, uma maneira de despertar o indivíduo 
para que este dê maior atenção ao seu próprio processo de sentir”. 
(DUARTE JÚNIOR, 1988, p. 65) 
Você já se perguntou qual a real importância da Arte na 
vida das pessoas?
Barbosa (2002) atenta que é impossível conhecer a cultura 
de um país, sem conhecer sua arte, pois é importante compreender 
que a Arte é a representação do país por seus próprios membros.
É por meio da Arte que podemos conhecer e entender a 
cultura do nosso tempo, sendo este um processo fundamental 
para a construção humana sensível. 
Quando falamos de “construção humana sensível”, não 
estamos generalizando a Arte como forma de despertar apenas 
sentimentos, pois desta forma estaríamos reduzindo seu real papel 
enquanto área de conhecimento presente na vida das pessoas. 
Estamos aqui, nos referindo a todos os elementos que permeiam 
esta construção de conhecimento cultural e histórico através da 
Arte, pois “a arte como linguagem, expressão e comunicação, trata 
da percepção, da emoção, da imaginação, da intuição, da criação, 
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Curso de Metodologia do Ensino de Artes
elementos fundamentais para a construção humana sensível” 
(PILLOTTO, 2004, p. 38). Como vetor de construção humana 
sensível, a Arte possibilita contato com o mundo e consigo mesmo. 
Permite que, por meio dela, a criança conheça e compreenda o 
contexto onde está inserida, bem como desenvolva conhecimentos 
artísticos, culturais e históricos.
A arte/educação proporciona aos alunos o contato direto 
com imagens e objetos artísticos. Este contato e o trabalho com 
as produções artísticas desenvolvido por professores de arte no 
contexto escolar permitem, além do contato com a Arte, momentos 
de criação e de expressão individuais e coletivos. Permitem ao 
aluno conhecer a realidade do seu tempo, a sua cultura e a sua 
história.
Se pretendemos de fato uma educação para 
a cidadania, que entenda os sujeitos como 
construtores de suas histórias, temos que garantir 
a educação estética e artística nos espaços das 
instituições educacionais, talvez o único para 
a maioria das crianças, a única possibilidade 
para adentrarem no universo poético e estético. 
(PILLOTTO, 2004, p. 59)
A escola é o espaço institucional onde o aluno tem a 
oportunidade de conhecer de forma intencional ou não, os 
conhecimentos históricos e culturais construídos pela sociedade 
no decorrer dos tempos. É o espaço que permite uma relação 
entre história, cultura e Arte. “Ao conhecer a arte produzida em 
diversos locais, por diferentes pessoas, classes sociais e períodos 
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Curso de Metodologia do Ensino de Artes
históricos e as outras produções do campo artístico (artesanato, 
objetos, design, audiovisual etc.), o educando amplia sua 
concepção da própria arte e aprende dar sentido a ela”. (FERRAZ; 
FUSARI, 2009, p. 19)
Mas afi nal, qual a função da Arte na escola?
Pesquisas indicam que a Arte desenvolve a cognição 
de crianças e adolescentes, proporcionando conhecimento 
e expressão não apenas racional, mas também afetivos e 
emocionais. “A função da Arte na Educação é essa, desenvolver 
as diferentes inteligências”. (BARBOSA, 2001)
Mas, como será que chegamos até esta concepção de 
Ensino de Arte?
É muito importante que você, caro acadêmico, refl ita sobre 
essas questões para compreender a sua prática pedagógica. 
Vamos refl etir juntos sobre esta trajetória.
3 ARTE E A EDUCAÇÃO JESUÍTICA
Os primeiros registros relacionados ao ensino da Arte no 
Brasil são datados aproximadamente entre os anos de 1549 e 
1808, período e que a educação estava voltada para os nobres, 
sob a responsabilidade de grupos religiosos principalmente 
os jesuítas. Neste período, no Brasil, a Educação dominada 
pela Missão Jesuítica era dividida em dois projetos: um para a 
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catequização dos índios e outro para a elite dominante. 
Como nesta época a formação era destinada à elite e à 
catequização dos nativos, entre os donos de terras desenvolveu-seum desejo de demonstrar a hierarquia através das suas riquezas, 
entre elas os títulos acadêmicos.
Segundo Barbosa 2002, durante o império, objetivava-se 
formar uma elite que pudesse defender a colônia dos invasores, 
uma elite que pudesse governar o país e que motivasse 
culturalmente a corte.
Para Ferraz e Fuzari (2009), no Brasil fundaram as escolas 
de ler e escrever e de doutrina em locais diferentes. O método 
utilizado pelos jesuítas era atrativo, pois aproveitam a música, o 
canto coral e o teatro, para fi nalidade de formação religiosa.
Com relação aos nativos, eram educados nas 
missões e nos sistemas de “reduções” destinadas à 
catequese. As reduções, assim como as residências 
e os colégios, tornaram-se verdadeiras “escolas-
ofi cinas” que formavam artesãos e pessoas para 
trabalhar em todas as áreas fabris. Nesses locais, 
os “irmãos ofi cinas”, exerciam e ensinavam vários 
ofícios, tais como pintura, carpintaria, instrumentos 
musicais, tecelagem etc. (FERRAZ; FUZARI, 2009, 
p. 41). 
Ainda segundo Ferraz e Fuzari, 2009, os índios aprenderam 
a tocar e construir instrumentos, bem como a composição musical.
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Curso de Metodologia do Ensino de Artes
Neste período, os poetas e escritores tinham grande 
prestígio diferente dos artistas que não eram tão valorizados.
Foi por volta de 1808, através das reformas do Marquês de 
Pombal, que a educação Jesuítica perdeu sua força. Os jesuítas 
perderam o poder de atuar junto às escolas, porém os professores 
aptos a atuar eram os formados pelos próprios jesuítas. 
Este período foi marcado por mudanças no cenário 
político, educacional e cultural do Brasil. Nesta época, o sistema 
educacional foi dividido em uma estrutura de três níveis de ensino, 
primário, secundário e superior além de cursos profissionalizantes.
Este momento pedia uma reestruturação cultural no país, 
que ficou marcada pela vinda da Missão Artística Francesa para 
o Brasil, ação de D. João VI, com o objetivo de “reformular os 
padrões estéticos vigentes”. (FERRAZ; FUZARI, 2009, p. 42)
Mas, você sabe o que foi a Missão Artística Francesa?
A Missão Artística Francesa chegou ao Brasil, chefiada por 
Joachim Lebreton, com um grupo de artistas importados da França 
no ano de 1816, encarregados de substituir a concepção popular 
de arte, assim como o Barroco Brasileiro, pelo Neoclassicismo, 
com enfoque nos desenhos, pintura, escultura e moda europeia. 
Dois dos principais artistas desta missão foram:
Jean-Baptiste Debret: (1768-1848) conhecido como “a 
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alma da Missão Francesa”. Ele foi desenhista, aquarelista, pintor 
cenográfi co, decorador, professor de pintura e organizador da 
primeira exposição de arte no Brasil (1829). Em 1818, trabalhou 
no projeto de ornamentação da cidade do Rio de Janeiro para os 
festejos da aclamação de D. João VI como rei de Portugal, Brasil e 
Algarve. Mas é em Viagem Pitoresca ao Brasil, coleção composta 
de três volumes com um total de 150 ilustrações, em que ele 
retrata e descreve a sociedade brasileira. Seus temas preferidos 
são a nobreza e as cenas do cotidiano brasileiro. Suas obras nos 
dão uma excelente ideia da sociedade brasileira do século XIX.
Nicolas Taunay: (1755-1830) pintor francês de grande 
destaque na corte de Napoleão Bonaparte. É considerado um dos 
mais importantes da Missão Francesa. Ficou no Brasil por cinco 
anos e retratou paisagens do Rio de Janeiro.
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Curso de Metodologia do Ensino de Artes
REMISSÃO À LEITURA
Caro acadêmico! Para aprofundar 
seus conhecimentos sobre Taunay e 
Debret, recomendamos os seguintes 
livros:
O SOL DO BRASIL - Nicolas-
Antoine Taunay e as desventuras 
dos artistas franceses na corte de 
D. João. Lilia Moritz Schwarcz.
A historiadora Lilia Moritz Schwarcz 
se debruça sobre a vida e a obra do pintor francês 
Nicolas-Antoine Taunay. Um ensaio agudo a respeito do 
imaginário francês sobre os trópicos, da arte neoclássica 
e da vinda da família real portuguesa e do grupo que a 
historiografi a batizou de “Missão Artística Francesa”.
DEBRET E O BRASIL - Pedro 
Correa do Lago e Júlio Bandeira
Editora: Capivara. Com 708 páginas 
e mais de 1.300 imagens. Este 
volume ilustra a totalidade dos 
trabalhos do artista, que os autores 
conseguiram identifi car e descrever 
como resultado de uma pesquisa. 
As centenas de óleos, aquarelas, 
desenhos e gravuras, produzidas por Debret nos 15 
anos passados no Brasil (1816-1831), estão reunidos 
neste volume, para permitir uma visão da obra do pintor.
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Curso de Metodologia do Ensino de Artes
Foi com a vinda da Missão Artística Francesa ao Brasil que 
em 1816, foi criada a Escola Real das Ciências, Artes e Ofício do 
Rio de Janeiro, que após dez anos foi transformada em Imperial 
Academia e Escola de Belas Artes. Foi a instituição ofi cial do 
ensino da Arte no Brasil, porém ainda com orientações de institutos 
similares na Europa.
Segundo Barbosa (2002), a Academia de Belas Artes 
esteve a serviço do Reinado e império, além de contribuir para a 
estruturação de um preconceito contra o ensino da Arte.
FONTE: Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br>. Acesso em: 6 abr. 2011.
FIGURA 1 – ACADEMIA DAS BELAS ARTES. LITOGRAFIA. MUSEU 
HISTÓRICO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Os artistas responsáveis pelo ensino nesta instituição 
eram nomeados e seguiam os modelos artísticos europeus, a arte 
neoclássica, “valorizando categorias como harmonia, o equilíbrio 
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Curso de Metodologia do Ensino de Artes
Academia Imperial de Belas Artes ou Academia Imperial 
das Belas Artes é o antigo nome (1822-1889) da atual 
Escola de Belas Artes, hoje unidade da Universidade 
Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.
Foi inicialmente denominada como Escola Real de 
Ciências, Artes e Ofícios, quando da sua fundação por 
D. João VI (1816-1826), em 12 de agosto de 1816, 
ao fi m do período colonial brasileiro. O soberano teria 
sido infl uenciado, nesse gesto, por António de Araújo e 
Azevedo, o 1º conde da Barca.
Após a Independência do Brasil, em 1822, a escola 
passou a ser conhecida como Academia Imperial das 
Belas Artes e, mais tarde, como Academia Imperial de 
Belas Artes.
A instituição foi definitivamente instalada em 5 de 
novembro de 1826, em edifício próprio à altura da 
Travessa do Sacramento (atual Avenida Passos), 
inaugurado por D. Pedro I (1822-1831).
Em 1938, o seu edifício histórico foi demolido, tendo 
sido preservado o portal em granito e mármore, onde 
se destacam os ornamentos em terracota, de autoria de 
Zéphyrin Ferrez. Este, por sua vez, foi transportado em 
1940 para o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, onde 
se encontra na atualidade. 
FONTE: Disponível em: <www.fl ickr.com.br>. Acesso 
em: 6 abr. 2011.
e o domínio de materiais”. (FERRAZ; FUSARI, 2009, p. 42)
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Como nesta época a Missão Artística Francesa adotou o 
estilo neoclássico, acabou por gerar certo preconceito em relação 
à Arte praticada pelas camadas populares, o barroco-rococó.
Este caráter elitista era marcado pela oposição a este 
estilo barroco-rococó existente o que também gerou um conceito 
de arte como algo supérfl uo e sem importância para a educação, 
que tinha serventia para o lazer e o luxo.
A Academia Imperial de Belas Artes teve nomes importantes 
como alunos e posteriormente como professores. Fazem parte 
desses alunos os artistas:
Victor Meireles: Autor da Primeira Missa no Brasil, Pedro 
Américo, autor da obra Independência ou morte, conhecida 
também como o grito do Ipiranga e Almeida Júnior, autor da Cena 
daFamília de Adolfo Augusto Pinto.
FONTE: Disponível em: <itaucultural.org.br>. Acesso em: 6 abr. 2011.
FIGURA 2 – PRIMEIRA MISSA NO BRASIL E INDEPENDÊNCIA OU 
MORTE
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FONTE: Disponível em: <www.fl ickr.com.br>. Acesso em: 6 abr. 
2011.
FIGURA 3 – FAMÍLIA DE ADOLFO AUGUSTO PINTO
Dentre esses três artistas, Victor Meireles e Pedro Américo 
destacaram-se na Academia Imperial de Belas Artes, recebendo 
como prêmio a oportunidade de aprofundar seus estudos na 
Europa. Os dois artistas também se tornaram professores na 
própria Academia.
Ainda nesta época, o ensino da arte baseava-se nos 
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ensinamentos a cerca do desenho, que era ensinado nas escolas 
primárias e secundárias. 
Criaram-se também as escolas normais, destinadas ao 
ensino para a formação de professores e os “liceus de artes e 
ofícios” ou “escolas de artes e ofícios”. Esses espaços eram 
destinados à educação voltada à necessidade de técnicas e mão 
de obra especializada para atender à demanda da expansão da 
indústria nacional.
No Brasil como na Europa, o desenho era 
considerado a base de todas as artes, tornando-
se matéria obrigatória nos anos iniciais de estudo 
da Academia Imperial. No ensino primário e 
secundário, o desenho também tinha por objetivo 
ser útil a desenvolver habilidades gráfi cas, 
técnicas e domínio da racionalidade. Com isso, 
os professores preparavam os alunos para serem, 
no futuro, bons profi ssionais e com formação 
regida por regras fundamentais no pensamento 
dominante, como a estética da “beleza e do bom 
gosto”. (FERRAZ; FUZARI, 2009, p. 44)
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Como você pôde ler, caro acadêmico, a valorização do 
desenho no ensino da arte era muito forte nesta época. 
Segundo Barbosa (2002), nas escolas secundárias 
desta época predominavam o retrato e a cópia. 
Perguntamos a você:
A cópia não é atividade que predomina em sala de aula?
Você poderá perceber ao longo da história do Ensino da 
Arte que muitas técnicas ainda utilizadas nas aulas de 
Arte, encontram-se enraizadas até mesmo nos séculos 
passados. 
Aproveite esta leitura e esta volta às raízes do ensino 
da Arte no Brasil, para refl etir sobre sua prática em sala 
de aula.
Além do ensino da matéria de desenho nesta época, foi 
estabelecido o ensino da música nas escolas brasileira, pois esta 
era a manifestação artística preferida da corte portuguesa. No 
entanto, as formas e temas a serem seguidos eram os europeus.
Entre os anos de 1888 e 1890, com a abolição dos escravos 
e com a Proclamação da República, várias reformas acontecem 
em diferentes esferas da sociedade brasileira. Tais reformas 
provocadas pelas correntes liberais e positivistas.
Uma discussão acirrada acontece na Escola Imperial de 
Belas Artes entre as correntes positivistas e liberais referentes 
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ao ensino da Arte.
O grupo dos Positivistas era formado por: Décio Villares, 
Aurélio de Figueiredo e Montenegro Cordeiro e brigava pela 
manutenção do modelo vigente de educação da Escola Imperial 
de Belas Artes, como escola de aprendizado de ofícios e de Belas 
Artes.
O grupo dos liberais era composto por: Eliseu Visconti, 
França Júnior, Henrique Bernadelli, Rodolfo Amoedo e Zeferino 
da Costa. Defendia a importância da renovação de um modelo 
acadêmico de ensino e as belas artes como foco de atenção da 
escola.
O grupo dos liberais consegue manter a Escola Imperial 
de Belas Artes, mudando a denominação para Escola Nacional 
de Belas Artes, porém não alteram seus moldes arcaicos.
Nesta época, os positivistas acreditavam que a importância 
da Arte estava nas contribuições proporcionadas para o estudo 
da ciência, para o desenvolvimento do raciocínio e da emoção, 
desde que ensinada através do método positivo, que subordinava 
a imaginação e a observação. 
Já os liberalistas defendiam a implementação do desenho 
no currículo escolar, com a fi nalidade de preparar o povo para o 
trabalho.
Segundo Barbosa (2002), a arte então começa a 
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desempenhar um importante papel, através do desenho como 
linguagem da técnica e da ciência, sendo “valorizadas como 
meio de redenção econômica do país e da classe obreira, que 
engrossara suas fi leiras com os recém-libertos”. (BARBOSA, 
2002, p. 30)
4 O ENSINO DA ARTE NO BRASIL NO SÉCULO XX
Entre os anos de 1901 e 1914, os positivistas continuaram 
a orientar a educação em geral, no entanto, iniciou-se a 
implementação de modelos educacionais por missionários 
americanos que infl uenciaram a legislação brasileira.
Por volta do ano de 1914, iniciou-se a preocupação com 
a expressão da criança, através da pedagogia experimental. A 
criança gradativamente passa a ser vista com características 
próprias e não mais como um adulto em miniatura. 
A influência da pedagogia experimental propiciou as 
“primeiras investigações sobre as características da expressão 
da criança através do desenho” (BARBOSA 2002, p. 42). O 
desenho começa a ser utilizado como teste mental e passa a 
ser considerado fator interno que refl ete a organização mental. 
Valoriza-se a livre expressão da criança, partindo da imaginação 
e condenando os modelos impostos pela observação.
Em 1917, junto com uma exposição de seus 
trabalhos em São Paulo, Anita Malfatti expôs 
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desenhos infantis. Apoiada por Mário de Andrade, 
ela continuou com este trabalho apesar da 
sociedade, que ainda vivia sob o princípio de que a 
criança é um adulto em miniatura, desvalorizando 
o signifi cado de uma expressão infantil. (ROSA, 
2005, p. 27-28)
A exposição de Anita foi muito criticada na época, inclusive 
pelo escritor Monteiro Lobato, que também era crítico de Arte, 
porém toda esta crítica serviu como ponto de partida para o 
Movimento da Semana de Arte Moderna de 1922.
Caro acadêmico! Procure ler os trechos da Crítica de 
Monteiro Lobato, no site Fonte: <http://recantodasletras.
uol.com.br/artigos/1058764> e informar-se sobre este 
momento. O título do texto é: A CRÍTICA DEMOLIDORA 
DE MONTEIRO LOBATO.
4.1 A SEMANA DE ARTE MODERNA
A Semana de Arte Moderna, realizada entre os dias 
11 e 18 de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, reuniu 
um grupo de artistas, entre eles, músicos, artistas plásticos, 
arquitetos e escritores que defendiam a arte com estilo próprio 
brasileiro, negando as vanguardas europeias, principalmente o 
academicismo.
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Participaram deste movimento com pinturas e desenhos, 
artistas como:
• Anita Malfatti, Di Cavalcanti. 
• Zina Aita. 
• Vicente do Rego Monteiro. 
• Ferrignac (Inácio da Costa 
Ferreira). 
• Yan de Almeida Prado. 
• John Graz.
• Alberto Martins Ribeiro. 
• Oswaldo Goeldi. FIGURA 4 – A ESTUDANTE, ANITA 
MALFATTI
FONTE: Disponível em: 
<universitario.com.br>. 
Acesso em: 6 abr. 2011.
Com esculturas:
• Victor Brecheret. 
• Hildegardo Leão Velloso.
• Wilhelm Haarberg. 
FIGURA 5 – DEPOIS DO BANHO, 
VICTOR BRECHERET
FONTE: Disponível em: <http://
www.sampa.art.br/
escultura/>. Acesso em: 6 
abr. 2011.
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Com a arquitetura:
• Antonio Garcia Moya.
• Georg Przyrembel.
FIGURA 6 – PROJETO DE 
RESIDÊNCIA, 
ANTÔNIO MOYA
FONTE: Disponível em: <http://
mm19.2it.com.br/>. 
Acesso em: 6 abr. 2011.
Representandoos escritores:
• Mário de Andrade.
• Oswald de Andrade. 
• Menotti del Picchia. 
• Sérgio Milliet. 
• Plínio Salgado. 
• Ronald de Carvalho. 
• Álvaro Moreira. 
• Renato de Almeida. 
• Ribeiro Couto.
• Guilherme de Almeida.
“Escrevo sem pensar, tudo o que 
o meu inconsciente grita. Penso 
depois: não só para corrigir, mas 
para justificar o que escrevi.” 
Mario de Andrade.
FONTE: Disponível em: <http://
www.pensador.info>. 
Acesso em: 6 abr. 2011.
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Representando a Música:
• Villa-Lobos.
• Guiomar Novais.
• Ernâni Braga
• Frutuoso Viana.
FIGURA 7 – LIVRO VILLA-LOBOS
FONTE: Disponível em: <http://
submarino.com.br>. 
Acesso em: 6 abr. 2011.
Caro acadêmico, para saber um 
pouco mais sobre a importância 
da Semana de Arte Moderna, 
sugerimos que acesse o site: 
<h t tp : / /www.you tube .com/
w a t c h ? v = z c 2 A H q e 9 z r w > , 
Semana de Arte Moderna, 
Minissérie “Um só Coração”.
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Este movimento influenciou diretamente a expressão 
artística brasileira, bem como o ensino da arte no Brasil. Após 
este movimento iniciaram-se as atividades de investigação sobre 
a arte da criança e incentivos ao próprio ensino da Arte.
No ano de 1948, no Rio de Janeiro, é criada a Primeira 
Escolinha de Artes do Brasil, por iniciativa do artista pernambucano 
Augusto Rodrigues, da artista gaúcha Lúcia Alencastro Valentim e 
da escultora norte-americana Margareth Spencer. As escolinhas 
de Artes tinham a fi nalidade de trabalhar as expressões artísticas 
e eram voltadas ao público infantil. Valorizavam a livre-expressão.
Nas escolas primárias e secundárias por volta da metade 
do século XX, houve uma valorização do desenho, trabalhos 
manuais, música e canto orfeônico. Valorizavam-se os chamados 
“dons artísticos”, onde o professor era o transmissor de técnicas 
e conceitos ligados aos padrões estéticos como a reprodução de 
modelos.
Nesta época, a disciplina de desenho enfocava o desenho 
geométrico, e o desenho natural e o teatro e a dança eram 
reconhecidos apenas para as apresentações escolares em virtude 
das datas comemorativas.
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Caro acadêmico, perguntamos a você:
Será que a reprodução de modelos ainda existe em 
nossas escolas?
Será que o teatro e a dança, ou a própria fi gura do 
professor de artes ainda não recebe esta valoração 
de organizador de apresentações e murais para datas 
comemorativas?
Na música, o principal representante do canto orfeônico 
no Brasil, por volta da década de 1930 foi o compositor Heitor 
Villa-Lobos, que “acabou transformando a aula de música numa 
teoria musical baseada nos aspectos matemáticos e visuais do 
código musical com a memorização de peças orfeônicas...”. (PCN, 
1997, p. 26)
O maestro Heitor Villa-Lobos foi um grande representante 
do ensino da música na História da Música brasileira. O canto 
orfeônico foi substituído pela Educação Musical no Brasil, através 
da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira) de 1961, 
passando a vigorar de forma efetiva por volta da década de 1960.
Até a década de 1970, o ensino da arte baseava-se nos 
ideais modernistas e nas tendências escolanovistas, voltando-se 
para o “desenvolvimento natural da criança”. (PCN, 1997, p. 26). 
A partir desta data, iniciamos uma trajetória acerca da Legislação 
da Educação Brasileira, em que o Ensino da Arte foi conquistando 
espaço, de forma lenta, com o passar do tempo, como você poderá 
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constatar a partir do próximo tópico.
5 A VALORIZAÇÃO DO ENSINO DO DESENHO
Quando eu tinha 15 anos, sabia desenhar como 
Rafael, mas precisei de uma vida inteira para 
aprender a desenhar como as crianças. (Pablo 
Picasso)
Pablo Picasso foi um artista que viveu entre os anos de 
1881 e 1973. Como você pode perceber através da leitura dos 
dizeres acima, o artista valorizava o desenho infantil. Assim como 
Picasso, no Ensino da Arte, a partir da Semana de Arte Moderna 
de 1922, iniciou-se uma preocupação com a valorização da 
expressão das crianças.
Porém, a primeira lei brasileira a mencionar o Ensino 
da Arte no Brasil, foi a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional, do ano de 1971 (LDB 5292/71). Esta lei incluiu a Arte 
no currículo escolar não como disciplina, mas como “atividade 
educativa”, com o nome de Educação Artística. Porém, com a 
criação da lei, a Educação Brasileira deparou-se com um grande 
empecilho: a formação dos professores.
Segundo o PCN (1997), a maioria dos professores não 
estava preparada para trabalhar com as diferentes linguagens do 
Ensino da Arte como a lei previa.
Foi nesta época e em virtude desta necessidade que 
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surgiu a Faculdade de Educação Artística que oferecia cursos de 
curta duração, puramente técnicos e sem base conceitual onde 
se iniciou a visão do professor de artes “polivalente”, ou seja, o 
professor de Artes que trabalha com todas as linguagens da Arte 
e não apenas com a linguagem de sua formação específi ca. 
De maneira geral, entre os anos 70 e 80, os 
antigos professores de Artes Plásticas, Desenho, 
Música, Artes Industriais, Artes Cênicas e os 
recém formados em Educação Artística viram-
se responsabilizados por educar os alunos (em 
escolas de ensino médio) em todas as linguagens 
artísticas, confi gurando-se a formação do professor 
polivalente em Arte. (PCN, 1997, p. 29) 
 
 Nesta época, então, o ensino da arte era voltado na 
aprendizagem reprodutiva e na expressão dos alunos, como nas 
décadas anteriores. 
A partir dos anos 80, um grupo de professores de Arte 
constitui um movimento chamado Arte-Educação, com a fi nalidade 
de discutir, conscientizar e organizar o Ensino da Arte no Brasil.
O movimento Arte-Educação permitiu que se 
ampliassem as discussões sobre a valorização e o 
aprimoramento do professor, que reconhecia o seu 
isolamento dentro da escola e a insufi ciência de 
conhecimentos e competência na área. As ideias 
e princípios que fundamentam a Arte-Educação 
multiplicam-se no País por meio de encontros 
e eventos promovidos por universidades, 
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associações de arte-educadores, entidades 
públicas e particulares, com o intuito de rever e 
propor novos andamentos à ação educativa em 
Arte. (PCN, 1997, p. 25) 
Este grupo defendia a não polivalência, a formação em 
cursos de licenciatura com habilitação em uma das linguagens 
da Arte, entre elas, a música, as artes cênicas, que incluíam a 
dança e o teatro e as artes plásticas. Nesta época, além das 
manifestações específi cas deste grupo, iniciaram-se também 
debates e pesquisas sobre conceitos e ensino da Arte por todo o 
Brasil e o mundo.
Com a nova LDB nº 9.394/96, o ensino da Arte ganhou 
espaço no currículo escolar como disciplina obrigatória e com a 
alteração dada pela lei nº 12.287/2010, aborda a especifi cidade 
das expressões regionais:
§ 2o O ensino da arte, especialmente em suas 
expressões regionais, constituirá componente 
curricular obrigatório nos diversos níveis da 
educação básica, de forma a promover o 
desenvolvimento cultural dos alunos. 
Além da obrigatoriedade do ensino da Arte, especialmente 
em suas expressões regionais, duas leis ainda dizem respeito aos 
componentes curriculares desta disciplina, a lei nº 11.645 de 2008, 
que trata do estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena: 
Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino 
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fundamental e de ensino médio, públicos e 
privados, torna-se obrigatório o estudo da história 
e cultura afro-brasileira e indígena. 
§ 1o O conteúdo programático a que se refere este 
artigo incluirá diversos aspectos da história e da 
cultura que caracterizam a formação da população 
brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais 
como o estudo da história da África e dos africanos, 
a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, 
a cultura negra e indígena brasileira e o negro 
e o índio na formação da sociedade nacional, 
resgatando as suas contribuições nas áreas social, 
econômica e política, pertinentes à história do 
Brasil. 
§ 2o Os conteúdos referentes à história e cultura 
afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros 
serão ministrados no âmbito de todo o currículo 
escolar, em especial nas áreas de educação 
artística e de literatura e história brasileira. 
E a lei nº 11.769 de 2008, que trata da obrigatoriedade 
do conteúdo de música: “§ 6o A música deverá ser conteúdo 
obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que 
trata o § 2o deste artigo. 
A reforma na legislação sobre a Educação Brasileira 
revela certa valorização do Ensino da Arte nos diferentes níveis 
de Educação Básica, no entanto, isto não garante a formação 
específi ca do profi ssional que irá trabalhar com esta área de 
conhecimento.
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A UTOATIVIDADE
Caro acadêmico! Agora que você já estudou um pouco 
sobre a Semana de Arte Moderna de 1922, sua atividade de 
estudos será elaborar um Plano de Aula, que trabalhe com esta 
temática. 
Não se esqueça de elaborar os objetivos e os procedimentos 
metodológicos. 
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R EFERÊNCIAS
BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da arte: anos oitenta 
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______. A imagem no ensino da Arte. São Paulo: Max Limonad, 
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Brasília, 1996. Disponível em: <http://portal.mec. gov.br/Sesu/
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Acesso em: 10 jul. 2006.
______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria do 
Ensino Fundamental. PCN - Parâmetros Curriculares Nacionais. 
Brasília, 1997. (v. Arte).
______. Lei nº 12.287, de 13 de julho de 2010. Altera a Lei 
9394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes 
e bases da educação nacional, no tocante ao ensino da arte. 
Disponível em: <http://www.leidireto.com.br/lei-12287.html>. 
Acesso em: 7 abr. 2011.
______. Lei 11.645 de 10 de março de 2008. Altera a Lei no 9.394, 
de 20 de dezembro de 1996, modifi cada pela Lei no 10.639, de 
9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da 
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educação nacional, para incluir no currículo ofi cial da rede de 
ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-
Brasileira e Indígena”. Disponível em: <http://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm>. Acesso em: 7 
abr. 2011.
______. Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008. Altera a Lei 
9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases 
da Educação, para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da 
música na educação básica. Disponível em: <http://www.leidireto.
com.br/lei-11769.html>. Acesso em: 7 abr. 2011.
______. LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO 
NACIONAL. Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971. Fixa diretrizes 
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Disponível em: <http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/l5692_71.
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ed. Campinas: Papirus, 1988.
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Sell Duarte; SCHRAMM, Marilene K.; CABRAL, Rozenei W. 
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ROSA, Maria Cristina da. A formação do professores de Arte: 
diversidade e complexidade pedagógica. Florianópolis: Insular, 
2005.
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G ABARITO
Caro acadêmico! Agora que você já estudou um pouco sobre a Semana de Arte 
Moderna de 1922, sua atividade de estudos será elaborar um Plano de Aula, 
que trabalhe com esta temática. Não se esqueça de elaborar os objetivos e os 
procedimentos metodológicos.
R.: O acadêmico deverá apresentar um plano de aula sobre a Semana de Arte 
Moderna, apontando tema, objetivo geral, objetivos específi cos, procedimentos 
metodológicos e avaliação.

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