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CEBOLA Allium cepa L. Disciplina: OLERICULTURA II Professor: Ildon Rodrigues do Nascimento DOUTORANDA: Francielly Quitéria Guimarães Alves Gurupi, 2019. 1 Fotos: parkseed.com Introdução Origem – Ásia Central Espécie bienal Terceira hortaliça em importância econômica Introdução Planta: 60 cm Folha: tubulares e cerosas Caule: disco comprimido, na base da planta Pseudocaule: bainhas foliares Bulbo: superposição de bainhas foliares carnosas Bainha externa: película seca (túnica) - coloração típica da cv. Raízes: 60 cm profundidade Introdução Fonte: Ceasa, Campinas Fonte: Ceasa, Campinas Introdução Produção mundial: 78,53 milhões de toneladas, Produtividade média: 19,6 t ha-1 (IBGE, 2016). 6 (CARVALHO e KIST, 2017) Fonte: metalurgicarodriaco.com.br Atualmente a cebola é cultivada em vários Estados brasileiros como Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Os Estados da Bahia e Pernambuco são grandes produtores de cebola, principalmente, a região do Vale do São Francisco 7 Fonte: metalurgicarodriaco.com.br (CARVALHO e KIST, 2017) 2016: 175.760 toneladas 2015: 257.420 toneladas Neste grafico mostra a quantidade de cebola importada nos anos de 2014, 2015 e 2016. observando apenas os anos de 2015 e 2016, em 2015 o Brasil importou 257 mil toneladas e em 2016 175 mil toneladas. Apesar desse valor ter sido menor que o de 2015 sabe-se que o Brasil não é autossuficiente na produção dessa hortaliça e o alto consumo deste bulbo durante o ano, associado às menores safras em algumas regiões produtoras, em determinados períodos do ano, torna essencial sua importação, principalmente da Argentina, Holanda e Espanha. 9 Introdução Panorama nacional Liberação Intensidade do flavor Enxofre Compostos organossulfurosos Flavor Flores hermafroditas Planta de polinização cruzada (alógama) Polinização – abelhas Biologia floral da cebola Inflorescência Fenologia da cebola Fenologia da cebola Fases de crescimento da cebola 1° ano: Fase vegetativa Para cultivares com ciclo vegetativo de 135 dias plantadas na região sudeste e centro oeste Fisiologia do desenvolvimento e reprodução 2° ano: Fase reprodutiva TEMPERATURA: havendo necessidade de diferenciação dos meristemas em gemas florais ► 9 a 13°C (VERNALIZAÇÃO). FLORESCIMENTO PREMATURO Emissão indesejável do pendão floral durante a fase vegetativa cultivar submetida a períodos prolongados de temperaturas baixas (cultivo em época inadequada). Agrupamento de acordo com o fotoperíodo Fonte: Oliveira, V.R. Agrupamento de acordo com o fotoperíodo Latitude Janeiro Junho Dezembro 0º S 12,0 12,0 12,0 9º S (PE) 12,5 11,5 12,5 15º S (DF) 12,5 11,1 12,0 23º S (SP) 13,5 10,0 13,5 32º S (RS) 14,5 9,0 14,5 Variação do fotoperíodo em função da latitude e da época do ano no Brasil Fonte: Silva & Vizzotto (1990) citados por Costa et al. (2002) Efeito do fotoperíodo na bulbificação Temperatura amena: 22-28ºC Temperatura alta: > 28ºC Temperatura > 32ºC: bulficação precoce Temperatura < 10ºC: florescimento precoce Outros fatores que influenciam na bulbificação Tamanho da planta, idade e reservas Nitrogênio Água Temperatura Plantio normal: FEV-MAI Plantio de verão: 15 NOV-15 DEZ Colheita: MAR-ABR Cultivar: Alfa Tropical (CNPH) – 22-32 t/ha Recomendada: SP, GO, PE, BA Época de plantio Fonte: Rural News (2003) Cultivares Precoce Ciclo curto Duração: 4-5 meses Exigência em fotoperíodo: 10-11 horas Mais suscetíveis à queima-da-alternária Bulbos de coloração clara Baixo teor de MS Sabor suave Baixa cotação no mercado Cultivares Formato: arredondado Cor: amarela escura Peso: 200-250 g Ciclo: 100-110 dias Fonte: Topseed (2003) Optima F1 Fonte: Isla (2002/2003) Formato: globular Cor: amarela clara Plantio: mar-jul Ciclo: 100-105 dias Texas Grano 502 Ciclo mediano Duração: 5-6 meses Exigência em fotoperíodo: 11-13 horas Mediana resistência à queima-da-alternária Bulbos de coloração mais acentuada Teor mediano de MS Sabor mais pungente Bulbos mais valorizados no mercado Formato: globular Cor: amarela escura Peso: 170-190 g Plantio: mai-jun Ciclo: 165-175 dias Fonte: Isla (2002/2003) BR 23 Fonte: Isla (2002/2003) Formato: globular alongado Cor: amarela Plantio: mar-jul Ciclo: 180 dias Baia Periforme Tardia Ciclo longo: 6-8 meses Exigência em fotoperíodo: acima 13 horas Alta resistência à queima-de-alternária Bulbos de coloração escura Alto teor de MS Sabor acentuado Bulbos de maior valor comercial Fonte: Topseed (2003) Formato: arredondado Cor: vermelha Peso: 140-160 g Ciclo: 185-195 dias Uniformidade de maturação BR 29 Fonte: Crioula (2002/2003) Formato: globular Cor: vermelha Peso: 140-160 g Plantio: mar-jul Ciclo: 180-200 dias Crioula Solo e adubação Solo: textura média pH: 5,5-6,5 V2: 70% Preparo do solo: aração, gradagem e formação de canteiros Ordem de extração macronutrientes K, N, S, P, Mg, Ca TABELA 4 – Sugestão de adubação NPK para a cultura da cebola Disponibilidade de P ou de K Dose Total (kg/ha) N P2O5 K2O Baixa 120 300 180 Média 120 220 120 Boa 120 100 50 Muito Boa 120 50 0 Fonte: Comissão (1999) N (kg/ha) P2O5(kg/ha) K2O (kg/ha) Plantio 30 200-300 120-150 Cobertura 30-60 - 30-60 Cobertura: 30 e 50 dias após transplante B: 2 kg/ha Zn: 4 kg/ha TABELA 5 - Sugestão de adubação NPK para a cultura da cebola Fonte: Filgueira (2000) Semeadura seguida por transplante Semeadura: sulcos transversais (3-4 g/m2) Transplante: 40-60 dias (4-5 mm diâmetro e18-20 cm altura) Cultivar de verão: 30-38 dias Espaçamento: 25-35 cm x 5-10 cm Implantação da cultura Fonte: Machado (2005) 25 DAS Fonte: Machado (2005) 25 DAS Mudas récem transplantadas – 28 DAS Plantas com cerca de 60 DAS 45 DAS 73 DAS 77 DAS Plantio de mudas: sementeira - transplante 2. Semeadura direta grandes áreas 3. Bulbinhos Fase I: produção dos bulbinhos Fase II:plantio dos bulbinhos produção de bulbos Métodos de estabelecimento da cultura Semeadura de precisão: Andradas e São Gotardo – MG Exige alto gasto de sementes Dificulta realização dos tratos culturais iniciais Encurtamento no ciclo Aumento produtividade Redução custo produção Semeadura direta 1a. Fase: Semeio denso (julho-agosto) – colheita dos bulbinhos em novembro Armazenamento até fevereiro 2a. Fase: Plantio dos bulbinhos (fevereiro-março) – colheita dos bulbos comerciais em maio-junho Detalhes culturais: - Produção de bulbinhos para plantio de 1 ha: 300- 350 m2 de canteiro - 35-40 sacos (45 kg) - Densidade populacional: 300.000 plantas/ha (canteiros de 1,10m de largura e espaçamento de 0,10 x 0,25m) Produção por bulbinhos Produção por bulbinhos 75% água útil Cortar irrigação por ocasião do tombamento do pseudocaule Excesso: retarda ciclo, favorece aparecimento “charuto” Herbicidas (Agrofit) Tratos culturais Irrigação Controle de Plantas Daninhas Anomalias Fisiológicas Bulbo alongado Pouca adaptação da cultivar às condições climáticas, Excesso de N Charuto Foto: Filgueira (2000) Foto: Machado (2004) Foto: Horta e flores (2018) Bulbos duplos Desordem fisiológica normalmente atribuída ao excesso de umidade no solo e/ou excesso de nitrogênio. Foto: Horta e flores (2018) Controle fitossanitário Queima-de-alternaria (Alternaria porri) Sintomas manchas brancas nas folhas que evoluem para manchas marrom-avermelhadas alongadas, podendo destruí-la Favorece: alta temperatura Controle cvs. resistentes rotação de culturas pulverização com fungicidas (Mancozeb) Fonte: Patologia de Sementes (2003) Sintomas Enrolamento e retorcimento das folhas com curvatura para um eoutro lado, evidenciando crescimento irregular nas diferentes áreas do limbo foliar não tombam ao final do ciclo e produzem bulbos anormais Controle cvs. resistentes rotação de culturas pulverização com fungicidas Mal-de-sete-voltas (Colletotrichum dematium f. sp. circinans) Fonte: Junqueira Filho et al. (2000) Fonte: Junqueira Filho et al. (2000) Fonte: Zambolim & Jaccoud Filho (2000) Fonte: Junqueira Filho et al. (2000) Vive em colônias na bainha das folhas sugando a seiva Favorece: tempo quente e seco, ao fim do ciclo. Controle inseticidas de ação sistêmica Piolho-da-cebola (Trips tabaci) Fonte: Junqueira Filho; Gelmini & Zambolim (2000) Fonte: Filgueira (2000) Fonte: Machado (2005) Lagarta das folhas (Helicoverpa zea) Fonte: Machado (2005) Tripes Ciclo: 85-180 dias Ponto de colheita: estalo Cura: a campo e no galpão Beneficiamento: aparar as raízes rente ao bulbo e as folhas, deixando-se 1 cm pseudocaule COLHEITA Fonte: Filgueira (2000) Fonte: Machado (2004) Fonte: noticiasagricolas (2015) 74 Fonte: Machado (2004) Alfa Tropical Vale Ouro IPA 11 Fonte: Machado (2004) (CEAGESP, 2003) Classificação Classes Comprimento (cm) 0 < 15 mm 1 15-35 mm 2 35-50 mm 3 50-60 mm 3 cheio 60-70 mm 4 70-90 mm 5 > 90 mm (CEAGESP, 2001) Classes ou calibres Talo grosso Brotado Podridão Mofado Mancha negra Defeitos graves Descoloração Flacidez Deformado Falta de películas Dano mecânico Defeitos leves Embalagem: saco telado de fibra sintética, vermelho, 45 kg Armazenamento: arejado, sombrio, seco, fresco – até 6 meses Comercialização: entressafra MAI-AGO, pico preço JUN-JUL Foto: EMBRAPA Foto: mfrural.com.br Potencial produtivo de cebola no Centro Sul do estado do Tocantins Fonte: ibge.gov.br Genótipos utilizados cedidos pela Nunhems/Bayer Cimarron Don Victor Dulciana NUN 1205 Serengeti Cristalina Serena Optima Rebeca NUN 1504 NUN 1502 Mata Hari NUN 3010 Fotos: ALVES, F. Q. G. 2017 Foto: ALVES, F. Q G. 2017 34 dias: Transplantio Espaçamento: 10x25cm Fotos: ALVES, F. Q G. 2017 60 dias após transplantio Foto: ALVES, F. Q G. 2017 Foto: ALVES, F. Q G. 2017 Produtividade comercial de bulbos (t ha-1) Massa média dos bulbos comerciais (g) Número de folhas Formato do bulbo Comprimento do bulbo (mm) Diâmetro do bulbo (mm) Classificação dos bulbos Características agronômicas Assimilação líquida de CO2 (µmol m-2 s-1); Taxa de transpiração nas folhas (mmol m-2 s-1); Condutância estomática nas folhas (mol m-2 s-1). Foto: Alves, F. Q. G. (2017) Foto: marconi.com.br Parâmetros fisiológicos Pungência Sólidos solúveis totais (ºBrix) pH Perda de peso Baixa/doce 0 a 3 μmol ác. Pirúvico g-1 Média: de 3 a 7 μmol ác. Pirúvico g-1 Alta superiores a 7 μmol ác. Pirúvico g-1 Características pós colheita Fotos: ALVES, F. Q G. 2017 47 ton/ha 45 ton/ha 43 ton/ha 39 ton/ha 39 ton/ha 34 ton/ha 32 ton/ha 31 ton/ha Fotos: ALVES, F. Q G. 2017 31 ton/ha 30 ton/ha 28 ton/ha 28 ton/ha 25 ton/ha OBRIGADA! 99