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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP LICENCIATURA EM ARTES VISUAIS TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO PRÉ PROJETO DAIANE TAIS DE SOUZA FRAGA OLIVEIRA RA: 1438310 DANIELA PEREIRA DANTAS RA: 1514933 JOELMA LOPES DIAS CORREIA RA: 1526526 MARIA JOSE MARQUES AMARO RA: 1544564 SUCIA GABRIEL REGINALDO DELFINO RA: 1523724 SIDROLÂNDIA – MS 2017 TEMA Musicalidade e expressão do corpo no contexto escolar. ETAPA DE ENSINO: 6º semestre CONTEÚDO: Musicalidade e expressão corporal. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A música faz parte de todos os povos e de todas as culturas: nenhuma cultura vive sem a música. Desde os tempos mais primitivos, o ser humano faz música e a utiliza em suas variadas formas. Na sociedade, é através da música que se exploram e se manifestam sentimentos, pensamentos e ações. Num indivíduo, a música tem a capacidade de equilibrar e amadurecer aspectos intelectuais e, ao mesmo tempo, emocionais. Como a música faz parte de todas as culturas, o estudo da música permite ao indivíduo entender e se relacionar com o passado e o presente do mundo em que vive, além de desenvolver o compromisso com o futuro de sua cultura e do patrimônio histórico da humanidade. Segundo a autora Iwanowicz (2003, p. 63-64), O que se fazia antes com o corpo, hoje está sendo feito pelas máquinas. Enquanto o artesão produzia uma peça inteira, o operário executa somente alguns movimentos na elaboração do produto. Hoje estamos mudando o nosso ambiente e produzindo através de outros recursos, que não são os corporais. Nesse aspecto, o que se valoriza mais na nossa vida é nossa capacidade intelectual, cognitiva. Essa tendência no desenvolvimento do ser humano está nos afastando da necessidade de usar o nosso corpo diretamente. A música tem um efeito direto em nosso corpo. Os braços começam a se movimentar, o coração pode acelerar, a voz sai repentinamente e todo o corpo vibra, relacionando-se com a música. Há muitos estudos que defendem a aprendizagem pelo corpo, que é o conhecimento mais voltado à atividade concreta, antes da aprendizagem de conceitos, que é o conhecimento relacionado à abstração do pensamento. Mais ainda em relação às artes, em que o corpo é o principal instrumento de trabalho e o responsável pela relação psicofísica com a construção do saber e do fazer. No início dos tempos, o homem fazia sons e música com seu próprio corpo. A emissão de diferentes alturas e intensidades vocais manifestava seu estado de espírito e de humor para o grupo social que pertencia. A música, elemento de identidade e de comunicação, era feita através da voz, da percussão corporal (batidas e sons do corpo) e, posteriormente, foram criados os instrumentos musicais, tais como o tambor e a flauta. No início da vida, os sons e a música também fazem parte da nossa compreensão de mundo. A música, portanto, tem o poder de revelar sensações corporais, causadas por diferentes emoções – alegria, tristeza, saudade –, devido ao movimento mental que nosso cérebro realiza para processar, codificar, entender e dar significados à música (HALLAM, 2006). Quando ouvimos ou executamos uma música, o movimento mental é revelado por imagens mentais nos hemisférios direito e esquerdo do nosso cérebro. Esse acontecimento gera em nosso corpo diferentes sensações que, por sua vez, influenciam nas nossas ações e decisões. A música está presente no contexto das escolas brasileiras desde o século XIX. O ensino de música acontecia e ainda acontece das mais variadas formas e com os mais variados objetivos: a) música como atividade opcional ou extracurricular; b) aulas de música constituindo uma disciplina específica, ministrada por professores especialistas; c) aulas de música como parte da disciplina de educação artística, ministrada pelos chamados professores polivalentes; e/ou d) aulas de música como parte das atividades do currículo das séries iniciais do ensino fundamental, ministradas por professores unidocentes. (SOUZA et al., 1995, p. 19-20). No Brasil, a necessidade de se ter a música inserida, efetivamente, na educação básica é uma situação que vem se delineando há muitos anos, desde a implantação do Canto Orfeônico, por Villa- Lobos, nas décadas de 30 e 40. O ensino de música daquele contexto estava voltado à teoria musical e à prática coral, em que se objetivava a formação do cidadão e o ensino mais formal da música. Após o final da ditadura de Getúlio Vargas, a música passou a não ser mais praticada daquela forma. O ensino de música obrigatório só retornou às escolas na década de 70, com a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases nº 5692, promulgada em1971. OBJETIVO GERAL Analisar a musicalidade e expressão do corpo no contexto escolar e sua importância para os alunos. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Compreender a situação atual do ensino de música no contexto educacional brasileiro. Identificar a musicalidade na expressão corporal dos alunos. Explorar as possíveis manifestações do corpo na música. Conhecer manifestações do corpo na música que estão presentes no cotidiano musical dos alunos. Identificar as diferentes funções da música em sala de aula. Conhecer a relação corpo e música como parte da compreensão e vivência humanas. Estabelecer a relação entre o corpo e a música, a partir do estudo do sujeito e do meio em que ele está inserido. Identificar exemplos dessas manifestações como meio de expressão ou meio de comunicação. JUSTIFICATIVA O presente trabalho tem como objetivo analisar a musicalidade e expressão do corpo no contexto escolar e sua importância para os alunos. O interesse acerca deste tema surgiu em nosso primeiro contato com o curso de Artes Visuais, quando estabelecemos uma relação mais próxima com o conhecimento das várias formas de manifestações artísticas. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS O estudo que se pretende realizar será uma pesquisa qualitativa, com o objetivo de analisar a musicalidade e expressão do corpo no contexto escolar e sua importância para os alunos. Através da investigação pretendemos levar a ampliação do conhecimento sobre o tema, promover a familiaridade com os métodos e materiais a serem utilizados e trabalhados com música. A documentação será de forma indireta, usando de pesquisa Bibliográfica: Livros e artigos, e outros meios de informação como revistas, jornais e sites. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, Maria Berenice de; PUCCI, Magda Dourado. Outras terras, outros sons. São Paulo: Editora Callis, 2003. GALLO, Silvio. Ética e Cidadania: caminhos da filosofia. Campinas: Papirus, 1997. IWANOWICZ, Barbara. A imagem e a consciência do corpo. In: BRUHNS, Heloisa Turini. Conversando sobre o corpo. Campinas, SP: Papirus, 2003. p.63-81. READ, Herbert. A educação pela arte. São Paulo: Martins Fontes, 2001. RODRIGUES, Márcia Cristina Pires. Apreciação musical através do gesto corporal. In: BEYER, Esther; KEBACH, Patrícia (Orgs.). Pedagogia da Música: experiências de apreciação musical. Porto Alegre: Mediação, 2009. p. 37-50. SOUZA, Jusamara. Música, cotidiano e educação. Porto Alegre: Programa de Pós-Graduação em Música do Instituto de Artes da UFRGS, 2000. SOARES, Alexsandro Rosa. A importância da arte para a socialização.2006. Disponívelem: www.recantodasletras.com.br/artigos/243207. Acesso em 20 de agosto de 2017. SWANWICK, Keith. Ensinando música musicalmente. São Paulo: Editora Moderna, 2003.