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Prévia do material em texto

O conceito de representações sociais teve sua origem na
sociologia de Émile Durkheim (1858-1917), que sob a influência
do positivismo, dedicou sua produção acadêmica a uma
sociologia que investigava por meio do método científico e da
observação empírica os fatos sociais, conceituado-os como
“coisa”. Tais fatos possuem 3 características.
Primeiros sociólogos: Émile Durkheim
Primeiros sociólogos: Émile Durkheim
Primeiros sociólogos: Émile Durkheim
Primeiros sociólogos: Émile Durkheim
Representações Sociais
• Serge Moscovici é o primeiro a
mencionar o conceito de
Representações Sociais;
• O interesse no Brasil surge na
déc. De 70, juntamente com o
aparecimento da psicologia
social latino-americana.
• Contrape-sõe à vertente norte-
americana, essencialmente
cognitivista e amplia a noção
de social.
• AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS ATUAM DIRETAMENTE NO
ENTENDIMENTO/RECONHECIMENTO DA REALIDADE E TAMBÉM
SOBRE COMO DEVEMOS RESPONDER A MESMA. OU SEJA: NOSSAS
REAÇÕES A DETERMINADAS REALIDADES ESTÃO RELACIONADAS
COM DEFINIÇÕES COMUNS NA SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS. Ex.:
Representação social do Cientista. SÃO CONSTRUÍDAS NO
UNIVERSO CONSENSUAL (BARES, PRAÇAS, ESTADIOS, ETC.) E NÃO
NO UNIVERSO REIFICADO (ESPECIALISTAS – CONHECIMENTO
CIENTÍFICO)
• FOI PROPOSTA POR SERGE MOSCOVICI EM 1981 NA SUA OBRA “A
PSICANÁLISE, SUA IMAGEM E SEU PÚBLICO” RESGATANDO O
CONCEITO DE REPRESENTAÇÕES COLETIVAS DO SOCIÓLOGO E.
DURKHEIM, GRANDE EXPOENTE DA SISTEMATIZAÇÃO DA
SOCIOLOGIA (ESCOLA FRANCESA DE SOCIOLOGIA);
• CONCEITO:
1º) SABERES POPULARES RESULTANTES DO
PROCESSO DE INTERAÇÃO SOCIAL;
2º)EXPLICAÇÕES, IDEIAS QUE IMPLICAM EM
UMA PRÁTICA E QUE COLABORAM PARA A
CONSTRUÇÃO DE UMA REALIDADE COMUM ,
UMA ESPÉCIE DE MODELO. Preço de uma
consulta médica comparada a outros profionais
de saúde = fato de que estuda muito para chegar
lá. DISCURSO QUE RATIFICA A DESIGUALDADE DE
GANHOS.
• 3º) SÃO PRESCRITIVAS: PRODUZEM UMA NORMA,
INSTITUÍDAS PELA TRADIÇÃO, DE COMO PENSAR TAL
REALIDADE. PROCESSO IMPOSTO INFLUENCIADOR DO
COMPORTAMENTO. MUITAS VEZES SEM NOS DAR
CONTA, TENDEMOS A CONCEBER TAL REALIDADE A
PARTIR DE UM PADRÃO CRIADO CULTURALMENTE POR
REPRESENTAÇÕES SOCIAI S (MANGA COM LEITE).
• NÃO SE TRATA APENAS DE OPINIÕES ISOLADAS, MAS A
MANEIRA COMO GRUPOS SOCIAIS CONSTROEM E
ORGANIZAM DIFERENTES SIGNIFICADOS DOS
ESTÍMULOS DO MEIO SOCIAL E AS POSSIBILIDADES DE
RESPOSTAS QUE PODEM ACOMPANHAR ESTES
ESTÍMULOS.
• ALGUNS AUTORES CHAMAM DE TEORIA DO SENSO
COMUM. (CONJUNTO DE AFIRMAÇÕES, AFIRMATIVAS,
COMPREENSÕES SOBRE UM TEMA – Eu tenho uma
teoria sobre isso)
Teorias sobre saberes populares e do senso comum, elaboradas e
partilhadas coletivamente, com a finalidade de construir e interpretar
o real.
Segundo (MOSCOVICI, 1978, p. 44), “A
representação social constitui uma das
vias de apreensão do mundo concreto,
em seus alicerces e em suas
consequências”.
Isto é, compreender o processo de
construção criativo e dinâmico das
representações sociais é também uma
forma de compreensão da realidade
produzida nos contextos dos diferentes
grupos sociais, pois o dinamismo desse
processo implica as “trocas interativas”
constantes e presentes na construção da
realidade, em que todos implicam e são
implicados por ela
Grupos de indivíduos – que pensam – mas não sozinhos –
produção de conhecimentos inerentes à própria sociedade
O conceito e a percepção como intercambiáveis – representar
alguma coisa é reconstituí-la, retocá-la, modificar-lhe o texto.
Características do processo de
representação (processo mental):
1) Representa sempre um objeto;
2) É imagem, podendo alterar a sensação e
a ideia, a percepção e o conceito
3) Tem caráter simbólico
4) Tem poder ativo e construtivo
5) Possui caráter autônomo e generativo
Por que estudamos as RS?
- Estudar RS é buscar conhecer o modo de como um grupo
humano constrói um conjunto de saberes que expressam a
identidade de um grupo social, as representações que ele
forma sobre uma diversidade de objetos, tanto próximos
como remotos, e principalmente o conjunto dos códigos
culturais que definem, em cada momento histórico, as
regras de uma comunidade.
- Uma das principais vantagens desta teoria é sua
capacidade de descrever, mostrar uma realidade, um
fenômeno que existe, do qual muitas vezes não nos damos
conta, mas que possui grande poder mobilizador e
explicativo.
Nenhuma mente está livre dos efeitos de
condicionamentos anteriores que lhe são impostos por
suas representações, linguagem ou cultura. Nós pensamos
através de uma linguagem, nós organizamos nossos
pensamentos, de acordo com um sistema que está
condicionado, tanto por nossas representações, como por
nossa cultura. Nós vemos apenas o que as convenções
subjacentes nos permitem ver e nós permanecemos
inconscientes dessas convenções.
No processo de ancoragem, o objeto novo é reajustado para que se
enquadre em categoria conhecida, adquirindo características desta
categoria. Com base nos pressupostos teóricos de Moscovici (2003 apud
SANTOS, 2005), isso implica:
• atribuição de sentido: há o enraizamento de uma representação em
uma rede de significados articulados e hierarquizados a partir de
conhecimentos existentes. Um sentido e um nome são atribuídos ao novo
objeto;
• instrumentalização do saber: possibilita um valor funcional à
representação, na medida em que se torna uma teoria de referência,
possibilitando a tradução e compreensão do mundo social;
• enraizamento no sistema de pensamento: as novas representações se
inscrevem em um sistema de representações preexistentes, tornam-se
familiares, ao mesmo tempo em que transformam o conhecimento
anterior. Assim, o sistema de pensamento preexistente ainda predomina e
serve como referência para os mecanismos de classificação, comparação e
de categorização do novo objeto.
• seleção e descontextualização: do conjunto total de informações, os
sujeitos retiram algumas a partir de conhecimentos anteriores, valores
culturais ou religiosos, tradição cultural, experiência prévia etc.;
• formação do núcleo figurativo: é a construção
de um modelo figurativo, um núcleo imaginante
a partir da transformação do conceito;
• naturalização dos elementos: os elementos que foram construídos
passam a ser identificados como elementos da realidade do objeto.

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