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AQUECIMENTO GLOBAL

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Aquecimento Global 
Elaboração: Gilvana da Silva Santos – Professora e Bióloga, Especializada em Educação Ambiental.
INFORMAÇOES DO CURSO:
	Este curso possui como informação adicional as principais causas do Aquecimento global para o planeta e para os seres humanos. Possui também 3 leituras adicionais, que são sobre Aquecimento Global, selecionados cuidadosamente com o objetivo de aprimorar o conhecimento e analisar as diversas possibilidades da área. Estas leituras são enviadas junto com o conteúdo deste curso. Ao final do curso, você encontrará a avaliação a ser respondida para verificarmos sua aprendizagem. Bons estudos.	
	
INTRODUÇÃO:
	
	Todos os dias acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como tem ocorrido nos últimos anos. 
	O clima sempre mudou ao longo da história do mundo, mas de maneira natural onde o próprio sistema climático da Terra se equilibrava. Era em que se acreditava. Nas últimas duas décadas, as mudanças ocorridas no clima passaram a fazer parte da pauta de discussão entre alguns cientistas que concluíram que a influência sobre as mudanças climáticas não são exclusividade da natureza. A humanidade, a partir de seus diversos movimentos civilizados, tem provocado tais mudanças devido a sua relação com o meio ambiente.
	A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, ciclones atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes furacões causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos. 
	Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc), na atmosfera. 	Estes gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e  monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da radiação infravermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor.
	O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas conseqüências em nível global.  
	O registro geológico da história da Terra, preservado nas rochas e fósseis, indica que o nosso planeta passou por longos períodos alternados de resfriamento e aquecimento em escala global (TEIXEIRA et al., 2000).
	 Contudo a ação antrópica nos últimos séculos vem provocando alterações atmosféricas que influenciam diretamente o clima das diversas regiões do mundo, fazendo com que o aquecimento pelo qual nosso planeta está passando seja acima do considerado como normal, ou seja, do esperado. A real ocorrência de um aquecimento global fora dos padrões geológicos e naturais é um tema que já gerou muita polêmica. A falta de informações climáticas confiáveis e de longo prazo era um fator limitante, que dava margem a se acreditar nas causas naturais como causas para o aquecimento. Mas isto não é o que as evidências indicam hoje! A ciência da
Paleoclimatologia consegue agora avaliar bem a atmosfera do planeta em tempos remotos e estimar também parâmetros climáticos antigos (QUEIROS, 2006).
EFEITOS DO AQUECIMENTO GLOBAL:
	Muitos elementos podem ser analisados para se verificar a ocorrência de um aquecimento em escala global. Um deles, o mais imediato, é a Temperatura Média Mundial. 
	De acordo com dados do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), a temperatura média na superfície terrestre cresceu 0,6 ± 0,2°C durante o século XX, como pode ser observado na Figura 1, onde a linha preta simboliza a variação ano a ano dessa grandeza. Ainda segundo a mesma fonte, a temperatura média do Hemisfério Norte subiu 0,2°C por década, entre as décadas de 1950 e 1990. A Figura 2 mostra a variação dessa grandeza no Hemisfério Norte num intervalo de mil anos, onde, apesar dos dados de anos mais distantes do atual apresentarem maior incerteza, é possível perceber uma grande elevação da temperatura no período mais recente (HOUGHTON et al., 2001).
Figura 1. Variação da temperatura média global nos últimos 140 anos (FONTE: HOUGHTON et al.,2001).
Figura 2. Variação da temperatura média do Hemisfério Norte nos últimos 1000 anos (FONTE: HOUGHTON et al., 2001).
	O aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Além do aumento da temperatura, outros fatores indicam as mudanças climáticas. Dados provenientes de satélites mostram que houve uma redução de 10% de toda a neve que cobria o planeta desde o final dos anos 1960. 
DERRETIMENTO DAS CALOTAS POLARES: 
	Mais recentemente, pesquisadores do Centro Goddard de Vôo Espacial e do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa indicaram que o gelo marinho perene costumava ser razoavelmente estável no Ártico, com declínios de 1,4% a 2% por década. Porém, em 2005 e 2006 houve uma redução de 6% em relação à média dos 26 anos anteriores. Usando dados de satélites (Figura 3), chegaram à cifra de 14% de redução entre 2004 e 2005 (FOLHA DE SÃO PAULO, 2006).
Figura 3. Imagem comparativa do gelo perene no Ártico entre 2004 e 2005 (FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO, 2006).
	O nível de água dos oceanos subiu entre 100 e 200 cm no século XX. Episódios de fenômenos climáticos como o El Niño tem acontecido com mais freqüência desde os anos 1970 (HOUGHTON et al., 2001). O aumento do nível das águas (Figura 4 e 5) dos aceanos pode ocorrer futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas. 
Figura 4: Avanço do nível do mar em cidades litorâneas.
(Fonte: http://www.energiaeficiente.com.br).
Figura 5: O futuro das cidades litorâneas de todo o mundo por causa do aumento do nível do mar (Fonte: http://www.energiaeficiente.com.br).
	Segundo dados coletados em portos ao longo da costa brasileira, o nível do mar está aumentando no Brasil cerca de 40 centímetros (cm) por século, ou 4 milímetros (mm) por ano (mm/ano). A constatação é do Laboratório de Marés e Processos Temporais Oceânicos (Maptolab) do Instituto Oceanográfico (IO) da USP que investiga as variações no nível do mar no litoral brasileiro, a partir de séries de medições que começaram em 1980 (QUEIROS, 2006).
AUMENTO DOS TORNADOS NO BRASIL:
	Há uma maior ocorrência dos chamados fenômenos extremos (tornados, raios) - e especificamente no Brasil, os tornados passaram a ser verificados com maior freqüência e com maior intensidade em alguns casos (QUEIROS, 2006).
	No dia 25 de maio, na região rural de Palmital, próximo à sede da Destilaria São Joaquim, várias equipes de trabalhadores rurais estavam abrigadas da chuva em alguns ônibus estacionados; pouco antes das 14:00 LT com a diminuição da chuva, os trabalhadores foram orientados a deixar os ônibus e iniciar o corte de cana-de-açúcar. Já do lado de fora, as pessoas ouviram um ruído crescente, descrito como um “barulho de jato”, que chamou a atenção de todos. Na direção do ruído, os trabalhadores vislumbraram uma nuvem “negra” (figura 6) que girava muito rápido sugando a cana (figura 7) e ligando a nuvem ao chão, a cerca de 300m deles, e que vinha em sua direção. Assustados, os trabalhadores retornaram aos ônibus procurando abrigo; 53 pessoas entraram num dos ônibus e três deles, não.