Prévia do material em texto
REVISÃO DE DIDATICA I GUIA DA UNIDADE I EDUCAÇÃO, DIDÁTICA E PERSPECTIVA HISTÓRICA DO PENSAMENTO DIDÁTICO. A didática está intimamente ligada à educação e é um elemento fundamental na formação do educador, em conjunto com os educandos. José Carlos LibâneoTrata-se de um importante teórico da didática. Em um de seus mais conhecidos livros, “Didática”, considerado como um manual de estudo, Libâneo apresenta a didática como uma teoria do processo de ensino e unificadora da teoria e da prática, como uma disciplina integradora que busca os conhecimentos teóricos e práticos de algumas ciências pedagógicas para subsidiar a formação do professor. A educação É concebida como uma instituição social. A Didática como teoria geral do ensino estuda a instrução e o ensino, a partir da escolha dos conteúdos e técnicas que serão trabalhados em sala de aula pelo professor. Elementos da ação didática O professor; o aluno; o conteúdo; o contexto da aprendizagem; e as estratégias metodológicas. Somente a partir do surgimento do ensino planejado e intencional que a didática passou a ser uma ciência da educação. DIDÁTICA NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA Os jesuítas foram os principais educadores ativos 1549 a 1759 Ministravam aulas expositivas com repetição de conceitos e estímulo à memorização. 1870 Os valores capitalistas da burguesia ganharam importância O professor como o centro do processo pedagógico. Um dos maiores desafios da didática é integrar o ensino a pesquisa. Ensino Objeto de estudo da didática. O ensino engloba diversos itens relacionados à relação entre professores e alunos, como: os conteúdos programáticos; os conteúdos dos livros didáticos; os métodos de ensino; a organização das aulas; as atividades desenvolvidas em sala de aula e as diretrizes e orientações do processo de ensino e aprendizagem. O termo “aula” significa explicação, lição. O objetivo da atividade de ensino é estimular e orientar a aprendizagem dos alunos, desse modo ensino e aprendizagem são dois itens que não podem ser separados na ação educacional. Para que o ensino e a aprendizagem sejam um só, o professor precisa atuar como um facilitador da aprendizagem, estimulando o aluno em busca do conhecimento. As cinco diferentes abordagens do processo de ensino-aprendizagem Tradicional; comportamentalista; humanista; cognitivista; e sociocultural. Visando a aprendizagem do aluno, cabe ao professor estruturar sua aula com base em um planejamento da ação didática: Conhecer os conhecimentos prévios dos alunos, estabelecer objetivos gerais e específicos, definir conteúdos e atividades, selecionar os recursos e estabelecer critérios de avaliação. No âmbito escolar, atualmente, fala-se sobre o planejamento participativo, que tem por objetivo a transformação social. REVISÃO DO LIVRO TEXTO – UNIDADE I O dicionário Houaiss traz dois conceitos diferentes de didática (HOUAISS; VILLAR; FRANCO, 2004): Técnica de ensinar; Parte da pedagogia que estuda as normas científicas da atividade educativa. Didática Ensino. Comênio Didática magna A arte de ensinar tudo a todos! Em termos mais recentes a didática pode ser definida como: Técnica de orientação e direcionamento da aprendizagem dos alunos, ou conjunto sistemático de procedimentos a serem utilizados pelos professores na orientação de seus alunos para garantir a eficácia do processo de aprendizagem. Para a pedagogia tradicional, a didática significa a técnica do ensino, o qual representa a transmissão de conhecimentos. Processo centrado no professor. Para a pedagogia renovada, o centro do processo pedagógico é o alunoSeu objetivo principal deve ser a formação dos alunos por meio do processo de aprendizagem direcionado pela atuação dos docentes. Para a didática dos tempos da Escola Nova, o aluno deve ter interesse em aprender. 1549Os educadores jesuítas atuavam, ao mesmo tempo, evangelizando e educando as populações indígenas.A característica marcante da educação dos missionários religiosos era a visão da essência do homem e a formalidade. 1870 Ascenção da burguesia. O professor permanecia sendo o centro do processo pedagógico. Três características fundamentavam a escola renovada-tecnicista: Relacionalidade, Eficiência e Produtividade. O objetivo da escola renovada-tecnicista é, basicamente, assegurar a eficácia e a eficiência do trabalho dos professores em ensinar. Valorização dos aspectos técnicos. Segundo Castanho e Castanho (1996), a pedagogia crítica crê que a didática precisa buscar algo mais do que apenas técnicas e práticas de ensino. É necessário associar escola e sociedade; teoria e prática; forma e conteúdo; técnica e política; pesquisa e ensino; e aluno e professor. 1980 Didática instrumental a didática deveria atuar apenas como uma série de técnicas e procedimentos a serem utilizados pelo professor para ensinar seus alunos de forma eficiente.Operacionalização do processo de ensino. A didática fundamental Tinha como base a crença de que o processo de ensino-aprendizagem articulava três dimensões: técnica, humana e política. A didática precisa encontrar conhecimentos e formas de saber capazes de associar técnicas de ensino, método de aprendizado e metodologias de investigação do seu objeto de estudo. A didática também tem o desafio de integrar ensino e pesquisa. A didática é o ramo de estudos da pedagogia que estuda a instrução e o ensino. A ciência que estuda o fenômeno da educação é a pedagogia. O papel da didática, segundo Libâneo (1994), é transformar os interesses sociais e políticos em objetivos de ensino, escolhendo conteúdos e técnicas conforme os interesses e a capacidade mental dos alunos. A didática aborda a teoria geral do ensino. A didática atua ao associar, explicar, relacionar e descrever ensino e aprendizagem. O papel do professor é oferecer os meios e as condições para direcionar o aluno em direção à assimilação de conhecimentos, habilidades e convicções. A educação representa o processo de formação e desenvolvimento do ser humano individual e socialmente. A educação forma a personalidade do individuo. O processo educacional inclui aspectos: Econômicos; sociais; psicológicos e políticos. A teoria do ensino – didática – surgiu no século XVII. Século XVII Didática magna / Século XVIII Jean Jacques Rousseau. O primeiro autor a estudar as associações entre ensino e aprendizagem, ou seja, o primeiro autor da teoria didática foi João Amós Comênio. Rousseau foi o segundo grande pensador da didática. Rousseau acreditava que o ensino deveria ser desenvolvido para o atendimento das demandas e dos interesses imediatos das crianças. Henrique Pestalozzi atribuía ao ensino grande relevância, representando a ferramenta para educar e desenvolver a mente, o caráter, o sentimento e as capacidades humanas. Johann Friedrich Herbart foi o mais importante estudioso histórico da didática. Para Herbart, o objetivo da educação deveria ser: instruir as crianças a agirem de forma moral, querendo sempre o bem e adquirindo, também, a capacidade de comando de si próprias.Passos didáticos segundo Herbart: Clareza; Associação; Sistematização de conhecimento e Método. PEDAGOGIA TRADICIONAL Nessa concepção, o conhecimento a ser transmitido deve ser constituído nas grandes verdades estabelecidas na humanidade. Aspecto centrado na dominação do professor. PEDAGOGIA RENOVADA Nessa linha de pensamento, a criança é valorizada, possui liberdade, iniciativa e interesse particulares, atuando ativamente em sua própria aprendizagem. Características individuais são respeitadas pela pedagogia renovada e as crianças participam do seu próprio desenvolvimento. É uma linha na qual o ensino ocorre de forma mais individualizada. Principal representante do movimento escolanovista John Dewey A função da educação, segundo Dewey, era criar condições para facilitar e estimular o organismo dos seres humanos em sua busca natural pelo crescimento e desenvolvimento. As diferentes correntes de pensamento educacional têm em comum a crença de que a educação buscadesenvolver o potencial do indivíduo e posicioná-lo como sujeito de seu próprio destino, retirando-o de uma condição de submissão à sorte ou ao acaso. A educação é uma importante ferramenta para modificar a sociedade. Educação não intencional Educação informal, casual ou espontânea. Educação dos grupos de convivência, adquirida por meio das relações com a família, com os amigos etc. Educação intencional Tem o objetivo de educar. O papel das escolas, por sua vez, é garantir aos alunos a capacidade de raciocinar criticamente, de forma criativa, e independente, com o domínio de conhecimentos e habilidades. A escola tem, portanto, a importante missão de formar pessoas ativas, críticas e criativas, habilitadas para participar dos processos de transformação social. Instrução Instruir significa formar e desenvolver a capacidade de conhecer, ou seja, de aprender. Ensinar refere-se a ações e instrumentos utilizados pelos docentes para concluir a instrução de forma bem-sucedida. A instrução é, portanto, parte do ensino. ENSINO: OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA. O ensino inclui uma série de itens relacionados à relação entre professores e alunos. São eles: Conteúdos programáticos; Métodos de ensino; Conteúdos dos livros didáticos; Organização das aulas; Atividades realizadas com a participação de professores e alunos. Diretrizes e orientações do processo. Quando estuda o processo de ensino, a didática deve analisar e investigar técnicas, metodologias e objetivos úteis para garantir o sucesso do processo de assimilação de conhecimentos. O objetivo final da didática não é apenas a assimilação dos conhecimentos pelos alunos. A finalidade principal é, na realidade, a formação de pessoas para a vida social. A metodologia é o estudo de métodos de pesquisa e pode representar, também, o conjunto de procedimentos de pesquisa adotados pelas diferentes ciências. A relação entre ensino e aprendizagem é de socialização. O ensino depende das interações ocorridas nas salas de aula. As escolas devem privilegiar a ação transformadora. O papel da didática é justamente oferecer aos professores instrumentos para uma ação transformadora de ensinar e aprender. Aulas expositivas Aulas realizadas em sala de aula. Aula é uma unidade entre ensino e estudo. Estruturar a aula exige do professor criatividade e flexibilidade. As fases didáticas do processo de ensino são: Introdução da matéria; Preparo didático de novas matérias; Aperfeiçoamento e consolidação de conhecimentos e habilidades; Aplicação de conhecimentos; Avaliação e controle. As aulas podem ser de: Preparação e introdução de matérias novas; com conteúdos novos sistematizados; com exercícios, práticas e revisões; com o objetivo de consolidar o conteúdo; e direcionadas à avaliação e à verificação da aprendizagem. PLANEJAMENTO DIDÁTICO Planejar significa prever diferentes ações com o objetivo de alcançar determinados resultados em certas condições existentes. Em didática, o planejamento representa a antecipação e a organização, realizadas pelo professor, das etapas do ensino nas escolas. No planejamento, o professor define os objetivos que pretende atingir, os métodos, os procedimentos e os conteúdos que precisarão ser desenvolvidos, além das ferramentas que serão utilizadas para avaliar o progresso dos resultados. Plano didático, Significa um registro por escrito das conclusões do professor sobre a previsão de atividades a serem desenvolvidas para concretizar o ensino. Planejamento da unidade Apresentação, desenvolvimento e integração. Para que o ensino e a aprendizagem existam como uma unidade, o ensino não pode se dar por meio da memorização. Segundo Mizukami (1986), há cinco diferentes abordagens para o entendimento do processo de ensino-aprendizagem: Abordagem tradicional A ênfase do processo de ensino-aprendizagem está na instrução e nos ensinamentos trazidos pelos professores. A educação é, então, um processo subordinado à instrução. Centraliza seu foco na ação do professor e tem a memorização de conteúdos. Abordagem comportamentalista Propõe o foco na organização dos elementos didáticos, para direcionar os alunos à aquisição dos comportamentos adequados. O objetivo é modificar, em definitivo, o comportamento e a mente dos alunos. Abordagem humanista O centro dessa abordagem é o aluno. O método proposto é não diretivo, ou seja, os alunos devem ser orientados para realizar suas próprias experiências. A capacidade de descobrir, entender e captar conhecimentos, comportamentos, entre outros, é inerente a cada aluno. Abordagem cognitivista O ensino deve ocorrer pensando no aluno como alguém inserido em uma determinada realidade social. O foco fundamenta-se no ensaio e no erro. O aluno precisa aprender a resolver problemas sem formar hábitos. Na prática, significa que precisa aprender a aprender, isto é, a ênfase está em ensinar os alunos a solucionar problemas para que possam ser capazes de sistematizar pensamentos em diferentes circunstâncias, sem a constituição de hábitos irreversíveis. Abordagem sociocultural O ensino e a aprendizagem são entendidos de forma global, com foco na superação das relações sociais de poder que estabelecem o domínio de uns sobre outros. Relações entre opressores e oprimidos. GUIA UNIDADE II Tendências Pedagógicas na Educação As tendências pedagógicas tiveram sua origem em meio aos movimentos sociais, e se originaram em diversos tempos e contextos históricos. O grupo das tendências liberais está diretamente relacionado ás sociedades capitalistas, cujo foco é o aumento da produtividade para manutenção da ordem social estabelecida. Na pedagogia liberal, o papel da escola é formar os alunos para o desempenho das funções sociais, focando nas suas habilidades individuais. A Pedagogia Tradicional objetiva a manutenção da sociedade de classes, dedicando-se a reproduzir sua estrutura com uma prática pedagógica, onde o aluno reproduz modelos, para ocupar lugares que lhe são pré-determinados. As tendências progressistas têm como foco a transformação da realidade existente nas sociedades capitalistas. Para as tendências progressistas, a formação das pessoas objetiva a transformação social. O multiculturalismo pressupõe a coexistência de muitas culturas em determinados lugares e espaços. A diferença significa as singularidades dos sujeitos, suas individualidades. A interculturalidade pressupõe a integração dos grupos numa perspectiva democrática, de modo que ambos interagem e estão em contínua construção. A didática considera como componentes do seu processo: os professores, alunos e os conteúdos. É nessa tríade que se estabelece a relação de ensino e aprendizagem. REVISÃO DO LIVRO TEXTO – UNIDADE II COMPONENTES DO PROCESSO DIDÁTICO O processo de ensino ocorre, relativamente, de forma homogênea ao redor do mundo, com um currículo escolar segmentado em séries. Componentes da didática Professor, conteúdo, aluno. A escola obrigatória foi entendida como principal espaço para a formação social, cultural e intelectual dos indivíduos. EDUCAÇÃO INTERCULTURAL Para realizar uma educação intercultural, é necessário, antes, conhecer a diversidade cultural de cada contexto. Os currículos escolares, em sua maioria, ainda permanecem fortemente influenciados pelo domínio da cultura dos brancos e ricos, em detrimento dos negros (ou não brancos) e pobres. DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DO INDIVIDUO NA ESCOLA PUBLICA CONTEMPORANEA O desenvolvimento integral das crianças passa, em especial, por uma escola com boa estrutura física, professores capacitados e qualificados, bons materiais pedagógicos, bom projeto pedagógico etc. Para Mendes (2012), educação de qualidade é aquela capaz de emancipar a pessoa. A emancipação significa ter capacidade de pensar criticamente, interpretar o mundo ao redor, modificar a própria vida e redirecioná-la de forma autônoma. TENDENCIAS PEDAGOGICAS PROGRESSISTAS Em seu trabalho, Pérez Gomez (2001 apud Candau, 2009) menciona haver cinco diferentespropostas culturais nas próprias escolas: Cultura critica; Cultura acadêmica; Cultura social; Cultura institucional; Cultura experiencial. As escolas têm proposto uma tendência de padronização e homogeneização das pessoas. Conflitos na contemporaneidade: Globalização X Multiculturalismo. Igualdade X Diferença. Universalismo X Relativismo cultural. FINALIDADE DA EDUCAÇÃO Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL, 1996), a educação, é dever da família e do Estado, e tem como objetivo desenvolver plenamente o educando, seja para exercer sua condição de cidadão ou para o trabalho. A lei possui três objetivos principais: Desenvolver plenamente o educando; Preparar o educando para o exercício da cidadania; Qualifica-lo para o trabalho. Pedagogia libertadora Prepara para o exercício da cidadania e desenvolvimento da consciência crítica. A teoria crítico-social considera muito importante que os conhecimentos científicos e o processo de ensino realizado nas escolas sirvam como suporte para estimular o povo a participar nas lutas sociais.Em resumo, a teoria crítico-social propõe uma educação escolar crítica, que busque mudanças sociais e econômicas, reduzindo a desigualdade social causada pelas sociedades capitalistas. DIDÁTICA E FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO A pedagogia tradicional é denominada pedagogia da essência. Quando surgiu, a Escola Nova qualificou os métodos da pedagogia tradicional como pré – científicos, dogmáticos e medievais. A pedagogia tradicional busca reproduzir o resultado da ciência para transmiti-lo às pessoas. Já a Escola Novaentende o próprio ensino como uma ciência, que precisa ser testada e validada continuamente. Para Saviani (1981), a Escola Nova, claramente, focava seus estudos no processo de obtenção de conhecimentos. A pedagogia tradicional, por sua vez, tinha como objetivo entender os métodos de transmissão de conhecimentos. A interculturalidade tem diversas características: estimula o relacionamento entre os diferentes grupos sociais e identidades culturais, e não nega as origens históricas e a dinâmica particular das diferentes culturas. O processo de guetificação corresponde à separação dos diferentes grupos culturais, provocada pela construção de barreiras entre os hegemônicos e os excluídos. ALUNO IDEAL E ALUNO ATUAL Na visão de Libâneo (1990), a escola dos tempos atuais deve ser um espaço de síntese. A responsabilidade da escola, nesse cenário, é dar ao aluno habilidades e capacidade emocional para absorver a cultura, fazendo uma reestruturação e um reordenamento dos conteúdos de forma crítica. Libâneo (1990) afirma que, para ser um bom aluno, a pessoa precisa ter desenvolvido capacidades intelectuais e afetivas o suficiente para dominar estratégias de aprendizagem, transferir e comunicar os conhecimentos aprendidos, analisar e solucionar problemas, pensar criticamente etc. As mídias podem atuar como mediadoras do ensino. Os alunos da escola atual precisam aprender a interpretar de forma crítica os conteúdos e a assumir uma postura ativa diante das novas tecnologias de comunicação e informação. Os jovens devem dominar a linguagem dos novos meios, e não ser dominados por eles. O BOM PROFESSOR E SUA PRÁTICA Segundo Cunha (2011), para dar boas aulas, os professores tendem a repetir as boas aulas utilizadas por seus bons ex-professores. Em seu estudo sobre as práticas adotadas em sala de aula, Cunha (2011) chegou a algumas práticas utilizadas pelos bons professores: Explicar aos alunos os objetivos do estudo; Localização histórica do conteúdo; Estabelecer relações entre o conteúdo ensinado naquele momento com outros conteúdos; Escrever um roteiro de aula; Capacidade de formular perguntas exploratórias; Utilizar linguagem acessível aos alunos; Conhecimento profundo dos conteúdos; Competência na variação de estímulos; Interações com os alunos; Estímulo à divergência e à criatividade; Uso da linguagem pelo professor. RELAÇÃO ENTRE PROFESSOR E ALUNO: AUTORIDADE E DIALOGO, MOTIVAÇÃO E DISCIPLINA. Disciplina Conjunto de regras orientadoras de comportamentos e condutas em sala de aula. Nas análises oriundas da psicologia, a disciplina está associada, então, a duas variáveis: O aluno e seu comportamento; O professor e sua capacidade de estabelecer ou negociar a sua autoridade. Ao professor, cabe atuar como um mediador flexível. TENDENCIAS PEDAGOGICAS DE CUNHO LIBERAL Considerando o posicionamento dos professores em relação às condições sociopolíticas da escola, Libâneo (1990) estabeleceu as seguintes classificações e subclassificações para a pedagogia: PEDAGOGIA LIBERAL PEDAGOGIA PROGRESSISTA Tradicional Libertadora Renovada Progressista Libertaria Renovada não diretiva Critico – social dos conteúdos Tecnicista PEDAGOGIA LIBERAL A pedagogia liberal insere-se como uma manifestação característica da sociedade de classes capitalista. Segundo a pedagogia liberal, o papel da escola é preparar os alunos para desempenhar funções sociais, conforme suas habilidades individuais. Ao longo do tempo, a pedagogia liberal evoluiu para a pedagogia renovada (Escola Nova ou ativa). A pedagogia tradicional entende “educação” como “instrução” ou “transmissão de conhecimentos”. A tendência liberal renovada enfatiza a cultura no desenvolvimento de habilidades individuais.A proposta da tendência liberal renovada valoriza o aluno e o grupo de alunos como centro do processo educacional. Pedagogia renovada progressista John Dewey Acredita que a função da educação, que decorria do desenvolvimento científico, é a evolução ou o progresso individual. A abordagem renovada progressivista enfatiza a importância do aprender a aprender, das metodologias de ensino e dos interesses do aluno. Pedagogia renovada não diretiva Carl Rogers Busca atender aos anseios de desenvolvimento pessoal e interpessoal dos alunos.Na vertente renovada não diretiva ou humanista, também encontramos a valorização do sujeito na elaboração do conhecimento. Na pedagogia liberal tecnicista, ou tendência comportamental, a educação está subordinada à sociedade. O seu objetivo maior deve ser a preparação de pessoas para o trabalho nas indústrias. PEDAGOGIA PROGRESSITA Tendência libertadora A tendência libertadora, ou abordagem sociocultural, como designa Mizukami (1986), tem preocupação com a difusão da cultura popular.A educação deve promover o indivíduo, deve desenvolver sua consciência crítica para refletir sobre seu mundo e atuar nele de modo consciente. Tendência libertária A tendência progressista libertária visa a uma transformação no aluno e na sociedade, em um sentido libertário e de autogestão, por meio de participação em grupo em assembleias, grupos informais etc.O objetivo é a realização e o desenvolvimento do indivíduo no coletivo, a sua participação ativa nas decisões e consequente redução do poder institucionalizado. Tendência critico – social dos conteúdos A versão crítico-social dos conteúdos valoriza a prática pedagógica somente se estivesse inserida em contextos sociais concretos. A escola, para essa versão da pedagogia progressista, deve atuar como mediadora entre o individual e o social, articulando a transmissão e a assimilação dos conhecimentos de forma ativa pelos alunos, conforme o contexto das relações sociais. O resultado, ao final do processo educativo, deve ser um saber remodelado criticamente. Ela recupera a importância dos conteúdos escolares para a qualidade do ensino, sem desconsiderar a prática social dos alunos e seus conhecimentos. GUIA DE ESTUDOS – UNIDADE III OBJETIVOS DE ENSINO Elementos constitutivos da didática: Objetivo; Conteúdos; Métodos; e Avaliação. Esses elementos compõe o planejamento escolar. O professor deve participar ativamente da elaboração dos objetivos com os demais membros dos segmentos da escola: equipe gestora, funcionários, pais, alunos, comunidade. O processode avaliação deve ser contínuo e promover a reflexão sobre o processo de ensino, visando à manutenção ou reformulação dos objetivos de ensino em prol da aprendizagem dos alunos. Os três aspectos que devem ser considerados no processo de avaliação: o aluno, o professor e o contexto. Os objetivos são separados em objetivos gerais e específicos. Os objetivos devem ser iniciados com um verbo no infinitivo. Os objetivos educacionais têm o papel de articular às propostas educacionais, definidas em lei, com as ações educativas desenvolvidas nas escolas pelo professor, visando à aprendizagem do aluno. Os objetivos são os resultados que a educação almeja alcançar. As intenções educacionais são a relação entre os agentes educacionais (professores, escolas e órgão do governo e associações civis) e os objetivos criados. A postura do aluno, como ele se posiciona em relação às tarefas realizadas em sociedade, é a atitude. O currículo oculto, diz respeito a um conjunto de valores que são transmitidos aos alunos com a função de controle social e legitimação dos saberes dominante. REVISÃO DO LIVRO TEXTO – UNIDADE III Contexto das relações sociais e objetivos educacionais: os fundamentos das ações educativas. Somente no contexto das relações sociais, na qual nasce a educação, é que ela pode ser compreendida. A educação atua como uma mediadora das relações sociais conflituosas da sociedade na qual está inserida. Três dimensões básicas – o trabalho, a linguagem e o domínio – resultam em três interesses humanos: técnico, comunicativo e emancipatório. Com seus objetivos, a educação busca disseminar comportamentos individuais e sociais nas pessoas, nos grupos sociais, nas instituições de ensino e nas organizações de políticas educacionais. AGENTES EDUCACIONAIS: Professores; Escolas; Órgãos do governo e associações civis. OBJETIVOS EDUCACIONAIS OBJETIVO EDUCACIONAL CONHECIMENTO VISADO INTENÇÃO EDUCATIVA Técnico Natural Instrumental Consensual Histórico – Hermenêutico Comunicativa Politico – Cultural Praxiológico Emancipatória CURRICULO OCULTO O currículo oculto corresponde a um conjunto de regras e valores sociais, transmitidos tacitamente aos alunos. Os contextos de aprendizagem ficam uniformes e estáveis o suficiente para aceitar, como padrões, o controle social, as diferenças de classes, de gênero, etnia etc. Papel dos objetivos de ensino no processo de planejamento: objetivos gerais e objetivos específicos. Na visão de Lopes (2004), a fragmentação e a desarticulação dos elementos constitutivos do planejamento do ensino são as principais responsáveis pela incapacidade de dinamização do trabalho dos professores e, consequentemente, pelo insucesso do processo de aprendizagem. Para superar a dimensão tecnicista do ensino, a alternativa proposta por Lopes (2004) é de integração entre escola e contexto social. Os objetivos geraissão mais amplos. Os específicos, por sua vez, se referem a aspectos desenvolvidos na disciplina. Papel dos objetivos educacionais Objetivos educacionais na Lei no 9.394/96. Muitos dos problemas são macroestruturais. Na visão de Castanho (2004), as falhas são sociais, o que significa dizer que a correção dos problemas passa por uma mudança na sociedade e não apenas na educação. Para Castanho (2004), os teóricos mais recentes enxergam as falhas da educação da forma mais correta. A educação é um processo dinâmico, que estabelece uma relação intrínseca entre seus aspectos técnicos e a esfera política e social. O QUE SÃO OBJETIVOS DE ENSINO? Segundo Libâneo (1994), os objetivos educacionais devem considerar pelo menos três referências em sua formulação: Valores e ideais; Conteúdos básicos das ciências; Formação cultural. Planejamento do ensino e seus elementos didáticos. Segundo Melo e Urbanetz (2012), é preciso superar a visão de que a didática é uma disciplina instrumental com foco único de orientar professores na execução de tarefas operacionais. A compreensão associada dos quatro elementos constitutivos do ensino pressupõe um planejamento. Planejar significa prever ou antever algo. Em educação, o planejamento representa a criação de um roteiro de ações sistemáticas para atingir determinado objetivo. O processo de planejamento prevê uma certa dose de dinâmica e flexibilidade. Elementos básicos devem fazer parte do planejamento da disciplina: Identificação; Objetivos; Conteúdos; Metodologia; Avaliação. Critérios para seleção dos conteúdos. A maneira como cada professor trabalha os conteúdos do livro didático é razoavelmente independente. Libâneo (1994) sugere que os professores devem adotar uma visão crítica sobre os materiais didáticos. Sensibilidade crítica. É essa a característica que o professor precisa ter quando utilizar como referência os livros didáticos para preparar o plano de ensino e o plano de aulas. Além, é claro, de dominar o conteúdo. Seleção e organização de conteúdos A visão predominante daquele período, segundo Martins (2012), era técnico-instrumental, com uma proposta de que a teoria deveria guiar a prática. Os pensadores da didática e da educação concordam que a principal fonte de conteúdos utilizada pelos professores é o saber acumulado historicamente pela humanidade, isto é, o saber sistematizado, segundo Martins (2012). A aproximação entre conteúdos e realidade social estimula o pensamento crítico e a participação ativa dos alunos na sociedade. Os programas oficiais são importantes para serem utilizados como base, mas não devem prender o professor, isto é, ele não deve se limitar a apresentar o que está posto nos programas oficiais. Para Martins (2012), alguns critérios devem ser obedecidos para organizar os conteúdos sequencialmente de forma lógica: Coerência; Experiências; Etapas; Continuidade; Integração. Conteúdos escolares, contexto do aluno e aprendizagem. A educação promovida nas escolas busca preparar as crianças para o trabalho, e transmitir conhecimentos e valores. Uma grande dificuldade para boa parte dos professores é o ato de relacionar o conhecimento sistematizado com a vida concreta do aluno. Objetivos educacionais e emancipação do sujeito. Como as intenções educativas se expressam? Segundo Castanho e Castanho (1996), em três níveis: Empírico; Racional; Teórico. O nível empírico está relacionado ao cotidiano das pessoas, aos fatos do dia a dia e às experiências rotineiras. (intenção instrumental). No nível racional, ocorre a transmissão de conceitos associados a dados. (intenção comunicativa). No nível teórico, está tudo inter-relacionado e interdependente. É a visão mais ampla, que foca em causas dos problemas educacionais, reformas institucionais e respostas de caráter individual. As mudanças, para o nível teórico, devem ter amplitude estrutural, com a pretensão de libertar o indivíduo da opressão e da repressão. Principal problema da educação Emancipação. Para a emancipação humana ser concluída, é preciso atingir os três níveis de objetivos educacionais: individuais, institucionais e estruturais. A perspectiva deve ser emancipatória, isto é, a educação deve ser entendida como uma ferramenta para libertação de grupos discriminados, das classes sociais menos privilegiadas e dos indivíduos reprimidos. Definição de conteúdos escolares Os conteúdos precisam ser compostos de elementos associados à vida dos alunos, tornando os conteúdos mais significativos e aumentando a possibilidade de assimilação ativa e consciente. Segundo Libâneo (1994), os conteúdos de ensino são uma composição de conhecimentos, habilidades e atitudes sociais, que sejam aplicadas na vida prática dos alunos, isto é, sejam assimilados ativamente: Conhecimentos, Habilidades e Atitudes. Relação entre objetivos de ensino e avaliação da aprendizagem. Os objetivos de ensino representam o resultado final esperado da ação educativa, ou seja, o propósito da prática pedagógica. A avaliação da aprendizagem representa um instrumento para apreciaras condições, os progressos, os resultados e a atuação de professores e alunos no processo de ensino. Três aspectos devem ser considerados no processo de avaliação: Aluno, Professor e Contexto. O principal problema da educação é social. Castanho (2004) menciona a divisão dos objetivos educacionais da seguinte maneira: Objetivos grandes; Objetivos médios; Objetivos pequenos; Objetivos comportamentais. GUIA DE ESTUDOS – UNIDADE IV APRENDIZAGEM DOS CONTEÚDOS Podemos classificar os conteúdos em quatro tipos: Factuais Conceituais Procedimentais Atitudinais. Os conteúdos Factuais são aqueles aprendidos por meio de memorização, como por exemplo, as datas comemorativas e o nome dos Estados brasileiros. Para que os alunos aprendam esse tipo de conteúdo, o professor pode realizar atividades utilizando técnicas de memorização, repetição ou associar os conteúdos trabalhados com outros semelhantes. Para que os alunos aprendam os conteúdos Conceituais, as atividades propostas pelo professor devem estimular a capacidade de reflexão e análise dos alunos. Os conceitos são fatos, símbolos e objetos que só podem ser aprendidos quando associados ou comparados a outros fatos, símbolo e objetos. Esse tipo de conteúdo não deve ser trabalhado em sala de aula por meio de atividades de memorização.Para aprender conceitos e princípios, o aluno precisa ter capacidade de assimilação e interpretação, e não apenas a capacidade de memorização. Os conteúdos Procedimentais estão relacionados às ações. O aluno aprende executando a atividade como, por exemplo: desenhar, escrever, pintar, ler, entre outros. Os conteúdos procedimentais não são aprendidos com base em estudos e análises, mas aprende-se fazendo. Os conteúdos Atitudinais estão relacionados a valores e crenças como, por exemplo: a cooperação, o respeito, a solidariedade, a ética, dentre outros. Para que o aluno aprenda esse tipo de conhecimento é necessário que o professor desenvolva atividades numa perspectiva reflexiva de situações que envolvam sentimentos e emoções. TIPOS DE METODOLOGIAS Trabalho em grupo O trabalho em grupo estimula a aprendizagem ativa dos alunos, a socialização e a prática colaborativa na busca pelo conhecimento. Projetos de ensino Esse método consiste em ações educacionais desenvolvidas e realizadas por meio de projetos, que surgiu no Brasil através do movimento da Escola Nova. Resolução de problemasO professor apresenta para os alunos uma situação problema e os alunos são estimulados a encontrarem as possíveis soluções, a partir dos seus conhecimentos prévios e leituras realizadas sobre a temática proposta. O Seminário é uma técnica de ensino que envolve debate e discussão sobre um determinado tema, mediado pelo professor. Aula expositiva A Aula Expositiva é um método de ensino individual que foi muito valorizado na Pedagogia Tradicional. O professor era o detentor do conhecimento e sua principal função era transmitir esse conhecimento para o aluno. Na atualidade, a aula expositiva tem sido praticada de forma mais dialógica, ou seja, o aluno tem participado ativamente expondo suas opiniões e questionamentos sobre o conteúdo ministrado pelo professor, de forma crítica reflexiva. Haydt (2011) afirma que as aulas expositivas podem assumir dois posicionamentos didáticos: dogmático ou dialógico. Estudo dirigido Nele, são propostas atividades para os alunos que devem ser realizadas de acordo com um roteiro previamente elaborado pelo professor. Aprendizagem por meio de jogos O uso de jogos na educação possibilita que o aluno participe ativamente da sua aprendizagem. Uma das vantagens do uso desse recurso pelo professor vem da possibilidade de contar com um ambiente motivacional que propicie o envolvimento e o estímulo mental, físico e emocional do aluno. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM A avaliação deve ser democrática e dialógica. Seu objetivo deve ser a evolução do aluno. A progressão continuada permite que o aluno não seja reprovado. Na série seguinte ele pode cursar as disciplinas cujo desempenho foi insatisfatório no ano letivo anterior. Os ciclos de aprendizagem substituem as séries anuais e neles não ocorrem reprovações. Ao invés das séries com tempo determinado de duração, essa proposta respeita o desenvolvimento do aluno. A didática é a teoria geral do ensino que estuda a instrução e o ensino. REVISÃO DO LIVRO TEXTO – UNIDADE IV O USO DE JOGOS E A APRENDIZAGEM Os jogos são práticas que combinam aspectos físicos e mentais em um conjunto de regras. Quando propõe a realização de jogos, o professor buscar criar um ambiente de motivação para que os alunos participem ativamente de sua própria aprendizagem, adquirindo experiências, conhecimentos, mas, principalmente, assimilando valores e comportamentos. Ciclos de aprendizagem e avaliação Os ciclos de ensino constituem uma forma de organizar o ensino que está previsto no art. 23 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e que ultrapassam a duração das séries anuais como tempo de ensino e aprendizagem. Durante os ciclos, não ocorrem reprovações, de forma que as fragmentações também deixam de existir e o aluno é beneficiado nesse processo, pois tem um tempo maior para aprender. A concepção de avaliação a ser adotada com os ciclos deve ser processual, contínua e formativa, garantindo o registro do desempenho dos alunos e tomadas de decisões. A heterogeneidade exige uma pedagogia diferenciada, que está sempre associada à ideia de percursos individualizados. TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO: Observação Autoavaliação Aplicação de provas. Segundo os estudos de Piaget (1935 apud HAYDT, 2011), os métodos de ensino podem ser classificados em: Métodos verbais tradicionais – fundamentados na exposição oral dos professores. Métodos ativos – estimulam a atividade dos alunos, seja por meio de ações concretas, em grupo, por exemplo, ou ações de reflexão e individuais. Métodos intuitivos ou audiovisuais – abordagem na qual os alunos recebem estímulos, de modo que possam apreender e intuir aquilo que o professor pretende que seja assimilado. Ensino programado – o conteúdo é apresentado em pequenas unidades, para que a aprendizagem ocorra progressivamente, em passos planejados. RECUPERAÇÃO DA APRENDIZAGEM A ideia de criar a recuperação paralela e as aulas de reforço é ensinar respeitando as diferenças de ritmo e de capacidade de aprendizado dos alunos, em defesa, especialmente, daqueles menos capacitados. Para gerenciar o ambiente heterogêneo da classe, o professor pode utilizar diferentes dispositivos, como trabalhos em grupo, tarefas, oficinas de trabalho etc. Como precisam levar em consideração as características particulares de cada aluno, a diversidade deve ser um princípio norteador do trabalho do professor. TRABALHO EM GRUPO E PROJETOS DE ENSINO Os trabalhos de grupo são instrumentos didáticos executados pelos professores, com o objetivo de guiar os alunos na aprendizagem de conhecimentos. No Brasil, a ação didática realizada por projetos surgiu com o movimento da Escola Nova, em sua crítica à pedagogia tradicional. No projeto, os alunos, constituídos em grupos e orientados pelo professor, devem capturar um problema de sua realidade social para estudá-lo, observá-lo, analisá-lo etc. Os projetos de ensino são técnicas didáticas fundamentadas na geração de conhecimentos. Qual é o ponto de partida utilizado pela técnica didática dos projetos de ensino? São as experiências culturais e sociais dos estudantes e dos conhecimentos do currículo. O planejamento dos projetos, como método de ação didática que envolve grupos de alunos e todos os professores, engloba três momentos: Problematização; Trabalho de campo; Síntese. Três funções escolares são desempenhadas pela avaliação: Pedagógico – didática; Diagnóstico; Controle. AVALIAÇÃO CONTINUA E FORMATIVA A avaliação formativa representa um modelo ideal de apreciação do aprendizado dos alunos, mostrando como ela deve ser realizada para que a ação de avaliar os alunos seja realmenteútil pedagogicamente, ou seja, que seja uma ferramenta capaz de promover o aprendizado, não uma técnica que amedronte os alunos. A avaliação formativa deveria ser entendida mais como uma observação realizada para formar o aluno do que um processo de avaliação. Para ser considerada formativa, a avaliação precisa, ao compor um projeto educativo específico, promover o desenvolvimento do aluno, esquecendo outros supostos objetivos. A avaliação formativa age como uma reguladora das atividades do professor e do aluno, agindo corretivamente. Obstáculos à realização da avaliação formativa: Representações inibidoras; Pobreza atual dos saberes necessários; Medo dos professores.