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EDIFÍCIO CORUJAS O Edifício Corujas, localizado na Vila Madalena, é um edifício de escritórios de diversos tamanhos e formatos. A proposta para essa edificação é a de criar um espaço mais humanizado para o trabalho, indo na contramão dos tradicionais cubos de vidro espelhado localizados em regiões de São Paulo como Avenida Faria Lima ou Avenida Berrini. FGMF Arquitetos FICHA TÉCNICA: Agência Wieden-Kennedy Local: São Paulo SP Data do início do projeto: 2012 Data da conclusão da obra: 2013 Área de implantação: 1.369 m2 Arquitetura: FGMF Arquitetos Construção: Lock Escritório Idea!Zarvos Local: São Paulo Sp Data de Início do Projeto: 2013 Data da Conclusão da obra: 2014 Área de intervenção: 280 m² Arquitetura de Interiores e Acústica Construção: Idea!Zarvos PROJETO 3 PARTIDO E CARACTERÍSTICAS O Corujas é um exemplo oposto dos prédios de escritórios da cidade. Uma forma diferente de ambiente de trabalho . Como: intenções de socialização entre os usuários com amplas áreas de convivência , jardins suspensos , o grande painel artístico, circulações abertas de onde é possível observar todos os escritórios. O ponto de partida foi tentar criar um prédio de escritórios que fosse agradável, que se assemelhasse um pouco a uma casa ocupada por escritórios. “Tem gente que adora a vibração do caos paulistano. Para essas pessoas, a cidade oferece infinitas possibilidades. Mas, para quem procura viver em um ritmo menos acelerado e com mais qualidade de vida, as opções são poucas. É por isso que trabalhar em um prédio horizontal, com jardins e ao lado de um pequeno parque, onde é possível fazer reuniões, sair a pé para almoçar, é privilégio de poucos.” Arquitetos da FGMF TERRENO O terreno foi um dos elementos mais trabalhosos , dificultando o uso do guindaste para mover as peças pré-moldado. Além disso , o nível da água nessa área é muito alto, sendo necessário fazer o térreo em um nível elevado A casa na qual não negociada, foi literalmente contornada pelo empreendimento , virou uma intervenção artística. Os muros circundantes do antigo imóvel receberam painéis que retratam , como num corte arquitetônico em raio-X e escala 1:1, hipotéticos elementos construtivos e até objetos , animais e pessoas que ocupariam a casa. RESIDÊNCIA NÃO NEGOCIADA Foi estabelecido um recuo maior do que o necessário na frente do terreno e deixado a construção aberta para a rua com a instalação de jardins e uma pequena praça pública. Há algumas jardineiras em uma arquibancada pública , com bastante movimentação , em especial na hora do almoço . O edifício também é responsável pela praça linear corujas , que fica localizada atrás . O respeito pelo entorno e pela vila Madalena também foi fator importante. MATERIAIS Materiais: Madeira , Cerâmica, vidro, concreto aparente , peças galvanizadas e em aço. Além do encontro da estrutura metálica com a de concreto, assim como o revestimento de madeira do térreo. Optou-se pelo brise de chapas metálicas perfuradas, para controle de iluminação. Além da estrutura aparente , do paisagismo e materiais , outros elementos são responsáveis pela plasticidade, como as circulações vazadas e o fechamento de algumas áreas com caixilho. ESTRUTURA SUBSOLO PLANTA TÉRREA 1º PAVIMENTO 2º PAVIMENTO COBERTURA CORTE CORTE SETORIZAÇÃO Uso Comercial Circulação Entrada Uso Corporativo IDENTIDADE VISUAL O paisagismo , da cobertura ao subsolo , prioriza as áreas comuns. A intervenção artística , com painéis sobre o muro da residência que permaneceu , retratando uma visão raio-X. O último pavimento (cobertura), avarandado assim como o primeiro, existem escadas metálicas independentes dando acesso á cobertura, que funciona como jardim privativo para cada conjunto do 2º andar. Subsolo Cobertura VENTILAÇÃO / ILUMINAÇÃO UMA NOVA FORMA DE CONSTRUIR Por fugir do estereótipo de edifício comercial, o Corujas nasce sob um slogan que promete aos usuários muito verde e jardins para plantar a empresa. Sua concepção parte de um movimento que tem ganhado força na zona oeste de SP, com prédios que priorizam desenhos, iluminação , ventilação e interação com espaço público. Prioriza a coerência entre estrutura, programa, paisagem, materiais e sustentabilidade. Ganhador do prêmio AsBEA (Associação Brasileira dos escritórios de arquitetura), na categoria edifícios de serviços, modalidade não edificados. CONCLUSÃO Ter um edifício desses na cidade de São Paulo , significa que é possível trabalhar em ambientes mais agradáveis , que geram criatividade e incentivam as relações interpessoais. Além, da ligação do edifício com o espaço urbano é muito significativa , priorizando o pedestre , áreas verdes e incentivando o uso de meios de transportes alternativos, como a bicicleta. Contra estereótipo dos edifícios comerciais , reforçando modelo que vem ganhando espaço na cidade: o que preza a iluminação , convivência e a relação direta com a esfera pública. Arquitetura Moderna Professor: Mateus Arruda Abril/2019 Integrantes Camila Lima - 17663458 Carla Franciele – 17490219 Larissa Falcato – 17174210 Raphael Cruz – 17702682 Tiffany Souza – 17170630 Wesley Cezar - 17534402 5º SEMESTRE B Arquitetura e Urbanismo