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As 11 obras mais famosas do Abstracionismo
1. Amarelo-Vermelho-Azul, de Wassily Kandinsky
A tela, pintada em 1925, carrega como título os nomes de algumas das cores primárias que foram utilizadas para compor o quadro. A obra foi pintada por Wassily Kandinsky, um russo nascido em Moscou no ano de 1866.
O que chama a atenção do espectador é especialmente a variação de cores apresentada. A respeito do assunto, Kandinsky afirmou na altura:
“A cor é um meio para exercer uma influência direta sobre a alma. A cor é a tecla; o olho, o martelo. A alma, o instrumento das mil cordas. O artista é a mão que, ao tocar nesta ou naquela tecla, obtém da alma a vibração justa. A alma humana, tocada no seu ponto mais sensível, responde.”
2. Número 5, de Jackson Pollock
A tela número 5 foi criada no ano de 1948 pelo pintor norte-americano Jackson Pollock, que no ano anterior começou a explorar uma maneira completamente nova de compor seus trabalhos.
Seu método consistia em arremessar e pingar tinta esmaltada em uma tela não esticada colocada no chão de seu estúdio. Esse modus operandi permitia criar linhas sobre linhas independentes que mais tarde ganharam o nome de “pinturas por gotejamento”. Pollock foi um dos maiores nomes do abstracionismo.
A obra foi vendida a um colecionador particular em maio de 2006 por 140 milhões de dólares
3. Insula Dulcamara, de Paul Klee
Em 1938, o suíço naturalizado alemão Paul Klee pintou sete grandes painéis em formato horizontal. Insula Dulcamara é um entre os painéis anteriormente mencionados. Todos os trabalhos foram esboçados com carvão sobre jornal, que Klee colou sobre estopa ou linho, obtendo assim uma superfície ao mesmo tempo suave e diferenciada. Em diversos trechos dos painéis é possível ler efetivamente trechos do jornal utilizado, uma surpresa agradável e inesperada até para o próprio Klee. O título do trabalho está em latim e significa “insula” (ilha), “dulcis” (doce, amável) e “amarus” (amargo).
A tela foi criada durante os seus últimos anos de vida e, a propósito dela, Klee deu a seguinte declaração:
"Não devemos recear ver-nos envolvidos no meio de elementos mais indigestos; temos apenas que esperar que as coisas mais difíceis de assimilar não venham perturbar o equilíbrio. Desta maneira, a vida é, com certeza, mais apaixonante que uma vida burguesa muito ordenada. E cada um é livre, de acordo com seus gestos, ao escolher entre o doce e o salgado dos dois pratos da balança."
4. Composição com Amarelo, Azul e Vermelho, de Piet Mondriaan
O interesse de Mondrian estava na qualidade abstrata da linha. Embora sempre tenha investido no abstracionismo, em 1914 se radicalizou e praticamente eliminou as linhas curvas de seu trabalho.
O pintor francês desenvolveu uma nova forma de abstração rigorosa chamada Neo-Plasticismo, na qual se limitava a linhas retas, horizontais e verticais, e cores primárias básicas.
. A Composição com Amarelo, Azul e Vermelho encontra-se, desde 1964, no acervo do Tate St Ives (Cornwall, Inglaterra).
5. Composição Suprematista, Kazimir Malevich
Assim como Mondrian, o pintor soviético Kazimir Malevich criou uma nova forma de arte. O Suprematismo (ou a Composição Suprematista), nasceu na Rússia entre 1915 e 1916. Assim como seus colegas abstracionistas, o desejo maior era negar à presença física de todo e qualquer objeto. A ideia era alcançar a pureza, ou, como afirmava o próprio criador:
"a supremacia da sensação pura"
A técnica é caracterizada pelo uso de formas geométricas simples e pela preferência por uma paleta de cores também simples, primárias e secundárias, algumas vezes sobrepostas, outras posicionadas lado a lado. O fundo é quase sempre branco nas criações de Malevich, representando o vazio.
6. Person throwing a stone at a bird, de Joan Miró
Pintada em 1926, a tela feita a tinta a óleo, Person Throwing a Stone at a Bird . Em português, a tradução da obra seria "A pessoa que arremessa uma pedra em um pássaro".
A tela é repartida ao meio horizontalmente e é basicamente preenchida por duas cores (o amarelo, do chão, e o verde, do céu). O protagonista é uma criatura com uma forma estranhíssima que parece ter um único pé e um único olho, unidos por um corpo disforme. Possivelmente a imagem ao fundo da tela representa o pássaro que figura no título da peça.
Sobre o processo criativo, o pintor catalão afirmava:
"Quando estou desenhando, a pintura sob meu pincel começa a narrar ou a se impor. Quando estou trabalhando, a forma se torna uma mulher ou o símbolo de um pássaro ... O primeiro estágio é livre e subconsciente. O segundo estágio é cuidadosamente planejado"
7. Bottle of Rum and Newspaper, de Juan Gris
Pintada entre 1913 e 1914 pelo espanhol cubista Juan Gris, o trabalho é tinta a óleo sobre tela. Gris frequentemente usava planos sobrepostos de cor e textura.
O quadro, que é das suas obras mais representativas
.
8. Black in deep red, de Mark Rothko
Considerada uma pintura trágica devido as suas cores fortes e fúnebres, Black in Deep Red, criado em 1957, é um dos quadros de maior sucesso do pintor norte-americano Mark Rothko.
A obra atualmente pertence a uma coleção particular após ter sido vendida em 2000 por assombrosos mais de três milhões de dólares.
9. Concetto spaziale 'Attesa', de Lúcio Fontana
A tela acima faz parte de uma série de obras que o pintor Lúcio Fontana produziu enquanto esteve em Milão entre 1958 e 1968. Essas obras, que consistem em uma tela cortada uma ou múltiplas vezes, são coletivamente conhecidas como Tagli ("cortes").
O objetivo dos furos é, literalmente, romper a superfície do trabalho para que o espectador possa perceber o espaço que está além.
Em 1968, Fontana disse a um entrevistador:
"Eu criei uma dimensão infinita (...) minha descoberta foi o buraco e é isso. Fico feliz em ir para o túmulo depois de tal descoberta”
10. Counter-Composition VI, de Theo van Doesburg
O artista holandês Theo van Doesburg (1883–1931) pintou a obra acima no ano de 1925, em formato quadrado, usando tinta a óleo em uma lona presa a uma maca de madeira.
As formas geométricas e simétricas são dispostas cautelosamente, antes de serem cobertas com tinta, as linhas pretas foram desenhadas com uma caneta a priori.
11. Metaesquema, de Hélio Oiticica
O artista plástico brasileiro Hélio Oiticica nomeou o experimento realizado entre 1957 e 1958 de metaesquema. Tratava-se de uma série de pinturas que carregavam retângulos inclinados pintados a tinta guache sobre um cartão. São formas geométricas com molduras de uma única cor (nesse caso o vermelho) diretamente aplicadas em uma superfície lisa e aparentemente vazia. As formas são organizadas em composições densas que se assemelham a grades que são inclinadas.
Oiticica produziu toda a sua série de suas pinturas Metaesquema enquanto vivia e trabalhava no Rio de Janeiro. Segundo o próprio pintor, tratava-se de uma “obsessiva dissecação do espaço”. Elas foram o pontapé inicial de pesquisa para trabalhos mais complexos tridimensionais que o artista viria a desenvolver no futuro. Em 2010, um “Metaesquema” foi vendido em leilão da Christie’s por US$ 122,5 mil.