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TANINOS 
Farmacognosia II – 7o. Período – Farmácia - UEG 
Profa. Joelma 
Situação-Problema - 
Taninos 
 Um laboratório de controle de qualidade 
recebeu duas amostras de barbatimão 
droga vegetal (casca dessecada e 
pulverizada) provenientes de dois 
fornecedores: um idôneo e um informal. 
Proponha um roteiro para a avaliação da 
qualidade destes materiais vegetais a partir 
de monografias ou publicações científicas 
deste vegetal. 
1. INTRODUÇÃO 
Plantas taníferas, 
historicamente... 
Papel biológico 
nas plantas: 
Defesa: 
Ataque de herbívoros 
 (vertebrados ou 
 invertebrados), 
fungos, bactérias. 
1. INTRODUÇÃO 
Definição clássica de taninos 
segundo Bate-Smith e Swain: 
 
“Compostos fenólicos hidrossolúveis, 
com pesos moleculares entre 500 e 
3000 Daltons, que dão reações comuns 
aos fenóis e que precipitam alcaloides, 
gelatina e outras proteínas”. 
 
2. CLASSIFICAÇÃO 
 Taninos hidrolisáveis 
Galotaninos 
Elagitaninos 
 
 Taninos condensados 
 
 Taninos complexos 
2.1 Taninos hidrolisáveis 
Poliol central (β-D-Glicose) – OH esterificadas com o ácido gálico. 
O
HO
OH
OH
O
O
HO
HO
OH
O
O
HO
HO
HO
O
O
HO OH
OH
O
O
OH
OH
HO
O
O
13
6
5
4
2
β-1,2,3,4,6-pentagaloil-D-glicose 
Padrão máximo de 
substituição. 
Precursor de 
galotaninos e 
elagitaninos 
HO
OH
OH
HO O
1
2
3
4
5
6
7
ácido gálico 
2.1.1 Galotaninos 
As unidades de ácido gálico encontram-se unidas por ligações meta-
depsídicas. 
HO
OH
O
O
OH
OH
OH
O
O
O
O
O
O
O
OHHO
O
O
HO
HO
HO
O
OH
OH
O
O
HO
HO
OH
O
OHHO
OH
O
OH
OH
HO
O
meta-digaloila 
OH
OH
O
O
HO
HO
OH
O
G 
G 
Ácido tânico 
O
O
O OG
O
OG
G
G
G
GG
G
Ácido tânico 
2.1.2 Elagitaninos 
O
O
O
O
O
OH
OH
OH
O
O
O
O
HO OH
HO
OH
OH
HO
O
O
HO
HO
OH
OH
HO
HO
HO
OH
OH
HO O
1
2
3
4
5
6
7
Possuem um ou dois resíduos de hexa-hidróxi-difenoila (HHDP) – 
acoplamento oxidativo entre dois resíduos de ácido gálico (C-C). 
H+ 
 
OHO
HO
H O OH
OH
H
O
OÁcido elágico 
Ácido gálico 
+ 
Grupos hexa-hidróxi-difenoila 
2.1.2 Elagitaninos 
 Os elagitaninos isolados até o 
momento são: 
Monômeros; 
Dímeros; 
Trímeros; 
Tetrâmeros; 
Oligômeros. 
2.1.2 Elagitaninos 
O
HO
HO
OH
OH
OH
O
OH
OH
OH
OH
OH
Monômeros são classificados em três grupos: 
Glicose em cadeia 
aberta 
Glicose cadeira- 
substituintes axial 
Glicose cadeira – 
substituintes equatorial 
CHO
OHH
HHO
OHH
OHH
CH2OH
2.1.2 Elagitaninos 
Oligômeros 
Condensação de 
unidades 
monoméricas. 
2.2 Taninos Condensados ou 
proantocianidinas 
Proantocianidinas 
 
Resultam em 
antocianidinas após 
tratamento, a quente, 
com ácidos minerais. 
 
2.2 Taninos Condensados ou 
proantocianidinas 
 
 
Estruturalmente são oligômeros ou polímeros de 
catequinas (flavan-3-ol) e de leucoantocianidinas 
(flavan-3,4-diol). 
 
O
OH
HO
2
3
45
6
7
8
9
10
OH
1'
2'
3'
5'
6'
4'
OH
OH
Catequina (flavan-3-ol) 
OHO
OH
OH
OH
OH
OH
Leucoantocianidina (flavan-3,4-diol) 
H+ 
 
Antocianidina 
Nomenclatura trivial das 
proantocianidinas 
O
OH
HO
2
3
45
6
7
8
9
10
OH
1'
2'
3'
5'
6'
4'
OH
OH
O
OH
HO
OH
OH
OH
Dímeros foram divididos em 2 grupos: A e B 
O
OH
HO
2
3
45
6
7
8
9
10
OH
1'
2'
3'
5'
6'
4'
OH
OH
O
HO
OH
HO
OH
HO
Tipo B 
Epicatequina-(4β→8)-catequina Epicatequina-(4β→6)-catequina 
Nomenclatura trivial das 
proantocianidinas 
Dímeros foram divididos em 2 grupos: A e B 
Tipo A 
Robinetinidol-(2β→7;4β→8)-catequina 
OHO
OH
OH
OH
O
O
OHHO
HO
OH
4
8
7
2
HO
A estereoquímica no C2 dos flavan-3-óis é 
normalmente R. Podendo resultar em 
configurações 2R, 3S ou 2R, 3R. Quando 
ocorrem com a configuração 2S (menos 
frequente) coloca-se o prefixo ent (enantio) à 
frente do nome vulgar. 
Configuração 2R, 3S 
Catequina ou (+)-catequina 
O
OH
HO
2
3
45
6
7
8
9
10
OH
1'
2'
3'
5'
6'
4'
OH
OH
O
OH
HO
2
3
45
6
7
8
9
10
OH
1'
2'
3'
5'
6'
4'
OH
OH
Configuração 2R, 3R 
Epicatequina 
O
OH
HO
2
3
45
6
7
8
9
10
OH
1'
2'
3'
5'
6'
4'
OH
OH
Configuração 2S, 3S e 2S, 3R 
ent-epicatequina e ent-Catequina ou (-)-catequina 
Exemplos: 
2.3 Taninos Complexos 
OH
C
H
O
O
O
O
O
HO OH
HO
OH
OH
HO
O
O
HO
HO
OH
OH
HO
HO O
OH
HO
2
3
45
6
7
8
9
10
OH
1'
2'
3'
5'
6'
4'
OH
OH
O
Camelitanino B 
Elagitanino Complexo 
3. Ocorrência e localização 
 Distribuição generalizada em concentrações variáveis; 
 
 As concentrações variam conforme a espécie, o órgão, a idade, 
o estado de desenvolvimento (predomina em frutos verdes); 
 
 Órgãos: folhas, frutos, cascas e madeiras; 
 
 Dissolvidos em vacúolos; 
 
 Fazem parte do sistema de defesa natural do vegetal – taninos 
em galhas induzidas por insetos galhadores. 
 
 Taninos hidrolisáveis e condensados podem ocorrer 
simultaneamente na mesma planta, porém com o predomínio 
de um deles; 
 
 Elagitaninos: marcadores taxonômicos no complexo HDR 
(Hamamelidaceae, Dilenidaceae e Rosaceae). 
4. Complexação taninos-
proteínas 
 Podem ser: 
 
Reversíveis – ligações de hidrogênio e 
interações hidrofóbicas; 
 
Irreversíveis – ligações covalentes. 
4. Complexação taninos-
proteínas 
 Reversíveis: 
 
 Ligações de hidrogênio – OH dos 
taninos e amidas das proteínas; 
 
 Interações hidrofóbicas – 
aromáticos dos taninos e cadeias 
laterais alifáticas ou aromáticas dos 
aminoácidos das proteínas; 
 
 Os complexos reversíveis podem 
ser solúveis ou insolúveis – 
depende da proporção 
tanino/proteína, pH e força iônica 
do meio. 
4. Complexação taninos-
proteínas 
 Irreversíveis: 
 
 Ocorrem por auto-oxidação ou oxidação catalisada por 
enzimas nos tecidos danificados do vegetal, ou ainda in vitro 
em exposição ao ar e pH elevado – fenóis são transformados 
em quinonas, que interagem com grupos nucleofílicos das 
proteínas (grupo tiol – SH – da cisteína) formando ligações 
covalentes; 
 
 Estas reações conferem estabilidade ao complexo 
tanino/proteína, importante no curtume do couro. 
 
5. Atividades Farmacológicas e 
Biológicas 
 Na medicina popular, as 
plantas ricas em taninos 
são usadas para: 
 
Diarreia; 
Hipertensão arterial; 
Reumatismo; 
Hemorragias; 
 Feridas; 
Queimaduras; 
 Problemas estomacais, 
renais e inflamatórios. 
5. Atividades Farmacológicas e 
Biológicas 
 Decorrentes de três características gerais dos 
taninos (hidrolisáveis e condensados): 
Complexação com íons metálicos (ferro, manganês, 
vanádio, cobre, alumínio, cálcio, etc.); 
 
Atividade antioxidante e sequestradora de radicais 
livres; 
 
Habilidade de complexar-se 
com outras moléculas 
(proteínas, alcaloides, 
polissacarídeos). 
Afinidade dos taninos por proteínas 
ricas em prolina – presentes na saliva- adstringência 
5. Atividades Farmacológicas e 
Biológicas 
 Estudos científicos demonstram: 
 
 
Atividade na cicatrização de feridas, 
queimaduras e úlceras (formação de 
camada protetora); 
 
Atividade anti-inflamatória(bloqueia 
enzimas); 
 
 Potencial na inibição de problemas 
degenerativos (câncer, esclerose múltipla, 
aterosclerose e envelhecimento) por serem 
antioxidantes; 
 
5. Atividades Farmacológicas e 
Biológicas 
 Podem agir como antioxidantes por: 
 
 
 Quelação de íons metálicos, como ferro (II) 
e cobre (I) – envolvidos na conversão do ânion 
superóxido (O2
-) e peróxido de hidrogênio 
(H2O2) no radical hidroperóxido (HO
); 
 
 Bloqueio de enzimas, como xantina-oxidase e 
proteína-quinase C – responsáveis pela geração 
de ânion superóxido (O2
-); 
 
 Transferência de um átomo de hidrogênio ou 
de um elétron do tanino/fenol para o radical 
livre - ação mais efetiva. 
 
– Oxidação ao ar, à luz ou ação enzimática bacteriana (lipases). 
• São formados compostos carbonílicos voláteis de ↓PM (aldeídos, 
cetonas) – alterações sabor, odor e cor – rancificação 
• Nos fosfolipídeos de membrana podem ocorrer fenômenos 
semelhantes – peroxidação dos fosfolipídeos 
 
Polifenóis, butil hidroxi anisol 
(BHA), butil hidroxi tolueno 
(BHT), tocoferóis (vit. E). 
Alteração oxidativa dos ácidos graxos naturais 
(principalmente os insaturados): 
 
5. Atividades Farmacológicas e 
Biológicas 
 Estudos científicos demonstram: 
 
Atividade preventiva de metástases tumorais 
(inibição de uroquinase pelo epigalocatequina-3-
O-galato, presente no chá verde); 
 
Atividade antimicrobiana (inibição de enzimas, 
ação sobre membranas ou complexação com íons 
metálicos); 
 
Atividade antiviral (ligação com proteínas do 
capsídeo viral ou com a membrana da cél. 
hospedeira). 
 
6. Biodisponibilidade e 
Metabolismo 
 Monômeros de catequina e epicatequina – absorvidas no 
intestino delgado e metabolizadas no fígado; 
 
 Dímeros e trímeros – são absorvidos no intestino e 
distribuídos em todos os tecidos; 
 
 As formas oligoméricas e poliméricas têm baixa 
biodisponibilidade e não são despolimerizados no estômago, 
provavelmente formam complexos com proteínas. 
Taninos condensados 
6. Biodisponibilidade e 
Metabolismo 
 Somente são absorvidos intactos quando 
administrados em altas doses. Normalmente são 
hidrolisados no pH alcalino do intestino delgado 
liberando ácido gálico e/ou ácido elágico; 
 
 Ácido gálico – absorvido no intestino delgado; 
 
 Ácido elágico – parte é absorvida pelo intestino e 
outra parte é degradada por bactérias intestinais 
formando urolitinas, estas são em seguida 
absorvidas e provavelmente as maiores responsáveis 
pelas atividades biológicas de plantas ricas em ácido 
elágico. 
Taninos hidrolisáveis 
Urolitina A – produto da degradação da 
punicalagina – elagitanino de Punica 
granatum L. (Lythraceae) 
7. Aplicações industriais e outras 
 Curtimento do couro (quebracho 
e acácia); 
 
 Fabricação de tintas; 
 
 Reagentes para detecção de 
gelatinas, proteínas e alcaloides; 
 
 Produção de agentes floculantes e coagulantes para 
tratamento da água; 
 
 Produção de espumas resistentes à flamabilidade 
(reação de taninos com isocianatos); 
 
 Contribuem para a sensação adstringente de vinhos, 
sucos, chás e outras bebidas; 
 
 Antídotos na intoxicação por alcaloides. 
 
 
8. Propriedades Físico-químicas 
 Substâncias amorfas, adstringentes, solúveis em água 
originando soluções coloidais; 
 
 Pouco solúveis em acetato de etila e insolúveis em solventes 
orgânicos apolares; 
 
 Oxidam-se facilmente (ar, sol. alcalinas e em água); 
 
 Precipitam com amidas e substâncias aminadas (proteínas e 
alcaloides) e quelam metais pesados; 
 
 Em meio ácido a quente: 
 Taninos hidrolisáveis: hidrolisam-se liberando glicose e ácido 
gálico e/ou HHDP; 
 Taninos condensados: sofrem rotura da ligação interflavânica 
liberando o flavanol correspondente e um carbocation que oxida 
e se converte em antocianidina. 
9. Extração e isolamento 
 Secagem: ao sol ou em estufa ↑70oC - ↓Teor de 
taninos e outros compostos fenólicos. O método 
ideal é a liofilização, entretanto utiliza-se a 
secagem à sombra em temp. amb. 
 
 Escolha do solvente: Mais recomendados - 
misturas de metanol:água, acetona:água. 
 
 Armazenamento após isolamento e purificação: 
hidrolisáveis (t. ambiente), condensados (t.baixa e 
protegido da luz). 
 
 
Fatores importantes na extração de taninos: 
 
Para 
prevenir 
oxidação 
durante a 
extração – 
adicionar 
0,1% (m/v) 
de ácido 
ascórbico. 
10. Purificação e elucidação 
estrutural 
 Extração em acetona:água (1:1, 7:3); 
 Evaporação da acetona em evaporador rotativo (temp.  40°C); 
 Partição líquido:líquido da fração aquosa (acetato de etila e n-
butanol), evaporação sob vácuo e liofilização das frações obtidas; 
 
 Cromatografia em Coluna aberta: 
 Fase estacionária: Sephadex LH-20, gel de sílica de fase reversa 
(C18) e polímeros vinílicos (Diaion HP 20). 
 Fase móvel: água, água/metanol, metanol ou água/acetona. 
 
 CCD para monitorar as frações recolhidas: 
 Fase estacionária: gel de sílica F254 
 Fase móvel: t. condensados - acetato de etila, ácido fórmico e água 
(90:5:5); t. hidrolisáveis - tolueno, formiato de etila, ácido fórmico 
(1:7:1). 
 Revelação: solução etanólica de FeCl3 a 1% ou vanilina sulfúrica +  
 
 Purificação final: CLAE preparativa C18 
 
 Elucidação estrutural: RNM 1H e 13C; EM; 
Dicroismo circular (C-2 S ou R). 
 
11. Métodos de Análise 
 Qualitativos: 
 Precipitação da gelatina 1% (10% de NaCl) e alcaloides; 
 Cloreto férrico – azul (taninos hidrolisáveis), verde 
(taninos condensados); 
 Formaldeído e HCL (aquecimento) – precipita taninos 
condensados. 
 
 Quantitativos: 
 Fenóis totais: Métodos que utilizam reações de óxido-
redução entre o reagente e as hidroxilas fenólicas 
gerando complexos coloridos que são quantificados por 
espectrofotometria. 
 Taninos: Reações com precipitação de 
proteínas também quantificadas por 
espectrofotometria. 
 
12. Drogas vegetais 
clássicas 
 Hamamelis virginiana L. (Hamamelidaceae); 
 
 Parte usada= folhas e cascas; 
 
 Origem: arbusto encontrado nos bosques 
úmidos dos EUA e Canadá. 
 
 Monografia: F.Bras. V 
 
 Dados químicos: taninos condensados (folhas) 
e hidrolisáveis (cascas). 
 
 Dados farmacológicos: propriedades 
adstringentes e hemostáticas - hemorróidas, 
feridas, queimaduras, inflamações bucais. 
 
 Dados toxicológicos: Seguro nas dosagens 
usuais em uso externo, internamente pode 
causar náusea, vômitos e constipação. 
Hamamélis 
 
12. Drogas vegetais 
clássicas 
 Stryphnodendron adstringens 
(Mart.) Coville. (Fabaceae); 
 
 Parte usada= cascas; 
 
 Origem: árvore característica do 
Cerrado brasileiro. 
 
 Monografia: F.Bras. V 
 
 Dados químicos: taninos condensados (predominam) e hidrolisáveis. 
 
 Dados farmacológicos: uso interno e externo: propriedades adstringentes e 
hemostáticas - leucorréias, hemorróidas, diarréias, feridas, queimaduras, 
inflamações bucais. Medicamento Fitoscar® 
 
 Dados toxicológicos: pouco se sabe, o uso etnomedicinal demonstra ser 
seguro. As sementes do fruto são tóxicas. 
Barbatimão 
 
12. Drogas vegetais 
clássicas 
 Eugenia uniflora L. (Myrtaceae); 
 
 Parte usada= folhas; 
 
 Origem: Brasil e América do Sul. 
 
 Monografia: F.Bras. V 
 
 Dados químicos: polifenóis, elagitaninos macrocíclicos(Oenoteína B), 
flavonóides. 
 
 Dados farmacológicos: antidiarréica, diurética, anti-inflamatória, 
antifúngica, antimalárica, hipoglicemiante, hipotensona, entre 
outras. 
 
 Dados toxicológicos: sem toxicidade nas dosagens usuais. 
Pitangueira 
 
12. Drogas vegetais 
clássicas 
 Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek 
(Celastraceae); 
• Descrição: árvore de pequeno porte 
ou arbusto grande; 
 
 Parte usada= folhas; 
 
 Extrato seco: padronizado 
para conter 3,5% de taninos totais 
 
 Origem: árvore do Brasil, 
 de Minas Gerais até Rio Grande do Sul. 
 
 Monografia: F.Bras. V 
 
 Dados químicos: esteróides triterpenos (friedelina), flavonóides (quercetina e 
kamferol) e taninos condensados monoméricos (4’-O-metil-epigalocatequina) 
e diméricos . 
 
 Dados farmacológicos: Efeito antiulcerogênico - os taninos inibem a atividade 
gástrica da H+K+-ATPase, nas células parietais e combatem Helicobacter 
pylori. Aceleram a cicatrização da úlcera por formarem película protetora. 
 
 Dados toxicológicos: sem toxicidade nas dosagens usuais. 
https://www.youtube.com/watch?v=2mtdDGc7Kco 
Espinheira Santa 
 
Referências Bibliográficas 
 
 BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Instrução 
Normativa nº 02, de 13 de maio de 2014. Publica a “Lista de medicamentos 
fitoterápicos de registro simplificado” e a “Lista de produtos tradicionais 
fitoterápicos de registro simplificado”. 2014. 
 
 BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de 
Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. Brasília: ANVISA, 2011. 
 
 BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de 
Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. Primeiro Suplemento. Brasília: ANVISA, 2018. 
 
 CUNHA, A.P.; BATISTA, M.T. Taninos. In: CUNHA, A.P. (Coord.). Farmacognosia e 
Fitoquímica. 3. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010. p. 291-316. 
 
 INDICE TERAPÊUTICO FITOTERÁPICO (ITF). Petrópolis: Editora de Publicações Biomédicas, 
2008. 
 
 LORENZI, H.; MATOS, F.J. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2. ed. Nova 
Odessa: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2008. 
 
 MELLO, J.C.P.; SANTOS, S.C. Taninos. In.: SIMÕES, C.M.O. et al. (Org.). Farmacognosia: 
do produto natural ao medicamento. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 235-248. 
 
 SAAD, G.A.; LÉDA, P.H.O.; SÁ, I.M.; SEIXLACK, A.C. Fitoterapia Contemporânea: 
tradição e ciência na prática clínica. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

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